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Percepção dos alunos a respeito da disciplina de Físico-Química 2/Students' Perception of Physical Chemistry 2

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n. 7, p. 45803-45815 jul. 2020. ISSN 2525-8761

Percepção dos alunos a respeito da disciplina de Físico-Química 2

Students' Perception of Physical Chemistry 2

DOI:10.34117/bjdv6n7-271

Recebimento dos originais:03/06/2020 Aceitação para publicação:13/07/2020

Amanda Maria Barros Alves

Mestranda em Ciências Naturais pela Universidade Estadual do Ceará Instituição: Universidade Estadual do Ceará

Endereço: Av. Dr. Silas Munguba, 1700 - Itaperi, Fortaleza - CE, 60714-903 Email: [email protected]

Aurelice Barbosa de Oliveira

Doutora em Bioquímica pela Universidade Federal do Ceará Instituição: Universidade Estadual do Ceará

Endereço: Av. Dr. Silas Munguba, 1700 - Itaperi, Fortaleza - CE, 60714-903 Email: [email protected]

Marcus Raphael Souza Leitão

Graduado em Química pela Universidade Estadual do Ceará Instituição: Universidade Estadual do Ceará

Endereço: Av. Dr. Silas Munguba, 1700 - Itaperi, Fortaleza - CE, 60714-903 Email: [email protected]

RESUMO

A Físico – Química 2 é uma disciplina presente no final do curso de Licenciatura em Química e nela são estudados os aspectos relacionadas as propriedades dos líquidos e das soluções, cinética das reações e reações de oxirredução. O processo de ensino aprendizagem desta disciplina, considerando todos os seus aspectos teóricos e práticos, apresenta um grau de dificuldade para os discentes, pois é necessário empregar conhecimentos e ferramentas matemáticas e físicas. Entendendo a importância da disciplina de Físico – Química 2 para formação de profissionais capacitados a exercer a função de professor, este trabalho objetivou avaliar a referida disciplina a partir da percepção dos alunos do Curso de Licenciatura em Química. A metodologia utilizada foi a aplicação de um questionário, por garantir o anonimato e obter respostas rápidas e precisas. O questionário continha 10 perguntas relacionadas as aulas práticas, teóricas e ao professor. Os resultados do estudo permitiram perceber que a maioria dos discentes estão satisfeitos com a prática pedagógica da docente em relação aos critérios avaliados. Além disso, espera-se que a pesquisa possa contribuir para que os professores possam refletir sobre suas práticas pedagógicas e aprimorar sua atuação docente.

Palavras- chave: Avaliação, Físico – Química 2, Aprendizagem. ABSTRACT

Physicist - Chemistry 2 is a subject present at the end of the Degree in Chemistry course and it studies the aspects related to the properties of liquids and solutions, reaction kinetics and redox reactions. The teaching-learning process of this discipline, considering all its theoretical and

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practical aspects, presents a degree of difficulty for the students, because it is necessary to employ mathematical and physical knowledge and tools. Understanding the importance of the discipline of Physicist - Chemistry 2 for the formation of professionals qualified to perform the function of teacher, this work aimed to evaluate this discipline from the perception of the students of the Degree in Chemistry. The methodology used was the application of a questionnaire, to ensure anonymity and get quick and accurate answers. The questionnaire contained 10 questions related to practical, theoretical and teacher classes. The results of the study showed that most students are satisfied with the teaching practice of the teacher in relation to the evaluated criteria. In addition, it is hoped that the research can contribute to teachers to reflect on their pedagogical practices and improve their teaching performance.

Keywords: Evaluation, Physical - Chemistry 2, Learning.

1 INTRODUÇÃO

A avaliação é um domínio científico e uma prática social cada vez mais indispensável para caracterizar, compreender, divulgar e melhorar uma grande variedade de problemas que afetam a sociedade, tais como a qualidade da educação e do ensino, a prestação de cuidados de saúde, a distribuição de recursos e a pobreza.

