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(1)

PESSOA

JURÍDICA

Professora: Hélia Fernanda

Pinheiro

1-2011

(2)

CONCEITO 1

● São entes a que a lei outorga personalidade.

● São seres que atuam nas relações jurídicas, com

personalidade diversa da dos indivíduos que os

compõem, contraindo direitos e obrigações.

CONCEITO 2

● É a unidade de pessoas naturais ou de

patrimônios que visa à obtenção de certa

finalidade, reconhecida pela ordem jurídica como

sujeito de direito.

(3)

No Brasil, Alemanha, Espanha e Itália

denomina-se “pessoa jurídica”; na

França denomina-se “pessoa moral”;

em Portugal “pessoa coletiva” é

uma entidade constituída de homens

ou bens, na técnica jurídica, e havendo

o regular registro adquire a

personalidade

jurídica

(e

não

personalidade civil que é exclusiva da

pessoa natural), ou seja, passa a ter

vida, direitos, obrigações e patrimônio

próprios (distingue-se de seu sócios).

(4)

2 .NATUREZA JURÍDICA

Natureza Jurídica da Pessoa Jurídica (Teorias

Explicativas):

2.1. Teoria Negativista: esta corrente negava à

pessoa jurídica existência, ou seja, rejeitava a sua

condição de sujeito de direito.

2.2. Teoria Afirmativista: já a corrente

afirmativista, admitia a existência da pessoa

jurídica, subtipificando-se em três teorias:

a) teoria da ficção;

b) teoria da realidade objetiva (organicista);

c) teoria da realidade técnica.

(5)

TEORIA DA FICÇÃO

Teoria da Ficção : a pessoa jurídica é imaginária, sem qualquer realidade, sem objetividade, constituindo-se em mera ficção criada pelo homem, ou mera forma especial de apresentação das relações jurídicas (Savigny). Para Savigny, somente o homem é sujeito de direito.

Ficção legal (Ihering): Mentira técnica consagrada pela necessidade, é criação legal, artificial, cuja existência só encontra explicação como ficção da lei, sustentava que, enquanto a personalidade natural era uma criação da natureza, a personalidade jurídica decorria de uma ficção legal (criação artificial da lei), pois só o homem é capaz de ser sujeito de direitos. A pessoa jurídica é fruto da vontade da lei. A pessoa jurídica carece de realidade.

Doutrinária (Vareilles–Sommières): a pessoa jurídica é uma ficção doutrinária (criação artificial da doutrina).

Não é aceita, mesmo porque o próprio Estado é uma pessoa jurídica e nesta concepção seria o Estado uma ficção, e pior do que isto, seria a conclusão que o Direito emanado pelo Estado seria, por decorrência lógica, também uma ficção.

(6)

TEORIA DA REALIDADE OBJETIVA OU ORGÂNICA

Otton Von Gierke (em oposição à teoria da ficção legal): com origem germânica, diz que são organismos sociais dotados de vontade própria, cada qual tem idéias próprias, mas como traço comum a idéia de realidade objetiva do ente coletivo, ou ainda, defende que a vontade, pública ou privada, é apta (capaz) a dar (outorgar) vida a um organismo que, então, passa a ter existência própria, sustenta que a pessoa jurídica é uma realidade viva, análoga à pessoa física e que possui fins específicos que se realizam por meio de seus órgãos.

Nitidamente organicista ou sociológica, apontava em sentido oposto: a pessoa jurídica não seria mera abstração ou criação da lei. Teria existência própria, real, social, como os indivíduos. Assim pensava o próprio CLÓVIS BEVILÁQUA. 6

(7)

TEORIA DA REALIDADE TÉCNICA OU JURÍDICA

Finalmente, a teoria da realidade técnica, para nós a adotada pelo direito brasileiro (art. 45, CC). Sustentaria que a pessoa jurídica teria existência real, não obstante a sua personalidade ser conferida pelo direito. Seria, pois, uma teoria intermediária. Nessa linha, o art. 45 do CC:

“Art. 45 – Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do poder executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo.

Parágrafo único – Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação e sua inscrição no registro.”

(8)

CLASSIFICAÇÃO

Quanto à nacionalidade (em relação ao ordenamento que lhe atribui personalidade e não em relação aos seus membros ou capital):

● Nacional: art. 1.126 CC ● Estrangeira: art. 1.134.CC

Quanto à estrutura interna em corporação ou componentes:

● Reunião de pessoas: universitas personarum - as que têm como elemento subjacente o homem - se compõe pela reunião de pessoas – vontade e fins determinados pelos sócios, ou seja, é a pessoa jurídica que se forma pela reunião de pessoas.

