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Série Perfil de Projetos

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Academic year: 2019

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(1)

8QLGDGHLQGXVWULDOGHUHFLFODJHPH

SURFHVVDPHQWRGHSOiVWLFR

(2)

680È5,2

Página

Apresentação 2

Introdução 3

Enquadramento Técnico do Negócio 4

Projeto 5

Mercado 19

Detalhamento dos Investimentos 28

Aspectos Econômicos e Financeiros 31

Resultados Operacionais 36

Incentivos e Fontes de Financiamento 39

Fontes de Referência 42

Anexos 42

$35(6(17$d­2

Iniciar uma atividade empresarial requer do investidor o pleno domínio da atividade que se propõe a iniciar. Neste sentido, tão importante quanto o conhecimento do ambiente econômico no qual está inserido, sua capacidade gerencial é um fator de fundamental relevância para o bom desempenho do negócio.

A 6pULH 3HUILO GH 3URMHWRV tem como objetivo suprir de informações o empreendedor disposto a realizar um novo investimento. Trata-se de um instrumento de auxílio ao investidor na elaboração de um plano de negócios que deve ser adaptado para cada situação. E este é o objetivo do SEBRAE/ES: auxiliar as micro e pequenas empresas e dar as condições necessárias ao surgimento de novos empreendimentos que sejam bem estruturados e capazes de enfrentar os desafios do mercado.

(3)

,1752'8d­2

As oportunidades para se investir em um bom negócio não acontecem normalmente ao acaso. Elas podem ser buscadas ou mesmo construídas a partir de informações levantadas e conhecimentos adquiridos com o tempo. Sempre, no entanto, é necessário que o investidor faça os seus cálculos sobre o quanto ele vai despender – imobilizar – e sobre os resultados esperados do empreendimento. Mesmo no meio da incerteza que o cerca e conseqüentemente do risco do negócio, fazer cálculos sobre os ganhos esperados da aplicação dos recursos é tarefa indispensável. Esse exercício de prospecção de um negócio é chamado de projeto.

Na verdade, um projeto procura sistematizar informações, trabalhá-las e analisá-las de tal forma a permitir concluir se determinada decisão de investimento é viável ou não. Enquanto tal, o projeto pode ser elaborado obedecendo diferentes níveis de complexidade e detalhamento. A idéia básica de perfil de projeto que servirá de orientação para o presente trabalho busca simplificar a tarefa de sistematização de informações e dos cálculos econômicos que servirão de subsídio à conclusão final sobre a viabilidade do investimento.

O perfil aqui apresentado, Unidade Recicladora e Produtora de Plásticos (pellets)., obedece os roteiros tradicionais de projeto, sem no entanto aprofundar detalhes técnicos. Serve, dessa forma, como orientação metodológica e de gestão do processo de tomada de decisão. Há uma preocupação com os pré-requisitos necessários para um bom negócio, como alguns atributos do empreendedor, o conhecimento do mercado, a visão prospectiva, alguns aspectos dimensionais do negócio( tamanho, montante de recursos, etc.) e projeção de resultados.

É bom deixar claro que os números refletem momentos, situações e locais específicos, o que permite afirmar que para cada local ou conjuntura, existiria um projeto. Isso não invalida o processo de cálculo e conclusões decorrentes. O perfil de projeto reflete uma situação e local genéricos. O tamanho, por exemplo, é definido pela quantidade de usuários que se espera receber ou no mínimo a quantidade necessária para ocupar e viabilizar os investimentos com as instalações, equipamentos e manutenção de um Unidade Recicladora e Produtora de Plásticos.

O presente perfil tem por finalidade mostrar a viabilidade de um Unidade Recicladora e Produtora de Plásticos voltada basicamente para o processamento do polímero PEBD e PEBDL (filme) , considerando-se os recursos necessários, condicionantes existentes e perspectiva de mercado. A primeira parte faz o enquadramento do negócio( dados gerais e conceito do projeto ); em seguida é feita uma abordagem sobre o mercado potencial, principalmente em termos de orientação sobre quais variáveis ou fatores a serem analisados. Já a parte econômica e financeira centra atenção nos aspectos de receitas e custos. A viabilidade do projeto é definida pela taxa interna de retorno, tempo necessário para a amortização do investimento e o valor presente líquido do fluxo de caixa.

Considerando os 16 municípios pesquisados na primeira fase, a indicação da necessidade de uma Unidade Industrial de Reciclagem e Processamento de Plástico foi detectada com maior ênfase pelo município de Apiacá. Isso não invalida, no entanto, a adequabilidade do projeto para outros municípios ou localidades. As adaptações que porventura se fizerem necessárias ocorrerão por conta das especificidade de cada localidade.

(4)

(148$'5$0(1727e&1,&2'21(*Ï&,2

7,32'(1(*Ï&,2

UNIDADE RECICLADORA E PRODUTORA DE PLÁSTICOS

6(725'$(&2120,$

Primário

5$02'($7,9,'$'(

Reciclagem de Plásticos

352'8726$6(5(02)(57$'26

Pellets de PEBD E PEBDL reciclados

,19(67,0(17235(9,672

Investimento total em R$

Investimento fixo 94.013,68

Capital de giro 2.046,34

Reserva técnica 4.803,00

)$785$0(172 $18$/ (63(5$'2 (0 5 D GD FDSDFLGDGH GH

SURGXomR

R$ 214.695,94

Ë1',&(6'($9$/,$d­2DGDFDSDFLGDGHGHSURGXomR

Ponto de Equilíbrio (em %) 67,57

Valor Presente Líquido (a 15% ao ano em R$) 70.048,09 Taxa Interna de Retorno (anual a 100% da capacidade em %) 31,23%

Pay-Back Time (anos) 4,32

(5)

2352-(72

2%-(7,92

O objetivo do presente perfil é sistematizar e trabalhar um conjunto de informações que permita ao investidor potencial analisar a oportunidade de implantação de um Unidade Recicladora e Produtora de Plásticos, conduítes e mangueiras com capacidade de processamento mensal de 33,28 toneladas do plástico tipo PEBD E PEBDL , trabalhando com um total de 6 funcionários em regime de 1 turno de 8 horas. Eventualmente a unidade poderá processar sacos de lixo e sacolas plásticas com a aquisição de novos equipamentos.

5(48,6,726'2(035((1'('25

O empreendedor é geralmente um agente econômico especial, as vezes sonhador, que tem a capacidade de transformar boas idéias em um negócio rentável. É importante lembrar que ninguém nasce com todas as habilidades desejáveis de um empreendedor. Ou seja, muitas das características pessoais positivas são adquiridas ou lapidadas com o passar do tempo, seja pela vivência, seja pelo estudo e observação daquilo que acontece no mundo a sua volta. No entanto, é sempre aconselhável que se disponha de um mínimo de conhecimentos gerenciais e técnicos para levar a frente um empreendimento.

Dentre os aspectos fundamentais da personalidade desejados de um empreendedor destacam-se: - &ULDWLYLGDGH : aceitar desafios e buscar soluções viáveis para o equacionamento de problemas. - /LGHUDQoD capacidade de inspirar confiança, motivar, delegar responsabilidades, formar equipe,

criar um clima de moral elevado, saber compartilhar idéias, ouvir , aceitar opiniões, elogiar e criticar construtivamente pessoas.

- 3HUVHYHUDQoD: capacidade de manter-se firme num dado propósito, sem deixar de enxergar os limites de sua possibilidade, buscar metas viáveis até mesmo em situações adversas.

- )OH[LELOLGDGH: poder de controle dos seus impulsos para ajustar-se quando a situação demandar mudanças, rever posições estar aberto para estudar e aprender sempre.

- 9RQWDGH GH WUDEDOKDU: dedicação plena e entusiasmada ao seu negócio com tempo e envolvimento pessoal, um negócio é tocado com inspiração mas também com muita transpiração. - $XWRPRWLYDomR: vontade de encontrar a realização pessoal no trabalho e seus resultados.

