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O Município de Lamego: 1799-1851: elites e poder local

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O MUNICÍPIO DE LAMEGO:

(1799-1851)

ELITES E PODER LOCAL

Universidade Portucalense Infante D. Henrique

Departamento de Ciências da Educação e do Património

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O MUNICÍPIO DE LAMEGO:

(1799-1851)

ELITES E PODER LOCAL

Tese de Doutoramento na área de História e no ramo de História Contemporânea

apresentada à Universidade Portucalense Infante D. Henrique

Trabalho realizado sob a orientação da

Professora Doutora Ana Sílvia Albuquerque Nunes

Universidade Portucalense Infante D. Henrique

Departamento de Ciências da Educação e do Património

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À memória dos meus pais.

Ao Carlos e ao Miguel.

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Em pri mei ro l ugar, gost aria de agradecer à minha ori entadora, S enhora Professora Dout ora Ana Síl via Al buquerque Nunes, pelo incentivo e confi ança que m e demonstrou, frequent ement e, na realização dest a tes e de doutoramento , na disponibil idade que sem pre t eve e na amizade incondici onal com que sempre m e recebeu e ori entou.

Ao Sr. Profes sor Dout or, D. Gonçal o Vas concel os e S ous a (C ast elo Melhor), pel a sim pati a, pela disponi bi lidade, pel a ajuda que s empre m e dispens ou, verdade i ro el o de li gação entre o pres ent e e o pass ado t rat ado nest e trabalho e que const ituiu um apoio ines ti mável ao longo do estudo feito s obre as Elit es de Lam ego.

Quero agradecer ao Arquivo Dioces ano de Lam ego e muito

parti cul arment e ao s enhor Henrique Ei ra, pel a grande aj uda que m e deu com as vast as font es manus crit as que foi preciso consult ar.

Ao Arqui vo Hi stórico Muni cipal de Lam ego e à Doutora M aria J oão que sempre est eve solí cit a, cooperant e e disponível com as mi nhas necessi dades de investi gação e com q uem trocava impressões sobre os t em as em es tudo.

À Bibli oteca M uni ci pal de Lamego e ao Dr. Vi ctor, pela sua sim pat ia e cooperação na procura de bibliografi a adequada ao pres ent e t rabalho.

Ao Arquivo Di stri tal de Vis eu onde sempre fui recebi da e at endi da c om enorm e s impati a e profis sionali smo.

Ao Arquivo Dist rital de Vil a Real pel a disponi bili dade e at enção que sempre ali encontrei e que muito ajudou a superar as difi cul dades i nerent es à consult a de documentação nem sempre fácil de l er.

Quero agradecer ao A rquivo Paroquial da Sé de Lam ego pelas facili dades concedi das na consul ta de docum entação.

Agradeço ao Arquivo Nacional Torre do Tombo e à Bibli oteca Naci onal Portugues a que foram para mim uma segunda casa e onde sempre me s enti acompanhada e apoi ada.

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e a Tecnol ogi a – pel a bol sa de doutorament o S FRH/ BD/34408/2006 que m e concedeu.

Um agradecim ento muito especi al ao GEHVID pel a ajuda que sem pre me concederam , pelo cari nho e solici tude com q ue s empre fui recebida, em especi al ao S r. Frofess or Doutor Ant óni o Barros Cardoso, P rofessora Dout ora Céli a Taborda, com quem fui t rocando idei as ao l ongo do trabalho e à Dout ora Sílvia Trilho.

Um agradecimento muito especi al ao C arl os e ao Mi guel pel a pa ci ênci a que sem pre ti veram comi go, ao apoio i ncondi cional que m e prest aram ao l on go da realização des te t rabalho, não só pelo seu am or e carinho, com o t ambém no process am ent o informáti co da t es e.

E por fim, um agradecim ent o muit o es peci al à minha mãe que na etapa mais doloros a da sua vida soube apoi ar -me, incent i var -m e e com preender -m e, com o sempre fez, at é ao fi m e ao m eu pai por t er sido o m eu porto de abri go, não só nos m elhores momentos m as, acim a de tudo, nos piores e mai s di fí ceis.

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O Município de Lamego: (1799 -1851) Elites e Poder Local

Sendo o s écul o XIX um século onde predominam as grandes reformas do sistema polí tico e as crises poli tico -instituci onais, as insti tui ções admi nist rativas l ocai s e os respect ivos m uni cíp ios t rans formam -s e em agent es activos de participação e col aboração com o Est ado para assim poderem responder aos probl emas em ergent es da altura pois é nest es muni cípi os que o Est ado cri ará as s uas bas es, quer no que diz respeito ao l ançament o e cobrança de receit as, quer na admi nist ração da regi ão onde se i ns ere ou no cont acto e rel acionamento com a população l ocal .

Represent ando as C âmaras um el o de l i gação ent re o Centro e a P eriferi a, ent re o Poder C ent ral e o Local, torna -se de primordi al import ânci a s aber com o se const itui o poder políti co das m esm as , quem dá voz à comunidade onde elas se inserem, quem defende os int eresses dess a com unidade perant e a monarquia rei nant e e qual o grau de fi abili dade que os mes mos t êm perant e o povo que repres ent a.

Tendo em consideração o papel rel evant e dest es muni cípios na es fera d a Históri a Portugues a e querendo cont ribuir para um a melhor compreens ão da reali dade políti ca local vivida na prim ei ra m et ade do Sécul o XIX, incidim os o noss o estudo no Concelho de Lam ego, vis to na altura s er um muni cípio de grande relevância quer polít ica, quer i nst ituci onal na P roví ncia da Beira Alt a faz endo coinci dir es ta anális e em doi s perí odos dis tintos: os finais do Anti go Regim e (1799 -1834) e os prim ei ros anos do Liberal ismo, pós guerra ci vil (1834 -1851).

No prim ei ro período foi feito um estudo i nédito s obre o processo el eitoral e a elit e dominante tendo como preocupação de bas e s aber quem governa o muni cípi o lamecense sendo consult ados, para o efeit o, os rói s de el eit ores e el egíveis e a própri a constit uição do poder muni ci pal, para ass im sabermos quem são aquel es que desem penham os cargos munici pais ao mesm o t empo que

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para iss o, recorri do aos R egis tos P aroq ui ais.

No s egundo perí odo, tentam os analis ar, à luz das l eis li berais vi gent es, todo o processo el ei toral relati vo aos ofici ais camarários , fazer, tanto quanto possí vel , uma caract eriz ação socio -inst it uci onal das novas el ites e est abel ecer uma relação ent r e o Anti go R egim e e o Li beralis mo t endo si do cons ult ados, à fal ta de pautas eleitorai s, os Livros de Vereação e os R egi stos Paroqui ai s.

As conclusões a que chegamos m ost ram que em Lamego, as di ferenças

existentes ent re o Anti go Regim e e o Li beralis mo prend em -s e,

fundam entalment e, com as leis em vi gor, com o processo el eitoral e com a partilha do poder ent re nobres e burgues es mantendo -s e, em t udo o rest o, um a Câm ara t radi cionalis ta e pouco diversi fi cada.

Palavras -ch ave: La mego, Muni ci pal ism o, Poder L ocal, El i tes, Anti go

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The Municipality of Lamego: (1799-1851) Elites and Local

Government

In ninet eent h centur y, dominat ed b y a major reform s of the politi cal s yst em and t he p oli t ico -instituti onal crisis, the admi nist rative ins tituti ons and thei r l ocal munici palit ies becom e active agents of part ici pation and coll aborati on wi th t he St ate, and so t hey can res pond to em erging probl ems, becaus e it is in t hes e counti es t hat the Stat e will creat e t heir bases, both wi th regard t o ass es sm ent and coll ection of revenues , either i n the admi nist ration of the region where it operat es or through the contact and rel at ionship wi th the local popul ation .

Representing the Boards a link between the C ent re and t he Peri pher y, bet ween Central and Local Governm ent, becom es of paramount import ance to know what consti tutes a politi cal power of those, who gi ves voice to the comm unit y where the y are locat ed , who defends the i nterests of this comm unit y before the rei gni ng monarch and what degr ee of as surance t hat the y have to t he people it repres ent s .

Given the import ant rol e of these muni cipaliti es under t he Portuguese histor y and wanti ng to cont ribute to a bett er underst anding of l ocal politi cal realit y experi enced in the first hal f of the ni net eenth cent ur y, focusing our stud y in the muni ci palit y of Lam ego , si nce at that time, have been a cit y of great import ance both politi call y and i nstituti onal in the province of Beira , lining up this anal ys is in t wo disti nct periods: the l at e of Ol d Regim e (1799-1834) and t he fi rst years o f Li beralis m, after ci vil war (1834 -1851).

In the fi rst period was done an innovati ve st ud y about the electi on process and the ruli ng elit e having as a m ai n concern, knowing who rul es Lam ego muni ci palit y bei ng consult ed, for thi s purpos e , the rol es of eli gi ble vot ers and the constitution of the municipal power t o know who pla y the muni cipal offi ce. At the same tim e, it was done a soci o-i nstit utional charact eriz ation of t he domi nant elit es using t he parochi al dat a records .

