R. tiras. tilbllOtecun .•...•u\...ZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA. L• • • \ " _ ,EDCBA
R e s u l l l o s :
s u b s í d i o s
p a r a
s u a e l a b o r a ,ã o
Neusa Dias de Macedo"
Maria de Fátima G:Moreira * *ZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
D i fi c u l d a d e s n a e l a b o r a ç ã o d e r e s u m o s l e v a m p r o fe s s o r e s d o D e p t " d e
B i b l i o t e c o n o m i a e D o c u m e n t a ç ã o d a E C A / U P S a r e a l i z a r e s t u d o e x p e r i m e n t a l v i s a n d o a o e s t a b e l e c i m e n t o d e d i r e t r i z e s e t é c n i c a s d e p r o c e d i m e n t o c o m a
fi n a l i d a d e d e t r e i n a m e n t o d e s e u s a l u n o s . A p r e s e n t a p r i n c í p i o s g e r a i s c o n fo r m e d i r e t r i z e s e n o r m a s d o C o m i t ê
F I D / I C S U / F I A B / I S O e A B N T , M L A e t r a d i ç ã o c o r r e n t e . I n s t r u m e n t a l p r o p o s t o s e b a s e i a n o p r i n c í p i o d e q u e or e s u m o é s í n t e s e d o t e x t o c i e n t í fi c o e , p o r t a n t o , s u a s e s t r u t u r a s i n fo r m a c i o n a i s s i g n i fi c a -t i v a s d e v e m s e r r e s p e i t a d a s . E x e m p l i fi c a i n s t r u m e n t a l d e n t r o d o s e g u i n t e e s q u e m a : op r o b l e m a d a h i p ó t e s e , m o d o d e
t r a t a m e n t o d o p r o b l e m a , a r g u m e n t o s , s o l u ç ã o d o p r o b l e m a e c o n c l u s ã o . I l u s t r a or e g i s t r o d e i n fo r m a ç õ e s e m fo r m u l á r i o p r ó p r i o .
1 . I N T R O D U Ç Ã O
o
bibliotecário brasileiro está.sendo solicitado para tarefas que exi-. .
gem perfeito domínio de análise da.; .
informação. Nos institutos de pesqui- .
sa, nos departamentos universitários e .
empresas privadas em diversas áreas, .
ele está à testa de serviços conjuntos I
de documentação e editoração onde I I
não só emite instruções como elabora
resumos para a publicação dos doeu- i \
mentos técnicos e fontes de infosma- I : I
ção
da instituição.Não cabe aqui discutir se o espe- , cialista da literatura de uma área seja
a única pessoa capacitada a elaborar
resumos. Ocorre que, no mercado de
trabalho, particularmente em São
Paulo, há uma situação de fato, e por que não dizer de direito, onde este
profissional está atuando na área
es-pecializada por força do contexto. Na
verdade, tanto o bibliotecário mais
experi m en ta d o como o rec é r n
-formado, está encontrando
difículda-des nessas atividadifículda-des.
As normas existentes para tal
finalidade são apenas indicativas e
carentes de exemplificação. Nas esco-las, mais precisamente na área
especí-fica da documentação, não está sendo
levado a cabo um treinamento
ade-quado para habilitar o estudante a
elaborar resumos com segurança, bem como não existe uma programação
conjunta das diversas disciplinas no
__ sentido de reforçar essa habilitação.
Com base à importância da
vei-"Licenciada em Letras pela Faculdade de Filoso-fia, Ciências e Letras da USP; Mestre em Biblioteconomia pela Catholic University of America, USA;. Professora de Bibliografia e Referência do Depto. de Biblioteconomia e Documentação da ECA/USP .
• "Bacharel em Lingüística pela UNICAMP e Professora de Informática do Depto. de Biblio-teconomia e Documentação da ECA/USP.
Neusa Dias de Maeedo e Maria de Fátima Gonçalves Moreira
mente aceitos a fim de servirem de ponto de apoio aos iniciantes.na ativi-dade de elaboração de resumos.
