Administração Financeira de
Empresas Multinacionais:
Abordagem Introdutória
Clóvis Luís Padoveze
Análise das Demonstrações
Financeiras –
3
aedição
Clóvis Luís Padoveze
Gideon Carvalho de Benedicto
Controladoria Avançada
Clóvis Luís Padoveze
Gerenciamento do Risco
Corporativo em Controladoria:
Enterprise Risk Management (ERM)
Clóvis Luís Padoveze
Ricardo Galinari Bertolucci
ISBN 13 978-85-221-1230-2 ISBN 10 85-221-1230-4
7 8 8 5 2 2 1 1 2 3 0 2
9
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SOBRE O AUTOR
OUTRAS OBRAS
Clóvis Luís Padoveze é doutor
em Contabilidade e Controladoria
pela FEA-USP e mestre em Ciências
Contábeis pela PUC-SP. É professor
da Faculdade de Gestão e Negócios
e do mestrado profissional em
Administração da Universidade
Metodista de Piracicaba-SP.
Atua como controller em empresas
de grande porte há mais de
25 anos. Tem mais de uma dezena
de livros publicados nas áreas de
Contabilidade, Custos, Administração
Financeira e Controladoria.
Clóvis Luís Padoveze
Clóvis Luís P
adoveze
CONTROLADORIA
ESTRATÉGICA E OPERACIONAL
CONTR
OL
ADORIA
ES
TRA
TÉGICA E
OPERA
CIONAL
Esta terceira edição de Controladoria Estratégica e Operacional foi
revi-sada e atualizada a fim de incorporar os recentes estudos e inovações na
área. Apresenta visão abrangente e estruturada da atividade de
Controla-doria, considerando os aspectos teóricos que a fundamentam como
ciên-cia, ao mesmo tempo em que desenvolve todos os conceitos e técnicas
para sua aplicação.
O processo de gestão é o elemento condutor sobre o qual foi estruturada
a obra. Isso deixa claro o papel da Controladoria dentro de toda a empresa e nas
etapas que envolvem o planejamento, a execução e o controle das
ativi-dades empresariais. O foco do trabalho é o processo de criação de valor por
meio da correta mensuração dos resultados da empresa e das atividades
de negócio.
Além dos temas considerados clássicos em Controladoria, o texto
apresenta outros tópicos mais avançados, como balanced scorecard, indicadores
--chave de desempenho, introdução ao gerenciamento do risco, modelos
de decisão para o planejamento operacional e execução dos eventos
eco-nômicos, política de redução de custos e análise de geração de lucros.
Aplicações: Livro-texto para as disciplinas de controladoria dos cursos de
Ciências Contábeis, Administração de Empresas e Finanças Empresariais.
Lei-tura complementar para as disciplinas contabilidade gerencial, planejamento
e controle financeiro, contabilidade de custos e análise de demonstrativos
contábeis. Manual de consulta para profissionais das áreas de Controladoria,
Contabilidade Geral, Custos, Orçamentos, Análise Financeira e de
Investimen-tos, Planejamento Estratégico e Gerência Financeira.
Clóvis Luís Padoveze
CONTROLADORIA
Austrália • Brasil • Japão • Coreia • México • Cingapura • Espanha • Reino Unido • Estados Unidos
CONTROLADORIA ESTRATÉGICA
E OPERACIONAL
Conceitos - Estrutura - Aplicação
Clóvis Luís Padoveze
3ª edição
revista e atualizada
SUMÁRIO
Prefácio à terceira edição . . . .
XVPrefácio e plano da obra . . . .
XVIPARTE I – CONCEITOS, OBJETIVOS, ESTRUTURA . . . .
1Capítulo 1 – A Controladoria como Ciência . . . .
31.1 Controladoria . . . .3
1.2 Contabilidade/Controladoria como Ciência – As Raízes da Teoria Contábil . . . .5
1.3 Fases da Contabilidade . . . .8
1.4 Contabilidade Gerencial e Contabilidade Financeira . . . .9
Capítulo 2 – O Sistema Empresa com o Objetivo da Eficácia . . . .
132.1 Eficiência e Eficácia . . . .15
2.2 Os Subsistemas do Sistema Empresa . . . .17
2.3 Eficácia e Controladoria: Planejamento e Controle com Enfoque em Resultados . . . .21
Capítulo 3 – O Modelo de Gestão e o Processo de Gestão . . . .
253.1 Visão Geral da Empresa: Missão, Crenças e Valores . . . .25
3.2 Modelo de Gestão . . . .26
3.3 O Processo de Gestão . . . .27
3.4 O Processo de Tomada de Decisão . . . .30
Capítulo 4 – Missão e Estrutura da Controladoria e o Papel do Controller . . . .
334.1 Missão da Controladoria . . . .33
4.2 A Controladoria na Organização . . . .34
4.3 Estrutura da Controladoria . . . .37
4.4 Estrutura Administrativa . . . .40
4.5 Fundamentos para Implementação de uma Controladoria . . . .41
Capítulo 5 – Sistema de Informação de Controladoria . . . .
455.1 Sistema de Informação . . . .45
5.2 Sistemas Integrados de Gestão Empresarial (Sige) . . . .46
5.3 A Contabilidade dentro do Sige . . . .47
5.4 Sistema de Informação de Controladoria . . . .48
5.5 As Informações no Sistema de Informação Contábil . . . .49
5.6 Modelo Conceitual de Estruturação do Sistema de Informação Contábil no Sige . . . .49
5.7 Os Subsistemas do Sistema de Informação Contábil . . . .52
5.8 O Sistema de Informação Contábil/Controladoria no Processo de Gestão . . . .56
Capítulo 6 – Valor da Empresa: O Foco da Controladoria . . . .
596.1 O Processo Empresarial de Criação de Valor . . . .59
6.2 Criação de Valor – A Atividade Produtiva e Valor Agregado . . . .59
6.3 EVA – Economic Value Added (Valor Econômico Adicionado) . . . .61
6.4 Valor da Empresa . . . .64
6.5 Principais Critérios para Apurar o Valor da Empresa . . . .65
IX
XMMCONTROLADORIA ESTRATÉGICA E OPERACIONAL
6.6 Integração do Modelo de Lucro Contábil com o Modelo de Lucro Econômico . . . .69
6.7 Evidenciação nas Demonstrações Contábeis dos Critérios de Apuração do Valor da Empresa . . . .70
6.8 Valor da Empresa e Condução da Controladoria: Um Resumo . . . .72
PARTE II – ESTRUTURA CONTÁBIL E ATIVIDADES REGULAMENTARES . . . .
