UCA-ContextodaEscola-LicoesdoCIEPMunicipalProfªRosaConceicaoGuedesRJ
Texto
(2) PREPARANDO PARA EXPANSÃO: LIÇÕES DA EXPERIÊNCIA PILOTO BRASILEIRA NA MODALIDADE UM COMPUTADOR POR ALUNO O Projeto UCA, uma iniciativa do Governo Federal do Brasil, estabeleceu durante o ano de 2007 cinco experimentos piloto para implementar a modalidade um computador por aluno. Cada escola foi orientada e trabalhou em colaboração com uma equipe de especialistas: i) a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) na cidade de Piraí coordena o piloto em uma escola com laptops Intel Classmate, um para cada aluno da escola; ii) a Secretaria da Educação do Estado de Tocantins na cidade de Palmas, apóiou um piloto com laptops Intel Classmate compartilhados por alunos em três turnos; iii) a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) na cidade de Porto Alegre, coordenou o piloto na escola com laptops XO da OLPC, um por aluno; iv) a Universidade de São Paulo na cidade de São Paulo, coordenou o piloto em uma escola com laptops XO da OLPC, sendo cada laptop compartilhado por vários alunos em diferentes turnos e v) a Secretaria de Educação do Distrito Federal na cidade de Brasília, coordenou o piloto em uma escola com laptops Mobilis. O potencial da modalidade um computador por aluno levou o governo brasileiro a planejar expansão para mais 300 escolas. Ciente dos desafios a serem enfrentados na expansão, o Ministério da Educação procurou o Banco Interamericano de Desenvolvimento -BID, para apoiar a documentação e disseminação das experiências significativas e linhas de ação dos 5 pilotos ativos. A Fundação Pensamento Digital foi indicada pelo governo brasileiro como executora da Cooperação Técnica estabelecida entre Ministério da Educação e BID. Este relatório é parte de um conjunto de documentos gerado por esta Cooperação Técnica com objetivo de apoiar professores e administradores das 300 escolas que integrarão o projeto UCA em sua expansão. Espera-se que estas ferramentas fortaleçam também a formação de novas equipes de pesquisadores (universidades) ou secretarias de educação para apoiar as escolas do programa UCA. Especificamente, esta Cooperação Técnica gerou para cada um dos cinco experimentos: 3 Relatórios ( Relatório I – descrição da Escola; Relatório II – Infraestrutura e Conectividade; Relatório III – Gestão), um conjunto de 10 Relatos de Experiência e 3 Estudos de Experiências Educacionais, sendo os relatos e estudos constituídos por texto hipermídia e breves vídeos com depoimentos ou registro de situações específicas e eventos significativos.Para consolidar a produção dos pesquisadores foram construídos três documentos complementares que, sob diferentes enfoques, sistematizem as avaliações e sinalizam as lições aprendidas de cada experiência. Conceitos e opiniões contidos nos documentos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião da Fundação Pensamento Digital, BID ou Governo Federal. Toda documentação gerada por esta Cooperação Técnica, está publicada no portal do UCA.. 1.
(3) CNPq-UFF/UFRJ. PRREEPPAARRAANND DO O PPA AR RA AE EX XPPA AN NS SÃ ÃO O Experiências da fase piloto do modelo um computador por aluno (UCA) no Brasil. CIEP 477 CENTRO INTEGRADO DE EDUCAÇÃO PÚBLICA PROFESSORA ROSA DA CONCEIÇÃO GUEDES. DESCRIÇÃO DO CONTEXTO DA ESCOLA PILOTO. Piraí - BrasiL. 2.
(4) I.. RESUMO DA PESQUISA. Este documento tem como referência o trabalho desenvolvido a partir de 2007, pela experiência Piloto do Prejeto UCA, no Municíoio de Piraí, na Escola Municipal Profa Rosa da Conceição Guedes. A implantação do Projeto em Piraí , junto à Secretaria Municipal de Educação esteve sob a responsabilidade compartilhada da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade Federal Fluminense, e do LAREDEL/CNPq. Apresenta-se aquí uma análise das condições de implantacão e desenvolvimento do UCA na escola, no que se refere à Infra- estrutura Física; Infra-estrutura Tecnológica e Infraestrutura Organizacional da Escola.. Os aspectos abordados serão detalhados nos próximos documentos, conforme previsto por ocasião da elaboracão do Projeto para o BID. As informações presentes neste Relatório refletem as necessárias apropriações para um Projeto de caráter inovador como o Projeto Um computador por Aluno que trabalha na dimensão de transformaões imprescindíveis para a melhoria da qualidade da formação do estudante para enfrentar os desafios da sociedade de hoje e futura, e na dimensão da inclusão digital.. 3.
(5) II INTRODUÇÃO Breve descrição dos principais itens da pesquisa. O Projeto Um Computador por Aluno (UCA) é uma iniciativa do Governo Federal que visa disponibilizar laptops para os alunos nas escolas públicas como recurso de inovação pedagógica, usados individual e intensivamente na sala de aula e nas próprias casas dos alunos. Desde 2007, estão sendo realizados experimentos em cinco escolas do País, com três modelos diferentes de laptosps (Classmate PC, XO e Mobilis) com a finalidade de verificar qual deles melhor atende às necessidades educacionais. O projeto propõe: mobilidade, interatividade, imersão e conectividade. Incorporar do uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), a partir da possibilidade de uso individual pelo aluno e pela comunidade escolar, contribuindo na interação entre professores, estudantes, escola e família como instrumento a serviço do projeto pedagógico, estratégia de formação do aluno como produtor e disseminador de conhecimento, estratégia de Inclusão digital, valorização da Cultura e do lúdico nos novos ambientes digitais de aprendizagem, Mobilidade, Acessibilidade, Conectividade, Interatividade e Inclusão Digital da Família. O Ciep 477 – Centro Integrado de Educação Pública Professora Rosa da Conceição Guedes, escola da rede municipal de ensino de Piraí, Estado do Rio de Janeiro, localizada no distrito de Arrozal, constitui um desses cinco experimentos do Projeto UCA. Atende, principalmente, alunos de comunidades carentes e de baixa renda. Por ocasião do início do Projeto, atuava em nível fundamental, de 3º ao 9º ano escolar, hoje expandido para o ciclo completo de ensino fundamental, nos turnos diurno e vespertino. O Projeto inicia-se em fevereiro de 2007, sendo implantado em 06 de setembro de 2007. Esse documento tem como finalidade relatar a experiência vivida pela Escola, destacando-se os desafios e oportunidades encontrados, de forma a colaborar na. implantação. futura. em outras escolas que serão. integradas neste processo. No caso da experiência de Piraí, para que haja uma compreensão do processo, faz-se necessário recuperar a ambiência criada pelo Projeto Piraí Digital, fator relevante para que este projeto piloto tenha sido exitoso.. 4.
