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Eficiência de soluções de hipoclorito de sódio e Iodóforo na redução de Staphylococcus aureus isoladas durante o processamento de queijo tipo mussarela

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ANAIS DO XVIII CONGRESSO NACIONAL DE LATiCíNIOS

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EFICIÊNCIA DE SOLUÇÕES DE HIPOCLORITO DE SÓDIO E IODÓFORO NA

REDUÇÃO DE

STAPHYLOCOCCUS A UREUS

ISOLADAS DURANTE O

PROCESSAMENTO DE QUEIJO TIPO MUSSARELA

Efficiency of solutions of hypochlorite of sodium and iodophor in the reduction of

isolated

Staphy/ococcus aureus

during the processing of cheese type mozzarella

N ICOLAU, E. S.l; KUAYE, A. Y.2; M ESQU ITA, A. J . l ; OLIV E I RA, A. N . l RESUMO

Para avaliar a eficiência do hipocl orito de sódio e do iodóforo na redução de S. aureus, durante o processamento de queij o mussarela foram utilizados os métodos do disco de papel INCQS ( 1 985), e Suspensão da AOAC - 960-09 ( 1 995). No método do disco de papel, o hipoclorito de sódio foi avaliado nas concentrações de 1 1 , 23, 1 1 8 e 590 mg/I. Observou-se que nas concentrações de 1 1 e 23 mg/l, o hipoclorito não mostrou nenhuma eficiência na redução de S. a u reus e nas concentrações de 1 1 8 e 590 mg/l a redução foi de 25,8 % e 29,0 % , respectivamente, com tempo de contato de 24 h oras. O iodóforo foi diluído nas concentrações de 3 1 , 40, 200 e 1 .000 mg/l, sendo que nas concentrações de 3 1 e 40 mg/l não houve nenhuma redução, entretanto nas concentrações de 200 e 1 .000 mg/l as reduções foram iguais ou seja, 68,2% nas duas. No método de suspensão da AOAC, as concentrações do hipoclorito foram de 4, 8, 1 2,0 e 24,0 mg/l,

1 Professor do Depto. Medicina Veterinária. Escola de Veterinária - UFG. 2 Professor da Faculdade de Engenharia de Alimentos - UNICAMP

3 Correspondência: Centro de Pesquisa em Alimentos/EV/UFG. Caixa Postal 131 . 740001 -970 - Goiânia, GO. E-mail: [email protected]

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com tempo de contato de 30 e 60 segundos. Os resultados mostraram que este sanitizante mostrou eficiência a partir da concentração de 1 2,0 mg/l com tempo de contato de 60 segundos e na concentração de 24,0 mg/l com tempo de contato de 30 e 60 segundos. O iodóforo foi usado em concentrações de 3 1 , 40 e 1 00 mg/l com tempo de contato também de 30 e 60 segundos. Os resultados mostraram eficiência somente na concentração de 1 00 mg/l e tempo de contato de 30 ou 60 segundos de contato.

1. INTRODUÇÃO

Dentre os al i mentos de elevado valor nutritivo, o leite e seus derivados destacam-se como dos mais completo s , pri ncipalmente, considerando-se o equilíbri o qualitativo e quantitativo de seus componentes. Entretanto, é necessário que estes produtos sejam obtidos e manipulados em condições higiênico-sanitárias adequadas (Vianni, 1 986).

Em decorrência d o proces s o de i nter­ nacionali zação da economia, o setor leiteiro bras ileiro vem p assando por vári as trans­ formações, desde a melhoria da qualidade do leite na fazenda, colheita e transporte do leite refrigerado a granel.

Nos últimos anos, verificou-se em nosso meio, especialmente no Estado de Goiás, uma rápi da propagação das indústrias produtoras de queijo mussarela principalmente em pequenas queijarias instaladas em municípios do interior do Estado. Estas queij arias trabalham com um pequeno número de operários que, em geral, "têm pouca ou nenhuma orientação sobre as B oas Práticas de Manufatura ( B PM ) de ali mentos (Mesquita, 1 9 88).

As diferenças nos padrões de qualidade apresentados pelas diferentes categorias de estabel ecimentos produtores de alimentos , p o dem ser red uzidas com as propos tas , mandatórias ou não, de utilização de sistemas de qualidade baseados nas B oas Práticas de Manufatura e Padrões de Procedimentos Operacionais de Sanitização.

