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O QUE É GESTÃO EDUCACIONAL?

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Academic year: 2021

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GESTÃO EDUCACIONAL

Profa. Dra. Adriana Valéria Santos Diniz

Mestrado Profissional em Políticas, Gestão e

Avaliação da Educação Superior– MPPGAV

2016.2 – 2ª. AULA

(2)

O QUE É GESTÃO EDUCACIONAL?

“Management”: planejamento, a organização, a

liderança e o controle de atividades ou

empreendimentos de diferentes naturezas.

Verbo latino gero, gessi, gestum, gerere: levar sobre

si, carregar, chamar a si, executar, exercer, gerar.

Substantivos gestatio: gestação.

Raiz etimológica em ger: fazer brotar, germinar,

fazer nascer.

(3)

A gestão, dentro de tais parâmetros, é a geração

de um novo modo de administrar uma realidade

e é, em si mesma, democrática, já que se traduz

pela comunicação, pelo envolvimento coletivo e

pelo diálogo.

Esta raiz etimológica já contém em si uma

dimensão bem diferente daquela que nos é dada,

de modo caricato, do gerente, especialmente o de

bancos, como expressão de um comando frio, de

uma ordem autoritária ou de uma iniciativa

tecnocrática.

(4)

QUAL A DIFERENÇA DE GESTÃO EDUCACIONAL

E ADMINISTRAÇÃO EDUCACIONAL?

Sinônimo ou contraposição?.

Sinônimo: para os que entendem que os princípios

da administração podem ser aplicáveis a qualquer

organização;

Contraposição, parte da compreensão de que,

devido à natureza da atividade educacional, a

administração não pode ser reduzida à aplicação de

uns tantos métodos e técnicas, importadas ou não de

empresas capitalistas, para a instituição escolar, já

que essa nada tem a ver com os objetivos

empresariais, mas com um compromisso de

natureza eminentemente social.

(5)

Administração – o que é?

A organização, como as pessoas que nela

atuam, são consideradas como componentes de

uma máquina manejada e controlada de fora

para dentro.

Os problemas recorrentes são encarados como

carência de "input" ou insumos, em

desconsideração ao seu processo e dinamização

de energia social para promovê-lo. (LUCK,

(6)

Limitações da administração

• a) o ambiente de trabalho e comportamento humano são previsíveis, podendo ser, em consequência, controlados;

• b) crise, ambiguidade e incerteza são encarados como disfunção e como problemas a serem evitados e não como oportunidades de crescimento e transformação;

• c) o sucesso, uma vez alcançado, mantém-se por si mesmo e não demanda esforço de manutenção e responsabilidade de maior desenvolvimento;

• d) a responsabilidade maior do dirigente é a de obtenção e garantia de recursos necessários para o funcionamento perfeito da unidade, uma vez considerada a precariedade de recursos como o impedimento mais sério à realização de seu trabalho;

• e) modelos de administração que deram certo não devem ser mudados, correspondendo à ideia falta de que “time que está ganhando não se muda”;

• f) a importação de modelos de ação que deram certo em outros contextos é importante, pois eles podem funcionar perfeitamente, bastando para isso algumas adaptações; (LUCK, 1997)

(7)

Limitações da administração

g) o participante cativo da organização, como é o caso do

aluno e de professores efetivos em escolas públicas, aceita

qualquer coisa que seja imposta a ele;

h) o protecionismo a esses participantes é a contrapartida

necessária à sua cooptação;

i) o participante da instituição deve estar disposto a

aceitar os modelos estabelecidos e agir de acordo com ele;

j) é o administrador quem estabelece as regras do jogo e

não os membros da unidade de trabalho, cabendo a estes

apenas implementá-las;

l) o importante é fazer o máximo, e não fazer melhor e o

diferente;

m) a objetividade garante bons resultados, sendo a

técnica o elemento fundamental para a melhoria do

trabalho. (LUCK, 1997)

(8)

Mudando o paradigma de

administração para gestão

• Necessidade de melhorar a qualidade do ensino

• Ações isoladas sem efeitos duradouros (meramente paliativos)

