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PPP 2018 - CÓPIA FINAL

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(1)

PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA MARIA SECRETARIA DE MUNICÍPIO DA EDUCAÇÃO

ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL SANTA HELENA

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

(2)

DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA e ATOS LEGAIS

ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL SANTA HELENA

Endereço: Rua Manoel Machado s/nº - Vila Santa Helena – Bairro: Camobi CEP: 97110 – 190 Fone: 3226 4155

Email: [email protected]

Site: sites.google.com/site/emefsantahelena Nº Cadastro no CMESM: 001/019 – 26.03.2000 Nº Cadastro no Educacenso: 43123627

NATUREZA DO ATO LEGAL

RELATIVO AO ESTABELECIMENTO EMISSORÓRGÃO NÚMEROTIPO DATA

Cria a Escola Prefeitura

Municipal

Decreto 15

07.04.1972

Denomina a Escola Câmara de

Vereadores

Lei 1785

10.09.1975

Reorganizada SEC* Portaria

55.564 02.10.1984

Aceita Corpo Docente CMESM** Parecer

012 15.07.1992

Ampliação de Série CMESM Parecer

122

25.11.1992

Regimento Escolar CMESM Parecer

117

09.12.1992

Aceita Corpo Docente CMESM Parecer

008

16.06.1993

Ampliação de Série CMESM Parecer

021

24.11.1993

Base Curricular CMESM Parecer

016

05.01.1994

Ampliação de Série CMESM Parecer

775 .1994

Altera denominação Prefeitura

Municipal Decreto110 12.04.1994

Aceita Corpo Docente CMESM Parecer

036

15.06.1994

Base Curricular CMESM Parecer

016

28.01.2000

Altera designação dos

estabelecimentos de ensino

integrantes do Sistema Municipal de Ensino de Santa Maria, face à Resolução CMESM nº 5, de 05 de janeiro de 2000 Prefeitura Municipal Decreto 016 28.01.2000

Regimento Escolar CMESM Parecer

014

(3)

Níveis e Modalidades de ensino:

A escola oferta o Ensino Fundamental do 1º ao 9º ano, com matrícula obrigatória a partir dos 06 (seis) anos de idade.

(4)

SUMÁRIO DADOS DE IDENTIFICAÇÃO ... 02 INTRODUÇÃO ... 07 1 DIAGNÓSTICO DA ESCOLA ... 12 1.1 Contexto da escola ... 12 1.2 Caracterização da escola ... 19 1.2.1 Histórico da escola ... 19 1.2.2 Bandeira da Escola ... 20 1.2.3 Canção da Escola ... 21 1.2.4 Mascote da escola ... 22

1.2.5 Situação física da escola ... 22

1.2.6 Acessibilidade ... 22

1.2.7 Recursos Humanos ... 22

1.2.8 Recursos financeiros ... 24

1.2.9 Recursos materiais e pedagógicos ... 24

1.2.10 Organização da escola e do ensino ... 26

1.2.10.1 Níveis, modalidades de educação e ensino ... 26

1.2.11 Atendimento Educacional Especializado ... 26

1.2.12 Sala de Recursos Multifuncionais ... 30

1.2.13 Sala de Informática ... 30

1.2.14 Sala de Leitura ... 31

1.2.15 Kombilena ... 33

1.2.16 Relações entre a escola e a comunidade ... 34

1.2.17 Principais indicadores da escola ... 35

1.2.18 Programas e projetos educacionais desenvolvidos pela escola ... 36

1.2.18.1 Programas ... 36

1.2.18.2 Projetos ... 36

1.2.18.2. 1 Projeto De Carona com a Leitura... 36

1.2.18.2.2 Apoio Pedagógico ... 40

1.2.18.2. 3 Planejamento ou hora atividade... 40

1.2.18.2. 4 Ações Pedagógicas Interdisciplinares ... 41

1.2.18.2. 5 Reunião Pedagógica... 42

2 FILOSOFIA DA ESCOLA ... 42

3 PRIORIDADES, OBJETIVOS, METAS E PRINCIPÁIS AÇÕES ... 45

3.1 Prioridades ... 45

3.2 Objetivos ... 46

3.3 Metas ... 47

4 ORGANIZAÇÃO DA GESTÃO DA ESCOLA ... 48

4.1 Concepção de gestão escolar ... 48

4.2 Organograma da escola ... 50 4.2.1 Gestores... 50 4.2.1.1 Diretor... 51 4.2.1.2 Vice-Diretor... 53 4.2.1.3 Coordenador Pedagógico... 54 4.2.1.4 Orientador Educacional... 56 4.2.2 Professores ... 56

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4.2.2.2 Observadores, e Estagiários... 60

4.2.2.2.1 Normas de observação, inserção e estágio... 62

4.2.3 Educadora Especial... 64

4.2.3.1 Monitores de alunos do AEE... 66

4.2.4 Funcionários... 67

4.2.4.1 Secretária... 68

4.2.4.2 Merendeira... 69

4.2.4.3 Auxiliar de serviços gerais... 70

4.2.4.4 Serviços terceirizados... 71

4.2.5 Pais/responsáveis ... 72

4.2.6 Alunos... 72

4.2.7 Órgão colegiados ... 73

4.2.7.1 Conselho escolar ... 73

4.2.7.2 Associação de Pais e mestres ... 73

4.2.7.3 Grêmio estudantil ... 74

4.2.7.4 Conselho de classe ... 74

4.3 Direitos e deveres dos segmentos escolares... 75

4.3.1 Direitos e deveres dos gestores e professores ... 75

4.3.1.1 Direitos ... 76

4.3.1.2 Deveres ... 76

4.3.2 Direitos e deveres do aluno ... 77

4.3.2.1 Direitos... 78

4.3.2.2 Deveres... 79

4.3.2.3 Das faltas dos alunos ... 81

4.3.3 Direitos e deveres dos funcionários ... 82

4.3.3.1 Direitos... 82

4.3.3.2 Deveres... 83

4.3.4 Direitos e deveres dos pais ... 83

4.3.4.1 Direitos... 83

4.3.4.2 Deveres... 84

4.3.5 Normas de Convivência... 85

5 ORGANIZAÇÃO CURRICULAR ... 87

5.1 Concepção de currículo da escola ... 87

5.2 Composição curricular ... 88

5.2.1 Anos Iniciais – 1º ao 5º ano ... 89

5.2.2 Anos Finais – 6º ao 9º ano ... 90

5.3 Matriz Curricular da escola... 92

5.3.1 Anos Iniciais – 1º ao 5º ano ... 92

5.3.2 Anos Finais – 6º ao 9º ano ... 94

5.4 Conteúdos Obrigatórios ... 95

5.4.1 Ensino Religioso ... 95

5.4.2 Educação Musical ... 95

5.4.3 História e cultura afro-brasileira, africana e indígena ... 95

5.5 Organização dos tempos e espaços de aprendizagem ... 96

5.5.1 Tempo... 96

5.5.2 Espaço... 96

5.6 Concepção e organização do planejamento e da metodologia de ensino da escola... 97

(6)

5.6.2 Metodologia de ensino... 100

5.6.3 Concepções, critérios e formas de avaliação da escola ... 101

5.6.3.1 Mapa de acompanhamento pedagógico... 105

5.6.3.2 Avaliação da aprendizagem do aluno nos níveis e modalidades ofertados pela escola... 105 5.6.3.3 Obtenção do resultado final 5º a 9º anos... 105

5.6.3.4 Recuperação Paralela de estudos ... 106

5.6.3.5 Relatório trimestral ou boletim escolar ... 108

5.6.3.6 Promoção, classificação, reclassificação, avanço, aproveitamento de estudos e adaptação curricular... 109

5.6.3.7 Garantia de exercícios domiciliares... 111

5.6.3.8 Avaliação na Educação Especial... 111

5.6.3.9 Casos especiais de aprovação... 112

6 FORMAÇÃO CONTINUADA... 112 6.1 Objetivos... . 113 6.2 Metas... 114 6.3 Temáticas e programação... 114 7 AVALIAÇÃO DO PPP... 114 8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 116

(7)

