Estat´ıstica para Psicologia
Distribui¸c˜
oes de probabilidade
Jo˜ao Batista M. Pereira DME - UFRJ [email protected]
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Exemplo: Considere dois rel´ogios, que chamaremos de rel´ogio
discreto e rel´ogio cont´ınuo
• No rel´ogio discreto o ponteiro dos segundos se move
“pulando”de segundo em segundo: de 1 para 2, de 2 para 3, e assim por diante at´e 60
• No rel´ogio cont´ınuo o ponteiro se move de forma cont´ınua, sem “pular”de segundo em segundo
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Exemplo: Considere dois rel´ogios, que chamaremos de rel´ogio
discreto e rel´ogio cont´ınuo
• No rel´ogio discreto o ponteiro dos segundos se move
“pulando”de segundo em segundo: de 1 para 2, de 2 para 3, e assim por diante at´e 60
• No rel´ogio cont´ınuo o ponteiro se move de forma cont´ınua, sem “pular”de segundo em segundo
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Exemplo (cont.): Considere um experimento em que o rel´ogio
discreto ´e virado de cabe¸ca para baixo, de forma que n˜ao se sabe em qual segundo o ponteiro dos segundos se encontra • O funcionamento do rel´ogio ´e ent˜ao interrompido e verifica-se
em que segundo o ponteiro parou
• Defina X como sendo a vari´avel aleat´oria representando o segundo em que o ponteiro do rel´ogio discreto parou • Os valores poss´ıveis de X s˜ao 1, 2, 3, 4, . . . , 59, 60 • Portanto, X ´e uma vari´avel aleat´oria discreta
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Exemplo (cont.): Considere um experimento em que o rel´ogio
discreto ´e virado de cabe¸ca para baixo, de forma que n˜ao se sabe em qual segundo o ponteiro dos segundos se encontra • O funcionamento do rel´ogio ´e ent˜ao interrompido e verifica-se
em que segundo o ponteiro parou
• Defina X como sendo a vari´avel aleat´oria representando o segundo em que o ponteiro do rel´ogio discreto parou
• Os valores poss´ıveis de X s˜ao 1, 2, 3, 4, . . . , 59, 60 • Portanto, X ´e uma vari´avel aleat´oria discreta
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Exemplo (cont.): Considere um experimento em que o rel´ogio
discreto ´e virado de cabe¸ca para baixo, de forma que n˜ao se sabe em qual segundo o ponteiro dos segundos se encontra • O funcionamento do rel´ogio ´e ent˜ao interrompido e verifica-se
em que segundo o ponteiro parou
• Defina X como sendo a vari´avel aleat´oria representando o segundo em que o ponteiro do rel´ogio discreto parou • Os valores poss´ıveis de X s˜ao 1, 2, 3, 4, . . . , 59, 60
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Exemplo (cont.): Considere um experimento em que o rel´ogio
discreto ´e virado de cabe¸ca para baixo, de forma que n˜ao se sabe em qual segundo o ponteiro dos segundos se encontra • O funcionamento do rel´ogio ´e ent˜ao interrompido e verifica-se
em que segundo o ponteiro parou
• Defina X como sendo a vari´avel aleat´oria representando o segundo em que o ponteiro do rel´ogio discreto parou • Os valores poss´ıveis de X s˜ao 1, 2, 3, 4, . . . , 59, 60 • Portanto, X ´e uma vari´avel aleat´oria discreta
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Exemplo (cont.): Supondo que n˜ao se sabe nada a respeito de
onde o ponteiro dos segundos se encontra antes da
observa¸c˜ao de onde ele parou, ´e razo´avel assumir que cada valor tem a mesma probabilidade
• Assim, a distribui¸c˜ao de X ´e dada por
x 1 2 · · · 59 60
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Exemplo (cont.): Supondo que n˜ao se sabe nada a respeito de
onde o ponteiro dos segundos se encontra antes da
observa¸c˜ao de onde ele parou, ´e razo´avel assumir que cada valor tem a mesma probabilidade
• Assim, a distribui¸c˜ao de X ´e dada por
x 1 2 · · · 59 60
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
Exemplo (cont.): x p(x) 1 5 9 13 18 23 28 33 38 43 48 53 58 0.000 0.005 0.010 0.015 0.020Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Exemplo (cont.): Qual ´e a probabilidade de X ser menor ou
igual a 15?
• Queremos calcular
P(X ≤ 15) = p(1) + p(2) + · · · + p(15) = 15
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Exemplo (cont.): Qual ´e a probabilidade de X ser menor ou
igual a 15? • Queremos calcular
P(X ≤ 15) = p(1) + p(2) + · · · + p(15) = 15
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
Exemplo (cont.): x p(x) 1 5 9 13 18 23 28 33 38 43 48 53 58 0.000 0.005 0.010 0.015 0.020Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Exemplo (cont.): Qual ´e a probabilidade de X ser maior que
30?
• Queremos calcular
P(X > 30) = p(31) + p(32) + · · · = p(60) = 30
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Exemplo (cont.): Qual ´e a probabilidade de X ser maior que
30?