● Reunião de bens: universitas bonorum - as que constituem em torno de um patrimônio destinado a um fim, ou seja, é a pessoa jurídica que se forma em torno de um patrimônio que possua finalidade determinada.

Quanto à função ou ordem de atuação ou função na sociedade (Art. 40):

● Pessoa Jurídica de Direito Público Interno ● Pessoa Jurídica de Direito Público Externo ● Pessoa Jurídica de Direito Privado

(9)

PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO INTERNO (art. 41 )

● União, Estados, Distrito Federal, Territórios, Municípios, Autarquias, inclusive associações públicas e demais entidades de caráter público criadas por lei (Fundações Públicas).

Obs: Lei n 11.107, de 2005, alterou a redação do inciso IV do CC, incluindo em seu contexto as associações públicas.

Referida norma estabelece as regras gerais de contratação de consórcios públicos, cujo estatuto é reservado ao Direito Administrativo.

(10)

PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO EXTERNO (art. 42)

● As nações ( No Brasil, é a República Federativa do Brasil, representada pela União – CF, art. 21, inciso I);

● Estados estrangeiros , Santa Sé;

● Organismos internacionais (ONU, OEA, UNESCO);

● As uniões econômicas (União Européia, MERCOSUL).

(11)

NASCIMENTO DA PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO

● As pessoas jurídicas de direito público nascem pela vontade do poder público, através da lei.

● As pessoas jurídicas de direito público iniciam-se em razão de fatos históricos, de criação constitucional e de tratados internacionais.

● As suas divisões políticas começam a existir, desde que são estabelecidas por normas constitucionais.

(12)

AUTARQUIAS

● São Criadas por lei especifica (CF, art. 37, inc. XIX).

● Têm personalidade jurídica de direito público.

● Executam atividades típicas da Administração Pública.

● Têm patrimônio e receita próprios.

Exemplo: INSS

● Têm a natureza jurídica de autarquias os “conselhos profissionais”, as “agências executivas” e as “agências reguladoras”.

(13)

FUNDAÇÕES PÚBLICAS

● Depende de autorização por lei especial (CF, art. 37, inc.XIX).

● Área de atuação definida em Lei complementar.

● Personalidade jurídica de direito público.

● Executam atividades típicas mas não exclusivas do Estado.

● Patrimônio e receita próprios.

Exemplo: UnB.

(14)

PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO (Art.. 44 CC) Dividem-se em: ● ASSOCIAÇÕES ● SOCIEDADES ● FUNDAÇÕES PARTICULARES ● ORGANIZAÇÕES RELIGIOSAS

● E, ainda, PARTIDOS POLÍTICOS que, atualmente, ante o disposto na Carta Magna, tem natureza de associação civil, sendo pessoa jurídica de direito privado.

(15)

Requisitos para a constituição (existência legal) da Pessoa Jurídica

● Vontade humana criadora (intenção de criar uma entidade distinta de seus membros), materializa-se pelo estatutos ou contrato social;

● Observância das condições legais - forma (instrumento particular ou pública, registro e autorização do governo), seria o ato constitutivo que deverá ser levado ao registro competente;

● Liceidade dos seus objetivos.

(16)

SURGIMENTO DA PESSOA JURÍDICA

● A pessoa jurídica passa a ter existência legal a partir do registro dos seus atos constitutivos (contrato social ou estatuto), a teor do supra mencionado art. 45.

● Carecendo de registro, na forma do Código Civil, será considerada sociedade despersonificada (irregular ou de fato).

● Nesse sentido, confiram-se os arts. 986 e ss. do NCC, aqui elencados alguns:

“Art. 986. Enquanto não inscritos os atos constitutivos, reger-se-á a sociedade, exceto por ações em organização, pelo disposto neste Capítulo, observadas, subsidiariamente e no que com ele forem compatíveis, as normas da sociedade simples”.

“Art. 990. Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais, excluído do benefício de ordem, previsto no art. 1.024, aquele que contratou pela sociedade”.

(17)

O COMEÇO DA EXISTÊNCIA LEGAL DAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO É REALIZADO EM DUAS ETAPAS:

FASE VOLITIVA

● Consiste na realização de ato constitutivo escrito demonstrando a vontade dos sócios.

● Tem como elementos materiais os atos de associação, fins e patrimônio; e elementos formais a declaração de vontade escrita e, nas fundações, o instrumento público ou testamento.

● Algumas pessoas jurídicas necessitam de autorização prévia do governo (dentre elas as sociedades estrangeiras, petroquímicas, seguros, montepios, caixas econômicas e bolsas de valores).