INTRODUÇÃO

Refletindo a respeito da situação da sociedade brasileira, no contexto latino-americano e mundial, atentamos para alguns aspectos que descrevemos a seguir:

a) Os aspectos da situação global do contexto latino-americano e brasileiro que se destacam são: a dependência externa, os limites governamentais, pobreza material e cultural (perda das referências próprias), corrupção, contradição entre a grande produção tecnológica e a distribuição equivalente dos seus benefícios a toda população; além disso, a violência, as drogas, a prostituição de menores, o desemprego, a falta de compromisso da família, o desinteresse, a falta de responsabilidade, a falta de solidariedade, o individualismo, o egocentrismo e a discriminação também podem ser citados.

b) Por outro lado, o avanço das tecnologias em todas as áreas do conhecimento humano pode contribuir para uma melhor qualidade de vida para as pessoas, pois observamos uma maior conscientização das questões de gênero, racismo, ambientais, religiosas, políticas e sociais. Contudo, observamos que a mesma tecnologia que contribui para a melhoria da qualidade de vida pode acirrar as mesmas questões e prejudicar as relações pessoais, o trabalho e o estudo das crianças, adolescentes e adultos devido a não saber limitar o tempo de uso dessas tecnologias, principalmente as redes sociais e a televisão.

c) A difusão tecnológica, embora sem ter sido apropriado por todos ainda, tem concorrido para oportunizar a inclusão digital.

d) Na sociedade atual temos o aumento do consumo promovido por mega empresas para garantir sua dominação, o egoísmo e o individualismo do homem cada vez mais acentuado, a valorização do dinheiro no sentido que o ser humano é valorizado pelo que tem. Além disso, os valores estéticos se sobrepõem aos éticos.

(8)

e) No contexto da América Latina, nossos problemas têm origem histórica, gerando desigualdades sócio-econômicas e culturais.

Nesta sociedade o jovem representa uma possibilidade de transformação. No entanto, para transformá-la é preciso ter consciência de que o sistema, através da mídia e da internet apresenta-o como fonte de beleza, sensualidade, consumo e manipulação. É neste contexto que o nosso papel de educadores precisa ser repensado.

Aí formulamos a grande pergunta: Qual o papel do educador e da nossa escola?

O educador é hoje o catalisador das contradições do mundo contemporâneo: recebem indivíduos das mais diferentes origens, tanto em termos culturais e econômicos, como em termos afetivos e psicológicos.

Cabe a nós, educadores, estarmos devidamente instrumentalizados, com um bom referencial teórico, além de uma prática coerente e possível, que oportunize aos educandos uma interação, pelo menos, satisfatória na sociedade.

Sociedade a qual ansiamos com mais possibilidades aos nossos jovens, solidária, mais humana, mais justa, questionadora, pacífica, com direitos e deveres bem delineados para todos e onde as instituições respeitem as diferenças individuais e que a justiça seja mais igualitária, menos morosa e unilateral. Onde o indivíduo perceba que a única forma de ter sua opinião valorizada e a democracia exercida é através de sua participação. Que o homem perceba que ele é um ser total (universal-holístico) e, por isso, responsável por si e pelo mundo em que habita.

Queremos uma sociedade, no respeito, na lealdade, na veracidade e na justiça, onde o homem aceite a crítica e conviva com as divergências para construir um futuro melhor para todos.

Um ser humano que viva em busca de sua identidade e da realização pessoal, capaz de criar e transformar, um ser racional, complexo, estável, em constante aprendizagem. Que tenha caráter, que seja solidário, honesto, responsável, coerente, pacífico, que avalie as situações com clareza e opte por resolvê-las de forma a distribuir justiça. Que seja comprometido com a execução das metas, que seja democrático; que se responsabilize pelos seus atos e assuma seus compromissos com a sociedade; que seja crítico, cooperativo, consciente, com

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capacidade de interferir de forma positiva na vida humana e no meio em que vive. O homem torna-se um agente de transformação na consciência da desigualdade, na necessidade de acompanhar os avanços do mundo, na convivência com os outros e na esperança de dias e de um mundo melhor, construindo assim uma sociedade mais justa, cultivando valores como os já citados, onde cada um faça sua parte (individual) e atue no coletivo, aceitando a convivência em grupo e interferindo no sentido de manter o que é aceito por todos e transformando o que precisa ser transformado.

A justiça social é possível quando permitir os mesmos direitos e oportunidades para todos os indivíduos. A solidariedade pode crescer se acreditarmos que é possível um mundo melhor, com ousadia para tentar o diferente.

A escola desempenha um papel fundamental na possibilidade que o indivíduo tem de desenvolver a capacidade de, além de adquirir conhecimento, lutar pela justiça, pelos direitos, pela igualdade de oportunidades e pela solidariedade.

A escola democrática tem como característica principal à pluralidade de idéias nas ações, com objetivos comuns, onde os integrantes da comunidade escolar tenham vez e voz, onde haja comprometimento e participação de todos para o bom andamento do trabalho, permitindo à escola estar aberta a sugestões nas quais as responsabilidades sejam de todos.

A educação deve ser voltada à realidade do aluno fazendo com que este se inclua no contexto global, potencializando e inter-relacionando conhecimentos universais apropriados pelos homens como uma prática de conhecer e reconhecer a realidade concreta e a convivência com as diferenças na busca do conhecimento. O ensino de qualidade possibilita conhecer, reconhecer, aceitar, recusar, debater, opinar e crescer como parte integrante da sociedade onde os profissionais da educação se aprimoram constantemente por perceberem que não são o centro do processo e que a educação é coletiva.

Nesse sentido, as diretrizes que traçamos para que a escola seja um centro do saber sistemático é ter um currículo escolar capaz de formar jovens aptos a se tornarem cidadãos respeitando os limites de cada um.

(10)

O tipo de pedagogia que se adapta a uma escola, que pretende uma ação transformadora, deve questionar a realidade oferecendo opções para os alunos construírem seu conhecimento, possibilitando a intervenção no meio social. Uma pedagogia que prime pela criatividade, que seja participativa, onde os segmentos da comunidade escolar possam expressar-se interferindo na escola e na sociedade.

O ideal para a nossa escola, que é pública, é ser reconhecida pela comunidade pela qualidade do seu corpo docente e formação de alunos visando prepará-los para atuar na sociedade. Onde a comunidade escolar tenha responsabilidade e respeite seus direitos e deveres, demonstrando união e buscando um objetivo único. Onde os professores tenham metas e reavaliem constantemente seu trabalho.

Enfim, a escola se relaciona ao processo de transformação da sociedade através de um ambiente intelectual, proporcionando consciência política aos jovens, onde a força aumenta com a vontade de todos e a organização não diminui com a falta de perspectiva.

Os princípios que orientam a nossa prática escolar são: respeito, ética moral e solidariedade. Estes princípios são fundamentais, a base para a convivência e a possibilidade para o “fazer pedagógico”.

Isto esclarecido, e com o objetivo de atender ao pleno desenvolvimento do educando e de potencializar a construção de sua cidadania apresentamos o Projeto Político Pedagógico da EMEF SANTA HELENA. Um documento que detalha objeti-vos, diretrizes e ações do processo educativo a ser desenvolvido na escola, expres-sando as exigências da legislação vigente como a Lei de Diretrizes e Bases da Edu-cação Nacional - LDB 9.394/96, a Constituição Brasileira, o Estatuto da Criança e do Adolescente, o disposto nos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs, as Diretri-zes Curriculares Nacionais e Municipais, as deliberações advindas da Secretaria Municipal de Educação e do Conselho Municipal de Educação, bem como as neces-sidades, propósitos e expectativas da comunidade escolar.

Nisso residem duas características fundamentais do projeto político-pedagó-gico, definidas por Libâneo (2004, p. 152): considerar o que já está instituído (legisla-ção, currículos, métodos, conteúdos, clima organizacional, etc); e, ao mesmo tempo,

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instituir, estabelecer e criar objetivos, procedimentos, instrumentos, modos de agir, estruturas, hábitos e valores, ressignificando a própria cultura escolar. Daí o fato de ser considerado como instrumento e processo de organização da escola e, por isso, mesmo, algo que não se constitui simplesmente num produto que cumpre uma exi-gência legal.

Reconstruído pela comunidade escolar, apresentamos o retrato fiel do que estamos fazendo e que vem dando certo. Ou seja, não projetamos uma escola utópi-ca e sim uma escola real, que existe na teoria e na prátiutópi-ca diária de todos os envolvi-dos.

Este Projeto é destinado a toda a comunidade escolar, provocando sua inte-ração por meio de atividades que possibilitem alunos, professores, servidores e pais perceberem de forma crítico-reflexivo e construtiva os desafios a serem enfrentados na construção de uma escola democrática que a viabilize uma escola que assegure a autonomia dos envolvidos através de um trabalho de qualidade.

