f
«itiéria do hdóstrio e do Conércio
Instituto do Açúcar e do Álcool
Sede:
CRIADO PELO DECRETO N» 22-789. DE 1» DE JUNHO DE 1933
PRAÇA QUINZE DE
Caixa Postal
NOVEMBRO,.
42— RIO DE JANEIRO —
RJ.420
—
Ènd. Teleg. "Comdecar”CONSELHO
DELIBERATIVOfc
EFETIVOS
Representante do Ministério da Indústria e do Comércio
—
Hugo de Almeida—
PRESIDENTE Representante do Banco do Brasil—
Representante do Ministério do Interior
—
Antonio Henrique Osorio de Noronha Representante do Ministério da Fazenda—
Edgard de Abreu CardosoRepresentante da Secretaria do Planejamento
—
José Gonçalves Carneiro Representante do Ministério do Trabalho—
Boaventura Ribeiro da Cunha Representante do Ministério da Agricultura—
José Jackson^Machado Barcelar Representante do Ministério dos Transportes—
Juarez Marques Pimentel Representante do Ministério das Relações Exteriores—
Carlos Luiz PerezRepresentantedo Ministério das Minas e Energia
—
José Edenizer Tavares de Almeida Representarite da Confederação Nacional de Agricultura—
José Pessoa da SilvaRepresentantedos Industriais do Açúcar (Região Centro-Sul)
—
Arrigo Domingos Falcone Representantedos Industriais do Açúcar (Região Norte-Nordeste)—
Mario Pinto de Campos Representantedos Fornecedores de Cana (Região Centro-Sul)—
Adilson Vieira MacabuRepresentante dos Fornecedores deCana(Região Norte-Nordeste)
—
Francisco Alberto MoreiraFalcãoSUPLENTES
Murilo Parga de Moraes Rego
—
Marlos Jacob Tenório de Melo—
Flávio Caparucho de Melo Franco—
Paulo Mário de Medeiros—
Adérito Guedes da Cruz—
Maria da Natividade Duarte Ribeiro Petit—
Jessé Cláudio Fontesde Alencar—
Olival Tenório Costa—
Fernando Campos de Arruda—
Helmuth HangenbeckTELEFONES PRESIDÊNCIA
HugodeAlmeida 231-2741
Chefiade Gabinete
AntonioNunesdeBarros 231-2583 Assessoria de Segurança e
Informações
Bonifácio FerreiradeCarvalhoNeto 231 -2679 Procuradoria
RodrigodeQueirozLima 23t-3097 Conselho Deliberativo
Secretaria
HelenaSáde Arruda 231-3552 Coordenadoria de Planejamento,
Programação e Orçamento
José deSáMartins 231-2582 Coordenadoria de Acompanhamento,
Avaliação e Auditoria
Raimundo NonatoFerreira ... 231-3046 Coordenadoria de Unidades Regionais
Paulo BarrosoPinto 231-2469
Departamento de Modernização da Agroindústria Açucareira
PedroCabraldaSilva 231 -071 5
Departamento de Assistência da Produção
Paulo Tavares 231-3485
Departamento de Controlç de Produção
Ana Terezinhade JesusSouza .... 231-3082 Departamento de Exportação
AmauryCosta 231-3370
Departamento de Arrecadação e Fiscalização
António SoaresFilho . .*. 231-2469 Departamento Financeiro.
JoãoAlbertoiWanderley 231-2737 Departamento de Informática
'
JoséNicodemosdeAndrade Teixeira .. 231 -041 7
Departamento de Administração
Marina deAbreueLima : . . 231-1702 Departamento de Pessoal
Joaquim Ribeirode Souza 224-6190
O
l.A.A. estáoperandocom mesatelefônicaPBX. cujonúmeroè 296-011
2
ISSN 0006-9167
NOTAS
ECOMENTÁRIOS
índice
JANEIRO
—
19802
TECNOLOGIA
AÇUCAREIRANO
MUN-ISEMINÁRIO NACIONALDECOMUNI-
INTEGRAÇÃO FÓSFORO
x POTÁS-SIO x CALCÁRIOS
EM
CANA-DE-AÇÚCAR
(CANA-PLANTA) (1)-
José Ferreira daSilveira, José Os- waldo de Siqueira e Geraldo A.A.
ADUBAÇÃO NPK
DA CANA-DE-AÇÚ-CAR (SACCHARUM
SPP).EM
SO- LO DE LINHARES, ES. (1)—
Ge- raldoSepulvedaGondim, Lenilson Barbirato do Rosário, Joil Angelo Espindula Agostini e Dirce Pacca de SouzaBrlttoRECICLAGEM
DO
VINHOTO (TOTALEEFEITO DA ADIÇÃO DE K2 SO4
EM CULTURA
DELEVEDURAS EM
VINHAÇA—
ValdemirGambale 35BIBLIOGRAFIA 38
DESTAQUE
41DO
8CAÇÃO
SOCIAL—
Claribalte Pas- sos 11Guedes ... 18
A QUENTE) José Barreto Fon-
tes ' 31
RETROSPECTO
Não
écomum, a cada
finalde ano, fazermos uma
retrospectiva
do desempenho da
revistaBRASIL AÇUCAREI-
RO, em termos
estatísticos, isto é,quantos artigos foram publicados, o número de colaboradores externos, a quantidade de
notíciasveiculadas,
etc...No
entretanto,quebrando nossos hábitos,
talvezmovidos
pela expectativa da
atual crisede combustíveis líquidos que o País
atravessa, aliadaà carência de
literaturatécnica
atuali-zada sobre o problema que envolve a fabricação do álcool e seus derivados, constatamos
erevelamos publicamente que a quantidade
equalidade dos
artigospublicados em BRASIL AÇUCAREIRO, no decorrer de 1979, superaram qualquer ano nos quase 47 de existência desta
revista.Ja afirmamos,
certa vez,nestas páginas que a consciên-
cia
tecnológica do
brasileiro foidespertada após o ano de 1974.
E não
édemais
repetirque se
elaestava adormecida
(aconsciência) não
foipor culpa de nossos técnicos. O potencial
já existia,
porém a necessidade do País
evoluirproporcionou aos estudiosos da problemática
alcooleirauma grande oportu- nidade para o desenvolvimento de suas pesquisas.
