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LIGHT Serviços de Eletricidade S.A.

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Academic year: 2021

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 Relatório da Administração – Exercício de 2010

 Demonstrações Financeiras Referentes aos Exercícios findos em 31 de

dezembro de 2010 e de 2009

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Perfil Corporativo

A Light SESA é hoje a quarta maior distribuidora brasileira em número de clientes e a quinta maior em quantidade de energia distribuída, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) de 2009, vinculada ao Ministério das Minas e Energia, com uma área de concessão que abrange 31 municípios do Estado do Rio de Janeiro, com área total de 10.970 Km², servindo cerca de 10 milhões de pessoas.

Contexto Operacional

Ambiente de Negócios

Considerando o forte impacto dos Jogos Olímpicos de 2016 e da Copa do Mundo da FIFA 2014, e as múltiplas oportunidades em todos os setores da economia, o grande desafio da Light até 2016, como distribuidora, será garantir um suprimento de energia com qualidade superior e confiabilidade total, o que demandará um investimento anual expressivo até 2014. Os recursos serão direcionados principalmente para o reforço da rede e os novos circuitos nos locais dos eventos.

As demais áreas que não estejam necessariamente no raio mais próximo dos aparelhos esportivos, também terão especial acompanhamento da Light. Temos que vislumbrar desde já que o PIB da área de concessão da Light deverá apresentar um crescimento superior à média nacional. O Rio será um grande celeiro de obras.

Vamos trabalhar com redundância múltipla na área de transmissão de energia, que é a responsável pela entrega de grandes blocos de energia. Ou seja, múltiplos caminhos para que a energia alcance o destino final.

Desempenho Operacional

Distribuição de Energia

A Light SESA é a quarta maior distribuidora brasileira em número de clientes e a quinta maior em quantidade de energia distribuída, de acordo com o levantamento dos dados de 2009, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério das Minas e Energia.

Reajuste Tarifário

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) homologou em novembro o reajuste tarifário anual da Light. O reajuste médio ficou em 6,99% para o período de 12 meses, a partir de 7 de novembro de 2010. A composição do reajuste ficou em 8,31% para o componente estrutural, que passou a integrar a tarifa, enquanto o componente financeiro teve um ajuste negativo de 1,33%.

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O efeito médio a ser percebido pelos consumidores será de 2,17%. Para classe de consumo de baixa tensão (abaixo de 2,3 kV), como residências, o reajuste médio será de 1,93%. Já para a classe de consumo de alta tensão (de 2,3 a 230 kV), como indústria, o aumento será de 2,68%, em média.

Reajuste Tarifário Light 2009

IRT Estrutural 8,31%

Adicionais Financeiros - 1,33%

Total 6,99%

O reajuste tarifário acontece anualmente e tem por objetivo repassar os custos não gerenciáveis da concessão (energia comprada para o fornecimento, encargos setoriais e encargos de transmissão) e atualizar monetariamente os custos gerenciáveis. Os custos gerenciáveis, por sua vez, são calculados em função da variação do IGMP subtraindo-se o valor do Fator X, o qual tem por função repassar ao consumidor os ganhos de produtividade da concessionária decorrentes do crescimento do mercado e do aumento do consumo dos clientes existentes, em um mecanismo que contribui para a modicidade tarifária.

Já a revisão tarifária periódica ocorre em um período médio de quatro anos (de acordo com o contrato de concessão estabelecido pela Aneel) e tem como objetivo preservar o equilíbrio econômico-financeiro da concessão. No caso da Light, o 2º ciclo de Revisão Tarifária Periódica foi homologado em outubro de 2009. A revisão do 3º ciclo da Light está prevista para ocorrer em novembro de 2013.

A variação verificada nos custos não gerenciáveis (Parcela A), de 8,34%, deve-se principalmente ao aumento dos Encargos Setoriais, decorrente tanto da recém aprovada Lei nº 12.111, que aumentou os custos da Conta de Consumo de Combustíveis e da conta de Pesquisa & Desenvolvimento; quanto do aumento dos Encargos de Serviços do Sistema. A Parcela B, correspondente aos custos gerenciáveis, sofreu um aumento de 7,95%, devido, principalmente, ao aumento do IGPM, de 8,81% no período.

Evolução do Mercado

Os clientes (cativos e livres) faturados na área de concessão consumiram um total de 22.384 GWh em 2010. Com 4.070.591 clientes cativos (inclui consumo próprio) e 45 clientes livres, não foram considerados na consolidação a energia dos seguintes clientes industriais livres: CSN, CSA e Vale. Se considerados esses clientes, a energia vendida total se eleva para 24.588 GWh, a energia vendida total da classe industrial passa a 6.150 GWh e a energia vendida livre na classe industrial se altera para 4.432 GWh. Além dos clientes livres, há nove geradores conectados à rede de distribuição da Companhia que

também pagam pela utilização do nosso sistema.

O consumo total de energia na área de concessão da Light SESA (clientes cativos + transporte de clientes livres), apresentou crescimento de 4,2% em 2010 com relação ao

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ano anterior, influenciado principalmente pelo bom desempenho do mercado livre e pelo acréscimo no consumo dos clientes residenciais.

O verão de 2010, marcado por recordes de temperatura no Rio de Janeiro, associado à ampliação do poder aquisitivo da populaçao, que passou a consumir mais eletrodomésticos, foram os principais fatores que impulsionaram o consumo de energia elétrica no ano, sobretudo no segmento residencial, o de maior representatividade de consumo, com participação de 36,8% do mercado total no ano. O número de clientes residenciais cresceu 1,9%, totalizando 3,76 milhões de clientes faturados em dezembro de 2010, com consumo médio mensal de 184,4 kWh/mês em 2010, em comparação a 179,5 kWh/mês no ano de 2009.

Panorama de Consumo

Residencial Comercial Industrial Demais classes Participação no mercado total da Companhia (%) 36,8 29,8 17,6 15,7 Número de clientes faturados (mercado cativo) 3.759.911 275.268 11.403 23.681 Número de clientes faturados (mercado livre) - 22 22 1

RESIDENCIAL INDUSTRIAL COMERCIAL OUTROS TOTAL

2009 2010 2009 2010 2009 2010 2009 2010 2009 2010 +5,0% 2,744 1.899 2.228 2,940 +4,6% 7.880 8.243 1.857 1.717 6.174 6.157 6.413 339 523 6.679 +4,2% +2,2% 2.421 2.499 3.442 127 131 3.516 +4.2% 4.382 4.379 21.492 2.408 2.924 22.384 CONSUMO DE ENERGIA TOTAL (GWh)

(CATIVO + LIVRE)

LIVRE CATIVO

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Perdas de Energia Elétrica

As perdas totais da Light SESA somaram 7.493 GWh, ou 21,29% sobre a carga fio, nos 12 meses encerrados em dezembro de 2010, representando uma redução de 0,53 p.p. em relação ao índice de 2009.

As perdas não técnicas, totalizaram 5.278 GWh no ano de 2010, representando 41,8% em relação à energia faturada no segmento de baixa tensão, ou 15,00% sobre a carga fio, apresentando uma redução de 0,7 p.p. com relação às perdas de 2009.

Os processos convencionais de recuperação de energia, como o de negociação dos débitos de clientes com fraude constatada, proporcionaram no acumulado do ano, um montante de 178,2 GWh de energia recuperada, 17,3% acima do montante recuperado no mesmo período do ano anterior. As regularizações de fraude totalizaram 89.366 clientes neste período, quantidade 0,5% acima do ano de 2009.

Apesar de o início do ano ter sido prejudicado pelos problemas de desligamentos ocorridos na rede de distribuição, causando a redução nas ações de combate às perdas, a recuperação ao longo do ano permitiu o alcance de três trimestres consecutivos de queda. Tal resultado foi possível através da intensificação das ações convencionais de recuperação de energia e sobretudo pela aceleração

do programa de novas tecnologias, cuja blindagem de rede alcançou um número superior a 150 mil clientes. Aproximadamente 110 mil medidores

eletrônicos certificados pelo Inmetro estão

instalados, com faturamento através da medição eletrônica remota. Estes medidores são fabricados pela empresa suíça Landis+Gyr e pela empresa americana Itron. Ao final de 2010, o Inmetro

homologou o sistema de telemedição centralizada da empresa alemã Elster –, com isso a Light passa a contar com mais um fornecedor.

