VIGÊNCIAS E ALTERAÇÕES CONTRATUAIS
Temas polêmicos
de acordo com os regimes jurídicos da Lei n. 8666, de 1993, e Lei n. 13.303, de 2016
BOM DIA!!
RONNY CHARLES L. DE TORRES
Advogado da União. Mestre em Direito Econômico. Pós-graduado em Direito tributário. Pós-graduado em Ciências Jurídicas. Coordenador da Câmara Permanente de Licitações e Contratos da AGU. Coordenador (junto com o Prof. Jacoby Fernandes) da pós-graduação em Licitações e contratos, da Faculdade Baiana de Direito. Autor de diversos livros jurídicos, entre eles: Leis de licitações públicas comentadas (10ª Edição.
Ed. JusPodivm); Direito Administrativo (9ª Edição. Co-autoria. Ed. Jus Podivm); RDC: Regime Diferenciado de Contratações (Co-autoria. Ed. Jus Podivm); Terceiro Setor: entre a liberdade e o controle (Ed. Jus Podivm)
Improbidade administrativa (4ª edição. Co-autoria. Ed. Jus Podivm);
Contratos administrativos e desafios em sua execução
Gestor do contrato
ou
fiscal do contrato?
GESTOR
FORNECEDOR
FISCAL
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Fiscalização Técnica
Fiscalização Administrativa Fiscalização Público Usuário
Fiscalização Setorial
GESTOR
INSTRUÇÃO NORMATIVA N.º 05/2017
Art. 39. As atividades de gestão e fiscalização da execução contratual são o conjunto de ações que tem por objetivo aferir o cumprimento dos resultados previstos pela Administração para os serviços contratados, verificar a regularidade das obrigações previdenciárias, fiscais e trabalhistas, bem como prestar apoio à instrução processual e o encaminhamento da documentação pertinente ao setor de contratos para a formalização dos procedimentos relativos a repactuação, alteração, reequilíbrio, prorrogação, pagamento, eventual aplicação de sanções, extinção dos contratos, dentre outras, com vista a assegurar o cumprimento das cláusulas avençadas e a solução de problemas relativos ao objeto.
Art. 40. O conjunto de atividades de que trata o artigo anterior compete ao gestor da execução dos contratos, auxiliado pela fiscalização técnica, administrativa, setorial e pelo público usuário, conforme o caso (...)
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É POSSÍVEL
RECUSAR O
CARGO DE
GESTOR OU
FISCAL DO
CONTRATO?
INSTRUÇÃO NORMATIVA N.º 05/2017
Art. 43. O encargo de gestor ou fiscal não pode ser recusado pelo servidor, por não se tratar de ordem ilegal, devendo expor ao superior hierárquico as deficiências e limitações técnicas que possam impedir o diligente cumprimento do exercício de suas atribuições, se for o caso.
Parágrafo único. Ocorrendo a situação de que trata o caput, observado o § 2º do art. 42, a Administração deverá providenciar a qualificação do servidor para o desempenho das atribuições, conforme a natureza e complexidade do objeto, ou designar outro servidor com a qualificação requerida.
!
As boas práticas administrativas impõem que as
atividades de fiscalização e de supervisão de contrato
devem ser realizadas por agentes administrativos
distintos (princípio da segregação das funções), o que
favorece o controle e a segurança do procedimento de
liquidação de despesa. (Acórdão 2296/2014-Plenário,
Nos contratos de soluções de tecnologia da
informação, o atesto de faturas por parte do gestor
do contrato, sem a manifestação do fiscal técnico
quanto à avaliação dos serviços executados ou dos
bens entregues, viola o art. 34, incisos II e III, da
IN-SLTI 4/2014, bem como o princípio da segregação
de funções (Acórdão 10075/2017. Primeira
Comparação entre os regimes da Lei n.
8.666/93 e a Lei 13.303/2016
Art. 57. A duração dos contratos regidos por esta Lei ficará adstrita à vigência dos
respectivos créditos orçamentários, exceto quanto aos relativos:
I - aos projetos cujos produtos estejam contemplados nas metas estabelecidas no Plano Plurianual, os quais poderão ser prorrogados se houver interesse da Administração e desde que isso tenha sido previsto no ato convocatório;
II - à prestação de serviços a serem executados de forma contínua, que poderão ter a sua duração prorrogada por iguais e sucessivos períodos com vistas à obtenção de preços e condições mais vantajosas para a administração, limitada a sessenta meses; IV - ao aluguel de equipamentos e à utilização de programas de informática, podendo a duração estender-se pelo prazo de até 48 (quarenta e oito) meses após o início da
vigência do contrato.
