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DISCUSSÃO

No documento f (páginas 42-48)

Os dados

da tabela 1

nos mostram

que a vinhaçaé

um

substrato que,

embora

pobre,

tem

condições

de

ser utilizada

como meio

de cultura de leveduras, para produção de proteína.

Nesse meio

de cul-tura, as leveduras apresentaram

inicial-mente, resultados inferiores àqueles ne-cessários à sua industrialização.

No

entan-to, a adição de

algumas

substâncias

em

vinhaça, apresenta resultados preliminares satisfatórios, que justificam a continuida-de

dos

experimentos.

. /

A

utilização

do K

2

SO

4faz parte

de um

plano mais

amplo

de pesquisa e

tem como

base o seu

bom desempenho no

desenvol-vimento de leveduras, testado

em

pesqui-sas anteriores realizadas

nos

laboratórios de Microbiologia

do

IPEA.

Queremos

realçar

que nossos

resulta-dos são mais baixos

que

aqueles citados por Lima, 19504,

como

favoráveis à

indús-tria (11,1

mg/

1) pelo fato de

estarmos

utilizando

5%

de inóculo,

enquanto

que, nas indústrias a taxa

mínima

utilizada é 20

%.

Pesquisadores

como De

Bruin

&

Late-gan, 1971 2 e Valavicius

&

Olekiene, 1967 13(

têm

estudado a ação

de

ions na produção de células por leveduras,

como

também,

na

composição

destas quanto a

N

total e P.

Nossos

resultados

mostraram que em

algumas

leveduras o

K

2

SO

4

não

altera a produção de

massa

seca e proteína

em

relação àvinhaça pura,

sendo mesmo

que, N? 1 (PAG. 36)

Tabela

1

-Desenvolvimento

de

leveduras

em

meio

de

vinhaça suplementada

com KgSO^

1 a

cr> rH 00 vo IC3 r~

1

o

i1 co IT3

vo ro ro 03 c--

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H

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O

03 O

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CM

O

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Fig 2

ECONSUMO OE «LIC08E POA C.MEMmAMA£F*C*M, EVWAOCA SUPLEMENTADA COM KgS0 4

'*

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Fig. 4- PfiOOUÇÃO OE MASSA SECA E PROTEÍNA E CONSUMO DE GLICOSE POR G.SOLAM EM VINHAÇA SlAtEMENTAOA COM KjS04

F* 5

%

* 8

i

•}

Moniut

a partir

de uma

certa

dosagem

(0,60 g/1 funciona

como

agente inibidor na produ-)

ção

de células. Outras leveduras

como

a

C macedoniensis tem

seu desenvolvimento estimulado

em

presença

do K

2

SO

4,

princi-palmente na

dosagem que

varia de 0,30 a 0

.

60.g/1 .

de

vinhaça.

Shamis &

col., 1968^,

estudaram

o efeito

de

várias fontes de

N

e P

em

levedu-ras. Utilizaram

meio

de cultura

contendo

KH

2

PO

4,

(NH

4)2

S 04

e

MqS 04

,

junta-mente com compostos como

fitol, leciti-na, ortofosfato, etc.

Comparando

seus

re-sultados

com

aqueles por nós obtidos,

podemos

verificar que,

embora

não muito diferente,

nosso método

apresenta maior

vantagem sob

o ponto de vista

econômi-co, pois

compostos como

aqueles são de

alto custo,

encarecendo

muito a técnica utilizada.

Concluindo,

temos

que, a adição de

K

2

SO

4 à vinhaça

em

quantidades adequa-das (0,30 a 0,60 g/1 .) funciona

como

agen-te indutor na

produção

de

massa

seca e proteína

em algumas

leveduras (C

mace-doniensis),

não

se alterando

com

relação à vinhaça

em

outras (c

membranaefaciens,

C. Krusei, C. stellatoidea e C. solani).

Verificamos ainda

que

a

dosagem

ideal varia

de

0,30 a 0,60 g/1 . de vinhaça.

Em

função destes resultados suge-rimos

que

o

K

2

SO

4 seja testado

em

outras leveduras e

que

a C.

macedoniensis

seja pesquisada

mais

detalhadamente.

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