- )RUPDomR SHUPDQHQWH: capacidade de buscar um processo de permanente atualização de informações sobre o mercado no qual ele se insere, tendências econômicas em todos os níveis, e atualização profissional sobre novas técnicas gerenciais.

- 2UJDQL]DomR: compreender as relações internas para ordenar o processo produtivo e administrativo de forma lógica e racional , entender as alterações ocorridas no meio ambiente externo de forma a estruturar a empresa para melhor lidar com estas mudanças.

(6)

O empreendedor necessita possuir um visão global do negócio, que implica tanto o conhecimento do mercado fornecedor, quanto do mercado final, canais e regras de convivência com o mundo dos negócios. É importante que o empreendedor defina a sua estratégia de atuação de tal modo a garantir o máximo de resultados através da melhor prestação de serviços

É de extrema importância que o empreendedor conheça os diversos tipos de plásticos existentes, bem como as suas diferentes utilizações, pois da correta seleção e separação dos produtos gerando maior ou menor contaminação do produto final ( qualidade)

&21',&,21$17(6/2&$&,21$,6

O sucesso de um Unidade Recicladora e Produtora de Plásticos está muito ligado a escolha do local de instalação. Quanto a esse aspecto é importante observar:

a- Quanto aos aspectos externos:

Œ Facilidade de acesso

Œ Proximidade de grandes centros urbanos Œ Facilidade de obtenção de matéria-prima b- Quanto aos aspectos internos:

Œ Espaço físico adequado Œ Disposição dos equipamentos;

Œ Ampla Área para Recepção, Lavagem e Estoque de Material Processado

±$63(&726)Ë6,&26

(7)

&$5$&7(5Ë67,&$6%È6,&$6'2352'872$6(52)(57$'2

±&21+(&(1'280328&20$,662%5(3/È67,&26 4.5.1.1.-O QUE É O PLÁSTICO

A palavra plástico vem do grego plastikós, que significa: adequado à moldagem.

Plásticos são materiais formados pela união de grandes cadeias moleculares chamadas polímeros, que, por sua vez, são formadas por moléculas menores chamadas de monômeros.

Os plásticos são produzidos através de processo químico chamado de Polimerização, que proporciona a união química de monômeros para formar polímeros.

Os polímeros podem ser naturais ou sintéticos. Os naturais como : algodão, madeira, cabelos, chifre de boi, látex, entre outros, são comuns em plantas e animais. Os sintéticos, tais como os plásticos, são obtidos quimicamente pelo homem do petróleo.

O tamanho e a estrutura da molécula do polímero determinam as propriedades do material plástico.

Os polímeros são classificados em 2 tipos :

7HUPRSOiVWLFRV : São plásticos que não sofrem alterações em sua estrutura química durante o aquecimento e que após o resfriamento podem ser novamente fundidos. Exemplos : PP, PEAD, PEBD, PET, PS, PVC, ABS, etc.

(8)

26',)(5(17(67,326'(3/È67,&2

Os plásticos são classificados conforme a sua estrutura e são assim classificados :

(SROLHWLOHQRWHUHIWDODWR

Produtos : frascos e garrafas para uso alimentício/hospitalar, cosméticos, bandejas para microondas, filmes para áudio e vídeo, fibras têxteis, etc.

Benefícios :transparente, inquebrável, impermeável, leve.

PEAD - polietileno de alta densidade

Produtos :embalagens para detergentes e óleos automotivos, sacolas de supermercados, garrafeiras, tampas, tambores para tintas, potes, utilidades domésticas, etc.

(9)

policloreto de vinila

Produtos : embalagens para água mineral, óleos comestíveis, maioneses, sucos. Perfis para janelas, tubulações de água e esgotos, mangueiras, embalagens para remédios, brinquedos, bolsas de sangue, material hospitalar, etc.

Benefícios: :rígido, transparente, impermeável, resistente à temperatura e inquebrável.

polietileno de baixa densidade/ polietileno linear de baixa densidade

Produtos : sacolas para supermercados e boutiques, filmes para embalar leite e outros alimentos, sacaria industrial, filmes para fraldas descartáveis, bolsa para soro medicinal, sacos de lixo, etc.

Benefícios : flexível, leve transparente e impermeável.

(10)

Produtos : filmes para embalagens e alimentos, embalagens industriais, cordas, tubos para água quente, fios e cabos, frascos, caixas de bebidas, autopeças, fibras para tapetes utilidades domésticas, potes, fraldas e seringas descartáveis, etc.

Benefícios: conserva o aroma, inquebrável, transparente, brilhante, rígido e resistente a mudanças de temperatura

poliestireno

Produtos :potes para iogurtes, sorvetes, doces, frascos, bandejas de supermercados, geladeiras (parte interna da porta), pratos, tampas, aparelhos de barbear descartáveis, brinquedos, etc.

Benefícios :impermeável, inquebrável, rígido, transparente, leve e brilhante.

Neste grupo encontram-se, entre outros, os seguintes plásticos: ABS/SAN, EVA e PA. Produtos:

solados, autopeças, chinelos, pneus, acessórios esportivos e náuticos, plásticos especiais e de engenharia, CDs, eletrodomésticos, corpos de computadores, etc.

Benefícios : flexibilidade, leveza, resistência à abrasão, possibilidade de design diferenciado.

Vantagens do uso de materiais plásticos menor consumo de energia na sua produção; redução do peso do lixo;

0(5&$'2 3(%' 3($' 33 36 39&

$%6

6$1 3(%'/ (9$ 3(7

8WHQVtOLRV'RPpVWLFRV P P P P P P P P P

6DFRVH6DFRODV P P - - - - P P

-$XWRSHoDV S S P P S P S S P

&RQVWUXomR&LYLO S S S - P - S -

-2XWUDV(PEDODJHQV - - - S - S S - S &DOoDGRV - - - - S - - -

-'HVWLQR)LQDOGH3OiVWLFRV5HFLFODGRV

(11)

3URFHVVRVGH7UDQVIRUPDomRGR3OiVWLFR

Na preparação de uma mistura moldavel de plástico, além das resinas plásticas, podem ser utilizados aditivos tais como: plastificantes, cargas, corantes e pigmentos, estabilizantes, modificadores de impacto e lubrificantes.

Após o processo de produção, os plásticos que são gerados em forma de grãos são enviados para as indústrias transformadoras, que irão transformar a resina em produtos através dos seguintes processos.

([WUXVmR

Uma extrusora consiste essencialmente de um cilindro em cujo interior gira um parafuso de Arquimedes (rosca sem-fim), que promove o transporte do material plástico. Este é progressivamente aquecido, plastificado e comprimido, sendo forçado através do orifício de uma matriz montada no cabeçote existente na extremidade do cilindro.

O aquecimento é promovido ao longo do cilindro e no cabeçote, geralmente por resistências elétricas, vapor ou óleo.

O material assim amolecido e conformado é submetido a um resfriamento. Desta forma, o processo de extrusão pode ser utilizado para obtenção de filmes de PEBD, para uso como saco plástico, ou tubos de PVC ou PE.

6RSUR

A moldagem por sopro permite a confecção de peças ocas como bolsas, frascos ou garrafas. O processo consiste na expansão de um tubo pré-conformado sobre a ação de aquecimento e ar comprimido no interior de um molde bipartido. Em contato com o molde, o material resfria e endurece, permitindo a abertura e a retirada do artefato.

(12)

,QMHomR

A moldagem por injeção é o processo que permite a confecção de utensílios plásticos em geral -bacias, tampas, caixas, pára-choques, calotas, etc.

Consiste na introdução do plástico em um molde fechado e frio ou pouco aquecido, por intermédio de pressão fornecida por um êmbolo.

