Vol. 1; Nº 1; ISSN 1983-3733 Periodicidade: Semestral |
Revista | “Perspectivas em Políticas Públicas”, da Faculdade de Políticas Públicas “Tancredo Neves”,
Campus de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.
Periodicidad Semestral Periódico
EDITORA CHEFE |
- Profa.Teresinha Rodrigues de Oliveira COMITÊ EDITORIAL |
- Anelise Fonseca Dutra (Revisora para português e inglês | ) - Cynthia Rúbia Braga Gontijo (Assessora Editorial | )
- Hugo Rodrigues Fialho
- Marlene Dária de L. Santos (Revisora para português e espanhol | ) - Teresinha Rodrigues de Oliveira
- Vanessa Duguet Arruda
ASSISTENTE DO COMITÊ EDITORIAL |
Cristiane Rodrigues de Sousa (Bolsista de Extensão/ ) CONSELHO EDITORIAL INTERNACIONAL |
-Alejandra Faúndez - Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO/Chile).
- Enrique Martinez Larrechea - Universidad de La Empresa (UDE/Uruguai) - Marta Eugenia Picado Mesen - Universidad de Costa Rica (UCR/Costa Rica) - Myriam Cardosos Brum - Universidad Autónoma Metropolitana (UNAM/México) - Norberto Fernández Lamarra - Universidad Nacional de Tres de Febrero (UTF/Argentina) CONSELHO EDITORIAL NACIONAL |
- Aluísio Pimenta - Fundação Renato Azeredo (FRA/MG)
- Antônio de Pádua N. Tomasi - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET/MG) - Bruno Lazzarotti Diniz Costa - Fundação João Pinheiro (FJP/MG)
- Clemenceau Chiabi Saliba - Consultor Independente/MG - Dijon Moraes Júnior - Escola de Design (UEMG)
- Eniel do Espírito Santo - Instituto Euvaldo Lodi (IEL/Bahia)
- Francisca Cândida C. de Moraes - Fundação de Desenvolvimento e Administração Pública (FUNDAP/SP) - Frederico José Lustosa da Costa - Fundação Getúlio Vargas (FGV/RJ)
- Janete Gomes Barreto Paiva - Faculdade de Educação (UEMG) - Júlio César Machado Pinto - Faculdade de Comunicação e Artes (UFMG) - Lígia Gomes Elliot - Fundação Cesgranrio (Cesgranrio/RJ)
- Luís Aureliano Gama de Andrade - Faculdades Integradas de Pedro Leopoldo (UNIPEL/MG) - Maria Amarante Pastor Baracho - Faculdade de Políticas Públicas “Tancredo Neves”(UEMG) - Maria Coeli Simões Pires - Faculdade de Direito (UFMG)
- Maria Cecília Loschiavo dos Santos - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (USP) - Maria Celeste Morais Guimarães - Faculdade de Direito (UFMG)
- Maria de Lourdes Melo Praes - Faculdade de Educação (UFU/MG) - Márcia Soares de Alvarenga - Faculdade Formação de Professores (UERJ) - Marco Antônio Machado - Pontifícia Universidade Católica (PUC/MINAS)
EDITORA JEFE
COMITÉ EDITORIAL
Asesora Editorial
Revisora para portugués y español
ASISTENTE DEL COMITÉ EDITORIAL Becada de Extensión CONSEJO EDITORIAL INTERNACIONAL
CONSEJO EDITORIAL NACIONAL
Revisora para portugués e inglês Belo Horizonte : Lastro Editora, 2008.
v. 1 Semestral
Textos em português e espanhol.
ISSN 1983-3733
1. Administração Pública - Periódicos 2. Políticas Públicas - Periódicos.
CDU 351
- Otávio Soares Dulci - Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (UFMG) - Rogério Delamare Ruas - Consultor Independente/MG
- Salomão Antônio Mufarrej Hage - Centro de Educação (UFPA) REITORA |
Profa. Janete Gomes Barreto Paiva VICE-REITOR |
Prof. Dijon de Moraes Júnior
PRÓ-REITORA DE ENSINO E EXTENSÃO | Profa. Neide Wood Almeida
PRÓ-REITORA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO | Profa. Magda Lúcia Chamon
PRÓ-REITOR DE PLANEJAMENTO, GESTÃO E FINANÇAS |
Prof. Mário Fernando Valeriano Soares CHEFE DE GABINETE |
Dr.Ivan Arruda de Oliveira
DIRETORA GERAL DO CAMPUS DE BELO HORIZONTE |
Profa. Maria Helena Valadares DIRETORA DA FAPP/CBH/UEMG | Profa.Teresinha Rodrigues de Oliveira
COORDENADORA DE CURSO |
Profa. Cynthia Rúbia Braga Gontijo SECRETÁRIO ACADÊMICO |
Antonio Carlos Carvalho de Melo Vieira PROJETO DA CAPA |
Centro de Estudos e Desenvolvimento de Projetos de Design - Escola Design/CBH/UEMG/ Brasil TIRAGEM |
2.000 exemplares/2.000 copias DIAGRAMAÇÃO |
- Carolina Campos Lara - Valéria da Silva CORRESPONDÊNC IA |
Revista “Perspectivas em Políticas Públicas”
Faculdade de Políticas Públicas “Tancredo Neves”
Rua Major Lopes, 574 - Bairro São Pedro
Belo Horizonte | Minas Gerais | Brasil | CEP 30.330-050 E-mail: [email protected]
Site: www.uemg.br Telefax: 55 31 3194-2508
RECTORA VICERRECTOR
PRORRECTORA DE ENSEÑANZA Y EXTENSIÓN PRORRECTORA DE PESQUISA Y POSTGRADO
PRORRECTOR DE PLANEAMIENTO, GESTIÓN Y FINANZAS
JEFE DE GABINETE
DIRECTORA GENERAL DEL CAMPUS DE BELO HORIZONTE
DIRECTORA DE LA FAPP/CBH/UEMG
COORDINADORA DEL CURSO
SECRETARIO ACADÉMICO
PROYECTO DE LA TAPA
IMPRESOS
DIAGRAMACIÓN
CORRESPONDENCIA
A revista “Perspectivas em Políticas Públicas”, bilíngüe (português e espanhol), editada semestralmente pela FaPP/CBH/UEMG/Brasil, destina-se a publicar textos originais (artigos científicos, artigos de atualização, artigos de revisão, resenhas, relatos de experiências, depoimentos e entrevistas) relacionados a temáticas de políticas públicas nas diferentes esferas governamentais. Constitui-se em canal para veiculação de novos conhecimentos e experiências sobre políticas públicas, promovendo o intercâmbio nacional e internacional, sobre essas, especialmente no contexto da América Latina, e, ainda, em canal para qualificação das diversas vozes e discursos produzidos no âmbito dessas políticas.
Os textos publicados são de inteira responsabilidade de seus autores. As opiniões neles emitidas não exprimem, necessariamente, o ponto de vista da FaPP/CBH/UEMG/Brasil.
É permitida a reprodução total ou parcial dos textos desta revista, desde que citada a fonte.
El periódico “Perspectivas en Políticas Públicas”, bilingüe (portugués y español), editado semestralmente por la FaPP/CBH/UEMG/Brasil, destínase a publicar textos originales (artículos científicos, artículos de actualización, artículos de revisión, reseñas, relatos de experiencias, declaraciones y entrevistas).relacionados con las temáticas de políticas públicas en las diferentes esferas gubernamentales. Constituyese en canal para la vehiculación de nuevos conocimientos y experiencias en políticas públicas, promoviendo el intercambio nacional e internacional en este campo, especialmente en el contexto de la América Latina. Y, aún, en un canal para la calificación de las diversas voces y discursos producidos en el ámbito de esas políticas.