Iniciativa
privada (Universidades, Cooperativas, associa- ções de
classe) eGoverno
(I.A.A.Planalsucar e entidades congêneres) somaram esforços para
atingirum só
objetivo:colocar o
Brasilna vanguarda do setor
alcooleiro.Não sendo a única
revistaa divulgar trabalhos técnicos-
científicos,BRASIL AÇUCAREIRO, acreditamos
talvezpela
tra-dição de seu quase meio século, recqbeu e divulgou a maior
partedos trabalhos acima
referidos.Mais de 60 técnicos de diversas regiões do País assina-
ram trabalhos nos doze meses que passaram. Desde os mais renomados
cientistas, atéos mais novos técnicos
especiali-zados, todos divulgaram suas experiências seja no campo, ou nalndústria, ajudando-nos assim a tornar mais
fácila
tarefadaqueles que trabalham ou venham a trabalhar no
setor.Esperamos, ao
iníciodeste novo ano, poder continuar contribuindo com nossos
leitoresno sentido de uma maior
difusão da tecnologia da agroindústria
canavieira.São os nossos votos.
SYLVIO PÉLICO FILHO EDITOR
MICRODESTILARIA
Começou
a funcionarem
Araras, SP,uma
microdestilariacom
capacidade para produzir 500 litrosde
álcool por dia, a partirde
cana-de-açúcar, eque
utilizará o própriobagaço da cana
para gerar o vaporque movimentará
a unidade industrial.A
microdestilariafoi implantada pelo Institu- to
do Açúcar
edo
Álcool,em
convêniocom
a Secretaria de Tecnologia Industrial (STI)do
Ministérioda
Indústria edo
Co- mércio, na Estação Experimental de Cana- de-Açúcardo
IAA.BABAÇU
O
Instituto Nacionalde
Tecnologia vol- tou aacompanhar
aprodução de
álcoolde
babaçu,na
usina-piloto de Lorena,São
Paulo, paracomplementar
osdados
para o pacote tecnológicoque
estásendo
prepa- rado. Já existemno
INT estudosde
en- genharia básica e de viabilidade técnico-económica
de usinasde
álcool debabaçu
para capacidades de 5 a 60 mil litros/dia.Os
trabalhos,que
visam especifica-mente
oemprego de enzimas
nacionais, evoluíram,compreendendo
testesde
pro-dução
de álcool etílico, utilizando afarinha amiláceado coco
de babaçu.ZONEAMENTO ECOLÓGICO
Estudos
técnicos elaborados pelaCoordenadoria de Programas
Especiaisda
Secretariada
Indústria eComércio da
Pa- raíba,apontaram
7 microrregiões propícias ao cultivoda
cana-de-açúcar emandioca, sendo
elas: litoral,Piemonte da
Borbore-ma,
Brejo paraibano, Agro-pastorildo
Bai- xo-paraíba, Serrado
Teixeira, Agreste daBorborema
e Sertãode
Cajazeiras.Mediante
as pesquisas feitas nessas microrregiões, foramestudados
o perfilclimático, a aptidão agrícola
dos
solos, a infra-estrutura viárias,os
aspectos sócio-económicos,
as características geraisda produção
agrícola e aspectos demográfi-cos.
Com
essas pesquisas,dimensionou-
seum
potencial total, envolvendo as sete microrregiõesestudadas, de 271 mil hecta- resde
terras representando cercade
103 mil hectaresem
cana-de-açúcar e 168 milem
mandioca.Essas áreas
mais
aptas àexpansão da produção da
cana-de-açúcar eda mandio-
ca,
constam da
elaboraçãodo
projeto deZoneamento
Ecológico, visando não ape- nas orientar a classe interessadaem em-
preender projetos de destilarias,mas
tam-bém,
respaldar os órgãos federais no to- cante às análisesde
pleitosde
financia-mentos
àprodução
de álcool.EXPERIÊNCIA SIDERÚRGICA
Depois das experiências para substi- tuiçãodeóleo combustível
em
suas caldei-ras, realizadas no ano passado, a Cosipa
(Cia Siderúrgica Paulista) iniciou
uma
ex-periência pioneira nasiderurgia nacional: a utilização de álcool
como
elemento redu- tor nos altos fornos.A
experiência, quecomeçou com um
percentual de mistura de
5%
,tem
o objeti- vo de chegar a15%,
o que representaráuma economia
de 18 milhões de litros de óleo por ano, cuja produção exige cerca de340 mil barris de petróleo, corresponden- tes a 10 milhões de dólares.
A
usinacon
:some
perto de 120 mil toneladasde
óleo tipoBTE
(baixo teor de enxofre) por ano.A
primeira fase das experiências con-siste na adição
do
álcoolem uma
das 29 ventaneiras (bicos) da unidade produtora de gusa. Posteriormente a mistura será estendida àsdemais
ventaneiras,aumen-
tando-se progressivamente o percentual até chegar a
15%.
ÁLCOOL NOS EUA
Os
Estados Unidos entraram definiti-vamente na era do álcool
como combus-
tível alternativo. Foi anunciado
um
progra-ma
deUS$
13 bilhõesem
assistência para estimular a produção deálcool eatingirem menos
de dois anos a produção de 1 ,9bilhão de litros de etanol.
