ESZA024-17
Aula Semana 8: M´
etodo de projeto via
alocac
¸˜
ao de polos
Prof. Magno Enrique Mendoza Meza1
1Universidade Federal do ABC
Engenharia de Instrumenta¸c˜ao, Automa¸c˜ao e Rob´otica Programa de P´os-gradua¸c˜ao em Engenharia Mecˆanica
Conceitos fundamentais dos sistemas de controle s˜ao:
1 Um sistema ´e control´avel se for poss´ıvel, por meio de um vetor de
controle ilimitado, transferir o sistema de um qualquer estado inicial a qualquer outro estado em um n´umero finito de per´ıodos de
amostragem.
2 Um sistema ´e observ´avel se, com o sistema no estado x(0), pode-se
determinar o estado a partir da observa¸c˜ao dos vetores de sa´ıda e de controle ao longo de um n´umero finito de per´ıodos de amostragem.
Considere o sistema de controle em tempo discreto definido por
x((k + 1)T ) = Adx(kT ) + Bdu(kT ) (1)
y(kT ) = C x(kT ) (2)
no qual x(kT ) ´e o vetor de estado (dimens˜ao n), u(kT ) ´e o vetor de controle (dimens˜ao r ) e y(kT ) ´e o vetor de sa´ıda (dimens˜ao m) no k−´esimo instante de amostragem; Ad ´e a matriz n× n, Bd ´e a matriz
n× r, C ´e a matriz m × n.
Defini¸c˜ao 1 (Controlabilidade completa do estado)
O sistema descrito pela equa¸c˜ao (1) ´e dito de estado completamente control´avel se para qualquer estado inicial em k = 0, existe uma conjunto de controle irrestrito u(kT ), k = 0, 1, 2, . . . , n− 1, o qual transferem todo estado inicial x(0) para qualquer estado final x(nT ) para algum n finito.
A dedu¸c˜ao da condi¸c˜ao de controlabilidade pode ser encontrada na literatura de sistemas de controle. A condi¸c˜ao de controlabilidade completa de estado ´e que a matriz n× n r
Bd AdBd · · · And−1Bd
(3) tenha posto n (posto completo)
rank Bd AdBd · · · And−1Bd = n
Controlabilidade completa da sa´ıda
Defini¸c˜ao 2 (Controlabilidade completa de sa´ıda)
O sistema descrito pelas equa¸c˜oes (1) e (2) ´e dito de sa´ıda completamente control´avel se para qualquer sa´ıda inicial em k = 0, existe uma conjunto de controle irrestrito u(kT ), k = 0, 1, 2, . . . , n− 1, tal que qualquer sa´ıda final y(nT ) pode ser alcan¸cada desde um estado inicial arbitrario em tempo finito n.
A dedu¸c˜ao da condi¸c˜ao de controlabilidade completa da sa´ıda pode ser encontrada na literatura de sistemas de controle.
Controlabilidade completa da sa´ıda
Uma condi¸c˜ao necess´aria e suficiente para que o sistema definido pelas equa¸c˜oes (1) e (2) seja de sa´ıda completamente control´avel, ´e que a matriz m× (n + 1)r D C Bd C AdBd · · · C And−1Bd seja de posto m: rank D C Bd C AdBd · · · C And−1Bd = m (4)
Note que a presen¸ca da matriz D na equa¸c˜ao de sa´ıda do sistema sempre ajuda a estabelecer a controlabilidade completa de sa´ıda.
Defini¸c˜ao 3 (Observabilidade completa)
O sistema descrito pelas equa¸c˜oes (1) e (2) ´e dito completamente
observ´avel se qualquer estado inicial x(0) em k = 0, pode ser determinado do conhecimento da sa´ıda y(kT ) e da entrada u(kT ) para 0≤ k < n, no qual n ´e algum tempo finito.
O conceito de observabilidade ´e ´util no projeto dos observadores de estado. Para pesquisar uma condi¸c˜ao necess´aria e suficiente para a observabilidade completa, basta considerar o sistema descrito pelas equa¸c˜oes
x((k + 1)T ) = Adx(kT ) (5)
y(kT ) = C x(kT ) (6)
Uma vez que x(0) pode ser determinado da observa¸c˜ao da sa´ıda, x(kT ) tamb´em pode ser determinado j´a que u(0), u(T ), . . ., u((k− 1)T ) s˜ao
Observabilidade completa dos sistemas em tempo discreto
Considere o sistema definido pelas equa¸c˜oes (5) e (6). O sistema ´e
completamente observ´avel se, dada a sa´ıda y(kT ) sobre um n´umero finitos de per´ıodos de amostragem, ´e poss´ıvel determinar o vetor de estado inicial x(0).
Uma condi¸c˜ao necess´aria e suficiente para que o sistema definido pelas equa¸c˜oes (5) e (6) seja completamente observ´avel ´e que o posto da matriz n× n m C∗ A∗dC∗ · · · (A∗ d)n−1C∗ (7) seja n. A matriz dada pela equa¸c˜ao (7) ´e a matriz de
Observabilidade completa dos sistemas em tempo discreto
Uma condi¸c˜ao necess´aria e suficiente para a observabilidade completa ´e que n˜ao ocorra nenhuma cancelamento de polos zeros na fun¸c˜ao de transferˆencia pulso. Se ocorre cancelamento, o modo cancelado n˜ao poder´a ser observado na sa´ıda.