EXPEDIENTE EXPEDIENTE
Perspectivas em Políticas Públicas | Belo Horizonte | Vol. 1 | Nº. 1 | P. 5-6 | jan/jun 2008
opiniones emitidas en ellos no exprimen, necesariamente, el punto de vista de la FaPP/CBH/UEMG/Brasil.
Se permite la reproducción parcial o total de los textos de este periódico, desde que sea citada la fuente.
EDITORIAL | ... 9-12 GÊNESE DA REVISTA | ... 13-17 APRESENTAÇÃO | ... 19-25
ARTIGOS |
SENTIDOS DE LA EVALUACIÓN Y OPINIONES DE LOS DOCENTES
Emilio Tenti Fanfani ... 29-39
¿DESARROLLO O CONSERVACIÓN DEL MEDIOAMBIENTE? APRENDIZAJES Y DESAFÍOS FUTUROS A PARTIR DE UNA EXPERIENCIA EN LOS ANDES, ARGENTINA
Esteban Tapella ... 41-82
TAXONOMIA PARA APLICAÇÃO DA GESTÃO DO CONHECIMENTO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E PRIVADA
José Francisco Bernardes e Pedro Antônio de Melo ... 83-100
POLÍTICAS PÚBLICAS DE EXTENSÃO RURAL E INOVAÇÕES CONCEITUAIS: LIMITES E POTENCIALIDADES
Marcelo Miná Dias ... 101-114 MOVIMENTOS SOCIAIS E PODER LOCAL: LIMITES E POSSIBILIDADES DOS CONSELHOS PARTICIPATIVOS NAS LUTAS PELO DIREITO À EDUCAÇÃO
Marcia Soares de Alvarenga ... 115-131 POLÍTICAS PÚBLICAS E PSICOLOGIA: UMA NOVA RELAÇÃO SOB O PARADIGMA DEMOCRÁTICO
Maria Coeli Simões Pires ... 133-156
LAS SINTERVENCIONES DE EMERGENCIA CON ENFOQUE DE DESARROLLO: EL VÍNCULO ENTRE LA EMERGENCIA , LA REHABILITACIÓN Y EL DESARROLLO (VARD).
Riccardo Polastro ... 157-178
RECURSOS HUMANOS PARA O ESTADO DO FUTURO OU UM FUTURO PARA OS RECURSOS HUMANOS DO ESTADO?
Rutila Maria Soares G. Cruz e Maria Amarante Pastor Baracho ... 179-200 EDITORIAL
GÉNESIS DEL PERIÓDICO PRESENTACIÓN
ARTÍCULOS
SUMÁRIO SUMARIO
Perspectivas em Políticas Públicas | Belo Horizonte | Vol. 1 | Nº. 1 | P. 7-8 | jan/jun 2008
REFORMA DO ESTADO EM NOVAS PERSPECTIVAS _ LIÇÕES DA EXPERIÊNCIA BRASILEIRA
Frederico Lustosa da Costa ... 203-212
AUDITORIA DE GESTÃO : MODELO QUE BUSCA A AVALIAÇÃO DE RESULTADOS
Entrevista com a Dra. Maria Celeste Morais Guimarães ... 213-227
NOTA ESPECIAL |
NOMINATIVA DO CONSELHO EDITORIAL |
... 231-251
GUIA PARA COLABORADORES |
... 254-261 APUNTE PARTICULAR
CALIFICACIÓN DEL CONSEJO EDITORIAL .
GUÍA PARA LOS COLABORADORES
EDITORIAL EDITORIAL
Profa. Teresinha Rodrigues de Oliveira Editora Chefe de “Perspectivas em Políticas Públicas”
É motivo de grande satisfação e honra para a FaPP/CBH/UEMG entregar ao públicoleitor o primeiro número da revista “Perspectivas em Políticas Públicas”. Todavia, tem-se a consciência de que o debate de questões relacionadas a políticas públicas, em cenários de conjuntura tão adversa como a que vivemos hoje no Brasil, é algo extremamente difícil e passível de conduzir a posições que, mesmo quando corretas e recomendadas por renomados especialistas e políticas consolidadas por longo prazo de maturação, podem ser envolvidas pelo imediatismo das decisões de curto prazo que, na maioria das vezes, atropelam a razão e põem em risco anos de esforços de muitas gerações.
Assim, concebe-se, numa perspectiva pluralista, que as várias áreas das políticas públicas ou intervenções governamentais constituem arenas de poder distintas,circunscritas a atores, grupos e relações. Por outro lado, constituem espaços centrais de mediação e de gestão dos conflitos sociais no contexto das sociedades contemporâneas _ complexas, plurais e diferenciadas. Portanto, resultam da atividade política, em campos ou arenas específicas, dos diferentes atores socio-políticos que, a partir de suas demandas, pressões e atuação, procuram influir na formação da agenda e no curso das intervenções governamentais.
Nessa perspectiva, reconhece-se que as políticas públicas tornam-se estratégia viabilizadora e orientadora da intervenção do Estado, bem como que as suas concepções, desenho, implantação e implementação devem ser analisados quanto a adequação ao enfrentamento dos desafios sócio-políticos, notadamente da América Latina e a oferta de respostas a uma cidadania cada vez mais exigente. Concepção que norteia a linha editorial da revista “Perspectivas em Políticas Públicas” e que lhe dá especificidade pelo conteúdo e pela qualidade dos textos publicados.
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Perspectivas em Políticas Públicas | Belo Horizonte | Vol. 1 | Nº. 1 | P. 9-12 | Jan/Jun 2008
diferentes, em expressar diferentes interpretações das intricadas relações entre políticas públicas e sociedade nas diversas áreas, desde o seu desenho até a gestão dos seus instrumentos (programas, projetos e instrumentos reguladores), nos âmbitos da administração pública nos níveis federal, estadual e regional e/ou local. De outro, postula-se com o trabalho do Conselho Editorial a seleção, de forma rigorosa, do material divulgado, visando fornecer subsídios para reflexão daqueles interessados em compreender e intervir no campo das políticas públicas, enfrentando os dilemas concretos da nossa sociedade.
No entendimento do Comitê Editorial, os princípios da diversidade e da autonomia não são meras abstrações. Ao contrário, tais princípios ancoram-se na disposição da Revista e de seu lócus acadêmico de produção _ a FaPP/CBH/UEMG _ de serem plurais, abertos à veiculação de idéias e conteúdos de cunho científico e de interlocução crítica a quem desejar questionar e debater os princípios, as idéias e as concepções veiculadas sobre políticas públicas.
Com esse cenário definido, acredita-se ter condições de se avançar no entendimento das questões que envolvem as políticas públicas, pois tem-se muito a caminhar para ampliar, cada vez mais, a gama de conhecimentos oriundos dessa área, considerando sua complexidade e sua importância, especialmente no momento atual.
Es motivo de gran satisfacción para la FaPP/CBH/UEMG entregar al público lector el primer número del periódico “Perspectivas en Políticas Públicas”. Aunque se tenga la conciencia de que el debate de cuestiones relacionadas a políticas públicas en escenarios de conyuntura tan adversa como la que vivimos hoy en Brasil es algo extremamente difícil y pasible de conducir a posiciones tales que, aunque correctas y recomendadas por renombrados expertos y por políticas consolidadas por un largo plazo de maduración, pueden ser envueltas por el inmediatismo de las decisiones de corto plazo que, en la mayoría de las veces, atropellan la razón y ponen en riesgo años de esfuerzo de muchas generaciones.
