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EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL- EPI

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Academic year: 2021

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EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL- EPI

Bruno Damasceno Gualberto1 Patrícia Baston Barretti1 Roberto de Souza Coelho1 Jair Campos de Moraes2

Maria de Lourdes Oliveira Souza3

I - Introdução

O homem, através do uso indiscriminado de produtos fitossanitários, está degradando o meio ambiente e também está morrendo devido à má utilização e não-proteção individual quando utiliza esses produtos químicos.

Na Portaria nº 3.214, de 8 de junho de 1978, que aprova as Normas Regulamentadoras–NR, do Capítulo V, Título II, da Consolidação das Leis do Trabalho, relativas à Segurança e Medicina do Trabalho, destaca-se a NR-6 Equipamentos de Proteção Individual – EPI. Os itens abaixo relacionam-se aos mais importantes aspectos na área agrícola.

a) Para os fins de aplicação desta Norma Regulamentadora, considera-se Equipamento de Proteção Individual (EPI), todo dispositivo de uso individual destinado a proteger a integridade física do trabalhador.

1Graduandos do 10o Período de Agronomia -UFLA

2 Orientador Professor do Departamento de Entomologia - UFLA 3 Orientadora Professora de Extensão do DAE - UFLA

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b) A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento nas seguintes circunstâncias: b.1) sempre que as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou doenças profissionais do trabalho;

b.2) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas;

b.3) Atender as situações de emergência.

c) O empregador deve oferecer aos trabalhadores os seguintes itens de:

c.1) proteção para cabeça: protetores faciais destinados à proteção dos olhos e da face contra lesões ocasionadas por partículas, respingos ou vapores de produtos químicos;

c.2) proteção para os membros superiores: luvas e/ou mangas de proteção devem ser usadas em trabalhos em que haja perigo de lesões;

c.3) proteção para os membros inferiores: calçados impermeáveis e resistentes aos agentes químicos;

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c.4) proteção respiratória para exposição a agentes ambientais em concentrações prejudiciais à saúde do trabalhador: respiradores e máscaras de filtro químico para exposição a agentes químicos.

d) Obrigações do empregador:

d.1) adquirir o tipo de equipamento adequado à atividade do empregado;

d.2) fornecer ao empregado somente EPI aprovado pelo Ministério do Trabalho;

d.3) treinar o trabalhador para o uso adequado; d.4) tornar obrigatório o seu uso;

d.5) substituí-lo imediatamente quando danificado; d.6) responsabilizar-se pela sua higienização e manutenção periódica;

d.7) comunicar ao Ministério do Trabalho qualquer irregularidade observada no EPI adquirido.

e) Obrigações do empregado:

e.1) usá-lo apenas para a finalidade a que se destina;

e.2) responsabilizar-se por sua guarda e conservação;

e.3) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso.

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Os produtos fitossanitários podem ser aplicados com segurança, desde que as instruções do rótulo, da bula, do folheto complementar e o uso das outras práticas de prevenção de acidentes sejam seguidas rigorosamente, bem como as precauções, que devem estar relacionadas com o risco específico de cada produto. O aplicador deve cuidar para não se contaminar durante o manuseio de qualquer produto fitossanitário.

No meio rural, EPI são vestimentas de proteção utilizadas para evitar a exposição excessiva dos aplicadores aos produtos fitossanitários. Entre estes equipamentos estão:

- máscara de carvão ativado; - capuz ou touca árabe; - protetor facial ou viseira; - avental impermeável;

- luvas de nitrila impermeáveis;

- camisa e calça de tecido de algodão hidrorrepelente; - botas de borracha.

Alguns cuidados devem ser tomados para melhorar a eficiência dos EPI, dentre eles, destacam-se:

a) as calças devem cobrir os canos das botas para evitar a entrada do produto;

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b) os EPI’s devem ser usados durante o preparo da calda e sua aplicação, e em situações em que haja risco de contato com o produto;

c) nunca se deve manipular os defensivos com as mãos desprotegidas; as luvas de nitrila, que são impermeáveis, são as adequadas para esta finalidade;

d) usar os equipamentos de proteção indicados no rótulo; o protetor facial e o avental impermeável são indicados no preparo da calda de qualquer defensivo;

e) verificar no rótulo a indicação do uso de máscara protetora;

f) usar os EPI recomendados em perfeitas condições e devidamente limpos, enquanto estiver manipulando os produtos fitossanitários e os equipamentos de aplicação.

II - EPI DISPONÍVEIS NO MERCADO E SUAS CARACTERÍSTICAS

2.1. Blusa com capuz, protetora para aplicação de produtos fitossanitários C.A. 7726*

O conjunto de vestimenta protetora para o aplicação de produtos fitossanitários é composto de boné, calça e blusa

* Código do fabricante

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confeccionadas em tecido 100% algodão, 160g/m2, repelente à calda fitossanitária.