Com o fim de ilustrar a sistemáti-ca empregada, embora não se possa '
fazê-I
o amplamente, apresenta-se um exemplo de resumo feito em classe e no qual se empregou a metodologia indica da no item 2. Recomenda-se aos interessados localizar e ler o texto .original que serviu de base ao exem-plo? Também, inclui-se um modelo de formulário, organizado pelo Prof. Al-fredo Américo Hamar, que tem a finalidade de servir de folha de regis-tros para o resumidor assentar as informações (figura 1). Estas, poste-riormente, servirão de base para orga-nizar a imagem definitiva do docu-mento, ou seja, a referência bibliográ-fica seguida do resumo, das palavras-chave e de outros códigos de controle. (Figura 2).e
culação do resumo para a dissemina-ção da informadissemina-ção, tanto no que' diz respeito ao resumo como parte estru-tural de uma publicação, quanto co-mo fonte de informação, e lembrando as dificuldades dos resumidores, o Departamento de Biblioteconomia e Documentação da Escola de Comuni-cações e Artes da USP vem dando particular atenção ao treinamento dos seus alunos.
Em estudo experimental, alguns professores estão empenhados no es-tabelecimento de diretrizes para ela-boração de resumos com o objetivo de proporcionar ao futuro bibliotecário o instrumental necessário para a aná-lise da informação. Para tanto, foi escolhida a área de ciências sociais e humanidades por ser mais acessível aos estudantes e também mais propí-cia à aquisição de uma técnica de trabalho. Na verdade, a área científica já dispõe de melhor "know-how" so-bre a transferência dos elementos do texto original para o resumo, pressu-pondo-se a competente especialização do resumidor ..
Embora essa experiência se en- Há que se distinguir, inicialmente, os contre em estágio inicial, deseja-se "resumos do autor" e as "análises apresentar alguns pontos fundamen- bibliográficas".
tais desse tema, com o intuito de se Os resumos do autor são adendos obter um aprimoramento do instru- a uma publicação como livro, tese, mental. Os elementos estudados no relatório, artigos de periódicos, etc. A ' presente trabalho são ainda insufi- NB-88/63 da ABNT faz distinções
cientes para o tratamento de todos os entre sinopseZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA( r e s u m é d ' a u t e u r , s y -textos da área indicada acima, mas n o p s i s o u s u m m a r y ) e resumo ( a n a l y
-tentam estabelecer diretrizes bastante s e , a b s t r a c t ) . A primeira se localiza no gerais. Por essas razões, pretende-se início do texto, devendo ser redigida ainda complementar as informações pelo autor ou pelo editor e recomen-apresentadas neste trabalho. dando-se que seja traduzida; nesse
Tendo em vista urna intenção caso, a tradução é inserida no fim. O didática apresenta-se, inicialmente, segundo; antecedido pela referência um levantamento dos principais pon- bibliográfica, se localiza no fim, sendo tos das n o r mas d o C o m i t ê freqüentemente redigido por outra FID/ICSU/IFLA/IS06, da ABNT\ da 'pessoa que não o autor. Tudo parece MLN e dos princípios tradicional- indicar que a primeira é um tipo de
R. Bras. Bibliorecon. Doe. 11 (112): 65-72, jan.ljun. 1978
2 -DCBAP R I N c í P I O S G E R A I S
2 . 1 - C o n s i d e r a ç õ e s p r e l i m i n a r e s
\'(~
Resumos: subsídios para sua elaboração
resumo indicativo e o segundo um com ampla exemplificação, bem come resumo informativo. Correntemente, se fixe a terminologia.
não está. havendo mais distinções en- 'Se os autores fossem conscienti- ;: tre sinopse e resumo. Para artigos de zados para os problemas e estrangula-periódicos, costuma-se apresentar, no mentos que causam a inadequada veiv :
início, um resumo em português e, no culação da informação, por certo es- ,
fim, um resumo em inglês. Algumas colheriam títulos explícitos e coinci-ZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAi
revistas têm apresentado, em conjun- dentes com o conteúdo do texto. Des-to, os resumos de todos os artigos, no ta forma, o trabalho do resumidor em fim; outras, usam esse mesmo sistema, determinar o assunto preciso do texto somente que dispõem os resumos em já seria facilitado.
fichas picotadas. O Grupo Biomédico Há que se distinguir, também, os da Associação Paulista de Bibliotecá- tipos de resumos e indicar a prefe-rios em suas "Normas para Editora- rência.
