Introdução...Pág. 3
Capítulo 1:
Cinco questões importantes antes de começar uma obra...Pág. 4
Capítulo 2:
Por que adotar um checklist para a gestão de obras?...Pág. 6
Capítulo 3:
1º item do checklist: o que vai ser construído e onde...Pág. 8
Capítulo 4:
2º item do checklist: como a obra será executada...Pág. 9
Capítulo 5:
3º item do checklist: organização do canteiro de obras...Pág. 10
Capítulo 6:
4º item do checklist: plano de segurança do trabalho...Pág. 12
Capítulo 7:
5º item do checklist: sustentabilidade da obra...Pág. 13
Capítulo 8:
6º item do checklist: qualidade - em busca da excelência...Pág. 14
Capítulo 9:
7º item do checklist: planejamento de obra...Pág. 15
Capítulo 10:
8º item do checklist: formação e gestão da equipe...Pág. 17
Capítulo 11:
9º item do checklist: orçamento...Pág. 19
Capítulo 12:
Infográfico: Como tornar o planejamento executivo de obras mais consistente e embasado ...Pág. 21
Conclusão...Pág. 22
Conteúdo Extra: 6 regras para simplificar a gestão...Pág. 23
Sobre a Celere...Pág. 25
O objetivo deste e-book é direcionar seus estudos
pré-obra, não explicar como fazer. Utilize-o como
um ponto de partida para o seu trabalho!
Controle de orçamento, estabelecimento de prazos e metas, acompanhamento de atividades, gestão de suprimentos, mobilização de equipamentos, coordenação de equipes e de terceiros… Os processos que envolvem o gerenciamento de obras possuem tantas questões que podem se transformar em uma estrutura complexa, cheia de burocracias e barreiras que, por sua vez, geram ineficiência, perda de tempo
e dinheiro, e desmotivação da equipe.
E, infelizmente, a frequência com que esses problemas na gestão de projetos de construção civil acontecem não é pequena.
Para evitá-los, cada etapa de um projeto deve ser acompanhada e controlada de forma eficiente. Assim, prazos são cumpridos mais facilmente, a logística da obra flui
melhor e menos materiais são desperdiçados.
Sabendo disso e pensando em ajudá-lo a garantir que todos os seus
projetos corram sempre da melhor forma possível, apresentamos
neste e-book um checklist* que deve ser utilizado durante os estudos
de engenharia pré-obra (fase que começa após o desenvolvimento
do produto e termina no início da construção).
Clique aqui e saiba mais sobre o ciclo do empreendimento imobiliário
A seguir, entenda mais sobre a importância da tarefa de pensar e refletir com antecedência para o sucesso dos projetos de construção civil e aprenda a montar
um checklist para executar uma obra eficiente e lucrativa.
*Neste checklist não abordaremos os estudos relativos à incorporação (como análises de eficiências de projeto e produto),
Você já parou para pensar que sua empresa pode estar desperdiçando dinheiro por não fazer uma gestão mais eficiente de suas obras? Não há segredo. É uma questão de eficiência, ou seja, de planejamento e controle.
Exemplo prático!
A locação dos equipamentos e os gastos com custos indiretos (equipe de supervisão, escritório, etc.) são diretamente proporcionais ao prazo da obra.
Será que, no seu caso, não é possível otimizar o tempo de obra ou o sequenciamento das atividades para minimizar esse tipo de investimento?
E esses são apenas alguns pontos que podem estar passando despercebidos em seus projetos! Para identificar outros possíveis “buracos”, você precisa responder algumas questões:
Você se preocupou em levantar os detalhes de cada item presente na obra? Do cimento às esquadrias? Dos materiais aos fornecedores de mão de obra? Questões assim o ajudam a gerar indicadores que apontem possíveis otimizações.
O canteiro de obras foi pensado para acompanhar a evolução da obra, de forma a otimizar espaço e o
tempo/custo de deslocamento de materiais?
No período de desenvolvimento de produto, você estressou as questões de engenharia com seu projetista, para otimizar a área privativa em relação à construída? Verificou se há possibilidade de diminuir o corredor (hall) do edifício, para aumentar área privativa? Ou diminuir as reentrâncias no perímetro do edifício, para diminuir o custo com fachada? Ou ainda diminuir a quantidade de prumadas hidráulicas?
