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Plano de Emergência Externo

INDICE

PARTE I – ENQUADRAMENTO GERAL DO PLANO ... 2

1 - INTRODUÇÃO ... 3

2 - ÂMBITO DE APLICAÇÃO ... 9

3 - OBJECTIVOS ... 11

4 - ENQUADRAMENTO LEGAL ... 12

5 - ANTECEDENTES DO PROCESSO DE PLANEAMENTO ... 13

6 - ARTICULAÇÃO COM INSTRUMENTOS DE PLANEAMENTO E ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO ... 14

7 - ACTIVAÇÃO DO PLANO ... 15

7.1 - COMPETÊNCIA PARA A ACTIVAÇÃO DO PLANO ... 17

7.2 - CRITÉRIOS PARA A ACTIVAÇÃO DO PLANO ... 18

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Plano de Emergência Externo

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Plano de Emergência Externo

1 - Introdução

A Directiva para a elaboração dos Planos de Emergência de Protecção Civil, emitida pela Comissão Nacional de Protecção Civil, (Resolução nº 25/2008 de 18 de Julho de 2008) sublinha que, os referidos planos consoante a finalidade, podem ser gerais e especiais e, quanto à extensão territorial podem ser municipais, distritais ou nacionais.

Em face dos riscos potenciais, compete a cada empresa criar condições para reduzir ou mesmo eliminar os possíveis danos humanos e materiais provocados por situações de emergência decorrente de acidente.

O presente Plano de Emergência Externo para o Complexo Industrial do Barreiro, plano especial de emergência, é o prolongamento natural e normativo legal dos planos de emergência internos, elaborados pelas empresas NAP- Fabrica de Nitrato de Amónio de Portugal, SA com morada no parque empresarial “Baia Tejo” em Quinta da Barra a Barra, Lavradio, que se dedica á fabricação de produtos químicos de base; Fisipe com morada no parque empresarial “Baia Tejo” em Quinta da Barra a Barra, Lavradio, que se dedica á fabricação de fibras sintéticas e artificiais e preparação e fiação de fibras têxteis e LBC- Tanquipor SA, com morada no parque empresarial “Baia Tejo”Quinta da Barra a Barra, Lavradio, concelho do Barreiro, distrito de Setúbal, que se dedica ao manuseamento e armazenagem de produtos líquidos a granel, incluindo derivados do petróleo e produtos para as indústrias química e alimentar e que têm como principal objectivo estabelecerem critérios e procedimentos de actuação no caso de uma eventual emergência nas suas instalações, respondendo à necessidade e obrigatoriedade de garantir a adopção das medidas de protecção, necessárias ao cumprimento do disposto no D.L. 254/2007 de 12 de Julho.

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Plano de Emergência Externo

Para efeitos de elaboração deste plano consideraram-se como factores adjacentes de avaliação de riscos, os seguintes:

• Proximidade das indústrias de zonas residenciais.

• Proximidade dos estabelecimentos industriais entre si, com laboração de produtos diferentes.

• Produtos finais e utilizados na actividade ou processo industrial. • Condições de armazenamento dos produtos.

• Implantação geográfica dos estabelecimentos industriais. • Condições meteorológicas dominantes.

A principal dificuldade acrescida à elaboração do presente plano reportou-se à identificação dos cenários de maior probabilidade de ocorrência com afectação das populações envolventes nomeadamente das freguesias do Barreiro e Lavradio, em que é possível uma actuação concertada de todas as entidades potencialmente intervenientes nas operações de protecção civil.

O Director do Plano de Emergência Externo é o Presidente da Câmara Municipal e em sua substituição quem legalmente o substitua na sua ausência.

O Complexo Industrial do Concelho do Barreiro situa-se essencialmente na zona norte do Concelho, margem esquerda do Rio Tejo em áreas pertencentes às freguesias do Barreiro e Lavradio, onde se encontram as três empresas existentes sujeitas a “Notificação de Segurança”, nomeadamente:

. FISIPE – Fibras Sintéticas de Portugal, SARL

. NAP – Fabrica de Nitrato de Amónio de Portugal, SA

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Todas estas empresas, estão envolvidas, na sua proximidade por zonas densamente povoadas, quer do Concelho do Barreiro (Freguesias do Barreiro e Lavradio), sul e sudoeste, quer por áreas pertencentes ao Concelho da Moita (Freguesia da Baixa da Banheira), sudeste, estuário do Rio Tejo, com faixa ribeirinha classificada como área REN nos PDM do Barreiro e Moita, para além de uma área de pequenas indústrias e serviços, do parque industrial “Baia Tejo”, com particular destaque para as instalações do “Pingo Doce”, superfície comercial de grande dimensão.