O
plano prevê créditos deUSS
3 bi-lhões durante os próximos dez anos para financiar a construção de pequenas e
mé-
dias usinas, além de isenção de impos-
tos e créditostributários, de maneira
que
a produção interna quadruplique até o fim desteano
e atinja os 500 milhõesde
galões (1 ,9 bilhão de litros) duranteo
próximoano, ou seja,mais
de seis vezes a produção atualde
80 milhõesde
galões (304 milhões de litros).Dessa
forma, o governo pretende substituir por álcool cer- ca de 10 por centoda demanda de
gaso-lina “prêmio” (sem
chumbo)
prevista para opróximo
ano.1979/1980
Por ocasião da
passagem
do ano, recebemos congratulações e votos, que ora registramoscom
agradecimentos e re- tribuição, das seguintes pessoas, empre- sas e entidades:Posto Cultural do
MOBRAL
de Passi-ra, Pernambuco; Assocene; Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais;
Fomento
Nacional S.A.; Usina de Açúcar Santa Terezinha, Maringá, Paraná; Codis-til, Construtora de Distilarias Dedini S.A.;
União Metodista de Piracicaba, Seção de
Periódicos da Biblioteca; Paulo Paulista Paschoal, Refinações
de
Milho Brasil Ltda.; Cooperativados
Plantadoresde
Ca- na daZona
de Guariba,São
Paulo;José
Gaspar da Silva, UsinaSão
Martinho; Cas- quei Agrícola e Industrial S.A. Dr. Nadir Almeida da Glória, Brasalcol, S.P.; Paulo de Sá;APV do
Brasil S/A, Indústria e Comércio,São
Paulo; Biblioteca Pública Municipal de Jundiaí; Cia. Brasileirade
Artes Gráficas; M. Dedini S.A. Metalúrgi- ça; Dr. Luiz Szterenkranc, Tecnologia
Tilby.
PROÁLCOOL NO
PIAUÍIniciada a implantação da primeira destilariadeálcool, autônoma, no Piauí.
A
nova unidade, localizada no Município José de Freitas, a 20 quilômetros de Tere- sina, tem
uma
estimativa de produçãodiária de 180 mil litros.
Sob
a direção de FranciscoGayoso
e Almendra, foi constituída a Cia. Ágroin- dustrial Valedo
Parnaíba— CONVAP,
para levar avante o
empreendimento.
4 NP 1 (PÂG. 4)
MANDIOCA
Os
dez projetos atualmente submeti-dos
à análiseda Empresa
Brasileira de Álcool S.A. utilizam a cana-de-açúcar co-mo
matéria-prima,“mas
istonão
significaque
a Brasálcool se limitará a apoiar ape- nas projetos a partirda
cana”, afirma o presidenteda
empresa.— A
Brasálcool está aberta para proje- tosde produção de
etanol a partir de qualquer tipode
matéria-prima,como
a madeira,mandioca
e sorgo sacarino,desde que
osempreendimentos
apresen-tem
viabilidade tecnológica eeconômica.
No momento estamos
desenvolvendo con- tratos iniciaiscom um
grupo deempre-
sários
da
região Centro-Sul interessadosem
desenvolverum
projetode produção
de álcool a partirda mandioca. No
Brasil já há tecnologia disponível para esse tipode
matéria-prima, eum
projetode
álcoolde mandioca pode
se tornar rentáveldesde que no
local de implantaçãodo empreen- dimento
haja outra fontede
energia,como
o carvão, por exemplo,
que
permita fun- cionar a destilaria a custos compatíveis, explica Franciscode
Barros.DESTILARIAS PARA 0 EXTERIOR
0
vice-presjdente da Zanini, Luís Lacerda Biagi,anunciou que sua empresa
assinou protocolo de intenção paracessão
de seis destilarias, aserem
instaladasem
regime de urgência, no Estado
do
Texas, nos Estados Unidos.São
destilarias paraprodução de
120 mil litros/diade
álcool de cereais.IRRIGAÇÃO EM CAMPOS
Teve início,
em Campos
(RJ), oCurso de
Sistematizaçãode
Terras Agrícolas para Irrigaçãode Cana-de-Açúcar promovido
pela Cooperplan, I.A.A/Planalsucar,MCA
—
Instituto Interamericanode
Ciências Agrícolas—
órgão internacional de apoio aosGovernos
dasAméricas —
eOEA —
Organização
dos
EstadosAmericanos —
e só foi possível ser iniciado devido a pre-sença em Campos
deum
técnico altamen-te especializado
em
irrigação edrenagem,
Júlio Bezerra,
do
IICA-OEA.0
Coordenador, engenheiroJosé
Fran- cisco Carneiro Motta, explicouque
o curso estásendo
aplicado para engenheiros e teráuma
duração de 21 dias,com tempo
integral,
ou
sejay das 8 às 18 horas e estásendo
ministrado por professores daOEA, MCA, CODEVASF — Companhia de
Desen- volvimentodo
Valedo São
Francisco—
e da Faculdade deAgronomia do Médio São
Francisco.ACRE TEM ÁLCOOL
Até junho
do próximo
ano, o Estadodo
Acre dèverá estarcom
três usinasde
álcool
de cana em
pleno funcionamento;em
Rio Brando, Feijó e Cruzeirodo
Sul.A
usina de Feijó ocuparácem
hecta-res, a de Cruzeiro
do
Sul, 80 e a de Rio Branco, 120 hectares.MÃO-DE-OBRA EM PERNAMBUCO
Na
estação Experimentaldo IAA —
Planalsucar,
em
Carpina,Pernambuco,
foiencerrado, o curso de preparação
de
fer-mentadores
e destiladoresde
álcool,com
a entrega
de
58 diplomas.0
objetivo foi deformara
mão-de-obra
para atuação no par-que
aicooleiro na Região.0 Curso
foiministrado por
um
grupode
especialista e químicosde
usinas, destilarias edo
pró- prioPrograma que
pertence à Autarquia.A promoção
foido
Senai e do Senar.A
coordenação ficou acargo
do
Departamen-to de Aperfeiçoamento Profissional do IAA
—
Planalsucar— DAP.
