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PROGRAMAS DE FINANCIAMENTO

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Academic year: 2021

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DE INFORMAÇÃO, COMUNICAÇÃO

E ELETRÓNICA NA UNIÃO EUROPEIA

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ÍNDICE

SUMÁRIO EXECUTIVO

I - DELIMITAÇÃO DO OBJETO

II - FUNDOS E SUBVENÇÕES

II.1 - FUNDOS ESTRUTURAIS E DE COESÃO

II.2 - PROGRAMAS DE FINANCIAMENTO GERIDOS PELA COMISSÃO EUROPEIA

II.2.1 - CICLO ORÇAMENTAL 2007-2013 · SÉTIMO PROGRAMA QUADRO PROGRAMA-QUADRO PARA A COMPETITIVIDADE E INOVAÇÃO II.2.2 - CICLO ORÇAMENTAL 2014-2020

· ENQUADRAMENTO GERAL: A ESTRATÉGIA EUROPA 2020 · AGENDA EUROPA 2020

· HORIZONTE 2020 · EUREKA

· CONNECTING EUROPE FACILITY (CEF) TELECOM

· LIFE 2014-2020

PROGRAMA QUADRO PARA A COMPETITIVIDADE DAS EMPRESAS E DAS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

· EUROPA CRIATIVA 4 5 7 8 12 12 12 16 18 18 19 22 42 49 51 55 57

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ÍNDICE

III - INSTRUMENTOS FINANCEIROS

III.1 - DEFINIÇÃO E EXEMPLIFICAÇÃO

III.2 - CICLO ORÇAMENTAL 2007-2013

· INSTRUMENTOS FINANCEIROS NO ÂMBITO DO PROGRAMA QUADRO PARA A COMPETITIVIDADE E INOVAÇÃO

· INSTRUMENTOS FINANCEIROS NO ÂMBITO DO 7.º PROGRAMA QUADRO

III.3 - CICLO ORÇAMENTAL 2014-2020

· INSTRUMENTOS FINANCEIROS NO ÂMBITO DO COSME

· INSTRUMENTOS FINANCEIROS NO ÂMBITO DO HORIZONTE 2020

IV - CONTRATAÇÃO PÚBLICA IV.1 - DEFINIÇÃO

IV.2 - TIPOLOGIA PROCEDIMENTAL IV.3 - PARTICIPAÇÃO

IV.4 - PUBLICAÇÃO

IV.5 - A DIREÇÃO GERAL DE DESENVOLVIMENTO E COOPERAÇÃO, EM PARTICULAR

IV.6 - A DIREÇÃO GERAL DA INFORMÁTICA, EM PARTICULAR

V - CONCLUSÕES 60 60 63 65 67 67 68 69 69 71 73 75

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SUMÁRIO EXECUTIVO

Enquadrado no âmbito do projeto “Informer le secteur TICE” desenvolvido pela ANETIE – Associação Nacional das Empresas das Tecnologias de Informação e Eletrónica, este estudo identifica e analisa programas de financiamento na União Europeia vocacionados para os setores das tecnologias de informação e eletrónica. Tecnologias de Informação e Comunicação são uma prioridade política fundamental na UE, e, em especial, para a Comissão Europeia, um instrumento de superação da crise; constituem, assim, indubitavelmente, uma área na qual a Comissão Europeia está disposta a apostar fortemente.

Oportunidades de financiamento podem subsumir-se à seguinte tipologia: subvenções, oportunidades de contratação pública e instrumentos financeiros. No que concerne a subvenções, adota-se uma lógica bidimensional. Por um lado, abordam-se programas pertencentes ao ciclo orçamental 2007-2013, de forma a ter por referência “casos de sucesso”. Por outro lado, providenciam-se detalhes relativamente a oportunidades no âmbito do novo ciclo.

Numa atmosfera progressivamente mais competitiva, criação de empresas, investigação e desenvolvimento, fornecimento de serviços e produtos, instrumentos financeiros, e, de uma forma geral, incentivos (i)mediatos à internacionalização, são algumas das mais relevantes fontes de oportunidades.

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I DELIMITAÇÃO DO OBJETO

A União Europeia concede financiamentos a uma vasta gama de projetos e pro-gramas nas mais variadas áreas. O presente estudo tem como objetivo identifi-car os mais relevantes programas de financiamento existentes na União Euro-peia direcionados para os setores das tecnologias da informação e eletrónica. O sistema de financiamento da União Europeia é complexo: existem vários ti-pos de programas geridos por diversos organismos europeus e mais de 76% do orçamento europeu é gerido pelos países da União Europeia inserindo-se aqui os chamados fundos estruturais.

A Comissão Europeia, composta por várias Direções Gerais e Serviços, é o or-ganismo que tem a seu cargo a gestão dos programas de financiamento mais relevantes, atribuindo grande parte do orçamento da União Europeia a empre-sas e organizações.

Todavia, o financiamento concedido pela União Europeia pode assumir a for-ma não apenas de subvenções for-mas também de concursos e ainda prografor-mas de microcrédito.

1. Subvenções - são contribuições financeiras diretas atribuídas para apoiar projetos ou organizações que prosseguem os interesses da União Europeia ou contribuem para a execução dos seus programas ou políticas.

2. Contratação Pública - Instituições europeias, nomeadamente, a Comissão Europeia, recorrem frequentemente a contratos públicos para adquirir bens e serviços como a realização de estudos ou ações de formação, trabalhos de consultoria ou assistência técnica, aquisição de equipamentos, etc.

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3. Programas de microcrédito - (empréstimos inferiores a 25.000 euros) são geridos por intermediários e encontram-se disponíveis para trabalhadores por conta própria ou empresas com menos de 10 postos de trabalho.

Na medida em que importa compreender casos de sucesso na obtenção de financiamento, como também, a lógica de transição entre o quadro financeiro plurianual (QFP) 2007-2013 e 2014-2020, neste documento abordam-se, por um lado, programas existentes no âmbito do quadro orçamental que terminou a 31 de dezembro de 2013 e, por outro, aqueles que relevam no âmbito do ci-clo 2014-2020.

O quadro financeiro plurianual traduz em termos financeiros as prioridades po-líticas da UE para um período de pelo menos cinco anos.

Sob proposta da Comissão Europeia (CE), o QFP é estabelecido por um regula-mento do Conselho, adotado por unanimidade após aprovação do Parlaregula-mento Europeu. Nele são definidos os limites máximos anuais para a despesa da UE em geral e para as principais categorias de despesas (rubricas). Não é tão por-menorizado quanto um orçamento anual.

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II FUNDOS E SUBVENÇÕES

DEFINIÇÃO

A Comissão Europeia faz contribuições financeiras diretas na forma de subven-ções para apoio de projetos ou organizasubven-ções que promovem os interesses da UE ou contribuem para a implementação de uma política ou programa da UE. As partes interessadas podem candidatar-se, respondendo aos convites à apre-sentação de propostas.

As subvenções poderão ser atribuídas por uma das Direções-Gerais da Comis-são Europeia, serviços e agências da ComisComis-são Europeia ou por outras autori-dades (nacionais ou regionais).

Os convites à candidatura a subvenções são publicados na forma de “convites à apresentação de propostas” ao abrigo de uma série de programas de finan-ciamento que foram criados com o objetivo de apoiar políticas e atividades específicas da UE.

Serão apresentados de seguida alguns dos programas de financiamento da União Europeia vocacionados para os setores das tecnologias de informação e eletrónica.

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FUNDOS ESTRUTURAIS E DE COESÃO

QUAL A IMPORTÂNCIA DOS FUNDOS ESTRUTURAIS E DE COESÃO?

Os fundos estruturais e de coesão são os instrumentos financeiros de política regional da União Europeia. Pretende-se a redução das diferenças de desenvol-vimento entre as regiões e os Estados-Membros de forma a atingir o objetivo de coesão económica, social e territorial. Entre 2007 e 2013, estes instrumentos contaram com um orçamento de cerca de 348 mil milhões de euros (35% do orçamento comunitário): 278 mil milhões para os fundos estruturais e 70 mil milhões para o fundo de coesão.

O crescimento regional está relacionado com a capacidade de inovação e mu-dança das economias dos diferentes Estados-Membros. Estes serão as unida-des primárias de transferência de conhecimento e de construção dos sistemas inovação o que por sua vez levará a um aumento de competitividade e atrairá novos investimentos. Em seguimento, os fundos estruturais têm um importan-te papel apoiando as regiões na construção de capacidades de investigação e inovação correspondentes à sua situação e prioridades. Estas ideias encontram-se claramente contidas no Plano de Coesão 2014-2020 da Comissão Europeia. O plano de Coesão 2014-2020 propõe um orçamento total de 376 mil milhões de euros e uma política de coesão que incida nas prioridades da Estratégia Eu-ropa 2020 para um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo.

