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AVALIAÇÃO DE PARÂMETROS GERMINATIVOS EM SEMENTES DE SORGO SUBMETIDOS A ESTRESSE SALINO

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AVALIAÇÃO DE PARÂMETROS GERMINATIVOS EM SEMENTES DE SORGO SUBMETIDOS A ESTRESSE SALINO

EVALUATION OF GERMINATIVE PARAMETERS IN SEEDS OF SORGHUM SUBMITED TO SALT STRESS

Apresentação: Pôster

Luciana Ingrid Souza de Sousa1; Gleyce da Costa Lopes2; Wellington Carlos Moraes Barros3;Adriane Paixão Corrêa4; Cândido Ferreira de Oliveira Neto5

DOI: https://doi.org/10.31692/2526-7701.IIICOINTERPDVAGRO.2018.00319

Introdução

O sorgo é uma cultura que vem ganhando destaque na agricultura, sendo atualmente o quinto cereal mais produzido no mundo, ficando atrás somente do milho, arroz, trigo e da cevada (SILVA et al., 2015). Este também tem a sua produção afetada por fatores abióticos, como a salinidade, que é altamente prejudicial às plantas durante todo o ciclo vegetativo, afetando seu crescimento, desenvolvimento e produtividade (ANJUM et al., 2011).

Durante o estádio inicial do sorgo, a ocorrência do estresse salino pode reduzir a taxa de germinação, a velocidade e uniformidade de estabelecimento de plântulas, reduzindo consequentemente o vigor e gerando perdas na produção (PINHEIRO, 2017).

Portanto, o trabalho tem como objetivo avaliar a germinação de sementes de sorgo submetidas ao estresse salino.

Fundamentação Teórica

O sorgo é uma cultura que vem ganhando destaque na agricultura, sendo atualmente o quinto cereal mais produzido no mundo, ficando atrás somente do milho, arroz, trigo e da cevada (SILVA et al., 2015), por ser de boa adaptação em regiões mais quentes e de baixa pluviosidade. Ainda assim, este também tem a sua produção afetada por fatores abióticos, como

1 Mestranda em Produção Animal na Amazônia, UFRA. E-mail: [email protected].

2 Graduada em Zootecnia, Universidade Federal Rural da Amazônia. E-mail: [email protected]. 3 Graduado em Zootecnia, Universidade Federal Rural da Amazônia. E-mail: [email protected]. 4 Graduanda em Zootecnia, Universidade Federal Rural da Amazônia. E-mail: [email protected]. 5 Professor Doutor, Universidade Federal Rural da Amazônia, E-mail: [email protected].

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a salinidade, que é altamente prejudicial às plantas durante todo o ciclo vegetativo, afetando seu crescimento, desenvolvimento e produtividade (ANJUM et al., 2011). Logo, é importante que as sementes possuam a habilidade de germinar sob a influência desses estresses abióticos para que assim, garantam sua sobrevivência e mantenham a produção forrageira (MOURA et al., 2011).

Durante o estádio inicial do sorgo, a ocorrência do estresse salino pode reduzir a taxa de germinação, a velocidade e uniformidade de estabelecimento de plântulas, reduzindo consequentemente o vigor e gerando perdas na produção (PINHEIRO, 2017). Uma vez que a água no estádio germinativo, após ser absorvida pela semente, reidrata os tecidos, intensifica o processo respiratório e as demais vias metabólicas, com consequente desenvolvimento do eixo embrionário (CARVALHO; NAKAGAWA, 2012).

Em situações de salinidade no solo, este apresenta potenciais hídricos que dificultam a absorção da água necessária para a germinação. A embebição, com acúmulo principalmente de cloreto de sódio (NaCl), pode acarretar no rompimento das camadas tegumentares das sementes, causando danos ao embrião e consequentemente a morte das mesmas (FREITAS et al., 2013).

A salinidade afeta o processo germinativo não só por dificultar a cinética de absorção de água, mas também por facilitar a entrada em quantidade de íons que podem ser tóxicos às sementes, como é o caso do Na+ e o Cl-, podendo promover distúrbios fisiológicos e consequentemente a morte da planta (PEREIRA et al., 2014). Portanto, o trabalho tem como objetivo avaliar a germinação de sementes de sorgo submetidas ao estresse salino.

Metodologia

O trabalho foi desenvolvido na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA – Campus Belém), no Laboratório de Estudos da Biodiversidade em Plantas Superiores (EBPS). Foram utilizadas sementes de sorgo [Sorghum bicolor (L) Moench] cultivar BRS 310 da empresa KW Sementes. Realizou-se a semeadura em bandejas contendo areia anteriormente lavadas e autoclavadas a 105°C por 1 hora (Brasil, 2009).

O delineamento inteiramente casualizado (DIC) foi composto por 5 concentrações de NaCl (0,0; 50; 100; 150 e 200 mmol) contando com 5 repetições e 50 sementes por bandeja. A areia com as sementes foi umedecida na proporção equivalente a 2,5 vezes o peso do substrato seco, e permaneceram sob 25°C a luz constante de acordo com o recomendado por Brasil (2009).