As substâncias perigosas manuseadas, produzidas e armazenadas nas unidades industriais são factores de risco de origem tecnológica que merecem uma atenção especial, nomeadamente:

FISIPE

Substâncias perigosas Perigosidade associada,

relevante no âmbito do DL 254/2007

Quantidade máxima

armazenada (ton.)

Acrilonitrilo Facilmente inflamável.

Tóxico por inalação, em contacto com a pele e por ingestão. Tóxico para os

organismos aquáticos,

podendo causar efeitos nefastos a longo prazo no ambiente aquático

3320 (maior reservatório 2000 m3)

Acetato de vinilo Facilmente inflamável 370 (maior reservatório

450 m3)

Dimetilamina Extremamente inflamável 77 (maior reservatório 105

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FISIPE

Cenário Local

Colapso Total do Tanque Tanque de Acrinolitrilo

Fuga de Liquido por rotura em flange, ou válvula de saída do tanque

Tanque de Alimentação

Colapso total do tanque Tanque de Alimentação

Rotura no pipe line de Acrinolitrilo proveniente da Tanquipor

Pipe Line (Alimentação ao Tanque)

Colapso total do tanque Tanque de Acetato de Vinilo

Colapso total do tanque Tanque de Solução de Dimetilamina

Colapso total do tanque Tanque de Propano

NAP – Fábrica de nitrato de amónio, S.A.

Substâncias perigosas Perigosidade associada,

relevante no âmbito do DL 254/2007

Quantidade máxima

armazenada (ton.)

Amoníaco (gás liquefeito) Tóxico por inalação.

Inflamável. Muito tóxico

para os organismos aquáticos 1751 (maior reservatório 2385 m3) Solução de nitrato de amónio 90%

Comburente 1334 (maior reservatório

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LBC - Tanquipor SA

Substâncias perigosas Perigosidade associada, relevante no âmbito do DL 254/2007

Quantidade máxima

armazenada (ton.) Amoníaco

(gás liquefeito)

Tóxico por inalação. Inflamável. Muito tóxico para os organismos aquáticos

19731 (maior reservatório 28912 m3)

Acetato de vinilo Facilmente inflamável 1186 (maior reservatório

1270 m3)

Acrilonitrilo Facilmente inflamável. Tóxico por

inalação, em contacto com a pele e por ingestão. Tóxico para os organismos aquáticos, podendo causar efeitos nefastos a longo prazo no ambiente aquático

1619 (maior reservatório 1997 m3)

Gasolina Extremamente inflamável. Tóxico

para os organismos aquáticos, podendo causar efeitos nefastos a longo prazo no ambiente aquático

31947 (maior reservatório 10000 m3)

Gasóleo Tóxico para os organismos

aquáticos, podendo causar efeitos

nefastos a longo prazo no

ambiente aquático

75459 (maior reservatório 14733 m3)

Os riscos identificados neste plano, são os incêndios com emissão de nuvens de fumo e gases quentes que podem provocar sufocação, intoxicação e queimaduras; explosão

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com propagação simultânea de onda de choque e radiação térmica para o exterior dos recintos fabris e libertação de gases tóxicos, nomeadamente:

LBC – Tanquipor SA

Cenário 50%LII Toxicidade

Sobrepressão (Bar)

Radiação

Térmica (kW/m2)

AEGL3 AEGL2 0,3 0,1 0,03 12,5 5

Ruptura total da tubagem

de distribuição de

amoníaco para a AP

25

225 705

25 35

Fuga de amoníaco pelo braço de carga (cais)

50 195

20 25

Fuga de amoníaco por flange na zona das bombas

10

85 295

25 35

Ruptura total da linha de descarga do tanque T101 de acrilonitrilo 30 380 545 100 140 Colapso do tanque T101 de acrilonitrilo 255 420 100 140

Ruptura total da linha de descarga do tanque T102 de acetato de vinilo

25

95 195

30 60

Ruptura total da linha de descarga do tanque T204 de gasolina

95

90 130 245

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NAP– Fábrica de nitrato de amónio, S.A.