As exigências de segurança do trabalho, qualidade e meio ambiente, foram mapeadas? Todos as atividades são
devidamente orçadas? Você realizou uma análise criteriosa em seu orçamento para encontrar oportunidades para redução inteligente de custos?
A verdade é que por estarem mais preocupadas com aspectos comerciais do que com a engenharia e gestão da obra, muitas construtoras/incorporadoras/empreiteiras se dedicam a cuidar desses aspectos apenas quando a obra já começou.
Porém, o momento de ganhar dinheiro é na concepção do produto e no planejamento da construção. Durante a obra, é hora de controlar, para não perder dinheiro!
O que percebemos no nosso dia a dia ajudando empresas a gerir melhor suas obras é que muitas estão tão focadas em vender, que não se preocupam em fazer estudos técnicos preliminares. É óbvio que a preocupação comercial é muito importante, mas a atenção à engenharia não pode ser negligenciada. Para aumentar a eficiência de um projeto, é preciso olhar para os aspectos técnicos antes de a obra começar. Esse deve ser um momento de estudos e reflexões para otimização do projeto, para identificação de novas metodologias construtivas e para antecipar soluções de possíveis problemas.
O checklist que vamos apresentar
neste material pode ajudar a construir
um cenário positivo em sua empresa!
O checklist é uma ferramenta para apoiá-lo na gestão de sua obra. Sem ele, a chance de você cometer erros, gastar de forma desnecessária, deixar algo importante de lado e acumular problemas é grande. O checklist lista tudo que deve ser feito, para você ter certeza de que não esqueceu de nada! Você pode complementá-lo com algumas informações extras sobre as atividades apresentadas, como quem é responsável por elas, qual o prazo prazo e assim por diante.
É claro que, dependendo do perfil de suas obras, alguns itens do checklist podem ser adaptáveis, mas o que apresentamos aqui é mais do que um bom início para você melhorar a gestão de seus empreendimentos.
Importante destacar que é fundamental que o engenheiro responsável participe do processo, bem como outros profissionais-chave.
Recomendamos o método 5W2H como ferramenta de apoio à implementação do checklist. Esta ferramenta é uma maneira de listar tudo que faz parte do checklist e materializar um plano de ação para os seus estudos pré-obra. Sua lógica é muito simples e sua utilização facilita a compreensão e a execução de determinadas tarefas.
Os 5W correspondem às seguintes palavras, do inglês:
What
(o que)?
(quem)?
Who
(onde)?
Where
(quando)?
When
(por que)?
Why
E os 2H significam:
How
(como)?
How much
(quanto
custa)?
Sugerimos que você crie um 5W2H diferente para cada um dos dez tópicos apresentados no checklist.
Nós desenvolvemos uma tabela que pode ser seu ponto de partida nesse trabalho. Ela está disponível para download neste link: www.celereplanilha.gr8.com
O checklist para uma gestão de obra mais eficiente e lucrativa é formado por 9 itens:
Aspectos gerais:
O que vai ser construído?
Onde esta obra acontecerá?
Metodologias e
processos executivos:
Como a obra será
executada?
Logística e canteiro:
Como os processos do
canteiro de obras serão
organizados?
Segurança:
Plano de segurança do
trabalho. Qual será o plano
de segurança do trabalho?
Sustentabilidade:
Quais são os diferenciais
sustentáveis?
Quais estratégias serão
adotadas para garantir o uso
sustentável dos recursos?
Qualidade:
Como a qualidade da
obra será avaliada?
Planejamento e
controle:
Quando tudo está previsto
para ser executado?
Equipe:
Quem faz o quê?
Quem responde a quem?
Quais parcerias são
estratégicas para a obra?
Orçamento:
Qual é a verba para a realização dessa obra?
Como esse dinheiro deverá ser distribuído?
Local da obra
Onde está situada a obra? O local pode vir a gerar algum problema no futuro? As casas vizinhas são muito antigas?
Características da região
Como é a região em que a obra está situada? Há escolas, hospitais, supermercados etc.? É fácil acessá-la utilizando meios de transporte públicos? É uma área residencial ou comercial?
Relacionamento com a comunidade
Qual é o plano para cultivar a relação com quem será afetado pela obra? Possui alguma associação de bairro? Como os moradores são representados? O que eles pensam sobre a obra?
