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& UM JORNAL DO RIO PARA TODO O BRASIL # JK REPELE EXPLORAÇÃO "V( I SI ' I. ««i»

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BATALHÃO DEIXA SAUDADE

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/l /('//»« í/o novo comandante do "Batalhão Suez", seultorita Ana Lúcia (à direita), uniu-se á familia do major 0'Rcill, para chorarem juntas no "píer" da Praça Mauá, ontem, na partida tio navio transporte "Barroso Pereira". A sra. Waitka Gilka e seus filhos Ricardo Henrique e Luís Felipe acenam chorosos. Ana Lúcia expressa, em seu rosto bonito, a saudade do pai — coronel Cruz. — que partiu fazendo sinal de que tudo

esla-va bem. — (Reportagem ua 12' página)

Ike será o único na

Assembléia da ONU

NAÇÕES UNIDAS'; 12 — (IT-UIM-DC) •— O presidente Fi-senhovver proporá, amanhã, na sessão de emergência da Assem-bléla Geral das Nações Unidas, um plano para o fomento econô-niico dos países do Oriente Médio, a ser administrado por um organismo regional, com seus próprios recursos.

O Presidente norte-americano, que é o único Chefe de Es-tado a assistir à reunião, pronunciará o discurso de abertura dos trabalhos da Assembléia, ás 10,00 horas, perante os delegados de iil nações, das quais 21 estarão representadas por .seus Minis-tros das Relações Exteriores.

O TEMPO

TEMPO: Instável. TEMP.: Estável. VENTOS: Quadram te Leste, fracos. MÁXIMA: 24,7. MÍNIMA: 13,2.

Diário Carioca

•&

UM JORNAL DO RIO PARA TODO O BRASIL

•#

AISO XXXI — IS. 9.22H

Rio de Janeiro, quarta-feira, 13 de agosto de 1958

PREÇO: CRUZEIRO 1,50

Fnndndor J. E. DE IMACEUÜ

Docum

do gen

t$da fraude

ie Peraehi

NO /Vl/^AiCa^ijwfSP^O

1^*nvg5*

PORTO Ai.EG.RE, 12 — (De Antônio Frejat, especial para o DIAKIO CARIOCA) — «A nosso ver, face aos exumes a que pro-cedemos nu Auto-IIepresenlações S.A. e na Sociedade Técnica Veículos e Máquinas Ltda., a qual é, esta última, simples testa-de-ferro daquela, a operação de importação em causa foi efe-tuada eom fraude cambial c está completa e perfeitamente en-quadrada nos artigos 17 da Lei número 2.974, dc 26 do novem-bro de 1956, c 149 das Normas Gerais do Decreto número 43.711, de 17 de maio de 1958».

Essa afjrmação é o item sete Ua folha dois do oficio com que a Fiscalização do Imposto cie Consumo levou ao conhecimento cio Inspetor da Alfândega de Porto Alegre as fraudes cometidas pela firma do genro do candidato oficial ao Governo do Estado, coronel Peracchi, no caso da Importação de automóveis. Ê em documentos como esse — que esta em nosso poder — que ba-seàmos o.s fato.s apresentados nessa série de reportagens sobre

o «Filipeta do Rio Grando».

UMA SIMPLES OFICINA

I "terminada a operaçüo de mon-L. iaitem de veículos que estão sendo importados pela firma AiitórRcpresentações -S. A., a firma Sociedade Técnica Vel-culos c Máquinas Limitada. pus-sara a dedicar-se especlalinen-te às atividades de oficina de re-paruçíio e recuperação cie vi-í-culo», para une foi especial-mente cons»ruída".

F. o sócio da ST.VM condiu: "Até o momento, esta firma tem Imitado as suas atividades ex-cjiislvamento i) montagem de veículos Importados pela Auto-Representações S; A.

APROVARAM O BANCO

INTERAMERICANO: EUA

JK REPELE EXPLORAÇÃO

AGRESSÃO 1'isenliovvi'i, v\u> chegou boje a Nova lõrquo, procedente de v-isiiiniiuin, tratará; támbÇtio., i :n seu discurso, cio problema cia "agressão indireta" e pedirá aos delegados dos demais pa,'-ses que evitem intrometer-se nos assuntos do Oriente Médio, (i projeto dc Eisénlipvyor foi re-velado no momento em que os 1 Varieis Unidos davam um no-v,. passo com respeito à situação política no Levante, ordenando r primeira retirada de tropas i.orte-inicricaiias do Líbano.

O Presidente c o Secretário de P.stado Foster Dulles traba-lharão, estu noite, na elabora-ção do discurso, em Nova lor-que. A Casa Branca informou que Fisenbovvcr regressará a Wa-shington, após proferir o seu discurso de abertura da sessão extraordinária da Assembléia Geral

RESOLUÇÃO DÂ URSS Depois dc Eisenhower, falará o *r, Atidrci Gromiko, Ministro do

INDIRETA

Exterior soviético, que apresen-tarfl unia resolução eni «pie pé-de a retirada imediata das fôr-ças nprtè-ntnerioithas e brita-nicas do Oriente Médio, Gromi-ko almoçou hoje com o SecretÜ-íio-Ucial Dág llaliimar.skjolcl. que desempenhará papei salién-' te nas conversações entrv- os bas-tidores da "Assembléia.

Dilllcs almoçou hoje com o embaixador dos F.stados Unidos na ONU. sr. Henry Cabo I.nriee c mais tarde se avistou eom Sei-«Vyn Lloyd. Ministro das Rela-cões Exteriores da Grã-Brela-nha. a fim de traçar as táticas a serem adotadas em resposta à e.xjgéncia da União Soviética sô-bre a retirada das tropas.

ORDFM DO DIA A ordem cio dia da reunião indica somente que se tintará cie questões que foram examina-cias por ocasião da S*8.a ses-(Conclui na 2a. pau..)

F.m 2ft dc. julho passado — mesma data do ofício da ,Fisca-lizàçfjo «Io Imposto d? Consii-mo ao Inspetor da Alfândega — foi lavrado um Termo de Exa-me e dc Verificação no escrito-rio da Sociedade dc Veículos e Máquinas Limitada (rua San-tos Duniont. 642, nesta Capital). Segundo esse documento (tam-bém o possuímos), a instalação técnica da oficina "c construí-da apenas de ferramentas leves para as operações At ajustageni cie peças e mais dos segiinles aparelhos e motores: um motor para bomba de água (operação cie lavagem), com 1'5 111': um motor para o compressor rle ar operação dc luhrificaçãol, com 5 III'; um motor para aparelho de solda elétrica, com 10 III': e um motor para esmeril, com (t',5 IIP: o que dá um total de 17 para todos Os aparelhos exis-tentes e em Utiliznç&o.

A assinatura do termo foi as-s.stida pelo sr. llenrioue Armali-cio Poli genro do coronel Pera-eclii e chefe da "gang" de fal-sos Importadores de automóveis. TRABALHANDO PARA POI I o sr. lio Milano de Soti7a, um dos quatro sócios da firma e o único que trabalha (como su-pcryisor lécnicoi na oficina as-sitiou o tcrillo de exame e veri-fienção, As afirmações dos asen-- les fiscais são baseadas também

cm declarações suas.

t) sr. Milano dc Sou/a afir-mon, — diz o documento — que,

CAPITAL: CRS I Mil IIAO A STVM foi registrada na Jun-tu Comercial dn Fstacio cm 17 dc março de 1958 sob o número 102.654. Tem qualro sócios e Um capital total de Crí 1 iniilião. Segundo os agentes fiscais, '¦não possui

patente dc icgistro para fabricante ou oficina, não fé/ nenhuma importação de mer-cadorias e está recolhendo im-posto de consumo "ad valorem" com base na patente dc regis-tro número 6856, tle 1958. obli-cia para o comércio a varejo de produtos das alíneas I, 3, 5 14, 25 e 29."

Desde que foi fundada, « Sn-ciedade Técnica Veículos c Má-quinas tem-se dedicado apenas ¦ montar os carros importados como peças pela "gang", do sr. Poli.

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(Conclui nn 2a. png.)

DOCUMENTOS COMPROVAM A FRALDE

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'MARINERS'7

DEIXAM HOJE

O LÍBANO

BEIRUTE; WASHINGTON, i"! (rr-rri-DO — o almi-rante James Holloway áriün-ciou. hoje, oficialmente, dc bordo do navio dc guerra "Ta-conic", ancorado no p«-»rlo de 'Beirute,

que deixará o Libano amanhã uni batalhão completo (1.700 homens) do Corpo de Fu-zilelrbs Navais americano — a primeira tropa a retirar-se dês-te país depois da crise no Ori-ente Médio.