Em função da i mportância econômica e social da indústria queijeira para o Estado de Goi ás e, particularmente, do queijo mussarela, propôs-se o p resente estudo que teve como objetivo maior avaliar as condições higiênico­ sanit árias do processamento deste produto, elaborado em estabelecimentos de três categorias distintas na Região de Goiânia-GO, através do monitoramento de pontos críticos de contaminação microbiana, em particular, por S. a ureus.

A adoção de práticas higiênicas corretas e o emprego adequado de agentes de l i mpeza e Pág. 1 02

Sanitização são consideradas medidas fundamentais para obtenção de um produto alimentício de boa qual idade. A higiene, fator fun damental n a produção d e qualquer tipo d e alimento, também requer certos cuidados específicos para que se garanta a qualidade do produto desde a matéria­ prima, e o seu processamento até o ponto de venda. Num mercado competitivo, o menor erro pode ser fatal diante de um consumidor cada vez mais exigente com o produto que adquire. De modo geral, as indústrias de laticínios têm procurado melhorar cada vez mais os processos de higienização de suas instalações. As empresas estão tomando consciência de que o inves­ timento em pessoal capacitado e novas tecno­ logi as para higienização não é prej uízo e sim lucro a curto prazo (Anônimo, 1 999).

Na saúde pública, o leite ocupa lugar de destaque em nutrição humana. Contudo, ao lado da i n d is c ut ível qual i d ade i n trín seca. há o permanente risco do leite servir como veiculador de microrganismos patogênicos ou de ser alvo de fraudes durante o processamento. O controle higiênico-sanitário dos rebanhos e da ordenha é fundamental para se garantir a composição ideal do leite e reduzir o risco de transmissão de agentes de doenças (Oliveira, 1 999).

Nos últimos anos, tem-se observado uma série de notícias e reportagens ligadas ao aspecto segurança alimentar e o que se tem visto não é nada animador. São matérias mostrando que os produtos l ácteos, especial mente o leite e o queij o , revel am-se com contaminações por coliformes fecais, indicadores de sérios problemas na higiene e no processo, e por bactérias que causam intoxicação alimentar, como o S. aureus (Robbs, 1 999).

Os principais fatores que contribuem para os surtos de doenças de origem alimentar, são a temperatura i nadequada de armazenamento, tempo e temperatura de cozimento incorretos, matéri a-prima de qual i dade insat i s fatóri a, equipamentos e utensílios contaminados e más condições h i giêni cas dos manipulad ores . S uperfícies de equipamentos e utensílios que

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entram em contato com alimentos durante o processo de i n d ustriali zação n ão devem contaminar ou aumentar o número de microrga­ nismos, sej am alteradores ou p atogênicos (Zottola, 1 994).

As operações de limpeza e sanitização na indús tria de ali mentos contribuem de forma importante no controle h igiênico-san itário e assim n a qualidade do produto final (Kuaye, 1 9 9 6 ) .

A sanitização é o processo d e tratamento de superfícies que destroi as células vegetativas de microrganismos patogênicos e reduz o número de outros microrganismos a um nível seguro à saúde (Kuaye, 1 996).

A indústria de alimentos deve dispor de técnicas microbiológicas que avaliem adequa­ damente os sanifi cantes usados nos p roce­ d i mentos de higieni zação de equip amentos, utensílios, ambiente, paredes , pisos, tetos e manipuladores, entre outros (Andrade, 1 996).

Diversos fatores influem na eficiência dos sanitizantes, tais como a temperatura, o pH e, princ i p al mente, o tempo d e expos i ção e a concentração das soluções (Andrade, 1 996).

Os equipamentos e uten sílios mau higienizados, a qualidade da matéria-prima e o pessoal que manuseia o produto são sem dúvida, as principais fo ntes de contami n aç ão dos alimentos (Andrade, 1 985).

A prevenção da intoxicação estafilocócica pode s er alcançada pelo c ontrole d a conta­ minação de alimentos medi ante práti cas adequadas de higiene e sanitização industrial, principalmente, no que concerne à manipulação dos produtos (Leitão, 1 9 88).

