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Incontinência urinária e estudos urodinâmicos

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Academic year: 2021

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Incontinência urinária e estudos urodinâmicos 

A  incontinência  urinária  de  esforço  é  a  perda  involuntária  de  urina  que  ocorre quando há um aumento da pressão sobre a bexiga durante alguma  atividade. A quantidade de urina que é perdida pode variar de pequenas  gotas até volumes maiores, quando passa a ser considerada uma condição  mais  grave.  Pequenos  esforços,  como  tossir,  e  até  atividades  físicas  com  maior intensidade podem ser causas de incontinência urinária. 

A  incontinência  urinária  de  esforço  ocorre  principalmente  nas  mulheres,  com  predomínio  na  terceira  idade.  Normalmente  as  mulheres  de  cor  branca,  obesas  e  fumantes  são  as  mais  propensas  a  desenvolver  esse  problema. A gravidez e o trabalho de parto causam danos na musculatura  dos  órgãos  pélvicos  e  também  contribuem  para  o  estabelecimento  da  incontinência urinária de esforço. 

A incontinência por urgência urinária ou bexiga hiperativa ocorre quando  a  bexiga  contrai  sem  o  desejo  do  paciente.  A  sensação  de  urgência  urinária  causa  um  desejo  muito  forte  de  urinar  que  o  paciente  não  consegue inibir, ocorrendo a perda de urina. 

Ao  consultar  o  seu  médico,  procure  informá‐lo  o  quanto  esse  sintoma  prejudica  as  suas  atividades  no  cotidiano.  Além  disso,  procure  anotar  quantas  vezes  você  perde  urina  durante  o  período  de  24  horas.  Essas  informações são muito úteis para definir a melhor forma de tratamento.   A incontinência urinária não é somente um problema médico. Trata‐se de  uma  condição  que  pode  causar  distúrbios  emocionais,  psicológicos  e  sociais. As pessoas afetadas não executam as suas atividades rotineiras e  sempre procuram permanecer em locais de fácil acesso aos sanitários.  Contudo,  é  muito  importante  saber  que  muitos  casos  de  incontinência  urinária  podem  ser  tratados  com  bons  resultados.  O  Núcleo  de  Diagnóstico e Reabilitação do Urocentro de São Paulo conta com médicos  Urologistas  especializados  no  tratamento  dos  distúrbios  miccionais  e  incontinência urinária.  

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Fatores que contribuem para o aparecimento da incontinência urinária   Infecções urinárias e vaginais   Efeitos colaterais de medicamentos   Obstipação intestinal (prisão de ventre)   Fraqueza da musculatura pélvica   Aumento da próstata nos homens   Doenças do Sistema Nervoso e traumatismo medular   Cirurgias na região pélvica   Diabetes   Gravidez e parto                                               

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Avaliação do paciente com incontinência urinária 

Em  primeiro  lugar,  é  preciso  marcar  uma  consulta  com  o  Urologista.  Durante a entrevista, o paciente deve anotar todos os remédios que utiliza  e informar seu uso para o médico. Cirurgias e outros antecedentes ligados  ao problema também devem ser informados. Se possível, o paciente deve  anotar o número de vezes que urina e quantas vezes perde urina durante  o período de 24 horas. Normalmente o médico solicita exames de sangue  (hematológicos e bioquímicos) e análise de urina.      Estudo urodinâmico 

Este  exame  avalia  a  função  da  bexiga  e  do  esfíncter  urinário.  Para  fazer  esse  exame,  durante  cerca  de  20  minutos,  o  paciente  recebe  uma  pequena sonda de borracha na uretra e outra sonda que é introduzida no  reto. O esfíncter urinário é o músculo que controla o armazenamento de  urina. O grau de desconforto deste exame é considerado leve e antes do  seu  início  o  paciente  deve  estar  com  a  bexiga  cheia.  O  médico  poderá  avaliar  a  sensibilidade  e  a  capacidade  da  bexiga  em  acomodar  líquidos.  Além  disso,  o  funcionamento  do  esfíncter  será  estudado  com  alguns  esforços físicos e durante a micção.                 

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  MODALIDADES DE TRATAMENTO PARA A INCONTINÊNCIA URINÁRIA    Consumo de líquidos e adequação da dieta  Esta opção consiste em consumir menos líquidos para diminuir a produção  de urina. Além disso, pacientes com incontinência urinária devem diminuir  o consumo de café e outros alimentos considerados irritantes, como sucos  de  frutas  cítricas,  refrigerantes  tipo  cola,  café  e  chás.  A  diminuição  do  consumo  de  chocolates  também  pode  ajudar.  Normalmente,  indivíduos  adultos devem consumir de 6 a 8 copos de água por dia.  

 

Micções programadas 

Ao perceber o problema, o paciente deve fazer uma anotação diária com  o  volume  de  líquido  ingerido,  número  de  vezes  que  urinou  e  quantas  ocorreram episódios de perda de urina. Uma das formas de evitar a perda  é  urinar  a  cada  três  horas,  para  manter  a  bexiga  vazia  e  minimizar  as  chances de perder urina. 