Diferenciais do produto
O que é diferente na obra e, portanto, vai exigir mais atenção?
Detalhes sobre o terreno
Como é o terreno? Qual o tipo de solo? Como é a topografia? O solo é contaminado? Possui redes subterrâneas das concessionárias?
ESTUDOS DE METODOLOGIA EXECUTIVAS
Trata-se do levantamento das possíveis metodologias construtivas que podem ser adotadas para cada um dos serviços ou atividades. Nesta etapa, verificam-se as tecnologias, os equipamentos, as ferramentas e os materiais que podem ser adotados para cada frente da obra. Vamos pegar a estrutura como exemplo: ela é pré-moldada, metálica ou de concreto convencional? Se for de concreto convencional, qual tipo de forma? Metálica, madeira…? E o tipo de escoramento? Como o material será içado? Grua, mini-grua, guincho, guindaste? Haverá cremalheira?
CICLOS DE PRODUÇÃO
Para cada uma das metodologias levantadas, há um ciclo de produção correspondente, que pode variar conforme a quantidade e o tipo de recursos utilizados (pessoas/equipamentos/tecnologia). O estudo do ciclo de produção, que consiste na estimativa do tempo para realizá-lo, implica no cálculo de prazo da obra. Geralmente, as obras de edificação vertical (prédios) costumam ter ciclos claros de produção – período de execução de determinado serviço de um pavimento completo –, que se repetem para todos os pavimentos. Por exemplo: com a metodologia de concreto convencional, utilizando um certo conjunto de formas, grua, e uma equipe com X pessoas, é possível executar uma laje por semana.
ESTUDOS COMPARATIVOS DE METODOLOGIAS
É hora de comparar as metodologias estudadas, levando em consideração fatores como preço, prazo, qualidade e experiência da equipe, para definir a mais vantajosa. Coloque lado a lado todas as características de cada uma e depois realize uma análise crítica da relação custo x benefício. O indicado é que você faça esse estudo para os serviços ou atividades críticas (seja por prazo, custo ou algum tipo de risco).
O segundo passo para montar o checklist para uma gestão de obra eficiente e lucrativa é fazer os estudos que resultarão no planejamento da obra. É uma etapa fundamental para que, no futuro, a obra seja executada com eficiência.
Dica! Não esqueça que o aumento do prazo
impacta diretamente os custos indiretos.
Essa é mais uma etapa fundamental para fazer com que tudo funcione em harmonia e para que a execução seja produtiva e livre de problemas. Para montar esse terceiro item do checklist, é importante levar os seguintes pontos em consideração:
ORGANIZAÇÃO
Como organizo a obra para fazer o produto da forma como ele foi pensado? Quanto a esse assunto, existe uma reflexão importante que faz nosso setor/ indústria ser tão particular: na maioria das outras indústrias, a fábrica – que é uma estrutura fixa – é dimensionada para produzir certa quantidade de produtos que são transportados até o consumidor. Já na construção civil, é justamente o inverso: a fábrica (nosso canteiro de obras) é móvel e dimensionada para produzir um único produto (edificação/estrada/ponte/ etc.), que fica fixo. Com base nessa reflexão, perguntamos: seu canteiro está pensado para ser sua fábrica? Ou seja, produzir seu produto único da forma mais eficiente possível?
RESTRIÇÕES DE CIRCULAÇÃO
Existe alguma restrição de circulação para tipos específicos de caminhões? Se sim, quais materiais ou equipamentos serão impactados? Existe uma alternativa viável de transporte? Qual? Existe alguma licença específica para trafegar na região? Qual é o tamanho da burocracia?
ACESSOS
Como se chega ao local da obra? As ruas são estreitas e/ou muito movimentadas? Como será o lançamento de concreto? É possível fazer da rua? E o recebimento do aço? Como a carreta chegará? Há acesso e espaço em seu canteiro para recebimento desses e dos demais materiais? Se não, é possível fazer da rua (o que diz a legislação municipal, é possível em termos de espaço)?
