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UIF - UNIÃO INTERNACIONAL FINANCEIRA (SGPS), S.A.

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RELATÓRIO ANUAL

e CONTAS

Exercício de 2006

Sede Social: Av. 24 de Julho, 24 - 1200-480 Lisboa Matriculada na Conservatória do Registo Comercial

de Lisboa com o número único de matrícula e de pessoa colectiva 502 025 689 Capital Social: 90.000.000 Euros

UIF - UNIÃO INTERNACIONAL

FINANCEIRA (SGPS), S.A.

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- 1 -

I - ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO

Pelo sexto ano consecutivo, a economia portuguesa evoluiu em 2006 em divergência em relação à média da União Europeia (o crescimento médio dos quinze Estados membros foi de 2,7% e o de Portugal foi de 1,2%). Para uma economia menos desenvolvida do que a média europeia, este é um indicador preocupante porque se tornou persistente e porque revela que a economia portuguesa não consegue explorar o efeito de arrastamento que decorre da sua integração num espaço económico mais desenvolvido. Acentuando esse indicador preocupante, verifica-se que os principais concorrentes de Portugal no processo de integração europeia (Irlanda, Espanha e Grécia, com crescimentos em 2006, respectivamente, de 5,5%, 3,5% e 3,7%) têm uma trajectória muito mais favorável e até os novos Estados aderentes à União Europeia localizados na Europa de Leste já atingiram o estatuto de serem concorrentes directos de Portugal. O resultado imediato deste indicador desfavorável traduz-se na perda de estatuto de Portugal nas comparações económicas internacionais, o que também significa que perde capacidade de atracção de capitais e de recursos, consolidando a tendência para a divergência continuada em relação aos outros Estados membros da União Europeia.

Acresce ainda que o potencial de crescimento da economia portuguesa está agora estabilizado nos 1,2% ao ano, o que revela que a vulnerabilidade portuguesa é estrutural, não é induzida por variações conjunturais. No mesmo sentido aponta a evolução da produtividade do factor trabalho que, tendo atingido o índice de 72,3 em relação à União Europeia a 25 no ano de 2000, tem vindo a degradar-se desde então, para atingir o valor de 65,1 em 2006. No processo complexo da longa transição das economias nacionais para as economias integradas e para as economias competitivas globalizadas (que, no seu conjunto, constituem o processo de modernização), o padrão estratégico do modelo de desenvolvimento português, os modos de racionalização dos diversos agentes económicos e as escolhas da política económica não se revelam adequadas.

(3)

- 2 -

O enquadramento macroeconómico em que tem estado a operar a economia portuguesa não é favorável (em especial porque a mudança das condições competitivas ocorre num contexto em que o crescimento médio europeu é baixo), mas essa evidência não motivou ainda um esforço de reformulação das atitudes sociais ou de revisão das orientações de política e de estratégia económica. Embora aqueles indicadores negativos não sejam gerados por relações conjunturais, a eventualidade de a evolução conjuntural também se revelar desfavorável (como acontecerá se houver um aumento do preço do petróleo, se houver um fraco crescimento da procura nos mercados de exportação, se as pressões inflacionistas conduzirem a uma subida das taxas de juro na União Europeia e se a economia americana confirmar a sua tendência de abrandamento do ritmo de crescimento) teria como consequência a geração de efeitos negativos pronunciados em Portugal, porque a sua margem de adaptação é muito estreita quando o crescimento efectivo e potencial é baixo e quando o indicador de produtividade do trabalho se degrada continuadamente.

Sem a margem de manobra que deveria ser criada por um crescimento significativo (facilitado porque se trata de recuperar um atraso e não de entrar em zonas de inovação) e por aumentos de produtividade (facilitados porque se parte de um valor comparativo baixo, tanto em índice como em níveis de qualificação, o que deveria ser sensível a investimentos feitos neste domínio com aplicação dos fundos de coesão vindos da União Europeia), os factores de constrangimento que se tornam necessários para recuperar os equilíbrios fundamentais nas despesas públicas e nas relações económicas com o exterior reduzem ainda mais essa já estreita margem de manobra da política económica em Portugal.

