Guia para Orientar Ações de Advocacy
RESULTANTE DA FORMAÇÃO EM ADVOCACY EM MATÉRIA DE VBG,
NO ÂMBITO DO “PROGRAMA DE IMPLEMENTAÇÃO
DA LEI ESPECIAL SOBRE A VBG”
Instituto Cabo-verdiano paraIgualdade e Equidade do Género
ICIEG
Guia para Orientar Ações de Advocacy
RESULTANTE DA FORMAÇÃO EM ADVOCACY EM MATÉRIA DE VBG,
NO ÂMBITO DO “PROGRAMA DE IMPLEMENTAÇÃO
FICHA TÉCNICA
Propriedade: ICIEG
Presidente do ICIEG: Talina Pereira
Coordenação do Projecto: Carla Corsino
Redação: Jeane Felix e Silvani Arruda
Composição Gráfica e Paginação: Tipografia Santos, Lda
Patrocinador do Projecto: UN TRUST FUND
SUMÁRIO
6 Apresentação
9 Advocacy: uma estratégia para a mudança 13 Módulo 1 – Iniciando as actividades(± 2hs) 14 Actividade 1 – Aquecendo o grupo
15 Actividade 2 – Pré teste
18 Actividade 3 – Contrato de Convivência 20 Actividade 4 – Gênero e poder
22 Avaliação do módulo
25 Módulo 2 – Advocacy: o que é? (± 4hs) 26 Actividade 5 – O que é advocacy? 28 Actividade 6 – Roda de conversa 29 Avaliação do módulo
31 Módulo 3 – Advocacy na prática(± 7hs)
32 Actividade 8 – Ciclo de Advocacy
35 Actividade 9 - Identificando o problema 38 Actividade 10 – Definindo metas e objectivos 39 Actividade 11 – Audiências e mapa do poder 43 Avaliação do módulo
45 Módulo 4 – Plano de trabalho (±7 hs)
46 Actividade 12 – Plano de Trabalho
50 Actividade 13 – Como e o que comunicar 55 Actividade 14 – Pós teste
57 Avaliação final
APRESENTAÇÃO
Em Cabo Verde, a Lei n.º 84/VII/2011, mais conhecida como Lei contra a Violência Baseada no Género (VBG) entrou em vigor em Março de 2011. Definida como um crime público, alvo de um pro-cedimento criminal urgente, esta lei busca promover a mudança de
comportamento e a igualdade entre todos os homens e todas as mulheres. Para tal, ela veio vincular o Estado a várias obrigações, como sejam a de adoptar políticas públicas de prevenção,
assistên-cia e repressão da violênassistên-cia baseada no género e de criar ou reforçar a capacidade das estruturas institucionais de combate à violência baseada no género (Centros de Atendimento, Casas Abrigo e o Fundo de Apoio).
Todas estas estruturas têm como objectivo apoiar a pessoa que sofre este tipo de violência, no sentido de retirá-la da situação em que se encontra.A Lei também afirma que as vítimas de VBG têm direito à justiça de forma urgente e que não têm de pagar pelo processo, caso não possuam condições económicas. O ministério público e a polícia têm o prazo de até 48h para tomar as primeiras diligências. Este manual foi elaborado considerando a referida Lei. Ele objecti-va ser um material orientador para o desenvolvimento de estraté-gias de advocacy em VBG por meio de um processo de formação de lideranças. Trata-se, pois, de um material formativo desenvol-vido por meio de atividades educativas sobre advocacy e violência baseada no gênero. Além disso, trabalhará alguns conceitos – tais como: género, direitos, igualdade, equidade, empoderamento – e sugestões de atividades visando à construção de estratégias que ampliem o poder das mulheres e homens no processo da imple- mentação de políticas públicas e leis nacionais que coibam a vio- lência baseada no género, além do cumprimento dos acordos inter-nacionais. Ou seja, desenvolveremos acções de advocacy.
O que é advocacy?
O termo advocacy vem do inglês, mas tem sua origem no latim, a partir da junção ad+vox, significando ‘dar voz a uma pessoa ou a uma causa’. Em alguns países se utiliza, também, os termos advocacia ou incidência política.
Estas acções serão desenvolvidas a partir de uma metodologia multidisciplinar e participativa, garantindo que o atelier vá além da transmissão de informações. Nossa proposta é estimular a reflexão sobre formas de se estabelecer acções voltadas para a equidade e igualdade de género, tendo por base os instrumentos já existen-tes em Cabo Verde e no contexto da lei de Violência Baseada no Género.
A escolha desta metodologia se justifica pela necessidade de se conhecer o passo a passo para de realizar uma campanha de advo-cacy, a partir de um contexto participativo e criativo, fortalecendo o trabalho em rede.
A quem se destina?
Direcionado, prioritariamente, às/aos participantes de Organiza-ções não Governamentais lideradas por mulheres que desenvolvem acções sobre os direitos das mulheres, este manual apresenta uma série de textos, workshops e sugestões para o desenvolvimento de actividades em matéria de advocacy em VBG.
práticas as/os participantes percorrerão o passo a para a criação de acções e campanhas específicas.
Em cada um dos módulos, actividades práticas serão utilizadas, descrevendo, minuciosamente, o passo ao passo para a compre-ensão e construção de um plano para o desenvolvimento de acções de advocacy, a partir dos seguintes itens:
• Objectivo: refere-se ao que se pretende obter com a aplica-ção da actividade.
• Materiais necessários: o que é preciso ter em mãos para a realização da actividade.
• Duração: aproximadamente o tempo que será necessário para desenvolver cada uma das actividades. Contudo, a duração destas actividades poderá variar de acordo com o tamanho do grupo, a idade das/os participantes e o conhe-cimento que as/os participantes já têm sobre a matéria. • Passo a passo:
descrição detalhada de cada acção necessá-ria para que a actividade se desenvolva de forma simples e completa, sempre em consonância com as leis sobre VBG nacionais e outros marcos legais internacionais.
• Fechamento: as ideias principais que deverão ser
repassa-das para os participantes serão reforçadas ao final de cada actividade.
Ao longo do material, alguns conceitos e informações sobre marcos legais nacionais e internacionais serão agregados. Ferramentas para aprofundamento destes temas como filmes – comerciais e educativos –, publicações e sítios da internet serão sugeridos. Em anexo, estará disponível um glossário contemplando termos relacionados a género, igualdade, equidade e advocacy.
Advocacy: uma estratégia para a mudança
Pesquisando na literatura, descobrimos que não existe um único conceito sobre o que vem a ser advocacy. Existem vários!
Advocacy é o processo de conquistar apoio público e in-fluenciar positivamente decisões relacionadas a um de-terminado assunto, podendo incluir diversas estratégias e ações, e acontecer em vários níveis, da conscientização de líderes comunitários à obtenção de compromissos e apoios políticos para expandir intervenções e programas de suces-so. (Promundo, 2007)
Advocacy consiste no apoio aos direitos de pessoas ou
cau-sas, ampliando seu espaço de expressão e trabalhando pela promoção e pela defesa de seus direitos. (Rede Sou de
Ati-tude, s/d)
Advocacycorresponde às tentativas de influenciar o clima
político, as decisões sobre políticas, programas e orçamen-tos, as percepções públicas sobre normas sociais, o envol-vimento e o apoio da sociedade para um determinado tema ou causa, através de um conjunto de ações bem planejadas e organizadas, realizadas por um grupo de indivíduos ou organizações comprometidas e que trabalham de maneira articulada.(UNFPA, 2002)
Advocacy consiste numa campanha ou conjunto de
estraté-gias de apoio a uma causa o tema. A advocacia pressupõe a criação de um ambiente e contexto favoráveis angariando o apoio das pessoas de modo a influenciar decisões políticas e alterações à legislação. (CFêmea, 2006)
Vale ressaltar que advocacyé uma estratégia chave para a garantia dos Direitos Humanos e ampliação da cidadania, uma vez que se propõe em ampliar o poder das pessoas, influenciar o processo de tomada de decisões, a implementação de políticas públicas e leis igualitárias nacionais, além do cumprimento dos acordos internacionais.