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the ent ire el ect oral process on t he official cit y workers , doing much as possi ble , a socio -inst itutional charact eriz ation of the new el it es and es tablish a rel ati onship bet ween the Ol d Regime and Liberali sm having been cons ult ed, due to t he lack of electoral gui delines , the Books of the Town C ouncil and Parochi al Dat a Records .

The conclusi ons reached show that in Lam ego , the di fferences between the Ol d R egim e and Li beralis m are rel at e d, ess entiall y, under the current laws , with the elect oral process and the shari ng of power between the nobl es and burghers keeping, in ever yt hi ng els e , a Muni cipalit y of Lam ego t raditi onalist and poorl y diversifi ed .

Keywords : Lam ego, Muni cipali t y, Local governm ent , Eli tes, Old R egi me,

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Int rodução

Capí tulo 1 – O t erri tóri o

Capí tulo 2 – O Poder M uni cipal: Organiz ação Administ rat iva do R eino (1799

-1834). O funcionali smo régio

Capí tulo 3 – A Câm ara e o governo no C oncel ho de Lam ego (1799 -1834)

3.1 Os Vereadores 3.2 P rocuradores 3.3 Tesourei ros 3.4 Almotacés

Capí tulo 4 – C aracterização s oci al das elit es lam ecens es do período 1799

-1834

Capí tulo 5 – O Poder M uni cipal (1834 -1851)

Capí tulo 6 – O process o eleitoral em La mego (1834-1851)

Conclusões Bibliografia Índi ce

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A.D.A – Arqui vo Di oces ano de Alm acave A.D.V IS. – Arqui vo Dist rit al de Vis eu A.D.V.R. – Arquivo Dist rit al de Vil a R eal

A.H.M. L. – Arquivo Históri co Munici pal de Lamego A.N.T.T. – Arqui vo Nacional Torre do Tombo

A.P.S. – Arqui vo P aroqui al da Sé

B.N.P . – Bibli oteca Nacional Portuguesa Cap. – C apítul o

C.O.C . – Cavalei ro da Ordem de C rist o

Com. O.C. – C om endador da Ordem de C risto Cx. - C aixa

Des. - Desembargo

F.C .R. – Fidal go da Cas a R eal

F.C .C.R. – Fi dal go C aval eiro da C asa Real Lv. – Livro Mç – Maço Nº - Núm ero P. – P ági nas Ref. – R eferênci a Regt º - R egist o

R.G.M. – R egist o Geral de M ercês S.n. – S em núm ero S.d. – S em dat a T. – Tomo Tt. – Tí tulo V. – Verso Vol. - Volum e

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Figura 1. O Termo e Concelho de Lamego ………. 19 Figura 4.1 Núcleos de famílias fidalgas e seus cargos municipais ………. 103

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Quadro 2.1 Lista dos Corregedores da Comarca de Lamego (1799-1834) ………. 45

Quadro 2.2 Lista dos Provedores de Lamego (1799-1834) ………. 46

Quadro 2.3 Lista de Juízes de Fora de Lamego (1799-1834) ………. 50

Quadro 3.1 Processo eleitoral das Câmaras do Antigo Regime (1799-1834) ……. 58

Quadro 4.1 Foros de Fidalgo da Casa Real ………. 72

Quadro 6.1 Vereadores da Comissão Municipal Provisória de Lamego para 1834-1835 ………... 128

Quadro A.1 Juízes por Ordenação no Senado de Lamego para 1799-1834 ……… 191

Quadro B.1 Os Informadores de Lamego para o período de 1799-1834 ………… 193

Quadro B.2 Os Eleitores de Lamego para o período de 1799-1834 ……… 195

Quadro B.3 Vereadores eleitos para o Senado de Lamego para 1799-1834 ……... 199

Quadro B.4 Os Procuradores da Cidade de Lamego para 1799-1834 ………. 205

Quadro B.5 Tesoureiros da Câmara de Lamego para 1799-1834 ………... 207

Quadro B.6 Os Almotacés de Lamego para 1799-1834 ……….. 209

Quadro B.1.1 Caderno dos Informadores ……… 218

Quadro B.2.1 Caderno dos Eleitores ………... 223

Quadro B.3.1 Caderno dos Vereadores ………... 226

Quadro B.4.1 Caderno dos Procuradores da Cidade ………... 239

Quadro B.5.1 Caderno dos Tesoureiros ……….. 241

Quadro C.1 Assembleias Eleitorais do Concelho de Lamego para 1843-1851 ….. 245

Quadro C.2 Vereadores eleitos para o Período Liberal de 1843-1851 ……… 246

Quadro C.3 Assembleias Eleitorais em Lamego para 1843-1851 ………... 249

Quadro C.4 Procuradores à Junta Geral de Distrito em Lamego para 1843-1851 .. 251

Quadro C.5 Vogais do Concelho Municipal de Lamego para 1841-1851 ……….. 252

Quadro C.6 Substitutos dos Vogais do Conselho Municipal de Lamego para 1843-1851 ………... 255

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INTRODUÇÃO

O pres ent e est udo abarca a prim eira metade do século XIX . Tendo iníci o no período de regênci a e reinado de D. J oão VI, pass ando pelo breve reinado de D. Mi guel e t erminando no de D. M ari a II, anali sa, nesse espaç o de t empo , o poder político mu nicipal de Lam ego , concretam ente desde 1799 a 1851 .

Tendo com o referênci a s cronol ógi co -pol íticas um pe ríodo que s e integra no Anti go Regim e e outro no L i beralis mo, foi nos sa int enção tecer um a análi se com parativa das realidades políti cas vividas , das est rut uras do poder local, do process o eleitoral , da el ei ção e das elit es muni cipais . Ness e desiderato t ivem os em apreço as fi guras ins titucionais dos Vereadores, P rocurador da C i dade, Tes oureiros e A l mot acé , para o prim ei ro período e P resident e de C âm ara, Pro curador Fis cal, Vereadores , Procuradores à J u nta Geral de Dist rito e M embros do Cons elho Muni cipal, para o s egundo . No que respeita ao Anti go R egim e foi, ainda, fei ta um a breve referência aos Corregedores, P rovedores da Comarca e J uízes de Fora de La mego .

No qu e concerne ao p eríodo liberal , o espaço t empora l em anális e foi condi cionado p ela acentuada rot ati vidade dos agent es políti cos n o poder l ocal t endo assim com o limit e cronol ógi co a R egeneração. Res erva -s e, para um próximo trabalho, a anális e do perí odo polí tico com preendi do entre a R egeneração e a im plantação da R epúbli ca.

Foi no contexto cronológico referido que des envolvemos o estudo políti co e social da muni cipalidade l a mecens e. Para tal , foram c olocadas al gumas quest ões que nos permitis sem obt er um conheci ment o m ais obj ecti vo do tem a em análi se.

A prim ei ra quest ão -bas e prende -se com as est ruturas do poder concelhi o e dos respectivos agent es que fazi am a li g ação ent re o Poder Local e o Cent ral . Assim, de que forma se fazia ess a li gação? Quem eram as elit es l amecenses e qual era a sua tradi ção no poder local? Que funções lhes estavam inerent es e como as desempenhavam?

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A um ní vel mai s res trito, isto é, no que dizia respeito à elei ção dos ofi ci ais cam arários , qual era o procediment o i nstituci onal ? Quais os requisitos exi gidos para poderem des empenhar as funções no poder local? Que rot ativi dade existi a para a ocupação dos cargos de poder? O segundo conj unt o de questões coloca -s e para o período pós i mplantação do Li beralis mo , concret am ente no pós guerra ci vi l.

Para este período, as questões são a s seguint es : que alt erações s e verificaram no process o el eitoral em relação ao Anti go R egi me? Quem são os novos agent es do poder local? Qual a rot ativi dade dos mesm os no referi do poder? Pert encem a um a nova classe em e rgent e, rica e com tradi ções nas l i des polí ticas ou s ão cidadãos que pel a prim eira vez integram os ofí ci os cam arári os? Que papel des em penha a nobreza , oriunda do ant i go R egi me ou s eus descendentes , no novo sist ema pol íti co vi gent e? Haverá um a ordem políti ca e s oci al na C âm ara e Concel ho de Lam ego n o Li beralis mo di stint a da do Anti go R egi me?

As respost as a que chegam os foram encontradas nas font es por nós consult adas e que ainda não tinham si do exploradas des m istifi cando, muitas del as , afi rmações que existia m acerca do poder m uni cipal lam ecense e das eli tes locais que o int egraram .

METODOLO GI A

Em termos m etodol ógi cos, o present e trabal ho foi divi dido em duas part es.

Na prim ei ra parte, foi trat ada a cidade de Lamego e s eu Termo durant e o Ant i go R egi me ao m esm o t em po que s e apontam , também, as diferenças vivi das no perí odo liberal sendo defini do, no Capítulo 1, o seu Territ óri o geográfico1.

Para a el aboração des te capít ulo, foram cons ult adas fontes prim árias, nom eadament e Livros de Vereações , pert encent es ao Ar quivo Históri co Munici pal de Lam ego, M emórias e R egis tos P aroqui ais do Arquivo Dist rit al de Vis eu, do Arquivo Diocesano de La mego e do Arquivo Paroqui al da S é, Lam ego e bibl i ografi a referent e ao trabalho em

1 Por questões de metodologia, o território geográfico de Lamego, quer no que diz respeito ao Antigo Regime, quer ao Liberalismo,

em que sofreu algumas alterações no que concerne à anexação e desanexação de algumas freguesias, é tratado na primeira parte do trabalho.