• Queremos calcular
P(X > 30) = p(31) + p(32) + · · · = p(60) = 30
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
Exemplo (cont.): x p(x) 1 5 9 13 18 23 28 33 38 43 48 53 58 0.000 0.005 0.010 0.015 0.020Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Exemplo (cont.): Defina Y como sendo a vari´avel aleat´oria
representando o segundo em que o ponteiro do rel´ogio cont´ınuo parou
• Teoricamente, o ponteiro pode parar em qualquer segundo entre 0 e 60, n˜ao somente nos segundos inteiros
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Exemplo (cont.): Defina Y como sendo a vari´avel aleat´oria
representando o segundo em que o ponteiro do rel´ogio cont´ınuo parou
• Teoricamente, o ponteiro pode parar em qualquer segundo entre 0 e 60, n˜ao somente nos segundos inteiros
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Exemplo (cont.): Defina Y como sendo a vari´avel aleat´oria
representando o segundo em que o ponteiro do rel´ogio cont´ınuo parou
• Teoricamente, o ponteiro pode parar em qualquer segundo entre 0 e 60, n˜ao somente nos segundos inteiros
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Exemplo (cont.): Neste caso, n˜ao faz mais sentido definirmos
uma fun¸c˜ao de probabilidade p(y ) = P(Y = y ) para os valores inteiros
• Precisamos definir uma fun¸c˜ao que leve em conta todos os valores no intervalo (0,60]
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Exemplo (cont.): Neste caso, n˜ao faz mais sentido definirmos
uma fun¸c˜ao de probabilidade p(y ) = P(Y = y ) para os valores inteiros
• Precisamos definir uma fun¸c˜ao que leve em conta todos os valores no intervalo (0,60]
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Exemplo (cont.): Neste caso, n˜ao faz mais sentido definirmos
uma fun¸c˜ao de probabilidade p(y ) = P(Y = y ) para os valores inteiros
• Precisamos definir uma fun¸c˜ao que leve em conta todos os valores no intervalo (0,60]
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
Exemplo (cont.): y f(y) 0 60 0.000 0.005 0.010 0.015 0.020Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Exemplo (cont.): Qual ´e a probabilidade de Y ser menor ou
igual a 15?
• Queremos calcular
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Exemplo (cont.): Qual ´e a probabilidade de Y ser menor ou
igual a 15? • Queremos calcular
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
Exemplo (cont.): y f(y) 0 15 60 0.000 0.005 0.010 0.015 0.0200.25
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Exemplo (cont.): Qual ´e a probabilidade de Y ser maior que
30?
• Queremos calcular
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Exemplo (cont.): Qual ´e a probabilidade de Y ser maior que
30?
• Queremos calcular
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
Exemplo (cont.): y f(y) 0 30 60 0.000 0.005 0.010 0.015 0.0200.5
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Exemplo (cont.): Y ´e o que definimos como uma vari´avel
aleat´oria cont´ınua
• Sua distribui¸c˜ao (modelo te´orico) ´e caracterizada por uma
fun¸c˜ao de densidade de probabilidade f (y )
• Diferentemente do caso discreto, a tal fun¸c˜ao n˜ao retorna P(Y = y ); as probabilidades neste caso, s˜ao definidas como ´
areas abaixo da fun¸c˜ao • Assim, se queremos calcular
P(a < Y < b),
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Exemplo (cont.): Y ´e o que definimos como uma vari´avel
aleat´oria cont´ınua
• Sua distribui¸c˜ao (modelo te´orico) ´e caracterizada por uma
fun¸c˜ao de densidade de probabilidade f (y )
• Diferentemente do caso discreto, a tal fun¸c˜ao n˜ao retorna P(Y = y ); as probabilidades neste caso, s˜ao definidas como ´
areas abaixo da fun¸c˜ao
• Assim, se queremos calcular
P(a < Y < b),
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Exemplo (cont.): Y ´e o que definimos como uma vari´avel
aleat´oria cont´ınua
• Sua distribui¸c˜ao (modelo te´orico) ´e caracterizada por uma
fun¸c˜ao de densidade de probabilidade f (y )
• Diferentemente do caso discreto, a tal fun¸c˜ao n˜ao retorna P(Y = y ); as probabilidades neste caso, s˜ao definidas como ´
areas abaixo da fun¸c˜ao • Assim, se queremos calcular
P(a < Y < b),
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• A fun¸c˜ao de densidade de probabilidade pode assumir
diferentes formas e em alguns casos, pode ser dif´ıcil calcular a ´
