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ESZA024-17

Aula Semana 8: M´

etodo de projeto via

alocac

¸˜

ao de polos

Prof. Magno Enrique Mendoza Meza1

1Universidade Federal do ABC

Engenharia de Instrumenta¸c˜ao, Automa¸c˜ao e Rob´otica Programa de P´os-gradua¸c˜ao em Engenharia Mecˆanica

(2)

Conceitos fundamentais dos sistemas de controle s˜ao:

1 Um sistema ´e control´avel se for poss´ıvel, por meio de um vetor de

controle ilimitado, transferir o sistema de um qualquer estado inicial a qualquer outro estado em um n´umero finito de per´ıodos de

amostragem.

2 Um sistema ´e observ´avel se, com o sistema no estado x(0), pode-se

determinar o estado a partir da observa¸c˜ao dos vetores de sa´ıda e de controle ao longo de um n´umero finito de per´ıodos de amostragem.

(3)

Considere o sistema de controle em tempo discreto definido por

x((k + 1)T ) = Adx(kT ) + Bdu(kT ) (1)

y(kT ) = C x(kT ) (2)

no qual x(kT ) ´e o vetor de estado (dimens˜ao n), u(kT ) ´e o vetor de controle (dimens˜ao r ) e y(kT ) ´e o vetor de sa´ıda (dimens˜ao m) no k−´esimo instante de amostragem; Ad ´e a matriz n× n, Bd ´e a matriz

n× r, C ´e a matriz m × n.

Defini¸c˜ao 1 (Controlabilidade completa do estado)

O sistema descrito pela equa¸c˜ao (1) ´e dito de estado completamente control´avel se para qualquer estado inicial em k = 0, existe uma conjunto de controle irrestrito u(kT ), k = 0, 1, 2, . . . , n− 1, o qual transferem todo estado inicial x(0) para qualquer estado final x(nT ) para algum n finito.

(4)

A dedu¸c˜ao da condi¸c˜ao de controlabilidade pode ser encontrada na literatura de sistemas de controle. A condi¸c˜ao de controlabilidade completa de estado ´e que a matriz n× n r



Bd AdBd · · · And−1Bd



(3) tenha posto n (posto completo)

rank  Bd AdBd · · · And−1Bd  = n

(5)

Controlabilidade completa da sa´ıda

Defini¸c˜ao 2 (Controlabilidade completa de sa´ıda)

O sistema descrito pelas equa¸c˜oes (1) e (2) ´e dito de sa´ıda completamente control´avel se para qualquer sa´ıda inicial em k = 0, existe uma conjunto de controle irrestrito u(kT ), k = 0, 1, 2, . . . , n− 1, tal que qualquer sa´ıda final y(nT ) pode ser alcan¸cada desde um estado inicial arbitrario em tempo finito n.

A dedu¸c˜ao da condi¸c˜ao de controlabilidade completa da sa´ıda pode ser encontrada na literatura de sistemas de controle.

(6)

Controlabilidade completa da sa´ıda

Uma condi¸c˜ao necess´aria e suficiente para que o sistema definido pelas equa¸c˜oes (1) e (2) seja de sa´ıda completamente control´avel, ´e que a matriz m× (n + 1)r  D C Bd C AdBd · · · C And−1Bd  seja de posto m: rank D C Bd C AdBd · · · C And−1Bd  = m (4)

Note que a presen¸ca da matriz D na equa¸c˜ao de sa´ıda do sistema sempre ajuda a estabelecer a controlabilidade completa de sa´ıda.

(7)

Defini¸c˜ao 3 (Observabilidade completa)

O sistema descrito pelas equa¸c˜oes (1) e (2) ´e dito completamente

observ´avel se qualquer estado inicial x(0) em k = 0, pode ser determinado do conhecimento da sa´ıda y(kT ) e da entrada u(kT ) para 0≤ k < n, no qual n ´e algum tempo finito.

O conceito de observabilidade ´e ´util no projeto dos observadores de estado. Para pesquisar uma condi¸c˜ao necess´aria e suficiente para a observabilidade completa, basta considerar o sistema descrito pelas equa¸c˜oes

x((k + 1)T ) = Adx(kT ) (5)

y(kT ) = C x(kT ) (6)

Uma vez que x(0) pode ser determinado da observa¸c˜ao da sa´ıda, x(kT ) tamb´em pode ser determinado j´a que u(0), u(T ), . . ., u((k− 1)T ) s˜ao

(8)

Observabilidade completa dos sistemas em tempo discreto

Considere o sistema definido pelas equa¸c˜oes (5) e (6). O sistema ´e

completamente observ´avel se, dada a sa´ıda y(kT ) sobre um n´umero finitos de per´ıodos de amostragem, ´e poss´ıvel determinar o vetor de estado inicial x(0).

Uma condi¸c˜ao necess´aria e suficiente para que o sistema definido pelas equa¸c˜oes (5) e (6) seja completamente observ´avel ´e que o posto da matriz n× n m  C∗ A∗dC∗ · · · (A∗ d)n−1C∗  (7) seja n. A matriz dada pela equa¸c˜ao (7) ´e a matriz de

(9)

Observabilidade completa dos sistemas em tempo discreto

Uma condi¸c˜ao necess´aria e suficiente para a observabilidade completa ´e que n˜ao ocorra nenhuma cancelamento de polos zeros na fun¸c˜ao de transferˆencia pulso. Se ocorre cancelamento, o modo cancelado n˜ao poder´a ser observado na sa´ıda.

