Introdu¸c˜
ao `
a Teoria de Resposta ao Item
Caio L. N. Azevedo, IMECC/Unicamp
Dani Gamerman, DME/UFRJ
I CONBRATRI, Florian´
opolis
9 de dezembro de 2009
Parte II
I Parte 2:
I Implementa¸c˜ao computacional.
I An´alise de dados 1.
I Modelo de 3 parˆametros via Bilog.
I An´alise de dados 2.
I DIF: funcionamento diferencial do item
I Modelos multin´ıveis: estudo de fatores associados.
I Equaliza¸c˜ao.
I Assimetrias.
I Bilog: Desenvolvido para a plataforma Windows, algoritmos j´a implementados
.
I Winbugs: possibilidade de implementa¸c˜ao dos m´etodos (modelo de 1 parˆametro implementado como exemplo)
.
I R: existˆencia de pacotes que permitem o ajuste de diversos modelos
.
I Muitos autores deixam rotinas disponibilizadas em suas p´aginas na internet ou atrav´es de e-mail
.
I Bilog: Desenvolvido para a plataforma Windows I Estima¸c˜ao dos itens: MVM e MMAP.
I Acelerador de Ramsey. I Regress˜ao r´ıgida.
I Estima¸c˜ao dos hiperparˆametros. I Estima¸c˜ao das densidades latentes. I Tra¸cos latentes: MV, EAP e MAP.
I WinBugs: Desenvolvido para a plataforma Windows e Linux I Permite a implementa¸c˜ao de (qualquer?) modelo para se fazer
inferˆencia bayesiana via MCMC
I Disp˜oe de v´arios algoritmos de simula¸c˜ao. I Nem sempre ´e f´acil implementar certos modelos.
I Como implementar Dados aumentados? Reparametriza¸c˜oes em matrizes de covariˆancia?
I “Caixa preta”. I Flexibilidade restrita.
I R: v´arios pacotes, inclusive de modelos recentes da literatura, implementados.
I Dispon´ıvel em Windows e Linux I E poss´ıvel unir R e C++, por exemplo.´
I Alguns desses pacotes, permitem que seus c´odigos sejam modificados/adaptados.
I V´arios modelos: 1,2, 3 parˆametros, nominal, ordinal, multidimensional, multin´ıvel etc.
An´
alise de dados 1
I Programa de Desenvolvimento Escolar (PDE) conduzido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (INEP), veja (http://www.inep.gov.br/).
I Avaliar a evolu¸c˜ao de crian¸cas, em Portuguˆes e Matem´atica, durante 5 anos letivos.
I Alguns estados brasileiros das regi˜oes Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
I Selecionou-se uma amostra aleat´oria de 1000 indiv´ıduos e considerou-se suas respostas `a 33 itens.
I Analisamos apenas a prova de matem´atica.
An´
alise de dados 2
I Programa Nova Escola, do RJ
I Avalia¸c˜ao abrangente da rede estadual
I dados da prova de Matem´atica da 5a s´erie, ensino fundamental 56 quest˜oes (divididas em 7 blocos)
I # alunos: 67.283 (sendo 3998 da capital) amostra aleat´oria com 2000 da capital e 2000 do interior
Resultados da an´
alise de dados 2
Resultados da an´
alise de dados 2
cc
I Algumas limita¸c˜oes dos modelos apresentados:
I Dimens˜ao dos tra¸cos latentes.
I N´umeros de grupos envolvidos: equaliza¸c˜ao.
I Itens (CCI’s) s˜ao imut´aveis perante indiv´ıduos.
I Indiv´ıduos constituem popula¸c˜ao homogˆenea.
I CCI´s s˜ao sim´etricas.
Equaliza¸
c˜
ao
I
Comparar resultados obtidos atrav´
es de provas diferentes
(com itens comuns). Exemplo: SAEB.
I
Indiv´ıduos que pertencem a diferentes grupos, devem possuir
caracter´ısticas diferentes.
I Modelo de grupos m´ulitplos : Seja Yijk a resposta do indiv´ıduo j,
k ao item i
.
