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Rede de Sustentabilidade RJ: Compartilhamento de ideias e ações A solução para a Administração Pública do Estado do Rio de Janeiro

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(1)

Rede de Sustentabilidade RJ:

Compartilhamento de ideias e ações

A solução para a Administração

Pública do Estado do Rio de Janeiro

(2)

O porquê da iniciativa

 Embora a fundamentação legal e o incentivo dos Governos com relação a implementação de práticas sustentáveis tenham

aumentado, ela ocorre de maneira pontual e fragmentada na maiorias das Instituições Públicas do Estado do Rio de Janeiro , no intuito de incrementarmos e acelerarmos o ainda utópico Desenvolvimento

Sustentável de nosso Estado, decidimos compartilhar esforços, ideias e ações .

Concretizamos assim um desejo de muitos que militam e se dedicam a preservação do meio ambiente e a uma sociedade mais equilibrada num tripé com os fatores ambientais ,econômicos e sociais dispostos de forma mais próxima da homogeneidade: a criação da rede de Instituições Públicas do Estado do Rio de Janeiro , ou simplesmente Rede Rio de Sustentabilidade.

(3)

O porquê da iniciativa

A rede foi criada no sentido de reunirmos os grupos e redes existentes engajados e atuantes neste segmento, tais como GESRIO ,Compras compartilhadas, Hospitais saudáveis , dentre outros, e todos os servidores de Instituições públicas das três esferas(federal, estadual e municipal) e dos três poderes(executivo ,judiciário e legislativo), interessados em estreitar relações e trocas de experiências em assuntos comuns e concernentes a todos, dividindo e disseminando erros e acertos , tentando dar uma contribuição integrada do Estado do Rio de Janeiro ao combate ao desperdício , uma utilização melhor e mais adequada de nossos recursos materiais, naturais e humanos , ajudando no equilíbrio ambiental e na inclusão social de integrantes da parcela menos favorecida de nossa população.

(4)

O porquê da iniciativa

Trataremos mais amiúde de assuntos como compras compartilhadas sustentáveis e comuns , gerenciamento e racionalização de custos(incluindo eficiência energética e de recursos hídricos),plano de gerenciamento de resíduos sólidos(incluindo a coleta seletiva solidária ,o descarte de resíduos perigosos e a descontaminação de lâmpadas fluorescentes estocadas),a adoção de critérios de sustentabilidade nos termos de referência dos contratos administrativos continuados e não continuados, logística reversa do material a ser adquirido , sensibilização visando a mudança de atitude de e da sociedade em geral, dentre outros tópicos.

Usaremos como principal ferramenta a educação para o desenvolvimento sustentável.

(5)

Rede de Sustentabilidade RJ:

Compartilhamento de ideias e ações

A solução para a Administração

Pública do Estado do Rio de

Janeiro:

(6)

Marcos Iniciais

No mundo-Conferência de Estocolmo-Suécia-1972

No Brasil-1981-Instituição da Política Nacional do Meio Ambiente Compras Verdes- Cúpula de Joanesburgo -2002

”São uma solução para integrar considerações ambientais e sociais em todas as fases do processo de compras e contratações,visando reduzir impactos sobre a saúde humana,o meio ambiente e os direitos humanos”.

(7)

Conceito

O conceito de Desenvolvimento Sustentável foi endossado pela ONU a partir do Relatório Nosso Futuro Comum:

“O desenvolvimento sustentável é aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer as possibilidades de as gerações futuras atenderem suas próprias necessidades.” (ONU, 1987).

“ Sustentabilidade se define como um princípio de uma sociedade que mantém as características necessárias para um sistema social justo, ambientalmente equilibrado e economicamente próspero por um período de tempo longo e indefinido” (ONU, 1987)

(8)

Pelo Mundo

Alemanha - CPS desde 1986

Reino Unido-Mais de 20 anos de CPS e Programa de treinamento intenso para os participantes

Suécia - Modelo Público privado

Noruega- Diretrizes Ambientais traçadas em conjunto

Japão - Rede de Compras verdes(GREEN PURSCHESING NETWOORK) Criaram junto com a indústria e aos governos locais uma organização privada que promove iniciativas sustentáveis,utilizadas por mais de 2800 entidades públicas e privadas.

