Resumão
Biologia
Coordenação endócrina: hipófise, pineal, tireoide e paratireóides
Resumo
Glândulas
Podem ser classificadas em endócrinas, exócrinas e mistas.
As glândulas endócrinas liberam hormônios que são lançados no sangue. Por exemplo: Hipófise, suprarrenal, tireoide.
As glândulas exócrinas liberam sua secreção para o exterior por meio de ductos. Como exemplos, temos as glândulas sudoríparas, sebáceas, salivares, mamária.
Por fim, as glândulas mistas são aquelas que possuem regiões endócrinas e regiões exócrinas. O maior exemplo de glândula mista é o pâncreas.
O sistema endócrino é formado por diversas glândulas endócrinas, responsáveis pela síntese e secreção de hormônios na corrente sanguínea, que regulam diversas funções no organismo, incluindo a atividade de outras glândulas, como é o caso da hipófise.
Disponível em: <http://s3-sa-east-1.amazonaws.com/descomplica-blog/wp-content/uploads/2015/07/hormonio3.jpg>. Acesso em 10/05/2017
Hipófise (pituitária)
A hipófise é extremamente importante, pois regula diversas outras glândulas. É dividida em adeno-hipófise (anterior) e neuro-hipófise (posterior)
Neuro-hipófise
Secreta ocitocina e vasopressina (ADH), que foram produzidos no hipotálamo.
A ocitocina é responsável pela contração uterina durante o parto e pela ejeção do leite durante a amamentação.
A vasopressina atua nos túbulos coletores renais, na reabsorção de água.
Adeno-hipófise
Secreta diversos hormônios regulatórios de outras glândulas, como ACTH (adrenal), TSH (tireóide), FSH e LH (gônadas), prolactina (produção do leite), além do GH, responsável pelo crescimento.
Pineal
A Glândula pineal se localiza no interior do terceiro ventrículo (por onde circula o líquido cerebrospinal). É responsável pela secreção de Melatonina, com maior liberação desse hormônio na ausência de luz. Assim, a melatonina pode regular o ciclo circadiano e o sono
Tireoide
Localizada na região anterior do pescoço, possui formato de borboleta. É estimulada pelo TSH (hipofisário) a secretar os hormônios T3 e T4, que possuem iodo na sua composição. Assim, na deficiência de iodo, há o aumento da glândula na tentativa de aumentar sua eficácia. A isso se denomina bócio, cuja incidência reduziu drasticamente após a adição de iodo ao sal de cozinha.
A função dos hormônios tireoidianos é regular o crescimento, desenvolvimento e metabolismo corporal, por meio da regulação da expressão gênica.
Quando há baixa dos hormônios tireoidianos (pouco T3 e T4), há o hipotireoidismo, caracterizado pelo baixo metabolismo, fadiga e intolerância ao frio. Já o hipertireoidismo se manifesta por alto metabolismo, perda de peso e taquicardia (aumento da frequência cardíaca).
A tireoide secreta, ainda, o hormônio calcitonina, que antagoniza as ações do paratormônio. A calcitonina induz a mineralização do osso, a partir da utilização de cálcio e fósforo presentes no sangue.
Paratiroide
Responsável pela produção do paratormônio, cuja liberação é estimulada por uma redução do cálcio no sangue (hipocalcemia). Esse hormônio provoca a desmineralização óssea, com o objetivo de aumentar a calcemia. A calcitonina (tireoidiana) induz a mineralização óssea, com o consequente consumo do cálcio sanguíneo
Exercícios
1.
O esquema a seguir representa o mecanismo regulador da secreção de hormônios T3e T4 pela tireoide. Os sinais (+) e (–) significam, respectivamente, ativação e inibição. Baseado nestes dados, assinale a alternativa correta:a) Os hormônios tireoidianos T3 e T4 são inibidores da produção de TRF pelo hipotálamo.
b) O hipotálamo, através do TRF estimula a tireoide para a produção dos hormônios tireoidianos T3 e T4.
c) A produção dos hormônios tireoidiano T3 e T4 não sofre influência do hipotálamo. d) Os hormônios tireoidianos T3 e T4 não interferem na produção hipotalâmica de TFR. e) O único hormônio regulador da secreção tireoidiana é o THS hipotalâmico.
2.
Os hormônios do crescimento, da regulação da glicemia, da regulação de metabolismo basal e da regulação do cálcio, são produzidos, respectivamente, pelas seguintes glândulas endócrinas.a) Hipófise, pâncreas, tireoide e paratireoide. b) Tireoide, pâncreas, hipófise e paratireoide. c) Hipófise, tireoide, pâncreas e paratireoide. d) Tireoide, paratireoide, pâncreas e hipófise. e) Hipófise, pâncreas, paratireoide e tireoide.
3.
A hipófise produz e secreta uma série de hormônios que têm ação em órgãos distintos, sendo, portanto, considerada a mais importante glândula do sistema endócrino humano. Sobre os hormônios hipofisários, é correto afirmar que:a) O FSH, produzido na hipófise anterior, facilita o crescimento dos folículos ovarianos e aumenta a motilidade das trompas uterinas durante a fecundação.
b) A vasopressina, secretada pelo lobo posterior da hipófise, é responsável pela reabsorção de água nos túbulos renais.
c) O hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) é um esteroide secretado pela adenohipófise e exerce efeito inibitório sobre o córtex adrenal.
d) O comportamento maternal e a recomposição do endométrio, após o parto, ocorrem sob a influência do hormônio prolactina.
e) O hormônio luteinizante atua sobre o ovário e determina aumento nos níveis do hormônio folículo estimulante (FSH) após a ovulação.
4.
A glândula tireoide produz os hormônios triiodotironina (T3), tiroxina (T4) e calcitonina. O excesso dos hormônios T3 e T4 causa uma doença que apresenta sintomas como irritabilidade, pele quente e úmida, insônia, perda de peso e exoftalmia. Essa doença é denominada de:a) Hipotireoidismo. b) Hipertireoidismo. c) Anemia.
d) Nanismo. e) Acromegalia.
5.
A hipófise produz e secreta uma série de hormônios que têm ação em órgãos distintos, sendo, portanto, considerada a mais importante glândula do sistema endócrino humano. Sobre os hormônios hipofisários, é CORRETO afirmar que:a) o FSH, produzido na hipófise anterior, facilita o crescimento dos folículos ovarianos e aumenta a motilidade das trompas uterinas durante a fecundação.
b) a vasopressina, secretada pelo lobo posterior da hipófise, é responsável pela reabsorção de água nos túbulos renais.
c) o hormônio adenocorticotrópico (ACTH) é um esteróide secretado pela adeno-hipófise e exerce efeito inibitório sobre o córtex adrenal.
d) o comportamento maternal e a recomposição do endométrio, após o parto, ocorrem sob a influência do hormônio prolactina.
e) o hormônio luteinizante atua sobre o ovário e determina aumento nos níveis do hormônio folículo estimulante (FSH) após a ovulação.
6.
A adrenalina é extremamente importante para a sobrevivência de muitos organismos em variadas situações de estresse. Sobre este hormônio, podemos afirmar:a) É produzido pelas glândulas supra-renais e intervém na função glicogênica do fígado. b) É produzido pela hipófise e produz taquicardia e eriçamento de pelos.
c) É produzido pela mesma glândula exócrina que produz a sudorese.
d) É produzido pela hipófise e intervém na velocidade dos movimentos musculares. e) É produzido pelo timo e provoca uma redução na velocidade dos atos reflexos.
7.
Três pacientes com disfunções hormonais apresentam os seguintes sintomas:paciente 1: contração da musculatura do útero;
paciente 2: elevado nível de cálcio no sangue e estímulo de liberação de cálcio nos ossos; paciente 3: aceleração dos batimentos cardíacos.