area abaixo da fun¸c˜ao
• Entretanto, para as distribui¸c˜oes cont´ınuas mais conhecidas, podemos recorrer a tabelas ou utilizar o computador
• Uma vez que a probabilidade ´e definida como uma ´area, para qualquer que seja a distribui¸c˜ao de uma vari´avel aleat´oria cont´ınua X , temos que
P(X = x ) = 0
• Al´em disso, a ´area total abaixo da fun¸c˜ao de densidade de probabilidade para todo o intervalo de valores poss´ıveis de uma vari´avel aleat´oria cont´ınua X deve ser igual a 1
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• A fun¸c˜ao de densidade de probabilidade pode assumir
diferentes formas e em alguns casos, pode ser dif´ıcil calcular a ´
area abaixo da fun¸c˜ao
• Entretanto, para as distribui¸c˜oes cont´ınuas mais conhecidas, podemos recorrer a tabelas ou utilizar o computador
• Uma vez que a probabilidade ´e definida como uma ´area, para qualquer que seja a distribui¸c˜ao de uma vari´avel aleat´oria cont´ınua X , temos que
P(X = x ) = 0
• Al´em disso, a ´area total abaixo da fun¸c˜ao de densidade de probabilidade para todo o intervalo de valores poss´ıveis de uma vari´avel aleat´oria cont´ınua X deve ser igual a 1
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• A fun¸c˜ao de densidade de probabilidade pode assumir
diferentes formas e em alguns casos, pode ser dif´ıcil calcular a ´
area abaixo da fun¸c˜ao
• Entretanto, para as distribui¸c˜oes cont´ınuas mais conhecidas, podemos recorrer a tabelas ou utilizar o computador
• Uma vez que a probabilidade ´e definida como uma ´area, para qualquer que seja a distribui¸c˜ao de uma vari´avel aleat´oria cont´ınua X , temos que
P(X = x ) = 0
• Al´em disso, a ´area total abaixo da fun¸c˜ao de densidade de probabilidade para todo o intervalo de valores poss´ıveis de uma vari´avel aleat´oria cont´ınua X deve ser igual a 1
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Para o caso cont´ınuo, temos que
P(a ≤ X ≤ b) = P(a < X < b) = P(a ≤ X < b) = P(a < X ≤ b) ou
P(X ≤ a) = P(X < a) ou
P(X ≥ a) = P(X > a)
• Ou seja, n˜ao h´a diferen¸ca pr´atica em considerar ou n˜ao igualdade nos sinais de desigualdade
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
• Para o caso cont´ınuo, temos que
P(a ≤ X ≤ b) = P(a < X < b) = P(a ≤ X < b) = P(a < X ≤ b) ou
P(X ≤ a) = P(X < a) ou
P(X ≥ a) = P(X > a)
• Ou seja, n˜ao h´a diferen¸ca pr´atica em considerar ou n˜ao igualdade nos sinais de desigualdade
Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
Exemplo: 0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0 0 1 2 3 4 5 x f(x) P(0.2 < X < 0.4) = 0.2325Vari´
avel aleat´
oria cont´ınua
Exemplo: 0 1 2 3 4 0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0 x f(x) P(1 < X < 2) = 0.4112Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Alguns modelos para vari´aveis aleat´oria cont´ınuas s˜ao importantes por se adaptarem uma grande variedade de problemas pr´aticos
• Entre as distribui¸c˜oes mais importantes est´a a distribui¸c˜ao
normaloudistribui¸c˜ao gaussiana
• A distribui¸c˜ao normal ´e fundamental para uma grande variedade de teorias e procedimentos estat´ısticos
• Suas origens remontam a Gauss em seus trabalhos sobre erros de observa¸c˜oes astronˆomicas, por volta de 1810
• A fun¸c˜ao de densidade de probabilidade da distribui¸c˜ao normal se assemelha a um sino; em alguns contextos ´e chamada curva de sino
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Alguns modelos para vari´aveis aleat´oria cont´ınuas s˜ao importantes por se adaptarem uma grande variedade de problemas pr´aticos
• Entre as distribui¸c˜oes mais importantes est´a adistribui¸c˜ao
normaloudistribui¸c˜ao gaussiana
• A distribui¸c˜ao normal ´e fundamental para uma grande variedade de teorias e procedimentos estat´ısticos
• Suas origens remontam a Gauss em seus trabalhos sobre erros de observa¸c˜oes astronˆomicas, por volta de 1810
• A fun¸c˜ao de densidade de probabilidade da distribui¸c˜ao normal se assemelha a um sino; em alguns contextos ´e chamada curva de sino
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Alguns modelos para vari´aveis aleat´oria cont´ınuas s˜ao importantes por se adaptarem uma grande variedade de problemas pr´aticos
• Entre as distribui¸c˜oes mais importantes est´a adistribui¸c˜ao
normaloudistribui¸c˜ao gaussiana
