Fundação Paula Souza – Apostila de P.F.C – Prof. Geraldo
Apostila Planejamento Financeiro Contábil
Para o curso de Técnico em Administração e
Logística
- Planejamento Financeiro Contábil -
Prof. Geraldo
CRC-SP 180.404/0-7
São Paulo
Janeiro - 2007
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TORNE-SE UM OCEANO
"Penso que, mesmo antes de um rio cair no oceano, ele treme de medo. Olha para trás, para toda a
jornada: os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados,
e vê à sua frente um oceano tão vasto, que entrar nele nada mais é que desaparecer para sempre. Mas
não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo
desaparece. Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se
oceano. Assim somos nós. Voltar é impossível na existência. Você pode ir em frente e se arriscar:
Torne-se OCEANO !!!"
"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original "
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Administração
O Técnico em Administração é o profissional que controla a rotina administrativa das empresas. Colabora nos planejamentos estratégico, tático e operacional. Realiza atividades em recursos humanos e intermedeia mão-de-obra para colocação e para recolocação profissional. Atua na área de compras; auxilia no setor contábil e assessora a área de vendas. Intercambia mercadorias e serviços e executa atividades nas áreas fiscal e financeira.
Mercado de trabalho: áreas da indústria, comércio, prestação de serviços, empresas em geral de pequeno e médio porte, entre outros.
http://www.centropaulasouza.com.br/Cursos/ETE/Administracao.html
Logística
Técnico em Logística
Área profissional:Gestão
PERFIL PROFISSIONAL DE CONCLUSÃO
É o profissional que executa procedimentos de planejamento, de operação e de controle relativos à
programação da produção de bens e serviços, à programação de manutenção de máquinas e de
equipamentos e à gestão de compras, de recebimento, de armazenamento, de movimentação, de
expedição e de distribuição de materiais e de produtos, utilizando a tecnologia da informação.
Mercado de trabalho
Áreas da Indústria, Comércio e empresas de consultoria.
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SUMÁRIO
1) O PLANEJAMENTO FINANCEIRO CONTÁBIL NO PLANO DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO 7
2) MÓDULO I – COMPETÊNCIAS, HABILIDADES E BASES TECNOLÓGICAS 9
3) QUAL O OBJETIVO DO PLANEJAMENTO FINANCEIRO CONTÁBIL 10
PLANEJAMENTO FINANCEIRO 10
EVENTOS QUE PODEM ORIGINAR A NECESSIDADE DO PLANEJAMENTO FINANCEIRO: 10
ALGUNS EQUÍVOCOS A RESPEITO DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO 10
PLANEJAMENTO CONTÁBIL 10
4) FIRMAS INDIVIDUAIS E SOCIEDADE 11
A EMPRESA INDIVIDUAL 11
DIFERENÇA ENTRE EMPRESA INDIVIDUAL E AUTÔNOMO ESTABELECIDO 11
NOME EMPRESARIAL 11
LEGALIZAÇÃO CADASTRAL DA EMPRESA INDIVIDUAL (JUNTA COMERCIAL) 12
SOCIEDADE 12
SOCIEDADES ANÔNIMAS 12
SOCIEDADE LIMITADA 13
CAPITAL SOCIAL 13
ADMINISTRAÇÃO DA SOCIEDADE LIMITADA 14 NOME EMPRESARIAL DA SOCIEDADE LIMITADA 14
LEGALIZAÇÃO CADASTRAL DA SOCIEDADE LIMITADA 15
5) DOCUMENTOS E EXPRESSÕES COMERCIAIS E TRABALHISTAS 16
ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA 16
AVAL 16
LETRA DE CÂMBIO 16
CHEQUE 17
CONSIGNAÇÃO MERCANTIL 17
CONTRATO DE COMPRA E VENDA MERCANTIL 17
DEBÊNTURES 18
DESCONTO DE DUPLICATAS 18
DUPLICATA 18
FATURA 18
FIANÇA 19
FOLHA DE PAGAMENTO 19
GUIA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL 19
GUIA DE RECOLHIMENTO DO FGTS E INFORMAÇÕES A PREVIDÊNCIA SOCIAL 19
NOTA FISCAL 20
NOTA PROMISSÓRIA 20
PEDIDO DE COMPRAS 20
PENHOR MERCANTIL 20
PRÓ-LABORE 21
RECIBO 21
RESERVA DE DOMÍNIO 21
TRIPLICATA 21
6) ESCRITURAÇÃO COMERCIAL E FISCAL 21
EXIGÊNCIA DE ESCRITURAÇÃO 21
REGRAS BÁSICAS DA ESCRITURAÇÃO 22
LIVROS COMERCIAIS 22
LIVRO DIÁRIO 22
LIVRO RAZÃO 23
LIVRO REGISTRO DE DUPLICATAS 23
OUTROS LIVROS AUXILIARES 23
LIVROS FISCAIS EXIGIDOS PELA LEGISLAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA 23
ESCRITURAÇÃO POR PROCESSAMENTO ELETRÔNICO DE DADOS 24
AUTENTICAÇÃO DOS LIVROS 24
LIVROS DISPENSADOS DA AUTENTICAÇÃO 24 EMPRESAS DISPENSADAS DE ESCRITURAÇÃO 24
RESPONSABILIDADE DO PROFISSIONAL 24
LIVROS EXIGIDOS PELA LEGISLAÇÃO DO ICMS/IPI E DO ISS 24
LIVROS SOCIAIS EXIGIDOS PARA AS SOCIEDADES ANÔNIMAS 25
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8) CONTAS A RECEBER E A PAGAR 27
GESTÃO DO “CONTAS A RECEBER” 27
GESTÃO DO “CONTAS A PAGAR" 28
9) LIVRO-CAIXA 28
TERMOS DE ABERTURAS E ENCERRAMENTO 28
ESCRITURAÇÃO 29
INDIVIDUALIZAÇÃO DOS LANÇAMENTOS 29
ESCRITURAÇÃO ATRAVÉS DO SISTEMA INFORMATIZADO 29
10) INTRODUÇÃO A CONTABILIDADE 29
OBJETIVOS DA CONTABILIDADE: 30
PRIMEIRAS NOÇÕES DE CONTABILIDADE 32
DEFINIÇÃO DE PATRIMÔNIO, BENS, DIREITOS E OBRIGAÇÕES. 33
CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS 34
11) PRIMEIRAS NOÇÕES DE BALANÇO PATRIMONIAL 34
BALANÇO PATRIMONIAL - OBJETIVO 34
EXERCÍCIO SOCIAL E CICLO OPERACIONAL 35
CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS 35
ATIVO 35
ATIVO CIRCULANTE 35
REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 35
ATIVO PERMANENTE 35
PASSIVO 36
PASSIVO CIRCULANTE E EXIGÍVEL A LONGO PRAZO 36
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 36
CAPITAL SOCIAL 36
RESERVAS DE CAPITAL 36
LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS 37
12) O PATRIMÔNIO E SUA COMPOSIÇÃO 42
PATRIMÔNIO 42
BENS 42
BENS TANGÍVEIS: 42
BENS INTANGÍVEIS: 42
DIREITOS 42
OBRIGAÇÕES 42
13) DIFERENÇA ENTRE OS CONCEITOS DE CAPITAL 42
14) ATOS E FATOS CONTÁBEIS 43
15) CONTAS E PLANO DE CONTAS 43
16) MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS 44
17) LIVRO DIÁRIO 44
18) LIVRO RAZÃO 45
19) RAZONETES 45
20) BALANCETE DE VERIFICAÇÃO E BALANÇO PATRIMONIAL 46
21) PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA CONTABILIDADE 46
22) CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DOS ESTOQUES 47
INTRODUÇÃO 47
PREÇO ESPECÍFICO 47
PEPS – PRIMEIRO QUE ENTRA – PRIMEIRO QUE SAI 48
UEPS – ÚLTIMO QUE ENTRA – PRIMEIRO QUE SAI 49
CUSTO MÉDIO PONDERADO PERMANENTE 50
PREÇO MÉDIO PONDERADO MENSAL 50
23) UTILIZAÇÃO DE SISTEMAS INFORMATIZADOS 51
24) MODELO DE RAZONETES E PLANILHAS 53
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B) PLANILHA – CONTROLE DE ESTOQUE 54
C) PLANILHA - BALANCETE 54
D) PLANILHA – BALANÇO PATRIMONIAL 55
E) PLANILHA - DRE - DEMOSTRATIVO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO 56
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Planejamento Financeiro Contábil
1) O Planejamento Financeiro Contábil no Plano do Curso de Administração
PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO, FINANCEIRO E CONTÁBIL.