Considere a equa¸c˜ao de estado em tempo discreto e a equa¸c˜ao de sa´ıda x(k + 1) = Adx(k) + Bdu(k) (8)
y (k) = C x(k) + D u(k) (9) Nas pr´oximas se¸c˜oes ser˜ao apresentadas t´ecnicas para transformar as equa¸c˜oes no espa¸co de estados definidas pelas equa¸c˜oes (8) e (9) nas trˆes formas canˆonicas:
1 Control´avel 2 Observ´avel
3 Diagonal ou de Jordan
Estamos supondo que o sistema definido pelas equa¸c˜oes (8) e (9) ´e de estado completamente control´avel e observ´avel.
Forma canˆonica control´avel
O sistema definido pelas equa¸c˜oes (8) e (9) pode ser transformado na forma canˆonica control´avel pela matriz de transforma¸c˜ao
T = M W (10) no qual M = Bd AdBd · · · And−1Bd (11) e W = a1 a2 · · · an−1 1 a2 a3 · · · 1 0 .. . ... ... ... an−1 1 · · · 0 0 1 0 · · · 0 0 (12)
Forma canˆonica control´avel
Os elementos ai mostrados na matriz W s˜ao os coeficientes da equa¸c˜ao
caracter´ıstica
|z I − Ad| = zn+ an−1zn−1+· · · + a1z + a0= 0
Pode ser demonstrado que
T−1AdT = (M W)−1Ad(M W) = W−1M−1AdM W = 0 1 0 · · · 0 0 0 1 · · · 0 .. . ... ... . .. ... 0 0 0 · · · 1 −a0 −a1 −a2 · · · −an−1
(13)
Forma canˆonica control´avel e T−1Bd = 0 0 .. . 0 1 (14) Definamos x(k) = T z(k)
na qual a matriz de transforma¸c˜ao T est´a dada pelas equa¸c˜oes (10). Ent˜ao as equa¸c˜oes (8) e (9) se converte em
z(k + 1) = T−1AdT z(k) + T−1Bdu(k) = ¯Adz(k) + ¯Bdu(k)
Forma canˆonica control´avel no qual ¯Ad= T−1AdT, ¯Bd= T−1Bd, ¯C = C T e ¯D = D, z1(k + 1) z2(k + 1) . . . zn−1(k + 1) zn(k + 1) = 0 1 0 · · · 0 0 0 1 · · · 0 . . . . . . . . . . .. ... 0 0 0 · · · 1
−a0 −a1 −a2 · · · −an−1
z1(k) z2(k) . . . zn−1(k) zn(k) + 0 0 . . . 0 1 u(k) (15) y (k) = " b0− a0bn . . .b1− a1bn . . .· · ·...bn−1− an−1bn # z1(k) z2(k) . . . zn−1(k) zn(k) + bnu(k) (16)
Forma canˆonica control´avel
bk s˜ao os coeficientes do numerador da fun¸c˜ao de transferˆencia pulso
C(z I− Ad)−1Bd+ D = C(z I¯ − ¯Ad)−1B¯d+ ¯D = bnz n+ b n−1zn−1+· · · + b1z + b0 zn+ a n−1zn−1+· · · + a1z + a0 (17) Observe que D = ¯D = bn.
Forma canˆonica observ´avel
O sistema definido pelas equa¸c˜oes (8) e (9) pode ser transformado na forma canˆonica observ´avel por meio da matriz de transforma¸c˜ao
Q = (W N∗)−1 no qual N = C∗ A∗dC∗ · · · (A∗ d)n−1C∗ (18) e W esta dada pela equa¸c˜ao (12). Pode ser demonstrado que
Q−1AdQ = ¯Ad= 0 0 · · · 0 0 −a0 1 0 · · · 0 0 −a1 .. . ... . .. ... ... ... 0 0 · · · 1 0 −an−2 0 0 · · · 0 1 −an−1
Forma canˆonica observ´avel Q−1Bd = ¯Bd= b0− a0bn b1− a1bn .. . bn−2− an−2bn bn−1− an−1bn e C Q = ¯C = 0 0 · · · 0 1
na qual bk s˜ao os coeficientes do numerador da fun¸c˜ao de transferˆencia
pulso da equa¸c˜ao (17). Ent˜ao, definamos x(k) = Q z(k)
Forma canˆonica observ´avel
As equa¸c˜oes (8) e (9) se convertem em
z(k + 1) = A¯dz(k) + ¯Bdu(k) y (k) = C z(k) + ¯¯ D u(k) z1(k + 1) z2(k + 1) . . . zn−1(k + 1) zn(k + 1) = 0 0 · · · 0 0 −a0 1 0 · · · 0 0 −a1 . . . . . . . .. ... . . . . . . 0 0 · · · 1 0 −an−2 0 0 · · · 0 1 −an−1 z1(k) z2(k) . . . zn−1(k) zn(k) + b0− a0bn b1− a1bn . . . bn−2− an−2bn bn−1− an−1bn u(k) (19)
Forma canˆonica observ´avel y (k) = 0 0 · · · 0 1 z1(k) z2(k) .. . zn−1(k) zn(k) + D u(k) (20)
Forma canˆonica diagonal
Se os autovalores pi da matriz Ad s˜ao distintos, ent˜ao os autovetores
correspondentes ξξξ1, ξξξ2, . . ., ξξξn tamb´em s˜ao distintos. Definamos a matriz
de transforma¸c˜ao P como segue: P = h ξξξ1 ... ξξξ2 ... · · · ... ξξξn i Ent˜ao P−1AdP = p1 0 · · · 0 0 p2 · · · 0 .. . ... . .. ... 0 0 · · · pn
Forma canˆonica diagonal
Se definimos
x(k) = P z(k)
ent˜ao equa¸c˜oes (8) e (9) podem ser dadas pelas equa¸c˜oes
z(k + 1) = A¯dz(k) + ¯Bdu(k) (21)
y (k) = C z(k) + ¯¯ D u(k) (22) no qual ¯Ad= P−1AdP, ¯Bd= P−1Bd, ¯C = C P e ¯D = D.