Inadimplência

A taxa de arrecadação no ano de 2010 ficou em 97,9% do total faturado, 0,6 p.p. acima do índice registrado em 2009. Vale destacar o crescimento da arrecadação no segmento do varejo de 93,1% no ano de 2009, para 94,1% em 2010. Os segmentos de grandes clientes e de poder público continuam apresentando taxas de arrecadação acima do nível de 100%, em

Evolução das Perdas Totais 12 meses 7 .2 6 9 7 .5 0 4 7 .5 4 9 7 .5 4 4 7 .4 9 3 15,40% 15,56% 15,39% 21,82% 21,98% 21,70% 21,48% 21,29% 15,18% 15,00%

dez/09 mar/10 jun/10 set/10 dez/10

Perdas (GWh) Perdas CFio % Perdas Não-Técnicas/C. Fio (%)

Perdas Não Técnicas/Mercado BT

12 meses 5 .1 4 9 5 .3 1 3 5 .3 5 2 5 .3 3 0 5 .2 7 8 42,5% 42,7% 42,4% 42,1% 41,8%

dez/09 mar/10 jun/10 set/10 dez/10

Perdas Não Técnicas (GWh) Perdas Não Técnicas/Mercado BT (%)

Recuperação de Energia GWh 151,9 178,2 2009 2010 17,3% 93,1% 100,4% 107,6% 94,1% 100,8% 107,1%

Varejo Grandes Clientes Poder Público

Taxa de arrecadação por segmento

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função da arrecadação do consumo corrente acrescido dos débitos passados.

A constituição de provisão para crédito de liquidação duvidosa em 2010 representou 3,2% da receita bruta de faturamento de energia, totalizando R$ 254,8 milhões. No final de 2010, foi implementado um plano denominado “Guerra à PCLD”. Este programa especial consiste em ações de cobrança segmentadas, e visa à reversão de PCLD e à retomada do fluxo mensal das contas de energia elétrica através de condições mais flexíveis aos clientes inadimplentes para a quitação de seus débitos.

Este programa permitiu que apesar das dificuldades do início do ano, se mantivesse o mesmo índice alcançado no ano anterior.

Qualidade dos Serviços

Regulamentos pela ANEEL, dois indicadores específicos, o DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e o FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) avaliam o desempenho das concessionárias quanto à continuidade do serviço prestado de energia elétrica por unidade consumidora.

A Light, em 2010, esteve dividida em 67 conjuntos delimitados geograficamente e as metas globais estabelecidas pela ANEEL para o período foram de 9,95 para DEC e 8,77 para FEC. No ano, o resultado da Empresa foi de 5,76 no FEC, abaixo da meta estabelecida pela Agência e de 11,33 para o DEC, refletindo os problemas no fornecimento nos primeiros meses do período. A partir de 2011 será dividida em regiões elétricas, sendo que cada conjunto representará um grupo de consumidores atendidos por uma mesma subestação de energia.

O indicador de duração equivalente de interrupção – DEC, expresso em horas, encerrou o ano de 2010 com o acumulado de 11,33 horas. O indicador de frequência equivalente de interrupção – FEC, expresso em vezes, foi de 5,76.

O elevado nível de qualidade do fornecimento de energia elétrica é fundamental para o bom relacionamento entre a distribuidora de energia e os seus clientes. Em 2010, diversos incidentes afetaram o fornecimento de energia, devido às temperaturas muito acima da média histórica, elevando a demanda de energia no último verão muito além de nossas expectativas, o que levou a Light a intensificar os investimentos na melhoria da rede de distribuição. A Companhia aplicou, neste ano, o montante de R$ 219,9 milhões visando à melhoria da qualidade do fornecimento de energia elétrica e ao aumento da capacidade de sua rede de distribuição, 41,2% acima do montante investido no mesmo período do ano anterior, de R$ 155,7 milhões.

As condições climáticas adversas registradas neste ano prejudicaram o desempenho do nosso sistema elétrico, pela ocorrência de índice pluviométrico da ordem de 1.580 mm de chuva, superior em 26% ao ano de 2009 e 32% ao ano de 2008. Também cabe evidenciar PDD/ROB (Fornecimento Faturado)

3,3% 3,2% 3,2%

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as altas temperaturas registradas no verão, que influenciaram o forte crescimento da carga de energia elétrica. O processo de negociação, em novas bases, dos contratos com as empresas terceirizadas que prestam atendimento de emergência e manutenção na rede, ocorrido em meados de 2010, implicou em atrasos nas ações, prejudicando o desempenho operacional do sistema.

Resultados DEC e FEC em 2010

INDICADOR META Regulatória APURADO Global DEC Global 2010 9,95 11,33 FEC Global 2010 8,77 5,76 DEC e FEC Unidade 2008 2009 2010 FEC número de interrupções 7 6 5,76 Unidade 2008 2009 2010 DEC Horas 11 10 11,33

A Light é a primeira empresa do setor elétrico a ter a Certificação Selo LAC – Loja Amiga do Cliente, do Instituto Brasileiro de Relações com o Ciente (IBRC). Em 2010, 100% das 36 agências comerciais da Light foram certificadas.

A qualidade no atendimento da Light também foi foco de duas outras pesquisas realizadas pelo IBRC. Na Pesquisa Exame – IBRC de Atendimento ao Cliente 2010, a Light ficou em 1º lugar no Setor de Energia (Brasil) e na Pesquisa O Globo – IBRC: Agência Virtual 2010 teve 85% de aprovação.

Atendimento ao Cliente

O atendimento ao varejo da Light é avaliado por três pesquisas anuais de satisfação: o Índice ANEEL de Satisfação do Consumidor (IASC), o Índice de Satisfação com a Execução dos Serviços (ISES), da própria Light e a pesquisa da Abradee. A avaliação da Abradee é feita por meio de três indicadores: o Índice de Satisfação da Qualidade Percebida (ISQP), o Índice de Aprovação do Cliente (IAC) e o Índice de Satisfação Geral (ISG). Para o segmento Grandes Clientes, a Light também realiza anualmente uma avaliação própria, a Pesquisa de Satisfação de Grandes Clientes.

Em 2010, os transtornos causados pelo verão com temperaturas extremas e os problemas do início do ano com a rede subterrânea resultaram em interrupções no fornecimento de energia e geraram críticas e questionamentos por parte dos clientes da Light. Essas questões afetaram os resultados de algumas das pesquisas de satisfação realizadas no

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ano. No entanto, mesmo frente a esses obstáculos, uma importante pesquisa mostrou que os clientes perceberam o compromisso da Companhia em dialogar com franqueza sobre esses desafios e propor soluções emergenciais e de médio e longo prazos. Na avaliação da ANEEL (IASC), a Light alcançou 67,55% de satisfação, a maior taxa já registrada pela Empresa. No ano anterior, o IASC ficou em 64,2%.

No atendimento ao cliente, uma das principais iniciativas da Light em 2010 foi a inauguração do novo call center com o tema Energia Positiva – Mais força para o Rio, utilizando tecnologias e processos de última geração. A operação conta com 700 atendentes e 300 posições de atendimento e capacidade para realizar até 6,7 milhões de atendimentos comerciais e de emergência por ano.

Foi criado também o Light Já, canal de atendimento de emergência para falta de energia com atendimento automático, através de mensagem de texto via celular.

Investimentos

Em 2010, foram aplicados R$ 577,5 milhões em projetos de investimentos, dos quais se

destacam os direcionados ao

desenvolvimento de redes de distribuição, que envolvem principalmente novas ligações, aumento de capacidade, e manutenção corretiva, no montante de R$ 169,8 milhões;

melhoria de qualidade e manutenção

preventiva no valor de R$ 82,8 milhões; blindagem de rede, sistema de medição eletrônica e regularização de fraudes no montante de R$ 134,9 milhões. 450,3 527,5 57,6 50,0 507,9 577,5 2009 2010 CAPEX (R$ MM) Distribuição Administração

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Comentário Financeiro e de Mercado de Capitais Desempenho Financeiro

Receitas

No ano de 2010, a receita líquida da Light SESA foi de R$ 6.097,1 milhões, 3,2% em relação a 2009, associado principalmente ao bom desempenho do consumo na área de concessão, que apresentou crescimento de 4,2% comparado ao ano anterior.