• A distribui¸c˜ao normal ´e fundamental para uma grande variedade de teorias e procedimentos estat´ısticos
• Suas origens remontam a Gauss em seus trabalhos sobre erros de observa¸c˜oes astronˆomicas, por volta de 1810
• A fun¸c˜ao de densidade de probabilidade da distribui¸c˜ao normal se assemelha a um sino; em alguns contextos ´e chamada curva de sino
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Alguns modelos para vari´aveis aleat´oria cont´ınuas s˜ao importantes por se adaptarem uma grande variedade de problemas pr´aticos
• Entre as distribui¸c˜oes mais importantes est´a adistribui¸c˜ao
normaloudistribui¸c˜ao gaussiana
• A distribui¸c˜ao normal ´e fundamental para uma grande variedade de teorias e procedimentos estat´ısticos
• Suas origens remontam a Gauss em seus trabalhos sobre erros de observa¸c˜oes astronˆomicas, por volta de 1810
• A fun¸c˜ao de densidade de probabilidade da distribui¸c˜ao normal se assemelha a um sino; em alguns contextos ´e chamadacurva de sino
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
Exemplo: x f(x) µ 0.0 0.1 0.2 0.3 0.4Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• A distribui¸c˜ao normal ´e caracterizada por dois parˆametros: m´edia (esperan¸ca), que vamos denotar por µ; e variˆancia, que vamos denotar por σ2
• O desvio padr˜ao, ra´ız quadrada da variˆancia, ´e denotado por σ • A m´edia caracteriza a loca¸c˜ao e a variˆancia (ou desvio
padr˜ao) caracteriza a dispers˜ao da vari´avel aleat´oria • Nota¸c˜ao: X ∼ N(µ, σ2) (X tem distribui¸c˜ao normal com
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• A distribui¸c˜ao normal ´e caracterizada por dois parˆametros: m´edia (esperan¸ca), que vamos denotar por µ; e variˆancia, que vamos denotar por σ2
• O desvio padr˜ao, ra´ız quadrada da variˆancia, ´e denotado por σ
• A m´edia caracteriza a loca¸c˜ao e a variˆancia (ou desvio padr˜ao) caracteriza a dispers˜ao da vari´avel aleat´oria • Nota¸c˜ao: X ∼ N(µ, σ2) (X tem distribui¸c˜ao normal com
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• A distribui¸c˜ao normal ´e caracterizada por dois parˆametros: m´edia (esperan¸ca), que vamos denotar por µ; e variˆancia, que vamos denotar por σ2
• O desvio padr˜ao, ra´ız quadrada da variˆancia, ´e denotado por σ • A m´edia caracteriza a loca¸c˜ao e a variˆancia (ou desvio
padr˜ao) caracteriza a dispers˜ao da vari´avel aleat´oria
• Nota¸c˜ao: X ∼ N(µ, σ2) (X tem distribui¸c˜ao normal com
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• A distribui¸c˜ao normal ´e caracterizada por dois parˆametros: m´edia (esperan¸ca), que vamos denotar por µ; e variˆancia, que vamos denotar por σ2
• O desvio padr˜ao, ra´ız quadrada da variˆancia, ´e denotado por σ • A m´edia caracteriza a loca¸c˜ao e a variˆancia (ou desvio
padr˜ao) caracteriza a dispers˜ao da vari´avel aleat´oria • Nota¸c˜ao: X ∼ N(µ, σ2) (X tem distribui¸c˜ao normal com
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
Exemplo: 0 5 10 0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 x f(x) N(0,1) N(5,9)Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Uma das suposi¸c˜oes do modelo normal ´e que os valores poss´ıveis de X perten¸cam a toda a reta, isto ´e, o intervalo (−∞, ∞)
• Entretanto, dependendo do contexto e com suposi¸c˜oes adequadas, ela pode ser utilizada para modelar vari´aveis que assumem valores em um subintervalo da reta, como valores positivos, por exemplo
• A distribui¸c˜ao normal ´e sim´etrica em torno da m´edia, o que implica
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Uma das suposi¸c˜oes do modelo normal ´e que os valores poss´ıveis de X perten¸cam a toda a reta, isto ´e, o intervalo (−∞, ∞)
• Entretanto, dependendo do contexto e com suposi¸c˜oes adequadas, ela pode ser utilizada para modelar vari´aveis que assumem valores em um subintervalo da reta, como valores positivos, por exemplo
• A distribui¸c˜ao normal ´e sim´etrica em torno da m´edia, o que implica
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Uma das suposi¸c˜oes do modelo normal ´e que os valores poss´ıveis de X perten¸cam a toda a reta, isto ´e, o intervalo (−∞, ∞)
• Entretanto, dependendo do contexto e com suposi¸c˜oes adequadas, ela pode ser utilizada para modelar vari´aveis que assumem valores em um subintervalo da reta, como valores positivos, por exemplo