Não consideramos este Projeto acabado e sim em constante avaliação, revi-são e reconstrução, por isso pode ser comparado, de forma análoga, a uma árvore. Ou seja, plantamos uma semente que brota, cria e fortalece suas raízes, produz sombra, flores e frutos que dão origem a outras árvores, frutos... Mas, para mantê-la viva, não basta regá-la, adubá-la e podá-la apenas uma vez.

(12)

1. DIAGNÓSTICO DA ESCOLA 1.1 Contexto e avaliação da escola

A comunidade escolar que a EMEF Santa Helena atende se caracteriza pelos seguintes aspectos:

A escola se localiza na zona leste do munícipio de Santa Maria, no bairro de Camobi, Vila Santa Helena, entre a Base Aérea – Aeroporto Civil e a Universidade Federal de Santa Maria.

Os alunos que moram nas proximidades da escola perfazem um total de 60% e 40% precisam de transporte escolar ou que os pais os transportem.

A grande maioria mora com seus pais e alguns são cuidados pelos avós. As famílias em sua maioria são sustentadas pelo pai.

Os pais e mães trabalham em média 8 horas diárias e, geralmente, no comercio, na prestação de serviços, funcionários públicos, poucos militares apesar da proximidade com a Vila Militar da Base Aérea e uma quantidade expressiva de trabalhadores autônomos.

Quanto ao nível socioeconômico podemos considerar que a grande maioria estão na classe social média baixa e alguns na baixa.

Com a finalidade de fazer um diagnóstico e saber se a comunidade escolar aprova as ações da escola realizamos com os segmentos dos alunos, pais e professores uma avaliação interna e para coletar os dados foram utilizados dois modelos de instrumentos de pesquisa: um questionário com 26 perguntas para pais e outro para professores com 20 questões. Para os alunos foi utilizada uma ficha de avalição contendo 17 itens a serem avaliados.

No segmento pais de um total de 219 famílias, procedemos a escolha de uma amostra que é a parcela da população amostral efetivamente selecionada para a realização do estudo, segundo um processo de seleção adequado. Para essa seleção foi feito um sorteio de 10 alunos de cada turma, sendo que tínhamos 11 turmas. Além desses, foi entregue um questionário para a mãe presidente do Conselho Escolar e um para a mãe presidente da Associação de Pais e Mestres,

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perfazendo um total de 112 famílias. Desse total, retornaram para a escola 76 questionários respondidos.

A escola tinha no período da coleta de dados 219 alunos do 1º ao 9º ano, distribuídos em 11 turmas. A coleta de dados com o segmento alunos foi realizada apenas com 5 turmas. Desse modo, responderam o instrumento de coleta de dados 91 alunos das turmas do 5º ano, 61, 71, 72 e 9º ano.

No segmento dos professores responderam e devolveram o questionário 09 dos 21 professores que atuavam na escola no período em que foi feita a coleta de dados.

Não foi realizada a coleta de dados com o segmento dos funcionários.

A seguir temos os resultados obtidos através do levantamento de dados, começando com o segmento dos pais:

1. No que diz respeito a equipe gestora 100% dos pais apoiam e elogiam a atual gestão como vemos na fala da mãe a aluna Maria Luiza do quinto ano: “Para mim muito boa gestão sempre atenciosas, gentis, dispostas a ajudar... todos sempre cordiais. Escola sempre limpa, organizada. A direção sempre atenta a tudo. Sempre que chego na esco-la tem alguma professora ou diretora no pátio cuidando das crianças. Também observo o carinho que são tratados. Quero agradecer a todas as professoras pelo empenho que tem pela escola. Apesar da educação estar sem incentivo os professores dão sua alma em favor da educação. Obrigada a todos por não desistir. Obrigada por deixarem seus filhos em casa para ensinar os nossos. Obrigado por amar sua profissão. Gostaria que todos tivessem noção que tudo começa com a educação.”

2. Quanto a Coordenação Pedagógica 70% estão satisfeitos com o atendimento prestado pela Coordenadora e 29% nunca precisaram ou procuram esse atendimento.

3. Sobre a Orientação Educacional 52% estão satisfeitos, 5% não estão satisfeitos e 29% nunca precisou ou procuraram o atendimento.

4. Em relação à sala de recursos que presta atendimento educacional especializado aos alunos atendidos com diagnóstico de necessidades especiais a mãe da aluna Isabelle diz que: “Da parte de minha filha nota-se que houve um grande progresso na inclusão dela no ambiente escolar devido ao atendimento da Professora Miriam.”

5. A Sala de Informática é utilizada por 100% dos alunos confirmado na fala da mãe da aluna Alice Neto do terceiro ano: “Gosta muito, pois tem uma iniciação na informática utilizando conteúdos de sala de aula.” Ou como a mãe do aluno Gabriel da turma 61 que diz: “Ele gosta muito, além de aprender os conteúdos das pesquisas tem aprendido a trabalhar com recursos como editor de texto, fazer slides, fazer HQ.” Quatro pais avaliaram que “os equipamentos deixam a desejar.” E a avaliação da professora da sala de informática é positiva como relata a mãe do aluno Carlos do quarto ano dizen-do que: “Ele gosta muito a Prof é muito querida e trabalha atividades que ele gosta.”

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6. Cem por cento dos pais afirmam que seus filhos usam a sala de leitura e avaliam posi-tivamente o espaço da Kombilena criado para estimular a leitura, como nos diz a mãe do aluno Luiz Gustavo da turma 61: “Ele gosta muito, inclusive a turma dele no ano de inauguração da Kombilena participou. Ele sente-se orgulhoso e criou o gosto pela leitura através dos incentivos que a escola oferece.

7. Quanto aos serviços da secretaria 84% dos pais estão satisfeitos e elogiam positiva-mente a responsável pela função como vemos na justificativa da mãe da aluna Rafaela do quarto ano: “Sim fiquei satisfeita com o serviço da secretaria, sempre organizada.” 8. Os pais confirmam que 87% dos alunos comem a merenda oferecida e afirmam como

a mãe da aluna Sofia da turma 61 que “Ótima comida. Sempre é feita com amor e cari-nho. Uma comida saborosa.”

9. Quanto a limpeza e organização, 95% dos pais estão satisfeitos, sendo que, alguns como a mãe do aluno João Alberto do segundo ano e da Alice Silva do terceiro ano que dizem que os cuidados devem partir dos próprios alunos e todos devem cuidar. 10. Oitenta e três por cento dos pais conhecem a estrutura física da escola e dizem gostar

como a mãe da aluna Vitória Vasconcelos do primeiro ano: “Eu gosto muito da escola e vejo os esforços da equipe diretiva e seus colaboradores para que os alunos tenham melhores condições de estudo.”

11. Contudo, apesar de elogiarem positivamente, 16 pais se referem e falam da necessida-de necessida-de cobertura da quadra evitando necessida-dessa forma, a exposição ao sol em dias muito quentes ou chuva.

12. Na questão sobre seus filhos:

a. 100% afirmam que seus filhos estão interessados em vir à escola; b. 92% estão interessados em realizar as atividades da sala de aula; c. 83% aprofundam em casa os conhecimentos adquiridos; d. 92% conversam em casa sobre o que aprendeu na escola;

e. 60% fazem seus deveres de casa, trabalhos estudam sem serem mandados ou cobra-dos;

f. 87% mantém seu material organizado;

g. 71% tem um horário organizado para estudar e fazer tarefas. 13. Quanto ao aproveitamento do tempo vago em casa:

a. 38% estudam; b. 35% leem;

c. 40% veem televisão; d. 30% ficam no computador; e. 14% usam vídeo game;

f. 40% usam celular para acessar as redes sociais; g. 23% ouvem música;

h. 10% dormem; i. 4% fazem cursos.

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14. Quanto ao comparecimento dos pais na reunião do dia 13 de junho de 2017 para entre-ga dos pareceres descritivos e boletins:

a. 14% compareceu e apenas pegou o boletim/parecer;

b. 58% pegaram o parecer/boletim e conversaram com os professores; c. 16% compareceram outro dia;

d. 9% não compareceram.