FASE ADMINISTRATIVA

● Consiste no registro e inscrição dos estatutos. As fundações serão analisadas pelo MP que avaliará seus estatutos, a suficiência dos bens, o objeto e o interesse público.

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SÃO REQUISITOS PARA REGISTRO DA PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO (Art. 46 do CCB):

● Denominação, fins, sede, tempo de duração e o fundo social;

● Nome, individualização dos fundadores, diretores;

● Forma de representação e administração, ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente;

● A possibilidade de reforma dos estatutos;

● Responsabilidade subsidiária dos sócios;

● Condições de extinção e destino do patrimônio.

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ESCLARECIMENTOS GERAIS SOBRE AS SOCIEDADES PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO

● A sociedade é espécie de corporação, dotada de personalidade jurídica própria, e instituída por meio de um contrato social, com o precípuo escopo de exercer atividade econômica e partilhar lucros. O Novo Código Civil, pondo de lado a tradicional classificação “sociedades civis e mercantis”, substituiu-as por:

a) sociedades empresárias; b) sociedades simples.

● Diferentemente das associações, as sociedades têm finalidade lucrativa.

● Nos termos do art. 982 do NCC, considera-se empresária a sociedade que tem por objeto o exercício de atividade própria de empresário sujeito à inscrição no Registro de Empresa.

● Nas empresárias, sobreleva o conceito de empresarialidade: aqui, os sócios cuidam de articular fatores de produção (capital, trabalho, mão –de-obra e matéria prima), sendo feito o seu registro obrigatoriamente na Junta Comercial.

● Vale lembrar que as sociedades anônimas são sempre consideradas empresárias.

(20)

● Já as sociedades simples, são as pessoas jurídicas que, embora persigam proveito econômico, não empreendem atividade empresarial (sociedades formadas por médicos ou advogados, por exemplo). Não têm registro na Junta Comercial.

● Nas sociedades simples, os sócios atuam ou supervisionam diretamente o exercício da atividade, diferentemente da sociedade empresária em que esta pessoalidade não é especialmente sentida.

● Por isso, em geral, as sociedades simples são prestadoras de serviços (sociedade formada por médicos por exemplo), e o seu registro é feito no Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas

● As sociedades profissionais estão submetidas a legislação especial que lhes define o registro e regula o funcionamento.

Exemplos:

Advogados – Lei nº 8.906/94, arts. 15 a 17 Engenheiros – CREA ( lei 5.194, de 22.12.66)

(21)

● Atos constitutivos e os estatutos das pessoas

jurídicas e suas alterações só serão registrados

quando visados por advogados (Lei 8.906/94,

art.1º, parágrafo 2º).

● No caso de sociedades simples (sociedade

civil), o objeto da sociedade é enunciado no ato

constitutivo.

● Se o oficial verificar fins de natureza mercantil

não fará o registro.

(22)

CAPACIDADE DA PESSOA JURÍDICA

Decorre da personalidade que lhe é reconhecida pela ordem jurídica na ocasião do registro, podendo ter direitos à personalidade, direitos reais, industriais e à sucessão e sofrendo limitações pela sua própria natureza e também pela Lei. (Art. 50 e 51)

LIMITAÇÕES

● Por sua natureza

Necessitam de representação legal .

Existe uma tendência em se substituir a expressão ‘representante’ por “apresentante”, na medida em que inexiste um mandante e um mandatário, mas apenas uma vontade única, da pessoa jurídica”

(23)

23

RESPONSABILIDADE

DA RESPONSABILIDADE CIVIL: é a obrigação imposta a uma

pessoa de ressarcir os danos sofridos por alguém. Independe da responsabilidade criminal.

A responsabilidade civil é suportada pelas pessoas físicas, jurídicas e entes despersonalizados.

O efeito da responsabilidade é o dever de reparação restabelecendo o equilíbrio rompido, indenizando a vítima pelo que ela perdeu - dano emergente - e pelo que deixou de ganhar - lucros cessantes.

A Teoria da Responsabilidade Civil é aquela que estuda a imputação da obrigação de indenizar o mal causado em decorrência da imputação do dano a uma conduta antijurídica.

(24)

24

TEORIAS

a) Teoria Subjetiva: há obrigação de indenizar

sempre que prove culpa do agente.

A responsabilidade subjetiva ocorre quando o dano

foi provocado por ação ou omissão voluntária,

negligência ou imprudência (art.186).

b) Teoria Objetiva: há obrigação de indenizar,

independentemente da prova de culpa do agente, ou

seja, é a responsabilidade sem culpa ou por

presunção absoluta de culpa, bastando a relação de

causalidade entre a ação e o dano.