75Capítulo 7 – Gestões Complementares: Gestão de Impostos e Controle Patrimonial . . . .
777.1 Gestão de Impostos . . . .77
7.2 Controle Patrimonial . . . .82
Capítulo 8 – Relações com Investidores . . . .
878.1 Relatório da Administração . . . .87
8.2 Relações com Investidores . . . .90
8.3 Governança Corporativa . . . .94
PARTE III – A CONTROLADORIA NA ESTRATÉGIA . . . .
95Capítulo 9 – Planejamento Estratégico e Elaboração de Cenários . . . .
979.1 Competitividade . . . .97
9.2 Controladoria Estratégica . . . .98
9.3 Sistema de Informação de Controladoria Estratégica . . . .100
9.4 Planejamento Estratégico . . . .101
9.5 Leitura do Ambiente e Elaboração da Estratégia . . . .103
9.6 Elaboração de Cenários Empresariais . . . .107
Capítulo 10 – Sistema de Informação de Acompanhamento do Negócio . . . .
10910.1 Objetivos e Funcionamento do Sistema de Acompanhamento do Negócio . . . .109
10.2 Informações e Relatórios Gerados . . . .111
Capítulo 11 – Indicadores Chaves de Desempenho (KPI) e Balanced Scorecard (BSC) . . . .
12711.1 Indicadores Chaves de Desempenho . . . .127
11.2 Balanced Scorecard e Relações de Causa e Efeito da Estratégia . . . .128
11.3 Os Quatro Processos do Balanced Scorecard . . . .130
11.4 Exemplo de Mapa Estratégico . . . .132
11.5 Balanced Scorecard e Intangíveis . . . .133
11.6 Sistemas de Acompanhamento . . . .133
Capítulo 12 – Gerenciamento do Risco . . . .
13712.1 Gerenciamento do Risco – Conceitos e Visão Geral . . . .137
12.2 Identificação e Avaliação dos Riscos . . . .140
12.3 Matriz ou Mapa de Risco: A Medida-Chave do Perfil do Risco . . . .140
12.4 Identificando e Mensurando Riscos Específicos . . . .141
12.5 Modelo de Acompanhamento . . . .143
PARTE IV – A CONTROLADORIA NO PLANEJAMENTO OPERACIONAL . . . .
145Capítulo 13 – Determinação da Estrutura do Ativo . . . .
14713.1 Decisão de Investimento e Determinação da Estrutura do Ativo . . . .147
13.2 Modelo de Decisão para Definição da Estrutura do Ativo . . . .149
MMSumárioMMXI
13.3 Exemplo Numérico . . . .158
13.4 Estrutura do Ativo, Estrutura de Custos e Alavancagem Operacional . . . .163
13.5 Modelos para Decisões de Modificação da Estrutura do Ativo e Estrutura de Custos . . . .168
13.6 Internação de Atividades . . . .173
Capítulo 14 – Determinação da Estrutura do Passivo . . . .
17914.1 Estrutura do Passivo ou Estrutura de Capital – Definição e Conceitos Principais . . . .179
14.2 Custo de Capital, Estrutura do Passivo e Valor da Empresa . . . .183
14.3 Alavancagem Financeira e Alavancagem Combinada . . . .186
14.4 O Impacto Tributário na Alavancagem Financeira . . . .191
14.5 Modelos de Decisão para Emprestar ou não Emprestar: Ponto de Indiferença . . . .192
PARTE V – A CONTROLADORIA NA PROGRAMAÇÃO . . . .
197Capítulo 15 – Plano Orçamentário . . . .
19915.1 Definição e Objetivos . . . .199
15.2 Terminologias . . . .202
15.3 Conceitos de Orçamento . . . .202
15.4 Tipos de Orçamento . . . .203
15.5 Orçamento, Inflação e Moedas . . . .205
15.6 Organização e Processo de Elaboração . . . .206
15.7 Construção de Cenários e Elaboração de Premissas . . . .209
15.8 Estrutura do Plano Orçamentário . . . .213
Capítulo 16 – Orçamento de Vendas e Produção . . . .
21716.1 Aspectos Gerais do Orçamento de Vendas . . . .217
16.2 Previsão de Vendas . . . .218
16.3 Orçamento de Vendas . . . .219
16.4 Orçamento de Produção . . . .224
16.5 Orçamento de Capacidade e Logística . . . .225
Capítulo 17 – Orçamento de Materiais e Estoques . . . .
23317.1 Aspectos Gerais do Orçamento de Materiais . . . .233
17.2 Orçamento de Estoques de Produtos em Processo e Produtos Acabados . . . .240
Capítulo 18 – Orçamento de Despesas Gerais . . . .
24718.1 Aspectos Gerais do Orçamento de Despesas . . . .247
18.2 Características Comportamentais dos Gastos . . . .249
18.3 Despesas a Serem Orçadas . . . .250
18.4 Premissas e Dados-Base . . . .253
Capítulo 19 – Orçamento de Investimentos e Financiamentos . . . .
26319.1 Os Segmentos do Plano Orçamentário nos Demonstrativos Contábeis Básicos . . . .263
19.2 Orçamento de Investimentos . . . .265
19.3 Orçamento de Financiamentos . . . .266
Capítulo 20 – Projeção dos Demonstrativos Contábeis . . . .
27120.1 Demonstrativos Contábeis a Serem Projetados . . . .271
20.2 Metodologia das Projeções
. . . .
27220.3 Receitas Financeiras Projetadas . . . .273
20.4 Demonstrativos Contábeis Projetados . . . .274
Capítulo 21 – Controle Orçamentário . . . .
28321.1 Objetivos, Conceitos e Funções . . . .283
21.2 Relatórios de Controle Orçamentário . . . .283
21.3 Análise das Variações
. . . .
28421.4 Controle Matricial . . . .287
PARTE VI – A CONTROLADORIA NA EXECUÇÃO . . . .
289Capítulo 22 – Gestão Operacional . . . .
29122.1 Responsabilidade pela Gestão Operacional . . . .291
22.2 Ciclo Operacional, Ciclo Econômico e Ciclo Financeiro . . . .291
22.3 Mensuração e Gestão do Ciclo Operacional . . . .293
22.4 Mensuração e Gestão dos Ciclos Econômico e Financeiro . . . .294
22.5 Gestão do Capital de Giro . . . .298
22.6 Principais Fatores que Afetam a Necessidade Líquida de Capital de Giro . . . .303
22.7 Gestão do Imobilizado . . . .305
22.8 Gestão de Recursos Humanos . . . .308
Capítulo 23 – Modelos de Decisão para Execução dos Eventos Econômicos . . . .