PLANEJAMENTO DOS CANTEIROS PROVISÓRIOS
É no canteiro que serão recebidos, armazenados e distribuídos os materiais para a execução da obra. Além disso, é onde a equipe da obra vai ficar e circular, e é onde devem ser dimensionados os locais de convivência (refeitório, vestiário etc.). Geralmente, as obras imobiliárias possuem grande restrição de espaço para o canteiro, dependendo da etapa em que se encontram. Você já pensou sobre o local em que o canteiro será montado em cada uma das fases da obra (escavação, fundação, estrutura, vedação, fachada e acabamentos)? Verificou se o canteiro impactará de forma negativa alguma das etapas? Se sim, o que é preciso fazer para mitigar esse impacto? Seu canteiro mudará de local durante a obra? Como gastar menos e não prejudicar a produção? Pensou no local onde ficará cada tipo de material?
STAND DE VENDAS
Incorporadoras gostam de vender as unidades (apartamentos, salas etc) no local da obra. Você tem espaço no terreno para manter o stand de vendas durante toda a construção? Se não, em que momento precisará demolir? Aí tem a questão comercial x engenharia: onde está o ponto de equilíbrio?
RECEBIMENTO, ARMAZENAMENTO E DISTRIBUIÇÃO
Qual local foi destinado para o recebimento dos materiais? Existe uma pessoa que vai conferir a mercadoria e as notas fiscais? Existe equipe para descarregar as mercadorias, ou você terá que negociar o descarregamento com seus fornecedores? Existe uma janela definida de recebimento, para melhorar a eficiência; ou seja, há um período pré-agendado para o recebimento de determinados tipos de materiais, otimizando o trabalho da equipe? Onde será armazenado cada tipo de material? Pensou na facilidade de envio para a frente de serviço? Pensou no local adequado para armazenamento de cada produto, para evitar possíveis avarias? Como será o transporte horizontal e vertical de cada produto? Existem equipamentos específicos? Algum material chegará direto para a frente de serviço (just in time)?
Nesta etapa, você deverá responder questões como:
Quem será o responsável pela segurança do trabalho da obra? Será contratada uma consultoria?
Deve-se pensar no planejamento de EPIs (equipamentos de proteção individual), EPCs (equipamentos de proteção coletiva), manutenção de equipamentos e treinamentos de segurança e definição das responsabilidades dos terceiros.
Pensar nas metodologias ligadas à organização de PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) para a elaboração de adequado PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional). Assim, organizam-se os exames necessários para que cada colaborador tenha seu ASO (Atestado de Saúde Ocupacional). Outros programas também devem ser visualizados, como o PCMAT (Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho) e o PERGO (Programa de Ergonomia).
DIFERENCIAIS DE SUSTENTABILIDADE
O que pode ser feito em termos de sustentabilidade, e como é possível colocar isso em prática? Os clientes reconhecem e enxergam a sustentabilidade como um diferencial?
CERTIFICAÇÕES E SELOS
Deseja buscar alguma certificação específica? O indicado é que se faça um estudo da relação custo x benefício das principais certificações. Tenha em mente que esta é a hora de pensar nisso. Deixar para depois pode inviabilizar a iniciativa.
REQUISIÇÕES
É preciso fazer algum licenciamento específico? Quem licencia esse tipo de empreendimento? A prefeitura ou o estado? A área escolhida está adequada? Está fora de áreas protegidas? Como proceder com o licenciamento?
CONTAMINAÇÃO
Há risco de contaminação da área, por empresas que se instalaram no passado? Os passivos ambientais foram avaliados?
RESÍDUOS
Os resíduos estão visualizados quanto à sua geração, tipo e descarte adequado? E o armazenamento desses resíduos (Baía de Resíduos), foi planejado e orçado? O PGRS (Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos) foi elaborado? Há possibilidade de reaproveitamento de alguns resíduos? E o armazenamento de resíduos perigosos (óleo, aditivos, etc.)?
COMPENSAÇÕES AMBIENTAIS/CONTRAPARTIDAS (ALGO
EXIGIDO PELOS ÓRGÃOS PÚBLICOS)
Qual é a exigência do órgão ambiental? Criar um parque, uma área verde, uma iniciativa para melhorar o tráfego da região? Replantio de alguma área danificada? O que você precisará fazer?
Pensar em maneiras de fazer a obra ser mais sustentável pode trazer grandes benefícios – tanto para o meio ambiente, quanto para os custos do projeto. Além de contar como um grande diferencial para o empreendimento. Nesta etapa, os pontos listados abaixo devem ser discutidos:
Nesta fase do checklist, é hora de pensar em maneiras de aumentar eficiência, produtividade e qualidade dos processos da execução da obra. Para isso, é importante refletir sobre os pilares de uma obra eficiente:
Já definiu seu SGQ
(Sistema de Gestão
da Qualidade)?