Advocacy em Violência Baseada em Género (VBG)
Muito do que se conhece hoje como advocacy é fruto do papel que desempenharam várias organizações da sociedade civil em todo o mundo, incluindo o movimento de mulheres,na defesa de interes-ses, na mobilização social e na influência política.
Estas ações de advocacy desenvolvidas pelas mulheres junto aos governos, agências das Nações Unidas e meios de comunicação-contribuíram para o resultado alcançado em algumas conferências, em especial a IVConferência Internacional sobre População e
De-senvolvimento (Cairo, 1994) e a IV Conferência Internacional so-bre a Mulher (Beijing, 1995).
Conferências internacionais
IV Conferência Internacional sobre População e De-senvolvimento (CIPD)
Esta conferência, que aconteceu no Cairo, marcou uma mudança na abordagem puramente demográfica do pla-nejamento familiar, passando-o para um arcabouço mais baseado na saúde e nos direitos humanos. Da mesma for-ma, relacionou a igualdade de género ao desenvolvimento sustentável. Em seu princípio 4, este documento reforça a importância de se estabelecer a igualdade e equidade dos sexos, a emancipação da mulher, a eliminação de toda es-pécie de violência contra ela e a garantia de que ela pró-pria controle sua fecundidade. Afirma, ainda que os Direitos Humanos da mulher e da rapariga são parte inalienável,
integral e indivisível dos Direitos Humanos Universais. A plena e igual participação da mulher na vida civil, cultural, económica, política e social, nos âmbitos nacional, regional e internacional, e a erradicação de todas as formas de dis-criminação com base no sexo. Fonte: Relatório da Conferência Internacional sobre Popu-lação e Desenvolvimento - Plataforma de Cairo. Disponível em: http://www.unfpa.org.br/Arquivos/relatorio-cairo.pdf IV Conferência Mundial dos Programas de Ação para Mulheres
Governantes e atores chave das Nações Unidas se reuni-ram em Beijing, assumindo o compromisso de transformar o mundo, usando as experiências da mulher como principal força motriz na preparação de uma nova agenda de desen- volvimento. Destacou a necessidade de centrar-se os esfor-ços voltados para a igualdade plena da mulher, independente de classe social, idade, etnia, afiliação política, religião e di- versidade sexual e reforçou a importância de que os gover- nos, a comunidade internacional e a sociedade civil - inclu-sive as organizações não-governamentais e o setor privado - a adotarem medidas estratégicas nas seguintes áreas: ü Situação de pobreza sobre as mulheres.
ü Desigualdades e inadequações na educação e na forma-ção profissional e acesso desigual das mulheres.
ü Desigualdades e inadequações em matéria de serviços de saúde e outros afins e acesso desigual.
Fonte:Declaração e Plataforma de Ação da IV Conferência
Mundial Sobre a Mulher.
Disponível em:
http://mulheres.gov.br/Articulacao/arti-culacao-internacional/relatorio-pequim.pdf
V Conferência da Rede de Mulheres Africanas Minis-tras e Parlamentares
Realizada em Cabo Verde, em 2002, esta conferência con-siderou a discussão sobre o tema da violência baseada no género como uma prioridade para o desenvolvimento: seu impacto nas mulheres africanas e na sociedade africana. O objectivo desta conferência foi assessorar mulheres parla-mentares e líderes a desenvolverem habilidades essenciais para atividades de liderança no combate à VBG em género e promover a igualdade de género nos seus próprios países. Fonte: Combater a violência baseada em género: uma chave para alcançar os Objectivosde Desenvolvimento do Milênio. Disponível em: www.unfpa.org/gender/docs/combating_gbv_por.pdf
Vale ressaltar, que aVBG envolve homens e mulheres, sendo as mulheres, usualmente, as que mais sofrem esse tipo de violência. Se origina a partir de relações de poder desiguais dentro das fa-mílias, comunidades, concelhos e países. A violência é geralmente dirigida especificamente contra as mulheres por diversas razões, atingindo-as desproporcionalmente.
Para se criar estratégias de advocacy em VBG, precisamos planejar passo por passo. Para serem efetivas, as ações de advocacy em VBG requerem uma visão de longo prazo, um planejamento com metas bem definidas, a análise do contexto político e social em geral e do contexto institucional em que queremos incidir, além da familiaridade com os marcos legais – nacionais e internacionais – que dão base para a construção de argumentos convincentes.
Finalmente, é preciso desenvolver algumas competências técnicas e estratégias específicas.
Quem faz advocacy?
Qualquer pessoa que tenha uma causa e que queira modificar uma
dada condição ou situação. Muitas vezes, as estratégias de advo-cacy são associadas à pressão exercida sobre o governo e à influência
em políticas públicas. No entanto, o processo de conquista do apoio para a causa precisa iniciar em nível territorial, envolvendo as pessoas, os equipamentos sociais existentes na localidade – escolas, serviços de saúde, centros culturais, centros esportivos – além de outros grupos que atuam na área da igualdade e equidade.
Advocacy é uma forma de se fazer política. Não as de governo nem a dos políticos e, sim, aquela que se faz no quotidiano como forma de influenciar os acontecimentos, o pensamento e as decisões nos sítios em que vivem as pessoas. No entanto, para se desenhar uma campanha de advocacy é ne-cessário, antes de tudo, ter um panorama geral do que existe em relação à situação que se quer transformar e uma atualização constante de dados e estudos que situem a questão. Além disso, é preciso elencar as razões pelas quais um determinado problema existe e quais os caminhos para a sua solução. E não dá para fazer isso sem conhecer as leis e outros documentos de referência, que possam ser utilizados para a argumentação e o convencimento de outras pessoas para a defesa da causa que nos mobiliza.
Da mesma forma, vale lembrar, não se faz advocacy sozinha/o. É preciso compor uma equipe comprometida com a causa que se promove e defende, bem como, somar as diferentes competências individuais necessárias para se alcançar as metas e objectivos da
Módulo 1
Iniciando as actividades
Iniciando as actividades
Módulo 1
Atividade 1: Apresentação do grupo e da formação
Objectivos Duração Materiais Apresentação das/os
partici- pantes e da facilitadora.Conhe-cer as expectativas do grupo. ± 40 minutos Folha de papel gigan-te e canetões. Passo a passo - Solicite que façam duplas escolhendo, se possível, as pessoas que menos conhecem no grupo.
- Em seguida, peça que cada pessoa diga a sua parceira seu nome, o que gosta de fazer e que expectativatem em relação à formação. - Explique que, cada pessoa, vai apresentar a outra e que, por-tanto, é necessário que prestem atenção e que tomem nota, caso tenham medo de esquecer. - Quando terminarem, peça que cada um apresente a sua parceira e vá anotando no quadro quais as expectativas que as pessoas tem da formação.
- Discuta cada uma delas, apontando quais serão atendidas e quais não estão previstas.
- Apresente a proposta, seus objectivos, duração, horários etc.. - Explique que as expectativas que a expectativa da facilitadora
é que, ao final da formação é que, as/os participantes saíam deste encontro motivadas e motivados a:
ü desenvolver ações voltadas para influenciar outras pes-soas na busca por alternativas para, no mínimo, diminuir os casos de VBG no país.