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estudo, quer cont emporâneos, quer posteriores à época estudada. Do Arquivo Naci onal Torre do Tombo foram consult ados os fundos do Minist ério do R eino e que util izámos até ao final do estudo sobre o Anti go R egim e e da Bibl iot eca Nacional Portugues a foi consul tada a Colecção de Legisl ação P ort ugues a para o sécul o XIX.

No C apít ulo 2 foi abordado o t em a – O P oder M uni cipal, onde foram desenvol vidos tem as ligados à O rganiz ação Administ rat iva do Reino, no que diz respeito ao funcionalism o régio, à hierarqui a do S enado e aos Agent es do Poder M uni cipal. As font es prim árias continuam aqui a s er utilizadas dando -se especi al rel evo às Ordenações Filipi nas, Li vros de Vereações do Arquivo Hist órico Munici pal de Lam ego, Mem óri as Paroqui ai s do Inst ituto Nacional Torre do Tombo, Colecção de Legi sl ação Portuguesa do S éculo XIX da Bi bliot eca Nacional Port ugues a e biblio grafi a consagrada de aut ores act uais.

No C apít ulo 3 – A Câm ara e governo n o Concel ho de Lam ego (1799 -1834) foram consult adas font es i néditas referent es à históri a da cidade de Lam ego t ais como as P aut as El eito rais ou Róis que, depois de fei tas, eram envi adas de Lamego para o Des embargo d o Paço e os Cadernos Inform ati vos de Vereadores, Procuradores do Concel ho e Tes oureiros constando, ainda, os nom es dos Inform adores e El eitores dos referi dos cargos fazendo part e, est es Cadernos ou Róis , do acervo docum ent al do Arquivo Nacional Torre do Tom bo. Destes documentos foram cons ult ados elem entos que nos perm itiram anal isar o processo el eitoral da época em est udo ao mesmo t empo que nos deram inform ação necess ári a para tr açar o perfil soci al, profissi onal, et ária e económica das el ites do poder .

No C apít ulo 4 – C aract eriz ação Social das elit e s l am ecenses do período 1799 - 1834, foram caract erizados social e instit uci onalment e a elit e pert encent e à Câm ara de Lam ego e que oc uparam os cargos de Vereadores e Almot acés e integ rados, devi do ao s eu est atut o, no grupo soci al dos Fidal gos (ressal ve -se o fact o de nem t odos os Almot acés pert encerem a est e estat uto social).

Para a caract erização destas eli tes foram consultadas, al ém d e bibliografi a de autores da época em apreço, os R egist os Paroquiais do

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Arquivo Dist rit al de Vis eu e Vil a R eal, Arqui vo Dioces ano de Alm acave e P aut as El eitorais do Desem bargo do Paço. R efi ra -s e, no ent ant o, que est e t rabalho, devi do à sua compl exidade, pr incipalm ent e no que diz respeito à obt enção de cert ezas quanto à ident idade dos nobres estudados , transform ou es te capítul o no mais di fí cil e trabalhoso de toda a investi gação t endo que recorrer, frequent ement e, a cruzam entos de dados obti dos at ravés de di vers as font es.

Na s egunda p art e do t rabal ho trat amos, uni cam ent e, do process o el eitoral em Lam ego no período Liberal

No Capítul o 5 – O Poder Muni cipal (1834 - 1851), faz -s e uma anális e det alhada da legisl ação da alt ura e que regulava o process o el eitoral p ara os cargos de P residentes de C âm ara e Fiscai s da mesma, Vereadores, Tesoureiros, Procuradores à J unt a Geral de Dist rito e Cons elho M uni cipal sendo consult ada, para o efei to, a Colecção de Legi sl ação Portugues a do S écul o XIX, da Bibli ot eca N aci onal Portu gues a e os di versos C ódi gos Admi nistrati vos que deram ori gem a tal regul am ent ação e al gum a bi bliografia de autores que trataram o mesm o t em a.

No Capítul o 6 – O processo el eitoral li beral e m Lamego ( 1834 – 1851), foram anali sados os proces sos el eitorais par a Vereadores, Procuradores à J unt a Geral de Di strito e Cons el ho Municipal tendo -s e consult ado, para o efei to, font es i nédit as e que ai nda não t inham sido tratadas, nomeadam ent e os Livro s de Vereação visto não t ermos encontrado qualquer paut a el eit oral refe rent e aos anos em estudo o que difi cul tou, sobrem anei ra, o trabalho de investi gação , não nos s endo possí vel apres entar dados m ais compl etos do que os pat ent es ao longo do Capít ulo.

Finalm ente, a es te último capítul o s egue -s e as Concl usões s obre as mat éri as apres ent adas e os Anexos que cont êm inform ação adi ci onal àquel a que foi t rat ada no corpo de t rabalho e que s ervem de s uport e à mesm a.

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C a p í t u l o 1 – O t e r r i t ó r i o 1 – A C i d a d e d e L a m e g o e o s e u T e r m o P a r a e s t u d a r m o s a a d m i n i s t r a ç ã o m u n i c i p a l d e L a m e g o d u r a n t e o s é c u l o X I X , q u e r n o p e r í o d o c o m p r e e n d i d o e n t r e 1 7 9 9 - 1 8 3 4 , q u e r e n t r e 1 8 3 4 - 1 8 5 1 , é f u n d a m e n t a l d e f i n i r a s u a á r e a t e r r i t o r i a l e l o c a l i z a ç ã o g e o g r á f i c a p a r a m e l h o r e n t e n d e r m o s o p a p e l p o r e l a d e s e m p e n h a d o a o n í v e l d o p o d e r l o c a l1. A C i d a d e e s e u T e r m o2, l o c a l i z a d a s n a m a r g e m S u l d o r i o D o u r o , n a p a r t e s e t e n t r i o n a l d o p l a n a l t o d a B e i r a A l t a p e r t e n c e m , d e s d e 1 7 5 6 à R e g i ã o D e m a r c a d a d o D o u r o . A d m i n i s t r a t i v a m e n t e , e d e s d e 1 8 3 4 , p e r t e n c e m a o d i s t r i t o d e V i s e u s e n d o l i m i t a d o s a N o r t e , p e l o r i o D o u r o , a E s t e p e l o C o n c e l h o d e A r m a m a r , a S u l p e l o s C o n c e l h o s d e C a s t r o D a i r e e T a r o u c a e a O e s t e p e l o C o n c e l h o d e R e s e n d e3. I n t e g r a n d o o M a c i ç o A n t i g o I b é r i c o o u M e s e t a , d i v i d e - s e g e o g r a f i c a m e n t e , e m t r ê s á r e a s d i s t i n t a s : a N o r t e , o v a l e d o D o u r o ; a S u l , u m a á r e a m a i s e l e v a d a , s e r r a n a e p l a n á l t i c a e n a z o n a i n t e r m é d i a , u m a z o n a d e t r a n s i ç ã o , d e e n c o s t a s e v a l e s e d e r e l e v o m u i t o m o v i m e n t a d o o n d e p r e d o m i n a m o s c a b e ç o s a r r e d o n d a d o s d e x i s t o . É n e s t a z o n a , e n t r e o s 4 0 0 e 4 5 0 m e t r o s , q u e s e l o c a l i z a a c i d a d e d e L a m e g o . A t é a o s i n í c i o s d o s é c u l o X I X ,4 L a m e g o e s e u T e r m o5, d e c a r a c t e r í s t i c a s p r e d o m i n a n t e m e n t e r u r a i s , a p r e s e n t a r - s e - á

1 Nesta primeira parte do trabalho está integrado o estudo sobre a área territorial de Lamego referente ao período Liberal para, deste

modo, não haver repetição do tema na segunda parte do mesmo. No entanto, para uma maior compreensão do território em análise, referimos que as dezassete freguesias que faziam parte do Termo de Lamego durante o Antigo Regime eram as seguintes: Avões, Bairral, Bigorne, Cambres, Cepões, Ferreiros d’ Avões, Figueira, Melcões, Penajóia, Penude, Pretarouca, Queimadela, Recião, Samodães, Várzea de Abrunhais e as freguesias urbanas da Sé e Almacave. Com o Liberalismo foi-lhe desanexada a freguesia de Queimadela, que passa a pertencer ao concelho de Armamar, e são-lhe anexados os antigos concelhos de: Britiande, Vila Nova de Souto d’El Rei, Valdigem, Parada do Bispo e Sande. Em 1896 são-lhe anexadas as freguesias de Lalim, Lazarim e Ferreirim.

2 Cf. Mapa geográfico, fig. 1, p. 1

3 C O S T A , A m é r i c o – Dicionário Chorográphico de Portugal Continental e Insular, Vol. VII, 1940, p. 291

4 A sua organização territorial ver-se-á alterada em 1834, com o Liberalismo, quando lhe são desanexadas algumas freguesias e

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o r g a n i z a d o e m d e z a s s e t e f r e g u e s i a s s e n d o q u i n z e r u r a i s e d u a s u r b a n a s6.