V - às hipóteses previstas nos incisos IX, XIX, XXVIII e XXXI do art. 24, cujos contratos poderão ter vigência por até 120 (cento e vinte) meses, caso haja interesse da
Art. 71. A duração dos contratos regidos por esta Lei não excederá a 5 (cinco) anos, contados a partir de sua celebração, exceto:
I - para projetos contemplados no plano de negócios e
investimentos da empresa pública ou da sociedade de economia mista;
II - nos casos em que a pactuação por prazo superior a 5 (cinco) anos seja prática rotineira de mercado e a imposição desse prazo inviabilize ou onere excessivamente a realização do negócio.
Contrato de
prestação
continuada
Contrato de
escopo
17WWW.RONNYCHARLES.COM.BR
RENOVAÇÃO
PRORROGAÇÃO
É OBRIGATÓRIA A PRÉVIA PESQUISA DE PREÇOS
PARA QUE SEJA REALIZADA A PRORROGAÇÃO DE UM CONTRATO DE SERVIÇO CONTÍNUO? WWW.RONNYCHARLES.COM.BR 19 19
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○ ACÓRDÃO TCU Nº 1.214/2013 - PLENÁRIO
○ Em seu voto, o relator, diante das informações apresentadas, sugeriu que se entendesse desnecessária a
realização de pesquisa junto ao mercado e a outros órgãos/entidades da Administração Pública para a prorrogação de contratos de natureza continuada, desde que as seguintes condições contratuais estejam
presentes, assegurando a vantajosidade da prorrogação:
○ a) previsão de que as repactuações de preços envolvendo a folha de salários serão efetuadas somente com
base em convenção, acordo coletivo de trabalho ou em decorrência de lei;
○ b) previsão de que as repactuações de preços envolvendo materiais e insumos (exceto, para estes últimos,
quanto a obrigações decorrentes de acordo ou convenção coletiva de trabalho e de Lei), serão efetuadas com base em índices setoriais oficiais, previamente definidos no contrato, a eles correlacionados, ou, na falta de índice setorial oficial específico, por outro índice oficial que guarde maior correlação com o segmento
econômico em que estejam inseridos ou adotando, na ausência de índice setorial, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA/IBGE. Para o caso particular dos serviços continuados de limpeza, conservação, higienização e de vigilância, o relator adicionou ainda a aderência de valores a limites fixado em ato da SLTI/MP. Nos termos do voto do relator, o Plenário manifestou sua anuência.
2 1
○ IN 05/2017 - ANEXO IX (Da vigência e da prorrogação) ○ 7. A vantajosidade econômica para prorrogação dos contratos com mão de obra exclusiva estará
assegurada, sendo dispensada a realização de pesquisa de mercado, nas seguintes hipóteses:
○ a) quando o contrato contiver previsões de que os reajustes dos itens envolvendo a folha de salários
serão efetuados com base em Acordo, Convenção, Dissídio Coletivo de Trabalho ou em decorrência de lei;
○ b) quando o contrato contiver previsões de que os reajustes dos itens envolvendo insumos (exceto
quanto a obrigações decorrentes de Acordo, Convenção, Dissídio Coletivo de Trabalho e de lei) e materiais serão efetuados com base em índices oficiais, previamente definidos no contrato, que guardem a maior correlação possível com o segmento econômico em que estejam inseridos tais insumos ou materiais ou, na falta de qualquer índice setorial, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE); e
○ c) no caso dos serviços continuados de limpeza, conservação, higienização e de vigilância, os valores
de contratação ao longo do tempo e a cada prorrogação serão iguais ou inferiores aos limites estabelecidos em ato normativo da Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.