• A distribui¸c˜ao normal ´e sim´etrica em torno da m´edia, o que implica
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Se uma vari´avel aleat´oria X tem distribui¸c˜ao normal com m´edia 0 e variˆancia 1, ou seja, X ∼ N(0, 1), dizemos que X
tem distribui¸c˜ao normal padr˜ao
• Tal distribui¸c˜ao ´e importante, pois, por meio dela, conseguimos calcular probabilidades e outras medidas relevantes para qualquer distribui¸c˜ao normal
• Se X ∼ N(µ, σ2), ent˜ao
Z = X − µ
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Se uma vari´avel aleat´oria X tem distribui¸c˜ao normal com m´edia 0 e variˆancia 1, ou seja, X ∼ N(0, 1), dizemos que X
tem distribui¸c˜ao normal padr˜ao
• Tal distribui¸c˜ao ´e importante, pois, por meio dela, conseguimos calcular probabilidades e outras medidas relevantes para qualquer distribui¸c˜ao normal
• Se X ∼ N(µ, σ2), ent˜ao
Z = X − µ
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Se uma vari´avel aleat´oria X tem distribui¸c˜ao normal com m´edia 0 e variˆancia 1, ou seja, X ∼ N(0, 1), dizemos que X
tem distribui¸c˜ao normal padr˜ao
• Tal distribui¸c˜ao ´e importante, pois, por meio dela, conseguimos calcular probabilidades e outras medidas relevantes para qualquer distribui¸c˜ao normal
• Se X ∼ N(µ, σ2), ent˜ao
Z = X − µ
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Suponha que queiramos calcular P(a < X < b)
• O resultado anterior nos permite escrever uma probabilidade para X como uma probabilidade para Z , que tem uma distribui¸c˜ao normal padr˜ao
• Especificamente, P(a < X < b) = P a − µ σ < X − µ σ < b − µ σ = P a − µ σ < Z < b − µ σ
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Suponha que queiramos calcular P(a < X < b)
• O resultado anterior nos permite escrever uma probabilidade para X como uma probabilidade para Z , que tem uma distribui¸c˜ao normal padr˜ao
• Especificamente, P(a < X < b) = P a − µ σ < X − µ σ < b − µ σ = P a − µ σ < Z < b − µ σ
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Suponha que queiramos calcular P(a < X < b)
• O resultado anterior nos permite escrever uma probabilidade para X como uma probabilidade para Z , que tem uma distribui¸c˜ao normal padr˜ao
• Especificamente, P(a < X < b) = P a − µ σ < X − µ σ < b − µ σ = P a − µ σ < Z < b − µ σ
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Exemplo: Considere que o n´ıvel de uma certa substˆancia no
sangue de seres humanos saud´aveis pode ser modelado de acordo com uma distribui¸c˜ao normal com m´edia 80 mg/dL e desvio padr˜ao 10 mg/dL
• Qual ´e a probabilidade de um indiv´ıduo saud´avel apresentar um n´ıvel entre 85 e 90 mg/dL da substˆancia em seu sangue? • Queremos calcular P(85 < X < 90) • Padronizando, temos P(85 < X < 90) = P 85 − 80 10 < Z < 90 − 80 10 = P(0, 5 < Z < 1)
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Exemplo: Considere que o n´ıvel de uma certa substˆancia no
sangue de seres humanos saud´aveis pode ser modelado de acordo com uma distribui¸c˜ao normal com m´edia 80 mg/dL e desvio padr˜ao 10 mg/dL
• Qual ´e a probabilidade de um indiv´ıduo saud´avel apresentar um n´ıvel entre 85 e 90 mg/dL da substˆancia em seu sangue?
• Queremos calcular P(85 < X < 90) • Padronizando, temos P(85 < X < 90) = P 85 − 80 10 < Z < 90 − 80 10 = P(0, 5 < Z < 1)
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Exemplo: Considere que o n´ıvel de uma certa substˆancia no
sangue de seres humanos saud´aveis pode ser modelado de acordo com uma distribui¸c˜ao normal com m´edia 80 mg/dL e desvio padr˜ao 10 mg/dL
• Qual ´e a probabilidade de um indiv´ıduo saud´avel apresentar um n´ıvel entre 85 e 90 mg/dL da substˆancia em seu sangue? • Queremos calcular P(85 < X < 90) • Padronizando, temos P(85 < X < 90) = P 85 − 80 10 < Z < 90 − 80 10 = P(0, 5 < Z < 1)
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Exemplo: Considere que o n´ıvel de uma certa substˆancia no
sangue de seres humanos saud´aveis pode ser modelado de acordo com uma distribui¸c˜ao normal com m´edia 80 mg/dL e desvio padr˜ao 10 mg/dL
• Qual ´e a probabilidade de um indiv´ıduo saud´avel apresentar um n´ıvel entre 85 e 90 mg/dL da substˆancia em seu sangue? • Queremos calcular P(85 < X < 90) • Padronizando, temos P(85 < X < 90) = P 85 − 80 10 < Z < 90 − 80 10 = P(0, 5 < Z < 1)