15. No que diz respeito a avaliação da aprendizagem do filho apresentada pelo professor durante a reunião de entrega dos boletins e pareceres:

a. 64% afirmaram que o professor disse que é um aluno interessado, comprometido com os estudos e com bom desempenho;

b. 17% afirmaram que o professor disse que é um aluno interessado com dificuldade de aprendizagem;

c. 3% afirmaram que o professor disse que é um aluno desinteressado com rendimento abaixo do esperado.

16. Para os pais as causas de uma avaliação negativa por parte dos professores são:

a. 21% brincadeiras e conversas fora de hora e de assuntos que não dizem respeito ao conteúdo trabalhado;

b. 21% falta de atenção;

c. 16% não perguntam para os professores quando apresentam dúvidas; d. 6% não entendem as explicações ou metodologias usadas pelos professores; e. 5% não estudam o suficiente para aprender e

f. 3% não realizam as atividades propostas.

17. Questionados se concordam ou não com a avaliação apresentada pelo professor: 56% disseram que sim e 3% disseram que não.

18. Quanto a avaliação dos alunos praticada pela escola: 78% conhecem e concordam como é realizada e 14% não conhecem e não concordam.

19. No que diz respeito ao conhecimento das avaliações externas como a Prova ANA para o terceiro ano e a Prova Brasil para o quinto e nono ano, 36% dos pais confirmam ter conhecimento sobre elas e 19% não conhecem as referidas avaliações externas.

20. Quanto aos índices obtidos pela escola no IDEB 43% dos pais acham satisfatórios e 16% consideram não satisfatórios. Ao comentarem e sugerirem como atingir a meta estabelecida para 2017 de 5,5 para o nono ano a mãe de uma aluna do quinto ano diz que “Para mim, o aluno do nono ano já tem consciência de seu futuro, cabendo a ele melhorar suas notas. A escola dentro do possível lhe proporciona a escolha”. Outra mãe diz que “Deveria se exigir mais dos alunos para atingir a meta proposta.”

21. Sobre o acompanhamento pelos pais nas atividades escolares: 62% disseram que são bastante presentes, 25% afirmaram que deveriam auxiliar mais e 6% concluem que es-tão deixando a desejar.

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22. A participação dos pais nos eventos escolares como gincana escolar em comemoração ao aniversário da escola em abril; homenagem para as mães em maio; Festa Junina em junho; homenagem para os pais em agosto e Caminhada Cívica em setembro tem uma participação de 78% dos pais, como as afirmações que seguem sobre:

GINCANA ESCOLAR – “Acho interessante pela participação das crianças, aprendi-zado e pesquisas.” (Manuela, 2º ano);

HOMENAGEM MÃES – “Sempre muito lindas, eu me emociono em todos os anos. Meu filho adora participar.” (Carlos, 4º ano);

FESTA JUNINA – “As festas juninas são sempre eventos gostosos, muito lindos com a participação de todos ou quase todos. Tudo elaborado com carinho para receber a to-dos.” (Maria Danyela);

HOMENAGEM PAIS – Muito bom, o pai adora as provas e brincadeiras e fica espe-rando o próximo ano.” (Alice Neto, 2º ano).

23. Os pais sugeriram alguns eventos ou atividades que não interfiram nos dias letivos, como:

a. Festa para o dia das crianças com trabalho de arrecadação para doação de presentes para as crianças carentes. (Anna Júlia 1º ano);

b. Alguma atividade como aprender música, dança ou algo assim, talvez educação financeira para cada série conforme seu grau de entendimento (Maryana, 2º ano);

c. Feira de ciências, sarau literário. (Alice Silva, 3º ano); d. Poderia ter intersérie (Leonan, 6º ano).

24. No que diz respeito a comunicação que a escola faz com a família através de bilhetes, 96% dos pais se dizem satisfeitos.

25. Os pais do 1º ao 5º ano avaliaram o dia do planejamento dos professores regentes como: “É um dia necessário para que as professoras possam planejar suas práticas pedagógicas. E para mim não interfere em nada no aprendizado.” (Bernardo, 1º ano). A escola também foi avaliada por 91 alunos do 6º ao 9º ano onde:

1. 48,35 confirmam que é bom o aspecto geral em comparação com outras escolas que eles conhecem;

2. 41,75 disseram que é bom o estado das salas de aulas, seu aspecto, as mesas e cadei-ras, o quadro, etc;

3. 40,65% afirmaram que os banheiros são bons; 4. 45,05% disseram que a sala de informática é boa;

5. 43,95% afirmaram que a biblioteca, o acervo de livros, o empréstimo, seu ambiente de estudo é bom;

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7. 47,45% disseram que a limpeza da escola, a higiene é boa, porém neste critério 36,26% dos alunos não responderam;

8. 40,65% afirmaram que as relações entre os alunos, como respeito, companheirismo, ajuda é regular;

9. 47,25% disseram que o trabalho da coordenação pedagógica é muito bom; 10. 38,46% afirmaram que o trabalho da orientação educacional é muito bom; 11. 38,46 falaram que o trabalho dos professores é bom;

12. 49,45% confirmam que a participação dos pais na escola é boa; 13. 41,75% disseram que o trabalho da secretaria é bom;

14. 40,65% afirmaram que o trabalho da direção é muito bom; 15. 34,06% falaram que o pátio é bom;

16. 43,95% confirmam que a opinião que seus familiares têm sobre a escola e sua opinião geral sobre a escola é muito boa;

17. 39,56% que a sua opinião geral sobre a escola é muito boa1.

Além disso, foi dado espaço para que os alunos elogiassem, criticassem e dessem sugestões para que a escola procure sempre o melhor para todos de acordo com o que estiver a seu alcance. Os alunos pedem que alisem a quadra que é de concreto e pelo desgaste está áspera e também, a grande maioria, pede a cobertura dela, mesmo sabendo que, devido as normas do Plano Diretor da cidade não podemos cobri-la.

Os professores também tiveram a oportunidade de fazer a avaliação da escola. A avaliação foi entregue para 21 professores, sendo que 09 retornaram respondidos. A seguir temos os dados levantados:

1. 100% dos professores que responderam estão satisfeitos com o trabalho realizado na escola nas seguintes funções: Diretora Marilete e Vice-Diretora Silvana, Coordenadora Pedagógica - Profª Izabel e da Orientadora Educacional - Profª Valeska, Educadora Es-pecial e Sala do AEE – Profª Miriam, da Profª Marta Martilene da Sala de Informática, Profª Ione na Sala de Leitura e secretária Maria Elaine;

2. Quanto a merenda feita pela merendeira Elizandra todas comentaram e elogiaram como podemos ver na seguinte fala: “Gosto muito do que é preparado para as crian-ças. Às vezes provo e adoro o capricho com que tudo é preparado.”

1 . Na avaliação os alunos tinham que marcar um x num dos seguintes critérios: muito bom, bom, regular, ruim e muito ruim.

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3. Mesmo que 100% dos professores disseram estar satisfeitos com a limpeza da escola que é realizada por uma funcionária de empresa terceirizada pela Secretaria de Educa-ção, fazem algumas observações dizendo que “Infelizmente boas funcionárias já fo-ram embora. Para mim essa de agora deixa a desejar. Sempre recebo o quadro e a mesa sujos no 1º período da manhã.”

4. Quanto a estrutura física da escola 78% dos professores estão satisfeitos, sendo que uma professora afirma que: ‘Acho que a EMEF Santa Helena dispõe de uma estrutura física muito boa e com acessibilidade para todos.”

5. Sobre os alunos os professores (exceto do AEE) são unânimes em afirmar que: “a. A maior parte demonstra interesse em vir à escola;

b. A maior parte demonstra interesse em realizar as atividades de sala; c. Grande parte não aprofunda os conhecimentos;

d. A maior parte faz os deveres de casa;

e. A maior parte do tempo vago em casa o aluno fica no computador, vídeo game, no celular (redes sociais), ouvindo música e dormindo;

f. Alguns mantém o material organizado;

g. Alguns tem horário organizado para estudar e fazer as tarefas.

Uma professora disse que: “Neste ano de 2017 os alunos até demonstram interesse pelas tarefas, mas não trazem o mínimo de material: tesoura, cola, régua, lápis, algum papel. Nas pesquisas, não querem procurar em mais de uma fonte e para apresentar trabalhos não querem ensaiar, etc...São muito bonzinhos, mas é tudo pelo mínimo”. 6. Todos os professores que responderam o questionário concordam com a avaliação que

fazemos do aluno, porém alguns gostariam que a recuperação paralela, fosse realmente ao longo do trimestre e não no final do trimestre como fazemos atualmente.