31323.1 Evento Econômico . . . .313
23.2 Modelos de Decisão para os Principais Eventos Econômicos . . . .316
23.3 Exemplo Numérico Integrado . . . .320
PARTE VII – A CONTROLADORIA NO CONTROLE . . . .
327Capítulo 24 – Fundamentos de Contabilidade de Custos e os Métodos de Custeio . . . .
32924.1 Conceitos . . . .329
24.2 Outros Conceitos de Custos . . . .333
24.3 Estruturação das Informações . . . .334
24.4 Esquema Geral da Contabilidade de Custos . . . .335
24.5 Formas de Custeio . . . .338
24.6 Sistemas de Acumulação de Custo . . . .339
24.7 Métodos de Custeio . . . .339
24.8 Exemplo – Único Produto . . . .340
24.9 Exemplo – Dois Produtos . . . .341
24.10 Custeio ABC ou Custeamento por Atividades . . . .343
24.11 Contribuição da Produção (Throughput Contribution) . . . .347
24.12 Integração dos Métodos de Custeio: Modelo de Demonstração de Resultados . . . .348
24.13 Custeio Variável/Direto: O Recomendado . . . .350
24.14 Custo de Serviços e Produtos Ampliados . . . .354
Capítulo 25 – Formas de Custeio: Custo-Padrão . . . .
36325.1 Definição . . . .363
25.2 Finalidades do Uso do Custo-Padrão . . . .363
XIIMMCONTROLADORIA ESTRATÉGICA E OPERACIONAL
25.3 Tipos de Padrão . . . .364
25.4 Construção do Padrão . . . .364
25.5 Periodicidade da Construção do Padrão . . . .366
25.6 Análise das Variações . . . .367
25.7 Exemplo Conceitual de Análise das Variações . . . .368
25.8 Custo-Padrão em Novas Tecnologias de Produção e em Just-in-Time . . . .371
25.9 Custo-Padrão e Sistema de Informação Contábil . . . .371
Capítulo 26 – Sistemas de Acumulação de Custos . . . .
37326.1 Principais Sistemas de Acumulação de Custos . . . .373
26.2 Custeamento por Ordem . . . .374
26.3 Custeamento por Processo e Produção Contínua . . . .376
26.4 Custeamento por Operações – Sistema Híbrido de Acumulação . . . .378
Capítulo 27 – Modelo de Decisão da Margem de Contribuição . . . .
38527.1 Principais Conceitos do Método de Custeio Variável/Direto . . . .385
27.2 Modelo de Decisão da Margem de Contribuição . . . .386
27.3 Ponto de Equilíbrio (Break-Even Point) . . . .387
27.4 Modelo de Decisão da Margem de Contribuição – Vários Produtos . . . .390
27.5 Utilização do Modelo de Decisão da Margem de Contribuição para Maximização do Lucro . . . .391
27.6 Margem de Contribuição e Fatores Limitativos . . . .393
Capítulo 28 – Gestão de Preços de Venda . . . .
39928.1 Modelos de Decisão de Preços . . . .399
28.2 Formação de Preços de Venda com base no Mercado e na Teoria Econômica . . . .400
28.3 Formação Estratégica de Preços: Valor Percebido pelo Consumidor . . . .402
28.4 Preços Estratégicos – Fatores a Considerar . . . .402
28.5 Formação de Preços de Venda com base no Custo . . . .403
28.6 Conceitos e Elementos Básicos para Formação de Preços de Venda . . . .405
28.7 Margem de Lucro Desejada . . . .406
28.8 Custo Financeiro e Custo de Financiamento da Venda . . . .407
28.9 Determinação da Margem Desejada para o Mark-up . . . .408
28.10 Exemplo Numérico de Formação de Preço de Venda . . . .410
28.11 Fundamento Econômico para Gestão de Preços de Venda: O Modelo da Margem de Contribuição . . . .412
28.12 Formação de Preços de Venda e Ciclo de Vida dos Produtos . . . .413
28.13 Aspectos Adicionais na Gestão de Preços de Venda
. . . .
414Capítulo 29 – Inflação da Empresa, Rentabilidade de Produtos, Custo-Meta e Custos para Servir . . . .
41929.1 Inflação da Empresa . . . .419
29.2 Análise de Rentabilidade de Produtos . . . .426
29.3 Custo-Meta (Target Costing) . . . .430
29.4 Custos para Servir (Cost to Serve) . . . .432
Capítulo 30 – Política de Redução de Custos . . . .
43730.1 Visão Geral . . . .437
30.2 Redução Estratégica de Custos . . . .438
MMSumárioMMXIII
30.3 Tornando o Desperdício Visível . . . .439
30.4 Modelo de Decisão Geral para Política de Redução de Custos . . . .440
30.5 Estruturação Hierárquica da Política de Redução de Custos (PRC) . . . .441
30.6 PRC em Nível Estratégico . . . .441
30.7 PRC em Nível Operacional . . . .443
30.8 PRC em Nível de Execução e Controle . . . .443
30.9 Programas e Equipes de Trabalho . . . .444
PARTE VIII – AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO E INVESTIMENTOS . . . .
447Capítulo 31 – Avaliação Global do Resultado e Desempenho e Análise da Geração de Lucros . . . .
44931.1 Análise Financeira ou de Balanço . . . .449
31.2 Análise da Rentabilidade . . . .456
31.3 EVA®– Economic Value Added (Valor Econômico Agregado ou Adicionado) . . . .462
31.4 Análise de Geração de Lucros e EBITDA . . . .463
31.5 Fluxo de Caixa Livre . . . .470
31.6 Política de Dividendos . . . .470
Capítulo 32 – Avaliação de Desempenho Setorial: Contabilidade
por Responsabilidade e Unidades de Negócios . . . .
47532.1 Fundamentos . . . .475
32.2 Centros de Responsabilidade . . . .476
32.3 Retorno do Investimento . . . .477
32.4 Identificação dos Centros Geradores de Resultados . . . .479
32.5 Preços de Transferência . . . .481
32.6 Exemplo Numérico . . . .482
Capítulo 33 – Avaliação de Empresas e Decisão de Investimentos . . . .