PLANEJAMENTO DOS PROCESSOS
Competências
Identificar a importância do planejamento e organização de sistemas específicos de controles internos compreendendo: delegações de funções, segregações de trabalho, sistemas de classificação de documentos, calendários, eventos legais ou internos.
Identificar e caracterizar sistemas de controles sobre registros contábeis e gerenciais, de
publicações contábeis ou gerenciais, de métodos de estornos, ajustes ou reclassificações, de
acordo com as normas e princípios de contabilidade a serem aplicados, bem como sistemas
de guarda e segurança dos arquivos.
Identificar e caracterizar pontos essenciais de uma política financeira e sua utilidade para executores e usuários.
Identificar a relação entre as políticas financeiras e a execução financeira no processo de definição dos parâmetros da política de financiamento comercial, industrial, etc.
Identificar e caracterizar o sistema, objetivos e amplitude do planejamento financeiro.
Habilidades
• Organizar informações para estabelecer comparações entre políticas financeiras das organizações tais como: resultado financeiro, custo real de juros, receita real de juros, descontos obtidos e concedidos, penalidade de atrasos, prêmios de pontualidade, variáveis de aplicação.
• Utilizar aplicativos de informática para planejamento tributário, financeiro e contábil. • Obter informações sobre elementos financeiros a serem incluídos no Planejamento
Financeiro.
• Elaborar relatório de não observância de controles citando fatos, causas, conseqüências e correções.
Bases Tecnológicas
• Métodos de planejamento financeiro e contábil • Organização de informações contábeis
• Escrituração de livros fiscais e contábeis de acordo com as atividades econômicas específicas
• Orçamentos de vendas e de produção • Organização de informações contábeis
• Sistema de demonstração de despesa financeira e escritural • Controles internos, financeiro, contábil e tributário
• Planejamento e execução financeira
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entrada e saída de caixa;
contas a pagar e a receber;
saldos bancários ; dívidas bancárias;
vendas a prazo e à vista;
descontos concedidos e obtidos;
despesas de capital;
distribuição de lucros ou dividendos;
transferências financeiras;
impostos a pagar e a compensar;
folha de pagamento e encargos;
receitas e despesas incidentais;
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2) Módulo I – Competências, Habilidades e Bases Tecnológicas
Competências Habilidades Bases Tecnológicas
FUNÇÃO 1: PLANEJAMENTO DOS PROCESSOS
Subfunção 1.1: Planejamento Tributário, Financeiro e Contábil.
• Identificar a importância do planejamento e organização de sistemas específicos de controles internos compreendendo: delegações de funções, segregações de trabalho, sistemas de classificação de documentos, calendários, eventos legais ou internos.
• Identificar e caracterizar sistemas de controles sobre registros contábeis e gerenciais, de publicações contábeis ou gerenciais, de métodos de estornos, ajustes ou reclassificações, de acordo com as normas e princípios de contabilidade a serem aplicados, bem como sistemas de guarda e segurança dos arquivos.
• Identificar e caracterizar pontos essenciais de uma política financeira e sua utilidade para executores e usuários.
• Identificar a relação entre as políticas financeiras e a execução financeira no processo de definição dos parâmetros da política de financiamento comercial, industrial, etc.
• Identificar e caracterizar o sistema, objetivos e amplitude do planejamento financeiro.
FUNÇÃO 2: PLANEJAMENTO DOS PROCESSOS Subfunção 2.1: Planejamento Tributário, Financeiro e Contábil.
• Elaborar demonstrativos contábeis simplificados.
• Organizar informações contábeis.
• Utilizar aplicativos de informática para planejamento tributário, financeiro e contábil.
• Obter informações sobre elementos financeiros a serem incluídos no Planejamento Financeiro.
• Elaborar relatório de não observância de controles citando fatos, causas, conseqüências e correções.
FUNÇÃO 3: PLANEJAMENTO DOS PROCESSOS
Subfunção 3.1: Planejamento Tributário, Financeiro e Contábil.
• Métodos de planejamento financeiro e contábil
• Organização de informações contábeis: livros fiscais e contábeis
• Orçamentos de vendas e de produção
• Organização de informações contábeis
• Sistema de demonstração de despesa financeira e escritural
• Controles internos, financeiro, contábil e tributário
• Planejamento e execução financeira
• Sistemas informatizados de processamento contábil, financeiro e tributário
• Correlacionar o planejamento e a execução financeira:
o entrada e saída de caixa
o contas a pagar e a receber
o saldos bancários ; dívidas bancárias
o vendas a prazo e à vista
o descontos concedidos e obtidos
o despesas de capital
o distribuição de lucros ou dividendos
o transferências financeiras
o impostos a pagar e a compensar
o folha de pagamento e encargos
o receitas e despesas incidentais
o outras receitas e despesas por caixa
• Sistemas informatizados de processamento de textos, planilhas eletrônicas e banco de dados
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3) Qual o objetivo do Planejamento Financeiro Contábil
Planejamento Financeiro
Planejamento financeiro aborda a programação do seu orçamento, a racionalização dos gastos e a otimização de seus investimentos.
É um processo racional de administrar sua renda, seus investimentos, suas despesas, seu patrimônio, suas dívidas, objetivando tornar realidade seus sonhos, desejos e objetivos, tais como: casa própria, poupar para a educação dos filhos, fazer a viagem dos sonhos, investir de acordo com o perfil pessoal, ser bem sucedido na carreira profissional, reduzir impostos, tornar-se empresário, aposentar-se confortavelmente, planejar e administrar testamento, partilha, ...
A maioria das pessoas trata de suas finanças procurando gastar menos do que ganha. Este é apenas um dos aspectos do planejamento. Mas é necessário, entre outros aspectos, estabelecer objetivos, sem os quais a pessoa age como um barco sem rumo.
A vida produtiva tem várias fases, cada uma das quais apresenta seus desafios.
Através do planejamento é possível identificar as oportunidades e dificuldades de cada uma, e definir antecipadamente, estratégias para enfrentar cada situação.
O planejamento financeiro será o seu mapa de navegação. Mostrará onde está, onde quer chegar e indicará os caminhos a percorrer.
Um planejamento financeiro eficiente pode fazer mais por seu futuro do que 30 ou 40 anos de trabalho.
Eventos que podem originar a necessidade do planejamento financeiro:
• Compra ou venda de negócios de família • Crise Financeiro
• herança ou repartição de bens • mudanças na carreira profissional
• planejamento para filhos ( nascimento, adoção, educação ) • planejamento para aposentadoria
• preparação para casamento, separação
• recebimento de grande soma de dinheiro ou inesperada queda financeira
O planejamento das finanças não visa apenas o sucesso financeiro, ele é relevante para o sucesso pessoal e profissional.
O gerenciamento adequado das finanças é o diferencial entre sonhadores e realizadores.
Alguns Equívocos a Respeito de Planejamento Financeiro • Confundir Planejamento Financeiro com Investimentos;
• Esperar momentos de crise para tomar a iniciativa de fazer o Planejamento Financeiro; • Esperar retornos irreais para seus investimentos;
• Não estabelecer objetivos financeiros mensuráveis;
• Pensar que Planejamento Financeiro é a mesma coisa que planejamento para aposentadoria;
• Pensar que Planejamento Financeiro é para quando ficarem velhos; • Pensar que Planejamento Financeiro é Planejamento Tributário
• Pensar que Planejamento Financeiro é somente para quem possui muito dinheiro; • Pensar que utilizar os serviços de um Consultor Financeiro, significa perder o controle
de suas finanças pessoais;
• Tomar uma decisão financeira sem entender seus efeitos em sua situação financeira global;
Planejamento Contábil
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4) Firmas Individuais e Sociedade
As empresas pessoas jurídicas são organizadas basicamente sob duas formas: • empresa individual (quando a empresa “tem um único proprietário”); ou • sociedade (quando a empresa “tem dois ou mais proprietários).