O
IAA—
Planalsucar esteve, durante todo o ano,em
plena atividade no sentido de capacitar a mão-de-obra para atuaçãona agroindústria canavieira local, ofere- cendo, entre vários outros cursos,
os
se- guintes: Aperfeiçoamento paramecânico
demanutenção
de veículosautomotores
diesel
—
gasolina; Aperfeiçoamentode
tratorista; Eletricistade
manutenção
e Sol- dador a arco elétrico e a gás.e
ENERGIA VERDE, UMA FONTE INESGOTÁVEL
Sendo um
país tropical,com
clima e soloextremamente
favoráveis à agricultura,somado
asuas enormes
e extensas áreas territoriais, o Brasil se transformano panorama do tempo
futuro.Futuro
desconhecido
aos olhosdo
séculodo
petróleo, carregado deenormes problemas
energéticos e grande taxade
crescimento.A
criatividade brasileira éum
traço inconfundível.Um
lastro por todos os cantosdo
globo. E estamesma
criatividade,não
poderia deixar de seexpressarno
setor agrícola— uma de
suas grandesvivências: criouo Programa
Nacionaldo
Álcool— PROÁLCOOL, baseado em
energiaverde, fonte inesgotável.São mais de
400anos
trabalhadosem
cana-de-açúcar,desde
a colônia atéos
diasde
hoje, fazendo deste produtoum dos
principais sustentá- culosda economia
nacional.Desde
1933, o Institutodo Açúcar
edo
Álcool—
IAAcoordena
toda a agroindústria nacional, procurando dar-lhe adimensão que merece
e possui. É esta agroindústriaque
farádo
país, aquele entrepoucos com opções
futurasde ação
energética.É este IAA,
que
proporciona toda a base de pesquisa, desenvolvi-mento
e prestaçãode
serviços ao produtor, nas áreasdo
açúcar edo
álcool.
Paratanto, oferece todas as condições ao seu
Programa
Nacionalde Melhoramento da Cana-de-Açúcar — PLANALSUCAR,
para procurada melhor
produtividade, atravésde
trabalhos nomelhoramento de
variedades e de sistemasmodernos de produção
agrícola e industrial.Veículos já circulam tendo o álcool
como
combustível.A produção aumenta
rapidamente.Porém, teremos que
acelerar ainda mais.O governo
cuida disto, e o Brasil está súbstituindo suas fontes tradicionaisde
energia.O
álcool se fazno campo
e será tantomelhor
feitoquanto
maior for oentrosamento
entre as classes produtoras e o governo.A meta
é produzir álcool, tecnologia100%
nacional,desde
oTECNOLOGIA AÇUCAREIRA NO MUNDO
NACIONAIS SEMENTES PARA O ÁLCOOL
Na
observaçãodo
técnico canavieiro GilsonMachado
Filho, paraque
sejamplantadas mais 110 milhões
de
toneladas de cana, são necessárias 4 milhões de toneladasde sementes
por ano, durante três anos.Segundo
ele,o
problema não é de difícil solução. Que,sementes
obtidas de canas jà geneticamente improdutivas não apresentarãoum
rendimento satisfa-tório. Dai, a urgente necessidade de
um
maiorcrédito à pesquisa agronômica, aos experimentosagrícolas e à implementação de maior
número de
Estações Experimen-tais.
Para 0 autor,
uma boa
política para a pródução de álcool sópode
ser formulada a partirdo bom
entrosamento da atividade agrícolacom
a atividade industrial,do campo com
a destilaria. Acrescenta que, se tivéssemosconseguido
ampliarem 20%
a produtividade agrícola eem 10%
a rentabilidade industrial das destilarias,mantendo-se
constante a produção de açúcar, a safra 78/79, já encerrada, apre- sentariaum aumento
na produçãode
ál-cool diretode 1,3 bilhões de litros,
quando
foram efetivamente produzidos 2,4 bi- lhões. (leia-se C.Econômico
- out, 79)RADAR E COLHEITA
A
Divisão de Eletrônicado
Ministério de Minas e Energia desenvolveuum
radar metereológico digital (primeiro radar de- senvolvidono
pais),que
terá largo empre-go
na agricultura, sobretudo na prevjisãodegeadas eoutras alterações metereoiógi- cas.
O
projeto teve inicioem meados
de 1971 e foi concluídoem
outubro de 11976,com
recursosdo Banco
Nacional de De- senvolyimentoEconômico.
O
aparelho játem
seu protótipo pron-to,
sendo
testadoem
condições reais,devendo
ser produzido porempresas
na- cionaisque
receberão a tecnologiado
IPD(Instituto de Patentes e Desenvolvimento).
(Dados abril/maio de 1979-p. 29).
8 N? 1 (PÁG. 8)
INFORMAÇÕES DA ACARPA
Segundo
oque
informa o Relatório de 1978da Acarpa — Associação de
Crédito e Assistência Ruraldo
Paraná, órgão vin-culado à Secretaria de Agricultura
do
Es- tado, a assistência técnica e extensão rural realizada por essa entidadetem
procurado suprir as áreas deprodução
e comerciali- zaçãocom
as orientações necessárias paraque
odinamismo
produzido pelas políticas agrícolas atinja as áreas carentes.O
alusivo Relatório procuramostraras
realizaçõesda Acarpa no campo do
estí-mulo
à produção,do
apoioao pequeno
produtor, e nodo
suporte àprodução
eprogramas
especiais. (Relatório—
1978- Acarpa)ÁLCOOL - CANA VERSUS SORGO
Ao que
se sabe, a primeira usina projetada para o aproveitamento alternado de cana-de-açúcar e sorgo sacarino,como
matérias-primas na
produção de
álcool, jáse encontra
em
funcionamento; é a usina deParanapanema,
localizadano
município paranaense de Leópolis.Esta usina irá utilizarpela primeira vez o sorgo sacarino para a
produção
de álcool.O
rendimento agrícolado
sorgo estáentre 40 a 50 t/ha e existem experiências
mostrando que
poderá chegar a 70 t/ha,dependendo da
variedade utilizada. Para plantiona
região, utiliza-se a “BarndesBR
501”.
Seu
rendimento industrial é pratica-mente
igual aoda
cana: 70 mil litros por toneladaesmagada.