Cenário Toxicidade Sobrepressão (Bar)

AEGL3 AEGL2 170 100 30

Rotura total da tubagem de distribuição de

amoníaco p/a LBC 210 655

Explosão do reator 5901D de nitr. de

amoníaco 65 90 240

Explosão do tanque 2106F de nitrato de

amónio 410 590 1580

Os riscos acima indicados, estão associados a possível libertação de substâncias com características perigosas, nomeadamente acrilonitrilo, dimetilamina, acetato de vinilo, amoníaco, entre outras, explosão e incêndios, face aos cenários descritos e apresentados pelas empresas acima referenciadas, nos seus PEI.

Existem ainda riscos associados ao transporte de mercadorias perigosas, dado que a circulação rodoviária e ferroviária é efectuada por dentro de zonas habitacionais.

2 - Âmbito de aplicação

O presente plano estabelece uma doutrina que assenta fundamentalmente na prevenção e preparação dos diversos agentes de protecção civil, que pelas suas valências estão afectos às operações de protecção civil no que respeita a acidentes industriais graves, que possam suceder no território do Concelho do Barreiro, onde as

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Plano de Emergência Externo

indústrias SEVESO (NAP-Fábrica de Nitrato de Amónia, SA, FISIPE e LBC- Tanquipor, SA) estão implantadas e sempre que os efeitos destes atinjam a envolvente urbana.

No seu envolvimento exterior encontram-se o Rio Tejo, Vila do Lavradio, cidade do Barreiro e área industrial da “Baia Tejo”.

A NAP está localizada na margem sul do Rio Tejo, ocupando aproximadamente uma área de 250.000 m2, a Fisipe encontra-se implantada numa parcela do leito do Rio Tejo, previamente aterrada, compreendendo uma área de aproximadamente 200.000 m2 e a LBC- Tanquipor, SA está localizada na margem esquerda do Rio Tejo com uma área total de 258.000 m2.

As medidas preventivas tomadas pelas empresas e as referidas neste documento, pressupõem a limitação das consequências desta tipologia de acidente grave, quer para o homem quer para o meio ambiente.

O âmbito territorial de aplicação do PEE é municipal, dizendo exclusivamente respeito ao Concelho do Barreiro.

O PEE permite clarificar e criar condições para se estabelecer o diálogo institucional, definir tarefas e missões a atribuir em caso de emergência a todos os agentes locais que deverão intervir, de forma coordenada, numa situação de acidente industrial grave. Este objectivo tem a finalidade de atenuar os efeitos de situações de acidente industrial grave e ao mesmo tempo garantir o empenhamento de todos os intervenientes no sentido da criação de condições que visem prevenir os riscos.

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3 - Objectivos

3.1 – Objectivos gerais

De acordo com o nº. 2 do artigo 17º do DL 254/2007, os planos de emergência são elaborados com os seguintes objectivos:

a) Circunscrever e controlar os incidentes, de forma a minimizar os seus efeitos e a limitar os danos potencialmente ocasionados no homem, no ambiente e nos bens; b) Aplicar as medidas necessárias para proteger o homem e o ambiente contra os efeitos de acidentes graves;

LBC-Tanquipor, SA

Fisipe

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Plano de Emergência Externo

c) Comunicar as informações necessárias ao público e aos serviços ou autoridades territorialmente competentes;

d) Identificar as medidas para a reabilitação urbana e social e, sempre que possível, para a reposição da qualidade do ambiente, na sequência de um acidente grave envolvendo substâncias perigosas.

3.2 – Objectivos específicos

O PEE da responsabilidade do SMPC, sendo um plano de emergência especial, constitui o documento de referência para a gestão da emergência no Concelho, devido à existência de estabelecimentos onde estão presentes substâncias perigosas em determinadas quantidades (iguais ou superiores às indicadas na coluna 3 das partes 1 e 2 do anexo 1 do D.L. 254/2007).