Vamos estudar os conceitos básicos de empresa individual, de sociedade por cotas de responsabilidade limitada e sociedade anônima.
A Empresa Individual
A empresa individual (ou comerciante individual) é a pessoa natural que exerce o comércio em seu próprio nome, individualmente e por conta e risco.
A pessoa natural é considerada comerciante quando pratica atos de comércio com habitualidade e finalidade de lucro, fazendo disso sua profissão.
Atos de comércio isolados e esparsos não são suficientes para caracterizar a pessoa natural como comerciante. Perante a legislação comercial, a habitualidade é requisito indispensável.
Um exemplo típico de empresa individual é o caso de uma pessoa que se estabeleça com uma pequena loja de roupas. Como ela abriu sua loja sem sócios, atuará no comércio como empresa individual – equiparada, portanto, a pessoa jurídica.
Diferença entre empresa individual e autônomo estabelecido
Empresa individual e autônomo estabelecido não são a mesma coisa.
Como dissemos, é a natureza da empresa individual a exploração de atividades caracterizada como comercial.
A empresa individual pode ter atividades mercantis e de prestação de serviços. Mas a existência de atividade mercantil é responsável para a sua configuração, ou seja, não se admite a existência de empresa individual sem a atividade mercantil.
Portanto, o autônomo estabelecido não é empresa individual, embora em muitos casos seu estabelecimento (escritório, consultório, oficina, etc.) tenha verdadeira estrutura de empresa.
Equiparação da empresa individual a pessoa jurídica pela legislação do imposto de Renda.
De acordo com o art. 150 do Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99)
• as empresas individuais são equiparadas às pessoas jurídicas
• são empresas individuais: as firmas individuais e as pessoas físicas que, em
nome individual, explorem, habitualmente e profissionalmente, qualquer atividade econômica de natureza civil ou comercial,com o fim especulativo de lucro mediante venda a terceiros de bens ou serviços.
• não se equipara a empresa individual (portanto, não ocorre equiparação a
pessoa jurídica) a pessoas que, individualmente, exerça as profissões ou explore as atividades de: médico, engenheiro, advogado,dentista, veterinário, professor, economista, contador, jornalista, pinto, escultor, e outras que lhes possam ser assemelhados, bem como profissões ,ocupações e prestação de serviços não comerciais.
Nome empresarial
O nome empresarial é aquele sob o qual a empresa exerce sua atividade e se obriga nos atos a ela pertinentes
A firma individual é o nome utilizado pelo empresário mercantil individual
O empresário individual só poderá adotar como firma o seu próprio nome, aditado, se quiser ou quando já existir nome empresarial idêntico, de designação mais precisa de sua pessoa ou de sua atividade.
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Legalização cadastral da empresa individual (Junta Comercial)
A empresa individual deve ser registrada no registro do Comércio (Juntas Comerciais), por meio do formulário/Programa de firma Individual, no qual será devidamente indicado, entre outros dados, o objeto da empresa (gênero e espécie das atividades a serem desenvolvidas), ou seja, exatamente o que o titular irá fazer, expressando o tipo de comércio pretendido.
Mas a empresa individual deverá ser registrada também em outros órgãos para que possa comprar e vender mercadorias, emitir notas fiscais, contratar e registrar empregados, legalizar seus livros de escrituração mercantil e fiscal etc. – enfim, atuar legalmente:
• na Secretaria da Receita Federal ( Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – CNPJ, antigo CGC);
• no instituto Nacional do Seguro Social (INSS), observando-se que a matricula no INSS é feita simultaneamente com a inscrição no CNPJ:
• na Secretaria do Estado da Fazenda ( inscrição estadual) • na Prefeitura do Município (inscrição municipal)
Sociedade
Como dissemos anteriormente, quando a empresa “tem dois ou mais proprietários”, surge a figura da sociedade, ou seja, duas ou mais pessoas que decidiram explorar em conjunto determinado ramo de negócio.
Os tipos de sociedades mais comuns são a sociedade anônima e a sociedade por quotas de responsabilidade limitada (ou, simplesmente, “sociedades limitadas”)
Além desses, sobre os quais comentaremos adiante, existem ainda outros tipos de sociedades, bom menos usuais na prática (sociedade em nome coletivo; sociedade em comandita simples; sociedade em comandita por ações; sociedade de capital e indústria; sociedade em conta de participação).
Os conceitos gerais sobre sociedades que aqui focalizaremos aplicam-se não apenas àquelas constituídas para a exploração de atividade comercial (por exemplo: uma loja de roupas), mas também às “sociedades civis”,ou seja, às sociedades constituídas unicamente com o objetivos de prestar serviços (por exemplo: uma empresa que presta serviços de propaganda e publicidade)
Sociedades Anônimas
As sociedades anônimas (também chamadas de “companhias”), que são regidas pela Lei nº. 6.404/76 (a chamada “Lei das S/A”), têm como principal característica o fato de que seu capital social é dividido em ações, o que, ao menos em tese, significa que um maior número de pessoas pode dele participar.
A responsabilidade dos sócios ou acionistas é limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas (art. 1º)
Companhia aberta ou fechada
• A companhia é aberta se as suas ações estiverem admitidas à negociação em
Bolsa de Valores ou no mercado de Balcão. Caso contrário será companhia fechada.
• Somente as ações de companhia registrada na Comissão de Valores Mobiliários
podem ser distribuídas no mercado de Balcão (art. 4º da lei 6.404/76)
• Ações
De acordo com a lei nº. 6.404/76 (arts. 11 e 20)
• o estatuto (documento pelo qual se constitui a sociedade anônima) fixa o número de ações em que se divide o capital social e estabelece se as ações terão, ou não, valor nominal;
• o valor nominal das ações de companhia aberta não pode ser inferior ao mínimo fixado pela CVM;
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Administração da sociedade anônima
A Administração da companhia compete, conforme disposto no estatuto, ao conselho de administração e à diretoria, ou somente à diretoria (Lei 6.404/76, art. 138)
Isso significa que a administração não é necessariamente exercida por acionistas.
Nome empresarial da sociedade anônima.
O nome empresarial (aquele sob o qual a empresa exerce sua atividade e se obriga nos atos a ela pertinentes) utilizado pelas sociedades anônimas é a denominação social.
A denominação social é formada com palavras de uso comum ou vulgar na língua nacional ou estrangeira e/ou com expressões de fantasia. É facultada a indicação do objeto da sociedade.
Na sociedade anônima, a denominação social deve ser acompanhada das expressões “Companhia” ou “Sociedade Anônima”, por extensas ou abreviadas (Cia. ou S/A), vedada a utilização da primeira ao final.
Portanto, a sociedade anônima denomina-se, por exemplo:
• “X" Indústria e Comércio S/A”;
• “S/A `X` Indústria e Comércio; ou ainda
• “Cia. `X`Indústria e Comércio”.
Legalização Cadastral da sociedade anônima
A sociedade anônima pode ser constituída por um mínimo de duas pessoas (lei 6.404/76. art. 80)
Seu estatuto social deve (art. 83):
• satisfazer a todos os requisitos exigidos para os contratos das sociedades mercantis em geral e àqueles que são peculiares às companhias (estabelecidos na lei nº. 6.404/76; e • conter as normas pelas quais a companhia será regida.
Os atos constitutivos da sociedade anônima devem ser publicados e arquivados na Junta Comercial.
A sociedade anônima é considerada mercantil (sujeita a registro na Junta Comercial) qualquer que seja seu objeto social (comércio ou prestação de serviços), de acordo com a Lei nº. 6.404/76, art. 2)
Cabe observar que, para que possam comprar e vender mercadorias, emitir notas fiscais, contratar e registrar empregados, legalizar seus livros de escrituração mercantil e fiscal etc. – enfim, atuar legalmente, as sociedades anônimas deverão ser registradas também:
• na Secretaria da Receita Federal (CNPJ)
• No instituto nacional do Seguro Social (INSS) – matricula simultânea com o CNPJ • na Secretaria de Estado da Fazenda (inscrição estadual)
• na Prefeitura do Município ( inscrição municipal) etc..
Sociedade Limitada
As sociedades por quotas de responsabilidade limitada são do tipo societário mais comum. Grande parte das empresas que existem no País é constituída sob a forma de “limitada”. Por isso, vamos focalizar a seguir os aspectos principais relativos esse tipo societário.