Yijk|(θjk, ζi) ∼ Bernoulli(pijk) ,
pijk = P(Yijk= 1|θj, ζi) = ci+ (1 − ci)
1 1 + e−ai(θjk−bi)
DIF - Diferential Item Functioning:
Funcionamento Diferencial do Item
I Alguns ´ıtens parecem se comportar diferentemente para interior e capital
.
I Diferencia¸c˜ao pode ser nos itens e/ou nas popula¸c˜oes
.
I Devemos contemplar ambas
.
Abordagem integrada para DIF
Soares, Gon¸calves e Gamerman (JEBS,2009) I Parˆametros dos itens (a,b,c) variam
.
a
i→ a
id
ia; b
i→ b
i+ d
ibd
ia= 1 e d
ib= 0, para o grupo de referˆ
encia
I Distribui¸c˜ao das proficiˆencias varia:
I Grupo de referˆencia: θj0s s˜ao distribu´ıdos segundo uma N(0,1).
I Grupo focal: θ0js s˜ao distribu´ıdos como uma N(λ, σ2)
I E poss´ıvel detectar e explicar DIF´
I Para mais detalhes, ver palestra do Prof. Tufi Soares e apresenta¸c˜ao oral de Fl´avio Gon¸calves.
Assimetria na CCI
CCI’s apresentadas s˜ao sim´etricas.
I Podem ser generalizadas para permitir assimetria I Exemplos:
I Log´ıstica assim´etrica (Samejima, 1997): F (x ) = 1/[1 + exp(−x )]d
I Probito assim´etrica (Bazan, 2005)
I Para mais detalhes, ver apresenta¸c˜oes de Jorge Bazan e Vera Santos.
Assimetria nos tra¸
cos latentes
Normalidade dos tra¸cos latentes pode n˜ao ser razo´avel. Azevedo, Bolfarine & Andrade (2009)
latent traits density −3 −2 −1 0 1 2 0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 ●●● ● ● ● ● ●● ● ●● ● ● ● ● ● ● ● ●●●● ● ● ● ● 10 20 30 40 50 60 frequency ● predicted scores central credibility interval observed scores
Modelagem Multin´ıvel
I Suponha que os indiv´ıduos est˜ao agrupados em escolas. I Neste caso os grupos s˜ao escolas.
I A amostra ´e selecionada segundo algum planejamento.
I Estudo de fatores associados: informa¸c˜oes sobre alunos e escolas. I Modelagem Multin´ıvel de dois n´ıveis (Fox and Glas, 2001):
θ
jk= X
jkβ
k+ ξ
jkβ
k= W
kγ + u
kI Estima¸c˜ao: m´etodos Bayesianos, MVM e SEM.
I Incorpora parte das informa¸c˜oes do plano amostral. I Relevante mesmo sob AAS.
I Utiliza um maior n´umero de informa¸c˜oes para estimar os parˆametros de interesse
.
I Existˆencia de um maior n´umero de ferramentes de diagn´ostico
.
I Dificuldades para tornar o modelo identific´avel
.
I Dificuldades para se estimar os parˆametros
.
TRI n˜
ao-param´
etrica
Estrutura n˜ao-param´etrica para a CCI e a distribui¸c˜ao dos tra¸cos latentes. I Forma n˜ao param´etrica para a CCI.
I Suposi¸c˜ao de monotononicidade (CCI).
I Histogramas, Splines, Ondaletas (tra¸cos latentes).
Testes adaptativos
I Os ´ıtens s˜ao apresentados de acordo com o desempenho do indiv´ıduo.
I Menor n´umero de ´ıtens e precis˜ao satisfat´oria para a estima¸c˜ao dos tra¸cos latentes.
I Diversos crit´erios para escolha dos ´ıtens.
I Maiores detalhes na conferˆencia de abertura do Prof. van der Linden.
Muito obrigado!!!
I D´uvidas, cr´ıticas e sugest˜oes:
I Dani: dani @im.ufrj .br