(10)

Considere a equa¸c˜ao de estado em tempo discreto e a equa¸c˜ao de sa´ıda x(k + 1) = Adx(k) + Bdu(k) (8)

y (k) = C x(k) + D u(k) (9) Nas pr´oximas se¸c˜oes ser˜ao apresentadas t´ecnicas para transformar as equa¸c˜oes no espa¸co de estados definidas pelas equa¸c˜oes (8) e (9) nas trˆes formas canˆonicas:

1 Control´avel 2 Observ´avel

3 Diagonal ou de Jordan

Estamos supondo que o sistema definido pelas equa¸c˜oes (8) e (9) ´e de estado completamente control´avel e observ´avel.

(11)

Forma canˆonica control´avel

O sistema definido pelas equa¸c˜oes (8) e (9) pode ser transformado na forma canˆonica control´avel pela matriz de transforma¸c˜ao

T = M W (10) no qual M = Bd AdBd · · · And−1Bd  (11) e W =        a1 a2 · · · an−1 1 a2 a3 · · · 1 0 .. . ... ... ... an−1 1 · · · 0 0 1 0 · · · 0 0        (12)

(12)

Forma canˆonica control´avel

Os elementos ai mostrados na matriz W s˜ao os coeficientes da equa¸c˜ao

caracter´ıstica

|z I − Ad| = zn+ an−1zn−1+· · · + a1z + a0= 0

Pode ser demonstrado que

T−1AdT = (M W)−1Ad(M W) = W−1M−1AdM W =        0 1 0 · · · 0 0 0 1 · · · 0 .. . ... ... . .. ... 0 0 0 · · · 1 −a0 −a1 −a2 · · · −an−1

       (13)

(13)

Forma canˆonica control´avel e T−1Bd =        0 0 .. . 0 1        (14) Definamos x(k) = T z(k)

na qual a matriz de transforma¸c˜ao T est´a dada pelas equa¸c˜oes (10). Ent˜ao as equa¸c˜oes (8) e (9) se converte em

z(k + 1) = T−1AdT z(k) + T−1Bdu(k) = ¯Adz(k) + ¯Bdu(k)

(14)

Forma canˆonica control´avel no qual ¯Ad= T−1AdT, ¯Bd= T−1Bd, ¯C = C T e ¯D = D,        z1(k + 1) z2(k + 1) . . . zn−1(k + 1) zn(k + 1)        =        0 1 0 · · · 0 0 0 1 · · · 0 . . . . . . . . . . .. ... 0 0 0 · · · 1

−a0 −a1 −a2 · · · −an−1

              z1(k) z2(k) . . . zn−1(k) zn(k)        +        0 0 . . . 0 1        u(k) (15) y (k) = " b0− a0bn . . .b1− a1bn . . .· · ·...bn−1− an−1bn #        z1(k) z2(k) . . . zn−1(k) zn(k)        + bnu(k) (16)

(15)

Forma canˆonica control´avel

bk s˜ao os coeficientes do numerador da fun¸c˜ao de transferˆencia pulso

C(z I− Ad)−1Bd+ D = C(z I¯ − ¯Ad)−1B¯d+ ¯D = bnz n+ b n−1zn−1+· · · + b1z + b0 zn+ a n−1zn−1+· · · + a1z + a0 (17) Observe que D = ¯D = bn.

(16)

Forma canˆonica observ´avel

O sistema definido pelas equa¸c˜oes (8) e (9) pode ser transformado na forma canˆonica observ´avel por meio da matriz de transforma¸c˜ao

Q = (W N∗)−1 no qual N = C∗ A∗dC∗ · · · (A∗ d)n−1C∗  (18) e W esta dada pela equa¸c˜ao (12). Pode ser demonstrado que

Q−1AdQ = ¯Ad=        0 0 · · · 0 0 −a0 1 0 · · · 0 0 −a1 .. . ... . .. ... ... ... 0 0 · · · 1 0 −an−2 0 0 · · · 0 1 −an−1       

(17)

Forma canˆonica observ´avel Q−1Bd = ¯Bd=        b0− a0bn b1− a1bn .. . bn−2− an−2bn bn−1− an−1bn        e C Q = ¯C = 0 0 · · · 0 1 

na qual bk s˜ao os coeficientes do numerador da fun¸c˜ao de transferˆencia

pulso da equa¸c˜ao (17). Ent˜ao, definamos x(k) = Q z(k)

(18)

Forma canˆonica observ´avel

As equa¸c˜oes (8) e (9) se convertem em

z(k + 1) = A¯dz(k) + ¯Bdu(k) y (k) = C z(k) + ¯¯ D u(k)        z1(k + 1) z2(k + 1) . . . zn−1(k + 1) zn(k + 1)        =        0 0 · · · 0 0 −a0 1 0 · · · 0 0 −a1 . . . . . . . .. ... . . . . . . 0 0 · · · 1 0 −an−2 0 0 · · · 0 1 −an−1               z1(k) z2(k) . . . zn−1(k) zn(k)        +        b0− a0bn b1− a1bn . . . bn−2− an−2bn bn−1− an−1bn        u(k) (19)

(19)

Forma canˆonica observ´avel y (k) = 0 0 · · · 0 1         z1(k) z2(k) .. . zn−1(k) zn(k)        + D u(k) (20)

(20)

Forma canˆonica diagonal

Se os autovalores pi da matriz Ad s˜ao distintos, ent˜ao os autovetores

correspondentes ξξξ1, ξξξ2, . . ., ξξξn tamb´em s˜ao distintos. Definamos a matriz

de transforma¸c˜ao P como segue: P = h ξξξ1 ... ξξξ2 ... · · · ... ξξξn i Ent˜ao P−1AdP =      p1 0 · · · 0 0 p2 · · · 0 .. . ... . .. ... 0 0 · · · pn     

(21)

Forma canˆonica diagonal

Se definimos

x(k) = P z(k)

ent˜ao equa¸c˜oes (8) e (9) podem ser dadas pelas equa¸c˜oes

z(k + 1) = A¯dz(k) + ¯Bdu(k) (21)

y (k) = C z(k) + ¯¯ D u(k) (22) no qual ¯Ad= P−1AdP, ¯Bd= P−1Bd, ¯C = C P e ¯D = D.