Como objectivos específicos do PEE enumeram-se os seguintes:

• Minimizar os efeitos de acidentes graves causados por substâncias perigosas,

• Limitar os danos na população, ambiente e nos bens,

• Assegurar a comunicação de avisos imediatos dos eventuais acidentes graves envolvendo substâncias perigosas, entre as diversas entidades,

• Estabelecer procedimentos de comunicação de informações, relacionadas com

o acidente, à população

• Comunicação de medidas de autoprotecção, à população

• Identificar as medidas para a reabilitação na sequência de um acidente grave envolvendo substâncias perigosas.

4 - Enquadramento legal

No desenvolvimento deste plano, teve-se em conta, para além dos “Critérios e Normas Técnicas para a Elaboração e Operacionalidade de Planos de Emergência de Protecção

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Plano de Emergência Externo

Civil”, a Resolução nº 25/2008 de 18 de Julho, que define os critérios e normas técnicas para a elaboração e operacionalização de planos de emergência de protecção civil, o Decreto-Lei nº 254/2007 de 12 de Julho, referente ao regime de prevenção de acidentes graves que envolvem substâncias perigosas, o Decreto-Lei nº 134/2006 de 25 de Julho, referente ao SIOPS, a Lei nº 27/2006 de 3 de Julho, lei de bases da protecção civil, para além da Lei nº 65/2007 de 12 de Novembro, referente ao enquadramento institucional e operacional da protecção civil no âmbito municipal, organização dos serviços municipais de proteção civil.

5 - Antecedentes do processo de planeamento

No concelho do Barreiro, desde 1993 que a preocupação com as questões ligadas aos acidentes industriais graves são um tema pertinente e alvo da atenção do executivo camarário. Logo desde essa data que o plano de emergência externo para a área industrial da Quimiparque é uma realidade, resultando num instrumento de coordenação de estratégias conjuntas de resposta à emergência no âmbito do Sistema Municipal de Protecção Civil, tendo sido aprovado nesse ano, em Março de 1993 o PEECIB (Plano de Emergência Externo do Complexo Industrial do Barreiro).

Em 1994 realizou-se um exercício Livex, a fim de testar o plano, em que se pretendeu envolver todas as Entidades e Agentes referidas no mesmo, assim com testar a sua capacidade de resposta no caso de um acidente industrial grave.

Em 2008, realizou-se o exercício “PECIV”, no âmbito do risco sísmico, envolvendo a empresa, LBC Tanquipor SA.

Em junho de 2012, realizou-se um exercício CPX, denominada “CPX-BARREIRO 2012”, no sentido de testar o plano aprovado, assim como as alterações em curso ao referido documento.

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Plano de Emergência Externo

O presente documento é uma terceira versão e no âmbito da revisão do plano actualmente aprovado em Agosto de 2010, onde se procurou corresponder às exigências presentes nos normativos superiormente identificados e proceder a uma actualização de conteúdos referentes às indústrias abrangidas pela SEVESO, resultado de várias reuniões de trabalho com as entidades presentes na CMPC e alterações no âmbito de industrias existentes, nomeadamente á desactivação da CPB.

O PEE, nunca foi activado, por razões que se prendem com a não existência de qualquer acidente, que motivasse essa mesma activação.

Tendo obtido parecer favorável em sede da Comissão Municipal de Proteção Civil em 27 de Setembro de 2012, foi posteriormente submetido a consulta pública, constituindo o seu conteúdo o reflexo daquilo que foi o entendimento de todas as partes envolvidas na sua elaboração.

6 - Articulação com instrumentos de planeamento e ordenamento do território

O Decreto-Lei nº 254/2007, estabelece um regime que visa preservar e proteger a qualidade do ambiente e a saúde humana, garantindo a prevenção de acidentes graves que envolvam substâncias perigosas e a limitação das suas consequências através de medidas de acção preventiva.