ü Apropriem-se das ferramentas necessárias para diag-nosticar as questões relacionadas à VBG, fortalecendo
suas capacidades de influenciar os programas e políticas públicas voltadas para as mulheres caboverdianas. - Distribua a programação e em conjunto com as/os participantes,
leia a programação e responda às perguntas que tiverem à res-peito da formação. - Enfatize que advocacydiz respeito a uma ação que tem por ob-jectivo promover mudanças seja nas políticas, nas posições e programas de governo, instituições e organizações. Mas para que se chegue a este objectivo, é preciso definirmos que mu- danças queremos, quais são as ferramentas que temos e pro-curarmos pelas possibilidades de ações de advocacy nos dife-rentes espaços que existem em nossa vida em sociedade. Fechamento
Uma formação é como se fosse uma viagem, só que em vez de ser para um outro sítio, seria em direção a um determinado conheci-mento ou prática. Como em qualquer viagem, temos que decidir que transporte será utilizado. No nosso caso, a forma que utilizare- mos para chegar ao nosso objectivo é por meio de uma metodolo-gia: construtivista e participativa. Esta metodologia permite que se estabeleça uma relação mais aberta e horizontal entre as pessoas, promovendo debates menos formais e privilegiando e a troca de experiências. Atividade 2: Pré teste
Objectivos Duração Materiais Diagnosticar quais são os
conhecimentos e posturas pessoais que as
Iniciando as actividades
Módulo 1
Passo a passo
- Explique que, antes de começar a formação, cada participante deverá responder a algumas questões relacionadas aos temas da advocacy e VBG.
- Distribua as folhas (abaixo) e peça que as participantes preen-cham a folha individualmente.
- Explique que, na folha de pré-teste tem algumas afirmações e que os/as participantes devem fazer um X na coluna corres-pondente: e posicionar na sala da seguinte forma, sem fazer comentários:
C = se CONCORDAR D = se DISCORDAR
N = se NÃO TEM OPINIÃO FORMADA
- Recolha as folhas e pergunte se alguém gostaria de comentar alguma coisa sobre as perguntas. Explique que, ao final da for-mação este instrumeto será novamente utilizado como forma de percebermos as mudanças.
---Pré teste – Violência Baseada em Género e Advocacy Leia as afirmações abaixo e faça um X nas colunas, apontando se
concorda com a frase (C), se concorda mais ou menos (+ -) ou
não concorda (NC)
Afirmações C + - NC
1. A advocacy é fruto da luta das organizações governamentais
em conjunto com as agências das Nações Unidas e meios de comunicação.
2. A advocacy é um instrumento estratégico de comuni- cação formada por um conjunto de técnicas que obje-tivam ampliar a imagem das organizações junto aos seus públicos, para obter a cooperação dos segmentos de públicos dos quais depende.
3. A VBG é qualquer tipo de ação mediante a qual ho-mens ou mulheres, que tem ou tiveram algum tipo de relação de intimidade ou afectividade, impõem a sua vontade, obrigando a outra pessoa a agir de acordo com os seus desejos.
4. A violência baseada no género é a violência
direcio-nada a uma pessoa com base no seu sexo biológico, identidade de género ou à percepção de sua adesão a normas de masculinidade e feminilidade definidas so-cialmente.
5. A violência baseada no género é uma causa e uma
consequência da infecção pelo vírus da SIDA.
6. A VBG contra os homens acontece quando eles são pressionados a serem agressivos e ambiciosos mas, sobretudo, para que não tenham manifestações de ho-mossexualidade.
7. Não é possível fazer advocacy em países em que não
existe a democracia.
8. Para se estabelecer uma proposta de advocacy em
VBG, os meios de comunicação são os espaços mais importantes para influenciar, persuadir e impulsionar a população para a causa da VBG. 9. Por advocacy entende-se ações de defesa coletiva, po- lítica e pública, fundamentadas em valores e raciona-lidades favoráveis a interesses públicos, emergidos da sociedade civil organizada e não do Estado.
10. Um grupo de advocacy é aquele que exerce pressão
na esfera política, com vistas à influenciar, aberta ou secretamente, as decisões do poder público em favor de seus interesses.
---Iniciando as actividades
Módulo 1
Atividade 3: Contrato de convivência
Objectivo Duração Materiais
Estabelecer regras de convivência para que a formação seja agradá-vel e proveitosa para todos/as. ± 40 minutos Folhas de papel, folhas de flip chart; fita ade-siva e canetões. Passo a passo
- Peça aos participantes que formem grupos de até cinco pessoas e que elejam um relator ou relatora.
- Distribua duas folhas de papel e solicite que em uma delas se escreva: GOSTAMOS. Na outra folha, peça que escrevam:
NÃO GOSTAMOS.
- Explique que cada grupo deverá discutir, primeiramente, quais são as coisas que mais GOSTA ao trabalhar com um grupo. A relatora escreverá as respostas de todo o grupo nas folhas de papel, em formato de palavras-chave.
- Conforme os grupos terminarem, peça que façam a mesma coi-sa em relação às coiConforme os grupos terminarem, peça que façam a mesma coi-sas que NÃO GOSTAM que aconteça em um trabalho em grupo.
- Quando terminarem, fixe uma folha de papel grande na pa-rede com a palavra GOSTAMOS e peça que cada relatora leia as conclusões de seu grupo. Anote as palavras-chave sem repeti-las. - Quando todos os grupos tiverem suas conclusões anotadas,
leia todas as palavras em voz alta e sugira que, em conjunto, se faça uma frase sobre porque é bom se trabalhar em grupo. Anote a frase em uma outra folha.
- Em seguida, na folha do NÃO GOSTAMOS, utilize a mesma dinâmica em relação aos pontos levantados.
- Depois de ler as contribuições, sugira que, em conjunto, façam uma lista com as regras necessárias para que a convivência entre o grupo seja agradável e respeitosa.
- Deixe na parede a frase sobre por que é bom se trabalhar em grupo e o contrato de convivência.
- Abra para o debate, utilizando as seguintes perguntas: 1. O que é um grupo?
2. Na vossa opinião é melhor se trabalhar sozinha ou em
gru-po? Por quê?
3. É importante se estabelecer um contrato de convivência ao se iniciar um grupo de trabalho? Por quê?
4. Quais os outros grupos que fazem parte da nossa vida? Que
contratos de convivência nós temos com eles? Como este contrato foi determinado?
Fechamento
- Um grupo é formado por um conjunto de pessoas com carac-terísticas próprias, interagindo e se integrando e em constante transformação. Para um grupo funcionar bem, é preciso que as pessoas respeitem as opiniões umas das outras e que, mes-mo discordando, ouçam até o final o que as pessoas têm a dizer antes de argumentar contra. É importante evitar atitudes agressivas ou irônicas.
- Trabalhar em grupo é uma oportunidade de aprendizagem, uma possibilidade de trocar experiências e aprimorar a relação com as diferenças individuais. Também é uma possibilidade de se aprender a resolver os conflitos.
- Estabelecer um contrato logo de início é importante para se ga-rantir alguns princípios fundamentais para uma convivência que seja ao mesmo tempo respeitosa, democrática e prazerosa.
Iniciando as actividades
Módulo 1
Atividade 4: Género e poder
Objectivos D u r a
-ção Materiais Facilitar o reconhecimento das relações
de poder existentes no cotidiano; refletir sobre os aspectos da socialização femini-na e masculisobre os aspectos da socialização femini-na que transformam a dife-rença em desigualdade.
± 2 horas Papel e caneta.
Passo a passo
- Pergunte às participantes, o que lhes veem à cabeça quando escutam a palavra GÉNERO. Em seguida, faça o mesmo com a palavra PODER.