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de las políticas públicas o intervenciones gubernamentales constituyen escenarios de poder distintos, circunscritos a actores, grupos y relaciones. Además, constituyen espacios centrales de mediación y de gestión de los conflictos sociales en el contexto de las sociedades contemporáneas complejas, plurales y diferenciadas. Por lo tanto, resultan de la actividad política, en escenarios y espacios específicos, de los diferentes actores sociopolíticos que, a partir de sus demandas, presiones y actuación, buscan influir en la formación de agenda y en el curso de las intervenciones gubernamentales.
En esta perspectiva, puédese reconocer que las políticas públicas se convierten en estrategia que hace viable y posibilita la orientación de la intervención del Estado, así como se reconoce que sus concepciones, diseños, implantación e implementación deben de ser analizados en cuanto a su adecuación al enfrentamiento de los desafíos sociopolíticos, en especial los de la América Latina, y a la oferta de respuestas a una ciudadanía a cada vez más exigente. Concepción que orienta la línea editorial de la revista “Perspectivas en Políticas Públicas” y que le garantiza especificidad por el contenido y por la calidad de los textos publicados.
Por un lado, el periódico se preocupase por reunir autores de concepciones teóricas diferentes, por expresar diferentes interpretaciones de las intrincadas relaciones entre políticas públicas y sociedad, en diversas áreas, desde su diseño hasta la gestión de sus instrumentos (programas, proyectos e instrumentos reguladores), en los ámbitos de la administración pública en los niveles federal, provincial y regional y/o local. Por otro lado, postúlase , con las tareas del Consejo Editorial, la selección de forma rigurosa del material divulgado, con la intención de proporcionar subsidio para la reflexión de todos los interesados en comprender e intervenir en el campo de las políticas públicas con el enfrentamiento de los dilemas concretos de nuestra sociedad.
Según el entendimiento del Comité Editorial, los principios de la diversidad y de la autonomía no son meras abstracciones. Al contrario, tales principios se basan en la disposición de la Revista y de su lócus
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Perspectivas em Políticas Públicas | Belo Horizonte | Vol. 1 | Nº. 1 | P. 9-12 | Jan/Jun 2008
abiertos a la transmisión de ideas y contenidos de carácter científico y de interlocución crítica a cualquier persona que quiera cuestionar y debatir los principios, las ideas y las concepciones presentadas sobre políticas públicas.
Definido ese escenario, el Comité Editorial cree haber condiciones de avanzar en el entendimiento de las cuestiones que envuelven las políticas públicas, pues hay aún mucho camino a recorrer para ampliar, cada vez más, la gama de conocimientos originarios de esta área, considerando su complejidad y su importancia, en especial en este momento actual.
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GÊNESE DA REVISTA
GÉNESIS DE LO PERIÓDICO
Comitê Editorial |
A revista “Perspectivas em Políticas Públicas”, da Faculdade de Políticas Públicas “Tancredo Neves”, Campus de Belo Horizonte, Universidade do Estado de Minas Gerais (FaPP/CBH/UEMG), configura-se como ferramenta de interlocução e mediação da Universidade com a sociedade em geral.
Pelo conteúdo e pela qualidade dos textos publicados, bem como pela linha editorial que lhe dá especificidade e evidência no âmbito da administração pública, nas diferentes esferas governamentais, além de desempenhar papel fundamental no processo de comunicação técnico- -científica poderá constituir-se em canal de veiculação de novos conhecimentos e experiências sobre políticas públicas e, ainda, para qualificação das diversas vozes e discursos produzidos no âmbito dessas políticas.
Os esforços de materialização da publicação deste periódico ocorrem num momento especial em que a FaPP/CBH/UEMG acaba de lançar o seu primeiro curso de pós-graduação “Lato Sensu”¹, momento em que são percebidas evidências do fortalecimento de sentimentos de pertença dos sujeitos da sua Comunidade Acadêmica e, ao mesmo tempo, desvelam-se determinados valores e princípios, modeladores de uma cultura genuína, mesmo que incipiente, para a formação da identidade institucional. Neste cenário se acredita que este periódico possa contribuir, no âmbito político- acadêmico, para o processo de consolidação da missão institucional desta Unidade Universitária.
Assim, a criação deste periódico se reveste de grande significado para a FaPP/CBH/UEMG, e a iniciativa qualifica-se como semente potencializadora de contexto favorável, em futuro próximo, ao delineamento de uma proposta de Programa Avançado em Políticas Públicas (mestrado profissional).
Comité Editorial
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¹ Curso de Pós-graduação “Lato Sensu” em Gestão Pública para Resultados.
Perspectivas em Políticas Públicas | Belo Horizonte | Vol. 1 | Nº. 1 | P. 13-17 | Jan/Jun 2008
movimento interno de mobilização, objetivado por concurso, com participação ampla da Comunidade Acadêmica da FaPP/CBH/UEMG - estudantes, docentes e funcionários administrativos _ , sendo vencedora a denominação sugerida pelo funcionário Antônio Carlos Carvalho de Melo Vieira, Secretário Acadêmico, merecedor de nossos agradecimentos.
Revista bilíngüe (português e espanhol), de periodicidade semestral, ela se dedicará a publicar textos originais (artigos científicos, artigos de atualização, artigos de revisão, resenhas, relatos de experiências e depoimentos e entrevistas) relacionados às temáticas de políticas públicas nas diferentes esferas governamentais_ sendo seus objetivos;
- Promover a disseminação de saberes e práticas que estão sendo construídos no âmbito das políticas públicas nas três esferas governamentais - municipal, estadual e federal.
- Estimular o intercâmbio entre profissionais de diversas áreas que tenham como interesse estudos e pesquisas sobre políticas públicas nas distintas modalidades;
- Fomentar a integração entre autores, editores, pesquisadores, gestores de políticas públicas e comunidade em geral, interessados na gestão pública contemporânea;
- Propiciar a construção de redes de interesses, saberes e experiências no âmbito das políticas públicas locais e regionais, potencializadoras do desenvolvimento científico e de processos de gestão na área;
- Contribuir para o debate de questões relevantes acerca de políticas públicas e oferecer subsídios teórico-metodológicos para o seu aprimoramento em favor do desenvolvimento sustentável;
- Qualificar as diversas vozes e discursos produzidos no âmbito das políticas públicas.
Vale sublinhar que o Conselho Editorial da Revista “Perspectivas em Políticas Públicas” é composto por renomados especialistas, oriundos de vários países da América Latina e de diversas regiões do Brasil, com densa produção acadêmica na área e vasta experiência profissional enquanto
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diferentes órgãos de governo, de agências nacionais ou internacionais.
Perfil que, sem dúvida, se caracteriza como um dos vetores promotores da qualidade deste periódico e que agregará valores ao processo de editoração de cada um dos seus números. A aquiescência dos seus integrantes ao convite formulado pela FaPP/CBH/UEMG é motivo de satisfação, honraria e orgulho para toda a sua Comunidade Acadêmica.
Por fim, destaca-se que “Perspectivas em Políticas Públicas” está aberta à publicação de trabalhos produzidos por profissionais de áreas diversas, desde que tomem como objeto de estudo o fenômeno das políticas públicas, conforme as diretrizes propostas em sua linha editorial.
El periódico “Perspectivas en Políticas Públicas”, de la Facultad de Políticas Públicas “Tancredo Neves”, Campus de Belo Horizonte, Universidad del Estado de Minas Gerais (FaPP/CBH/UEMG), se caracteriza como una herramienta de interlocución y mediación de la Universidad con la comunidad en general. Por su contenido y por la calidad de los textos publicados, así como por la línea editorial que le da especificidad y proyección en el ámbito de la administración pública, en las diferentes esferas gubernamentales, además de ejercer papel fundamental en el proceso de comunicación técnico y científica, podrá constituirse en vía para la difusión de nuevos conocimientos y experiencias sobre políticas públicas, más aún, podrá convertirse en medio de cualificación de las diversas voces y discursos producidos en el ámbito de tales políticas.