Mapeou os processos?
Softwares? Ferramentas
e planilhas de apoio?
Quem serão os
responsáveis por
realizá-los?
Leve em conta ainda que precisa levantar os seguintes pontos:
Controle de
documentos
Controle de qualidade
de materiais
Avaliação e
homologação de
fornecedores (materiais
e serviços)
Verificação de
serviços
Inspeção, recebimento
e armazenamento de
materiais controlados
Pessoas e
capacitação
Um planejamento executivo de obra não é apenas um “cronograma macro” estimado de projeto. É produto de cálculos e estudos específicos, e fornece informações muito mais detalhadas, confiáveis e úteis.
Para isso, é fundamental que a equipe de produção que executará as atividades da obra seja envolvida. O processo de um planejamento executivo consiste em:
EAP (ESTRUTURA ANALÍTICA DE PROJETO)
É hora de definir as etapas construtivas e as subdivisões das entregas, para definir cada pacote de trabalho em uma estrutura em árvores (hierárquica), de forma que sua obra seja dividida em partes menores, facilitando o gerenciamento.
SEQUENCIAMENTO EXECUTIVO
Deve-se sequenciar as atividades de cada uma das frentes de trabalho – predecessoras, sucessoras, atividades realizadas em paralelo. Geralmente, são feitos sequenciamentos específicos para cada uma das principais frentes da obra (por exemplo: área externa, torre, fachada etc).
ESTUDO DAS DURAÇÕES E RECURSOS
Baseado na metodologia adotada e nos recursos utilizados para a execução (mão de obra/equipamentos), é possível estabelecer a duração da atividade.
CRONOGRAMA DA OBRA
Nesta etapa, faz-se a consolidação das atividades da EAP, com seus devidos sequenciamentos, durações e restrições. Faz parte do processo vincular (conectar ou “amarrar”) as atividades e restrições, de tal forma que tenhamos as datas de início e fim de cada atividade, assim como das restrições. Consequentemente, terá o prazo de entrega da obra.
A partir deste cronograma, tem-se a programação completa das atividades, que norteará a execução das atividades dos empreiteiros e equipes. Essa programação é a base das metas mensais e semanais de produção.
CRONOGRAMA DE RESTRIÇÕES
Restrições são ações necessárias e pré-requisitos para realizar os serviços da obra – mas que não são os próprios serviços. Elas devem ser “removidas” (utiliza-se o termo “remoção de restrições”) previamente à execução dos serviços, para não atrasar o início dos mesmos. Exemplos:
• Restrições de suprimento (cotação, compra, entrega de materiais).
• Restrições de segurança de trabalho (proteger uma área, liberar uma frente). • Restrições de projetos (finalizar um projeto executivo, como o de estruturas ou fundações).
• Restrições de contratações de terceiros (cotação, equalização de preços, contratação e mobilização da equipe do terceiro)
Ou seja, com esse cronograma, tem-se uma programação completa (uma verdadeira agenda da obra) do que a equipe administrativa precisa fazer para que tudo esteja resolvido de forma antecipada para a execução da atividade.
ANÁLISES DE PLANEJAMENTO (CAMINHO CRÍTICO,
HISTOGRAMAS, ETC.)
• Caminho crítico. A sequência das atividades que têm previsão de “folga zero” no cronograma. Ou seja, atividades que, caso atrasem, implicam diretamente em um atraso da obra inteira.
• Histogramas. Distribuição ou cronogramas específicos de mão de obra, equipamentos, material…
DEFINIÇÃO DO PROCESSO DE ACOMPANHAMENTO E
CONTROLE
• Gestão visual. • Responsáveis.
• Reuniões periódicas de acompanhamento e planos de ação. • Formato de relatórios de acompanhamento gerencial e comercial.
A EMPRESA ATUA DE FORMA CENTRALIZADA OU DESCENTRALIZADA?
Ou seja, existe uma equipe no escritório central atuando e/ou apoiando em algumas atividades do gerenciamento da obra? Por exemplo: compras, contratações, planejamento, acompanhamento e controle. Que responsabilidades ficarão no escritório central e quais ficarão com a equipe da obra?
