Plano Básico de Benefícios - PBDC
Política de Investimentos - Período 2017 a 2021
Alocação dos RecursosLimites de Alocação dos Recursos – 2017
1 - Fundamentação da Política
Em face do período de acumulação de reservas do Plano, a estratégia de investimento consubstancia-se na alocação de recursos em ativos de renda fixa e de renda variável com maturação de longo prazo.
Na carteira de renda fixa, não obstante a existência de descasamento de prazos entre a carteira de títulos públicos e o fluxo de pagamento dos benefícios, as aplicações objetivarão, ao longo do período, a cobertura integral dos valores necessários ao cumprimento das obrigações previdenciárias, dos exigíveis operacional e contingencial e dos fundos previdenciais, como forma de preservar a solidez do PBDC.
Nas alocações, especial atenção deverá ser dispensada aos vencimentos, de sorte que as aplicações realizadas propiciem ao Plano o recebimento de cupons nos vértices deficitários, por não haver oferta de papéis pelo Tesouro Nacional para diversos vencimentos de anos intermediários.
Como parte da estratégia de manter continuamente a solvência do PBDC, os investimentos deverão, no conjunto e ao longo do tempo, produzir rentabilidade compatível com a remuneração do passivo atuarial do Plano, estabelecida pela variação do IPCA acrescida de juros de 4,5% a.a.
7/11/2016
Ativos
Renda Fixa 373,8 85,0% 409,6 85,7% 448,0 85,6% 493,7 85,9% 542,7 86,0% Renda Variável 62,0 14,1% 64,9 13,6% 71,6 13,7% 77,8 13,5% 85,1 13,5% Investimentos Estruturados 0,1 0,0% 0,1 0,0% 0,1 0,0% 0,1 0,0% 0,1 0,0%
Fundo de Investimento em Participações 0,1 0,0% 0,1 0,0% 0,1 0,0% 0,1 0,0% 0,1 0,0%
Imóveis 1,2 0,3% 1,1 0,2% 1,0 0,2% 0,9 0,2% 1,0 0,2%
Operações com Participantes 2,3 0,5% 2,2 0,5% 2,2 0,4% 2,2 0,4% 2,2 0,3%
Outros1/ 0,2 0,1% 0,2 0,0% 0,2 0,1% 0,2 0,0% 0,2 0,0% Recursos Garantidores 439,6 100% 478,1 100% 523,1 100% 574,9 100% 631,3 100% Gestão Previdencial 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 Gestão Administrativa 20,8 28,4 38,3 51,5 69,3 Total do Patrimônio 460,6 506,7 561,6 626,6 700,8 Rentabilidade
Meta Atuarial (IPCA + 4,5% a.a.)
1/ Disponível, provisão para dividendos, Juros sobre o Capital Próprio - JCP e realizável
9,16% 9,76% 9,33% 9,21% 9,16% 12,11% 2018 2017 Em R$ milhões 12,12% 2019 2020 10,64% 2021 10,92% 10,72%
Mínimo Alvo Máximo
Renda Fixa 75,5% 85,0% 99,4% 100,0%
Renda Variável 0,0% 14,1% 23,9% 70,0%
Investimentos Estruturados 0,0% 0,0% 0,0% 20,0%
Imóveis 0,3% 0,3% 0,8% 8,0%
Operações com Participantes 0,3% 0,5% 2,3% 15,0%
1/ em relação aos recursos garantidores
Segmento Alocação em 2017
1/ Permitido Resolução CMN nº 3.792
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2 - Alocação dos Recursos
2.1 - Segmento de Renda Fixa
No segmento de renda fixa, os recursos serão direcionados preferencialmente para NTN-B, que, além de favorecer o Plano, com fluxo de recursos semestrais e possibilidade de realocações, contribuem para imunizá-lo da ocorrência de déficits, uma vez que o passivo é atualizado pelo mesmo indexador.
Não obstante a classificação contábil dos títulos públicos que compõem a carteira própria do PBDC ser pelo critério de “títulos mantidos até o vencimento” e registrados, portanto, pela curva do papel, poderão ser realizadas compras de títulos “para negociação”, no intuito de se cumprir desembolsos de médio prazo.
Também poderão ser realizadas aplicações de recursos em CDB, DPGE, LF e debêntures, limitadas, no conjunto, a 10% dos recursos garantidores do Plano.
Quanto aos FIRF, os valores alocados visarão o adequado cumprimento dos desembolsos de curto prazo.