48933.1 Modelo Básico para Decisão de Investimento: Valor Presente Líquido (VPL) . . . .489
33.2 Análise das Variáveis do VPL . . . .492
33.3 Taxa de Juros . . . .495
33.4 Quantidade de Períodos . . . .497
33.5 Valor da Empresa . . . .498
33.6 MVA – Market Value Added (Valor de Mercado Adicionado) . . . .501
Bibliografia
. . . .505XIVMMCONTROLADORIA ESTRATÉGICA E OPERACIONAL
PREFÁCIO À TERCEIRA EDIÇÃO
Renovamos nossa satisfação por termos a oportunidade de atualizar nosso trabalho. Para nós, é um grande indicativo da continuidade da aceitação de nosso livro, tanto em relação ao público acadêmico quanto ao público profissional.
A estrutura original do livro foi mantida, já que as alterações não motivaram nenhu-ma modificação estrutural. Salientamos, contudo, que fizemos inserções significativas, que, temos certeza, será de utilidade para todos.
As principais alterações nesta edição foram as seguintes:
a) Adaptação das nomenclaturas das demonstrações financeiras nos diversos capítu-los para a nova estrutura contábil brasileira nos padrões internacionais (IFRS –
International Financial Reporting Standards);
b) Como consequência desse evento, apresentamos, no Capítulo 31 – Análise Global do Resultado, um resumo das principais alterações ocorridas em função das novas práticas contábeis brasileiras, bem como dos novos critérios introduzidos para avaliação dos ativos e passivos. Também está inserido um quadro da nova estru-tura de apresentação do Balanço Patrimonial;
c) Introduzimos, no Capítulo 4 – Controladoria, o conceito de Qualidade dos Lucros, tendo como referência a missão do controller do compromisso com a mensuração correta do lucro, o foco condutor da controladoria com enfoque em gestão econômica;
d) O Capítulo 11 – Balanced Scorecard foi expandido com o conceito de KPI – Key
Performance Indicators – Indicadores Chaves de Desempenho para dar um caráter
mais generalista aos modelos de acompanhamento da estratégia por indicadores; e) Alteração significativa foi feita no Capítulo 24 – Fundamentos de Contabilidade de
Custos, com a inclusão de um novo item Custos de Serviços, com um painel resu-mido adaptando o custeamento dos produtos industriais para serviços;
f) No Capítulo 29 dedicado às principais análises de custos, cobrimos uma lacuna, que já nos incomodava, com a inserção de um novo tópico Custos para Servir (Cost
to Serve), para deixar clara a necessidade da expansão do conceito de custo de
pro-duto, indo até o cliente, para obter a rentabilidade por cliente;
g) Outra inclusão que julgamos oportuna foi a inserção, no Capítulo 31, de uma aná-lise mais aprofundada do modelo EBITDA, na qual inserimos seus objetivos e limi-tações, ao mesmo tempo que procuramos mostrar os cuidados na utilização desse modelo de avaliação em situações específicas, para não enviesar a avaliação de desempenho de gestores divisionais;
h) Neste mesmo capítulo, no tópico Análise de Geração de Lucros, foi feita a inclusão dos modelos de Fluxo de Caixa Livre, para a empresa (OFCF – Operating Free Cash
Flow) e para o acionista.
As recomendações de alterações recebidas de colegas foram todas inseridas. Agradecemos novamente a oportunidade de reapresentarmos nosso trabalho e estamos à disposição para sugestões para as próximas edições.
Clóvis Luís Padoveze
PREFÁCIO E PLANO DA OBRA
Temos notado recentemente um crescente interesse pela área de conhecimento da Controladoria. A base científica da Controladoria é a contabilidade, a ciência em que repousam os fundamentos da gestão econômica. Temos verificado, todavia, que há entendimentos diferentes do que seja Controladoria. Alguns a entendem como sendo o conjunto de procedimentos do plano orçamentário, com ênfase no controle entre o real e o orçado. Há quem entenda a Controladoria como um órgão de assessoria da direto-ria da empresa, gerando relatórios gerenciais com base na contabilidade. Outros enten-dem-na como controle interno, auditoria interna e normalização de procedimentos administrativos, incluindo até o setor responsável pela autorização de pagamentos.
Nosso entendimento é que Controladoria é o órgão administrativo responsável pela gestão econômica da empresa, com o objetivo de levá-la à maior eficácia. O foco da Controladoria é a criação de valor para o acionista, valor este que será obtido pelos gestores das diversas atividades desenvolvidas dentro da empresa, inseridas em um processo de gestão claramente definido. A medida da eficácia empresarial é o lucro, e, portanto, ponto-chave da Controladoria e da correta mensuração dos resultados empresariais.
A Controladoria caracteriza-se por ser um órgão de apoio, não de assessoria. Tem papel ativo, com a responsabilidade bem definida de assegurar a obtenção do resultado plane-jado. Portanto, é sua função apoiar todos os gestores empresariais, em todas as etapas do processo de gestão.
Podemos sintetizar a função de Controladoria nos seguintes aspectos:
•Responsável pela gestão econômica do sistema empresa; portanto, gestão com foco em resultados.
•Apoio a todos os gestores das atividades empresariais.
•Construção de um sistema de informação que auxilie os gestores em todo o proces-so de gestão.
O processo de gestão caracteriza-se pelo ciclo planejamento, execução e controle. O planejamento apresenta-se em três aspectos temporais distintos: planejamento estratégi-co ou de longo prazo, planejamento operacional (médio e curto prazos) e programação (curto prazo). A execução diz respeito às ações realizadas para efetivar o planejado. O controle é o instrumento administrativo necessário para mensurar a execução das transações realizadas e garantir a retroalimentação e eventual correção de rumos.
Toda empresa tem uma série de obrigações criadas pela legislação que devem ser aten-didas sob pena de impedir a continuidade do empreendimento, tais como obrigações legais, societárias, fiscais etc. Parte significativa dessas obrigações deve ser executada pela Controladoria, pois é o órgão que mais capacitação tem para uma série de atividades regulamentares. Desta maneira, além das atividades de gestão econômica, cabe à Controladoria desenvolver uma série de atividades consideradas regulamentares.
Plano da Obra
O objetivo deste trabalho é apresentar uma visão completa de Controladoria, tanto em seus aspectos conceituais e estruturais, como em seus aspectos de utilização prática, den-tro de uma arquitetura organizada, objetivando a não dispersão dos conceitos e técnicas.
MMPrefácio e Plano da ObraMMXVII
Escolhemos como elemento condutor desta obra o processo de gestão, pois, como já
men-cionamos, é nosso entendimento que a Controladoria deve participar de todas as etapas do processo de gestão das atividades empresariais.