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QUE FUNDOS ESTRUTURAIS E DE COESÃO EXISTEM?

FUNDO EUROPEU DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL (FEDER)

O FEDER tem por objetivo fortalecer a coesão económica, social e territorial na União Europeia colmatando os desequilíbrios entre regiões e apoiando o desenvolvimento regional e local para contribuir para todos os objetivos temá-ticos.

As prioridades de interesse estabelecidas no Plano de Coesão 2014-2020 pren-dem-se com a investigação, desenvolvimento e inovação; acesso à informação e às tecnologias de comunicação; alterações climáticas e transição para uma economia assente num baixo nível de emissões de carbono; apoio empresarial às PME e desenvolvimento urbano sustentável. Para assegurar que os investi-mentos da UE se concentram nessas prioridades, definiram-se dotações míni-mas para uma série de áreas prioritárias: 50% dos recursos do FEDER deverão ser direcionados para a eficiência energética e energias renováveis, inovação e apoio às PME.

FUNDO SOCIAL EUROPEU (FSE)

O Fundo Social Europeu (FSE) é o principal instrumento financeiro da União Europeia para investir nas pessoas. Instituído em 1958, o FSE apoia a inserção profissional dos desempregados e das categorias da população desfavoreci-das, financiando, nomeadamente, ações de formação.

Em 2014-2020, o FSE será direcionado para quatro objetivos temáticos em toda a União:

1. Promover o emprego e apoiar a mobilidade laboral; 2. Promover a inclusão social e combater a pobreza;

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3. Investir em educação, competências e aprendizagem ao longo da vida; 4. Melhorar a capacidade institucional e a eficiência das administrações públi-cas.

No entanto, o FSE também deverá contribuir para outros objetivos temáticos, tais como apoiar a transição para uma economia assente num baixo nível de emissões de carbono, resistente às alterações climáticas e eficiente em termos de recursos; fomentar a utilização de tecnologias da informação e da comuni-cação; reforçar a investigação, o desenvolvimento tecnológico e a inovação; e melhorar a competitividade das PME.

FUNDO DE COESÃO

Para acelerar a convergência económica, social e territorial, a União Europeia instituiu um Fundo de Coesão em 1994. Este fundo destina-se aos países cujo PIB médio por habitante é inferior a 90% da média comunitária. O Fundo de Coesão tem por finalidade conceder financiamentos a favor de projetos de in-fraestruturas nos domínios do ambiente e dos transportes.

Contudo, o apoio do Fundo de Coesão está sujeito a determinadas condições. Se o défice público de um Estado Membro beneficiário exceder 3% do PIB na-cional (regras de convergência da UEM), nenhum novo projeto será aprovado enquanto o défice não estiver outra vez sob controlo.

Para 2014-2020, o Fundo de Coesão apoiará o investimento na adaptação às alterações climáticas e na prevenção dos riscos associados, assim como inves-timentos nos setores da água e dos resíduos e no ambiente urbano. Em con-sonância com as propostas da Comissão no Quadro Financeiro Plurianual, o investimento na energia também é passível de obter apoio desde que tenha vantagens ambientais positivas. Por conseguinte, o investimento em eficiência energética e em energias renováveis também é apoiado.

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No campo dos transportes, para além da rede TEN-T, o Fundo de Coesão contri-buirá para investimentos em sistemas de transporte com baixo nível de emis-sões de carbono e em transportes urbanos.

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PROGRAMAS DE FINANCIAMENTO GERIDOS

PELA COMISSÃO EUROPEIA

A Comissão Europeia é o organismo que tem a seu cargo a gestão dos progra-mas mais relevantes, atribuindo grande parte do orçamento da União Europeia a empresas e organizações.

CICLO ORÇAMENTAL: 2007 - 2013

SÉTIMO PROGRAMA QUADRO

1

O 7º Programa Quadro foi um programa gerido pela Direção Geral de Investi-gação e Inovação que visou o apoio a atividades de investiInvesti-gação e desenvol-vimento. O mesmo reuniu todas as iniciativas europeias relacionadas com a investigação desempenhando um papel crucial na prossecução dos objetivos de crescimento, competitividade e emprego da União. Tal tarefa foi desempe-nhada em conjunto com o CIP (Programa Quadro para a Competitividade e Inovação) outros programas de Educação e Formação e Fundos Estruturais de forma a obter coesão e competitividade regional.

O 7º Programa Quadro contou com um orçamento de cerca de 50,521 milhões de euros distribuídos pelos diversos programas específicos.

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Os seus objetivos foram agrupados em quatro categorias sendo que para cada categoria existiu um específico programa que correspondeu às grandes priori-dades da política de investigação europeia:

COOPERAÇÃO

Este eixo visou apoiar atividades de investigação desenvolvidas por diferentes entidades numa lógica de cooperação transnacional tendo contado com um orçamento de cerca de 32.413 milhões de euros.

IDEIAS

O Programa Ideias destinou-se a reforçar a “investigação de fronteira” na Euro-pa. Para tal, foi criado o Conselho Europeu da Investigação (European Research Council) para apoiar os projetos de investigação mais ambiciosos e mais inova-dores. O objetivo foi reforçar a excelência da investigação europeia, ao favore-cer a concorrência e a aceitação de riscos.

PESSOAS

O Programa Pessoas, com um orçamento de 4727 milhões de euros, mobili-zou recursos financeiros importantes destinados a melhorar as perspetivas de carreira dos investigadores na Europa e a atrair mais jovens investigadores de qualidade.

CAPACIDADES

Com um orçamento de cerca de 4291 milhões de euros, o programa Capacida-des visou oferecer aos investigadores ferramentas eficientes de forma a refor-çar a qualidade e competitividade da investigação europeia.

A iniciativa Investigação em Benefício das PME visou reforçar as capacidades de inovação das PME Europeias com vista ao desenvolvimento de novos pro-dutos, processos e acesso a novos mercados através de novas tecnologias ino-vadoras.

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A PRESENÇA DO SETOR NO 7º PROGRAMA QUADRO

No âmbito do 7º Programa Quadro, o tema Tecnologias da Informação e Comu-nicação contou com uma rubrica orçamental de 9,1 mil milhões de euros para todo o período de 2007 - 2013.

As atividades de investigação atenderam a prioridades estratégicas em áreas como as redes de comunicação, sistemas incorporados, nanoeletrónica e tec-nologias do conteúdo audiovisual incidindo em temas como:

1. Estabilidade e segurança das redes e infraestruturas;

2. Desempenho e fiabilidade dos sistemas e componentes eletrónicos; 3. Sistemas TIC personalizados;

4. Gestão de conteúdos digitais.

No que diz respeito à participação portuguesa em projetos ao abrigo do pro-grama, as entidades nacionais participam em 265 projetos do 7ºPQ para o tema Tecnologias da Informação e Comunicação.

No total foram submetidas cerca de 1949 propostas sendo a taxa de sucesso de 13, 6% face à média de UE de 13,8 %. As propostas provieram dos mais varia-dos géneros de entidades: Centros de Investigação (39,5 %); Grandes Empresas (21,1%); PME (18,1%); Ensino Superior (17,3%) e outras entidades (4,1%).2

Em termos de valores de financiamento, as participantes nacionais obtiveram da UE um total de financiamento de 105,66 milhões de euros.3

2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 TOTAL

Financiamento para

entidades PT (M €) 29,80 - 30,88 0,50 12,68 14,47 17,33 105,66

Financiamento atribuido (M €) 2.021,07 1.931,3 68,07 1.099,9 1.195,13 1.710,47 8.026,07

Percentagem PT 1,47 % 1,60 % 0,73 % 1,15 % 1,21 % 1,01 % 1.32 %

2 Ver, a este respeito: http://cordis.europa.eu/projects/home_en.html;

3 Dados disponibilizados pelo Gabinete de Promoção do Programa Quadro de I&DT em:

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EXEMPLO DE CASO DE SUCESSO

Projeto ”Personalised Centralized Authentication System”4

O CAS tem por objetivo providenciar um serviço inovador, de confiança e funcional. O Secured Personal Device (SPD) permitirá aos seus utilizadores o alojamento de forma segura dos seus dados, a partilha através de aplica-ções fiáveis e a sua autenticação de forma simples. O mesmo permitirá o reconhecimento de utilizador através da utilização de múltiplos sensores biométricos incluindo um que permite a avaliação de níveis de stress para detetar situações de coação. Através da autenticação biométrica, o SPD possibilitará uma comunicação mais segura com os servidores de nuvens de alojamento dispensando o seu utilizador da memorização de palavras passe.