(6) II.1 A AMBIÊNCIA ISTITUCIONAL: II.1.1 O PROJETO PIRAÍ DIGITAL O projeto Piraí Digital nasce no interior do programa de Desenvolvimento Local que teve inicio em 1997. Primeiro pela própria necessidade de trabalhadores locais que começaram a perder a oportunidade de ocupações geradas no interior do projeto em função da baixa formação ou ausência de na área de informática. Em segundo lugar por que não se pode pensar hoje um processo de desenvolvimento local que não enfrente de forma integrada os processos de exclusão social e digital. Em terceiro, por que abre caminhos para uma inserção da sociedade local na sociedade da informação e do conhecimento. A visão de integrar desenvolvimento local e sociedade da informação vem desde 1997, início da gestão do Prefeito Luiz Fernando de Souza Pezão. No início de 1997 a Universidade de Brasília, dada sua experiência em informática na área de governo, foi chamada para elaborar um Plano Diretor de Informática, que contemplou a qualificação de cerca de 300 servidores municipais. Estimulado por esta iniciativa, o desenho inicial do projeto Piraí- Município Digital surgiu a partir do prêmio que a Prefeitura recebeu em novembro de 2001 (Prêmio Gestão Pública e Cidadania da Fundação Getúlio Vargas/Fundação Ford/BNDES) que nos criava a oportunidade de captar recurso a fundo perdido. A Prefeitura havia implementado o projeto de desenvolvimento local, porém faltava uma dimensão de inclusão digital. No primeiro momento, procuramos nos concentrar mais na área governamental, com ênfase na vertente educacional. Em junho de 2002, a partir de um convênio da Universidade Federal Fluminense com a Prefeitura, desenvolvemos o projeto de laboratórios para a rede educacional (escolas, laboratórios e bibliotecas), com todos os pontos em rede, bem como um projeto inovador ,em nível pedagógico: uma nova pedagogia de projetos. Mas a concepção de desenvolvimento local acabou nos estimulando a pensar não só a área de educação e ampliamos para uma visão de acesso universal, rede com cobertura municipal e impacto na vida de toda a comunidade.. O objetivo de PIRAÌ – Município digital é a democratização do acesso aos meios de informação e comunicação gerando oportunidades de desenvolvimento econômico e social, ampliando os horizontes da cidade no sentido de utilizar e gerenciar conhecimentos por meio de implantação de uma rede de transmissão voz e dados que permita acesso à internet em banda larga, assumindo a visão estratégica de uma sociedade de informação local, lugar onde o cidadão se torna o principal ator na produção, gestão e usufruto dos benefícios de novas tecnologias de informação e comunicação. Na elaboração do projeto trabalhamos em três focos principais: arquitetura de rede, desenho de gestão e desenho do controle social.. 5.
(7) A ARQUITETURA DE REDE A arquitetura de rede foi trabalhada no sentido de garantir o acesso universal e constituir uma nova infraestrutura municipal através de um serviço de comunicação digital. Deste modo, rompíamos com os limites dos processos atuais de inclusão digital ponto a ponto e constituiríamos uma nova rede municipal. Assim como às redes de infra-estrutura já existentes, como energia elétrica, saneamento, etc. garantem direitos à cidade nas áreas de saúde e habitação, esta nova rede d transmissão voz, dados e imagem garantem o direito à informação e ao conhecimento. O resultado foi a criação de um sistema SHSW (sistema híbrido com suporte wireless) que permite com um baixo custo e com tecnologia flexível ser aplicado e replicado em pequenos municípios. Este sistema foi inaugurado e está funcionando com cobertura em todo o município, atingindo os 520 km. O DESENHO DE GESTÃO A partir desta infra-estrutura física, consolidamos um desenho de gestão com a constituição, inicialmente, de quatro grandes áreas de atividades com seus objetivos específicos: .GOV,. EDU, .ORG e . COM. O primeiro deles - .GOV – trabalha o desenvolvimento do e-governo e da governança eletrônica.. O .EDU incorpora a. tecnologia educacional ao projeto educacional do município, buscando consolidar a utilização dos laboratórios a. 6.
(8) uma n pedagogia inovadora em consonância com os parâmetros curriculares atuais. O .ORG implanta telecentros com serviços e cursos e trabalha na dimensão da cidadania. O.COM objetiva a relação com outros setores, viabilizando parceria público-privada . Hoje, ampliadas áreas de atividades como .SAÚDE e .CULTURA. O DESENHO DO CONTROLE SOCIAL O terceiro foco – o controle social – é realizado a partir da criação do conselho da cidade que acompanha o impacto territorial desta transformação na cidade. Infra-estrutura Instalada: além das torres e dos rádios, todos os prédios públicos integrados à rede e com acesso à internet. Todas as escolas (Jardim e ensino fundamental, FAETEC, APAE, CRECHE com Laboratórios Digitais de Aprendizagem), Terminal de auto-atendimento(Quiosques) nos postos de Saúde, rodoviária, praça pública com acesso livre a Internet. Telecentros instalados em cada distrito, telefones públicos Voz sobre IP.. Inserida nesta ambiência que se implanta o Projeto UCA na Escola Rosa da Conceição Guedes.. II.1.2 A POLÍTICA PÚBLICA E O PROJETO UCA. O PROJETO UCA, inserido no contexto de uma cidade digital, seguiu caminhos de institucionalização. enquanto política pública. O primeiro passo consistiu em institucionalizar o projeto como uma ação de governo e não como algo que se realiza a margem da administração pública. Por esta razão na primeira atividade foi uma reunião com o Prefeito para efetivar um reconhecimento institucional. O projeto inicia sua implantação a partir de um decisão política do prefeito de incorporar a proposta do governo federal como projeto do governo municipal.. 7.