Figura 1. O Termo e Concelho de Lamego.

Adaptado de Américo Costa, in Dicionário Chorográphico de Portugal Continental e Insular, Vol. VII, 1940, p. 293

5 A.H.M.L. – Lv. Vereação, Acta 4 de Novembro 1809 6

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S ã o f r e g u e s i a s r u r a i s : A v õ e s B a i r r a l B i g o r n e C a m b r e s C e p õ e s F e r r e i r o s d ’ A v õ e s F i g u e i r a M e l c õ e s P e n a j ó i a P e n u d e P r e t a r o u c a Q u e i m a d e l a R e c i ã o S a m o d ã e s V á r z e a d e A b r u n h a i s F r e g u e s i a s u r b a n a s : S é A l m a c a v e A s f r e g u e s i a s d e C a m b r e s , P e n a j ó i a , F i g u e i r a e S a m o d ã e s , l o c a l i z a d a s j u n t o a o r i o D o u r o , i n t e g r a r a m a R e g i ã o D e m a r c a d a d o D o u r o d e s d e a s u a c r i a ç ã o7 s e n d o , p o r e s s e m o t i v o , e c o n ó m i c a e d e m o g r a f i c a m e n t e a s m a i s i m p o r t a n t e s d o T e r m o d e v i d o à p r o d u ç ã o d o v i n h o d o P o r t o e n q u a n t o a s r e s t a n t e s , l o c a l i z a d a s n a z o n a d e t r a n s i ç ã o o u n a z o n a m o n t a n h o s a , e r a m m a i s p o b r e s e , p o r c o n s e g u i n t e , m e n o s p o v o a d a s . Q u a n t o à s u a j u r i s d i ç ã o , e s t a v a m d e p e n d e n t e s d a c i d a d e v i s t o q u e p e r t e n c i a m à c o r o a , a s f r e g u e s i a s d e B i g o r n e , C a m b r e s , C e p õ e s , F e r r e i r o s d e A v õ e s , F i g u e i r a , P e n a j ó i a , P e n u d e , P r e t a r o u c a 7

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e S a m o d ã e s e n q u a n t o a f r e g u e s i a u r b a n a d a S é e r a c o u t o d a I g r e j a e V á r z e a d e A b r u n h a i s e r a u m a d o n a t a r i a8. E m 1 8 3 4 , o C o n c e l h o d e L a m e g o v ê o s e u t e r r i t ó r i o a l a r g a d o c o m a a n e x a ç ã o d o s s e g u i n t e s C o n c e l h o s , o s q u a i s p a s s a m à c a t e g o r i a d e f r e g u e s i a s : B r i t i a n d e V i l a N o v a d e S o u t o d ’ E l R e i V a l d i g e m P a r a d a d o B i s p o S a n d e N o e n t a n t o , a p e s a r d e p e r d e r a s f r e g u e s i a s d e P r e t a r o u c a e B i g o r n e , a s n o v a s a q u i s i ç õ e s – V a l d i g e m , P a r a d a d o B i s p o e S a n d e – s ã o f r e g u e s i a s e c o n o m i c a m e n t e d e s e n v o l v i d a s v i s t o i n t e g r a r e m , d e s d e 1 7 5 6 , a R e g i ã o D e m a r c a d a d o D o u r o . E m 1 8 9 69, c o m u m a n o v a d i v i s ã o d o t e r r i t ó r i o , s ã o a n e x a d a s a o C o n c e l h o d e L a m e g o a s f r e g u e s i a s d e : L a l i m L a z a r i m F e r r e i r i m 2 . F r e g u e s i a s R u r a i s : 2 . 1 A v õ e s – A f r e g u e s i a d e A v õ e s , s i t u a d a n a e n c o s t a d a S e r r a d a s M e a d a s , f i c a , a p r o x i m a d a m e n t e , a 4 K m d a c i d a d e d e L a m e g o e e s t a v a s u j e i t a a o s e u J u i z d e F o r a10. 2 . 2 B a i r r a l – S o b r e e s t a f r e g u e s i a p o u c a i n f o r m a ç ã o e x i s t e s a b e n d o - s e , s o m e n t e , q u e s e l o c a l i z a v a p e r t o d e B r i t i a n d e e q u e a t é 1 8 3 4 p e r t e n c e u a o T e r m o d e L a m e g o . 2 . 3 B i g o r n e – A f r e g u e s i a d e B i g o r n e , s i t u a d a n a s e r r a d e M o n t e m u r o , e n c o n t r a - s e a 1 2 K m d e d i s t â n c i a d a c i d a d e d e L a m e g o .

8 Para as restantes freguesias não se encontrou informação

9ADVIS – Paróquia de Lalim, 1752-1898; Paróquia de Lazarim, 1775-1894; Paróquia de Ferreirim, 1812-1888 10

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F r e g u e s i a b a s t a n t e p o b r e , p e r t e n c i a à c o r o a e a t é a o c e n s o d e 1 7 5 8 n ã o t i n h a J u i z n e m c â m a r a , e s t a v a s u j e i t a a L a m e g o e n ã o e r a c o u t o n e m c a b e ç a d e c o n c e l h o e n ã o g o z a v a d e q u a l q u e r p r i v i l é g i o . 2 . 4 C a m b r e s – L o c a l i z a - s e a 3 K m d a c i d a d e d e L a m e g o e i n t e g r a a R e g i ã o D e m a r c a d a d o D o u r o d e s d e a s u a p r i m e i r a d e m a r c a ç ã o s e n d o u m a d a s m a i s i m p o r t a n t e s a p r o d u z i r v i n h o d e e m b a r q u e . 2 . 5 C e p õ e s – E s t a f r e g u e s i a l o c a l i z a - s e a 1 8 0 0 m e t r o s d e d i s t â n c i a d a c i d a d e d e L a m e g o . P e r t e n c i a a o r e i e “ e r a g o v e r n a d a p e l a s s u a s j u s t i ç a s ”11. E m 1 8 7 5 e s t a v a - l h e a n e x a d a a f r e g u e s i a d e M e l c õ e s12. 2 . 6 F e r r e i r o s d ’ A v õ e s – E s t a f r e g u e s i a f o i e m t e m p o s u m p e q u e n o c o n c e l h o d e p e n d e n t e d a c i d a d e d e L a m e g o e d a q u a l e s t á à d i s t â n c i a d e 2 K m . E s t a v a s o b a j u r i s d i ç ã o d o J u i z d e F o r a d a m e s m a c i d a d e13. 2 . 7 F i g u e i r a – E s t a f r e g u e s i a l o c a l i z a - s e a 6 K m d a c i d a d e d e L a m e g o . E m 1 7 5 8 p e r t e n c i a à a d m i n i s t r a ç ã o d o J u i z d e F o r a d a c i d a d e d e L a m e g o e p o s s u í a u m J u i z d e v i n t e n a . E r a t e r r a d a c o r o a e14 “ N a m r e c o n h e c e d e s d e o p r i m e i r o b e r ç o d e s u a f u n d a ç a m s e n h o r i o a l g u m m a i s q u e a s p r ó p r i a s M a g e s t a d e s d o s s u p r e m o s A u g u s t o s M o n a r c a s q u e a o p r e s e n t e h e o S e n h o r D . J o s é q u e D e u s g o a r d e d e p r i m e i r o n o n o m e ”15. 2 . 8 M e l c õ e s – E s t a f r e g u e s i a s i t u a - s e a 6 K m d a c i d a d e d e L a m e g o16. 2 . 9 P e n a j ó i a – A f r e g u e s i a d a P e n a j ó i a , u m a d a s m a i o r e s e m a i s r i c a s d o c o n c e l h o , l o c a l i z a - s e a 9 K m d a c i d a d e d e L a m e g o . I n t e g r a n d o , d e s d e i n í c i o , a R e g i ã o D e m a r c a d a d o D o u r o , e r a

11ADVIS - Memórias Paroquiais, Cepões, Vol. X, nº 265. pp. 1815 a 1822 12ADVIS - Paróquia de Cepões, 1860-1894

13ADVIS- Memórias Paroquiais, Ferreiros, Vol. XV, nº 57, pp. 373 a 374

14 Utilizaram-se as regras de transcrição paleográficas do Padre Avelino de Jesus da Costa, vide in Álbum de Paleografia e

Diplomática Portuguesas. Coimbra, 1983. Faculdades de Letras da Universidade de Coimbra

15ADVIS – Memórias Paroquiais, Figueira, Vol. XV, nº 67, pp. 423 a 436

16 Durante muitos anos, para efeitos administrativos, a freguesia de Melcões esteve anexada à freguesia de Cepões mas a 19 de Maio