As glândulas e os hormônios envolvidos na sintomatologia apresentada pelos pacientes 1, 2 e 3 são, respectivamente,
a) tireoide e calcitonina – pâncreas e insulina – pineal e melatonina.
b) hipófise e ocitocina – paratireoides e paratormônio – adrenal e adrenalina. c) ovário e progesterona – tireoide e calcitonina – hipófise e luteinizante. d) hipófise e luteinizante – ovário e progesterona – tireoide e calcitonina. e) hipófise e tiroxina – tireoide e calcitonina – adrenal e adrenalina.
8.
A figura abaixo mostra a localização de uma importante glândula endócrina. Essa glândula apresenta duas porções: uma anterior e uma posterior e está relacionada com o controle de diversas outras glândulas na espécie humana. Sobre essa glândula, seus hormônios e respectivas funções, assinale a única alternativa correta.a) A adenohipófise ou porção anterior da hipófise produz o hormônio luteinizante que age sobre as gônadas.
b) A neuro hipófise produz a prolactina ou hormônio lactogênico que age sobre as glândulas mamárias.
c) A neuro hipófise produz o hormônio antidiurético que age sobre os rins, diminuindo o volume de urina produzido.
d) A adeno hipófise produz o hormônio tiroxina (T4) que age sobre a tireoide, estimulando o seu funcionamento.
9.
Os distúrbios por deficiência de iodo (DDI) são fenômenos naturais e permanentes amplamente distribuídos em várias regiões do mundo. Populações que vivem em áreas deficientes em iodo tem o risco de apresentar os distúrbios causados por essa deficiência, cujos impactos sobre os níveis de desenvolvimento humano, social e econômico são muito graves. No Brasil, vigora uma lei que obriga os produtores de sal de cozinha a incluírem em seu produto certa quantidade de iodeto de potássio. Essa inclusão visa prevenir problemas em qual glândula humana?a) Hipófise. b) Tireoide. c) Pâncreas d) Suprarrenal e) Paratireoide
10.
Um dos fatores determinantes da perda de cálcio dos ossos é o envelhecimento, sobretudo em mulheres. O esquema abaixo representa a regulação do cálcio no sangue humano, realizada pelas glândulas X e Y, responsáveis diretas pela produção dos hormônios A e B, respectivamente.Esse processo de perda de cálcio resulta, principalmente, da atuação intensa do hormônio e da glândula indicados em:
a) calcitonina - tireoide b) adrenalina - suprarrenal c) somatotrófico - hipófise d) paratormônio - paratireoide
Gabarito
1. AOs hormônios T3 e T4 realizam o feedback negativo inibindo a produção de TRF. Assim, ele cessa a produção cada vez maior de T3 e T4 no organismo, o que é benéfico para o corpo.
2. A
O hormônio do crescimento, conhecido como GH é produzido pela adenohipófise e a regulação da glicemia é feita pela insulina, produzida no pâncreas. Já a tireóide regula o metabolismo basal com a produção dos hormônios T3 e T4 e a paratireoide produz o paratormônio que regula o nível de cálcio nos ossos e no sangue.
3. A
o FSh é produzido pela adenohipófise e vai amadurecer o folículo que junto com o LH promove a ovulação. 4. B
O excesso de T3 e T4 no corpo causa uma aceleração do metabolismo e com issoacarreta os problema citados no texto. Como se trata de uma hiperatividade da tireóide, chamamos de hipertireoidismo. 5. B
Também chamado de hormônio antidiurético ou ADH, a vasopressina ajuda na reabsorção de água no néfron.
6. A
A adrenalina é produzida pela região medular das glândulas supra-renais, sendo que isto estimula a glicogenólise, que é quando ocorre a quebra do glicogênio em glicose no fígado.
7. B
A ocitocina liberada pela neurohipófise promova e contração involuntária do útero que ajuda no parto. A paratireoide secreta o paratormônio que promove o aumento de cálcio no sangue retirando dos ossos e a adrenalina secretada pela adrenal possui a função de acelerar os batimentos cardíacos.
8. A
A adenohipófise produz tanto FSH quanto LH que vão atuar juntos na ovulação da mulher. 9. B
O iodo é fundamental para a função da glândula tireoide, que produz os hormônios T3 e T4, envolvidos no metabolismo corporal. (hormônio, endócrino, tireóide, iodo, T3 e T4).
10. D
O processo da perda de cálcio pelos ossos resulta principalmente pela produção do hormônio paratormônio pela glândula paratireoide. Esse hormônio estimula a saída de cálcio dos ossos.
Histologia vegetal: meristemas e revestimento
Resumo
Os tecidos vegetais são agrupamentos de células vegetais com forma e funções similares. São responsáveis por formar as folhas, caules, raízes e outras partes do vegetal. Os tecidos podem ser divididos em tecidos meristemáticos, constituídos por células indiferenciadas, e em tecidos adultos, que possuem funções específicas.
Tecidos Meristemáticos
É um tecido de crescimento que possui células indiferenciadas, ou seja, todas podem dar origem a outros tipos de células. Também são chamadas de células precursoras, ou células totipotentes. Os meristemas dão origem a todos os tecidos e órgãos vegetais no embrião. O meristema apical dá origem ao caule e à raiz. Os meristemas podem ser divididos em meristemas primários e meristemas secundários de acordo com o sentido de seu crescimento.
Corte histológico dos meristemas apicais do caule (superior) e da raiz (inferior). O meristema apical do caule é protegido pelos primórdios foliolares, enquanto o meristema apical da raiz se encontra abaixo de um tecido de proteção chamado coifa. Dinsponível
em: https://professores.unisanta.br/maramagenta/meristemastecidos.asp
Meristemas primários:
Os meristemas primários são responsáveis pelo crescimento primário, no sentido longitudinal (vertical) dos tecidos. Estão localizados no ápice do caule e da raiz, e formam:
• protoderme, que originará a epiderme;
• meristema fundamental, que originará diversos tecidos de preenchimento e sustentação; • procâmbio, que originará os tecidos condutores de seiva.
Esquema de um vegetal, indicando os meristemas primários. Disponível em: http://www.anatomiavegetal.ib.ufu.br/exercicios-html/Caule.htm
Meristemas secundários:
São tecidos responsáveis pelo crescimento lateral (horizontal) do vegetal, em espessura, promovendo o crescimento em diâmetro do caule e da raiz. São eles:
• felogênio, que originará tecidos da parte externa do caule,
• câmbio vascular (que pode ser fascicular ou interfascicular), que faz o crescimento secundário nos tecidos condutores de seiva.
Tecidos Adultos
Os tecidos adultos apresentam células diferenciadas, com formas celulares e funções variadas. São chamados de tecidos permanentes. Um destes tecidos é o de Revestimento. Os tecidos de proteção e revestimento se localizam externamente na planta. Esse tecido pode ser a epiderme ou a periderme.
Corte de uma folha e os tecidos vegetais encontrados.
• Epiderme: possui células vivas achatadas e justapostas, podendo existir estômatos e outras estruturas, e são frequentemente impermeabilizadas pela cutícula (cobertura de cera).
• Periderme: reveste órgãos que estão em crescimento secundário, sendo formada pelo feloderma (um tipo de tecido de reserva – parênquima), felogênio (também chamados de câmbio da casca) e súber (também chamado de cortiça). É o tecido que forma a casca das árvores. Aqui, o súber funciona como impermeabilizante, e é formado por células mortas.
Esquema das camadas de um tronco. O xilema pode ser encontrado na forma de cerne (xilema inativo) ou de alburno (xilema funcional).
• Estômatos se localizam na epiderme e são cercados por um conjunto específico de células, formando um poro por onde ocorrem trocas gasosas e a transpiração. Quando as células guarda estão túrgidas (cheias de água) os estômatos se abrem; quando elas estão murchas, os estômatos ficam fechados. Essa variação da maior ou menor quantidade de água nas células guarda se dá pela presença ou não de íons de potássio, respectivamente.
Esquema de um estômato aberto e fechado.