França- Levou 11 anos para implementar o seu atual modelo de compras

(9)

No Rio de Janeiro

1ª compra-2010 -09 participantes(01PA,01PE,01DF e 06RJ) economia de R$341.071,50(49,81%),05 FORNECEDORES(02MG,01DF,01SP e 01RJ)

2ªcompra-2012 -18 participantes economia de

R$855.831,90(43,59%),08 FORNECEDORES (01MG,01DF,02SP,02RS e 02RJ)

3ªcompra-2014-18 participantes economia de

R$1.973.330,40(36,61%),06 FORNECEDORES (01BA,01DF,01SP,01ES e 02RJ)

(10)

Almoxarifado Sustentável JBRJ:

Uma Experiência de Compra

(11)

Almoxarifado Sustentável JBRJ:

Uma Experiência de Compra

(12)

Conceito

O conceito de Desenvolvimento Sustentável foi endossado pela ONU a partir do Relatório Nosso Futuro Comum:

“O desenvolvimento sustentável é aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer as possibilidades de as gerações futuras atenderem suas próprias necessidades.” (ONU, 1987).

“ Sustentabilidade se define como um princípio de uma sociedade que mantém as características necessárias para um sistema social justo, ambientalmente equilibrado e economicamente próspero por um período de tempo longo e indefinido” (ONU, 1987)

(13)

Conceito

Ambiental

Econômico Social

Consumo Sustentável Produção Sustentável

(14)

O porquê da iniciativa

 Compras governamentais podem influenciar na ampliação de um mercado de produtos e serviços sustentáveis

 Parcela significativa do PIB é oriunda de compras públicas(15%)  A escala de compras governamentais compartilhadas sustentáveis gera eficiência econômica, menos impacto ambiental e benefícios sociais

(15)

O porquê da iniciativa

• No período de 1992 a 2006 cresceu significativamente a

consciência ambiental no Brasil. (ISER 1992, 1997, 2001, 2006) • O crescimento da consciência – espantoso e animador – não é acompanhado na mesma medida de comportamentos que indiquem mudanças significativas de hábitos ou atitudes.

• O aumento da consciência ambiental no país obriga cada vez mais os gestores públicos a adotarem padrões de consumos sustentáveis.

(16)

Fundamentos Legais

 Constituição Federal de 1988:

 Estabelece como princípio da ordem econômica a busca pela defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental de produtos e serviços e de seus processos de

elaboração e prestação (artigo 170)

 A defesa do meio ambiente, o direito a todos de meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem como de uso comum do povo e

essencial à sadia qualidade de vida. Também incumbe ao poder público controlar emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida e o meio ambiente (artigo 225)

(17)

Fundamentos Legais

 Lei nº 8666/93:

 A licitação destina-se a garantir a observância do princípio

constitucional da isonomia e a selecionar a proposta mais vantajosa para a administração (artigo 3º)

 Quando a lei informa que a administração pública selecionará a

proposta mais vantajosa pode se entender em seu sentido mais amplo, ou seja, as propostas aceitas devem ser as mais convenientes para resguardar o interesse público

 Sendo assim, o poder público não pode adquirir produtos que

provoquem danos ao meio ambiente, pois vai de encontro ao interesse público

(18)

Fundamentos Legais

 Declaração da Conferência da Rio 92:

 “Para alcançar o desenvolvimento sustentável, uma qualidade de vida superior para todos os povos, as nações deveriam reduzir e eliminar os padrões de consumo insustentáveis...” (princípio 8)

 Agenda 21:

 Dedica um capítulo específico para as mudanças de consumo... Para alcançar um desenvolvimento sustentável serão necessárias tanto a eficiência nos processos de produção como mudanças nos padrões de consumo...

(19)

Fundamentos Legais

 Diretrizes para a Proteção ao Consumidor das Nações Unidas:

 “A responsabilidade pelo consumo sustentável deve ser repartida entre todos os membros e organizações da sociedade incluídos os

consumidores informados, governos, empresas... Que desempenham funções particularmente importantes” (resolução 39/248 de 85)

 Convenção da Diversidade Biológica:

 Recomenda que os estados nacionais realizem compras púbicas sustentáveis

(20)

Fundamentos Legais

 Lei 9605/98 (Lei de Crimes Ambientais):

 Estabelece como sanção para infratores de normas ambientais a impossibilidade de contratar com a administração pública por até 3 anos (artigo 72, parágrafo 8, inciso V)