2.2 - Segmento de Renda Variável
Como se trata de Plano em período de desenvolvimento, o segmento de renda variável mostra-se importante, na medida em que cumpre o papel de agregar rentabilidade em momentos de menor retorno da renda fixa.
No intuito de acrescentar alfa ao portfolio de ações poderão ocorrer realocações táticas para captura de valor.
Adicionalmente, visando reduzir impactos advindos da desvalorização de ações em momentos de maior volatilidade, poderão ser efetivadas operações de realização de ganhos e de giro.
No que se refere às operações de giro, a reversão de tais operações deverá ocorrer no prazo máximo de trinta dias, sendo obrigatória a estipulação de preço para stop loss, o que preservará o plano de maiores perdas.
Na hipótese de mercado desfavorável, e não sendo atingido o preço de
stop loss, a área técnica elaborará parecer técnico, com justificativa e proposta de
estratégia para a posição negociada.
Devido à dinâmica do mercado e no sentido de ampliar a rentabilidade do Plano e suavizar impactos decorrentes de desvalorização de papéis em momentos de queda da bolsa, serão realizadas operações de empréstimo de ações, limitadas a 70% da posição do papel e prazo de até quarenta dias.
2.3 - Segmento de Investimentos Estruturados
Considerando o longo prazo de maturação do PBDC, aportes em FIP poderão ser objeto de análise, sobretudo se as taxas de juros reais praticadas pelo Tesouro Nacional não superarem a atualização do passivo atuarial.
Atualmente, o Plano tem apenas uma aplicação em FIP, que se encontra em processo de desinvestimento.
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2.4 - Segmento de Imóveis
Como os imóveis não estão segregados por unidade entre as carteiras do PBB e do PBDC, os investimentos no segmento são cotizados e ambos os planos de benefícios observam a mesma política.
Assim, no segmento de imóveis, a política objetiva a continuidade da estratégia de alienação, conforme PAI iniciado em 2006. Além de vendas, consideraram-se reavaliações anuais.
2.5 - Segmento de Operações com Participantes
Nas operações de empréstimo, a Centrus manterá a política de concessões, não sendo esperado acréscimo de demanda.
Em relação aos financiamentos imobiliários, não serão concedidas novas operações, estimando-se o encerramento das existentes ao longo dos próximos cinco anos.
3 - Operações com Derivativos
Se e quando as condições macroeconômicas recomendarem, pode ser utilizadas operações com derivativos de renda fixa e de renda variável em bolsa de valores, de mercadorias e de futuros, como instrumento de proteção e na modalidade com garantia, conforme abaixo:
O objetivo da realização de tais operações é proporcionar a redução do risco a que estão expostas as carteiras integrantes dos segmentos de renda fixa e de renda variável.
Na execução de operações com derivativos, devem ser observados os procedimentos de controle e de avaliação do risco de mercado e dos demais riscos envolvidos nessa modalidade de aplicação, de acordo com o previsto na Resolução CMN nº 3.792, de 2009, e no Regulamento de Aplicações, em especial a aprovação final pelo Conselho Deliberativo, independentemente do valor da operação.
As operações com derivativos devem observar os limites e os parâmetros estabelecidos pela Resolução CMN nº 3.792, de 2009, com avaliações prévias contendo:
o objetivo da sua utilização;
a justificativa da utilização do derivativo;
o modelo, os parâmetros e as referências utilizados na precificação do derivativo; e o impacto no risco e nos investimentos.
4 - Meta de Rentabilidade dos Segmentos de Aplicações
Discriminação Limite Máximo Para Proteção 100%1/ Para Exposição 0%
1/ do valor das posições detidas à vista
Segmento de Aplicação Benchmark
Renda Fixa Taxa Selic
Renda Variável Ibovespa
Imóveis Meta Atuarial ou Índice de Referência Investimentos Estruturados Meta Atuarial ou Índice de Referência Operações com Participantes Meta Atuarial ou Índice de Referência
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5 - Expectativa de Rentabilidade
6 - Apreçamento dos Ativos
No processo de apreçamento dos ativos financeiros, a Centrus segue as melhores práticas de mercado, primando pela transparência, objetividade e consistência das informações e utilizando metodologias e fontes de referência a seguir descritas.
Eventuais ajustes no processo de aplicação das metodologias são reportados à Diretoria-Executiva.