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○ PARECER n. 00004/2018/CPLC/PGF/AGU
○ EMENTA: ADMINISTRATIVO. LICITAÇÕES E CONTRATOS. AFERIÇÃO DO PREÇO ESTIMADO DA
CONTRATAÇÃO. NECESSIDADE DE PESQUISA DE PREÇOS. OBSERVÂNCIA DA IN Nº 05/2014 /SLTI/MP COM AS ALTERAÇÕES IMPLEMENTADAS PELA IN Nº 03/2017-SEGES/MPDG PRIORIZANDO-SE OS PARÂMETROS CONTIDOS NOS INCISOS I E II. NECESSIDADE DE ANÁLISE CRÍTICA DOS VALORES PELO GESTOR. VANTAJOSIDADE ECONÔMICA DO CONTRATO NA PRORROGAÇÃO. POSSIBILIDADE DE
DISPENSA DA PESQUISA DE PREÇOS NOS CONTRATOS COM E SEM DEDICAÇÃO EXCLUSIVA DE MÃO DE OBRA. REVISÃO DO ENTENDIMENTO CONTIDO NO PARECER Nº 12/2014/CPLC/DEPCONSU/PGF/AGU.
○ (...)
○ IV. A vantajosidade da prorrogação nos contratos de serviços continuados sem dedicação exclusiva de mão de obra estará assegurada quando houver previsão contratual de índice de reajustamento de preços, o que não impede que o gestor, diante das especificidades do contrato firmado, da
competitividade do certame, da adequação da pesquisa de preços que fundamentou o valor de
referência da licitação, da realidade de mercado, bem como da eventual ocorrência de circunstâncias atípicas no setor da contratação, decida, de maneira fundamentada, pela realização da pesquisa de preços.
2 3
○ PARECER n. 00001/2019/DECOR/CGU/AGU
○ EMENTA: ADMINISTRATIVO. LICITAÇÕES. CONTRATOS DE SERVIÇOS
TERCEIRIZADOS SEM DEDICAÇÃO EXCLUSIVA DE MÃO DE OBRA. PRORROGAÇÃO. PESQUISA DE PREÇOS. NÃO OBRIGATORIEDADE. PRESUNÇÃO DE VANTAGEM ECONÔMICA.
○ I - É possível a renovação (prorrogação) dos contratos de serviços
contínuos sem dedicação exclusiva de mão de obra, sem a obrigatória realização de pesquisa de preços, para comprovação das condições vantajosas justificadoras da prorrogação.
○ II - Nessas hipóteses de não realização da pesquisa de preços, deve o
gestor atestar que o índice de reajuste aplicável ao contrato acompanha a ordinária variação dos preços de mercado, bem como apresentar justificativa, de ordem econômica, administrativa ou outra pertinente, a ser indicada como elemento de vantagem (vantajosidade) legitimador da
renovação (prorrogação) contratual. 2
○
Portaria-TCU nº 444, de 28 de dezembro de 2018
○
Art. 30. Nos contratos de serviços continuados sem
dedicação exclusiva de mão de obra, a realização
de pesquisa de preços pode ser dispensada na
prorrogação, presumindo-se a vantagem
econômica, quando restar demonstrado, mediante
despacho fundamentado, que, em função da
natureza do objeto, a variação dos preços
contratados tende a acompanhar a variação do
índice de reajuste estabelecido no contrato.
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2 6
É POSSÍVEL NEGOCIAR,
QUANDO DA
RENOVAÇÃO
CONTRATUAL?
WWW.RONNYCHARLES.COM.BR 27 27COM O FIM DO PRAZO,
SEM RENOVAÇÃO,
QUAIS OS EFEITOS EM
UM CONTRATO DE
SERVIÇO CONTÍNUO?
WWW.RONNYCHARLES.COM.BR 28 28QUAIS OS EFEITOS
DA NÃO
PRORROGAÇÃO EM
UM CONTRATO DE
ESCOPO?
WWW.RONNYCHARLES.COM.BR 29 29WWW.RONNYCHARLES.COM.BR
CONTRATO DE ESCOPO
Nos contratos por escopo, inexistindo motivos para sua rescisão ou anulação, a extinção do ajuste somente se opera com a conclusão do objeto e o seu recebimento pela Administração, diferentemente dos ajustes por tempo determinado, nos quais o
prazo constitui elemento essencial e imprescindível para a consecução ou a eficácia do objeto avençado
(Acórdão 1674/2014-Plenário)
PRORROGAÇÃO AUTOMÁTICA
Em regra a prorrogação do contrato administrativo deve ser efetuada antes do término do prazo de vigência, mediante termo aditivo, para que não se opere a extinção do ajuste. Entretanto, excepcionalmente e para evitar prejuízo ao
interesse público, nos contratos de escopo, diante da inércia do agente em formalizar tempestivamente o devido aditamento, é possível considerar os períodos de paralisação das obras por iniciativa da Administração contratante como períodos de
suspensão da contagem do prazo de vigência do ajuste. (Acórdão 127/2016 Plenário)
É POSSÍVEL FIRMAR
CONTRATOS COM
VIGÊNCIA
INDETERMINADA?