 Lei nº 12.187, de 29 de dezembro de 2009 (Política Nacional de Mudanças Climáticas):

 as medidas existentes, ou a serem criadas, que estimulem o

desenvolvimento de processos e tecnologias, que contribuam para a redução de emissões... dentre as quais o estabelecimento de critérios de preferência nas licitações e concorrências públicas... para as

propostas que propiciem maior economia de energia, água e outros recursos naturais e redução da emissão de gases de efeito estufa e de resíduos (artigo 6º, inciso XII)

(21)

Fundamentos Legais

 Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos):

 Estímulo à adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo de bens e serviços (artigo 7, inciso III)

 IN 01/2010:

 Define critérios de sustentabilidade ambiental para obras públicas e bens e serviços

(22)

Contexto

 Fatores positivos:

 A existência do GesRio

 Comissão instituída A3P – www.jbrj.gov.br/a3p_site  Equipe motivada

 Fatores negativos

 Poucas empresas e produtos sustentáveis no mercado nacional  Inexperiência dos órgãos em compras sustentáveis

(23)

O processo

1- Elaboração da lista:

• Pesquisa eletrônica, catálogo de produtos sustentáveis, site A3P

• 49 itens sustentáveis. Exemplos: almofada para carimbo com caixa de plástico reciclado, bloco de papel reciclado, classificador de papelão reciclado, copos descartáveis de papel reciclado, envelopes de papel reciclado, etiquetas adesivas de papel reciclado, formulários contínuos de papel reciclado, lápis preto com corpo de madeira de manejo

sustentável, papel A4 reciclado, pasta arquivo polietileno reciclado e etc...

2- Cadastramento:

• Inclusão no SIASG no grupo de itens de natureza sustentável

• Parametrização dos itens para o catálogo de materiais do Governo Federal – CATMAT

• Descrição pormenorizada das especificações dos materiais

(24)

O processo

3- Pesquisa de Mercado

• Solicitações de estimativa de preços aos fornecedores de material de expediente identificados no SICAF

• Identificação de empresas no mercado de produtos sustentáveis • Contatos telefônicos e por e-mail com as empresas que fornecem

produtos neste segmento

(25)

O processo

4- Intenção de Registro de Preço

• Cadastramento da IRP no sistema Comprasnet, pelo órgão gerenciador – JBRJ

• Divulgação para adesão de outros órgãos

• Aceitação das adesões e manifestação dos órgãos como participantes da licitação

5- Registro da Licitação - Pregão

• Registro do pregão no SIDEC – Sistema Eletrônico de Compras

• Consolidação das demandas do órgão gerenciador e dos participantes • Inclusão de demandas de participantes que não fizeram previamente a

adesão

• Agendamento do pregão • Divulgação do Edital

(26)

O processo

6- Realização do Pregão

• Sessão Pública

Participantes:

• Ministério da Agricultura/ Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira • Ministério da Fazenda/ Receita Federal

• INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial • FIOCRUZ – Fundação Oswaldo Cruz

• Ministério da Educação/ UFPE • Ministério do Meio Ambiente

(27)
(28)

• Envolvimento de 09 órgãos: JBRJ (gerenciador), Receita Federal, Fiocruz, INPI, etc.;

• Aquisição de 22 dos 48 itens listados;

• Economia de 49,81% do valor da estimativa inicial feita na pesquisa de mercado;

• Em alguns casos, os itens sustentáveis adquiridos apresentaram preço igual ou inferior ao dos itens convencionais (Papel A4, A3, Envelope, Etiquetas );

• O projeto de compra compartilhada do Almoxarifado Sustentável tornou-se exemplo de aplicação do conceito de sustentabilidade nas compras públicas, na medida em que gerou benefícios ambientais e sociais, com eficiência econômica.