As indústrias de alimentos têm sofri do profun das transformações nos últimos anos . As empresas estão cada vez mais convictas que são necessárias mudanças na forma de trabalho e, principalmente, na mentalidade das pessoas. A qualidade precisa ser analisada como uma questão de sobrevivência das indústrias, que a cada dia enfrenta consumidores mais exigentes e concorrentes que desafiam novos mercados (Tronco, 1 99 7 ) .

Sem garantir a qualidade d e seus produtos, não há empresa que consiga sobreviver num mercado competitivo, como é o caso do setor de alimentos e particularmente o de laticínios. Além disso, cada vez mais os consumidores estão conscientes de seus direitos e exigem produtos de qualidade superior. Daí que hoje se pode di zer que a qualidade está diretamente ligada à satisfação do consumidor (dos Santos, 1 9 9 6 ) .

2 . MATERIAL E MÉTODOS

2 . 1 . Aval i a ç ã o d o efe i t o d e sanitizantes quím icos sobre cepas de StaphylococcllS a llrellS is o l a das do p rocessamento d e q u e ij o m u s s a r e l a

Foram avaliados dois saniti zante (um a base de cloro e outro de iodo) em diferentes concentrações empregando-se o método de - suspensão AOAC 960-09 ( 1 995) e o método

do disco de papel - INCQS ( 1 985).

2 . 1 . 1 . Método do dis c o de p ap e l - 1NCQS (1985)

Este método, semelhante a um antibiograma, consiste do contato de discos de papel absorvente e embebido em solução sanitizante com culturas de S. aureus inoculados em meio agar casoy com 0,6% de extrato de levedura. Incubou-se a 37° C por 24 horas. A solução sanitizante foi considerada eficiente quando ocorreu a formação de um halo ao redor do disco com o sanitizante, o qual indicou a inibição do crescimento.

2. 1.2. Método de Suspensão - AOAC 960.09 (1995) Foram utilizadas quatro cepas, sendo duas de ori gem p rovável h u mana sendo uma produtora de enterotoxÍna "A" e a outra "B", e duas de origem provável bovina sendo uma que produzia enterotoxína "A" e a outra "B". Cada cepa foi submetida ao teste usando três diluições diferentes ( 1 :250; 1 : 1 00 e 1 :50), com tempo de contato de 30 e 60 segundos em cada diluição. Para cada sol ução diluida, foi determinada a concentração de CRT (cloro residual total, em ppm) e o seu respectivo pH.

As soluções de sanitizantes utilizadas nos testes foram as que estavam sendo utilizadas pelas indústrias onde foram processados os queijos mussarela, os quais utilizavam os sanitizantes segundo instruções prescritas pelos fabricantes, respeitando-se a con centração i n d i c ada no rótulo da e mbalagem do p roduto comercial . O s produtos comerCIaIS também foram submetidos a testes (A . O . A . C, 1 9 90) nos l aboratórios d o C PA, c o m o obj etivo de se verificar os percentuais de cloro e iodo. 3. RESULTADOS E DIS C USSÃO

3 . 1 . Avaliação do efeito de sanitizantes químicos sobre cepas de Staphylococcus allrellS

I n i c i a l m e n t e , é i m p o r t a n t e d e s t acar que o s res ul tados das determi nações das Pág . 1 03

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concen trações de cloro ativo nos produtos comerciais revelaram valores muito inferiores aos descritos nos rótulos. Em alguns casos foram obtidas concentrações do princípio ativo de 0, 1 2% e 0,59%, sendo os valores declarados no rótulo de 7% e 1 0%, respectivamente. Por estes dados e devido a falta de controle deste parâmetro nas indústrias, pode-se deduzir que os processos de sanitiz aç ão na maioria dos es tabeleci mentos n ão o ferecem a mínima segurança para a finalidade desejada e que as recomendações da Inspeção Federal , para a utili zação de soluções com con centrações variando entre 1 00 e 200 mg/l de Cl2 nos processos de higienização não são, na prática, atendidas (A. O. A. C. 1 990).