Em sua entrevista habitual à Imprensa, o porta-voz do De-parlamento de Estado em Washington, declarou. . hoje, que o Governo cios Estados Unidos — "ao

que sabe" — não tem, no momento, nenhum plano para a retirada de ou-tros batalhões do Líbano, onde rinda ficarão 13 mil soldados. COMEÇARA' ÀS SETE HORAS O embarque do batalhão americano, que foi o primeiro a chegar a Beirute, em 15 de julho, começará ás sete horas. A retirada será na véspera da abertura, em Nova Iorque, da SíMSão Extraordinária da Assembléia das Nações Unidas. Ontem, o almirante Holloway e o embaixador Robert McClin-tock visitaram o general Fuad Chèhab, Presidente eleito da 'República

e atual Comandan-te do Exército libanês.

NAO HOUVE PEDIDO O porta-voz do Departamen-1o de Estado declarou que os Estados Unidos não receberam qualquer pedido do general Ohehab para a evacuação com-pleta das forças americanas no Líbano.

Leu, em seguida, uma decla-ração oficial: (Conclui na 2a. pág.)

llftjanos

sHéBMI a

serviço do

Brasil

BANCO DE CRÉDITO REAL

DE MINAS GERAIS S.A.

Fundado em 1989

SUSTADOS OS

EMPRÉSTIMOS

ATÉ DEZEMBRO

O sjr. Victor Nunes Leal, Chefe do Gabinete Civil, cum-prindo determinação do Pre-Hidcnte da República envioiií ontem, circular aos Ministros da Fazenda e do Trabalho e aos Presidentes de Caixas Eco-mímicas Federais e Institutos de Previdência Social mandan-do sustar até 31 de dezembro os. empréstimos e o andamen-te dos processos já iniciados para este fim, nas Carteiras hipotecárias daqueles órgãos.

E' a circular uma comple-mentação às medidas que tem adotado o Presidente da Repú-blica visando a isenção dos órgãos governamentais e au-tarquias no próximo pleito eleitoral, a fim de evitar pos-sa haver qualquer favoreci-mento à candidatos ou parti-cios políticos.

EXCEÇÕES

A circular abre exceções ape-nas para a aquisição ou cons-(Conclui na pagina 2)

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aí-tff ^entts fiscais,. --' / *

Na entrevista coletiva de ontem o Presidente da República deu ênfase ao seu protesto contra a exploração em tomo da fotografia colhida depois da sua conferência com Foster Dulles

'Traição ao Brasil o

que se iêz com foto'

ENTREVISTA DO PRESIDENTE

"Creio

que não direi demais, nem perderei o tranqüilo equilíbrio, se falai- em traição aò bom nome do Brasil. Não foi a mim que visaram, mas à pátria de todos nós. Não fui eu o traído. Foi o Bra-sü" — esta declaração foi feita, ontem, pelo presi-dente Juscelino Kubitschek, na entrevista coletiva que concedeu no Palácio dò Catete.

O Presidente da República, que leu algumas de suas respostas aos jornalistas, abordou, na entrevista, alguns aspectos do encaminhamento da "Operação Pan-Americana", anunciando que "parece ao Brasil desejável a constituição, em Washington, de um ."Comitê de 21", que se reuniria informalmente e prepararia o terreno para as eventuais reuniões de alto nível".

A ENTREVISTA

Primeiro ato contra

subdesenvolvimento

Em carta dirigida ao presidente Juscelino Kubits- ' chek, o sr. John Foster Dulles comunicou-lhe a de-cisão do Governo dos Estados Unidos de participar do Banco Interamericano dc Desenvolvimento Eco-nômico. Idêntica comunicação foi feita, ontem, em Washington, pelo subsecretário Douglas Dillon, ao Conselho Econômico c Social Interamericano.

É êsse o primeiro resultado concreto das recen-tes conversações do Secretário de Estado norte-ame-ricano com o Presidente brasileiro e traduz uma mo-dificação radical da posição dos Estados Unidos com relação à criação daquele órgão central de investi-mentos, destinado a promover o desenvolvimento eco-nômico dos países da América Latina.

INÍCIO DA NOVA ERA

WASHINGTON, 12 —

(FP-UPI-DCl — O Subsé-cretario de Estado para As-suntos Econômicos, sr. Dou-glas Dillon, anunciou a deci-são do Governo norte-ame-ricano na manhã de hoje, na sessão especial do Conselho Econômico e Social Intera-mericano. O sr. Dillon ini-ciou sua breve declaração, dizendo que os Estados Uni-dos observaram a "extrema importância" dada ao pro-bletnn do desenvolvimento econômico pelos Governos latino-americanos e afirmou que a noticias assinalava o "início de uma nova era" no campo da cooperação dos Es-tados Unidos com a América Latina.

O Subsecretário recordou as visitas, feitas- pelo vice-presidente Richard Nixon,

O repórter Antônio Frefal reuniu, em Porto Alegre) docnmen-los comprovando a fraude cambial cujo principal autor é o genro do candidato oficial aò Governo do Estado, sr. Peracchi de Barcelos. I'm desses documentos, o que aparece no clichê, é o oficio da Fiscalização do Imposto de Consumo denunciam do a "Auto Representações S. A," ao Inspetor da Alfândega. O trecho do meio é o que abre a matéria dc hoje de Frejat

A entrevista do Presiden-te cia República, que foi as-sistiçtá pelo deputado Ar-mando Falcão e por alguns auxiliares diretos da Presi-dêricia da República, incki-sive o escritor Autran Dou-rado, Chefe da Secretaria ri~* Imprensa da Presidência da Republica, foi iniciada com a resposta do sr. Juscelino kubitschek à indagação sô-bre se o processamento da "Operação" dentro dos qua-dros da OEA podia sienifi-car o fracasso da iniciativa. O Presidente disse:

"Considero totalmente im-procedente a opinião de que, se processada dentro dos quadros da Organização dos Estajábs Americanos, estará a Operação superada e fada-da ao fracasso. A OEA é o Instrumento natural do pan-americanismo e não pode. de forma alguma, ser posta à margem, Tenho o maior res-peito e admiração pela ati-vidade daquele órtrão e con-sidero a Carta d2 Bogotá um dos mais perfeitos mônu-mentos jurídicos internacio-nais. A. União Pan-Amcrica-na e a atual OEA sempre constituíram o foro por ex-cèiencià para a discussão dos problemas continentais e para a solução pacífica de quaisquer controvérsias de âmbito regional. No meu en-tender, o movimento de

re-formulação das relações po-lític-as do sentimento não poderá prescindir dos ele-mentos que a OEA estão em condições dc fornecer-lhe. A experiência inestimável do supremo organismo da co-munidãde americana pode e devo ser aproveitada ao má-ximo. Seria absurdo querer fazer tabula rasa do enorme cabedal de trabalho diplo-matico e de estudos técnicos já realizados ou que podem realizar-se através da OEA. A contribuição do Conselho Inter americano Econômico e Social, por exemplo, po-dera ter o maior relevo para a análise do problema do subdesenvolvimento na Amé-rica Latina, para a procura dos corretivos adequa-dos. Quando de sua recen-te visita ao nosso pais, o ilustre Secretário Geral da OEA, senhor José Mora, in-teirott-se das gestões até aeol-a feitas, relativamente à Operação Pan-Americana, à qual está disposto a dar o sou valioso concurso. Em su-ma. não me parece que des-truir o Que já tem sido fei-to durante os numerosos anos de cooperação entre as Repúblicas americanas possa ser considerado obra útil. Ao contrário, os esforços nelo fortalecimento da unidade (Conclui na 2a. nãg.)

IKE & KRUCHEV NA ONU

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C\AvErvv''S

Petrobrás examina

proposta soviética

Em nota distribuída ontem, a direção da Petrobrás informou que está examinando a proposta, feita pelo Governo da União Soviética, de fornecimento, ao Brasil, de 150 a 200 mil toneladas de petróleo bruto, em troca de igual valor de amêndoas de cacau. Respondendo a consulta formulada pela empresa, o Depar-tamento Econômico e Comercial do Itamarati esclareceu que não existe inconveniência politica ou diplomática para que a referidd transação seja realizada.

VANTAGENS ECONÔMICAS

entretanto, que ainda fal-A Petrobrás recebeu, em 13

de niuio último, um telegrama do órgão oficial do Governo da URSS — Sojuzneftccxport Mer-ktilov — no qual se propunha a operação de troca. Considerando que o Brasil não mantêm rela-çiícs diplomáticas com a União Soviética, foi solicitado, em 2x <!e maio, o pronunciamento pré-vio do Ministério do Exterior, tendo em vista as possíveis van-tagciis econômicas que poderão advir da transação.

No din nfi de junho último, a empresa brasileira recebeu co-municação do Itamarati, infor-ninndo não haver inconveniên-cia em efetuar-se a troca pro-posta Em face desse pronuncia-mento. a Petrobrás solicitou ao órgão proponente, sediado em Moscou, que fossem enviadas as característ cas do óleo, o qUe foi feito, através de nova carta. Os técnicos de refinação

conside-iam, entretanto, que tam dados mais completos.