çã o de P e r i ó d i'c o s T
é
c n i c o - Os resumos i n fo r m a t i v o s , como Científicos" propõe para a apresenta- preconizados neste trabalho, são os ção dos artigos científicos, um resumo mais convenientes porque contêm in-inicial, antecedido pela referência bi- formações suficientes que permitem bliográfica e seguido dos unitermos; e dispensar a leitura do original. É uma outro em inglês, no fim, antes das forma concisa e objetiva da informa-referências bibliográficas. ção relevante do texto original.Para outros tipos de publica- Os resumos i n d i c a t i v o s , atendo-ções, a preferência é pelo uso do se aos tópicos (capítulos, seções) mais resumo final em português e inglês. importantes do texto, informam sobre
Depreende-se disso que não exis- o assunto e o escopo do mesmo e têm I te um consenso comum no uso dos por fim ajudar o leitor a ler ou deixar resumos e sua terminologia é confli- de ler o original. Relatórios, resenhas, I , tante. No caso das análises bibliográ- bibliografias, são tipos de textos para ficas, que são fontes secundárias espe- os quais se recomendam utilizar o cialmente dedicadas ao serviço de re- resumo indicativo.
SUlllOS, a nomenclatura é variada. Os Os resumos c r í t i c o s são os que "abstracts" passaram para língua por- contém juízos de valores, ou melhor, o tuguesa sob vários nomes: resumos resumidor interfere no mérito da obra correntes, resumo,s .analít~co.s, b~l~tins formulando julgamentos sobre ela. de resumos, análises bibliográficas, Geralmente, a conseqüência desse tipo
etc. de resumo é o natural revi de dos
"reco-Neusa Dias de Macedo e Maria de Fátima Gonçalves Moreira
mendável" (x) "não recomendável"EDCBA 2 .2 - . R e d a ç ã o eZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
( o ) . e s t i l o d o r e s u m o
Allen Kent, eminente especialista em questões de recuperação de
infor-mação, identifica três diferentes tipos de resumo: tradicionais, sumários e estilização. Por exemplo, nos resumos tradicionais ele distingue a) o de estilo literário que equivale ao descritivo ou indicativo e b ) o tipo informativo 3.
Como existe alguma confusão,
entre estudantes, para o significado daZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
r e s e n h a , r e c e n s ã o e r e s u m o , corivém tentar algum esclarecimento. Na tra-dição das Letras, resenha é um esboço descritivo e conciso das partes rele-vantes da publicação, posicionando-a no contexto da área e identificando seu autor. Tem o fim de destacar as obras recém-publicadas na literatura de uma especialidade. (Para maiores esclarecimentos ver o "Roteiro para Elaboração de Resenhas" desta revis-ta). Recensão equivale a uma resenha de caráter crítico. No uso corrente, há confusões e se usam indiscriminada-mente ambos os termos para fins diferentes.
As normas preconizam· que se destaque o que há de novo nos fatos, idéias, interpretações 0 \ 1 argumentos
apresentados pelo (s) autor (es), bem como nas conclusões ou resultados que deles forem tirados. Em se tratan-do de treinar estudantes, ainda sem especialização,portânto sem possibili- . dade de discê~nir sobre o que haja de novo numa área' de conhecimento, preferiu-se não dar referencial sobre este ponto. É óbvio que, em se desta-cando o problema, sua forma de trata-mento e sua solução, os fatos novos serão reconhecidos pelo leitor que conhecer o campo.
Sem ser obscuro e hermético, o resumo deve ser o mais conciso e objetivo possível. Informações já in-cluídas no título não devem ser repeti-das, omitindo-se os comentários peri-féricos, verdades e fatos por demais conhecidos e generalizados (por ex: O Romantismo floresceu no séc. XIX).