3 . 2 . S e n s i b i l i d a d e d e cepas de S. a ll r e llS frente a s a n i ti z a ntes q u ím i cos Método do d isco

Na Tabela 1 são apresentados os resultados da avaliação de sanitizantes sobre cepas de S. a u re us produtoras ou não de en terotoxi nas isolad as durante o process amento de queij o muss arela, utilizando-se o método do disco preconizado pelo INCQS ( 1 985).

Os dados obtidos revelam a variabilidade do teste e portanto a incerteza qu anto a sua eficiência na avaliação da ação dos sanitízantes usados frente as cepas de S. aureus isoladas ao longo do processamento de queij o mussarela. Pelos dados da Tabela 1, pode-se verificar que somente na concentração de 1 1 8 mg/l de hipoclorito de sódio o sanitizante revelou uma certa ação s obre as cepas aval iadas . Comportamento semelhante se observou com o emprego de sol uções de io dóforos, onde s omente a p artir de 200 mg/l os testes

apresentaram efeito pOSItIVO d o saniti zante sobre os microrganismos.

3.3. Eficiência d e sanitiz an tes s ob r e cepas de S. allrellS produtoras de enterotoxinas -m é todo de suspensão da aoac.

Nl Ta bela 2 , s ão apresentados os resultados dos testes para avaliação da eficiência de soluções de hipoclorito de sódio na redução da população de S. a u re us produtoras de enterotoxinas, duas de origem provável humana e duas de origem provável bovina, no proces­ samento de queijo mussarela utilizando o método de suspensão da AOAC ( 1 995). Este método, prec o n i z a que a ação d o saniti zante deve promover a red ução de no mínimo 9 9 , 9 9 9 % (5 ciclos log) d e uma população conhecida de S. a u re u s .

Os resultados mostram que as soluções de hipoclorito de sódio em concentração de 4,8 mgll de cloro ativo não apresentaram a eficiência desej ad a c ontra nenhuma das quatro cepas testadas, utilizando-se 30 e 60 segundos o tempo de contato. Para soluções de hipoc1orito de sódio em concentração de 1 2,0 mgll os resultados foram variados, em função do tempo de contato, sendo que para um tempo de 30 segundos em duas entre quatro cepas não se obteve a eficiência desej ada. O emprego de soluções sanitizantes em concentração de 24,0 mg/l mostrou resul­ tados satisfatórios em todos os testes , com redução da população de S. a u re us superior a 99,999 % . Por estes resultados gerais, pode-se recomendar que soluções de hipoclorito de sódio, para serem efetivas contra cepas de S. a u re us , deveriam ser utili zadas em concentrações s u peri ores a 24,0 mg/l nos p rocessos de higienização das indústrias estudadas.

Tabela 1 Eficiência de soluções Sal1ltlzantes sobre cepas de S. a u re u s produtoras ou não de enterotoxinas, isoladas durante o processamento de queijo tipo mussarela, segundo método do INCQS ( 1 985). de 1 :500 1 1 70 00,0 Sódio (NaOCl) 1 :250 23 9,20 70 00,0 0,59% 1 :50 1 1 8 9,93 3 1 25,8 (24:00 h) 1 : 1 0 590 10,35 3 1 29,0 Iodóforo 1 ,0% 1 :320 3 1 3,52 70 00,0 (24:00 h) 1 :250 40 3,39 70 00,0 1 :50 200 3,20 22 68,2 1 : 10 1 .000 2,95 22 68,2 Pág. 1 04

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Tabela 2 - Eficiência de soluções de hipoclorito de sódio sobre cepas de S. aureus produtoras de

enterotoxinas e origem provável humana ou bovina, isoladas durante o processamento de queijo tipo mussarela, segundo Método AOAC 960.09 ( 1 995).