(9) O segundo passo foi o estabelecimento de um diálogo de saberes entre o a proposta do projeto UCA e a. Secretaria Municipal de Educação de modo que ele fosse trabalhado. a partir do que o município já vinda. discutindo em termos de Projeto Pedagógico municipal e o Plano de Desenvolvimento de Educação. A partir deste processo de institucionalização que trabalha o projeto enquanto política pública municipal, o terceiro passo foi a realização de um processo de sensibilização da Escola Rosa da Conceição Guedes no qual abre-se um diálogo com o Projeto Pedagógico da Escola e cria-se um grupo de trabalho para planejar a implantação do projeto.. O quarto passo, como uma. ação do planejamento estratégico, foram. realizadas. oficinas de. planejamento que promove o projeto como uma construção coletiva, debatendo objetivo, definindo desafios, incorporando os documentos do MEC sobre o projeto, fazendo uma releitura de premissas e requisitos, além de detalhar as fases do projeto. 8.
(10) Nestas oficinas trabalhou-se também a integração do UCA com outros projetos que já vinham sendo implantados pela equipe do Projeto Piraí Digital como Alfabetização Bilíngüe, Música Popular Brasileira nas Escolas e o X-CROSS; ambientes virtuais de aprendizagem em Ciências e Matemática,. No debate sobre premissas e requisitos recomendados pelo MEC afirmamos que o computador patrimônio. era. do aluno, enquanto aluno da escola, ficando ele responsável pela o classmate. Deste modo,. elaboramos um termo de compromisso que envolvia o quinto passo, o debate com os pais; reuniões e oficinas que criaram oportunidade deconhecimento da abrangência do projeto. O Sexto passo foi estabelecer um sistema de monitoramento e avaliação, envolvendo a parte tecnológica , entendo que. avaliar determinado processo de construção social significa estabelecer uma gestão de projeto. voltada para o aprendizado e o aperfeiçoamento, possam. apoiada em um sistema adequado para que os “beneficiários”. se transformar nos principais atores na produção e gestão do conhecimento gerado por aquela. experiência Deste modo, o sistema de avaliação do projeto UCA afirmava , não estamos. controlando, estamos. aprendendo. Este caminho significou discutir métodos e formas de avaliar o processo de construção social daquilo que junto com administração pública e com a escola definimos como objetivo.. Incorporar do uso das Tecnologias da Informação e Comunicação, a partir da possibilidade de uso individual pelo aluno e pela comunidade escolar, contribuindo na interação entre professores, estudantes, escola e família como. 9.
(11) • instrumento a serviço do projeto pedagógico • estratégia de formação do aluno como produtor e disseminador de conhecimento • estratégia de Inclusão digital valorização da Cultura e do lúdico nos novos ambientes digitais de aprendizagem Avaliar esta construção social que ia muito além da entrega de comutadores e do debate sobre aplicativos e conteúdos, significou discutir métodos e formas de identificar e sistematizar esta construção coletiva.. III. DADOS GERAIS DA ESCOLA. 10.
(12) III.1 IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA. CIEP 477 - Centro Integrado de Educação Pública Professora Rosa da Conceição Guedes. O CIEP de Arrozal, localizado à Rua Profa Amália Pereira Guimarães, s/n, Arrozal, Piraí/RJ –. CEP. 27.185-000 inicia suas atividades no ano de 1994, como escola da rede estadual, com um total 400 alunos matriculados no ensino fundamental em regime de tempo integral :classe de alfabetização. até a 4ª série.. Funcionou nesta modalidade até 2004. No ano de 2005, a Escola apresenta sérios problemas em relação à qualidade de ensino, refletido no IDEB desse ano. O Estado compartilha sua gestão com a Prefeitura; as turmas da 2ª a 4ª séries, vinculadas ao Estado e os alunos da 5ª série , sob responsabilidade da Prefeitura. A Escola tem matriculados 256 alunos. Os alunos do primeiro ciclo de alfabetização passam a estudar em outra escola da rede municipal, localizada no mesmo distrito. A partir de 2006, administração da Escola passa à responsabilidade total em nível municipal. Em 2009 , o CIEP ARROZAL tem sob sua responsabilidade turmas do ensino fundamental a partir do 2º ano até o 9º ano , com funcionamento em dois turnos: matutino (6º ao 9º ano ), vespertino (2º ano ao 5º ano).. III. 2. NÍVEIS DE ENSINO. A partir da municipalização da Escola, foi feito um planejamento que contemplou inclusive uma redistribuição de turmas e um compartilhamento com outra escola do município instalada no mesmo distrito, onde contempla o segmento de Educação Infantil. Assim, em 2007 atendeu turmas do 3º ano até o 9º ano escolar. A partir de 2008, incorpora também as turmas de 2º ano escolar. Níveis de ensino. Educação. Ensino. Ensino. Ensino Médio. Infantil. Fundamental. Fundamental. Jovens e. Séries Iniciais. Séries Finais. Adultos (EJA). Manhã. X. X. Tarde. X. X. Educação de. Noite 11.
(13) III.3. AVALIACÃO INSTITUCIONAL-IDEB. Em 2005, a Escola apresenta baixíssimo rendimento , colocando-se com um dos mais baixos IDEB do Brasil. Este resultado refletiu seriamente até mesmo na auto-estima na comunidade escolar. Quando da implantação do projeto este fato foi considerado para o Período de sensibilização. IDEB IDEB de 2005 séries iniciais: 2,6 IDEB de 2005 séries finais: não realizado IDEB de 2007 séries iniciais: 4,2 IDEB de 2007 séries finais: 4,0. Conforme dados fornecidos MEC e reproduzidos a seguir:. Ensino Fundamental. IDEB Observado. Metas Projetadas. 2005. 2007. 2007. 2009. 2011. 2013. 2015. 2017. 2019. 2021. Anos Iniciais. 2,6. 4,2. 2,7. 3,1. 3,6. 3,9. 4,2. 4,5. 4,8. 5,1. Anos Finais. -. 4,0. -. 4,2. 4,5. 4,9. 5,2. 5,5. 5,7. 6,0. (fonte: INEP-MEC). 12.
(14) III.4. DADOS ALUNOS:. Nº de alunos por turno Manhã. Tarde. Total. 2007. 231. 167. 398. 2008. 230. 287. 517. 2009. 307. 280. 587. III.5. DADOS PROFESSORES 13.
(15) Descrever o número de profesores para cada tipo de contrato 20 horas. 40 horas. Nº total. Nº total horas. semanas. semanais. professores semanais contratadas. 2007. 30. 2. 32. 680. 2008. 30. 1. 31. 640. 2009. 36. 3. 39. 840. 14.
