Demonstrações
Financeiras
Sumário
Press Release ... 07 Relatório da Administração ... 15 Cenário Econômico ... 17 Desempenho Consolidado ... 18 Lucro Líquido ... 18 Patrimônio Líquido ... 18 A vo Total ... 19 Operações de Crédito ... 20Recursos Captados e Administrados ... 21
Produtos, Serviços e Canais ... 22
Banricompras ... 22
Bem-Vindo ... 22
Correspondentes Banrisul ... 22
Canais Eletrônicos ... 22
Cartões de Crédito ... 23
Seguros, Previdência e Capitalização ... 23
Ações com o Poder Público ... 23
Rede de Atendimento Banrisul ... 24
Empresas Controladas ... 25
Governança CorporaƟ va ... 25
Visão Geral ... 25
Polí ca de Distribuição de Juros sobre o Capital Próprio/Dividendos ... 26
Controles Internos e Compliance ... 26
Gestão de Riscos ... 27 Risco de Crédito ... 27 Risco de Mercado ... 28 Risco de Liquidez ... 28 Risco Operacional ... 28 Índice de Basileia ... 29 Modernização Tecnológica ... 29 MarkeƟ ng ... 30 Recursos Humanos ... 30 Sustentabilidade ... 31 Reconhecimentos ... 31 Agradecimentos ... 32
Índice de Gráfi cos Gráfi co 1: Lucro Líquido ... 18
Gráfi co 2: Evolução do Patrimônio Líquido ... 18
Gráfi co 3: Evolução do A vo Total ... 19
Demonstrações Financeiras ... 33
Balanços Patrimoniais ... 35
Demonstrações do Resultado ... 39
Demonstrações dos Fluxos de Caixa ... 40
Demonstrações do Valor Adicionado ... 41
Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido ... 42
Notas ExplicaƟ vas da Administração às Demonstrações Financeiras ... 43
Nota 01 - Contexto Operacional ... 45
Nota 02 - Apresentação das Demonstrações Financeiras ... 45
Nota 03 - Principais Prá cas Contábeis ... 46
Nota 04 - Aplicações Interfi nanceiras de Liquidez... 51
Nota 05 - Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Deriva vos ... 51
Nota 06 - Créditos Vinculados ... 54
Nota 07 - Operações de Crédito, Arrendamento Mercan l e Outros Créditos com Caracterís ca de Crédito ... 54
Nota 08 - Outros Créditos ... 56
Nota 09 - Permanente ... 56
Nota 10 - Depósitos e Captações no Mercado Aberto ... 57
Nota 11 - Obrigações por Emprés mos ... 58
Nota 12 - Obrigações por Repasses ... 58
Nota 13 - Outras Obrigações ... 59
Nota 14 - Provisões, A vos e Passivos Con ngentes... 59
Nota 15 - Receitas de Prestação de Serviços ... 61
Nota 16 - Rendas de Tarifas Bancárias ... 61
Nota 17 - Outras Despesas Administra vas ... 62
Nota 18 - Outras Receitas Operacionais ... 62
Nota 19 - Outras Despesas Operacionais ... 62
Nota 20 - Patrimônio Líquido - Banrisul ... 63
Nota 21 - Compromissos, Garan as e Outros ... 64
Nota 22 - Imposto de Renda e Contribuição Social ... 65
Nota 23 - Fundação Banrisul de Seguridade Social e Cabergs – Caixa de Assistência dos Empregados do Banco do Estado do Rio Grande do Sul . 66 Nota 24 - Instrumentos e Gestão de Riscos Financeiros ... 70
Nota 25 - Transações com Partes Relacionadas ... 75
Nota 26 - Impacto da Aplicação das Normas Internacionais de Contabilidade ... 79
Nota 27 - Eventos Subsequentes ... 80
Nota 28 - Autorização para Conclusão das Demonstrações Financeiras ... 80
Relatório ... 81
Análise de Desempenho ... 85
Evolução Patrimonial ... 97
AƟ vos Totais ... 97
Títulos e Valores Mobiliários ... 98
Relações Interfi nanceiras e Interdependências ... 99
Operações de Crédito ... 99
Composição do Crédito por Porte de Empresa ... 100
Composição do Crédito por Setor de A vidade ... 100
Composição do Crédito por Carteira ... 101
Crédito Comercial ... 102
Composição da Concessão por Linhas de Financiamento ... 103
Composição do Crédito por RaƟ ng ... 104
Provisão para Operações de Crédito ... 104
Índice de Cobertura... 105
Índice de Inadimplência ... 106
Captação de Recursos ... 106
Depósitos Totais ... 107
Fundos Financeiros e de Desenvolvimento ... 107
Dívida Subordinada ... 107 Recursos Administrados ... 108 Patrimônio Líquido ... 108 Índice de Basileia ... 109 Evolução do Resultado ... 110 Lucro Líquido ... 110
Rentabilidade do Patrimônio Líquido Médio ... 110
Índice de Efi ciência ... 111
Receitas da Intermediação Financeira ... 111
Receitas de Operações de Crédito e Arrendamento Mercan l ... 112
Receitas do Crédito Comercial Pessoa Física e Jurídica ... 113
Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Deriva vos ... 115
Resultado de Operações de Câmbio ... 116
Resultados das Aplicações Compulsórias ... 116
Despesas da Intermediação Financeira ... 117
Despesas de Captação no Mercado ... 118
Despesas de Emprés mos, Cessões e Repasses ... 118
Custo de Captação... 119
Despesas de Provisões para Operações de Crédito ... 120
Margem Financeira ... 121
Receitas de Prestação de Serviços e Tarifas Bancárias ... 121
Despesas AdministraƟ vas ... 122
Outras Receitas Operacionais ... 123
Outras Despesas Operacionais ... 124
Balanço Patrimonial Consolidado Pro Forma ... 125
Índice de Gráfi cos
Gráfi co 01: Volume Financeiro, Volume de Negócios e Quan dade de Ações ... 96
Gráfi co 02: A vo Total ... 97
Gráfi co 03: Composição dos A vos ... 98
Gráfi co 04: Títulos e Valores Mobiliários e Aplicações Interfi nanceiras de Liquidez .... 98
Gráfi co 05: Relações Interfi nanceiras e Interdependências ... 99
Gráfi co 06: Operações de Crédito ... 99
Gráfi co 07: Evolução das Operações de Crédito Comercial Pessoa Física e Jurídica .... 101
Gráfi co 08: Carteira de Crédito por Níveis de Risco... 104
Gráfi co 09: Composição da Provisão para Operações de Crédito ... 105
Gráfi co 10: Índice de Cobertura ... 106
Gráfi co 11: Índice de Inadimplência ... 106
Gráfi co 12: Recursos Captados e Administrados ... 108
Gráfi co 13: Patrimônio Líquido ... 108
Gráfi co 14: Índice de Basileia Consolidado... 109
Gráfi co 15: Lucro Líquido... 110
Gráfi co 16: Índice de Efi ciência ... 111
Gráfi co 17: Receitas da Intermediação Financeira ... 112
Gráfi co 18: Receitas de Operações de Crédito e de Arrendamento Mercan l ... 113
Gráfi co 19: Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Deriva vos ... 115
Gráfi co 20: Resultado de Operações de Câmbio ... 116
Gráfi co 21: Resultado das Aplicações Compulsórias ... 117
Gráfi co 22: Despesas da Intermediação Financeira... 117
Gráfi co 23: Despesas de Captação no Mercado ... 118
Gráfi co 24: Despesas de Emprés mos, Cessões e Repasses ... 119
Gráfi co 25: Despesas de Provisões para Operações de Crédito ... 120
Gráfi co 26: Margem Financeira ... 121
Gráfi co 27: Receita de Prestação de Serviços e Tarifas Bancárias ... 122
Gráfi co 28: Despesas Administra vas ... 123
Gráfi co 29: Outras Receitas Operacionais ... 123
Gráfi co 30: Outras Despesas Operacionais... 124
Índice de Tabelas Tabela 01: Mercado Compe vo ... 87
Tabela 02: Indicadores Econômico-Financeiros ... 88
Tabela 03: Margem Analí ca ... 92
Tabela 04: Variações nas Receitas e Despesas de Juros: Volumes e Taxas ... 94
Tabela 05: Ações de Comunicação e Relacionamento ... 95
Tabela 06: Classifi cação de Agências de RaƟ ng ... 96
Tabela 07: Composição do Crédito Pessoa Jurídica por Porte de Empresa ... 100
Tabela 08: Composição do Crédito por Setor de A vidade ... 100
Press
Release
Bovespa: BRSR3, BRSR5 , BRSR6
Eventos Relevantes
Este Press Release pode conter informações sobre eventos futuros. Tais informações não seriam apenas fatos históricos, mas refl e riam os desejos e as expecta vas da direção da Companhia. As palavras “antecipa”, “deseja”, “espera”, “prevê”, “planeja”, “prediz”, “projeta”, “almeja” e similares pretendem iden fi car afi rmações que, necessariamente, envolvem riscos conhecidos e desconhecidos. Apresentamos os principais números ob dos pelo Banrisul no primeiro trimestre de 2012. A Análise de Desempenho, o Relatório da Administração, as Demonstrações Financeiras e as Notas Explicativas estão disponibilizadas no site do Banco www.banrisul.com.br/ri.