Custos e despesas

Em 2010, os custos e despesas foram de R$ 5.047,3 milhões, representando um aumento de 1,5% em relação ao ano de 2009 (R$ 4.972,5).

Esse aumento tem como principais causas: (i) aumento nos custos e despesas de PMSO (pessoal, material, serviços e outros) em 22,0%; e (ii) redução nas provisões no valor de R$ 93,6 milhões, em função principalmente da reversão de provisão no montante de R$ 61,7 milhões, devido a processo movido pela CSN em 1995, requerendo a devolução de valores, no entendimento desta, cobrados a maior pela Light em função do reajuste de tarifas aprovado em 1986 pelo DNAEE (Plano Cruzado).

5.101 5.908 6.097 2008 2009 2010 Receita Líquida (R$ milhões) Custos e Despesas (R$ milhões) 4.075 4.972 5.047 2008 2009 2010

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EBITDA

Em 2010, o EBITDA foi de R$ 1.340,0 milhões, 10,2% maior que o realizado no ano

anterior. Este resultado foi influenciado principalmente pelo crescimento do consumo de

energia elétrica na área de concessão no ano, refletindo no aumento da receita líquida. Adicionalmente, os custos não-gerenciáveis em 2010 ficaram em linha com os custos de 2009, combinado com a redução em provisões, em função da reversão de importantes causas no ano. A margem EBITDA ficou em 24,2% no ano, 1,6 p.p. acima do ano de 2009.

Lucro Líquido

O lucro líquido em 2010 foi de R$ 475,3 milhões, 12,2% abaixo do lucro registrado em 2009. Tal resultado é decorrente principalmente da variação no resultado financeiro, com uma despesa financeira de R$ 483,5 milhões em 2010, acima em 78,3% da apurada no ano passado. A despesa financeira foi impactada, principalmente, pelo déficit atuarial e atualização monetária (inclui IPCA +6 % a.a.) do passivo da Braslight, que somam o montante de R$ 156,6 milhões. Desconsiderando o efeito não recorrente do déficit atuarial da Braslight de R$ 48,2 milhões, o lucro líquido de 2010 teria sido de R$ 507,1 milhões, 6,4% abaixo de 2009.

Proposta de Distribuição de Dividendos 1.314 1.215 1.340 2008 2009 2010 EBITDA (R$ milhões) Lucro Líquido (R$ milhões) 918 475 542 2008 2009 2010

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Na reunião do Conselho de Administração realizada em 25 de março de 2011 foi aprovada proposta de distribuição de dividendos, no valor de R$ 229.511.200,00 ou R$ 0,00112442 por ação, referentes aos resultados apurados no ano de 2010, a ser aprovada em Assembleia Geral Ordinária de Acionistas de 28/04/2011.

Situação Financeira

A dívida líquida no fechamento de dezembro foi de R$ 2.051 milhões um aumento de 12,4% em comparação a dezembro de 2009. Tal aumento ocorreu principalmente em função da menor geração de caixa da companhia. A relação dívida líquida/EBITDA de dezembro de 2010 é de 1,5x.

O endividamento apresenta prazo médio de vencimento de 3,1 anos. O custo médio da dívida denominada em reais ficou em 11,1% a.a., 0,2 p.p. abaixo do custo médio da dívida de setembro de 2010. O custo médio para dívida em moeda estrangeira, de US$ + 5,4% a.a., ficou em linha com o custo da dívida de setembro de 2010. No fechamento de dezembro, somente 3,0% do endividamento total estava denominado em moeda estrangeira e, considerando o horizonte das operações de hedge, a exposição ao risco de moeda estrangeira ficou em 1,7%, 0,2 p.p. abaixo de setembro de 2010. A política de hedge consiste em proteger o fluxo de caixa vincendo nos próximos 24 meses (principal e juros), através do instrumento swap sem caixa, com instituições financeiras de primeira linha.

Conciliação das Demonstrações Financeiras Regulatórias – Despacho ANEEL no. 4.097, de 30 de dezembro de 2010

No processo de convergência das normas internacionais de contabilidade destaca-se a aplicação da interpretação IFRIC 12 – Service Concession Arragements, referente a contabilização nas concessões de serviço público (correlacionada à interpretação técnica brasileira ICPC 01 – Contratos de Concessão), bem como o não reconhecimento dos ativos e passivos regulatórios, por não se enquadrarem ao IASB Framework (CPC 00 – Estrutura Conceitual). Dívida Líquida (R$ milhões) 1.702 1.825 2.051 2008 2009 2010

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A ANEEL considera que estes ajustes não representam o negócio das concessionárias distribuidoras e, portanto, editou Resolução Normativa no. 396, de 23 de fevereiro de 2010, instituindo, assim, a contabilidade regulatória.

Em atendimento ao Despacho ANEEL no. 4.097, de 30 de dezembro de 2010, segue abaixo a conciliação entre a demonstração financeira societária e regulatória.

Balanço Patrimonial em 31 de dezembro de 2010

Ajustes Regulatórios

ATIVO CIRCULANTE

Caixa e Equivavalente de caixa 373.290 - 373.290 Títulos e Valores Mobiliários 9.840 - 9.840 Consumidores, concessionárias e permissionárias 1.313.245 - 1.313.245 Tributos e contribuições 243.738 - 243.738 Estoques 18.733 - 18.733 Rendas a receber Swap - - -Serviços prestados 21.060 - 21.060 Despesas pagas antecipadamente 1.783 - 1.783 Outros créditos 219.248 122.804 342.052 TOTAL DO CIRCULANTE 2.200.937 122.804 2.323.741 NÃO CIRCULANTE

Consumidores, concessionárias e permissionárias 276.092 276.092 Tributos e contribuições 57.456 - 57.456 Tributos diferidos 898.632 (54.939) 843.693 Ativo Financeiro de Concessões 469.030 (469.030) -Rendas a receber Swap 211 - 211 Depósitos vinculados a litígios 224.884 224.884 Despesas pagas antecipadamente 714 38.781 39.495 Outros créditos 225.867 - 225.867 Investimentos 16.374 - 16.374 Imobilizado 189.015 3.773.307 3.962.322 Intangível 3.478.653 (3.304.277) 174.376 TOTAL DO NÃO CIRCULANTE 5.836.928 (16.158) 5.820.770 TOTAL DO ATIVO 8.037.865 106.646 8.144.511

Societária em 2010

Regulatório em 2010

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Ajustes Regulatórios PASSIVO CIRCULANTE Fornecedores 635.292 - 635.292 Folha de pagamento 2.016 - 2.016 Tributos e contribuições 274.913 - 274.913 Empréstimos, Financiamentos e Encargos Financeiros 159.272 - 159.272 Debêntures e Encargos Financeiros 381.332 - 381.332 Dividendos a pagar 23.346 - 23.346 Obrigações estimadas 38.448 - 38.448 Encargos regulatórios - Contribuições do Consumidor 116.437 - 116.437 Provisão para contigência - - -Benefícios pós-emprego 94.546 - 94.546 Outros débitos 229.109 144.358 373.467 TOTAL DO CIRCULANTE 1.954.711 144.358 2.099.069

NÃO CIRCULANTE

Empréstimos, Financiamentos e Encargos Financeiros 1.166.036 - 1.166.036 Debêntures e Encargos Financeiros 727.891 - 727.891 Tributos e contrbuições 177.699 (76.156) 101.543 Tributos diferidos 21.217 - 21.217 Provisão para contingências 550.709 - 550.709 Benefícios pós-emprego 910.329 - 910.329 Outros débitos 86.838 79.631 166.469 TOTAL DO PASSIVO NÃO CIRCULANTE 3.640.719 3.475 3.644.194