• A Sociedade por quotas de responsabilidade limitada pode ser constituída por duas ou mais pessoas.
• Nelas, a responsabilidade dos sócios pelo pagamento das obrigações da empresa é limitada à importância total do capital social.
Capital Social
O capital social das sociedades limitadas é representado por quotas (parcelas do capital).
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• necessidade financeira para o início do negócio; • o retorno que o investimento poderá proporcionar;
• o percentual que cada sócio terá na empresa sobre o lucro, etc..
Pode-se dizer que existem dois momentos que caracterizam o ato de formação do capital das sociedades limitadas:
• a subscrição, ou seja, a “promessa do sócio” de conferir determinado montante de fundos para a formação do capital social, em dinheiro ou em bens;
• a integralização, que é o cumprimento, pelo sócio, da promessa de entrega do montante com o qual se comprometeu para a formação do capital social.
Em boa parte dos casos, a subscrição e a integralização do capital social ocorrem simultaneamente, ou seja, por ocasião da constituição da empresa os sócios declaram, no contrato social, o valor com o qual vão contribuir para a formação do capital social e já “entregam” essa importância (em dinheiro ou em bens) ao caixa da sociedade (se em dinheiro) ou ao patrimônio desta. Se em bens – por exemplo, uma máquina ou um terreno para a construção da sede).
Quando um ou mais sócios subscrevem o capital social, mas não o integraliza totalmente, é ajustado um prazo para a integralização da parcela restante. Surge assim, a figura do “capital a integralizar”.
Não a prazo legalmente fixado para que o sócio integralize o capital subscrito. O que prevalece é o acordo entre os sócios. Devidamente informado no contrato social.
• Ao se constituir uma sociedade, este tem, de imediato, uma necessidade de caixa para sua implantação, como por exemplo, os gastos com “abertura” da empresa, instalações, etc.
• Portanto, nenhuma sociedade, do ponto de vista prático, poderá ser constituída com capital social totalmente a integralizar, simplesmente porque não seria possível implantá-la, em função dos custos que incidem já na sua constituição.
Administração da Sociedade Limitada
A administração da sociedade por quotas de responsabilidade limitada é feita pelos sócios-gerentes ou administradores nomeados em contrato social.
A gerência decorre da condição de sócio. Se o contrato não contiver cláusula específica sobre o assunto, todos os sócios poderão exercê-la.
Se o contrato designar quais sócios serão os gerente, apenas a estes caberá o exercício da administração.
Delegação da Gerência
O contrato social pode autorizar (ou não proibir) que o sócio-gerente delegue seus poderes a terceiros, estranhos ao quadro social (não-sócios). Neste caso, se o sócio-gerente desejar que seus poderes sejam exercidos por terceiros, ele os delegará mediante “Carta de Gerência” (instrumento por meio do qual o sócio-gerente delega, isto é, atribui a uma terceira pessoa, os poderes da gerência da sociedade. Através da novo código civil, basta mencionar no contrato social quem será o administrador da empresa.
Nome empresarial da sociedade limitada
O nome empresarial (aquele sob o qual a empresa exerce sua atividade e se obriga nos atos a ela pertinentes) utilizado pelas sociedades por quotas de responsabilidade limitada é:
• a firma ou razão social; ou • a denominação social.
A firma ou razão social, se não individualizar todos os sócios, deverá conter o nome de pelo menos um deles, acrescido do aditivo “e companhia”, por extenso ou abreviado, e da palavra “limitada”, por extenso ou abreviada.
Na firma ou razão social:
• O nome do titular e dos sócios poderá figurar de forma completa ou abreviada, e é admitida a supressão de prenomes;
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• O aditivo “& e Cia.” poderá ser substituído por expressão equivalente, tal como “e filhos” ou “e irmãos”, entre outras.
Opcionalmente, em vez da razão social a sociedade por quotas de responsabilidade limitada pode adotar a denominação social.
A denominação social é formada com palavras de uso comum ou vulgar na língua nacional ou estrangeira e/ou com expressões de fantasia, facultando-se a indicação do objeto da empresa (sua atividade).
Na sociedade por quotas, a denominação deverá ser seguida da expressão “Limitada”, por extenso ou abreviada (Ltda.). O mais comum é a utilização da expressão abreviada (Ltda.)
No caso da sociedade simples por quotas de responsabilidade limitada (ou seja, sociedade constituída exclusivamente para a exploração de atividades de prestação de serviços), inclui-se no nome empresarial a expressão “sociedade simples” (normalmente, de forma abreviada –S/S).
Portanto, as sociedades por quotas de responsabilidade limitada são nominadas por firma ou razão social ou, opcionalmente, por denominação social.
A razão social da sociedade limitada formada pelos sócios Srs. João Santos e Paulo Silva pode ser exemplificada pelas seguintes formações:
J.Santos &P.Silva Ltda; Santos & Silva Ltda.; J.Santos & Cia. Ltda.
De outro modo, se considerarmos que a sociedade tenha por objeto social a exploração do comércio de calçados e que os sócios optaram pela adoção de uma denominação social, esta poderá ser, por exemplo, “Calçados União Ltda.” em que a expressão “União” representa fantasia criada pelos sócios para a nominação da sociedade.
Legalização cadastral da sociedade limitada
O contrato social da sociedade por quotas de responsabilidade limitada deve ser arquivado:
• na Junta Comercial, tratando-se de sociedade comercial (ou que tenha atividades tanto comerciais quanto de prestação de serviços)
• no Registro Civil de Pessoas Jurídicas ( Cartório de Títulos e Documentos), no caso de sociedade simples( ou seja, sociedade constituída exclusivamente para a exploração de atividades de prestação de serviços).
Além disso, para que possa comprar e vender mercadorias, emitir notas fiscais, contratar e registrar empregados, legalizar seus livros de escrituração mercantil e fiscal etc. _ enfim, atuar legalmente – as sociedades por quotas de responsabilidade limitada deverão ser registradas também:
• na Secretaria da Receita Federal (CNPJ)
• No instituto nacional do Seguro Social (INSS) – matricula simultânea com o CNPJ • na Secretaria de Estado da Fazenda (inscrição estadual)
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5) Documentos e Expressões Comerciais e Trabalhistas
Alienação Fiduciária
Na operação de alienação fiduciária interferem três partes: o vendedor, o empreendedor do numerário (ou financiador) e o adquirente. O adquirente propõe ao vendedor a aquisição do bem de seu interesse e este diligencia com o agente de crédito de modo a obter, para o adquirente, uma linha de financiamento. Concretizada a operação, o vendedor desaparece totalmente da relação jurídica, que subsistirá entre o financiado ou adquirente e o credor fidejussório.
De acordo com a definição legal (Art. 66. da Lei n° 4.728/65, na redação que lhe foi dada pelo Decreto lei n° 911/69), “a alienação fiduciária em garantia transfere ao credor o domínio resolúvel e a posse indireta em coisa móvel alienada, independentemente da tradição efetiva do bem, tornando-se o alienante ou devedor em possuidor direto e depositário com todas as responsabilidades e encargos que lhe incubem de acordo com a lei civil e penal”.
Se, por exemplo, denominada pessoa adquire um veículo em uma revendedora e, por não dispor do capital necessário para o pagamento do preço pretendido pelo vendedor, obtém, em estabelecimento de crédito, financiamento capaz de satisfazer a obrigação, o adquirente original estará alienando fiduciariamente o bem adquirido sem que ocorra a tradição ao credor, isto é, sem que haja a entrega da coisa fatidicamente.
Uma das garantias que o credor fiduciário tem é a possibilidade de requerer judicialmente a busca e a apreensão da coisa alienada, comprovada a mora ou a inadimplência do devedor.
Aval
O aval é a garantia autônoma, prestada pelo avalista no próprio titulo, mas desvinculada do que consta do titulo. Não se confunde com fiança, que é a garantia acessória. Ele é autônomo e de natureza cambial, prestando-se garantir compromisso assumido via titulo cambial.
O Aval tem sua vinculação, em termos de aplicabilidade, diretamente ligada à letra de cambio. Sua disciplina legal encontra-se nos arts. 14 e 15 do Decreto n° 2.044, de 1908, que “define a letra de câmbio e a nota promissória e regula as operações cambiais.”. Todavia, com a crescente demanda das operações bancárias de desconto de duplicatas, também neste título tornou-se comum o uso do aval.