É importante que se compreenda que a avaliação é uma boa medida e em muitas situações concretas, os propósitos que pretende – se alcançar através de uma dada avaliação, determinam em grande medida a forma como se desenvolve o processo de recolha de informação e como se organiza e divulga o próprio relatório ou registo final (FERNANDES; 2008). Segundo Fernandes (2008):

Há uma grande variedade de propósitos genéricos que podem ser associados a uma avaliação, nomeadamente a uma avaliação de professores, tais como: a) melhorar o desempenho dos professores; b) responsabilização e prestação pública de contas; CONSIDERAÇÕES ACERCA DO DOMÍNIO CIENTÍFICO DA AVALIAÇÃO c) melhorar práticas e procedimentos das escolas; d) compreender problemas de ensino e de aprendizagem, contribuindo para a identificação de soluções possíveis; e e) compreender as experiências vividas por quem está envolvido numa dada prática social.

De acordo com Marsh (1984), avaliações provenientes de estudantes podem ser utilizadas em diversas finalidades, como: diagnosticar e retroalimentar a instituição sobre a efetividade do seu corpo docente; quantificar a efetividade do docente visando a sua promoção; prover informação aos estudantes buscando orientar na seleção de disciplinas e instrutores e propiciar atividades de pesquisa em Educação. Ainda ressalta que somente a primeira finalidade é praticada pela maior parte das universidades.

A abordagem da avaliação de um corpo docente visualiza um contexto mais abrangente e insere um sistema de avaliação de ensino – aprendizagem, destacando quatro dimensões: aluno;

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professor; objetivos e matérias e métodos. Ressaltando dois fatores, o relacionamento aluno – professor e a prática do ensino (TEIXEIRA.; ANDRADE JR.; 1983).

A disciplina de Físico Química 2 é uma disciplina fundamental e obrigatória no projeto pedagógico do Curso de Licenciatura em Química, sendo notadamente importante para a formação do aluno. A Físico-Química historicamente é o domínio da Química que interpreta a composição, propriedades e comportamento dos diferentes sistemas químicos, em distintas condições, valendo-se de princípios físicos fundamentais, e envolvendo métodos orientados para a determinação da importância desta composição da matéria, e suas transformações.

Na Físico-Química 2 a ênfase é dada aos aspectos relacionados as propriedades dos líquidos e das soluções, velocidade das reações e aproveitamento prático das reações de oxirredução. O aprendizado desta disciplina, considerando seus aspectos fundamentais, teóricos e práticos, revela-se de grande dificuldade para os discentes, devido a indispensável necessidade de revela-se empregar ferramentas matemáticas e físicas.

Diante da disciplina para formação de profissionais capacitados, o presente trabalho objetivou realizar uma avaliação da disciplina de Físico – Química 2 pelos alunos do Curso de Licenciatura em Química da Universidade Estadual do Ceará, como instrumento para a melhoria do ensino.

2 METODOLOGIA

Com o intuito de avaliar a disciplina de Físico-Química 2, esta pesquisa foi realizada com alunos do curso de Licenciatura em Química da Universidade Estadual do Ceará, matriculados na referida disciplina, turno vespertino, ano de 2018, totalizando 20 alunos participantes da pesquisa.

O instrumento utilizado para a coleta dos dados foi o questionário, pois garante o anonimato e permite obter respostas mais rápidas e mais precisas Gil (2007). O questionário continha uma breve apresentação com explicitações claras sobre o objetivo da pesquisa e era composto por dez questões de fácil compreensão relacionadas a metodologia utilizada nas aulas teóricas e práticas. As questões foram respondidas seguindo o código: 0-Sem condições de responder;1-Não; 2-Sim, poucas vezes; 3-Sim, na metade das vezes; 4-Sim, na maioria das vezes; 5-Sim, plenamente. O questionário foi aplicado no final do semestre para se ter uma avaliação concreta da disciplina. Após a coleta de dados dos questionários, foi realizada uma análise qualitativa e quantitativa.

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3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Para a análise e discussão dos resultados do questionário, foram considerados os 20 participantes da pesquisa. Os resultados são apresentados em gráficos, seguidos por uma breve discussão.

A primeira pergunta do questionário, refere-se à metodologia utilizada nas aulas teóricas (Gráfico 1), pois se sabe que a metodologia utilizada das aulas contribui de forma significativa para a aprendizagem dos alunos.