6.1 - Renda Fixa
Com relação aos investimentos em títulos públicos, adota-se como fonte de referência para negociação a taxa indicativa divulgada diariamente pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais - Anbima. Quanto à metodologia de apreçamento, no que se refere aos títulos levados a vencimento, utiliza-se o preço da curva do papel e, para os marcados a mercado, o Preço Unitário - PU divulgado pela Anbima.
As operações de compra de títulos públicos com compromisso de revenda no dia seguinte, registradas no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - Selic (operações compromissadas de um dia), são marcadas a mercado e o preço de compra dos títulos observa a taxa divulgada pela Anbima.
No caso dos Fundos de Investimento em Renda Fixa - FIRF, utiliza-se o valor da cota repassado pelas respectivas instituições administradoras.
Os Certificados de Depósito Bancário - CDB, os Depósitos a Prazo com Garantia Especial - DPGE e as Letras Financeiras - LF são avaliados pela taxa contratada.
Para as debêntures, a precificação é obtida a partir das informações de taxas indicativas divulgadas diariamente pela Anbima.
6.2 - Renda Variável
Por se tratar de mercado organizado e dinâmico, as ações são apreçadas pela cotação de fechamento divulgada pela BM&FBovespa S.A. - Bolsa de Valores, de Mercadorias & Futuros.
Na hipótese de o ativo permanecer por mais de noventa dias sem negociação, é utilizado o valor patrimonial da ação, o custo de aquisição ou o valor líquido provável de realização, dentre eles o menor.
As ações objeto de empréstimo são avaliadas a mercado, diariamente, pelo preço de fechamento dos ativos negociados no dia, divulgado pela BM&FBovespa.
Segmento 2017 2018 2019 2020 2021
Meta Atuarial (IPCA + 4,5% a.a.) 9,76% 9,33% 9,21% 9,16% 9,16%
PBDC 10,92% 10,72% 10,64% 12,11% 12,12%
Renda Fixa 11,66% 11,19% 11,06% 11,01% 11,02% Renda Variável 6,72% 7,88% 13,65% 19,43% 19,43% Investimentos Estruturados 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
Imóveis 10,61% 10,31% 11,61% 9,43% 11,28%
Operações com Participantes 11,73% 10,44% 9,92% 9,66% 9,66%
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A taxa da operação é definida no momento da pactuação e calculada diariamente, pro
rata temporis, até o vencimento ou a liquidação antecipada. 6.3 - Investimentos Estruturados
Com referência aos fundos que permitem aquisição de ações de companhias fechadas (não negociadas em bolsa de valores), como os Fundos de Investimento em Participações - FIP, adota-se o valor patrimonial das ações calculado trimestralmente, a partir das demonstrações financeiras auditadas das empresas investidas.
6.4 - Derivativos
Os ativos são apreçados tomando-se como base a cotação de fechamento no pregão da BM&FBovespa.
6.5 - Imóveis
Os imóveis da carteira são reavaliados anualmente. Quando colocados à venda, são apreçados mediante avaliação específica, na forma prevista na regulamentação em vigor.
6.5 - Operações com Participantes
Os empréstimos e os financiamentos imobiliários são apreçados de acordo com as taxas contratadas, observados ainda os critérios técnicos aprovados pela Diretoria-Executiva e pelo Conselho Deliberativo, quando de sua alçada, sob a prudência de resguardar a meta de rentabilidade atuarial ou o índice de referência.
7 - Contratação de Terceiros Administradores, Gestores Externos e Instituições Custodiantes
A despeito de os recursos serem administrados internamente, pequena parcela poderá ser direcionada para gestão terceirizada, com a finalidade de diversificar os riscos de gestão e de mercado, cumprir a liquidez e maximizar a rentabilidade agregada.
Na seleção e na contratação de gestores e de administradores, submetidos à avaliação do CIG e da Diretoria-Executiva, a Centrus elege, preferencialmente, instituições e gestoras especializadas de grande porte, que deverão observar a Resolução CMN nº 3.792, de 2009, e as demais normas pertinentes.
Especificamente para os fundos de ações, na escolha de gestores serão considerados dois tipos de habilidades: conseguir retorno acima da média, para dado nível de risco, e diversificar eficientemente a carteira, com o propósito de eliminar risco específico ou não sistemático.