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Capital Social 2.082.365 - 2.082.365 Reservas de Capital 7.277 - 7.277 Lucros/Prejuízos acumulados - ajustes 1a. Adoção IFRS - (41.187) (41.187) Dividendos adicionais propostos 206.146 - 206.146 Reserva de Lucro - - Reserva Legal 146.647 - 146.647 Retenção de Lucros - - TOTAL PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2.442.435 (41.187) 2.401.248

TOTAL DO PASSIVO 8.037.865 106.646 8.144.511 Societária em

2010

Regulatório em 2010

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Demonstração de Resultado em 31 de dezembro de 2010

Societário em Ajustes Regulatório em

2010 Regulatórios 2010

RECEITA OPERACIONAL

Fornecimento de energia elétrica 7.919.155 - 7.919.155 Suprimento de energia elétrica 66.446 - 66.446 Outras receitas 1.361.608 (591.235) 770.373

9.347.209

(591.235) 8.755.974

Deduções à receita operacional

ICMS (2.194.042) - (2.194.042) Encargos do consumidor (556.347) 5.506 (550.841) PIS/ COFINS (497.719) - (497.719) Outros (1.998) - (1.998) (3.250.106) 5.506 (3.244.600)

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 6.097.103 (585.729) 5.511.374

CUSTO COM ENERGIA ELÉTRICA

Energia comprada para revenda (3.344.010) (241.743) (3.585.753) (3.344.010) (241.743) (3.585.753) CUSTO DE OPERAÇÃO Pessoal (150.850) (150.850) Materiais (18.586) (18.586) Serviços de terceiros (138.316) (138.316) Depreciações e amortizações (256.275) (256.275) Custo de Construção (552.831) 552.831 -Outras (19.380) - (19.380) (1.136.238) 552.831 (583.407)

LUCRO OPERACIONAL BRUTO 1.616.855 (274.641) 1.342.214

DESPESAS OPERACIONAIS

Com vendas (90.123) - (90.123) Gerais e administrativas (476.949) - (476.949)

(567.072)

- (567.072)

RECEITA ( DESPESA ) FINANCEIRA

Receita 194.356 10.792 205.148 Despesa (483.454) (3.653) (487.107)

(289.098)

7.139 (281.959)

OUTRAS RECEITAS ( DESPESAS ) OPERACIONAIS

Receita 13.035 13.035

Despesa (2.966) (2.966)

10.069

- 10.069

RESULTADO OPERACIONAL 770.754 (267.502) 503.252

RESULTADO ANTES DOS TRIBUTOS

E PARTICIPAÇÕES 770.754 (267.502) 503.252 Imposto de renda e contribuição social corrente (38.479) (38.479) Imposto de renda e contribuição social diferido (256.959) 90.950 (166.009)

LUCRO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES 475.316 (176.552) 298.764 Participações

(15)

Balanço Patrimonial em 31 de dezembro de 2009

Ajustes Regulatórios

ATIVO CIRCULANTE

Caixa e Equivavalente de caixa 553.973 - 553.973 Títulos e Valores Mobiliários 63.562 - 63.562 Consumidores, concessionárias e permissionárias 1.327.687 - 1.327.687 Tributos e contribuições 415.702 6.511 422.213 Estoques 12.823 - 12.823 Rendas a receber Swap 4 - 4 Serviços prestados 17.764 - 17.764 Despesas pagas antecipadamente 2.025 258.121 260.146 Outros créditos 198.860 - 198.860 TOTAL DO CIRCULANTE 2.592.400 264.632 2.857.032 NÃO CIRCULANTE

Consumidores, concessionárias e permissionárias 297.798 297.798 Tributos e contribuições 40.315 - 40.315 Tributos diferidos 1.114.780 (102.256) 1.012.524 Ativo Financeiro de Concessões 354.784 (354.784) -Rendas a receber Swap - -Depósitos vinculados a litígios 199.972 199.972 Despesas pagas antecipadamente 1.658 36.121 37.779 Outros créditos 315.110 - 315.110 Investimentos 16.448 - 16.448 Imobilizado 180.658 3.496.156 3.676.814 Intangível 3.306.009 (3.141.372) 164.637 TOTAL DO NÃO CIRCULANTE 5.827.532 (66.135) 5.761.397 TOTAL DO ATIVO 8.419.932 198.497 8.618.429

Societária em 2009

Regulatório em 2009

(16)

Ajustes Regulatórios PASSIVO CIRCULANTE Fornecedores 528.569 - 528.569 Folha de pagamento 3.021 - 3.021 Tributos e contribuições 218.097 - 218.097 Empréstimos, Financiamentos e Encargos Financeiros 194.087 - 194.087 Debêntures e Encargos Financeiros 96.412 - 96.412 Dividendos a pagar 125.510 - 125.510 Obrigações estimadas 45.192 - 45.192 Encargos regulatórios - Contribuições do Consumidor 109.833 - 109.833 Provisão para contigência - - -Benefícios pós-emprego 93.870 - 93.870 Outros débitos 217.722 39.780 257.502 TOTAL DO CIRCULANTE 1.632.313 39.780 1.672.093

NÃO CIRCULANTE

Empréstimos, Financiamentos e Encargos Financeiros 985.925 - 985.925 Debêntures e Encargos Financeiros 1.165.759 - 1.165.759 Tributos e contrbuições 303.585 - 303.585 Tributos diferidos 33.990 (32.524) 1.466 Provisão para contingências 663.353 - 663.353 Benefícios pós-emprego 852.558 - 852.558 Outros débitos 83.195 55.878 139.073 4.088.365 23.354 4.111.719 PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social 2.082.365 - 2.082.365 Reservas de Capital 7.277 - 7.277 Lucros/Prejuízos acumulados - ajustes 1a. Adoção IFRS (132.516) 135.363 2.847 Dividendos adicionais propostos 276.639 - 276.639 Reserva de Lucro - - Reserva Legal 122.881 - 122.881 Retenção de Lucros 342.608 - 342.608 TOTAL PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2.699.254 - 2.834.617

TOTAL DO PASSIVO 8.419.932 63.134 8.618.429 Societária em

2009

Regulatório em 2009

(17)

Demonstração de Resultado em 31 de dezembro de 2009

Societário em Ajustes Regulatório em

2009 Regulatórios 2009

RECEITA OPERACIONAL

Fornecimento de energia elétrica 7.681.486 7.681.486 Suprimento de energia elétrica 17.152 17.152 Outras receitas 1.205.270 (86.599) 1.118.671

8.903.908

(86.599) 8.817.309

Deduções à receita operacional

ICMS (2.069.067) - (2.069.067) Encargos do consumidor (501.012) (161.983) (662.995) PIS/ COFINS (424.156) 977 (423.179) Outros (1.832) - (1.832) (2.996.067) (161.006) (3.157.073)

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 5.907.841 (247.605) 5.660.236

CUSTO COM ENERGIA ELÉTRICA

Energia comprada para revenda (3.322.771) 38.036 (3.284.735) (3.322.771) 38.036 (3.284.735) CUSTO DE OPERAÇÃO Pessoal (130.787) (130.787) Materiais (11.953) (11.953) Serviços de terceiros (110.507) (110.507) Depreciações e amortizações (247.305) (247.305) Custo de Construção (526.986) (526.986) Outras (10.124) (4.209) (14.333) (1.037.662) (4.209) (1.041.871)

LUCRO OPERACIONAL BRUTO 1.547.408 (213.778) 1.333.630

DESPESAS OPERACIONAIS

Com vendas (317.114) - (317.114) Gerais e administrativas (294.913) - (294.913)

(612.027)

- (612.027)

RECEITA ( DESPESA ) FINANCEIRA

Receita 188.191 15.119 203.310 Despesa (271.167) (853) (272.020)

(82.976)

14.266 (68.710)

OUTRAS RECEITAS ( DESPESAS ) OPERACIONAIS

Receita 36.619 36.619

Despesa (24.797) (24.797)

11.822

- 11.822

RESULTADO OPERACIONAL 864.227 (199.512) 664.715

RESULTADO ANTES DOS TRIBUTOS

E PARTICIPAÇÕES 864.227 (199.512) 664.715 Imposto de renda e contribuição social corrente (108.355) (108.355) Imposto de renda e contribuição social diferido (214.283) 67.834 (146.449)

LUCRO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES 541.589 (131.678) 409.911

Participações

-LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 541.589 (131.678) 409.911

Outras Informações

Auditores independentes

Em atendimento à instrução CVM nº 381/2003, informamos que a KPMG Auditores Independentes presta serviços de auditoria externa e revisão trimestral para o

(18)

Grupo Light e que não realizou nenhum outro serviço não relacionado à auditoria para a Companhia no exercício findo em 31 de dezembro de 2010.