PREÇO E QUALIDADE Além da qualidade do petró-leo que é decisiva para a sua utilização pe'as refinarias nacio-nais. há necessidade de esclare-cer outros pormenorej usuais nas transações de compra da-quclc produto. A empresa brasi-leira solicitou também, ao ór-gão oficial soviético, indicação sobre o preço para o pagamento do cacau a ser exportado.

TELEGUIADO

COM OGIVA

ATÔMICA ONTEM

liÒNOLUIatl, 12 (IPI-FF-DC) — Foi lançado, hoje, de uma rampa armadn no ern-tro da Ilha .lohnson, um 4o-guetc teleguiado de ogiva ató-mica — o 16." da série dc ex-periências que ali se realizam. O foguete subiu; passou, em seguda à horizontal, e desapa-receu. Seg-undos depois, ouviu-se em Honolulu uma explosão, surgiu um relâmpago no ecu e uma nuvem, que se dissipou em quatro minutos.

96 MIL METROS Segundo cálculos feitos por cientistas, no Havaí, a expio-são ocorreu a 96 mil metros de altura.

Em Washington, a Comissão de Energia Atômica confirmou a realização de experiências.

SÃO

PAULO"

COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS DE VIDA DIRETORES

Dr. Juse Maria WhnaKer Dr Eirmlno Antônio Whltalcer Dr. José Carlos de Macedo Soares

Sucursal no Rio de Janeiro - Av Rio Branco 173 — 10." andar Sede - Rua 15 de novembro. 324 — São Paulo

pelo Secretário do Tesouro e pelo sr. Milton Eisenho-wer e, mais recentemente, pelo Secretário de Estado, a países da América Latina. Acrescentou 0 sr. Dillon: "Como resultado dos relato-rios apresentados por esses representantes do Governo dos Estados Unidos e dos relatórios apresentados por esses representantes do Go-vérno dos Estados Unidos « dos nossos estudos coorde-nados dos probleiíias econô-micos latino-americanos, o Secertário de Estado autori-zou-me a declarar que os EUA estão prontos a consi-dèrar o estabelecimento de uma Instituição Regional In-tteramericariá de Desenvolvi-mento, que receberia o apoio (Conclui na pâjf. Z)

O Rio e a

mudança cia capital

A MUDANÇA da Capital se dará, por imperativo de lei, a 21 de abril de 1960. Mas a esta altura dos acontecimentos ainda não se sabe ao certo qual será a sorte do atual Distrito Federal: conver-ler-se-á cm Estado da Guanabara, como está na Constituição; fundir-se-á com o Estado do Rio ou se converterá na "Cidade Livre" su-gerida por algumas personalidades ouvidas pela imprensa?

Não há dúvida que o simples fa-to de se estar discutindo o proble-ma demonstra que cie não está re-solvido com o dispositivo sobre a matéria inserida nas Disposições Transitórias. Basta abrir os jornais para verificar que a questão, para o opinião pública, está em aberto.

O Governo Federal deve preocupar-se seriamente com o assunto. Suas atenções estão concentradas em Bra-sília. na construção da cidade qne será o monumento inipèreçíyel da administração Kubitschek. As preocupa-ções são tantas que não sobra tempo para cuidar do ve-lho Rio, do destino qne este vai ter após a mudança.

O fato c que o Governo precisa definir-se. E pelo cumprimento puro e simples da Constituição ou pela modificação do artigo que institui o Estadinho da Gua-nabara? Qualquer qne seja. entretanto, a orientação a seguir, é imperativo que se comece a agir sem perda de tempo, no sentido de preparar as reformas necessárias a uma transição sem abalos e som desordem. Sabemos que a questão é complexa, por isso mesmo reclamamos providências imediatas para que se fixe uma política e sc enfrente desde logo a tarefa de sua execução.

aTÊ agora, devemos ser francos, o problema foi apenas tratado de maneira vaga e teórica. Mes-mo que se admita naver o Governo estabelecido que não se mexe no Artigo 4.° das Disposições Transitórias, co-frio será governado O novo F.stado ate que se reuna uma Constituinte e se lhe dc uma Constituição? Que se fará. por exemplo, dessa Cornara de Vereadores que vamos eleger agora? Poderá ser convertida eni Constituinte quando para isso não receberão mandato os seus mem-bros a serem eleitos em outubro? E como poderá viver o Estado da Guanabara se a rencia atual mal dá sòmen-te para os encargos triviais da Prefeitura e serviços im-portantes, como "Justiça. Polícia e Bombeiros, são sus-tentados pela União?

Este último aspecto é o mais sério, a nosso ver. Af está o exemplo do Acre. Havia a hipótese da sua incor-poração ao Amazonas, solução juridicamente perfeita, mas tida como politicamente errada, e havia a hipótese

da constituição de- um Território Nacional, estatuto que permaneceria cih vigor até que o Acre tivesse condições para organizar-se em Estado. Tendo escolhido o segundo caminho, o Governo Federal jamais se pôde livrar dos encargos crescentes assumidos no Território, pois este, que havia sido um Estado Independente sob o governo de Plácido de Castro, acabou na mais completa depen-dencia da União, vivendo cada vez mais à su» custa.

AUALQUER, porém, quo seja -a solução a apli-car.-se no caso do atual Distrito Federal, é pre-ciso trabalhar nela desde já. o que inegavelmente não se vem fazendo de maneira séria e permanente.

DANTON JOB1M

(2)

?

— MARIO CARIOCA - Quarta-feira, 13 de agosto de 19.18

CONCLUSÕES DA 12.a PAGINA

CONCLUSÕES DA l.a PAGINA

Exorbitante

ção (Caroiirá, 330, Jaenrepagual representado peln sra. Olga Mou-ra rie Carvalho no contMou-rato, sen-rio cuir platlenvn 330 (riiasc.j, tendo Internado 237, O contraio « (to valor rie CrS B.229,470,

Escola Paulo Torso (Adolfo Bcrgamlnl, 27B. Eng, de Dentro) representado pelo sr. Jor.» Ua-1Hta Miranda rl.-i Silva, pleiteava 70 (fom.i c Internou IM, sendo

o eonlriito do valor do Cri I ,829.700.

Instituto Brasileiro de Educa-cAo (Av. CcstVrlá do Melo. 493, Campo Grande) Pleiteava 260 ffem.) e Internou 3 Kl, no valor dr CrS 8.014V430, Foi represen-tado pelo sr. Clòdoalclo Rodrir g'UÇ« de Carvalho.

Educandário Nossa Senhora da Vitoria (Cândido Bcnicio, 2.010, Jacarcpagtin i representado pelo fv. Jo&o Fernandes dn Cru/.. Plet-toava 70 (masc.) o Internou 185, nn valor de CrS 5,381,370,

Escola Rii»-i»i Santa Mariana (Barão, 3. JanarepnguA) repre-sentado por Flce Limoeiro de A v n ú J o Cunha. Ploiienvn 4(Kl (ni.njc < o Intnrnòn H'I8. «i-do o contrato do CrS 10.420.100,

Educandário Bezerra do Me-re-.es (Estrada do Gabtnnl, 1592 •Tacãrcpaçpã i renre^ontfidn nela «rn, Nalr da Costa Pcrotrn (fun-clonãrla ('-i Prefeitura). Plellon-va 140 (masc.) e internou ílfi, no valor dn CrS 3.R48.000.

K^cola Rocha Miranda (Fer-nando Lobo. B79. P"odoro I re-prcaentado pelo sr. Paulo Sch.á-vo, pleiteava 340 (mafC) e in-tornou •>'>'', no valor dc

CrS tt 7:>fi 8«ri

Instituto Nossa Senhora da f-clade (Quiririm, 245, Vila V"!o'-"irc> representado pelo sr. Cláudio .in-r de Campos. P'el-teava 170 (lem 1 <¦ Intfnmi 111. no vp'or d- «".rS *. l-'(i """

Instituto Folltie Ci«mar*i (fe-rtvnino). Eitrada do Rio Grande; n. 805. Jacia**cone,u.'i. reoresentii-do pelo t:,'¦ Raimunreoresentii-do Maítio Ca-marSo. Pleiice.vn 400 ! r^m.) e internou ^OR no valor de .... CrS iU 202.(>')().