(16) III. 6. DADOS DIRIGENTES Descrever dados relevantes para o projeto sobre as pessoas que ocupam cargos de direção ou coordenação na escola, como por exemplo conhecimento do tema de TICs e engajamento no projeto. D. Desde a fase de implantação do UCA, identificou-se o importante papel dos dirigentes da Escola na condução de um projeto que trata de mudança de paradigma. Assim, os dirigentes foram chamados à cooperação na construção da proposta . A execução do projeto desta é resultante de uma reflexão coletiva com a comunidade escolar Gestores da escola. Cargo. Nome. Número de horas. Observações. semanas de contrato Diretor. Jocemar Moraes. 40 hs. Subdiretor. Lea Peixoto. 40 hs. Coordenador. Marileila Viana. 20 hs. Pedagógico. Maria Semiramis. 20 hs. Orientador. Nelma Bernardes. 20 hs. Educacional. Sônia Alcântara. 20 hs 15.
(17) Para cada um dos quadros descritos complete o seguinte quadro avaliando de 1 a 5, sendo 1 a expressão de menor presença dessa categoria e 5 a maior.. Diretor. Subdiretor Coordenadores pedagógicos. 5. 5. 5. Engajamento no projeto. 5. 5. 5. Aceita, apóia e lidera. 5. 5. 5. 5. 5. 5. 5. 5. 5. Conhecimento do Projeto. práticas inovadoras Aceita, apóia e lidera a integração do UCA aos projetos da escola Valoriza o UCA como um meio de integração da comunidade à escola. outros III. 7. FUNCIONÁRIOS DA ESCOLA ( administrativo, serviços de apoio e auxiliares) (escreva os cargos e o número de pessoas contratadas). Cargos. Nº pessoas. Secretária. 1. Merendeira. 5. Serviço de limpeza. 7. Inspetor de Alunos. 5. Vigia. 2. 16.
(18) III.8. PESSOAL TÉCNICO PARA APOIAR O USO DE TICS Nome. Horas contrato. Funções que desempenha na escola. Luciano Pereira. 40 hs. Responsável pelo funcionamento dos computadores, fazendo pequenos reparos no hardware e resolvendo os problemas de software e acesso à Internet de 2007 até 2008.. Douglas. 20 hs. Responsável pelo funcionamento dos computadores, resolvendo os problemas de software e acesso à Internet a partir de 2009.. No início a escola contava com o suporte do técnico Luciano Pereira que além de ter participação das capacitações da comunidade escolar, oferecia o suporte técnico às máquinas dos alunos e dos professores do CIEP.Atualmente a escola conta com o Técnico Douglas,que é responsável pelo assessoramento técnico das Escolas do Distrito de Arrozal. Descreva brevemente a participação dessa(s) pessoa(s) no projeto, seu grau de envolvimento e tipo de participação no projeto. Caso a escola tenha contado com apoio técnico proveniente de parceiros institucionais ou voluntários, descreva o funcionamento da parceria ( se o técnico cumpre horário regular ou é chamado quando existe necessidade...).. A partir de 2007, a Escola contou com suporte técnico que tinha sob sua responsabilidade a manutenção dos computadores, em relação a pequenos reparos e o monitoramento das condições. Sua formação para exercer a função foi oferecida pela INTEL.O responsável eleborava relatórios periódicos. para dar conhecimento aos. coordenadores e à empresa fornecedora do equipamentos testes. Era também responsável por uma apoio aos docentes e aos alunos tutores. O Técnico colaborou com a formação dos alunos tutores. Contrato tempo integral A partir de 2009, o técnico assume função junto à Secretaria de Educação, dada a política de expansão do Projeto para. todo município.Sua substituição é feita pela Prefeitura de Piraí, indicando outro técnico que assume. concomitantemente a responsabilidade das outras escolas do Distrito de Arrozal .. 17.
(19) IV. INFRAESTRUTURA IV.1 INFRAESTRUTURA FÍSICA. A Escola funciona em um espaço amplo , onde o Prédio Principal possui três pavimentos ligados por uma rampa central. Estrutura padrão CIEP. No pavimento térreo localizam-se o refeitório com capacidade para 200 pessoas e uma cozinha dimensionada para confeccionar o desjejum, almoço e lanche para até 1000 crianças. No outro extremo do pavimento térreo fica o centro médico e, entre este e o refeitório, um amplo recreio coberto. Nos dois pavimentos superiores estão localizadas as salas de aulas, um auditório, as salas especiais (Artes e Ciências) e as instalações administrativas. No terraço, uma quadra coberta e vestiários e dois reservatórios de água.. A terceira construção é a Biblioteca, idealizada para atender os alunos tanto para consultas individuais como em grupos supervisionados, estando também à disposição da comunidade.. Biblioteca da Escola. 18.
(20) Há também um alojamento, com capacidade para doze crianças, projetado para Projeto Mãe Social, que visa atender crianças. que necessitam. morar na escola, sendo a responsável pelo atendimento à criança a. chamada mãe social (que dispõe na casa de quarto próprio, sala comum, sanitário exclusivo e cozinha). Descrição Tipo de construção. Sólida, com blocos de concreto para montagem.. (sólida, madeira, outra especifique) Qualidade da construção. Boa.. Segurança(referir especialmente aos. Devido ao bom relacionamento com a comunidade, não houve. equipamentos de tics). investimentos em segurança.. Mobiliário escolar. São disponibilizados 30 conjuntos de cadeira conjugadas com mesa em. Descreva brevemente a qualidade e. cada sala,de excelente qualidade. A mesa é adequada ao uso o. quantidade do mesmo em relação a. equipamento, não havendo o risco de queda dos computadores pela. proposta educativa. força da gravidade. Este mobiliário foi adquirido quando da implantação do projeto.. Infra estrutura elétrica da escola. A infra estrutura elétrica foi redimensionada para atender a implantação. (dados técnicos de instalação elétrica. do projeto. As modificações foram necessárias devido ao aumento da. da escola). carga elétrica com a utilização dos classmates e a instalação de. Amperagem, estabilidade da rede,. tomadas para o recarregamento dos laptops.. etc.. Rede Estável, com voltagem de 110 V. A bateria utilizada no Classmate, é uma bateria Li-Ion de 6 células de 4000 mAh e 11.1V (equivalente à 44.4 watts), igual às usadas na maioria dos notebooks de baixo custo. Tem autonomia de aproximadamente 4 horas. Ela fornece uma tensão de 20V e até 3.25 amperes ao notebook, o que é bem mais do que suficiente, considerando que o Classmate consome pouco mais de 10 watts. Cada sala, então, consome em média, 300 watts, o equivalente a três lâmpadas de 100 watts.. Conexão elétrica das salas. As salas, inicialmente, possuíam apenas duas tomadas, uma na frente e. (Descreva o número de tomadas das. outra na parte de trás das salas. Não foi apresentado problema de. salas usadas para o projeto. Indique. carregamento devido a adequação de armários com este fim. se existiu problema com o carregamento dos computadores devido ao número de tomadas.). 19.