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c o m p o s t a p e l a s v i n t e n a s d e S . G i ã o , M o l ã e s e L a g o a s . N o s é c u l o X V I I I i n t e g r o u - s e n o T e r m o e C o m a r c a d e L a m e g o17. N o s c e n s o s d e 1 7 5 8 c o n s t a v a q u e “ n a m t e m b e n e f i c i a d o s , n e m c o n v e n t o s , ( … ) n e m h e c o u t o , n e m c a b e ç a d e c o n c e l h o , n e m h o n r a n e m b e h e t r i a ( … ) n e m p r i v i l é g i o s ”18. 2 . 1 0 P e n u d e – S i t u a d a j u n t o à s e r r a d e M o n t e m u r o , d e e n t r e a s f r e g u e s i a s s e r r a n a s p e r t e n c e n t e s a L a m e g o , s e g u n d o P i n h o L e a l , é a m a i s r i c a e m a i s p o p u l o s a19 e e r a d e p a d r o a d o r e a l e “ e s t a v a s u j e i t a a o g o v e r n o e j u s t i ç a d e L a m e g o ”20. 2 . 1 1 P r e t a r o u c a – T a m b é m c o n h e c i d a p o r B e r t a r o u c a o u P o r t a r o u c a , e s t á l o c a l i z a d a n a s e r r a d e M o n t e m u r o . P a s s o u , p o r t e s t a m e n t o f e i t o p o r c a v a l e i r o s - f i d a l g o s , p a r a a i g r e j a d e A l m a c a v e a q u e m p a g a v a o s “ d í z i m o s d a s m e u n ç a s ”21 . I n t e g r a d a n o T e r m o d e L a m e g o , d e q u e m d e p e n d i a , n o s é c u l o X V I I I “ n a m t e m b e n e f i c i a d o s , n a m t e m c o n v e n t o s , ( … ) n a m t e m j u í z o r d i n á r i o , o q u e g o v e r n a e s t e p o v o h e o j u í z d e F o r a d a c i d a d e d e L a m e g u o ”22. 2 . 1 2 Q u e i m a d e l a – E s t a f r e g u e s i a l o c a l i z a - s e a 6 K m d a c i d a d e . A p a r ó q u i a f o i c r i a d a n o s é c u l o X V I I I23 e p e r t e n c e u a o T e r m o d e L a m e g o . H o j e p e r t e n c e a o c o n c e l h o d e A r m a m a r . 2 . 1 3 R e c i ã o – E s t a f r e g u e s i a d o T e r m o d e L a m e g o e x t i n g u i u - s e h á m u i t o s a n o s . T e v e u m a c e r t a i m p o r t â n c i a d e v i d o a o m o s t e i r o q u e a l i e x i s t i u , o m o s t e i r o d e S . L o u r e n ç o , d e f r e i r a s b e n e d i t i n a s . S o b r e e s t a f r e g u e s i a n ã o e x i s t e q u a l q u e r o u t r a i n f o r m a ç ã o .

17ADVIS - Memórias Paroquiais, Penajóia,, vol. 28, nº 125, pp. 893 a 898 18Idem - Vol. 28, nº 125, pp. 893 a 898

19LEAL, Pinho- Portugal Antigo e Moderno, Vol. II, p. 664

20 ADVIS - Memórias Paroquiais, Penude, vol. 28, nº 135, pp. 985 a 992

21 FERNANDES, A. de Almeida – Censual da Sé de Lamego (Século XVI). Arouca, 1999, p. 114 22ADVIS – Memórias Paroquiais, Pretarouca,, vol. 29, nº 224, pp. 1541 a 1548.

Pretarouca, em 1840, aparece como freguesia independente mas há já muitos anos que está anexada à freguesia de Bigorne e eclesiasticamente a Magueija. Vide ADVIS – Paróquia de Pretarouca, 1816-1897.

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2 . 1 4 S a m o d ã e s – U m a d a s m a i s i m p o r t a n t e s f r e g u e s i a s d o T e r m o d e L a m e g o , f i c a à d i s t â n c i a d e 1 0 K m d a c i d a d e e f o i u m a d a s f r e g u e s i a s q u e , a q u a n d o d a d e m a r c a ç ã o p o m b a l i n a d o s v i n h o s d e f e i t o r i a , f i c o u c o m p r e e n d i d a n a m e s m a24. 2 . 1 5 V á r z e a d e A b r u n h a i s - E s t a f r e g u e s i a l o c a l i z a - s e a 3 K m d a c i d a d e d e L a m e g o e e r a “ d a o r d e m m i l i t a r d o s s o l d a d o s ”25. E m 1 8 3 4 , L a m e g o p e r d e a s f r e g u e s i a s d e B i g o r n e , P r e t a r o u c a ( q u e f i c a r a m a n e x a d a s a G o s e n d e ) m a s s ã o - l h e a n e x a d o s o s e n t ã o e x t i n t o s C o n c e l h o s d e B r i t i a n d e , P a r a d a d o B i s p o , S a n d e , V a l d i g e m e V i l a N o v a d e S o u t o d ’ E l R e i26 . Q u e i m a d e l a f i c o u a n e x a d a a o C o n c e l h o d e A r m a m a r . 2 . 1 6 B r i t i a n d e – E s t a f r e g u e s i a l o c a l i z a - s e a 5 K m d a c i d a d e d e L a m e g o e s i t u a - s e n a e n c o s t a o r i e n t a l d a s e r r a d a E s c u l c a . N o s c e n s o s d e 1 7 5 8 c o n s t a v a q u e “ t e m j u i z o r d i n á r i o e c a m e r a c o m d o u s v e r e a d o r e s , p r o c u r a d o r d o c o n c e l h o e o d i t o j u i z o r d i n á r i o s e r v e t a m b e m d e j u i z d o s o r p h ã o s t e m a l ç a d a n o q u e h e p e r m i t i d o a o s j u í z e s o r d i n á r i o s n o m a i s e s t á s u j e i t o a o c o r r e g e d o r d a c o m a r c a d e L a m e g o . H e c o n c e l h o e t e r m o s o b r e s i ” .27 2 . 1 7 P a r a d a d o B i s p o – E s t a f r e g u e s i a f i c a à d i s t â n c i a d e 7 K m d a c i d a d e d e L a m e g o e n o s c e n s o s d e 1 7 5 8 c o n s t a q u e “ t e m j u i z o r d i n á r i o e c a m e r a , n a m h e c o u t o h e v i l l a e c o n c e l h o s o b r e s i ”28. E m 1 8 3 4 , é a n e x a d o a o c o n c e l h o d e V a l d i g e m m a s , s e n d o e s t e t a m b é m e x t i n t o e m 1 8 3 6 , p a s s o u a i n t e g r a r o c o n c e l h o d e L a m e g o29.

24 FONSECA, Álvaro Moreira da – As Demarcações Pombalinas no Douro Vinhateiro. Instituto do Vinho do Porto, 1949. I Vol., p.

54.

25 LEAL, Pinho - Portugal Antigo e Moderno, Vol. X, p. 203

26 A.H.M.L. – Lv. Vereação, Acta de Sessão de 24 de Maio de 1834, fl. 8 e 8 v. 27I.A.N./T.T. – Memórias Paroquiais, Britiande, Vol. VII, nº 75, pp. 1253 - 1256 28 I.A.N./T.T. - Memórias Paroquiais, Parada do Bispo, Vol. XXVII, nº 53, pp. 345 a 348 29

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2 . 1 8 S a n d e – E s t a f r e g u e s i a l o c a l i z a - s e à d i s t â n c i a d e 3 K m d e L a m e g o . N o s é c u l o X V I I I e r a C o n c e l h o i n d e p e n d e n t e “ n a o h e s o j e i t a a o j u i z o g e r a l d a m e s m a m a s s i m h e V . ª q u e e m s i t e m j u í z O r d i n á r i o , d o C í v e l , C r i m e , Ó r f ã o s e t o d a a m a i s j u s t i ç a d e e s c r i v ã e s , v e r e a d o r e s ”30. A q u a n d o d a s p r i m e i r a s d e m a r c a ç õ e s p o m b a l i n a s e d a c r i a ç ã o d a C o m p a n h i a G e r a l d a A g r i c u l t u r a d a s V i n h a s d o A l t o D o u r o , o C o n c e l h o d e S a n d e é i n t e g r a d o n e s s a m e s m a d e m a r c a ç ã o31. O C o n c e l h o é e x t i n t o e m 1 8 3 6 p a s s a n d o , n e s t a a l t u r a , a i n t e g r a r o C o n c e l h o d e L a m e g o32. 2 . 1 9 V a l d i g e m – E s t a f r e g u e s i a , q u e f o i d a c o r o a e s e d e d e c o n c e l h o , “ c o m c â m a r a m u n i c i p a l , c a d e i a , p e l o u r i n h o e t o d a s a s j u s t i ç a s e v e r e a d o r e s c o m p e t e n t e s ”33, l o c a l i z a - s e a 1 0 K m d e L a m e g o , j u n t o à s e r r a d e S . D o m i n g o s d e Q u e i m a d a . E m 1 8 3 4 f o i - l h e a n e x a d o o c o n c e l h o d e P a r a d a d o B i s p o . E m 1 8 3 6 , o c o n c e l h o d e V a l d i g e m é e x t i n t o e p a s s a , d e s d e e n t ã o , a p e r t e n c e r a o c o n c e l h o d e L a m e g o34. 2 . 2 0 V i l a N o v a d e S o u t o d ’ E l R e i o u A r n e i r ó s – F r e g u e s i a l o c a l i z a d a n o s s u b ú r b i o s d a c i d a d e d e L a m e g o, está “ s i t u a d a e m h u a t e r r a e n c o s t a d a v i r a d a p a r a o n a s c e n t e ”35. S e g u n d o a s M e m ó r i a s P a r o q u i a i s d e 1 7 5 8 , “ n ã o t e m b e n e f i c i a d o s n e m c o n v e n t o s ( … ) n ã o t e m j u i z o r d i n á r i o e e s t á s u j e y t a a o j u í z o g e r a l d a c i d a d e d e L a m e g o , N ã o h e c o u t o n e m c a b e ç a d e c o n c e l h o ”36.