Forma canˆonica diagonal
Portanto, equa¸c˜oes (21) e (22) podem ser escritas como
z1(k + 1) z2(k + 1) . . . zn(k + 1) = p1 0 · · · 0 0 p2 · · · 0 . . . . . . . .. ... 0 0 · · · pn z1(k) z2(k) . . . zn(k) + α1 α2 . . . αn u(k) (23) y (k) = β1 β2 · · · βn z1(k) z2(k) . . . zn(k) + D u(k) (24)
Forma canˆonica diagonal
na qual αi e βi s˜ao constantes, tais que αiβi ´e o residuo no polo z = pi,
isto ´e, tal que αiβi aparecer˜ao no numerador do termo 1/(z− pi) quando
a fun¸c˜ao de transferˆencia pulso ´e expandida em fra¸c˜oes parciais como segue C(z I− Ad)−1Bd+ D = C(z I¯ − ¯Ad)−1B¯d+ ¯D = α1β1 z− p1 + α2β2 z − p2 +· · · + αnβn z− pn + D (25) Em muitos casos escolhemos α1 = α2 =· · · αn= 1. Note que a condi¸c˜ao
necess´aria e suficiente para que o sistema seja de estado completamente control´avel ´e que αi 6= 0 (i = 1, 2, . . . , n) e a condi¸c˜ao para que seja
Forma canˆonica de Jordan
Se existem autovalores m´ultiplos pi da matriz Ad, ent˜ao escolhemos a
matriz de transforma¸c˜ao S definida como S =
η1 η2 · · · ηn
na qual ηi s˜ao autovetores (os quais correspondem a distintos autovalores)
ou autovetores generalizados (os quais correspondem a autovalores m´ultiplos). Ent˜ao
S−1AdS = matriz na forma canˆonica de Jordan
Agora, se definimos
x(k) = S z(k)
Forma canˆonica de Jordan
z(k + 1) = A¯dz(k) + ¯Bdu(k)
y (k) = C z(k) + ¯¯ D ˆu(k)
no qual ¯Ad= S−1AdS, ¯Bd= S−1Bd, ¯C = C S e ¯D = D. Se a matriz Ad
envolve um autovalor m-m´ultiplo p1 e outros autovalores pm+1, pm+2, . . .,
pn que s˜ao todos distintos e diferentes de p1, e, se o posto de p1I− Ad ´e
n− 1 (o qual implica que o polinˆomio m´ınimo ´e idˆentico ao polinˆomio caracter´ıstico), ent˜ao as equa¸c˜oes no espa¸co de estado na forma canˆonica de Jordan s˜ao dadas como segue:
Forma canˆonica de Jordan z1(k + 1) z2(k + 1) . . . zm(k + 1) zm+1(k + 1) . . . zn(k + 1) = p1 1 0 · · · 0 0 · · · 0 0 p1 1 · · · . . . 0 · · · 0 . . . . . . . . . 1 0 · · · 0 0 0 0 · · · p1 0 · · · 0 0 0 0 · · · 0 pm+1 · · · 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0 0 0 · · · 0 0 · · · pn z1(k) z2(k) . . . zm(k) zm+1(k) . . . zn(k) + 0 0 . . . αm αm+1 . . . αn u(k) (26) y (k) = β1 β2 · · · βn z1(k) z2(k) . . . zn(k) + D u(k) (27)
na qual αi e βi s˜ao as constantes que aparecem na fun¸c˜ao de
Forma canˆonica de Jordan C(z I− Ad)−1Bd+ D = C(z I¯ − ¯Ad)−1B¯d+ ¯D = αmβ1 (z − p1)m + αmβ2 (z− p1)m−1 +· · · + αmβm z− p1 +· · · · · · +αm+1βm+1 z− pm+1 +· · · + αnβn z− pn + D Em muitos casos escolhemos αm = αm+1=· · · = αn= 1. Note-se que a
condi¸c˜ao necess´aria e suficiente para que o sistema seja de estado
completamente control´avel ´e que αi 6= 0 (i = m, m + 1, . . . , n) e para que
O m´etodo conhecido como a t´ecnica de aloca¸c˜ao de polos requer as seguintes considera¸c˜oes: (i) que todas as vari´aveis de estado sejam mensur´aveis e estejam dispon´ıveis para realimenta¸c˜ao, (ii) que o sistema considerado seja de estado completamente control´avel para que os polos do sistema em malha fechada possam ser localizados em qualquer posi¸c˜ao desejada por meio de uma realimenta¸c˜ao de estados com uma matriz de ganho de realimenta¸c˜ao apropriada, e (iii) que a t´ecnica comece com a determina¸c˜ao dos polos desejados em malha fechada, os quais devem de satisfazer os requerimentos de resposta transit´oria e/ou resposta em frequˆencia como velocidade, coeficiente de amortecimento e largura de banda.
Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes
Dadas essas considera¸c˜oes, supondo que os polos desejados em malha fechada devem ser posicionados em z = p1, z = p2, . . ., z = pn. Deve-se
ter cuidado na escolha de T , per´ıodo de amostragem, para que o sistema desejado n˜ao requeira sinais de controle excesivamente grandes. Ao selecionar uma matriz de ganho apropriada para a realimenta¸c˜ao de estado, ´e poss´ıvel que o sistema tenha os polos em malha fechada nas posi¸c˜oes desejadas, lembrando que o sistema original deva ser de estado completamente control´avel.
Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes z−1I + x(k + 1) x(k) Bd Ad + u(k) C y(k)
Figura 1: Sistema de controle discreto em malha aberta.
A equa¸c˜ao de estado ´e
Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes
na qual x(k) ´e o vetor de estado (de dimens˜ao n), u(k) ´e o sinal de controle (escalar), Ad ´e a matriz n× n, Bd ´e a matriz n× 1. Supondo que
a magnitude do sinal de controle u(k) ´e ilimitado e se o sinal de controle for
u(k) =−K x(k)
no qual K ´e a matriz de ganho de realimenta¸c˜ao do estado (uma matriz 1× m), ent˜ao o sistema se converte em um sistema de controle em malha fechada, como mostrado na Figura 2 e sua equa¸c˜ao de estado fica da seguinte forma
Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes + − z −1I + x(k + 1) Bd Ad + u(k) x(k) C y(k) K 0
Figura 2: Sistema de controle em malha fechada com u(k) = −K x(k), para um sistema de regula¸c˜ao.
Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes
x(k + 1) = (Ad− BdK)x(k) (29)
Cabe ressaltar que a matriz K ´e escolhida de forma que os autovalores de Ad− BdK sejam os polos desejados em malha fechada p1, p2, . . ., pn.
Quaisquer autovalores complexos devem vir como pares conjugados. Se a equa¸c˜ao caracter´ıstica do sistema original dado pela equa¸c˜ao (28) ´e
|z I − Ad| = zn+ an−1zn−1+ an−2zn−2+· · · + a1z + a0= 0 (30)
ent˜ao define-se a matriz de transforma¸c˜ao T como (10) e as matrizes M e W como as equa¸c˜oes (11) e (12), respectivamente.
Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes
Logo, das equa¸c˜oes (13) e (14), temos T−1AdT = ¯Ad e T−1Bd = ¯Bd,
respectivamente.
A seguir define-se a matriz ¯ K = K T = ¯ k0 k¯1 · · · ¯kn−1 (31) ent˜ao ¯ BdK =¯ 0 0 .. . 0 1 ¯ k0 k¯1 · · · ¯kn−1 = 0 0 · · · 0 0 0 · · · 0 .. . ... ... 0 0 · · · 0 ¯ k0 k¯1 · · · ¯kn−1
Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes
a equa¸c˜ao caracter´ıstica do sistema (29) chega ser
|z I − Ad + BdK| = |z I − ¯Ad+ ¯BdK|¯ = z 1 0 · · · 0 0 1 · · · 0 . . . . . . . . . 0 0 · · · 0 0 0 · · · 1 − 0 1 · · · 0 0 0 · · · 0 . . . . . . . . . 0 0 · · · 1
−a0 −a1 · · · −an−1
+ 0 0 · · · 0 0 0 · · · 0 . . . . . . . . . 0 0 · · · 0 ¯ k0 k¯1 · · · ¯kn−1 = z −1 · · · 0 0 z · · · 0 . . . . . . . . . 0 0 · · · −1 a0+ ¯k0 a1+ ¯k1 · · · z + an−1+ ¯kn−1 = zn+ (an−1+ ¯kn−1) zn−1+ · · · + (a1+ ¯k1) z + +a0+ ¯k0= 0 (32)
Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes
A equa¸c˜ao caracter´ıstica com os autovalores desejados ´e dada por (z − p1)(z− p2) · · · (z − pn)
= zn+ αn−1zn−1+ αn−2zn−2+· · · + α1z + α0(33)= 0
Igualando os coeficientes de potˆencias iguais de z das equa¸c˜oes (32) e (33) obtemos αn−1 = an−1+ ¯kn−1 αn−2 = an−2+ ¯kn−2 .. . α0 = a0+ ¯k0
Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes
Por isso, da equa¸c˜ao (31) temos K = K T¯ −1
= k¯0 k¯1 · · · ¯kn−1 T−1
=
α0− a0 α1− a1 · · · αn−1− an−1 T−1 (34)
Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes
Exemplo 1 (Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes)
Considere um sistema cont´ınuo que tem as seguintes matrizes de estado, de entrada e de sa´ıda: A = 0 1 0 0 0 1 0 0 0 , B = 0 0 1 , C = 1 0 0 , D = 0 Aqui sup˜oe-se que todos os estados est˜ao dispon´ıveis para realimenta¸c˜ao. Deseja-se que os polos do sistema cont´ınuo estejam em s =−5. Calcular a matriz de ganhos K para o sistema discreto considere um per´ıodo de amostragem T = 0, 01 s.
Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes
Solu¸c˜ao
Dadas as matrizes do sistema cont´ınuo, calculemos as matrizes do sistema discreto das equa¸c˜oes (77) e (78) Aula 8, resultando em
Ad = 1, 00000 0, 01000 0, 00005 0 1, 00000 0, 01000 0 0 1, 00000 , Bd = 1, 66666667× 10−7 5, 0× 10−5 1, 0× 10−2 as matrizes Cd e Dd s˜ao as mesmas que no caso cont´ınuo. Calculemos a
matriz de transforma¸c˜ao para a forma canˆonica control´avel T dada pela equa¸c˜ao (10), a qual est´a composta pelas matrizes M e W dadas pelas equa¸c˜oes (11) e (12), respectivamente. Para isso, calcula-se a equa¸c˜ao caracter´ıstica do sistema
Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes
Solu¸c˜ao
P(z) = z3− 3, 0z2+ 3, 0z− 1, 0
da qual identifica-se os coeficientes:
a3= 1; a2 =−3, 0; a1 = 3, 0; a0 =−1, 0
O polo desejado discreto ´e calculado de z = eTs, com s =−5 resultada em zp = 0, 9512, daqui a equa¸c˜ao caracter´ıstica desejada ´e
Pd(z) = z3− 2, 853688z2+ 2, 714512z− 0.860708
Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes Solu¸c˜ao ad 3= 1; ad 2 =−2, 853688; ad 1= 2, 714512; ad 0 =−0, 860708 As matrizes M e W s˜ao M = 1, 66666667× 10−7 1, 166666667× 10−6 3, 166666667× 10−6 5, 0× 10−5 1, 5× 10−4 2, 5× 10−4 1, 0× 10−2 1, 0× 10−2 1, 0× 10−2 W = 3 −3 1 −3 1 0 1 0 0
Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes
Solu¸c˜ao
A matriz de ganhos ´e calculada segundo a equa¸c˜ao (34), obt´em-se Kd=116, 0041807 70, 1970292 14, 2782541
A Figura 3 mostra a evolu¸c˜ao dos estados do sistema geral para o
problema de regula¸c˜ao e a Figura 4 mostra o esfor¸co de controle aplicado ao sistema geral para a regula¸c˜ao.
Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes Solu¸c˜ao 0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 −1.4 −1.2 −1 −0.8 −0.6 −0.4 −0.2 0 0.2 0.4 Tempo Amplitude Estados do sistema x 1 x2 x3
Figura 3: Evolu¸c˜ao no tempo dos estados do sistema. 0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 −30 −25 −20 −15 −10 −5 0 5 10 Controle u Tempo Amplitude
Figura 4: Esfor¸co de controle aplicado no sistema.
Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento utilizando f´ormula de Ackermann
A express˜ao dada pela equa¸c˜ao (34) n˜ao ´e a ´unica utilizada para
determinar a matriz de ganho de realimenta¸c˜ao de estado K. Uma outra express˜ao ´e a f´ormula de Ackermann. Considere o sistema definido pela equa¸c˜ao (28). Suponha-se que o sistema ´e de estado completamente control´avel e utilizando a realimenta¸c˜ao de estados u(k) =−K x(k), se deseja que os polos de malha fechada estejam em z = p1, z = p2, . . .,
z = pn. Isto ´e, a equa¸c˜ao caracter´ıstica desejada seja
|z I − Ad+ BdK| = (z − p1)(z− p2)· · · (z − pn)
Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento utilizando f´ormula de Ackermann
Defina-se
˜
Ad= Ad− BdK
O teorema de Cayley-Hamilton declara que ˜Ad satisfaz sua pr´opria
equa¸c˜ao caracter´ıstica, daqui temos que ˜
And+ αn−1A˜nd−1+ αn−2A˜ n−2
d +· · · + α1A˜d+ α0I = φ( ˜Ad) = 0
Portanto, a f´ormula de Ackermann fico como segue K = 0 0 · · · 0 1 Bd AdBd · · · And−1Bd −1 φ(Ad) (35) na qual φ(Ad) = And+ αn−1And−1+ α2n−A n−2 d +· · · + α1Ad + α0I (36)
Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento utilizando f´ormula de Ackermann
Exemplo 2 (Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento usando f´ormula de
Ackermann)
Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento utilizando f´ormula de Ackermann
Solu¸c˜ao
Dadas as matrizes do sistema cont´ınuo, calculemos as matrizes do sistema discreto das equa¸c˜oes (77) e (78) Aula 8, resultando em
Ad = 1, 00000 0, 01000 0, 00005 0 1, 00000 0, 01000 0 0 1, 00000 , Bd = 1, 66666667× 10−7 5, 0× 10−5 1, 0× 10−2 as matrizes Cd e Dd s˜ao as mesmas que no caso cont´ınuo.
Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento utilizando f´ormula de Ackermann
Solu¸c˜ao
O polo desejado discreto ´e calculado de z = eTs, com s =−5 resultada em zp = 0, 9512, daqui a equa¸c˜ao caracter´ıstica desejada ´e
Pd(z) = z3− 2, 853688z2+ 2, 714512z− 0.860708
na qual identifica-se os coeficientes
α3= 1; α2 =−2, 853688; α1 = 2, 714512; α0=−0, 860708
A matriz de ganhos ´e calculada segundo as equa¸c˜oes (35) e (36), obt´em-se Kd=116, 0041807 70, 1970292 14, 2782541
Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento utilizando f´ormula de Ackermann
Solu¸c˜ao
O programa para simula¸c˜ao no Matlab do Exemplo 2 ´e basicamente o mesmo que no Exemplo 1. Como o ganho de realimenta¸c˜ao de estados ´e o mesmo que no exemplo anterior n˜ao ´e necess´ario incluir as figuras
Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento utilizando f´ormula de Ackermann
Observa¸c˜ao 1
A matriz K depende das posi¸c˜oes dos polos desejados em malha fechada. A escolha dos polos desejados determinam a velocidade de resposta, bem como influencia nos efeitos prejudiciais das perturba¸c˜oes e erros de medi¸c˜ao. Uma pequena modifica¸c˜ao da localiza¸c˜ao dos polos desejados pode favorecer o comportamento do sistema. Escolhidos os polos desejados apresentou-se dois procedimento para determinar a matriz de ganho de realimenta¸c˜ao de estados K, veja subse¸c˜oes , as quais n˜ao s˜ao as ´
unicas, existem outros procedimentos de projeto na vasta literatura de sistemas de controle em tempo discreto.
O conceito da resposta deadbeat ´e ´unico para sistemas de controle em tempo discreto, isto ´e, n˜ao existe seu equivalente em sistemas cont´ınuos. O controle deadbeat conduz qualquer vetor de erro n˜ao nulo `a origem no m´aximo n per´ıodos de amostragem, mas a desvantagem ´e a necessidade de um esfor¸co de controle ilimitado. Neste controle o per´ıodo de
amostragem deve ser escolhido de maneira adequada devido a que ´e o ´
unico parˆametro de projeto.