A necessidade de reduzir drasticamente o défice orçamental implica que tenha de ser anulado o estímulo ao crescimento que este défice significa e que, apesar de já existir por um período longo, não gerou crescimento, nem efectivo nem sustentado. O défice comercial continuado exige a restrição nas importações (com implicações negativas na importação de equipamentos de modernização) e o aumento das exportações (que encontra a dificuldade da degradação do índice de produtividade do factor trabalho). O crescimento da dívida pública, por sua vez,

(4)

- 3 -

aumenta a vulnerabilidade da economia portuguesa a uma política monetária europeia de subida da taxa de juro (que acentua o constrangimento do défice orçamental).

O enquadramento macroeconómico da economia portuguesa produz um contexto de círculo vicioso que dificulta a recuperação de taxas de crescimento mais elevadas. Mesmo os desequilíbrios que deveriam ter um efeito de estímulo (como é um persistente défice orçamental) não confirmam essa virtualidade e, pelo contrário, a divergência nas taxas de inflação (2,2% na União Europeia, 3,0% em Portugal em 2006) agrava a relação competitiva dos produtos portugueses destinados à exportação. Nestas condições genéricas, a economia portuguesa revela-se vulnerável em função das suas relações internas e não tem defesas de adaptação a uma evolução negativa da conjuntura internacional.

Estes constrangimentos macroeconómicos não impedem, porém, que alguns sectores e as empresas que neles operam tenham tido uma evolução favorável durante 2006 e mantenham boas perspectivas para o futuro. Numa economia com uma estrutura económica dualizada mas aberta ao exterior, os constrangimentos de ordem macroeconómica têm incidência diferenciada nos sectores e nos mercados. A eficiência das organizações, a capacidade para obter níveis de produtividade elevados e a presença em mercados de alto valor acrescentado e de inovação, permite a essas empresas ter um desempenho superior ao que se reflecte nos indicadores nacionais. Quando for possível proceder a uma reformulação das orientações estratégicas de política económica e se reestruturar o modelo de desenvolvimento em Portugal, a experiência obtida nos sectores competitivos e nas organizações empresariais eficientes serão contributos relevantes para a elevação do crescimento potencial em Portugal.

(5)

- 4 -

II - ACTIVIDADE 2006

No exercício de 2006, manteve-se a inexistência de investimentos financeiros resultante da alienação, no ano anterior, da participação que detinha na Adia International, SA, pelo que a actividade da UIF – União Internacional Financeira, SGPS, S.A. não justifica qualquer destaque especial.

A Sociedade apresenta-se numa fase de reestruturação, estando em análise alternativas de novos investimentos.

III - SITUAÇÃO ECONÓMICA E FINANCEIRA

O total dos activos da Sociedade evoluiu de 256,3 milhões de euros para 235,8 milhões de euros devido, essencialmente, à diminuição das dívidas de entidades relacionadas. O passivo passou de 100,4 milhões de euros para 132,4 milhões de euros em consequência do aumento das dívidas a empresas do grupo. O capital próprio apresenta uma variação de 156 milhões de euros para 103,4 milhões de euros, decorrente da deliberação de reembolso das prestações suplementares ao Accionista e dos resultados positivos de cerca de 7,5 milhões de euros obtidos no exercício.

Estes resultados provêem dos proveitos e ganhos financeiros de 11,4 milhões de euros e dos custos do exercício que totalizam cerca de 3,8 milhões de euros, dos quais se destacam 3,5 milhões de euros de custos e perdas financeiras.

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- 5 -

IV - Proposta de aplicação de resultados

O resultado líquido do exercício de 2006 foi positivo em 7.546.055,55 € (sete milhões, quinhentos e quarenta e seis mil, cinquenta e cinco euros e cinquenta e cinco cêntimos), propondo-se a seguinte aplicação de resultados:

- para reforço da Reserva legal, o montante de 378.029,21 € - para Resultados transitados, o montante de 7.168.026,34 €

Lisboa, 28 de Fevereiro de 2007

(7)

- 6 -

Posições Accionistas

Anexo ao Relatório do Conselho de Administração

Art.º 447º do Código das Sociedades Comerciais

Acções No capital da empresa

Em sociedades que estão numa relação de domínio ou de grupo com a empresa

Art.º 448º do Código das Sociedades Comerciais

Acções Igual ou superior a 10%

Igual ou superior a 33%

Igual ou superior a 50%

(8)