O SPD poderá ser integrado no smartphone utilizando os seus serviços de comunicação. Os mecanismos de segurança e autenticação utilizarão os componentes do SPD, do telemóvel e da nuvem. Estes componentes do software permitirão uma segura autenticação, o acesso seguro aos dados alojados e ainda a transferência de dados a partir de/para os aparelhos de acesso remoto: USB ou computadores com conexão NFC.

CUSTO TOTAL DO PROJETO 4.490.252 €

DURAÇÃO 36 meses

FINANCIAMENTO UE 3.249.250 €

COORDENADOR DO PROJETO INESC ID – Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Investigação e Desenvolvimento – Lisboa

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5. Ver http://ec.europa.eu/cip/index_pt.htm;

PROGRAMA-QUADRO PARA A COMPETITIVIDADE

E A INOVAÇÃO (CIP)

5

O Programa-Quadro para a Competitividade e a Inovação (CIP) apoiou ações a favor da competitividade e da capacidade de inovação no interior da União Eu-ropeia (UE) no período de 2007-2013. Incentivou, em especial, a utilização das tecnologias da informação, das tecnologias ambientais e das fontes de energia renováveis e contou com um orçamento de 3621 milhões de euros. Teve a sua gestão a cargo da Direção Geral das Empresas e da Indústria.

Os interesses das pequenas e médias empresas (PME) e a ecoinovação consti-tuiram prioridades transversais, compreendendo o CPI três subprogramas es-pecíficos:

PROGRAMA PARA O ESPÍRITO EMPRESARIAL E A INOVAÇÃO

Reuniu as ações destinadas a promover o espírito empresarial, a competitivida-de industrial e a inovação.

PROGRAMA DE APOIO ESTRATÉGICO EM MATÉRIA DE TIC

Teve por objetivo a promoção da adoção e da exploração das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), que constituem a espinha dorsal da econo-mia do conhecimento;

PROGRAMA «ENERGIA INTELIGENTE – EUROPA» (EN)

Contribuiu para acelerar a realização dos objetivos no domínio da energia sus-tentável. Apoia, portanto, a melhoria da eficiência energética, a adoção de

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fon-tes de energia novas e renováveis, uma mais ampla penetração no mercado dessas fontes de energia, a diversificação da energia e dos combustíveis, o au-mento da quota de energias renováveis

EXEMPLO DE CASO DE SUCESSO

Projeto ”Personalised Centralized Authentication System”6

A empresa Fortumo foi fundada em Tartu, na Estónia, em 2007 por um gru-po de estudantes com o objetivo de criar sistemas de pagamento através da utilização de um telemóvel para jovens que não possuam cartões de crédito e para utilização em economias emergentes.

Atendendo ao sucesso do projeto, a Fortumo rapidamente compreendeu que seria necessário expandir-se para outros Estados. Assim, contatou a En-terprise Europe Network – Rede Europeia de Empresa, um projeto criado pela Comissão Europeia através do CIP, que conta com cerca de 600 mem-bros, a partir do qual pequenas e médias empresas podem obter aconse-lhamento, contatos e outro tipo de colaboração necessária para a entrada em novos mercados.

A empresa finalizou já parcerias com outras PME em mais de 60 outros paí-ses por todo o mundo. Andrei Dementyev, chefe de operações da Fortumo explica que: “Two years ago, we couldn’t even imagine writing an email to such companies or think of working with them. Now we work for the 30 top world game developers. We like what they do and they like what we do and how we do it, and this is really the best sign of success for us.”

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CICLO ORÇAMENTAL: 2014 - 2020

ENQUADRAMENTO GERAL: A ESTRATÉGIA EUROPA 2020

A estratégia económica da União Europeia implementada para a década 2010/2020 é orientada pelos seguintes vetores:

1. Crescimento inteligente (promover o conhecimento, a inovação, a educação e a sociedade digital);

2. Crescimento sustentável (tornar a nosso aparelho produtivo mais eficiente em termos de recursos, ao mesmo tempo que se reforça a nossa competiti-vidade);

3. Crescimento inclusivo (aumento da taxa de participação no mercado de tra-balho, aquisição de qualificações e luta contra a pobreza).

O novo quadro orçamental 2014/2020 continuará a refletir estas prioridades europeias concretizando as principais ações Europa 2020 e tendo por objetivos o aumento da taxa de emprego, o aumento dos investimentos da UE na I&D; a sustentabilidade e eficiência energética e a redução da emissão de gases com efeito estufa; a redução da taxa de insucesso escolar e o combate à pobreza e exclusão social.

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AGENDA EUROPA 2020

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Para atingir os objetivos Europa 2020, a Comissão propôs uma agenda Europa 2020 que consiste numa série de sete iniciativas emblemáticas, cuja execução constitui uma prioridade partilhada com ações a todos os níveis: organizações à escala da UE, Estados-Membros e autoridades locais e regionais:

União da Inovação

Recentrar a política de I&D e inovação nos principais desafios societais, col-matando o desfasamento existente entre ciência e mercado, transformando as invenções em produtos. A título de exemplo, a patente comunitária poderia traduzir-se numa economia anual de 289 milhões de euros para as empresas;

Juventude em Movimento

Reforçar a qualidade e a capacidade de atração internacional do sistema de ensino superior europeu, promovendo a mobilidade dos estudantes e dos jo-vens profissionais. As vagas existentes devem ser mais facilmente acessíveis em toda a Europa e as qualificações e experiência profissional reconhecidas de forma adequada;

Agenda digital para a Europa

Retirar de forma sustentável benefícios económicos e sociais do mercado úni-co digital úni-com base na internet de alta velocidade. Até 2013, todos os europeus deverão ter acesso à internet de alta velocidade;

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Europa Eficiente em Termos de Recursos

Apoiar a transição para uma economia hipocarbónica e eficiente na utilização de recursos. A Europa deve manter-se fiel aos objetivos que fixou para 2020 no domínio da produção, eficiência e consumo de energia. Deste modo, será pos-sível uma poupança de 60 mil milhões de euros nas importações de petróleo e gás em 2020;

Política Industrial para a Era da Globalização

Contribuir para a competitividade da indústria da UE no mundo que emergirá da crise, promover o empreendedorismo e desenvolver novas qualificações. Deste modo, será possível criar milhões de novos postos de trabalho;

Agenda para Novas Competências Emprego

Criar as condições para a modernização dos mercados de trabalho, com vista a aumentar as taxas de emprego e assegurar a sustentabilidade dos nossos modelos sociais no momento da passagem à reforma da geração dos «baby--boomers»;

Plataforma Europeia contra a Pobreza

Assegurar a coesão económica. social e territorial, permitindo que as camadas mais pobres e socialmente excluídas da população desempenhem um papel ativo na sociedade.

A estratégica Europa 2020 exige uma concentração de esforços ente a União e os seus países.

Ao nível da União têm sido tomadas medidas para concretizar o mercado inter-no dos serviços, da energia e dos produtos digitais e para investir em atividades

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transfronteiriças essenciais. A nível nacional importa eliminar os obstáculos à li-vre concorrência e à criação de emprego. Tais esforços devem ser coordenados a todos os níveis e por isso, a concretização da estratégia Europa 2020 depende em grade parte dos quadros orçamentais aprovados. Neste contexto assume relevância o semestre europeu, um ciclo anual de coordenação no domínio das políticas económicas, no âmbito do qual a Comissão e o Conselho formu-lam orientações políticas, os países da UE comprometem-se a realizar reformas em sequência de um conjunto de recomendações específicas elaboradas pela Comissão e aprovadas pelos dirigentes dos Estados-Membros no quadro do Conselho Europeu. Estas recomendações terão que ser depois tidas em conta nas políticas e orçamentos dos países da UE.

A estratégia Europa 2020 será o escopo de um dos maiores programas finan-ceiros no quadro plurianual 2014-2020, o Horizonte 2020.

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HORIZONTE 2020

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O Horizonte 2020 é um programa financeiro que reflete as prioridades da estra-tégia Europa 2020.