Considere o sistema definido pela equa¸c˜ao (28), bem como o mesmo sistema com realimenta¸c˜ao de estados u(k) =−K x(k), a equa¸c˜ao de estados fica como na equa¸c˜ao (29).
Note que a solu¸c˜ao desta ´ultima equa¸c˜ao ´e dada por
x(k + 1) = (Ad− BdK)kx(0). (37)
Se os autovalores pi da matriz Ad− BdK ficam dentro do c´ırculo unit´ario,
ent˜ao o sistema ´e assintoticamente est´avel. Ao escolher todos os
autovalores de Ad− BdK nulos ´e poss´ıvel obter a resposta deadbeat, ou
x(k) = 0, para k ≥ q, q ≤ n.
Considere o sistema de estado completamente control´avel dado por x(k + 1) = Adx(k) + Bdu(k) (38)
Escolhe-se a loca¸c˜ao dos polos desejados (autovalores desejados) serem nulos: p1 = p2 =· · · = pn= 0. Desde que a equa¸c˜ao caracter´ıstica com
(z − p1)(z− p2)· · · (z − pn) = zn+ αn−1zn−1+· · · + α1z + α0 = zn
obtemos
α1= α2 =· · · = αn= 0
e a matriz K dada pela equa¸c˜ao (34) pode ser simplificada como segue K = α0− a0 α1− a1 · · · αn−1− an−1 T−1
= −a0 −a1 · · · −an−1 T−1 (39)
Utilizando a matriz de transforma¸c˜ao T dada pela equa¸c˜ao (10), definimos x(k) = T z(k)
bem como
T−1AdT = ¯Ad, T−1Bd = ¯Bd
Ent˜ao a equa¸c˜ao (38) pode ser escrita como
z(k) = T−1AdT + T−1Bdu(k) = ¯Adz(k) + ¯Bdu(k)
Se utilizamos a realimenta¸c˜ao de estados u(k) =−K x(k) = −K T z(k), ent˜ao esta equa¸c˜ao torna-se
z(k + 1) = ( ¯Ad− ¯BdK T)z(k)
¯
Ad− ¯BdK T = A¯d− ¯Bd
−a0 −a1 · · · −an−1
= 0 1 0 · · · 0 0 0 1 · · · 0 . . . . . . . . . . . . 0 0 0 · · · 1
−a0 −a1 −a2 · · · −an−1
− 0 0 . . . 0 1
−a0 −a1 · · · −an−1
= 0 1 0 · · · 0 0 0 1 · · · 0 . . . . . . . . . . . . 0 0 0 · · · 1
−a0 −a1 −a2 · · · −an−1 − 0 0 0 · · · 0 0 0 0 · · · 0 . . . . . . . . . . . . 0 0 0 · · · 0
−a0 −a1 −a2 · · · −an−1
¯ Ad− ¯BdK T = 0 1 0 · · · 0 0 0 1 · · · 0 .. . ... ... ... 0 0 0 · · · 1 0 0 0 · · · 0 Assim, ¯Ad− ¯BdK T ´e uma matriz nilpotente. Portanto, temos
Em termos do estado original x(k), temos
x(k) = (Ad− BdK)nx(0) = (T ¯AdT−1− T ¯BdK)nx(0) = [T( ¯Ad− ¯BdK T) T−1]nx(0)
= T( ¯Ad− ¯BdK T)nT−1x(0) = 0
Assim, se todos os autovalores desejados s˜ao nulos, ent˜ao qualquer estado inicial x(0) pode se levado `a origem, no m´aximo n per´ıodos de
amostragem e a resposta ´e deadbeat desde que a sa´ıda u(k) ´e ilimitada.
Exemplo 3 (Controle deadbeat: Procedimento usando f´ormula de
Ackermann)
Projete o controle deadbeat para o Exemplo 1 usando a f´ormula de Ackermann.
Solu¸c˜ao
Dadas as matrizes do sistema cont´ınuo, calculemos as matrizes do sistema discreto das equa¸c˜oes (77) e (78) da Aula 8, resultando em
Ad = 1, 00000 0, 01000 0, 00005 0 1, 00000 0, 01000 0 0 1, 00000 , Bd = 1, 66666667× 10−7 5, 0× 10−5 1, 0× 10−2 as matrizes Cd e Dd s˜ao as mesmas que no caso cont´ınuo. O polo
desejado discreto ´e zp= 0, daqui a equa¸c˜ao caracter´ıstica desejada ´e
Solu¸c˜ao
na qual identifica-se os coeficientes
alpha3 = 1; α2 = 0; α1 = 0; α0= 0A matriz de ganhos ´e calculada
segundo a equa¸c˜ao (39), obt´em-se
Kd =1, 0 × 106 2, 0× 104 1, 83333333333× 102
A Figura 5 mostra a evolu¸c˜ao no tempo dos estados do sistema sob a a¸c˜ao do controle deadbeat e a Figura 6 mostra o esfor¸co de controle deadbeat. Observe que o sistema estabiliza em 3 per´ıodos de amostragem, mas o esfor¸co de controle ´e extremadamente alto, i.e., ilimitado.
Solu¸c˜ao 0 0.005 0.01 0.015 0.02 0.025 0.03 0.035 0.04 0.045 0.05 −1500 −1000 −500 0 500 1000 1500 Tempo Amplitude Estados do sistema x1 x 2 x3
Figura 5: Evolu¸c˜ao no tempo dos estados do sistema sob o controle deadbeat.