No caso dos FIRF, constituídos com a finalidade de prover a liquidez diária dos planos administrados, haja vista a necessidade de manter o nível de serviço e o rendimento esperados, além de ter regulamento próprio, avalia-se a capacitação técnica do gestor, a rentabilidade histórica auferida, a transparência da gestão, a reputação no mercado, o custo e a classificação de risco, que deve apresentar indicação de baixo risco de crédito, por, no mínimo, duas agências em funcionamento no país.
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Não obstante a criteriosa análise, os gestores externos devem ser avaliados pela área técnica semestralmente, abordando a qualidade dos serviços prestados, o retorno entregue e a volatilidade observada no período.
A contratação de serviço de custódia, de competência da Diretoria-Executiva, leva em consideração, no mínimo, os seguintes aspectos:
a especialização;
o custos, respeitado o porte; a qualidade dos serviços; e a eficiência do suporte técnico.
8 - Modelo de Fixação dos Limites Prudenciais
O modelo de gestão leva em conta o balanceamento das carteiras, considerando a parcela de recursos que pode ser investida no longo prazo e a que deve ser mantida com a devida liquidez, para fazer frente aos compromissos relativos aos benefícios concedidos e às despesas administrativas.
Assim, poderão ocorrer realocações entre os segmentos ou entre ativos, observando sempre as oportunidades de mercado, a conformidade com os limites estabelecidos e os objetivos do plano.
Ademais, as propostas de investimentos seguem distribuição temporal do fluxo de entradas e de saídas dos recursos, que indica o nível de maturidade do plano.
Em face da exigência de se manter níveis adequados de solvabilidade, bem como da necessidade de se harmonizar o fluxo de caixa, devem ser observadas as seguintes regras prudenciais de investimentos para os planos administrados:
PBB e PBDC
os investimentos em títulos públicos devem corresponder, no mínimo, ao valor das provisões matemáticas, dos fundos de reserva de garantia e de cobertura de financiamentos imobiliários e dos exigíveis operacional e contingencial;
os fluxos de entradas devem guardar relação com a maturidade do plano; e
a alocação de recurso deve ser embasada em estudos de gestão de ativos e de passivos;
PCD
o nível de liquidez tem que estar compatível com o fluxo dos benefícios programados anualmente, assim como deve suportar eventuais resgates em face da ocorrência de riscos, conforme previsto no regulamento do plano; e
PGA
os gastos com pessoal e com encargos sociais devem respeitar o limite de 9,68% do total de pagamentos a título de aposentadoria, pensão e abono de Natal dos planos de benefícios administrados;
as despesas com serviços de terceiros devem obedecer o limite de 0,08% dos recursos garantidores dos planos de benefícios; e
o saldo do fundo administrativo, no decorrer de 2017, deve corresponder a, no mínimo, o saldo apurado em 31 de dezembro de 2016.
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9 - Monitoramento dos Investimentos
A Centrus, tendo como preceito o cuidado com os haveres administrados, acompanha os investimentos efetuados, de maneira sistemática, notadamente no que se refere ao desempenho e ao risco.
Para tanto, são observados os seguintes aspectos: o nível de risco;
a performance em relação à expectativa de rentabilidade estabelecida e, em especial, à meta atuarial e ao índice de referência;
o relatório de posição de fechamento da custódia;
o recebimento de valores financeiros por resgate, bônus, dividendos e desinvestimentos;
o acompanhamento dos ativos investidos, retratando por meio de fato relevante, a situação econômico-financeiro das empresas investidas;
o acompanhamento do enquadramento das aplicações com a Política de Investimentos e a regulamentação em vigor;
o controle das contas correntes; e
a manutenção de cadastros atualizados.
O acompanhamento do cenário macroeconômico e do desempenho de cada investimento permite averiguar o risco do portfolio e executar movimentos táticos para ajustá-lo de acordo com os objetivos estratégicos.
10 - Seleção de Ativos
A análise inicia-se pela busca, no mercado, por ativos que se ajustem à necessidade atuarial e de liquidez dos planos administrados, sem descuidar do risco.
As propostas de aplicação ou de desinvestimento são discutidas e aprovadas pelo CIG e pela Diretoria-Executiva e, conforme a alçada de decisão, submetidas ao Conselho Deliberativo, para conhecimento e aprovação.
Os ativos selecionados para integrarem a carteira própria dos planos administrados devem satisfazer os seguintes critérios:
no caso da renda variável, papéis de companhias que figurem no Ibovespa ou no Índice Brasil 100 - IBrX 100;
os emissores devem ser autorizados e fiscalizados pela BM&FBovespa, CVM e Banco Central, conforme o caso;
a perspectiva de rentabilidade deve ser aderente à meta atuarial ou ao índice de referência; e
os prazos de vencimentos devem estar adequados ao passivo dos planos.