Não deve consistir de um amon-toado de sentenças desconexas, cada uma referindo-se a um tópico separa-do, nem de sentenças que só incluam o próprio título do parágrafo. Tem de ser compreensível por si próprio para não haver necessidade de se reportar ao original.
As sentenças devem ser variadas na sua extensão para evitar o efeito desagradável de um rosário de frases curtas. e entrecortadas. Ser conciso, sem ser telegráfico, não omitindo ver-bos, conjunções e outras fórmas de palavras. As contrações inúteis devem ser evitadas. Atentar para não cons-truir sentenças enormes e complexas, cujas cláusulas e frases são empilha-das umas nas outras, numa infeliz tentativa de incluir tudo o que é possível numa única sentença.
Como o resumo está tratando do artigo em questão e do próprio autor, são redundantes expressões tais co-mo: "Neste artigo o autor afirma ... ", "Etelvina Lima quer propor um currí-culo mínimo ... ", etc.
A linguagem do resumo deve tra-duzir o próprio estilo do texto. Usar verbos ativos tanto quanto possível, porque eles permitem expressões mais diretas. A voz ativa sumaria melhor o conteúdo de um texto, sem parecer que descreve o próprio documento. A voz passiva amolda-se ao tipo de .resurno indicarivo.,
Resumos: subsídios para sua elaboração
Fig. 1 - Modelo de formulário organizado pelo ,ProL Alfredo Américo Hamar
e utilizado na ECA/USP .para o resumidor registrar as informações do seu trabalho.
R. Bras. Bibliotecon. Doe. 11 (112): 65-72, jan./jun. 1978'
NÚmerode referência: 38 em - 020.70981
CDU - 02:378.046.4(81)
ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES. CBD/USP Caixa Postal 8191 - Silo Paulo. SP
Formulário para "RESUMOS CORRENTES EM COMUNICAÇÕES E ARTES" Faça resumos de suas leituras. Assim quando você precisar de Informações ou selecionar documentos terá maior faci-lidade consultando os "RESUMOS".
- Asa Fujioo
1. Analista: _
2. REFERENCIAS
2.1 Autor (es) Vieira,Anna da Soledade& Lima, Etelvina
Data: 25/9/1978
2.2 Título A pÓs-"qraduagãoem biblioteconania e a fOnila•••ão de uma liderança nacional
3. NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
3.1 ~ió~evista.jOrnal. boletim etc.): Revista Escola de Biblioteconcrnia da
Lugar de publicação Belo Rorjzonte Volume_~6,-- _ Número 2 Páginas de 125' a 135 mês set. ano 1977 3.2 Monografia (livro, tese, relatório etc}, indicar os seguintes dados:
Número de edição Lugar de publicação. _
Casa publicadora (editor) _
Ano N<?de páginas Série _
Capítulo ou parte da obra: título, _
Páginas de a Capítulo ou parteno _
4. Local onde existe o documento Biblioteca da E X ::A /U S P (BEX::A)
5. Assunto (indic"!. em forma de cabeçalho) Biblioteooncmja bras] 1eira ; PÓs -graduaçao
6. Palavras-chave (indicar no mínimo 3 e no máximo 8 palavras significativas do assunto)-:-_-:::_-:-_
p6s-graduação. Biblioteconcrnia. Brasil. Bibliotecário. Socie-dade. Formaçao. Liderança. eurriculo.