WWW.RONNYCHARLES.COM.BR 32 32VIGÊNCIA INDETERMINADA
"A ADMINISTRAÇÃO PODE ESTABELECER A VIGÊNCIA POR PRAZO INDETERMINADO NOS CONTRATOS EM QUE SEJA USUÁRIA DE SERVIÇOS PÚBLICOS ESSENCIAIS DE ENERGIA ELÉTRICA, ÁGUA E ESGOTO, SERVIÇOS POSTAIS MONOPOLIZADOS PELA ECT
(EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS) E
AJUSTES FIRMADOS COM A IMPRENSA NACIONAL, DESDE QUE NO PROCESSO DA CONTRATAÇÃO ESTEJAM EXPLICITADOS OS MOTIVOS QUE JUSTIFICAM A ADOÇÃO DO PRAZO
INDETERMINADO E COMPROVADAS, A CADA EXERCÍCIO
FINANCEIRO, A ESTIMATIVA DE CONSUMO E A EXISTÊNCIA DE PREVISÃO DE RECURSOS ORÇAMENTÁRIOS.” (Orientação
Normativa AGU nº 36, de 13 de dezembro de 2011)
Como fica a vigência dos
contratos decorrentes da
Dispensa emergencial? Eles
podem extrapolar 180
dias? E quando a licitação
substitutiva acaba antes do
prazo de 180 dias?
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Comparação entre os regimes da Lei n.
8.666/93 e a Lei 13.303/2016
QUAL A DIFERENÇA DA
ALTERAÇÃO
QUANTITATIVA
PARA A
ALTERAÇÃO
QUALITATIVA
?
WWW.RONNYCHARLES.COM.BR 37 37Qualitativa
Quantitativa
QUAIS OS LIMITES PARA A MODIFICAÇÃO CONTRATUAL?
WWW.RONNYCHARLES.COM.BR 39
Art. 65. (...)
§ 1º O contratado fica obrigado a aceitar, nas mesmas condições contratuais, os acréscimos ou supressões que se fizerem nas obras, serviços ou compras, até 25%
(vinte e cinco por cento) do valor inicial
atualizado do contrato, e, no caso particular de reforma de edifício ou de equipamento, até o limite de 50% (cinqüenta por
cento) para os seus acréscimos.
§ 2º Nenhum acréscimo ou supressão
poderá exceder os limites estabelecidos no parágrafo anterior, salvo:
I - (VETADO)
II - as supressões resultantes de acordo celebrado entre os contratantes.
Art. 81. (...)
§ 1o O contratado poderá aceitar, nas
mesmas condições contratuais, os acréscimos ou supressões que se fizerem nas obras, serviços ou compras, até 25% (vinte e cinco por cento) do valor inicial atualizado do contrato, e, no caso particular de reforma de edifício ou de equipamento, até o limite de 50% (cinquenta por cento) para os seus acréscimos.
§ 2o Nenhum acréscimo ou supressão poderá
exceder os limites estabelecidos no § 1o,
salvo as supressões resultantes de acordo celebrado entre os contratantes.
EM QUE SITUAÇÕES A
ALTERAÇÃO
QUALITATIVA PODE
EXTRAPOLAR OS
LIMITES DA LEI Nº
8.666/93?