(Valores expressos em euros)

31 de Dezembro de 2006 31 Dez. 2005

ACTIVO Notas Activo Amortizações Activo Activo

Bruto Ajustamentos Líquido Líquido

IMOBILIZADO :

Imobilizações Incorpóreas

Despesas de instalação 10 0 0 0 0

Despesas de investigação e desenvolvimento 10 0 0 0 0

10 0 0 0 0

Imobilizações Corpóreas

Equipamento administrativo 10 0 0 0 0

Outras imobilizações corpóreas 10 0 0 0 0

10 0 0 0 0

Investimentos Financeiros

Partes de capital em empresas do grupo 10 0 0 0

Partes de capital em empresas associadas 10 0 0 0

10 0 0 0 0

CIRCULANTE :

Dívidas de Terceiros - Médio e Longo Prazo

Empresas do grupo 47 0 0 0

Empresas participadas e participantes 0 0 0

Outros accionistas (sócios) 0 0 0

Outros devedores 48 38,600 38,600 57,906

38,600 0 38,600 57,906 Dívidas de Terceiros - Curto Prazo

Clientes c/c 0 0 0

Empresas do grupo 0 0 0

Empresas participadas e participantes 0 0 0

Estado e outros entes públicos 9,330 9,330 10,575

Outros devedores 21,23,48 236,413,567 757,084 235,656,483 256,106,513

Subscritores de capital 0 0 0

236,422,897 757,084 235,665,813 256,117,087 Depósitos Bancários e Caixa

Depósitos bancários 117,433 117,433 80,065 Caixa 0 0 0 117,433 0 117,433 80,065 Acréscimos e Diferimentos Acréscimos de proveitos 823 823 3 Custos Diferidos 0 0 1,927

Activos por impostos diferidos 6 0 0 0

823 0 823 1,931

TOTAL DE AMORTIZAÇÕES 0

TOTAL DE AJUSTAMENTOS 21 757,084

TOTAL DO ACTIVO 236,579,752 757,084 235,822,668 256,256,989

O TOC O Conselho de Administração

UIF - União Internacional Financeira SGPS, SA

BALANÇO

(9)

(Valores expressos em euros)

CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO Notas 31 Dez. 2006 31 Dez. 2005

CAPITAL PRÓPRIO :

Capital 36, 40 90,000,000 90,000,000

Prestações suplementares 40 0 60,000,000

Prémios de emissão de acções 40 0 32,205,485

Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas 40 0 0

Reservas de reavaliação 0 0 Reservas : Reservas legais 40 5,889,971 8,035,250 Reservas estatutárias 0 0 Reservas contratuais 0 0 Outras reservas 40 0 4,786 Resultados Transitados 40 0 (93,284,871) Sub-total 95,889,971 96,960,650

Resultado líquido do exercício 40 7,546,056 58,929,321

Dividendos antecipados 0 0

TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO 40 103,436,026 155,889,971

PASSIVO :

Provisões para Riscos e Encargos :

Provisões para pensões 0 0

Provisões para impostos 0 0

Outras provisões para riscos e encargos 0 0

0 0

Dívidas a Terceiros - Médio e Longo Prazo

Empréstimos por obrigações :

Convertíveis 0 0

Não convertíveis 48 57,333,884 57,333,884 Dívidas a instituições de crédito 18,455,522 18,455,522

Empresas do grupo 47 55,602,461 17,208,251

Empresas participadas e participantes 0 0

Outros accionistas (sócios) 0 0

Outros empréstimos obtidos 0 6,531,429

Outros credores 0 0

131,391,868 99,529,086 Dívidas a Terceiros - Curto Prazo

Empréstimos por obrigações :

Convertíveis 0 0

Não convertíveis 0 0

Dívidas a instituições de crédito 0 0

Fornecedores c/c 612 319

Empresas do grupo 0 0

Empresas participadas e participantes 0 0

Outros accionistas (sócios) 0 0

Outros empréstimos obtidos 0 0

Estado e outros entes públicos 248 253

Outros credores 183,061 185,723

183,921 186,295

Acréscimos e Diferimentos

Acréscimos de custos 810,853 651,637

Proveitos diferidos 0 0

Passivos por impostos diferidos 6 0 0

810,853 651,637

TOTAL DO PASSIVO 132,386,642 100,367,018

TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO 235,822,668 256,256,989

O TOC O Conselho de Administração

UIF - União Internacional Financeira SGPS, SA

BALANÇO

(10)