• Falta de sinergia pedagógicas nas Instituições educacionais

• Crescente complexidade social e das organizações (diversificação e pluralidade de interesses)

• Os sistemas educacionais e os estabelecimentos de ensino entendidos como unidades sociais, como organismos vivos e dinâmicos - se caracterizarem por uma rede de relações entre os elementos que nelas interferem, direta ou

indiretamente, a sua direção demanda um novo enfoque de organização

• Mudança radical – não é simples substituição terminológica

• Gestão supera as limitações da administração, de enfoque dicotomizado,

simplificado e reduzido, a redimensioná-la, no contexto de uma concepção de mundo e de realidade caracterizado pela visão da sua complexidade e

dinamicidade, pela qual as diferentes dimensões e dinâmicas são utilizadas como forças na construção da realidade e sua superação. (LUCK, 1997)

(9)

O que é mesmo gestão educacional?

Mobilização e articulação do talento humano e sinergia

coletiva, em seu contexto, voltados para o esforço competente

de promoção da melhoria do ensino.

Fortalecimento da democratização do processo pedagógico,

pela participação responsável de todos nas decisões necessárias

e na sua efetivação, mediante seu compromisso coletivo com

resultados educacionais cada vez mais efetivos e significativos.

Associada a outras ideas globalizantes e dinâmicas em

educação, como, por exemplo, o destaque à sua dimensão

política e social, ação para a transformação, globalização,

participação, praxis, cidadania, etc.

Pressupõe a consciência de que a realidade da instituição

pode ser mudada sempre - e somente na medida que seus

participantes tenham consciência de que são eles que a

produzem com seu trabalho - e na medida que ajam de acordo

com essa consciência (Kosik, 1976). (LUCK, 1997)

(10)

“Utilização racional de recursos para atingir

determinados fins” (PARO, 2013).

Relacionado à política educacional

“A gestão transforma metas e objetivos

educacionais em ações, dando concretude às

políticas traçadas” (BORDIGNON, GRACINDO,

2004)

(11)

Um pouco de história ...

Marcos para a administração educacional:

The Curriculum (1918) e How to make the curriculum (1924)

-Franklin Bobbitt

Marcos para a administração educacional no

Brasil:

Fayolismo na administração das escolas públicas, Querino Ribeiro,

1938

.... A administração escolar é uma das aplicações da administração

geral, semelhante nos aspectos, nos tipos, nos processos, nos meios

e nos objetivos (PARO, 2009, p. 455).

Marcos para a gestão educacional no Brasil

Manifesto dos pioneiros da Educação

Década dos 1980: movimentos de lutas pela redemocratização do

país e da educação, CF 1988

(12)

QUAIS OS FUNDAMENTOS LEGAIS DE

GESTÃO EDUCACIONAL NO BRASIL?

Constituição Federal de 1988: Artigos 205 e 206,

inciso VIII

LDB: Art. 3º (princípio da gestão democrática),

Art. 14 (participação dos professores no PPP e da

comunidade nos conselhos) Art. 15 (progressiva

autonomia escolar) e Art. 56 (educação superior)

Resolução CNE/CEB N

o

. 04 de 2010

Plano Nacional de Educação – Lei 13.005/2015

– Meta 19

(13)

DEFINIÇÃO LEGAL DA RESOLUÇÃO

CNE/CEB 004/2010 – Art. 55

A gestão democrática constitui-se em instrumento de horizontalização das relações, de vivência e convivência colegiada, superando o

autoritarismo no planejamento e na concepção e organização curricular, educando para a conquista da cidadania plena e

fortalecendo a ação conjunta que busca criar e recriar o trabalho da e na escola mediante:

I - a compreensão da globalidade da pessoa, enquanto ser que aprende, que sonha e ousa, em busca de uma convivência social libertadora

fundamentada na ética cidadã;

II - a superação dos processos e procedimentos burocráticos, assumindo com pertinência e relevância: os planos pedagógicos, os objetivos

institucionais e educacionais, e as atividades de avaliação contínua; III - a prática em que os sujeitos constitutivos da comunidade

educacional discutam a própria práxis pedagógica impregnando-a de entusiasmo e de compromisso com a sua própria comunidade,

valorizando-a, situando-a no contexto das relações sociais e buscando soluções conjuntas;

(14)

DEFINIÇÃO LEGAL DA RESOLUÇÃO

CNE/CEB 004/2010 – Art. 55 (cont.)