Sobre os investimentos em títulos públicos, cabe ao Dirap aprovar as propostas devidamente justificadas em parecer técnico, observado o limite máximo de competência, correspondente a valor inferior a 5,0% dos recursos garantidores.
Em se tratando de renda variável, o preço-alvo para subsidiar as operações de compra e venda poderá derivar de análise de precificação efetuada por, pelo menos, duas instituições de renome no mercado de capitais.
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11 - Limite de Concentração
Os investimentos dos recursos do PBB estão sujeitos aos seguintes limites estabelecidos na Resolução CMN nº 3.792, de 2009, e na legislação complementar:
12 - Participação em Assembleias de Acionistas
A participação da Centrus em assembleia de acionistas será obrigatória se o investimento representar 10% ou mais dos recursos garantidores dos planos de benefícios administrados ou se a sua participação no capital votante ou total da companhia investida for igual ou superior a 10% e opcionalmente, conforme a sua conveniência, em face dos assuntos em pauta, nos demais casos.
13 - Avaliação e Controle de Risco
A gestão de riscos da Centrus segue as diretrizes da Política de Gerenciamento de Risco - PGR aprovada pelo Conselho Deliberativo.
Tal documento objetiva possibilitar a análise dos riscos, das suas grandezas e dos seus impactos sobre as atividades da Fundação, permitindo a gestão de ocorrências de perdas e o desenvolvimento de planos de ação para correção.
Sobre o risco operacional, o mapeamento e a manualização das rotinas operacionais garantem que os processos de trabalho mais significativos e relevantes sejam devidamente identificados.
Ademais, a matriz de risco operacional propicia a apuração do risco residual nas atividades de maior criticidade.
No que diz respeito ao risco de crédito, no processo de identificação e avaliação observa-se, a partir da elaboração de parecer e da criteriosa análise das instâncias colegiadas, a capacidade de adimplir do tomador e a nota de crédito, de, pelo menos, duas agências de reconhecida reputação em funcionamento no país,
Alocação por Emissor Limite /1
Tesouro Nacional 100%
Instituição Financeira 5%
Companhia aberta 10%
Fundo referenciado/2 10%
Sociedade de Propósito Específico - SPE 10%
/1 em relação aos Recursos Garantidores do plano
/2 fundo de índice referenciado em cesta de ações de companhias abertas
Concentração por Emissor Limite
Capital total - Companhia aberta ou SPE 25%
Capital votante - Companhia aberta 25%
Patrimônio Líquido 25%
- Instituição financeira 25%
- Fundo referenciado /1 25%
- Fundo de investimento estruturado /2 25% /1 fundo de índice referenciado em cesta de ações de companhias abertas /2 fundo de investimento em participações e fundo de investimento imobiliário
Concentração por Investimento Limite
Títulos e valores mobiliários - mesma série 25%
Fundo de Investimento em Direitos Creditórios - FDIC - Mesma classe ou série 25%
Empreendimento imobiliário - Mesmo empreendimento /1 25%
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sendo, portanto, consideradas apenas aceitáveis as instituições que obtiverem as seguintes avaliações mínimas:
Já nas aplicações em DPGE até o montante de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos - FGC disciplinado pelo CMN, observa-se o rating de crédito para as seguintes notas mínimas, sem prejuízo da exigência de a instituição emissora contar com rating de pelo menos duas agências de classificação de risco de crédito.
Além da análise e da avaliação do risco de crédito conduzidas durante a etapa de aprovação, efetua-se o monitoramento da operação, incorporando as informações, a cada trimestre, no relatório de operações realizadas encaminhado mensalmente aos membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal e da Diretoria-Executiva, levando-se em consideração os seguintes aspectos:
o rating – se houve mudança e qual o impacto;
o nível de alocação e de concentração por emissor; e a situação econômico-financeira.
Na ocorrência de alteração da classificação de risco, dificuldade econômico-financeira e desenquadramento dos limites de alocação, será encaminhado relatório às instâncias colegiadas, contendo proposta de plano de ação.