Os raƟ ngs atribuídos ao Banrisul no 1T12 foram os grandes destaques do período. Pela primeira vez na história dos 84 anos da Ins tuição, o Banco é classifi cado como Investment Grade em janeiro de 2012. A Moody’s Investors Service concedeu ao Banrisul raƟ ng de força fi nanceira (BFSR) D+. Ao mesmo tempo, atribuiu ao Banco raƟ ngs de depósito em escala global de curto e longo prazos, em moedas local e estrangeira, de Baa3 e Prime 3, respec -vamente, e raƟ ngs de depósito Aaa.br e BR-1 na escala nacional brasileira. Todos os raƟ ngs têm perspec va estável.
Em janeiro de 2012, o Banrisul emi u tulos de dívida subordinada no exterior. A liqui-dação fi nanceira da operação foi efe vada em 02 de fevereiro de 2012. O cupom de juros pactuados é de 7,375% aa., pagáveis semestralmente, pelo prazo de 10 anos com vencimento em 02 de fevereiro de 2022. O volume total captado foi de US$500 milhões. Em março de 2012, a Standart & Poor’s Ra ng Services atribuiu raƟ ngs de crédito emissor ‘BBB-’ na escala global e ‘brAAA’ na Escala Nacional Brasil. A perspectiva em ambas as escalas é estável. O perfi l de crédito individual (stand-alone credit profi le SACP) do Banco é ‘bbb+’. O Investment Grade concedido se baseia na posição de negócios do Banco, no capital e rentabilidade, na
Como parte do movimento estratégico do Banco para alavancar canais de re-lacionamento com clientes, aumentar a carteira de crédito e expandir o potencial de distribuição de produtos e serviços fi-nanceiros em escala nacional, o Banrisul consolidou, pela assinatura do contrato em 13 de março de 2012, a compra de 49,9% das ações da Bem-Vindo Promoto-ra de Vendas e Serviços S.A. A opePromoto-ração foi liquidada em 29 de março de 2012. O Banrisul foi destaque no estudo Marcas de Quem Decide como uma das marcas mais lembradas e preferidas na categoria Banco. A 14ª edição da pesquisa foi reali-zada pelo Jornal do Comércio e a empresa Qualidata Informações Estratégicas. A Ins tuição destacou-se como marca lem-brada na categoria Ações em Bolsa e como Empresa Pública.
No primeiro trimestre de 2012, o Banrisul investiu R$126 milhões em modernização tecnológica, reformas e ampliações de agências. As atenções e esforços concen-traram-se no aumento da disponibilidade e ampliação da infraestrutura de TI. Para isso, o Banco substituiu equipamentos, focou na área de segurança de canais, inovou o processo de compensação ele-trônica de cheques e preparou a execução
Tabela 01: Indicadores Econômico-Financeiros
Principais Itens de Resultado - R$ Milhões 1T12 1T11 1T12 4T11 3T11 2T11 1T11 1T12 / 4T11
1T12 / 1T11
Margem Financeira 896 755 896 907 873 833 755 -1,20% 18,65%
Despesas com Provisão para Operações de Crédito 167 138 167 166 182 143 138 0,87% 20,70%
Resultado Bruto da Intermediação Financeira 729 617 729 741 691 690 617 -1,66% 18,19%
Receita de Intermediação Financeira 1.551 1.300 1.551 1.541 1.669 1.437 1.300 0,63% 19,34%
Despesa de Intermediação Financeira 822 683 822 800 978 747 683 2,76% 20,38%
Receita de Serviços e Tarifas Bancárias 183 172 183 185 172 173 172 -0,74% 6,79%
Despesas Administra vas 479 412 479 510 479 442 412 -6,12% 16,27%
Outras Despesas Operacionais 93 57 93 73 49 58 57 27,41% 61,45%
Outras Receitas Operacionais 51 67 51 43 87 47 67 17,82% -23,64%
Lucro Líquido 214 211 214 227 239 227 211 -5,40% 1,47%
Principais Itens Patrimoniais - R$ Milhões Mar12 Mar11 Mar12 Dez11 Set11 Jun11 Mar11 Mar12/ Dez11
Mar12/ Mar11
A vos Totais 39.781 32.951 39.781 37.586 36.554 34.755 32.951 5,84% 20,73%
Títulos e Valores Mobiliários ⁽2⁾ 12.341 9.789 12.341 11.080 10.571 9.966 9.789 11,38% 26,07%
Carteira de Crédito Total 21.303 17.940 21.303 20.393 19.655 18.809 17.940 4,46% 18,75%
Provisão para Operações de Crédito 1.380 1.156 1.380 1.318 1.285 1.215 1.156 4,75% 19,40%
Créditos em Atraso > 60 dias 642 478 642 563 567 499 478 14,07% 34,31%
Créditos em Atraso > 90 dias 541 404 541 486 476 432 404 11,47% 34,02%
Recursos Captados e Administrados 36.003 29.930 36.003 34.098 32.517 30.886 29.930 5,59% 20,29%
Patrimônio Líquido 4.550 4.009 4.550 4.400 4.298 4.118 4.009 3,43% 13,51%
Patrimônio de Referência Consolidado 4.542 4.001 4.542 4.393 4.290 4.171 4.001 3,39% 13,53%
Patrimônio Líquido Médio 4.475 3.932 4.475 4.349 4.208 4.064 3.932 2,90% 13,81%
A vo Total Médio 38.683 32.539 38.683 37.070 35.655 33.853 32.539 4,35% 18,88%
A vos Rentáveis Médios 36.384 30.041 36.384 34.679 32.962 31.659 30.041 4,92% 21,12%
Principais Informações do Mercado Acionário - R$ Milhões
1T12 1T11 1T12 4T11 3T11 2T11 1T11 1T12/ 4T11
1T12/ 1T11
Juros sobre Capital Próprio/Dividendos ⁽1⁾ 65 57 65 126 58 117 57 -48,41% 14,04%
Valor de Mercado 8.057 8.220 8.057 8.179 6.544 7.321 8.220 -1,50% -1,99%
Valor Patrimonial por Ação 10,94 9,80 10,94 10,76 10,51 10,07 9,80 1,67% 11,63%
Preço Médio da Ação (R$) 20,25 17,61 20,25 18,20 16,09 18,36 17,61 11,26% 14,99%
Lucro Líquido por Ação (R$) 0,56 0,52 0,56 0,56 0,58 0,56 0,52 4,98% 303,85%
Índices Financeiros 1T12 1T11 1T12 4T11 3T11 2T11 1T11
ROAA Anualizado ⁽3⁾ 2,24% 2,62% 2,24% 2,47% 2,71% 2,71% 2,62%
ROAE Anualizado ⁽4⁾ 20,59% 23,29% 20,59% 22,54% 24,75% 24,31% 23,29%
Índice de Efi ciência ⁽5⁾ 45,70% 45,78% 45,70% 45,19% 44,41% 44,99% 45,78%
Margem Financeira Líquida ⁽10⁾ 10,22% 10,44% 10,22% 10,88% 11,02% 10,94% 10,44%
Custo Operacional 4,80% 5,15% 4,80% 4,90% 4,86% 4,97% 5,15%
Índice de Inadimplência > 60 dias ⁽7⁾ 3,02% 2,67% 3,02% 2,76% 2,88% 2,65% 2,67%
Índice de Inadimplência > 90 dias ⁽8⁾ 2,54% 2,25% 2,54% 2,38% 2,42% 2,30% 2,25%
Índice de Cobertura ⁽9⁾ 214,89% 241,72% 214,89% 234,00% 226,72% 243,47% 241,72%
Índice de Basileia Consolidado 16,28% 15,80% 16,28% 17,24% 15,91% 15,64% 15,80%
Índice de Imobilização ⁽6⁾ 3,51% 4,30% 3,51% 3,72% 3,80% 4,03% 4,30%
Indicadores Estruturais Mar12 Mar11 Mar12 Dez11 Set11 Jun11 Mar11
Agências 454 439 454 442 440 441 439
Pontos de Atendimento Bancário 263 278 263 275 279 279 278
Pontos de Atendimento Eletrônico 574 523 574 561 553 539 523
Contas Correntes 2.991.858 2.594.679 2.991.858 2.931.298 2.806.567 2.650.701 2.594.679
Contas Poupança 1.940.345 2.063.676 1.940.345 1.955.415 1.981.764 2.018.156 2.063.676
Colaboradores 10.277 9.703 10.277 10.225 9.836 9.762 9.703
Indicadores Econômicos 1T12 1T11 1T12 4T11 3T11 2T11 1T11
Selic Efe va Acumulada 2,48% 2,65% 2,48% 2,67% 3,01% 2,81% 2,65%
Sumário Financeiro
O Banrisul registrou lucro líquido de R$214 milhões no 1T12, resultado 1,47% ou R$3 milhões acima do alcançado no mesmo período de 2011 e 5,40% ou R$12 milhões abaixo do montante contabilizado no 4T11. O desempenho registrado no 1T12 frente ao mesmo período de 2011 refl ete o aumento de 16,49% ou R$159 milhões das receitas de crédito e de arrendamento mercan l, o incremento de 21,66% ou R$61 milhões do resultado de operações com TVM e instrumentos fi nanceiros deriva vos, a expansão de 6,79% ou R$12 milhões das receitas com serviços e tarifas, o aumento de 37,43% ou R$ 57 milhões das despesas com operações de emprés mos, cessões e repasses, a elevação de 13,59% ou R$53 milhões das despesas de captação, o crescimento de 20,70% ou R$29 milhões do fluxo de despesas com provisão para operações de crédito e a ampliação de 16,27% ou R$67 milhões das despesas administra vas. O desempenho do 1T12 em relação ao 4T11 foi afetado pela estabilidade das receitas de crédito e arrendamento mercan l, pelo incremento de 6,70% ou R$21milhões no resultado de TVM e instrumentos fi nanceiros derivativos, pela retração de 3,25% ou R$21milhões nas despesas de captação e com obrigações, cessões e repasses, pela redução de 6,12% ou R$31 milhões nas despesas administra vas e pelo aumento de 27,41% ou R$20 milhões nas outras despesas operacionais.