(21) Armários para armazenamento dos. Foi necessária a confecção de armários para serem instalados em cada. Laptops e carregadores. sala de aula e no qual estariam inseridas as tomadas para o recarregamento dos classmates PC, com o fim de armazenamento enquanto o computador não é utilizado na sala de aula. Seu desenho é baseado no protótipo desenvolvido pela Intel. Suporta até 30 classmates. Fabricado em madeira, possui 15 prateleiras com capacidade de 2 classmates e 2 carregadores. Sua porta possui chave e devido a alta participação da comunidade na escola, não foi necessário, até o presente momento, nenhuma outra forma de segurança. Já passaram dois anos e não houve nenhum furto.. Ar Condicionados. Para a climatização do ambiente, foram instalados 9 ar condicionados.. Fechamento de 9 salas. A arquitetura do CIEP é modular e aberta, ou seja, a parede que separa a sala do corredor tem dois metros de altura e não vai até o teto, por isso, foi necessário o fechamento das salas, o que foi feito com PVC. Infra estrutura de cabos radiaflex. Infra estrutura de cabos radiaflex. 20.
(22) Armários localizados em cada sala de aula. Vedação sals do CIEP. Mobiliário. IV.2 EQUIPAMENTOS DE TICS Descreva o equipamento TICS que teve a escola em cada um dos anos investigados.. 21.
(23) Computadores. Tipo. Número. Ano de. Estado de uso atual. aquisição UCA. Processador Intel, RAM de 256Mb e. 390. 2007. memória flash de 2Gb com acesso à internet sem fio e Sistema operacional Linux. Teclado resistente a água e mouse touchpad. e. tela. LCD. de. 7. 170 em manutenção. polegadas.(CLASSMATE) UCA. Processador Intel, RAM de 256Mb e. 223. 2008. 08. 2005. Bom funcionamento. 01. 2006. Bom funcionamento. 2007. Bom funcionamento. 2009. Bom funcionamento. memória flash de 2Gb com acesso à internet sem fio e Sistema operacional Linux. Teclado resistente a água e mouse touchpad. e. tela. LCD. de. 7. polegadas.(CLASSMATE) Otros. -LABORATÓRIO. computadores. Computadores, processadores Intel, RAM. DE. INFORMÁTICA. 1Gbm com acesso à Internet sem fio e Sistema Operacional Linux, monitor de 14 pol. HD de 80 Gb. Teclado em português e mouse. -DESTINADO À ESCOLA processadores. Computador,. Intel, RAM. 1Gb. com. acesso à Internet sem fio e Sistema Operacional Linux, monitor de 14 pol. HD de 80 Gb. Teclado em português e mouse. -. DESTINADO. Notebook. AO. PROFESSOR. POSITIVO,. processadores. 31. Intel, RAM 512 Mb, com acesso à Internet sem fio e Sistema Operacional Linux, monitor de 14 pol. HD de 40 Gb.. -. DESTINADO. AO. PROFESSOR. Notebook ITAUTEC, processadores Intel, RAM 1Gb, com acesso à Internet sem fio e Sistema Operacional Linux, monitor de. 08. 14 pol. HD de 250 Gb. Teclado em português. 22.
(24) Impressoras. Tipo. EPSON. Número. Ano de. Estado de. Tipo de acesso para. Tipo de acesso para. aquisição. uso atual. os alunos. os professores. 01. Laser. Projetores e outros periféricos. Tipo. Lousa magnética,. Smartech,. Smart Board. modelo 690. Datashow. 2007. Bom. Número. Submetido à. Submetido à. avaliação da. avaliação da. Direção. Direção. Ano de aquisição. Estado de uso atual. 01. 2008. Ótimo. Epson. 01. 2007. Ótimo. Projetor PROINFO. Arthur. 01. 2009. Ótimo. Switch. Catalyst 3560. 01. 2007. Ótimo. 09. 2007. Ótimo. 02. 2007. Ótimo. Layer 3 CISCO Acess point. Aironet 1240AG CISCO. No-breaks. Servidores. Tipo. Sistema. 3.40 Ghz / 2 Gb. operacional. / 250 sata /. Metasys. dvdrw, um. School. monitor.. Número 01. Ano de aquisição 2007. Estado de uso atual Ótimo. Server. Número de computadores UCA disponíveis para os alunos: 450 classmates Número de alunos por computador UCA: 1 aluno por computador, com períodos de compartilhamento até a aquisição de mais classmates OBS: A aquisição por parte da Prefeitura visou garantir a continuidade do projeto na modalidade 1-1. Neste aspecto, além da dificuldade de atender todos alunos devido ao número de equipamentos que apresentam problemas técnicos ( esta foi a versão 1.0 do Classmate), houve um aumento considerável de alunos a partir da implantação do projeto. 23.