(22)

Forma canˆonica diagonal

Portanto, equa¸c˜oes (21) e (22) podem ser escritas como

     z1(k + 1) z2(k + 1) . . . zn(k + 1)      =      p1 0 · · · 0 0 p2 · · · 0 . . . . . . . .. ... 0 0 · · · pn           z1(k) z2(k) . . . zn(k)      +      α1 α2 . . . αn      u(k) (23) y (k) =  β1 β2 · · · βn       z1(k) z2(k) . . . zn(k)      + D u(k) (24)

(23)

Forma canˆonica diagonal

na qual αi e βi s˜ao constantes, tais que αiβi ´e o residuo no polo z = pi,

isto ´e, tal que αiβi aparecer˜ao no numerador do termo 1/(z− pi) quando

a fun¸c˜ao de transferˆencia pulso ´e expandida em fra¸c˜oes parciais como segue C(z I− Ad)−1Bd+ D = C(z I¯ − ¯Ad)−1B¯d+ ¯D = α1β1 z− p1 + α2β2 z − p2 +· · · + αnβn z− pn + D (25) Em muitos casos escolhemos α1 = α2 =· · · αn= 1. Note que a condi¸c˜ao

necess´aria e suficiente para que o sistema seja de estado completamente control´avel ´e que αi 6= 0 (i = 1, 2, . . . , n) e a condi¸c˜ao para que seja

(24)

Forma canˆonica de Jordan

Se existem autovalores m´ultiplos pi da matriz Ad, ent˜ao escolhemos a

matriz de transforma¸c˜ao S definida como S =

η1 η2 · · · ηn



na qual ηi s˜ao autovetores (os quais correspondem a distintos autovalores)

ou autovetores generalizados (os quais correspondem a autovalores m´ultiplos). Ent˜ao

S−1AdS = matriz na forma canˆonica de Jordan

Agora, se definimos

x(k) = S z(k)

(25)

Forma canˆonica de Jordan

z(k + 1) = A¯dz(k) + ¯Bdu(k)

y (k) = C z(k) + ¯¯ D ˆu(k)

no qual ¯Ad= S−1AdS, ¯Bd= S−1Bd, ¯C = C S e ¯D = D. Se a matriz Ad

envolve um autovalor m-m´ultiplo p1 e outros autovalores pm+1, pm+2, . . .,

pn que s˜ao todos distintos e diferentes de p1, e, se o posto de p1I− Ad ´e

n− 1 (o qual implica que o polinˆomio m´ınimo ´e idˆentico ao polinˆomio caracter´ıstico), ent˜ao as equa¸c˜oes no espa¸co de estado na forma canˆonica de Jordan s˜ao dadas como segue:

(26)

Forma canˆonica de Jordan               z1(k + 1) z2(k + 1) . . . zm(k + 1) zm+1(k + 1) . . . zn(k + 1)               =                  p1 1 0 · · · 0 0 · · · 0 0 p1 1 · · · . . . 0 · · · 0 . . . . . . . . . 1 0 · · · 0 0 0 0 · · · p1 0 · · · 0 0 0 0 · · · 0 pm+1 · · · 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0 0 0 · · · 0 0 · · · pn                                z1(k) z2(k) . . . zm(k) zm+1(k) . . . zn(k)               +               0 0 . . . αm αm+1 . . . αn               u(k) (26) y (k) =  β1 β2 · · · βn        z1(k) z2(k) . . . zn(k)       + D u(k) (27)

na qual αi e βi s˜ao as constantes que aparecem na fun¸c˜ao de

(27)

Forma canˆonica de Jordan C(z I− Ad)−1Bd+ D = C(z I¯ − ¯Ad)−1B¯d+ ¯D = αmβ1 (z − p1)m + αmβ2 (z− p1)m−1 +· · · + αmβm z− p1 +· · · · · · +αm+1βm+1 z− pm+1 +· · · + αnβn z− pn + D Em muitos casos escolhemos αm = αm+1=· · · = αn= 1. Note-se que a

condi¸c˜ao necess´aria e suficiente para que o sistema seja de estado

completamente control´avel ´e que αi 6= 0 (i = m, m + 1, . . . , n) e para que

(28)

O m´etodo conhecido como a t´ecnica de aloca¸c˜ao de polos requer as seguintes considera¸c˜oes: (i) que todas as vari´aveis de estado sejam mensur´aveis e estejam dispon´ıveis para realimenta¸c˜ao, (ii) que o sistema considerado seja de estado completamente control´avel para que os polos do sistema em malha fechada possam ser localizados em qualquer posi¸c˜ao desejada por meio de uma realimenta¸c˜ao de estados com uma matriz de ganho de realimenta¸c˜ao apropriada, e (iii) que a t´ecnica comece com a determina¸c˜ao dos polos desejados em malha fechada, os quais devem de satisfazer os requerimentos de resposta transit´oria e/ou resposta em frequˆencia como velocidade, coeficiente de amortecimento e largura de banda.

(29)

Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes

Dadas essas considera¸c˜oes, supondo que os polos desejados em malha fechada devem ser posicionados em z = p1, z = p2, . . ., z = pn. Deve-se

ter cuidado na escolha de T , per´ıodo de amostragem, para que o sistema desejado n˜ao requeira sinais de controle excesivamente grandes. Ao selecionar uma matriz de ganho apropriada para a realimenta¸c˜ao de estado, ´e poss´ıvel que o sistema tenha os polos em malha fechada nas posi¸c˜oes desejadas, lembrando que o sistema original deva ser de estado completamente control´avel.