Desta maneira, o livro foi organizado em sete partes, compreendendo: Parte I – Conceitos, Objetivos, Estrutura
Nesta parte inicial, o objetivo é apresentar as teorias que fundamentam a Controladoria, os principais conceitos, os objetivos, a função do controller, a estrutura admi nistrativa da Controladoria, com ênfase nos sistemas de informações.
Parte II – Estrutura Contábil e Atividades Regulamentares
Nesta parte, estudaremos outras gestões complementares que pertencem às ativi-dades regulatórias a que a Controladoria não pode se furtar.
Partes III a VII – A Controladoria no Processo de Gestão
Aqui apresentamos os conceitos e técnicas que fundamentam a atividade de Controladoria em todo o processo de gestão, planejamento, execução e controle.
Parte III – A Controladoria na Estratégia
Expomos o que entendemos por escopo da Controladoria estratégi ca: é a área da Controladoria que subsidia o planejamento estratégico. Abordamos nesta parte os fun-damentos do planejamento estratégico, sistema de informação para a estratégia e o con-trole de metas estratégicas (balanced scorecard). Apresentamos também os fundamentos para avaliação de outros investimentos, bem como os princípios para a construção de um sistema de gerenciamento de risco.
Parte IV – A Controladoria no Planejamento Operacional
Apresentamos nesta etapa do livro os conceitos de Controladoria identificados com o planejamento operacional. O planejamento operacional caracteriza-se por dar corpo às estratégias definidas a serem postas em curso. Basicamente o planejamento operacional consubstancia-se no planejamento de unidades de negócios e seus produtos e serviços. Portanto, o foco da Controladoria nesta etapa do processo de gestão são os modelos decisórios para estruturação de ativos e passivos das unidades de negócio, bem como de suas modificações operacionais subsequentes.
Parte V – A Controladoria na Programação
A programação compreende o planejamento das necessidades e ações para o próxi-mo exercício. É representada basicamente pelo processo orçamentário, tópico este desenvolvido nesta obra com um grau de detalhe que julgamos adequado, tanto em conceito quanto em aspectos práticos.
Parte VI – A Controladoria na Execução
Aqui o objetivo é apresentar os modelos de decisão mais avançados para a etapa da execução. A base conceitual utilizada nesta parte da obra foi extraída do Sistema de Gestão Econômica – GECON, trabalho desenvolvido na Fipecafi/USP liderado pelo Prof. Armando Catelli, na qual apresentamos os fundamentos para a gestão e mensu-ração dos principais eventos econômicos.
Parte VII – A Controladoria no Controle
Apresentamos nesta parte da obra o conjunto de teorias e conceitos para gestão do custo e preços dos produtos e serviços. Sabemos que o conceito de controle não é ape-nas de custos, mas a contabilidade de custos é que se caracteriza pelos critérios de gestão mais detalhados, razão por que os desenvolvemos conjuntamente nesta parte do trabalho.
Parte VIII – Avaliação de Desempenho e Investimentos
Complementando as necessidades de planejamento e controle, apresentamos na últi-ma parte do livro os principais métodos, conceitos e critérios de avaliação de resultados, desempenho e investimentos. Compreende a avaliação patrimonial e de lucratividade, tanto da empresa como um todo como das unidades de negócios.
XVIIIMMPREFÁCIO E PLANO DA OBRA
Exemplo Integrado
Para fundamentar os aspectos práticos de toda a Parte V – Plano Orçamentário, cons -truímos um exemplo numérico completo e integrado. Procuramos utilizar o mesmo exemplo em todos os tópicos dos capítulos subsequentes que possibilitavam o seu uso, sempre no intuito de evidenciar os aspectos de aplicação dos conceitos, de forma integrada e sistêmica.
Esperamos que nosso trabalho seja de utilidade e um referencial para o estudo estru-turado da Controladoria.
CON CEI TOS, OBJE TI VOS, ESTRU TU RA
O obje ti vo desta parte do tra ba lho é apre sen tar a base con cei tual em que se fun da men -ta a Controladoria, para, em segui da, apre sen -tar a sua estru tu ra admi nis tra ti va e sua mis são den tro da orga ni za ção.
O foco do pro ces so de ges tão, do qual a Controladoria deve par ti ci par em todas as eta pas, é apre sen ta do após aná li se da empre sa den tro do enfo que sis tê mi co. Com isso, é pos sí vel defi nir a mis são da Controladoria e o seu ele men to con du tor, que é a cria ção de valor por meio da oti mi za ção dos resul ta dos empre sa riais.
Dentro desta parte do tra ba lho apre sen ta mos os fun da men tos para imple men ta ção da Controladoria, sua estru tu ra admi nis tra ti va, bem como os ele men tos indis pen sá veis de tec no lo gia da infor ma ção, como ins tru men to maior do con trol ler no pro ces so de moni to ra men to geren cial.
Atenção espe cial será dada ao pro ces so empre sa rial de cria ção de valor e aos con cei -tos neces sá rios para o mode lo de ges tão da Controladoria com foco nos resul ta dos empre sa riais e no valor da empre sa.
PARTE I
1
1.1 Controladoria
Segundo Mosimann e outros1
“… a con tro la do ria con sis te em um corpo de dou tri nas e conhe ci men tos rela ti vos à ges tão eco nô mi ca. Pode ser visua li za da sob dois enfo ques:
a) como um órgão admi nis tra ti vo com uma mis são, fun ções e prin cí pios nor tea do res defi ni dos no mode lo de ges tão e sis te ma empre sa e,
b) como uma área do conhe ci men to huma no com fun da men tos, con cei tos, prin cí pios e méto dos oriun dos de outras ciên cias.” (Mosimann, p. 85)
“Sob esse enfo que, a Controladoria pode ser con cei tua da como o con jun to de prin cí pios, pro ce di men tos e méto dos oriun dos das ciên -cias da Administração, Economia, Psicologia, Estatística e prin ci pal men te da Contabilidade, que se ocupa da ges tão eco nô mi ca das empre -sas, com o fim de orien tá-las para a efi cá cia.” (Mosimann, p. 96).