O índice de efi ciência a ngiu, em março de 2012, 45,70%, 0,08 pp. abaixo do índice de março de 2011 e 0,51 pp. acima do 4T11. A melhora do índice de eficiência, nos úl mos doze meses, refl ete a trajetória de ascensão da margem fi nanceira, em 16,09% ou R$486 milhões, e da receita de serviços e tarifas, em 7,58% ou R$50 milhões, que absorveram o crescimento das despesas administrativas, em 12,42% ou R$211 milhões, das outras despesas operacionais, em 32,06% ou R$66 milhões, e a queda das outras receitas operacionais, em 1,11% ou
Os ativos totais alcançaram, em março de 2012, R$39.781 milhões, 20,73% ou R$6.830 milhões acima do registrado em relação a março de 2011 e 5,84% ou R$2.195 milhões acima do saldo de dezembro de 2011. O acréscimo dos doze meses proveio, principalmente, da ampliação de R$3.691 milhões na captação de depósitos, do crescimento de R$1.262 milhões nas obrigações por empréstimos e repasses e do aumento de R$666 milhões no Fundo de Reservas de Depósitos Judiciais (FRDJ). A rentabilidade anualizada dos ativos médios, no primeiro trimestre de 2012, atingiu 2,24%.
As operações de crédito do Banrisul totalizaram R$21.303 milhões em março de 2012, 18,75% ou R$3.363 milhões, saldo acima do alcançado em março de 2011 e evolução de 4,46% ou R$910 milhões sobre o montante de dezembro de 2011. As concessões somaram R$7.969 milhões no 1T12, com crescimento de 8,50% ou R$624 milhões frente à contratação registrada no mesmo período de 2011.
O crédito comercial pessoa física alcançou saldo de R$8.710 milhões em março de 2012, com incremento de 11,72% ou R$914 milhões na comparação com março de 2011, impulsionado, especialmente, pelo crédito pessoal. Em relação ao trimestre anterior, o saldo da carteira apresentou aumento de 7,81% ou R$631 milhões, devido à expansão do crédito pessoal nas linhas de consignado, cheque especial e crédito não consignado. O crédito comercial pessoa jurídica registrou aumento de 20,82% ou R$1.258 milhões, nos doze meses, atingindo, em março de 2012, saldo de R$7.300 milhões. Em relação a dezembro, a carteira apresentou evolução de 1,51% ou R$109 milhões. O incremento do segmento empresarial representou 57,92% do crescimento do crédito comercial em
O índice de inadimplência acima de 60 dias, em março de 2012, alcançou 3,02%, crescimento de 0,35 pp. nos doze meses e 0,26 pp. no úl mo trimestre. O montante das operações em atraso superior a 60 dias alcançou, em março de 2012, R$642 milhões, 34,31% superior ao de março de 2011 e 14,07% acima de dezembro de 2011. A inadimplência acima de 90 dias a ngiu R$541 milhões no terceiro mês de 2012, representando 2,54% do total da carteira, com aumento de 0,29 pp. em relação a março de 2011 e de 0,16 pp. na comparação com dezembro de 2011.
As aplicações em tulos e valores
mobiliários totalizaram R$12.341 milhões em março de 2012, com expansão de 26,07% ou R$2.552 milhões em relação ao volume registrado em março de 2011 e aumento de 11,38% ou R$1.261 milhões comparados ao 4T11.
A captação de recursos alcançou saldo total de R$28.984 milhões ao fi nal de março de 2012, 22,29% ou R$5.282 milhões acima do registrado no mesmo mês do ano anterior. Na comparação com o 4T11, a expansão do saldo de recursos captados foi de 5,55% ou R$1.525 milhões. Os depósitos totais somaram R$22.753 milhões em março de 2012, posição 19,36% ou R$3.691 milhões acima do valor de março de 2011 e 1,75% ou R$392 milhões superior ao saldo de dezembro de 2011.
A dívida subordinada alcançou saldo de R$926 milhões em março de 2012, corrigida pelos encargos pactuados e pela variação cambial. A contratação de instrumentos fi nanceiros deriva vos, para redução exposição cambial, gerou resultado de R$34 milhões, reduzindo para R$23 milhões o custo efe vo da dívida no
relacionadas à incorporação de resultados gerados nos úl mos doze meses, em R$907 milhões, reduzidas pelo pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio em R$366 milhões. O Índice de Basileia a ngiu 16,28% em março de 2012.
Os impostos e contribuições próprios, recolhidos e provisionados, em 2012, a ngiram R$198 milhões. Os tributos
re dos e repassados, incidentes
diretamente sobre a intermediação fi nanceira e demais pagamentos, somaram R$146 milhões.
A margem fi nanceira somou R$896 milhões nos três meses de 2012, 18,65% ou R$141 milhões acima do montante gerado no mesmo período do ano anterior e 1,20% ou R$11 milhões abaixo do valor registrado no 4T11. A margem fi nanceira registrada no 1T12 refl ete o aumento da receita de operações de crédito, o incremento do resultado de operações com TVM e
instrumentos deriva vos, movimento
minimizado pela elevação das despesas de captação no mercado e despesas de emprés mos, cessões e repasses.
As receitas de operações de crédito e arrendamento mercan l somaram R$1.121 milhões nos três primeiros meses de 2012, 16,49% ou R$159 milhões acima do montante contabilizado no mesmo período de 2011. Em relação ao 4T11, as receitas de crédito e arrendamento mercan l do 1T12 man veram-se pra camente estáveis, tendo apresentado pequena redução de 0,25% ou R$3 milhões.
As despesas de captação no mercado somaram R$445 milhões nos três meses de 2012, 13,59% ou R$53 milhões acima do montante acumulado no mesmo período
As despesas de provisão para operações de crédito somaram, nos três meses de 2012, R$167 milhões, 20,70% ou R$29 milhões acima do valor contabilizado em março de 2011 e 0,87% ou R$1 milhão superior ao montante do 4T11. Nos três meses de 2012, a ampliação das despesas de provisão frente ao 1T11 refl ete o crescimento da carteira de crédito e das operações vencidas acima de 60 dias. A estabilidade das despesas de provisão, no úl mo trimestre, refl ete a manutenção da qualidade dos a vos de crédito.
O total das despesas administra vas, nos três meses de 2012, somou R$479 milhões, 16,27% ou R$67 milhões acima
do fluxo apurado nos três meses de 2011 e 6,12% ou R$31 milhões abaixo do montante do 4T11. A elevação das despesas de pessoal no 1T12 frente ao 1T11 proveio do reajuste salarial e do aumento do número de funcionários em 574 colaboradores, ao passo que a redução frente ao fluxo de despesas contabilizado no 4T11 reflete o efeito férias, concentradas no início do ano. No que se refere às outras despesas administrativas, boa parte do crescimento do fluxo registrado no 1T12 versus 1T11 e 1T12 versus 4T12 está relacionada aos custos com estruturação da operação externa e à avaliação do processo de aquisição da Bem-Vindo.