(25)

25

RESPONSABILIDADE CONTRATUAL: quando o agente descumpre o contrato ou fica inadimplente.

RESPONSABILIDADE EXTRACONTRATUAL (aquiliana): baseia-se, em princípio, na culpa (art. 186 do C.C.), é a prática do ato ilícito, violando deveres e lesando direitos.

RESPONSABILIDADE CIVIL DAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO

(Art.43):

As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos: têm responsabilidade objetiva (basta haver o dano, inexiste a necessidade de comprovação de culpa) decorrente da teoria do responsabilidade objetiva, que aduz que cabe indenização estatal para todos os danos causados por comportamentos comissivos dos funcionários a direitos particulares; com direito à ação regressiva contra o agente quando tiver havido culpa deste.

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26

HISTORICAMENTE TEMOS DUAS TEORIAS SOBRE A

RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO:

A primeira é chamada de Risco Integral, em que o

Estado responde sempre, em qualquer hipótese.

A outra é a do Risco Administrativo em que o

Estado responde objetivamente, porém não é em

qualquer hipótese. Em alguns casos, o Estado não

responde, como no caso da culpa exclusiva (e não

concorrente) da vítima.

A teoria adotada pelo Brasil é a da

Responsabilidade Objetiva do Estado, mas na

modalidade do Risco Administrativo e não na do

Risco Integral. Portanto, cabe ação contra o Estado,

mesmo que não se identifique o funcionário que

causou o dano (culpa anônima da administração).

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27

DOMICÍLIO

● A pessoa jurídica também tem domicílio (art. 75 CC), que é a sua sede jurídica, onde os credores podem demandar o cumprimento das obrigações.

União: seu domicílio é o Distrito Federal.

● No entanto, quando a União for autora de uma causa, entrará com a ação na Capital do Estado (ou Território) em que tiver domicílio a outra parte (109, §1º da CF e art. 99 do Código de Processo Civil).

● Porém, pode ser demandada (ou seja, ser ré), à escolha do autor (ou seja, da parte que entrou com o processo):

a) no Distrito Federal, ou

b) na Capital do Estado em que ocorreu o ato que deu origem à demanda, ou

c) no local em que se situe o bem (art. 109, §§ 1º a 4º da Constituição Federal e Súmula 518 do Supremo Tribunal Federal).

Estados e Territórios: as respectivas capitais.

Municípios: o lugar onde funciona a administração municipal, a

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28

Demais pessoas jurídicas:

● O lugar onde funcionam as respectivas diretorias e administrações, ou onde elegerem domicílio especial nos seus estatutos.

● Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, cada um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados.

● Admite-se, portanto, a pluralidade domiciliar da pessoa jurídica, desde que tenha diversos estabelecimentos (ex: agências, escritórios de representação, filiais, etc. – art. 75, §1º CC).

● O local de cada estabelecimento dotado de autonomia será considerado domicílio para os atos ou negócios nele realizados (Súmula 363 do STF).

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DESCONSIDERAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA

● É o afastamento momentâneo da personalidade jurídica da sociedade, para destacar e alcançar diretamente a pessoa do sócio por detrás dela, como se a sociedade não existisse, em relação a um ato concreto e específico, diante do abuso (causando prejuízo alheio) intolerável praticado através da pessoa jurídica ou na intenção de fraudar à lei e ao contrato (aplica-se a desconsideração para corrigir um ato).

● A aplicação da desconsideração da pessoa jurídica não suprime a sociedade, nem a considera nula, apenas declara-se ineficaz a distinção da pessoa do sócio da pessoa jurídica.

“Doutrina que permite ao Juiz erguer o véu da pessoa jurídica, para verificar o jogo de interesses que se estabeleceu em seu interior, com o escopo de evitar o abuso e a fraude que poderiam ferir os direitos de terceiros e o fisco.

Assim sendo, quando se recorre à ficção da pessoa jurídica para enganar credores, para fingir à incidência da lei ou para proteger um ato desonesto, deve o juiz esquecer a idéia de personalidade jurídica para considerar os seus componentes como pessoa físicas e impedir que através do subterfúgio prevaleça o ato fraudulento.”

Silvio Rodrigues

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30

Nomes no estrangeiro:

EUA: disregard of legal entiy (desconsideração de entidade

legal).

Inglaterra: lifting the corporate veil (levantamento do véu

corporativo).

Alemanha: durchgrift der juristischen person (penetração

através da pessoa jurídica).