(Valores expressos em euros)

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS Notas 31 de Dezembro de 2006 31 de Dezembro de 2005

CUSTOS E PERDAS

Custo das Mercadorias Vendidas e Matérias Consumidas

Mercadorias 0 0

Matérias 0 0 0 0

Fornecimentos e Serviços Externos 220,969 221,222 Custos com o Pessoal

Remunerações 0 0

Encargos Sociais :

Pensões 0 0

Outros 0 0 0 0

Amortizações de imobilizado corpóreo e incorpóreo 0 0

Ajustamentos 0 600,000

Provisões 0 0 0 600,000

Impostos 33,318 32,242

Outros Custos e Perdas Operacionais 0 33,318 0 32,242

(A) 254,287 853,465

Perdas em empresas do grupo e associadas 45 0 0 Amortizações e ajustamentos de Aplicações e Inv. Financeiros 0 0

Juros e Custos Similares :

Relativos a empresas do grupo 0 0

Outros 45 3,563,127 3,563,127 3,123,455 3,123,455

(C) 3,817,413 3,976,920

Custos e Perdas Extraordinários 46 499 15,987

(E) 3,817,912 3,992,907

Imposto sobre o Rendimento do Exercício 6 0 0

(G) 3,817,912 3,992,907

Resultado Líquido do Exercício 40 7,546,056 58,929,321

11,363,967 62,922,228 PROVEITOS E GANHOS Vendas Mercadorias 0 0 Produtos 0 0 Prestação de Serviços 0 0 0 0 Variação da Produção 0 0

Trabalhos para a Própria Empresa 0 0

Proveitos Suplementares 0 0

Subsídios à Exploração 0 0

Outros Proveitos e Ganhos Operacionais 0 0

Reversões de amortizações e ajustamentos 0 0 0 0

(B) 0 0

Ganhos em empresas do grupo e associadas 45 0 0 Rendimentos de Participações de Capital 0 0 Rendimentos de Títulos Negociáveis e Outras Aplicações

Relativos a outras empresas do grupo 0 0

Outros 0 0

Outros Juros e Proveitos Similares

Relativos a empresas do grupo 0 0

Outros 45 11,363,967 11,363,967 62,912,672 62,912,672

(D) 11,363,967 62,912,672

Proveitos e Ganhos Extraordinários 46 0 9,556

(F) 11,363,967 62,922,228 Resumo : Resultados Operacionais (B - A) -254,287 -853,465 Resultados Financeiros (D - B) - (C - A) 7,800,841 59,789,217 Resultados Correntes (D - C) 7,546,554 58,935,753 Resultados Extraordinários -499 -6,432

Resultados antes de Impostos (F - E) 7,546,056 58,929,321

Resultado Líquido do Exercício (F - G) 7,546,056 58,929,321

O TOC O Conselho de Administração

UIF - União Internacional Financeira SGPS, SA

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS Em 31 de Dezembro de 2006

(11)

(Valores expressos em euros)

31 Dez. 2006 31 Dez. 2005

Vendas e prestações de serviços 0 0

Custo das vendas e das prestações de serviços 0 0

Resultados brutos 0 0

Outros proveitos e ganhos operacionais 0 0

Custos de distribuição 0 0

Custos administrativos -220,969 -221,222

Outros custos e perdas operacionais -33,318 -632,242

Resultados operacionais -254,287 -853,465

Custo líquido de financiamento -3,484,389 -3,061,703

Ganhos (perdas) em filiais e associadas 0 0

Ganhos (perdas) em outros investimentos 11,285,230 62,850,921

Resultados correntes 7,546,554 58,935,753

Imposto sobre os resultados correntes 0 0

Resultados correntes após impostos 7,546,554 58,935,753

Resultados extraordinários -499 -6,432

Imposto sobre os resultados extraordinários 0 0

Resultados Líquidos 7,546,056 58,929,321 Resultados por acção 0.42 3.27

O TOC O Conselho de Administração

UIF - União Internacional Financeira SGPS, SA

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR FUNÇÕES

Em 31 de Dezembro de 2006

(12)