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
Exemplo (cont.): As probabilidades (´areas) s˜ao iguais para as duas
distribui¸c˜oes 50 70 90 110 0.00 0.01 0.02 0.03 0.04 N(80,100) x f(x) −4 −2 0 2 4 0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 N(0,1) z ϕ ( z )
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
Exemplo (cont.): Note que
P(0, 5 < Z < 1) = P(Z < 1) − P(Z < 0, 5) −4 −2 0 2 4 0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 z ϕ ( z ) 0.5 1
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Exemplo (cont.): A probabilidade
Φ(z) = P(X ≤ z) ´
e chamada fun¸c˜ao de distribui¸c˜ao acumuladada distribui¸c˜ao normal padr˜ao
• Ela retorna a probabilidade de Z ser menor ou igual a um determinado valor z, ou seja, toda a ´area abaixo da fun¸c˜ao para valores menores que z
• Os valores de Φ(x ) podem ser obtidos por meio de uma tabela (ou serem calculadas com o aux´ılio de um computador)
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Exemplo (cont.): A probabilidade
Φ(z) = P(X ≤ z) ´
e chamada fun¸c˜ao de distribui¸c˜ao acumuladada distribui¸c˜ao normal padr˜ao
• Ela retorna a probabilidade de Z ser menor ou igual a um determinado valor z, ou seja, toda a ´area abaixo da fun¸c˜ao para valores menores que z
• Os valores de Φ(x ) podem ser obtidos por meio de uma tabela (ou serem calculadas com o aux´ılio de um computador)
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Exemplo (cont.): Em nosso caso, temos que
P(0, 5 < X < 1) = Φ(1)−Φ(0, 5) = 0, 8413−0, 6915 = 0, 1498
• Ou seja, h´a uma probabilidade de 0,1498 de um indiv´ıduo saud´avel ter uma quantidade da substˆancia no sangue entre 85 e 90 mg/dL
• Em outras palavras, 14,98% dos indiv´ıduos saud´aveis apresentam n´ıvel da substˆancia no sangue entre 85 e 90 mg/dL, segundo o modelo que normal que estamos assumindo
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Exemplo (cont.): Em nosso caso, temos que
P(0, 5 < X < 1) = Φ(1)−Φ(0, 5) = 0, 8413−0, 6915 = 0, 1498
• Ou seja, h´a uma probabilidade de 0,1498 de um indiv´ıduo saud´avel ter uma quantidade da substˆancia no sangue entre 85 e 90 mg/dL
• Em outras palavras, 14,98% dos indiv´ıduos saud´aveis apresentam n´ıvel da substˆancia no sangue entre 85 e 90 mg/dL, segundo o modelo que normal que estamos assumindo
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Exemplo (cont.): Qual ´e a probabilidade de um indiv´ıduo
saud´avel ter uma quantidade da substˆancia menor que 100 mg/dL? • Queremos calcular P(X < 100) = P Z < 100 − 80 10 = P(Z < 2) = Φ(2) = 0, 9773
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Exemplo (cont.): Qual ´e a probabilidade de um indiv´ıduo
saud´avel ter uma quantidade da substˆancia menor que 100 mg/dL? • Queremos calcular P(X < 100) = P Z < 100 − 80 10 = P(Z < 2) = Φ(2) = 0, 9773
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
Exemplo (cont.): −4 −2 0 2 4 0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 z ϕ ( z ) 2 0.9773Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Exemplo (cont.): Qual ´e a probabilidade de um indiv´ıduo
saud´avel ter uma quantidade da substˆancia maior que 95 mg/dL? • Queremos calcular P(X > 95) = P Z > 95 − 80 10 = P(Z > 1, 5) = 1 − Φ(1, 5) = 1 − 0, 9332 = 0, 0668
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Exemplo (cont.): Qual ´e a probabilidade de um indiv´ıduo
saud´avel ter uma quantidade da substˆancia maior que 95 mg/dL? • Queremos calcular P(X > 95) = P Z > 95 − 80 10 = P(Z > 1, 5) = 1 − Φ(1, 5) = 1 − 0, 9332 = 0, 0668
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
Exemplo (cont.): −4 −2 0 2 4 0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 z ϕ ( z ) 1.5 0.0668Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Exemplo (cont.): Qual ´e a probabilidade de um indiv´ıduo
saud´avel ter uma quantidade da substˆancia maior que 75 mg/dL? • Queremos calcular P(X < 75) = P Z < 75 − 80 10 = P(Z < −0, 5) = Φ(−0, 5) = 1 − Φ(0, 5) = 1 − 0, 6915 = 0, 4085,
• Algumas tabelas apresenta os valores de Φ(z) somente para valores positivos de z
• Entretanto, uma vez que a fun¸c˜ao de densidade de
probabilidade ´e sim´etrica em torno de 0, podemos utiliz´a-la em qualquer contexto
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Exemplo (cont.): Qual ´e a probabilidade de um indiv´ıduo