(25) Número de computadores UCA disponíveis para os professores: 35 notebooks Os professores não possuem classmates e sim notebooks conforme especificação já citada. Número de professores por computador UCA: 1 professor por computador Vale observar que o projeto conforme implementado em Piraí exige um equipamento do professor distinto do aluno, devido aos softwares , tais como os de interatividade da classe (vi-class). Além disto , para a execução do projeto fez-se necessário um servidor para garantir o gerenciamento do projeto em nível de conteúdos.. IV.3 CONECTIVIDADE Para garantir a conectividade da Escola, situada a 15 km do centro de Piraí, contamos com uma estrutura já existente do Piraí Digital. O desenho da estrutura de rede, apresentado na página 4. está especificado a tecnologia utilizada em cada ponto, bem como as respectivas distâncias. No caso específico do distrito de Arrozal, onde foi implantado o UCA, a estrutura é idêntica aos demais locais, ou seja, conexão wireless e cabeada, sendo esta segunda, FTP para distâncias inferiores a 100 metros e Par. Metálico. com. conversores. VDSL. em. distâncias. superiores. a. 100. metros.. Sobre o link de internet, naquele momento tínhamos um link de 1Mbps e o outro de 2Mbps, ambos são circuito Telemar de fibra óptica. O sistema de gerência inclui o balanceamento de carga nos links e controle de banda em cada prédio da rede de forma a compatibilizar a demanda com a oferta disponível.. Da rede do Piraí Digital para dentro da Escola e para garantir a conectividade em todos os espaços (salas de aula, pátios, corredores, quadra de esporte) os equipamentos utilizados foram:. Quantidade/Equipamento. Especificação. 01. Servidor. 3.40 Ghz /2Gb/ 250sata /dvdrw. 01. Switch. Catalyst 3560 Layer 3 CISCO. 09. Acess point. Aironet 1240AG CISCO. -. Lan Controller. 400 m. Cabo irradiante. Radiaflex RCF12-60JFN. 24.
(26) O projeto de conectividade foi desenvolvido pela equipe técnica do Projeto Piraí Digital, incorporando cabos irradiantes ( vide fotos disponibilizadas nesse relatório) , que representou uma solução interessante em termos de custo-benefício. A Intel, ao conhecer a solução usada em Piraí, passou a adotá-la no Projeto UCA, de Palmas. No tocante à conectividade cntou o projeto com uma parceria da Empresa CISCO, com doação de equipamento... Tamanho de banda de. 1 MB. acceso a internet Tipo de distribuição dentro. Wireless. da escola (wireless o por cables) Recintos da escola. Toda a escola.. conectados Tipo de acesso (livre ou. Livre. protegido por senha) Proteção da rede. Bloqueio de sites Pornográficos. (existe alguna política de restrição de uso da rede? Por exemplo o bloqueio de alguns sites na web). Custo do acesso a internet e. Disponibilizado pelo Governo estadual através da Rede Rio, sem custo. quem paga o mesmo –. para o município.. recebe algum subsídio?. 25.
(27) IV.4 AVALIAÇÃO DA INFRAESTRUTURA IV.4.1 – EQUIPAMENTOS DESTINADOS AO PROFESSOR, ALUNO E GESTÃO. ! "#$%$&$&'()*+,-.(/01!2'34! (Analisar o uso dos computadores UCA na escola) Conforme já relatado, os computadores dos alunos são os CLASSMATE, versão teste. Assim , durante a fase de implantação, ficou acordado, com a empresa doadora, um acompanhamento do desempenho dos equipamentos, com a finalidade de sanar os problemas apresentados em versões posteriores. Neste aspecto, a deficiência mais evidente foi a porta de entrada da fonte. As condiçoes de armazenamento e temperatura das salas( refrigeradas), contribuíram para um melhor desempenho das máquinas. Computadores em. computadores UCA. funcionamento. descartados. Número. Número. Tipo de problema. Computadores UCA em manutenção Número. Tipos de problema. Tempo médio que demora a manutenção. Início do. 398. 8. Não funcionavam. projeto Aos 6 meses. 390. Aos 12 meses. 366. 24 (6,1%). Aos 18 meses (+233 recebidos. 526. 97. 21 de tela, 3 quebrados 25 em. (15,6%) manutenção. sendo um total. simples: zerar. de 623). CMOS, falta de teclas e colocar numeração 72 em manutenção Complexa: 7 LCD quebrado e 65 com conector de energia quebrado 26.
(28) Aos 24 meses. 453. 170. 96 no conector. (27,3%) de energia 31 no SO 19 não ligam 9 no LCD 4 no teclado 1 no mouse. ! Falhas dos computadores. De acordo com o quadro anterior qual é a taxa média de computadores descartados semestralmente. 0,5% computadores descartados. Que problemas estes descartes geraram para o Desenvolvimento do projeto UCA? Não geraram problemas significativos. De acordo com o quadro anterior qual é a taxa média de falha semestral que os computadores UCA apresentaram? Que problemas essa taxa de falhas gerou para o Desenvolvimento do projeto? 12,25% computadores em manutenção. Enquanto aluno da escola, cada um recebeu um computador. Entretanto a taxa de falhas dificultou a política da propriedade de um computador por aluno na escola por um período de tempo. Dificuldade sanada pela Prefeitura a partir da aquisição de equipamentos. 27.
(29) Disponibilidade de uso dos computadores por parte dos alunos:. Sobre o número de horas que os alunos usam o computador por semana Além do uso em sala de aula, a partir do planejamento do professor, os alunos podem comparecer à escola no contra turno para utilizar o seu computador em outros espaços da escola. Em sala de aula estima-se que seja entre 10 a 15 horas semanais, correspondendo uma média de 2 às 3h por dia, sendo que as aulas têm duração de 4 horas. Para o acesso ao equipamento em horário de contra turno, a escola tem um espaço disponibilizado, criado a partir da inovação no espaço escolar, pensado para a implantação do Projeto. Também, quando há atividades para serem realizadas em residência do aluno ou outro espaço fora da escola os alunos permanecem com o computador para este fim.. Os alunos usam o computador UCA na sala de aula para atividades educacionais planejadas. A utilização dos computadores é geralmente a partir de atividades pedagógicas planejadas.. 28.
(30) De acordo com o que foi pesquisado, este número de horas é suficiente (ou compatível) para desenvolver as atividades educacionais com êxito? Sim. He um elemento facilitador na Rede Municipal. As aulas tem duração mínimas de 2 horas. Esta mudança, realizadas a partir de um Projeto denominado Gestão do tempo, implantado desde 2001,contribuiude forma muito positiva para implantação do Projeto.. IV.4.1.2 Disponibilidade de uso dos computadores por parte dos professores: O número de computadores disponíveis para os professores é suficiente? Sim. Desde o início do projeto, cada professor recebeu um notebook. Se a resposta anterior for negativa, explique quais são os principais efeitos produzidos pela insuficiência de disponibilidade de computadores para professores. IV.4.1.3. Impressoras Sobre aquisição de material de consumo Sim, papel e tinta para impressora são disponibilizados pela Prefeitura Municipal de Piraí.. Comente se a possibilidade de uso das impressoras é adequado para o Desenvolvimento do projeto UCA. 29.