30ADVIS – Memórias Paroquiais, Sande, Vol. 33, nº 51, pp. 347 a 350

31 FONSECA, Álvaro Moreira da Fonseca – As Demarcações Pombalinas …, p. 113. Para o mesmo efeito consulte-se o mapa

constante na p. 54 da mesma obra.

32 ADVIS – Paróquia de Sande, 1755-1890

33 LEAL, Pinho – Portugal Antigo e Moderno, V o l . X , p . 9 5 34 ADVIS – Paróquia de Valdigem, 1802-1896

35 I. A.N./T.T, – Memórias Paroquiais, Arneirós, Vol. IV, nº 86, pp. 527 a 534, 1758. 36

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2 . 2 1 L a l i m – E s t a f r e g u e s i a l o c a l i z a - s e a 6 K m d a c i d a d e d e L a m e g o . N o s f i n a i s d o s é c u l o X V I I I L a l i m “ h e d o b i s p a d o e c o m a r c a d e L a m e g o e n ã o p e r t e n s e a t e r m o o u f r e g u e s i a a l g u a . H e d o n a t a r i a d o E x c e l e n t í s s i m o C o n d e d e T a r o u c a ( … ) t e m t e r m o s e u ( … ) j u í z o r d i n á r i o e m a i s j u s t i ç a s q u e t o d a a p r e z e n t a o E x c e l e n t í s s i m o C o n d e d e T a r o u c a e n ã o e n t r a n e l l a j u s t i ç a a l g u a s e n ã o o D o u t o r C o r r e g e d o r d e s t a C o m a r c a d e L a m e g o e s t a n d o e m C o r r e i ç a m ”37 . O C o n c e l h o é e x t i n t o e m 1 8 3 4 e a n e x a d o a o C o n c e l h o d e T a r o u c a e q u a n d o e s t e t a m b é m é e x t i n t o e m 1 8 9 6 , L a l i m p a s s a a p e r t e n c e r a o C o n c e l h o d e L a m e g o38. 2 . 2 2 L a z a r i m – E s t a f r e g u e s i a f o i c o n c e l h o e m m e a d o s d o s é c u l o X V I I I t e n d o s i d o e x t i n t o e m 1 8 3 4 . A t é 1 8 9 6 i n t e g r o u o C o n c e l h o d e T a r o u c a , a n o e m q u e é d e s a n e x a d a d e s t e p a r a p a s s a r a p e r t e n c e r a o C o n c e l h o d e L a m e g o39. 2 . 2 3 F e r r e i r i m o u S a n t a M a r i a d e M ó s – A f r e g u e s i a d e M ó s , e m 1 8 3 5 é s u b s t i t u í d a p e l a n o v a f r e g u e s i a d e F e r r e i r i m . A t é 1 8 9 6 p e r t e n c e u a o C o n c e l h o d e T a r o u c a t e n d o , n e s t a a l t u r a , p a s s a d o p a r a o C o n c e l h o d e L a m e g o40. E n c o n t r a - s e l o c a l i z a d a a 9 K m d e d i s t â n c i a d e s t a c i d a d e . 2 . 2 4 M a g u e i j a – N o s é c u l o X V I I I e s t a f r e g u e s i a p e r t e n c i a “ à c o m a r c a e b i s p a d o d e L a m e g o , f o r a d o t e r m o d a m e s m a c i d a d e e n ã o h e d e e l R e y n e m d e d o n a t á r i o , n ã o t e m s e n h o r i o ( … ) t e m j u i z o r d i n á r i o e c a m e r a e e s t á s o j e i t a a o c o r r e g e d o r d a c i d a d e d e L a m e g o ”41.

37 I.A.N./T.T. – Lalim, Vol XIX, nº 26, pp. 141 a 146, 1758 38 ADVIS – Paróquia de Lalim, 1752-1898

39ADVIS - Paróquia de Lazarim, 1775-1894 40 ADVIS – Paróquia de Ferreirim, 1812-1888 41

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3 . F r e g u e s i a s u r b a n a s 3 . 1 S é – a f r e g u e s i a d a S é o u d e N o s s a S e n h o r a d a A s s u m p ç ã o , a n t i g a m e n t e c o u t o d a S é “ p o r q u e é d o s b i s p o s ”42 , é n e s t a f r e g u e s i a q u e s e l o c a l i z a a S é C a t e d r a l e o n d e v i v i a m o s c ó n e g o s e b e n e f i c i a d o s j u n t a m e n t e c o m a m a i s i m p o r t a n t e e l i t e d a c i d a d e , a n o b r e z a43. 3 . 2 A l m a c a v e – a f r e g u e s i a d e S a n t a M a r i a M a i o r d e A l m a c a v e é a m a i s a n t i g a d a c i d a d e e o n d e a i n d a h o j e s e e n c o n t r a a T o r r e d e M e n a g e m d o a n t i g o C a s t e l o e o e d i f í c i o d a a n t i g a C â m a r a . É , p o r e x c e l ê n c i a , a m a i s b u r g u e s a e c o m e r c i a l e o n d e s e e x e c u t a v a m “ a s j u s t i ç a s s e c u l a r e s ”44 4 . O e s p a ç o u r b a n o e r u r a l N o s é c u l o X I X , a c i d a d e d e L a m e g o , n o q u e d i z r e s p e i t o a o s e u p e r í m e t r o u r b a n o , p o u c o d i f e r i a d o s s é c u l o s a n t e r i o r e s s e n d o c o n s t i t u í d a p o r d u a s f r e g u e s i a s : A l m a c a v e e S é . A f r e g u e s i a d e A l m a c a v e c a r a c t e r i z a v a - s e p o r p o s s u i r d o i s b a i r r o s : o b a i r r o d a P r a ç a , o u P r a ç a d o C o m é r c i o , c o n s i d e r a d o o p r i n c i p a l , ( o n d e a c o r r i a m a s m e r c a d o r i a s e v i v i a m o s m e r c a d o r e s ) , m o r f o l o g i c a m e n t e m a i s p l a n o q u e q u a l q u e r u m d o s o u t r o s , l o c a l i z a v a - s e f o r a d o s m u r o s d a a n t i g a c i d a d e ; o b a i r r o d o C a s t e l o , p r i m i t i v a u r b e e , p o r t a n t o , s i t u a d o d e n t r o d o s m u r o s d a m e s m a e l o c a l i z a d o n u m a e l e v a ç ã o e n t r e o s b a i r r o s d a P r a ç a e d a S é e o n d e s e e n c o n t r a v a ( e a i n d a s e e n c o n t r a ) a T o r r e d e M e n a g e m d a c i d a d e ; a f r e g u e s i a d a S é , t a m b é m e x t r a - m u r o s , c o n t i n h a o b a i r r o d a S é o u “ C o u t o d a S é ” , o n d e v i v i a m o s “ c ó n e g o s , b e n e f i c i a d o s e a n o b r e z a ”45 .

42FERNANDES, Rui – Descrição do Terreno ao redor de Lamego, duas léguas, p. 63 43 Idem, p. 63

44 FERNANDES, Rui – Descrição do Terreno ao redor de Lamego, duas léguas., p. 63 45

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O B a i r r o d o C a s t e l o , o u c i d a d e a n t i g a , a b r i a - s e p a r a o e x t e r i o r a t r a v é s d e d u a s P o r t a s : a d o N o r t e o u d a v i l a , a n t i g a m e n t e c h a m a d a “ P o r t a d o s F o g o s ” q u e s u s t e n t a v a , c o m o s e u a r c o , u m d o s d o i s b a l u a r t e s q u e e n t ã o p o s s u í a s e n d o o m a i o r a C a s a d a C â m a r a ( o n d e o S e n a d o s e r e u n i a ) e o o u t r o c h a m a d o o C a s t e l i n h o ; e a d o S u l , o u P o r t a d o S o l , q u e s e a b r i a s o b r e o b a i r r o d a S é46. A c i d a d e e r a p e q u e n a e a s r u a s , t a l c o m o s e v e r i f i c a v a n a s p o v o a ç õ e s m a i s a n t i g a s , e r a m “ e s t r e i t a s , t o r t a s , i m u n d a s e m a l c a l ç a d a s ”47. P o s s u i L a m e g o i m p o r t a n t e s c a s a s b r a s o n a d a s e q u i n t a s , m u i t a s d e l a s p r o p r i e d a d e s d a s e l i t e s q u e e s t i v e r a m l i g a d a s a o p o d e r l o c a l . N a f r e g u e s i a d a S é , a m a i s i m p o r t a n t e d a c i d a d e q u a n t o a o s e u e s t a t u t o e c o n ó m i c o e s o c i a l p o i s n e l a r e s i d i a a m a i o r p a r t e d a n o b r e z a l o c a l , e n c o n t r a m - s e a s s e g u i n t e s C a s a s b r a s o n a d a s : C a s a d o P o ç o , l o c a l i z a d a n o l a r g o d a S é , p e r t e n c e u a J e r ó n i m o d e C a r v a l h o R e b e l o . F . C . R . , C o m e n d a d o r d a O . C . , e q u e f o i V e r e a d o r d a C â m a r a d a c i d a d e e n t r e 1 7 9 9 e 1 8 1 7 . C a s o u e m 1 8 0 0 c o m D . R o s a B á r b a r a d e V i t e r b o G u e d e s L e n c a s t r e ( f i l h a d o s e n h o r d a C a s a d o E s p í r i t o S a n t o ,48 P e d r o G u e d e s d e M a g a l h ã e s O s ó r i o e d e D . T e r e s a C l a r a d e S o u s a C é s a r e L e n c a s t r e ) . M o r r e u s e m d e i x a r d e s c e n d ê n c i a t e n d o s i d o s u a u n i v e r s a l h e r d e i r a a s o b r i n h a , D . M a r i a d o s P r a z e r e s , ( f i l h a d o s e u i r m ã o , M a n u e l d e C a r v a l h o R e b e l o )49. E r a c a s a d a c o m A n t ó n i o T e i x e i r a d e S o u s a d a S i l v a A l c o f o r a d o , f i l h o d e G a s p a r T e i x e i r a d e M a g a l h ã e s e L a c e r d a ( v i s c o n d e d o P e s o d a R é g u a )50. A n t ó n i o T e i x e i r a d e S o u s a d a S i l v a