Resultados alcançados

(29)

Sustentável: 75,89% Outros: 24,11% Sustentável: 70,16% Outros: 29,84% Sustentável: 16,50% Outros: 83,50%

Compra compartilhada de Material de Expediente-Pregão eletrônico nº003/2010

Material de Expediente adquirido pelo JBRJ

(30)

Considerações Finais

• O Almoxarifado Sustentável é um exemplo de aplicação do conceito de sustentabilidade nas compras públicas, na medida em que gera benefícios ambientais e sociais, com eficiência econômica

• Após a finalização do pregão, os órgãos e entidades poderão fazer adesão. Além disso, aqueles que forem realizar seu próprio pregão já contarão com os itens já cadastrados no CATMAT/SIASG

• A iniciativa do Ministério do Planejamento demonstra o início do processo de sensibilização dos gestores públicos para tais práticas

• É necessário que o conhecimento e as experiências sejam multiplicados (capacitação), visando ao envolvimento da Administração Pública em suas diferentes esferas de atuação

• É desejável que os gestores públicos se organizem em redes (conselhos, comitês) para a realização de compras compartilhadas sustentáveis

• A legislação vigente carece de regulamentações orientadas para aperfeiçoar os critérios de sustentabilidade dos bens, serviços e obras publicas (padronização, especificação, certificação)

(31)

Considerações Finais

• Coletividade - A defesa do meio ambiente, o direito a todos de meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem como de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. Impondo-se ao poder público e a

coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

Juntos, nós podemos!

“Esperança é um modo de reinventar o amanhã acreditando no hoje da vida.” Paulo Ornelas

(32)

Equipe JBRJ (1ª compra)

• Renato Cader – Diretor de Gestão

• Suindara Ney – Coordenadora de Recursos Logísticos • Karina Plaisant – Chefe de Compras

• Luiz Felipe Abtibol – Assessor da Diretoria • Paulo Ornelas – Almoxarifado

• Márcia Wenzel – Coordenadora A3P • Márcia Lima – Compras

(33)

Obrigado!!

Paulo Ornelas

[email protected]

(34)

Compras Compartilhadas

Sustentáveis:

(35)

Fundamentos Legais

 Lei nº 12.349/10(que inclui a expressão “Desenvolvimento Nacional Sustentável” na lei nº8.666/93.

Acórdãos do TCU

Decreto nº7.746/2012( regulamenta o art.3º da lei nº

8.666/93,para estabelecer critérios,práticas e diretrizes para a

promoção do desenvolvimento nacional sustentável nas contratações realizadas pela Adm.Púb.Federal e institui a Comissão Interministerial de Sustentabilidade na Adm.Pública-CISAP)

Decreto nº43.629 de 05/06/2012(critérios de sustentabilidade na aquisição de bens,contratação de obras e serviços na esfera estadual (RJ) ,modifica a lei 8.666/93)

IN 10/2012 MPOG (PLS)

Decreto nº8.189 de 21/01/2014 que cria a Central de Compras e Contratações(=Central de compras compartilhadas)

(36)

Fundamentos Legais

Decreto nº8.250 de 23/05/2014 que altera o decreto nº7.892 de 23/01/2013(SRP)(compra nacional)

Decreto nº8.251 de 23/05/2014 que altera o decreto nº7.581 de 11/10/2011 que regulamenta o RDC (Regime Diferenciado de

Compras Públicas

 Instrução normativa nº2 de 04/06/2014((regras p/aquisição de

máquinas e aparelhos consumidores de energia e uso de etiqueta de conservação de energia(ENCE) em projetos e edificações novos e de RETROFIT).

Instrução normativa nº5 SLTI/MP de 27/06/2014(procedimentos administrativos básicos p/a realização de pesquisas de

preço(mercado).

Instrução normativa nº 6 de 28/07/2014( que dispõe sobre o

remanejamento das quantidades previstas para os itens com preços registrados nas atas de preços.

(37)

Contexto

Pouco conhecimento da existência de produtos

sustentáveis num

(38)

Contexto

 O governo começa a estimular esse novo mercado (afinal 15% do PIB é oriundo de compras públicas);

 Apoio do MPOG na melhoria da qualidade do projeto e divulgação;

 Existência do Projeto Esplanada Sustentável/Rede Esplanada Sustentável;

 Existência do CISAP;

 Fortalecimento da A3P e existência do Plano de Produção e Consumo Sustentável;

 Trabalho da AGU na elaboração instrumentos/guias orientadores para as contratações de bens e serviços;

 Projeto em curso da Central de Compras e Contratações (consulta pública Nº 01/2014 p/contratação de consultoria técnica especializada em 03/02/2014,validade=24 meses);

(39)

Contexto

 Curso de sustentabilidade na Administração Pública da A3P em parceria com o MMA ajuda a difundir as Compras sustentáveis;

 Experiências da primeira e da segunda Compra Compartilhada Sustentável de itens de material de expediente,servem de base para outras iniciativas;

 Experiências exitosas em alguns Estados (SP, MG etc);

 Terceira Compra Compartilhada (Comando da Marinha/apoio MPOG- Pregão ocorreu em 29 de julho de 2014).