Itália: superamento della personalità giuridica (superação da

pessoa jurídica).

Argentina: teoría de la penetración (teoria da penetração).

O Novo Código Civil, por sua vez, colocando-se ao lado das legislações modernas, consagrou, em norma expressa, a teoria da desconsideração da personalidade jurídica, nos seguintes termos:

“Art. 50. Em caso de abuso de personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, ou pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica”.

(31)

31

Finalmente, observe que a jurisprudência do STJ tem

diferenciado a “teoria maior” da “teoria menor” da

desconsideração da pessoa jurídica:

A teoria maior da desconsideração, regra geral no sistema

jurídico brasileiro, não pode ser aplicada com a mera

demonstração de estar a pessoa jurídica insolvente para o

cumprimento de suas obrigações. Exige-se, aqui, para além

da prova de insolvência, ou a demonstração de desvio de

finalidade (teoria subjetiva da desconsideração), ou a

demonstração de confusão patrimonial (teoria objetiva da

desconsideração).

A teoria menor da desconsideração, acolhida em nosso

ordenamento jurídico excepcionalmente no Direito do

Consumidor e no Direito Ambiental, incide com a mera

prova de insolvência da pessoa jurídica para o pagamento

de suas obrigações, independentemente da existência de

desvio de finalidade ou de confusão patrimonial.

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32

Interessante figura é a denominada “desconsideração

inversa”, situação em que o ato judicial atinge o patrimônio

da própria pessoa jurídica para, assim, poder alcançar a

pessoa física autora do ato abusivo. A sua aplicação se faz

sentir, em especial, no Direito de Família, como bem

observa

o

Prof.

Rolf

Madaleno:

“Cuida-se

da

despersonalização inversa, que capta a autêntica realidade

que se oculta atrás da personalidade societária, onde sócio

e sociedade se associam no propósito de encobrir a

obrigação alimentícia do devedor executado, olvidando-se

ambos, que excedem o objetivo social e com afronta à

ordem pública, elidem criminosamente o direito alimentar

que busca assegurar a vida, como o mais importante de

todos os direitos. Na ação de separação judicial litigiosa nº

01291069282 que tramitou pela 1ª Vara de Família e

Sucessões de Porto Alegre, o juiz monocrático enfrentou em

sentença, a questão do afastamento meramente formal do

réu, da sociedade comercial que até as vésperas da sua

separação judicial era por ele dirigida. Em sua decisão o juiz

singular destacou a simulação do afastamento do réu da

direção da empresa G.A.J., aduzindo ser ‘caso típico, em

tese, de exigir da pessoa jurídica o pagamento alimentar

que o réu insiste em não poder fazer, pela aplicação da

teoria da despersonalização da pessoa jurídica’."

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33

● Outra figura peculiar, que com a doutrina da desconsideração não se confunde é a “teoria ultra vires

societatis”, segundo a qual a sociedade não se responsabiliza

pelo ato do administrador que extrapole os limites do ato constitutivo da pessoa jurídica (art. 1015, CC). A respeito dela, preleciona o Prof. Cláudio Calo Souza:

“Esta teoria surgiu na jurisprudência inglesa, no século XIX, segundo a qual, se o administrador, ao praticar atos de gestão, violar o objeto social (objeto-atividade e objeto-lucro) delimitado no ato constitutivo, este ato ultra vires societatis não poderá ser imputado à sociedade, sendo considerado, segundo alguns autores, inválido e, para outros autores, ineficaz. Portanto, a sociedade fica isenta de responsabilidade perante terceiros, salvo se tiver se beneficiado com a prática do ato, quando então, passará a ter responsabilidade na medida do benefício auferido”.

Fonte: SOUSA, Cláudio Calo. Algumas impropriedades do denominado "novo" Código Civil . Jus Navigandi, Teresina, ano 7, n. 61, jan. 2003. Disponível em: <http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=3660>. Acesso em: 30 jan. 2009.

(34)

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DISPOSIÇÕES GERAIS

ADMINISTRAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA (Arts. 47 a 49)

● Art. 47: Cuida de obrigar não os sócios ou administradores pelos atos ilícitos praticados, mas a própria pessoa jurídica.

● Art. 48: Artigo com pouca aplicação, por acontecer na hipótese em que o ato constitutivo é omisso quanto a uma questão de contornos relevantes para a pessoa jurídica.

● Obs: Maioria a que se refere o artigo não tem como critério o número de pessoas, mas sim o valor das cotas que integram o capital social da pessoa jurídica.

● Simulação: contraria a orientação legal do CC.

