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TCOR/EngEl Pedro Costa Tel

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TCOR/EngEl Pedro Costa [email protected] Tel. 226013

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TEMA 2.1

Teorias das Relações Internacionais

OBJETIVO DE APRENDIZAGEM

Após esta sessão, os discentes serão capazes de identificar as

duas principais teorias das relações internacionais (RI),

concretamente, a Liberal e a Realista; e de explicar as

(4)

AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS

PRINCIPAIS TEORIAS DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS O QUE É UMA TEORIA?

(5)

AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS

PRINCIPAIS TEORIAS DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS O QUE É UMA TEORIA?

(6)

• Simplificação da realidade

• Correlação entre causa e efeito

• Conjunto de ideias (hipóteses) validadas pelo facto científico

Teoria

Tese

Conjetura

…consenso na comunidade cientifica, relativamente a uma tese …conjetura suportada por factos, carece confirmação científica

…fruto de primeiras observações e raciocínios indutivos

TEORIA

(7)

“That is simple my friend: because

politics is more difficult than

physics.”

Frase proferida em:

At a conference, Princeton, N.J. (Jan 1946)

Questão: Porque razão a humanidade foi capaz de desvendar os

segredos da estrutura do átomo, mas não a forma de evitar a sua

destruição?

TEORIA

• Simplificação da realidade; • Correlação entre causa e efeito;

• Conjunto de ideias (hipóteses) validadas pelo facto científico.

(8)

AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS

PRINCIPAIS TEORIAS DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS O QUE É UMA TEORIA?

(9)

Tratado de Vestefália

• Assinado a 24 de outubro de 1648, põe fim à Guerra dos Trinta Anos;

• Principais repercussões:

• O Estado territorialmente soberano, deixa de possuir entidades superiores a si (exclusão da religião da política internacional);

• Estabelece-se a anarquia ao nível das Relações Internacionais (RI);

https://pt.wikipedia.org/wiki/Paz_de_Vestf%C3%A1lia#/media/File:Helst,_Peace_of_M%C3%BCnster.jpg

Princípio do Equilíbrio que fica consagrado com o Tratado de Utrecht em 1713 (garantia de liberdade, independência de cada Estado e mecanismo regulador das Relações Internacionais)

(10)

Conjunto de

relações entre entidades políticas

, a maior parte delas

governada por um povo que não é uma Nação, e relações entre

entidades privadas sujeitas a entidades políticas diferentes

, assim

como as relações entre as

entidades privadas e entidades políticas de

que não estão dependentes

.

Fonte: René Coste (1967, p. 38) - In: “Moral International”

Conjunto de

relações entre entidades

que

não reconhecem um poder

político superior

, ainda que não sejam estaduais, somando-se às

relações diretas entre entidades formalmente dependentes de

poderes políticos autónomos

.

Fonte: Adriano Moreira (2014, P. 54) – In: “Teoria das Relações Internacionais”

(11)

Ciências Sociais Ciência Política Relações Internacionais Estudos de Segurança Estudos Estratégicos Ciências Militares estudam como a tecnologia, organização e tática devem ser combinadas para vencer batalhas

estuda como os fins políticos e os meios militares interagem sob restrições sociais, económicas, entre outras tudo o que se relaciona com a segurança de um sistema político

(12)

Uma disciplina que possui como objetivo a análise do cenário internacional composto por atores estatais e não estatais tendo como variáveis intervenientes o papel da ética, o papel do direito, o papel da

ideologia e, por fim, o papel do

poder.

Robert Wendzel

Fonte: Tales Castro; ”Teoria das Relações Internacionais” (2012),

pp.73-74

Relações Internacionais

As RI, como disciplina que contribui para a compreensão, previsão, avaliação e controlo das relações entre os Estados e das condições da comunidade mundial é ao mesmo tempo uma história, uma ciência, uma filosofia e uma arte.

(13)

AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS

PRINCIPAIS TEORIAS DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS O QUE É UMA TEORIA?

(14)

PRIMEIRAS ABORDAGENS À TEORIA DAS RI

(15)

“(…) os mais fortes fazem o que podem e os mais fracos sofrem na mesma medida.”

Tucídides

460 a.C – 400 a.C Historiador da Grécia antiga (Guerra do Peloponeso)

Tito Lívio 59 a.C. – 17 d.C. Historiador Romano Sun Tzu General, estrategista e filósofo Chinês

Obra de referência – “A arte da Guerra” Aborda a importância da guerra para um Estado.

Obra de referência – a “História de Roma” Assumiu posições polémicas quanto à organização e funcionamento do Império, assim como o poder do Imperador.

(16)

“(…) qualquer ação que seja considerada fundamental para a sobrevivência do Estado, carrega em si um autojustificação”

Maquiavel (1469-1527) Obra de referência: “ O Príncipe” em 1527

- Estado é o principal ator da Cena Internacional;

- O Sistema Internacional é anárquico. Não reconhece um poder superior.