7. Resum.o (limite de 250 palavras, no máximo): usar resumo informativo.
Aponta-se desajuste entre bibliotecário e SOCiedade,cuja ori-gemestá na deficiência de sua formação que ê, de um lado, des-vinculada da realidade social e, por outro, carente de objeti-vos educacionais. Assim, a refm:rnulaçãodo curr'Icul.o deve ser precedida de um estudo das necessidades reais do pais e suas projeções para o futuro, cabendo a cada escola anpliar o curr
I-culan m f n í r r o de acordo o:::ma realidade da região em que se en-contra. A longo prazo, a solução parece ser o desenvolvimento de cursos de pÓs-graduaçãoque vise à formação de uma lideran-ça capaz de desenvolver umapolitica nacional para o ensinO de. bibli oteconcrnia. Sugerem-se duas alternativas para orientar umapolitica nacional; 1 ) estabelecimento de quatro centros vol-tados respectivarrente para: a) serviços de usuários; b) biblio-grafia; c) ciência da informação: d) administração de bibliote-cas; 2) criação de centros o:::mum núcleo constituido por dis-ciplinas representativas das áreas identificadas acima e área de concentração em tipos de serviços de transferência de infor-mação, estabelecida de acordo o:::mo rrercado regional e recursos bibliográficos e humaoosnos locais dos =sos. (6refs.)
Resumos: subsídios para sua elaboração pais passagens e proporcionando-lhe
a formulação de um esquema mínimo de compreensão, que contém as infor-mações particulares do texto e que será o resumo.DCBA
3 . 2 - C o n t e ú d o e a p r e s e n t a ç ã o
d o r e s u m o
Considerando o que foi dito acer-ca do texto científico, o resumo não se apresenta como simples enumeração dos principais itens desse texto, mas deve expressar concisamente a relação entre o objetivo do autor e as discus-sões que conduzirão à conclusão. Por-tanto, o resumo constitui uma mensa-gem completa, inteligível por si mes-ma.
Partindo disso, entende-se que um resumo adequado deve conter a seguinte estrutura informacional:
3.2.1. -ZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAP r o p o s i ç ã o d o p r o b l e m a e s p e c í fi c o t r a t a d o p e l o t e x t o ,
ignoran-do-se as informações secundárias. O problema específico é aquele para o qual o autor apresentará solução atra-vés da análise.
Em textos mal elaborados, não há apresentação do problema. Mas Neusa Dias de Macedo e Maria de Fátima Gonçalves Moreira
Como regra geral, tempo e voz destacar tudo que seja de valor sobre-ão devem dissociar-se dentro do re- tudo por causa da indexaçâo , . deve, umo. Referências ao autor devem ser também, provê-l o de termos para essa leitas em 3' pessoa, bem como a indexação, facilitando, pois, 'a tarefa linguagem é impessoal, evitando-se do resumidor das análises bibliográ-'devemos", "apresentamos" ... etc. ficas.
Em local determinado para esse
2 . 3 - O u t r o s p o r m e n o r e s ' objetivo, geralmente no fim, devem
Conforme o escopo, isto é, o ser indica das no mínimo três e. no rupo de usuários a que é destinado o máximo oito palavras significativas esumo, é preciso ressaltar os pontos do(s) assunto(s) do texto, em ordem
ue digam respeito diretoZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAà especiali- decrescente de importância. Ex.: Co-ade desse usuário. m u n i c a ç ã o d e m a s s a ; L i t e r a t u r a . B r a -De maneira geral, não devem s i l ; B i b l i o t e c o n o m i a . E s t u d a n t e s . T r e i -onter 'referências bibliográficas nem n a m e n t o .
.itações de texto. No entanto, se hou-er necessidade dessas referências, ob-ervar as normas da ISO (TC-46) ou
I
da ABNT (PN-B-66) e a W o r l d L i s t o f S c i e n t i fi c P e r i o d i c a l s , para a abrevia-ção de títulos de periódicos.
Quanto à extensão, só, excepcio-nalmente, deve exceder a 250 pala-vras. Embora, dependendo da exten-são do original e da sua natureza, o resumo possa ser maior ou menor, deve o resumidor nunca se esquecer que somente é válido destacar as es-truturas Informacionais significativas do texto original.
O resumo tem de ser conciso porque, Lima vez impresso, haverá possibilidade de ser cortado e colado sobre fichas. A Conferência Interna-cional sobre Análises Documentais Científicas recomendou a reunião de todos os resumos de um mesmo fascí-culo- no verso da capa ou em páginas cujo verso corresponda à publicidade, de forma que se possam cortar e colar sobre fichas sem mutilar as páginas do próprio periódico. Para esse efeito, esses resumos deverão ser impressos com uma mancha de 10 em, no máxi-mo, a fim de serem colados em fichas de formato 7,5xI2,5 cm.