Los esfuerzos de materialización de la publicación de este periódico especializado, ocurren en un momento singular en el que la FaPP/CBH/UEMG acaba de lanzar su primer curso de postgrado “Lato Sensu”¹. Etapa en la que, también, se pueden percibir evidencias de la consolidación de sentimientos de pertenencia de los individuos de la Comunidad Académica, así como delineados, en su quehacer cotidiano, ciertos indicadores del fortalecimiento de valores y principios con el diseño de una cultura genuina, o sea, la formación, aunque incipiente, de una identidad institucional. En este escenario, se cree que la revista
¹ Curso de Postgrado en Géstion Pública en Direction a Resultados.
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Perspectivas em Políticas Públicas | Belo Horizonte | Vol. 1 | Nº. 1 | P. 13-17 | Jan/Jun 2008
consolidación, en ámbito político y académico, de la misión institucional de esta Unidad Universitaria.
Por consecuencia, la creación de este periódico se cubre de grande significación para la FaPP/CBH/UEMG y la iniciativa se cualifica mientras simiente potencial de contexto favorable, en futuro próximo, a lal delineación de una propuesta de Programa Avanzado en Políticas Públicas (maestría profesional).
La designación “Perspectivas en Políticas Públicas”, deriva del movimiento interno de movilización, efectuada por concurso, con grande participación de la Comunidad Académica en la FaPP/CBH/UEMG _ estudiantes, profesorado y funcionarios de la administración _, siendo victoriosa la denominación sugerida por el funcionario Antonio Carlos Carvalho de Melo Vieira, Secretario Académico, merecedor de nuestros agradecimientos.
Revista bilingüe (portugués y español), de periodicidad semestral, se dedica a publicar textos originales (artículos científicos, artículos de actualización, artículos de revisión, reseñas, relatos de experiencias, testimonios y entrevistas) vinculados a las temáticas de políticas públicas en las diferentes esferas gubernamentales, en conformidad con los siguientes objetivos:
- Promover la diseminación de conocimientos y prácticas que se están construyendo en el ámbito de las políticas públicas en las tres esferas gubernamentales _ municipal, provincial y federal;
- Estimular el intercambio entre profesionales de diversas áreas que tengan como interés estudios e investigaciones sobre políticas públicas en las distintas variantes;
- Fomentar la integración entre autores, editores, investigadores, gestores de políticas públicas y comunidad en general interesados en la gestión pública contemporánea;
- Propiciar la construcción de redes de intereses, saberes y experiencias en el ámbito de las políticas públicas locales y regionales, potenciadoras del desarrollo científico y de procesos de gestión en el área;
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públicas y ofrecer subsidios teoricometodológico para su perfeccionamiento en favor del desarrollo sostenible;
- Cualificar las diversas voces y discursos producidos en el ámbito de las políticas públicas.
Cabe subrayar que el Consejo Editorial del periódico “Perspectivas en Políticas Públicas” se compone de renombrados especialistas, procedentes de varios países de América Latina y de diversas regiones de Brasil, con densa producción académica en el área, larga experiencia profesional como docentes universitarios, consultores independientes o técnicos de diferentes organismos del Gobierno, agencias nacionales o internacionales. Perfil que, sin duda, será uno de los vectores de calidad del periódico, agregando valores al proceso de edición de cada uno de sus números. Además, la aquiescencia de todos sus integrantes a la invitación formulada por la FaPP/CBH/UEMG es motivo de satisfacción, honor y orgullo para toda su Comunidad Académica.
Por fin, hay que señalar que “Perspectivas en Políticas Públicas” está abierta a la publicación de trabajos producidos por profesionales de áreas diversas, desde que tomen como objeto de estudio el fenómeno de las políticas públicas, conforme a la orientación propuesta en su línea editorial.
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Perspectivas em Políticas Públicas | Belo Horizonte | Vol. 1 | Nº. 1 | P. 13-17 | Jan/Jun 2008
Comitê Editorial | Comité Editoria Este primeiro número de “Perspectivas em Políticas Públicas” segue uma seqüência lógica. A parte introdutória é composta de dois textos : Editorial, que evidencia a linha editorial do periódico; Gênese da Revista, que representa a intenção do Comitê Editorial de socializar a trajetória de idealização da construção deste periódico, com informações dos seus objetivos específicos, objeto e foco. Depois, na segunda parte do periódico, são destacados: Artigos, Ponto de Vista e a Nominativa do Conselho Editorial. A seção Artigos compõe-se de oito textos, que foram dispostos respeitando os nomes dos autores em ordem alfabética.
Emílio Tenti Fanfani, em seu artigo Sentidos de la evaluación y opiniones de los docentes, descreve opiniões de docentes da América Latina sobre a avaliação. Trata do momento em que o docente deixa de ser somente sujeito ativo da avaliação e passa a objeto da mesma. Fala também de sua atitude em relação à avaliação como uma dimensão constitutiva do processo de ensino e aprendizagem, e ainda de funcionar como ferramenta de supervisão, controle e valorização dos trabalhadores da educação.
Esteban Tapella, em ¿Desarrollo o conservación del medioambiente?
Aprendizajes y desafíos futuros a partir de una experiencia en los Andes, Argentina, discute sobre maneiras de se alcançar o equilíbrio entre desenvolvimento sustentável e conservação e, ainda, sobre a necessidade de uma dimensão mais humana da conservação. Destaca a necessidade de se romper com paradigmas relacionados à gestão de áreas protegidas, bem como à idéia de que o crescimento econômico por si só erradica a pobreza.
José Francisco Bernardes e Pedro Antônio de Melo nos apresentam o texto Taxonomia para aplicação da gestão do conhecimento na administração pública e privada onde discutem os conceitos de aplicação de taxionomias para a análise da gestão do conhecimento na
APRESENTAÇÃO PRESENTÁCION
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Perspectivas em Políticas Públicas | Belo Horizonte | Vol. 1 | Nº. 1 | P. 19-25 | Jan/Jun 2008
sinergias entre essas técnicas ou práticas de continuidade do conhecimento podem estimular uma cadeia de agregação de valor em conhecimento e influenciar, positivamente, a promoção da capacidade de inovar e a competitividade nas instituições públicas e privadas na nova sociedade do conhecimento.
Marcelo Mina Dias, no artigo intitulado Políticas públicas de extensão rural e inovações conceituais:limites e possibilidades, traça uma linha de tempo em relação às políticas públicas de extensão rural; evidencia a necessidade de se repensar a função da extensão rural nos processos de desenvolvimento, através de um modelo participativo com envolvimento das respectivas entidades representativas; para isso apresenta questionamentos e conclusões extraídas do PENATER_ Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural.
Márcia Soares de Alvarenga, em seu artigo Movimentos sociais e poder local: limites e possibilidades dos Conselhos Participativos nas lutas pelo direito à educação, interroga em que medida o paradigma da democracia representativa, seguido pelos espaços participativos institucionalizados, em particular os Conselhos Municipais de Educação, têm criado novas condições à construção e concretização de políticas públicas educacionais. Para tanto, analisa alguns limites e desafios que afetam a dinâmica da participação institucionalizada, os conflitos e os sentidos em disputa na implementação das políticas educacionais que assegurem o direito à educação das classes populares,tendo como campo empírico de suas investigações um município localizado no leste metropolitano do Rio de Janeiro.