IV - a construção de relações interpessoais solidárias, geridas de tal modo que os professores se sintam estimulados a conhecer melhor os seus pares (colegas de trabalho, estudantes, famílias), a expor as suas ideias, a traduzir as suas dificuldades e expectativas pessoais e

profissionais;

V - a instauração de relações entre os estudantes, proporcionando-lhes espaços de convivência e situações de aprendizagem, por meio dos quais aprendam a se compreender e se organizar em equipes de estudos e de práticas esportivas, artísticas e políticas;

VI - a presença articuladora e mobilizadora do gestor no cotidiano da escola e nos espaços com os quais a escola interage, em busca da

qualidade social das aprendizagens que lhe caiba desenvolver, com transparência e responsabilidade.

(15)

Princípios da gestão educacional

Participação consciente e esclarecida das pessoas nas decisões sobre a orientação e planejamento de seu trabalho.

Cultiva relações democráticas, fortalecendo princípios comuns de orientação, norteadores da construção da autonomia

competente.

Autonomia competente: busca de soluções próprias para os

seus problemas, e, portanto, mais adequadas às suas necessidades e expectativas

* Auto-controle: não espontaneísmo e laissez-faire.

* Responsabilidade: contínuo processo de comprovação pública de seu trabalho e de esforços para melhorá-lo.

* Não elimina a vinculação da unidade de ensino com o sistema educacional que a sustenta. (LUCK, 1997)

(16)

Características da gestão

educacional

a democratização do processo de determinação dos

destinos do estabelecimento de ensino e seu projeto

político-pedagógico;

a compreensão da questão dinâmica e conflitiva das

relações interpessoais da organização,

o entendimento dessa organização como uma entidade viva

e dinâmica, demandando uma atuação especial de

liderança;

o entendimento de que a mudança dos processos pedagógicos

envolve alterações nas relações sociais da

organização;

a compreensão de que o avanços das organizações se

assentam muito mais em seus processos sociais, sinergia

e competência, do que sobre insumos ou recursos. (LUCK,

(17)

Construção do enfoque da gestão

1) Da ótica fragmentada para ótica

globalizador

2) Da limitação de responsabilidade para sua

expansão

3) De ação episódica para o processo

contínuo

4) da hierarquização e burocratização para

a coordenação (LUCK, 1997)

(18)

QUAIS AS PRINCIPAIS CORRENTES DA

GESTÃO EDUCACIONAL NO BRASIL?

Patrimonialista: Juliana e Fabiana

Gestão burocrática: Ana Maria e João

Gestão gerencialista: Delosmar, Edson e

Léo

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QUAIS OS MECANISMOS DE GESTÃO

DEMOCRÁTICA?

SISTEMA:

Plano decenal de Educação,

Conselho de Educação,

Fórum,

Conferência

ESCOLAR:

Projeto Político-Pedagógico

Conselho Escolar e de Classe

Escolha democrática do diretor

Grêmio Estudantil e Associação de Pais e Mestres

Integração escola - comunidade

(20)

QUAIS OS MECANISMOS DE GESTÃO

DEMOCRÁTICA?

ENSINO SUPERIOR:

Colegiados Superiores (órgãos deliberativos) –

CONSUNI E CONSEPE

Órgão executivo superior (Reitorado)

Colegiados Básicos - Centros, cursos e Departamentos

NDE – Núcleo Docente Estruturador

Órgãos executivos básicos: Coordenações, Chefias,

Direção

PDI

Consulta à comunidade escolha do Reitor

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Referências

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