Considerando que a proximidade entre estabelecimentos perigosos e zonas residenciais constitui um risco agravado, o decreto-lei acima referido prevê que na elaboração, revisão e alteração dos planos municipais de ordenamento do território sejam fixadas distâncias de segurança entre os estabelecimentos abrangidos por este decreto-lei e as zonas residenciais, vias de comunicação, locais frequentados pelo público e zonas ambientalmente sensíveis, de modo a garantir a prevenção de acidentes graves que envolvam substâncias perigosas e a limitação das respectivas consequências.

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Plano de Emergência Externo

O PEE articula-se com o Plano Municipal de Emergência (PME), nomeadamente na parte referente à organização da resposta, meios e equipamentos utilizados e com o Plano Distrital de Emergência (PDE), de carácter geral mais abrangente, assim como os PEI’s das empresas objetos deste plano.

As intervenções previstas no plano de urbanização mais relevantes em termos de prevenção de acidentes graves, são as que se situam na proximidade dos estabelecimentos existentes e no caso de estabelecimentos futuros verifica-se que a sua implantação vai ser condicionada pela distância relativamente a zonas residenciais, vias de comunicação, locais frequentados pelo público e zonas ambientalmente sensíveis.

No caso das três empresas referenciadas neste plano, a activação do PEE será determinada sómente após a activação dos PEI, da responsabilidade dos respectivos directores dos planos, que informarão o SMPC, na pessoa do director do PEE, com todas as informações disponiveis, nomeadamente nivel de acidente, potenciais áreas de risco, a descrição da situação de emergência, a estimativa da extensão previsivel do acidente e de possiveis consequências e principais medidas de emergência adotadas, utilizando-se também para o efeito toda a cartografia existente naqueles planos

Será também dado o alerta para o centro operacional da Corporação de Bombeiros Sul e Sueste, por telefone ou telemóvel, pelo respetivo diretor dos PEI.

7 - Activação do plano

A activação do Plano de Emergência Externo visa assegurar a colaboração das várias entidades intervenientes, garantindo a mobilização mais rápida dos meios e recursos afectos ao Plano e uma maior eficácia e eficiência na execução das ordens e procedimentos previamente definidos.

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Plano de Emergência Externo

Em caso de acidente grave envolvendo substâncias perigosas, o operador acciona de imediato os mecanismos de emergência designadamente o plano de emergência interna; comunica de imediato a ocorrência, através dos números de emergência, às forças e serviços necessários à intervenção imediata, ao serviço municipal de proteção civil, às empresas vizinhas; comunica à APA (www.apambiente.pt) e à entidade coordenadora do licenciamento ou autorização do estabelecimento, no prazo de vinte e quatro horas após a ocorrência: as circunstâncias do acidente, as substâncias perigosas envolvidas e as consequências do acidente; envia à APA, no prazo máximo de 10 dias contados da data de ocorrência, o relatório detalhado do acidente, elaborado de acordo com o formulário fornecido no sítio da internet da APA.

A comissão municipal de protecção civil, em resultado da activação do plano de emergência interno, activa o plano de emergência externo sempre que necessário, comunicando a activação, à APA, à ANPC e à IGAOT, nomeadamente sempre que a Empresa envolvida não consiga controlar o acidente, e os efeitos do mesmo se comecem a reflectir para o exterior da mesma, podendo promover o efeito dominó e afectar toda a zona envolvente da área sinistrada.

A activação da CMPC será efectuada pelos meios de comunicação considerados em sede do PME, nomeadamente via telemóvel, telefones, faxes ou outros. A ser necessário proceder a informação de segurança e auto protecção em toda a envolvente urbana activar-se-á o plano de informação pública, descrito em sede do PME e da responsabilidade da Divisão de Comunicação, serviço municipal com tarefas de protecção civil, da responsabilidade do director do plano, que activa os meios necessários para a sua implementação e que contempla entre outras acções, informação pública através de viaturas na via pública, órgãos de comunicação social, e outros meios, julgados como convenientes.

Aquando da activação do plano, os Concelhos vizinhos, entre outros Moita e Seixal, também são avisados, através de SMS ou telemóvel.

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Plano de Emergência Externo

7.1 - Competência para a ativação do plano

A Subcomissão Municipal de Protecção Civil afecta á Segurança Industrial, reúne de imediato, a contacto do seu Presidente, face ao menor número de Elementos a contactar sendo efectuada pelos meios de comunicação considerados em sede do PME, nomeadamente via telemóvel, telefones, faxes, correio eletronico ou outros e determinará a activação do presente plano, até que todos os Membros da CMPC se reúnam e desenvolvam as respectivas competências da Comissão.