No artigo Políticas públicas e psicologia : Uma nova relação sob o paradigma democrático, Maria Coeli Simões Pires reflete sobre a responsabilidade do psicólogo nos arranjos das políticas públicas de recortes liberal e intervencionista, para, ao final, projetar a qualificação de sua presença em todo o ciclo das políticas públicas no Estado Democrático de Direito, na perspectiva de construção de consensos e de novas práticas reflexivas e autônomas, desafiadas por múltiplos dilemas, sob a égide de uma racionalidade discursiva e procedimental.
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Desarrollo: el vínculo entre la emergência, la rehabilitación y el desarrollo(VARD), relata algumas situações de cooperação internacional para intervenções de emergência, refletindo sobre a necessidade de se fortalecer as capacidades endógenas dos grupos sociais atendidos, com a promoção da participação local no desenho e na execução das intervenções, e tendo como referência a análise prévia das suas condições sócio-econômicas e político-culturais.
Rutila Maria Soares Gazzinelli Cruz e Maria Amarante Pastor Baracho, no texto Recursos humanos para o Estado do futuro ou um futuro para os recursos humanos do Estado?, consideram a gestão dos recursos humanos para a administração pública como uma dimensão estratégica da política pública. E, para instigar esta reflexão, partem de três indagações provocativas acerca da política de formação de gestores públicos para o Estado do futuro: recursos humanos para o Estado do futuro, ou um futuro para os recursos humanos do Estado? O que se espera de uma burocracia num contexto de mudanças velozes? Os recursos humanos públicos são uma estratégia para possibilitar mudanças?
Dois textos compõem a seção Ponto de Vista. O primeiro deles é Reforma do Estado em nova perspectiva _ Lições da experiência brasileira, no qual Frederico Lustosa da Costa defende a necessidade de se conduzir uma reforma com referência à análise estratégica, à "cartografia" das condições econômicas, sociais, políticas e culturais do país, bem como com a escuta das pessoas e o "concerto" de decisões coletivas. O outro texto é uma entrevista com a Auditora Geral do Estado (Minas Gerais), Dra. Maria Celeste Morais Guimarães, sobre o novo papel e a reestruturação da AUGE (Auditoria Geral do Estado de Minas Gerais), no bojo de um conjunto de medidas de natureza legal e administrativa para modernizar e dar eficiência ao serviço público mineiro.
Com a apresentação destes trabalhos, acredita-se ter ensejado aos leitores a oportunidade para uma consistente reflexão sobre políticas públicas e estar colaborando para a disseminação de informações atuais sobre esse tema, foco central deste periódico, bem como para a democratização dos conhecimentos adquiridos ou aprimorados pelos
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Perspectivas em Políticas Públicas | Belo Horizonte | Vol. 1 | Nº. 1 | P. 19-25 | Jan/Jun 2008
Fecham esta edição dois textos : Nominativa do Conselho Editorial com informações sintéticas sobre as qualificações profissionais do grupo de consultores ad hoc, internacionais e nacionais, que prestigiam a FaPP/CBH/UEMG com um trabalho de análise técnica e científica dos artigos encaminhados para publicação em Perspectivas em Políticas Públicas. Finalmente, é apresentado o "Guia para Colaboradores", com as informações para a publicação de textos neste periódico.
Este primer número de “Perspectivas en Políticas Públicas” sigue una secuencia lógica. En la parte introductoria se compone de dos textos:
Editorial, que evidencia la dirección editorial del periódico; Génesis de lo Periódico, que representa la intención del Comité Editorial de socializar el recorrido de idealización y construcción de este periódico, con informaciones de los objetivos específicos, el objeto y su foco. Después, en la segunda parte del periódico son destacados: Artículos, Punto de Vista y Calificación del Consejo Editorial. La sección Artículos se compone de ocho textos dispuestos según el orden cronológico de los nombres de los autores.
Emilio Tenti Fanfani, en su artículo Sentidos de la Evaluación y Opiniones de los Docentes, describe opiniones de docentes de América Latina cuanto a la evaluación. Trata sobre el momento en que el docente deja de ser solamente sujeto activo de la evaluación y pasa a objeto de la misma.
Habla también de su actitud en relación a la evaluación como una dimensión constitutiva del proceso de enseñanza y aprendizaje, al demás de funcionar como dispositivo de supervisión, control y valoración de los trabajadores de la educación.
Esteban Tapella, en ¿Desarrollo o conservación del medioambiente?
Aprendizajes y desafíos futuros a partir de una experiencia en los Andes, Argentina, aborda la discusión sobre como alcanzar el equilibrio entre desarrollo sustentable y conservación, más allá la necesidad de una dimensión más humana de la conservación. Destaca la necesidad de romper paradigmas en cuanto a la gestión de las áreas protegidas, así
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pobreza.
José Francisco Bernardes y Pedro Antônio de Melo nos presentan el texto Taxonomia para aplicacão da gestão do conhecimento na Administração pública e privada, en donde discuten los conceptos de aplicación de taxonomías para el análisis de la gestión del conocimiento en la administración pública y privada. Los autores buscan entender como las sinergias entre esas técnicas o prácticas de continuidad del conocimiento pueden estimular una cadena de agregación de valor en conocimiento e influenciar, de forma positiva, la promoción de la capacidad de innovar y la competitividad en las instituciones públicas y privadas en la nueva sociedad del conocimiento.
Marcelo Miná Dias, en artículo titulado Políticas públicas de extensão rural e inovaciones conceituais: limites e potencialidades, traza una línea de tiempo en relación a las políticas públicas de extensión rural, evidencia la necesidad de repensarse la función de la extensión rural en los procesos de desarrollo a través de un modelo participativo con el envolvimiento de las respectivas entidades representativas; para eso presenta cuestionamientos y conclusiones extraídas del PENATER - Política Nacional de Asistencia Técnica y Extensión Rural.
Marcia Soares de Alvarenga, en su artículo Movimentos sociais e poder local: limites e possibilidades dos Conselhos Participativos nas Lutas pelo direito a educação, interroga en qué medida el paradigma de la democracia representativa seguido por los espacios participativos institucionalizados, en particular los Consejos Municipales de Educación, ha producido nuevas condiciones a la construcción y concretización de políticas públicas educacionales. Con ese intento, analiza algunos límites y desafíos que afectan la dinámica de la participación institucionalizada, los conflictos y los sentidos en disputa en la implementación de las políticas educacionales que aseguren el derecho a la educación de las clases populares, usando como campo empírico de sus investigaciones un municipio en el este metropolitano del Rio de Janeiro.
En el artículo Políticas Públicas e Psicologia : Uma Nova Relação sob o
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responsabilidad del psicólogo en los ordenamientos de las políticas públicas de recortes liberal e intervencionista, para, al final, proyectar la calificación de su presencia en todo el ciclo de las políticas públicas en el estado democrático de derecho, en la perspectiva de construcción de consensos y de nuevas prácticas reflexivas y autónomas, desafiadas por múltiples dilemas, bajo la égida de una racionalidad discursiva y de procedimiento.
Ricardo Polasco en Las intervenciones con enfoque de desarrollo: el Vínculo entre la emergencia, la rehabilitación y el desarrollo (VARD), relata algunas situaciones de cooperación internacional para intervenciones de emergencia, con reflexión sobre la necesidad de fortalecer las capacidades endógenas de los grupos sociales atendidos, con la promoción de la participación local en el diseño y la ejecución de las intervenciones, usando como referencia el análisis previo de sus condiciones socioeconómicas, políticas y culturales.