1 :250 4,8 9,25 30 < 99,999 4,8 9,2.-5 30 < 99,999 4,8 9,25 60 < 99,999 cepa 1 1 : 1 00 1 2,0 9,59 30 99,999 + ent. "A"/hum. 1 2,0 9,59 30 99,999 + 1 2,0 9,59 60 > 99,999 + 1 :50 24,0 9,95 30 > 99,999 + 24,0 9,95 30 > 99,999 + 24,0 9,95 60 > 99,999 + 1 :250 4,8 9,20 30 < 99,999 4,8 9,20 30 < 99,999 4,8 9,20 60 < 99,999 cepa 2 1 : 100 1 2,0 9,56 30 < 99,999 Ent. "B"/hum 1 2,0 9,56 30 99,999 + 1 2,0 9,56 60 > 99,999 + 1 :50 24,0 9,90 30 > 99,999 + 24,0 9,90 30 > 99,999 + 24,0 9,90 60 > 99,999 + 1 :250 4,8 9,25 30 < 99,999 4,8 9,25 30 < 99,999 4,8 9,25 60 < 99,999 cepa 3 ent. "A"!bov. 1 : 100 1 2,0 9,59 30 < 99,999 1 2,0 9,59 30 < 99,999 1 2,0 9,59 60 99,999 + 1 :50 24,0 9,80 30 > 99,999 + 24,0 9,80 30 > 99,999 + 24,0 9,80 60 > 99,999 + 1 :250 4,8 9,25 30 < 99,999 4,8 9,25 30 < 99,999 4,8 9,25 60 < 99,999 cepa 4 1 : 100 1 2,0 9,59 30 99,999 + ent. "B"!bov. 1 2,0 9,59 30 99,999 + 1 2,0 9,59 60 99,999 + 1 :50 24,0 9,85 30 > 99,999 + 24,0 9,85 30 > 99,999 + 24,0 9,85 60 > 99,999 +

+ = eficiente (redução � 99,999%); · = não eficiente

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Andrade ( 1 985) obteve redução do número de mi crorganismo acima de 9 9 , 9 9 9 % , mas utilizando concentrações entre 1 00 e 500 mgll de cloro ati vo e tempo de contato de dois minutos. Estes achados estão de acordo com Villela ( 1 994) segundo o qual o hipoclorito de sódio na concentração entre 1 00 e 200 mg/l à temperatura de 24°C , deve ter u m tempo de exposição de 1 a 2 minutos.

De acordo com Leitão ( 1 97 9 ) a concentração de cloro ativo, associada ao pH é o fator que mais afeta a ação bactericida dos compostos a base de cl oro. Segundo K uay e ( 1 996), a solução de NaOCI perde sua atividade durante o armazenamento, pela exposição à luz, calor, contato com metais , matéria orgânica, etc. Portanto, o controle da manutenção do princípio ativo nestes compostos ciorados deve ser efetivo.

Nl Ta bela 3 , são apresentados os resultados dos testes para avaliação da eficiência de soluções de iodo (iodóforos) na redução da população de S. a u re us produtoras de enterotoxinas, sendo duas de origem provável humana e d u as de origem provável bovina, i s oladas durante o p rocess amento de queij o mussarela utilizando o método de suspensão da AOAC ( 1 995).

Os resultados revelaram a ineficiência da ação de soluções de Iodóforo a 31 mg/l de iodo ativo ( U , bem como de certas soluções a 40 mg/!. Nó entanto, para todos os testes realizados com sol uções a concentração de 1 00 mgll os res u ltados foram positivos, caracterizando portanto esta faixa de concentração como a mínima reco mendada p ara aplicação nos proces sos de higienização nas indústrias de laticínios estudadas.

Levan do-se em cons ideração o tempo de c o n t a t o , o s res u l ta d o s o b ti d o s neste trab a l h o p o d e riam s e r aceitáveis se c o mp arad os às recomendações d e v i l I ela ( 1 9 9 4 ) , o q u a l p re c o n i za c o n c e n trações variando en tre ] 2,5 e 2 5 mg/l , com tempo de contato de um a dois minutos . S egundo este autor, a atividade bactericida d o iodo decresce com o aumento do pH, sendo mais efetivo a pH próximo a 3 , 0 .

D e acordo c o m os resultados observados nos testes anteriores, veri fica-se, portanto, a necessidade de orientação mais adequada dos manipuladores no preparo e controle de soluções sani ti zantes, obj etivando a aplic ação de processos de higienização mais adequados e seguros pelos estabelecimentos que processam queijo mussarela.