(13)

2352&(662'(5(&,&/$*(0'23/È67,&2

248(e5(&,&/$*(0

O tratamento do lixo doméstico no Brasil é realmente uma tragédia, 76% dos 70 milhões de quilos produzidos por dia, são lançados a céu aberto, 10% em lixões controlados, 9% para aterros sanitários e apenas 2% é reciclado. A realidade está mudando, hoje as pessoas que pensam um pouco mais neste planeta recorrem a alternativas que podem minimizar esta situação caótica.

5HGX]LU5HXWLOL]DUH5HFLFODU são as palavras de ordem para melhorar as condições de vida no presente e preservar o meio ambiente e recursos naturais para as gerações futuras

Reciclagem é a revalorização dos descartes domésticos e industriais, mediante uma série de operações, que permitem que os materiais sejam reaproveitados como matéria-prima para outros produtos.

É uma atividade moderna que alia consciência ecológica ao desenvolvimento econômico e tecnológico.

A reciclagem de materiais descartados compreende basicamente as seguintes etapas:

 &ROHWDH6HSDUDomR

triagem por tipos de materiais (papel, metal, plásticos, madeiras, etc.)

 5HYDORUL]DomR

etapa intermediária que prepara os materiais separados para serem transformados em novos produtos.

 7UDQVIRUPDomR

processamento dos materiais para geração de novos produtos a partir dos materiais revalorizados.

Para garantir a sustentação econômica da reciclagem, deve-se levar em consideração:

 custo da separação, coleta, transporte, armazenamento e preparação do resíduo antes do

processamento;

 quantidade de material disponível e condições de limpeza;

 proximidade da fonte geradora com o local onde será reciclado o material;  custo do processamento do produto;

(14)

7,326'(5(&,&/$*(0'23/È67,&2

Existem 3 tipos de reciclagem de plásticos, a mecânica, a energética e a química:

4.6.2.1 RECICLAGEM MECÂNICA

A reciclagem mecânica consiste na conversão dos descartes plásticos pós-industriais (sobras virgens do processo produtivo) ou pós-consumo ( materiais descartados e recuperados no lixo, idealmente através de coleta seletiva) em grânulos que podem ser reutilizados na produção de outros produtos como: sacos de lixo, solados, pisos, conduítes, mangueiras, componentes de automóveis, fibras, embalagens não-alimentícias e outros. Este projeto baseia-se neste tipo de reciclagem

Essa reciclagem possibilita a obtenção de produtos a partir de misturas de diferentes plásticos em determinadas proporções, ou produtos compostos por um único tipo de plástico.

Estima-se que no Brasil sejam reciclados mecanicamente 15% dos resíduos plásticos pós-consumo.

A identificação dos plásticos, conforme mostrado abaixo, tem um papel muito importante, pois possibilita a separação dos mesmos, evitando combinações de plásticos incompatíveis para algumas aplicações, como por exemplo: PS e poliolefinas, PVC e PET.

São as seguintes as etapas básicas desta forma de reciclagem:

 sistema de coleta dos descartes (coleta seletiva, coleta municipal, catadores);  separação e triagem dos diferentes tipos de plásticos;

(15)

A seguir encontra-se o fluxograma das principais etapas para a produção do plástico granulado.

6HSDUDomR

Separação em uma esteira dos diferentes tipos de plásticos, de acordo com a identificação ou com o aspecto visual. Nesta etapa são separados também rótulos de materiais diferentes, tampas de garrafas e produtos compostos por mais de um tipo de plástico, embalagens metalizadas, grampos, etc.

Por ser uma etapa geralmente manual, a eficiência depende diretamente da prática das pessoas que executam esta tarefa. Outro fator determinante da qualidade é a fonte do material a ser separado, sendo que aquele oriundo da coleta seletiva é mais limpo em relação ao material proveniente dos lixões ou aterros.

0RDJHP

Após separados os diferentes tipos de plásticos, estes são moídos e fragmentados em pequenas partes. /DYDJHP

Após triturado, o plástico passa por uma etapa de lavagem com água para a retirada dos contaminantes. É necessário que a água de lavagem receba um tratamento para a sua reutilização ou emissão como efluente.

6HFDJHP

Nesta etapa, o excesso de água é retirado num secador que a centrifuga.

$JOXWLQDomR

Além de completar a secagem, o material é compactado, reduzindo-se assim o volume que será enviado à extrusora.

O atrito dos fragmentos contra a parede do equipamento rotativo provoca elevação da temperatura, levando à formação de uma massa plástica.

O aglutinador também é utilizado para incorporação de aditivos - como cargas, pigmentos e lubrificantes.

([WUXVmR

A extrusora funde e torna a massa plástica homogênea. Na saída da extrusora, encontra-se o cabeçote, do qual sai um "espaguete" contínuo, que é resfriado com água. Em seguida, o "espaguete" é picotado em um granulador e transformado em pellet (grãos plásticos).

(16)

1 Ventilador do moedor 2 Moinho aglutinador / 3 Quadro elétrico do moedor

4 Deposito de plástico coletado picado 5 Caracol de alimentação

6 Alimentação forçada 7 Redutor do extrusor 8 Trefila

9 Quadro elétrico 10 Central oleodinâmica 11 Trocador de filtro 12 Corte em cabeça 13 Centrífuga 14 Peneira vibratória 15 Ventilador lança-grânulos 16 Deposito de grânulos 17 Tapete transportador 18 Refrigerador 19 Bacia ecológica

20 Válvula pneumática de desvio

6.6.1.2RECICLAGEM ENERGÉTICA

É a recuperação da energia contida nos plásticos através de processos térmicos. A reciclagem energética distingue-se da incineração por utilizar os resíduos plásticos como combustível na geração de energia elétrica. Já a simples incineração não reaproveita a energia dos materiais.

A energia contida em 1 (um) kg de plásticos é equivalente à contida em 1 (um) kg de óleo combustível.

Cerca de 15% da reciclagem de plásticos na Europa Ocidental é realizada via reciclagem energética. A usina de Saint-Queen (em Paris), assegura o suprimento de eletricidade para 70.000 pessoas com 15.400 megawats/ano.

Além da Economia e Recuperação de Energia, ocorre ainda uma redução de 70 a 90% da massa do material, restando apenas um resíduo inerte esterilizado.

O plástico e a geração de energia

 a presença dos plásticos é de vital importância, pois aumenta o rendimento da incineração de

resíduos municipais;

œ calor pode ser recuperado em caldeira, utilizando o vapor para geração de energia elétrica e/ou

(17)

de plásticos com carvão, turfa e madeira; tanto técnica e econômica como ambientalmente;

 a queima de plásticos em processos de reciclagem energética reduz o uso de combustíveis

(economia de recursos naturais).

 A recuperação energética dos plásticos como combustível é uma alternativa de fácil e rápida

implementação, especialmente se considerarmos:

 a disponibilidade de tecnologias limpas para queima de descartes sólidos;

 a possibilidade de co-processamento com outros combustíveis, por exemplo, para queima em

fornos de cimento.

 A reciclagem energética é realizada em diversos países da Europa, EUA e Japão, pois utiliza

equipamentos da mais alta tecnologia, cujos controles de emissão rigidamente seguros e controlados, sem riscos à saúde ou ao meio ambiente.

4.6.1.3 RECICLAGEM QUÍMICA

A reciclagem química reprocessa plásticos transformando-os em petroquímicos básicos: monômeros ou misturas de hidrocarbonetos que servem como matéria-prima em refinarias ou centrais petroquímicas, para a obtenção de produtos nobres de elevada qualidade.

O objetivo é a recuperação dos componentes químicos individuais para reutilizá-los como produtos químicos ou para a produção de novos plásticos.

Permite tratar mistura de plásticos, reduzindo custos de pré-tratamento, custos de coleta e seleção. Além disso, a reciclagem química permite produzir plásticos novos com a mesma qualidade de um polímero original.