Com um orçamento de cerca de 77,2 mil milhões de euros, este programa de-corre entre 2014 e 2020 e tem como foco o apoio à investigação, inovação, criação de emprego e, dessa forma, o crescimento económico da Europa. Caraterísticas:

Simplificação

O Horizonte 2020 apresenta uma estrutura mais simples do que o anterior pro-grama-quadro para a inovação e investigação, tornando mais fácil a identifi-cação de oportunidades de financiamento que se consubstancia da seguinte forma:

1. Um único ponto de acesso para os participantes;

2. Um único conjunto de regras de participação aplicáveis a todas as compo-nentes do H2020;

3. Critérios de avaliação mais simples (Excelência – Impacto – Implementação) 4. Redução do Time-to-Grant (em 100 dias)

5. Aceitação generalizada dos custos médios com pessoal (através de certificação).

Regras de financiamento mais disponíveis

1. Custos diretos (100% para R&D, 70% para ações próximas de mercado), taxa fixa para os custos indiretos (25%);

2. Não há timesheets para o pessoal que trabalha em tempo integral num único projeto;

3. IVA será considerado elegível para as instituições que não o conseguem recuperar.

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Instrumento para financiamento de projetos de PME

O programa inclui um instrumento apenas dedicado às Pequenas e Médias Empresas (PME), o SME Instrument, criado para financiar projetos na área da inovação.

Este instrumento apoia as 3 fases que cobrem o ciclo de inovação: 1. Fase de avaliação do potencial tecnológico e comercial do projeto;

2. Fase de investigação e desenvolvimento (com enfâse na demonstração e na replicação de mercado);

3. Fase da comercialização.

Com um orçamento de mais de 500 milhões de euros para 2014 e 2015, o SME

Instrument procura colmatar lacunas para a investigação e inovação num

está-dio inicial, assim como potenciar o desenvolvimento e inovação de alto-risco e estimular inovações revolucionárias.

Pilares

O programa de apoio à investigação e inovação assenta em três pilares funda-mentais: excelência científica, liderança industrial e desafios societais.

Cada pilar engloba um conjunto de convites à apresentação de propostas que, por sua vez, se dividem em vários tópicos podendo diferentes entidades res-ponder ao tópico que lhe mais lhes interessar.

Excelência Científica

Pretende-se o apoio da posição da União Europeia como líder mundial em ciência com um aumento de financiamento para o Conselho Europeu de Inves-tigação (ERC).

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Iniciativas

1. European Research Council (Conselho Europeu de Investigação), aberto a todos os temas, investigadores jovens promissores (Starters, Consolidators) e estabelecidos (Advanced Grants);

2. FET, Future and Emerging Technologies, ideias novas, radicais e com risco elevado para acelerar o desenvolvimento em áreas emergentes da ciência e da tecnologia, incluindo FET-Open (novos conceitos), FET-Proactive (explorar ideias promissoras), e FET Flagships (para obter “breakthroughs”).

3. Bolsas Marie-Curie, internacionais (entradas e saídas) e entre setores (uni-versidade-Indústria), inc. Doutoramentos em ambiente industrial - possibili-dade de alavancar fundos próprios com o COFUND.

4. Infraestruturas de Investigação de Classe Mundial, acessíveis a todos os investigadores.

Liderança Industrial

O objetivo deste pilar consiste no reforço da liderança industrial em matéria de inovação. Inclui grande investimento em tecnologias-chave e um melhor acesso ao capital e apoio às PME.

É atribuído destaque a:

1. Liderança em Tecnologias Facilitadoras e Industriais:

• Tecnologias de Informação e Comunicação;

• Nanotecnologias, Materiais Avançados, Processos de Manufatura e Fabrico Avançados, Biotecnologia;

• Espaço.

2. Acesso ao financiamento de risco. 3. Inovação nas PMEs.

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Desafios Societais

Reflete as prioridades da Estratégia UE 2020 abordando as principais preocu-pações partilhadas por todos os europeus.

Iniciativas

1. Saúde, Alterações Demográficas e Bem-Estar;

2. Segurança Alimentar, Agricultura e Florestas Sustentáveis, Investigação Ma-rinha, Investigação Marítima em Lagos e em Rios, Bioeconomia;

3. Energia Segura, Limpa e Eficiente;

4. Transportes Inteligentes, Verdes e Integrados;

5. Ação Climática, Ambiente, Eficiência de Recursos e Matérias-Primas;

6. A Europa num Mundo em mudança - Sociedades inclusivas, inovadoras e reflexivas;

7. Sociedades seguras - proteção da liberdade e segurança da Europa e dos seus cidadãos.

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A PRESENÇA DO SETOR NO HORIZONTE 2020

EUROPE 2020 PRIORITIES

SHARED OBJECTIVES AND PRINCIPLES

Simplified access Common rules, toolkit of funding schemes Dissemination & knowledge transfer

TACKLING SOCIETAL CHALLENGES

• Health, demographic change and well being

• Food security, sustainable agriculture and the bio-based economy

• Secure, clean and efficient energy • Smart, green and integrated transport

• Climate action, resource efficiency and raw materials • Inclusive, innovative and reflective societies • Secure Societies

CREATING INDUSTRIAL LEADERSHIP AND COMPETITIVE FRAMEWORKS

• Leadership in enabling and industrial technologies • ICT

• Nanotech, Materials, Manuf. and Processing • Biotechnology

• Space

• Acess to risk finance • Inovation in SMEs

EXCELLENCE IN THE SCIENCE BASE

• Frontier research (ERS)

• Future and Emerging Technologies (FET) • Skills and career development (Marie Currie) • Research infrastructures ICT ICT ICT ICT ICT ICT ICT ICT ICT ICT EIT JRC

O pilar da liderança industrial concretiza uma série de iniciativas que poderão representar oportunidades para o setor as TICE. 9

Pretende-se fomentar a inovação tecnológica como meio para assegurar a lide-rança europeia no setor. Por outro lado, a investigação na área das TICE poderá encontrar lugar no pilar da excelência científica que tem como objetivo esti-mular e apoiar projetos de investigação pioneiros e ainda no pilar dos desafios societais atendendo à transversalidade do setor.

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Com o Horizonte 2020 temos uma mudança de paradigma com uma política de estímulo a projetos orientados para o mercado.

Os programas de trabalho baseados no programa estratégico e são bianuais sendo que o divulgação dos mesmos para os próximos dois anos aconteceu já a 11 de dezembro de 2013. Assim, poderão ser já identificados os convites para apresentação de propostas, no âmbito do Horizonte 2020, para 2014-2016.

HUMAN-CENTRIC DIGITAL AGE

HORIZONTAL ICT INNOVATION ACTIOS

INTERNET OF THINGS AND PLATFORM OF CONNECTED SMART OBJECTS

OPEN DISRUPTIVE INNOVATION SCHEME / SME INSTRUMENT CYBER-SECURITY, TRUSTWORTHY ICT

SOCIE TAL CHALLENGES IC T LEIT EX CELLENT SCIENCE

ICT FOR HEALTH, DOMOGRAPHIC CHANGE AND

WELLBEING

ICT KETS (MI-CRO-AND NANO-

ELECTRONIC TECHNOLOGIES,

PHOTONICS)

FET OPEN FET PRO ACTIVE FET FLAGSHIPS

Other KETs /

Cross Cutting KETs Factory of the Future PPP

ICT FOR SMART, GREEN AND INTEGRATED TRANSPORT

ADVANCED COMPUTING

ICT FOR CLIMATE ACTION, ENVIRON-MENT, RESOURCE EFFICIENCY AND RAW MATERIALS FUTURE INTERNET ICT FOR INCLUSIVE, INNOVATIVE AND REFLECTIVE SO-CIETIES A NEW GENERATION OF COMPONENTS AND SYSTEMS

ICT FOR SECURE SOCIETIES

ROBOTICS ICT FOR SECURE,

CLEAN AND EFFICIENT ENERGY CONTENT TECHNOLOGIES AND INFORMATION MANAGEMENT E_INFRASTRUCTURES

(28)

CONVITES PARA APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS

PILAR: EXCELÊNCIA CIENTÍFICA

CONSELHO EUROPEU DE INVESTIGAÇÃO

No que diz respeito ao Conselho Europeu de Investigação (ERC), três espécies de subvenções estarão disponíveis durante o ano de 2014: para jovens investi-gadores, estabelecidos e experientes (Starting; Consolidator e Advanced Grants). Assim, a anteriormente denominada ERC Starting Grant é agora dividida em dois diferentes convites que se destinam a investigadores iniciantes e estabe-lecidos.