Agências de RaƟ ng
Tabela 02: Classifi cação de Agências de RaƟ ngs
Fitch RaƟ ngs
Viabilidade
Escala Global Escala Nacional
Moeda Local Moeda Estrangeira Nacional
Longo Prazo Curto Prazo Longo Prazo Curto Prazo Longo Prazo Curto Prazo
bb+ BB+ B BB+ B AA- F1+
Moody’s Investors Service
Força Financeira
Escala Global Escala Nacional
Moeda Local Moeda Estrangeira Nacional
Longo Prazo Curto Prazo Longo Prazo Curto Prazo Longo Prazo Curto Prazo
D+ Baa3 P-3 Baa3 P-3 Aaa.br BR-1
Standard & Poor's
Perfi l de Crédito Individual
Escala Global Escala Nacional
Moeda Local Moeda Estrangeira Nacional
Longo Prazo Curto Prazo Longo Prazo Curto Prazo Longo Prazo
bbb+ BBB- - BBB- - brAAA
AusƟ n RaƟ ng
Escala Nacional
Curto Prazo Longo Prazo
A-2 A+
Risk Bank
PerspecƟ vas
Banrisul Ano 2012*
Carteira de Crédito Total 15% a 20%
Crédito Comercial Pessoa Física 12% a 17%
Crédito Comercial Pessoa Jurídica 16% a 21%
Crédito Imobiliário 20% a 25%
Despesa Provisão Crédito/Carteira Crédito 3% a 4% Saldo de Provisão sobre a Carteira de Crédito 6% a 8%
Captação Total 13% a 18%
Depósitos a Prazo 18% a 23%
Rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido Médio 19% a 23%
Índice de Efi ciência 42% a 46%
Margem Financeira Líquida sobre A vos Rentáveis 10% a 11% * Divulgado no 4T11 e man do no 1T12.
Tabela 03: PerspecƟ vas Banrisul
Guidance
A performance de crescimento do crédi-to prevista para o ano de 2012 e para os próximos anos, delineada ao fi nal de 2011, já incorporava premissas de funding e de capital compa veis com a sustentação da trajetória de expansão desses a vos, es-tratégia refl e da na estruturação de novos instrumentos de captação de recursos. Da mesma forma, a ampliação da área geográ-fi ca de atuação do Banco, prevista no
esco-Porto Alegre, 14 de maio de 2012. po do projeto de expansão da Ins tuição, já estava refl e da no planejamento fi nanceiro comunicado ao mercado quando da divulga-ção das demonstrações fi nanceiras de 2011, razão pela qual estão man das as expecta -vas de intervelos de crescimentos esperados para os principais grupos de contas de a vos e de passivos, bem como de comportamen-to dos indicadores de rentabilidade, efi ciên-cia e margem fi nanceira.
APRESENTAMOS O RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO E AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DO BANCO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL S.A., RELATIVOS AO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2012, ELABORADOS DE ACORDO COM AS NORMAS ESTABELECIDAS PELA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS E PELO BANCO CENTRAL DO BRASIL.
Relatório da
Administração
Cenário Econômico
No primeiro trimestre de 2012, houve certa mi gação na percepção de risco sistêmico, com a economia internacional afastando-se, ainda que de forma incipiente, de um quadro recessivo mais adverso, não obstante ainda persistam fragilidades, a exemplo das relacionadas ao sistema fi nanceiro. Embora longe de uma solução defi ni va, a atuação incisiva das autoridades europeias revelou-se efe va no sen do de evitar um default desordenado das dívidas soberanas da Zona do Euro. A economia norte-americana, por sua vez, exibiu trajetória de recuperação consistente, principalmente no que se refere à evolução do mercado de trabalho e à redução do endividamento das empresas do setor privado e das famílias. Na China, observou-se clara desaceleração da a vidade econômica no primeiro trimestre, refl exo das medidas contracíclicas adotadas ainda no ano passado e voltadas à redução dos riscos infl acionários e à moderação do mercado imobiliário. Adicionalmente, destacaram-se as sinalizações de transformação do modelo chinês de crescimento, com a busca de taxas de expansão mais moderadas e de maior ênfase no consumo do mercado interno em detrimento dos pesados inves mentos estatais.
Em meio ao cenário de menor crescimento internacional, a economia brasileira apresentou sinais de desaceleração, mais evidentes no segmento industrial, bastante sensível à concorrência de produtos importados e ao comércio internacional. Contudo, diferentemente dos EUA e da Europa, o ritmo de crescimento econômico convergiu para uma trajetória mais ajustada à capacidade de longo prazo, ainda sustentado pelo consumo das famílias, que, por sua vez, teve como suporte a estabilidade do mercado de trabalho, níveis de desemprego historicamente baixos e rendimentos reais elevados, num contexto infl acionário favorecido pela acomodação nos preços das commodiƟ es. Nesse contexto, as autoridades brasileiras mostraram-se empenhadas em mi gar os efeitos adversos da dinâmica externa sobre a economia domés ca, combinando forte atuação cambial, maior esforço fi scal e maior espaço na polí ca monetária, o que contribuiu para a convergência da Taxa Selic ao patamar de um dígito. A evolução recente do crédito domés co mostrou menor dinamismo, sugerindo que os efeitos do afrouxamento monetário em curso foram restritos, em boa medida, pela elevação do endividamento dos consumidores e da inadimplência, bem como pela maior sele vidade dos bancos na concessão de crédito.
Acompanhando a dinâmica do País, a economia gaúcha também evidenciou perda de ímpeto no período. O cenário de desaceleração, apesar do comportamento favorável das vendas do comércio varejista e das exportações de produtos primários, refl e u, fundamentalmente, a estagnação da a vidade industrial, que seguiu revelando difi culdades de suplantar as restrições conjunturais e estruturais vigentes, a despeito dos esforços do governo. Entre os fatores restri vos à expansão da indústria, destacou-se a valorização cambial, com efeitos diretos sobre a balança comercial dos produtos industriais e sobre a demanda domés ca, e o nível excessivo de estoques. Com relação ao setor agropecuário, a es agem nas principais regiões produtoras do Estado impactou de forma signifi ca va a produção de grãos, em especial, soja, milho, feijão e arroz. Por outro lado, mostrou-se posi vo o desenvolvimento das culturas de trigo e uva, o que pode atenuar,
Patrimônio Líquido
No primeiro trimestre de 2012, o Banrisul registrou patrimônio líquido de R$4.550 milhões. A expansão de 13,51% em um ano tem como origem a incorporação dos resultados gerados, deduzidos os pagamentos e provisionamento de dividendos e juros sobre o capital próprio. A rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido médio a ngiu 20,59% no trimestre.
Gráfi co 2: Evolução do Patrimônio Líquido - R$Milhões
Desempenho Consolidado
Lucro Líquido
No primeiro trimestre de 2012, o lucro líquido do Banco foi de R$214 milhões, 1,47% ou R$3 milhões acima do resultado acumulado no mesmo período de 2011, desempenho decorrente do crescimento das receitas de crédito, de tesouraria e de serviços, compensado, parcialmente, pelo aumento das despesas fi nanceiras e operacionais. Desse montante, R$65 milhões foram para pagamentos de juros sobre capital próprio e R$149 milhões foram os lucros re dos do período.
A riqueza gerada pelo Banrisul, medida pelo conceito de valor adicionado, no trimestre, alcançou o total de R$672 milhões, dos quais R$246 milhões ou 36,55% foram para pagamento do quadro funcional, R$198 milhões ou 29,48%, para pagamento de impostos, taxas e contribuições, R$14 milhões ou 2,08%, para remuneração de capitais de terceiros e R$214 milhões ou 31,89%, para remuneração de capitais próprios.
AƟ vo Total
Os a vos totais alcançaram saldo de R$39.781 milhões ao fi nal do primeiro trimestre de 2012, com incremento de 20,73% em relação aos R$32.951 milhões registrados em março de 2011, movimento mo vado pela expansão do crédito, derivado, em especial do crescimento da carteira comercial, principalmente no segmento empresarial. Na composição dos a vos, destaca-se a representa vidade de 53,55% de operações de crédito, 34,86% de tulos e valores mobiliários, 8,87% de relações interfi nanceiras e interdependências e 2,72% por outros a vos.
Os tulos e valores mobiliários e as aplicações interfi nanceiras de liquidez apresentaram saldo de R$13.868 milhões ao fi nal de março de 2012, com expansão de 23,57% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Banrisul possui capacidade fi nanceira, comprovada através de estudos técnicos desenvolvidos internamente, e intenção de manter até o vencimento os tulos classifi cados na categoria “man dos até o vencimento”, conforme disposto no ar go 8º da Circular nº 3.068, de 08.11.2001, do Banco Central do Brasil.
Operações de Crédito
O saldo das operações de crédito do Banrisul totalizou, em março de 2012, R$21.303 milhões, com evolução de 18,75% ou R$3.363 milhões frente aos R$17.940 milhões registrados no mesmo mês do ano anterior. Responsável por 64,57% desse crescimento, a cartei-ra comercial passou de R$13.839 milhões pacartei-ra R$16.010 milhões, com elevação de 15,69% ou R$2.172 milhões em um ano.