Existem poucas plantas de reciclagem química em operação no mundo. Uma delas é a da Veba Oel na Alemanha.

Os novos processos desenvolvidos de reciclagem química permitem a reciclagem de misturas de plásticos diferentes, com aceitação de determinado grau de contaminantes (ex.: tintas, papéis, etc.)

Existem vários processos de reciclagem química, entre eles:

+LGURJHQDomR

As cadeias são quebradas mediante o tratamento com hidrogênio e calor, gerando produtos capazes de serem processados em refinarias.

*DVHLILFDomR

(18)

Consiste na quebra parcial ou total dos plásticos em monômeros na presença de Glicol/Metanol e Água.

3LUyOLVH

(19)

20(5&$'2

20(5&$'2'(5(&,&/$*(0'(3/È67,&26

Os dados referentes a mercado levarão em consideração informações fornecidas pela Plastivida – Abiquim, em pesquisa realizada na Região Metropolitana de São Paulo e alguns dados referentes à cidade do Rio de Janeiro.

Pode-se verificar na tabela acima, os diferentes destinos dados aos plásticos reciclados., sendo que praticamente todos os tipos tem como produto principal os utensílios domésticos.

TIPO DE PLÁSTICO

Percentual Comprado PEBD 65 PEAD 55 PP 51 PS 31 PVC 29

ABS / SAN 27

PELBD 22

EVA 17

PET 16

OUTROS 6

(*) 180 recicladores da Grande São Paulo Fonte : Plastivida - Abiquim

PLÁSTICOS COMPRADOS POR RECICLADORES (*)

Quantidade Média Comprada

Plástico

% que

Compra

nº de Recicladores Média Ton. Mês

3(%' 65 117 31,59

3($' 55 99 17,79

33 51 92 19,63

36 31 56 38,92

39& 29 52 30,99

$%66$1 27 49 10,31

3(/%' 22 40 14,20

(9$ 17 31 5,52

3(7 16 29 33,50

287526 6 11 4,75

(20)

O plástico mais comum encontrado no lixo é o PEBD, naturalmente, no processo de reciclagem este tipo de plástico será também o mais utilizado. Na tabela acima verifica-se que 65% do plástico comprado pelos recicladores da Grande São Paulo é o PEBD.

Na tabela acima verifica-se que a grande maioria dos recicladores da Grande São Paulo ( 117), trabalham com o Plástico PEBD.

3HUFHQWXDOGH3OiVWLFRV&RPSUDGRVSRU 5HFLFODGRUHVGD*UDQGH63HP

65

55 51

31 29 27

22 17 16 6 0 10 20 30 40 50 60 70

PEBD PEAD PP PS PV

C

ABS

/ SAN PELB D

EVA PET

OUT RO

S

PREÇO DE COMPRA E VENDA (**)

Plástico

Compra (*) Venda (*) Diferença %

3(%' 240,00 760,00 217

3($' 280,00 710,00 154

33 270,00 850,00 215

36 260,00 1.000,00 285

39& 300,00 780,00 160

$%66$1 310,00 1.100,00 255

3(/%' 280,00 720,00 157

(9$ 180,00 1.000,00 456

3(7 220,00 670,00 205

287526 120,00 320,00 167

Média 246,00 791,00 222

Fonte : Plastivida - Abiquim

(21)

Quanto a questão de preços verifica-se a melhor lucratividade está no plástico tipo EVA (456%) e a menor lucratividade ocorre no Plástico PEAD ( 154%) quando comparados os preços de compra e venda do produto final.

Na tabela acima, verifica-se que em todos os tipos de plástico, a opção das recicladoras é a da verticalização, produzindo produtos finais em suas unidades produtivas. Isto explica-se pela diferença de preços entre o fornecimento de Pellets a terceiros e produtos finais conforme pode ser verificado nas tabelas abaixo

Plástico Pellets Produto Final Ambos

3(%' 26 57 17

3($' 22 64 15

33 14 78 8

36 16 74 10

39& 31 59 10

$%66$1 15 74 11

3(/%' 23 45 32

(9$ 6 65 29

3(7 25 56 19

Fonte : Plastivida - Abiquim

Preço Médio Pago por Tipo de Plástico ( R$ / Ton)

Plástico

Prensado Granel / Solto Flocos Média

3(%' 296,80 253,80 279,20 276,60 3($' 267,50 224,80 282,10 258,13 33 233,30 231,30 233,30 232,63 36 187,50 214,20 264,30 222,00 39& 308,30 177,40 300,00 261,90 $%66$1 216,70 202,90 306,20 241,93 3(/%' 285,00 210,00 150,00 215,00 (9$ 158,30 180,00 200,00 179,43 3(7 233,30 147,10 276,70 219,03 Preços do Primeiro Semestre de 1999 na Grande S.P.

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Plástico

Recicladores n.a

Tonelada/ Mês Média

Quantidade Reciclado Ton. / Mês

3(%' 117 31,59 3.696,03 3($' 99 17,79 1.761,21 33 92 19,63 1.805,96 36 56 38,92 2.179,52 39& 52 30,99 1.611,48 $%66$1 49 10,31 505,19 3(/%' 40 14,20 568,00 (9$ 31 5,52 171,12 3(7 29 33,50 971,50 2XWURV 11 4,75 52,25

Total 246,00 791,00 13.322,26 Fonte : Plastivida - Abiquim ( Dados retrabalhados)

DIMENSIONAMENTO DO MERCADO DOS

RECICLADORES ( Em Volume M

ês)

Preço Médio de Venda do Pl

ástico ( R$ / Ton. *)

Plástico

Pellets Produto Final Diferença %

3(%' 693,90 920,00 32,58 3($' 621,30 939,40 51,20 33 827,40 966,20 16,78 36 958,00 966,70 0,91 39& 621,10 1.116,70 79,79 $%66$1 865,80 2.000,00 131,00 3(/%' 673,10 818,80 21,65 (9$ 1.065,60 900,00 (15,54) 3(7 400,00 948,30 137,08 Fonte : Plastivida - Abiquim

Preço Médio de Venda do Pl

ástico ( R$ / Ton. *)

Plástico

Pellets Produto Final Diferença %

(23)

de material reciclado, sendo 27,74 % correspondem ao plástico PEBD.

2352'8723/È67,&2),/0(3(%'3(%'/

Conforme já definido , a recicladora e processadora de plásticos utilizará como matéria prima o PEBD/PEBDL) ou plástico filme como principal insumo.

Conhecendo um pouco mais o material

Plástico filme é uma película plástica normalmente usada como sacolas de supermercados, sacos de lixo, embalagens de leite, lonas agrícolas e proteção de alimentos na geladeira ou micro- ondas. O material constitui 38% das embalagens plásticas em geral nos Estados Unidos. Nos E.U.A, 51% dos pacotes e sacos, usados para embrulhar e embalar produtos, são compostos por plásticos. Cerca de 44% é papel e 4% é folha de alumínio. A resina mais usada é o polietileno de baixa densidade (PEBD), que corresponde a 32% do total de polímeros consumidos no mercado brasileiro de plástico. No Brasil, são produzidas 210 mil toneladas anuais de filme plástico.

Qual o seu peso no lixo?

O material representa entre 5% e 10% do peso do lixo, conforme a região. No Rio de Janeiro, equivale a 9,7% do lixo (3,2 milhões de toneladas).