Por outro lado, investigadores contemplados com alguma das subvenções re-feridas poderão aceder ao Proof of Concept que se renova para este novo círcu-lo orçamental.

STARTING

GRANT CONSOLIDATOR GRANT ADVANCED GRANT PROOF OF CONCEPT

2014

Convite ERC-2014-StG ERC-2014-CoG ERC-2014-AdG ERC-2014-PoC

Prazo Limite Encerrado Encerrado 21.10.14 1.10.14

Orçamento em milhões de euros (Número estimado de subvenções) 485 (370) 713(400) 450(200) 15(100) 2015

Convite ERC-2015-StG ERC-2015-CoG ERC-2015-AdG ERC-2015-PoC

Prazo Limite 3.02.15 12.03.15 2.06.15 23.04.15 / 1.10.15 Orçamento em milhões de euros (Número estimado de subvenções) 485 (370) 713(400) 450(200) 15(100)

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TECNOLOGIAS FUTURAS E EMERGENTES

(FET – FUTURE AND INNOVATIVE TECHNOLOGIES)

A missão deste programa consiste na transformação da base da excelência científica europeia numa vantagem competitiva através da descoberta de no-vas possibilidades tecnológicas.

Pretende-se que a Europa assegure a sua liderança através de novas áreas tec-nologias emergentes que renovarão as bases para a competitividade e o cres-cimento europeu.

No seguimento do FET, são de destacar os seguintes convites:

CONVITE - FET-OPEN – NOVEL IDEAS FOR RADICALLY NEW TECHNOLOGIES

H2020-FETOPEN2014/2015

Este convite tem como objetivo apoiar a fase inicial de investigação em ciência e tecnologia para o desenvolvimento de novas possibilidades tecnológicas. O convite é inteiramente não-prescritivo no que concerne à natureza ou finali-dade das tecnologias previstas. O processo de seleção terá em atenção a cons-trução de um portfólio diversificado de projetos. Com o objetivo de identificar e aproveitar oportunidades que acarretem benefícios a longo prazo para os cidadãos, torna-se essencial a deteção precoce de novas áreas promissoras e desenvolvimentos e tendências de relevo. O convite procura também, com as atividades de coordenação e apoio, transformar a Europa no melhor lugar do mundo para pesquisas, em regime de cooperação, responsáveis pelo desen-volvimento de tecnologias futuras e emergentes que farão a diferença na so-ciedade das próximas décadas.

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TÓPICOS PRAZO LIMITE PARA APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS

2014 2015

FETOPEN 1 – 2014/2015: FET-Open research projects 30/09/2014 31/03/2015 - 29/09/2015 FETOPEN 2 – 2014: Coordination and Support Activities

2014

30/09/2014 FETOPEN 3 – 2015: Coordination and Support Activities

2015 31/03/2015 - 29/09/2015

CONVITE - FET-PROACTIVE - TOWARDS EXASCALE HIGH PERFORMANCE COMPUTING

H2020-FETHPC 2014

A Computação de Alto Desempenho (HPC) tem um papel crucial na capacida-de capacida-de inovação da Europa sendo capacida-de importância estratégica para as suas capa-cidades científicas e industriais assim como para os seus cidadãos.

A estratégia HPC da Comissão Europeia visa garantir a liderança europeia no que diz respeito ao desenvolvimento e utilização de sistemas de HPC , softwa-re, aplicações e serviços em 2020. A implementação desta estratégia através do Horizonte 2020 combina três elementos: (a) desenvolvimento da próxima geração de HPC; (b) acesso aos melhores instalações e serviços de supercom-putação ; e (c) excelência em aplicações HPC.

Este convite tem como objetivo impulsionar os pontos fortes europeus para construir a próxima geração de computação potenciando o seu desempenho em 2020.

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TÓPICOS

PRAZO LIMITE PARA APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS 25/11/2014

FETHPC 1 - 2014: HPC Core Technologies, Programming Environments and Algorithms for Extreme Parallelism and Extreme Data Applications

FETHPC 2 - 2014: HPC Ecosystem Development

CONVITE - INTEGRATING AND OPENING RESEARCH INFRASTRUCTURES OF EUROPEAN INTEREST

H2020-INFRAIA2014/2015

Este convite tem o seu foco na abertura de infraestruturas nacionais e regionais de pesquisa de acesso a todos os investigadores europeus a partir tanto do am-biente académico como do contexto industrial de forma a garantir a otimiza-ção da sua utilizaotimiza-ção e desenvolvimento conjunto . Através de uma abordagem específica, serão endereçados tipos específicos de estruturas ou comunidades de investigação, presentes em todos os campos da ciência e da tecnologia. Além de servir os desafios básicos da ciência, este convite responderá também a desafios societais de relevo pretendendo ainda a construção das infraestru-turas de investigação necessárias para alcançar a liderança em tecnologia in-dustrial.

TÓPICOS PRAZO LIMITE PARA APRESENTAÇÃO

DE PROPOSTAS INFRAIA-1-2014/2015: Integrating and opening existing

national and regional research infrastructures of European interest

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CONVITE - E-INFRASTRUCTURES

H2020-EINFRA2014/2015

Este convite concentra-se em infraestruturas eletrónicas sendo concretizado através de uma série de tópicos.

TÓPICOS PRAZO LIMITE PARA APRESENTAÇÃO

DE PROPOSTAS EINFRA-3-2014 - Towards global data e-infrastructures –

Research Data Alliance

02/09/2014 EINFRA-4-2014 - Pan-European High Performance

Com-puting infrastructure and services

EINFRA-6-2014 - Network of HPC Competence Centres for SMEs

EINFRA-7-2014 - Provision of core services across e-infra-structures

EINFRA-8-2014 - Research and Education Networking – GÉANT

EINFRA-1-2014 - Managing, preserving and computing with big research data

EINFRA-5-2014 - Centres of Excellence for computing

applications 14/01/2015

EINFRA-9-2014 - e-Infrastructures for virtual research environments (VRE)

CONVITE - SUPPORT TO INNOVATION, HUMAN RESOURCES, POLICY AND INTERNATIONAL COOPERATION

H2020-INFRASUPP2014/2015

Este convite foca-se na promoção do potencial de inovação e no desenvol-vimento dos recursos humanos de infraestruturas de investigação, especial-mente em áreas que sofrem com a escassez da oferta, ou em situações em são necessárias novas habilidades ou profissões. Pretende-se ainda reforçar as po-líticas europeias de investigação e cooperação internacional.

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TÓPICOS PRAZO LIMITE PARA APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS

2014 2015

INFRASUPP-7-2014 - Topic: e-Infrastructure policy

development and international cooperation 02/09/2014 INFRASUPP-4-2015 - New professions and skills for

e-infrastructures

14/01/2015

LIDERANÇA INDUSTRIAL

Este pilar compreende um conjunto de programas de trabalho que pretendem estimular competências chave na área das Tecnologias Facilitadoras (Key Ena-blig Technologies), Tecnologias de Informação e Comunicação e Espaço tendo por vista assegurar a liderança europeia nestes domínios.

Visando o desenvolvimento de novidades tecnológicas, este pilar tenciona im-pulsionar a competitividade, criar emprego e sustentar novas formas de cres-cimento.

TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

O potencial e capacidades dos sistemas das Tecnologias modernas de Infor-mação e Comunicação estão em crescimento exponencial, em grande parte, alimentado pelo progresso em áreas chave como é o caso da eletrónica, mi-crossistemas, rede, robótica, processamento de dados e interfaces. Estes desen-volvimentos proporcionam grandes oportunidades para a Europa desenvolver a próxima geração de plataformas abertas de topo no qual uma multiplicidade de dispositivos inovadores, sistemas e aplicações podem ser implementadas.