O aval dá-se pela assinatura de próprio punho do avalista ou de seu mandatário, constituído com poderes especiais, no próprio titulo (no verso ou no anverso), não obstante sua natureza autônoma. A simples assinatura do avalista aposta no título é suficiente para configurar o aval. Não se exige nenhuma outra formalidade. Tampouco é necessária a aposição de expressão do tipo “por aval” e similares.
Letra de Câmbio
A letra de câmbio é uma ordem de pagamento à vista ou a prazo e é criada através de um ato chamado de saque. Diferente dos demais títulos de crédito, para a existência e
operacionalização da letra de câmbio são necessárias três situações jurídicas distintas, a saber:
- o sacador como sendo aquela parte que faz o saque, oportunidade em que fica criada a letra de câmbio como documento. Esta pessoa é quem dá a ordem de pagamento;
- o sacado que representa a parte a quem a ordem é data, ou seja, é quem deve efetuar o pagamento;
- o beneficiário, também chamado de tomador, sendo a pessoa que receberá o pagamento, sendo assim o beneficiário da ordem.
Diante da descrição das situações jurídicas das partes envolvidas na letra de câmbio, e sendo o sacador a pessoa que dá a ordem ao sacado para efetuar o pagamento ao
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“aos trinta dias do mês de outubro de ..., V.Sa.(sacado) pagará por esta única via de letra de câmbio, a importância de R$...(...) ao Sr. Fulano de Tal (beneficiário). Local..., data..., assinatura (sacador)...”
É importante observar que não necessariamente as situações jurídicas são
representadas por três pessoas ou partes distintas. Podem ocorrer circunstâncias em que a mesma pessoa possa está representando duas situações ao mesmo tempo.
Cheque
O cheque é uma ordem de pagamento à vista, emitida por pessoa que possui fundos disponíveis no respectivo estabelecimento bancário (ou, eventualmente, direito de sacar contra garantia de títulos).
É muito comum ouvirmos expressões tais como "cheque ao portador" (quando não se consigna o nome do favorecido), "cheque administrativo" (emitido pelo próprio estabelecimento bancário, por ordem do titular de conta, em favor de terceiro por este indicado), "cheque cruzado" (que deve ser depositado em conta do favorecido) etc.
Mas, sem dúvida, a mais comum é "cheque pré-datado" (ou "pós-datado", que é a expressão mais correta), largamente adotado pelo comércio em geral.
A consignação da data de emissão do cheque é requisito obrigatório, por previsão legal. Todavia, se o cheque tem sua data determinada para oportunidade futura, isto é, se a data nele consignada diverge daquela em que efetivamente foi emitido, desnatura-se o caráter de ordem de pagamento a vista. Esta é a figura do cheque pré-datado (por exemplo: emissão de um cheque no dia 12.07.2001 para que seja apresentado em 12.08.2001).
Nesse caso, o emitente do cheque não está passando ao banco sacado uma ordem de pagamento a vista (embora o banco não reconheça tal condição). O que se verifica, nessa hipótese, é que a desconfiguração da ordem de pagamento a vista torna o cheque uma promessa de pagamento. Todavia, o banco não se obriga a reconhecer tal "acordo de cavalheiros".
Aqui reside o risco da prática de emissão de cheque pré-datado. A qualquer tempo o cheque pode ser apresentado e, como legalmente se trata de ordem de pagamento a vista, se houver provisão o banco o pagará; se não houver, o cheque será devolvido por falta de fundos. Todavia, cabe acrescentar que há decisões judiciais no sentido de que é obrigatória a observância, pelo beneficiário (aquele que recebe o cheque), da data futura pactuada entre as partes para a apresentação do cheque, sob pena inclusive de indenização ao emitente, a título de reparação por dano moral.
Consignação Mercantil
A consignação mercantil é o contrato por meio do qual uma pessoa envia mercadorias de sua propriedade para serem vendidas por um comerciante, com o preestabelecimento de determinadas condições de preço e de forma de pagamento.
A consignação pode ocorrer de duas formas. A primeira é aquela em que um comerciante envia a outro mercadorias de sua propriedade para que este as venda, em nome do remetente e nas condições que este previamente estipular. Normalmente, tais ajustes referem-se ao preço e às condições de pagamento.
A segunda forma, e mais usual, é aquela em que o comerciante envia as mercadorias para que sejam vendidas pelo destinatário, que as adquirirá do remetente se e quando elas forem negociadas. Nessa espécie de consignação não cabe ao remetente fixar as condições que nortearão as vendas a serem realizadas pelo recebedor, o qual procederá conforme entender melhor. 0 que importa, na realidade, é que o recebedor fica com o compromisso de, efetuando as vendas, adquirir as mercadorias do remetente.
Na consignação mercantil são partes o consignante e o consignatário. Consignante é aquele que remete as mercadorias para serem vendidas; consignatário, aquele que as recebe.
Contrato de Compra e Venda Mercantil
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Para fugir do informalismo absoluto da simples palavra falada e, ao mesmo tempo, não se prender ao rigor lento dos instrumentos de ajuste contratual, o contrato de compra e venda mercantil, na maioria dos casos, consubstancia-se pelo pedido de compra que o comprador faz ao vendedor ou mesmo pela nota fiscal, reconhecida e aceita pelo comprador por meio de assinatura e devolução do canhoto de recebimento da mercadoria.
Debêntures
As debêntures são, fundamentalmente, uma forma de captação de recursos para as sociedades anônimas (SA).
As empresas, ao se constituírem, são munidas de um capital para com ele iniciarem suas atividades. Todavia, após entrar em operação, pode sobrevir à necessidade de aumento dos recursos financeiros para ampliação dos negócios, o que levará a empresa a lançar mão de uma das seguintes alternativas, contratar empréstimo, aumentar o capital de giro ou emitir debêntures.
As debêntures são títulos mobiliários emitidos pela companhia como forma de captação de recursos da poupança privada. Elas devem ser nominativas e podem ser objeto de depósito com emissão de certificado.
Sua condição de titulo de crédito decorre da atribuição ao seu titular, de direito de crédito não eventual contra a companhia. No vencimento marcado no titulo, as debêntures serão resgatadas pela companhia, pagando-se o valor nominal acrescido das correções e dos juros pactuados, ressalvadas condições especiais (como conversão em ações do capital da companhia).
O valor nominal lançado no próprio titulo é mero referencial ou “valor de emissão” , que nem sempre coincidirá com o valor de resgate, porque as debêntures poderão ser corrigidas e pagar juros aos seus titulares.
Desconto de Duplicatas
O desconto de duplicatas é uma das formas mais comuns de obtenção de capital de giro pela empresa e consiste basicamente na “compra” a vista de tais títulos pelo banco, com cobrança de despesas bancárias e de juros correspondentes (geralmente, os de mercado para esse tipo de operação).
Caso o devedor (sacado) não quite seu débito, a empresa (cedente) é responsável pelo pagamento do titulo. Nesse caso, o valor será debitado na conta corrente da cedente. Portanto, enquanto a duplicata não for quitada, a empresa tem uma obrigação para com o banco.
Duplicata
A duplicata é um titulo de crédito emitido pelas vendas efetuadas a prazo e que corresponde à fatura. Ao aceitar a duplicata, o comprador assume o compromisso de resgatá-la, na data estipulada, pelo valor determinado. Pode-se dizer que a duplicata é o documento que comprova o pagamento da compra a prazo.
Se o aceitante (ou comprador) não resgatar a duplicata em seu vencimento, ficará sujeito a cobrança por meio de protesto.
A emissão de duplicata é facultativa, nos termos do art. 2º da Lei n° 5.474/68, segundo o qual, no ato da emissão da fatura, “dela poderá ser extraída duplicata”. Portanto, a duplicata emitida facultativamente, a fatura, obrigatoriamente. Entretanto, se o credor quiser circular o crédito decorrente da venda a prazo, na condição de efeito comercial, deverá emitir a duplicata.