Rutila Maria Soares Gazzinelli Cruz y Maria Amarante Pastor Baracho, en el texto Recursos Humanos para o Estado do futuro ou um futuro para os Recursos Humanos do Estado?, consideran la gestión de los recursos humanos para la administración pública como una dimensión estratégica de la política pública. A fin de instigar esa reflexión, parten de tres indagaciones provocativas acerca de la política de formación de gestores públicos para el Estado del futuro: ¿Recursos humanos para el Estado del futuro, o un futuro para los recursos humanos del Estado?
¿Qué se puede esperar de una burocracia en un contexto de transformaciones veloces? ¿Los recursos humanos son una estrategia que posibilita transformaciones?
Dos textos componen la sección Punto de Vista. El primer de ellos es Reforma do Estado en novas perspectivas _ Lições da experiência brasileira, en que Frederico Lustosa da Costa defiende la necesidad de considerar una reforma con referencia al análisis estratégico, a la “cartografía” de las condiciones económicas, sociales, políticas y culturales del país, así como con la escucha de las personas y el “concierto” de decisiones colectivas. El otro texto es una entrevista con la Auditora General del Estado (de Minas Gerais), Dra. Maria Celeste Morais Guimarães, acerca del nuevo papel y la
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Gerais) en el interior de un conjunto de medidas de naturaleza legal y administrativa para modernizar y posibilitar más eficiencia al servicio público minero.
Con la presentación de estos trabajos, se cree tener proporcionado a los lectores la oportunidad para una consistente reflexión sobre políticas públicas y estar colaborando para la diseminación de informaciones actuales sobre ese tema, foco central de este periódico, así como para la democratización de los conocimientos, adquiridos o perfeccionados a través de los autores, cuyos trabajos componen esta publicación.
Cierran esta edición, dos textos: Calificación del Consejo Editorial, con informaciones sintéticas sobre las calificaciones profesionales del grupo de consultores ad hoc, internacionales y brasileños, que prestigian a la FaPP/CBH/UEMG con un trabajo de análisis técnico y científico de los artículos enviados para publicación en “Perspectivas en Políticas Públicas”. Por fin, es presentado el Guía para los colaboradores, con las informaciones para la publicación de textos en este periódico. 25
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ARTIGOS
ARTÍCULOS
RESUMEN
En este artículo descríbense algumas opiniones y actitudes de docentes relativas a la evaluación en cuanto dimensión construtiva del proceso de enseñanza y aprendizaje y como instrumento de supervisión, control y valorización de los trabajadores de la educación. En la realización de la pesquisa se há podido contar com una muestra representativa de docentes de Argentina, Brasil, México, Peru y Uruguai. En primer lugar se analizan las concepciones de los maestros sobre la evaluación como componente estructural del trabajo en el aula. En su segundo momento, se analizan las opiniones de los docentes cuanto a las estrategias y procedimentos utilizados para la evaluación de su proprio trabajo. A finales, refléjase sobre los posicionamientos de los maestros acerca de la igualdad como valor social y la relación entre evaluación y legitimación de las diferencias. En esta perspectiva se puede concluir que las evaluaciones presentan un sentido instrumental, así como una utilidad política y técnica.
Palavras clave: Aprendizaje. Educación Básica. Escolarizacíon. Exclusion Social. Políticas de Inclusión.
EVALUATION MEANING AND TEACHERS' OPINIONS
ABSTRACT
This article describes teachers' opinions and attitudes concerning evaluation as part of the teaching-learning process and as a tool to supervise, control and value the educational workers. The subjects are teachers from Argentina, Brazil, Mexico, Peru and Uruguay. Firstly, the Emilio Tenti Fanfani ¹
¹ Sociólogo, profesor titular regular e investigador del CONICET en la Universidad de Buenos Aires. Coordinador del área de investigación del IIPE/UNESCO, Buenos Aires.
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Emilio Tenti Fanfani ¹
teachers' concepts about evaluation as a structural component of a classroom are analyzed. Then, this study analyzes the teachers' opinions about the strategies and procedures used in the evaluation of their own work. Finally, it focus on the position of the teachers about equality as a social value and about the relationship between evaluation and the legitimizing of the differences. It concludes that evaluations can be seen as a political and technical tool.
Keywords: Basic Education; Educational Exclusion; Political of Issues;
Schooling and Learning.
1. LAS PALABRAS Y LAS COSAS DE LA EVALUACIÓN
El discurso de la evaluación pareciera ocupar un lugar central en el discurso de la política educativa moderna. Todo tiene que ser evaluado.
No solo los aprendizajes, sino también los docentes, los insumos y procesos pedagógicos, la gestión, las instituciones, así como las políticas, programas y proyectos. Evaluar es “lo políticamente correcto”, para algunos al menos. Sin embargo, existe una cierta ingenuidad en creer que evaluando se soluciona la mayoría de los problemas de la educación.
En las notas que siguen se relaciona la evaluación con la experiencia y la opinión de los docentes. Después de todo, evaluar a través del examen fue un dispositivo sistemáticamente utilizado por todos los docentes desde el origen del oficio. Sin embargo este dato tiende a ser olvidado por cierto discurso contemporáneo acerca de la evaluación. Pero además de evaluador, el docente siempre fue un objeto evaluado. En tanto que funcionario de una organización burocrática, fue objeto de procesos y dispositivos de observación, inspección y supervisión sistemáticos e institucionalizados.
En este artículo se describen algunas opiniones y actitudes de los docentes en relación con la evaluación como dimensión constitutiva del proceso de enseñanza aprendizaje y como dispositivo de supervisión, control y valoración de los trabajadores de la educación.
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2. LA ESCUELA BAJO SOSPECHA
Durante los últimos años, por una serie de circunstancias complejas, los sistemas educativos (es decir, los docentes y las instituciones) ya no son sólo los sujetos activos de la evaluación, sino que ahora son también objeto de evaluación. ¿Qué es lo que explica que esta vieja institución que desde siempre hace un uso intensivo de la evaluación y el examen, ahora se haya convertido en objeto de observación y valoración? ¿Qué es lo que justifica que luego de tantas evaluaciones a las que son sometidos los alumnos desde que entran hasta que salen de determinado nivel educativo sean nuevamente objeto de examen, esta vez por instancias extraescolares (los Ministerios de Educación, Institutos Internacionales, Entes autónomos, etc.) generalmente ubicados en el ámbito del servicio público?
A primera vista es tentador decir que el sistema educativo es examinado porque existe una sospecha². En otras palabras, la institucionalización generalizada (en todo el mundo desarrollado y en la mayoría de los países de América Latina) de sistemas nacionales de evaluación está indicando que "la sociedad" (ciertos y determinados actores sociales representativos y poderosos) desconfía de lo que hace y produce el sistema educativo (incluso sus propios exámenes). Todo parece indicar que sobre el sistema educativo planea una sospecha que puede expresarse del siguiente modo: no existe necesariamente una correspondencia entre el conocimiento y las competencias efectivamente desarrolladas en los alumnos y los certificados, diplomas o títulos efectivamente distribuidos por las instituciones escolares. De allí el desarrollo de las políticas e instituciones especializadas en "evaluar la calidad de la educación" efectivamente alcanzada por los alumnos que pasan por la escuela.
En este contexto no debería extrañar que los propios agentes escolares (en proporciones variables, según las circunstancias) se hayan sentido (y
² Esto marca una ruptura en el desarrollo de los sistemas escolares en casi todos los países de Occidente. No está demás recordar aquí, que por una serie de razones, la escuela era una institución “sagrada”, un “templo” que estaba más allá de toda sospecha.
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todavía se sientan) un tanto incómodos frente a este tipo de políticas que ponen un manto de duda sobre lo que ellos hacen y producen cotidianamente en sus aulas. De hecho, en casi todos los países, los programas de evaluación de la calidad no recibieron la aceptación inmediata de los docentes y menos aún de los docentes organizados en las organizaciones sindicales.