No
casoda
usinade Paranapanema,
oaumento
daprodução
de álcool face à utilizaçãodo
sorgo, seráde
20 a25% com
a
mesma
área ecom
omesmo
maquinárioutilizado para a cana, tanto na lavoura
como
na parte industrial, (leia-se Informe Pecuário-agostode
79-p. 69)'INTERNACIONAIS SIMPÓSIO DE PORTO RICO
Em setembro do ano
passado, aosimpósio
de Porto Rico sobreusos
alter- nativosde
cana-de-açúcar, foram apresen- tados vários estudos sobre aquela matéria,sempre
dentrodos mais
diferentes enfo-ques
O tema
energia, por exemplo, impli-cou múltiplas considerações por parte
dos
congressistas,notadamente
quanto às relações cana-de-açúcar e sua industriali-zação
como
combustível.Esse
item levou à indagação decomo
épremente
àquele paísdo
Caribe dimencionar o próprio po- tencial cana-de-açúcarcom
vista à produ- ção de energia atravésde
seus sólidos fermentáveis. Enfatizou-se, na ocasião, as oportunidades disponíveis daquela nação, postulando-sesuas
condições climáticas favoráveiscomo metas
aserem
encaradas e já relativamente à problemáticaque
se avizinhacomo
solução inadiável. Estive- ram, aomesmo
tempo, naordem do
diado
referido Congresso, discussões optativas pelo etanol,
tomando-se
porbase o gênero sacarum.A
questãoda
auto-suficiênciado
Por- to Rico,em
termos deprodução
de alimen- tos e deenergia, foiamplamente
debatida,tomando-se
por principio a futura raciona- lização agrícola deuma
área atualmente devoluta de 270.000 acres a ser preparada de maneira omais
rápido possível.Em
síntese, muitas e interessantes foram as matérias tratadas nesse simpó-sio através das quais
pôde
se notar o“approacho”
que
a imaginação e a expe- riênciade seus autoresestabeleceramcom
a atual questão das alternativas energéti- cas face a propalada diminuição
no mundo
dàs reservas
do
“ouro negro” que, precisa-mente
por isso,vem
acarretando^implica- ções pânicas àeconomia
das nações. (J.S.set. 79-p.9)
SUBPRODUTOS DA CANA
“Azucar”, publicação dominicana pre- coniza,
em
detalhe, o que pretende a Comision Nacional de Industrializacion delos Sub-Productos de la Cana.
O
Relatório da referidacomissão
deta-lha
em
gráfico a seguinteordem
dos cha-mados
produtos e subprodutos da cana- de-açúcar:Cana, daí às
moendas
que originam o bagaço. Desse,temos numa
primeira eta- pa, a celulose, o furfural e tábuas de baga- ço; nessamesma ordem
derivam o papel, o álcool furfúrico, dessetemos
o álcool tetrahidrofurfúrico.Dos
produtos deriva-dos da celulose
temos
ainda o açúcar dietético e a proteína de bagaço.O
outro grupo de subprodutos oriundosdo
caldo de cana se encontraassim classificado: o butanol, ácido cítri- co, desaçucarado,
CO
2 álcool etílicodo
qual sai a levedura forrajeira e a
de
pão; aomesmo
tempo, a acetona, oéter, o etileno, o acetaldehido e o álcool absoluto.Da
levedura de pão
temos uma
outra levedura destinada à fabricação deuma
outra leve- dura quechamam
de “levedura secade
reposteria”; do etileno,
temos
o óxidode
etileno, o etilbenzol, o polietileno
de
alta pressãoe o de baixa pressão;do
acetalde- hidro,temos
o ácido acético, o acetatode
etilo e o acetaldol;
do
ácido acético va-mos
encontrar o ácido tricloroacético, monocloroacético, acetato de metilo bitíli- co, acetato de alumínio, de sódio echum-
bo, assim
como
anidrido acético; final-mente,
do
acetadol se deriva o croton aldeido. (leia-seAZUCAR —
1979-p.33)CANA-DE-AÇÚCAR EM EL SALVADOR O
cultivo da cana-ue-açúcarem
ElSalvador representa
um
dos maiores na pauta dos produtos agrícolas desse país,ou seja, a terceira colocação na ordem:
café, algodão e cana.
Numa
região que varia entre 5 a 700 metros sobre o níveldo
mar, na costa doPacifico, portanto, zona central do país, o cultivo se faz
obedecendo
condição climá- ticapredominantemente
de duas estaçõesregulares
—
inverno e verão, que compre- ende demaio
a outubro enovembro
a abril.As
opções pelas variações comerciais mais cultivadasem
El Salvador, incidiramsobre as P.R. 980, P.R. 1013,
MPR
28,MPR
336,B
34104,N:Co
310, L. 60-14 e Pindar.Os
anti-herbáceos maisempregados com
vista à defesada
planta são, nomomento,
o Diuron, o Gesapax, o Velpar K, 2, 4-D, etc.Registram-se
como
pragas principais da região: o Salivazoou Mosca
Pinta, Faíso Medidor, oVerrumador
(barrenador) e insetosdo
solo.A
RaiaVermelha
e o Raquitismo são as enfermidades conheci- das na região, (leia-se S.J. set. 79-p.26).I
SEMINÁRIO NACIONAL
COMUNICAÇÃO SOCIAL DE
Clarfbalte
Passos
(*)Sob
os auspíciosda
Secretariade Comunicação
Socialda
Presidênciada
Re- pública, realizou-seem
Brasília, Distrito Federal,no
períodode
3 a7de dezembro
de 1979, o ISEMINÁRIO NACIONAL DE CO-
MUNICAÇÃO SOCIAL DO PODER EXECU-
TIVO,
contando com
a participaçãode
representantes de todos os vários órgãos vinculados aos diferentes Ministérios,compreendendo
as atividades das Asses- soriasde
Relações Públicas eComunica- ção
Social.Diretrizes
A
Secretariade Comunicação
Socialda
Presidênciada
República— SECOM
/PR
—
atravésda
Secretariade
Projetos Espe-, ciais, distribuiu na ocasiãodo
ciclo de conferências, “Legislação Básica e Diretri- zes”, reunindo as “Diretrizes Setoriaisdo
PresidenteJoão
Figuèiredo à Secretaria deComunicação
Social”, integradano
seu texto pelos Decretos 83.291, de 15/03/79 (Define as atribuiçõesdo
Ministrode
Esta-do
Extraordinário para osAssuntos
deComunicação
Socialdo Poder
Executivo);(*)
— Chefe da
Divisãode
Informações Diretorde
“Brasil Açucareiro.’’Lei 6.650,
de
23/05/79 (Dispõe sobre a criação na Presidênciada
República,da
Secretaria
de Comunicação
Social, altera dispositivodo
Decreto.-lei n? 200,de
25/02/67, edá
outras providências); Decre- to n? 83.539, de 4/06/79 (reorganiza oSistema de Comunicação
Socialdo
Poder Executivo); e, finalmente, o Decreto n?83.559, de07/06/79, (Dispõe sobreaestru- tura básica
da SECOM
/PR, edá
outras providências).Temas
discutidosDurante o transcurso
do
ISEMINÁRIO NACIONAL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO PODER EXECUTIVO,
objetivas confe- rênciás foram realizadasabordando
entre outros palpitantes temas: Jornalismo, Rá- dio, Televisão,Cinema,
Audio-visuais e Vídeo-Cassete; EventosCívicos ede
valori-zação da Cultura Nacional;
Programas Go-
vernamentais; Relaçõescom
Público Inter-no
e Externo;Imagem do
Brasilno
Exterior;Procedimentos do
Sistema; Relações Pú- blicas e Editoração. Estes importantes as- suntos foram debatidosem
Plenáriocom
as presenças de representantes de 104 entidades, vinculadas a 19 (dezenove Mi- nistérios, e aos governos
de
20 (vinte) Estados,além do
Distrito Federal ede
doisTerritórios.