0 0.005 0.01 0.015 0.02 0.025 0.03 0.035 0.04 0.045 0.05 −1.5 −1 −0.5 0 0.5 1 1.5 2 2.5x 10 5 Controle u Tempo Amplitude
Figura 6: Esfor¸co de controle deadbeat aplicado no sistema.
At´e o momento tem-se considerado sistemas reguladores, nos quais a entrada de referˆencia ´e nula. A equa¸c˜ao caracter´ıstica para o sistema determina a velocidade pelo qual os estados n˜ao nulos aproximam-se da origem. Aqui considera-se o caso no qual o sistema tem uma entrada de referˆencia n˜ao nula como mostrado na Figura 7, na qual a planta ´e descrita pelas seguintes equa¸c˜oes de estado e de sa´ıda,
x(k + 1) = Adx(k) + Bdu(k)
+ − x(k) + x(k + 1) + Bd T Ad K u(k) r(k) Kf f
Figura 7: Sistema de controle com realimenta¸c˜ao de estados e controle feedforward para entrada de referˆencia.
O sinal de controle u(k) ´e dado por
u(k) =−K x(k) + Kff r (k) (40)
Ao eliminar u(k) da equa¸c˜ao de estado, temos
x(k + 1) = (Ad− BdK) x(k) + BdKff r (k)
y (k) = C x(k) A equa¸c˜ao caracter´ıstica para o sistema ´e
|z I − Ad+ BdK| = 0
Se o sistema ´e de estado completamente control´avel, ent˜ao a matriz de ganho de realimenta¸c˜ao K pode ser determinada para fornecer os polos desejados em malha fechada. ´E importante salientar que a realimenta¸c˜ao de estados pode mudar a equa¸c˜ao caracter´ıstica correspondente ao sistema, mas ao fazˆe-lo o ganho de estado estacion´ario do sistema
Portanto, ´e necess´ario ter um ganho ajust´avel Kff no sistema. O ganho
Kff deve ser ajustado de maneira que a resposta ao degrau unit´ario do
sistema no estado estacion´ario seja a unidade, ou y (∞) = 1. A transformada z da sa´ıda ´e dada por
Y (z) = C [z In− (Ad− BdK)]−1BdKff R(z)
e o erro de rastreamento do erro de estado estacion´ario a uma entrada degrau unit´aria ´e
lim z→1(z − 1) (Y (z) − R(z)) = limz→1 C [z In− (Ad− BdK)]−1BdKff − In = C [In− (Ad− BdK)]−1BdKff − In
Para um erro de estado estacion´ario nulo se requer a condi¸c˜ao
C [In− (Ad− BdK)]−1BdKff = In (41)
Se o sistema ´e quadrado e Ad− BdK ´e est´avel, o ganho fica
Kff = C [In− (Ad− BdK)]−1Bd −1 (42) Exemplo 4
Projete um sistema de controle de seguimento de sinal para o Exemplo 1 usando a f´ormula de Ackermann.
Solu¸c˜ao
Dadas as matrizes do sistema cont´ınuo, calculemos as matrizes do sistema discreto das equa¸c˜oes (77) e (78) da Aula 8, resultando em
Ad = 1, 0000 0, 0100 5, 0× 10−5 0 1, 00000 0, 01000 0 0 1, 00000 , Bd = 1, 666667× 10−7 5, 0× 10−5 1, 0× 10−2 as matrizes Cd e Dd s˜ao as mesmas que no caso cont´ınuo.
O polo desejado discreto ´e calculado de z = eTs, com s =−5 resultada em zp = 0, 9512. A matriz de ganhos ´e calculada segundo as equa¸c˜oes
(35) e (36), obt´em-se
Kd =116, 00418 70, 19701 14, 27825
Solu¸c˜ao
Para este caso o sinal de referˆencia ´e uma onda quadrada de frequˆencia de 0, 1 Hz e amplitude de 0, 2. A Figura 8 mostra a evolu¸c˜ao no tempo dos estados do sistema para um seguimento de sinal de referˆencia e a Figura 10 mostra o esfor¸co de controle para o seguimento de sinal de referˆencia. Observe que o sistema n˜ao segue o sinal de referˆencia.
Para um apropriado seguimento de sinal ´e determinado o valor do ganho Kff da equa¸c˜ao (42), como segue
Kff =
C [In− (Ad− BdK)]−1Bd
−1
= 116, 0041807.
A Figura 9 mostra a evolu¸c˜ao no tempo dos estados do sistema para um seguimento de sinal de referˆencia sob o controle feedforward e a Figura 11 mostra o esfor¸co de controle feedforward. Observe que o sistema segue o sinal de referˆencia.
Solu¸c˜ao 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 −1.4 −1.2 −1 −0.8 −0.6 −0.4 −0.2 0 0.2 0.4 Tempo Amplitude Estados do sistema x 1 x2 x3 Ref.
Figura 8: Evolu¸c˜ao no tempo dos estados do sistema para o seguimento de sinal SEM controle feedforward. 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 −3 −2 −1 0 1 2 3 Tempo Amplitude Estados do sistema x 1 x 2 x3 Ref.
Figura 9: Evolu¸c˜ao no tempo dos estados do sistema para o seguimento de sinal COM o controle feedforward.
Solu¸c˜ao 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 −30 −25 −20 −15 −10 −5 0 5 10 Controle u Tempo Amplitude
Figura 10: Esfor¸co de controle aplicado no sistema para um seguimento de sinal SEM controle feedforward. 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 −60 −40 −20 0 20 40 60 Controle u Tempo Amplitude
Figura 11: Esfor¸co do controle feedforward para o seguimento de sinal.