● Art. 49: a eventual ausência dos administradores não cessa as obrigações e direitos da pessoa jurídica, e caso ocorra o juiz deverá nomear um administrador provisório a fim de que atue no interesse da pessoa jurídica.

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35

EXTINÇÃO DA PESSOA JURÍDICA

● A dissolução da pessoa jurídica, segundo classificação consagrada na doutrina, poderá ser :

a) convencional; b) administrativa; c) judicial.

DISSOLUÇÃO E EXTINÇÃO DA PESSOA JURÍDICA

● Extinta pessoa jurídica de finalidade lucrativa, seus bens são repartidos entre os sócios .

● Extinta associação sem fim lucrativo, será observado seu estatuto.

● No silêncio, devolver-se-á o patrimônio a um estabelecimento público congênere ou de fins semelhantes.

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EXTINÇÃO DA PESSOA JURÍDICA

Estatutária ou por Decurso de Prazo: se a sociedade foi

constituída por tempo determinado.

Convencional ou Distrato: por deliberação unânime de seus

membros ou por deliberação da maioria se prevista esta possibilidade nos estatutos ou na lei. Minoria só consegue a dissolução se o Juiz apurar as razões e encontrar motivo justo (art. 46, VI, 54, VI, e 1033,II e III).

Legal: em razão de motivo determinante na lei (extinção ou

insuficiência do capital social, por ter atingido o fim social, falência ou incapacidade de um dos sócios se a sociedade tiver fins lucrativos). Se dará por meio de sentença declaratória nos moldes do art. 1.218, VII do CPC.

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EXTINÇÃO DA PESSOA JURÍDICA

Administrativa ou Ato Governamental: quando as pessoas

jurídicas dependem de aprovação ou autorização do Poder Público e praticam atos nocivos (Lei 7170/83) ou contrários aos seus fins (ato governamental, por inconveniência, desobediência à ordem pública ou prática de ilicitude). Obs: art. 5º , XIX da CF.

Natural: resulta da morte de seus membros sem que haja

estabelecido o prosseguimento com os seus herdeiros.

Judicial: a minoria dos sócios ou qualquer pessoa interessada

poderá requerer, em juízo, a extinção da sociedade. A causa pode ser estatutária ou legal, mas o interesse deve ser sempre provado (ex: ação judicial impetrada pela minoria com justo motivo).

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38

QUASE PESSOA JURÍDICA

● Sociedade de fato e/ou sociedade irregular.

● A lei veda a aquisição da personalidade jurídica para a sociedade não registrada, mas é sujeito de direito, podendo acionar e ser acionada.

● A conseqüência pela desobediência à lei é que os sócios respondem com seu patrimônio pessoal pelas dívidas da sociedade de fato ou irregular, ou seja, não há distinção entre patrimônios.

● A pessoa jurídica passa a ter existência legal a partir do registro dos seus atos constitutivos (contrato social ou estatuto), a teor do supra mencionado art. 45.

● Carecendo de registro, na forma do Código Civil, será considerada sociedade despersonificada (irregular ou de fato).

Sociedade de fato - é aquela que só existe na mente dos

“sócios”, sem qualquer ato jurídico que lhe dê validade.

Sociedade irregular - existe através de um estatuto ou outro

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39

ENTES DESPERSONALIZADOS

● São entes que constituem, na forma da lei, um centro de relações e interesses, agindo e apresentando-se como se fossem sujeitos ativos e passivos de direitos (somente podem fazer o que a lei permite).

● Os grupos despersonalizados são conjuntos de direitos e obrigações de pessoas e de bens sem personalidade jurídica mas com capacidade processual mediante representação.

● Massa falida - acervo de bens: representado pelo síndico após sentença declaratória de falência;

● Herança jacente e Bens vacantes - representadas pelo curador (são vacantes os bens jacentes);

● Espólio - representado pelo administrador provisório até que o inventariante seja nomeado;

● ***Condomínio - quando a mesma coisa pertence a mais de uma pessoa, cabendo a cada uma delas, idealmente, igual direito sobre o todo e cada uma das suas partes, a administração dever ser unânime.

(40)

40

ASSOCIAÇÕES

NOÇÕES PRELIMINARES

O novo Código Civil Brasileiro

Lei n.° 10.406 10.01.2002

(41)

41

● Posteriormente, sofreu a interferência de dois diplomas legais (Leis 10.825 de 2003 e 10.838 de 2004), que resultou nas seguintes mudanças: abriu-se um parágrafo único para excluir organizações religiosas (igrejas) e partidos políticos da sujeição ao prazo de adaptação e a dilatação para dois anos do prazo previsto para os empresários e demais entidades adaptarem os seus atos constitutivos. Em seguida, a Medida Provisória 234 de 10-01-2005 estenderia mais uma vez o prazo legal para 11 de janeiro de 2006.