En las notas que siguen aportamos algunos elementos de información y análisis relacionados con las actitudes de los docentes respecto a la cuestión de la evaluación. Para ello, subsumiremos la cuestión en el tema más general de la "diferenciación, ordenamiento, clasificación y jerarquización" como dispositivos que operan en forma implícita y explícita en todos los campos de la vida social y que tienen sus implicaciones políticas y culturales bien precisas. Para realizar este análisis haremos uso de los datos producidos en el contexto de la aplicación de un cuestionario a muestras representativas de docentes de Argentina, Brasil, México, Perú y Uruguay³. Este contiene varios items relacionados con el tema que aquí nos interesa y los resultados nos permiten obtener un primer panorama (necesariamente incompleto) acerca de las diversas posiciones que se manifiestan en el cuerpo docente de los países analizados. En primer lugar se analizan algunas orientaciones que los docentes manifiestan hacia la evaluación como un componente estructural de su trabajo en el aula. En un segundo momento se analizan sus opiniones en cuanto a las estrategias y procedimientos que se usan para evaluar su propio trabajo (el docente evaluado). Por último se discuten algunas posiciones de los docentes frente a la temática general de la igualdad como valor social y la relación entre evaluación y legitimación de diferencias.
3 El programa de estudios "Profesionalización de los docentes en América Latina" se lleva a cabo en el IIPE/UNESCO, en su sede de Buenos Aires. Al presente se han producido cinco informes nacionales (Argentina, Brasil, México, Perú y Uruguay). También puede consultarse el libro de Emilio Tenti Fanfani, “La condición docente. Análisis comparado de la Argentina, Brasil, Perú y Uruguay” (Siglo XXI, Buenos Aires, segunda edición 2007). Las bases de datos fueron construidas a partir de la aplicación de un cuestionario a muestras representativas nacionales de docentes de primaria y secundaria que trabajan en el ámbito urbano (Argentina, Brasil y Uruguay) y urbano y rural (México y Perú).
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3. EL DOCENTE COMO EVALUADOR
La historia enseña que el examen y la evaluación fueron herramientas sistemáticamente utilizadas por la escuela moderna (es decir, la escuela que surge y crece con el estado capitalista moderno). No hay institución que examine (en el doble sentido de observar, medir y también valorar) más intensivamente que la escuela. Y esto por lo menos por dos razones fundamentales:
a) La primera es estructural y se asocia con el carácter graduado que tiene la apropiación del conocimiento. La cuestión es relativamente simple: hay ciertas cosas que hay que aprender primero para aprender otras (generalmente más complejas) después. La racionalización de la pedagogía institucionalizó determinadas técnicas de examen para controlar la progresión del aprendizaje de los alumnos.
b) La segunda tiene que ver con un dato fundamental, característico del sistema escolar moderno, por lo general, controlado por el Estado.
Esta escuela no solo se propone desarrollar conocimientos en las personas, sino que también distribuye credenciales, es decir, documentos públicamente reconocidos (los famosos títulos) que certifican que el poseedor de los mismos ha incorporado determinados conocimientos, valores y competencias. El examen es un prerrequesito de los títulos o certificados públicos (garantizados por el Estado) que distribuyen las instituciones escolares (sean de carácter público o privado).
La evaluación es un aspecto particularmente problemático de la dimensión pedagógica del trabajo docente . Ello puede deberse al hecho 4
de que esta operación requiere el dominio de un conjunto de competencias técnicas relativamente complejas que requieren un
4 Cuando se interroga a los docentes acerca del grado de dificultad de algunas tareas que realizan, el evaluar es un problema para poco más de un quinto de los docentes argentinos (21%). Este porcentaje es más bajo (13.7%) entre los maestros mexicanos. Pero es sintomático que "el tiempo disponible para corregir cuadernos, trabajos, etc." constituya el problema más frecuentemente señalado como tal por los docentes (66.1% de los argentinos, 65% de los brasileños y 79.3% de los uruguayos).
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aprendizaje permanente. Por otra parte la evaluación lleva tiempo y tiene un aspecto rutinario que requiere un esfuerzo particular. Muchos docentes manifiestan que es escaso el tiempo que tienen para realizar tareas de corrección de exámenes, cuadernos, etc. Sin embargo, cuando se les ofrece tiempo adicional de trabajo, pocos lo emplearían en realizar actividades de evaluación. Por último, no hay que olvidar que la evaluación por su naturaleza (estructuralmente arbitraria) y función (acreditación, asignación de premios y castigos, clasificación y jerarquización de los alumnos, etc) tiene implicaciones fuertemente conflictivas, tanto en relación con los alumnos como con sus familias.
Otra prueba de que la evaluación es un desafío de cierta relevancia para los trabajadores de la educación lo constituye el hecho de que cuando se les ofrece a los docentes una lista de actividades que ellos preferirían realizar si se les otorgara más horas rentadas (si se les extendiera el tiempo pago para su actividad docente), las tareas de "corrección de exámenes, cuadernos, trabajos, etc." es elegida por una exigua minoría de docentes (17% de los docentes argentinos y sólo 6.4% de los peruanos).
Este resultado es sintomático, más aún si se tiene en cuenta que ellos mismos señalan que el tiempo asignado a este tipo de tarea resulta el problema más frecuentemente señalado como tal por los docentes. Es evidente que tomar exámenes, corregir pruebas, revisar tareas, etc. no es una dimensión particularmente interesante para la mayoría de los docentes.
Es probable que las fuentes de dificultad que genera la actividad de evaluación sean diversas. Algunas tienen un componente técnico (evaluar requiere el dominio de teorías del aprendizaje, estrategias metodológicas e instrumentos técnicos precisos, etc.). Por otra parte no cabe duda de que la evaluación tiene un claro componente "político"
(supone una clasificación, un ordenamiento, una valoración, una jerarquización, etc.) que tiene un alto potencial conflictivo, dadas las consecuencias que tiene en la carrera escolar y la misma biografía de los alumnos y sus familias.
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4. EL DOCENTE COMO OBJETO EVALUADO
Pero el docente no solo es un "evaluador sistemático y profesional", sino que también es, por decirlo así, un objeto evaluado, tanto por sus superiores jerárquicos (directores, supervisores, etc.) como por el sistema educativo como tal (Instancias nacionales de evaluación de la calidad docente). La evaluación de los docentes tiende a instalarse en la agenda de política educativa de la mayoría de los países latinoamericanos. Dadas las implicaciones laborales de esta práctica, es un tema que interesa y preocupa a los líderes y militantes de la mayoría de los sindicatos docentes.
El propio sentido común indica que no es fácil "evaluar al evaluador". En todos los países existen regulaciones y dispositivos que conforman un sistema de evaluación de los docentes. Esta evaluación determina el lugar que ocupan los docentes en la estructura ocupacional del sistema educativo y por lo tanto contribuye a definir el salario, carrera, etc.
La mayoría de docentes del cono sur de América Latina (Argentina, Brasil, Perú y Uruguay) al igual que mexicanos está disconforme con los mecanismos vigentes de evaluación de su trabajo. Los más disconformes son los peruanos (75.1%), mientras que en México está en desacuerdo la mitad (50.4%), mientras que 42.4% acuerda con los mecanismos vigentes de evaluación docente. En la Argentina el desacuerdo es la posición sostenida por el 47.1% de los docentes. Por lo tanto, más allá de las mayorías relativas, los datos muestran que, a excepción del caso de Perú, esta cuestión polariza fuertemente las opiniones de los docentes.