Com relação ao risco de mercado, em especial, a Fundação utiliza, além do Sistema de Controle da Divergência não Planejada - DNP, exigido pela Previc, o Sistema de Controle e Avaliação de Risco de Mercado - VaR, com as seguintes observações:
DNP – empregada principalmente para verificar se o retornos dos investimentos e dos planos está harmonizado com a respectiva meta atuarial e com os índice de referência. O diferencial deve ser zero ou acima de zero, sendo que, na ocorrência de DNP negativa, a área técnica elabora justificativas e relatório de providências, conforme estabelecido na Instrução Previc nº 2, de 18 de maio de 2010, evitando desvios e, consequentemente, o risco de elevado deslocamento; e
VaR – calculado mensalmente por empresa terceirizada, que responde pela validação de modelos da matriz e estima, com nível de confiança de 95%, a perda máxima esperada em um dia, que, no caso dos planos administrados pela Centrus, não deve extrapolar o limite de 1% do valor investido em renda fixa e em renda variável.
Na hipótese de excedido o limite de VaR, será elaborado relatório às instâncias colegiadas, contendo justificativa e plano de ação.
Curto Prazo Longo Prazo
Austin Rating brA1 - brA2 brAAA -
brA-Fitch Rating F1 (bra) AAA - A
Moody's P1 - P2 Aaa - A3
Standard & Poor's A1 AAA - A
Agência Rating
Curto Prazo Longo Prazo
Austin Rating brA1 - brB brAAA - br
B-Fitch Rating F1 (bra) - B AAA - BB
Moody's P1 - P3 Aaa - Baa3
Standard & Poor's A1 - B AAA - BB
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No intuito de monitorar a informação sobre a possibilidade de perda dos planos administrados pela Fundação, a área técnica elabora relatórios para acompanhamento das exposições ao risco, disponibilizados, mensalmente, aos membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal e da Diretoria-Executiva.
Para controle de risco de liquidez, são consideradas as diversas possibilidades de interferência das condições dos ativos nos compromissos assumidos pelo plano, como segue:
o prazo de resgate dos recursos investidos em fundos de investimento; a liquidez em mercado dos ativos integrantes da carteira de investimentos; e
os recursos de disponibilidade imediata e o fluxo de recebimentos para fazer frente às obrigações assumidas pelos planos administrados.
14 - Governança Corporativa e Responsabilidade Social
Com gestão voltada para o desenvolvimento econômico-social da comunidade e zelando por boas práticas de governança corporativa, as companhias socialmente responsáveis tendem a atrair mais investimentos e, consequentemente, a proporcionar melhores retornos aos acionistas.
Nesse sentido, certa da importância que os aspectos relacionados à Governança Corporativa e aos princípios de responsabilidade social assumem na tomada de decisão, a Centrus busca alocar recursos em ativos de empresas que atendam aos preceitos abaixo listados:
Governança – prioriza companhias que estejam listadas no Novo Mercado, no Nível 2 ou no Nível 1 da BM&FBovespa;
Relatórios de Sustentabilidade – se a empresa publica documentos sobre suas ações de natureza socioambiental, com foco na relevância e na clareza das informações prestadas;
Políticas inclusivas – se a companhia adota políticas de não-discriminação e políticas afirmativas com relação a mulheres, negros e portadores de deficiência;
Certificação social – se a empresa adota padrão de tratamento social responsável aos seus trabalhadores, como, por exemplo, SA8000;
Meio ambiente – se a companhia não sofreu autuação por dano ambiental; e Investimentos sociais – se a empresa adota programa de investimentos sociais.
A Fundação entende que, ao observar aspectos que envolvem responsabilidade socioambiental em seus investimentos, preservará os interesses dos participantes e assistidos, bem como os altos valores éticos e morais. Some-se a isso o fato de que empresas que efetuam investimentos de forma sustentável estão menos expostas a riscos e em geral se observa que apresentam boa rentabilidade no médio e no longo prazos, conforme estudo elaborado pela European Sustainable Investment Forum (Eurosif ) e pelo United States Sustainable Investment Forum (US SIF).
Plano Nível de Confiança Horizonte de Tempo Limite VaR Consolidado1/ PBB PBDC PCD
1/ renda fixa + renda variável
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15 - Administrador Estatutário Tecnicamente Qualificado - AETQ
A função de AETQ é exercida pelo Dirap, que responde pela alocação, pela supervisão, pelo controle de risco e pelo acompanhamento dos recursos garantidores dos planos administrados pela Fundação e pela prestação de informações relativas à aplicação desses recursos.