A classifi cação da carteira por níveis de risco segue procedimen-tos estabelecidos pela Resolução nº 2.682/99 do Conselho Monetário Nacional. Em março de 2012, as operações classifi cadas como Risco Normal, que abrangem os níveis AA até C, somaram R$18.832 milhões, representando 88,40% do total da carteira. As operações classifi cadas como Risco 1, que incluem os níveis D a G, totalizaram R$1.948 milhões, compondo 9,15% da carteira. O Risco 2, formado exclusivamente por operações de nível H e que exigem 100% de provisão, totalizou R$523 milhões ou 2,45% do total.
As operações de crédito comercial des nadas às pessoas sicas totalizaram, em março de 2012, R$8.710 milhões, correspondendo a 54,40% da carteira comercial e a 40,89% do total das opera-ções de crédito. O incremento de 11,72% ou R$914 milhões em doze meses, ainda que em ritmo menor que o registrado no ano anterior, decorre, principalmente, do crescimento do crédito pessoal consignado, cujo saldo alcançou R$6.364 milhões ao fi nal de março de 2012.
O crédito consignado próprio alcançou R$3.870 milhões em março de 2012, 8,42% acima do ob do no mesmo mês de 2011. O saldo das aquisições de carteiras de crédito consignado de outras ins tuições fi nanceiras, em março de 2012, totalizou R$2.494 milhões, 12,86% superior ao registrado no mesmo período anterior.
As operações de crédito comercial pessoa jurídica cresceram 20,82% ou R$1.258 milhões e a n-giram saldo de R$7.300 milhões em março de 2012, respondendo por 45,60% da carteira comer-cial e 34,27% do total das operações de crédito. As linhas de capital de giro do Banrisul, com sal-do de R$5.470 milhões em março de 2012, apresentaram evolução de 23,48% em sal-doze meses. No fi nal de março de 2012, o crédito imobiliário alcançou saldo de R$1.883 milhões, com incre-mento de 39,07% ou R$529 milhões em relação a março de 2011. Entre as ações relacionadas destacam-se, no primeiro trimestre de 2012, a renovação do Convênio Coopercon e o treina-mento para integração dos novos funcionários que atuam na área de crédito imobiliário. O crédito rural registrou saldo de R$1.727 milhões, com crescimento de 29,07% ou R$389 mi-lhões nos três meses de 2012. Durante o período, o Banrisul par cipou de programas e feiras e inves u em tecnologia. Destaca-se o lançamento do programa Mais Água – Mais Renda, em parceria com o Governo do Estado; a par cipação na Expodireto, registrando recebimento de
O saldo das operações de adiantamento de contratos de câmbio (ACC) e de adiantamentos sobre cambiais entregues (ACE) a ngiu R$567 milhões em março de 2012.
O Banrisul, no primeiro trimestre de 2012, por meio do Programa Gaúcho de Microcrédito, libe-rou mais de R$10 milhões em fi nanciamentos para cerca de 1,3 mil pequenos empreendedores. Para a divulgação do Programa, o Banco visitou, em parceria com a Secretaria da Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sesampe), mais de 180 municípios gaúchos. No período, os esforços se concentraram no convênio fi rmado com a prefeitura da Capital e na operacionalização da entrada do CRESOL ao Programa Gaúcho de Microcrédito, disponibilizando mais de 80 novos pontos de atendimento.
Gráfi co 4: Evolução das Operações de Crédito - R$Milhões
Recursos Captados e Administrados
Os depósitos totais alcançaram R$22.753 milhões em março de 2012, com incremento de 19,36% ou R$3.691 milhões em relação ao mesmo mês de 2011. O Banco manteve a polí ca de captação pulverizada. Os recursos de terceiros administrados a ngiram R$7.019 milhões, 23,58% da captação total ao fi nal de março de 2012, 12,70% ou R$791 milhões acima do valor de março de 2011.
Os depósitos a prazo, que compõem 49,83% dos recursos captados e administrados, alcançaram saldo de R$14.836 milhões, com crescimento de 35,68% ou R$3.901 milhões em relação a março de 2011. Os depósitos de poupança, 17,48% da captação total, apresentaram redução de 2,50% ou R$133 milhões, totalizando R$5.203 milhões. Os depósitos à vista, que compõem 8,82% do montante total de recursos, reduziram 5,54% ou R$154 milhões em doze meses e alcançaram o valor de R$2.625 milhões.
Produtos, Serviços e Canais
Banricompras
Produto exclusivo do cliente Banrisul, o Banricompras efetuou, no primeiro trimestre de 2012, 20 milhões de operações e movimentou R$1.417 milhões, valores superiores em 11,53% e 16,55% respec vamente, comparados ao
mesmo período do ano anterior.
Como inicia vas associadas ao produto implementadas no período, destacam-se a defl agração do projeto Banripesquisa, que disponibiliza para os lojistas credenciados uma ferramenta para medir o grau de sa sfação dos seus clientes e reforçar a relação entre o Banco e os clientes pessoa jurídica; a par cipação do cartão Banricompras em mais uma temporada da campanha comercial Liquida Porto Alegre; bem como os inves mentos em melhorias, que possibilitaram à Rede Banricompras oferecer aos clientes equipamentos com acesso à Internet, garan ndo aos lojistas transações rápidas, sem tarifa de comunicação, redução de fi las nos estabelecimentos e liberação da linha telefônica.
Bem-Vindo
A Rede Bem-Vindo, recentemente adquirida pelo Banco, está cons tuída por 73 lojas espalhadas pelo território nacional. Em 13.03.2012 foi assinado o contrato de compra e a operação foi liquidada em 29.03.2012. O novo negócio permi rá à Ins tuição expandir presença no mercado nacional e a geração de créditos consignados, através da Rede, deverá cons tuir-se em importante mecanismo de ampliação das vendas.
Correspondentes Banrisul
No primeiro trimestre de 2012, o Banrisul apresentou em sua rede de correspondentes a quan dade de 2 mil conveniados. Nesse período, foi registrado 15 milhões de transações em um montante de R$3.997 milhões, volume 13,17% superior em relação ao mesmo período de 2011. No trimestre, 75% das operações dos correspondentes ocorreram no novo modelo Web, que realiza a venda de produtos e serviços do Banco, como cartão de crédito, emprés mos, crédito imobiliário, microcrédito e abertura de conta, proporcionando maior segurança e controle. Como estratégia, a Ins tuição está criando novos modelos de correspondentes e ampliando sua base no litoral, principalmente em Santa Catarina.
Canais Eletrônicos
Cartões de Crédito
Como inicia va para ampliar a par cipação do Banco no mercado de cartões de crédito e débito, no primeiro trimestre de 2012, destaca-se o lançamento do Cartão Banrisul Pla num MasterCard, desenvolvido para clientes de alta renda. O novo cartão possui o diferencial do Serviço de Concierge e pode ser emi do em três versões: o tradicional ou com o leiaute da dupla Gre-Nal. O obje vo do Banrisul é conquistar 20 mil clientes Pla num ainda em 2012.
A base de cartões de crédito do Banrisul encerrou o primeiro trimestre de 2012 com um crescimento de 37,96% em relação ao mesmo período de 2011, totalizando 447 mil cartões de crédito nas bandeiras VISA e MasterCard. No período, os cartões movimentaram o total de R$344 milhões em 4 milhões de transações, expansão de 48,96% e 35,48% respec vamente.
Seguros, Previdência e Capitalização
É obje vo do Banrisul ampliar a par cipação no mercado de serviços de seguros, previdência e capitalização. Para isso, nesse primeiro trimestre de 2012, o Banco lançou dois novos produtos. De simples contratação, o BanrisuLar é um seguro massifi cado para cobertura residencial, que não necessita de cotação prévia, oferecendo quatro pacotes de coberturas e de assistência. Já o novo Prestamista Banrisul, garante a liquidação do saldo devedor de operações de crédito em vigor em caso de morte de qualquer natureza. O produto oferece cobertura para operações de até 120 meses.
No primeiro trimestre de 2012, aproximadamente 518 mil clientes possuíam operações a vas de seguros e/ou capitalização, com crescimento de 85% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Ações com o Poder Público
O Banrisul, como banco do Estado, possui importante relacionamento com as ins tuições públicas. No primeiro trimestre de 2012, destaca-se a parceria com o setor público estadual, municipal e com o poder judiciário.
O relacionamento com a esfera estadual, no início de 2012, foi marcado pela arrecadação do IPVA. No âmbito da arrecadação geral, foram recebidos cerca de 2 milhões de documentos, no montante de R$5 bilhões.
No que se refere ao setor municipal, o Banco fi rmou o Convênio para uso do Cartão de Crédito Consignado aos servidores e implantou soluções de gestão, com o obje vo de auxiliar no controle e na redução dos custos operacionais dos municípios. O volume arrecadado com tributos municipais foi de R$351 milhões, gerado pelo trânsito de 1 milhão de documentos liquidados através dos canais de pagamento disponibilizados pelo Banrisul.