Discursos
Na
sessão solene de aberturado
ISEMINÁRIO NACIONAL DE COMUNICA- ÇÃO SOCIAL DO PODER EXECUTIVO,
fo-ram ouvidos os discursos
do Exmo.
Sr.Presidente da República,
João
Batista deOliveira Figueiredo,
saudando
aos partici- pantes,como também, do
Sr. Ministro Chefe daSecretariadeComunicação
Social da Presidência da República, Said Farhat.Destacamos, na fala
do
PresidenteJoão
Figueiredo, dentreoutras importantes considerações, as seguintes:— “No meu
entendimento, comunica- ção social deve serum
instrumento de aberturapolítica.O Governo
tém o deverde prestar contas de seus atos.O
povo tem o direito de saber.Mas
oGoverno precisaconhecer; tam-bém,
opensamento do
povo. Por isso,comunicação
social deve funcionarcomo uma
viademão
dupla.Além
de tudo o que estásendo
tratado aqui, desejochamar
a atenção dos participantes paraum
pontoque
considero fundamental: a coordena- ção.Coordenação
significauma
certa dose de renúncia, especialmente às vaidades próprias, particulares,em
benefíciodo
grupo maior, no qual nos integramos. Co-municação
social, no governo, significa abdicardas oportunidadesdeaparecer,em
benefício da unidade de
pensamento do
Governo.O
maisgrave, nafalta de coordenação,quando
cadaum
falaoque
querou pensa, é a opinião pública ficar desorientada,em
prejuízodapazsocial,
de ordem
pública,do bom
convívio entre os brasileiros”.Convocação
Agradecendo
asaudação
presidencial, o Ministro Said Farhat, dirigindo-se a 260 profissionais, declarou:— “Não estamos
fazendo aquium
“cursinho” de
comunicação
social. Esta- mos, sim, procurando convocar as inteli-gências para o
conhecimento
recíproco,o
entendimentodos
objetivos, acompreen-
são dosmétodos
ea avaliaçãodas técnicas a empregar. Assim, e namedida em que
tivermosêxitonesta eem
todas asocasiões semelhantesque
surgirem—
o sistemade comunicação
social deverá estar e conser- varum
espírito de equipe na confiança, na solidariedade na unidade depensamento.
Nesse
contexto,estamos
procurando transmitir a todos os participantes as ra-zões
que
levaramVossa
Excelência,Senhor
Presidente, a criar,
em
nível ministerial, o sistema decomunicação
socialdo Poder
Executivo.
Cada um
de nós deve sentir-se parte e instrumeptodo
seuprograma de
fazerdestePaísurtiademocracia.
Comunicação
socialnada
criaou
in- venta.Só
transmite. Éum
canal. Esua
eficiência depende, sempre,x
dos
outros.Funcionarátantomelhor quanto maisaber- tas as fontes. É fundamental
que
todos saibam disto.Da mesma
forma, nas falhas de comunicação, nas contradições e nas omissões, sofreem
primeiro lugar a socie- dade.Em
seguida, o governocomo um
todo. Mais
do que
tudo, antesde
tudo,esperamos
ver integrados os espíritos, na missão nobre e digna de informar e moti- var.”12 N? 1 (PÁG. 12
MÉDIA PONDERADA DA
PERCENTAGEM DE TOUCEIRAS DE
CANA-DE-AÇÚCAR INFECTADAS PELO MOSAICO NO
ESTADO DE SAO PAULO
Samuel da
SilvaMello*Em
seqüênciaaò
trabalho publicadoem
outubrode
1978 narevistan?4, Brasil Açucareiro”, sobre a
média ponderada da percentagem de
touceirasde
cana-de-açúcar infectadas pelomosaico no
Estadode São
Paulo, foifeito
em
1978novo
levantamentoem
propriedadesde 26diferentes municípiosdo
Estado,com
o objetivo de se determinar a freqüência e a intensidade dadoença
nas variedades aí cultivadas.MATERIAL E MÉTODO
Utilizando-se
dos
resultadosdo
levantamentono ano de
1978, pelo serviçode
Controledo
Carvãoda
Cana-de-Açúcar, obteve-se o total das áreasde cana
plantadas por municípios e a partir destas, para efeitode
uniformidadede procedimento
estatístico, escolheu-se as variedadesmais
sensíveis àdoença
ou assabidamente
resistentes (2 e 3).Das
variedades escolhidas parao levantamentodo
mosaico,algumas
tiveramque
serabandonadas
por insuficiência dedados
nos municípios relacionados na tabela 1.