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4. CONCLUSÕES

A partir das observações realizadas ao longo de todo o trabalho e res ultados obti d o s , as principais conclusões podem ser ass i m apresentadas:

1 - O monitoramento de alguns p ontos críticos de con tami n ação revelou a existência de etapas críticas que deverão ser efetivamente controladas como: recepção da matéri a-prima, processo de pasteurização e condições higiênicas dos manipuladores ; 2 - Os sistemas normatizados de higie­

nização, com o controle efetivo da qualidade (efetivi dade do pri ncípio ativo) dos agentes químicos utilizados nos processos de higieni zação e das condições operacionais, deve fazer parte de todo e qualquer programa de qualidade da empresa;

3 As cond ições práticas de uso dos diversos agentes sanitizantes devem ser respaldadas não s o mente nas indicações de catálogos de fabricantes mas também nos res ultados de tra­ balhos de pesquisa desenvolvidos nos próprios estabelecimentos ou a partir de amostras c o l hidas na l i n ha de processamento;

4 - Os res u ltados obtidos através das diferentes análises realizadas ao longo da fase ex perimental revel aram a necessidade da implantação e manu­ tenção de u m programa efetivo de controle de qualidade para a indústria de laticínios, levando-se em consi­ deração o tipo de sanitizante usado, bem como as concentrações do princípio ativo no rótulo se realmente corresponde 'a realidade.

SUMMARY

To eval uate the effi c iency of the hypochlorite of sodium and iodop hor in the of S. a u r e us red u cti o n . , d u ring the cheese processing mussarela were used the methods of the paper disk INCQS ( 1 985), and suspension of the AOAC 960-09 ( 1 995). In the method of the paper disk, the hypochlorite of sodium was evaluated in the concentrations of 1 1 , 23, 1 1 8 and 590 mg/! . It was observed that in the con centrations o f 1 1 and 2 3 mgll , the hypochlorite did not show no efficiency in the of S. aureus reduction and in the concentrations

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Tabela 3 - Eficiência de soluções de Iodóforo sobre cepas de S. aureus produtoras de enterotoxinas

e origem provável isoladas durante o processamento de queijo tipo mussarela, segundo método da AOAC 960.09 ( 1 995). cepa 1 ent. "A"/hum. cepa 2 ent. "B "/hum. cepa 3 ent. "A"/bov. cepa 4 ent. "B "/bov. 1 :250 1 : 1 00 1 :320 1 :250 1 : 100 1 :320 1 :250 1 : 100 1 :320 1 :250 1 : 1 00 3 1 3 1 3 1 40 40 40 1 00 1 00 1 00 3 1 3 1 3 1 40 40 40 1 00 1 00 1 00 3 1 3 1 3 1 40 40 40 1 00 100 1 00 3 1 3 1 3 1 40 40 40 100 1 00 1 00 + = eficiente (redução :?: 99,999%); - não eficiente

3,52 30 3,52 30 3,52 60 3,39 30 3,39 30 3,39 60 3,29 30 3,29 30 3,29 60 3,5 1 30 3,5 1 30 3,5 1 60 3,38 30 3,38 30 3,38 60 3,29 30 3,29 30 3,29 60 3,52 30 3,52 30 3,52 60 3,39 30 3,39 30 3,39 60 3,29 30 3,29 30 3,29 60 3,55 30 3,55 30 3,55 60 3,40 30 3,40 30 3,40 60 3,30 30 3,30 30 3,30 60 99,999 < 99,999 99,999 > 99,999 > 99,999 > 99,999 < 99,999 < 99,999 < 99,999 99,999 < 99,999 99,999 > 99,999 > 99,999 > 99,999 < 99,999 < 99,999 < 99,999 99,999 < 99,999 < 99,999 > 99,999 > 99,999 > 99,999 < 99,999 < 99,999 < 99,999 99,999 < 99,999 > 99,999 > 99,999 > 99,999 > 99,999 + + + + + + + + + + + + + + + + + + + Pág . 1 07

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of 1 1 8 and 590 mg/l the reduction was of 25.8 % and 29.0 %, respectively, with 24-hour time of contact.io dophor w as diluted i n the concentrations of 3 1 , 40, 200 and 1 .000 mg/l, being that in the concentrations of 3 1 and 40 mgll did not have no reduction, in the concen trations of 200 and 1 ,000 mgll the reductions was equal or either, 68,2% in the two. In the method of suspension of the AOAC, the concentrations of the hypochlorite were of 4, 8, 1 2.0 and 24.0 mg/l, with time of contact of 30 and 60 seconds . The results shown that this sanitizante showed efficiency fro m the concentration of 1 2.0 mg/l with time of contact of 60 seconds and in the concentration of 24.0 mg/l with time of contact of 30 and 60 seconds. Iodophor was used in concentrations of 3 1 , 40 and 1 00 mg/l with time of contact also of 30 and 6 0 second s . The res ults only shown to efficiency in the concentration of 1 00 mg/l and time of contact of 30 or 60 seconds.