 

Exercícios da musculatura pélvica 

Este tipo de tratamento visa o fortalecimento da musculatura do esfíncter  urinário  e  da  região  pélvica.  Ao  fazer  os  exercícios  regularmente  o  paciente  reforça  a  musculatura,  passando  a  ter  maior  controle  urinário.  Geralmente  é  necessário  o  auxílio  de  um  fisioterapeuta  para  aprender  a  fazer esses exercícios. A equipe de fisioterapia do Urocentro de São Paulo  oferece  um  programa  especial  de  exercícios  da  musculatura  pélvica  que  podem melhorar a incontinência urinária, promovendo grandes benefícios  aos pacientes. 

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Tratamento farmacológico 

Para  o  tratamento  da  incontinência  por  urgência,  os  medicamentos  denominados  anticolinérgicos  são  os  mais  utilizados.  Os  anticolinérgicos  mais  eficientes  para  melhorar  esse  problema  são  a  tolterodina  e  a  oxibutinina.  Ambos  são  disponíveis  com  formulação  do  tipo  “liberação  lenta”, beneficiando os pacientes com somente uma dose diária. Existem  outros  medicamentos  anticolinérgicos  disponíveis  para  uso.  Salientamos,  porém,  que  todos  esses  medicamentos  têm  vários  efeitos  colaterais,  principalmente boca seca e prisão de ventre. 

 

Tratamento Cirúrgico 

O  tratamento  cirúrgico  da  incontinência  urinária  deve  ser  empregado  quando  o  problema  persiste  mesmo  após  a  utilização  das  medidas  previamente descritas, ou nos casos mais graves. 

Injeções  uretrais:  A  injeção  de  alguns  produtos  na  região  da  uretra  pode  melhorar  a  continência  urinária.  A  aplicação  pode  ser  feita  mediante  anestesia local. Pacientes de ambos os sexos podem receber a injeção. Os  índices  de  cura  com  esse  tratamento,  porém,  não  são  plenamente  satisfatórios,  e  para  aumentar  a  sua  eficiência,  o  mesmo  paciente  pode  necessitar de várias injeções. 

Correção  da  incontinência  urinária  de  esforço  em  mulheres:  Nessa  cirurgia,  uma  pequena  faixa  sintética  é  colocada  abaixo  da  uretra.  Essa  faixa exerce um efeito de compressão e melhora o controle urinário. Se o  cirurgião preferir, o uso de uma faixa de revestimento da musculatura da  própria  paciente  poderá  ser  usado.  Normalmente,  podem  ser  retiradas  faixas  do  abdome  ou  da  região  da  coxa.  Nestes  tipos  de  cirurgia,  a  recuperação costuma ser rápida.  

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Cirurgias de compressão uretral: Homens com incontinência urinária após  intervenções  cirúrgicas  na  próstata  podem  receber  o  implante  de  materiais  sintéticos  na  região  da  uretra.  Atualmente  existem  vários  dispositivos  que  são  utilizados  com  essa  finalidade.  Os  resultados  desse  tipo de tratamento ainda não são bem conhecidos. 

Esfíncter artificial: Representa o tratamento mais eficiente para a correção  de  incontinência  urinária  masculina.  O  dispositivo  é  colocado  na  circunferência  da  uretra  e  um  sistema  que  é  preenchido  por  líquidos  é  acionado por um botão que fica na região escrotal. O sistema mantém a  uretra  ocluída  constantemente  e  evita  a  perda  de  urina.  O  próprio  paciente aciona o botão e abre a uretra quando deseja urinar. 

Cirurgias  para  urge‐incontinência:  Novas  tecnologias  estão  sendo  empregadas no tratamento da urge‐incontinência. Uma delas é o implante  de eletrodos que são inseridos na região dorsal do paciente. Os eletrodos  geram  estímulos  elétricos  que  controlam  o  funcionamento  da  bexiga.  Outra  forma  de  tratamento  que  oferece  ótimos  resultados  em  curto  e  médio  prazo  é  a  injeção  de  toxina  botulínica  na  bexiga.  Em  casos  mais  complexos, uma cirurgia denominada ampliação vesical, que é feita com a  utilização de um segmento do intestino do próprio paciente, poderá trazer  bons resultados. 

Uso de absorventes, coletores e sondas 

Pessoas  com  alguns  tipos  de  incontinência  urinária  de  difícil  tratamento  podem  utilizar  alguns  produtos  absorventes,  coletores  e  dispositivos  específicos.  Mulheres  com  histórico  de  múltiplos  partos  podem  desenvolver  o  prolapso  da  bexiga,  que  é  a  exteriorização  da  bexiga  por  meio do orifício vaginal.  Nesses casos, pessários são colocados como um  suporte  dentro  da  vagina  e  contribuem  para  manter  a  continência  urinária. Pacientes com arreflexia detrusora, que é a perda da capacidade  contrátil  da  bexiga,  podem  fazer  o  cateterismo  vesical  intermitente  e  esvaziar  a  bexiga  em  intervalos  regulares,  mantendo  a  continência  urinária. 

Referências

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