Eduardo Franscisco da Fonseca Turma A – Sub turma 2
Jacqueline Bonardi Tavares Professor Dr. Yossi Zana
Mike Militello Diurno
William da Silva Oliveira
Bases Computacionais da Ciência - BC 0005
Relatório Final
A doação de sangue no Sudeste brasileiro
Universidade Federal do ABC
Sumário
1. Introdução
01
2. Objetivos
04
3. Justificativa
05
4. Metodologia
05
5. Apresentação dos dados e análise dos resultados
07
6. Correlações
23
7. Conclusão
26
Introdução
O sangue pode ser considerado como o fluido biológico que carrega nutrientes e gases até as células do organismo. Este fluido pode ser fracionado em: plasma (parte liquida do sangue), glóbulos vermelhos ou hemácias (que conduzem Oxigênio e Gás Carbônico), glóbulos brancos ou leucócitos (sistema de defesa do organismo) e plaquetas (realizam a coagulação do sangue).
Por estas e outras razões, o sangue é muito importante para o organismo e não pode ser produzido em laboratório, ou seja, este fluido é insubstituível. Por isso, a doação de sangue é a forma de “repor” o sangue pelos pacientes que precisam. Um homem adulto saudável possui em torno de 5 litros de sangue. Atualmente, o sangue é classificado no sistema ABO, a saber: A, B, AB e O; ainda temos a classificação baseada no fator RH + e RH – e estes sistemas determinam o receptor e o doador compatíveis, de acordo com a tabela abaixo:
Sangue Tipo: Doa para: Recebe de:
A A e AB A e O
B B e AB B e O
AB AB A, B, AB e O
O A, B, AB e O O
Rh Positivo Rh Positivo Rh Positivo Rh Negativo
Rh Negativo Rh Positivo
Rh Negativo Rh Negativo
hemocentros brasileiros, os estoques são compostos de 50% de sangue O positivo.
Historicamente, James Blundell, em 1818, realizou a primeira transfusão de sangue humano em mulheres com hemorragia pós-parto. Até então, somente haviam sido feitas transfusões utilizando sangue de animais em humanos, como ocorreu em Paris no século XVII. Com os avanços da medicina e pesquisas na área, a técnica de transfusão sanguínea foi sendo aprimorada e “regrada” de acordo com os tipos sanguineos do doador e receptor, igualmente com suas respectivas condições de saúde.
No Brasil, as “regras” básicas para ser um doador são: 1. Gozar de boas condições de saúde;
2. Ter entre 18 e 65 anos; 3. Pesar no mínimo 50 Kg;
4. Estar alimentado e descansado.
Alguns fatores podem impedir temporariamente um doador, como: gripe, gravidez, amamentação, ingestão de bebida alcoólica nas 4 horas anteriores à doação e tatuagem. Outros podem impedir definitivamente, como hepatite B e C, AIDS, doenças dos vírus HTLV I e II, Doença de Chagas, uso de drogas injetáveis, Malária, caso de câncer (inclusive Leucemia), problemas no pulmão, coração, rins ou fígado, ter problemas de coagulação de sangue, diabetes, caso de tuberculose extra-pulmonar, caso de elefantíase, hanseníase, além de outros fatores.
As etapas para a doação de sangue são bem simples:
Cadastro Teste de
Anemia
Teste de Sinais Vitais
Triagem Clínica
Voto de Auto-exclusão
Tempo Etapa
3 minutos Recepção e Cadastro – O candidato à doação informa seus dados e
recebe um código que o acompanha durante todo o processo da doação. Ele deve apresentar um documento de identidade.
2 minutos Teste de Anemia – Retira-se uma gota de sangue do dedo. Pessoas
com anemia não podem doar.
1 minuto Sinais Vitais e Peso – São verificados o batimento cardíaco, pressão
arterial e peso do candidato.
8 minutos Triagem Clínica – O candidato responde a uma entrevista confidencial,
com o objetivo de avaliar se a doação pode trazer riscos para ele ou para o receptor.
2 minutos Voto de Auto-exclusão – Depois da entrevista, o candidato tem a
oportunidade de dizer se tem ou não comportamento de risco para Aids. Sua identidade é preservada, pois a bolsa é identificada pelo código de
barras. Se a resposta for Sim, ele fará a doação, o sangue passará por
todos os testes e, mesmo que os resultados forem negativos, a bolsa
será desprezada. Se a resposta for Não, a bolsa só será utilizada se
todos os exames apresentarem resultados negativos.
10 minutos Coleta –São coletados cerca de 450 ml de sangue em uma bolsa de uso
único, estéril, sendo portanto a coleta de sangue totalmente segura.