Se de um lado, o resumidor deve
3 . 1 - O t e x t o c i e n t í f i c o
O discurso científico pode ser definido como o processo de produ-ção e transferência do saber, posrulan-do para tanto, um sujeito que cami-nhará do n ã o s a b e r p a r a o s a b e r .
Propõe-se, inicialmente, um pro-blema. A seguir, indica-se o modo de tratamento do mesmo, isto é, a análise e solução do problema. Pode-se, as-sim, isolar um estado inicial - carac-terizado por um problema e uma hipótese - e um estado final, onde encontra-se a solução do problema, o u , em outras palavras, a conclusão.
Entre eles há uma transformação, que consiste no fornecimento de qua-lificações para a aceitação dahipóte-se. Tal estrutura constitui-se na aqui-sição de competência por parte do sujeito, permitindo-lhe reter as princi-,R. Bras. Bibliorecon. Doe. 11 (1/2): 65-72, jan.ljun. 1978EDCBA
3 . I N S T R U M E N T A L
O suporte referencial de todo o pro-cesso encontra-se na idéia de que
o
resumo é constituído da redução do texto original, cujas estruturas infor-macionais significativas são respeita-das, omitindo-se os detalhes menos relevantes. Deve-se, contudo, manter a própria seqüência estrural-do texto a ser resumido.n 938 (DO, 020.70981
(DU, 02,378.046.4 (81)
)
" VIEII~, Armada Soledade&LIMA,Etelvina. Ap Õ s - g r a d u a ç ã o
e a forrração em 81bl1ot.eoJnania de una liderança nacional.
R. Esc. Bibliotecon.UFM;, Belo Horizonte, 6 (2) :125-35,set.
1977.
Aponta-se o desajuste entre bibliotecário e a sociedade,
cuja orígem está na deficiência de sua fonnação queé,de um
lado, desvinculada da realidade social e, por outro, carente
de objetivos e d u c a c í . o n a í . s , Assim, a refcmnulação do currlculo
deve ser precedida de um estudo das necessidades reais do
pais e suas projeções para o futuro, cabendo a cada escola
~l1ar o currlclulo rnIn1mode aoordoc e m a realidade da
re-gUioe n qUe see n c o n t x a , A longo prazo" a solução pareoe ser
o desenvolvirrento de cursos de pós-graduação quev í . s e n à
for-mação de l1TIaliderança capaz de desenvolver tlma. pol1tica
na-cional para o ensino da bibliote<:x.m:m1a. SUgerem-seduas
!
quando houver, tanto o problema como suas justificativas deverão ser colocadas em relevo no resumo. 3.2.2. - A p r e s e n t a ç ã o d a fo r m a d e t r a t a m e n t o d o p r o b l e m a , discriminan-do-se os seus principais elementos, principalmente a metodologia empre-gada. Quando se mencionam novos métodos, há que indicar o princípio básico em que se apóiam seu campo de aplicação e o grau de exatidão dos resultados.
Os elementos ressaltados nos itens 3.2.1 e 3.2.2 constituem em conjunto a apresentação em si do objetivo do texto.
3.2.3. - A p r e s e n t a ç ã o d o s p r i n c i p a i s a r g u m e n t o s que levarão à comprova-ção da hipótese, destacando suas li-nhas essenciais. Convém precisar co-mo são obtidos estes argumentos: análise sucinta ou pormenorizada ou profunda, descrição integral, etc.