(Valores expressos em euros) FLUXOS DE CAIXA DAS ACTIVIDADES OPERACIONAIS

Resultado operacional antes das variações nos activos e passivos operacionais

Recebimentos de clientes 0 0

Pagamento a fornecedores -11,823 -10,012

Pagamentos ao pessoal 0 0

Fluxo gerado pelas operações -11,823 -10,012

Pagamento/recebimento do imposto sobre o rendimento 2,217 4,237

Outros recebimentos/pagamentos relativos à actividade operacional -223,390 -816,891

Fluxos gerados antes das rubricas extraordinárias -221,173 -812,653

Recebimentos relacionados com rubricas extraordinárias 0 0

Pagamentos relacionados com rubricas extraordinárias 0 -250

Fluxos das actividades operacionais (1) -232,997 -822,916

FLUXOS DE CAIXA DAS ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO Recebimentos provenientes de:

Investimentos financeiros 20,469,336 16,028,460

Imobilizações corpóreas 0 0

Imobilizações incorpóreas 0 0

Subsidios de investimento 0 0

Juros e proveitos similares 0 0

Dividendos 0 0 Outros 0 20,469,336 0 16,028,460 Pagamentos respeitantes a: Investimentos financeiros -61,686 -879,457 Imobilizações corpóreas 0 0 Imobilizações incorpóreas 0 0 Outros 0 -61,686 0 -879,457

Fluxos das actividades de investimento (2) 20,407,650 15,149,003

FLUXOS DE CAIXA DAS ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO

Recebimentos provenientes de:

Empréstimos obtidos 0 0

Aumento de capital,prestações suplementares e prémios de emissão 0 0

Subsidios e doações 0 0

Venda de acções (quotas) próprias 0 0

Cobertura de prejuizos 0 0

Outros 1,950,000 1,950,000 3,200,000 3,200,000

Pagamentos respeitantes a:

Empréstimos obtidos -6,531,429 0

Amortizações de contratos de locação financeira 0 0

Juros e custos similares -3,355,857 -3,098,419

Dividendos pagos e resultados distribuidos 0 0

Reduçoes de capital e prestações suplementares 0 0

Aquisições de acções (quotas) próprias 0 0

Outros -12,200,000 -22,087,286 -14,400,000 -17,498,419

Fluxos das actividades de financiamento (3) -20,137,286 -14,298,419

Variação líquida de caixa e seus equivalentes (1+2+3) 37,367 27,669

Caixa e seus equivalentes no início do periodo 80,065 52,397

Caixa e seus equivalentes no fim do período 117,433 80,065

O T.O.C. O Conselho de Administração

2006 2005

UIF - União Internacional Financeira SGPS, SA

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA

(13)

1) - Aquisição ou alienação de filiais e outras actividades empresariais, materialmente relevantes: a) - Preço total da aquisição ou da alienação .

b) - Parcela do preço indicado na alínea a) que foi pago ou recebido por meio de caixa e seus equivalentes. c) - Quantia de caixa e equivalentes a caixa existente na filial ou na actividade empresarial adquirida ou alienada. d) - Quantias de outros activos e passivos adquiridos, classificados por trespasse,imobilizações,existências, dívidas a receber e dívidas a pagar.

(Valores expressos em euros)

(C) (D)

aquisição alienação aquisição alienação Cx / equival.

2 ) - Discriminação dos componentes de caixa e seus equivalentes:

3 ) - Informação respeitante a actividades financeiras não monetárias,designadamente: a) - Créditos bancários concedidos e não sacados em 31 de Dezembro de 2006

b) - Compra de uma empresa através da emissão de acções. -Não aplicável

c) - Conversão de dívidas em capital -Não aplicável

4 ) - Repartição dos fluxos de caixa por ramos de actividade e zonas geográficas , caso tenha sido adoptada a mesma divisão segmentada nas demais peças das demonstrações financeiras.