Após emitida, a duplicata deve ser apresentada ao devedor para que ele possa conferir o valor e demais dados que constam no título, o que configurará a duplicata como papel indiscutível e exeqüível. O ato pelo qual o comprador, na condição de sacado, apõe sua assinatura no titulo, isto é, no corpo, no contexto da duplicata, o que manifesta de forma inequívoca sua concordância com o que dela consta, é o que se denomina “ aceite de duplicata”.
Fatura
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(trinta) dias, contado da data da entrega ou despacho das mercadorias, o vendedor extrairá a respectiva fatura para apresentação ao comprador."
O mesmo dispositivo legal, em seu § 12, estabelece que a fatura discriminará as mercadorias vendidas ou, quando convier ao vendedor, indicará apenas os números e valores das notas parciais expedidas por ocasião de vendas, despachos ou entregas das mercadorias, o que significa que podem ser realizados faturamentos ou entregas parciais, num determinado período, originando uma única fatura de venda mercantil que englobe todos os fornecimentos.
Muitas empresas adotam o sistema de nota fiscal-fatura que, simultaneamente, atende à legislação fiscal e à comercial. Inúmeras operações mercantis realizadas com pagamento postergado são documentadas mediante a emissão de nota fiscal-fatura.
Fiança
Segundo o Código Civil (art. 1.481), a fiança é um contrato que se efetiva quando uma pessoa se obriga por outra, para com seu credor, a satisfazer uma obrigação caso o devedor não a cumpra. É um ato de confiança do fiador no afiançado, manifestado de forma expressa. Sua principal característica, sob esse ângulo, é a de prestar garantia ao cumprimento de uma obrigação, salvaguardando os interesses do credor.
A fiança pode ser convencional, legal ou judicial. Denomina-se convencional a fiança resultante de contrato; legal, aquela que decorra da própria lei, sem a necessidade de manifestação de vontade; e judicial, a fiança decorrente de processo.
A fiança convencional é a que ocorre com maior freqüência, principalmente em face dos contratos de locação, nos quais essa garantia é habitualmente solicitada.
Folha de Pagamento
A folha de pagamento é um documento de emissão obrigatória para efeito de fiscalização trabalhista e previdenciária. A empresa é obrigada a preparar a folha de pagamento da remuneração paga, devida ou creditada a todos os segurados a seu serviço.
Para sua elaboração não existe modelo oficial, ou seja, podem ser adotados critérios que melhor atendam aos interesses de cada empresa. Mas há informações que, obrigatoriamente, nela devem constar, tais como:
• discriminação do nome dos segurados, indicando cargo, função ou serviço prestado; • agrupamento dos segurados por categoria (segurado empregado, trabalhador avulso, contribuinte individual);
• destaque do nome das seguradas em gozo de salário-maternidade;
• destaque das parcelas integrantes e não integrantes da remuneração e dos descontos legais (por exemplo: o desconto do Imposto de Renda na Fonte);
a indicação do número de quotas de salário-família atribuídas a cada segurado empregado ou trabalhador avulso.
Da folha de pagamento origina-se o recibo de pagamento (ou envelope de pagamento, como ainda é chamado por muitos), que indica os dados que constaram da folha relativamente a cada um dos empregados e a estes é entregue.
Guia da Previdência Social
As contribuições previdenciárias descontadas dos empregados e trabalhadores avulsos e as contribuições a cargo da empresa são recolhidas por meio da Guia da Previdência Social (GPS).
Desde a competência fevereiro/2001, os recolhimentos de contribuições sociais arrecadados pelo INSS da empresa são efetuados mediante débito em conta comandado por meio da internet ou por aplicativos eletrônicos disponibilizados pelos Bancos.
Guia de Recolhimento do FGTS e Informações a Previdência Social
Todos os empregadores são obrigados a depositar mensalmente e conta bancária vinculada, a importância correspondente a 8% da remuneração paga ou devida, no mês anterior, a cada trabalhador.
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Nota Fiscal
Nas operações de venda mercantil deve ser emitida a nota fiscal, que é o documento que relaciona os produtos fornecidos pelo vendedor (emitente) ao comprador, com indicação de quantidade, preço, nome do adquirente etc. Configura a circulação da mercadoria e, por isso, é o documento de trânsito por excelência, vale dizer, nenhuma mercadoria pode sair do estabelecimento vendedor desacompanhada da correspondente nota fiscal .
Sua emissão é obrigatória nas operações mercantis e os valores nela consignados servirão de base para a determinação das importâncias a serem recolhidas a titulo de ICMS e IPI.
Por ser um documento fundamentalmente fiscal é sujeito a inúmeras regras determinadas pela legislação federal e estadual, tais como:
Adequação a modelos e séries definidos na legislação fiscal (por exemplo:modelo 1 ou 1-A para nota de entrada e saída de mercadorias/produtos);
Autorização para impressão (ou seja: para confeccionar a nota fiscal, a empresa deve obter prévia autorização da Secretaria Estadual da Fazenda);
A nota fiscal é o documento que atesta, simultaneamente, a saída da mercadoria do estabelecimento vendedor e a entrada desta no estabelecimento comprador. No estabelecimento vendedor, a nota é escriturada num livro denominado Livro Registro de Saídas. No estabelecimento comprador, no Livro Registro de Entradas.
Em substituição à nota fiscal, empresas de comércio varejista normalmente emitem o Cupom Fiscal, observados os requisitos previstos na legislação Tributária.
Há também a nota fiscal de Serviços, que documenta a prestação de serviços efetuados pela empresa emitente e que, em geral, serve de base de cálculo do Imposto sobre serviços (ISS) municipal, devido pela prestadora.
Nota Promissória
A nota promissória é uma promessa direta de pagamento do devedor ao credor que pode ter origem, por exemplo, num contrato de compra e venda. É comum a emissão de notas promissórias, por exemplo, na venda de estabelecimento comercial para pagamento em prestações.
Ao emiti-Ia em favor do credor, o devedor compromete-se a realizar o pagamento nas condições determinadas em seu contexto, na data nela fixada e à vista do título.
Paga-se a nota promissória à vista do título, mediante sua apresentação. Quita-se a nota promissória com a entrega, pelo credor, do título ao devedor. O pagamento deve ser feito até a data convencionada no próprio título, uma vez que um de seus requisitos essenciais é a consignação expressa dessa data.
É desnecessário qualquer aceite na nota promissória, uma vez que a própria emissão e assinatura do sacado-emitente a tornam completa.
Pedido de Compras
O pedido de compras é o documento por meio do qual se formaliza a venda acordada entre as partes, ou seja, entre a empresa vendedora e a compradora, Tanto pode ser emitido pelo setor de vendas da primeira quanto pelo setor de compras da segunda, e indica a quantidade, o tipo, as características e o valor do produto cuja transação acaba de ser concluída entre fornecedor e cliente.
Sua emissão, que é facultativa, dá origem à nota fiscal de venda (esta, de emissão obrigatória). O pedido de compra, em grande parte dos casos, faz as vezes de efetivo contrato de compra e venda mercantil,
Penhor Mercantil
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De acordo com o art. 271 do Código Comercial "o contrato de penhor, pelo qual o devedor ou um terceiro por ele entrega ao credor uma coisa móvel em segurança e garantia de obrigação comercial, só pode provar-se por escrito assinado por quem recebe o penhor".
Podem ser objeto de penhor todas as coisas móveis suscetíveis de alienação. O art. 273 do Código Comercial faculta dar em penhor bens móveis, mercadorias e quaisquer outros efeitos, títulos da dívida pública, ações de companhias e quaisquer outros papéis de crédito negociáveis. Entre estes últimos podem ser incluídas a duplicata e a nota promissória.
O contrato de penhor mercantil é vinculado a um contrato principal que estipula uma obrigação garantida pela coisa empenhada. Vencida a obrigação principal, o penhor também será considerado vencido na mesma data convencionada no contrato da obrigação principal.
Pró-labore
O Pro labore (que significa remuneração percebida por uma pessoa em retribuição ao
trabalho realizado ou como compensação pela incumbência que lhe foi atribuída) é a remuneração paga aos diretores ou sócios-gerentes (de sociedades comerciais ou civis), bem como ao titular de empresa individual de uma empresa pelo exercício efetivo do cargo.
As pessoas supracitadas empreendem um trabalho, intelectual ou físico, para a consecução do objeto social da empresa e, conseqüentemente, para a obtenção de resultados positivos.