Cuando se le pregunta a los docentes por los criterios a tener en cuenta, en general todos incluyen (con diversas valoraciones) la evaluación periódica de su trabajo, junto a otras dimensiones más tradicionales. El problema surge cuando se trata de construir un consenso acerca de los mecanismos (exámenes, pruebas, observaciones, tests, etc.) y agentes que participan en su evaluación. Como el educativo es un sistema todavía fuertemente burocratizado y jerárquico, las autoridades formales (directores de establecimientos y supervisores) son las únicas instancias que una mayoría absoluta de docentes reconoce como agentes legítimos
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de su propia evaluación. Es probable que para introducir nuevos sistemas y sobre todo, nuevos agentes (la comunidad escolar, representantes de organizaciones locales, etc.) en los procesos de evaluación de la calidad del trabajo docente haya que introducir primero reformas en los modelos de trabajo y de organización de las instituciones escolares.
Por otro lado es preciso reconocer que resulta simplista creer que se puede medir y evaluar la calidad del docente mediante la aplicación de un instrumento en un momento determinado del tiempo. Mas difícil aún es medir el impacto específico del trabajo del docente sobre la subjetividad de los alumnos. En realidad se trata de efectos múltiples y en muchos casos, diferidos en el tiempo. En muchos casos solo en la vida adulta los individuos toman conciencia de los efectos (positivos o negativos) que han tenido ciertos docentes sobre ellos. Por otro lado, en gran parte, el trabajo docente tiene mucho de performance (en este sentido se parece mucho al trabajo del actor de teatro) ya que su finalidad n o e s e l a b o r a r u n p ro d u c t o ( q u e p u e d e s e r e v a l u a d o independientemente del proceso de su producción). En efecto, ¿cómo medir la pasión, la emoción, el interés o la motivación por el conocimiento o la cultura que puede suscitar un docente sobre un grupo de alumnos?
La complejidad del trabajo docente obliga a ser muy prudentes a la hora de definir estrategias y mecanismos de evaluación de su trabajo. En realidad habría que multiplicar las estrategias evitando de medir “efectos simples” y de este modo establecer jerarquizaciones parciales y por lo tanto totalmente arbitrarias. De todas maneras y cualquiera sea el caso, siempre es aconsejable que las políticas de evaluación de los docentes sean definidas con la participación protagónica de los propios profesionales de la educación. Son ellos mismos, haciendo uso de su propia autonomía profesional quienes están en mejores condiciones de definir las reglas y principios que hay de determinar la valoración de su propio trabajo.
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5. EVALUACIÓN, DIFERENCIACIÓN Y DESIGUALDAD
Evaluar consiste en establecer un orden, una jerarquía. En este sentido resulta interesante interrogarse acerca de la legitimidad que tiene esta idea general en el cuerpo docente. Para aproximarnos a ella podemos recurrir al análisis de las respuestas dadas por los docentes a dos cuestiones conceptualmente asociadas.
La primera tiene que ver con la idea misma de establecer diferenciaciones salariales con el fin de premiar a "los mejores docentes".
La pregunta, a primera vista, puede parecer ingenua, o incluso obvia si fuera planteada a una muestra de profesionales tradicionales, tales como médicos o abogados. Es probable que la mayoría de estos encuestados hubiera respondido positivamente a la pregunta ¿"Usted cree que habría que encontrar los mecanismos adecuados para que los mejores ingenieros ganen más que los demás"?. Sin embargo, esta pregunta no tuvo una respuesta consensuada entre los docentes de los países aquí examinados. Por el contrario, en todos los casos se manifiesta una cierta polarización de las opiniones acerca de esta cuestión. En un extremo está el caso de México, donde una mayoría absoluta (68.7%) responde negativamente a la pregunta planteada. En el otro extremo están los maestros peruanos y brasileños donde el 69% y el 52.7%
respectivamente responden afirmativamente a la cuestión. En Argentina y Uruguay el tema divide fuertemente al cuerpo docente. En la Argentina la mayoría relativa (44.3%) responde afirmativamente mientras que en Uruguay la mayoría relativa (45.8%) se opone.
Otra variable cuyo comportamiento puede ayudar a comprender las resistencias al establecimiento de diferencias salariales entre los docentes es la que tiene que ver con el valor que los mismos asignan a la igualdad (frente a la libertad). En efecto, el cuestionario propone a los docentes que opten entre estos dos valores. Los datos indican que en todos los países se manifiesta una preferencia por la igualdad. Cabe destacar que es en Brasil y en México donde esta tendencia es más marcada (74.5% y 64.2% respectivamente).
Esta predisposición a valorar la igualdad tiene un significado particular
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en un contexto histórico social signado por el incremento de las desigualdades en la distribución de bienes y recursos tan estratégicos como la riqueza, los ingresos y el poder. Desde este punto de vista, los docentes constituyen una categoría social que se opone y resiste a las políticas públicas que producen desigualdades.
Pero esta actitud también puede estar asociada con las resistencias que se presentan en proporciones significativas de docentes al establecimiento de diferenciaciones salariales en función de criterios de calidad del trabajo profesional de los docentes. Cabe tener en cuenta que el estatuto mismo de este oficio, que se desarrolla en contextos institucionales muy estructurados, con una matriz histórica de tipo legal burocrático no favorece el establecimiento de criterios que favorezcan las diferenciaciones en las recompensas materiales en función de calidad del desempeño (que se miden mediante evaluaciones). Al respecto, cabe recordar que en estos contextos todavía tiene cierta vigencia el clásico principio "a igual trabajo igual remuneración" que regía en las ocupaciones asalariadas.
6. EL BUEN USO DE LAS EVALUACIONES
El campo del debate sobre la evaluación pareciera estar organizado alrededor de dos polos típicos. Por una parte están los defensores de una especie de igualitarismo formalista. Este es el caso de aquellos que se niegan a medir y evaluar porque éste operativo tiene como efecto una 5
objetivación de las diferencias. Desde una perspectiva burocrática, los poseedores de los mismos títulos y certificados escolares son iguales, es decir, son intercambiables. El título, como capital cultural institucionalizado y garantizado por el Estado es igualador, y en cierta medida oculta las diferencias reales que caracterizan a sus poseedores.
Las evaluaciones de rendimiento ponen al descubierto unas diferencias (en competencias, conocimientos, actitudes, etc.) que los títulos y certificados ocultan.
5 Vale recordar aquí que medir es una cosa, evaluar es otra. Esto último consiste en formular un juicio de valor acerca del resultado de las mediciones.
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Por lo anterior, algunos sostienen que las evaluaciones de rendimiento tienen que servir para formalizar y hacer públicas esas diferencias entre individuos (o instituciones) que antes tenían sólo una existencia "de hecho" y no de derecho. Esta concepción se basa que el simple hecho de medir y hacer públicas las desigualdades tiene un efecto positivo en la medida en que provee información tanto a los proveedores del servicio como a los usuarios ("consumidores") del mismo. Sin embargo cuando los resultados de las evaluaciones de individuos o instituciones se hacen públicas y se usan para establecer rankings "oficiales", se produce un operativo de construcción social. El reconocimiento público y formal de las diferencias, agrega su propia fuerza específica a esas diferencias reales.
Una estrategia alternativa consiste en desplegar mecanismos que permitan conocer tanto las desigualdades como la lógica de su producción pero no para establecer rankings sino para usar ese conocimiento para contrarrestar los factores que producen y reproducen las desigualdades, (en el salón de clases o en la calidad del trabajo del docente). Desde esta perspectiva, las evaluaciones no valen en sí mismas, sino que tienen un sentido instrumental y una utilidad político-técnica.
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