O ciclo da reciclagem: voltando as origens

(24)

O mercado para reciclagem

Os principais consumidores de plástico filme separado do lixo são as empresas recicladoras, que reprocessam o material, fazendo-o voltar como matéria prima para a fabricação de artefatos plásticos, como conduítes e sacos de lixo. É possível economizar

ate 50% de energia com uso de plástico reciclado. No Brasil, o maior mercado é o da reciclagem primaria, que consiste na regeneração de um único tipo de resina separadamente. Este tipo de reciclagem absorve 5% do plástico consumido no pais e é geralmente associada a produção industrial ( pré- consumo). Um mercado crescente é o da chamada reciclagem secundaria: o processamento de polímeros, misturados ou não, entre os mais 40 existentes no mercado. Novas tecnologias já estão disponíveis para possibilitar o uso simultâneo de diferentes resíduos plásticos, sem que haja incompatibilidade entre elas e a conseqüência perda de resistência e qualidade. A chamada "madeira plástica", feita com a mistura de vários polímeros reciclados, é um exemplo. Já a reciclagem terciária, ainda não existe no Brasil, é a aplicação de processos químicos para recuperar as resinas que compõem o lixo plásticos, fazendo-as voltar ao estagio químico inicial.

Quanto é reciclado

15% dos plásticos rígidos e filme é reciclado em média no Brasil, o que equivale a 200 mil toneladas por ano. Não há dados específicos para o plástico filme. Em média o material corresponde a 29% do total de plásticos separados pelas cidades que fazem coleta seletiva. Nos EUA são reciclados 3,2% das bolsas e sacos plásticos (28,8 mil toneladas anuais) e 2% das embalagens (30 mil toneladas). O percentual de sacos de lixo reciclados é desprezível, porque a contaminação dificulta a recuperação.

Limitações para a reciclagem de plásticos :

Diversidade das resinas plásticas

(25)

Diversidade de cores

A metade dos plásticos filme existente no mercado é pigmentada, enquanto a outra metade é branca. Como contém tintas, o plástico deve ser separado por cor, ou pelo menos os impressos devem ser isolados dos lisos, para que obtenham maior valor de venda.

Especificações da matéria-prima:

Os contaminantes do material incluem comida, gordura, papel, etiquetas, grampos e sujeira em geral, reduzindo seu preço de venda. Isso ocorre com freqüência com o plástico misturado ao lixo, que não é coletado seletivamente. Ele deve passar por processos de lavagem antes de ser encaminhado par reciclagem.

0(5&$'2$/92

O mercado alvo da recicladora será a produção de pellets a ser vendida a fábricas de artigos de plástico, conduítes e mangueiras. Posteriormente, ela mesma poderá produzir outros produtos finais (baldes, sacos de lixo, sacolas plásticas, etc.), com a aquisição de novas máquinas

3(563(&7,9$'20(5&$'2

Entre 1993 e 1998 o consumo per capita de plásticos no Brasil passou de 10,71 para 21,27 Kg anuais.

Em 1998, dos 3,2 milhões de toneladas de plásticos processados industrialmente no país , 16% ( 516.000 toneladas) eram reciclados

Com o desenvolvimento da conscientização ecológica por parte da população e poder público, a tendência é a implantação de coleta seletiva de lixo nas principais cidades do país, o que contribui para que cheguem às Recicladoras produtos pós-consumo mais limpos ( sem contaminação) e que incrementarão a qualidade dos plásticos reciclados e conseqüentemente a sua colocação no mercado.

(26)

(675$7e*,$6'(0(5&$'2

A seguir são apresentados algumas dicas de como trabalhar no mercado de Unidade Recicladora e Produtora de Plásticos :

A abordagem do mercado requer um planejamento prévio que implica:

a- Na definição de uma estratégia de penetração de mercado, que requer respostas a perguntas como:

œ Quais são meus potenciais clientes?

œ Quais são as características e exigências do meu potencial cliente? œ Como conquistar a clientela?

œ Em quais aspectos o meu negócio pode ser diferente?

b- Quais os produtos diferenciados que posso oferecer ?

c- Qual a marca, a aparência e foco a ser dado ao meu negócio?

d- Onde estão localizados meus clientes potenciais?

Antes de responder às questões acima é importante:

a- Visitar outras empresas similares e de referência ( modelos) para ver como funciona o mercado;

b- Fazer uma sondagem preliminar sobre o tamanho do mercado

c- Procurar o SEBRAE-ES para orientação quanto a elaboração de um plano de negócio para a sustentação do seu projeto;

Quanto a aspectos específicos do dimensionamento da sua clientela, é importante levantar:

œ Número de empresas que utilizam plásticos na sua região ou em sua proximidade

)251(&('25(6

(27)

No caso específico deste projeto é recomendado:

a- Planejar as compras de acordo com as perspectivas de colocação do produto, evite estoques

muito grandes de produtos acabados

b- Criar Parcerias com sucateiros e catadores de lixo e Prefeituras da Região, visando

implantar a coleta seletiva, e o treinamento dos catadores de lixo na seleção de material de boa

(28)

±'(7$/+$0(172'26,19(67,0(1726

(63(&,),&$d­2'26,19(67,0(1726),;26

O quadro 01 abaixo lista, quantifica e orçamenta preliminarmente o conjunto de obras e equipamentos, móveis e utensílios necessários para a implementação do Unidade de Reciclagem e Processamento de Plástico. Deve-se atentar para o fato de que na hipótese do investidor já possuir alguns destes itens citados estes deveriam ser retirados para não afetar os resultados, ou pelo menos considerá-los ao preço de mercado para que não seja superestimado o valor do investimento total e conseqüentemente sejam reduzidos os índices de rentabilidade do empreendimento.

4XDGUR

,QYHVWLPHQWRV)L[RVHP5

Parte-se de um pressuposto básico de que o empreendimento possa ser viabilizado através do aluguel de um determinado espaço físico.

Os cálculos de obras civis (reformas) foram realizados tendo-se como referência:

a- Custo do m2 teve como referência a tabela do Sindicon-ES ( Valor médio padrão - CUB Médio 24 padrões- de R$ 429,30) – Construção ( note-se que o custo está estimado para construção e não para reforma, o que deve reduzir os custos em aproximadamente metade do valor )

,7(0 ',6&5,0 ,1$d­2 47'(

9$/25

81,7È5,2 9$/25727$/ 1 Terreno ( 2000m2) 1 -

-2

Construção Civil(1500m² Reformas de

Barracão e Perfuração de Poço Artesiano ) 1 20.000,00 20.000,00 3 Moinho Aglutinador 50 hp - 80 kg hora 1 5.500,00 5.500,00 4 Lavadora 70 kg hora 1 8.400,00 8.400,00

5 Afiatriz - 1 1.400,00 1.400,00

6 Esteira 1 6.900,00 6.900,00

7 Extrusora Contínua (usada) 1 25.000,00 25.000,00 8 Jogo de Facas p/ lavadora 1 60,00 60,00 9 Jogo de Facas p/ aglutinador 1 90,00 90,00

10 Tela para lavadora 1 70,00 70,00

11 Balança de Plataforma 1 3.648,00 3.648,00

12 Escrivaninhas 2 150,00 300,00

13 Cadeiras 5 60,00 300,00

14 Armário 1 165,00 165,00

15 Calculadora Eletrônica 1 240,00 240,00 16 Máquina de Escrever 1 290,00 290,00

17 Fax 1 950,00 950,00

18 Computador com Impressora Jato de Tinta 1 2.000,00 2.000,00

19 Veículos 1 14.000,00 14.000,00

20 Outros 1 4.700,68 4.700,68

(29)

(67,0$7,9$'2&$3,7$/'(75$%$/+2

O Capital de Trabalho, também chamado de Capital de Giro ou Circulante, compreende o volume de recursos financeiros necessários para sustentar o processo operacional de um Unidade de Reciclagem e Processamento de Plástico, aí compreendido desde a compra de materiais e insumos .. É o oxigênio da empresa. Tecnicamente ele é calculado tendo como base premissas a respeito dos vários itens que geram necessidade de caixa e de outros que geram recursos, calculados para um período de 30 dias

Os cálculos dos valores do capital de giro necessário para a manutenção do Unidade Recicladora e Produtora de Plásticos foram realizados tendo como base o custo total menos a depreciação. O caixa mínimo está estimado como sendo um volume de recurso suficiente para cobrir dez dias de faturamento.