Gráfico 1 - Contribuição da metodologia utilizada nas aulas teóricas para aprendizagem

Fonte: Elaborado pelo autor

O Gráfico 1 mostra que a maioria dos alunos (63%) considera que a metodologia utilizada pela docente nas aulas teóricas contribuiu plenamente para o aprendizado, embora 10% dos alunos considerem que a metodologia favoreceu a aprendizagem apenas em “metade” ou “poucas vezes”. Considerando que 27% dos alunos acreditam que a metodologia favoreceu a aprendizagem “na maioria das vezes”, observa-se que 90% dos alunos acreditam que a metodologia da professora contribui para o aprendizado.

O Gráfico 2 abaixo refere-se à segunda pergunta, tendo como finalidade verificar se a metodologia utilizada nas aulas práticas favorece a aprendizagem.

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Gráfico 2 – Contribuição da metodologia utilizada nas aulas práticas para a aprendizagem

Fonte: Elaborado pelo autor

De acordo com gráfico, 10% dos alunos acreditam que metodologia utilizada nas aulas prática também contribuiu “na metade das vezes” ou “poucas vezes” para o aprendizado, resultado semelhante ao da primeira questão do questionário. Entretanto, o percentual de alunos (42%) que consideram que a metodologia da professora nas aulas práticas favorece o aprendizado “na maioria das vezes” foi superior ao resultado para a primeira questão (27%). Segundo Macêdo et al. (2010), “a aula prática é uma maneira eficiente de ensinar e melhorar o entendimento dos conteúdos de química, facilitando a aprendizagem

O Gráfico 3 apresenta as respostas da terceira questão, sobre a contribuição das aulas práticas para a compreensão do conteúdo teórico na disciplina Físico-Química 2.

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O gráfico mostra que 53% e 37% dos alunos acham que as aulas práticas facilitaram a compreensão do conteúdo teórico “plenamente” e “na maioria das vezes”, respectivamente, totalizando 90% dos alunos que consideram que aulas práticas realizadas durante a disciplina auxiliam o entendimento do conteúdo teórico. Para Silva (2016), a aula prática favorece a aprendizagem dos conteúdos de Química, uma vez que permite que os alunos estabeleçam uma relação entre a teoria e a prática.

A opinião dos alunos sobre a relação teoria e prática na disciplina de Físico-Química 2 está representada no Gráfico 4.

Gráfico 4 – Relação teoria e prática na disciplina de Físico-Química 2

Fonte: Elaborado pelo autor

Verifica-se que 74% dos discentes perceberam “plenamente” uma relação entre as aulas teóricas e práticas, enquanto somente 5% dos discentes perceberam “poucas vezes” uma relação entre as aulas práticas e teóricas. Esses resultados indicam que, nas aulas práticas de Físico-Química 2, os alunos conseguem estabelecer uma relação entre teoria e prática. Sato (2011), afirma que

A aula prática-experimental contribui para uma melhor concepção da relação teoria e prática. Pois, o aluno tem a visão do experimento como parte integrante da teoria. Realiza o experimento, sabendo o que procura, apresenta um embasamento teórico (a teoria guia a projeção do experimento) para determinar a validade de sua hipótese (experimento promove uma evidência para sua proposição teórica).

A quinta questão refere-se ao ponto de vista dos alunos sobre os métodos de avaliação dos conteúdos da disciplina está representada no Gráfico 5. Constata-se, pela análise do gráfico, que apenas 42% dos estudantes consideram os métodos de avaliação utilizados pela professora como

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sendo eficientes para mensurar os conhecimentos assimilados pelos alunos. Entretanto, 26% dos alunos acreditam que somente “na metade das vezes” os métodos de avaliação foram efetivos para medir os conhecimentos, refletindo uma certa insatisfação dos estudantes frente aos métodos avaliativos da disciplina.

De acordo com Chaves (2004)

A maioria dos professores pratica uma avaliação tradicional, basicamente utilizando provas escritas para verificar a retenção dos conhecimentos repassados, não servindo para orientar ou re-orientar o aluno, para situá-lo frente as exigências da disciplina e do curso e do papel que os conteúdos de cada disciplina tem na sua formação profissional.

O Gráfico 5, apresenta os resultados referentes à opinião dos alunos sobre os métodos utilizados para avaliar o conhecimento dos alunos no decorrer da disciplina.