O
levantamento foi efetuadoem
soqueirascom
3 a 7meses após o
corte. Estimou-se a freqüência
de mosaico
pelonúmero
de soqueiras doentesea intensidadede doença
pelonúmero
decolmos
afetados dentroda
touceira.* Engenheiro
Agrônomo do
Instituto Biológico, encarregadodo
Serviçode
Controledo
Carvãoda
Cana,da Comissão de
Controledo
Carvãoda
Cana-de-Açúcar.TABELA
1RELAÇÃO DOS MUNICÍPIOS LEVANTADOS
AméricoBresiliense Igaraçú
do
Tietê Riodas PedrasAraraquara Itapuí Salto
ArthurNogueira Itu SalesOliveira
BarraBonita Jardinópolis Santa Bárbara D’Oeste
Buritizal
Matão
SantaLúciaCabreúva
Monte Mór São
Joaquim da
BarraDobrada Morro
Agudo
TietêDoisCórregos Palmital Orlândia
Ibirarema Pederneiras
TABELA
2RESULTADO DO LEVANTAMENTO DE MOSAICO DA CANA SOCA EM
26MUNICÍPIOS DO ESTADO DE SÃO PAULO
RESISTÊNCIA % DE * DE Areas
;
•'1
N»
DE VARIEDADES TOÜCEIRAS COLMOS EXAMINADAS MUNICÍPIOS
VARIETAL CONTAMINADAS DOENTES EM
HA.EXAMINADOS
CB41-76 0
r
77 24
IAC51/205 0,25
(*) 96
iRESISTENTES CB56-126 0,30
(*) 7 2CBAO-69 3,00
(*)1
1CB53-98 3,60
(*) 54
INTERMEDIA- NA56-79
13,44
(*)34,77
(*)88 22
RIAS IAC52/150 10,27
(*)38,59
(*) 3211
C0740 18,85
(*)46,96
(*) 74
CBA6-A7 17,26
(*)53,78
(*)30
9C0413 22,16
(*)59,28
(*)15,25
12CB40-13 62,07
(*)62,57
(*)12
6* Valores estimados
em
pelomenos
3 municípios.14 N? 1 (PÁG. 14
Paraefeito
de tomada de
amostra,iforamamostradas
1/100da
áreato- talde cada
variedade escolhida,eoada amostra
continha 100 touceiras to-madas ao
acaso, considerando-seque cada
touceira continha 10 colmos.A
freqüênciadomosaico
foi calculada pelapercentagem de
soqueiras doentes obtidaem cada
variedade examinada, e a intensidadeda
doença, calculada pelapercentagem de colmòs
infectadosem
relaçãoao número
total
de colmos examinados
nas soqueiras doentes.Como
as áreas paracada
variedade foram diferentes, procurou-secorrigir a variação existente
no número das
amostras, calculando-se as percentagensmédias
ponderadas, tendo a considerarcomo
peso, respecti- vamente, otamanho das amostras
eo
totalde colmos
existentes nas soqueiras infectadas,segundo
a fórmula (1).* %
•T A
XW - (1)
*:
T A
XW % de touceiras contaminadas
f> **
soma das £
TA* tamanho das amostras
RESULTADOS
Dentre as 17 variedades inspecionadas,
apenas
11puderam
ser esta- tisticamente analisadas e classificadasem
variedades resistentes, inter-mediárias e suscetíveis,
de
acordocom
a tabela 2.RESUMO
Efetuou-se
o
levantamentode
incidênciada doença — mosaico da
cana-de-açúcarem
11 variedadesdè
canas resistentesou
suscetíveisem
26 municípiosdo
Estadode São
Paulo, e as variedades foramclassificadasem
resistentes, intermediárias esuscetíveis,
com
baseno mesmo
levantamen-to.
ABSTRACT
A
surveyon
theintensityofmosaic
in sugar-caneof 1 1 varieties resistant orsusceptible in 26counties of theStateofSão
Paulowas
carried out.The
varieties
were
resistant,< intermediateand
susceptible basedon
thesame
survey.
BIBLIOGRAFIA CITADA
1.
GOMES,
F.P. 1960. Curso de Estatística ExperimentalPublicação didática n? 2, 299 pp.
USP — ESALQ,
Piracicaba. SP.2.
MARTIM,
J.P., E..V. Abott e C.G. Hughes, 1961.Sugarcane
diseases oftheworld. Vol. 1. 542pp. ElsiwerPublishing Co.,New
York,USA.
3.
PLANALSUCAR,
1978.Reação
devariedades de cana-de-açúcar às prin- cipaisdoenças do
Brasil. Brasil Açucareiro, Rio de Janeiro, 91 (2):7.14, Fev.
16
NP 1 (PÁG. 16)
LANÇADA A SEGUNDA
EDIÇÃO
ívv.co 0
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CO \eQ
C&’
.o»s/\e
MIC
INSTITUTO DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL- DEPARTAMENTO DE INFORMÁTICA DIVISÃO DE INFORMAÇÕES
DOCUMENTAÇÃO
—
INTERAÇÃO FÓSFORO X
POTÁSSIO x CALCÁRIOS EM
CANA-DE-AÇÚCAR (CANA-PLANTA) (1)
JOSÉ FERREIRA DA SILVEIRA**
JOSÉ OSWALDO DE
SIQUEIRA* GERALDO A. A. GUEDES*
*
INTRODUÇÃO
O
efeito da calagem do fósforo e do potássio no rendimento agrícola e indus-trial da cana-de-açúcar
tem
sidodemons-
trado por diversos pesquisadores (6, 9, 2, 5, 3, 7).
O
efeitocombinado
da calagemcom
estes elementos foi observado, para outras culturasFERRARI
et alli (1),HUMBERT
(3),KOLLING
et alli (4).Para a cultura da cana-de-açúcar não
foi encontrado literatura disponível refe- rente as interações, fósforo, potássio e calcários.
O
objetivo do presente trabalho foi verificar o efeito de doses de P2O
5 eK
2O
* Professores
do
Departamento de Ciên- cias do Solo da Escola Superior de Agricultura de Lavras— MG.
** Professor do Departamento de Agricul- tura da Escola Superior de Agricultura de Lavras
— MG.