Instituto T>r'*"Q Antônio Vieira (Estrada do R*o Grande, nume-ro 2.fi04, Jneareoaiíuà). roore-contado oelo sr. Rneias de Sousa Santos Lisboa fnaronte do sr. C?l»n Lisboa i. Pleiteava 1 noi) ( masc.) e internou 1 .300. Este contrato no valor de CrS .... 33.279.450 ê o de maior impor-tanefa. \Ta concorrônoia é<'e co-lérjio foi representado ueto sr. Ai "ru sto Azevedo de Fi»rla Filho. Escola Moreira i PU"'1 (Av. 'Ge rema rio Danta*, n. 5fífii renre-nontado pelo sr. Manoel d" Axe-vedo Momira Sobrinho. Pleiteava 220 (masc.) e Intérivni i-*n. «#»n-<1o o contrato dn OS 5.187.000, Educandário Nos «a Senhora das Graças (filial 1 I Rua Caruaru. n. 25) representado por Maria de Lourdes Almeida. Pleiteava 125 ( fem.) e internou 100, no valor de CrS 3 2G2.300.

Educandário Santa LucJa ffe-mi nino) Estrada Intende nie Ma-galhSes, 05.-5, Marechal Hermes, represerftado pela sra. Calmem Garci'i ( irmã de um candidato a vereador!. Pleiteava 300 ( fe-mi nino | e internou 14íí. sendo o contrato dr CrS 7 . ."05 250 .

Colcuio Vera Cru?, (pertenren-io ao sr. Celso Lisboa, atual Pre-RÍdcntr da Câmara Mun^cloaT), Rua lladdoek Lobo. 345, Tiiuea, represen ia rio na concorrência pe-Ia sra. Carolina Llfibot) (irmã do sr. Celso Lisboa l tendo o sr. Ru-fino da Costa Roma assinado o contraio. Pleiteava 800 (masc.) e internou 700, sendo o contrato no valor de CrS 17.010.950. Es-tr conEs-trato è o que ocuna o se-Rundo lupa V na imnortáneia numeria. O primeiro também per-tence ao sr. Celso Li?bon.

Inslitnlo Santa Bila dn Cás-rin IRua 24 dc Maio. ,1~,2 Hia-ebuelo) representado nor Cacil-da Mariani. pleiteava 200 (mas.) e internou. 103. O contrato vale CrS 4.703.450.

Educandário Santa Filomena <Honorio. 686, Todos os Santos* representado nor Jordélta Damas Martins. Pleiteava 50 f.í>m.) c internou 4G. no valor de .... CrS 1 25fi.lifi0.

Colécio Sousa Marques fGe-remárin Dantas. 008. J.**C9repn-pu 11 representada oor Jore de Sousa Marques. Pleiteava 0 ;n-terna mento de ro t mH.sc.» e in-te mou 40. sondo Q contrato de: CrS 1 ,010.870.

E'-<-ola TUir.-' S?o .T"«é (Eslra-da Engenho Velho. 531, Jacaré-pafrftiã^ reor^^ntndo po*- Maria José Gama Imbuzçfro, pleiteava 70 i masc. I e internou RO. O contrato e do valor de C'-s 1.516.200.

Tristíluto Arruda Cmvra ffi-1:--• 1» i Caquteetros. ROO. S:inli=<i-p\n t t roores«»nt'ido nor Tere«inhn '''-"idade de Cistro. pleiteava 330 imase.) c internou 141, O rontrato é do valor de Cr* 3 363.070.

instituto Arruda CAnaarn (La-deira da Erecncs'a. 1 !iR. Jacaré* páguá ¦ renresent°Ho po»* Maria T -»»*a Pereira da Silva. P'"iteava ?20 (masc.) c internou 171. sen-d oo eon*TPln no valor sen-de .... Crs r. 370 P30.

EíjQOla Maria Ortiz (Estrada Pui Ferro. 945. JncarenaguA) re-presen tado por Antônio Duarte r'^s Santos no contrato o por TTlslândia dos pontos Melo na concorrência. P^lU^ava o inter-n^nionto d^ iP.n ffem.) e con-?"«'.'(. 100 Ce"'-ato no valor ri" Ci-S 2.3Í7.010.

Educandário i »r da Criança Voluntários da Pátria. 75* re-prossnndo nor Àrial*.lrn Rlten-court Forreira, pleiteava o inter-r^oiev'^ de "0 í Tem. ' e cuisc-ruiu. CoW»trein no valor de . . C-s i.i"7 000, senrip nne í^se Coié"io ofereceu a diária mais baWa.

Tn1"':tuto de ^rltiop^ap e CultU-ra é Albano, 313. .Tacareçaiguâ'.) ro iccseptodo por Mclno Hour-p"iono Beiriz. oleitep.vn 600 ífe-ivinirio) e in tornou P°5 sendo o estrato no v"alpr rie

CrS 14 222.830

educandário Santa Lúcia fmas-cvMna) (Lins de Vasconcelos. ."'> i representado por Alzira ',*r'*;i. pleiteava 100 (masc) e i-ssjjrnou 0R. O co"t'"ito é do V"'or de CrS 3.307.?H0

rnv-uulo Edisrn (.filial) (Goiás 4" " Piedade * reo^» "íntad-o oor Arm-ndi da Silv? Filho Plestea-vi 70 Cm'»*c.l e Intwwii 121. O c"itnl<i é do valor de CrS 4 153.150.

TtutltutO Fo,:-" C->nv,r--.o (mp.«l fíEarrada do P.io Grande. :»R0ã, J^icarapãguá I renroentodo pt?lo s»-. Raimundo Ma" no Camarão. p'«iteava 20 (masc.) e Internou 313. ««nrlo o (••-•"'rato no valor dc CrS 10.729,300,

Marítimos ..

para evitar em janeiro a paru-lisaeão da fttaxixüia Mercante. Os niaritimo- exigem de setis sindiwtcs que .--e.iym to-modas providências no ssall-cio de que o Gotfr.ito cumpra as promessas, m-.is. fté o mo-mento. os Órgà03 rje classe tem se aos;ido de adotar inrtfdidas drásticas. e\n virtude ..da. si-tuação política.

AS VEUJl.VS

O Conaresso Nacional já

Ferroviários...

e o repouso semanal remunerado, uicsmo cuntiiirirnido à lei.

Agora, os ferroviários piei-triiini n dcslhcorpovação dos abo-nos aos rcik spilrtriòs p oue llms seja çonçodid;! o salfeiõ iwixo aus. demais servidores dn Uniào, na ouse rie Cíí 9.100.

aprovou Ce o PreaWonte dá Republico .sancionou i a lei que abre o crédito de ooo ml-lliôes de cruzeiros para quc a União p.tisue aos marítimos os atrazades correspondentes ao Snldrlo-Iàriillln i devido as íamílias dos servidores iá fa-lecido.si aos qüinqüênios e ao repouso semanal remunerado, No entanto, até o momento, o Ministério dá Fazenda nito determinou a liberação dessa verbas.

superintendente da CABES. Com o novo batalháò seguiu o Jornalista Eyàldo Dantas Parreira, representando as '!Pô-lhas" de São Paulo.

Partiu o...

Prendendo, por que? Porque o papai é ehear-regado de não deixar on sol-dados entristecerem-; Se eu cho-rar os soldados vão chorar também c dizer que o major não ensinou direito.

O major 0'Reill <' um vete-rimo ria FEB na última «tier-ra. Sendo oficial especializado, a moral e a disciplina da tro-pa que ontem tro-partiu, eslão a a eu cargo.

A sra. Ruth Cruz, esposa do coronel comandante do novo batalhão .tentava cm vào con-íortar sua filha Ana Lr | a. que é loura e bonita. E' a primeira vez qur o coronel deixa a la-milia por um longo período.

Além do general Levi Chi-doso. estiveram no cais mu!-tas autoridades militares. O cel. Álvaro Braga e o major Bons-tein. da Comissão de Assuntos de Suez: oficiais do '2° RI c rio I Exército. O capitâo-de-mar-e-güerra Nelson Gomes Fernandes. Chefe do Estado Maior da Força de Transportes da Marinha e o sr. Elias Lobo,

Avião explodiu...

«A Diretoria rio Lúldó Aéreo In monta comunicar qué b avião prefixo LEQ, qüe fasia o pòrçur-su Maiiaus-Helém, sofreu uni aci-dente tias proximidades Cie lie-l.'-ni, às ^1 horas de ontem. No desnstrc faleceram os passarei-ros spnhoreà Ámbrósio Assayajíi Kr a nei so» Rodrigues Vãlcáelo, Kui I.ins e Charles Scodgon e oa tripulantes, comandante Ri-tiald > Sebastião Cerqueira, ro* inundiiríic Wcriier Wagner, pilo-lo Francisco Ornar Curgtíl, rádio-operador Vai domar SàntlAnu. despachante Sôrjrio Ribeiro e rn-missario .José Benedito Miranda* o passageiro sr, Çassianò Cirilo A nu ne Í a çã o sobreviveu un acl-dente. 0 avião nã i levava mais passaKtiros nem tripulantes. Foi aberto Inquérito para apurar ss causas do sinistre». Rio de Jànci-ro, 12 de airôstn de lilõS. - - Anc-lio C. Moles — Oiretor Comer-ciai».