UMA OBRA É UM PROJETO: TEM INÍCIO, MEIO E FIM.
Por isso, devem ser consideradas as características de cada fase da obra – mobilização, serviços iniciais, estrutura, etc. –, para definir quando mobilizar e desmobilizar cada membro da equipe. Lembre que a definição do cronograma de permanência dessa equipe está diretamente (e intimamente) ligada
ao cronograma da obra.
COMO SERÁ FEITA A MOBILIZAÇÃO E A DESMOBILIZAÇÃO DA EQUIPE?
Virão de outra obra? Irão para outra? Serão contratados apenas para este projeto e depois desligados?
EXISTEM ATIVIDADES DA OBRA QUE A EQUIPE OU A
EMPRESA NÃO TEM CONHECIMENTO TÉCNICO PARA REALIZAR?
Ou que prefere não executar com a equipe interna por estratégia ou decisão gerencial específica para este projeto?
Como em qualquer empresa, o sucesso de uma obra depende muito das pessoas que a gerenciam. Assim, nesta etapa é necessário definir quais são os perfis buscados (formações, experiências, maturidade, salários), como eles serão recrutados/alocados, como será a hierarquia, quais serão as responsabilidades de cada um, como será a formação de substitutos, como as pessoas serão treinadas etc.
Porém, como todos sabemos, uma equipe de apoio (gerenciamento) de obra tem algumas particularidades e complexidades em relação a outros negócios. Nesse sentido, leve em consideração as seguintes reflexões:
A terceirização é uma estratégia interessante, pois além de agregar
experiências e expertises novas, pode ser mais barata, pois não apresentaria
um comprometimento tão elevado de custo fixo (como contratação de
funcionários CLT). Se você precisa de um suporte para otimizar a gestão e ter
obras mais eficientes, entre em contato conosco.
A Celere entrega soluções para empresa de construção civil em todo o ciclo
de gestão: http://celere-ge.com.br/fale-conosco
Tendo a questão anterior resolvida, é hora de organizar tudo o que envolve o trabalho dos parceiros e terceirizados.
DEFINIÇÃO DE PARCEIROS-CHAVE:
Mapeie e entre em contato com projetistas, consultores, empreiteiros etc. que podem ser seus parceiros.
OUTRO PONTO DE ATENÇÃO É JÁ TER
ORÇAMENTOS E PROPOSTAS DOS
PARCEIROS-CHAVES:
O orçamento não deve ser visto apenas como uma forma de precificar a obra – o que pode ser feito por meio de índices e preços de referência, de publicações (Sinapi, TCPO, etc.) ou referências próprias. É uma estimativa baseada no que foi estudado especificamente para uma determinada obra – e, portanto, capaz de retratar toda a obra e como ela será realizada. Assim, as composições de orçamento devem refletir as metodologias construtivas e tudo mais que foi pensado para a execução da obras, sendo um retrato fiel da mesma.
1) ORÇAMENTO DE CUSTO DIRETO
Atenção: foco no levantamento quantitativo!
O levantamento quantitativo deve ser feito detalhadamente, com organização e atenção, para refletir tudo que faz parte dos projetos e da obra!
Além disso, é importante definir algumas premissas:
• Quais serviços serão terceirizados (empreitados) e quais serão realizados com mão de obra própria?
• Para cada serviço terceirizado, qual será a modalidade de contratação? Ex: material + mão de obra, somente mão de obra, inclui ou não equipamentos etc. Os materiais de acabamento fazem parte do serviço contratado ou devem ser considerados além dele?
• Para alguns serviços terceirizados, além do escopo de contratação é importante saber qual o critério de medição. Para o levante de alvenaria, por exemplo, qual o critério de desconto para vãos? A contratação é só para o levante ou consideramos também marcação e encunhamento?
• Quais equipamentos de apoio serão utilizados (principalmente para movimentação de carga)? Cremalheira, balancim, empilhadeira...? Serão locados ou adquiridos (se for o caso, quanto será depreciado na obra)?
• Quanto à modalidade de compra de alguns materiais, o orçamento deve refletir o que se planeja fazer. A argamassa por exemplo, será comprada pronta ou batida na obra? E o aço, será comprado cortado e dobrado? E as esquadrias: kits prontos ou devemos considerar ferragens? Quem será responsável pela pintura e instalação?