(1) Trabalho parcialmente financiado pela Usina
Boa
Vistade Três Pontas— MG.
em
presença de calcário calcítico e dolo- mítico, na cana-de-açúcar cultivadoem
Latossolo
Vermelho
Escuro, distrófico, lo- calizado no município de Três Pontas, Estado de Minas Gerais.MATEIRAL
EMÉTODOS
O
experimento foi conduzido noano
agrícola 76/77,
em
LatossoloVermelho
Es- curo, distrófico, argiloso, localizado na UsinaBoa
Vista no município de Três Pontas, Estado de Minas Gerais.Boa
Vista no município de Três Pontas, Estado de Minas Gerais.A
análise químicado
solo(0-20
cm
de profundidadej apresentou:pH
=
4,6; AI+ + + =
0,3mE/100g; Ca+ +
+
Mg++ =
0,70mE/100g; K+ =
16ppm;
P=
2ppm.
Os
tratamentos constaram da aplica- çãoem duas
glebas distintas de calcáriocalcítico
(CaO =
43,46%;MgO = 6,81%
ePRNT = 80%)
e calcário dolomítico(CaO
=
24,67%;MgO = 18,46%
ePRNT =
•81,0%);
sendo
a quantidade aplicada, cal-18 NP 1 (PÁG. 18)
culada
em
funçãodos
teoresde Ca + + + Mg + +
e Al+ + +
trocáveisdo
solo, in- corporados através degradagem
(0-20 cm).Após
70 dias essas áreas receberam asdoses
0,100, 200 e 400Kg
/hade P2O5
e 0, 120, 240 e 480Kg
/ha deK2O
na forma de superfosfato simples(19%
deP2O5)
e cloreto de potássio(60%
de K2O), combi-nados
demodo
a constituir 15 tratamen- tos.Foram
aplicado 500Kg/ha
de Sulfato deAmónio
parcelado (200^Kg
no plantio e 300Kg em
cobertuxa)em
todos os trata-mentos.
A
variedade utilizada foi aCB
41-76, plantadaem março
de 1976 e colhidacom
dezoito meses.
O
delineamento experimental foi o de blocos ào . acasocom
três repetições, constituindoum
fatorial4x4x2.
As
parcelasconstaram
de 3 linhas de 7.0m
espaçadas-de 1 .40 m.Sendo
asduas
centrais consideradas úteis, eliminando
1,0m
em cada
extremidade.Os_ parâmetros estudados foram:
produção
de cana
(t/ha), teor de sacarose, açúcares redutores e pureza (%) e Brix,’determinado a partir de
uma amostra
dê seiscolmos
por parcela.As
análises foram realizadas no Laboratórioda
UsinaBoa
Vista de Três Pontas, Èstado de
Minas
Gerais.
RESULTADO E DISCUSSÃO
São
apresentados no quadro 1 os re-sultados (medias) de produção de
cana
(t/ha), teores de sacarose, açúcares redu- tores, pureza (%) e Brix, nos diversos tra-
tamentos
estudados.Foi verificado
um
efeito significativo, na produção de cana, para calcário.Com-
QUADRO 1 - Resultados das medias da produção ds cana, toores du sncaroso, açucares redutores, Brix e pure- za do ccldo nas diversão doses do ^
2^
5* 0 doio tipos de calcário - Três Ponta9 - 1976/77.
Calcário Calcítico (C) Calcário
jS
Delcrr.ític 0 (c) Tratamentos
Produção de cana
t/ha
Sacarose
#
Açucares rodutores
%
Brix Pureza
%
Produção de cana
t/ha
••
Sncorose
%
Açucares redutores
%
Brix Pureza
%
P0K0 57,66 16,47 0,93 19,02 38,50 67,00 17,48 0,84 19,21 91,17
POKi
*
79,66 16,85 1,00 19,10 88,11 81,33 16,82 0,85 18,92 89,56
P0K2 74,66 16,59 0,97 18,61 88,69 83,66 J7.63 0,96 19, B4 91,95
P0K3 BB,33 16,24 0,98 16,40 87,90 99,66 16,62 0,95 18,57 91,06
P1K0 59,00 16,99 0,98 19,52 09,04 63,00 17,95 0,80 19,62 91,17
PIKl *7,33 18,23 0,83 19,75 90,48 91,00 17,73 0,84 19,80 89,56
P1K2 7£,00 17,19 0,94 20,00 88,60 1G0,66 18,59 0,82 20,21 91,95
P1K3 85,66 17,ie 0,90 19,35 80,70 100,33 18,25 0,82 20,05 91,06
P2K0 81,33 17,65 0,85 19,70 69,53 94,00 17,79 0,84 19,03 90,58
P2K1 77,66 18,94 0,80 20,83 88,07 93,66 19,01 0,86 20,62 92,09
P2K2 86,66 16,10 1,03 18,25 90, 99 81,00 18,78 0,82 20,43 91,64
P2K3 98,00 18,59 0,83 20, 00 91,08 90,33 17,97 0,88 19,95 90, 06
P3K0 77,33 17,26 0,95 19,48 88,49 75,66 17,79 0,89 19,60 , 09,86
P3K1 B4,33 16,96 0,99 19,14 88,50 96,33 16,75 0,97 18,52 89,27
P3K2 94,00 15,92 1,03 18,16 87,62 101,33 17,17 0,87 19,02 89,96
P3K3 68, 00 17,16 0,91 19,20 09,32 121,00 16,54 0,88 18,65 89,06
Valores de F1 P 3, bs’ 7,34* 8,11” 5,05* 5,34** K 10,59” 0,59n.s. 1,90n•s. 0,43n.
9
• 0,52n.s. •
c 9f04*+ 5,32* 19,76** 1,14n.
s
•15, 95+ + PxK 1,27n.e. 0,98n.s
.
1,41(1.8. 1,31(1.=• 0,51n.s.
PxC 0,15n .s• 0,21r..s. C,94n.s. 0,19n, s
• 0,26n
.
s
•
KxC 0,64n.s. 2,87* 2,80* 2,3ln.<s. l,55n.s. ,
PxKxC l,00n.s. 0,48n
.
n• 2jOÜn.s. 0,54n.0• 1,30n.e.
Tuckey c 5%t P 0 K 11,83 0,86 0,05 0,76 1.24
C 6,33 0,46 0,C3 0,66
C.v. (*) 18,09 6,48 7,90 5,14 1,82
44eignificativo a 1% Significativo a 5%
n.B. não significativo