Hos passaK<'ii'o?:. apenas os srs. Cássia no Cirilo Anunciação (o sobrevivente) e Ambrósio As-sayag iam para Melem. O des-tino Hos outros; igualmente cm-bareados em Manaus, era « Riu.

Químico..

te os dias 24 e 30 do corrente, chegou a médica Inglesa Paula Heimann, que apresentará um trabalho sobre "As bns?s psi-canaliticas das relações entre médicos e pacientes".

Sobro o problema tia juven-lutlc dita transviada, a sra. I Paula Heimann disse que, na

sua opinião, "é uma questão educacional, que suas atitudes representam protesto contra as gerações anteriores e contra seus mestres. Deve ser resolvido tlen-tro do plano educacional",

RELIGIOSAS PELO "TELLIEK"

Peln navio "Charles Telller" chegou ontem um grupo de no-ve religiosas, entre as quais a superiora Celsa Kubitschek Pi-gueiredo, prima do presidente Juscelino Kubitschek. A irmã Celsa evitou a reportagem.

O grupo, chefiado pelas irmãs Campos e Tibo, Taz parte da Congregação das Pilhas da Ca-ridade de S. Francisco dè Pau-Ia e esteve visitando diversas cidade européias com passado religioso, indo depois a Paris. Visitaram o "Berceau de Saint Vincent de Paul", na cidade on-de nasceu o santo, Lanon-des, no Sul da França.

OUTROS VISITANTES A bordo do mesmo navio, che-gou o advogado brasileiro Tan-credo Tostes, declarando estar o Brasil muito conhecido na Eu-ropa. graças ao seu futebol e á construção de Brasília,

MOEDA LEVA AO BRASIL "O lago existente no pavilhão brasileiro da Feira dc Bruxelas, ,'á adquiriu, entre os estrangei-ras, fama de milagroso", decla-rou a sra. Nellie Anunciata Sn-les Pascoalli. da direção do ICOMI: "Basta que se jogue ali uma moeda e será satisfeito o desejo de conhecer o Brasil. Pena. acrescentou, que no boni-to pavilhão brasileiro, não este-ja representado o famoso foi-clore deste país".

Celso Lisboa: "Negócio da China é tomar dinheiro.

roí. e sem dúvida o

colégiopad rão. o coi ógiomocolégiopadèlo, o org u -lha da iniciativa particular em nosse terra.

Sr. Presidente, .rs. voradores: coma v. Exas. podem muito ben» avaliar, s..o dezenas e dezenas de milhões de cruzeiros inver-tidos nesta obra monumental a serviço do menor ahandonadn. E eu pergunto: nesta altura, ti-vessr a família cto vereador Cel-so Lisboa invertido esse eapital fabuloso na especulação Imobi* liaria, estaria agora mmicío cri-tieada?

Não. sr. Presidentf! Estaria-mos isentos de qualquer eríti-ca. estaríamos por certo sendo ejtados. nesta hora. como bene-méritos pais da Pátria!

Dizer, sr. Presidente, dizer. srs. vereadores, oue o tnstitulo Pa-dre Antônio Vieira, que isto que está aqui <• um antro, que isto que aqui está é um depósito imundo de menores, é uni cam-po de conoentraçSo, como vêem Exas. é negnr a verdade, é o mesmo que tachar de "anal-fabeto" Rui Barbosa, é o mesmo que chamar o honrado sr. ve-rcador Gladstone Cliaves de Mc-lo dc "ladrão".

Sr. Presidente. Isto se chama inveja -- e inveja mata, srs. ve-readores. Permita-me V. Exa., sr Presidente, que estigmatize aqui os homens da Oposição eom una páriinn lapidar do saudoso estilista que foi Coelho Neto. Ueferindo-se A "inveja", Coelho Ncio teve estas palavras magis-t re is •

"O fnuêjoso, diz êle. ê um In-feliz riicnn rie lástima, Quando t.,f' - ,-utirn"i as vil,irias alheias o Invejoso volvendo-sc cstort<--padamente, sôbre si mesmo, rai-va como n escorpião que remor-de a cauda envenenando-se eom a própria peçanha. NAo há maior desgraçado, Pnra todos os ma-les h.i remédio: parn a Inveja n"io há alívio. Ela é cimo o can-c»-o que corrói às surdas, resisto an prónrlo caiOério e se ciei-(••¦-n mi"i ponto irrompe mais vIp'**Tlto po outro".

Ai e-*:i. sr. P—•sJdonte, s—;. vereadores, o nertil fiel, descrito pela nona lap.'d«r de Coelho Ne-to.- dos m?i"i desleais adversários nc-te nler«rio.

f-V inveia. «r. Presidente. R' invela qne <ém de mim e de minha família! E' inveja de ter a família T.ishoa dotado a Canitp' rh Renública de um co-ló-io-padrf-o. do um colégio-mo-dôlo. ornutho da Iniciativa par-tlculnr em nossa terra. E' inve-ia de poder o professor Celsa Lisboa anre-entar ao povo a sua prestação de contas c. atra\*és dela. dizer com toda n forca d"s pulmões que. no seu serviço de assistência social, estão Interna-das centenas e centenas de crian-cas desfavorecidas da fortuna.

Está aqui, sr. Presidente, a prova de que centenas de crian-cas vivem às exponsas do verea-dor Celso Lisboa.

E' inveja que têm os homens da Oposição He não poder apre-sentar unia obra de benemerén-c»a dèsto porte. E' Inveja que eles têm de nio poder oferecer ao povo n que o vereador Celso IA hon faz.

Sr. Presidente, vejo que ape-n»3 o vereador Raul Bruhinl permanece no Plenário. ,iá que. «raças a Deus, a UDN abando-pou o recíritp, Respire forte, sr. Presi dp <Me. e veja qi1** o ar f>-cou maJs leve nest*» Plenário. E' que a UDN. covardemente como seinnre. dele saiu para não ou-vir as verdades que tanto doem. Convido o rnbre vceador Raul Brunini a vir á Tribuna exa-mirar o-í documentos que aqui estão. SftVO centenas deles firma-dos pelos responsáveis doa me-oo»es internados às expensas do vereador Celso Lisboa. São cen-tonas deles, repito. Todos estão com firma reconhecida todos têm endereços certos, são pc-t'»u' doetunenlos autênticos. Se E-a. sr. vereador Raul Rru-üln e s^-iis cólcgafí quiserem da»*-se ao trabalho de ir às fa-velas, de galgar os morros e. enm os sapatos sujos de lannx. Ir aos barracos dêses infelizes, verificarão i\ verdade, pois os filhos ddçsss pobres estão íntev-nados no Serviço de AssistAT'ia Social que o professor Celso Lisboa mantém âs suas exponsas. i Pnimns).

Sr. Presidente, se me permi-tid fosse, eu dirigiria, nesta nl-lura de minhfl oiaeào. nm apô-lo aos vereadores da UDNi aos vereadores que me combatem: "Srs.

vereadores da UDN, sejam,

pelo amor de Deus honestos) srs, vereadores da Oposição, se-jam, pelo amor de Deus. fieis à verdade! Srs. vereadores. que neste Plenário me combatem. não deslustrern seus mandatos, mentindo, caluniando, ínfaman-do. insultando!"

Se quiserem luta eu a acel-to em qualquer terreno, mas que seja uma luta limpa, uma luta honesta, uma luta á altura, uma luta com armas Iguais para que possamos tereá-lns em condições iguais,

Nao é, sr, Presidente, srs. ve-readores, não é como fazem os opositores do vereador Celso Lis-boa e os vereadores da Oposi-Cão, mentindo, caluniando. Insul-tando. agredindo, que hão de atingir seus torpes e baixos ob-.ictivos. A calúnia, a miséria, a mentira, a inve ja constituem as marcas dos batões que estão per-tnanentemenle na boca da Opo-siçoÜ nesta Casa.

Sr. Presidente, passemos ago-ra a examinar as entrevistas concedidas à imprensa pelos ne-ga ti vis tas desta Casa : inicie mus pela entrevista dada pelo líder fiesta campanha sórdida e baixa, sr. Hélio Walcacer.

Quc diz o sr. Hélio Walcacer. no DIÁRIO CARIOCA de 8 de

agosto do corrente ano? Peco a atenção da Casa e de todos aqueles que ouvem as ir-radiações da Rádio Roquette Pinto.

i LENDO I •Indústria de cnsi-no é caso de policia. E' neirócio da China".

Peco a atenção dos srs. verea-dores parn as palavras do si* Hélio Walcacer: "E1 caso de po-licia. é negócio da China".

Vou mostrar, contristado. pc-saroso, lamentando, lamentando profundamente ter de descer tio baixo parn atingir o sr. Hélio Walcacer, vou mostrar aos ou-vintes ria Rádio Roquette Pinto. o que é. realmente, um caso rie policia e um negócio da China! Falece ao sr. Hélio Walcacer qualquer autoridade para atacar qualquer diretor de colégio ou a quem quer que seja.