7. Todos os professores disseram que compareceram nas reuniões de pais para entrega do Parecer Descritivo (1º ao 5º ano) e Boletins (6º ao 9º ano) que acontece a cada trimes-tre para uma conversa sobre o desenvolvimento do aluno.

8. Quanto a modalidade de avaliação do aluno que a escola realiza, 78% dos professores concordam como é realizada, sendo que, alguns discordam de como é feita a recupera-ção paralela no final do trimestre. Sugerem que a recuperarecupera-ção seja feita ao longo do trimestre, como vemos na fala de uma das professoras: “Não concordo com a avalia-ção paralela. Acredito em recuperaavalia-ção ao longo do trimestre/conteúdos e não em uma semana.”

9. Sobre as avaliações externas – Prova ANA e Brasil, 33% dizem ter conhecimento so-bre elas e o restante não opinaram.

10. Foi solicitado que os professores analisassem os índices obtidos pela escola no IDEB em 2015 de 6,6 no 5º ano, acima da meta estipulada de 5,4 e no 9º ano 4,4, índice este abaixo da meta estipulada de 5,3. Segundo uma professora: “Os resultados são bons no quinto ano e vem em crescente melhora. Já para o nono ano, embora os valores es-tejam estáveis, é preciso melhorar.”

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11.Quanto ao acompanhamento dos pais em todas as atividades escolares dos filhos: 44% disseram que os pais são bem presentes, 55% disseram que devem auxiliar mais e 11% disseram que estão deixando a desejar

12. 100% dos professores afirmam ter participado nos eventos e atividades extra classe promovidos pela escola. Sendo que, avaliam positivamente a Gincana Escolar, a Ho-menagem das Mães, a Festa Junina, a HoHo-menagem para os pais. Porém, a maioria soli-citou a troca da Caminhada Cívica por outra atividade, como por exemplo: “Poderia ser melhor. Trocar por semana cultural ou semana cidadã”.

13. Sugeriram os seguintes eventos para serem incluídos no calendário escolar: Feira de Ciências, show de talentos, dia da família substituindo o dia das mães e dos pais e ma-teada cívica.

14. Os professores do 1º ao 5º avaliam positivamente o dia do Planejamento o qual tem di-reito como na fala de uma professora: “É muito bom ter horário para o planejamento, e os profs que atendem os alunos nesse horário são muito competentes. As crianças ado-ram este dia, principalmente pela aula de Educação Física.”

Como vimos pelos dados sistematizados anteriormente a comunidade escolar aprova e apoia o trabalho desenvolvido pela escola – equipe gestora, professores e funcionários. É evidente que nem tudo é perfeito como gostaríamos que fosse. Mas a partir destes dados e com as sugestões dadas, vamos procurando aperfeiçoar e melhorar a escola nos aspectos administrativo, financeiro, pedagógico e relações humanas.

1.2 Caracterização da escola

1.2.1 Histórico da escola

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Santa Helena foi criada pelo Decreto Executivo nº 15/72 de 07 de abril de 1972. Teve sua denominação pela Lei Municipal 1785/75 de 10 de setembro de 1975, tendo sido reorganizada pela Portaria da SEC 55.654, de 02 de outubro de 1984.

Com o crescimento da comunidade surgiu a necessidade de uma escola próxima, para que as crianças não precisassem atravessar a faixa.

A comunidade se uniu e conseguiu do Sr. Euclides Machado a autorização para o funcionamento de uma escola nos lotes 19, 20 e 21, de sua propriedade, na Quadra F da Vila Santa Helena.

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As aulas iniciaram em 1972, numa escolinha de madeira onde funcionavam turmas de 1ª a 4ª série.

No ano de 1975, através da Lei Municipal n°1785/75, de 10 de setembro de 1975, a escola passa a se denominar Grupo Escolar Municipal Santa Helena.

Em 1976 a Prefeitura realizou a desapropriação do imóvel, pagando uma indenização no valor de CR$ 11.000,00 ao espólio do Sr. Euclides Machado.

A partir de 1994 a escola passou a oferecer o primeiro grau completo, através do Parecer 775/94 do Conselho Estadual de Educação, quando autorizado o funcionamento da 8ª série.

Com o Decreto Executivo n°110/4, de 12 de abril de 1994, a escola passa a se designar Escola Municipal de 1º Grau Santa Helena.

No ano de 2000, a designação da escola foi novamente alterada, conforme decreto Executivo n°016/2000, de 28 de janeiro de 2000, para Escola Municipal de Ensino Fundamental Santa Helena.

A escola possui hoje uma Bandeira, uma Canção e um Mascote, escolhidos através de uma Gincana promovida pela Secretaria de Município da Educação, no ano de 1994.

1.2.2 Bandeira da Escola

A escola possui uma bandeira que foi criada pelo aluno Jonas da Silva de Cristo. A bandeira é formada por um retângulo azul e, sobre ele, um losango branco onde se localiza o desenho de uma escola, um girassol, uma roda gigante e um sol. Contornando a parte inferior do losango branco existe uma faixa de cor laranja.

O nome da escola aparece em letras pretas, na parte inferior do losango branco. É a identificação da escola. Abaixo, consta o ano de sua fundação, também em letras pretas.

Significado das cores e dos símbolos:

♦ retângulo azul: significa a união entre os membros da comunidade escolar;

♦ losango branco: significa a pureza e o respeito com que a escola acolhe os que a ela recorrem;

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♦ girassol, centralizado no losango: simboliza os nossos alunos, seguindo as orientações dadas pelos seus mestres como se fossem o girassol acompanhando os movimentos do sol;

♦ sol, localizado no alto do losango: ilumina o desabrochar de cada criança para a vida;

♦ roda gigante, localizada à direita do losango: simboliza a importância do lazer para a continuidade da rotina da vida;

1.2.3 Canção da Escola Municipal de Ensino Fundamental Santa Helena

A escola tem uma canção, de autoria (letra e música) do Sr. José Ariate Estrázulas, cuja letra encontra-se a seguir descrita:

Um anseio da comunidade que a Prefeitura acolheu, uniu as forças da cidade e Santa Helena nasceu. Carinho é marca alegre no desejo da lição sabida, que faz o jovem aprender e seguir os caminhos da vida. O dia-a-dia da criança

traz o futuro mais perto. O sonho de ser esperança é que lhe faz mais esperto. Neste grupo escolar

o Rio Grande se vê de verdade. É Deus que vem ensinar

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1.2.4 Mascote da escola

A escola possui um mascote que é a Abelha, a perseverante. Este animal pequeno vive em sociedade altamente organizada e funcional, servindo de referência para vários estudos do comportamento humano.

1.2.5 Situação física da escola

A Escola Municipal de Ensino fundamental Santa Helena é constituída hoje de sete salas de aula, sendo a do 1º ano com banheiro próprio, uma biblioteca, uma sala de informática, uma sala de professores em conjunto com a coordenação pedagógica e banheiro, uma sala para o Atendimento Educacional Especializado, um anexo onde funciona a secretaria e direção, uma cozinha/refeitório, uma despensa, um depósito, um banheiro masculino e um feminino, um vestiário masculino e um feminino e uma quadra poliesportiva (sem cobertura).

1.2.6 Acessibilidade

A escola conta com rampas de acesso no portão da frente e nas salas do andar térreo, assim como, um banheiro de uso exclusivo para cadeirantes e outras necessidades especiais.

1.2.7 Recursos Humanos

a) Anos Iniciais e ano intermediário (5º ano)

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professoras unidocentes nas turmas do primeiro ao quinto (1º ao 5º) ano e, também, com professores dos Anos Finais responsáveis pelas horas de planejamento dos Anos Iniciais.

b) Anos Finais

Como recursos humanos para os Anos Finais, a escola conta com professores para: a Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História, Geografia, Artes, Ed. Física, Inglês e Ensino Religioso.