- Guerra como instrumento político;

- Natureza humana egoísta e individualista, com reflexos nas articulações

do Estado, que busca maximização do poder para enfrentar desafios.

Fo n te : h tt p s://p t.w iki p ed ia.o rg /w iki /N ic o lau _Maq u iave

(17)

Cardeal Richelieu

1585-1642

(1º Ministro de Luís XIII)

Raison d’Etat – política internacional centrada nos interesses do Estado, superiores aos interesses particulares ou de grupos sectários menores dentro do interior do Estado.

Thomas Hobbes (Matemático e filósofo inglês) 1588-1679

Obra de referência: “O Leviantã”

Para Hobbes, o Homem no “estado de natureza” é dominado pela violência. Existe um “contrato social” em que o Homem renuncia da sua potência individual em prol do Estado.

.. a possibilidade permanente de agressão, conflito e de guerra.

(18)

IDEALISMO (UTOPISMO)

• Bondade do homem;

• Recusa da violência;

• Guerra:

 Fenómeno anti-social;

 Fenómeno anti-jurídico;

 É sempre crime.

Fo n te : h tt p ://w w w .e b ah .c o m.br /c o n te n t/A BA A A el JMA E/ u to p ia -th o mas -mo re Thomas More 1516

(19)

AS PRINCIPAIS TEORIAS

Realismo

Liberalismo

Construtivismo

(20)

Realismo

Neorrealismo

(Estrutural)

Clássico

AS PRINCIPAIS TEORIAS

• SI caracterizado pela anarquia (não

há hierarquia entre os Estados);

• Estado Soberano, encarado duma

forma unitária e é também o ator central das RI;

• Tende a maximizar o seu interesse

(relações de poder) através de escolhas de política externa racionais e amorais;

Hans Morgenthau (1948)

“Politics Among Nations: the Struggle for

(21)

1. A política é regida por leis objetivas que têm as suas raízes na natureza humana; 2. O interesse dos Estados é definido em termos de PODER;

3. Interesse definido como PODER é uma categoria objetiva universalmente válida, mas cujo significado pode mudar (fatores históricos, culturais, etc);

4. A política vive em tensão com preceitos éticos, procurando a sobrevivência (princípios morais não podem ser aplicados às ações dos Estados;

5. Não há identificação entre os objetivos de um Estado e a vontade divina;

6. A política é independente (autónoma) das outras esferas da atividade humana, por exemplo, a económica ou jurídica.

REALISMO CLÁSSICO – 6 Princípios

RAÍZES NO PENSAMENTO DE TUCÍDIDES, THOMAS HOBBES, MAQUIAVEL

Foco Estatocêntrico – Poder – Natureza Humana

(22)

PODER

“A politica internacional, como toda a política, é uma luta pelo PODER. (…) Quando

nos referimos a PODER, referimo-nos ao controlo dos homens sobre as mentes e ações dos outros homens. Por PODER POLÍTICO referimo-nos às relações mútuas de controlo entre os detentores de autoridade pública e entre estes e a população.”

Hans Morgenthau

REALISMO CLÁSSICO

O Realismo entende o poder de inúmeras formas (militar, económico, diplomática, etc.) mas enfatiza como determinante na cena internacional, a distribuição do poder

coercivo material dos Estados (militar e económico).

(23)

Realismo

Neorrealismo

(Estrutural)

Defensivo

Ofensivo

Clássico

AS PRINCIPAIS TEORIAS

Kenneth Waltz 1979

(24)

NEORREALISMO (Realismo Estrutural)

• O SI é caraterizado pela ESTRUTURA (distribuição de Poder) e pelo

PROCESSO (padrões e interação entre unidades).

• Os sistemas políticos são constituídos por 3 elementos:

 Um princípio ordenante (anarquia vs hierarquia);  O caráter das unidades (“princípio da autoajuda”);

 Distribuição das capacidades  dita o comportamento dos Estados na

busca do Equilíbrio de Poder.

Neorrealismo DEFENSIVO ou OFENSIVO

(25)

• A competição entre Estados deriva da necessidade de SEGURANÇA.

• Os Estados avaliam a ameaça de outros:

 Equilíbrio de capacidades ofensivas/defensivas;  Poder relativo (não buscam a hegemonia);

• Os Estados limitam a obtenção de poder de forma a mitigar a

possibilidade que outros se juntem em alianças contra si (equilíbrio

de ameaça);

• Como incrementos de capacidades podem ser anulados, tentativa

de adquirir mais segurança com mais poder é uma ação inútil.

NEORREALISMO (Realismo Estrutural)

Princípios da Soma Zero e Dilema de Segurança

(26)

Neorrealismo OFENSIVO

(mais pessimista)

• Pressupostos

 SI é anárquico e Estados são os atores principais;  A sobrevivência é o principal objetivo dos Estados;

 Todos os Estados possuem algum tipo de capacidade ofensiva e nunca têm certeza das intensões dos outros.