• Lenticelas são poros abertos que aparecem em caules lenhosos, servindo para a ventilação e transpiração do vegetal
Exercícios
1.
Em pesquisas desenvolvidas com eucaliptos, constatou-se que a partir das gemas de um único ramo pode-se gerar cerca de 200.000 novas plantas, em aproximadamente duzentos dias; enquanto os métodos tradicionais permitem a obtenção de apenas cerca de cem mudas a partir de um mesmo ramo. A cultura de tecido é feita a partira) de células meristemáticas. b) de células do esclerênquima. c) de células da epiderme. d) de células do lenho. e) de células do súber.
2.
Sabemos que os meristemas podem ser classificados em primários e secundários. Como exemplo desse último tipo, podemos citar o(a):a) meristema apical da raiz e do caule. b) meristema apical da raiz e o procâmbio. c) felogênio e câmbio vascular.
d) periderme e procâmbio. e) câmbio vascular e protoderme.
3.
“Típica de florestas com vegetação de cerrado predominante na Floresta Nacional do Araripe FLONA, a janaguba tem várias ‘irmãs’ nos cerrados espalhados pelo Brasil. Mas o gênero da planta encontrado no Cariri é o único utilizado para a cura de doenças. O uso medicinal já ultrapassou os limites da crença popular e tem chamado a atenção da ciência. Pesquisadores de importantes universidades do País estão estudando as propriedades da janaguba.O Povo Online – 15/04/2009.
Sobre essa importante árvore da família Apocynaceae é correto dizer que entre os componentes histológicos constitutivos de sua casca há:
a) Coifa, parênquima cortical e meristemas primários. b) Tricomas, meristema intercalar e parênquima aerífico. c) Felogênio, súber e feloderme.
d) Colênquima, parênquimas aquífero e amilífero. e) Xilema, floema e endosperma.
4.
O estômato é uma estrutura encontrada na epiderme foliar, constituída por duas células denominadas células-guarda. Estas absorvem água quando há grande concentração de íons potássio em seu interior, o que leva o estômato a se abrir. Se o suprimento de água na folha é baixo, ocorre saída de íons potássio das células-guarda para as células vizinhas e, nesse caso, as células-guarda tornam-sea) flácidas, provocando o fechamento do estômato. b) flácidas, provocando a abertura do estômato.
c) flácidas, não alterando o comportamento do estômato. d) túrgidas, provocando o fechamento do estômato. e) túrgidas, provocando a abertura do estômato.
5.
No corpo de uma planta superior, qual é o tecido que apresenta numerosas mitoses, sendo sempre formado por células indiferenciadas?a) parênquima paliçadico b) colênquima angular c) colênquima tabular d) meristema primário
6.
O palmito, muito explorado por parte das indústrias de conserva, é retirado da extremidade do caule, região responsável pelo crescimento longitudinal da palmeira. Essa região é formada, principalmente, por tecido a) parenquimático. b) epidérmico. c) meristemático. d) de condução. e) de sustentação.7.
O meristema é um tecido vegetal cujas células possuem alta capacidade de se dividir, dando origem aos diversos tecidos vegetais. Com relação a esse tecido e aos tipos de gemas por ele formados, é correto afirmar quea) o meristema lateral, existente na maioria das eudicotiledôneas, é responsável pelo crescimento em espessura do caule dessas plantas.
b) o meristema apical, também localizado na raiz, tem seu desenvolvimento inibido pelo meristema lateral.
c) é composto por células indiferenciadas, as quais sofrem uma série de divisões celulares reducionais, promovendo crescimento das plantas.
d) o meristema subapical se localiza abaixo da epiderme e auxilia no crescimento do caule, estimulando seu meristema apical.
e) quando as células do meristema resultam da desdiferenciação de tecidos maduros, fala-se em meristema primário.
8.
No caule de uma planta dicotiledônea, aparecem dois meristemas que fazem crescerem espessura. Um deles produz líber para fora e lenho para dentro; o outro, mais periférico, forma súber ou cortiça. Esses meristemas secundários são respectivamente:a) Feloderma e esclerênquima. b) Câmbio e felogênio.
c) Felogênio e endoderma. d) Câmbio e esclerênquima. e) Felogênio e câmbio.
9.
Pode-se afirmar que os meristemas são tecidos:a) Formados por células pequenas, de paredes grossas e com muitos vacúolos grandes. b) Inadequados para observação de células em divisão.
c) Que funcionam como reservatório de nutrientes e preenchimento. d) Permanentes com funções idênticas às do parênquima.
e) Indiferenciados, que originam os tecidos adultos.
10.
O súber é:a) Um tecido de condução encontrado em vegetais superiores com crescimento primário e secundário.
b) Um tecido com função de proteção encontrado em vegetais superiores apenas com crescimento secundário.
c) Uma estrutura utilizada para armazenamento de amido primário, resultante da atividade da periderme.
d) Um pigmento que é responsável pela coloração das flores.
Gabarito
1. ACélulas meristemáticas são indiferenciadas, sendo ideais para a realização de culturas de tecidos. 2. C
O felogênio e o câmbio vascular são exemplos de meristemas secundários. O felogênio é responsável por originar a periderme, enquanto o câmbio origina os tecidos vasculares secundários.
3. C
A casca é constituída por felogênio, súber e feloderme, tecidos de revestimento. 4. A
Quando as células perdem água, ela também perde sua turgidez, ficando murcha e fechando o orifício estomatal.
5. D
Dentre os tecidos citados, o único tecido com numerosas mitoses e sempre formado por células não-diferenciadas é o meristema primário.
6. C
A região responsável pelo crescimento longitudinal da palmeira é formada principalmente por tecido meristemático, um tecido de células indiferenciadas que é responsável por formar tecidos adultos e crescimento vegetal.
7. A
O meristema secundário, responsável pelo crescimento em espessura do vegetal, também é chamado de meristema lateral nas plantas eudicotiledôneas (Angiospermas dicotiledôneas) e nas Gimnospermas. 8. B
O câmbio é o tecido que origina os vasos condutores, enquanto o felogênio dará origem ao súber. 9. E
Os meristemas agem como “células-tronco” vegetais, sendo tecidos de células indiferenciadas que darão origem a outros tecidos.
10. B
Coordenação nervosa e órgãos dos sentidos
Resumo
O sistema nervoso é responsável pela coordenação nervosa nos organismos, e aparece pela primeira vez nos seres vivos no grupo dos Cnidários, sendo um sistema nervoso difuso, com células nervosas organizadas em forma de rede. Com o aumento da complexidade deste sistema, tem-se uma centralização do sistema nervoso, e ele passa a ser um sistema nervoso ganglionar.
Nos humanos o sistema nervoso é dividido anatomicamente em:
• Sistema nervoso central: Formado pelo encéfalo e pela medula. A região chamada de massa cinzenta é formada pelos corpos celulares (externa no encéfalo e interna na medula) e a massa branca é formada pelos denditros e axônios (interna no encéfalo e externa na medula).
O encéfalo é dividido principalmente em bulbo (controla funções vitais), cerebelo (regula equilíbrio corporal), cérebro (responsável pelo intelecto e memória), corpo caloso (substância branca, conecta os hemisférios do cérebro), córtex (forma a substância cinzenta), a ponte (auxilia na transferência de informações) e o tálamo e hipotálamo (regula alguns aspectos do metabolismo, como temperatura, sensação de sede e fome).
• Sistema nervoso periférico: Formado pelos gânglios nervosos e nervos.
O sistema nervoso também pode ser dividido em sistema nervoso somático e sistema nervoso autônomo. O sistema nervoso somático está relacionado aos movimentos controlados voluntariamente ou mesmo de reação à estímulos externos de maneira involuntária. Um exemplo de resposta involuntária deste sistema é o arco reflexo. A partir de um estímulo, o nervo sensorial (também chamado de nervo sensitivo ou aferente) leva o estímulo até a medula óssea e retorna ao músculo pelo nervo motor (também chamado de nervo eferente), realizando o movimento.