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CONVITE - INFORMATION AND COMMUNICATION TECHNOLOGIES

H2020 - ICT – 2015

O convite para o desenvolvimento de Tecnologias de Informação e Comunica-ção abrange uma multiplicidade de tópicos:

TÓPICOS

PRAZO LIMITE PARA APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS 14/04/2015 ICT 4 – 2015: Customised and low power computing

ICT 8 – 2015: Boosting public setor productivity and innovation through cloud computing services ICT 10 – 2015: Collective Awareness Platforms for Sustainability and Social Innovation

ICT 12 – 2015: Integrating experiments and facilities in FIRE+ ICT 16 – 2015: Big data - research

ICT 19 – 2015: Technologies for creative industries, social media and convergence. ICT 20 – 2015: Technologies for better human learning and teaching

ICT 24 – 2015: Robotics

ICT 25 – 2015: Generic micro- and nano-electronic technologies ICT 27 – 2015: Photonics KET

ICT 28 – 2015: Cross-cutting ICT KETs

ICT 30 – 2015: Internet of Things and Platforms for Connected Smart Objects

ICT 34 – 2015: ICT contribution to pilot for co–investments by business angels in innovative ICT firms ICT 36 – 2015: Precommercial procurement open to all areas of public interest requiring new ICT solutions ICT 38 – 2015: International partnership building and support to dialogues with high income countries ICT 39 – 2015: International partnership building in low and middle income countries

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CONVITE - EU-BRAZIL RESEARCH AND DEVELOPMENT COOPERATION IN ADVANCED CYBER INFRASTRUCTURE

H2020 – EUB – 2015

Este convite surge a propósito da cooperação entre a União Europeia e o Brasil na área das tecnologias de rede e e-infraestruturas. O mesmo estabelece as bases para o posterior progresso em três temas distintos, com o objetivo de desenvolver posições e standars comuns, interoperabilidade de sistemas de cloud computing, HPC e locais de desenvolvimento de tecnologias de internet. De igual forma pretende reforçar mecanismos para um eficiente definição e implementação de ações de I&D conjuntas.

TÓPICOS

PRAZO LIMITE PARA APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS 15/10/2015 EUB 1 – 2015: Cloud Computing, including security aspects

EUB 2 – 2015: High Performance Computing (HPC) EUB 3 – 2015: Experimental Platforms

ESPAÇO

Com base no sucesso do Sétimo Programa-Quadro (FP7), o Horizonte 2020 pre-tende que a comunidade europeia de investigação espacial desenvolva tecno-logias espaciais inovadoras e conceitos operacionais “da ideia à demonstração no espaço” utilizando os dados para fins científicos, públicos ou comerciais. Isto irá possibilitará a sedimentação e estruturação da pesquisa e inovação es-pacial ao nível europeu abordando os principais aspetos identificados na Co-municação da Comissão “EU Space Industrial Policy: Releasing the Potential for

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CONVITE - COMPETITIVENESS OF THE EUROPEAN SPACE SETOR: TECHNO-LOGY AND SCIENCE

H2020-COMPET2015

Para garantir a vantagem competitiva da União Europeia, os subsistemas e/ ou equipamentos utilizados no setor espacial têm que ser tecnologicamente maduros assim como acompanhados de taxas de produção adequadas. Dessa forma, o foco europeu no que concerne a tecnologias espaciais futuras, além do estado atual da arte , deve ser reforçado em toda a cadeia TRL.

Este convite tem por objetivo incentivar a produção de elementos modulares reutilizáveis assim como a normalização dos já existentes. Tal otimizará os in-vestimentos e facilitará o acesso a mercados comerciais emergentes.

TÓPICOS

PRAZO LIMITE PARA APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS 28/11/2014 COMPET – 1 – 2015: Technologies for European Non-dependence and Competitiveness COMPET – 2 – 2015: Independent Access to Space

COMPET – 3 – 2015: Bottom-Up Space Technologies at Low TRL COMPET – 6 – 2015: International Cooperation in Space Science

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CONVITE - EARTH OBSERVATION

H2020-EO2015

O convite apresentado tem por foco o desenvolvimento de produtos geoes-paciais inovadores para exploração comercial habilitados por dados esgeoes-paciais que diretamente contribuem para aumentar a competitividade do setor dos serviços de valor acrescentado.

TÓPICOS

PRAZO LIMITE PARA APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS 28/11/2014 EO 1 – 2015: Bringing EO applications to the market

EO-2-2015: Stimulating wider research use of Copernicus Sentinel Data EO-3-2015: Technology developments for competitive imaging from space

LIDERANÇA EM TECNOLOGIAS INDUSTRIAIS E FACILITADORAS, NANO-TECNOLOGIAS, MATERIAIS AVANÇADOS, BIOTECNOLOGIA E PROCESSOS AVANÇADOS E MANUFATURA

A Liderança em Tecnologias Industriais e Facilitadoras, parte do Horizonte 2020, apoiará o desenvolvimento de tecnologias que sustentam a inovação através de uma gama de setores. O Horizonte 2020 terá um forte foco no desenvolvi-mento de capacidades industriais europeias em Tecnologias Facilitadoras Es-senciais (Key Enabling Technologies).

Esta parte do programa abrange diferentes áreas: 1. Nanotecnologias;

2. Materiais Avançados;

3. Processos Avançados e Manufatura; 4. Biotecnologia.

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CONVITE - FOF - FACTORIES OF THE FUTURE

H2020 – FoF – 2014/2015

Este convite pretende apoiar as empresas das indústrias transformadoras na UE, em particular as PME, no processo de adaptação às pressões competitivas globais, através do desenvolvimento das necessárias tecnologias facilitadoras chave.

O mesmo permitirá à indústria europeia atender à crescente demanda de con-sumo global de produtos mais ecológicos, mais personalizados e de alta quali-dade através da transição necessária para uma indústria orientada para a pro-cura, com a menor produção de resíduos e consumo de energia.

TÓPICOS

PRAZO LIMITE PARA APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS 09/12/2014 FoF 8 – 2015: ICT-enabled modelling, simulation, analytics and forecasting technologies FoF 9 – 2015: ICT Innovation for Manufacturing SMEs (I4MS)

FoF 11 – 2015: Flexible production systems based on integrated tools for rapid reconfiguration of machinery and robots

FoF 12 – 2015: Industrial technologies for advanced joining and assembly processes of multimaterials

FoF 13 – 2015: Reuse and remanufacturing technologies and equipment for sustainable product lifecycle manage-ment

DESAFIOS SOCIETAIS

O pilar referente aos desafios societais reflete as maiores preocupações comuns dos cidadãos da União Europeia e do mundo.

De forma a responder a estes desafios, a UE exige uma abordagem variada que reúna recursos e conhecimentos de diferentes áreas, tecnologias e disciplinas, incluindo as ciências sociais e humanas. Tal abrangerá as atividades de investi-gação para o mercado tendo como foco todas aquelas que se revelem

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inova-doras. Podemos aqui encontrar aqui ligações com as atividades das Parcerias Europeias de Inovação (PEI).

Serão financiadas ações que visem dar resposta aos desafios colocados nas se-guintes áreas:

Saúde, alterações demográficas e bem-estar;

TÓPICOS

DATA LIMITE PARA APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS A DEFINIR PELA COMISSÃO EUROPEIA PHC 21 – 2015: Advancing ative and healthy ageing with ICT: Early risk detection and intervention; PHC 25 – 2015: Advanced ICT systems and services for Integrated Care;

PHC 27 – 2015: Self-management of health and disease and patient empowerment supported by ICT;

PHC 28 – 2015: Self-management of health and disease and decision support systems based on predictive computer modelling used by the patient him or herself;

PHC 29 – 2015: Public procurement of innovative eHealth services;

PHC 30 – 2015: Digital representation of health data to improve disease diagnosis and treatment.

Energia segura, não poluente e eficiente;

TÓPICOS PRAZO LIMITE PARA APRESENTAÇÃO

DE PROPOSTAS LCE 7 – 2015: Distribution grid and retail market, where

the scope takes into account the contribution of ICT infra-structure to smart grids and smart metering;

Data limite para apresentação de propostas a definir pela Comissão Europeia.

SCC 1 – 2014/2015: Smart Cities and Communities solu-tions integrating energy, transport, ICT sectors through lighthouse (large scale demonstration - first of the kind) projects;

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Transportes inteligentes, ecológicos e integrados;

TÓPICOS PRAZO LIMITE

PARA APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS MG.3.6-2015 Safe and connected automation in road transport; Data limite para apresentação

de propostas a definir pela Comissão Europeia. MG.6.3-2015 Common communication and navigation platforms for

pan-Euro-pean logistics applications;

GV.8-2015 Electric vehicles’ enhanced performance and integration into the transport system and the grid, which notably addresses the integration of the overall cycle of electric vehicles’ (EV) energy management into a comprehen-sive EV battery and ICT-based recharging system management.

27/08/2015

WASTE-4-2014/2015: Towards near-zero waste at European and global level; 10/03/2015 WATER-1-2014/2015: Bridging the gap: from innovative water solutions to

market replication. 1ª Fase: 16/10/20142ª Fase: 10/03/2015

Europa num mundo em mudança – sociedades inclusivas, inovadoras e pensa-doras;

TÓPICOS

PRAZO LIMITE PARA APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS 21/04/2015 REFLECTIVE 6 – 2015: Innovation ecosystems of digital cultural assets;

EURO-6-2015: Meeting new societal needs by using emerging technologies in the public setor.