Reside no trabalho, no concurso pessoal deles para a realização do objeto, o direito que lhes é reconhecido pela legislação de ter seu trabalho remunerado.
Recibo
O Recibo é o documento que comprova o pagamento ou o recebimento de bens ou valores, ou seja, contém a confissão expressa de que aquele que o subscreve recebeu a quantia devida ou determinado bem. Portanto é a prova básica de que a obrigação ou dívida foi paga. Pode ser um documento isolado ou mero escrito em outro documento - em qualquer caso, atestará a quitação.
Reserva de Domínio
A reserva de domínio, bastante difundida na alienação de bens móveis duráveis, tem por finalidade assegurar ao vendedor a propriedade dos bens alienados a prazo até que o crédito seja extinto pelo pagamento das prestações.
É comum o credor valer-se desse instituto em negociações que envolvam o trespasse de estabelecimento comercial, venda de bens integrantes da montagem de escritórios, oficinas e outros.
A reserva de domínio é cláusula integrante do contrato de compra e venda, como manifestação da vontade das partes. Não há nenhum procedimento ou forma específica. A simples inserção no contrato de cláusula que reserve o domínio dos bens ao vendedor é suficiente para sua validade e configuração.
Triplicata
A perda ou extravio da duplicata obriga o vendedor a extrair triplicata, que terá os mesmos efeitos e requisitos e obedece às mesmas formalidades daquela, Portanto, a emissão da triplicata não é facultativa, a exemplo do que sucede com a emissão da duplicata. Trata-se de imposição legal, nos casos de perda ou do título original.
6) Escrituração Comercial e Fiscal
Exigência de Escrituração
A escrituração contábil e fiscal de uma empresa (firma individual ou societário) é exigida:
pela legislação comercial, tendo em vista os interesses dos proprietários da empresa(titulo, sócios ou acionistas), e de terceiros que com ela se relacionam(por exemplo: fornecedores e bancos); e
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as operações realizadas pela empresa, os resultados apurados em atividades no território nacional, bem como os lucros, rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior.
Regras básicas da escrituração
A escrituração deve ser completa, em idioma e moeda corrente nacional, em forma mercantil, com individualização e clareza, por ordem cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em branco nem entrelinhas, borraduras, rasuras, emendas e transporte para as margens, observando-se que:
1. os registros contábeis devem estar lastreados em documentos hábeis segundo a sua natureza ou assim definidos em preceitos legais:
2. a forma de escriturar suas operações é de livre escolha de cada empresa, desde que obedecidos os princípios e as técnicas ditados pela contabilidade. Não cabe o fisco opinar sobre processos de escrituração, os quais só ficarão sujeitos à impugnação quando estiverem em desacordo com as normas e padrões de contabilidade geralmente aceitos ou se puderem levar a um resultado diferente do legítimo.
Os erros eventualmente cometidos na escrituração devem ser corrigidos por meio de procedimentos específicos denominados lançamento de estorno, de transferência ou de complementação.
Livros Comerciais
A escrituração comercial deve seguir ordem uniforme, com a utilização de livros e papéis adequados, cujos números e espécie ficam a critério da empresa.
Livro Diário
O livro diário é o registro básico de toda a escrituração contábil. Nele devem ser lançados, dia a dia, todos os atos ou operações da atividade que modifiquem ou possam via a modificar a situação patrimonial da pessoa jurídica.
Este livro deve ter termos de abertura e encerramento.
Deve ser autenticado em cartório no caso de prestador de serviços e em Junta Comercial caso de empresa comercial.
Os lançamentos podem ser feitos diretamente ou por reprodução (feitos com tintas copiativas, método em desuso com a chegada dos computadores).
Pode também ser feito escrituração mecanizada, onde se utiliza lotes de fichas ou folhas soltas.
O modelo mais utilizado e praticamente dominante é o feito através do sistema informatizado.
Qualquer que seja o método, terá que satisfazer os requisitos e as normas de escrituração exigidas para os livros mercantis, tais como:
forma mercantil, com individualização e clareza; ordem cronológica de dia, mês e ano;
inexistência de intervalos em branco, entrelinhas, borraduras, etc. garantia de nitidez e indelebilidade.
A escrituração no livro diário pode ser feito também de maneira resumida, desde que não exceda o período de um mês, exclusivamente para contas numerosas ou realizadas fora da sede da empresa (filiais, sucursais), desde que:
sejam utilizados livros auxiliares
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Modelo de Livro Diário
Livro Diário n° Folha n°
Data Conta Histórico Débito Crédito
16.08.05
16.08.05
Fornecedores
Bancos
Valor referente ao cheque n° 123, do banco Omega AS, utilizado para pagamento da duplicata n° 001, da Comercial Alfa
Valor referente ao cheque n° 123, do banco Omega AS, utilizado para pagamento da duplicata n° 001, da Comercial Alfa
$ 150,00
$ 150,00
Livro Razão
O Livro Razão é utilizado para resumir e totalizar, por conta ou subconta, os lançamentos efetuados no livro Diário. Ele reflete exatamente o que consta no livro Diário, mas de maneira individualizada.
O Livro Razão está dispensado do registro no Cartório ou Junta Comercial.
O Livro Razão é obrigatório para as empresas que apuram seus impostos por meio do lucro real.
Veja um modelo de Livro Razão
Ficha Razão
Conta: 111.02 – Banco Conta Movimento SubConta 111.01.001 – Banco Ômega AS
Data Histórico Débito Crédito Saldo
01.08.2005 Saldo anterior -970,00
03.08.2005 Cheque n° 125.321 800,00 -170,00
10.08.2005 Aviso de Débito 5,00 -165,00
13.08.2005 Depósito 500,00 -665,00
16.08.2005 Depósito 400,00 -1.065,00
16.08.2005 Cheque n° 125.322 265,00 -800,00
20.08.2005 Aviso de Crédito 200,00 -1.000,00
23.08.2005 Aviso de Débito 2,50 -997,50
30.08.2005 Cheque n° 125.325 100,00 -897,50
Livro Registro de Duplicatas
A escrituração do livro Registro de Duplicatas é obrigatório para empresas que utilizam vendas a prazo. O livro registro de duplicatas pode ser utilizado como livro auxiliar. Desde que devidamente registrado na Jucesp.
Outros livros auxiliares
Há outros livros auxiliares da escrituração mercantil utilizados de acordo com as necessidades de controle da empresa, tais como os livros:
Caixa, que registra a movimentação de numerário
Contas corrente, que registra a movimentação bancária da empresa.
Na pratica as empresa não utilizam os livro caixa e Contas-Corrente, porque a contabilidade já registra suficientemente a movimentação que neles seria lançada.
Livros Fiscais exigidos pela legislação do imposto de Renda
Além dos livros comerciais, as empresas devem obrigatoriamente, escriturar os seguintes livros fiscais.
1) Livro Registro de Inventário
mercadorias, produtos em fabricação, bens do almoxarifado - 2) Livro Registro de Entradas
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identificação das notas fiscais de vendas 4) Livro de apuração do Lucro Real (LALUR)
lançamento dos ajustes do lucro líquido
5) LMC – Livro movimentação de combustíveis (para postos revendedores)
6) Livro registro permanente de estoque. (Para empresas que exercem compra e venda, incorporação, construção, loteamento ou desmembramento de imóveis.)
Note que os livros mencionados acima são exigidos para empresas optantes do Lucro Real e Presumido, para empresa optante do SIMPLES, alguns são dispensados.
Escrituração por processamento eletrônico de Dados
Os livros acima podem ser escriturados por processamento de dados, em formulários contínuos desde que algumas regras sejam obedecidas.
• as folhas impressas deverão ser numeradas, em ordem seqüencial, mecânica ou tipograficamente.
• Após escriturados os mesmos deverão ser encadernados com termo de abertura e encerramento, padronizado, apresentados aos órgãos competentes para autenticação. • Empresas no Lucro Real devem arquivar os arquivos magnéticos por 5 anos.