Irei exibir agora documentos comprobatôrtos do que aqui afir-mo. Ei-los;

Aqui está um cartão de vtsjtn do sr. Hélio Walcacer com os se-gulnles dizeres dc seu próprio punho

(LENDO) "Devo ao meu aml, go Celso Lisboa a importância de duzentos ' 200) dólares quc pagarei no Brasil, por ocasião do meu regresso. Paris, 1 .ri-7-.j7. Assinado: Hélio Walcacer".

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O sr. Hélio Walcacer já voltou ao Brasil, já retornou ao exte-rior e. segundo me consta, está de malas preparadas para uma terceira viagem ao exterior e, até agora, não procurou o sr Celso Lisboa para cumprir

aq.ii-lo que todo homem dieno. todo homem que tem caráter faz: o pagamento de suas dividas.

Ma,s ainda há mais, srs. veroa-dores. Aqui está um vale do sr Hélio Walcacer de CrS 5.000.DO assinado pelo seu próprio purtoo.

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Mas ainda há mais. srs. ve-readores. e mais grave ainda: exibo agora uma promissória emitida peln sr. Hélio Walcacer, promissória está datada em lUõri, com vencimento para janeiro de

Iftã". a favor do sr. Álvaro Ro-dvif*ues, avalizada pelo sr. Celso Lisboa

E o que diz o verso da

pro-mlssóriaV Dí;í o seguinte; "Re-cebi do avalista Celso Lisboa".

&&áS9&ÈÊÈÊ*'

Aprovaram...

dp Iodos os seus países membros".

DECISAO-OHÀVE Os membros do Conselho Econômico aplaudiram cn-tusiástlcamente a noticia. O sr. Roy Rubottom, Secreta-rio Assistente Secreta-rio Estudo p;i-ra o.s Assuntos, também pro-sento, declarou que "essa cie-cisão-chave" poderá ser coti-cretizada sob os auspícios da Organização dos Estados Americanos, anos consultadas torlas as Repúblicas do con-tinente.

Loko depois tle ter sido anunciada a decisão do Oo-vêrno dos Estados Unidos, o embaixador equatoriano, sr. José Chiriboga. pediu uma pronta reunião dos Mi-nistros da Fazenda da< 21 Repúblicas americanas, para o lançamento da.* bases de um banco d° fomento.

CONTRIBUIÇÃO DOS EUA

O Secretário Geral da OEA, sr. José Mora, que re-(jresseru ontem à noite do Rio de Janeiro, declarou que a iniciativa "é uma grata no-ticla para a comunidade in-tèramèricana e constitui um novo exemplo de uma pro-funda preocupação

demons-Irada, ultimamente, pelos

Estados Unidos, para o for-falecimento da cooperação. pan-americana". Mora elo-ttiou o paoel aue o Chefe do Governo brasileiro tem de-sempenhado na luta pela melhoria tias condições dos países subdesenvolvidos do hemisfério.

Ainda não se texii urna indicação do montante da contribuição dos EE. UU. pa-ra o organismo financei-ro interamericano Dfinancei-rojetado. Acredita-se, contudo, que o Governo norte-americano es-tá disposto a fornecer con-tribuição maior do que a das outras nações, consideradas isòladaments. Os fundos se-riam utilizados Dará finan-c:ar projetos de fomento re-gionp's a longo nrpro.

INICIADAS CONSULTAS Tiveram hoie iní-io rs con-sultas :ntcr.!mericanas reíercn-tes k decisão do governo cio< Estados Unidos, cie c-studar a criação cl? um ornaniuno finan cciro para o dísenvolvimento econômico d.i \roírica L:itÍP->. C nue oro"!'í'j :iv "rT&tíMUPat? dp-pou oue o sr. Dounlas DuMes, romunicoii císsi d".-1 ii ao Çon-splln liconômiíCo e Social Inter-aliicriatto.

do Oriente Médio numa «5 »es-são. Temos muito que fa/cr sõ-bre a (|iiestão do Líbano t da .lordâiila, asvim como sôbre a dn njíiessão indireta. Temos t.un-bem i|Uc informar o mundo sò-bre a natureza desta última.

JORDÂNtA RENUNCIA 0 emliaix.'(lor da Jordânia nn» Nnyões Unidas renunciou, hoje, às véspera:" da reunião es-peciai da Assembléia, por consi-derar que não poderia conti-iniar defendendo a "política niinosa" do seu govírno,

O embaixador Balia Uin Tou-lan visitou o Secretário Geral dn ONU para notificá-lo dá sua decisão, bem corno das rn7õps que o levaram a deixar o pós-to. Toiikan foi chamado inied-a-Inmrnie pelo seu governo mas decidiu p-iinancs-p- em Nova buquê, em vez de regressar a A man.

"Mariners

a

"Em discussões com o presi-dente Camilo Chamoun e com o comandante-chefe dns forças libanesas, iteneral Puad Che-hab, cheRou-se à concordância d.-- que houve, depois da che-gada da* tropas americanas, uma melhora da situação, tan-to no aspectan-to interno como no.

externo, quanto à seçurançn do Líbano.

"Reconheceu-se igualmente que, devido a essa evolução, certa redução no número da» forçai americanas no Líbano ooorrer sem diminuir a capar.-dade des«as forcas de auxiliar o governo libanês a nuntn a independência e a integridade do Líbano.

QUANDO PEDIR "As íô.-ças a mer-ca nas serão ratiradás do Liba:'->. quando o pavêrno libnncs ne:"ir ou qua-.-do a« Nações Unidas tiverem t mado as medidas adequadr.s para realizar o obi:-t;vo em v'sta do qual as forças é-s Esta^-s Unidos foram n?d das".

APENAS SIMBÓLICA A opinião das reb?"de=; li!:?-ns :•-. -obre a rettrarJa do bu-f.-.LhSo americano f~i dívu's.a-r; rs".tc5 mesmo d?

r-.r.i*Os'"-'.':.'-,..\ç\o r i G vi : "¦. O

l'd;r ca ocsiçâo. sr. Salsm. au2"fico,u a decirão d?s '"st-drs Ur.idcs d? "simbólica" e cc::v.'dou seus partidários p se manterem vigilantes ate a partida do último soldado es-tiT-igeiro.

Mas afirmou-, "O comunica-do norte-americano veio cen-firmar o que já havíamos dito — que a integridade e a inde-pendência do Líbano náo e.s-tão em perigo".

O COMUNICADO Diz o comunicado amrricr.no expedido de bordo do "Taco-nie": "O almirante Hóllòwbay anuncia o inicio da retirada ds um batalhão de fuzileiros hs-vais das forças americanas atualmente "no Líbano. R;cc -da as declarações feiuis pf!a presidente Eisenhower e p?:o Secretário de Estado, Dulles, no momento do desembarque dessas forças, vindas para atender a pedido do Presiden-te da República e do Govèr-no do Líbano para que co-operassem na manutenção da independèncin e da integrida-de do seu país.

"Foi então especificado que as forças americanas perma-neceriam no Líbano somente enqunnto sua presença fõ-rse reclamada pelo Governo liba-nês e solicitada por sua missão.

"O almirante Holloway, de-pois de haver examinado a questão com o Presidente da República, sr. chamoun. e com o Comandante das forças li-banesas, general Chebab, cons-talou a melhora da segurança interna e externa do Líbano. Assim, com a aprovação do presidente Eisenhower e se-gtindo instruções do Secretário de Defesa, o 2.° Batalhão do 2.° Regimento de Fuzileiros Navais começará a embarcar a 13 de agosto, às 7 horas, nas praias vizinhas a Beirute".

Ike

será o

Isto sim, srs vcrccdo**t*s, é que é uni autêntico c-iso nv po-licia. é que é uni negócio da China. Negôcto da China é

to-viar dinheiro em pi estada c nâo racusar-Uié o cumpri V"'ii"-. negócio da China é to- gnr-lhe a divida. I mar dinheiro <le um amigo e no vereadores, é quo é ú\a seguinte viüta:-lhe a^ costas, da China!!í (Çontin

mento e no-to sim, srs. um nepócio ua axiau/ià)

são do Conselho de Segurança, Esta fórmula neutra foi adota-da para evitar que sejam men-cionadas as acusações soviéticas tontra a "agressão'' angjo-aine-rjeana no Líbano e Jordânia,

Ao chegar, hoje, a Nova lor-que, o sr Selwyn Lloyd devia-rou que n' firã-Bietanha conti-ímava fa\oi'(ive! a uma- reunião de cúpula e manifestou o seu pisar pelo fato de tal reunião não, ter sido or^aui/ada no qua-dio das Nações Unidas,

O ministro britânico accn-filou: "N?D nrredito que possa-mes r^sotvel todos os problemas

Traição ao...

continental

devem

exercer-se em perfeita harmonia com os objetivos e as atividades da Organização dos Estados Americanos".