(40)

Contexto

• Inexperiência dos órgãos em compras sustentáveis e compartilhadas;

• Necessidade de aperfeiçoar os critérios de sustentabilidade nos produtos e serviços contratados pela administração pública;

• Cultura, valores, comportamentos arraigados nas organizações incompatíveis com o novo paradigma;

• Necessidade de capacitar e sensibilizar gestores públicos para a questão da sustentabilidade;

• Falta de um selo verde legitimado pela esfera pública;

(41)

Contexto

 Ainda há pouca estrutura dos órgãos públicos que lidam com o tema (MPOG, INMETRO, MMA);

 Ainda não há estrutura de Centrais de Compras Compartilhadas Sustentáveis *;

 Falta um cadastro de empresas sustentáveis (SICAF sustentável),com divisão por itens ;

 Os catálogos de produtos sustentáveis pouco densos;

 Pouca informação sobre capacidade de oferta do mercado;

 Dificuldade em identificar se os produtos vendidos atendem de fato aos critérios de sustentabilidade (visita técnica/análise laboratorial);

(42)

Contexto

 Áreas jurídicas dos órgãos em descompasso (Dec. Nº.8250/14 deve corrigir isto);

 Pouca existência de áreas de sustentabilidade nas estruturas dos órgãos;

 Falta de profissionais com dedicação exclusiva para lidar com a temática.

 A legislação carece de dispositivos de obrigatoriedade.

 Cadastramento no CATMAT continua sendo “problemático”,faltam critérios definidos,balizadores para cada tipo de material.

 A “famosa” confirmação de 02 dias para a IRP.

 Falta de um Fórum permanente de Compras Sustentáveis com treinamento prático.

(43)

(44)

• Criação de Comitê Executivo: Coordenador do GesRio, FIOCRUZ, BNDES, JBRJ e Ministério da Fazenda)

• Participação de 19 unidades administrativas: FIOCRUZ (Gerenciador), BNDES, JBRJ, INMETRO, Ministério da Fazenda, ANCINE, IBGE, DATAPREV, MAST, entre outros); • Aquisição de 20 dos 33 itens listados;

• Melhoria da pesquisa de mercado e mais empresas interessadas (ex: livro de protocolo)

• Aquisição de novos itens sustentáveis, como envelope de papel reciclado cor branca, caneta BIC com plástico reciclado, entre outros; ocorreram visitas técnicas às indústrias vencedoras do pregão referentes aos novos itens de materiais sustentáveis (Ex.: envelope reciclado

branco);

• Grande vantagem no papel A4 reciclado e etiquetas adesivas em relação à primeira;

• Economia de 43,59%.

Segunda compra

(45)

Lições aprendidas

• Na primeira compra foram separados os itens por grupo, o que gerou maior número de itens desertos; • Na segunda, foi reduzida a diversificação dos itens de

acordo com o que era comum a um maior nº de Instituições,na 1ª o JBRJ escolheu os itens que precisava ;

• Na segunda foi feita análise das amostras pelo Comitê Executivo ,na 1ª apenas o JBRJ as analisou;

• Na segunda aumentou a exigência da documentação (ex.: Cadastro Técnico do IBAMA);

• Na segunda, a pesquisa de mercado foi dividida entre os órgãos do comitê executivo,na 1ª o JBRJ fez tudo;Na primeira,em geral, houve consumo menor em relação ao que foi estimado, o que gerou a assinatura de um Termo de Compromisso de cada órgão participante na segunda compra (credibilidade no mercado);

(46)

• A escolha e conquista de ter como órgão gerenciador da Terceira Compra Compartilhada o Comando da Marinha pensando em aproveitar a experiência acumulada da Marinha em compras/especificação/catalogação;não atendeu num 1º momento as expectativas,não foi realizada no prazo pretendido(estava programada inicialmente para julho de 2013),cada Instituição têm suas particularidades e procedimentos que devem ser estudados de antemão,”cada caso é um novo caso”.