Para esses auto res, a Controladoria é uma ciên cia autô no ma e não se con fun de com a Contabilidade, ape -sar de uti li zar pesa da men te o ins tru men tal con tá bil. Consideramos ques tio ná vel este aspec to da defi ni ção. Em nossa opi nião, a Controladoria pode ser enten di da como a ciên cia con tá bil evo luí da. Como em todas as ciên cias, há o alar ga men to do campo de atua ção; esse alar ga men to do campo de abran gên cia da Contabili -dade con du ziu a que ela seja mais bem repre sen ta da seman ti ca men te pela deno mi na ção de Controladoria.
A Controladoria pode ser defi ni da, então, como a uni da de admi nis tra ti va res pon sá vel pela uti li za ção de todo o con jun to da Ciência Contábil den tro da empre sa. Como a Ciência Contábil é a ciên cia do con tro le em
todos os aspec tos tem po rais – pas sa do, pre sen te, futu -ro –, e como a Ciên cia Social exige a comu ni ca ção de infor ma ção, no caso a eco nô mi ca, à Controladoria cabe a res pon sa bi li da de de implan tar, desen vol ver, apli car e coor de nar todo o fer ra men tal da Ciência Contábil den -tro da empre sa, nas suas mais diver sas neces si da des.
A Controladoria é a uti li za ção da Ciência Contábil em toda a sua ple ni tu de.
Controladoria e Contabilidade – Definições
Tendo em vista a gran de inte ra ção com a Contabilidade e a pouca infor ma ção sobre Controladoria como ciên cia, pas sa mos, pri mei ra men te, a apre sen tar a Contabilidade como ciên cia, e exis tem diver sos estu dos, arti gos e obras sobre o assun to.
As pes qui sas sobre Contabilidade como ciên cia levam-nos à esco la de pen sa men to con tá bil ita lia na, já que a esco la ame ri ca na não se preo cu pa pro fun da men te com o assun to. Esta últi ma busca tra tar a Conta -bilidade mais como fer ra men ta admi nis tra ti va e sua uti li za ção nas empre sas.
A seguir, apre sen ta mos defi ni ções sele cio na das sobre a ciên cia con tá bil e damos, pri mei ra men te, algu mas defi ni ções que refle tem a visão da esco la ita lia na.
“Contabilidade é a ciên cia que estu da e pra ti ca as fun ções de orien ta ção, con tro le e regis -tro rela ti vos aos atos e fatos da admi nis tra ção eco nô mi ca.” (Francisco D’Áuria apud D’Amo -re,2p. 50)
“Considerada em seu aspec to teó ri co, é a ciên cia que estu da e enun cia as leis do con tro -le eco nô mi co das empre sas de todas as clas ses e deduz as nor mas opor tu nas a seguir para que esse con tro le seja ver da dei ra men te efi caz, per sua si vo e com ple to. Considerada em sua mani fes ta ção prá ti ca, é a apli ca ção orde na da
1
MOSIMANN, Clara Pellegrinello e outros. Controladoria: seu papel na administração de empresas. Florianópolis: UFSC, 1993.
2D’AMORE, Domingos e CASTRO, Adaucto de Souza. Curso de Contabilidade. 14aed., São Paulo: Saraiva, 1967.
Capítulo 1
A Controladoria como Ciência
3
das ditas nor mas.” (Fábio Besta apud D’Amore, p. 51)
“A Contabilidade, como ciên cia autô no ma, tem por obje to o estu do do patri mô nio azien dal sob o ponto de vista está ti co e dinâ mi co. Serve--se da escri tu ra ção como ins tru men to para demons trar as varia ções patri mo niais. A Contabilidade não se con fun de, nem com a orga ni za ção, nem com a ges tão.” (Herrmann Jr.,3p. 29)
Da esco la ame ri ca na, des ta ca mos as seguin tes defi -ni ções:
“Contabilidade é um pro ces so de comu ni ca -ção de infor ma -ção eco nô mi ca para pro pó si tos de toma da de deci são tanto pela admi nis tra ção como por aque les que neces si tam fiar-se nos rela tó rios exter nos.” (Hendriksen,4p. 100)
“Contabilidade é o pro ces so de iden ti fi ca -ção, men su ra ção e comu ni ca ção de infor ma ção eco nô mi ca para per mi tir for ma ção de jul ga men tos e deci sões pelos usuá rios da infor ma -ção.” (A.A.A. 1966, apud Glautier,5p. 2)
Dessas defi ni ções apre sen ta das, pode mos veri fi car duas ver ten tes con cei tuais sobre a Contabilidade: a pri mei ra enfo ca o con cei to de con tro le eco nô mi co do patri mô nio e de suas muta ções (con tro le está ti co e dinâ -mi co), e a segun da enfa ti za o con cei to de pro ces so de comu ni ca ção de infor ma ção eco nô mi ca.
Contabilidade e Controle
O con cei to de con tro le eco nô mi co está fun da men tal men te liga do à esco la ita lia na, pre cur so ra da con ta bi li -da de como ciên cia, e o de comu ni ca ção de infor ma ção eco nô mi ca está mais liga do à esco la norte-ame ri ca na,
que é enten di da como a abor da gem da comu ni ca ção da Contabilidade (veja Iudícibus,6p. 24).
De acor do com Catelli,7 a Controladoria tem por
obje to a iden ti fi ca ção, men su ra ção, comu ni ca ção e a deci são rela ti vas aos even tos eco nô mi cos.8Ela deve ser
a ges to ra dos recur sos da empre sa, res pon den do pelo lucro e pela efi cá cia empre sa rial.
Tomando como refe ren cial a defi ni ção de Mosimann e outros sobre a Controladoria
“...que se ocupa da ges tão eco nô mi ca das empre sas, com o fim de orien tálas para a efi cá -cia...”
a defi ni ção de Fábio Besta sobre Contabilidade
“...que estu da e enun cia as leis do con tro le eco -nô mi co das empre sas de todas as clas ses e deduz as nor mas opor tu nas a seguir para que esse con tro le seja ver da dei ra men te efi caz, per -sua si vo e com ple to”
e a visão de Catelli sobre Controladoria
“…iden ti fi ca ção, men su ra ção, comu ni ca ção e a deci são rela ti vos aos even tos eco nô mi cos (...) res pon den do pelo lucro e pela efi cá cia empre -sa rial”
e enten den do que a ges tão eco nô mi ca se faz pre ci pua -men te por meio da deci são sobre os even tos eco nô mi cos, pode mos com preen der que, na rea li da de, Contabilidade e Controladoria têm o mesmo campo de atua ção e estu -dam os mes mos fenô me nos. Podemos con fir mar isso pelas colo ca ções de outros auto res sobre a ciên cia con tá -bil. Na con cep ção de Viana,9
“…o con tro le assu me maior ampli tu de no que diz res pei to à admi nis tra ção eco nô mi ca, isto é, às ações que visam à obten ção, à trans for -ma ção, à cir cu la ção e ao con su mo de bens. O órgão que acom pa nha toda a ati vi da de
4MMCONTROLADORIA ESTRATÉGICA E OPERACIONAL
3 HERR MANN JR., Frederico. Contabilidade supe rior. 10aed., São Paulo: Atlas, 1978.
4HEN DRIK SEN, Eldon S. Accounting theory. 3aed., Homewood: Richard D. Irwin, 1977.