A escola conta com um professor responsável pela sala de informática, que auxilia os professores no uso de tecnologias e metodologias adequadas, desenvolve um trabalho interdisciplinar, na forma de apoio pedagógico junto aos componentes curriculares dos Anos Iniciais e Finais, conforme Decreto Executivo nº 313 de 20 de dezembro de 2007

c) Equipe diretiva

Os recursos humanos que constituem a equipe diretiva da escola são: ♦ direção;

♦ vice-direção;

♦ agentes de apoio pedagógico: • Coordenadora Pedagógica; • Orientadora Educacional; d) Agente administrativo

A escola conta com os serviços de um agente administrativo, com 40 horas, para desenvolver os trabalhos de secretaria.

e) Biblioteca

A escola conta com os serviços de uma professora, com 20 horas, sem formação de magistério, responsável pela organização e funcionamento da biblioteca escolar.

f) Serviços gerais

A manutenção da limpeza e a merenda da escola encontram-se sob a responsabilidade de 2 funcionárias da Prefeitura Municipal de Santa Maria, lotadas

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na escola com 40 horas e uma funcionária terceirizada – PRT. 1.2.8 Recursos financeiros

Os recursos financeiros da escola são provenientes:

♦ do Programa Dinheiro Direto na Escola - PDDE, oriundo do Ministério da Educação;

♦ da verba destinada pela Prefeitura Municipal para manutenção da escola – PRODAE – Programa de Desenvolvimento da Administração Escolar;

♦ da verba destinada a aquisição da merenda escolar - PNAE - Plano Nacional de Alimentação Escolar

♦ da contribuição espontânea de pais, professores e comunidade; ♦ dos recursos arrecadados em eventos promovidos pela escola. 1.2.9 Recursos materiais e pedagógicos

a. Biblioteca

♦ um acervo de 698 livros de literatura infantil; ♦ 1107 livros de literatura infanto-juvenil;

♦ um acervo de livros de literatura diversificada;

♦ um acervo de coleções de enciclopédias e livros, utilizadas na pesquisa escolar; ♦ um acervo de livros pedagógicos, os quais estão disponíveis para a leitura e atualização dos professores;

♦ mapas, atlas e jogos pedagógicos utilizados como material de apoio pelos professores;

♦ Banco do Livro, constituído por livros recebidos periodicamente (de 3 em 3 anos) para ser utilizado por alunos de primeiro ao nono ano, os quais são remetidos pelo Ministério da Educação, através do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD); ♦ um televisor;

♦ um DVD;

♦ uma caixa de som;

♦ uma coleção de 12 CDs e 12 revistas com todas as letras de cada CD com a pauta musical e cifras para acompanhamento - CD-teca Criança Feliz;

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♦ 19 lupas

♦ um kit saúde: um esqueleto, um corpo humano, um kit higiene bucal, uma balança.

b) Sala de Informática

♦ 9 gabinetes,18 monitores, roteador, impressora a laser, webcam e acessórios oriundos do PROINFO – PROGRAMA NACIONAL DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL;

♦ dois datashow;

♦ ar condicionado; ♦ ADSL;

♦ provedor;

♦instalações e mobiliários adequados; ♦sala com alarme e grades nas aberturas;

♦ mesa de som;

♦ microfones

♦ caixa de som

♦ um notbook

♦um netbook

c) Sala de Coordenação Pedagógica ♦ 1 computador; ♦ impressora; ♦ armários; ♦ mesas; ♦ cadeiras. d) Secretaria ♦ 2 computadores; ♦2 impressoras; ♦ armários;

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♦ estantes ♦ mesas; ♦ cadeiras ♦ três aparelhos de som ♦ monitoramento de câmeras ♦ central de alarme ♦ internet a rádio.

e) Sala de Atendimento Educacional Especializado

♦ computadores; ♦ notebook; ♦ impressora; ♦ televisão; ♦ quadro branco ♦ mesas; ♦ cadeiras; ♦ jogos didáticos; ♦ bandinha de música ♦ fantoches

1.2.10 Organização da escola e do ensino

1.2.10.1 Níveis, modalidades de educação e ensino

A escola oferece, para crianças e adolescentes, a partir dos 6 anos de idade, o ensino fundamental de 9 anos do 1º ao 9º anos.

1.2.11 Atendimento Educacional Especializado

Na perspectiva da inclusão a Nota Técnica 11/2010 – MEC/SEESP/GAB que trata das Orientações da Institucionalização na Escola, da Oferta do Atendi-mento Educacional Especializado – AEE em Salas de Recursos Multifuncio-nais, a educação inclusiva, fundamentada em princípios filosóficos, políticos e legais dos direitos humanos

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compreende a mudança de concepção pedagógica, de formação do-cente e de gestão educacional para a efetivação do direito de todos à educação, transformando as estruturas educacionais que reforçam a oposição entre o ensino comum e especial e a organização de espa-ços segregados para alunos público alvo da educação especial. Nesse contexto, o desenvolvimento inclusivo das escolas assume a centralidade das políticas públicas para assegurar as condições de acesso, participação e aprendizagem de todos os alunos nas escolas regulares, em igualdade de condições.

Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial é definida como uma modalidade de ensino transversal a todos os níveis, eta-pas e modalidades, que disponibiliza recursos e serviços e realiza o atendimento educacional especializado – AEE de forma complemen-tar ou suplemencomplemen-tar à formação dos alunos público alvo da educação especial.

Assim, na organização dessa modalidade na educação básica, devem ser observados os objetivos e as diretrizes da política educacional, atendendo o dispos-to na legislação que assegura o acesso de dispos-todos a um sistema educacional inclusi-vo, onde se destacam:

1. Constituição de 1988 (Artigo 208)

2. Lei 7.853, de 1989, dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua integração social

3. Estatuto da Criança e do adolescente, de 1990

4. Íntegra da Declaração de Salamanca, de 10 de junho de 1994, sobre princípios, políticas e práticas na área das necessidades educacionais especiais

5. Capítulo da LDB, de 1996, sobre a Educação Especial

6. Decreto nº. 3.298, de 1999, regulamenta a Lei no 7.853, de 24 de outubro de 1989, dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência

7. A lei 10.172, de 2001, aprova o Plano Nacional de Educação que estabelece vinte e oito objetivos e metas para a educação das pessoas com necessidades educacionais especiais

8. Resolução número 2, de 11 de setembro de 2001 que institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica

9. Íntegra do Decreto no. 3.956, de outubro de 2001, que promulga a Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas Portadoras de Deficiência (Convenção da Guatemala)

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10. Resolução do Conselho Nacional de Educação nº1/2002, define que as universidades devem prever em sua organização curricular formação dos professores voltada para a atenção à diversidade e que contemple conhecimentos sobre as especificidades dos alunos com necessidades educacionais especiais

11. A lei nº 10.436/02 reconhece a Língua Brasileira de Sinais como meio legal de comunicação e expressão

12. Decreto No. 5.626/05 - Dispõe sobre a inclusão da Libras como disciplina curricular, a formação e a certificação de professor, instrutor e tradutor/intérprete de Libras

13. Decreto número 6.571, de 17 de setembro de 2008, que dispõe sobre o atendimento educacional especializado

14. A Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva 15. Diretrizes Curriculares Municipais Para a Educação Especial do Município de Santa Maria, 2011.

16. Nota Técnica nº 04/2014, de 23/01/2014 – MEC/SECADI/DPEE – Orientação quanto a documentos comprobatórios de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação no Censo Escolar.

17. Projeto de Lei 8014/2010 que acrescenta parágrafo no art. 58 da Lei nº 394/96 para assegurar a presença de cuidador na escola, quando necessário, ao educando portador de necessidades especiais

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Santa Helena, seguindo o paradigma educacional da educação inclusiva, busca a efetivação do direito de todos os alunos à educação. Dessa forma, essa instituição tem como objetivo assegurar as condições de acesso, participação e aprendizagem de todos os alunos, em igualdade de condições.

De acordo com a Resolução nº 4 de 02 de outubro de 2009, considera-se público alvo do AEE:

I – Alunos com deficiência: aqueles que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual, mental ou sensorial.

II – Alunos com transtornos globais do desenvolvimento: aqueles que apresentam um quadro de alterações no desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento

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nas relações sociais, na comunicação ou estereotipias motoras. Incluem-se nessa definição alunos com autismo clássico, síndrome de Asperger, síndrome de Rett, transtorno desintegrativo da infância (psicoses) e transtornos invasivos sem outra especificação.

III – Alunos com altas habilidades/superdotação: aqueles que apresentam um potencial elevado e grande envolvimento com as áreas do conhecimento humano, isoladas ou combinadas: intelectual, liderança, psicomotora, artes e criatividade.

A organização dessa modalidade de ensino na escola está fundamentada nos seguintes documentos:

- Constituição da República Federativa do Brasil (1988), que define, no art. 205, a educação como um direito de todos e, no art.208, III, o atendimento educacional especializado às pessoas com deficiência preferencialmente na rede regular de ensino;

- Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008);

- Decreto nº 6.571/2008, que dispõe sobre o atendimento educacional especializado, regulamentando;

- Resolução CNE/CEB nº 4/2009, que institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica.