Sociedades seguras – proteção, liberdade e segurança da europa e seus cida-dãos.

TÓPICOS

PRAZO LIMITE PARA APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS 21/04/2015 DS 3 – 2015: The role of ICT in Critical Infrastructure Protection;

DS 4 – 2015: Secure Information Sharing; DS 5 – 2015: Trust eServices.

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Numa lógica de transversalidade, em qualquer um dos convites lançados ao abrigo de uma destas áreas, as Tecnologias de Informação, Comunicação Ele-trónica podem representar um papel fundamental.

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EUREKA

10

Eureka é uma rede pan-europeia de organizações industriais de I&D orientadas para o mercado que apoia a competitividade das empresas europeias através da criação de vínculos e redes de inovação. O programa EUREKA oferece aos parceiros do projeto uma riqueza de conhecimentos, competências e expe-riência em toda a Europa e facilita o acesso a regimes de financiamento pú-blico e privados nacionais. Estabelecido a 17 de julho 1985, este programa integra já 39 países europeus e a Comissão Europeia e tem como base a coope-ração e igualdade de todos os seus membros.. 11

O gabinete de Portugal apoia empresas que procurem parceiros e financia-mentos para o desenvolvimento de um projeto Eureka.

A iniciativa EUREKA tem como objetivos fundamentais estimular a produtivida-de e a competitividaprodutivida-de da indústria europeia, promovendo a ligação entre as empresas que produzem produtos e serviços, as instituições de Investigação e Desenvolvimento e as universidades. Pretende ainda promover a coope-ração entre empresas e institutos para que desenvolvam em conjunto produ-tos tecnologicamente inovadores com perspetiva de mercado a nível europeu e mundial.

O selo EUREKA traz vantagens competitivas para as empresas, produtos e ser-viços inovadores porque lhes confere notoriedade e visibilidade internacional associada a uma imagem de excelência. Reconhece-se publicamente que se está a desenvolver um produto, processo ou serviço tecnologicamente inova-dor, de elevada qualidade e potencial.

A Iniciativa Eureka apoia 3 tipos de projetos sendo os mesmos os chamados projetos EUREKA, os projetos EUREKA – EUROSTARS e os projetos CLUSTER.

10. Ver http://www.eurekanetwork.org;

11. Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Inglaterra, Irlanda, Islândia, Israel, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Macedónia, Malta, Mónaco, Noruega, Polónia, Portugal, República Checa, Rep. Eslovaca, Roménia, Rússia, São Marino, Sérvia, Suécia, Suíça, Turquia, Ucrânia, União Europeia.

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PROJETOS EUREKA

Tratam-se de projetos que envolvem participantes de pelo menos dois Esta-dos-Membros, com o objetivo de desenvolver um produto, processo ou serviço inovador que venha a revelar-se de sucesso no mercado.

Alguns destes projetos estão agrupados em redes temáticas às quais atribuí-mos o nome de “Umbrellas”.

UMBRELLAS PRO-FACTORY + (2011-2015) EUREKA TOURISM PLUS (2013-2018)

E!SURF (2010-2015)

Atualmente não existe nenhuma rede temática dedicada à área das Tecnolo-gias de Informação e Eletrónica. Existe todavia a possibilidade da criação de uma Umbrella subordinada ao tema em estudo. Qualquer grupo de empresas e organizações de investigação com interesse pode apresentar uma proposta para a criação de uma rede temática.12

PROJETOS EUREKA – EUROSTARS

Estes projetos distinguem-se pelo facto de serem liderados, obrigatoriamente, por uma PME com reconhecida atividade de I&D. O Programa Eurostars pro-põe uma nova forma de apoio às PME, com atividades de I&D, sincronizando programas de apoio à I&D nacionais. Os projetos envolvidos deverão resultar de parcerias entre, pelo menos, dois participantes de dois diferentes países eu-rostars. O líder do projeto deverá ser uma PME com reconhecida atividade de Investigação & Desenvolvimento.

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O financiamento do Eureka – Eurostars tem proveniência nos países que inte-gram a iniciativa (em 75%) e na Comissão Europeia através do prointe-grama-qua- programa-qua-dro para a investigação e desenvolvimento (em 25%).13

2007 - 2013 2014 - 2020

Países – Integrantes 300 milhões € 861 milhões €

Comissão Europeia 100 milhões € 287 milhões €

Total: 400 milhões € 1. 14 mil milhões €

Portugal não se encontra atualmente presente na rede Eureka Eurostars não podendo entidades portuguesas participar no próximo convite à apresentação de propostas.

PROJETOS CLUSTER

Falamos aqui de projetos estratégicos, a longo prazo, para o desenvolvimento de novas tecnologias, envolvendo um grande número de participantes, entre eles das maiores empresas europeias.

Através de convites regulares para apresentação de projetos, os Clusters apro-ximam grandes, pequenas e médias empresas, institutos de investigação e Uni-versidades de maneira a permitir a partilha dos riscos e benefícios associados às atividades de inovação. Pretende-se aqui o desenvolvimento e comerciali-zação de novas tecnologias para assegurar a liderança europeia no mercado mundial.

Concernentes à matéria em estudo, existem atualmente quatro clusters dignos de maior detalhe:

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CATRENE (2008 – 2016) EURIPEDES2 (2013 – 2020)

ITEA 3 (2014 – 2022) CELTIC Plus (2011 – 2019)

CATRENE14

Impulsionar os custos de I&D para dispositivos eletrónicos cada vez menores e a pressão fazer os mesmos chegar ao mercado ainda mais rápido fazem com que seja crucial para a Europa estimular o seu potencial nas áreas da micro e nanoeletrónica.

O cluster CATRENE aceitou o desafio do MEDEA + para impulsionar ainda mais o progresso na tecnologia de processamento de semicondutores, fabricação e aplicações. O foco está na criação da liderança europeia em matéria de se-gurança, segurança e transporte energeticamente eficiente, mercado dos cui-dados de saúde, proteção ambiental, comunicação e entretenimento de alta qualidade e comunicação integrada para o comércio e consumidores.

O desenvolvimento de projetos, no âmbito do CATRENE, permitirá que a Eu-ropa continue como um dos principais fornecedores de uma ampla gama de mercados globais.

Portugal faz parte do conjunto de países que financia projetos ao abrigo deste

cluster.

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EURIPEDES 215

A rápida evolução dos sistemas inteligentes de tecnologias específicas utiliza-das num conjunto restrito de mercados para uma ampla gama de tecnologias aplicadas a grandes mercados exige uma ação dinâmica por parte das indús-trias mundiais das áreas da eletrónica e microeletrónica.

O cluster EURIPIDES² promove o desenvolvimento de novos produtos, proces-sos e serviços que utilizam ou que permitem a utilização de sistemas inteligen-tes integrados baseado em microtecnologia.

Os projetos, apresentados neste âmbito, envolvem sistemas eletrónicos, avan-çados e com um selo de confiança, baseados na miniaturização, no baixo con-sumo de energia, na conectividade através das micro e nanotecnologias, inter-conexões e embalagens. O seu impacto sentir-se-á em vários setores, desde as ciências biomédicas à aeronáutica, espaço, energia, telecomunicações, contro-lo de processos industriais, multimédia e e-commerce.

Portugal faz parte do conjunto de países que financia projetos ao abrigo deste cluster.

ITEA 316

O ITEA3 visa o apoio a projetos de I&D inovadores, voltados para a indústria na área do Software Intensivo de Sistemas e Serviços (SISS). O SiSS são uma chave essencial de inovação nas indústrias mais competitivas da Europa, como a indústria automóvel, das comunicações, saúde, aeroespacial e das tecnolo-gias do consumo. Existe um amplo consenso de que até 2030 a mudança e rutura serão características permanentes na sociedade, com o modo de viver e fazer negócios tornando-se, fundamentalmente, diferente do que é hoje.

A Tecnologia Digital, que engloba as noções de hardware, software, serviços de

15. Ver http://www.euripides-eureka.eu; 16. Ver https://itea3.org;

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TI, interna de TI e software incorporado, tem um papel importante a desempe-nhar neste domínio de mudanças.

Para a Europa, uma indústria forte na inovação de software é um pré-requisito para a manutenção da competitividade global e garantia de empregos de alto valor na tecnologia digital e em outras, as indústrias mais tradicionais, que são dependentes de tecnologia digital.