O sistema nervoso autônomo é responsável pela manutenção das funções vitais, feitas inconscientemente, para manter respiração, digestão e circulação por exemplo.
Exercícios
1.
Uma dona de casa encostou a mão num ferro quente e reagiu imediatamente por meio de um ato reflexo. Nessa ação, o neurônio efetuador levou o impulso nervoso para oa) encéfalo.
b) a medula espinhal.
c) os receptores de dor da mão. d) os receptores de calor da mão. e) os músculos flexores do antebraço.
2.
Os impulsos nervosos, provenientes de fibras nervosas de certa divisão (D1) do sistema nervoso autônomo, inibem os batimentos do coração humano através da liberação de um mediador químico (M) nas junções neuromusculares. Por outro lado, impulsos provenientes de fibras de outra divisão (D2) do mesmo sistema nervoso aceleram os batimentos cardíacos.’ Neste texto, D1, D2 e M correspondem aos seguintes termos:a) D1= simpático, D2= passimpático, M= acetilcolina b) D1=parassimpático, D2= simpático, M= noradrenalina c) D1= simpático, D2= parassimpático, M= colinesterase d) D1= parassimpático, D2= simpático, M= acetilcolina e) D1= simpático, D2= parassimpático, M= noradrenalina
3.
Considere a frase abaixo."No homem, o nervo vago produz I que provoca II da frequência cardíaca e os nervos cardíacos produzem III que provocam IV da frequência cardíaca." Para completá-la corretamente, basta substituir I, II, III e IV respectivamente, por
a) acetilcolina - diminuição - adrenalina - aceleração b) acetilcolina - aceleração - adrenalina - diminuição c) acetilcolina - diminuição - adrenalina - diminuição d) adrenalina - diminuição - acetilcolina - aceleração e) adrenalina - aceleração - acetilcolina - diminuição
4.
Ao liberar acetilcolina, a fibra nervosaa) simpática promove aumento do ritmo cardíaco. b) parassimpática promove diminuição do ritmo cardíaco. c) simpática promove diminuição do ritmo cardíaco. d) parassimpática promove aumento do ritmo cardíaco. e) simpática e a parassimpática não alteram o ritmo cardíaco
5.
Lesão no cerebelo de um animal afetará, principalmente, sua capacidade de a) absorver alimentos.b) coordenar movimentos. c) emitir sons.
d) perceber imagens. e) perceber odores.
6.
O sistema nervoso autônomo é subdividido em sistema nervoso simpático e parassimpático, que funcionam de maneira involuntária. Assinale a alternativa correta com relação à atividade simpática: a) contração da pupila e da bexiga urinária.b) taquicardia e broncoconstrição.
c) vasoconstrição das artérias e taquicardia. d) bradicardia e broncodilatação.
e) relaxamento da bexiga urinária e broncoconstrição.
7.
O esquema dado representa alguns órgãos que constituem o sistema nervoso central. As funções de controle de coordenação motora e equilíbrio, controle da tireoide e controle dos ritmos cardíaco e respiratório são exercidas, respectivamente, pora) 5, 1 e 2. b) 4, 2 e 4. c) 3, 1 e 2. d) 5, 2 e 3. e) 5, 3 e 4.
8.
O sistema somatossensorial nos informa o que ocorre tanto na superfície do corpo como em seu interior, e processa muitas classes de diferentes estímulos, como pressão, temperatura, toque, posição. Em uma experiência, após vendar os olhos do indivíduo, foram feitos toques com as duas pontas de um compasso em diversas partes do corpo e em diferentes distâncias, visando à identificação das regiões e distâncias onde eram sentidos um ou dois toques. Os locais do corpo, a quantidade de toques que foram sentidos e a distância entre as duas pontas do compasso estão apresentados na tabela:As diferenças observadas entre as várias regiões do corpo refletem que a densidade dos receptores a) não é a mesma em todos os pontos, existindo regiões com maior capacidade de discriminação e
sensibilidade, como o indicador e o polegar.
b) apresenta pequena diferenciação entre os diversos pontos, existindo regiões com menor capacidade de discriminação e sensibilidade, como o indicador e a panturrilha.
c) apresenta pequena diferenciação entre os diversos pontos, diferenciando-se em regiões com maior capacidade de discriminação e sensibilidade, como as costas e o antebraço.
d) não é a mesma em todos os pontos, existindo regiões com maior capacidade de discriminação e sensibilidade, como o panturrilha e as costas.
e) se equivale, existindo pontos que manifestam uma maior sensibilidade e discriminação, como as costas e o antebraço.
9.
Sabe-se que o olho humano não consegue diferenciar componentes de cores e vê apenas a cor resultante, diferentemente do ouvido, que consegue distinguir, por exemplo, dois instrumentos diferentes tocados simultaneamente. Os raios luminosos do espectro visível, que têm comprimento de onda entre 380 nm e 780 nm, incidem na córnea, passam pelo cristalino e são projetados na retina. Na retina, encontram-se dois tipos de fotorreceptores, os cones e os bastonetes, que convertem a cor e a intensidade da luz recebida em impulsos nervosos. Os cones distinguem as cores primárias: vermelho, verde e azul, e os bastonetes diferenciam apenas níveis de intensidade, sem separar comprimentos de onda. Os impulsos nervosos produzidos são enviados ao cérebro por meio do nervo óptico, para que se dê a percepção da imagem. Um indivíduo que, por alguma deficiência, não consegue captar as informações transmitidas pelos cones, perceberá um objeto branco, iluminado apenas por luz vermelha, comoa) um objeto indefinido, pois as células que captam a luz estão inativas.
b) um objeto rosa, pois haverá mistura da luz vermelha com o branco do objeto. c) um objeto verde, pois o olho não consegue diferenciar componentes de cores.
d) um objeto cinza, pois os bastonetes captam luminosidade, porém não diferenciam cor.
e) um objeto vermelho, pois a retina capta a luz refletida pelo objeto, transformando-a em vermelho.
10.
Entre os anos de 1028 e 1038, Alhazen (ibn al-Haytham 965-1040 d.C.) escreveu sua principal obra, o Livro da Óptica, que, com base em experimentos, explicava o exemplo, o funcionamento da câmara escura. O livro foi traduzido e incorporado aos conhecimentos científicos ocidentais pelos europeus. Na figura, retirada dessa obra, é representada a imagem invertida de edificações em um tecido utilizado como anteparo.Se fizermos uma analogia entre a ilustração e o olho humano, o tecido corresponde ao(à) a) íris.
b) retina. c) pupila. d) córnea. e) cristalino.
Gabarito
1. EO neurônio efetuador ou neurônio motor irá passar a informação contida no impulso nervoso para o músculo realizar o movimento.
2. D
O sistema nervoso parassimpático promove a redução e batimentos cardíacos liberando acetilcolina e o simpático acelera os batimentos liberando adrenalina.
3. A
No homem, o nervo vago produz acetilcolina que provoca diminuição da frequência cardíaca e os nervos cardíacos produzem adrenalina que provocam aceleração da frequência cardíaca.
4. B
A acetilcolina é um neurotransmissor regulador do sistema nervoso parassimpático, responsável por deixar o corpo em estado de calma.
5. B
O cerebelo é uma região responsável por manter a postura corporal e o equilíbrio, além de auxiliar na coordenação dos movimentos..
6. C
O sistema nervoso simpático atua em situações de perigo e, portanto, vai promover a vasoconstrição das artérias e a taquicardia.
7. D
O cerebelo possui a função de coordenar o equilíbrio, já o controle da tireóide é realizado pela glândula chamada de hipófise, pois ela secreta o TSH. O bulbo exerce o controle do ritmo cardíaco e da respiração. 8. A
O sistema sematossensorial, também conhecido como sistema somático, permite ao corpo perceber as sensações (tato, temperatura, entre outros), não importando o local do corpo. Existem regiões do corpo capazes de perceber, com maior precisão, essas sensações
.