- Coloque as contribuições no quadro em forma de palavras--chave e explique que, nesta atividade, abordaremos a relação entre Género e Poder, ou seja, a distinção com base no sexo
biológico que transforma uma diferença em uma desigualdade,
a partir de um conjunto de regras, acordos, normas, valores, expectativas que governam as interações com o outro, criando formas de dominação, de submissão, de transformação de um sujeito, uma pessoa em um objeto. - Explique que a proposta é criar uma história em que essa re-lação de poder fique visível. Só que a técnica que utilizaremos para a construção dessa história é o teatro. Divida o grupo em quatro subgrupos e peça que, em 20 minu- tos, construam uma cena mostrando uma história que repre-sente essa relação. Quando terminarem, peça que cada grupo apresente sua cena e abra para o debate a partir das seguintes perguntas:
1. Em que situações as relações de poder se manifestam na família? De que forma?
2. E nas instituições? Como as relações de poder se manifes-tam nos espaços escolares, da saúde, do lazer, do esporte?
Fechamento
- As distinções biológicas serviram durante muito tempo para ex-plicar e justificar as mais variadas distinções entre as mulheres e os homens. Muitas teorias foram construídas para provar não só as distinções físicas, psíquicas, comportamentais entre os dois sexos como também para sinalizar que o exercício do po-der cabia exclusivamente aos homens.
- Nas últimas décadas, alguns estudos mostram que, na ver- dade, são as normas rígidas de género que, além de influen-ciar a maneira como homens e mulheres se comportam, ainda produzem diferenças em relação ao poder. Mostram também que essa desigualdade de poder também se refere a outros marcadores sociais: classe, raças/etnias, diversidade sexual, aparência física, gerações.
Folha de apoio: O que é poder?
Geralmente quando pensamos em ‘poder’, o que vem à nos-sa cabeça é ter o controle sobre alguém ou uma situação de maneira negativa, geralmente associada ao uso de re-pressão, força, corrupção, discriminação e abuso. Quando usamos este tipo de poder, não reconhecemos que todas as pessoas têm direitos, independentemente de género, classe, etnia e orientação sexual. Este é o chamado poder sobre. No entanto, existem outros tipos de poder:
Poder com: baseia-se na força coletiva – ter poder com
outras pessoas ou grupos, encontrar um ponto comum en-Iniciando as actividades
Módulo 1
no apoio, na solidariedade e na colaboração.
Poder para: refere-se à habilidade para conformar e
in-fluenciar a própria vida. Significa ter recursos, ideias, co-nhecimentos, ferramentas e habilidades para convencer a si mesmo e aos outros para fazer algo.
Poder interior: está relacionado aos sentimentos de
au-toestima e de autoconhecimento de uma pessoa. Ou seja, implica em ter um sentimento de autoconfiança e de valori- zação de si mesmo. Inclui-se nesta forma de poder a habi-lidade de imaginar uma vida melhor para si, ter esperança ou a sensação de mudar o mundo, e ainda a consciência de que temos direitos como todos os seres humanos.
Trabalhar a promoção da equidade de género significa questionar assimetrias de poder presentes em todas as re-lações de nossa sociedade para que as pessoas possam ter acesso a diferentes espaços, bens e serviços sem serem julgadas e podendo viver sua sexualidade ou seu desejo sexual, livres de qualquer tipo de preconceito.
Avaliação do módulo
Objectivos Duração Materiais Perceber os
sentimen-tos utilizando cores.
± 20 minutos Música relaxante, cartões de cores diferentes, folha de flip chart e fita adesiva
Passo a passo
- Coloque a música e peça aos/às participantes que fechem os olhos e concentrem-se, procurando perceber qual o sentimento que surge
- Após cerca de um minuto, peça que escolham, em silêncio e individualmente, um quadrado colorido de papel cuja cor se relacione com o sentimento predominante.
- Em seguida, solicite que formem subgrupos de acordo com a cor escolhida, onde cada pessoa explicará a relação que fez entre a cor e o seu sentimento.
- Coloque uma folha de papel grande na parede e, solicite que colem seus quadrados na folha e escrevam os sentimentos que surgiram.
Iniciando as actividades
Módulo 2
Advocacy, o que é?
Mó
dulo
2
Atividade 5 – O que é advocacy?
Objectivos Duração Materiais Discutir os diferentes conceitos
so-bre advocacy e sua importância.
± 1 hora Lista com as definições de advocacy para todas. Passo a passo - Distribua para as participantes, uma lista com várias definições de advocacy. - Peça que, em grupo, leiam as definições, escolham a que acre-ditam ser a melhor e, caso achem necessário, escrevam uma nova definição que julguem mais adequada. - Ao final, peça que cada grupo apresente a sua definição. - Abra para o debate a partir das seguintes questões:
1. Em vossa opinião, quais são as causas das mulheres
cabo-verdianas?
2. Que pessoas, grupos ou instituiçções que fazem ações de
advocacy em Cabo Verde? Como fazem?
3. Quais seriam as causas que mais mobilizariam as mulheres
em nosso país?
4. Como as organizações de mulheres podeeriam influenciar
outras pessoas e/ou instituições a apoiar a causa da VBG?
Fechamento
- Buscando na literatura, existem vários conceitos sobre o que vem a ser advocacy. O que elas têm em comum é que toda atividade de advocacia implica em apresentar argumentos a favor de uma causa particular valendo-se de informações cla-ras e precisas, habilidades de persuasão e do planejamento de atividades estratégicas.
queremos mudar, que problemas existem, como vamos medir o êxito ou o fracasso de nossas ações, os objectivos e as ativi-dades que serão realizadas.
Folha de apoio - Conceitos de advocacy
O conceito de Advocacy está ligado às ONGs, quando es-tas organizações alcançaram importância mundial fazendo--se representar nas Conferências Internacionais das Nações Unidas, paralelamente à representação oficial dos países. É um novo conceito para expressar a ação propositiva de organizações não governamentais, distinguindo-a de outros tipos de ação política, como a realizada pelos partidos polí-ticos e pelos movimentos sociais.
Advocacy é, constitutivamente, uma ação estratégica que visa realizar/contribuir para mudanças nas instituições, nas relações e práticas sociais, as quais demandam e produzem mudanças de valores e de mentalidades. Nesse sentido, considera-se que legislação e políticas públicas constituem vias privilegiadas de mudanças, as quais, nas sociedades democráticas, são cada vez mais compartilhadas com os movimentos sociais e as organizações não governamentais. Advocacy mudançasnas políticas, na legislação e nas práticas realizadas por indivíduos, grupos e instituições influentes. Advocacy Advocacy corresponde às tentativas de influenciar o clima político, as decisões sobre políticas, programas e orçamentos, as percepções públicas sobre normas sociais, o envolvimento e o apoio da sociedade para um determina-do tema ou causa, por meio de um conjunto de ações bem
Advocacy, o que é?
Mó
dulo
2
relacionamentos sociais e a relação com o poder, fortale-cendo a sociedade civil e criando espaços democráticos. ma determinada causa ou questão, estando relacionado à conquista de um direito, visa criar atitudes positivas entre os que tomam decisões e lideranças para que o apoio políti-co e os recursos necessários possam ser mobilizados.
Atividade 6 – Roda de conversa
Objectivos Duração Materiais
Conhecer as ações de advocacy que já fo-ram ou são realizadas nas diferentes ilhas do país.
± 1 hora Papel e caneta
Passo a passo
- Com antecedência, organize um círculo com as cadeiras, de modo que todas as pessoas se vejam.
- Explique que a ideia agora é se fazer uma roda de conversa sobre as ações e políticas voltadas para a VBG que já aconte-cem no país. Solicite que uma das participantes seja a relatora, colocando no papel tudo o que foi apresentado durante a roda de conversa.