(30)

Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes z−1I + x(k + 1) x(k) Bd Ad + u(k) C y(k)

Figura 1: Sistema de controle discreto em malha aberta.

A equa¸c˜ao de estado ´e

(31)

Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes

na qual x(k) ´e o vetor de estado (de dimens˜ao n), u(k) ´e o sinal de controle (escalar), Ad ´e a matriz n× n, Bd ´e a matriz n× 1. Supondo que

a magnitude do sinal de controle u(k) ´e ilimitado e se o sinal de controle for

u(k) =−K x(k)

no qual K ´e a matriz de ganho de realimenta¸c˜ao do estado (uma matriz 1× m), ent˜ao o sistema se converte em um sistema de controle em malha fechada, como mostrado na Figura 2 e sua equa¸c˜ao de estado fica da seguinte forma

(32)

Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes + − z −1I + x(k + 1) Bd Ad + u(k) x(k) C y(k) K 0

Figura 2: Sistema de controle em malha fechada com u(k) = −K x(k), para um sistema de regula¸c˜ao.

(33)

Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes

x(k + 1) = (Ad− BdK)x(k) (29)

Cabe ressaltar que a matriz K ´e escolhida de forma que os autovalores de Ad− BdK sejam os polos desejados em malha fechada p1, p2, . . ., pn.

Quaisquer autovalores complexos devem vir como pares conjugados. Se a equa¸c˜ao caracter´ıstica do sistema original dado pela equa¸c˜ao (28) ´e

|z I − Ad| = zn+ an−1zn−1+ an−2zn−2+· · · + a1z + a0= 0 (30)

ent˜ao define-se a matriz de transforma¸c˜ao T como (10) e as matrizes M e W como as equa¸c˜oes (11) e (12), respectivamente.

(34)

Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes

Logo, das equa¸c˜oes (13) e (14), temos T−1AdT = ¯Ad e T−1Bd = ¯Bd,

respectivamente.

A seguir define-se a matriz ¯ K = K T = ¯ k0 k¯1 · · · ¯kn−1  (31) ent˜ao ¯ BdK =¯        0 0 .. . 0 1         ¯ k0 k¯1 · · · ¯kn−1  =        0 0 · · · 0 0 0 · · · 0 .. . ... ... 0 0 · · · 0 ¯ k0 k¯1 · · · ¯kn−1       

(35)

Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes

a equa¸c˜ao caracter´ıstica do sistema (29) chega ser

|z I − Ad + BdK| = |z I − ¯Ad+ ¯BdK|¯ = z         1 0 · · · 0 0 1 · · · 0 . . . . . . . . . 0 0 · · · 0 0 0 · · · 1         −         0 1 · · · 0 0 0 · · · 0 . . . . . . . . . 0 0 · · · 1

−a0 −a1 · · · −an−1

        +         0 0 · · · 0 0 0 · · · 0 . . . . . . . . . 0 0 · · · 0 ¯ k0 k¯1 · · · ¯kn−1         = z −1 · · · 0 0 z · · · 0 . . . . . . . . . 0 0 · · · −1 a0+ ¯k0 a1+ ¯k1 · · · z + an−1+ ¯kn−1 = zn+ (an−1+ ¯kn−1) zn−1+ · · · + (a1+ ¯k1) z + +a0+ ¯k0= 0 (32)

(36)

Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes

A equa¸c˜ao caracter´ıstica com os autovalores desejados ´e dada por (z − p1)(z− p2) · · · (z − pn)

= zn+ αn−1zn−1+ αn−2zn−2+· · · + α1z + α0(33)= 0

Igualando os coeficientes de potˆencias iguais de z das equa¸c˜oes (32) e (33) obtemos αn−1 = an−1+ ¯kn−1 αn−2 = an−2+ ¯kn−2 .. . α0 = a0+ ¯k0

(37)

Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes

Por isso, da equa¸c˜ao (31) temos K = K T¯ −1

=  k¯0 k¯1 · · · ¯kn−1  T−1

= 

α0− a0 α1− a1 · · · αn−1− an−1  T−1 (34)

(38)

Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes

Exemplo 1 (Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes)

Considere um sistema cont´ınuo que tem as seguintes matrizes de estado, de entrada e de sa´ıda: A =   0 1 0 0 0 1 0 0 0  , B =   0 0 1  , C =  1 0 0  , D = 0  Aqui sup˜oe-se que todos os estados est˜ao dispon´ıveis para realimenta¸c˜ao. Deseja-se que os polos do sistema cont´ınuo estejam em s =−5. Calcular a matriz de ganhos K para o sistema discreto considere um per´ıodo de amostragem T = 0, 01 s.

(39)

Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes

Solu¸c˜ao

Dadas as matrizes do sistema cont´ınuo, calculemos as matrizes do sistema discreto das equa¸c˜oes (77) e (78) Aula 8, resultando em

Ad =   1, 00000 0, 01000 0, 00005 0 1, 00000 0, 01000 0 0 1, 00000  , Bd =   1, 66666667× 10−7 5, 0× 10−5 1, 0× 10−2   as matrizes Cd e Dd s˜ao as mesmas que no caso cont´ınuo. Calculemos a

matriz de transforma¸c˜ao para a forma canˆonica control´avel T dada pela equa¸c˜ao (10), a qual est´a composta pelas matrizes M e W dadas pelas equa¸c˜oes (11) e (12), respectivamente. Para isso, calcula-se a equa¸c˜ao caracter´ıstica do sistema

(40)

Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes

Solu¸c˜ao

P(z) = z3− 3, 0z2+ 3, 0z− 1, 0

da qual identifica-se os coeficientes:

a3= 1; a2 =−3, 0; a1 = 3, 0; a0 =−1, 0

O polo desejado discreto ´e calculado de z = eTs, com s =−5 resultada em zp = 0, 9512, daqui a equa¸c˜ao caracter´ıstica desejada ´e