Gráfico 5 –Métodos de avaliação dos conteúdos

Fonte: Elaborado pelo autor

A análise do gráfico permitiu constatar que apenas 42% dos estudantes consideram os métodos de avaliação utilizados pela professora como sendo eficientes para mensurar os conhecimentos assimilados pelos alunos. Entretanto, 26% dos alunos acreditam que somente “na metade das vezes” os métodos de avaliação foram efetivos para medir os conhecimentos, refletindo uma certa insatisfação dos estudantes frente aos métodos avaliativos da disciplina.

De acordo com Garcia (2009), os professores nos diferentes níveis de ensino, tradicionalmente, utilizam a prova escrita como método de avaliação da aprendizagem influenciados, em alguns casos, pelos hábitos institucionais. Contudo, Vito e Szezerbatz (2017)

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salientam a necessidade de uma diversificação nas estratégias de avaliação da aprendizagem que contemplem as necessidades dos estudantes de nível superior.

As respostas referentes à sexta questão do questionário, que teve o objetivo de analisar à relação aluno-professor, são apresentadas no Gráfico 6.

Gráfico 6 – Contribuição da relação professor-aluno para a aprendizagem

Fonte: Elaborado pelo autor

A análise do gráfico permite verificar que a maioria dos alunos (95%) consideram que a relação professor-aluno era boa e favorecia a aprendizagem “plenamente” e “na maioria das vezes”. É consenso que a relação professor-aluno é fundamental para o processo de aprendizagem nos vários níveis de ensino. Santos (2001) lembra que

Apesar de limitada por um programa, um conteúdo, um tempo predeterminado, normas internas e pela infra - estrutura da instituição, é a interação entre o professor e o aluno que vai dirigir o processo educativo. Conforme a maneira pela qual esta interação se dá, a aprendizagem o aluno pode ser mais ou menos facilitada e orientada para uma ou outra direção.

Também foi possível constatar que nenhum aluno considerou a relação professor-aluno ruim ou que “poucas vezes” esta relação contribuiu para a aprendizagem.

O Gráfico 7, apresenta os resultados referentes à sétima questão, sobre a acessibilidade do professor fora da sala de aula.

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Gráfico 7 – Acessibilidade do professor fora da sala de aula

Fonte: Elaborado pelo autor

Os resultados apresentados mostram que 21% dos discentes acham que a professora era acessível pelo menos “metade das vezes”, enquanto a maioria dos discentes acreditam que a acessibilidade fora de sala de aula ocorria “na maioria das vezes” (33%) e “plenamente” (46%). Para Santos (2001), “a interação professor-aluno, dentro e fora de sala de aula, caracteriza um ensino de qualidade e ajuda os estudantes a atingir os seus objetivos de aprendizagem”.

A opinião dos alunos sobre a clareza e objetividade da docente em suas explicações nas aulas de Físico-Química 2 está representada no Gráfico 8.

Gráfico 8 – Clareza e objetividade da docente em suas explicações

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A partir da análise do gráfico, percebe-se que durante as aulas da referida disciplina, a docente adota uma linguagem clara e objetiva em suas explanações, evidenciada pelo percentual de alunos que selecionaram as opções “plenamente” (54%) e “na maioria das vezes” (25%), totalizando 79% dos alunos satisfeitos com o vocabulário utilizado pela professora. Observa-se também que nenhum aluno selecionou as opções “não” e “poucas vezes”, corroborando com a ideia de que a professora, em suas aulas, consegue transmitir o conteúdo de modo a facilitar a compreensão dos alunos.

Em relação à utilização do tempo em sala aula, os resultados das respostas dos alunos estão apresentados no Gráfico 9.

Gráfico 9 – Utilização do tempo em sala de aula

Fonte: Elaborado pelo autor

O gráfico mostra que 70% (“plenamente”) e 30% (“na maioria das vezes”) dos discentes consideram que a professora utilizada de forma adequada o tempo em sala de aula. Assim, os resultados refletem que, provavelmente, a professora realiza um planejamento de todas as atividades que serão realizadas em suas aulas, levando em consideração todas as variáveis. Rodrigues (2009) ressalta que

Um planejamento bem feito pode otimizar o tempo que o professor dedica as atividades. Pode facilitar o estabelecimento de uma rotina semanal e diária que defina previamente as áreas a serem trabalhadas, a frequência com que são trabalhadas (diariamente, com que duração), a melhor forma de tratar didaticamente os conteúdos (em forma de projetos, atividades sequenciadas, atividades permanentes), os tipos de atividades a serem propostas e a respectiva frequência.