O processo de comercialização proposto para este empreendimento prevê um prazo médio de vendas de 30 dias, . O estoque médio está estimado também em 5 dias para materiais e insumos.

Os itens Impostos, Energia, Mão de Obra e Encargos são pagos com um prazo médio de 30 dias -considerando que há utilização de mão de obra, energia, vendas, e conseqüentemente impostos, do dia primeiro até o dia 30, e que os desembolsos correspondentes a estes fluxos econômicos só ocorrem após esta data final.

O valor estimado como Capital de Giro necessário para a boa operacionalidade do empreendimento é definido pela diferença entre o Subtotal Necessidades e o Subtotal Recursos, conforme Quadro 02 abaixo.

4XDGUR

(VWLPDWLYDGR&DSLWDOGH*LURHP5

,7(0 'LVFULPLQDomR 3UD]R0pGLRHPGLDV

&DSLWDOGH *LUR 1HFHVVLGDGH

Caixa Mínimo 3.727,36

Financiamento das Vendas 11.182,08

Estoque Matéria Prima 1.664,00

Estoque Produto Acabado 3.200,90

Produtos em Processo

-Sub- Total 19.774,34

5HFXUVRV

Fornecedores

Matéria-prima 3.328,00

Outros insumos 14.400,00

Desconto de Duplicatas

-Sub-Total 17.728,00

&DSLWDOGH*LUR$GLFLRQDO 2.046,34

134.184,96

Capital de giro dimensionado para o primeiro ano de operação

(30)

(67,0$7,9$'$5(6(59$7e&1,&$

O presente perfil propõe que no cálculo dos Investimentos Totais, seja incluída uma Reserva Técnica, como garantia de qualquer eventualidade de subestimar a necessidade de capital ( seja de capital fixo ou de trabalho) , equivalente a 5% da soma do Capital Fixo mais o Capital de Trabalho.

48$'52'(,19(67,0(172727$/

O Investimento Total é encontrado pela soma dos Investimentos em Capital Fixo, Capital de Giro mais a Reserva Técnica conforme apresentado no quadro 03 abaixo:

4XDGUR

(VWLPDWLYDGR,QYHVWLPHQWR7RWDOHP5

,WHP 'LVFULPLQDomR 9DORU7RWDO

1 Investimento Fixo 94.013,68 2 Capital de Giro 2.046,34 3 Reserva Técnica 4.803,00

(31)

$63(&726(&21Ð0,&26(),1$1&(,526

35(9,6­2'26&86726

A definição de custos utilizada no presente perfil considera como tal a ”remuneração de todos os

recursos efetivamente utilizados no processo produtivo”, ou especificamente no caso do Unidade Recicladora e Produtora de Plásticos, todos os recursos utilizados para se dispor, ao final, de alimentos em condições de consumo. Por outro lado, para efeito da classificação dos custos do empreendimento

será utilizada a metodologia clássica da subdivisão dos custos em Fixos e Variáveis.

&86726),;26

Serão classificados como Custos Fixos a remuneração dos recursos efetivamente utilizados no processo, e que não dependam da quantidade produzida.

Como primeiro elemento dos custos fixos, que deriva da remuneração legal dos investimentos fixos, temos a Depreciação que está calculada e explicitada no Quadro 04.

4XDGUR 'HSUHFLDomRDQXDOHP5 ,7(0',6&5,0,1$d­2 9,'$ Ò7,/ '(35(&,$d­2 9$/25 727$/ '(35(&,$d­2 $18$/

1 Terreno ( 2000m2) - - - -2 Construção Civil(1000m² Barracão ) 25 4 20.000,00 800,00

3 Moinho 10 10 5.500,00 550,00

4 Lavadora 10 10 8.400,00 840,00

5 Secadora 10 10 1.400,00 140,00

6 Esteira 10 10 6.900,00 690,00

7 Extrusora de 90 mm Recuperadora 10 10 25.000,00 2.500,00

8 MRA.02 Unitário 9.900,00 10 10 60,00 6,00

9 MRG.02 10 10 90,00 9,00

10 EIXO 10 10 70,00 7,00

11 Balança de Plataforma 10 10 3.648,00 364,80

14 Escrivaninhas 10 10 150,00 15,00

15 Cadeiras 5 20 60,00 12,00

16 Armário 5 20 165,00 33,00

17 Calculadora Eletrônica 5 20 240,00 48,00

18 Máquina de Escrever 10 10 290,00 29,00

19 Fax 5 20 950,00 190,00

20

Computador com Impressora Jato de

Tinta 4 25 2.000,00 500,00

21 Veículos 5 20 14.000,00 2.800,00

22 Outros 5 20 4.700,68 940,14

(32)

anuais do empreendimento, a partir das propostas básicas de funcionamento do negócio.

4XDGUR

&XVWRV)L[RV$QXDLVHP5

&867269$5,È9(,6

A premissa básica de funcionamento deste empreendimento é a de que a Unidade Recicladora e Produtora de Plásticos irá funcionar durante doze meses por ano, operando em um turno de 8 horas diárias, com 6 empregados diretos, assim distribuídos :

Supervisor / Líder de Produção 1

Ajudante 4

Auxiliar Administrativo 1

Os quadros 06, 07 e 08, a seguir, apresentam respectivamente a composição dos custos totais, o detalhamento dos custos percentual de utilização da capacidade do empreendimento .

4XDGUR

&RPSRVLomRGH&XVWRV9DULiYHLV$QXDLVHP5FDSDFLGDGHPi[LPDSURMHWDGD

,WHP 'LVFULPLQDomR 9DORUPHQVDO 9DORUDQXDO

1 Depreciação 872,83 10.473,94 2 Honorários Contador 150,00 1.800,00 3 Aluguel 1.500,00 18.000,00 4 Manutenção 470,07 5.640,82 5 Retirada Proprietário 800,00 9.600,00 6 Despesas Administrativas 199,63 2.395,51 727$/ 3.992,52 47.910,27

'LVFULPLQDomR 4WGH 6DOiULR 8QLWiULR

&XVWR 0HQVDO

&XVWR $QXDO

Supervisor / Líder de Produção 1 350 300 3.600

Ajudante 4 180 720 8.640

Auxiliar Administrativo 1 150 150 1.800

Encargos Sociais(%) 60% 0 612 7.344

(33)

&RPSRVLomRGH&XVWRVFRP0DWpULD3ULPD3DUDD&DSDFLGDGH0i[LPD3URMHWDGD

Quadro 8

Custos Totais e Unitários Anuais

PEBD 0,25 100,00% 100,00% 39.936 27.955 9.984,00

7RWDO 100,00% 100,00% 39.936 27.955 9.984,00 3URGXWR

3ODVWLFR

4WG/tTXLGD GH3OiVWLFR

0rV

&XVWREUXWR PHQVDO 3UHoR

XQLWiULR PpGLRï

0L[V

LQLFLDO 0L[VILQDO

4WG&DSDFLGDGH Pi[LPDEUXWD

&867269$5,È9(,6 155.592,00 77.796,00 93.355,20 124.473,60 Matéria-prima 119.808,00 59.904,00 71.884,80 95.846,40 Mão de obra direta e encargos 21.384,00 10.692,00 12.830,40 17.107,20 Água - - - -Energia Elétrica 14.400,00 7.200,00 8.640,00 11.520,00

&86726),;26 47.910,27 47.910,27 47.910,27 47.910,27 Depreciação 10.473,94 10.473,94 10.473,94 10.473,94 Honorários Contador 1.800,00 1.800,00 1.800,00 1.800,00

Aluguel 18.000,00 18.000,00 18.000,00 18.000,00

Manutenção 5.640,82 5.640,82 5.640,82 5.640,82 Retirada Proprietário 9.600,00 9.600,00 9.600,00 9.600,00 Despesas Administrativas 2.395,51 2.395,51 2.395,51 2.395,51

&8672727$/ 203.502,27 125.706,27 141.265,47 172.383,87

Produção - kg 335.462,40 167.731,20 201.277,44 268.369,92

&86729$5,È9(/0e',2 0,46 0,46 0,46 0,46 &8672),;20e',2 0,14 0,29 0,24 0,18 &8672727$/0e',25 0,61 0,75 0,70 0,64

(34)

'(7(50,1$d­2'$0$5*(0'(75,%87$d­2

O quadro 9, a seguir, apresenta a composição da margem de venda, englobando as despesas tributárias – impostos estaduais e federais

Considerando-se a faixa de faturamento do empreendimento optou-se por enquadrá-lo no Sistema Simples de tributação - Estadual e Federal – para efeito de determinação dos percentuais de taxação.