Em relação ao Poder Judiciário, o Banrisul deu con nuidade ao processo de qualifi cação e ampliação dos pontos de atendimento junto aos Foros das Comarcas estaduais, realocando o Ponto de Atendimento Bancário (PAB), localizado na Comarca de Lajeado, contemplado com móveis e equipamentos novos em ampla área, permi ndo atendimento efi caz para os magistrados, servidores e a comunidade forense. Também foi instalado, no período, um Ponto de Atendimento Eletrônico (PAE) no Foro da Comarca de Getúlio Vargas.
Rede de Atendimento Banrisul
No primeiro trimestre de 2012, a Rede de Atendimento Banrisul atingiu 1.291 pontos, distribuídos em 454 agências ( 414 no Rio Grande do Sul, 25 em Santa Catarina, 13 nos demais estados brasileiros, 1 em Miami e 1 em Grand Cayman), 263 Postos de Atendimento Bancário e 574 Pontos de Atendimento Eletrônico. Em relação aos Postos, nos três primeiros meses de 2012, 13 foram transformados em agências.
Neste verão 2012, o Banrisul esteve presente com mais de 450 pontos de atendimento no litoral gaúcho e catarinense, proporcionando aos clientes do Banco, em férias no litoral, tranquilidade e segurança. No Rio Grande do Sul, a inicia va Banrisol ocorreu em parceria com a Operação Verão Numa Boa, do Governo do Estado.
Novas Instalações da Agência Criciúma
Empresas Controladas
Banrisul S.A. Administradora de Consórcios – A Banrisul Consórcios administra grupos de consórcios
para a aquisição de imóveis, automóveis, tratores, caminhões e motocicletas. No primeiro trimestre de 2012, a Empresa registrou uma base de clientes a vos de 28.402 consorciados, totalizando R$904 milhões em volume de cartas de crédito. Ocorreram 1.305 contemplações, colocando a disposição um volume de crédito de R$35 milhões para aquisição de bens de consumo. O lucro líquido registrado a ngiu R$3 milhões.
Banrisul S.A. Corretora de Valores Mobiliários e Câmbio - Durante os três primeiros meses de 2012,
a Banrisul Corretora intermediou R$740 milhões no mercado acionário, 55,5% foram efetuadas via Home Broker. O lucro líquido acumulado, no período, foi de R$1 milhão.
Banrisul Armazéns Gerais S.A. – A Banrisul Armazéns Gerais registrou, no primeiro trimestre
de 2012, lucro líquido de R$1 milhão, resultado do aumento das operações no regime especial de importação e das medidas de gestão: revisão de processos, procedimentos e conceitos sem realização de nenhum inves mento. A estratégia da Empresa, para ampliação de sua par cipação no mercado de logís ca, é inves r em tecnologia, automação de processos, ampliação do quadro funcional e busca de novos nichos de mercado.
Banrisul Serviços Ltda. – A Banrisul Serviços opera na Região Sul do País nos segmentos de cartão
Refeição e Alimentação, cartões Combus vel, Presente, Private Label e Bene cio e Sistema da Manutenção de Frota. Diariamente, mais de 475 mil usuários e 6,2 mil empresas conveniadas u lizam os serviços disponibilizados em mais de 50 mil pontos credenciados. Nos primeiros três meses de 2012, foram realizadas mais de 4 milhões de transações. O lucro líquido trimestral foi de R$5 milhões.
Governança CorporaƟ va
Visão Geral
Listado no Nível 1 de Governança Corpora va da BM&FBovespa S.A. - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros, o Banrisul atende integralmente os requisitos desse nível de listagem e, em linha com as melhores prá cas de mercado, também exigências dos demais níveis de Governança Corpora va, conferindo-lhe maior transparência, equidade e adequada prestação de contas, reforçando sua credibilidade e o interesse de inves dores e clientes.
A par cipação dos Conselhos de Administração e Fiscal na estrutura de tomada de decisão, cujo modelo de gestão está focado na lucra vidade, qualidade das operações e criação de polí cas de Governança Corpora va, conferem ao Banrisul solidez e reconhecimento, refl e dos no desempenho adequado ao de sua área de atuação, reforçando seu papel de empresa de capital aberto, de controle estatal, orientada ao mercado.
De acordo com a Instrução n.º 381 da Comissão de Valores Mobiliários, o Banrisul informa que a empresa Ernst & Young Terco Auditores Independentes S/S, contratada em 2011 por meio do processo licitatório (Concorrência 97/2010), estabelecido pela Lei nº 8.666 /93, que ins tui normas para licitações e contratos da Administração Pública, prestou serviços exclusivamente
PolíƟ ca de Distribuição de Juros sobre o Capital Próprio/Dividendos
O Banco mantém, desde o início de 2008, polí ca de pagamento trimestral de juros sobre o capital próprio e, historicamente, tem remunerado os seus acionistas com pagamento de juros sobre o capital próprio e dividendos superiores ao mínimo exigido.
No fi nal do primeiro trimestre de 2012, líquidos de imposto de renda na fonte, foram pagos e/ou provisionados R$61 milhões a tulo de juros sobre o capital próprio.
Gráfi co 5: Distribuição de Resultados - R$ Milhões
Controles Internos e Compliance
No Banrisul, a alta administração ins tui os obje vos rela vos às a vidades de controle e promove padrões é cos de forma a enfa zar a todos os funcionários a importância dos controles internos e o papel de cada um no processo. Baseado na polí ca ins tucional de prevenção à lavagem de dinheiro, o Banco também adota processos e sistemas específi cos com a fi nalidade de assegurar que suas a vidades sejam conduzidas em um ambiente de controles adequados à prevenção de riscos relacionados ao crime de lavagem de dinheiro, conforme a Lei 9.613/98, Circular 3461/09 e demais norma vos vigentes.
Gestão de Riscos
A gestão de riscos é ferramenta estratégica fundamental para o Banrisul. Os riscos intrínsecos abrangem desde os facilmente iden fi cáveis, como os riscos de mercado, de liquidez e de crédito, assim como os indiretamente iden fi cáveis, mas também de extrema importância, tais como o risco operacional e o de imagem.
Assim, o Banco alinha as a vidades aos padrões recomendados pelos Acordos de Capital de Basileia, adotando as melhores prá cas de mercado para maximizar a rentabilidade e garan r a melhor combinação possível de aplicações em a vos e uso de capital requerido. São processos con nuos nesse escopo, o aprimoramento sistemá co de polí cas de risco, sistemas de controles internos e normas de segurança integradas aos obje vos estratégicos e mercadológicos da Ins tuição.
Em 2011, com a fi nalidade de realizar a gestão estratégica do risco de crédito, de mercado, de liquidez e operacional, foi criado o Comitê de Riscos Corpora vos. Os relatórios de acesso público referentes à gestão de riscos no Banrisul estão disponibilizados no site h p://www.banrisul. com.br, na rota: “Relações com Inves dores/Governança Corpora va/Gerenciamento de Riscos/ Relatório de Gerenciamento de Riscos”.
Risco de Crédito
A polí ca interna adotada pelo Banrisul para mensurar o risco de crédito considera a probabilidade de inadimplência do tomador ou contraparte referente às suas obrigações contratuais. Essa mensuração de risco de crédito, que refl ete as expecta vas de perdas, é incorporada à gestão operacional do Banco conforme determina o Órgão Regulador e está alicerçada no princípio da decisão técnica colegiada. Para tanto, estão defi nidas alçadas de concessão de crédito correspondentes aos níveis decisórios que abrangem desde a extensa rede de agências, em suas diversas categorias de porte, até as esferas dire vas e seus comitês de crédito e risco da Direção-geral, Diretoria e Conselho de Administração. Esse processo visa agilizar a concessão, com base em limites de crédito para clientes tecnicamente pré-defi nidos, de acordo com a exposição que a Ins tuição está disposta a operar com cada cliente, seja pessoa sica ou pessoa jurídica, atendendo o binômio risco x retorno.
A con nua e crescente implementação de metodologias esta s cas para avaliação do risco de clientes, com a parametrização de polí cas de crédito e regras de negócios, aliada à o mização dos controles sobre as informações cadastrais, por meio de um modelo de cer fi cação, fortalecem as avaliações. A adoção de sistemas de Credit Score e Behaviour Score oportuniza o estabelecimento de créditos pré-aprovados de acordo com as classifi cações de riscos previstas nos modelos esta s cos, que são mais atra vos para manejo com crédito massifi cado. No primeiro trimestre de 2012, o Banrisul intensifi cou a execução de projetos relacionados a melhorias nos controles e processos de gestão do risco de crédito, procurando alinhar ainda mais as prá cas da Ins tuição
Risco de Mercado
O risco de mercado é defi nido como sendo a probabilidade de ocorrência de impactos nega vos nos resultados ou no capital, devido a movimentos nos preços de mercado dos instrumentos fi nanceiros, provocados por fl utuações em cotações de ações, preços de mercadorias, taxas de juro, taxas de câmbio. O gerenciamento desse po de risco está segregado entre operações classifi cadas na carteira de negociação e operações não classifi cadas na carteira de negociação. A carteira Trading Book compreende as operações em instrumentos fi nanceiros de dos com intenção de negociação, des nados para revenda, obtenção de bene cios da fl utuação dos preços ou realização de arbitragem. E a carteira Banking Book compreende todas as operações da Ins tuição não classifi cadas na carteira de negociação, sem intenção de venda.