Lanche
Após a doação, deve-se ter alguns cuidados: evitar dobrar o braço por volta de 30 minutos, evitar esforços físicos por no mínimo 12 horas, beber bastante líquido, não fumar por 2 horas, manter o curativo por 4 horas e evitar bebidas alcoólicas por 12 horas.
Depois da coleta, a bolsa de sangue é levada para o fracionamento e para exames de: Tipagem sanguínea (ABO e Rh), Chagas, Sifilis, HIV, Hepatites B e C e HTLV I e II. Após a constatação da seguridade do sangue, a bolsa de coleta vai para os estoques do banco de sangue.
plaquetas (tratamento de hemorragia e quimioterapia de pacientes com câncer). Por tudo isso, que a doação de sangue salva até quatro pessoas. Qualquer brasileiro que esteja apto aos requisitos supra citados pode doar sangue, entretanto, anualmente no Brasil, apenas 2,16% da população o faz . Os motivos são, em linhas gerais, medo e ignorância.
A doação no Brasil é dividida em duas categorias: vinculada e voluntária. A vinculada é a doação em que o sangue do doador se destina à um parente ou amigo necessitado. Já a doação voluntária, é aquela em que uma pessoa doa por solidariedade e por sentimento altruístico, sem que não haja o conhecimento do destino do seu sangue. Aqui no Brasil, a forma de doação predominante é a vinculada, que representa cerca de 52% das coletas.
Alguns mitos contribuem para o afastamento de doadores no Brasil. São estes: 1. Quem doa uma vez deve continuar doando sempre;
2. O sangue “afina” depois da doação, desencadeando anemia; 3. A doação de sangue vicia;
4. Há chances de contaminação; 5. A doação emagrece.
A doação de sangue no Sudeste é uma questão complicada, pois há grandes necessidades de doação por parte de bancos de sangue e hospitais, e em contrapartida, há uma ínfima parcela da população que doa.
Objetivos
Justificativa
O tema escolhido abrange um assunto importante e que pode ser trabalhado por diferentes aspectos sobre a doação de sangue no Sudeste. O levantamento de alguns dados pode ajudar a entender a dinâmica da doação de sangue e como a população daquela região se comporta em relação a isso. Inicialmente o tema se baseou somente na cidade de São Paulo, porém convencionou-se a mudança para a análise da região sudeste, pois estes dados estatísticos são mais genéricos.
Metodologia
Os dados aqui apresentados foram coletados a partir de entidades competentes, como a ANVISA ( Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Instituto pró sangue de São Paulo e UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro). Este levantamento foi baseado em pesquisas teóricas e entrevistas feitas com os doadores de sangue. A principio, várias tabelas foram recebidas através de e-mail e, também através de sites de hemocentros e órgãos especializados.
A seleção dos dados foi feita de acordo com a sua relevância: gênero, faixa etária, estado civil, etnia, grau de escolaridade, e os motivos que levam as pessoas a doarem ou não. Após a seleção das tabelas, iniciou-se a construção dos gráficos, pois desta forma as informações são melhores visualizadas e interpretadas. Os tipos de gráficos utilizados foram de colunas ( que mostram os valores absolutos dos aspectos analisados, permitindo uma melhor comparação entre os valores), de pizza (que relaciona as variáveis em relação ao todo) e de barras (usado para comparar níveis absolutos). As informações aqui utilizadas foram trabalhadas em pontos percentuais e por número de entrevistados.
As classificações das variáveis plotadas nos gráficos são:
que no eixo X está a variável Independente (Feminino, Masculino, idades, etc.). No eixo Y, tem-se a variável Dependente, ou seja, os dados coletados durante a pesquisa, que neste caso foram em pontos percentuais.
No gráfico de Etnia tem-se o contrário do gráfico de colunas, onde a variável Dependente (percentagem) está no eixo X e a Independente está no eixo Y.
Apresentação dos Dados e Análise dos Resultados
Os dados pesquisados estão organizados nas tabelas e nos gráficos correspondentes. Em todos os aspectos baseou-se em conceitos introdutórios de estatística para o cálculo do desvio padrão (que mostra o quanto os dados analisados “fogem” da média), da mediana (o valor da metade das amostras), da média (valor central dos dados) e da margem de erro (ponto percentual que indica o erro relativo).