- Quando terminar a discussão, peça que a relatora leia o que escreveu e que as outras pessoas complementem.
- Abra para o debate, a partir das seguintes questões:
1. A partir desta discussão, quais são os documentos legais que podem facilitar a construção de uma ação de advocacy em VBG no país?
2. Com quem contamos?
3. Quem são nossos opositores? 4. Por onde podemos começar?
Fechamento
- Quando nos propomos a elaborar uma ação de advocacy, exis-tem algumas “ferramentas” que se precisa levar em conta: a equipe, o financiamento, a investigação , o monitoramento e a avaliação.
- Quando falamos de equipe, nos referimos ao conjunto de pes- soas que, no caso da ação de advocacy, estejam comprometi-das atuando a favor de uma estratégia de influência política em um dado momento e contexto. Falar de equipe é falar de todas aquelas pessoas que tem legitimidade para atuar em nome de uma causa e de um grupo social.
- Compor uma equipe significa somar talentos e habilidades es- pecíficas. Por isso, a conformação da equipe tem como premis-sa que os trabalhos não são valorizados de maneira hierárquica e que todos são necessários para influir de maneira eficaz. Uma ação de advocacy requer:
1. Uma população com uma necessidade/um problema 2. Um grupo impulsor 3. Uma estratégia 4. Uma análise clara do problema 5. Um grupo de apoio significativo 6. Forte organização e liderança 7. Mobilização e ação visíveis Avaliação do módulo
Objectivos Duração Materiais
Advocacy, o que é? Mó dulo 2 Passo a passo - Distribua 3 cartões (um de cada cor) para cada participante e peça que respondam as seguintes perguntas:
Azul: O que gostei mais nesta atividade? Amarelo: O que gostei menos nesta atividade?
Rosa: O aprendi nesta atividade que levo para a minha vida?
- Recolha os cartões, coloque-os em um saquinho, embaralhe e peça a cada pessoa que retire três cartões de qualquer uma das cores.
- Peça que as/os participantes que tiraram cartões azuis leiam o que foi escrito e registe no quadro formando uma primeira coluna. Faça o mesmo com os cartões amarelos e rosa.
- Ao final, leia as respostas para cada uma das perguntas e, jun-to com o grupo, avalie os resultados do dia de trabalho.
Módulo 3
Advocacy na prática
Advocacy na prática
Módulo 3
Actividade 8 – Ciclo de Advocacy
Objectivo Duração Materiais Apresentar o passo a passo
para se construir uma campa-nha de advocacy em VBG.
2 horas Data show, computador, apresentação com o ciclo de advocacy. Passo a passo - Inicie explicando que, em todo o mundo, existem muitas pes-soas que se organizam para lutar por alguma causa que lhes digam respeito. - No entanto, muitas vezes, não conseguem chegar a bons re-sultados, por não terem um bom planejamento e estratégias factíveis.
- Os especialistas na área costumam dizer que, para se fazer advocacy, é preciso uma série de passos como mostra esta imagem:
- Explique cada uma das etapas (folha de apoio) e informe ao grupo que, a partir de agora, a ideia será trabalhar a advocacy na prática, desenvolvendo um plano de trabalho e um plano de comunicação. Fechamento
- A advocacy é, na maioria das vezes, um processo coletivo e conscientemente planejado. No entanto, também é bastante flexível. Ou seja, algumas vezes, surgem oportunidades que demandam que todo o processo de elaboração da ação de ad-vocacy seja revisto e/ou modificado. - Um grupo ou organização que queria trabalhar para conseguir qualquer mudança específica no âmbito da VBG deve, em um primeiro momento, planejar exatamente como conseguir esta mudança. Este grupo deve levar em consideração quais as pes-soas com poder para realizar essas mudanças e quem pode influenciá-las. - O planejamento começa muito antes da implementação da es-tratégia. A maior parte deste trabalho acontece gradualmente e requer consultas constantes a outras organizações e pessoas. - A revisão e o ajuste regular dos planos são mecanismos para se manter adaptável, e consequentemente, eficaz. - Antes mesmo de começar as acções, é importante traçar es-tratégias de monitoramento dos planos e acompanhamento de sua implementação.
Folha de apoio – Etapas para se construir uma
pro-posta de advocacy em VBG
Advocacy na prática
Módulo 3
Etapa 2 – Definição do tema
O tema é uma parte específica da VBG. É o tema que será trabalhado pelas ações de advocacy.
Etapa 3 - Produção de dados e informações
A produção de dados sobre a VBG é de vital importância compreender todas suas dimensões da VBG. Somente assim poderemos ampliar nossa argumentação e analisar quais as alternativas que temos.
Etapa 4 - Definição de metas e objectivos
A meta e os objectivos devem ser propostos com base nas mudanças que almejadas, favorecendo alcançar os resulta-dos concretos e claros em benefício das mulheres.
Etapa 5 - Identificação de tomadores de decisão e aliados
São as pessoa que queremos influenciar para que nos apoiem. Os tomadores de decisão são aqueles que tomam decisões relacionadas às políticas públicas. Os aliados são as organizações ou indivíduos que estão comprometidos em apoiar nossa causa.
Etapa 6 - Elaboração Plano de Trabalho
O próximo passo no processo da construção da estratégia de advocacy A partir da pergunta “O que podemos fazer?”, cada pessoa anota possíveis ações, escrevendo uma ação em cada folha de papel.
Em seguida, colocam-se as ações sugeridas em uma se- quência lógica: Por onde começamos? O que fazemos de-pois?
Etapa 7 - Comunicação em advocacy e identificação de recursos
Passos a considerar na implantação de um plano de comu-nicação de advocacy:
ü Qual é o ponto principal que a organização quer comu-nicar aos públicos-chave (tomadores de decisão/público em geral)?
ü Quem irá transmitir a mensagem? ü Qual é o propósito da mensagem?
ü Quais seriam os canais de comunicação mais apropria-dos para se chegar aos públicos-chave?
ü Quando será divulgada a mensagem? ü Onde a mensagem será divulgada?
Etapa 8 –Monitoramento e avaliação
advocacy. O monitoramento fornece a informação necessá- ria para o desenho, implementação, administração e avalia-ção do processo de advocacy. Já a avaliaria para o desenho, implementação, administração e avalia-ção é o processo de coleta e análise de informações para determinar se o objectivo da acção de advocacy está a ser alcançado.
Actividade 9 - Identificando o problema
Objectivo Duração Materiais Aprofundar a discussão sobre os
problemas das mulheres no âmbito da SSR, selecionando um para ser desenvolvido.
2 horas Folhas de apoio para todas/os, canetas.
Passo a passo
- Inicie a actividade perguntando ao grupo o que é um problema. - Coloque no quadro a definição do que vem a ser um problema
Advocacy na prática
Módulo 3
Um problema é uma situação que afecta negativa-mente a qualidade de vida provocando mal estar ou frustração nas pessoas. Os problemas se relacionam com carências, necessidades não satisfeitas ou preo-cupações.
- Informe que, nesta actividade, se trabalhará na identificação de problemas que afectam a vida das mulheres e homensdevi-do a VBG.
- Proponha uma chuva de ideias em que todas digam a primeira coisa que lhes veem à cabeça quando escutam o termo Violência
baseada no Género.
- Escreva as contribuições no quando ou em uma folha de flip chart . Leia as respostas do grupo e pergunte quais foram as razões que as levaram a defender os direitos das mulheres. - Peça que formem três grupos e que cada um escolha um tema específico dentro da VBG. Por exemplo, a VBG no namoro ou a violência que sofrem as rabidantes que vão a Fortaleza fazer compras. - Cada grupo deverá analisar o problema (folha de apoio) e, em seguida, apresentá-lo para todos/as os/as participantes da ac- tividade. A partir dessas apresentações, será realizada uma vo-tação secreta para a escolha do problema de advocacy a ser desenvolvido durante a oficina.