● E, mais recentemente, a Lei nº 11.127, de 28-06-2005 alargaria o prazo mais uma vez, para fixar como termo final o dia 11 de janeiro de 2007.

● Segundo o professor Richard Domingos, eis algumas conseqüências da não-adaptação a este prazo: "As piores conseqüências são: impedimento de participação em licitações; impossibilidade de abertura de contas bancárias; impedimento de obter empréstimos e financiamentos; impedimentos de fornecer produtos ou serviços para grandes empresas e, terem o contrato considerado irregular, o que faz com que as responsabilidades dos sócios passem a ser ilimitadas e não mais restrita ao valor do capital social, podendo os sócios e administradores responder com seus bens pessoais" (http://www.callcenter.inf.br/).

(42)

42

CÓDIGO CIVIL DE 2002

Art. 2.031 – As associações,

sociedades

e

fundações,

constituídas na forma das leis

anteriores, terão o prazo de um

ano para se adaptarem às

disposições deste Código, a

partir de sua vigência; igual prazo

é concedido aos empresários.

(43)

43

PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO

(CC)

Art. 44 – São pessoas jurídicas de

direito privado:

I – as associações;

II – as sociedades;

III – as fundações particulares;

IV - as organizações religiosas;

V - os partidos políticos.

(44)

44

§ 1º São livres a criação, a organização, a

estruturação interna e o funcionamento das

organizações religiosas, sendo vedado ao

poder público negar-lhe reconhecimento ou

registro

dos

atos

constitutivos

e

necessários ao seu funcionamento.

§ 2º As disposições concernentes às

associações aplicam-se subsidiariamente às

sociedades que são objeto do Livro II da

Parte Especial deste Código.

§ 3º Os partidos políticos serão organizados

e funcionarão conforme o disposto em lei

específica.

(45)

45

ASSOCIAÇÕES – DEFINIÇÃO LEGAL

Art. 53 - Constituem-se as

associações pela união de pessoas

que se organizem para fins não

econômicos.

O

direito

de

associar-se

é

constitucional,

não

podendo,

contudo,

as

pessoas

serem

obrigadas

a

associar-se

ou

permanecer associadas. (art. 5º,

XVII e XX, da CF)

(46)

46

ESTATUTO (CC)

Art. 54 – Sob pena de nulidade, o estatuto

das associações conterá:

I - a denominação, os fins e a sede da

associação;

II - os requisitos para a admissão, demissão

e exclusão dos associados;

III - os direitos e deveres dos associados;

IV - as fontes de recursos para sua

manutenção;

V – o modo de constituição e de

funcionamento dos órgãos deliberativos;

VI - as condições para a alteração das

disposições estatutárias e para a dissolução.

VII – a forma de gestão administrativa e de

aprovação das respectivas contas.

(47)

47

ASSOCIADOS

Exercício de direitos e funções

58

Exclusão de associado

57

Qualidade de associado é

intransmissível

56

Direitos iguais, categorias

diferentes

55

Conteúdo

CC Arts.

(48)

48

ASSEMBLÉIA GERAL (CC)

Art. 59 – Compete privativamente à

assembléia geral:

I – destituir os administradores;

II - alterar o estatuto.

CONVOCAÇÃO DA ASSEMBLÉIA GERAL (CC)

Art. 60 – A convocação da assembléia

geral far-se-á na forma do estatuto,

garantido a um quinto dos associados o

direito de promovê-la.

(49)

49

COMPETÊNCIAS PRIVATIVAS DA ASSEMBLÉIA GERAL

IV - Alterar o estatuto * * * III - Aprovar as contas II - Destituir os administradores * * * I - Eleger os administradores 2ª Convocaçã o 1ª Convocação Quorum mínimo Voto concorde Competências

(50)

50

DAS FUNDAÇÕES

FORMAS E MODALIDADES DE CONSTITUIÇÃO (CC)

Art. 62 - Para criar uma fundação, o seu

instituidor fará, por escritura pública ou

testamento, dotação especial de bens

livres, especificando o fim para o qual que

se destina, e declarando, se quiser, a

maneira de administrá-la.

Parágrafo único. A fundação somente

poderá constituir-se para fins religiosos,

morais, culturais ou de assistência.