3.2.4. - A p r e s e n t a ç ã o d a s o l u ç ã o d o p r o b l e m a , ou seja, da conclusão. Des-taque especial deve ser dado a esse tópico, na medida em que possibilita ao leitor a avaliação da eficácia e
( V E R S O )
alternativas para orientar urrap o f f t ã c a nacional: 1 -
estabe-lecirrento de quatro cent ros voltados respectivamente para:
a) serviços de usuários; b) bibliografia; c) ciência da
in-forrração; d) adninistração de bibliotecas; 2 - criação de
cen-tros c e mum núcleo ronstituIdo por disciplinas representativas
das áreas identificadas acima e área de ooncentração em tapes
de serviços de transferência da informação, estal:elecida de
a c o r d o c e m or r e r c e d o regional e recursos bibliográfioos e h\.lT'a
nosn o s locais dos cursos. (6 refs.) (AF)
-cab.ass.: Bibliotecor:oni.a brasileira: Pós-graduaçào.
Pal.-chav.: PÓs-graduação. Bibliote<:oncrn1.a.Brasil.
Blbl1ote-cada. Fonnação. Liderança. eurricula.
~eusa Dias de Macedo e Maria de Fátima Gonçalves Moreira
dequação da solução em relação à
ipótese formulada.
A seguir, apresenta-se a metodologia
da análise inicial do texto para a qual
deve-se isolar os itens já citados do·
seguinte modo:
Problema: A Biblioteconomia ainda não en-controu um ajustamento entre o bibliotecário e a sociedade.
Hipótese: A razão desse desajuste está na deficiência da formação proiissional do biblio-tecário.
Modo de tratamento: Procura das causas específicas do desajuste de modo a sugerir uma solução adequada.
Argumentos: A Biblioteconomia deve ser com-preendida engajada em sua prática, no entan-to, no Brasil, importam-se programas de cultu-ras diferentes, o que conduz a um ensino, de um lado, desvinculado da realidade nacional e, de outro, carente de objetivos educacionais. Sendo assim, a reformulação do currículo deve ser precedida de um estudo das necessidades
reais do país, bem como de suas projeções para o futuro. Desse modo, cada escola deve am-pliar o currículo mínimo, estabelecido pelo Conselho Federal da Educação, de acordo com a realidade da região em que se encontra.
Solução do problema: A longo prazo, a solu-ção parece serZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
°
desenvolvimento de cursos de pós-graduação e a conseqüente formação de uma liderança capaz de desenvolver uma polí-tica nacional para o ensino da Bibliorecono-mia. Sugere duas alternativas para orientar uma política nacional do ensino de Biblioteco-nomia a nível de pós-graduação: 1) estabeleci-mento de quatro centros voltados respectiva-mentepara: a) serviços de usuários; b ) biblio-grafia; c) ciência da informação, d )administra-ção de bibliotecas; 2) criação de centros C0m um núcleo constituído por disciplinas repre-sentati vas das áreas 'identificadas acima e área de concentração em tipos de serviços de trans-ferência da informação, estabelecida de acordo com o mercado regional e recursos bibliográfi-cos e humanos ~,~~ locais dos cursos.
Esta análise é feita em termos de
rascunho e, depois, registrada no
for-mulário apresentado.
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6
-'! ~ I I I I i~
I~ I
EDCBA... 7 2
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72-7, ene./ Feb. 1969.
7' - VIEIRA, Anna da Soledade & LIMA, Etelvina. A pós-graduação em bi-blioteconomia e a formação de uma liderança nacional. R e u i s t a d a E s c o - '
. I a d e B i b l i o t e c o n o m i a d a U F M G ,
6(2): 125-35, set. 1977.
S i g l a s : FID: Fédérariorí Inrernarionale de
Do-curneriration; ICSU: International Council of Scientific Unions: IFLA: International Federation of Libray Associarions; ISO: International. Organization for Srandardization. .
A g r a d e c i m e n t o s : Agradecemos ao Prof.
Alfre-do Américo Hamar ter-nos autori-zado divulgar. o formulário dos'
R e s u m o s C o r r e n t e s e m C o m u n i c a
-ç õ e s e A r t e s , que é o grande suporte
deste instrumental. O Prof, Hamar, grande apologista dos resumos no Brasil, é um dos co-participanres do' estudo experimental mencionado neste trabalho, tencionando reatar esta matéria em próximo número
desta Revista.' .