(19)

Notas 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 ATIVOS

Caixa e equivavalentes de caixa 5 373.290 553.973 417.224 Títulos e valores mobiliários 6 9.840 63.562 39.295 Consumidores, concessionárias e permissionárias 7 1.313.245 1.327.687 1.251.929 Tributos e contribuições 8 243.738 415.702 540.632 Estoques 18.733 12.823 14.666 Rendas a receber swap 32 - 4 6.671 Serviços prestados a receber 21.060 17.764 10.203 Despesas pagas antecipadamente 1.783 2.025 1.397 Outros créditos 11 219.248 198.860 167.755 TOTAL DO ATIVO CIRCULANTE 2.200.937 2.592.400 2.449.772

Consumidores, concessionárias e permissionárias 7 276.092 297.798 292.594 Tributos e contribuições 8 57.456 40.315 72.355 Tributos diferidos 9 898.632 1.114.780 1.616.839 Ativo financeiro de concessões 469.030 354.784 304.229 Rendas a receber swap 32 211 - 4.413 Depósitos vinculados a litígios 224.884 199.972 186.071 Despesas pagas antecipadamente 714 1.658 4.364 Outros créditos 11 225.867 315.110 420.050 Investimentos 12 16.374 16.448 12.249 Imobilizado 13 189.015 180.658 168.169 Intangível 14 3.478.653 3.306.009 3.148.809 TOTAL DO ATIVO NÃO CIRCULANTE 5.836.928 5.827.532 6.230.142

(20)

Notas 31/12/2010 31/12/2009 01/01/2009 PASSIVO

Fornecedores 15 635.292 528.569 462.225 Tributos e contribuições 8 274.913 218.097 180.699 Empréstimos, financiamentos e encargos financeiros 16 159.272 194.087 115.147 Debêntures e encargos financeiros 17 381.332 96.412 61.523 Dividendos a pagar 23.346 125.510 218.064 Obrigações estimadas 40.464 48.213 53.820 Encargos regulatórios 18 116.437 109.833 126.046 Provisão para contigência 19 - - 2.237 Benefícios pós-emprego 20 94.546 93.870 86.589 Outros débitos 21 229.109 217.722 292.666 TOTAL DO PASSIVO CIRCULANTE 1.954.711 1.632.313 1.599.016 Empréstimos, financiamentos e encargos financeiros 16 1.166.036 985.925 1.035.964 Debêntures e encargos financeiros 17 727.891 1.165.759 945.549 Tributos e contrbuições 8 177.699 303.585 324.743 Tributos diferidos 9 21.217 33.990 59.337 Provisão para contingências 19 550.709 663.353 987.883 Benefícios pós-emprego 20 910.329 852.558 932.809 Outros débitos 21 86.838 83.195 78.212 TOTAL DO PASSIVO NÃO CIRCULANTE 3.640.719 4.088.365 4.364.497

PATRIMÔNIO LÍQUIDO 23 Capital social 2.082.365 2.082.365 2.082.362 Reservas de capital 7.277 7.277 7.277 Reserva de lucro Reserva legal 146.647 122.881 96.458 Retenção de lucros - 342.608 412.444 Proposta de dividendos adicionais 206.146 276.639 263.500 Lucros/prejuízos acumulados - IFRS - (132.516) (145.640) TOTAL DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2.442.435 2.699.254 2.716.401 TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 8.037.865 8.419.932 8.679.914

(21)

Nota explicativa 01/01/2010 a 31/12/2010 01/01/2009 a 31/12/2009 RECEITA LÍQUIDA 6.097.103 5.907.841 CUSTO DA OPERAÇÃO (4.480.248) (4.360.433) LUCRO BRUTO 1.616.855 1.547.408 DESPESAS OPERACIONAIS (557.003) (600.205) LUCRO OPERACIONAL 1.059.852 947.203 RESULTADO FINANCEIRO (289.098) (82.976) Receita 31 194.356 188.191 Despesa 31 (483.454) (271.167)

LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA

CONTRIBUIÇÃO SOCIAL 770.754 864.227 Imposto de renda e contribuição social Corrente 9 (38.479) (108.355) Imposto de renda e contribuição social Diferido 9 (256.959) (214.283) LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 475.316 541.589

Lucro básico e diluído por ação 0,00233 0,00266

203.934.060.011

203.933.966.011 DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADO

LIGHT SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S.A

QUANTIDADE DE AÇÕES AO FINAL DO EXERCÍCIO

(22)

RESERVAS RETENÇÃO DIVIDENDOS

CAPITAL DE RESERVA DE ADICIONAIS LUCROS TOTAL

SOCIAL CAPITAL LEGAL LUCROS PROPOSTOS ACUMULADOS

SALDOS EM 31/12/08 2.082.362 7.277 96.458 412.444 263.500 (145.640) 2.716.401

Aumento do Capital Social 3 - - - - - 3 Dividendos pagos - reserva de lucro - - - (169.729) - - (169.729) Dividendos pagos adicionais aos propostos - - - - (263.500) - (263.500) Lucro líquido do exercício - - - - - 541.589 541.589

Destinação do resultado do exercício:

Constituição da reserva legal - - 26.423 - - (26.423) Dividendos propostos mínimo obrigatório (25%) - - - - - (125.510) (125.510)

Dividendos adicionais propostos 276.639 (276.639) -Constituição de Reserva de Retença de Lucros - - - 99.893 - (99.893)

-SALDOS EM 31/12/2009 2.082.365 7.277 122.881 342.608 276.639 (132.516) 2.699.254

Dividendos pagos - reserva de lucro - - - (342.608) - - (342.608) Dividendos pagos adicionais aos propostos - - - - (276.639) - (276.639) Lucro líquido do exercício - - - - - 475.316 475.316 Destinação do resultado do exercício:

Constituição da Reserva Legal - - 23.766 - - (23.766) Dividendos intercalares pagos - - - - - (89.544) (89.544) Dividendos propostos mínimo obrigatório (25%) - - - - - (23.344) (23.344)

Dividendos adicionais propostos - 206.146 (206.146) -Constituição de Reserva de Retença de Lucros - - - 132.516 - (132.516) -Absorção de prejuízos - ajustes de 1a. Adoção IFRS (132.516) - 132.516

-SALDOS EM 31/12/2010 2.082.365 7.277 146.647 - 206.146 - 2.442.435 RESERVAS DE LUCRO

(23)

01/01/2010 a 31/12/2010 01/01/2009 a 31/12/2009

Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social 770.754 864.227

Ajustes de Despesas / (receitas) que não afetam o caixa

Provisão para créditos de liquidação duvidosa 254.785 246.311 Depreciação e amortização 17.988 8.157 Amortização de intangível 272.644 271.917 Perda (ganho) na venda de intangível / Valor residual do ativo imobilizado baixado 17.572 20.781 Perdas (ganhos) cambiais de atividades financeiras (12.259) (55.767) Atualização de contingencias 44.429 111.600 Ajuste a valor presente de recebíveis - (19.072) Despesa de juros sobre empréstimos 261.426 261.162 Encargos e variação monetária de obrigações pós-emprego 156.662 19.797 Provisões/(Reversões) no exigível - contingências (50.959) 61.575 Outras 10.392 13.096

(Aumento)/Redução dos Ativos

Titulos e valores mobiliarios 53.722 (24.267) Consumidores, concessionárias e permissionárias (218.637) (308.201) Tributos e contribuições 114.012 182.537 Estoques (5.910) 1.843 Serviços prestados a receber (3.296) (7.561) Despesas pagas antecipadamente 1.186 2.078 Depósitos vinculados a litígios (24.912) (13.901) Outros 68.642 52.507

