Felipe Ferraz M. de Oliveira
Instituto de Física de São Carlos (USP) Laboratório Nacional de Luz Síncrotron - LNLS Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais - CNPEM
Saltos quânticos e o método de
simulação de Monte Carlo da função de
onda
Contexto histórico
Fig 1 – Bubble Chamber, CERN. Identificação de fracas partículas ionizadas.
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“Its fair to state that we are not experimenting with single particles any more than we can raise Ichthyosauria in the zoo. We are scrutinising records of events long after they have
happened.” (Schrodinger, 1952)
Equações óticas de Bloch. Acima, parte da relaxação de um sistema de dois níveis e
abaixo, o cálculo valor esperado no tempo de um observável A.
Contexto histórico
Fig 3 – Armadilha esférica de íons para particulas de poeira. Na figura é utilizado polén de uma flor.
Fig 2 – Observação dos saltos quânticos em 1986 na Universidade de Washington, Hamburgo e NIST em Boulder.
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Salto quântico
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Método de Monte Carlo
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Sistema de 2 níveis
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Conclusões
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Referências
Salto quântico
Fig 4 – Diagrama simplificado de energia. Método de detecção “shelved
electrons” e observação de salto quântico. Aplicações em relógios atômicos.
Fig 5 – Alguns períodos de claro e escuro da intensidade de fluorescência I de um sistema de três níveis.
Salto quântico
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Fig 6 – Diagrama de energia do íon de mercúrio. Observação dos saltos quânticos utilizando apenas um laser.
Fig 7 – Sequência de tempo da medição de fluorescência 194 nm.
Fig 8 – Fluorescência 493 nm do íon de Bário.
Método de Monte Carlo
• Evolução da função de onda utilizando um hamiltoniano não hermitiano.
• Aleatoriamente é decidido se ocorreu um salto quântico e consequentemente define a nova função de onda.
• A cada pequeno espaço de tempo, a função de onda precisa ser renormalizada.
Procedimento:
• Calcula-se a evolução de um estado
normalizado inicial utilizando um hamiltoniano não hermitiano.
• Aleatoriamente decide se ocorreu um salto quântico através de uma variável aleatória distribuída uniformemente.
• Se não tiver ocorrido, simplesmente é feito uma renormalização da função.
• Se ocorreu, a função muda para outro estado normalizado.
Vantagens:
• Providencia novas intuições físicas
• Para um sistema quântico de N dimensões, pelo tratamento de função de onda
teríamos N variáveis. Em contrapartida, as matrizes exigem cálculos com 𝑁2𝑥𝑁2.
Método de Monte Carlo
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Cálculo:
Hamiltoniano não hermitiano. 𝐻𝑠 é o hamiltoniano do sistema e 𝐶𝑚 são operadores atuando no pequeno sistema.
Método de Monte Carlo
Fig 9 – Possíveis caminhos da evolução do método de Monte Carlo função de onda.
Sistemas de 2 níveis
11 1 -> Estado fundamental. 2 -> Estado excitado. Γ−1 -> Tempo de vida 𝑃2 → probabilidade de decaimento do nível 2. Emissão espontânea: Como só existe um 𝐶𝑚, apenas um tipo de saltoApós o salto, a função de onda retorna para o
estado fundamental e um fóton é observado.
Decai para o estado fundamental em 𝑡 → ∞
Conclusões
• É preciso ser flexível em relação as evoluções cientificas e
tecnológicas, pois nunca se sabe o que a natureza pode nos
oferecer.
• A invenção das armadilhas de íons possibilitaram novos campos
de estudos e importantes aplicações como os relógios atômicos.
• Evolução no tempo da função de onda utilizando os métodos de
Monte Carlo possibilitam descrever sistemas que antigamente
eram inconcebíveis.
Referencias
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• Michel Bitbol. Schrodinger's Philoshophy of Quantum Mechanics, 1996.
• M. B. Plenio and P. L. Knight. The Quantum-jump Approach to Dissipative Dynamics in Quantum Optics. Reviews of Moderno Physics, 1998.
• R.J. Cook, H.J. Kimble, Possibility of direct observation of quantum jumps, Phys. Rev. Lett. 54 (1985) 1023–1026.
• W. M. Itano, J. C. Bergquist and D. J. Wineland. Early observations of macroscopic quantum jumps in single atoms. International Journal of Mass Spectroscopy, 2015
• E.H. Pinnington, W. Ansbacher, J.A. Kernahan, T. Ahmad, Z.-Q. Ge, Lifetime measurements for low-lying levels in Hg I and Hg II, Can. J. Phys. 66 (1988) 960–962.
• W.M. Itano, J.C. Bergquist, R.G. Hulet, D.J. Wineland, Radiative decay rates in Hg+ from observations of quantum jumps in a single ion, Phys. Rev. Lett. 59 (1987) 2732–2735.
• K. M0lmer, Y. Castin and J. Dalibard. Monte Carlo wave-function method in quantum optics. Optical Society of America, 1993.
• R. Chrétien. Laser cooling of atoms: Monte-Carlo wavefunction simulations. Master thesis Université de Liège, 2014.