(31) A impressora, embora usada para finalidades pedagógicas, não atende de forma plena às necessidades do Projeto.. IV.4.1.4 Projetores, outros periféricos e servidores Avaliação da quantidade e qualidade dos equipamentos existentes. Conforme descrito, a escola conta com dois projetores e uma lousa interativa que atendem perfeitamente às atuais necessidades da escola. Seu uso é requisitado pelo professor. Com relação ao servidor, que vem atendendo às necessidades da escola. Para produção de multimídia, na medida que aos professores e alunos se apropriam dessa produção enquanto recurso educacional, há uma demanda para aquisição de equipamentos mais adequados, embora a escola possua uma filmadora.. IV.5 LOGÍSTICA DE USO DOS COMPUTADORES UCA Sobre a logística de uso dos computadores UCA NA ESCOLA Tem-se que levar em consideração que os classmates, por decisão conjunta entre direção da escola e pais de alunos, não são levados para a casa. Dessa forma, os computadores são armazenados nos armários construídos para este fim e há um armário em cada sala de aula. Neste armário, também ficam os carregadores. Em princípio, a duração da bateria é suficiente para o seu uso durante as aulas e é carregada durante o intervalo e ao final da aula. Os poucos casos de classmates que não duram o suficiente é solucionado pelo próprio aluno que senta próximo ao armário e usa enquanto carrega o seu laptop. Atualmente houve um aumento do número de alunos e conseqüentemente aquisição de computadores para os mesmos.. Algumas fortalezas e fraquezas apresentadas por esse tipo de logística FORTALEZAS. FRAQUEZAS. Facilidade de acesso ao equipamento para além do. Inexistência de infraestrutura de redes em um. horário escolar, introduzindo a possibilidade de. numero representativo de residências, o que de. horário integral. alguma forma traz a opção pelo computador permanecer na escola.. A introdução dos computadores na modalidade 1-1. Falta de uma política de reposição de. trouxe de imediato o repensar do projeto. equipamentos.. pedagógico para inclusão efetiva de tecnologia educacional A auto estima resgatada pela escola. Link com capacidade limitada 30.
(32) IV.6 AVALIAÇÃO GERAL DA INFRA ESTRUTURA DO PROJETO. As principais lições aprendidas nesse aspecto que podem ser úteis para a fase de expansão do uso de computadores UCA nas escolas.. Vários aspectos da infraestrutura devem ser considerados a partir das necessidades do Projeto Político Pedagógico que atenda as novas práticas pedagógicas inerentes da implantação da modalidade 1-1. Temos os aspectos a serem analisados tais como: Infraestrutura elétrica Infraestrutura de rede em todos espaços da escola dado que não se justifica abrir mão da mobilidade, característica importante do Projeto UCA. As lições apreendidas estão relacionadas a necessidade de adequar a infraestrutura não só de um projeto piloto, mas dentro de uma concepção de política pública que tem como referência as novas necessidades infraestruturais de um projeto UCA e nas quais o custo deve ser incorporado como custeio da prefeitura e esta teria também possibilidades de recursos locais para expandir o Projeto.. Por esta razão, há a necessidade de discutir o novo desenho da escola, as novas formas de mobilidade adquiridas pelos alunos, os novos espaços de estudo e pesquisa, para que possamos pudéssemos planejar e adequar a infraestrutura.. A primeira adequação que significou não só uma lição apreendida como também um caminho de expansão do projeto com menor custos se refere ao desenho da rede de acesso à internet. Nas formas de cobertura de espaços internos tem sido utilizado geralmente a colocação de rádios por salas de aula. Este tipo de desenho de infra-estrutura de rede se mostrava muito cara para um projeto que se pretende ter escala e capacidade de expansão utilizando recursos próprios. Por já ter uma equipe de rede formada no interior do projeto Pira;i Digital foi possível desenvolver uma solução baseada em Cabos Irradiantes, que tem um custo muito inferior que a utilização de rádios por sala de aula. 31.
(33) O sistema de cabos irradiantes trabalha com canais e que necessitam ser equilibrados em termos de demanda dentro da sala de aula e exigem a capacitação tecnológica para a utilização em softwares interativos ou em aplicativos que exigem uma configuração única de rede.. Uma outra dimensão de aprendizagem foi a estrutura servidor/laptops na medida em que a configuração dos laptops restringia a utilização de aplicativos que requisitassem maior capacidade em termos de memória. Este caminhos. nos levaram a trabalhar a demanda em termos de armazenamento dos materiais pedagógicos,. significando caminhos de rede de servidores e a introdução de um projeto de computação em nuvem. Da mesma forma, tivemos que fazer um projeto de capacidade projetada de energia elétrica e a estrutura de rede de energia elétrica por sala de aula, considerando demandas dos laptops e da ambiência necessária em termos de iluminação e refrigeração das salas. Este projeto envolve redimensionamento de carga , tamanhos das bitolas dos fios e troca de transformadores. Além desses aspectos, é importante ressaltar a importância da construção de armários para o armazenamento dos computadores e carregadores em cada sala de aula. Foi opção dos pais dos alunos, referendada pela direção da escola, que em um primeiro momento, os computadores não fossem levados para a casa. Neste caso, os armários têm-se mostrado de uma utilidade impar.. V RECURSOS E PROCESSOS V.1 CURRÍCULO:UNIDADE DE APRENDIZAGEM. Descrição, em cada ano, das turmas que participaram do projeto, no caso de docência múltipla ( 6ª ano escolar e maiores) descreva quais disciplinas (áreas de aprendizagem). participaram do projeto utilizando os. computadores UCA. Especifique se disciplinas foram abordadas de forma interdisciplinar. (escolher períodos (bimestre – trimestre ou semestre)). 32.
(34) Ano de escolarid. 2007 1º semestre. 2008. 2º semestre. ade-. 1º. 2009. 2º Semestre. Semestre. o. 2 ano o. 3 ano. o. 4 ano. 2º. Seme Semest. matéria 2a. 1º. stre. re. X. X. X. X. X. X. X. X. X. X. X. X. o. X. X. X. X. X. X. o. X. X. X. X. X. X. o. X. X. X. X. X. X. o. X. X. X. X. X. X. o. X. X. X. X. X. X. 5 ano. 6 ano. 7 ano. 8 ano. 9 ano. Do 6o ao 9o ano, possuem as seguintes disciplinas: Matemática, Português, Geografia, História, Inglês, Educação Física e Artes. Todas as disciplinas e séries participam do Projeto UCA, utilizando os classmates, de forma isolada, ou seja, não de forma interdisciplinar.. V.2 ETAPAS DE IMPLEMENTACÃO. As etapas de implementação das aulas com uso de computadores UCA em sua escola, destacando os itens principais, os desafios e problemas de cada etapa.. 33.
