• Nenhum resultado encontrado

REDES DE COMUNICAÇÕES MÓVEIS 2º Trabalho de Laboratório. DESEMPENHO E LIMITAÇÕES DE REDES SEM FIOS IEEE Introdução

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "REDES DE COMUNICAÇÕES MÓVEIS 2º Trabalho de Laboratório. DESEMPENHO E LIMITAÇÕES DE REDES SEM FIOS IEEE Introdução"

Copied!
6
0
0

Texto

(1)

Mestrado em Engª de Redes de Comunicações

REDES DE COMUNICAÇÕES MÓVEIS

2º Trabalho de Laboratório

3º ano, 1º semestre, 2010/11

______________________________________________________________________

Segunda-Feira, 16:30h

Alunos

__________

_____________________________________________________________

DESEMPENHO E LIMITAÇÕES DE REDES SEM FIOS IEEE802.11

1- Introdução

Para analisarmos o desempenho e limitações das redes IEEE802.11 neste trabalho, vamos comparar resultados obtidos, em situações controladas por nós, do desempenho da IEEE802.11a e IEEE802.11g.

A norma IEEE802.11a trabalha sobre o espectro de frequências dos 5GHz, com varaições diferentes para a Europa, EUA e Japão. Já a IEEE802.11g funciona nos 2,4GHz, frequência bastante povoada. Ambos utilizam OFDM(Orthogonal Frequency-Division Multiplexing), tendo os mesmos valores possíveis para os débitos totais(Mbps) idênticos: 6,9,12,18,24,36,48 e 54. A norma 802.11g pode ainda utilizar tecnologia existente na 802.11b, o DDSS (Direct Sequence Spread Spectrum), facto que não queremos que aconteça nesta actividade laboratorial pois iria afectar o desempenho da 802.111g.

2- Objectivos

Os objectivos deste trabalho são:

 Caracterização de uma rede local sem fios, IEEE802.11g e a;  Observação de fenómenos característicos – terminal escondido

3- Metodologia Experimental

Antes de realizarmos a actividade experimental no laboratório, foram decididos os pontos para preparação da mesma. Foram preparados scripts para acelerar todo o processo.

Nome

Número

João Salada

57849

Marco Alves

57846

Carlos Simões

57771

(2)

Assim, ficou decidido o seguinte:  Hardware a utilizar:

o Router WiFi Microtik o PC1 (Servidor Iperf)

 PC Laboratório

 Sistema Operativo: Ubuntu  Placa Ethernet

o Portátil 1

 Placa de Wireless: Intel PRO/Wireless 2200BG  Processador: Pentium M 1.6GHz

 Sistema Operativo: Ubuntu 10.04  Memória Ram: 786 MB

o Portátil 2

 Placa de Wireless: Intel®PRO/Wireless 3945ABG  Processador: Intel Core 2 Duo 2.2GHz

 Sistema Operativo: Ubuntu 10.04  Memória Ram: 2GB

 Software a utilizar:

o Configuração do AP: WinBox o Teste de conectividade: Ping o Medição do débito: Iperf

o Controlo do débito máximo: Iwconfig No decorrer do laboratório:

Tarefa 1– Configuração do Ponto de Acesso

Para iniciarmos os testes foi necessário configurar o AP 802.11. Foi utilizada uma ligação Ethernet ao mesmo e o WinBox, a partir do qual conseguíamos entrar no sistema do AP:

 Foi criada uma Bridge no AP, onde foram adicionada uma interface Wireless e uma Ethernet.

 A interface Wireless foi configurada da seguinte maneira: o Norma a utilizar: 802.11g ou 802.11a consoante os testes o Definida SSID com nome RCM-04

o Escolhido o canal a usar, tendo em conta o facto de este não estar a ser utilizado por nenhum outro AP e desse encontrar o mais distante possível de todos os outros. Foi utilizada a ferramenta de scan do AP para realizar a pesquisa.

o Desligado o RTS/CTS( mais tarde seria activado para realização de outros testes)  O DHCP, foi activado e configurado com a seguinte pool de endereços: 192.168.1.1/24 Tarefa 2 – Caracterização de Débitos

 Foi montado um servidor Iperf UDP e TCP no PC1, ligado ao AP por Ethernet. o Comando utilizado para servidor UDP

(3)

 iperf -su -B ‘ip do servidor’ -i 1; o Comando a utilizar para servidor TCP

 iperf -s -i 1

Tarefa 2.1 Débitos UDP/TCP sem Interfências (802.11g)

 Correu-se o Iperf num portátil ligado ao AP via Wireless: o Testado débito UDP com o seguinte comando:

 iperf –uc ‘ip do servidor’ –b 54MB –i 1 –t 60 o Testado débito TCP com o seguinte comando:

 iperf –c ‘ip do servidor’ –i 1 –t 120 -N o Procedimento repetido mas com RTC/CTS ligado

Tarefa 2.2 – Débitos UDP/TCP com influência de outro terminal

 O mesmo cenário da tarefa anterior, mas desta vez com outro portátil associado ao mesmo AP, enviando continuamente dados para outra instância o iperf via UDP no PC1:

o Foi utilizado o seguinte comando, para cria um servidor iperf a escutar noutra porta:

 iperf -su -B ‘ip do servidor’ -p 6001 -i 1  Repetidos os mesmos testes de cliente a partir do portátil.

Tarefa 2.3 – Débitos UDP/TCP em 802.11ª  Modificada no AP a norma para 802.11a.  Escolhido canal livre.

 Repetido processo explicado na tarefa 2.1.

4- Resultados Obtidos

Começámos por realizar os testes com o AP configurado para operar na norma 802.11g, estando representado no seguinte gráfico os 4 casos de teste.