- Enfatize que a escolha de um problema não significa que os outros não sejam necessários de abordar.
Fechamento
- Apesar da coleta de dados ser uma tarefa que deverá ser feita durante toda a acção de advocacy, quando se busca identificar os problemas é necessário que se tenham dados sobre VBG e
que esses dados sejam analisados. Sem estes dados, dificil-mente, se conseguirá fundamentar uma proposta baseada em um contexto específico.
- Para o desenho de uma estratégia de advocacy o primeiro pas-so é identificar e priorizar alguns problemas que poderiam ser melhorados ou minorados através da incidência política. Es-ses problemas relacionam-se com a visão de sociedade que se quer alcançar e a solução que se busca, em longo prazo, para a transformação da realidade nessa direção.
- Uma maneira de priorizar e analisar os problemas envolve o exame das causas, consequências e soluções que podem ser alcançadas através da ação de advocacy. Uma boa análise do problema é fundamental para decidir sobre o propósito da promoção e defesa, seus objectivos e metas.
- A análise das causas do problema vai ajudar na identificação dos aspectos críticos para os quais vai ser dirigida a ação en-quanto que a análise das consequências nos ajuda a identifi- car melhor a população mais afectada pelo problema e a elabo-rar argumentos a favor da proposta de solução para o mesmo.
Folha de apoio – Análise do problema
Situações indesejáveis Razões para a exis-tência do problema
Situações desejá-veis
Advocacy na prática
Módulo 3
Actividade 10: Definindo metas e objectivos Objectivo Duração Materiais Construir uma meta e dois
ob-jectivos específicos em VBG para as mulheres, identificando as audiências.
1h30 Cartões; folhas de apoio; tesouras; papéis colori-dos; revistas, fita adesiva. Passo a passo - Relembre que, na actividade passada, o problema já foi identi-ficado, analisado e algumas soluções já foram apontadas. - Agora é o momento de partir para a elaboração de uma meta e de dois objectivos específicos sobre VBG para mulheres. - Explique que em advocacy a meta é onde queremos chegar, ou seja, melhorar, eliminar, modificar um problema que assu-mimos defender e promover, em uma realidade concreta e em longo prazo, mas dentro de um tempo determinado (geralmen-te de 5 a 10 anos). - Explique que os objectivos, por sua vez, são específicos, de curto prazo (um ou dois anos) e a ação orientada para um de-terminado alvo.
- Peça que formem os mesmos três grupos da actividade anterior e que construam uma meta e dois objectivos de advocacy. - Quando terminarem, peça que os grupos apresentem suas con- clusões e, em conjunto, escolham as melhores metas e objec-tivos. Fechamento - Ao estabelecer a meta, é fundamental assegurar que elas se- jam realistas. As respostas às seguintes questões podem auxi-liar no estabelecimento desta meta:
nos-sos grupos de apoio ou grupos de interesse? Quem são nossos aliados?
⇒ Quais são os recursos humanos, materiais e financeiros que aportamos como grupo de advocacy?
⇒ São nossas metas alcançáveis, dados nossos recursos? ⇒ Quem são nossos opositores? Possuem mais recursos
do que nós?
⇒ Quais são os obstáculos que podem surgir para a ob-tenção de nossas metas? É possível superá-los?
- Ao elaborar uma meta é importante observar se ela é especí-fica, realista, mensurável e se foi definido um tempo para sua verificação. Estes são alguns itens que poderão ajudar a verifi-car se a meta estabelecida terá possibilidades de ser alcançada. - Para uma acção de advocacy efectiva é fundamental que os
ob-
jectivos sejam claramente definidos desde o início e que se es-tabeleçam metas de curto, médio e longo prazos, bem como que possam estimular o avanço da ação e tornar possível medir e ava-liar os sucessos alcançados no decorrer de sua implementação.
Actividade 11 – Audiências e mapa do poder Objectivo Duração Materiais Visualizar e conhecer as posições
das instituições e grupos e como estas posições afectam ou podem afectar nossas ações de advocacia.
1h30 Cartões ou papel colo-ridos, folhas de apoio, tesouras, fita adesiva ou cola.
Advocacy na prática
Módulo 3
indiferentes ou se opõe a causa que decidimos promover ou defender. - Explique, também, que as audiências podem ser: Primárias: são as que decidem ou seja as que têm a respon- sabilidade de fazer as leis políticas. Por exemplo: os congres-sistas, ministros etc. Secundárias: são as que influenciam a favor ou contra o que estamos defendendo. Por exemplo: a família, a igreja, os meios de comunicação, líderes comunitários etc. - Peça que voltem para o último grupo que participaram e que a partir da meta e dos objectivos definidos, selecionem as audi-ências (primária e secundária) considerando as que, na opinião da equipe, estão contra ou a favor de suas propostas. - Entregue a folha de apoio -Identificação da audiência, para ser preenchido
- Peça que todas/os apresentem suas conclusões e façam um quadro único com as contribuições. - A partir da identificação das audiências, o próximo passo é a construção de um mapa do poder. - Apresente o mapa do poder (folha de apoio) e forme dois gru-pos. Informe que o primeiro grupo trabalhará com o objectivo 1 e o segundo com o objectivo 2.
- Distribua os cartões ou papéis coloridos e peça que o grupo recorte: bolinhas, triângulos e quadrados. Cada figura geomé-trica terá uma cor.
- Distribua uma folha de flipchart para cada grupo e peça que: 1. copiem o mapa na folha que receberam;
2. escrevam o objectivo de advocacy na primeira linha; 3.
escrevam o nome/posição da audiência-primária na se-gunda linha
institui-ções e indivíduos que têm interesse em sua acção de advocacy
5. para cada ator (instituição ou pessoa), cortem um sím-bolo no papel em forma de uma figura e legende; 6. coloquem o símbolo no mapa no lugar apropriado
(apoio, neutro ou oposição) para refletir e visualizar onde este ator está em relação a seu objectivo.
- Quando os grupos terminarem, peça que cada um apresente sua construção e abra para perguntas e sugestões.
Fechamento
- As audiências são os atores sociais que decidem, influem, condicionam,
são indiferentes ou se opõe a causa que decidimos promover ou defender.
- O mapa do poder é um desenho que nos permite visualizar e conhecer as posições das instituições e grupos a forma como estas posições afectam ou podem afectar nossas ações de ad- vocacy. O mapa deve prover informação rápida sobre as rela-ções entre estes distintos autores e nossa causa, assim como as relações de poder, econômicas e sociais que se dão entre eles. - A realização do mapa tem por objectivo compreender a dinâ- mica das motivações dos sistemas e atores sobre os quais de-sejamos exercer influência. Essa compreensão exige ampliar o entendimento que temos do complexo conjunto de atores que definem as políticas públicas. Este conjunto pode incluir, em qualquer país, diversos ministérios ou agências governamen-tais, autoridades locais, regiões autônomas, municipalidades ou outras estruturas do governo local, agências internacionais. - O mapeamento não só facilita o processo técnico como também
Advocacy na prática
Módulo 3
Folha de apoio – Identificação das audiências
Audiências Primárias Audiências Secundárias
Folha de apoio – Mapa do poder
Objectivos de advocacy: 1 - _____________________________________________________ 2 - _____________________________________________________ Audiências:_____________________________________ l l l l l l l l l l l l
Apoio Neutro Oposição _______________________________________________
Avaliação do módulo
Objectivos Duração Materiais
Relaxar, trocar experiências e emo-ções ± 20 minutos Quadro e canetões. Passo a passo - Peça às pessoas que fiquem de pé, que caminhem pela sala e que, depois de algum tempo, formem um círculo. - Peça que deem as mãos, que olhem umas para as outras e que, em seguida, no sentido horário, respondam às seguintes per-guntas usando apenas uma palavra como resposta a cada uma das perguntas: o que aprendeu de novo nessa atividade? Como se sentiu participando dessa atividade?