saud´avel ter uma quantidade da substˆancia maior que 75 mg/dL? • Queremos calcular P(X < 75) = P Z < 75 − 80 10 = P(Z < −0, 5) = Φ(−0, 5) = 1 − Φ(0, 5) = 1 − 0, 6915 = 0, 4085,
• Algumas tabelas apresenta os valores de Φ(z) somente para valores positivos de z
• Entretanto, uma vez que a fun¸c˜ao de densidade de
probabilidade ´e sim´etrica em torno de 0, podemos utiliz´a-la em qualquer contexto
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Exemplo (cont.): Qual ´e a probabilidade de um indiv´ıduo
saud´avel ter uma quantidade da substˆancia maior que 75 mg/dL? • Queremos calcular P(X < 75) = P Z < 75 − 80 10 = P(Z < −0, 5) = Φ(−0, 5) = 1 − Φ(0, 5) = 1 − 0, 6915 = 0, 4085,
• Algumas tabelas apresenta os valores de Φ(z) somente para valores positivos de z
• Entretanto, uma vez que a fun¸c˜ao de densidade de
probabilidade ´e sim´etrica em torno de 0, podemos utiliz´a-la em qualquer contexto
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Exemplo (cont.): Qual ´e a probabilidade de um indiv´ıduo
saud´avel ter uma quantidade da substˆancia maior que 75 mg/dL? • Queremos calcular P(X < 75) = P Z < 75 − 80 10 = P(Z < −0, 5) = Φ(−0, 5) = 1 − Φ(0, 5) = 1 − 0, 6915 = 0, 4085,
• Algumas tabelas apresenta os valores de Φ(z) somente para valores positivos de z
• Entretanto, uma vez que a fun¸c˜ao de densidade de
probabilidade ´e sim´etrica em torno de 0, podemos utiliz´a-la em qualquer contexto
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
Exemplo (cont.): −4 −2 0 2 4 0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 z ϕ ( z ) −0.5 0.5 0.4085Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Exemplo (cont.): Qual ´e a probabilidade de um indiv´ıduo
saud´avel ter uma quantidade da substˆancia maior que 65 e 75 mg/dL? • Queremos calcular P(65 < X < 75) = P 65 − 80 10 < Z < 75 − 80 10 = P(−1, 5 < Z < −0, 5) = Φ(1, 5) − Φ(0, 5) = 0, 9332 − 0, 6915 = 0, 2417,
• Uma vez que a fun¸c˜ao de densidade de probabilidade ´e sim´etrica em torno de 0, temos, podemos “espelhar a probabilidade para o lado positivo”
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
• Exemplo (cont.): Qual ´e a probabilidade de um indiv´ıduo
saud´avel ter uma quantidade da substˆancia maior que 65 e 75 mg/dL? • Queremos calcular P(65 < X < 75) = P 65 − 80 10 < Z < 75 − 80 10 = P(−1, 5 < Z < −0, 5) = Φ(1, 5) − Φ(0, 5) = 0, 9332 − 0, 6915 = 0, 2417,
• Uma vez que a fun¸c˜ao de densidade de probabilidade ´e sim´etrica em torno de 0, temos, podemos “espelhar a probabilidade para o lado positivo”
Distribui¸c˜
ao normal (gaussiana)
Exemplo (cont.): −4 −2 0 2 4 0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 z ϕ ( z ) −0.5 0.5 1.5 0.2417Quantis da distribui¸c˜
ao normal
• Em inferˆencia estat´ıstica, ´e usual necessitarmos calcular n˜ao a probabilidade, mas o que chamamos de quantil
• Os quantis te´oricos de uma distribui¸c˜ao s˜ao definidos de forma an´aloga aos quantis de um conjunto de dados • Em particular para uma vari´avel aleat´oria X ∼ N(µ, σ2), o
quantil p (ou p-quantil) ´e o valor que deixa uma probabilidade
(´area) p abaixo
• Ou seja, o quantil p ´e o valor xp de X tal que Φ(xp) = P(X ≤ xp) = p
Quantis da distribui¸c˜
ao normal
• Em inferˆencia estat´ıstica, ´e usual necessitarmos calcular n˜ao a probabilidade, mas o que chamamos de quantil
• Os quantis te´oricos de uma distribui¸c˜ao s˜ao definidos de forma an´aloga aos quantis de um conjunto de dados • Em particular para uma vari´avel aleat´oria X ∼ N(µ, σ2), o
quantil p (ou p-quantil) ´e o valor que deixa uma probabilidade
(´area) p abaixo
• Ou seja, o quantil p ´e o valor xp de X tal que Φ(xp) = P(X ≤ xp) = p
Quantis da distribui¸c˜
ao normal
• Em inferˆencia estat´ıstica, ´e usual necessitarmos calcular n˜ao a probabilidade, mas o que chamamos de quantil
• Os quantis te´oricos de uma distribui¸c˜ao s˜ao definidos de forma an´aloga aos quantis de um conjunto de dados • Em particular para uma vari´avel aleat´oria X ∼ N(µ, σ2), o
quantil p (ou p-quantil) ´e o valor que deixa uma probabilidade
(´area) p abaixo
• Ou seja, o quantil p ´e o valor xp de X tal que Φ(xp) = P(X ≤ xp) = p
Quantis da distribui¸c˜
ao normal
z ϕ ( z ) µ xp pQuantis da distribui¸c˜
ao normal