5GLAU TIER, M. W. E. e UNDER DOWN, B. Accounting theory and prac ti ce. Londres: Pitman, 1977.
6IUDÍCIBUS, Sérgio de. Teoria da con ta bi li da de. São Paulo: Atlas, 1980.
7CATEL LI, Armando. Apontamentos de sala de aula. Disciplina Controladoria. Doutorado, São Paulo: FEA/USP, jun. 94.
8Evento eco nô mi co é uma ocor rên cia no ambien te da empre sa, tanto inter no como exter no, que tem uma sig ni fi cân cia eco nô mi
-ca para os toma do res de deci são da empre sa. COLAN TO NI, Claude S. et al. A Unified Approach to the Theory of Accounting and Information Systems. The Accounting Review, January 1971. É uma ocor rên cia que modi fi ca a estru tu ra patri mo nial da empre sa e é uma repre sen ta ção gené ri ca do pro ces so maior da exe cu ção das ati vi da des empre sa riais.
9VIANA, Cibilis da Rocha. Teoria geral de con ta bi li da de. 3aed., Porto Alegre: Sulina, 1966, p. 48-9.
MMA Controladoria como CiênciaMM5
eco nô mi ca, que estu da os fenô me nos que lhe são ine ren tes, suas cau sas e seus efei tos, pondoos em evi dên cia, que demons tra os efei -tos da admi nis tra ção sobre o patri mô nio da ‘azienda’ e que desta forma cons tran ge os órgãos da admi nis tra ção a atua rem em con so nân cia com o pro gra ma esta be le ci do, deno mi -na-se o órgão de con ta bi li da de, ou seja, aque le que exer ce a fun ção da con ta bi li da de.”
É inte res san te notar, nesta con cei tua ção, uma visão muito abran gen te e obje ti va sobre o que se enten de por Controladoria.
Para Herrmman Jr. (p. 31),
“… Fayol enqua drou a Contabilidade entre as seis ope ra ções admi nis tra ti vas fun da men tais, emi tin do a esse res pei to os seguin tes con cei tos: É o órgão visual das empre sas. Deve per mi tir que se saiba a todo ins tan te onde esta mos e para onde vamos. Deve for ne cer sobre a situa ção eco nô mi ca da empre sa ensi na men tos exa -tos, cla ros e pre ci sos. Uma boa con ta bi li da de, sim ples e clara, for ne cen do uma ideia exata das con di ções da empre sa, é um pode ro so meio de dire ção.”
As fun ções de con tro le eco nô mi co cons ti tuem, con -soan te Besta, o obje ti vo prin ci pal da Contabilidade. Subdividem-se nas seguin tes espé cies: ante ce den te, con co mi tan te e sub se quen te.
Vê-se que a visão ita lia na, por intermédio de um de seus maio res expoen tes, é extre ma men te abran gen te, posi ti va e de largo alcan ce da Contabilidade, ante ven do o que se con ven ciou hoje cha mar de Controladoria.
1.2 Contabilidade/Controladoria como
Ciência – As Raí zes da Teoria Contábil
Uma ciên cia pode ser con fir ma da fun da men tal men te pelas suas teo rias. Das teo rias con tá beis e de con tro le, des ta ca mos a visão de Glautier, apre sen ta da a seguir de forma sin te ti za da. Glautier e Underdown (pp. 30/38) iden ti fi cam as raí zes da teo ria con tá bil como sendo a teo ria da deci são, da men su ra ção e da infor ma ção.
A teo ria da deci são é tida como o esfor ço para expli -car como as deci sões real men te acontecem; para a toma da de deci sões, ela obje ti va solu cio nar pro ble mas e man ter o cará ter pre di ti vo por meio de um mode lo de deci são. A toma da de deci sões racio nais depen de de infor ma ções ou dados.
A teo ria da men su ra ção tra ba lha com o pro ble ma de ava lia ção dos dados e por isso é impor tan te que esta seja esta be le ci da cor re ta men te.
A teo ria da infor ma ção vem de acor do com o seu pro pó si to, que é pos si bi li tar a uma orga ni za ção alcan -çar seus obje ti vos pelo efi cien te uso de seus outros recur sos. Em um sen ti do muito abran gen te, a ideia de efi ciên cia é expres sa na rela ção entre inputs e out puts.
Teoria da Decisão
Conforme Glautier, nos últi mos 20 anos, mudan ças nas ati tu des sociais, desen vol vi men tos na tec no lo gia da infor ma ção, méto dos quan ti ta ti vos e das ciên cias com -por ta men tais com bi na ram-se para mudar o foco de aten ção da con ta bi li da de da teo ria do lucro para a teo -ria da deci são.
A teo ria da deci são é par cial men te des cri ti va, pois é um esfor ço para expli car como as deci sões são atual -men te tomadas, e tam bém par cial -men te nor ma ti va, quan do ela é um esfor ço para ilus trar como as deci sões deve riam ser tomadas, isto é, com o esta be le ci men to de padrões para as melho res ou óti mas deci sões. A teo ria da deci são deve se preo cu par, fun da men tal men te, com a ques tão da solu ção de pro ble mas e a sub se quen te neces si da de de toma da de deci são. Isso envol ve, por -tan to, infor ma ções para pre vi sões e uma meto do lo gia cien tí fi ca para ela bo rar tais pre vi sões.
Dessa forma, den tro da teo ria da deci são encon tra re -mos os ins tru men tos desen vol vi dos para o pro ces so de toma da de deci são, bem como o desen vol vi men to de mode los de deci são que aten dam as mais varia das ne -ces si da des geren ciais. A cons tru ção de mode los vem faci li tar a apli ca ção do méto do cien tí fi co para o estu do da toma da de deci são.