- Registre as respostas em 2 colunas e, ao final, responda tam-bém qual foi o seu aprendizado e como se sentiu.
Advocacy na prática
Módulo 4
Plano e trabalho
Módulo 4
Plano de trabalho
Actividade 12: Plano de trabalho
Objectivos Duração Materiais Desenvolver um plano de
trabalho para uma campa-nha de advocacy no âmbito da VBG.
± 4 hs Papel e caneta; folhas de flipchart; canetões de ponta grossa; folhas de apoio.
Passo a passo
- Antes de iniciar a actividade, organize e adeque todos os passos que já foram construídos nos dias anteriores (identi-ficação do problema, meta, objectivos, audiências, mapa do poder).
- Inicie a actividade fazendo uma revisão de todos os passos que foram dados até aqui para a construção de uma proposta de advocacy em VBG.
- Pergunte às/aos participantes quais as dúvidas que elas/eles têm e as esclareça. Pergunte, também, se há consenso sobre o que foi construído e se alguém tem alguma proposta de mudança. - Coloque na parede a construção organizada e informe que, os próximos passos são a construção de um plano de traba-lho e de um plano de comunicação. - Informe que, para fazer o plano de trabalho, necessitamos discutir os dois objectivos de advocacy que foram elaborados anteriormente para vermos se estão suficientemente claros e o que cada pessoa acredita que seja necessário para se atingir cada um daqueles objectivos. Em dois quadros dife-rentes (um por objectivo) coloque as sugestões das e dos participantes.
objectivo para cada grupo desenvolver a partir das colabo-rações que foram dadas por todos/as. Entregue a folha de apoio – Plano de trabalho de advocacy para que elas/ese explique como completá-la:
⇒ um plano de trabalho em advocacy facilita a identi-ficação de cada passo a ser dado para alcançar os objectivos;
⇒ as/os participantes poderão começar escrevendo o objectivo que vão desenvolver no começo da folha; ⇒ em seguida poderão descrever as actividades
neces-sárias para se alcançar os objectivos de advocacy em VBG. Elas/es poderão incluir informações sobre como as mensagens chegarão à audiência etc.;
⇒ para cada actividade, o grupo deverá identificar os recursos que serão necessários para apoiar aquela actividade. Os recursos poderão ser materiais, recur-sos humanos ou tecnológico.
⇒ para cada actividade, as/os participantes deverão iden-tificar quem seriam as pessoas responsáveis para fazer aquela actividade acontecer;
⇒ também deverão assinalar o tempo necessário e o prazo para que cada actividade seja realizada.
- Informe que elas/es terão uma hora para trabalhar no plano e que depois cada grupo apresentará seu plano para discus-sões e comentários.
- Conforme as discussões aconteçam, peça que uma pessoa do grupo tome nota das sugestões e comentários que o outro
grupo e as facilitadoras fizeram. Quando terminar a discus-Módulo 4 Plano de trabalho - Junto com as/osparticipantes, faça as novas alterações ne-cessárias para que o plano fique adequado e completo. - Quando todas/os estiverem satisfeitos, apresente o conceito de avaliação:
Avaliação é o procedimento por meio do qual se comprova se os resultados esperados foram atin-gidos ou não; propõe-se correções e se extraem aprendizagens. - Explique que é importante se avaliar a ação durante toda a sua implementação e também ao seu término. - Junto com as/os participantes, preencha as duas primeiras colunas da folha de apoio 16 – Plano de monitoramento e avaliação. - Junto com as/os participantes, una cada um dos passos tra-balhados na ação de advocacy, escolha algumas pessoas e ensaie a apresentação para as/osconvidados a quem serão apresentados a proposta no dia seguinte. Fechamento
- Às vezes acontece que, no momento de imaginar e planejar, as pessoas queiram fazer mais do que podem. É necessário ser realista pois um planejamento inadequado pode levar a frustrações e fracassos.
- Cada actividade tem, em si, um conjunto de tarefas. É impor-tante assinalar cada actividade com suas respectivas tarefas para saber o seu tamanho, definir tempo e os recursos neces-sários, além de estabelecer as/osresponsáveis por cada ação. - Os recursos se referem a todos os elementos que se
neces-sitam para realizar as actividades. Estes podem ser humanos (horas de trabalho dos integrantes ou pessoas que apoiam a proposta); materiais (elementos físicos que tornam possíveis a realização da actividade) e financeiros (dinheiro necessário para a obtenção de recursos materiais e humanos que o gru-po não possui e que são vitais para desenvolver a actividade) - Visualizar quanto tempo pode levar determinada tarefa per-mite ao grupo dimensionar as actividades e organizar-se com maior grau de realismo. É muito importante definir este aspec-to com a maior clareza possível, pois geralmente, se tende a pensar que as coisas são resolvidas em menor tempo.
- Quando uma pessoa do grupo assume a responsabilidade frente a uma actividade, não significa que só ela tem que fazer este trabalho. Sem dúvida estará mais envolvida que as demais pessoas, mas o restante do grupo também está comprometido.
- O plano de trabalho é um instrumento que permite organi- zar o que se pretende fazer. É preciso se ter claro que qual-quer actividade, tarefa, tempo, recursos e responsabilidades poderão ser modificados em função do que está ocorrendo e dos resultados do monitoramento ou da avaliação (que deve ser feita sistematicamente). - Monitorar é seguir, acompanhar a rota das actividades pro-gramadas para saber se estamos conseguindo os objectivos a que nos propomos. Todas as ações necessitam uma revisão permanente segundo os objectivos que temos proposto, as-sim poderemos ajustar o que seja necessário, reorientando alguns aspectos e fortalecendo outros.
- Avaliar é um processo através do qual pode ser comprovado
se os resultados esperados foram atingidos ou não; propon-Módulo 4 Plano de trabalho Folha de apoio – Plano de Trabalho em Advocacy Objectivo de Advocacy n° _____: ... ... Plano de Trabalho
Actividade Tarefa Recursos necessários Responsáveis Tempo/ Prazo Folha de apoio – Plano de Acompanhamento Objectivos Actividades a serem realizadas Resultados esperados Actividades executadas Resultados obtidos
Actividade 13 – Como e o que comunicar
Objetivos Duração Material
Refletir sobre o significado da comu-nicação nas ações de advocacy e os elementos necessários para o dese-nho de uma estratégia comunicativa junto às audiências.
± 2 hs flipchart, papel, mar-cadores; folhas de apoio.
Passo a passo - Informe às/aos participantes que, nesta atividade, serão fo- calizados vários aspectos ligados à comunicação e a elabo- ração de mensagens de advocacia persuasivas e de identifi-cação dos canais de comunicação existentes em Cabo Verde. - Explique que uma estratégia de comunicação exige um pla-nejamento que contemple o seguinte modelo: ação • persuasão • motivação • informação - Informe que, agora, a ideia é desenvolver mensagens para os meios de comunicação - Peça que se dividam em 2 grupos. Um deles vai desenvolver uma mensagem para ser divulgada na rádio e outro para a televisão.