Na mensuração do risco da carteira Trading, no primeiro trimestre de 2012, destaca-se a inclusão do VaR estressado na apuração das exposições com taxa de juros pré-fi xada - Pjur1, conforme determina a Circular n.º 3.498 e 3.568, do Banco Central, a alteração na relação das exposições cambiais com o Patrimônio de Referência para inclusão no cálculo do Índice de Basileia e a alteração no Fator F para cálculo da parcela Pcam.
Risco de Liquidez
O risco de liquidez pode ser defi nido como sendo: (i) a possibilidade da Ins tuição não ser capaz de honrar, efi cientemente, suas obrigações esperadas e inesperadas, correntes e futuras, inclusive as decorrentes de vinculação de garan as, sem afetar suas operações diárias e sem incorrer em perdas signifi ca vas – risco de liquidez de fl uxo de caixa; e (ii) a possibilidade da Ins tuição não conseguir negociar, a preço de mercado, uma posição, devido ao seu tamanho elevado em relação ao volume normalmente transacionado ou em razão de alguma descon nuidade no mercado – risco de liquidez de mercado.
Nesse contexto, o Conglomerado Banrisul mantém reserva mínima diária de liquidez para atender às obrigações contratuais e às potenciais perdas de caixa, inclusive em um cenário de estresse, permi ndo embasar decisões estratégicas com agilidade e confi ança de acordo com as prá cas e procedimentos defi nidos pela Diretoria e pelo Conselho de Administração. A estratégia de captação da Ins tuição considera, ainda, nas avaliações, todas as caracterís cas dos produtos, o período de retenção es mado, a diversifi cação e as perspec vas de mercado, no intuito de evitar descasamentos de prazos entre a vos e passivos. Em complemento, o Banco calcula, mensalmente, indicadores de liquidez oriundos dos saldos de contas do balanço patrimonial e elabora e encaminha, ao Comitê de Riscos Corpora vos, Diretoria e Conselho de Administração para apreciação, relatórios mensais sobre o gerenciamento de risco de liquidez com as informações ocorridas no período.
Risco Operacional
Índice de Basileia
O Índice de Basileia representa a relação entre o Patrimônio Base - Patrimônio de Referência – PR e os riscos ponderados - Patrimônio de Referência Exigido – PRE, conforme regulamentação em vigor, demonstrando a solvência da empresa. O percentual mínimo estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional - CMN é de 11%. O CMN ainda determina que o valor mínimo do Patrimônio de Referência deva ser igual à soma das parcelas calculadas para os riscos de crédito, de mercado e operacional.
Em março de 2012, o Índice de Basileia do Conglomerado Financeiro foi de 15,82%, superior ao mínimo exigido pelo órgão regulador brasileiro. O incremento apresentado, em relação a março de 2011, foi causado pela redução da alocação de capital para cobertura do Risco de Mercado, de R$314 milhões para R$4 milhões e pelo crescimento de 13,71% no Patrimônio de Referência. A parcela de risco de crédito variou em decorrência do aumento das operações de crédito e da alocação de capital (Circular nº 3.563/11, do Banco Central do Brasil) e a parcela de risco operacional pelo aumento das receitas no período. Em relação ao Consolidado Econômico-fi nanceiro, manteve-se o impacto rela vo às parcelas do Patrimônio de Referência Exigido, o que resultou no aumento do Índice de Basileia de 15,80%, em março de 2011, para 16,28%, em março de 2012, permi ndo um incremento de até R$12.222 milhões em novos negócios.
Modernização Tecnológica
No primeiro trimestre de 2012, o Banrisul inves u R$126 milhões em modernização tecnológica. As atenções e esforços concentraram-se no aumento da disponibilidade e ampliação da infraestrutura de TI. Para isso, o Banco subs tuiu equipamentos, focou na área de segurança de canais, inovou o processo de compensação eletrônica de cheques e preparou a execução de ciclos para a gestão de con nuidade dos negócios e segurança dos a vos de TI.
Destacam-se, como iniciativas do período, a substituição e ampliação da capacidade dos computadores centrais (mainframes) com a aquisição de modelos de última geração; a modernização dos servidores instalados nas agências, agregando maior capacidade computacional e redução do risco tecnológico; as melhorias no processo de adquirência, por meio de defi nições voltadas à gestão de chaves criptográfi cas, culminando em uma avaliação in loco da bandeira VISA com auditoria realizada pela PayTrue; a implantação junto à bandeira MasterCard da emissão de cartão de crédito com chip; o cadastramento, geração e inserção de chaves criptográfi cas para comunicação segura entre o Banrisul e a VerdeCard; a inovação do processo de compensação eletrônica de cheques, com a inclusão da cer fi cação digital, movimento que coloca o Banrisul entre os primeiros bancos a implantar a sistemá ca em âmbito nacional e; a preparação para execução do 4º Ciclo de Análise de Segurança dos A vos de TI, para acompanhamento e elaboração de relatórios de registro de incidentes, e do 8º Ciclo de Gestão de Con nuidade de Negócios, com a criação de ques onário para embasar a defi nição dos planos de comunicação e controle de crises.
MarkeƟ ng
As estratégias comerciais e de marke ng, no primeiro trimestre de 2012, concentraram-se na retenção, fi delização e conquista de novos clientes. Com base nesse obje vo, o Banrisul intensifi cou esforços no direcionamento do crédito comercial ao consumo, potencializou o relacionamento com clientes pessoa sica e jurídica e par cipou de eventos.
Considerando que o primeiro trimestre do ano é um período de incidência de despesas com tributos, férias e retorno às aulas, a Ins tuição direcionou ações, especialmente, para o crédito ao consumo. Nesse sen do, o Banco procurou também manter a equipe de vendas mo vada e focada nas necessidades dos clientes. A campanha Destaques em Vendas 2012 foi lançada justamente com o propósito de es mular à inovação, cria vidade e produ vidade das vendas. Para o segmento da pessoa sica, a Ins tuição prospectou clientes e ampliou negócios através da portabilidade de servidores públicos. O instrumento u lizado para isso foi a customização de produtos e serviços, com ênfase no cartão de crédito consignado, pacote de tarifas servidor público e crédito imobiliário. Aos clientes da classe A e B, foi lançado o cartão de crédito Banrisul Pla num Mastercard, garan ndo maior compe vidade junto ao segmento de alta renda e fortalecendo o por ólio de cartão de crédito do Banrisul. Em relação à pessoa jurídica, o foco comercial se concentrou nas operações de capital de giro com recebíveis e no inves mento por meio do cartão BNDES.
Destaque para as par cipações do Banco na Festa da Uva, no Expodireto, na Feira do Pólo Naval e na Movelsul, que além de valorizar a marca ins tucional do Banrisul, serviram como ambientes de negócios para ofertar os produtos da carteira comercial, do agronegócio, do microcrédito e das linhas de inves mento e câmbio. Destaque, também, para a conclusão do processo de licitação, em consonância com a Lei 12.232/10, para a contratação de agências de publicidade. Ressalta-se que, pela primeira vez na história do Banco, as agências estão sendo contratadas, diretamente, por licitação da própria Ins tuição.
Recursos Humanos
O Banrisul, no primeiro trimestre de 2012, contou com um quadro de 10.277 colaboradores e 1.329 estagiários. No período, foram realizados 316 cursos de aperfeiçoamento, com 1.040 par cipações. Para isso, o Banco inves u R$2 milhões, dos quais R$191 mil foram
Sustentabilidade
O Banrisul planeja e executa os negócios baseado nos princípios da responsabilidade corpora va, comprometendo-se em estabelecer a dimensão adequada ao desenvolvimento sustentável, que se traduz em prá cas diárias voltadas aos colaboradores, à comunidade e ao meio ambiente.
Em con nuidade ao desenvolvimento de programas de treinamento e de qualifi cação do quadro funcional, o Banco ministra, às turmas de novos empregados e formação de supervisores, o módulo
Responsabilidade Corpora va Banrisul Caminho para a Sustentabilidade. Através da parceria com o setor público e do Programa RS na Paz, o Banrisul implementou prá cas socioambientais para os Territórios de Paz nos bairros Res nga, Rubem Berta, Pinheiro e Santa Tereza.