Como o ITEA3 é um EUREKA Cluster, a comunidade está fundada na Europa com base nos princípios EUREKA e está aberto a participantes de todo o mun-do.

CELTIC PLUS17

Numa altura em que o espaço europeu de telecomunicações se encontra numa necessita de transitar de uma indústria orientada para a infraestrutura e para a conexão para uma indústria orientada para os serviços e aplicações surge o CELTIC Plus com o objetivo de suprir exatamente as necessidades de apoio da indústria europeia.

Dedicada a soluções de telecomunicações para o utilizador final, as quatro áreas de trabalho CELTIC Plus são: (1) infraestruturas de banda larga; (2) servi-ços de banda larga; (3) redes óticas e (4) segurança e serviservi-ços móveis.

O cluster CELTIC Plus tem como participantes grandes empresas europeias de telecomunicações como é o caso da Alcatel, Ericsson ou Nokia ou das operado-ras British Telecom e Deutsche Telekom.

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EXEMPLO DE CASO DE SUCESSO

Projeto ” A Breaktrough in EUV Technology”18

Com o sucesso de projetos como o CATRENE Exept, inovações em Extrema Fotolitografia (ou apenas litografia) Ultravioleta (EUV) são o próximo gran-de passo para a criação gran-de uma economia substancial para os consumido-res sendo consumido-responsáveis por uma drástica melhoria na velocidade de servi-ços em dispositivos tecnológicos para todos.

Para o coordenador do projeto Exept, Gerold Alberga, o desenvolvimento da Extrema Litografia Ultravioleta (EUV) é a “best option to continue

advan-cing toward smaller transistors on chips”. A nova técnica de fotolitografia

Ul-tra Violeta Extrema permitirá a existência de mais Ul-transístores em chips que gradualmente vão ficando menores.

A Fotolitografia expõe uma sensível parte da membrana de silicone reves-tida aos padrões de luz Ultravioleta. Terminado o processo, são reveladas camadas microscópicas de um tipo de transístor. Semelhante a um proces-so de pintura, a máquina EUV pinta os transístores com esta luz ultravioleta. A certo ponto, as máquinas de litografia não conseguem pintar pequenos detalhes sem a necessidade de trabalhar com uma parte mais profunda do espectro de luz com EUV. Daí a necessidade de um processo de um proces-so de Extrema Litografia Ultravioleta (EUV).

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CONNECTING EUROPE FACILITY (CEF) TELECOM

19

O Connecting Europe Facility (CEF) foi implementado em 2013 com o objetivo de determinar as condições, métodos e procedimentos para assistir financeira-mente a rede transeuropeia no apoio de projetos de interesse comum. Dessa forma, o CEF abrange três setores fundamentais: transportes, energia e teleco-municações (CEF Telecom).

O CEF Telecom é implementado através de um programa de trabalho anual que identifica as prioridades e ações a ser lançadas. Este convite visa permitir a preparação e implementação de projetos de interesse comum no contexto da rede transeuropeia.

O programa de trabalho para 2014 identifica para o corrente ano as seguintes prioridades:

Para Infraestruturas de Serviços Digitais no setor público: 1. Identificação e autenticação eletrónica;

2. Entrega eletrónica de documentos – eDelivery; 3. Faturação Eletrónica – eInvoicing;

4. Europeana; 5. Internet Segura; 6. Open Data;

7. Tradução Automática; 8. Segurança Digital;

9. Assistência Técnica em banda larga.

Atividades serão implementadas através de procedimentos de contratação pú-blica ou convites para apresentação de convites. O convite para apresentação de propostas CEF Telecom terá cerca 9,7 milhões de euros disponíveis para

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nanciar projetos de interesse comum no setor das telecomunicações, nomea-damente, para serviços genéricos de internet.

TÓPICOS

CEF Telecom

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LIFE 2014 - 2020

20

O objetivo geral do LIFE é contribuir para a execução, a atualização e o desen-volvimento da política e da legislação ambientais da Comunidade, incluindo a integração do ambiente noutras políticas, contribuindo assim para o desenvol-vimento.

O programa, gerido pela Comissão Europeia, teve início em 1992, e completou já quatro fases diferentes.

LIFE I 1992 - 1995

LIFE II 1996 - 1999

LIFE III 2000 - 2006

LIFE + 2007 – 2013

Durante este período, o LIFE tem cofinanciado cerca de 3954 projetos por toda a União contribuindo com cerca de 3,1 mil milhões de euros para a proteção do ambiente.

Ainda que a gestão do programa LIFE esteja a cabo da Comissão Europeia, através das direções gerais do Ambiente e Ação Climática, esta entidade tem delegado a implementação de muitos componentes do programa à Agência Executiva para as Pequenas e Médias Empresas (EASME).

O programa de trabalho multianual LIFE para 2014 – 2017 foi já adotado por Decisão da Comissão Europeia em 19 de março de 2014. Este programa de trabalho concretiza a matriz para os próximos quatro anos do LIFE 2014-2020 contando com um orçamento de cerca 1,1 mil milhões de euros para o subpro-grama ambiente e 0,36 mil milhões para o subprosubpro-grama ação climática.

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DOTAÇÃO GLOBAL POR TIPO DE FINANCIAMENTO PARA 2014-201721

TIPO DE FINANCIAMENTO EM MILHÕES DE EUR

Subvenções de ações 1 317,9

Subvenções de funcionamento 38,6

Instrumentos financeiros 140,0

Contratos públicos 204,0

Despesas de apoio (ATA) 95,8

Total geral 1 796,3

Para os próximos quatro anos, o programa LIFE encontra-se estruturado em dois subprogramas:

SUBPROGRAMA PARA O AMBIENTE

Este subprograma pretende abranger as seguintes áreas prioritárias: Ambiente e Eficiência de Recursos; Natureza e Biodiversidade; Governação Ambiental e Informação.

Cada uma destas áreas prioritárias cobre uma série de prioridades temáticas como:

1. Água e Ambiente Marítimo; Resíduos, Solo, Floresta e Economia Verde e Circu-lar; Qualidade do Ar e Emissões.

2. Conservação de habitats e espécies; 3. Informação e Comunicação.

Ao abrigo dessa última prioridade temática apoiam-se iniciativas que visem divulgar a informação e promover a sensibilização no que se refere às questões ambientais e dar apoio a medidas de acompanhamento, como informação, ações e campanhas de comunicação, conferências e formação.

21. Dados retirados da Decisão de Execução da Comissão (2014/203/UE) relativa à adoção do programa de trabalho plurianual para o Programa LIFE para o período 2014-2017.

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Poderão ser aqui inseridos projetos desenvolvidos pelo setor das Tecnologias de Informação, Comunicação e Eletrónica.

SUBPROGRAMA PARA A AÇÃO CLIMÁTICA

Este subprograma oferece uma oportunidade nova e única para apoiar a im-plementação da política europeia para a ação climática.

No geral, pretende-se colaborar no processo de transição para um economia com baixo teor de carbono na UE, apoiando estrategicamente a implementa-ção do política europeia para o Clima e Energia 2020. Tem-se ainda por objetivo preparar a UE para os desafios de ação climática até 2030.

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EXEMPLO DE CASO DE SUCESSO

Projeto ” FINMARINET - Inventories and planning for the marine Natura

2000 network in Finland”22

O objetivo do projeto FINMARINET consistiu na produção de uma análise coerente dos tipos de habitat marinhos, tal como previstos na Diretiva refe-rente aos Habitats.

Em particular, o objetivo consistiu na produção de inventários e mapas de tipos de habitat submarinos e tipos de flora e fauna marinha em locais cha-ve - Natura 2000. De seguida, pretendeu-se utilizar os dados recolhidos no campo forma de distribuição de GIS para habitats e espécies.

O projeto LIFE permitiu uma análise coerente da Diretiva Habitats no que concerne aos tipos de habitat marinhos e às espécies que os caracterizam através de inventários de campo e informação cartográfica. Os dados do inventário biológico foram adquiridos a partir de um total de 22 886 filma-gens obtidas através de trajetos de barco, 652 filmafilma-gens possibilitadas pela utilização de dispositivos robô remotamente operados (ROV) em águas profundas, 250 trajetos de mergulho e 416 amostras betónicas.

Com o objetivo de divulgação dos dados recolhidos, foi construído um ser-viço de informação online. A sensibilização do público para a natureza ma-rinha surgiu pela necessidade de promover a educação sobre questões de biodiversidade marinha.

Referências

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