Gênero
Um dos aspectos analisados em estatística e em diversas pesquisas é o gênero. Neste tema, analisou-se quem participa mais: o público masculino ou o feminino. Os dados relativos ao gênero foram distribuídos na tabela abaixo:
Gênero % Frequência Margem de Erro
(Erro relativo)
Feminino 38,98% 601 2%
Masculino 61,02% 941 2%
Não Respondeu 0,000% 0 2%
Total de entrevistados 1542
Desvio Padrão 476,49
Mediana 601
Média 514
Dados (x)
Desvios Quadrado dos
Desvios
601 601 – 514 = 87 7569
941 941 – 514 = 427 182329
0 0 – 514 = -514 264196
Média= 514 =
O desvio padrão pode ser calculado a partir da variância:
S2 = 454094\ 2= 227047, sendo o Desvio padrão o quadrado da variância, tem-se:
S= 227047 ~ 476,49
Faixa etária
Esta faceta visa apurar qual faixa de idade contribui significativamente para os estoques dos Bancos de Sangue. Os dados foram organizados na tabela abaixo:
Faixa Etária % Frequência Margem de Erro
(Erro relativo)
18-19 anos 8,04% 124 2%
20-24 anos 23,74% 366 2%
25-29 anos 18,09% 279 2%
30-39 anos 27,11% 418 2%
40-49 anos 15,95% 246 2%
50-59 anos 6,23% 96 2%
Acima de 59 anos 0,52% 8 2%
Não respondeu 0,32% 5 2%
Total de entrevistados 1542
Mediana 157,89
Média 192,75
Desvio Padrão 157,89
Dados (x)
Desvios Quadrado dos
Desvios
124 124 – 192,75 = -68,75 4726,6 366 366 – 192,75 = 173,25 30015,6 279 279 – 192,75 = 86,25 7439,0 418 418 – 192,75 = 225,25 50737,6 246 246 – 192,75 = 53,25 2835,6
Média= 192,75 = 174355,4
O desvio padrão pode ser calculado a partir da variância:
S2 = 174355,4\ 7 = 24907,9, sendo o Desvio padrão o quadrado da variância,
tem-se:
S= 24907,9 ~ 157,8
dessas pessoas, o que acaba por dificultar ou impossibilitar a doação de sangue.
Estado Civil
O estado civil não é tão considerável quanto os outros quesitos, entretanto, ajuda a entender melhor o perfil dos doadores. O fator Estado Civil foi organizado na tabela abaixo:
Estado Civil % Frequência Margem de Erro
(Erro relativo)
Solteiro 51,62% 796 2%
Casado 38,85% 599 2%
Viúvo 1,36% 21 2%
Divorciado 4,60% 71 2%
Outros 3,57% 55 2%
Não respondeu 0,00% 0 2%
Total de entrevistados 1542 Desvio Padrão 347,74
Mediana 63
Média 257
Dados (x)
Desvios Quadrado dos
Desvios
796 796 – 257= 539 290521
599 599 – 257= 342 116964
21 21 – 257= -236 55696
71 71 – 257= -186 34596
55 55 – 257 = - 202 40804
0 0 – 257= -257 66049
Média= 257 =
O desvio padrão pode ser calculado a partir da variância:
S2 = 604630\ 5 = 120926, sendo o Desvio padrão o quadrado da variância, tem-se:
S= 120926~ 347,74
A maior parte das doações, mais de 50% são feitas por solteiros, seguida por casados, que representam 38,85%, sobrando apenas uma pequena parcela para aqueles pertencentes a outros estados civis. Isso se deve principalmente ao fato da maioria da população ser solteira ou casada e, portanto, já é esperado que esses dois tipos de estados civis sejam predominantes na porcentagem de doadores de sangue.
Etnia
Trançando esta relação, pode-se entender os motivos porque os grupos orientais e asiáticos não quase não tem participação na doação de sangue no Sudeste.