Aumento/(Redução) dos Passivos

Fornecedores 106.723 18.769 Obrigações estimadas (7.749) (5.607) Tributos e Contribuições (31.305) (105.317) Encargos regulatórios - Contribuições do Consumidor (3.788) (29.309) Contingências (106.114) (76.539) Benefícios pós-emprego (98.215) (92.767) Outros passivos 15.030 (65.234)

Juros pagos (250.696) (261.822) Imposto de renda e contribuição social pagos (89.015) (98.042)

Caixa líquido proveniente das (aplicado nas) atividades operacionais 1.263.112 972.951

Fluxos de caixa das atividades de investimentos

Aquisições de bens do ativo imobilizado (151.191) -Aquisições de bens do ativo intangivel (476.518) (550.783) Contribuições do consumidor 24.333 25.448 Caixa líquido aplicado nas atividades de investimentos (603.376) (525.335)

Fluxos de caixa das atividades de financiamento

Dividendos e juros sobre o capital próprio pagos (834.298) (651.294) Captação de empréstimos e financiamentos 1.076.942 566.325 Amortização de empréstimos e financiamentos (1.083.063) (225.898) Caixa líquido (aplicado nas) proveniente das atividades de financiamentos (840.419) (310.867)

Aumento (redução) líquido de caixa e equivalentes de caixa (180.683) 136.749

Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 553.973 417.224 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício 373.290 553.973 Variação no caixa e equivalentes de caixa (180.683) 136.749

(24)

01/01/2010 a 31/12/2010 01/01/2009 a 31/12/2009 Receitas 9.092.424 8.657.833

Vendas Mercadorias, Produtos e Serviços 9.347.209 8.903.908

Outras Receitas -

Provisão/Rev. Créds. Liquidação Duvidosa (254.785) (246.075)

Insumos Adquiridos de Terceiros (4.203.978) (4.232.974)

Custos Prods., Mercs. e Servs. Vendidos (3.344.010) (3.322.771)

Materiais-Energia-Servs Terceiros-Outros (859.968) (910.203)

Valor Adicionado Bruto 4.888.446 4.424.859

Retenções (290.232) (247.305)

Depreciação, Amortização e Exaustão (290.232) (247.305)

Outras -

Valor Adicionado Líquido Produzido 4.598.214 4.177.554

Vlr Adicionado Recebido em Transferência 194.356 188.191

Resultado de Equivalência Patrimonial -

Receitas Financeiras 194.356 188.191

Valor Adicionado Total a Distribuir 4.792.570 4.365.745

Distribuição do Valor Adicionado 4.792.570 4.365.745

Pessoal 208.166 164.543

Remuneração Direta 137.019 107.753

Benefícios 28.668 32.772

F.G.T.S. 13.844 18.666

Outros 28.635 5.352

Impostos, Taxas e Contribuições 3.609.744 3.373.486

Federais 1.408.148 1.297.888

Estaduais 2.194.572 2.069.634

Municipais 7.024 5.964

Remuneração de Capitais de Terceiros 499.344 286.127

Juros 467.092 265.060

Aluguéis 32.252 21.067

Remuneração de Capitais Próprios 475.316 541.589

Dividendos 229.490 402.149

Lucros Retidos / Prejuízo do Exercício 245.826 139.440

(25)

-ÍNDICE

1. CONTEXTO OPERACIONAL

2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONTRAÇÔES FINANCEIRAS

3. ADOÇÃO INICIAL DOS NOVOS PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS

4. RESUMO DAS PRÁTICAS CONTÁBEIS

5. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

6. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS

7. CONSUMIDORES, CONCESSIONÁRIAS, PERMISSIONÁRIAS (CLIENTES)

8. TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES

9. TRIBUTOS DIFERIDOS

10. ATIVO FINANCEIRO DA CONCESSÃO

11. OUTROS CRÉDITOS

12. INVESTIMENTOS

13. ATIVO IMOBILIZADO

14. ATIVO INTANGÍVEL

15. FORNECEDORES

16. EMPRÉSTIMOS, FINANCIAMENTOS E ENCARGOS FINANCEIROS

17. DEBÊNTURES E ENCARGOS FINANCEIROS

18. ENCARGOS REGULATÓRIOS – CONTRIBUIÇÕES DO CONSUMIDOR

19. CONTINGÊNCIAS

20. BENEFÍCIOS PÓS-EMPREGO

21. OUTROS DÉBITOS

22. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS

23. PATRIMÔNIO LÍQUIDO

24. DIVIDENDOS

25. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS

26. LUCRO POR AÇÃO

27. COMPOSIÇÃO DA RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA

28. FORNECIMENTO E SUPRIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA

29. CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS

30. ENERGIA ELÉTRICA COMPRADA PARA REVENDA

31. RESULTADO FINANCEIRO

32. INSTRUMENTOS FINANCEIROS

33. SEGUROS

34. QUESTÕES AMBIENTAIS

35. REAJUSTE TARIFÁRIO

36. PLANO DE INCENTIVO DE LONGO PRAZO

(26)

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009

(Valores expressos em milhares de reais)

1. CONTEXTO OPERACIONAL

A LIGHT - Serviços de Eletricidade S.A., sociedade por ações de capital aberto, com sede na cidade do Rio de Janeiro, tem como atividade principal a distribuição de energia elétrica, cuja concessão foi efetivada em julho de 1996 e o vencimento será em julho de 2026. Sua área de atuação abrange 31 municípios no Estado do Rio de Janeiro, incluindo a capital, atendendo a cerca de 4,0 milhões de unidades consumidoras faturadas, correspondentes a uma população de cerca de 10 milhões de pessoas (dados não revisados pelos auditores independentes). A energia elétrica requerida para atendimento a seu mercado é adquirida da Eletrobrás (Itaipu Binacional), em Leilões de Energia Existente, da UTE Norte Fluminense e do PROINFA.

Em 5 de setembro de 2005, em atendimento à Lei nº 10.848/04, foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, através da Resolução Autorizativa nº 307/05, o projeto de reorganização societária em que a Light S.A. passou a ser a controladora de todas as empresas operacionais e não operacionais do Grupo Light.

2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

a) Declaração de conformidade (com relação às normas IFRS e às normas emitidas

pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis, denominadas CPC) As presentes demonstrações financeiras incluem:

No balanço de adoção ao IFRS, em 1º de janeiro de 2009, a Companhia avaliou as exceções obrigatórias e isenções opcionais apresentadas no IFRS 1 e CPC 37, e apresentou tais efeito na Nota Explicativa n° 3.

Demonstrações Financeiras

As demonstrações financeiras estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, em observância às disposições contidas na Lei das Sociedades por

Ações, e incorporam as mudanças introduzidas por intermédio das Leis nos 11.638/2007 e

11.941/2009, complementadas pelos novos pronunciamentos, interpretações e orientações do CPC, emitidos em 2009 e 2010, aprovados por resoluções do CFC, e de acordo com normas da CVM.

Os pronunciamentos, interpretações e orientações do CPC, aprovados por resoluções do CFC e de normas da CVM estão convergentes às normas internacionais de contabilidade emitidas pelo IASB.

(27)

A Companhia não apurou resultado abrangente, motivo pelo qual não está apresentando a Demonstração do Resultado Abrangente.

Demonstrações financeiras de 2009

Até 31 de dezembro de 2009, a Companhia apresentava suas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil que incorporavam as mudanças

introduzidas por intermédio das Leis nos 11.638/07 e 11.941/09 (Medida Provisória

no449/2008 – MP nº449/2008), complementadas pelos pronunciamentos do Comitê de

Pronunciamentos Contábeis – CPC, aprovados por resoluções do Conselho Federal de Contabilidade – CFC e de normas da Comissão de Valores Mobiliários – CVM até 31 de dezembro de 2008.

Conforme estabelecido na Deliberação CVM no 609/2009 (CPC 37 – Adoção Inicial das

Normas Internacionais de Contabilidade), os padrões internacionais foram implementados retroativamente a 1º de janeiro de 2009. Dessa forma, as demonstrações financeiras, originalmente divulgadas, foram ajustadas e estão apresentadas de acordo com as normas contábeis internacionais.