4XDGUR

0DUJHQVGH&RPHUFLDOL]DomR

'(7(50,1$d­2'2635(d26%È6,&26'(9(1'$

O preço por quilo do produto final é calculado a partir da aplicação de uma margem de 75%, conforme descrito no quadro 10 a seguir:

4XDGUR

3UHoRGH9HQGD6XJHULGR

,WHP 'LVFULPLQDomR 3HUFHQWXDO

7ULEXWRV 8,0%

1.1 Federais 5,5%

1.2 ICMS 2,5%

&RPHUFLDOL]DomR 1,0%

2.1 Comissões s/ vendas

2.2 Publicidade 1,0%

0DUJHPGHOXFUR 10,0%

727$/ 19,0%

Produtos de

PEBD/PELBD 0,61 0,810 0,75 0,93 0,87 0,79 0,80 0,80 0,08 Preço médio ponderado 0,75 0,93 0,87 0,79 0,80 0,80 0,08 1- Preço médio de venda na indústria

2 - O preço sugerido para o cálculo da receita

(35)

A receita total anual, foi calculada levando-se em consideração o preço da refeição definido no quadro

11 e as estimativas de faturamento provenientes de outros serviços que serão prestados, como decorrentes de bebidas e sobremesa.

4XDGUR

5HFHLWD7RWDOHP5

4XDGUR$

5HFHLWD2SHUDFLRQDO$QXDOSRU8WLOL]DomRGH&DSDFLGDGH

',6&5,0,1$d­2 48$17,'$'( 35(d2 5(&(,7$

$18$/ $18$/

NJ 5

1 PEBD / PEBDL 335.462,40 0,80 268.369,92

7RWDO

3URGXWR 81,7È5,2

,7(0

3URGXWR

Produtos de PEBD /

PELBD 268.370 134.184,96 161.021,95 214.695,94

(36)

5(68/7$'223(5$&,21$/$18$/ 48$'52'(5(68/7$'2

O resultado operacional do empreendimento aparece discriminado no quadro 12 abaixo. A capacidade de pagamento do empreendimento é encontrada pela soma do resultado líquido operacional após a dedução dos impostos e adicionados ao valor da Depreciação, pois esta não representa saída de caixa.

4XDGUR

5HVXOWDGR2SHUDFLRQDO$QXDOHP5

)/8;2'(&$,;$'2(035((1',0(172

Os seguintes critérios foram utilizados para a elaboração do quadro 13, que apresenta o fluxo de caixa anual do empreendimento:

a- Vida útil para a análise financeira de dez anos.

b- O valor total do investimento inicial, dado pela soma dos investimentos fixos, investimentos em capital de trabalho e a reserva técnica.

c- Valor residual do investimento fixo ao final de 10 anos, considerando as taxas legais de depreciação no quadro 04;

d- Resultado líquido anual - capacidade de pagamento -, conforme quadro 12;

,WHP 'LVFULPLQDomR 9DORU7RWDO 9DORUWRWDO 9DORUWRWDO 9DORU7RWDO

1,0

Receita Operacional de

Vendas 268.369,92 134.184,96 161.021,95 214.695,94 2,0 Custos Totais 227.655,56 137.782,92 155.757,45 191.706,51 2.1 Custos Fixos 47.910,27 47.910,27 47.910,27 47.910,27 2.2 Custos Variáveis 155.592,00 77.796,00 93.355,20 124.473,60

2.3

Custos de

Comercialização 2.683,70 1.341,85 1.610,22 2.146,96 2.4 Custos Tributários 21.469,59 10.734,80 12.881,76 17.175,67

3,0

Lucro Operacional antes

IR 40.714,36 (3.597,96) 5.264,50 22.989,43

4,0

Imposto de Renda

(SIMPLES)*

-5,0 Lucro Líquido 40.714,36 (3.597,96) 5.264,50 22.989,43 6,0 Depreciação 10.473,94 10.473,94 10.473,94 10.473,94

7,0

Resultado ou Capacidade de

Pagamento 51.188,29 6.875,98 15.738,44 33.463,37

(37)

80% e 100%;

f- O saldo líquido anual calculado tomando-se como base o resultado líquido mais o valor residual do investimento e menos o investimento total;

g- Os valores do fluxo de caixa descontado foram encontrados a partir da utilização de uma taxa de juros imputada de 15% ao ano, denominada custo de oportunidade.

4XDGUR

)OX[RGH&DL[DGR(PSUHHQGLPHQWRHP5DGDFDSDFLGDGHGHSURGXomR

Ë1',&(6),1$1&(,526'2(035((1',0(172

32172'(1,9(/$0(172

O ponto de nivelamento é também chamado de ponto de equilíbrio e será aqui definido pelo nível de utilização da capacidade de fornecimento de alimentos, (ou de faturamento) mínimo para que a

empresa comece a gerar lucros. Na formulação matemática este ponto é encontrado pela divisão dos

Custos Fixos pela diferença entre a Receita Total e os Custos Variáveis. Para o presente perfil temos que o ponto de nivelamento está estimado em 54,06 conforme Quadro 14, mostrando que o período de maturação deste tipo de empreendimento demanda um certo tempo para produzir retorno.

9$/2535(6(17(/Ë48,'2

O Valor Presente Líquido foi calculado a partir de uma taxa mínima de atratividade de 15% ao ano, ou do chamado custo de oportunidade do capital, representando um desejo do empreendedor de obter nesse negócio um retorno de pelo menos 15% ao ano. A partir da determinação deste percentual é

então calculado o valor atual (presente ou descontado) de todos os componentes do fluxo líquido de caixa, cujos valores são então somados para encontrar o Valor Presente Líquido. Para o presente perfil

$12 ,19(67,0(172 9$/255(6,'8$/ 5(68/7$'2 6$/'2 )/8;2'(&$,;$

727$/ '2,19(67,0(172 /Ë48,'2 /Ë48,'2 '(6&217$'2

0 100.863,02 - (100.863,02) (100.863,02) 1 - 33.463,37 33.463,37 29.098,58 2 - 33.463,37 33.463,37 25.303,11 3 - 33.463,37 33.463,37 22.002,71 4 - 33.463,37 33.463,37 19.132,79 5 - 33.463,37 33.463,37 16.637,21 6 - 33.463,37 33.463,37 14.467,14 7 - 33.463,37 33.463,37 12.580,12 8 - 33.463,37 33.463,37 10.939,23 9 - 33.463,37 33.463,37 9.512,38 10 - 12.000,00 33.463,37 45.463,37 11.237,85

VPL 70.048,09

TIR 31,23%

CUSTO DE OPORTUNIDADE (anual) 15%

(38)

obtidos remuneram o valor do investimento feito, em 15% ao ano e ainda permitem aumentar o valor da empresa daquela importância.

7$;$,17(51$'(5(72512

É a taxa de desconto que torna nulo o valor atual do investimento, isto é, corresponde a taxa de remuneração anual do empreendimento. Neste perfil, a Taxa Interna de Retorno é de 50,04% ao ano, conforme Quadro 14, demonstrando que o investimento será remunerado a esta taxa anual. Significa que o empreendimento apresenta uma taxa de retorno sobre o investimento inicial superior a taxa média de atratividade do mercado. Em síntese, o projeto pode ser considerado viável.