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ANAIS DO XVIII CONGRESSO NACIONAL D E LATiCíNIOS

ACEITACÃO SENSORIAL DE QUEIJO DE COALHO COM BAIXO TEOR D E

GORDURA (lIGHT) E ENRIQUECIDO COM FERRO

Sensory acceptability of brazilian commercial "coalho" cheese with

low fat text (light) and enriched with iron

Tiane Franco Barros MANG U E I RA 1 Antonio Eustaquio Resende TRAVASSOS 2

Ricardo Targino M O R E I RA 3 Rosália Severo de M E D E I ROS 1 RESUMO

O queij o de coalho é um produto de grande popularidade, aceit�ção, cons��o e produção na região Nordeste do Brasil e nas últimas décadas as características sensonms de alimentos tem sido muito valorizadas, pois determinam a aceitabilidade do produto no mercado consumidor e portanto sua viabilidade econômica. Então, o presente trabalho teve como objetivo desenvolver e avaliar o grau de aceitabilidade dos consumidores de queijo de coalho (leite de vaca), com baixo teor de gordura (produto light) e enriquecido com ferro. Os experimentos foram realizados no Campus IV da Universidade Federal da Paraíba, no município de B ananeiras, onde foram elaborados dois tipos de queij o enriquecidos com dois tipos d e ferro, e m forma d e sal (Sulfato Ferroso Amoniacal) e em forma de aminoácido quelato (Ferrochel). Os queijos foram assim elaborados : Um com leite parcialmente desnatado (aproximadamente 2% de gordura) adicionado de ferro na forma de sal (Sulfato Ferroso Amoniacal Queij o A) e na forma de aminoácido quelato (Ferrochel Queijo C) e outro com leite desnatado adicionado de ferro na forma de sal (Sulfato Ferroso Amoniacal - Queij o B) e na forma de aminoácido quelato (Ferrochel Queijo O). As amostras de queij o de coalho foram analisadas através do método Escala Hedônica (variando de I a 9), onde foram avaliados os atributos como aroma, aspecto geral, cor, sabor e textura dos queijos. Foram analisados ainda, a existência ou não de sabor estranho e qual seria esse sabor, como também, se os provadores comprariam ou não o produto. Os dados obtidos foram submetidos a Análise de Variância (ANOVA) e, quando necessário, teste de Tukey a 5% de probabilidade. As médias atribuídas pelos provadores indicaram preferência pelos queijos A e C, os quais eles provavelmente comprariam. Com relação ao sabor estanho, apresentou-se de forma mais acentuada nos queijos B e D. As amostras A e C apresentaram maior percentual de valores na faixa positiva de compra, e os queijos B e .D uma aceitação i nferior e menor interesse de compra.

Palavras chaves : Queij o de coalho, análise sensorial, ferro, gordura l . INTROD UÇÁO

O queijo de coalho é o mais tradicional dos queij os produzi dos no Nordeste brasileiro. Seu nome deve-se ao fato de ter s ido tradicional­ mente elaborado com leite coagulado pela ação

do coalho ani mal : pedaços de estômago de pequenos animais (mocó, preá, cabritos, ovelhas e bezerros), que devidamente preparados são conhecidos por abomasun ou coagulador (Aquino [2]) .

Mestrado e m Ciência e Tecnologia d e Alimentos, CT/UFPB - Campus I , Íoão Pessoa/PB. 2 Prof. Dr. Adj unto III do Departamento de Tecnologia Rural/UFPB Campus IV, B an aneiras/PB.

3 Prof. A dj u n t o I d o OptO de Tec n o l o g i a Rural/UFPB - C amp u s IV, B anane i r as/PB , D o ut o rando n a U N I C A M P/SP.

Órgão Financiador: CAPES.

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