Pd(z) = z3− 2, 853688z2+ 2, 714512z− 0.860708

(41)

Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes Solu¸c˜ao ad 3= 1; ad 2 =−2, 853688; ad 1= 2, 714512; ad 0 =−0, 860708 As matrizes M e W s˜ao M =   1, 66666667× 10−7 1, 166666667× 10−6 3, 166666667× 10−6 5, 0× 10−5 1, 5× 10−4 2, 5× 10−4 1, 0× 10−2 1, 0× 10−2 1, 0× 10−2   W =   3 −3 1 −3 1 0 1 0 0  

(42)

Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes

Solu¸c˜ao

A matriz de ganhos ´e calculada segundo a equa¸c˜ao (34), obt´em-se Kd=116, 0041807 70, 1970292 14, 2782541

 A Figura 3 mostra a evolu¸c˜ao dos estados do sistema geral para o

problema de regula¸c˜ao e a Figura 4 mostra o esfor¸co de controle aplicado ao sistema geral para a regula¸c˜ao.

(43)

Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento igualando coeficientes Solu¸c˜ao 0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 −1.4 −1.2 −1 −0.8 −0.6 −0.4 −0.2 0 0.2 0.4 Tempo Amplitude Estados do sistema x 1 x2 x3

Figura 3: Evolu¸c˜ao no tempo dos estados do sistema. 0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 −30 −25 −20 −15 −10 −5 0 5 10 Controle u Tempo Amplitude

Figura 4: Esfor¸co de controle aplicado no sistema.

(44)

Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento utilizando f´ormula de Ackermann

A express˜ao dada pela equa¸c˜ao (34) n˜ao ´e a ´unica utilizada para

determinar a matriz de ganho de realimenta¸c˜ao de estado K. Uma outra express˜ao ´e a f´ormula de Ackermann. Considere o sistema definido pela equa¸c˜ao (28). Suponha-se que o sistema ´e de estado completamente control´avel e utilizando a realimenta¸c˜ao de estados u(k) =−K x(k), se deseja que os polos de malha fechada estejam em z = p1, z = p2, . . .,

z = pn. Isto ´e, a equa¸c˜ao caracter´ıstica desejada seja

|z I − Ad+ BdK| = (z − p1)(z− p2)· · · (z − pn)

(45)

Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento utilizando f´ormula de Ackermann

Defina-se

˜

Ad= Ad− BdK

O teorema de Cayley-Hamilton declara que ˜Ad satisfaz sua pr´opria

equa¸c˜ao caracter´ıstica, daqui temos que ˜

And+ αn−1A˜nd−1+ αn−2A˜ n−2

d +· · · + α1A˜d+ α0I = φ( ˜Ad) = 0

Portanto, a f´ormula de Ackermann fico como segue K = 0 0 · · · 0 1   Bd AdBd · · · And−1Bd −1 φ(Ad) (35) na qual φ(Ad) = And+ αn−1And−1+ α2n−A n−2 d +· · · + α1Ad + α0I (36)

(46)

Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento utilizando f´ormula de Ackermann

Exemplo 2 (Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento usando f´ormula de

Ackermann)

(47)

Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento utilizando f´ormula de Ackermann

Solu¸c˜ao

Dadas as matrizes do sistema cont´ınuo, calculemos as matrizes do sistema discreto das equa¸c˜oes (77) e (78) Aula 8, resultando em

Ad =   1, 00000 0, 01000 0, 00005 0 1, 00000 0, 01000 0 0 1, 00000  , Bd =   1, 66666667× 10−7 5, 0× 10−5 1, 0× 10−2   as matrizes Cd e Dd s˜ao as mesmas que no caso cont´ınuo.

(48)

Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento utilizando f´ormula de Ackermann

Solu¸c˜ao

O polo desejado discreto ´e calculado de z = eTs, com s =−5 resultada em zp = 0, 9512, daqui a equa¸c˜ao caracter´ıstica desejada ´e

Pd(z) = z3− 2, 853688z2+ 2, 714512z− 0.860708

na qual identifica-se os coeficientes

α3= 1; α2 =−2, 853688; α1 = 2, 714512; α0=−0, 860708

A matriz de ganhos ´e calculada segundo as equa¸c˜oes (35) e (36), obt´em-se Kd=116, 0041807 70, 1970292 14, 2782541

(49)

Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento utilizando f´ormula de Ackermann

Solu¸c˜ao

O programa para simula¸c˜ao no Matlab do Exemplo 2 ´e basicamente o mesmo que no Exemplo 1. Como o ganho de realimenta¸c˜ao de estados ´e o mesmo que no exemplo anterior n˜ao ´e necess´ario incluir as figuras

(50)

Aloca¸c˜ao de polos: Procedimento utilizando f´ormula de Ackermann

Observa¸c˜ao 1

A matriz K depende das posi¸c˜oes dos polos desejados em malha fechada. A escolha dos polos desejados determinam a velocidade de resposta, bem como influencia nos efeitos prejudiciais das perturba¸c˜oes e erros de medi¸c˜ao. Uma pequena modifica¸c˜ao da localiza¸c˜ao dos polos desejados pode favorecer o comportamento do sistema. Escolhidos os polos desejados apresentou-se dois procedimento para determinar a matriz de ganho de realimenta¸c˜ao de estados K, veja subse¸c˜oes , as quais n˜ao s˜ao as ´

unicas, existem outros procedimentos de projeto na vasta literatura de sistemas de controle em tempo discreto.

(51)

O conceito da resposta deadbeat ´e ´unico para sistemas de controle em tempo discreto, isto ´e, n˜ao existe seu equivalente em sistemas cont´ınuos. O controle deadbeat conduz qualquer vetor de erro n˜ao nulo `a origem no m´aximo n per´ıodos de amostragem, mas a desvantagem ´e a necessidade de um esfor¸co de controle ilimitado. Neste controle o per´ıodo de

amostragem deve ser escolhido de maneira adequada devido a que ´e o ´

unico parˆametro de projeto.