WWW.RONNYCHARLES.COM.BR 41 41ALTERAÇÕES CONTRATUAIS E JUSTIFICATIVA
As alterações do objeto contratado devem ser precedidas de
procedimento administrativo no qual fique registrada a justificativa das alterações tidas por necessárias, embasadas em pareceres e estudos técnicos pertinentes, bem como restar caracterizada a natureza superveniente, em relação ao momento da licitação, dos fatos ensejadores das alterações. Ademais, a justificativa técnica para o aditamento contratual deve ainda contemplar a análise dos quantitativos e dos valores dos serviços aditados, inclusive com
pesquisas de mercado para justificar a economicidade do termo de aditamento contratual. Acórdão 3053/2016 Plenário,
Representação, Relator Ministro Benjamin Zymler
LIMITES E ALTERAÇÕES QUALITATIVAS
Nas hipóteses excepcionalíssimas de alterações consensuais qualitativas de contratos de obras e serviços, é facultado à Administração ultrapassar os limites preestabelecidos no art. 65, §§ 1º e 2º, da Lei 8.666/1993, observados os princípios da finalidade, da razoabilidade e da
proporcionalidade, além dos direitos patrimoniais do contratante privado, desde que satisfeitos cumulativamente os seguintes pressupostos: a) não acarretar para a Administração encargos contratuais superiores aos oriundos de uma eventual rescisão contratual por razões de interesse público, acrescidos aos custos da elaboração de um novo procedimento licitatório; b) não
possibilitar a inexecução contratual, à vista do nível de capacidade técnica e
econômico-financeira do contratado; c) decorrer de fatos supervenientes que impliquem dificuldades não
previstas ou imprevisíveis por ocasião da contratação inicial; d) não ocasionar a transfiguração do objeto originalmente contratado em outro de natureza e propósito diversos; e) ser necessárias à completa execução do objeto original do contrato, à otimização do cronograma de execução e à antecipação dos benefícios sociais e econômicos decorrentes; f) demonstrar-se - na motivação do ato que autorizar o aditamento contratual - que as consequências da outra alternativa (a
rescisão contratual, seguida de nova licitação e contratação) importam sacrifício insuportável ao interesse público primário (interesse coletivo) a ser atendido pela obra ou serviço, ou sejam
gravíssimas a esse interesse, inclusive quanto à sua urgência e emergência (Acórdão 1826/2016
É POSSÍVEL COMPENSAR
SUBPREÇO NA PLANILHA
CONTRATUAL ORIGINAL
COM SOBREPREÇOS,
MEDIANTE TERMO
ADITIVO?
WWW.RONNYCHARLES.COM.BR 44 44WWW.RONNYCHARLES.COM.BR
QUALITATIVAS E COMPENSAÇÃO
Os preços dos serviços novos acrescidos por termo aditivo,
embora derivem de prévio acordo entre as partes (art. 65, § 3º da Lei 8.666/93), devem ser parametrizados pelos preços
referenciais da Administração vigentes à época da licitação
(sistemas oficiais de custos e taxa de BDI do orçamento base), e não pelos preços em vigor à época do aditamento, observando-se ainda a manutenção do mesmo percentual de desconto entre o valor global do contrato original e o obtido a partir dos preços referenciais à época da licitação. (Acórdão 467/2015-Plenário)
QUALITATIVAS E COMPENSAÇÃO
É incabível a compensação de eventual subpreço na planilha contratual original com sobrepreços verificados em termos
aditivos, uma vez que isso implica a redução da vantajosidade inicial da avença e, portanto, a alteração do equilíbrio
econômico-financeiro em desfavor da Administração. (Acórdão 349/2014-Plenário)
É possível a alteração
contratual para incluir serviços já previstos no edital como obrigação da futura contratada,
mas que foram omitidos na planilha orçamentária da obra?
?
Inclusão de itens já previstos como obrigação da
contratada
É irregular alteração contratual para incluir, no instrumento pactuado, serviços já previstos no edital como obrigação da futura contratada, mas que foram omitidos na planilha
orçamentária da obra. Só se admite alteração, quantitativa ou qualitativa, decorrente de fato superveniente à celebração do contrato, e desde que haja interesse público no aditamento. Acórdão 3576/2019 Primeira Câmara, Tomada de Contas Especial, Relator Ministro Benjamin Zymler.
É possível compensação entre acréscimos e supressões de quantitativos decorrentes de alteração contratual?
?
49ACRÉSCIMOS
SUPRESSÕES
LIMITE
WWW.RONNYCHARLES.COM.BR
COMPENSAÇÃO
Os limites de aditamento estabelecidos no art. 65, inciso
II, § 1º, da Lei 8.666/93 devem ser verificados
separadamente, tanto nos acréscimos quanto nas
supressões de itens e quantitativos, e não pelo cômputo
final que tais alterações (acréscimos menos
decréscimos) possam provocar na equação financeira
do contrato. (Acórdão 2059/2013-Plenário)
COMPENSAÇÃO
É incabível a compensação de eventual subpreço na planilha contratual original com sobrepreços verificados em termos aditivos, uma vez que isso implica a redução da vantajosidade inicial da avença e, portanto, a alteração do equilíbrio econômico-financeiro em desfavor da Administração. (Acórdão
349/2014-Plenário)
É POSSÍVEL
ALTERAÇÃO
UNILATERAL EM
CONTRATAÇÃO
FIRMADA ENTRE
ENTIDADES DA
ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA?