3$<%$&.7,0(287(032'(5(&83(5$d­2'(6&217$'2

Este indicador tem a mesma função do tempo de recuperação do capital investido calculado da forma simples, sendo que a única e substancial diferença é que seu cálculo é realizado com os valores do fluxo de caixa descontados a partir da taxa mínima de atratividade, ou do custo de oportunidade do capital. A vantagem desse indicador sobre o simples, é que ele leva em consideração em seu cálculo o valor do dinheiro no tempo. Assim, de acordo com os dados apresentados do Quadro 14 o Tempo de Recuperação do Capital (Descontado) do presente perfil é de 4,32 anos, indicando o período de tempo que seria suficiente para a recuperação do capital investido. Esse período de tempo é compatível com o tipo de empreendimento em questão.

Ë1',&('(/8&5$7,9,'$'('$69(1'$6

É uma medida de avaliação econômica e um dos fatores que influencia a Taxa de Retorno do Investimento. Expressa em uma taxa (%), é encontrada pela divisão do Lucro Líquido Operacional pelo valor das Vendas Totais. Com base em dados anuais, este perfil apresenta um índice de lucratividade das vendas de 15,17% conforme explícito no Quadro 14.

4XDGUR

ËQGLFHV)LQDQFHLURVGR(PSUHHQGLPHQWR

,WHP 'LVFULPLQDomR

1

Ponto de Equilíbrio ou Break-Even Point

% do

faturamento 54,06 108,12 90,10 67,57

2

Valor Presente Líquido para i

anual de 15% 160.982,87 (61.410,38) (16.931,73) 70.048,09

3 Taxa Interna de Retorno em % anual 50,04% 31,23%

4

Tempo de Recuperação

Descontado ou Pay Back Time em anos 0,00 0,00 0,00 4,32

5

Índice de Lucratividade das

(39)

,1&(17,926()217(6327(1&,$,6'(),1$1&,$0(172 ,1&(17,926),6&$,6327(1&,$,6

Para credenciar-se aos recursos do FUNRES e portanto receber recursos do FUNRES - Fundo de Recuperação Econômica do Espírito Santo, comumente chamado de Incentivo Fiscal, é necessário que

a empresa seja constituída sob a forma de sociedade anônima, requerendo para tanto procedimentos legais mais custosos, não compatíveis com este tipo de empreendimento. A utilização de recursos sob a forma de incentivo fiscal pode ser viável apenas para empreendimentos de maior porte. A disponibilidade de recursos do FUNRES para micro e pequenas empresas é para financiamento apenas, conforme explicado, em seguida.

)217(6327(1&,$,6'(),1$1&,$0(172

As linhas de financiamento direcionadas às micros e pequenas empresas geralmente não apresentam muita variação. No caso específico do Espírito Santo elas tem como fonte básica recursos do FUNRES, relativamente limitados, e do BNDES, que são repassados por bancos credenciados sejam eles públicos ou privados. As condições apresentadas não diferem muito. Todas usam a TJLP – Taxa de Juros de Longo Prazo como taxa básica de juros, acrescida de uma taxa fixa que pode variar de 4 a 6 por cento ao ano.

A linha do BNDES mais difundida é chamada de BNDES/ AUTOMÁTICO que é operada pela maioria dos bancos públicos( Banco do Brasil, Banestes e Bandes) e também pelos bancos privados.

No Espírito Santo, o Bandes opera também a linha FUNRES/ PROPEN/MIPEQ, orientada para pequenos investimentos, não podendo o financiamento ultrapassar o valor de R$ 25.000,00.

A seguir são apresentadas duas linhas básicas de financiamento.

%1'(6$8720È7,&2

Agente Operador

Bancos Comerciais e de Desenvolvimento devidamente credenciados.

Objetivo

Financiamento a investimentos, inclusive aquisição de máquinas e equipamentos novos de fabricação nacional, importação de máquinas e equipamentos, e capital de giro associado ao investimento fixo.

Beneficiários

(40)

Ativos fixos de qualquer natureza, exceto: terrenos e benfeitorias já existentes; máquinas e equipamentos usados (no caso de microempresas e empresas de pequenos porte poderão ser apoiados máquinas e equipamentos de qualquer natureza); animais para revenda, formação de pastos em Áreas de Preservação Ambiental. Capital de giro associado ao investimento fixo. Despesas pré-operacionais.

Condições Operacionais

Limite Máximo:: Investimentos limitados a R$ 7 milhões, por empresa, por ano. Participação: Equipamentos nacionais ou importado: até 100%.

Outros itens: - microempresas e empresas de pequeno porte e programas de desenvolvimento regional: até 90% e demais casos: até 70%. A participação está limitada a 50% do ativo total projetado da empresa ou do grupo empresarial ou a 5% do Patrimônio Líquido Ajustado do BANDES, o que for menor.

No caso de Bancos privados não há esta limitação. Nesses casos, o financiamento será analisado de acordo com interesse e reciprocidades apresentadas pelo Banco.

Prazo:

O prazo total será determinado em função da capacidade de pagamento do empreendimento, da empresa ou do grupo econômico.

Taxas de Juros:

Micro e Pequena Empresas: 6% a.a. + TJLP. Média e grande empresas: 7,5% a.a. + TJLP.

IOF: Cobrado na forma legal, descontado no ato da liberação. Custo de Análise de Projeto: Isento.

Garantias

Reais: Equivalentes, no mínimo, a 1,5 vezes o valor financiado. Os bens dados como garantia deverão ter seguro.

Pessoais: Aval ou fiança de terceiros. Fundo de Aval

)815(63523(10,3(4

Subprograma de Apoio às Micro e Pequenas Empresas

Objetivo

(41)

Empresas existentes, classificadas com base na receita operacional líquida anual, relativa ao último exercício social, e empresas novas, classificadas com base na previsão da receita, da mesma forma, verificadas, em ambas situações o número de empregados, observados os seguintes parâmetros:

a. 0LFURHPSUHVDV: cujas receitas operacionais líquidas sejam de até 250.000 UFIR, e tenham até 19 empregados, no caso de indústria, e 9, no caso de comércio e serviços;

b 3HTXHQDV HPSUHVDV: cujas receitas operacionais líquidas sejam acima de 250.000 e até 750.000 UFIR, e tenham de 20 até 99 empregados, no caso de indústria, e de 10 a 49, no caso de comércio e serviços.

Itens Financiáveis

Investimentos fixos e mistos, limitado o apoio para capital de giro a 20% do total do investimento fixo financiável: pequenas reformas e instalações físicas; máquinas e equipamentos novos e usados; móveis e utensílios novos e usados.

Condições Operacionais

Limite Máximo: R$ 25.000,00, por tomador.

Participação: Até 80% do total financiável, condicionado á política de risco do BANDES. Prazo: Até 48 meses, incluindo a carência de até 12 meses.

Taxa de Juros: 6% a.a. (seis por cento ao ano) + TJLP.

Obs.: O BANDES poderá cobrar Custo de Análise de Projeto, conforme Tabela de Ressarcimento de Custos, com exceção das micro empresas.

IOF: Isento.

Utilização do Crédito

Em uma ou em várias parcelas periódicas, fixadas em função do cronograma físico-financeiro do empreendimento.

Forma de Pagamento

Amortização mensal, juntamente com os encargos financeiros, pagos no período da carência, trimestralmente.

Garantias

(42)

ABIQUIM – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA QUÍMICA

ABIPLAST – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS

CEMPRE – CENTRO EMPRESARIAL PARA A RECICLAGEM

METALÚRGICA RICARDO LTDA.

LUCOTEC – MECÂNICA INDUSTRIAL LTDA

Referências

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