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Portanto, a boa utilização do tempo em sala de aula para a realização das atividades de ensino, pode contribuir para melhor o processo de ensino-aprendizagem dos alunos.

O Gráfico 10 apresenta uma avaliação geral da disciplina de Físico-Química 2. A maioria dos alunos considerou que a disciplina supracitada foi “ótima” ou “boa”, correspondendo a 65% e 30%, respectivamente.

Gráfico 10 – Avaliação geral da disciplina de Físico – Química 2

Fonte: Elaborado pelo autor

O resultado desta avalição geral retrata os bons resultados apresentados nos quesitos metodologia, relação teoria e prática, acessibilidade fora da sala de aula e utilização do tempo em sala de aula. De acordo com Moreira (1981), a avaliação do professor pelos alunos é apenas um dos itens de uma avaliação difícil e complexa, porém fundamental para mensurar a qualidade de ensino, uma vez que eles são o público alvo no processo de ensino-aprendizagem.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A pesquisa descreveu a percepção de licenciandos do curso de Química em relação à metodologia utilizada nas aulas teóricas e práticas, à relação teoria e prática e à relação professor-aluno na disciplina de Físico-Química 2, com intuito de oferecer elementos que permitissem a avaliação do desempenho do docente, contribuindo para a melhoria do ensino dessa disciplina.

Os resultados do estudo, embora limitados a um caso particular, permitiram perceber que a maioria dos discentes estão satisfeitos com a prática pedagógica da docente em relação aos critérios avaliados. Entretanto, são necessários estudos mais aprofundados para uma melhor compreensão

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das práticas desenvolvidas pela professora. Contudo, é essencial que um professor procure sempre aprofundar seus conhecimentos e aprimorar suas práticas pedagógicas de forma a favorecer a aprendizagem dos alunos.

Em relação aos métodos de avaliação dos conteúdos da disciplina, sugere-se que a docente possa diversificar os instrumentos avaliativos para que possibilitem verificar de forma diferenciada a assimilação dos conteúdos. Vale ressaltar também que a relação professor-aluno vai além dos quesitos aqui analisados, porém servem para dirigir ações que possam contribuir para melhorar a relação professor-aluno e favorecer o processo de ensino-aprendizagem.

Portanto, espera-se que este trabalho possa contribuir para que os professores possam refletir sobre suas práticas pedagógicas e aprimorar sua atuação docente.

REFERÊNCIAS

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GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5a Ed. São Paulo: Editora Atlas, 2007.

MACÊDO, G. M. E. et al. A utilização do laboratório no ensino de química: facilitador do

ensino – aprendizagem na Escola Estadual professor Edgar Tito em Teresina, Piauí.

Disponível em: http://www.congressos.ifal.edu.br › connepi › CONNEPI2010 › paper › view. Acesso

em: 30 de Agosto de 2019.

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SATO, M. S. A aula de laboratório no ensino superior de Química. 2011. 116f. Dissertação (Mestrado em Ciências – Físico-Química) Programa de Pós-Graduação em físico-Química, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011.

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TEIXEIRA, G. W.; ANDRADE JR, M. N. Avaliação do processo de ensino-aprendizagem: suas dimensões. Revista de Administra&ccdeil; ão da Universidade de São Paulo, v. 18, n. 4, 1983. VITO, D. Z.; SZEZERBATZ, R. P. A avaliação no ensino superior: a importância da

diversificação dos instrumentos no processo avaliativo. EDUCERE - Revista da Educação,

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Gráfico 1 - Contribuição da metodologia utilizada nas aulas teóricas para aprendizagem
Gráfico 2 – Contribuição da metodologia utilizada nas aulas práticas para a aprendizagem
Gráfico 4 – Relação teoria e prática na disciplina de Físico-Química 2
Gráfico 5 –Métodos de avaliação dos conteúdos
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