Visando à conscien zação do tema sustentabilidade, ações recrea vas, socioambientais e espor vas foram realizadas pela Ins tuição no Programa Reciclar no Forinho, espaço des nado a crianças, jovens e educadores durante o Fórum Social Temá co (FST), no Cais do Porto, em Porto Alegre.
Reconhecimentos
Janeiro/2012. Banrisul recebeu grau de invesƟ mento da Moody’s.
A agência classificadora de risco de crédito Moody’s Investors Service, concedeu grau de inves mento (raƟ ng Baa3 e Prime 3) em escala global, e o raƟ ng máximo (raƟ ng Aaa.br e BR-1) em escala nacional brasileira. Além desses, a Moody’s atribuiu ao Banrisul raƟ ng de força fi nanceira de bancos D+. Todos os raƟ ngs têm perspec va estável.
Fevereiro/2012. Banrisul avança 68 posições em ranking mundial.
O Banrisul avançou 68 posições no ranking dos 500 bancos com as marcas mais valiosas do mundo, em 2012, em relação ao estudo anterior, do 319º para o 251º lugar. O levantamento foi elaborado pela consultoria Brand Finance – líder mundial em avaliação e gestão de marca - em parceria com a revista inglesa The Banker.
Março/2012. Banrisul obtém grau de invesƟ mento estável da Standard & Poor’s.
A agência classifi cadora de risco de crédito Standard & Poor’s Ra ngs Services atribuiu ao Banrisul grau de inves mento BBB- em escala global. Já, na escala nacional brasileira, o Banco recebeu o raƟ ng mais elevado possível, brAAA. Os raƟ ngs atribuídos são de perspec va estável e favorecem o acesso do Banrisul a inves dores ins tucionais nos mercados nacional e internacional.
Março/2012. Banrisul é destaque no estudo Marcas de Quem Decide.
O Banrisul foi destaque no estudo Marcas de Quem Decide como uma das marcas mais lembradas e preferidas na categoria Banco. A 14ª edição da pesquisa foi realizada pelo Jornal do Comércio e a empresa Qualidata Informações Estratégicas. A Ins tuição destacou-se como marca lembrada na categoria Ações em Bolsa e como Empresa Pública.
Agradecimentos
Em mais um início de ano com resultados posi vos, a Diretoria do Banco agradece ao quadro de funcionários, pelo empenho, aos clientes, por escolherem o Banrisul como o seu banco, e aos inves dores e Governo do Estado, pelo es mulo em oferecer produtos e serviços modernos e de qualidade.
Demonstrações
Financeiras
Em 31 de março de 2012 e 2011 (Valores em Milhares de Reais)
Balanços Patrimoniais
Banrisul Banrisul Consolidado ATIVO 2012 2011 2012 2011
CIRCULANTE ... 20.392.286 17.081.039 20.473.027 17.163.001
DISPONIBILIDADES... 469.305 382.679 469.312 382.722 APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ (Nota 04) .. 3.767.046 2.516.191 3.786.005 2.534.616
Aplicações no Mercado Aberto ... 3.627.126 2.146.340 3.646.085 2.164.765 Aplicações em Depósitos Interfi nanceiros... 139.920 369.851 139.920 369.851
TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS
FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 05) ... 2.661.285 3.152.762 2.674.641 3.162.405
Carteira Própria ... 2.100.302 2.520.609 2.113.652 2.530.246 Vinculados a Compromissos de Recompra ... 499.320 632.153 499.320 632.153 Instrumentos Financeiros Deriva vos ... 58.795 - 58.795 - Vinculados à Prestação de Garan as ... 2.868 - 2.868 - Moedas de Priva zação ... - - 6 6
RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS ... 2.832.687 2.093.909 2.832.687 2.093.909
Pagamentos e Recebimentos a Liquidar ... 199.869 166.203 199.869 166.203 Créditos Vinculados (Nota 06)
Depósitos no Banco Central ... 2.593.410 1.896.780 2.593.410 1.896.780 Convênios... 2.533 4.079 2.533 4.079 Correspondentes... 36.875 26.847 36.875 26.847
RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS ... 56.340 47.350 56.340 47.350
Recursos em Trânsito de Terceiros ... 3.583 1.545 3.583 1.545 Transferências Internas de Recursos ... 52.757 45.805 52.757 45.805
OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 07) ... 9.293.869 7.895.696 9.293.869 7.895.696
Operações de Crédito
Setor Público ... 26.111 32.178 26.111 32.178 Setor Privado... 9.749.099 8.278.902 9.749.099 8.278.902 Provisão para Perdas em Operações de Crédito ... (481.341) (415.384) (481.341) (415.384)
OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (Nota 07) . 34.477 38.021 34.477 38.021
Operações de Arrendamento a Receber
Setor Público ... 977 704 977 704 Setor Privado... 36.197 39.497 36.197 39.497 Provisão para Créditos de Arrendamento Mercan l ... (2.697) (2.180) (2.697) (2.180)
OUTROS CRÉDITOS (Nota 08) ... 1.219.685 937.337 1.267.801 990.923
Carteira de Câmbio ... 591.482 436.476 591.482 436.476 Rendas a Receber ... 51.253 42.238 45.855 36.329 Negociação e Intermediação de Valores ... - - 7.723 3.632 Créditos Específi cos ... - - 18 25 Diversos ... 606.506 500.366 654.255 556.767 Provisão para Outros Créditos ... (29.556) (41.743) (31.532) (42.306)
OUTROS VALORES E BENS ... 57.592 17.094 57.895 17.359
Outros Valores e Bens ... 2.711 1.799 2.853 1.946 Despesas Antecipadas ... 54.881 15.295 55.042 15.413
Banrisul Banrisul Consolidado ATIVO (cont.) 2012 2011 2012 2011
REALIZÁVEL A LONGO PRAZO ... 18.984.228 15.433.558 19.009.581 15.452.298 TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS
FINANCEIROS DERIVATIVOS (Nota 05) ... 7.401.587 5.520.962 7.407.360 5.526.142
Carteira Própria ... 5.560.049 3.973.548 5.560.049 3.973.548 Vinculados a Compromissos de Recompra ... 1.093.726 870.003 1.093.726 870.003
Instrumentos Financeiros Deriva vos ... 55.336 - 55.336
Vinculados ao Banco Central ... 678.953 609.131 678.953 609.131 Vinculados à Prestação de Garan as ... 13.523 68.280 19.296 73.460
RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS ... 639.944 615.624 639.944 615.624
Créditos Vinculados (Nota 06)
Sistema Financeiro da Habitação ... 639.944 615.624 639.944 615.624
OPERAÇÕES DE CRÉDITO (Nota 07) ... 10.026.192 8.409.474 10.026.192 8.409.474
Operações de Crédito
Setor Público ... 90.810 88.998 90.810 88.998 Setor Privado... 10.788.075 9.007.362 10.788.075 9.007.362 Provisão para Perdas em Operações de Crédito ... (852.693) (686.886) (852.693) (686.886)
OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (Nota 07) . 39.784 37.296 39.784 37.296
Operações de Arrendamento a Receber
Setor Público ... 2.513 1.948 2.513 1.948 Setor Privado... 42.410 39.088 42.410 39.088 Provisão para Créditos de Arrendamento Mercan l ... (5.139) (3.740) (5.139) (3.740)
OUTROS CRÉDITOS (Nota 08) ... 868.202 841.306 887.782 854.866
Carteira de Câmbio ... 13.873 9.801 13.873 9.801 Diversos ... 885.475 860.167 905.055 873.727 Provisão para Outros Créditos ... (31.146) (28.662) (31.146) (28.662)
OUTROS VALORES E BENS ... 8.519 8.896 8.519 8.896
Outros Valores e Bens ... 18.800 18.218 18.800 18.218 Provisão para Desvalorização ... (10.636) (10.030) (10.636) (10.030) Despesas Antecipadas ... 355 708 355 708
PERMANENTE ... 656.948 658.244 298.335 335.680 INVESTIMENTOS (Nota 09 (a)) ... 415.083 338.226 47.514 7.660
Par cipação em Coligadas e Controladas no País
(Nota 02 (c)) ... 408.277 331.420 40.000 - Outros Inves mentos ... 11.599 11.599 12.780 12.926 Provisão para Perdas ... (4.793) (4.793) (5.266) (5.266)
IMOBILIZADO DE USO (Nota 09 (b)) ... 151.896 165.433 159.695 172.448
Imóveis de Uso ... 120.234 120.361 130.541 130.622 Outras Imobilizações de Uso ... 485.254 480.662 491.769 485.945 Depreciação Acumulada ... (453.592) (435.590) (462.615) (444.119)
INTANGÍVEL (Nota 09 (c)) ... 89.969 154.585 91.126 155.572
A vos Intangíveis ... 366.046 362.517 368.125 363.504 Amor zação Acumulada ... (276.077) (207.932) (276.999) (207.932)