-Não aplicável

5 ) - Outras informações relevantes : -Não aplicável

O T.O.C. O Conselho de Administração

ANEXO A DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Em 31 de Dezembro de 2006

(A) (B)

Entidade 2006 2005

Numerário 0

Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis 117,433 80,065 Equivalentes a caixa 0 0

Caixa e seus equivalentes 117,433 80,065

Outras disponibilidades 0

Disponibilidades constantes do balanço 117,433 80,065

Rubricas: Crédito disponível Crédito utilizado

- Não aplicável.

(14)

UIF - UNIÃO INTERNACIONAL FINANCEIRA, SGPS, S.A.

ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS

EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006

(As notas 1 a 48 que não são mencionadas neste anexo, não têm aplicação, por inexistência ou irrelevância de valores)

1. PREPARAÇÃO DAS CONTAS

A Sociedade foi constituída em 29 de Julho de 1988 sob a denominação de UIF – União Internacional Financeira, S.A. Em 16 de Julho de 1992 a sua denominação foi alterada para a actual. A Sociedade tem por objecto exclusivo a gestão de participações sociais de outras sociedades como forma indirecta de exercício de actividades económicas.

As demonstrações financeiras foram elaboradas de harmonia com os princípios contabilísticos definidos no Plano Oficial de Contabilidade (POC). Assim, foram preparadas segundo a convenção dos custos históricos e na base da continuidade das operações, em conformidade com os princípios contabilísticos de prudência, especialização dos exercícios, consistência, substância sobre a forma e materialidade.

2. COMPARABILIDADE COM O EXERCÍCIO ANTERIOR

O conteúdo das contas do balanço e da demonstração dos resultados não directamente comparáveis com as do exercício anterior, em virtude de alterações significativas de valor, não é aplicável pela inexistência ou irrelevância de valores.

3. CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS

As rubricas relativas a Dívidas de terceiros encontram-se registadas pelo seu valor contabilístico à data de cada operação. Os riscos de cobrança identificados foram reconhecidos em cada caso aplicável pela totalidade através duma conta de ajustamentos, conforme nota 21.

Estão registados os montantes devidos pela aplicação do princípio da especialização dos exercícios, designadamente em acréscimos de custos relativos a juros a pagar de empréstimos obtidos e acréscimos de proveitos relativos a juros a receber.

6. IMPOSTOS FUTUROS

À data de 31/12/2006 existem diferenças temporárias relativas a ajustamentos e a reporte de prejuízos no montante global de 73.938.961 € que, de acordo com as actuais taxas de IRC e respectiva derrama em vigor, podem resultar em activos por impostos diferidos de cerca de 20.333.214 €.

A Administração da sociedade entende que, relativamente ao exercício de 2006, é prudente não efectuar qualquer registo destes activos por impostos diferidos por não haver expectativas imediatas da sua utilização.

(15)

UIF – União Internacional Financeira, SGPS, SA

Anexo ao balanço e à demonstração de resultados em 31 de Dezembro de 2006

- 2 -

21. MOVIMENTOS DE AJUSTAMENTOS

Os movimentos ocorridos nas rubricas do activo circulante são as reflectidas no seguinte quadro

AJUSTAMENTOS Valores em Euros

Saldo Saldo

Inicial Reforço Reversão final

31-12-2005 31-12-2006

Dívidas de terceiros

Outros devedores 757.084 0 0 757.084

757.084 0 0 757.084

23. DÍVIDAS DE COBRANÇA DUVIDOSA

O valor global das dívidas de cobrança duvidosa incluídas em cada uma das rubricas de dívidas de terceiros constantes do balanço, são as seguintes:

- Outros devedores 757.083,67 €

31. COMPROMISSOS FINANCEIROS

À data do balanço é reconhecido um contrato de operações de cobertura de taxa de juro através de swap e opções no montante global de 18.450.000 € e com vencimento em 29/06/2007.

36. REPRESENTAÇÃO DE CAPITAL

O capital social é representado por 18.000.000 acções, indiferentemente nominativas ou ao portador, com o valor nominal de 5 € por acção.

37. PARTICIPAÇÃO DE CAPITAL

À data do balanço, a José de Mello, SGPS, SA era detentora de 100 % do capital, totalmente subscrito e realizado, da Sociedade.