- Essas mensagens devem ser elaboradas e apresentadas den-tro do seguinte modelo:
⇒ Ideia central– deve estar contemplada a essência da mensagem por meio de uma frase que cause impacto. ⇒ Evidência – apoia a ideia central com alguns fatos.
Módulo 4
Plano de trabalho
- Faça, também, uma rápida chuva de ideias sobre as diferen-tes formas de se divulgar uma mensagem e as coloque no quadro.
- Informe que cada grupo terá 15 minutos para preparar sua mensagem e um minuto para apresentá-la.
- Quando os dois grupos tiverem apresentado suas mensa-gens, faça o papel de um jornalista e faça perguntas tal qual esses profissionais costumam fazer.
Fechamento
- Um elemento básico de qualquer campanha de advocacyé ter um plano de comunicação com mensagens-chave, públicos e estratégias claramente definidos para alcançar estas audiências. É importante que todas as pessoas envolvidas entendam o plano, a sua lógica e seu papel para apoiá-lo.
Folha de apoio
Passos para se elaborar um plano de comunicação Passo 1. Definir a mensagem-chave.
Sua mensagem central ou chave deve ser aquela que é comunicada simples e consistentemente, seja em uma entrevista de rádio ou por cima do muro do quintal. A mensagem-chave deve ser facilmente adaptada para vá-rios públicos: familiares, profissionais da saúde, gestores/ as, educadores/as ou legisladores. Este conjunto de men-sagens centrais servirão de base para as apresentações a grupos, artigos em boletins informativos, comunicados à imprensa, cartas ao editor e outras comunicações.
Passo 2. Público. Uma vez que o objetivo esteja claro, construa uma rede de relacionamentos com pessoas diversas. Inclua também a população jovem que possui bastante potencial para re-passar as mensagens de VBG para seus familiares. Passo 3. Identificar estratégias de comunicação. Existem três tipos principais de estratégias de comuni-cação:
• Divulgação a grupos específicos • Contatos pessoais
• Meios de comunicação
No desenvolvimento do plano de comunicação, pense com cuidado sobre a melhor forma de chegar a audiência primária. Uma visita a um gestor/a ou uma carta pes-soal tem mais peso do que um folheto de mala direta. A comunicação pessoal é também a que consome mais tempo, por isso ter uma rede de advocacy com membros prontos e dispostos a falar é muito importante. A divul-gação a grupos específicos –mulheres, jovens, pessoas idosas, jornalistas etc - pode ser uma maneira eficaz de atingir públicos que compartilhem interesses e preocupa-ções particulares. É importante estar preparada/o para responder a quais- quer perguntas que possam surgir. Ter porta-vozes efica-zes é fundamental para programas de rádio e TV, onde a aparência pessoal e habilidade de falar são importantes para transmitir a mensagem com sucesso.
Módulo 4
Plano de trabalho
e anúncios, publicação de artigos de opinião nos jornais locais, entrevistas no rádio e na TV e palestras dirigidas. Considere o seguinte ao decidir que estratégias usar:
ü QUEM é o público e qual é a mensagem chave para esse público?
ü QUAL é a melhor forma de transmitir a informação para o público que se quer alcançar? Rádio, TV, mala direta ou outro?
ü POR QUE essa é a melhor estratégia para esse pú-blico?
Passo 4. Parcerias e Coligações
Recrutar outras organizações com preocupações comuns que endossem sua posição para
divulgar sua causa é uma das formas mais eficazes para transmitir sua mensagem. A construção de uma coalizão de grupos focados em uma iniciativa conjunta pode ser particularmente eficaz para ganhar credibilidade e influ-ência com os gestores.
Novas tecnologias de comunicação
A internet e os telemóveis oferecem novas e rápida opor-tunidades para transmitir a mensagem da advocacy em VBG. Uma lista de endereços eletrônicos para aqueles/as que desejam receber notícias de campanhas online, in-centivando os apoiadores a divulgar as mensagens. Uma mensagem da campanha mais curta também poderá ser enviada utilizando os recursos dos telemóveis e sítios de relacionamento. A construção de um blog é, também, uma forma de atrair as pessoas.
Os podcastsarquivos de áudio atualizados regularmente
que são postados em um blog ou sítio, especialmente os mais jovens que querem as suas informações de uma maneira nova, usando iPods ou outros tocadores de MP3. O uso de redes sociais também pode ser interessante para divulgar as campanhas. Nesses meios de comunica-ção, geralmente, as notícias se espalham rapidamente e acessam pessoas dos mais diversos lugares.
Outra possibilidade é produzir vídeos curtos que possam ser disponibilizados gratuitamente na internet ou es-palhados via aplicativos para telemóveis, a exemplo do
What’sApp.
Atividade 14 – Pós teste
Objectivos Duração Materiais Diagnosticar quais são os
conhecimentos e posturas pessoais que as participan-tes já possuem Advocacy.
± 20 minutos folha de questões, lápis
Passo a passo
- Relembre que, antes de começar a formação, cada partici-pante respondeu a algumas questões relacionadas aos temas da advocacy e VBG.
- Distribua as folhas (abaixo) e peça que as participantes pre-encham a folha individualmente.
Módulo 4
Plano de trabalho
C = se CONCORDAR D = se DISCORDAR
N = se NÃO TEM OPINIÃO FORMADA
- Recolha as folhas e pergunte se alguém gostaria de comen-tar alguma coisa sobre as perguntas. Explique que, ao final da formação este instrumeto será novamente utilizado como forma de percebermos as mudanças.
---Pós teste – Violência Baseada em Género e Advocacy Leia as afirmações abaixo e faça um X nas colunas, apontando se concorda com a frase (C), se concorda mais ou menos (+ -) ou não concorda (NC)Afirmações C + - NC
11. A advocacy é fruto da luta das organizações
governamentais em conjunto com as agências das Na-ções Unidas e meios de comunicação.
12. A advocacy é um instrumento estratégico de co-municação formada por um conjunto de técnicas que objetivam ampliar a imagem das organizações junto aos seus públicos, para obter a cooperação dos segmentos de públicos dos quais depende. 13. A VBG é qualquer tipo de ação mediante a qual
homens ou mulheres, que tem ou tiveram algum tipo de relação de intimidade ou afectividade, im-põem a sua vontade, obrigando a outra pessoa a agir de acordo com os seus desejos.
14. A violência baseada no género é a violência
di-recionada a uma pessoa com base no seu sexo biológico, identidade de género ou à percepção de sua adesão a normas de masculinidade e feminili-dade definidas socialmente.
15. A violência baseada no género é uma causa e
uma consequência da infecção pelo vírus da SIDA.
16. A VBG contra os homens acontece quando eles são pressionados a serem agressivos e ambiciosos mas, sobretudo, para que não tenham manifesta-ções de homossexualidade.
17. Não é possível fazer advocacy em países em que
não existe a democracia.
18. Para se estabelecer uma proposta de advocacy
em VBG, os meios de comunicação são os espaços mais importantes para influenciar, persuadir e im-pulsionar a população para a causa da VBG.
19. Por advocacy entende-se ações de defesa
coleti-va, política e pública, fundamentadas em valores e racionalidades favoráveis a interesses públicos, emergidos da sociedade civil organizada e não do Estado.
20. Um grupo de
advocacy é aquele que exerce pres-são na esfera política, com vistas à influenciar, aberta ou secretamente, as decisões do poder pú-blico em favor de seus interesses.
---Avaliação Final
Módulo 4 Plano de trabalho Passo a passo - Distribua a ficha com o pós-teste - Quando terminarem, recolha as fichas. - Relembre os objectivos da formação e distribua o questioná-rio com a avaliação final. - Peça que, individualmente, respondam as perguntas e que, caso tenham dúvidas, a chamem. - Quando todas/os terminarem, agradeça a participação.