• Particularmente, os quantis da distribui¸c˜ao normal padr˜ao podem ser facilmente calculados a partir da mesma tabela em que se calcula probabilidades
• Eles podem ser utilizados para calcularmos os quantis de qualquer distribui¸c˜ao
• Vamos denotar o quantil p da distribui¸c˜ao normal padr˜ao por zp
• Exemplo: Seja Z ∼ N(0, 1); qual ´e o valor de Z que deixa 5%
de probabilidade abaixo (quantil 0,95)? • Neste caso, temos que
Quantis da distribui¸c˜
ao normal
Exemplo (cont.): z ϕ ( z ) −4 −1 0 1 1.64 4 0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.95Quantis da distribui¸c˜
ao normal
Exemplo (cont.): O quantil 0,975 ´e z0,975 = 1, 96
z ϕ ( z ) −4 −1 0 1 1.96 4 0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.975
Quantis da distribui¸c˜
ao normal
Exemplo (cont.): O quantil 0,75 ´e z0,75= 1, 27
z ϕ ( z ) −4 −2 0 1.27 2 4 0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.75
Quantis da distribui¸c˜
ao normal
• Quando a tabela apresenta os valores de Φ(z) somente para valores positivos, pode ser ´util lembrar da seguinte rela¸c˜ao
zp = −z1−p
• Isto se deve ao fato de que o quantil que deixa uma
probabilidade p abaixo ´e sim´etrico ao quantil que deixa uma probabilidade p acima (1 − p abaixo)
Quantis da distribui¸c˜
ao normal
• Quando a tabela apresenta os valores de Φ(z) somente para valores positivos, pode ser ´util lembrar da seguinte rela¸c˜ao
zp = −z1−p
• Isto se deve ao fato de que o quantil que deixa uma
probabilidade p abaixo ´e sim´etrico ao quantil que deixa uma probabilidade p acima (1 − p abaixo)
Quantis da distribui¸c˜
ao normal
Exemplo (cont.): O quantil 0,05 ´e z0,05= −z0,95= −1, 64
z ϕ ( z ) −4 −1.64 0 1 1.64 4 0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.05
Quantis da distribui¸c˜
ao normal
Exemplo (cont.): O quantil 0,025 ´e z0,025 = −z0,975= −1, 96
z ϕ ( z ) −4 −1.96 −1 0 1 1.96 4 0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.025
Quantis da distribui¸c˜
ao normal
Exemplo (cont.): O quantil 0,25 ´e z0,25= −z0,75= −1, 27
z ϕ ( z ) −4 −3 −1.27 0 1.27 3 4 0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.25
Quantis da distribui¸c˜
ao normal
• Para achar os quantis de uma distribui¸c˜ao normal qualquer, basta utilizarmos o resultado da padroniza¸c˜ao:
zp=
xp− µ
σ
• Assim, seja X ∼ N(µ, σ2), ent˜ao o quantil p ´e dado por
xp= σzp+ µ
• Exemplo: Considerando o exemplo anterior, qual ´e o valor do
n´ıvel da substˆancia no sangue tal que 95% dos indiv´ıduos abaixo?
• Como z0,95= 1, 64, logo
Quantis da distribui¸c˜
ao normal
• Para achar os quantis de uma distribui¸c˜ao normal qualquer, basta utilizarmos o resultado da padroniza¸c˜ao:
zp=
xp− µ
σ
• Assim, seja X ∼ N(µ, σ2), ent˜ao o quantil p ´e dado por
xp= σzp+ µ
• Exemplo: Considerando o exemplo anterior, qual ´e o valor do
n´ıvel da substˆancia no sangue tal que 95% dos indiv´ıduos abaixo?
• Como z0,95= 1, 64, logo
Quantis da distribui¸c˜
ao normal
• Para achar os quantis de uma distribui¸c˜ao normal qualquer, basta utilizarmos o resultado da padroniza¸c˜ao:
zp=
xp− µ
σ
• Assim, seja X ∼ N(µ, σ2), ent˜ao o quantil p ´e dado por
xp= σzp+ µ
• Exemplo: Considerando o exemplo anterior, qual ´e o valor do
n´ıvel da substˆancia no sangue tal que 95% dos indiv´ıduos abaixo?
• Como z0,95= 1, 64, logo
Quantis da distribui¸c˜
ao normal
• Para achar os quantis de uma distribui¸c˜ao normal qualquer, basta utilizarmos o resultado da padroniza¸c˜ao:
zp=
xp− µ
σ
• Assim, seja X ∼ N(µ, σ2), ent˜ao o quantil p ´e dado por
xp= σzp+ µ
• Exemplo: Considerando o exemplo anterior, qual ´e o valor do
n´ıvel da substˆancia no sangue tal que 95% dos indiv´ıduos abaixo?
• Como z0,95= 1, 64, logo
Quantis da distribui¸c˜
ao normal
Exemplo (cont.): x f(x) 50.0 80.0 96.4 110.0 0.00 0.01 0.02 0.03 0.04 0.95Quantis da distribui¸c˜
ao normal
• Exemplo (cont.): Logo, 95% dos indiv´ıduos saud´aveis tˆem
n´ıvel da substˆancia menor que 96,4 mg/dL
• O quantil 0,25 ´e
x0,25= σz0,25+ µ = 10 × (−1, 27) + 80 = 67, 3
• Logo, 25% dos indiv´ıduos saud´aveis tˆem n´ıvel da substˆancia no sangue menor que 67,3 mg/dL
Quantis da distribui¸c˜
ao normal
• Exemplo (cont.): Logo, 95% dos indiv´ıduos saud´aveis tˆem
n´ıvel da substˆancia menor que 96,4 mg/dL • O quantil 0,25 ´e
x0,25= σz0,25+ µ = 10 × (−1, 27) + 80 = 67, 3
• Logo, 25% dos indiv´ıduos saud´aveis tˆem n´ıvel da substˆancia no sangue menor que 67,3 mg/dL