A autorização para conclusão destas demonstrações financeiras foi dada pelo Conselho de Administração em 25 de março de 2011.

b) Base de mensuração

As demonstrações financeiras foram preparadas com base no custo histórico com exceção dos seguintes itens:

Instrumentos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado; Ativo atuarial de benefício definido é reconhecido como o total líquido dos ativos dos planos, acrescido do custo de serviço passado não reconhecido e perdas atuariais não reconhecidas, deduzido dos ganhos atuariais não reconhecidos e do valor presente da obrigação do benefício definido.

c) Moeda funcional e moeda de apresentação

As demonstrações financeiras estão apresentadas em milhares de reais, que é a moeda funcional da Companhia, exceto se indicado de outra forma, inclusive as notas explicativas.

d) Uso de estimativa e julgamento

A preparação das demonstrações financeiras de acordo com as normas IFRS e as normas CPCs exigem que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas.

(28)

Estimativas e premissas são revistas de forma contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados.

As informações sobre premissas e estimativas que poderão resultar em ajustes dentro do próximo exercício financeiro estão incluídas nas seguintes Notas Explicativas:

Nota nº 09 – Imposto de renda e contribuição social diferidos Nota nº 19 – Contingências

Nota nº 20 – Benefícios Pós-Emprego

Nota nº 27 – Composição da receita operacional líquida (receita não faturada)

3. ADOÇÃO INICIAL DOS NOVOS PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS

A promulgação das Leis nos 11.638/07 e 11.941/09 instaurou para as companhias abertas, o

processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade com a emissão pelo CPC e aprovação dos órgãos reguladores contábeis brasileiros, de diversos pronunciamentos, interpretações e orientações contábeis em duas etapas: a primeira etapa, desenvolvida e aplicada em 2008 com a adoção dos pronunciamentos técnicos CPC 00 a 14 (este último revogado a partir de 2010) e a segunda etapa, com a emissão em 2009 dos pronunciamentos técnicos CPC15 a 43 (à exceção do CPC34), com adoção obrigatória para 2010, com efeito retroativo para 2009 para fins comparativos.

(29)

As demonstrações financeiras para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010 serão as primeiras apresentadas de acordo com esses pronunciamentos contábeis e de acordo com IFRS. A Companhia preparou o seu balanço de abertura de transição em 1º. de janeiro de 2009.

a) Isenções adotadas

A Companhia optou por aplicar a seguinte isenção com relação à aplicação retrospectiva:

Isenção relativa à aplicação retroativa do ICPC 01: a Companhia considerou impraticável remensurar, individualmente, os ativos que compõem a infraestrutura utilizada na concessão do serviço público nas suas datas de aquisição, optando pelo método do valor residual para mensurar: (i) o ativo intangível, correspondente a parcela estimada dos investimentos realizados que serão amortizados até o final da concessão e (ii) o ativo financeiro, correspondente ao direito contratual incondicional de receber caixa ou outro ativo financeiro do concedente pelos serviços de construção efetuados e não amortizados até o final da concessão.

(30)

b) Conciliação da adoção dos CPCs emitidos em 2009 e 2010 na data de transição e reclassificações efetuadas:

Balanço patrimonial de abertura em 01 de janeiro de 2009:

Reclassificações Ajustes ATIVO CIRCULANTE

Caixa e Equivavalente de caixa - 417.224 - 417.224 Títulos e Valores Mobiliários - 39.295 - 39.295 Disponibilidades 456.519 (456.519) - Consumidores, concessionárias e permissionárias 1.319.906 - (67.977) 1.251.929 Tributos a compensar 811.125 (811.125) - Tributos e contribuições - 540.632 - 540.632 Estoques 14.666 - - 14.666 Rendas a receber 6.671 - - 6.671 Serviços prestados 50.081 (52.888) 13.010 10.203 Despesas pagas antecipadamente 383.021 - (381.624) 1.397 Outros créditos 167.755 - - 167.755 TOTAL DO CIRCULANTE 3.209.744 (323.381) (436.591) 2.449.772 NÃO CIRCULANTE

Consumidores, concessionárias e permissionárias 292.594 - - 292.594 Tributos a compensar 1.104.849 (1.104.849) - Tributos e contribuições - 72.355 - 72.355 Tributos diferidos - 1.302.987 313.852 1.616.839 Ativo Financeiro de Concessões - 304.229 - 304.229 Rendas a receber 4.413 - - 4.413 Depósito vinculado a litígio 186.071 - - 186.071 Despesas pagas antecipadamente 129.435 - (125.071) 4.364 Outros créditos 420.050 - - 420.050 Investimentos 12.249 - - 12.249 Imobilizado 3.459.072 (3.290.903) - 168.169 Intangível 162.135 2.986.674 - 3.148.809 TOTAL DO NÃO CIRCULANTE 5.770.868 270.493 188.781 6.230.142 TOTAL DO ATIVO 8.980.612 (52.888) (247.810) 8.679.914

Publicado em

31/12/2008 ADOÇÃO INICIAL IFRS Reapresentado 01/01/2009

(31)

Reclassificações Ajuste

PASSIVO CIRCULANTE

Fornecedores 462.225 - - 462.225

Salários e contribuições sociais 2.506 - - 2.506

Tributos 180.699 (180.699) -

Tributos e contribuições - 180.699 - 180.699

Empréstimos, Financiamentos e Encargos Financeiros 115.147 - - 115.147

Debêntures e Encargos Financeiros 61.523 - - 61.523

Dividendos a pagar 481.564 - (263.500) 218.064

Obrigações estimadas 51.314 - - 51.314

Encargos regulatórios - Contribuições do Consumidor 126.046 - - 126.046

Contingência 2.237 - - 2.237

Benefícios pós-emprego 86.589 - - 86.589

Outros débitos 506.215 (52.888) (160.661) 292.666

TOTAL DO CIRCULANTE 2.076.065 (52.888) (424.161) 1.599.016

NÃO CIRCULANTE

Empréstimos, Financiamentos e Encargos Financeiros 1.035.964 - - 1.035.964

Debêntures e Encargos Financeiros 945.549 - - 945.549

Tributos 324.743 (324.743) - Tributos e contribuições - 324.743 - 324.743 Tributos diferidos - - 59.337 59.337 Contingência 992.460 - (4.577) 987.883 Benefícios pós-emprego 932.809 - - 932.809 Outros débitos 74.481 - 3.731 78.212

TOTAL DO NÃO CIRCULANTE 4.306.006 - 58.491 4.364.497

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Capital Social 2.082.362 - - 2.082.362

Reservas de Capital 7.277 - - 7.277

Lucros/Prejuízos acumulados - ajustes 1a. Adoção IFRS - - (145.640) (145.640)

Dividendos adicionais propostos - - 263.500 263.500

Reserva de Lucro

Reserva Legal 96.458 - - 96.458

Retenção de Lucros 412.444 - - 412.444

Ajustes de avaliação patrimonial - - -

Outros resultados abrangentes - - -

-TOTAL PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2.598.541 - 117.860 2.716.401

TOTAL DO PASSIVO 8.980.612 (52.888) (247.810) 8.679.914

Publicado em

31/12/2008 ADOÇÃO INICIAL IFRS Reapresentado 01/01/2009

(32)

Balanço patrimonial findo em 31 de dezembro de 2009:

Reclassificações Ajustes ATIVO CIRCULANTE

Caixa e Equivavalente de caixa - 553.973 - 553.973 Títulos e Valores Mobiliários - 63.562 - 63.562 Disponibilidades 617.535 (617.535) - Consumidores, concessionárias e permissionárias 1.334.198 - (6.511) 1.327.687 Tributos a compensar 648.234 (648.234) - Tributos e contribuições - 415.702 - 415.702 Estoques 12.823 - - 12.823 Rendas a receber 4 - - 4 Serviços prestados 103.651 (98.897) 13.010 17.764 Despesas pagas antecipadamente 260.146 - (258.121) 2.025 Outros créditos 198.860 - - 198.860 TOTAL DO CIRCULANTE 3.175.451 (331.429) (251.622) 2.592.400 NÃO CIRCULANTE