DESEN VOLVIME .N TO DA PA

Aindn dentro do assunto "Operação Pan-americana", em resposta a outras perguntas so-bre seu desenvolvimento e pos-sivel criação de novos orçp-nismos interamericanos, o presidente Kubítõclíek decla-rou:

"Em

primeiro lugar, clísejo reafirmar a posição de princi-pio «que tenho assumido desde a minha correspondência inl-ciai com o presidente Eisenho-w*r. Ao fazer-lhe a minha amistosa observação sobre a ne-cessidade de se rever a polit:-ca continental, tivs desde lopo a Intenção de provocar um am-pio e irrestrito debate sobre as relações interamericanas, uni verdadeiro exame de consciên-cia coletivo, dando margem a que cada um dos paísee inte-ressados apresentasse aos de-mais seus pontos de vista e su-gestões sôbre o* problemas do hemisfério em face da conjun-tura internacional. Nunca foi meu propósito reivindicar pnra o Brasil uma posição de men-toi do pan-americanismo, nem advogar qualquer phuio peitei-to e acabado, seja quanto á .substância, seja quanlo aos as-pretos formais do movimento conjunto que está em curso. Adiantei algumas Idéias c»ue me pareceram fundamentais e tive a ventura de vê-las acei-tas em principio pela maioria dns republicas americanas. A visita do Secretário de Estado Foster Dulles forneceu-me a rcaião de conversar cordial e francamente com esse ilustre honiem público, da parte do qual encontrei a maior com-prceníiáo e receptividade. Em minhas conversações com o sr. Dulle?. trocamos idéias tam-bem sobre o lado processual cia Operação Pan-Americana. Não chegamos, nem poderia-mos ter chegado, porém, a ne-nhunia conclusão definitiva. A Operação, conforme tive ocasião de assinalar, tomará a forma que lhe quiserem dar os países participantes. Somente com o seu concurso e assenti-mento, poderemos escolher os melhores caminhos para atin-gir nosso objetivo comum. Fa-lando exclusivamente do pon-to de vista brasileiro e dese-„o*o de inic:ar um diálogo, ma-nifestei em meus primeiros pro-nunciamentos a opinião de que ruma reunião das Cheff6 cie E3tado das Repúblicas amer;-c.was pocieria constituir o co-rsameaío da Operação, dan-do-Uies a chance?:, sole-ne dos príaielrcs mandatários de ca-da país. Sempre esteve pre-¦?:rts ao meu espirito, no en-t-::to, ou» essa reunão no nf-vel tn&fs alto deveria ser pre-c?d:ia de uma preparação muito cuidadosa. Absorvidos pelos múltiplos e complexos deverss de s;-as cargos, os pre-si:'"ntes nâo dispõem do ne-cs -r.ro v.;~3r para tomarem pr-.rle era rjuaiõas prolongadas e esbatts sôbre pontos fjicun-riurlcc ru exclusivamente téc-níces. A própria reunião de Ain t-.os do Exterior, se for juigatia aconselhável pela co-mundade americana, náo de-ve ter caráter preliminar. A meu ver. as primeiras discus-sõ.'s conjuntas. que 6e seguirão aos c^itatos e consultas ora e:n curso, deveriam ser infor-mais e flexíveis, processando-ttt indiferentemente em. nível diplomático e técnico. Parece-me que a cidade de Wasb'ng-trn oferece as melhores caií-cições de trabalho para e?s?"5 reuniões preparatórias, em v's-ts. de ser aquela Capital a se-de da Organização dos E«p-dos Americanos e das Embai-xaci.rs mais numéricas e ben aparelhadas dos nossos pàtees. Ei porque parece ao Brasil ce-ssjável a constituição. em Washington] de um "Comitê rie 21", que se reuniria Informal-mente e prepararia o terrem para ns nveiitua's reu:rõ?s ce alto níy?I",

o íi.*r,ijjvttí FOTOGRAEICO Durante n rritr^vista, aludtii*> se à qiies*"o do flagrante r""-gráfico colhido n-,.s L^rnnínitp.r; lia pcsslííO cm quo n Pr^Hop'^ <'t Repúbltcn, o S«cretArio de Est'do norte-americono e »-—---sores de ambos- ppsaram para n Imprensa, oara documentar o eiicòritrò; Sôbre o assunto, aspir-i 'c manifestou o sr. Juscelino Kubifschck:

"Quanto an caso rin flagrante fotográfico; só tenho nma pbssr-varão para fazer: infelizmente. somns obrigados a verificar nue existem alguns poucos brasileiros capazes de prejudicar o nò-syo país, desiustrá-lo, a presen tu-Jo inriipnamente aos olhos do c -trangéiro para saciar desejos de vingança política interna. o

"Nfio fui atingido, pcssoalmcn-te. pela falsa interpretação do flagrante,

"Todo o pais acompanhou a minha ação eni matéria de poli-tic externa nestes últimos dias, em que nos dedicamos â Opera-cão Pan-Americana e à vista do Secretário de Estado Foster Dulles. Agi sem jactâncla. com a modéstia que c atributo da própria dignidade, mas ioalterà-velmente firme, não cedendo um sò passo na batalha que empre-endeu o meu Governo de- retir rar o Brasil da retaguarda in-característica em que permnne-remos até hoje. Não variei uma • ò vez na linha de conduta que me tracei. Mantive um diálogo com o sr. Dulles. durante o oual Iodos os pontos de vista hrastlei-ros foram sustentados numa li-nha de serena sinceridade. Tra-tei o Secretario de Estado com o respeito qne estavam a me-recer a sua personalidade, a sua

condição de hAspede do Brasil e a tradicional amizade brasi-Iriro-nortc-americana. Não fallei Um só momento oo meu Indecli-nável dever de colaborar pnra h causa que integramos, dando ao sr. Dulles as opiniões qur me parecia Improcedentes. Jamais o dialogo dc minha parle e da pnr-te do Ministro do Exlerior dei-xou de refletir a firme decisão de reformular o pan-americanis-mo em termos que julguei ne-cessários para torná-lo mais »ti-vo e mais contemporâneo.

"Voltando «o caso da fotogra-fta — o quc há de realmente grave é que alguns brasileiros, para me atingir, não hesitam em atingir a reputação do próprio Urasil, numa hora em que se de-veria formar uma espécie de união sagrada em torno dos «I-tos objetivos do P.-in-Americanis-mo. Se. de um lado. o fnto de se ter publicado aqui. com le-gendasí tnfamanes. uma lotogra-fia. cuja interpertacão nâo cor-responde ao que realmente se passou é coisa lamentável e ofen-de toda a ética jornalística, por outro lado, providenciar a sua divulgação no estrangeiro para ruína da reputação do Brasil, pa-ra sua humilhação, é algo que taneenefa a traição nacional.

"Fere-me como brasileiro, e não corno vitima de uma calii-nia. saber que patrício* nossos possam atentar contra o seu pai'*' dessa forma, quando os olhos do mundo se voltavam naquele nm-mento para o Brasil. Creio que nao direi de mais. nem perderei o tranqüilo equilibrio. se falar em traição ao bom nome do Bra-sil. Não foi a mim que visaram, mas à pátria de todos nós. Não fui eu o traído. Foi o Brasil".

CONVITE A AR1NOS Ao final da entrevista o depu-tado Armando Falcão respon-dendo aos jornalistas informou que. de lato. fora encarregado pelo Presidente da República de formular ao deputado Afonso Arinos um convite para a Opo-sIçSo se fazer representar, por um deputado e um senador, na comitiva presidencial que visi-taro a Argentina em outubro vindouro.

O líder FalcAo esclareceu que já havia conversado a respeito con o sr. Afonso Arinos. íican-do na espera de mnn resposta.

Documentada.

.

O OFICIO À ALFÂNDEGA Os aRentee fiscais Manoel Teixeira, De.siré Guarani e Sil-va e Joaquim Brusquer. no ofi-cio ao Inspetor da Alfândega folhas üü a 24 rio processo, onde o Termo de Exame e de Verificação figura à folha 21) afirmam que .segundo lhes pa-rece, "houve não só sonegação de pagamento do imposto de consumo devido sôbre o valor da importação, como também sonegação do valor de ágio devido na licitação da moeda estrangeira, pelo qtle se con-figura uma irregularidade nas respectivas operaçõe» de cám-bio".

AUTOMÓVEIS COMO PEÇAS Prosseguem os fiscais nisto-ria ndo o ca-o: — l» "a Auto Representações S. a. importou 59 unidades completas de au-tomovebi desmontados comple-toa. mas entrega aos compra-dores, seu* fregueses, autornó-veis completos e já montados, o que se comprova por ter si-do pago um imposto estadual qu0 incide sobre os carros e não sôbre as peças 'vendas e consignações na base de seis por cen to'.