40. MOVIMENTOS OCORRIDOS NA CONTA DE CAPITAIS PRÓPRIOS

(valores em Euros)

Saldo Saldo

Contas inicial Aumentos Reduções final

31-12-2005 31-12-2006

Capital 90.000.000 0 0 90.000.000

Prestações suplementares 60.000.000 0 60.000.000 0

Prémios de emissão 32.205.485 0 32.205.485 0

Ajustamentos de partes de capital 0 0 0 0

Reservas legais 8.035.250 0 2.145.279 5.889.971

Outras reservas 4.786 0 4.786 0

Resultados transitados -93.284.870 93.284.871 0 0 Resultados líquidos 58.929.321 7.546.056 58.929.321 7.546.055 Total 155.889.971 100.830.926 153.284.871 103.436.026

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UIF – União Internacional Financeira, SGPS, SA

Anexo ao balanço e à demonstração de resultados em 31 de Dezembro de 2006

- 3 -

45. DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS FINANCEIROS

(valores em Euros)

Contas 2006 2005

CUSTOS E PERDAS

Juros suportados 3.491.745 3.064.884

Outros custos e perdas financeiras 71.382 58.571

Resultados financeiros 7.800.841 59.789.217

11.363.968 62.912.672 PROVEITOS E GANHOS

Juros obtidos 7.356 3.181

Ganhos em empresas do grupo e associadas 0 0

Reversões e outros proveitos e ganhos financeiros 11.356.612 62.909.491 11.363.968 62.912.672

46. DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS

Valores em Euros

Contas 2006 2005

CUSTOS E PERDAS

Perdas em imobilizações 0 15.737

Multas e penalidades 0 250

Outros custos e perdas extraordinárias 499 0

Resultados extraordinários -499 -6.432

0 9.556

PROVEITOS E GANHOS

Reduções de provisões 0 7.993

Correcções relativas a exercícios anteriores 0 1.563

0 9.556

47. INFORMAÇÕES EXIGIDAS POR DIPLOMAS LEGAIS

Nos termos do n.º 4 do art.º. 5º do D. Lei 378/98, são reconhecidos os seguintes saldos:

(va lo re s em E uros)

E ntid ade A D é bito A C ré dito

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UIF – União Internacional Financeira, SGPS, SA

Anexo ao balanço e à demonstração de resultados em 31 de Dezembro de 2006

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48.OUTRAS INFORMAÇÕES

48.1 - A actividade global da UIF - União Internacional Financeira, SGPS, S.A. encontra-se descrita no Relatório da Administração, considerado parte integrante do presente Relatório de Gestão e Contas, referente a 31 de Dezembro de 2006.

48.2 - A Sociedade está sujeita à tributação em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC) e correspondente Derrama. De acordo com a legislação em vigor, a situação fiscal da Sociedade está sujeita a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos ou até seis anos no caso de haver reporte de prejuízos, e dez anos até 2001 ou 5 anos posterior a essa data, para a Segurança Social.

Na opinião da Administração da Sociedade, não é previsível que qualquer liquidação adicional, relativamente aos exercícios acima referidos, seja significativa para as demonstrações financeiras.

48.3 – No Balanço, a rubrica de curto prazo “Outros devedores” engloba um montante de 235.645.500 € relativo ao pagamento estabelecido no contrato de promessa de compra e venda de acções da sociedade José de Mello Participações II, SGPS, SA, celebrado entre a UIF, SGPS, SA e a José de Mello, SGPS, SA. O prazo para a concretização desta operação decorre até 31/12/2007.

48.4 – Estão registados no passivo de curto e médio prazo, montantes relativos aos seguintes empréstimos obrigacionistas:

Obrigações “UIF/96”:

Valor total do empréstimo : 12.469.947,43 €

Vencimento : 28/5/2009

Taxa de Juro : Euribor a 6 meses acrescida de 1,75% .

Obrigações “UIF/98”:

Valor total do empréstimo : 14.963.936,91 €

Vencimento : 28/5/2008

Taxa de Juro : Euribor a 6 meses acrescida de 1,375%

Obrigações “UIF/99”:

Valor total do empréstimo : 29.900.000 €

Vencimento : 26/7/2009

Taxa de Juro : Euribor a 6 meses acrescida de 1,75%

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Referências

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