(4)

Observa-se uma melhor prestação por parte do protocolo UDP, independentemente do facto de estar activado o mecânismo RTS-CTS, embora a presença deste último faça descer a prestação de ambos os protocolos.

Passámos em seguida para o teste com mais um portátil associado ao AP, para o qual obtivémos os seguintes resultados:

Aqui a situação altera-se para o caso do protocolo TCP, em relação à experiência anterior, que não sofre descida do débito por ter activado o mecânismo RTS-CTS.

Ao colocarmos um limite de 2Mb/s na interface de interferência, obtivémos os seguintes resultados:

(5)

Aqui nota-se uma melhor performance por parte do protocolo TCP, mas continuou-se a observar uma tendência que o mecânismo RTS-CTS afecta adversamente a performance das ligações.

Finalmente, realizou-se o teste semelhante ao primeiro, apenas alterando a norma utilizada pelo AP para 802.11a. Novamente, os resultados obtidos estão representados no gráfico seguinte com os 4 casos diferentes representados por barras diferentes.

Os resultados são, para todos os casos de teste, superiores aos registados para a norma 802.11b/g, havendo, porém, uma semelhança nas variações entre os casos de teste.

5- Análise de Resultados

1- Débitos UDP/TCP sem interferências

Como é sugerido pelo gráfico, uma ligação UDP obtém um maior débito face a TCP, visto ser um protocolo sem controlo de fluxo, e assim, consegue utilizar completamente os recursos oferecidos pelo canal ao máximo durante toda a transmissão.

Por outro lado, como o TCP opera com mecânismos de controlo de fluxo, a velocidade da transmissão varia ao longo do tempo, sacrificando a possibilidade de transmitir a um débito mais elevado durante mais tempo.

(6)

Finalmente, o mecânismo RTS-CTS, utilizado para reduzir colisões entre terminais a utilizar o mesmo meio para transmissão, causou uma diminuição nos débitos das transmissões, o que era esperado, visto serem trocadas mais mensagens por cada trama de dados 802.11.

2- Débitos UDP/TCP com influência de outro terminal

Para o primeiro caso desta experiência, verificou-se que ambos os protocolos sofrem redução nos débitos apresentados sem interferência, embora a redução seja menos acentuada para o protocolo UDP.

No segundo caso, ao limitarmos o ritmo da interface de rede a 2Mb/s, acabámos por gerar ainda mais tráfego, visto haver maior fragmentação dos pacotes. Notou-se aqui, que o protocolo TCP, através do seu controlo de fluxo, conseguiu ter menores perdas.

3- Débitos UDP/TCP 802.11a, sem interferências

Os resultados deste último deste apresentam uma distribuição semelhante em relação aos dois casos de protocolo de transporte utilizado, e a presença ou não de mecânismo RTS-CTS: UDP tem maiores débitos do que TCP, e em ambos os protocolos há uma queda de débito com a activação do mecânismo de RTS-CTS.

Porém, registaram-se débitos médios mais elevados do que no caso da primeira experiência, o que se pode dever ao facto de esta norma operar numa banda de frequências menos suspectiva a interferência de outros equipamentos (nomeadamente receptores Bluetooth ou telefones sem fios).

Finalmente, este teste mostra que nunca se terá um débito de 54Mbit/s, como aliás já havia sido notado nas aulas, visto haver algum overhead adicionado pela informação para manter a ligação aberta. Como tal, esperávamos um limite no débito de 32Mbit/s, e foi esse o resultado que obtivémos.

6- Conclusões

A norma 802.11g, sendo uma boa evolução da versão b, continua a sofrer do mesmo problema de utilizar uma banda de frequências já de si só bastante populada. De notar também, que comparada com a norma 802.11a, existe uma maior sobreposição de canais, o que origina uma influencia por parte de outros AP’s na zona. Mas ainda assim, é possível obter-se débitos mais que suficientes para a maioria das aplicações dos dias de hoje.

Este facto não se aplica à norma 802.11a, que opera num espectro menos populado, e vê-se menos afectada por interferências geradas por aparelhos externos à rede.

Porém, pelo facto de se utilizar um meio de propagação partilhado, quanto mais terminais estiverem ligados ao mesmo AP, pior será a prestação obtida do canal, embora isso possa ser amenizado com a utilização do protocolo TCP, de modo a que o débito seja ajustado de acordo com a congestão da rede.

Referências

Documentos relacionados

Também ocorreu visita ao Hotel Senac Barreira Roxa, bem como discussões sobre o Programa Estadual de Turismo e sinergias com o Projeto, reuniões com empresários do

Foi ainda emitida confirmação de que não são utilizadas quaisquer substâncias químicas tóxicas, cancerígenas, tóxicas para a reprodução e mutagénicas da

"tendo em vista a estrutura da incorporação pretendida, a Companhia entende que não se faz necessário o atendimento integral ao Artigo 264 da Lei 6.404/76 e à ICVM

Os maiores coeficientes da razão área/perímetro são das edificações Kanimbambo (12,75) e Barão do Rio Branco (10,22) ou seja possuem uma maior área por unidade de

2°) KERKHOFF, A.J., MORIARTY, P.E. The latitudinal species richness gradient in New World woody angiosperms is consistent with the tropical conservatism hypothesis. Avalie

a) há um continuum de padrões de liderança dado pelo grau de autoridade utilizado pelo líder e o grau de liberdade disponível para os subordinados. c) para tarefas rotineiras

A liquidação da despesa foi procedida com base na nota de empenho e no documento apresentado, onde consta a declaração do material e/ou serviço em