Consumidores, concessionárias e permissionárias 297.798 - - 297.798 Tributos a compensar 820.306 (820.306) - Tributos e contribuições - 40.315 - 40.315 Tributos diferidos - 1.012.523 102.257 1.114.780 Ativo Financeiro de Concessões - 354.784 - 354.784 Depósito vinculado a litígio 199.972 - - 199.972 Despesas pagas antecipadamente 37.779 - (36.121) 1.658 Outros créditos 315.110 - - 315.110 Investimentos 16.448 - - 16.448 Imobilizado 3.676.814 (3.496.156) - 180.658 Intangível 164.637 3.141.372 - 3.306.009 TOTAL DO NÃO CIRCULANTE 5.528.864 232.532 66.136 5.827.532 TOTAL DO ATIVO 8.704.315 (98.897) (185.486) 8.419.932

Publicado em

2009 ADOÇÃO INICIAL IFRS

Reapresentado 2009

(33)

Reclassificações Ajuste

PASSIVO CIRCULANTE

Fornecedores 528.569 - - 528.569

Salários e contribuições sociais 3.021 - - 3.021

Tributos 218.097 (218.097) -

Tributos e contribuições - 218.097 - 218.097

Empréstimos, Financiamentos e Encargos Financeiros 194.087 - - 194.087

Debêntures e Encargos Financeiros 96.412 - - 96.412

Dividendos a pagar 402.149 - (276.639) 125.510

Obrigações estimadas 45.192 - - 45.192

Encargos regulatórios - Contribuições do Consumidor 109.833 - - 109.833

Benefícios pós-emprego 93.870 - - 93.870

Outros débitos 356.399 (98.897) (39.780) 217.722

TOTAL DO CIRCULANTE 2.047.629 (98.897) (316.419) 1.632.313

NÃO CIRCULANTE

Empréstimos, Financiamentos e Encargos Financeiros 985.925 - - 985.925

Debêntures e Encargos Financeiros 1.165.759 - - 1.165.759

Tributos 303.585 (303.585) - Tributos e contribuições - 303.585 - 303.585 Tributos diferidos - - 33.990 33.990 Contingência 667.930 - (4.577) 663.353 Benefícios pós-emprego 852.558 - - 852.558 Outros débitos 125.798 - (42.603) 83.195

TOTAL DO NÃO CIRCULANTE 4.101.555 - (13.190) 4.088.365

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Capital Social 2.082.365 - - 2.082.365

Reservas de Capital 7.277 - - 7.277

Lucros/Prejuízos acumulados - ajustes 1a. Adoção IFRS - - (132.516) (132.516)

Dividendos adicionais propostos - - 276.639 276.639

Reserva de Lucro

Reserva Legal 122.881 - - 122.881

Retenção de Lucros 342.608 - 342.608

Ajustes de avaliação patrimonial - - -

Outros resultados abrangentes - - -

TOTAL PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2.555.131 - 144.123 2.699.254

TOTAL DO PASSIVO 8.704.315 (98.897) (185.486) 8.419.932

(34)

Publicado Reapresentado 2009 Reclassificação Ajustes 2009 RECEITA LÍQUIDA 5.133.250 - 774.591 5.907.841 CUSTO DA OPERAÇÃO (3.799.480) - (560.953) (4.360.433) LUCRO BRUTO 1.333.770 - 213.638 1.547.408 DESPESAS OPERACIONAIS (600.205) - - (600.205) Com vendas (317.114) - - (317.114) Gerais e administrativas (294.913) - - (294.913) Outras receitas operacionais 36.619 - - 36.619 Outras despesas operacionais (24.797) - - (24.797)

LUCRO OPERACIONAL 733.565 - 213.638 947.203

RESULTADO FINANCEIRO (68.710) - (14.266) (82.976) Receita 203.310 - (15.119) 188.191 Despesa (272.020) - 853 (271.167)

LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA

CONTRIBUIÇÃO SOCIAL 664.855 - 199.372 864.227 Imposto de renda e contribuição social corrente (108.355) - (108.355) Imposto de renda e contribuição social diferido (28.035) - (186.248) (214.283)

LUCRO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES 528.465 - 13.124 541.589

LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 528.465 - 13.124 541.589 ADOÇÃO INICIAL IFRS

Quadro com efeito dos ajustes decorrentes da adoção dos CPCs emitidos, no Patrimônio Líquido de 01 de janeiro de 2009 e 31 de dezembro de 2009 e no Lucro Líquido de 2009, com notas explicativas dos mesmos:

Patrimônio

Líquido Lucro Líquido Patrimônio Líquido Saldo anterior à adoção das novas práticas 2.555.131 528.465 2.598.541

Dividendos acima do mínimo obrigatório (5) 276.639 - 263.500 Ativos e passivos regulatórios (1) (205.095) 199.512 (404.607) Outros (8) 4.312 (140) 4.452 IR e CS diferidos (4) 68.267 (186.248) 254.515 Total dos ajustes 144.123 13.124 117.860

Saldo após à adoção das novas práticas 2.699.254 541.589 2.716.401 31/12/2009 01/01/2009

Descrição dos principais ajustes decorrentes dos novos pronunciamentos contábeis que afetaram as demonstrações financeiras da Companhia:

(35)

(1) Estrutura conceitual para a elaboração e apresentação das demonstrações contábeis (CPC Estrutura Conceitual): este pronunciamento estabelece, dentre outros conceitos, as bases para reconhecimento de ativos, passivos, receitas e despesas. As diferenças entre os valores estimados incluídos no cálculo da tarifa de energia elétrica e os efetivamente incorridos pela Companhia, reconhecidos antes da aplicação dos novos CPCs como ativos e passivos regulatórios não são, de acordo com esse pronunciamento, reconhecidos no balanço patrimonial por não atenderem à definição de ativos e/ou passivos. Como consequência, os saldos de ativos e passivos regulatórios contabilizados antes da data de adoção inicial dos novos CPC´s foram reconhecidos contra lucros acumulados e no resultado dos exercícios de 2009 e 2010, de acordo com o período de competência.

(2) CPC 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes: O objetivo deste

pronunciamento é estabelecer a aplicação de critérios de reconhecimento e base de mensuração apropriadas às provisões, aos passivos, ativos contingentes, bem como a divulgação de informações suficientes nas notas explicativas. De acordo com o pronunciamento, o valor reconhecido como provisão deve ser a melhor estimativa do desembolso exigido para liquidar a obrigação presente na data do balanço. A melhor estimativa do desembolso exigido para liquidar a obrigação presente é o valor que a Companhia racionalmente pagaria para liquidar a obrigação na data do balanço ou para transferi-la para terceiros nesse momento.

Tendo em vista que os montantes reconhecidos na conta “Serviços Prestados” relativos aos gastos incorridos nos Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e de Eficiência Energética (PEE) representam valores efetivamente desembolsados pela Companhia, reduzindo, portanto, o montante total restante que a Companhia deve despender em gastos dessa natureza, tais montantes foram baixados contra a conta de provisão do passivo, de modo que os mesmos passem a representar apenas o montante total restante a ser despendido em PEE e em P&D.

(3) CPC 26 - Apresentação das Demonstrações Contábeis: Este Pronunciamento tem

como objetivo a definição da base para a apresentação das demonstrações contábeis e para assegurar a sua comparabilidade, tanto com as de períodos anteriores da mesma entidade quanto com as demonstrações contábeis de outras entidades. Nesse cenário, este Pronunciamento estabelece requisitos gerais para a apresentação das demonstrações contábeis, diretrizes para a sua estrutura e os requisitos mínimos para seu conteúdo.

O imposto de renda e a contribuição social diferidos cujas expectativas de realização ocorre nos doze meses seguintes à apresentação das demonstrações contábeis eram registrados no ativo circulante, conforme previsto na Instrução CVM 371/2002. Em observância ao CPC 26 estes impostos diferidos passaram a ser reconhecidos integralmente no ativo/passivo não circulante.

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