• Da combinação dos pressupostos saem 3 comportamentos:

 Os Estados temem-se mutuamente (medo);

 Os Estados apenas podem contar com a autoajuda;

 Melhor estratégia de sobrevivência é maximização relativa do poder.

John Mearsheimer

NEORREALISMO (Realismo Estrutural)

“Os Estados tendem a aumentar o seu poder, relativamente aos demais, de forma a dissuadir os adversários. Mais poderoso, mais seguro”

(27)

• Produto do iluminismo (séc. XVIII);

• A paz é o estado normal das relações entre os

Estados;

• Leis ditam a paz e a cooperação;

• A guerra é contranatura e irracional;

• Confiança no progresso e aperfeiçoamento da

condição humana (visão otimista);

AS PRINCIPAIS TEORIAS

(28)

AS PRINCIPAIS TEORIAS

LIBERALISMO CLÁSSICO

• Visão Internacionalista do Mundo (bases do

internacionalismo

-

respeito

pela

não

ingerência nos assuntos internos dos Estados

e pelas Leis Internacionais);

• Os Homens tratados como fins e não como

instrumentos;

• As jurisdições nacionais deveriam ser

abolidas e substituídas por um corpo de leis

aceites por todos e de aplicação vigiada por

um congresso de potências.

Immanuel Kant 1795

(29)

Teoria Liberal geral (Andrew Moravcsik)

Pressupostos:

 Primazia dos atores sociais (indivíduos e grupos privados);

 Representação e preferências dos Estados (representantes oficiais definem as preferências dos Estados e atuam conscientemente na política internacional de acordo com os interesses dessa sociedade);

 Interdependência determina o comportamento no seio do SI.

LIBERALISMO

Andrew Moravcsik (1997)

“Os Estados não são caixas negras que procuram apenas sobreviver, representam a configuração dos interesses individuais e societáis (através do Governo)”

(30)

Interdependência Complexa

• Estados utilizam as Organizações Internacionais (OI) para potenciar

a consecução dos seus interesses;

• Rutura com a visão “Estatocêntrica” do realismo dando lugar a uma

visão “interdependente” (OI);

• “Low politics” e “high politics” com mesma pertinência;

• Quando a interdependência complexa prevalece, os governos

envolvidos tendem a não empregar a força entre si.

NEOLIBERALISMO (institucionalismo)

1977

Como superar problemas coletivos?

(31)

“Embora os Estados liberais se tenham envolvido em diversas guerras

com

Estados

não

liberais,

Estados

liberais

garantidos

constitucionalmente AINDA não se envolveram em guerras entre si”

Michael Doyle

TESE DA PAZ DEMOCRÁTICA

(32)

AS PRINCIPAIS TEORIAS

Pressupostos gerais

• Mundo como uma construção baseada em ideias sociais e entendimentos intersubjetivos;

• Estados são atores cientes da sua identidade e procuram perpetuá-la;

• As normas provêm das práticas e ações dos Estados e não são independentes da ação social.

Alexander Wendt

“O Pensamento construtivista desafia o ênfase que é dado ao Poder e demonstra que mais do que o poder, são as normas e valores que moldam o comportamento dos Estados”

(33)

AS PRINCIPAIS TEORIAS - Comparação

Realismo Liberalismo Construtivismo

Pressuposto teórico base • Anarquia • Estados competem pelo poder e segurança • Estados buscam o progresso e a prosperidade • Valores liberais

(Paz, vetor social,…)

Normas coletivas e identidade social moldam o comportamento Principal instrumento da política Poder militar e económico Instituições, interdependência Ideais e identidade Tendências para o período pós-Guerra Fria Ressurgimento da competição entre as grandes potências Cooperação crescente Dependente do conteúdo das ideias

(34)
(35)

Poder militar como fator chave nas relações internacionais. Conflitualidade armada como recurso a instrumento de Poder.

(36)

AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS

PRINCIPAIS TEORIAS DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS O QUE É UMA TEORIA?

(37)

TEMA 2.1

Teorias das Relações Internacionais

OBJETIVO DE APRENDIZAGEM

Após esta sessão, os discentes serão capazes de identificar as

duas principais teorias das relações internacionais, nomeadamente,

a Liberal e a Realista; e de explicar as caraterísticas que as

diferenciam.

QUESTÃO

Na visão realista das

Relações Internacionais,

quais são os principais

pressupostos teóricos

base?

A. Normas coletivas e identidade social moldam o comportamento.

B. Existência de anarquia no Sistema Internacional e os Estados competem pelo poder e segurança

(38)
(39)

TCOR/EngEl Pedro Costa [email protected] Tel. 226013

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