Atenção especial para cotar e levantar alguns serviços muito específicos (e que pesam no orçamento) como instalações, fundação e elevadores!
2) ORÇAMENTO DE CUSTO INDIRETO
Não se esqueça de prever todos os custos: a) Projetos.
c) Custos indiretos adicionais da mão de obra direta (alimentação, transporte, exames..).
- Atenção! Somente o que já não faz parte da composição dos encargos (para mão de obra própria) ou do que não ficará a cargo do empreiteiro (para mão de obra terceirizada)
d) Construção e manutenção de canteiro (o próprio canteiro, tapumes, vestiários, almoxarifado, despesa de água e esgoto, despesa de energia, telefone, etc). e) Despesas técnicas como ensaios, consultorias, topografia, laudo de vizinhança etc.
f) Taxas e impostos referentes aos custos de construção. g) Verba pós-obra (assistência técnica).
- Atenção! Importante prever uma verba! h) Verba para contingências
- Toda obra possui imprevistos e, quando eles ocorrem, é importante estar prevenido e ter uma verba para utilizar. O objetivo é que os imprevistos não ocorram e que essa verba vire resultado.
3) CONFERÊNCIAS PARA FECHAMENTO DE ORÇAMENTO
Devido ao grande volume de informações de um orçamento, a conferência dele acaba ficando complexa. Para isso, indica-se algumas ferramentas:
• Comparações com custos reais ou orçados anteriormente para obras similares.
• Comparar com orçamentos paramétricos iniciais. • Alguns indicadores principais:
> Espessura média de concreto. > Taxa de aço.
> Forma.
> Área de piso x coberturas x área construída. > 2x alvenaria x revestimento de paredes. > Quantidades de esquadrias x ambientes.
Atenção especial para os itens da curva A e B de serviço e de insumos!
4) RELATÓRIOS GERENCIAIS
Com o orçamento já conferido, é a hora de analisá-lo para buscar pontos de atenção (não deixar escapar) e onde é possível uma redução.
• Quais os serviços e fases mais caros da obra?
• Quais os principias insumos e fornecedores? Foco na negociação!
• Algum serviço ou fase ficou mais caro do que a média para este tipo de obra? Existe alguma outra metodologia possível para este serviço?
• Gerar uma curva de custos e histogramas quanto à competência e caixa. > Pergunta: a empresa está preparada para a exposição de caixa prevista? • Indicadores (como os já citados acima, para fechamento de orçamento): é muito importante fazer um estudo de indicadores de projeto e custo. Os valores encontrados estão em linha com o esperado para este modelo de obra? Será que não podemos revisar e melhorar alguma coisa?
O checklist apresentado nos capítulos anteriores é uma ferramenta para apoiar sua empresa na gestão e no planejamento executivo de obras.
Para facilitar a compreensão de uma parte importante do checklist – o planejamento executivo –, criamos um infográfico que resume oito etapas que consideramos cruciais para tornar o planejamento executivo de suas obras mais consistente e embasado. Confira:
Todas as informações listadas neste material têm o objetivo de ajudar a profissionalizar os processos de gestão de obra em sua empresa. Quanto mais detalhado for o seu planejamento, melhor você e sua equipe estarão preparados para lidar com imprevistos e tornar as atividades mais eficientes
e lucrativas.
Dependendo do perfil de suas obras, alguns itens do checklist podem ser adaptados, mas o que apresentamos é mais do que um bom início para
você melhorar a gestão de seus empreendimentos.
Se você ficou com alguma dúvida em relação às dicas listadas neste e-book, ou gostaria de dar sua opinião ou compartilhar seu conhecimento sobre gestão de obras, entre em contato conosco ou deixe um comentário em
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Contato:http://celere-ge.com.br/fale-conosco
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Na gestão de obras, diversos processos devem ser levados em conta de forma integrada, e isso, muitas vezes, não é feito da melhor forma.
Porém, existe uma saída para simplificar toda essa possível complicação e otimizar as tarefas: a colaboração entre os setores e profissionais envolvidos na gestão de cada projeto. Quem garante isso é Yves Morieux, pesquisador na área corporativa e autor do livro Seis regras simples – como
gerenciar a complexidade sem se complicar.