Autenticação dos Livros
a) Juntas Comerciais – empresas comerciais
b) Cartórios de registro – no caso de sociedade simples. (Não confunda com empresa optante do Simples)
Livros Dispensados da Autenticação Estão dispensados de autenticação.
a. Livro Razão b. Livros Auxiliares
c. Livro apuração do Lucro Real
d. Livro Movimentação de Combustível
Empresas dispensadas de Escrituração
Para efeito da legislação tributária, ficam dispensadas da manutenção de escrituração comercial as pessoas jurídicas:
que, legalmente habilitadas para tanto, optarem pela tributação com base no lucro presumido.
as micro-empresas e empresas de pequeno porte (ME e EPP)
Para tanto, devem manter em boa ordem e guarda e enquanto não decorrido o prazo decadencial e não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes:
a. Livro Caixa
b. Livro Registro de Inventário
c. Todos os documentos e demais papéis que serviram de base para a escrituração dos livros referidos nas letras “a” e “b”
Responsabilidade do Profissional
A escrituração contábil das pessoas jurídicas deve ficar sob a responsabilidade de contabilista legalmente habilitado nos termos da legislação específica. A habilitação profissional pressupõe, além da formação escolar, o registro no CRC.
As demonstrações contábeis obrigatórias devem ser assinadas pelos sócios ou administradores e pelo contabilista responsável pela escrituração.
Livros exigidos pela Legislação do ICMS/IPI e do ISS
Além dos livros anteriormente citados, as pessoas jurídicas contribuintes do ICMS e do IPI, devem possuir os seguintes livros.
Registro de Entradas Modelo 1 (ICMS e IPI) Registro de Entradas Modelo 1-A (ICMS) Registro de Saídas Modelo 2 (ICMS e IPI) Registro de Saídas Modelo 2-A (ICMS)
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Registro de Selo Especial de Controle Modelo 4 (IPI - Bebidas alcoólicas, Cigarros) Registro de Impressão de documentos fiscais e Termos de ocorrências Modelo 6 (obrigado por todas as empresas que utilizam notas fiscais)
Registro de Inventário Modelo 7 (Mercadorias em estoque)
Registro de Apuração do IPI – Modelo 8 (Estabelecimentos industriais ou a eles equiparados, que pagam IPI)
Registro de Apuração do ICMS – Modelo 9 (Estabelecimentos inscritos como contribuintes do ICMS)
As pessoas jurídicas cuja atividade é a de prestação de serviços, devem possuir o Livro de Registro de Notas fiscais e serviços prestados.
Livros sociais exigidos para as Sociedades Anônimas Registro de ações nominativas;
Transf. De ações nominativas Atas de Assembléias Gerais Presença de Acionistas Atas de Reunião da Diretoria
Atas de pareceres do conselho fiscal
Atas de Reuniões do conselho de Administração
7) Prazo de Guarda de Documentos
Para não pagar duas vezes, é melhor guardar.
O empresário deve ficar atento ao prazo mínimo para a guarda de documentos.
Os comprovantes de qualquer pagamento efetuado à Previdência Social, por exemplo, devem permanecer arquivados por pelo menos 30 anos e, em plena era digital, em papel. Descarte de documentos antes da hora implica em prejuízos.
Por Laura Ignácio
A quantidade de declarações e obrigações fiscais muitas vezes leva as empresas a não guardar esses documentos. Com isso, o empresário corre um sério risco: ter que pagar novamente o que já pagou. "No Brasil, ao contrário da maioria dos países, a boa-fé do contribuinte não é presumida e a responsabilidade de provar o pagamento é dele", alerta o advogado Luis Carlos Galvão, diretor do departamento jurídico do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)."
Se o contribuinte não tem como comprovar um pagamento para o Fisco, é obrigado a recolher novamente o tributo, acrescido de multa de até 20% do valor devido e juros pela taxa Selic, explica o vice-presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis do Estado de São Paulo (Sescon-SP), José Maria Chapina Alcazar.
Cada documento tem que ser guardado por um prazo mínimo, de acordo com a tabela do Ciesp (ver ao lado) que também traz as alíneas de devolução e prazos de validade dos cheques. "Muitos acreditam que cinco anos é o prazo para guardar qualquer documento, mas aqueles que podem ser pedidos pela Previdência Social, por exemplo, precisam ser arquivados por 30 anos", diz Galvão. E devem ser preservados os originais. "Hoje é comum a digitalização de documentos, mas as autoridades não acreditam neles", afirma.
Muitos se esquecem das implicações fiscais de documentos comerciais e jogam fora o que não deveriam. "Se uma empresa pagou um fornecedor com duplicata, esse título prescreve em dois anos para fins comerciais, mas para fins fiscais é preciso guardar por cinco anos", esclarece Alcazar.
O início da contagem do prazo varia. O prazo de dez anos para guardar o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), por exemplo, deve ser contado a partir da entrega da declaração ao Fisco, segundo Galvão.
Alcazar explica que se o empresário não comprovar o pagamento e se recusar a pagar novamente para o Fisco ou para um fornecedor, ele pode ter que responder à ação na Justiça.
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Prazos obrigatórios de guarda de documentos
Tipos de Documentos Prazo obrigatório de guarda
pela empresa Amparo legal
Balancete 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional Cofins 10 anos Lei 8.212 Art 33Lei Orgânica da Seguridade Social Conciliação Bancária 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional Conhecimento de Frete 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional Conta de Água 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional Conta de Luz 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional Conta de Telefone 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional DAE (Documento de Arrecadação Estadual) 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional DAMEF (Declaração Anual de Movimento Econômico e
Fiscal) 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional DAPI (Demonstrativo de Apuração e Informação do ICMS) 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional Duplicatas Recebidas/Emitidas 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional Extrato Bancário 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional GAM (Guia de Arrecadação Municipal) 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional ICMS (Imposto de Circulação de Mercadorias) 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional Imposto de Renda Autônomo Declaração na Receita Federal10 anos após a entrega da Lei 8.212 Art 46Lei Orgânica da Seguridade Social Imposto de Renda Pessoa Física 5 anos após a entrega da
Declaração na Receita Federal
Instrução Normativa n°8/93 Art. 4° Secretaria da Receita Federal
IPI (Imposto de Produtos Industrializados) 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional IPTU (Imposto Predial Urbano) 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos
Automotores) 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) 10 anos após a entrega da
Declaração na Receita Federal Lei 8.212 Art 46Lei Orgânica da Seguridade Social ISSQN (Imposto sobre Serviços de qualquer natureza) 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional ITBI (Imposto de Transmissão Bens Imóveis) 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional ITR (Imposto Territorial Rural) 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional Livro Balanço Patrimonial/Geral Permanente A lei não prevê descarte
Livro de Apuração de Lucro Real (Lalur) a data do último lançamento10 anos considerando Lei 8.212 Art 46Lei Orgânica da Seguridade Social Livro de Razão 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional Livro de Registro de ICMS 5 anos considerando
a data do último lançamento Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional Livro de Registro de Inventário 31 anos considerando
a data do último lançamento
Parecer 410Coordenação do sistema de Tributação (CST/SIPR)
Livro de Registro de Saídas 10 anos considerando
a data do último lançamento Lei 8.212 Art 46Lei Orgânica da Seguridade Social
Livro Diário Permanente
Livro Registro de Entradas 5 anos considerando
a data do último lançamento Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional Movimento Contábil ou Movimento de Caixa 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional Nota Fiscal de Fornecedor 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional Nota Fiscal de Imobilizado 5 anos após
depreciação do bem Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional Nota Fiscal de Saída 10 anos Lei 8.212 Art 46Lei Orgânica da Seguridade Social Nota Fiscal de Venda de Imobilizando 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional Ordem de Serviço 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional PIS (Programa de Integração Social) Recolhimento 10 anos Lei 2.052/83 Art. 3° e 10°PIS-PASEP Recibo de Depósito Bancário 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional Reembolso de Despesas/ Despesas Viagens 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional RPA (Recibo de Pagamento de Autônomo) 30 anos Lei 8.212 Art 45 § 1°Lei Orgânica da Seguridade
Social
Taxa de Fiscalização para Funcionamento 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional VAF (Verificação de Apuração Fiscal) 5 anos Lei 5.172 Art 173Código Tributário Nacional
prazo de guarda de documentos - 2 anos: Pedido de Demissão;
Aviso Prévio; e,
Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho. b) prazo de guarda de documentos - 3 anos: