1 AULA 02
PETIÇÃO INICIAL
1. Conceito e importância
A jurisdição tem como uma de suas principais características a inércia.
Para que ela seja movimentada a parte que entende possuir direitos a perquirir, da azo a movimentação do Poder Judiciário através da Petição Inicial.
Assim, pode-se dizer que a petição inicial é a peça escrita que dá início ao processo judicial, conforme dispõe o art. 2º do Código de Processo Civil.
Depois de escrita, a petição inicial, que na linguagem forense também se denomina vestibular, exordial, entre outros sinônimos, é apresentada ao juiz competente mediante a distribuição, dando-se início a Ação Judicial, nos termos do art. 263 do CPC.
Via de regra compõe como sujeitos da petição inicial o AUTOR e o RÉU. Autor ou requerente compõe o polo ativo da demanda; o réu ou requerido compõe o polo passivo da demanda.
Frisa-se que a inicial deve apresentar todos os requisitos processuais, caracterizados pelas condições da Ação (art.267, VI do CPC) e pressupostos processuais. Nas condições da Ação, está o interesse de Agir (ou processual) na demanda, a possibilidade jurídica do pedido e a legitimidade das partes. Já os pressupostos processuais são os de constituição e desenvolvimento válido e regular do processo, tais como a Competência da Ação, que analisaremos adiante.
Por ser o primeiro ato do processo, a petição inicial ganha relevo no cenário prático, pois deverá ser muito bem elaborada. Desta peça repercutirá vários aspectos, tais como:
a) dela também dependerá o êxito do processo, positivo ou negativo;
b) após a citação do réu, só poderá ser modificada com o seu consentimento (art. 264 CPC);
c) torna-se imutável após o despacho saneador pelo juiz (art. 294 CPC);
d) reflete diretamente no conteúdo decisório da sentença, pois o juiz só pode apreciar o que nela foi requerido, ou seja, dentro dos limites de seus pedidos.
2 e) tem o juiz, portanto, controle imediato sobre a inicial para deferir ou indeferir (art. 295 CPC),liminarmente, o que nela vem requerido.
Portanto, elaborar qualquer petição inicial requer amplo conhecimento dos fatos ocorridos e do direito - e aqui se inclui tanto o direito material quanto o processual.
2. A Linguagem Jurídica
A terminologia técnica deve ser observada na redação de uma petição inicial, e em toda e qualquer peça processual. O tecnicismo na escrita revela a boa formação do profissional do direito.
A linguagem é a ferramenta de trabalho de todo e qualquer profissional do direito, sendo certo que o profissional do direito deve escrever e falar bem.
ATENÇÃO: Petições prolixas e confusas , que não comunicam o que pretendem, tendem a não ser compreendidas. Escrever bem, não é escrever muito e nem escrever com palavras difíceis.
Veja que se a petição estiver mal redigida, poderá não ser compreendida pelo juiz e assim será considerada inepta nos termos do artigo 295, inciso I, § único, incisos I e II do CPC. Neste caso, petição inepta é a que apresenta um texto confuso, contraditório e/ou inconcludente, impedindo e prejudicando o direito de defesa do réu.
Dessa forma a petição inicial deverá ser escrita em linguagem formal, empregando vocabulário jurídico, para que se torne clara e bem compreendida.
Assim, a petição inicial deverá ser redigida com as características da linguagem formal,
3. Da linguagem forense
3.1. Impessoalidade: as petições iniciais devem ser escritas em terceira pessoa, devendo ser evitado o uso de vocativos para chamar a atenção do Juiz ( ex. Douto Magistrado, Ilustre Juiz, Nobre Julgador) . Lembre-se que não há hierarquia entre Juiz, Promotores e advogados e, portanto não se faz necessário enaltecer a figura do magistrado.
3 3.2. Concisão: ser conciso significa usar de maneira exata os fatos necessários, suficientes para firmar o convencimento do juiz, evitando expressões redundantes e inúteis.
3.3. Objetividade: a exposição dos fatos deve ser lógica, segura, não se admitindo afirmações supérfluas e prolixas.
3.4. Vernaculidade: A Constituição Federal/88 (art. 13) e o Código de Processo Civil (art. 156) determinam que em todos os atos e termos do processo deve ser utilizado o vernáculo, ou seja, não devem ser empregadas expressões em qualquer outra língua que não a língua portuguesa (idioma oficial do Brasil).Se for empregado termo estrangeiro, deve vir com o significado entre parênteses.
LEMBRE-SE: termos em latim não tem acento.
3.5. Lógica: Há que se ter coerência entre a dissertação dos fatos e os pedidos que serão formulados. Assim, os argumentos lançados na fundamentação de uma petição inicial devem justificar os pedidos.
Dica importante: na linguagem jurídica sugere-se utilizar os chamados elementos de ligação, que são conectivos de integração harmoniosa entre ideias que envolvem um mesmo assunto. Estes elementos de ligação podem ser advérbios, conjunções, preposições, pronomes, entre outros.
Vejamos alguns deles:
SIGNIFICADO GRUPO
Prioridade, relevância em primeiro lugar, antes de mais nada, primeiramente, acima de tudo, precisamente, principalmente, primordialmente, sobretudo
Tempo (freqüência, duração, ordem, sucessão, anterioridade, posterioridade)
então, enfim, logo, logo depois, imediatamente, logo após, a princípio, pouco antes, pouco depois, anteriormente, posteriormente, em seguida, afinal, por fim, finalmente, agora, atualmente, hoje, freqüentemente, constatemente, às vezes, eventualmente, por vezes, ocasionalmente, sempre, raramente, não raro, ao mesmo tempo, simultaneamente, nesse ínterim, nesse meio tempo, enquanto, quando, antes que, depois que, logo que, sempre que, assim que, desde que, todas as vezes que, apenas, já, mal.
Semelhança,comparação, conformidade
igualmente, da mesma forma, assim também, do mesmo modo,
similarmente, semelhantemente, analogamente, por analogia, de maneira idêntica, de conformirdade com, de acordo com, segundo, conforme, sob o mesmo ponto de vista, tal qual, tanto quanto, como, assim como, bem como, como se.
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Condição, hipótese se, caso, eventualmente
Adição, continuação
além disso, (a)demais, outrossim, ainda mais, ainda por cima, por outro lado.
Também as conjunções aditivas: e, nem, não só, mas também etc.
Dúvida talvez, provavelmente, possivelmente, quiçá, quem sabe, é provável, não é certo, se é que.
Certeza, ênfase de certo, por certo, certamente, indubitavelmente, inquestionavelmente, sem dúvida, inegavelmente, com toda a certeza.
Surpresa, imprevisto inesperadamente, inopinadamente, de súbito, subitamente, de repente, imprevistamente, surpreendentemente.
Ilustração, esclarecimento por exemplo, isto é, quer dizer, em outras palavras, ou por outra, a saber, ou seja.
Propósito, intenção, finalidade com o fim, a fim de, com o propósito de, para que, a fim de que.
Lugar, proximidade, distância
perto de, próximo a ou de, junto a ou de, dentro, fora, mais adiante, aqui, além, acolá, lá, ali.
E ainda algumas preposições e os pronomes demonstrativos.
Resumo, recapitulação. em suma, em síntese, em conclusão, enfim, em resumo, portanto, assim, dessa forma, dessa maneira, logo, pois.
Causa e consequência, explicação
por consequência, por conseguinte, como resultado, por isso, por causa de, em virtude de, assim, de fato, com efeito, porque, porquanto, pois, que, já que, uma vez, visto que, como (= porque), portanto, logo, pois (posposto ao verbo), que (= porque).
Contraste, oposição, restrição, ressalva
pelo contrário, em contraste com, salvo, exceto, menos, mas, contudo, todavia, entretanto, embora, apesar de, ainda que, mesmo que, posto que, conquanto, se bem que, por mais que, por menos que, no entanto.
OBS: Tabela baseada no estudo de Otton Moacyr Garcia (Comunicação em Prosa Moderna),
Certas palavras têm classificação à parte, por isso convém dizer apenas palavra ou locução denotativa de:
1. Inclusão: até, inclusive, mesmo, também etc.
2. Exclusão: apenas, exceto, salvo, senão, só, somente etc.
3. Designação: eis
4. Realce: cá, lá, é que, só etc.
5. Retificação: aliás, ou antes, isto é, ou melhor, etc 6. Situação: afinal, agora, então, mas etc.
4. Estrutura da Petição Inicial
A petição inicial possui requisitos que vem estampados no art. 282 do CPC.
Art. 282 — A petição inicial indicará:
I — o juiz ou tribunal, a que é dirigida;
5 II — os nomes, prenomes, est ado civil, profissão, domicílio e residência
do autor e do réu;
III — o fato e os fundamentos jurídicos do pedido;
IV — o pedido, com as suas especificações;
V — o valor da causa;
VI — as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados;
VII — o requerimento para a citação do réu.
4.1 – Endereçamento: Momento no qual se identifica a competência da ação.
Por competência da petição inicial entende-se “... o juiz ou tribunal a que é dirigida;...” (inciso I do art. 282 CPC). Divide-se em:
Absoluta
a) deve ser declarada de ofício e pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição
(matéria de ordem pública) (CPC, art. 113);
b) deve ser arguida na contestação (CPC, art.
301, inc. II);
c) não pode ser modificada por acordo das partes;
d) em razão da matéria e hierarquia, é inderrogável.
Relativa
a) só pode ser arguida por meio de exceção (CPC, art. 112);
b) pode ser modificada por acordo das partes;
c) em razão do território ou do valor;
d) juiz não pode reconhecer de ofício;
e) se não for arguida, dá-se a prorrogação da competência;
f ) juiz pode declinar-se de ofício se não tiver praticado ato de aceitação.
6 Não utilizar abreviaturas. Escrever tudo por extenso; Não precisa escrever tudo em letras maiúsculas, pode escrever apenas a primeira letra de cada palavra com letra maiúscula; Após o endereçamento, pule algumas linhas. Não precisa pular necessariamente 10 linhas. O ideal é deixar um espaço, para mostrar ao examinador que você sabe que aquele espaço é deixado para o despacho do juiz;
Importante: o número de folhas fornecido no exame é limitado, sendo assim, dependendo do tamanho da peça, qualquer espaço perdido pode ser precioso.
Modelos de endereçamentos:
VARA CÍVEL ESTADUAL
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da... Vara Cível (do Foro Regional de...), da Comarca de..., Estado de ...
VARA CÍVEL FEDERAL
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal da... Vara Federal Cível da Subseção Judiciária de...
JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito Do Juizado Especial Civil... da Comarca de..., Estado de ...
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Relator da... Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL
Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal Regional Federal da... ª Região.
Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Relator da... Turma do Egrégio Tribunal Regional Federal da... ª Região.
COLÉGIO RECURSAL ESTADUAL
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Presidente do Egrégio Colégio Recursal do Juizado Especial Criminal da Comarca de...
7 SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Excelentíssimo Senhor Doutor Ministro Presidente do Colendo Superior Tribunal de Justiça
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
Excelentíssimo Senhor Doutor Ministro Presidente do Colendo Supremo Tribunal Federal
4.2- Preâmbulo
O parágrafo deve ter início no meio da página. As demais linhas obedecem à margem esquerda; O nome da parte deve ser escrito em destaque, de preferência com letras maiúsculas; Quando for necessário qualificar as partes, tendo em vista que você não pode inventar dados, coloque o nome do dado, seguido de reticências, conforme o exemplo:
“Nome..., nacionalidade..., estado civil..., profissão..., residente e domiciliado na Rua..., número..., bairro..., comarca de....”
O nome da peça deve ser colocado em destaque, ou seja, em letras maiúsculas, para facilitar a visualização.
4.3- Narração dos fatos
Apesar de não ser obrigatório, é aconselhável dividir a peça em títulos:
Dos Fatos, Do Direito, Do Pedido.
Isto facilita a organização da peça;
Nem todas as informações do problema devem ser incluídas na narração dos fatos.
Copiar, ipsis litteris, o problema inteiro, então, nem pensar. Você deve narrar às informações mais importantes, que são aquelas que darão suporte fático à sua argumentação e ao pedido. Tudo o que constar no item “Do Direito” deve ter sido abordado nos fatos;
Lembre-se de não inventar NADA, nenhum fato, nenhuma informação. Limite-se a trabalhar com as informações que o problema fornece;
8 Outro detalhe importante a ser lembrado, NUNCA concorde com os argumentos da parte contrária.
4.4- Exposição do direito
Esta é a parte mais importante da sua peça, pois é o momento em que você vai desenvolver seu raciocínio. É nessa etapa da peça que você mostra que sabe argumentar e elaborar uma boa petição, com as ideias expostas de forma lógica, cadenciada e bem fundamentadas.
Basicamente, esta etapa da sua peça deve ser composta dos seguintes itens:
1. Frase de introdução
2. Conceitos (premissa maior) 3. Contraposição (premissa menor) 4. Conclusão
5. Pedido
Não é necessário utilizar termos em latim. Aliás, nem é aconselhável, caso você tenha dúvida quanto ao significado do termo. Somente utilize se tiver certeza que é cabível determinada expressão no parágrafo em desenvolvimento;
Dependendo da peça, você terá que desenvolver mais de uma argumentação, mais de uma ideia. Sendo assim, é aconselhável subdividir o item. Quando isso acontecer, crie subtítulos, para facilitar a exposição dos argumentos, conforme exemplo:
DO DIREITO
I. PRELIMINARMENTE II. NO MÈRITO
4.5 - Do pedido
Procure iniciar sempre com a expressão: “Diante do exposto” ou “ Dessa forma, requer:”
O pedido é decorrência lógica da tese que foi desenvolvida no “Do Direito”, sendo assim, tudo o que for mencionado nas argumentações, deve constar no pedido;
9 Nem sempre será necessário mencionar artigos no pedido. Isso será analisado no decorrer das aulas, de acordo com cada peça e suas peculiaridades.
