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Academic year: 2021

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Texto

(1)

Física Quântica

Prof. Gabriel Hickel

Estrutura Atômica

* Introdução

* Interação Coulombiana Residual * Interação Spín-Órbita

* Outras Interações e Considerações * Excitações Óticas

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Física Quântica

Prof. Gabriel Hickel

1) Introdução

* Análise e teste da Teoria de Hartree

* Como levar em conta outras interações? * Como observar todos os níveis?

* Aproximações sucessivas

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Física Quântica

Prof. Gabriel Hickel

2) Interação Coulombiana Residual

Vimos que na Teoria de Hartree, pode-se considerar um potencial modificado pela blindagem eletrônica do núcleo

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Física Quântica

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2) Interação Coulombiana Residual

Entretanto, na última camada eletrônica, os elétrons irão interagir entre si de forma mais incisiva.

É preciso considerar estas interações na análise dos estados de energia mais externos.

O potencial residual é sempre não esférico.

As autofunções que descrevem os elétrons devem ser anti-simétricas. Spins anti-paralelos → singleto → elétrons próximos → maior repulsão Spins paralelos → tripleto → elétrons afastados → menor repulsão

Estados de spin total maiores → energias menores Tendência de acoplamento entre os spins!!!

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Física Quântica

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2) Interação Coulombiana Residual

O mesmo valerá para o momento angular orbital. A tendência é que os elétrons de uma mesma sub-camada tendam a ficar “diametralmente opostos” na órbita.

L´s acoplados → L´s maiores → menor energia de repulsão

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Física Quântica

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3) Interação Spin-Órbita

Vimos que este acoplamento depende da interação entre os momentos de dipolo magnético de spin e orbital:

= (ħ/2mc)2 · r -1 ·(dU/dr)· [ j·( j + 1) – l·(l+1) – s·(s+1)]

A melhor aproximação desta energia de interação será efetuada calculando-se os valores médios na sub-camada, ou seja,

<r -1 ·(dU/dr)>

Neste caso, esta energia de interação é tanto maior, quanto mais próximo do núcleo se está, assim como existe tendência dela crescer para Z maiores.

Como s = ½, se l = 0, então = 0

Se l ≠ 0, então o nível de energia é dividido em dois valores: L e S paralelos ; L e S anti-paralelos

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Física Quântica

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3) Interação Spin-Órbita

De modo geral, esta interação será tão mais energética quanto maior for o momento angular total:

J´ = L´ + S´ → L e S paralelos → maior energia

→ L e S anti-paralelos → menor energia

Como as interações Coulombiana Residual e Spin-Órbita tem, em geral, efeitos opostos, é preciso considerá-las de forma simultânea, no que se conhece como acoplamento LS ou acoplamento Russel-Saunders.

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Física Quântica

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3) Interação Spin-Órbita

O acoplamento entre os momentos de spin e orbital, levam a precessões dos vetores totais.

Para cada par de elétrons existem 12 possíveis combinações de acoplamento, cada combinação com 2j´+1 possíveis para mj´

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Física Quântica

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3) Interação Spin-Órbita

O resultado é um desdobramento nos níveis de energia de uma mesma sub-camada (a degenerescência é removida)

Esta configuração é chamada de “multipleto” e a diferença de energia entre níveis adjacentes é dada por:

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Física Quântica

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4) Outras Interações e Considerações

Além das considerações que fizemos acerca das interações entre os elétrons, existem outras interações que podem ocorrer se fatores externos forem aplicados no sistema.

É o caso do Efeito Zeeman, primeiramente notado em 1896, que ocorre quando um campo magnético externo é aplicado ao átomo.