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de Germinação, Porcentagem de plântulas normais e anormais, de acordo com o preconizado por Brasil (2009). Para avaliação da porcentagem de plântulas, foram consideradas normais aquelas com a parte aérea alongada, de coloração verde e raiz principal alongada com raízes secundárias, e as anormais mediante a ausência de estruturas essenciais, ou aspecto truncado da parte aérea ou raiz.

Os resultados foram submetidosa análise de variância (ANOVA) ao nível de 1 e 5% de significância e foram representados na forma de regressão ao nível de 5% de significância.

Resultados e Discussões

Os resultados demonstraram que as concentrações de NaCl foram prejudiciais ao processo germinativo das sementes de sorgo. Houve decréscimos significativos para a porcentagem de sementes germinadas conforme aumentaram-se as concentrações (Gráfico 1-A). A mesma redução foi encontrada por Silva et al., (2016) trabalhando com milho submetido a diferentes concentrações de NaCl. Consequentemente, também foi encontrado aumento linear significativo para a porcentagem de sementes não germinadas (Gráfico 1-B). Com o aumento da concentração salina, provavelmente dificultou a absorção de água realizada pela semente, uma vez que reduziu o potencial osmótico e hídrico (DIAS; BLANCO, 2010).

Gráfico 1: Porcentagem de sementes de sorgo germinadas (A) e não germinadas (B) submetidas a estresse salino. Fonte: Própria.

Outro prejuízo encontrado foi quanto a avaliação das plântulas. Houve decréscimo

y = 0,00x2- 0,30x + 83,28 R² = 0,98 20 30 40 50 60 70 80 90 0 50 100 150 200 % Ge rm in a d a s

Concentrações de NaCl (mmol) A y = 0,1712x + 19,92 R² = 0,9332 20 25 30 35 40 45 50 55 60 0 50 100 150 200 % N ã o G er m in ad a s

Concentrações de NaCl (mmol) B

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linear significativo para a porcentagem de plântulas normais conforme aumentou-se a concentração de sais (Gráfico 2 – A). O mesmo decréscimo foi encontrado por Monterle et al (2006) trabalhando com milho-pipoca submetidos a concentrações de KCl. Consequentemente, também se encontrou aumento significativo para porcentagem de plântulas anormais (Gráfico 2 – B). Esses resultados provavelmente são devido a falha na embebição de água suficiente para que ocorresse a germinação e ao acúmulo de sais, que pode ter causado danos ao embrião (FREITAS et al., 2013).

Gráfico 2: Porcentagem de plântulas de sorgo normais (A) e anormais (B) submetidas a estresse salino. Fonte: Própria.

Conclusões

A germinação de sementes de sorgo foi comprometida pelo aumento das concentrações de NaCl, reduzindo significativamente a porcentagem de germinação e a porcentagem de plântulas normais, consequentemente aumentando a porcentagem de sementes não germinadas e a de plântulas anormais.

Referências

ANJUM, S. A.; XIE, X. Y.; WANG, L. C.; SALEEM, M. F.; MAN, C.; LEI, W. Morphological, physiological and biochemical responses of plants to drought stress. African Journal of Agricultural Research, v. 6, n. 9, p. 2026–2032, 2011.

BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Regras para Análise de Sementes. Brasília: Mapa/ACS, 2009.

CARVALHO, N. M.; NAKAGAWA, J. Sementes: ciência, tecnologia e produção. 5. ed. Jaboticabal: y = -0,2625x + 84,615 R² = 0,9034 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 50 100 150 200 % P n tu la s N or m a is

Concentrações de NaCl (mmol) A y = 0,2625x + 15,385 R² = 0,9034 20 30 40 50 60 70 80 0 50 100 150 200 % P n tu la s A n or m ai s

Concentrações de NaCl (mmol) B

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FUNEP, 590 p, 2012.

DIAS, N. D.; BLANCO, F. F. Efeitos dos sais no solo e na planta. Manejo da salinidade na agricultura: Estudos básicos e aplicados. Fortaleza: Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Salinidade. P. 129-140, 2010.

FREITAS, A. R.; LOPES, J. C.; MATHEUS, M. T.; MENGARDA, L. H. G.; VENANCIO, L. P. CALDEIRA, M. V. W. Superação da dormência de sementes de jatobá. Pesquisa Florestal Brasileira, Colombo, v. 33, n. 73, p. 01-05, 2013.

MONTERLE, L. M.; LOPES, P. D. C.; BRACCINI, A. D. L.; SCAPIM, C. A. Germination of seeds and seedling growth of popcorn cultivars under water and salinity stress. Revista Brasileira de

Sementes, v. 28, n. 3, p. 169-176, 2006.

MOURA, M. R.; LIMA, R. P.; FARIAS, S. G. G.; ALVES, A. R.; BEZERRA, R. Efeito do estresse hídrico e do cloreto de sódio na germinação de Mimosa caesalpiniifolia Benth. Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável, v.6, n.2, p. 230-235, 2011.

PEREIRA, M. R.R.; MARTINS, C. C.; MARTINS, D.; SILVA, R. J. N. Estresse hídrico induzido por soluções de PEG e de NaCl na germinação de sementes de nabiça e fedegoso. Bioscience Journal, p. 687-696, 2014.

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