4.6- Doutrina e jurisprudência.
O atual exame da OAB, proíbe o uso de livros e doutrinas, esta parte da peça sofrerá certo prejuízo, ou seja, não mais será obrigatória a citação de doutrina.
Quanto à jurisprudência, apesar da proibição do uso de repertórios de jurisprudência, não podemos nos esquecer das Súmulas. Estas, sim, poderão ser utilizadas, quando houver alguma que tenha relação com o tema tratado na peça.
4.7- ESQUELETO PARA RESOLUÇÃO DOS EXERCÍCIOS
Utilize o esquema abaixo para a resolução dos exercícios práticos. Você perceberá que assim que completar o esquema, a peça estará praticamente pronta, bastando, apenas aplicar as formalidades, ou seja, transformá-la em uma petição.
1- Cliente:
2- Assunto:
3- Pretensão:
4 – Competência (endereçamento):
5- Partes (legitimidade ativa e passiva) 6 – Fatos: causa de pedir remota
7 - Fundamento Jurídico da peça: causa de pedir próxima 8- Pedidos
- Liminar, se houver - Citação
- Pedido Específico
- Procedência e sucumbência 10- Provas
11 – Valor da Causa
12 – Parte Final (encerramento):
10 Exercícios para o aluno montar o esqueleto da peça.
Questão 01
Safira Azul Esverdeada Pato, 57 anos, dona de casa, é casada há 40 anos com Manuel de Sá Pato, 60 anos, autônomo, que possui uma renda média mensal de R$ 6.000,00. Safira não possui renda e seu marido provém às despesas da casa.
Na data de 15/11/2013, por volta das 15:30 horas, Manuel transitava com seu automóvel, um Corola 2013, sem seguro, pela Av. Paulista, sentido centro da cidade em São Paulo quando de maneira súbita foi abalroado frontalmente por um ônibus da Viação Estrela Cadente LTDA, pessoa jurídica com sede na cidade de Sorocaba, que seguia pela mesma avenida, porém sentido Bairro. O ônibus perdeu o controle e invadiu a pista onde transitava o Sr. Manuel. O acidente destruiu completamente o automóvel de Manoel e o levou imediatamente a óbito.
Realizada a perícia verificou-se que o motorista do onibus estava alcoolizado no momento do acidente e que o caminhão estava com problemas no sistema de freios. A Sra. Safira não tem filhos e junto com seu marido moravam no bairro de Pinheiros . O automóvel tem preço estimado de R$ 40.000,00 ( quarenta mil reais) . Questão: Em face dessa situação hipotética, na qualidade de advogado(a) contratado(a) por SAFIRA AZUL ESMERALDA PATO, monte o esqueleto da peça processual cabível:
Questão 02 – questão OAB- CESPE- 2008.2
Mauro, pedreiro, domiciliado em Salvador – BA, caminhava por uma rua de Recife – PE quando foi atingido por um aparelho de ar-condicionado manejado, de forma imprudente, por Paulo, comerciante e proprietário de um armarinho. Encaminhado a um hospital particular, Mauro faleceu após estar internado por um dia. Sua família, profundamente abalada pela perda trágica do parente, deslocou-se até Recife – PE e transportou o corpo para Salvador – BA, local do sepultamento. O falecido deixou viúva e um filho menor impúbere. Sabe-se, ainda, que Mauro tinha
11 35 anos de idade, era responsável pelo sustento da família e conseguia obter renda média mensal de R$ 800,00 como pedreiro. Sabe-se, também, que os gastos hospitalares somaram R$ 3.000,00 e os gastos com transporte do corpo e funeral somaram R$ 2.000,00. Após o laudo da perícia técnica apontar como causa da morte o traumatismo craniano decorrente da queda do aparelho de ar- condicionado e o inquérito policial indiciar Paulo como autor de homicídio culposo, a viúva e o filho procuraram um advogado para buscar em juízo o direito à indenização pelos danos decorrentes da morte de Mauro. Em face da situação hipotética apresentada, redija, na qualidade de advogado(a) procurado(a) pela família de Mauro, a petição inicial da ação judicial adequada ao caso, abordando todos os aspectos de direito material e processual pertinentes.