Etnia % Frequência Margem de Erro
(Erro relativo)
Branca 54,28% 837 2%
Parda 32,10% 495 2%
Negra 12,84% 198 2%
Oriental 0,00% 0 2%
Asiática 0,00% 0 2%
Indígena 0,00% 0 2%
Outros 0,78% 12 2%
Não Respondeu 0,00% 0 2%
Total de entrevistados 1542 Desvio Padrão 313,44
Mediana 6
Média 192,75
Dados (x)
Desvios Quadrado dos
Desvios
837 837 – 192,75= 644,25 415058,06 495 495 – 192,75= 302,25 91355,06 198 198 – 192,75= 5,25 27,56
0 0 – 192,75= -192,75 37152,56
0 o – 192,75 = --192,75 37152,56
0 0 – 192,75= -192,75 37152,56
12 12-192,75 = -180,75 32670,56
Média= 192,75 =
O desvio padrão pode ser calculado a partir da variância:
S2 = 650568,92\ 6 = 108428,15, sendo o Desvio padrão o quadrado da
variância, tem-se:
S= 108428,15~ 313,44
Grau de Escolaridade
A análise deste fator, é relevante para entender como o nível de informação e de conhecimento podem interferir nas taxas de doação:
Escolaridade % Frequência Margem de Erro
(Erro relativo)
Doutorado 0,00% 0 5%
Mestrado 0,00% 0 5%
Especialização 0,84% 13 5%
Superior Completo 9,73% 150 5%
Superior Incompleto 11,80% 182 5%
Ensino Médio Completo 38,52% 594 5%
Ensino Médio Incompleto 8,04% 124 5%
5 a 8 série completa 11,15% 172 5%
5 a 8 série incompleta 10,96% 169 5%
1 a 4 série completa 1,88% 29 5%
1 a 4 série incompleta 6,29% 97 5%
Sem escolaridade 0,00% 0 5%
Não respondeu 0,00% 0 5%
Outros 0,78% 12 5%
Total de entrevistados 1542
Desvio Padrão 157,55
Mediana 63
Média 110,14
Dados
(x)
Desvios
Quadrado dos Desvios
0 0 – 110,14= 110,14 12130,8
0 0 – 110,14= 110,14 12130,8
13 13 – 110,14= -97,14 9436,17 150 150 – 110,14= 39,86 1588,82 182 182 – 110,14= -86 7396 594 594 – 110,14= -192,75 37152,56
124 124-110,14= 13,86 192,09
172 172 - 110,14= 61,86 3826,65
169 169- 110,14=58,86 3464,49
29 29 - 110,14= 81,14 6583,69
97 97 - 110,14= -13,14 172,65
0 0- 110,14= -110,14 12130,8
0 0 - 110,14= -110,14 12130,8
12 12 - 110,14= -98,14 9631,45
Média=
110,14
=
127967,77
O desvio padrão pode ser calculado a partir da variância:
S2 = 127967,77\ 13 = 9843,67, sendo o Desvio padrão o quadrada variância, tem-se:
A grande faixa de doadores, em média, está entre aqueles que possuem desde o ensino fundamental incompleto até aqueles que concluíram o ensino superior, com grande destaque àqueles que fizeram apenas o segundo grau completo (38,52%). Pode-se concluir a partir dessas informações que o grau de escolaridade em nada se relaciona com o nível de conscientização das pessoas sobre a importância de se doar sangue, pois a grande maioria dos doadores do sudeste possui apenas o segundo grau completo.
Motivos que levam as pessoas doarem
Sabe-se que a doação de sangue pode ser um ato voluntário, e este ato deve ter uma motivação, um argumento que leva as pessoas até um banco de sangue. Os principas motivos para isto estão relacionados na tabela abaixo:
Conhecimento sobre a doação de sangue % Frequência
Margem de Erro (Erro
relativo)
Ato bom, de amor/solidariedade/humanidade 31,33% 266 5%
Importante 16,25% 138 5%
Salvar Vidas 6,95% 59 5%
Ajudar o próximo 8,95% 76 5%
Necessária 5,89% 50 5%
Acha bom/gosta 4,00% 34 5%
Conscientização 7,18% 61 5%
Vida 1,06% 9 5%
Essencial/Fundamental 10,60% 9 5%
Interessante 0,00% 0 5%
Nobre/Louvável 0,71% 6 5%
Cidadania 1,18% 10 5%
Outros 9,31% 79 5%
Não sabe 1,30% 11 5%
Não respondeu 4,83% 41 5%
Total de entrevistados 1701
Desvio Padrão 69,03
Mediana 41
Média 56,6
Dados
(x)
Desvios
Quadrado dos Desvios
266 266 – 56,6= 209,4 43848,36 138 138 – 56,6= 81,4 6625,96
34 34 – 56,6= -22,6 510,76 61 61-56,6= 4,4 19,36
9 9 - 56,6= - 47,6 2265,76
9 9- 56,6=- 47,6 2265,76
0 0 - 56,6= - 56,6 3203,56
6 6 - 56,6= -50,0 2500
10 10 - 56,6= -46,6 2171,56
79 79 - 56,6= 22,4 501,76
11 11- 56,6= -45,6 2079,36
41 41 - 56,6= -15,6 243,36
Média=
56,6
=
66661,24
O desvio padrão pode ser calculado a partir da variância:
S2 = 66661,24 \ 14 = 4761,51, sendo o Desvio padrão o quadrada variância, tem-se:
Motivos que levam as pessoas a não doarem
O estudo deste aspecto é relevante para entender porque há uma constante necessidade dos bancos de sangue e hospitais. Da mesma forma que se analisou os motivos que levam as pessoas a doarem, observaram-se os principais argumentos que não as levam a uma doação.