Solu¸c˜ao 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 −0.2 −0.15 −0.1 −0.05 0 0.05 0.1 0.15 0.2 Tempo Amplitude
Saída do sistema e Sinal de referência
x
1
Ref.
Figura 12: Sa´ıda do sistema e sinal de referˆencia para um seguimento de sinal SEM controle feedforward.
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 −0.2 −0.15 −0.1 −0.05 0 0.05 0.1 0.15 0.2 Tempo Amplitude
Saída do sistema e Sinal de referência
x
1
Ref.
Figura 13: Sa´ıda do sistema e sinal de referˆencia para um seguimento de sinal COM controle feedforward
A lei de controle (40) ´e equivalente a uma a¸c˜ao de controle feedforward determinada por Kff que resulta em um erro de estado estacion´ario nulo
para uma entrada de referˆencia r (k). Por causa que a a¸c˜ao feedforward n˜ao inclui nenhuma realimenta¸c˜ao esta aproxima¸c˜ao n˜ao ´e robusta a incertezas de modelagem. Assim, erros de modelagem sempre acontecem na pr´atica o que resultar´a em um erro de estado estacion´ario n˜ao nulo. Para eliminar tal erro, introduzimos um controle integral como mostrado na Figura 14, com um novo estado adicionado para cada erro de controle integrado.
− + + + x(k + 1) + + x(k) K Ad C Bd −1 z−1 y(k) − r(k) z−1 z(k + 1) K1 u(k) z(k)
Figura 14: Sistema de controle com realimenta¸c˜ao de estados e controle integral para seguimento de sinal de referˆencia.
x(k + 1) = Adx(k) + Bdu(k) (43)
z(k + 1) = z(k) + r (k)− y(k) (44)
y (k) = C x(k) (45)
u(k) = −K x(k) − K1z(k) (46)
no qual z(k) ´e um vetor coluna, por exemplo l× 1. As equa¸c˜oes no espa¸co de estados em termos do vetor de estado aumentado
˜ x(k) = [x(k) z(k)]0 x(k + 1) z(k + 1) = Ad 0 −C Il x(k) z(k) − B 0 (K K1) x(k) z(k) + 0 Il r (k)
y(k) = [C 0] x(k) z(k) Daqui temos ˜ x(k + 1) = h ˜A− ˜B ˜Ki˜x(k) + 0 Il r (k) (47) y(k) = [C 0] ˜x(k) na qual ˜ A = Ad 0 −C Il , B =˜ B 0 ˜ K = [K K1]
Os autovalores da matriz de estados de malha fechada ˜A− ˜B ˜K podem ser escolhidos arbitrariamente para calcular a matriz de ganho ˜K.
Exemplo 5
Projete um sistema de seguimento de sinal com controle integral para o Exemplo 1 usando a f´ormula de Ackermann.
Solu¸c˜ao
Dadas as matrizes do sistema cont´ınuo, calculemos as matrizes do sistema discreto das equa¸c˜oes (77) e (78) da Aula 8, resultando em
Ad = 1, 00000 0, 01000 0, 00005 0 1, 00000 0, 01000 0 0 1, 00000 , Bd = 1, 66666667× 10−7 5, 0× 10−5 1, 0× 10−2 as matrizes Cd e Dd s˜ao as mesmas que no caso cont´ınuo. O polo
desejado discreto ´e calculado de z = eTs, com s =−5 resultada em zp = 0, 9512.
Solu¸c˜ao
As matrizes aumentadas s˜ao obtidas como segue ˜ Ad = Ad 0 −C Il , B˜d = B 0 ˜ K = [K K1] ,
assim, obt´em-se
˜ Ad= 1, 00000 0, 01000 0, 00005 0, 0 0 1, 00000 0, 01000 0, 0 0 0 1, 00000 0, 0 −1, 0 0 0 1 , B˜d= 1, 66666667× 10−7 5, 0× 10−5 1, 0× 10−2 0, 0
Solu¸c˜ao
e a matriz de sa´ıda fica ˜
Cd =1 0 0 0
devido a que est´a-se considerando seguimento de sinal somente no primeiro estado de sa´ıda do sistema. A matriz de ganhos ´e calculada segundo as equa¸c˜oes (35) e (36), considera-se o polo zp5= 0, 7 para o
estado aumentado, obt´em-se ˜
K =2.221, 9150576 488, 0150979 42, 1540652 −34, 8012542 Para este caso o sinal de referˆencia ´e uma onda quadrada de frequˆencia de 0, 1 Hz e amplitude de 0, 3.
Solu¸c˜ao
A Figura 15 mostra a evolu¸c˜ao no tempo dos estados do sistema para um seguimento de sinal de referˆencia com controle integral e a Figura 16 mostra o esfor¸co de controle para o seguimento de sinal de referˆencia com controle integral. Observe que o sistema segue o sinal de referˆencia.
Solu¸c˜ao 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 −8 −6 −4 −2 0 2 4 Tempo Amplitude Estados do sistema x1 x2 x3 x 4
Figura 15: Evolu¸c˜ao no tempo dos estados do sistema com seguimento de sinal e controle integral. 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 −350 −300 −250 −200 −150 −100 −50 0 50 Controle u Tempo Amplitude
Figura 16: Esfor¸co de controle aplicado no sistema para um seguimento de sinal e controle integral.
Solu¸c˜ao 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 −0.3 −0.2 −0.1 0 0.1 0.2 0.3 Tempo Amplitude
Saída do sistema e Sinal de referência
x
1
Ref.
Figura 17: Sa´ıda do sistema e sinal de referˆencia para um seguimento de sinal com controle integral.