Os mode los de deci são den tro da teo ria con tá bil podem e devem aten der as neces si da des geren ciais so -bre todos os even tos eco nô mi cos, para qual quer nível hie rár qui co den tro da empre sa. Assim, é pos sí vel a cons tru ção de mode los de deci são bas tan te espe cí fi cos para deci sões ope ra cio nais, e de cará ter mais gené -ri co para deci sões tidas como estra té gi cas. Conforme Glautier, até a
“… estru tu ra com ple ta da con ta bi li da de é um mode lo para des cre ver as ope ra ções de um negó cio em ter mos mone tá rios.”
Teoria da Mensuração
Decisões racio nais depen dem de infor ma ções ou dados. A men su ra ção tem sido defi ni da como o
“… esta be le ci men to de núme ros a obje tos ou even tos de acor do com regras espe ci fi can do a pro prie da de a ser men su ra da, a esca la a ser usada e as dimen sões da uni da de.”
A teo ria da men su ra ção deve solu cio nar os seguin tes pro ble mas:
• Quais even tos ou obje tos devem ser medi dos. • Quais padrões ou esca las devem ser usa dos. • Qual deve ser a dimen são da uni da de de men su
-ra ção.
A natu re za de deci sões par ti cu la res deter mi na rá que obje tos ou even tos devem ser men su ra dos e em qual -quer tempo: pas sa do, pre sen te e futu ro. Mensurações são neces sá rias não ape nas para expres sar obje ti vos como metas defi ni das cla ra men te sobre quais deci sões devem ser tomadas, mas elas tam bém são neces sá rias para con tro lar e ava liar os resul ta dos das ati vi da des envol vi das no alcan ce daque las metas.
O padrão de men su ra ção con tá bil é a uni da de mone -tá ria. É um dos gran des trun fos da Ciên cia Con -tá bil, pois con se gue tra du zir todas as ope ra ções e a vida da em pre sa em um único padrão de men su ra ção. Contu do, temos de res sal tar que apre sen ta algu mas des van ta -gens quan do são neces sá rias metas como: moral do pes soal, espe cia li za ção de mão de obra etc.
A dimen são da uni da de de medi da está liga da à con -fian ça e à acu rá cia do padrão uti li za do, que é a uni da de mone tá ria, e que, em prin cí pio, deve ser cons tan te. Contudo, sabe mos que a uni da de mone tá ria sem pre é depen den te da esta bi li da de eco nô mi ca. Assim, na ocor -rên cia de infla ção, valo res de perío dos diver sos de tempo podem não ser com pa rá veis. Além deste aspec -to, a pró pria ques tão da valo ra ção como cri té rio de men su ra ção envol ve a neces si da de de con cei tua ção e fun da men ta ção teó ri ca, haja vista as pos si bi li da des de dife ren tes cri té rios de atri bui ção de valor (basea do em custo, em valor espe ra do etc.).
Teoria da Informação
O pro pó si to da infor ma ção é pos si bi li tar que uma orga -ni za ção alcan ce seus obje ti vos pelo uso efi cien te de seus outros recur sos, isto é, homens, mate riais, máqui nas e outros ati vos e dinhei ro. Como a infor ma ção é tam bém um recur so, a sua teo ria con si de ra os pro ble mas de seu uso efi cien te. Esse uso como um recur so é con si de ra do como o con fron to entre os cus tos asso cia dos com a pro -du ção da infor ma ção con tra os bene fí cios deri va dos de seu uso. Tais cus tos são aque les envol vi dos na cole ta e pro ces sa men to de dados e a dis tri bui ção da saída de infor ma ção.
O valor da infor ma ção resi de no seu uso final, isto é, sua inte li gi bi li da de para as pes soas que tomam deci sões e sua rele vân cia para aque las deci sões. O valor da infor
-ma ção é basea do na redu ção da incer te za resul tan te dessa infor ma ção. Em suma, a teo ria da infor ma ção cen tra-se na ques tão da rela ção custo da pro du ção da infor ma ção ver sus o pro vá vel bene fí cio gera do pela sua uti li za ção.
Em ter mos de posi cio na men to con cei tual, em rela ção à infor ma ção e à cons tru ção de sis te mas de infor ma -ções, o con ta dor deve estar menos preo cu pa do com mini mi zar o custo da infor ma ção e mais preo cu pa do em des co brir o nível ótimo de pro du ção de infor ma ção.
A Ciência Controladoria
Nas defi ni ções apre sen ta das sobre a Contabilidade, iden ti fi ca mos duas visões con cei tuais sobre ela: a pri -mei ra enfo ca o con cei to de con tro le eco nô mi co do patri mô nio e de suas muta ções (con tro les está ti co e dinâ mi co) e a segun da enfa ti za o con cei to de pro ces so de comu ni ca ção de infor ma ção eco nô mi ca.
A Controladoria é ciên cia e, na rea li da de, é o atual está gio evo lu ti vo da Ciên cia Con tá bil. Como bem con -cei tuou Glautier, a Contabilidade saiu, nas últi mas duas ou três déca das, da teo ria do lucro (men su ra ção, comu ni ca ção de infor ma ção) para a teo ria da deci são (mode -los de deci são e pro du ti vi da de). Com isso, unin do esses con cei tos, pode mos enten dê-la como ciên cia e como a forma de acon te cer a ver da dei ra fun ção con tá bil.
Ao uti li zar mos as con si de ra ções sobre ciên cia para a Contabilidade, expli ci ta da por Tesche e outros,10pode
-mos tam bém afir mar (as fra ses entre parên te ses são nos sas inser ções):
“... a Contabilidade (Controladoria) é uma ciên -cia, visto apre sen tar as seguin tes carac te rís ti cas: - ter obje to de estu do pró prio;”
(os even tos eco nô mi cos e as muta ções patri mo -niais)
“- uti li zar-se de méto dos racio nais;”
(iden ti fi ca ção, men su ra ção, regis tro - par ti das dobra das, comu ni ca ção)
“ esta be le cer rela ções entre os ele men tos patri -mo niais, váli das em todos os espa ços e tem pos; - apre sen tar-se em cons tan te evo lu ção; - ser o conhe ci men to con tá bil regi do por leis, nor mas e prin cí pios;”
(teo rias con tá beis)
“- seus con teú dos evi den cia rem gene ra li da de;” (os mes mos even tos eco nô mi cos repro du zi dos nas mes mas con di ções pro vo cam os mes mos efei tos)
“- ter cará ter pre di ti vo;”
6MMCONTROLADORIA ESTRATÉGICA E OPERACIONAL
10TES CHE, Carlos Henrique; e outros. Contabilidade: ciên cia, téc ni ca ou arte? RBC no74, 1991.
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