46 DIAS, Augusto – Lamego do Século XVIII, pp. 57 - 58 47 LEAL, Pinho – Portugal Antigo e Moderno, p. 36

48ADVIS – Lv. Casamentos da Sé, 1773-1827, Cx. 11, nº 1, fl. 138 49ADVIS – Lv. Óbitos da Sé, 1781-1832, Cx. 11/B/, nº 8, fl. 261 v. 50

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A l c o f o r a d o , F . C . R . , f o i M e m b r o d o C o n s e l h o M u n i c i p a l d e L a m e g o e m 1 8 4 3 , 1844, 1845, 1846, 847-1848 e 1850-1851. C a s a d o E s p í r i t o S a n t o , l o c a l i z a d a n o L a r g o d o E s p í r i t o S a n t o , p e r t e n c e u a J o s é G u e d e s M a g a l h ã e s O s ó r i o C o e l h o P e r e i r a ( c u n h a d o d e J e r ó n i m o d e C a r v a l h o R e b e l o , p o r s e r i r m ã o d a m u l h e r d e s t e , D . R o s a B á r b a r a d e V i t e r b o G u e d e s L e n c a s t r e ) . F . C . R . , T e n e n t e - C o r o n e l d o R e g i m e n t o d e M i l í c i a s d a C o m a r c a d e P i n h e l e d o R e g i m e n t o p r o v i n c i a l d e L a m e g o , C o r o n e l d o R e g i m e n t o d e M i l í c i a s d e A r o u c a , C a v a l e i r o P r o f e s s o n a O . d e C . , C o m e n d a d o r d a m e s m a O r d e m , C a v a l e i r o d a O r d e m d e M a l t a e C a v a l e i r o H o n o r á r i o d a O r d e m d e S . J o ã o d e J e r u s a l é m e m o r g a d o d e S a n t a C o m b a . F o i V e r e a d o r d e s d e 1 8 0 2 a 1 8 2 9 e A l m o t a c é e m 1 8 0 2 e 1 8 0 6 , 1 8 1 4 e 1 8 2 551. C a s o u c o m a p r i m a , D . J o s e f a A d e l a i d e P i n t o d e S o u s a , f i l h a d e L u í s P i n t o d e S o u s a C o u t i n h o , 1 º v i s c o n d e d e B a l s e m ã o e d e D . C a t a r i n a M i c a e l a d e S o u s a L e n c a s t r e52. C a s a d o s L o u r e i r o s , l o c a l i z a d a n a R u a d o s L o u r e i r o s , p e r t e n c e u a o 1 º c o n d e d e A l p e n d u r a d a , J o ã o B a p t i s t a P e r e i r a d a R o c h a53, f i l h o d e F r a n c i s c o D i o n í s i o P e r e i r a d a R o c h a e d e D . L u í s a J o s e f i n a F l o r a d e S o u s a A z e v e d o . F r a n c i s c o D i o n í s i o P e r e i r a d a R o c h a e r a f i l h o d e D i o g o J o s é S o a r e s e d e D . M a r i a J o a q u i n a P e r e i r a d a R o c h a . F . C . R . , f o i A l m o t a c é e m 1 8 2 3 e M e m b r o d o C o n s e l h o M u n i c i p a l e m 1 8 4 7 -1 8 4 8 . C a s o u e m -1 8 3 0 c o m D . L u í s a J o s e f i n a F l o r a d e S o u s a A z e v e d o , f i l h a d e J o s é P e d r o d e S o u s a A z e v e d o e d e s u a m u l h e r D . F r a n c i s c a C a t a r i n a d e S o u s a B o u l h e . O f i l h o , J o ã o B a p t i s t a P e r e i r a d a R o c h a , c a s o u c o m D . J o s e f i n a A u g u s t a V i e i r a d e M a g a l h ã e s , f i l h a d o v i s c o n d e d e A l p e n d u r a d a ,

51 I. A. N. /T. T. – Desembargo do Paço, Beira. Pautas Eleitorais. 52 ADVIS – Lv. Casamentos da Sé, 1773-1827, Cx. 11, nº 1, fl. 149 v.

53 A Casa dos Loureiros ainda pertence à família, mais especificamente a D. Antónia de Castro Sousa Girão, bisneta do 1º conde de

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A n t ó n i o V i e i r a d e M a g a l h ã e s e d e s u a s e g u n d a m u l h e r , D . M a r i a d a s N e v e s C o r r e i a L e a l54. D e s t e c a s a m e n t o n a s c e u , e n t r e o u t r o s , F r a n c i s c o A n t ó n i o P e r e i r a d e M a g a l h ã e s . F . C . R . , i n t e g r o u o p o d e r l o c a l t e n d o s i d o P r o c u r a d o r à J u n t a G e r a l d e D i s t r i t o e m 1 8 7 8 e e m 1 8 8 4 - 1 8 8 5 . C a s o u c o m D . M a r i a F i l o m e n a d e C a r v a l h o R e b e l o T e i x e i r a d e S o u s a , f i l h a d e A n t ó n i o T e i x e i r a d e S o u s a d a S i l v a A l c o f o r a d o M a g a l h ã e s e M e n e s e s , n e t a d e M a n u e l d e C a r v a l h o R e b e l o M e n e z e s , S e n h o r d o M o r g a d o e C a s a d o P o ç o , p o r c o n s e g u i n t e , s o b r i n h a - n e t a d e J e r ó n i m o d e C a r v a l h o R e b e l o55. À C a s a d o s L o u r e i r o s p e r t e n c e u e a i n d a p e r t e n c e a Q u i n t a d e S e q u e i r o s56 l o c a l i z a d a n a f r e g u e s i a d e S a n d e57, e h o j e e n c o n t r a - s e i n t e g r a d a n o T u r i s m o e m E s p a ç o R u r a l c l a s s i f i c a d a c o m o C a s a d e C a m p o58. C a s a d o s V i s c o n d e s d e A r n e i r ó s o u C a s a d a P e r e i r a , l o c a l i z a - s e n a a n t i g a R u a d a P e r e i r a , h o j e R u a V i s c o n d e d e A r n e i r ó s e p e r t e n c e u a o 1 º v i s c o n d e d e A r n e i r ó s , A n t ó n i o P i n h e i r o d a F o n s e c a O s ó r i o V i e i r a e S i l v a , f i l h o d e J o a q u i m A n t ó n i o P i n h e i r o d a F o n s e c a V i e i r a e S i l v a e d e D . A n a A d e l a i d e O s ó r i o d e M a g a l h ã e s B o t e l h o59 ( n a t u r a l d a S é , f i l h a d e A n t ó n i o O s ó r i o S o a r e s M a c h u c a A r a g ã o C a b r a l e d e D . A n a J o a q u i n a d e M a g a l h ã e s B o t e l h o A l a r c ã o P e s s o a . A n t ó n i o P i n h e i r o d a F o n s e c a O s ó r i o V i e i r a e S i l v a , p r i m e i r o v i s c o n d e d e A r n e i r ó s , F i d a l g o C a v a l e i r o p o r s u c e s s ã o , b a c h a r e l f o r m a d o e m D i r e i t o p e l a U n i v e r s i d a d e d e C o i m b r a60, o c u p o u o c a r g o d e V e r e a d o r e m 1 8 4 7 , F i s c a l d a C â m a r a e m 1 8 4 7 e P r o c u r a d o r à J u n t a G e r a l d e D i s t r i t o e m 1 8 5 0 - 1 8 5 1 ; P r e s i d e n t e d a J u n t a G e r a l d e D i s t r i t o d e V i s e u e D e p u t a d o d a N a ç ã o e m q u a t r o

54 ZUQUETE, Afonso Eduardo Martins – Nobreza de Portugal e do Brasil, Vol. II, p. 259

55 PINTO, Albano da Silveira (et all) – Resenha das Famílias Titulares e Grandes de Portugal. Tomo I, p. 66 56 AZEVEDO, Correia – O Douro Maravilhoso, p. 315

57 A Quinta de Sequeiros também pertenceu ao 1º conde de Alpendurada e hoje pertence à sua bisneta, D. Maria Cândida de Castro

Girão.

