TÍTULO: A MORTE ASSISTIDA SOB A PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE E DO DIREITO EM BELO HORIZONTE
TÍTULO:
CATEGORIA: EM ANDAMENTO CATEGORIA:
ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS ÁREA:
SUBÁREA: DIREITO SUBÁREA:
INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO NEWTON PAIVA INSTITUIÇÃO:
AUTOR(ES): BEATRIZ DE FÁTIMA MARIANO AUTOR(ES):
ORIENTADOR(ES): LUCIANA DADALTO ORIENTADOR(ES):
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Resumo
Em defesa do direito à morte digna, a Suprema Corte do Canadá descriminalizou a morte assistida em 2015, garantindo o direito à morte com dignidade aos pacientes com condições médicas graves e incuráveis.
Apenas sete países ao redor do mundo permitem a morte assistida se diferenciando pelas leis e critérios adotados para a prática. A Colômbia é o único país da América do Sul que legalizou a prática da eutanásia, realizada uma vez até o momento. Luxemburgo e Holanda permitem a eutanásia e o suicídio assistido, sendo este último o país que mais realizou a prática, somente no ano de 2014 foram 5.036 casos. A Suíça permite o suicídio assistido, sua prática pode ser penalizada se constatada que não foi realizada por motivos altruístas. O suicídio assistido é legalizado em alguns estados dos Estados Unidos da América: Oregon foi o primeiro estado a legalizar a prática, em 1994. Após, Washington, Montana, Vermont e a Califórnia legalizaram.
No Brasil não há legislação sobre o tema e nem mesmo jurisprudência consolidada, o que fomenta a discussão científica, mas impede a garantia efetiva do direito à morte digna para os pacientes fora de possibilidades terapêuticas.
Com o avanço da tecnologia no século XX, houve também o avanço na Medicina, o que antes era considerado incurável, hoje se tornou curável. Aparelhos de alta tecnologia são usados em hospitais de todo o país, passando a garantir a continuidade da vida biológica aos pacientes sem prognóstico de cura, trazendo à tona a chamada distanásia, onde acaba trazendo sofrimento prolongado aquele que está no fim da vida.
Assim sendo, conclui-se que, com o aumento da expectativa de vida, houve aumento em relação às doenças crônicas. Com a proibição à morte assistida, há frontal violação aos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana – que impede que o ser humano seja submetido à dor, sofrimento físico, humilhação, tratamento desumano e degradante- e da liberdade e autonomia privada – que garante a autodeterminação do indivíduo - visto que, ao paciente em fim de vida é negado o direito de escolha.
2 Diante disso, o presente estudo tem como intuito desenvolver uma pesquisa acadêmica acerca do direito à vida e a liberdade no que tange a morte assistida, analisando o conhecimento e o ponto de vista dos profissionais da saúde e do direito de Belo Horizonte acerca do assunto.
Introdução
Em fevereiro de 2015, a Suprema Corte do Canadá descriminalizou o suicídio assistido, mudando assim a história penal e constitucional da morte assistida do país. Diante disso, pretende-se elaborar um estudo acadêmico evidenciando que a proibição à morte assistida no Brasil, afeta não só os direitos e princípios fundamentais expostos na CRFB/88, mas também a autonomia e vontade individual de todos. Para tanto pretende-se desenvolver uma pesquisa de campo com profissionais da saúde e do Direito para avaliar as diversas opiniões de peritos e imperitos a respeito do assunto abordado. Desse modo, almeja-se a elaboração de artigo cientifico e a elaboração de um projeto de lei.
Objetivo Geral:
1. Propor um projeto de lei federal para a descriminalização da morte assistida.
Objetivos específicos:
1. Entender através da pesquisa de campo, que será realizada com os profissionais de saúde (médicos oncologistas, intensivistas, clínicos gerais e ginecologistas) e do direito (advogados constitucionalistas, civilistas e criminalistas) de Belo Horizonte
pensam sobre a morte assistida.
2. Analisar como o tema da morte assistida é tratado em outros países. 3. Analisar a morte assistida no contexto jurídico brasileiro.
Metodologia:
O presente estudo iniciará com uma pesquisa bibliográfica, com análise em literatura bioética e jurídica.
3 Em um segundo momento, será elaborado um questionário semi-estruturado com base nos conhecimentos bibliográficos adquiridos com o intuito de realizar a pesquisa de campo.
Adiante, terá início a pesquisa de campo com profissionais de saúde e operadores do Direito na cidade de Belo Horizonte.
A pesquisa de campo será realizada sob forma de questionário online via google formulários, que será respondido de forma anônima.
Serão incluídos na pesquisa de campo médicos oncologistas, intensivistas, clínicos gerais, ginecologistas e advogados constitucionalistas, civilistas e criminalistas que atuam no município de Belo Horizonte/MG, que aceitarem participar da pesquisa através do questionário, que será aplicado e respondido de forma anônima.
O leque de especializações na pesquisa de campo decorre da intenção de coletar opiniões e conhecimento de peritos e imperitos acerca do assunto. Serão excluídos da pesquisa de campo os médicos e advogados que não estejam incluídos nas especialidades exigidas.
Os questionários serão disponibilizados pela ferramenta google formulários, que serão respondidos de forma anônima, excluindo assim, quaisquer riscos para o entrevistado.
Os médicos serão escolhidos via sorteio a partir da listagem de consulta pública do site do CRMMG.
Os advogados serão escolhidos via sorteio a partir da listagem de consulta pública do site da OAB.
Os dados obtidos serão registrados, tabulados e submetidos à análise estatística descritiva. Para tanto, será utilizado o programa GraphPad Prism.
Desenvolvimento
Até a presente data, foi realizado leituras bibliográficas sobre fim de vida para a elaboração dos questionários. Os questionários foram elaborados, submetidos na plataforma Brasil e aprovado pela Comissão de Ética e Pesquisa do Centro Universitário Newton Paiva.
Os questionários foram criados no Google formulário e o sorteio dos profissionais foi realizado.
4 No mês de julho teve inicio a pesquisa de campo.
O artigo cientifico esta sendo produzido com base nos conhecimentos teóricos adquiridos até o momento.
Resultados Preliminares
Até o presente momento foram efetuadas 57 ligações para advogados. Destes, nove números foram desativados e seis pertencem à outra pessoa no momento. Oito se recusaram a participar da pesquisa e trinta e quatro concordaram em responder o questionário online, houve um retorno de quinze questionários respondidos.
Em relação aos médicos, até o momento foram efetuadas trinta ligações. Destes, dezenove não se encontravam no consultório ou não conseguiam atender no momento. Oito concordaram a responder o questionário e dois iriam verificar se responderiam, até o presente momento não houve retorno de questionários enviados aos médicos.
Referências:
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assistido: eutanásia, suicídio assistido. 2 ed. Belo Horizonte : Del Rey, 2005.
CARDOSO, Juraciara Vieira. Eutanásia, distanásia e ortotanásia: O tempo certo da morte digna. Mandamentos, 2010.
Castro, M.P.R.D. et al. Eutanásia e suicídio assistido em países ocidentais:revisão sistemática. Revista Bioética, 2016; 24 (2): 355-67
NEPOMUCENO, Júlia Gabriela De Sena. Eutanásia: o liame entre a dignidade, a autonomia e a morte. Revista de filosofia do direito, do estado e da
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GONÇALVES, José Antonio Saraiva Ferraz. A boa-morte: Ética no fim da vida. 1
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