WWW.RONNYCHARLES.COM.BR 53 53É POSSÍVEL
ALTERAÇÃO
CONTRATUAL POR
APOSTILA?
WWW.RONNYCHARLES.COM.BR 54 54Outras nuances sobre Vigência e Alteração contratual
O contratado foi apenado com
sanção restritiva ao direito de
licitar e contratar, é possível a
prorrogação da vigência de um
contrato de serviço contínuo?
O contratado foi apenado
com sanção restritiva ao
direito de licitar e contratar,
é possível a prorrogação de
um contrato de escopo?
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Se o contratado foi apenado
com sanção restritiva ao
direito de licitar e contratar, é
possível firmar aditivo para
alteração do contrato?
?
59
É necessário alterar o
contrato, para resguardar
o equilíbrio econômico,
em razão de variação da
Reequilíbrio econômico e taxa cambial
A variação da taxa cambial, para mais ou para menos, não pode ser
considerada suficiente para, isoladamente, fundamentar a necessidade de reequilíbrio econômico-financeiro do contrato. Para que a variação do câmbio seja considerada um fato apto a ocasionar uma
recomposição nos contratos, considerando se tratar de fato previsível, deve culminar consequências incalculáveis (consequências cuja
previsão não seja possível pelo gestor médio quando da vinculação contratual), fugir à normalidade, ou seja, à flutuação cambial típica do regime de câmbio flutuante e, sobretudo, acarretar onerosidade
excessiva no contrato a ponto de ocasionar um rompimento na
equação econômico-financeira, nos termos previstos no art. 65, inciso II, alínea d, da Lei 8.666/1993. (Acórdão 1431/2017 Plenário,
Reequilíbrio econômico e taxa cambial
A variação cambial, em regime de câmbio flutuante, não pode
ser considerada suficiente para, isoladamente, embasar a
necessidade de reequilíbrio econômico-financeiro do contrato
com fulcro no art. 65, inciso II, alínea “d”, da Lei 8.666/1993.
Para que a variação do câmbio possa justificar o pagamento de
valores à contratada a título de recomposição do equilíbrio
econômico-financeiro, faz-se necessário que ela seja
imprevisível ou de consequências incalculáveis. Acórdão
4125/2019 Primeira Câmara, Tomada de Contas Especial,
Relator Ministro Bruno Dantas
?
62
Se, durante a execução do contrato, a microempresa ultrapassa o limite de
receita bruta, saindo da tributação SIMPLES, há direito à alteração
contratual, para reequilíbrio econômico?
AGU
DIREITO ADMINISTRATIVO – CONTRATO ADMINISTRATIVO – EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL – REPERCUSSÃO NO CUSTO TRIBUTÁRIO – REEQUILÍBRIO ECONÔMICO-FINANCEIRO – IMPOSSIBILIDADE – AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL.
1. Embora a exclusão do referido tratamento tributário diferenciado eventualmente ocasione aumento da carga tributária, não se trata de criação de novo tributo ou encargo legal e sim saída de regime de tributação mais benéfico.
2. A exclusão do SIMPLES NACIONAL por ato voluntário ou decorrente da ultrapassagem dos limites de enquadramento previstos na Lei Complementar nº 123/2006 não se amolda ao conceito de fatos imprevisíveis ou previsíveis de consequências incalculáveis que retardem ou impeçam a execução do ajustado. Trata-se de um aumento de custo inserto na álea econômica ordinária.
3. O reajuste e a repactuação são institutos destinados a recompor os preços em função do aumento dos custos de contratação, oriundos das variações das condições mercadológicas, mormente a prevenção da degradação monetária trazida pelos índices inflacionários. Na situação ora examinada o aumento do custo contrato não ocorreu por questões próprias de mercado e sim diante de condição peculiar do contratado. (Parecer n. 89/2014/DECOR/CGU/AGU)