Neste caso, um adicional de energia irá ocorrer para os elétrons, em função do acoplamento do momento de dipolo magnético total do elétron e o campo magnético externo:

= –  ᵒ B

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Física Quântica

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4) Outras Interações e Considerações

= –  ᵒ B = (b / ħ)·[ (3J´2 + S´2 – L´2 ) / 2J´2 ]·J´

z

que pode ser resumida em:

= b · B · g · m'j

g = 1 + [ j´·( j´+1) + s´·(s´+1) – l´·(l´+1) ] / [ 2j´·(j´+1) ]

(Fator de Landè)

Assim, se s´ = 0 (elétrons com spins anti-paralelos), então :

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Física Quântica

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4) Outras Interações e Considerações

Assim, se s´ = 0 (elétrons com spins anti-paralelos), então :

= b · B · m´j m'j = - l´, - l´ + 1,..., l´ - 1, l´

e cada nível de energia será reconfigurado em vários subníveis. Por exemplo, se l´ = 1, teremos m'j = -1, 0, +1

O eletromagnetismo clássico aplicado ao átomo de Bohr, explicaria este fenômeno. Por isto, ficou conhecido como efeito Zeeman “Normal”.

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Física Quântica

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4) Outras Interações e Considerações

Por outro lado, se s´ ≠ 0 (elétrons com spins paralelos), então :

= b · B · g · m'j m'j = l´ + 1/2, l´ – 1/2, l´ – 3/2, l´ – 5/2,...

e cada nível de energia será reconfigurado em vários subníveis. Em particular, se l´ = 0, teremos m'j = +1/2, -1/2

(poderia ter levado à descoberta do spin do elétron!!!)

O eletromagnetismo clássico não tem como explicar o spin do elétron. Por isto, ficou conhecido como efeito Zeeman “anômalo”.

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Física Quântica

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4) Outras Interações e Considerações Se o campo B externo for muito forte, ele pode destruir o acoplamento entre L´ e S´ dos elétrons, tornando-se o eixo principal do sistema. O efeito líquido é que as

linhas voltam a mostrar um perfil triplo.

O efeito Zeeman tem utilidade na identifica-ção de transições para sistemas mais com-plexos. Também pode ser avaliado de for-ma reversa.

Além das interações causadas por agentes externos, existem outras que estamos desconsiderando:

* acoplamento com as quantidades do núcleo (L e S); * situações relativísticas para Z´s grandes;

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Física Quântica

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5) Excitações óticas

A espectroscopia ótica (UV, ótico e IV) sempre auxiliou a confrontação das predições dos níveis de energia e regras/taxas de transição; com a realidade observada. Ela é certamente a principal aliada na descrição das camadas de valência.

Átomos com somente um elétron na última sub-camada são ditos “alcalinos”. A descrição dos níveis é facilitada, pois é efetuada para um único elétron (similar ao átomo de Hidrogênio).

Para átomos com dois ou mais elétrons na última sub-camada, divide-se o tratamento (na teoria de Hartree) em dois grupos:

* átomos com sub-camada preenchida menos da metade → auto-funções dos elétrons

* átomos com sub-camada preenchida mais da metade → auto-funções dos “buracos”

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Física Quântica

Prof. Gabriel Hickel

5) Excitações óticas

Existem regras claras para as transições óticas de momento de dipolo elétrico, para átomos onde o acoplamento LS é importante:

a) transições de estados só são permitidas para um elétron de cada vez;

b) são permitidas transições entre estados que tem ∆l = ± 1;

c) são permitidas transições entre estados se os números quânticos totais da última sub-camada obedecem:

∆s´= 0 ; ∆l´ = 0, ± 1 ; ∆j´ = 0, ± 1 , com j´i ou j´f ≠ 0 IMPORTANTE: camadas eletrônicas completamente

cheias terão J´ = 0, o que significa que somente elétrons da última sub-camada estarão sujeitos à efeitos de campos externos.

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Física Quântica

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Física Quântica

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6) Excitações em raios-X

A remoção de elétrons de sub-camadas mais internas irá provocar estados altamente excitados nos íons resultantes, com consequentes transições (efeito cascata). A maior parte delas emitirá fótons de altas energias (raios-X). O tratamento das funções de onda é exatamente o tratamento do “buraco”.

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Física Quântica

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6) Excitações em raios-X

Seções de Choque incluiam o efeito Bremsstrahlung. O padrão “dente de serra” é devido à interação de raios-X e remoção de elétrons das camadas mais internas

Referências

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