O boné protege a cabeça em forma de capuz ligado ou não à blusa para proteção do pescoço e orelhas, com aba frontal. O fechamento é através de velcro. A calça apresenta-se comprida, com fixação na cintura por cordonel e as pernas reforçadas por napa ou plástico trevirado resistente. A blusa é com mangas compridas, aberta somente na parte superior em forma de V, para vestir pela cabeça, com velcro para fechamento e cordonel para fixá-la na cintura. Acompanha avental de napa com fitas do mesmo material para fixá-lo na cintura (Fabricante: Vest-Prof).

2.2. Macacão protetor para o aplicador de agrotóxico C.A. 7725*

Trata-se de um macacão único, composto de boné com aba frontal acoplada e pernas compridas, confeccionado todo em tecido 100% algodão 160g/m2, repelente à calda fitossanitária para proteção do corpo durante o manuseio e aplicação de agrotóxico. Acompanha o avental de napa ou plástico trevirado resistente, com fitas do mesmo material, para fixá-lo na cintura para proteção frontal do corpo durante o preparo da calda fitossanitária (Fabricante: Vest-Prof).

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A vestimenta protetora e o macacão destinam-se à proteção contra respingos e névoa de agrotóxicos.

2.3. Viseira

Viseira de acetato 175micra (18 x 27cm) com aplicação de espuma na parte superior para contato na testa ou fronte, de modo a evitar embaçamentos. Destina-se à proteção do rosto (Fabricantes: Vest-Prof e Engesel).

2.4. Avental impermeável (proteção suplementar) D – 13010*

Uso frontal na preparação da calda e costal durante a pulverização (entre a roupa e o aparelho pulverizador). Disponível em Gentrise ou Tyvek (tecido resistente a diversos ácidos/bases, produtos químicos e agressores) (Fabricante: Engesel).

2.5. Calça comprida

Confeccionada em tecido repelente, com ajuste na cintura. Tipos:

a) calça PT (pulverizador tratorizado) D–13003: não possui reforço;

b) calça PCM (pulverizador costal manual) D– 3002: possui reforço até o joelho;

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c) calça PCM (pulverizador costal manual) D–13002 SC: possui reforço até o gancho.

Essas vestimentas são confeccionadas em tecido leve, 100% algodão, com tratamento hidrorrepelente (resistente a respingos de defensivos agrícolas das diversas famílias), lavável, respirável, que garantem conforto, muita segurança, eficiência e de baixo custo.

III - CUIDADOS NA UTILIZAÇÃO E LAVAGEM DOS EPI

a) somente devem ser utilizadas durante o manuseio e aplicação de produtos agrícolas;

b) não se deve utilizá-los para outras atividades como plantio, tratos culturais, colheita, etc.;

c) para lavar, utilizar sabão neutro com bastante água sob forte agitação;

d) não usar água sanitária, sabão em pó com fortes aditivos, detergentes, amaciantes, alvejantes e demais componentes que comprometam a repelência das fibras de tecido;

e) a lavagem deve ser leve, sem esfregar o tecido, evitando assim traumas nas fibras. Preocupar-se somente em

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retirar a película de névoa do produto fitossanitário depositada sobre o tecido durante o uso;

f) nunca lavar a vestimenta protetora junto com as roupas da casa;

g) não lavar os filtros das máscaras para não danificá-los; h) as máscaras descartáveis devem ser utilizadas em apenas um turno diário de trabalho.

IV - ENDEREÇOS DAS EMPRESAS FABRICANTES DE EPI (março/99)

4.1. ENGESEL

Rua Manoel Fernandes Dias, 126 Novo C. Elíseos

Cx. Postal – 1329

Cep.: 13058-210 – Campinas (SP)

Fone: (019) 227-9844 Fax.: (019) 227-9845

Maiores informações, 0800-149844 (ligação gratuita)

4.2. LUMAC

Rua Itiúba, 207 Vila Prudente

Cep.: 03158-010 - São Paulo (SP)

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4.3. VEST-PROF

Rua Joaquim Ulisses Saimento, 460 Cep.: 13033-080 - Campinas (SP) Fone: (019) 232-2103 – (019) 971-0616 Fax.: (019) 223-5165

V - CONSIDERAÇÕES FINAIS

Para a utilização adequada dos equipamentos de proteção individual, além do conhecimento técnico do seu emprego, é necessário constatar se é de boa qualidade. Este boletim descreve equipamentos de proteção de alta qualidade encontrados no mercado nacional (1999). É de suma importância utilizá-los de forma correta, como indicado pelas empresas fabricantes, para evitar intoxicações.

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V - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CAMPANHOLE, A.; CAMPANHOLE, H.L. Consolidação das

Leis do Trabalho e Legislação Complementar. Textos,

revistas e atualidades. 80º edição, São Paulo: Atlas, 1999. p. 663-668; 712-718.

ANÔNIMO. Agrotóxicos – Uso Correto e Seguro. Rio de

Janeiro, Souza Cruz. p. 7-8.

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA VEGETAL. Uso Correto e Seguro de Defensivos Agrícolas. São Paulo,

Referências

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