Um banco mineiro a que es-tavam consignadas a.s merca-dorias. dis.se depositar no cais veículos desmontados, embora estejam depositados, realmen-te, automóveis completos e montados. As notas fiscais emi-tidas pelo importador aos com-pradores são da mesma data da retirada das veículos do cais.

DUPLA SONEGAÇÃO A conclusão é de que fica "esclarecido

e comprovado, na forma dos termos ed ocumen-forma dos termos e documen-t.i-Representaçóes S. A. impor-tou e está vendendo 50 auto-móveis, os quais foram fatura-dos. tonto na importação, quanto nas vendas, como par-rc.--. peças e acessórios para veículos, para sonegar não só-mente o pagamento de parte do ágio devido na categoria especial para automóveis co-mo também de parte do impôs-to de consumo devido sôbre au-tomóveis".

A Fiscalização do Imposto de Consumo pedia providen-cias para o encaminhamento Ji processo à Fiscalização Ban-caria (PESAN)' dó Banco do Brasil, para que ficasse escla-recido se na operação de im-portação "houve irregularidade ou fraude nas operações de cambio, face às declarações inexatas e incompletas da fir-ma importadora quanto à me--cadoria que desrjava importar e á que realmente foi importaria e está sendo vendida".

Opiaa; porém aue o processo referente à sonegação do

im-posto de consumo, no caso, In. depende da audiénca da Kl-BAN.

O DESPACHO No despaciio do processo, o Inspetor da Alfândega, sr. Car-los Ramos, cm 2ÍJ-7-59 (data seguinte á do recebimentoi en-vlou a documentação à PIBAN solicitando informações *'s,e pos-sivel, antes mesmo do prazo es-tabelecido para tanto no ani-ao Io.. parágrafo 3°, do Deere-to-Lei n.o 7.797".

OUTRA TESTA-DE-FERRO Nas considerandos do desp.,-cho, revela o Inspetor que, co-mo as fábricas americanas rie automóveis não exporiam auto-móveis, "a firma Auto-Repre-sentações S. A., para efetuar a operação de importação dos 50 automóveis desmontados, te-ve de valer-se de uma firma Intermediária que. funcionando com testa-de-ferro da mesma, procedesse à desmonUrKcm pn:-ciai dos veículos que foram im-portados, a United Tradn.ir. Company".

E conclui: "as citadas opera-ções estão ferindo não só a le-tra como todo o sistema das leis de importação e de pagamento de impostos: estão se alastran-do as operações de importação semelhantes às acima referidas, não com automóveis como tam-bém com outras mercadorias classificadas na categoria espe-ciai. o que reclama providenciai imediatas das autoridades com-petentes. em defesa dos interes-ses do Erário Nacional".

possuímos ronos

Possuímos todos os documen-tos transcritos parcialmente nessa reportagem. E' útil repe-lir que eles foram o fundamen-to d:us acusações que levamos a público contra a "e.ing" do sr. Poli. genro do candidato oficial

a Governador.

Hoje. na sessão da Câmara Estadual, o deputado Wilson Vargas, líder do PTB. apresen-tou documentação farta sòbrr o assunto, mostrando até onde vai a astúcía e o arrojo rios fraudadores.

Sustados os...

truçao de casa própria reque-ridas por ex-expedicionários cia | FEB. FAB. Marinha de Guer-| ra e Marinha Mercante, e. pa-ra os casos de empréstimos já em fase final, isto é aquéits I que já deferidos pela autorida-j de competente 6Õmente depen-I dem da lavratura da

re<pecti-va escritura.

OUTRAS DISPOSIÇÓKS Dispõe ainda a referida cir-l cular que os empréstimos em folha de vencimentos e aqut-les sob caução de títuios não poderão ultrapassar os l:mit<<5 rias re.spectivas reversões: c que continuarão a ser processados dentro das normas em vigor as j operações sob penhor civil de I jóia;, pedras preciosas, me'a;-, etc. iletra "c". art. 57. do Re-gulamento aprovado pelo De-creto 24.427, de 19341.

Recomenda o Presidente da República que esta circular se-ja observada pelos dirigente* rio Conselho Superior das Cai-xas Econômicas, do Departa-mento Nacional de Previdén-cia Social, dos Institutos e Caixas de Aposentadoria e Pen-sõeK como deliberação indis-pensável à execução dos pro-pósitos do Governo Federa!, | quer na fase da campanha ele.-toral. quer no período após o pleito de 3 de outubro.

JK, DIA 8, EM

BUENOS AIRES

BUENOS AIRES, 12 __ (UPT. IX". Círculos chepA'do« à Oi-'.-pelaria argentina! informaram tnit o Presidente .1u*ccl:no Kubitschek, do Brasi!, cbefe&ra" À e«t« c\i(>i:.i!. em visita oficial, no próximo rt i i S de sttomhro.

O Governo arcs-rxjno informara já e»tá preparando o programa fie

h âmcii>agen$ ao PwsfcdVàu b#â«-leiro.

MOTORISTAS DE TÁXIS

REUNIDOS

Os motoristas de taxi. àc<-contentes com o aumento tan-fário que lhes foi concedido i CrS 10 a hamirirada o CrS 9 -i quilômetro na bandeira branca . reuniram-se, ontem, em assem-bléia na sede do Sindicato rios Condutores Autônomos de Veí-culos Rodoviários, mas até a ho-ra em que onecerramos a pro-si-nte edição não haviam tomado qualquer deliberação.

Uma proposta foi formulada no sentido de que uma comissão de motoristas profissionais solí-cite audiência ao Presidente da República para expõr-lhe « si-tuaçfio e pedir que o aanienio tarifário seja maior que o pro-postop ela comissão encarregada de estudar a questão.

epeíiria pelo

"Skate"

a proeza dó

"Nautilus"

(ITI-DC) — O

Depar-'xi.e, que um outro submarino atô-WASHINGTON, IfORTLAND, 12

taniento da Deiera informo.

inipq dos Estados Uni-íos, o «SUarea, repetiu a façanlta do «Nauti-lus» e efetuou uma v.rjcm t:r:t-polar sob a calota do gelo Artigo. O «Sktitc», segundo anunciou si Departamento da Defesa, /ar-pou ce Nova Londres (Conrtectfcut) no dia 30 (fe julho passado » cruzou o Polo Norte a.s 1.4,47 horas (hora de verão de Nova Iorque) ds scmunda-telra passada.•ONTINUA

NAVEGANDO

O "Skate", submarino cie 80 ?c:cland «Inglaterra», hoje. pei» :,-,"., Ce .c3:»P:'-»-^to e -.420 primeira vea de.sde 33 de julho, ':;",*.''a2-ls üe d2S£:anunto, é

çtianco a beia unidade submer-I 'r "•-';!> S naveS6r, G0'000 «!»£"»*» sivel em sua histórica viagem d*

i V.eAvfP1. • a"'^c?r^e t!* navegàçfio transpotar. c i..bs:stivel átomo. Foi éle

in-eorporadò à aranha des s:.3;aí?s Unidos no dia 23 ás dezarhbíã de 1037. set? meess an.es da data fixada para isso.

Depois de cruzar o Pola, o

"Skáte" saiu à superfície a u-us nrana £>'« tA„ci ; 40 milhas de distância, aprove!- Iv-i-k.i

tando uma abertura na rhatsa | polar e deu sua posição pelo rá-di

do referido ponto.

O Departamento disse que se trata de uma missão explorado-ra e que o "Skate" continua na-vegando.

O Departamento da Defesa : rin' r£',*í>i,nhiÍ!\ -d° ' não anunciou o destino rio "sÊ,- ° G°%érn° br'U"'c° te", porém é bem poselvel que I I

esteja explorando o canal sub- I } marino que seguiu o "Nantilus''

O comandante do "Nautilu»". w. R. Anderson, ostentava na tllnlca a medalha da Legião rie ""ériro

que recebeu pessoalmer-te do prrsiíenpessoalmer-te Ei-senhower em csrimôriía que teve lugar na s«-mana na Casa Branca.

EM LONDRES ÀTPRÍNCÊSA

LONDRES, 12 i FP-DC 1 — A princesa Margaret chegou ao »e-roporto local ás 11 horas, de re-gresso do Canadá, sendo recebida no aeródromo pela rainha mãe. I un companhia de representam''5

»

, para estabelecer uma nova rota X : de comunicação entre o Atlãnti- £ I co e o Pacífico » NA INGI.ATKKUA

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i A tripulação cio submarino í i nuclear norte-americano "Nau- ; % j tilus" desembarcou na cidade de

DR. B0AVISTA NERY

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CLINICA MEDICA } BUA ..I VARO ALVIM ^1 ) II" »nd Sala l.WS — Tíi } i;as. Qu.ntas e Sábados, d" J tt às 16 hs. - Tel.: 62-0160 } Residência: Tel.: 26-6SS8 »

I

Referências

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