Motivos para não doar % Frequência Margem de Erro
(Erro relativo)
Medo 38,67% 396 7%
Falta de Informação 12,89% 132 7%
Falta de Conhecimento 3,61% 37 7%
Não podem 3,13% 32 7%
Doença 2,34% 24 7%
Falta de tempo 3,61% 37 7%
Religião 3,22% 33 7%
Problema de saúde 1,86% 19 7%
Falta de amor 0,39% 4 7%
Não querem 1,17% 12 7%
Falta de Interesse 0,59% 6 7%
Preconceito 1,27% 13 7%
Falta de Consciência 1,07% 11 7%
Outros 8,40% 86 7%
Não sabe 0,00% 0 7%
Total de entrevistados 842
Desvio Padrão 100,23
Mediana 24
Média 56,13
Dados
(x)
Desvios
Quadrado dos Desvios
396 396– 56,13= 339,87 115511,61 132 132– 56,13= 75,87 5756,25
37 37 – 56,13= -19,13 365,95
33 33 -56,13= - 23,13 534,99
19 19 - 56,13= -37,13 1378,63
4 4 - 56,13=- 52,13 2717,53
12 12 - 56,13= - 44,13 1947,45
6 6 - 56,13= -50,13 2513,01
13 13- 56,13= - 43,13 1860,19
11 11 - 56,13= -45,13 2036,71
86 86- 56,13= 29,87 892,21
0 0 - 56,13= -56,13 3150,6
Média=
56,13
=
140645,63
O desvio padrão pode ser calculado a partir da variância:
S2 = 140645,63\ 14 = 10046,11, sendo o Desvio padrão o quadrada variância, tem-se:
O principal motivo que afasta algumas pessoas da doação é o medo (38,67%), que pode ser medo de contrair alguma doença, medo de agulha, de adquirir anemia depois da doação, além de outros. Seguido do medo, tem-se a falta de informação (12,89%) como empecilho para a doação, porém com uma participação menos significativa. Os argumentos são bem diversos, incluindo a falta de interesse (0,59%).
Correlações
As correlações indicam o quanto duas variáveis quantitativas estão relacionadas. O coeficiente de correlação está entre 1 e -1. Neste trabalho foram realizadas as seguintes correlações:
Variáveis Correlação
Escolaridade X Motivos para não doar -0,24
Escolaridade X Motivos para doar -0,27
Tem-se que há uma correlação negativa entre a escolaridade e os motivos para não doar, indicando que conforme o nível de escolaridade aumenta, os motivos para não doar diminuem.
Onde:
1 Doutorado
2 Mestrado
3 Especialização
4 Superior Completo
5 Superior Incompleto
6 Ensino Médio Completo
7 Ensino Médio Incompleto
8 5 a 8 série completa
9 5 a 8 série incompleta
10 1 a 4 série completa
11 1 a 4 série incompleta
12 Sem escolaridade
13 Não respondeu
Conclusão
Conclui-se com este projeto de pesquisa, que as estatísticas acerca da doação de sangue ainda não as que deveriam ser, porque se notou que há pessoas com certo receio e medo de realizar alguma doação. A falta de informação também é um fator envolvido na falta de doadores.
Quanto ao doador, tem-se que os homens são mais participativos do que as mulheres, tendo em vista que gravidez, aborto e amamentação afastam temporariamente as possíveis doadoras.
No aspecto relativo ao grau de escolaridade, percebeu-se que a parcela mais significativa de doadores obtêm o ensino médio completo, seguido daqueles com o ensino superior incompleto.
A faixa de idade mais significativa é dos 20 aos 49 anos. A partir dos 50 anos, as taxas declinem até quase não se manifestarem. Entende-se que os problemas de saúde enfrentados nesta faixa etária sejam fatores agravantes para a diminuição da expressão de pessoas mais velhas.
As doações no sudeste seguem com mais de 50% representadas pelos solteiros, e depois pelos casados.
Referências
- http://www.prosangue.sp.gov.br/prosangue/actioncqdosangue.do - Doação de sangue passo a passo – Acesso em 14 .04.09
- http://www.anvisa.gov.br/hotsite/doador_sangue/abertura.html - Perfil do Doador brasileiro – Acesso em 13.04.09
- http://www.bssp.com.br/doacao.html#informacoes – Informações para a doação de sangue – Acesso em 09.04.09