9. D
O indivíduo vai conseguir ver cinza, porque os bastonetes captam luminosidade. O que acontece é que os bastonetes não diferenciamcores.
10. B
A retina é a região na qual a luz projetada pelo cristalino é captada por células fotorreceptoras (cones e bastonetes).
Histologia vegetal: sustentação, transporte e parênquimas
Resumo
Tecidos de preenchimento
Apresenta grande capacidade de divisão e é formado por células vivas, sendo chamado de parênquima. Os parênquimas podem apresentar diferentes funções, e podem ser dos seguintes tipos:
• parênquima clorofiliano: apresentam alta quantidade de cloroplasto, sendo subdivididos em paliçádico (apresenta muitas células e pouco espaço intercelular, sendo o lugar onde ocorre a maior taxa fotossintética) e lacunoso (apresenta um grande espaço intercelular, para realizar trocas gasosas); • parênquima de preenchimento: apenas preenche espaços nos caules, raízes e folhas;
• parênquimas de reserva: armazenam substâncias, como água (parênquima aquífero), amido (parênquima amilífero) e até mesmo ar (parênquima aerífero).
Esquema de um corte transversal de uma folha, mostrando os diferentes tipos de parênquimas.
Tecidos de sustentação
Fazem a sustentação da planta. Fazem parte deste tecido o colênquima (formado por células vivas, próximo a epiderme) e pelo esclerênquima (formado por células mortes, mais interno no vegetal).
•
Colênquima: Possui células alongadas e irregulares, dispostas em forma de feixes. É um tecido flexível formado por células vivas, com reforços de celulose na parede celular. É encontrado em plantas jovens e em estruturas como o pecíolo de folhas, extremidade do caule, raízes, frutos e flores.•
Esclerênquima: É mais rígido que o colênquima. É um tecido rígido formado por células mortas, devido ao espessamento secundário nas paredes destas por conta da impregnação de lignina.Fonte: LAVEG. Disponível em: https://laveg.paginas.ufsc.br/roteiro-ilustrado/parenquimacolenquimaesc/
Tecidos de transporte
São responsáveis pela condução da seiva. São eles:
• Xilema (ou lenho): Transporta água e sais minerais (seiva bruta) das raízes para toda a planta. É formado por células mortas, por conta do espessamento secundário pela impregnação por lignina, conduzem seiva elaborada e se localizam mais internamente no vegetal. Apresenta traqueídes e elementos de vaso como principais células. Os traqueídes são células finas e agrupadas em feixes, com pontuações (pequenos orifícios) que permitem a passagem da seiva lateralmente. Já os elementos de vaso são mais largos, também com pontuações laterais, e longitunalmente são apresenta uma divisão completa das células (e sim placas perfuradas), havendo conexão intracelular.
• Floema (ou líber): Transporte glicose diluída (seiva elaborada) das folhas para toda a planta. É formado por células vivas, conduzem seiva elaborada e se localizam mais externamente no vegetal. Suas principais células são as células crivadas e os elementos do tubo crivado. As células crivadas são longas e com poros (crivos) pequenos na parede celular, encontrada em pteridófitas e gimnospermas. Já os elementos crivados são mais curtos e com poros maiores, além de placas crivadas nas regiões terminais, que permite a passagem da seiva.
Estrutura do floema de uma angiosperma, destacando os elementos de tubo crivado e as placas crivadas. Disponível em: Plant Physiology, 3rd ed by Lincoln Taiz and Eduardo Zeiger (2002). Publisher: Sinauer Associates; 3 edition.
Anel de Malpighi
No século XVII, Marcello Malpighi realizou um experimento onde ele retirou um anel da casca de uma árvore adulta. Após isso, ele percebeu que a região acima do corte estava inchada, e descobriu que foi por conta do acúmulo de seiva elaborada na região, já que o floema havia sido cortado e seu fluxo às raízes interrompido. Com isso, descobriu-se que o floema se localiza mais externamente no caule vegetal do que o xilema.
Na imagem à esquerda, vemos a planta normal. Na direita, observamos que parte do caule foi retirado, e há inchaço do tronco acima desta região (indicado pela seta).
A hipótese de Munch
Para explicar o transporte de seiva elaborada, Munch fez um experimento e formulou a hipótese conhecida como hipótese do fluxo de massa. O experimento foi feito com dois frascos ligados entre si (A e B) e dentro desses frascos dois recipientes permeáveis também ligados entre si, um contendo açúcar, sacarose (A), e outro apenas com água (B). Como A é hipertônico, a água presente em B vai para A. Com o aumento da pressão osmótica em A, o conteúdo do recipiente com sacarose segue para o recipiente em B. Se a concentração de sacarose sempre for maior em A, esse fluxo é contínuo. Em uma planta, A seriam as folhas, constantemente com açucar (glicose) produzido pela fotossíntese, e B seriam outras partes da planta (ex.: raiz) que recebem a seiva elaborada. O canal que liga os frascos, por onde passa água, equivale ao floema e o canal que liga os recipientes, transportando sacarose, equivale ao floema.
Esquema do experimento de Munch.
Teoria da tensão-coesão-adesão (Dixon)
Esta teoria proposta por Dixon explica como que a seiva bruta sobre das raízes até as folhas mais altas em um vegetal. Conforme ocorre a transpiração de água pelos estômados, cria-se uma pressão negativa e consequentemente uma tensão que estimula a água a subir, como quando se puxa o líquido de um canudo. As pontes de hidrogênio presentes na água garantem a coesão, fazendo com que essas moléculas subam unidas. Já a adesão é garantida pela capilaridade, ou seja, a adesão entre a molécula de água aos vasos presentes no xilema.
Exercícios
1.
O esclerênquima é um tecido relacionado principalmente com a sustentação do vegetal. Diferentemente do colênquima, esse tecido é encontrado:a) em regiões que estão em fase de crescimento. b) em locais onde não ocorrerá mais alongamento. c) sempre em áreas mais próximas à periferia dos órgãos. d) exclusivamente no caule e raiz do vegetal.
e) apenas nos caules da planta.
2.
O xilema é considerado um tecido complexo, pois é formado por diferentes tipos celulares. São tipos celulares exclusivos desse tecido:a) fibras e células parenquimáticas. b) traqueides e elementos do tubo crivado. c) traqueides e elementos de vaso.
d) elementos do tubo crivado e células crivadas. e) células crivadas e traqueides..
3.
Em virtude da localização desse tecido nos órgãos vegetais, eles frequentemente são lesados pelos ataques de insetos. Entretanto, a planta logo consegue a cicatrização das áreas lesadas graças à capacidade do colênquima de:a) produzir substâncias que estimulam a cicatrização.
b) liberar mediadores químicos que atuam promovendo a migração de células para o local lesado. c) reassumir sua atividade meristemática, ou seja, de apresentar novamente a capacidade de sofrer
divisões celulares.
d) aumentar o volume de suas células. e) apresentarem células mortas
4.
A utilização de fibras de bananeira para a fabricação de papelão é novidade no Brasil. Uma das primeiras fábricas de celulose do país produzia papel a partir do talo dessa planta. Plantas fibrosas, como o algodão, também já foram largamente aproveitadas no país para a produção de celulose.Adaptado de Ciência Hoje. v. 26. n. 152. p.44-5
Os tecidos vasculares dos caules dos vegetais como os da bananeira, por exemplo, agrupam-se em unidades chamadas feixes. Cada feixe é constituído por elementos do xilema, do floema e, geralmente, por fibras do esclerênquima. Impregnação por lignina ocorre somente em células do:
a) Xilema.
b) Esclerênquima. c) Floema e do xilema.
5.