Na organização da oferta do AEE compete à escola, conforme disposto na Nota Técnica – SEESP/GAB nº 11/2010:

a) Contemplar, no Projeto Político Pedagógico - PPP da escola, a oferta do atendimento educacional especializado, com professor para o AEE, recursos e equipamentos específicos e condições de acessibilidade;

b) Construir o PPP considerando a flexibilidade da organização do AEE, realizado individualmente ou em pequenos grupos, conforme o Plano de AEE de cada aluno;

c) Matricular, no AEE realizado em sala de recursos multifuncionais, os alunos público alvo da educação especial matriculados em classes comuns da própria escola e os alunos de outra (s) escola (s) de

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ensino regular, conforme demanda da rede de ensino;

d) Registrar, no Censo Escolar MEC/INEP, a matrícula de alunos público alvo da educação especial nas classes comuns; e as matriculas no AEE realizado na sala de recursos multifuncionais da escola;

e) Efetivar a articulação pedagógica entre os professores que atuam na sala de recursos multifuncionais e os professores das salas de aula comuns, a fim de promover as condições de participação e aprendizagem dos alunos;

f) Estabelecer redes de apoio e colaboração com as demais escolas da rede, as instituições de educação superior, os centros de AEE e outros, para promover a formação dos professores, o acesso a serviços e recursos de acessibilidade, a inclusão profissional dos alunos, a produção de materiais didáticos acessíveis e o desenvolvimento de estratégias pedagógicas;

g) Promover a participação dos alunos nas ações intersetoriais articuladas junto aos demais serviços públicos de saúde, assistência social, trabalho, direitos humanos, entre outros.

1.2.12 Sala de Recursos Multifuncionais

O atendimento educacional especializado é realizado na sala de recursos multifuncionais da escola, no turno inverso da escolarização, não sendo substitutivo às classes comuns. Esse atendimento é realizado em pequenos grupos ou individualmente, conforme as necessidades específicas dos alunos.

1.2.13 Sala de Informática

Conforme o Ministério da Educação, SEED (Secretaria de Educação a Distância) e Proinfo, a informática na educação não é uma disciplina/um componente curricular que trabalha com o ensino da informática e sim trabalha com a construção do conhecimento do aluno, por meio das tecnologias e metodologias adequadas à apropriação e (re) construção do conhecimento na escola/sala de

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informática. Desse modo o ambiente informatizado na escola deve ser entendido como uma ferramenta a mais para o professor e não como um ambiente para desenvolver atividades técnicas. Cabe então, ao professor responsável pela Sala de Informática orientar e auxiliar o professor no planejamento e execução de metodologias, adequadas aos conteúdos trabalhados.

O professor dentro do seu horário se quiser fazer uso da Sala de Informática, deve procurar a professora responsável pela sala e marcar com ela a hora e o dia, e também, se possível fazerem juntas o planejamento das atividades. Contudo, quando não for possível a presença da professora responsável da sala, o professor tem a liberdade de fazer uso de todos os recursos disponíveis, desde que, conheça e saiba utilizá-los tanto na parte técnica como metodológica.

Os alunos que queiram e precisem pesquisar, digitar e finalizar trabalhos devem, também ver e marcar com a professora responsável o dia e hora disponível para a atividade.

1.2.14 Sala de Leitura - Biblioteca

Com a evolução das concepções pedagógicas contemporâneas acentuou-se o papel do aluno no seu processo de ensino/aprendizagem. O aluno deve procurar outros recursos para a sua aprendizagem, a Sala de Leitura é um recurso funda-mental. Na escola, é pela Sala de Leitura que os jovens podem e devem ganhar o gosto pelos livros e pela leitura, fazer desta parte o seu quotidiano, dos seus tempos livres, e do seu prazer.

A Sala de Leitura tem como finalidade constituir-se num centro de estudos, consulta, informar e instrumentalizar os leitores, na sua maioria jovens e crianças. Esta deve desenvolver hábitos de leitura que devem acompanhar o indivíduo duran-te toda a vida, motivando-o para a busca de diferentes gêneros de literatura. A leitu-ra fomenta a imaginação e abre novas perspectivas à criança. A Sala de Leituleitu-ra pro-porciona informação e ideias fundamentais para sermos bem sucedidos na socieda-de atual, ela socieda-desenvolve nos alunos competências para a aprendizagem ao longo da vida e estimula a imaginação.

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Na Sala de Leitura temos muitos livros e outras fontes de informação, desde obras de ficção a obras de referência, impressos ou eletrônicos, presenciais ou re-motas. Estes recursos complementam e enriquecem os livros didáticos e as metodo-logias de ensino.

Para que o desenvolvimento intelectual das crianças aconteça neste espaço é necessário a existência de um atendente que exerça as seguintes atribuições:

a. catalogar o acervo

b. prestar assistência aos usuários;

c. elaborar e fazer cumprir as regras para empréstimo e devolução do acervo; d. realizar o empréstimo domiciliar a alunos e professores;

e. reparar os livros danificados;

f. guardar materiais bibliográficos nas estantes; g. atender aos usuários e visitantes;

h. cuidar do preparo físico dos materiais.

É caso para dizer que aprender é buscar, interrogar, criar, avaliar e dialogar com o mundo.

Tal como nas bibliotecas públicas a Sala de Leitura na Escola deve servir to-das as pessoas da comunidade escolar, independentemente da raça, idade, sexo, religião, nacionalidade, língua e estatuto profissional ou social.

A Sala de Leitura funciona como um recurso fundamental no processo educa-tivo envolvido no ensino / aprendizagem do individuo e suas metas podem traduzir-se nas traduzir-seguintes funções:

• Informativa: fornecer informação, acesso rápido, recuperação e transferên-cia de informação.

• Educativa: assegurar ao longo da vida, provendo meios e equipamentos e um ambiente favorável à aprendizagem: orientação presencial, seleção e uso de ma-teriais formativos em competências de informação, sempre através da integração com o ensino na sala de aula; promoção da liberdade intelectual.

• Cultural: melhorar a qualidade de vida mediante a apresentação e apoio a experiências de natureza estética, orientação na apreciação das artes, encorajamen-to à criatividade e desenvolvimenencorajamen-to de relações humanas positivas.

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• Recreativa: estimular uma ocupação útil dos tempos livres mediante o for-necimento de informação recreativa, materiais e programas de valor recreativo e ori-entação na utilização dos tempos livres.

1.2.15 Kombilena

A EMEF Santa Helena tem como uma de suas metas e objetivo despertar o interesse e o prazer pela leitura e para isto surgiu durante o ano letivo de 2013 a ideia de construir no espaço escolar um ambiente prazeroso e chamativo para além da Sala de Leitura já existente na Escola. Na última Reunião pedagógica de 2013 a professora Susana do 4º ano sugeriu de fazer este espaço num carro. Sugestão que de início foi desconsiderada, mas que, na primeira reunião pedagógica de 2014 foi retomada e aprovada por todos os professores. Para que a ideia fosse concretizada foi necessária a ajuda de algumas pessoas e de toda a comunidade escolar. Foi feita rifa para juntar o valor necessário para cobrir os gastos com a aquisição, reforma e transformação da sucata de uma Kombi no espaço agradável e chamativo que desejávamos. Foram realizados do 1º ao 9º ano concursos para escolher o nome do espaço, sendo que, o escolhido foi Kombilena, e os desenhos que seriam reproduzidos externamente por um artista plástico de Camobi. Do 1º ao 5° ano foram feitas paródias da música - Era uma casa de Vinicius de Moraes. Um dos objetivos era colocar em prática os 3 Rs e assim, foram coletadas algumas calças jeans para fazer o tecido com a finalidade de cobrir o banco da frente. Um pai fez e doou alguns bancos reaproveitando carretéis de plástico de fio elétrico. Depois de tudo pronto a Kombilena foi inaugurada no dia 07 de abril deste ano, dia do aniversário da Escola, sendo que desde então o acervo está sendo melhorado e observou-se o crescimento do interesse pela leitura por prazer entre os alunos. Apenas duas exigências são feitas: cuidar dos livros e da Kombilena. Além da leitura por prazer, as professoras utilizam o espaço para contação de histórias. Agora com a Kombilena funcionando a Escola tem como objetivo confeccionar com os alunos um livro de histórias com o título “As aventuras da kombilena”, onde ela ganhará vida se transformando na personagem principal das várias histórias que os alunos escreverão. A Kombilena faz parte do projeto de Carona com a leitura detalhado adiante.