• Mesmo quando a maioria das Instituições participantes

têm experiência em compras sustentáveis,se o objeto é

diferente,não se deve levar em conta toda experiência anterior,pois “mudam os atores”;exemplo prático :a 1ª Compra Compartilhada de materiais economizadores de energia,água e materiais de manutenção predial.

• A análise de mercado a ser realizada pelo MPOG sobre a capacidade de oferta (fornecedores/indústria),vai ser de extrema valia nas próximas Compras;

(47)

N

ecessidades prementes

• Continuar a disseminar o conhecimento e as experiências adquiridas (capacitação), visando à sensibilização dos gestores públicos e ao envolvimento da Administração Pública em suas diferentes esferas de atuação,ampliando a quantidade de órgãos e entidades envolvidos com as Contratações sustentáveis;

• Criar novas redes (conselhos, comitês) de gestores públicos para a realização de compras compartilhadas sustentáveis;

• Aumentar o volume de itens cadastrados e das

contratações sustentáveis: aumentando a gama de opções

no CATMAT ,teremos com certeza um aumento do consumo

sustentável;

• Desburocratizar/otimizar os processos das compras compartilhadas (Ex.: Procuradorias dos órgãos);

• Dotar os Ministérios do Planejamento e do Meio Ambiente, além do INMETRO, de recursos humanos, orçamentários e logísticos para adotarem ações concretas orientadas para as compras públicas sustentáveis;

(48)

Necessidades prementes

• Melhorar continuamente as especificações/padronização; • Conhecer melhor o mercado;

• Conhecer melhor os produtos (Avaliação de Ciclo de Vida-

ACV);

• Determinar atributos de Sustentabilidade mais sistêmicos dos Editais:

- produtos com menor impacto ambiental (recicláveis/reutilizáveis, toxidade de materiais e produtos, matéria-prima renovável, uso de tecnologias limpas, eficiência energética, uso de água, redução de emissão de gases e desperdícios);

- segurança do transporte dos produtos e insumos bem como das instalações dos fornecedores;

- questões relacionadas a direitos humanos (trabalho análogo ao escravo, leis de trabalho infantil, salário digno etc.);

- atenção à micro e pequenas empresas e locais; - atenção ao preço da pesquisa de mercado.

(49)

• Aprimorar a legislação com regulamentações que determinem metas com parâmetros quantitativos e qualitativos;

• Estruturar Central de Compras Compartilhadas Sustentáveis organizada por temas (Almoxarifado, Eletroeletrônicos, Obras etc.),o mesmo deve ocorrer no cadastramento do CATMAT; • Criar linhas de pesquisa em parcerias com universidades para

apoio à definição de critérios de sustentabilidade e desenvolvimento de produtos sustentáveis;

• Criar selos verdes em parceria com INMETRO; • SICAF sustentável;

• Promover instrumentos econômicos que fomentem o mercado de produtos e serviços sustentáveis (financiamento especial para aquisição de maquinários, redução de taxas etc.).

(50)

Compras Compartilhadas

Sustentáveis:

Mudando o objeto:1ªCompra

Compartilhada de materiais

economizadores de energia,água e

materiais de manutenção predial

(51)

Desafios

“Os primeiros, como em qualquer empreendimento humano, arcam com os custos da primeira vez – mas podem ter em contrapartida as vantagens comparativas da competição de mercado, uma vez que essa responsabilidade é vista pelos consumidores como elemento distintivo de confiabilidade e valor da empresa e sua marca”.

(The Economist, 1996)

Sensibilizar os atores que não são da área ambiental

Educar!

“O presente trabalho é um apelo desesperado a todo o complexo educacional da sociedade: pais, jardim de infância, primário, secundário, ensino superior, meios de comunicação, ministérios e secretarias de educação, vamos todos iniciar, já, o esforço necessário para a necessária reeducação. Caso contrário, em futuro bem mais próximo que muitos pensam, nossos filhos estarão nos amaldiçoando”

(Lutzemberger, 1997)

(52)

Considerações Finais

• Coletividade - A defesa do meio ambiente, o direito a todos de meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem como de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. Impondo-se ao poder público e a

coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

Juntos, nós podemos!

“Não espere resultados diferentes se você tem as mesmas atitudes” Albert Einsten “Esperança é um modo de reinventar o amanhã acreditando no hoje da vida.” Paulo Ornelas

(53)

Obrigado!!

Paulo Ornelas

[email protected]

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