A respeito da condução de seiva bruta nas angiospermas é correto afirmar quea) a seiva bruta é transportada por meio de elementos traqueais do xilema das raízes até as folhas. b) a seiva bruta é conduzida por uma corrente descendente por meio do floema, ao longo da planta. c) a seiva bruta é transportada da raiz até as folhas, pelos elementos crivados do xilema.
d) a transpiração nas folhas estimula o transporte de seiva bruta, que é conduzida por meio de elementos traqueais do floema.
e) a seiva bruta é transportada das folhas até as raízes pelos elementos traqueais do xilema.
6.
A figura ilustra o movimento da seiva xilêmica em uma planta.Mesmo que essa planta viesse sofrer ação contínua do vento e sua copa crescesse voltada para baixo, essa seiva continuaria naturalmente seu percurso. O que garante o transporte dessa seiva é a a) gutação.
b) gravidade. c) respiração. d) fotossíntese. e) transpiração.
7.
Os tecidos que permitem às plantas manterem-se eretas são, principalmente, a) o lenho, o esclerênquima e o colênquima.b) o líber, o esclerênquima e o colênquima. c) o lenho, o líber e o colênquima.
d) o lenho, o líber e o meristema.
8.
Em relação aos tecidos vegetais podemos afirmar, corretamente.a) O colênquima e o esclerênquima são clorofilados e formados por longas células vivas na maturidade.
b) O colênquima é um tecido, composto por células de paredes finas e flexíveis, que permite o crescimento das plantas.
c) O esclerênquima é formado por longas células lignificadas que se organizam em fibras responsáveis pela sustentação e proteção das plantas.
d) O parênquima aquífero é principalmente encontrado em plantas aquáticas.
e) Os vasos lenhosos e liberianos são tecidos vivos responsáveis por transportar seiva bruta e elaborada, respectivamente.
9.
O parênquima de reserva possui a capacidade de armazenar substâncias. Nas plantas aquáticas, para garantir sua flutuação, observa-se a presença de:a) parênquima amilífero, que se destaca por acumular amido. b) parênquima aquífero, que apresenta grande quantidade de água.
c) parênquima clorofiliano, que se destaca pela grande quantidade de clorofila. d) parênquima aerífero, que é rico em ar.
e) parênquima lipídico, que é rico em substâncias lipídicas.
10.
As baías pantaneiras são povoadas por muitas macrófitas dentre as quais os “aguapés” (Eicchornia sp.) se destacam por abundante ocorrência. Esse vegetal é adaptado para flutuar em ambiente inundável por possuira) esclerênquima. b) aerênquima. c) colênquima.
d) parênquima paliçádico. e) parênquima lacunoso.
Gabarito
1. BO esclerênquima é um tecido composto por células mortas, que conferem resistência ao vegetal. Ele ocorre nas áreas que não irão mais sofrer crescimento.
2. C
As traqueídes e os elementos de vaso são as células mortas e lignificadas, presentes no xilema, responsáveis pela condução de seiva..
3. C
O colênquima é um tecido vivo com capacidade meristemática, sendo importante para a regeneração dos tecidos vegetais.
4. E
As células presentes no xilema e esclerênquima são as únicas que possuem lignina em sua composição. 5. A
A seiva bruta, composta por água e sais minerais, é transportada pelo xilema das raízes às folhas, por um sistema de células cilíndricas e alongadas, chamadas traqueides, que são reforçadas com lignina. 6. E
O transporte realizado pelo xilema é de seiva bruta (água e sais minerais), que ocorre no sentido raiz -> folha, segundo a Teoria de Dixon, diretamente dependente da força de transpiração, realizada pelos estômatos foliares. O transporte de seiva independe do vento e da curvatura que este possa exercer sobre a planta.
7. A
O esclerênquima e o lenho (xilema) são tecidos formados por células mortas lignificadas que ajudam na sustentação do vegetal, assim como o colênquima, porém este apresenta células vivas.
8. C
O colênquima é um tecido flexível, localizado mais externamente no corpo do vegetal e encontrado em estruturas jovens como pecíolo de folhas, extremidade do caule, raízes, frutos e flores.
9. D
O parênquima aerífero é um tecido com células que armazenam ar, encontrado em grande quantidade em plantas aquáticas, permitindo sua flutuabilidade.
10. B
O aerênquima, também chamado por parênquima aerífero, é um tecido especializado em armazenar ar entre suas células. A presença de aerênquima é comum em plantas aquáticas.
Reprodução comparada e métodos anticoncepcionais
Resumo
A reprodução é uma característica inerente aos seres vivos, com a função de gerar novos indivíduos e perpetuar a espécie. Ela pode acontecer de várias formas, sendo classificada em:
• Reprodução Assexuada: reprodução em que não há troca de material genético
• Reprodução Sexuada: reprodução em que existe a troca de material genético
Os fatores que influenciam para cada tipo de reprodução são: custo energético, velocidade e a variabilidade genética.
Dentre estes fatores, a reprodução assexuada tem um menor custo energético e maior velocidade, porém, gera menor variabilidade genética. Já a reprodução sexuada possui um alto custo, menor velocidade, porém uma grande variabilidade genética.
Dentre os principais tipos de reprodução assexuada, destacam-se:
• Divisão binária ou Cissiparidade: uma célula gera duas de mesmo material genético. É o tipo mais
comum de reprodução das bactérias.
divisão assexuada: cissiparidade
• Divisão Múltipla (Esquizogonia ou Esporogonia): uma célula se multiplica dentro de outra célula hospedeira, gerando várias outras ao mesmo tempo. Ocorre em protozoários.
• Fragmentação ou Laceração: é quando existe um corte no indivíduo. Este fragmento cortado gerará um indivíduo de mesmo material genético do indivíduo original.
divisão assexuada: laceração
• Brotamento: há o crescimento de um broto que depois se separará do indivíduo original e terá o mesmo
material genético.
divisão assexuada: brotamento
• Partenogênese: é uma reprodução que ocorre principalmente em insetos, onde a rainha ovula e gera
novos zangões (machos).
divisão assexuada: partenogênese ao gerar o zangão
Reprodução Sexuada em bactérias
Existem três tipos de reprodução sexuada encontradas em bactérias que irão permitir a variabilidade genética delas:
• Conjugação: ocorre quando duas bactérias acabam trocando seu material genético (plasmídeo) através
do pili sexual
divisão sexuada: conjugação
• Transformação: ocorre quando uma bactéria consegue incorporar um DNA do meio e passar a
expressá-lo.
divisão sexuada: transformação
• Transdução: Quando um vírus atua como vetor de transformação genética levando segmentos de DNA
de uma bactéria para outra
Metagênese ou Alternância de Gerações
É uma reprodução que possui uma geração com a fase sexuada e outra com a fase assexuada. Ela ocorre principalmente em vegetais e Cnidários, sendo que a meiose nos vegetais é espórica (gera esporos) e a meiose nos animais é gamética (gera gametas).
Ilustração da reprodução por metagênese
Reprodução Humana
O sistema reprodutor masculino é formado por pênis, testículos, epidídimos, glândulas seminais, próstata, glândulas bulbouretrais, ductos deferentes e uretra.
O sistema reprodutor feminino é composto por vagina, ovários, tubas uterinas, útero, vulva, clitóris, monte do púbis, bulbo do vestíbulo e glândulas vestibulares.
As gônadas (ovário e testículo) são responsáveis pela produção dos gametas a partir da meiose, originando células haploides (n=23) - óvulo e espermatozoide - cuja união formará o zigoto.
Disponível em: http://portal.fmu.br/pos/img/extensao/bn-716.jpg
Os hormônios hipofisários (FSH e LH) são fundamentais para o controle da reprodução, tanto masculina, mantendo constante a produção de espermatozóides, quanto feminina, regulando o ciclo menstrual.
O homem, a partir da puberdade, mantém a produção de espermatozóides quase até o final da vida. As mulheres, por sua vez, iniciam a maturação do primeiro folículo na puberdade e param de menstruar na menopausa. Assim, as mulheres possuem um determinado período fértil durante a vida.