58 PEREIRA, Lucília dos Santos Nunes - Turismo no Espaço Rural…p. 118 59 ADVIS - Lv. Casamentos da Sé, 1773-1827, Cx. 11, nº 1, fl. 227 v.

Joaquim António Pinheiro da Fonseca Vieira e Silva era filho legitimado de António Pinheiro da Fonseca e desempenhou os cargos de Vereador entre 1829 e 1834, Eleitor em 1832/1834 e Almotacé em 1829.

60

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l e g i s l a t u r a s . F o i o q u i n t o a d m i n i s t r a d o r d o v í n c u l o e c a p e l a d e N o s s a S e n h o r a d o P i l a r , d e L a m e g o61. E r a c a s a d o , e m p r i m e i r a s n ú p c i a s , c o m D . M a r g a r i d a C â n d i d a d e A r a ú j o M a r t i n s M o r a i s S a r m e n t o , f i l h a d e F r a n c i s c o J o a q u i m d e G o u v e i a M o r a i s S a r m e n t o e d e D . J o a q u i n a C â n d i d a d e A r a ú j o M a r t i n s62 e e m s e g u n d a s n ú p c i a s c o m D . H e n r i q u e t a A u g u s t a d a S i l v a M o n t e i r o , f i l h a d e M a n u e l M o n t e i r o e d e D . M a r i a C â n d i d a63. A c a s a e l i n h a g e m c o n t i n u a r a m c o m o f i l h o , A d o l f o P i n h e i r o d a F o n s e c a O s ó r i o V i e i r a e S i l v a , 2 º v i s c o n d e d e A r n e i r ó s , n a s c i d o d o s e u p r i m e i r o c a s a m e n t o . E r a c a s a d o c o m D . H e n r i q u e t a J o s e f i n a P e r e i r a d a R o c h a , f i l h a d o 1 º c o n d e d e A l p e n d u r a d a , J o ã o B a p t i s t a P e r e i r a d a R o c h a e d e s u a m u l h e r D . J o s e f i n a A u g u s t a V i e i r a d e M a g a l h ã e s64. C a s a d o s S e r p a s , s i t u a d a n o b a i r r o d e S a n t a C r u z , p e r t e n c e u a J o s é L e i t ã o P e r e i r a R e b e l o S o a r e s d e C a r v a l h o . F . C . R . , f o i V e r e a d o r e n t r e 1 8 0 5 e 1 8 1 0 e A l m o t a c é e m 1 8 0 6 e 1 8 0 9 . C a s o u t a r d i a m e n t e c o m a s o b r i n h a - n e t a , D . T o m á s i a R i t a d o C a r m o C o r r e i a , f i l h a d e A n t ó n i o C o r r e i a L e i t ã o d a F o n s e c a e d e s u a m u l h e r D . M a r i a R i t a P e r e i r a d e C a r v a l h o65. N ã o t e n d o h a v i d o d e s c e n d ê n c i a , a c a s a p a s s a r i a , p o s t e r i o r m e n t e , p a r a o s o b r i n h o , A n t ó n i o C o r r e i a L e i t ã o d a F o n s e c a . F . C . R . , f o i V e r e a d o r e n t r e 1 8 1 8 e 1 8 2 3 e e r a c a s a d o c o m D . M a r i a R i t a T a v e i r a P e r e i r a d o C o u t o , n a t u r a l d e G u i ã e s , f i l h a d o D r . T o m á s A l v a r e s d e C a r v a l h o e d e D . M a r i a Q u i t é r i a d o C o u t o T a v e i r a , a m b o s d e G u i ã e s . D e s t e c a s a m e n t o n a s c e r a m D . T o m á s i a R i t a ( q u e m a i s t a r d e v i r i a a c a s a r c o m o t i o - a v ô J o s é L e i t ã o P e r e i r a R e b e l o S o a r e s d e C a r v a l h o , a c i m a j á r e f e r i d o ) e B e r n a r d o P e r e i r a C o r r e i a L e i t ã o . B e r n a r d o P e r e i r a C o r r e i a L e i t ã o , F . C . R , f o i V e r e a d o r e m 1 8 2 7 -1 8 2 966.

61 ZUQUETE, Afonso Eduardo Martins – Nobreza de Portugal e Brasil, Vol. II, p. 318 62 ADVIS – Lv. Casamentos da Sé, 1773-1827, Cx. 11, nº 1, fl. 227 v.

63 A.P.S. – Lv. Casamentos da Sé, 1874, rgtº nº 4 64 A.P.S. – Lv. Casamentos da Sé, 1885, regtº nº 13 65

(32)

D . T o m á s i a R i t a v i r i a a c a s a r , e m s e g u n d a s n ú p c i a s , c o m A n t ó n i o C a r d o s o d e M e n e s e s M o n t e n e g r o67 ( f i l h o d e J o s é P i n t o d e C a s t r o S o u s a M o n t e n e g r o e d e D . E u g é n i a M a r g a r i d a d e M e n e s e s M o n t e n e g r o , s e n h o r e s d a C a s a d e V i l e l a , e m S o u s e l o ) , D e s e m b a r g a d o r d a R e l a ç ã o d o P o r t o e V e r e a d o r d a C â m a r a d e L a m e g o n o t r i é n i o d e 1 8 2 1 - 1 8 2 3 . C a s a d o s M o r e s , l o c a l i z a d a n o a n t i g o l a r g o d a V i t ó r i a , p o r t r á s d a S é , p e r t e n c e u a A n t ó n i o O s ó r i o S o a r e s M a c h u c a , o r i u n d o d e S . P e d r o d e C e l o r i c o , G u a r d a . F . C . R . , f o i V e r e a d o r d a c i d a d e e n t r e 1 7 9 9 e 1 8 0 4 e e n t r e 1 8 0 8 e 1 8 1 068. E r a c a s a d o c o m D . J o a q u i n a d e M a g a l h ã e s B o t e l h o , f i l h a d e D i o g o d e M a g a l h ã e s B o t e l h o e M e n e s e s , d e M o n d i m e d e D . Q u i t é r i a I n á c i a C o r r e i a d e A l a r c ã o69. D e s t e c a s a m e n t o n a s c e u F r a n c i s c o O s ó r i o M a g a l h ã e s M a c h u c a , q u e s u c e d e u à C a s a . F r a n c i s c o O s ó r i o M a g a l h ã e s B o t e l h o S o a r e s M a c h u c a , F . C . R . , e T e n e n t e – C o r o n e l d e M i l í c i a s , f o i V e r e a d o r n o s p e r í o d o s d e 1 8 0 8 - 1 8 1 0 , 1 8 1 5 - 1 8 2 0 e 1 8 2 9 - 1 8 3 4 e A l m o t a c é d a c i d a d e e m 1 8 1 4 , 1 8 2 6 , 1 8 2 9 e 1 8 3 170. E r a c a s a d o c o m D . A n t ó n i a M á x i m a d a C u n h a T e i x e i r a P i n t o d e C a r v a l h o , f i l h a d e M a n u e l L u í s T e i x e i r a d e C a r v a l h o d a C u n h a P i n t o d e M e s q u i t a e d e D . A n a M a r i a T e i x e i r a d e B a r r o s 71 d e q u e m t e v e d o i s f i l h o s : A n t ó n i o e F r a n c i s c o O s ó r i o d e A r a g ã o M a g a l h ã e s . A n t ó n i o O s ó r i o d e A r a g ã o M a g a l h ã e s , F . C . R . , f o i V e r e a d o r e m 1 8 4 5 - 1 8 4 6 e M e m b r o d o C o n s e l h o M u n i c i p a l e m 1 8 4 3 - 1 8 4 4 , 1 8 4 7 e 1 8 5 0 . E r a c a s a d o c o m a p r i m a , D . M a r i a A n g é l i c a , f i l h a d e J o s é L e i t e P e r e i r a d e M e l o e d e D . M a r i a A u g u s t a d e M a g a l h ã e s , v i s c o n d e s d a L a g i o s a72. A C a s a v i r i a a s e r p o s t a à v e n d a p o r e s t a ú l t i m a g e r a ç ã o .

66 I. A. N. /T. T. – Des. do Paço, Beira. Pautas Eleitorais

67 ADVIS – Lv. Casamentos da Sé, 1773-1827, Cx. 11, nº 1, fl. 178 v. 68 I. A. N. /T. T. – Des. do Paço, Beira. Pautas Eleitorais

69 GAYO, Felgueiras – Nobiliário das Famílias de Portugal, Vol XI, p. 668 70 I. A. N. /T. T. – Des. do Paço, Beira. Pautas Eleitorais

71 GAYO, Felgueiras – Nobiliário das Famílias de Portugal, p. 668 72

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Figura 1. O Termo e Concelho de Lamego.

Referências

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