Considere o sistema definido pela equa¸c˜ao (28), bem como o mesmo sistema com realimenta¸c˜ao de estados u(k) =−K x(k), a equa¸c˜ao de estados fica como na equa¸c˜ao (29).

(52)

Note que a solu¸c˜ao desta ´ultima equa¸c˜ao ´e dada por

x(k + 1) = (Ad− BdK)kx(0). (37)

Se os autovalores pi da matriz Ad− BdK ficam dentro do c´ırculo unit´ario,

ent˜ao o sistema ´e assintoticamente est´avel. Ao escolher todos os

autovalores de Ad− BdK nulos ´e poss´ıvel obter a resposta deadbeat, ou

x(k) = 0, para k ≥ q, q ≤ n.

Considere o sistema de estado completamente control´avel dado por x(k + 1) = Adx(k) + Bdu(k) (38)

Escolhe-se a loca¸c˜ao dos polos desejados (autovalores desejados) serem nulos: p1 = p2 =· · · = pn= 0. Desde que a equa¸c˜ao caracter´ıstica com

(53)

(z − p1)(z− p2)· · · (z − pn) = zn+ αn−1zn−1+· · · + α1z + α0 = zn

obtemos

α1= α2 =· · · = αn= 0

e a matriz K dada pela equa¸c˜ao (34) pode ser simplificada como segue K =  α0− a0 α1− a1 · · · αn−1− an−1  T−1

=  −a0 −a1 · · · −an−1  T−1 (39)

Utilizando a matriz de transforma¸c˜ao T dada pela equa¸c˜ao (10), definimos x(k) = T z(k)

(54)

bem como

T−1AdT = ¯Ad, T−1Bd = ¯Bd

Ent˜ao a equa¸c˜ao (38) pode ser escrita como

z(k) = T−1AdT + T−1Bdu(k) = ¯Adz(k) + ¯Bdu(k)

Se utilizamos a realimenta¸c˜ao de estados u(k) =−K x(k) = −K T z(k), ent˜ao esta equa¸c˜ao torna-se

z(k + 1) = ( ¯Ad− ¯BdK T)z(k)

(55)

¯

Ad− ¯BdK T = A¯d− ¯Bd



−a0 −a1 · · · −an−1 

=         0 1 0 · · · 0 0 0 1 · · · 0 . . . . . . . . . . . . 0 0 0 · · · 1

−a0 −a1 −a2 · · · −an−1

        −         0 0 . . . 0 1         

−a0 −a1 · · · −an−1 

=         0 1 0 · · · 0 0 0 1 · · · 0 . . . . . . . . . . . . 0 0 0 · · · 1

−a0 −a1 −a2 · · · −an−1         −         0 0 0 · · · 0 0 0 0 · · · 0 . . . . . . . . . . . . 0 0 0 · · · 0

−a0 −a1 −a2 · · · −an−1        

(56)

¯ Ad− ¯BdK T =        0 1 0 · · · 0 0 0 1 · · · 0 .. . ... ... ... 0 0 0 · · · 1 0 0 0 · · · 0        Assim, ¯Ad− ¯BdK T ´e uma matriz nilpotente. Portanto, temos

(57)

Em termos do estado original x(k), temos

x(k) = (Ad− BdK)nx(0) = (T ¯AdT−1− T ¯BdK)nx(0) = [T( ¯Ad− ¯BdK T) T−1]nx(0)

= T( ¯Ad− ¯BdK T)nT−1x(0) = 0

Assim, se todos os autovalores desejados s˜ao nulos, ent˜ao qualquer estado inicial x(0) pode se levado `a origem, no m´aximo n per´ıodos de

amostragem e a resposta ´e deadbeat desde que a sa´ıda u(k) ´e ilimitada.

Exemplo 3 (Controle deadbeat: Procedimento usando f´ormula de

Ackermann)

Projete o controle deadbeat para o Exemplo 1 usando a f´ormula de Ackermann.

(58)

Solu¸c˜ao

Dadas as matrizes do sistema cont´ınuo, calculemos as matrizes do sistema discreto das equa¸c˜oes (77) e (78) da Aula 8, resultando em

Ad =   1, 00000 0, 01000 0, 00005 0 1, 00000 0, 01000 0 0 1, 00000  , Bd =   1, 66666667× 10−7 5, 0× 10−5 1, 0× 10−2   as matrizes Cd e Dd s˜ao as mesmas que no caso cont´ınuo. O polo

desejado discreto ´e zp= 0, daqui a equa¸c˜ao caracter´ıstica desejada ´e

(59)

Solu¸c˜ao

na qual identifica-se os coeficientes

alpha3 = 1; α2 = 0; α1 = 0; α0= 0A matriz de ganhos ´e calculada

segundo a equa¸c˜ao (39), obt´em-se

Kd =1, 0 × 106 2, 0× 104 1, 83333333333× 102



A Figura 5 mostra a evolu¸c˜ao no tempo dos estados do sistema sob a a¸c˜ao do controle deadbeat e a Figura 6 mostra o esfor¸co de controle deadbeat. Observe que o sistema estabiliza em 3 per´ıodos de amostragem, mas o esfor¸co de controle ´e extremadamente alto, i.e., ilimitado.

(60)

Solu¸c˜ao 0 0.005 0.01 0.015 0.02 0.025 0.03 0.035 0.04 0.045 0.05 −1500 −1000 −500 0 500 1000 1500 Tempo Amplitude Estados do sistema x1 x 2 x3

Figura 5: Evolu¸c˜ao no tempo dos estados do sistema sob o controle deadbeat.