Ciclo Menstrual
O hormônio hipofisário FSH inicia o ciclo fazendo o recrutamento de alguns folículos ovarianos. Esses folículos em maturação passam a secretar estrogênio que, inicialmente, realiza um feedback negativo na hipófise. No entanto, sob altas concentrações, o estrogênio é capaz de estimular a liberação de LH pela hipófise, o que marcará a ovulação por volta do 14º dia. O corpo lúteo se forma a partir do que restou da liberação do ovócito secundário de dentro do folículo. Ele é responsável pela produção de progesterona e na preparação do corpo feminino para uma possível gravidez.
Se não houver fertilização, o corpo lúteo se degenera em corpo albicans, promovendo a queda dos hormônios ovarianos. Isso induz a menstruação.
Caso haja a fertilização, com a formação do zigoto, há a produção de beta-HCG (Gonadotrofina coriônica), um hormônio que indica ao organismo a presença de um embrião, prolongando a vida do corpo lúteo até o desenvolvimento da placenta.
ISTs
São infecções transmissíveis pela via sexual. Podem ser causadas por bactérias, vírus, fungos e protozoários. Dentre elas, podemos citar: AIDS, Gonorréia, Sífilis, Condiloma Genital, Herpes Genital, Hepatite B e C,
Métodos contraceptivos
Preservativo (camisinha)
Único método anticoncepcional que previne contra ISTs (infecções sexualmente transmissíveis, como HIV, HPV, sífilis, gonorreia, hepatite B…) e também a gravidez. Por isso, deve sempre ser associado aos demais métodos. Consiste num bloqueio mecânico da passagem dos espermatozóides, que permanecem no interior dessa bolsa de látex.
DIU (dispositivo intrauterino)
Provoca uma reação inflamatória do endométrio, podendo estar associado a hormônios, dificultando a chegada dos espermatozóides às trompas, a fertilização e o transporte do óvulo.
Pílula anticoncepcional
São compostas por progesterona e estrogênio em níveis normalmente constantes. Isso faz um feedback negativo na hipófise, evitando o pico de LH responsável direto pela ovulação. Podem ser contínuos (não menstrua a cada ciclo) ou com uma parada de 7 dias ao final de cada ciclo para ocorrer a menstruação. Pílula do dia seguinte
É um método de emergência e não deve ser utilizado de rotina. Consiste em uma dose altíssima de progesterona, que desregula o ciclo, evitando a ovulação.
Vasectomia
Consiste em um corte no canal deferente, impedindo o espermatozóide de seguir o seu caminho, impedindo assim que haja a fecundação.
Ligadura de Trompas
Consiste em um corte na tuba uterina, impedindo o ovócito II de ser locomovido, impedindo assim que haja a fecundação.
Tabelinha
A ovulação ocorre aproximadamente no 14º dia de um ciclo de 28 dias. Assim, por estimativa, a mulher prevê o período em que está fértil, evitando relações sexuais. No entanto, é um método bastante falho pela imprevisibilidade das alterações do ciclo.
Coito interrompido
Significa o ato sexual interrompido no momento da ejaculação. Mostra-se falho, pois pode haver espermatozoides remanescentes no líquido que lubrifica a uretra ou por atraso da retirada do pênis. Esse método também não protege contra as ISTs.
Exercícios
1.
Quando falamos em clones, logo imaginamos processos complexos feitos em laboratório que dão origem a organismos iguais ao que os originou. A formação de clones, no entanto, pode ser observada em organismos vivos em processos naturais. Esse é o caso:a) das abelhas, que produzem clones pelo processo de partenogênese. b) dos cnidários, que produzem clones pelo processo de metagênese. c) das bactérias, que produzem clones pelo processo de cissiparidade. d) dos protozoários, que produzem clones pelo processo de conjugação.
e) dos seres humanos, que produzem clones por meio da reprodução assexuada.
2.
Ao analisar alguns anfíbios em seu momento de reprodução, percebeu-se que alguns realizam fecundação externa. Um aluno, então, concluiu que se tratava de uma reprodução assexuada. O aluno está correto?a) Sim, pois na reprodução sexuada obrigatoriamente devem ocorrer relações sexuais. b) Sim, pois o contato com os gametas ocorreu fora do corpo do animal.
c) Não, pois a reprodução assexuada é exclusiva das bactérias.
d) Não, pois, em uma reprodução sexuada, é necessária apenas a combinação do material genético. e) Não, pois mesmo que não ocorra transferência de material genético, para haver reprodução
sexuada, basta apenas que exista um macho e uma fêmea.
3.
A anticoncepção de emergência, ou "pílula do dia seguinte", é um método que pode evitar a gravidez. O Sistema Único de Saúde disponibiliza dois métodos ao usuário, sendo um deles o medicamento que possui levonorgestrel, uma progesterona sintética, que é usado até 72 horas após a relação sexual sem proteção.BRASIL. Ministério da Saúde. Anticoncepção de emergência: perguntas e respostas para profissionais de saúde. 2005.
Uma mulher no início da fase lútea e, após 30 horas da relação sexual desprotegida, para evitar gravidez indesejável, fez uso do medicamento referido no texto. Nessa situação, o medicamento é eficaz, pois bloqueia a
a) maturação do folículo. b) liberação do óvulo. c) fecundação do oócito. d) formação do corpo amarelo. e) diferenciação do disco embrionário.
4.
As bactérias, ao se reproduzirem assexuadamente, originam dois indivíduos do mesmo tamanho e geneticamente idênticos. Já alguns levedos, para se reproduzirem, emitem uma pequena expansão na superfície da célula, que cresce e posteriormente se destaca, formando um novo indivíduo também geneticamente igual. Os dois tipos de reprodução descritos são, respectivamente:a) Cissiparidade e conjugação. b) Cissiparidade e brotamento. c) Fragmentação e gemiparidade. d) Conjugação e esporulação. e) Conjugação e cissiparidade.
5.
As fêmeas de dragões de Komodo são heterogaméticas (genótipo ZW) e os machos são homogaméticos (genótipo ZZ). Curiosamente, duas fêmeas mantidas isoladas há mais de 2 anos, em diferentes zoológicos, botaram ovos dos quais nasceram apenas machos. Estudos evidenciaram que seus descendentes são partenogenéticos e seguem o padrão cromossômico citado, possibilitando, inclusive, a fecundação de suas próprias progenitoras. Assim, concluiu-se que as fêmeas podem alternar entre a reprodução sexuada e assexuada.WATTS, P. C., et al. Parthenogenesis in Komodo dragons, Nature, Londres, 444, p.1021-1022, 21 dez. 2006 (Adaptado).
Apesar de a flexibilidade reprodutiva possibilitar aumento da população desses animais, populações isoladas apresentarão baixo poder adaptativo em longo prazo, pois haverá:
a) Perda de variabilidade genética. b) Diminuição do número de fêmeas.
c) Impossibilidade de cruzamentos entre irmãos. d) Desaparecimento dos indivíduos hermafroditas. e) Redução do número de cromossomos da espécie.
6.
Na realidade, as minhocas, embora hermafroditas, apresentam fecundação cruzada, o que:
a) Representa uma vantagem em relação à autofecundação, pois garante maior variabilidade genética, possibilitando maior chance de adaptação da população ao ambiente.
b) Representa uma vantagem em relação à autofecundação, pois, apesar de não garantir variabilidade genética, possibilita grande chance de adaptação da população ao ambiente.
c) Representa uma desvantagem em relação à autofecundação, pois, apesar de garantir maior variabilidade genética, não aumenta a chance de adaptação da população ao ambiente.
d) Representa uma desvantagem em relação à autofecundação, pois não garante variabilidade genética, o que leva a uma menor chance de adaptação da população ao ambiente.
e) Não representa vantagem nem desvantagem em relação à autofecundação, uma vez que os dois processos garantem o mesmo grau de variabilidade genética e de adaptação da população ao ambiente.
7.