Baseando-se em suas pesquisas na área de gestão, Morieux desenvolveu seis regras que ajudam a simplificar a gestão nas empresas. Confira a seguir mais detalhes sobre cada uma delas e inspire-se para aplicá-las na gestão de suas obras, e, assim, conseguir maior produtividade e engajamento da equipe.
Quando todo mundo entende o que cada membro da equipe faz, fica mais fácil colaborar entre si, evitando retrabalhos e desperdício de tempo e dinheiro. É papel do gestor ter esse conhecimento geral das operações que acontecem no projeto e na empresa, e refletir esse posicionamento para sua equipe.
Os integradores são os gestores das áreas. Muitas vezes, algumas empresas criam novos setores para integrar os profissionais. Mas acontece que os gestores já possuem esse papel. Então, para não complicar, é importante reforçar o poder desses profissionais. Morieux explica que para transformar os gestores em integradores, é importante remover barreiras hierárquicas. “Assim, as pessoas ficam mais próximas e passam se comunicar de forma mais direta”, garante.
Quando as pessoas têm mais poder para tomar decisões e para agir, elas têm mais senso de responsabilidade e, assim, sentem-se motivadas para dar o melhor de si. Ao oferecer mais autonomia aos profissionais, você os incentiva a serem mais comprometidos. “É necessário garantir que as pessoas tenham mais acesso, para que possam correr riscos e cooperar, saindo do isolamento. Se não, os funcionários recuam e ficam descomprometidos”, destaca Morieux.
Apontar para o futuro significa deixar claro aos profissionais as consequências das ações deles. Ou seja, mostrar o que vai acontecer, caso eles não realizem o trabalho necessário. Essa é outra forma de dar mais responsabilidade para a equipe, envolvendo-a no desenvolvimento das tarefas e na evolução dos projetos. Assim, os profissionais se tornam responsáveis pelo fracasso, mas também pelo sucesso da operação.
A reciprocidade da equipe melhora quando há menos barreiras entre os profissionais e as áreas. Para colocar isso em prática, é necessário criar formas de um ajudar o outro no projeto. Incentive o trabalho em conjunto, para que os colaboradores possam resolver possíveis divergências e unir forças em busca de um objetivo comum. Morieux indica que, quanto menos autossuficientes e individualistas os profissionais forem, mais colaborativos eles serão e, assim, melhores serão os resultados como um todo.
É importante esclarecer que “culpar”, aqui, não aparece como uma punição. O especialista explica que é importante culpar no sentido de reconhecer e entender os erros cometidos e aprender com eles. Quando as pessoas têm essa visão mais colaborativa do erro, elas se sentem menos pressionadas e mais motivadas a serem transparentes e verdadeiras, pois elas sabem que, se errarem, podem pedir ajuda para converter a situação.
A CELERE é uma consultoria de eficiência em construção civil. Atuamos desde o estudo de viabilidade (elaboração da proposta) até a entrega da obra.
Desenvolvemos soluções personalizadas em conjunto com nossos clientes – empresas do setor de construção civil –, sempre respeitando suas respectivas culturas, identidades e particularidades.
Com base na experiência de nossos consultores atuando em diversos estudos, propostas e obras com as mais variadas dimensões e segmentos, no Brasil e no exterior, a CELERE emprega as melhores práticas do mercado com relação a processos e gestão de projetos, oferecendo soluções completas para o sucesso de sua empresa.
A CELERE vem se consolidando como um escritório compartilhado de gestão em engenharia, atuando como a extensão do setor de engenharia de seus clientes.
• Viabilizamos controle e gestão de grandes organizações para pequenas e médias empresas.
• Em todos os projetos que participamos, demos um retorno muito maior que o valor investido.
• Segurança e previsibilidade: não cobramos por hora, somos remunerados pelo valor do projeto.
• Dependemos dos resultados de nossos clientes. Quanto mais resultados dermos, mais se consolida a parceria!
• Atendemos de uma forma exclusiva: mergulhamos na cultura e na realidade de nossos clientes. Por isso, nossos produtos e serviços são sempre customizados e adaptados para que consigam mais resultados.
• Em 100% dos casos que atuamos em nossos clientes, eles obtiveram redução de custos com as ferramentas que implementamos
• Não temos segredo industrial, tudo o que produzimos para o cliente são entregues a ele, nossas planilhas e documentos são abertos para que se analise as memórias de cálculos e cruzamentos de informações.
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