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1.2.16 Relações entre a escola e a comunidade (interna e externa)

Reafirmamos a importância da participação de todos na escola, sejam eles; pais, alunos, professores, funcionários, comunidade, empresas, instituições, etc. Visto que nenhum segmento tem uma importância menor que a do outro neste trabalho coletivo, a participação da comunidade pode influir de forma significativa na escola, sendo que essa participação pode proporcionar trocas de experiências, auxílios de recursos material e financeiro em prol da comunidade escolar. Desta maneira é possível construir uma escola que represente os anseios de toda a comunidade escolar com um ensino de qualidade voltado para a realidade local, proporcionando aos alunos a formação necessária para a sua atuação na sociedade.

Existem várias maneiras de garantir a participação de diferentes setores no espaço escolar, onde pais, alunos, professores e funcionários têm seu espaço de participação garantida de forma proporcional, com níveis hierárquicos diferenciados, onde cada um possui determinadas responsabilidades de acordo com regras pré-estabelecidas pelos princípios de convivência, que são necessárias para a organização, a facilitação e a operacionalização do trabalho, como Associação de Pais e Mestres, Conselho Escolar, Grêmio Estudantil.

A escola e a família devem construir uma relação de parceria, respeitando-se e estabelecendo papéis que competem a cada uma, buscando uma participação comprometida de todos os segmentos.

É preciso, também, que a escola construa parcerias com outras pessoas, entidades, etc, a fim de colaborar com a parte pedagógica, cultural, recreativa e financeira da escola.

A escola se mantém aberta à Universidade Federal de Santa Maria, aos Centros Universitários e Faculdades proporcionando aos alunos dos diversos cursos de licenciaturas campo de estágio e aplicação e execução de projetos. A escola também mantém contato e parceria com ONG’s, Lyons Club, Rotary Club, jornais participando sempre de concursos, nos quais nossos alunos obtém excelente classificação. Estas parcerias trazem benefícios também para os professores pois, contribuem para a atualização destes com apoio pedagógico, com recursos complementares, em projetos, pesquisas e estágios.

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Devemos também manter parceria constante com a instituição mantenedora e seus vários órgãos de apoio (secretarias) buscando através desta manutenção e auxílio nas áreas necessárias.

1.2.17 Principais indicadores da escola

No ano de 2017 de um total de 219, distribuídos em 119 nos Anos Finais e 100 nos Anos Iniciais tivemos um índice geral de 7% de reprovação, sendo 10% de reprovação nos Anos Finais e 3% nos Anos Iniciais.

Observa-se com esses dados que entre os reprovados a grande maioria são alunos do 6º ano, onde estatisticamente acontece o maior índice. Ao referir-se aos Anos Iniciais, são alunos do 3º ano quando finaliza o Bloco Pedagógico.

Fazendo uma análise dos resultados do trabalho da escola ao longo dos últimos anos, percebemos que houve mudanças, mas não suficientes para romper definitivamente com a prática tradicional. Os índices de reprovação, principalmente nos 6º e 7º anos, diminuiram, devido as ações do grupo docente com atividades de apoio pedagógico em turno inverso e auxílio de estagiários de outras instituições.

Acreditamos que, a partir deste momento, a Escola assume o seu papel transformador, passando a contribuir diretamente na formação da consciência política do nosso aluno, instrumentalizando-o para interagir na sociedade.

Além desses índices, desde 2007 são divulgados a cada dois anos o IDEB2 – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, cujos resultados da escola estão especificados na tabela abaixo.

5º ano 9º ano

Ideb observado metas Ideb observado metas

2007 4.8 2007 4.2 2007 4.4 2007 **

2009 4.6 2009 4.5 2009 4.3 2009 4.4

2O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi criado em 2007 para medir a qualidade

de cada escola e de cada rede de ensino. O indicador é calculado com base no desempenho do estu-dante em avaliações do Inep e em taxas de aprovação. Assim, para que o Ideb de uma escola ou rede cresça é preciso que o aluno aprenda, não repita o ano e frequente a sala de aula. Para que pais e responsáveis acompanhem o desempenho da escola de seus filhos, basta verificar o Ideb da instituição, que é apresentado numa escala de zero a dez. Da mesma forma, gestores acompanham o trabalho das secretarias municipais e estaduais pela melhoria da educação. O índice é medido a cada dois anos e o objetivo é que o país, a partir do alcance das metas municipais e estaduais, tenha nota 6 em 2022 – correspondente à qualidade do ensino em países desenvolvidos.

(36)

2011 * 2011 4.9 2011 4.4 2011 4.6

2013 5.9 2013 5.2 2013 * 2013 5.0

2015 6.6 2015 5.4 2015 4.4 2015 5.3

2017 aguardando 2017 aguardando 2017 aguardando 2017 5.5 * Número de alunos abaixo do estipulado (20)

** Sem divulgação da meta no site FONTE: http://portal.mec.gov.br

De acordo com estes resultados observamos que em 2015 o 5º ano manteve seu índice acima da meta prevista, porém no 9º ano, não conseguimos igualar ou superar o índice previsto.

1.2.18 Programas, projetos educacionais, apoio pedagógico e ações pedagógicas interdisciplinares desenvolvidas

1.2.18.1 Programas

A escola está aberta a receber e participar das ações do Plano de Desenvolvimento da Educação, como uma estratégia do Governo Federal para induzir a ampliação da jornada escolar e a organização curricular, na perspectiva da Educação Integral.

1.2.18.2 Projetos

1.2.18.2.1 Projeto de Carona com a Leitura

Sabe-se que a leitura é algo imprescindível para todos. No entanto, crianças, jovens e adultos ainda a encaram como uma atividade chata, sem prazer visto que não conseguem entender, compreender e interpretar o que leem. É incompreensível pensar a educação, desvinculada da leitura, pois sem ela não se adquire conhecimento, informação, lazer cultura e integração social o que possibilita transformações individuais e coletivas. Indo além, leitura e escrita são valores importantes para o homem tornar-se cidadão consciente de seu discurso e do poder que tem.

Observando diariamente, vemos que muitos alunos leem pouco ou quase nada, se atendo estritamente ao que é exigido em sala de aula, havendo por parte dos professores queixa generalizada sobre o desinteresse dos alunos quando a atividade envolve a leitura. Quando leem apenas decodificam as palavras sem preocupação de entender realmente o que está lendo. Isso reflete negativamente no

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baixo rendimento do aluno e, consequentemente, na qualidade do ensino.

Este projeto vem com a intenção de sistematizar as ações que a escola vem desenvolvendo para apresentar a leitura como uma atividade prazerosa na busca do conhecimento e na transformação do indivíduo em um cidadão consciente.

Para despertar nos alunos o interesse e o prazer pela leitura é necessário que ela seja um exemplo de leitor, ou seja, que todos os sujeitos envolvidos no espaço escolar tenham um comportamento leitor e o próprio ambiente escolar seja um espaço que estimule a leitura dentro e fora da sala de aula dispondo aos alunos, professores, funcionários e familiares todo tipo material impresso, além de dispor de momentos no tempo escolar e um espaço físico agradável, aconchegante e que chame a atenção de todos para a importância da leitura nas salas de aula, na sala de leitura e no canto de leitura na área externa.

A escola busca transformar os pais em aliados nesta tarefa, tentando conscientizar as famílias dos educandos sobre a importância do ato de ler e quem sabe até, tornar os pais que são indiferentes à leitura, em pais leitores. Portanto, estimular alguém a ler exige esforço, requer parcerias e compromisso sério por parte de todos os envolvidos no processo educacional.

OBJETIVO GERAL:

Desperta, incentivar e promover a leitura dentro e fora da escola, visando a melhor qualidade ensino-aprendizagem, o desenvolvimento sociocultural, a formação de uma comunidade leitora, a (re)construção de valores e a construção da cidadania.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

1. Definir a leitura como uma das prioridades no processo de aprendizagem; 2. Desenvolver um comportamento leitor;

3. Despertar o interesse e o gosto pela leitura e escrita estimulando o hábito diá-rio de leitura;

4. Exercitar a prática democrática, fundamental na formação do senso crítico e da cidadania;

Referências

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