Técnica reverte menopausa e devolve fertilidadeMulher estéril voltou a produzir óvulos após receber um transplante de ovário congelado nos Estados Unidos.
(O Globo, 24/09/99)
No procedimento médico-cirúrgico acima, o tecido ovariano transplantado foi induzido por hormônios a produzir óvulos. Isso foi possível porque a função ovariana é estimulada pelos seguintes hormônios secretados pela hipófise:
a) estrogênio e progesterona.
b) estrogênio e hormônio luteinizante. c) folículo estimulante e progesterona.
d) folículo estimulante e hormônio luteinizante.
8.
A precocidade da atividade sexual é mundialmente reconhecida como uma das causas do aumento na ocorrência de casos de gravidez não planejada. Entre os métodos de prevenção, os contraceptivos orais são considerados bastante eficazes. Em geral, esses contraceptivos consistem de uma mistura de derivados sintéticos dos hormônios progesterona e estrógeno.Com base na literatura sobre reprodução humana e ação hormonal, é correto afirmar que contraceptivos orais são eficientes por
a) impedirem a implantação do óvulo no útero. b) impedirem a entrada do espermatozoide no óvulo.
c) inibirem a secreção do hormônio testosterona, responsável pela lactação. d) inibirem a secreção dos hormônios FSH e LH, responsáveis pela ovulação. e) impedirem o crescimento da mucosa uterina, necessário à fixação do embrião.
9.
Um homem dosou a concentração de testosterona em seu sangue e descobriu que esse hormônio encontrava-se num nível muito abaixo do normal esperado. Imediatamente buscou ajuda médica, pedindo a reversão da vasectomia a que se submetera havia dois anos. A vasectomia consiste no seccionamento dos ductos deferentes presentes nos testículos. Diante disso, o pedido do homem a) não tem fundamento, pois a testosterona é produzida por glândulas situadas acima dos ductos,próximo à próstata.
b) não tem fundamento, pois o seccionamento impede unicamente o transporte dos espermatozóides dos testículos para o pênis.
c) tem fundamento, pois a secção dos ductos deferentes impede o transporte da testosterona dos testículos para o restante do corpo.
e) tem fundamento, pois a testosterona é produzida no epidídimo e dali é transportada pelos ductos deferentes para o restante do corpo.
10.
O cruzamento de duas espécies da família das Anonáceas, a cherimoia (Annona cherimola) com a fruta-pinha (Annona squamosa), resultou em uma planta híbrida denominada de atemoia. Recomenda-se que o seu plantio seja por meio de enxertia.Um dos benefícios dessa forma de plantio é a a) ampliação da variabilidade genética. b) produção de frutos das duas espécies. c) manutenção do genótipo da planta híbrida. d) reprodução de clones das plantas parentais. e) modificação do genoma decorrente da transgenia.
Gabarito
1. C
Na divisão binária, ou cissiparidade, tem-se a formação de duas células filhas idênticas a célula mãe original. Podemos considerar essas células como clones por apresentarem o mesmo material genético. 2. D
Quando o aluno diz que há fecundação, significa que há o encontro de gametas masculinos e femininos, o que caracteriza a reprodução sexuada. A fecundação ocorrer externamente, como no caso dos anfíbios, ou internamente, como nos mamíferos por exemplo, não altera este fato de que a reprodução é sexuada. 3. C
A pílula do dia seguinte vai evitar que haja a fecundação, pois a alta taxa hormonal e sua posterior queda fará a mulher menstruar.
4. B
A cissiparidade é a forma mais comum de reprodução bacteriana, onde de uma célula-mãe são geradas duas células-filhas iguais geneticamente. Quando há uma estrutura brotando de um ser vivo e gerando outro ser vivo, esta reprodução é chamada de brotamento.
5. A
A partenogênese como é uma reprodução assexuada não gera variabilidade genética. 6. A
A fecundação cruzada não permite autofecundação evitando que haja menor variabilidade genética. 7. D
O FSH e o LH juntos promovem a ovulação na mulher. 8. D
O estrogênio e a progesterona realizam o feedback negativo. 9. B
A vasectomia não diminui ou aumenta o nível de testosterona no homem e sim impede o transporte dos espermatozoides até o pênis.
10. C
A enxertia é um tipo de reprodução assexuada que mantém a carga genética, podendo ter alterações somente por mutações (processo que gera variabilidade genética, porém ocorre de maneira rara e aleatória). Como a atemoia é a planta de interesse, este tipo de plantio manterá as mesmas características genéticas nas próximas gerações.
Fitormônios
Resumo
As plantas apresentam substâncias químicas responsáveis por controlar o metabolismo, o desenvolvimento e crescimento. Essas substâncias são os fitormônios, ou hormônios vegetais, e são classificados em 5 grupos:
• Auxina: Promove o crescimento vertical das plantas, o desenvolvimento dos ovários nas flores e a germinação das sementes. Também atua nos tropismos, que veremos a seguir. É produzida nos meristemas apicais, em folhas, frutos e sementes em desenvolvimento.
• Giberelina: Importante para o crescimento vegetal, atua no crescimento das raízes e, junto com a auxina, estimula o desenvolvimento de frutos. É utilizado para produção de frutos paternocárpicos (sem semente). Assim como a auxina, é produzida nos meristemas apicais e em frutos e sementes em desenvolvimento.
• Citocinina: Aumenta a taxa de divisão celular, auxiliando no crescimento e regeneração de partes lesionadas na planta. É produzida no ápice da raiz.
• Ácido abscísico: Promove o fechamento estomatal em casos de estresse hídrico (evita a perda de água), inibe a germinação de sementes. É produzido em folhas e sementes.
• Etileno: Único hormônio gasoso, ajuda no processo de maturação dos frutos, além de participar na abscisão foliar (queda das folhas). Pode ser produzido por toda a planta.
Tropismos
Os tropismos são formas de crescimento vegetal por conta de algum estímulo ambiental. Os principais fatores são a luz, que gera o fototropismo, e a gravidade, que gera o geotropismo, porém também podemos observer o hidrotropismo, que é estimulado pela umidade.
Esses crescimentos estão relacionados à auxina, que age de maneira diferente na planta: altas concentrações de auxina no caule estimulam o crescimento deste, enquanto baixas concentrações de auxinas na raiz que estimula o crescimento dela.
•
Fototropismo: Ocorre um maior acúmulo de auxinas na região onde não existe luz,. Se a raiz e o caule são expostos a luz, o caule tende a ter o alongamento celular na direção da luz (maior quantidade de auxina estimula crescimento → fototropismo positivo), enquanto que a raiz tende a se afastar da luz (maior quantidade de auxina inibe crescimento → fototropismo negativo).Crescimento do caule, com fototropismo positivo.
(Disponível em: https://www.tes.com/lessons/W8WIy2TTATQRfQ/tropisms)
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Geotropismo: Com a força da gravidade, a auxina tende a se acumular na parte inferior da planta. No caule ocorre o geotropismo negativo, pois ele cresce contra o sentido da gravidade. Já na raiz teremos o geotropismo positivo, onde o crescimento ocorre no setido da gravidade.Esquema do geotropismo.
(Disponível em:https://biology-igcse.weebly.com/auxins.html)
Fitocromos e fotoperioidismo
São pigmentos que estão relacionados ao relógio biológico das plantas, auxiliando na percepção de luminosidade. Isso faz com que as plantas tenham a floração controlada, sendo possível dividi-las em grupos de plantas de dia longo e plantas de dia curto. Os principais fitocromos são de dois tipos: o Fitocromo R (absorve ondas de luz vermelha de ondas curtas) e o Fitocromo F (absorve ondas de luz vermelha de ondas longas). Durante o dia, estão ativos os dois tipos de fitocromo, porém durante a noite o fitocromo F se transforma em fitocromo R.
F inibe a floração, então com mais períodos de noite, o fitocromo F vira fitocromo R, e ocorre o nascimento das flores.