0 0.005 0.01 0.015 0.02 0.025 0.03 0.035 0.04 0.045 0.05 −1.5 −1 −0.5 0 0.5 1 1.5 2 2.5x 10 5 Controle u Tempo Amplitude

Figura 6: Esfor¸co de controle deadbeat aplicado no sistema.

(61)

At´e o momento tem-se considerado sistemas reguladores, nos quais a entrada de referˆencia ´e nula. A equa¸c˜ao caracter´ıstica para o sistema determina a velocidade pelo qual os estados n˜ao nulos aproximam-se da origem. Aqui considera-se o caso no qual o sistema tem uma entrada de referˆencia n˜ao nula como mostrado na Figura 7, na qual a planta ´e descrita pelas seguintes equa¸c˜oes de estado e de sa´ıda,

x(k + 1) = Adx(k) + Bdu(k)

(62)

+ − x(k) + x(k + 1) + Bd T Ad K u(k) r(k) Kf f

Figura 7: Sistema de controle com realimenta¸c˜ao de estados e controle feedforward para entrada de referˆencia.

(63)

O sinal de controle u(k) ´e dado por

u(k) =−K x(k) + Kff r (k) (40)

Ao eliminar u(k) da equa¸c˜ao de estado, temos

x(k + 1) = (Ad− BdK) x(k) + BdKff r (k)

y (k) = C x(k) A equa¸c˜ao caracter´ıstica para o sistema ´e

|z I − Ad+ BdK| = 0

Se o sistema ´e de estado completamente control´avel, ent˜ao a matriz de ganho de realimenta¸c˜ao K pode ser determinada para fornecer os polos desejados em malha fechada. ´E importante salientar que a realimenta¸c˜ao de estados pode mudar a equa¸c˜ao caracter´ıstica correspondente ao sistema, mas ao fazˆe-lo o ganho de estado estacion´ario do sistema

(64)

Portanto, ´e necess´ario ter um ganho ajust´avel Kff no sistema. O ganho

Kff deve ser ajustado de maneira que a resposta ao degrau unit´ario do

sistema no estado estacion´ario seja a unidade, ou y (∞) = 1. A transformada z da sa´ıda ´e dada por

Y (z) = C [z In− (Ad− BdK)]−1BdKff R(z)

e o erro de rastreamento do erro de estado estacion´ario a uma entrada degrau unit´aria ´e

lim z→1(z − 1) (Y (z) − R(z)) = limz→1  C [z In− (Ad− BdK)]−1BdKff − In  = C [In− (Ad− BdK)]−1BdKff − In

(65)

Para um erro de estado estacion´ario nulo se requer a condi¸c˜ao

C [In− (Ad− BdK)]−1BdKff = In (41)

Se o sistema ´e quadrado e Ad− BdK ´e est´avel, o ganho fica

Kff =  C [In− (Ad− BdK)]−1Bd −1 (42) Exemplo 4

Projete um sistema de controle de seguimento de sinal para o Exemplo 1 usando a f´ormula de Ackermann.

(66)

Solu¸c˜ao

Dadas as matrizes do sistema cont´ınuo, calculemos as matrizes do sistema discreto das equa¸c˜oes (77) e (78) da Aula 8, resultando em

Ad =   1, 0000 0, 0100 5, 0× 10−5 0 1, 00000 0, 01000 0 0 1, 00000  , Bd =   1, 666667× 10−7 5, 0× 10−5 1, 0× 10−2   as matrizes Cd e Dd s˜ao as mesmas que no caso cont´ınuo.

O polo desejado discreto ´e calculado de z = eTs, com s =−5 resultada em zp = 0, 9512. A matriz de ganhos ´e calculada segundo as equa¸c˜oes

(35) e (36), obt´em-se

Kd =116, 00418 70, 19701 14, 27825

(67)

Solu¸c˜ao

Para este caso o sinal de referˆencia ´e uma onda quadrada de frequˆencia de 0, 1 Hz e amplitude de 0, 2. A Figura 8 mostra a evolu¸c˜ao no tempo dos estados do sistema para um seguimento de sinal de referˆencia e a Figura 10 mostra o esfor¸co de controle para o seguimento de sinal de referˆencia. Observe que o sistema n˜ao segue o sinal de referˆencia.

Para um apropriado seguimento de sinal ´e determinado o valor do ganho Kff da equa¸c˜ao (42), como segue

Kff =



C [In− (Ad− BdK)]−1Bd

−1

= 116, 0041807.

A Figura 9 mostra a evolu¸c˜ao no tempo dos estados do sistema para um seguimento de sinal de referˆencia sob o controle feedforward e a Figura 11 mostra o esfor¸co de controle feedforward. Observe que o sistema segue o sinal de referˆencia.

(68)

Solu¸c˜ao 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 −1.4 −1.2 −1 −0.8 −0.6 −0.4 −0.2 0 0.2 0.4 Tempo Amplitude Estados do sistema x 1 x2 x3 Ref.

Figura 8: Evolu¸c˜ao no tempo dos estados do sistema para o seguimento de sinal SEM controle feedforward. 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 −3 −2 −1 0 1 2 3 Tempo Amplitude Estados do sistema x 1 x 2 x3 Ref.

Figura 9: Evolu¸c˜ao no tempo dos estados do sistema para o seguimento de sinal COM o controle feedforward.

(69)

Solu¸c˜ao 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 −30 −25 −20 −15 −10 −5 0 5 10 Controle u Tempo Amplitude

Figura 10: Esfor¸co de controle aplicado no sistema para um seguimento de sinal SEM controle feedforward. 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 −60 −40 −20 0 20 40 60 Controle u Tempo Amplitude

Figura 11: Esfor¸co do controle feedforward para o seguimento de sinal.