Compete á Comissão Municipal de Protecção Civil, accionar e coordenar todas as operações de Protecção Civil na área do acidente, de modo a prevenir riscos, atenuar ou limitar os seus efeitos, minimizar perda de vidas e bens e agressão ao ambiente, procurando o mais rapidamente possível restabelecer as condições normais de vida.

As Entidades e Organismos de Apoio submetem-se à direcção, condução e coordenação do Presidente da CMPC, para realizarem as operações de protecção civil e as medidas excepcionais de emergência, de acordo com as suas competências e missões, mas sem prejuízo da autoridade inerente aos comandos e/ou chefias próprias.

A CMPC assegura, após análise de dados e informação recolhida:

1. A confirmação da activação do Plano conducente à respectiva operacionalidade; 2. A diligência das medidas necessárias ao pedido de ajuda externo quando se considerar necessário;

3. A evacuação das populaçõeserespectivo apoio social; 4. A desactivação do presente plano;

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Plano de Emergência Externo

5. A implementação de programas de reabilitação nas zonas afectadas pela situação do acidente industrial grave.

Logo após a confirmação da activação do PEE, a CMPC publicitará esta activação através de edital, informação na página da Câmara Municipal do Barreiro e comunicação aos Órgãos de Comunicação Social, nomeadamente os locais.

7.2 - Critério para a ativação do plano

Na sequência de um acidente grave cada empresa tem determinado no respectivo PEI o seu mecanismo de activação em situação de emergência e respectiva estratégia de comunicação/activação à Autoridade Local de Protecção Civil. Neste sentido o responsável pelo PEI da empresa afectada, de acordo com as indicações verificadas no PEI aquando da existência de incapacidade de resolução do acidente e possível extravasar de consequências para o exterior, solicita a intervenção do Corpo de Bombeiros do Sul e Sueste, que alerta o Corpo de Bombeiros da Salvação Publica, e informa o responsável do Serviço Municipal de Protecção Civil (Presidente da Câmara), que recomenda a activação do PEE e convoca os elementos da subcomissão Municipal de Protecção Civil afecta à segurança Industrial.

Temos como critérios para a activação deste plano, o extravasar do acidente grave para o exterior da instalação industrial onde este ocorreu, com a ocorrência ou iminência de ocorrência de vítimas entre os seus trabalhadores e danos nas suas instalações, assim como a eventualidade de afectar a área territorial envolvente, gerando danos potenciais nas pessoas, bens e ambiente.

Esta situação pode dever-se a:

Incêndios – envolvendo substancias inflamáveis, com repercussões para o exterior Explosões – em equipamentos de processo ou armazenagem ou por perda de contenção de substancias facilmente inflamáveis, com repercussões para o exterior Derrames acidentais – de produtos contaminantes perigosos para o ambiente e que possam atingir o rio Tejo.

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Plano de Emergência Externo

Contacta Alerta Bombeiros Voluntários do Barreiro Ocorrência Empresa δ Situação Não Resolvida Comando Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste Responsável pelo PEI

Saída para a ocorrência

Informa

Responsável do Serviço Municipal de Protecção Civil

Activa

Gabinete de Comunicação

Informa

CDOS Presidentes dos Municípios envolventes

Avaliação da Situação Chama outras entidades

Activa PEE Convoca

Subcomissão Municipal de Protecção Civil afecta à Segurança Industrial

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Plano de Emergência Externo

8 - Programa de exercícios

O Serviço Municipal de Protecção Civil, por determinação da CMPC, realizará exercícios de simulação deste plano com uma periodicidade máxima de três anos, os quais devem ser comunicados à APA e à ANPC com uma antecedência mínima de dez dias.

Em junho de 2012, realizou-se um exercício CPX, denominada “CPX-BARREIRO 2012”, no sentido de testar o plano aprovado, assim como as alterações em curso ao referido documento.

Após a aprovação da revisão deste plano está previsto a realização de um exercício Livex.

Referências

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