(51)

51

FORMA DE CONSTITUIÇÃO E DE AQUISIÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA

● Escritura pública ● Testamento

● Natureza jurídica da inscrição do estatuto ● Pessoas capazes de registrar o estatuto ● Requisitos formais do registro

● Aprovação do estatuto pelo Ministério Público como condição prévia ao seu registro em cartório

● Para a criação de uma fundação, há uma série ordenada de etapas que devem ser observadas, a saber:

a) Afetação de Bens Livres por meio do Ato de Dotação Patrimonial;

b) Instituição por Escritura Pública ou Testamento; c) Elaboração dos Estatutos;

d) Aprovação dos Estatutos; e) Realização do Registro Civil.

● A fundação pública, instituída pela União, Estado ou Município, na forma da lei, rege-se por preceitos próprios de direito administrativo.

(52)

52

INSUFICIÊNCIA DOS BENS

Art. 63 – Quando insuficientes

para constituir a fundação, os bens

a ela destinados serão, se de outro

modo não dispuser o instituidor,

incorporados em outra fundação

que se proponha a fim igual ou

semelhante.

Obs. Caio Mário:

a) nulidade do ato por impossibilidade

material;

b) conversão em títulos da dívida pública;

incorporação em outra fundação.

(53)

53

ALTERAÇÃO DE ESTATUTO (CC)

Art. 67 – Para que se possa alterar o estatuto da fundação é mister que a reforma:

I – seja deliberada por dois terços dos competentes para gerir e representar a fundação;

II – não contrarie ou desvirtue o fim desta;

III – seja aprovada pelo órgão do Ministério Público e, caso este a denegue, poderá o juiz supri-la, a requerimento do interessado.

Art. 68 – Quando a alteração não houver sido aprovada por votação unânime, os administradores da fundação, ao submeterem o estatuto ao órgão do Ministério Público, requererão que se dê ciência à minoria vencida para impugná-la, se quiser, em dez dias.

(54)

54

VELAMENTO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO

“Art. 66. Velará pelas fundações o Ministério Público do Estado onde situadas.

§ 1o. Se funcionarem no Distrito Federal, ou no Território, caberá o encargo ao Ministério Público Federal.

§ 2o. Se estenderem a atividade por mais de um Estado, caberá o encargo, em cada um deles, ao respectivo Ministério Público”.

Inovou o legislador, portanto, ao fazer expressa referência ao Ministério Público Federal. Fique atento: tramitou no Supremo Tribunal Federal a ADI 2794, proposta pela ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO – CONAMP, visando à declaração de inconstitucionalidade do § 1º DO ART. 66 DA LEI N.º 10.406, DE 10.01.2002 (NOVO CÓDIGO CIVIL), sob a alegação de ter havido usurpação de atribuição do Ministério Público do Distrito Federal (a Procuradoria Geral da República apresentou parecer pela procedência da ADI)..

(55)

55

FUNDAÇÕES

Como um acervo de bens pode ser sujeito de direito?

Duas correntes:

● A primeira entende que se trata da única e grande

exceção ao princípio de que a relação jurídica se

estabelece entre pessoas.

● A segunda corrente defende que por trás da fundação

encontra-se toda a sociedade, visto que a fundação é

sempre instituída para o obtenção de um bem comum,

em beneficio da comunidade. Tanto é assim que, na

França, a fundação é denominada “estabelecimento de

utilidade pública”. Corrobora essa tese, a disposição

contida no artigo 66 do Novo Código Civil: “velará (velar

é fiscalizar) pelas fundações o Ministério Público do

Estado, onde situadas”, O Ministério Público é, segundo

o artigo 127 da Constituição, o legitimo representante

dos interesses da sociedade.

(56)

56

EXTINÇÃO (CC)

Art. 69 – Tornando-se ilícita,

impossível ou inútil a finalidade

a que visa a fundação, ou

vencido o prazo de sua

existência,

o

órgão

do

Ministério Público, ou qualquer

interessado, lhe promoverá a

extinção, incorporando-se o seu

patrimônio, salvo disposição

em

contrário

no

ato

constitutivo, ou no estatuto, em

outra fundação, designada pelo

juiz, que se proponha a fim

igual ou semelhante.

(57)

57 COMPARATIVO: FUNDAÇÃO – ASSOCIAÇÃO mantém vínculo desvincula-se Relação com o instituidor mutáveis imutáveis Finalidades estatutárias associados Ministério Público Velamento ata escritura pública, testamento Constituição pessoas patrimônio Elemento preponderante Associação Fundação Fatores Diferenciadores

(58)

58

“Quem estuda e

não pratica o que

aprendeu, é como

o homem que

lavra

e

não

semeia”

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