(70)

Solu¸c˜ao 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 −0.2 −0.15 −0.1 −0.05 0 0.05 0.1 0.15 0.2 Tempo Amplitude

Saída do sistema e Sinal de referência

x

1

Ref.

Figura 12: Sa´ıda do sistema e sinal de referˆencia para um seguimento de sinal SEM controle feedforward.

0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 −0.2 −0.15 −0.1 −0.05 0 0.05 0.1 0.15 0.2 Tempo Amplitude

Saída do sistema e Sinal de referência

x

1

Ref.

Figura 13: Sa´ıda do sistema e sinal de referˆencia para um seguimento de sinal COM controle feedforward

(71)

A lei de controle (40) ´e equivalente a uma a¸c˜ao de controle feedforward determinada por Kff que resulta em um erro de estado estacion´ario nulo

para uma entrada de referˆencia r (k). Por causa que a a¸c˜ao feedforward n˜ao inclui nenhuma realimenta¸c˜ao esta aproxima¸c˜ao n˜ao ´e robusta a incertezas de modelagem. Assim, erros de modelagem sempre acontecem na pr´atica o que resultar´a em um erro de estado estacion´ario n˜ao nulo. Para eliminar tal erro, introduzimos um controle integral como mostrado na Figura 14, com um novo estado adicionado para cada erro de controle integrado.

(72)

− + + + x(k + 1) + + x(k) K Ad C Bd −1 z−1 y(k) − r(k) z−1 z(k + 1) K1 u(k) z(k)

Figura 14: Sistema de controle com realimenta¸c˜ao de estados e controle integral para seguimento de sinal de referˆencia.

(73)

x(k + 1) = Adx(k) + Bdu(k) (43)

z(k + 1) = z(k) + r (k)− y(k) (44)

y (k) = C x(k) (45)

u(k) = −K x(k) − K1z(k) (46)

no qual z(k) ´e um vetor coluna, por exemplo l× 1. As equa¸c˜oes no espa¸co de estados em termos do vetor de estado aumentado

˜ x(k) = [x(k) z(k)]0  x(k + 1) z(k + 1)  =  Ad 0 −C Il   x(k) z(k)  −  B 0  (K K1)  x(k) z(k)  +  0 Il  r (k)

(74)

y(k) = [C 0]  x(k) z(k)  Daqui temos ˜ x(k + 1) = h ˜A− ˜B ˜Ki˜x(k) +  0 Il  r (k) (47) y(k) = [C 0] ˜x(k) na qual ˜ A =  Ad 0 −C Il  , B =˜  B 0  ˜ K = [K K1]

(75)

Os autovalores da matriz de estados de malha fechada ˜A− ˜B ˜K podem ser escolhidos arbitrariamente para calcular a matriz de ganho ˜K.

Exemplo 5

Projete um sistema de seguimento de sinal com controle integral para o Exemplo 1 usando a f´ormula de Ackermann.

(76)

Solu¸c˜ao

Dadas as matrizes do sistema cont´ınuo, calculemos as matrizes do sistema discreto das equa¸c˜oes (77) e (78) da Aula 8, resultando em

Ad =   1, 00000 0, 01000 0, 00005 0 1, 00000 0, 01000 0 0 1, 00000  , Bd =   1, 66666667× 10−7 5, 0× 10−5 1, 0× 10−2   as matrizes Cd e Dd s˜ao as mesmas que no caso cont´ınuo. O polo

desejado discreto ´e calculado de z = eTs, com s =−5 resultada em zp = 0, 9512.

(77)

Solu¸c˜ao

As matrizes aumentadas s˜ao obtidas como segue ˜ Ad =  Ad 0 −C Il  , B˜d =  B 0  ˜ K = [K K1] ,

assim, obt´em-se

˜ Ad=     1, 00000 0, 01000 0, 00005 0, 0 0 1, 00000 0, 01000 0, 0 0 0 1, 00000 0, 0 −1, 0 0 0 1     , B˜d=     1, 66666667× 10−7 5, 0× 10−5 1, 0× 10−2 0, 0    

(78)

Solu¸c˜ao

e a matriz de sa´ıda fica ˜

Cd =1 0 0 0



devido a que est´a-se considerando seguimento de sinal somente no primeiro estado de sa´ıda do sistema. A matriz de ganhos ´e calculada segundo as equa¸c˜oes (35) e (36), considera-se o polo zp5= 0, 7 para o

estado aumentado, obt´em-se ˜

K =2.221, 9150576 488, 0150979 42, 1540652 −34, 8012542 Para este caso o sinal de referˆencia ´e uma onda quadrada de frequˆencia de 0, 1 Hz e amplitude de 0, 3.

(79)

Solu¸c˜ao

A Figura 15 mostra a evolu¸c˜ao no tempo dos estados do sistema para um seguimento de sinal de referˆencia com controle integral e a Figura 16 mostra o esfor¸co de controle para o seguimento de sinal de referˆencia com controle integral. Observe que o sistema segue o sinal de referˆencia.

(80)

Solu¸c˜ao 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 −8 −6 −4 −2 0 2 4 Tempo Amplitude Estados do sistema x1 x2 x3 x 4

Figura 15: Evolu¸c˜ao no tempo dos estados do sistema com seguimento de sinal e controle integral. 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 −350 −300 −250 −200 −150 −100 −50 0 50 Controle u Tempo Amplitude

Figura 16: Esfor¸co de controle aplicado no sistema para um seguimento de sinal e controle integral.

(81)

Solu¸c˜ao 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 −0.3 −0.2 −0.1 0 0.1 0.2 0.3 Tempo Amplitude

Saída do sistema e Sinal de referência

x

1

Ref.

Figura 17: Sa´ıda do sistema e sinal de referˆencia para um seguimento de sinal com controle integral.

(82)

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