(35) A primeira etapa consistiu em sensibilizar os gestores e orientadores pedagógicos de que não se tratava apenas de uma introdução de equipamentos, mas uma mudança de paradigma educacional que envolvia a discussão do projeto político pedagógico, a aprendizagem na ação com os professores,. a apropriação. educacional de novas tecnologias, a adequação de novos espaços escolares, os planos de aula que incorporam interatividade e mobilidade, e o resgate das histórias de cada professor em seus caminhos de produção e disseminação do conhecimento. A segunda etapa foi focada na aprendizagem na ação com os professores no qual trabalhamos uma módulos não hierárquicos e flexíveis que pudessem responder a uma demanda diferenciada dos professores e os conscientizassem do seu papel estratégico no projeto. Estes módulos incluíam a familiarização com os laptops e as ferramentas de : criação, colaboração e co-autoria, interação e divulgação,. compartilhamento de saberes e. múltiplas linguagens.. A terceira etapa, que. foi trabalhada concomitantemente. com a segunda, teve o foco nos alunos,. integrando-os no processo de familiarização de laptops e criando caminhos da identificação de potencialidades em termos de aluno tutor e aluno autor,Ressalte-se que uma grande parte dos alunos de Arrozal já tinha contato com computadores e Internet através dos Quiosques disponibilizados pela Prefeitura no Distrito e pelo acesso ao Laboratório de informática da escola.. A incorporação dos alunos como sujeitos ativos no processo de ambientação das salas de aula e naturalização das novas tecnologias foi fundamental para vencer o desafio dos professores de superar a situação de desconforto com uma mudança radical o seu cotidiano na escola. Muitos professores não tinham competências desenvolvidas em tecnologia educacional, nem mesmo conhecimento básico de utilização de computador, mas seu processo de apropriação e ambientação foi realizada a partir de um interação com os alunos na construção deste novos espaços educacionais e na incorporação das novas tecnologias. Saliente-se que, de acordo com o planejamento da escola, todos os professores, mesmos os que não tinham conhecimento nenhum de informática, deviam utilizar o computador como um recurso pedagógico.. 34.
(36) •. Atividades docentes de planejamento (adaptação de conteúdos curriculares,desenvolvimento de materiais,etc). O caminho percorrido desde o primeiro momento era de que este não era apenas um problema da escola e dos docentes, mas deveria ser trabalhado como um caminho de gestão pública da secretaria de educação do município. Neste sentido, é fundamental o apoio dos gestores na análise do cenário atual da escola em termos de: situação socioeconômica, características e expectativas da comunidade, necessidades dos estudantes em função do perfil da comunidade.. Em termos da escola, o projeto foi todo trabalhado a partir da discussão do projeto político pedagógico e adequação dos PCNs à realidade da escola. O caminho de discussão da apropriação das novas tecnologias acabou por ajudar a uma melhor compreensão dos PCNs e contribuir para uma adequação de conteúdos que a escola já vinha fazendo por estar em um momento de avaliação.. Em termos de novas habilidades, utilizamos ferramentas de planejamento estratégico e de moderação para trabalhar visões estratégicas e cenários . A dimensão estratégica está colocada pelo próprio papel do professor na produção do conhecimento utilizando novas tecnologias. Mas do que em outro momento, o professor necessita analisar a situação herdada de uma turma, as necessidades e particularidades dos estudantes e a possibilidades de utilização de plano de aula que contemple interatividade dos alunos na produção coletiva e na superação de barreiras, bem como as possibilidades de caminhos distintos de crescimento e produção do conhecimento contemplando a diversidade presente em uma turma... O conceito de professor como moderador é fundamental pata trabalhar as novas necessidades em termos de produção do conhecimento no qual podemos identificar as necessidades dos alunos, as mudanças necessárias e as expectativas da turma.. Esta formação preliminar. envolve uma nova concepção de ensino integrando. ensino/pesquisa e extensão como uma construção social no conhecimento que possibilite colocar o aluno diante de situações problemas; faze-lo compreender que os conhecimentos são construídos; identificar o aprendiz e o ambiente de aprendizagem como centro desta construção, e fazer com que o aluno tenha uma leitura crítica da realidade 35.
(37) Foi com base nesta formação inicial dos professores que foi realizada a adequação dos currículos e adequação de materiais. Este processo foi realizado a partir de um planejamento bimestral, no qual é desenvolvido as propostas dos conteúdos curriculares com uso das novas tecnologias. As atividades são elaboradas nos TD (tempo de estudo semanal com os docentes), onde desenvolve-se atividades para serem realizadas com computador,data show,cd,fotos,slides,filmagens,etc.. Proporcionando. um. espaço. de. sociabilidade,. de. organização,de. conhecimento,de informação e de educação.. •. Atividades logísticas para ter os computadores preparados para realizar a atividade em sala de aula (depende da modalidade de uso que se está pesquisando).. •. As atividades logísticas envolvem o conceito de mobilidade, interatividade e os visão desenvolvida pelo projeto em termos pedagógico. Em termos de mobilidade, a discussão inicial estava colocada numa visão de mobilidade escola/família que os computadores são levados para casa. Em primeiro lugar trabalhamos a visão de que os alunos são responsáveis pelos laptops, mas os computadores são da escola. Este caminho, assumido em comum acordo com os pais dos alunos em reunião da comunidade escolar, nos permitiu pensar a mobilidade em termos de um projeto pedagógico que incorpora o horário integral e a visão de cidade educadora Em termos de horários integral, a possibilidade de trabalhar atividades interdisciplinares e multidisciplinares no contraturno. Em termo de cidade educadora, pensar a educação integrada à cidade.. Com relação logística da escola, é fundamental o uso de armários para garantir a não utilização de carregadores em sala de aula e a possibilidade de deslocamento em todos os espaços da escola. Em princípio, a duração da bateria é suficiente para o seu uso durante as aulas e é carregada durante o intervalo e ao final da aula. Os elementos que garantem uma logística em termos de mobilidade (laptops e rede) permitiram o repensar de espaços de ensino e pesquisa, e até mesmo atividades que envolvem várias turmas utilizando o pátio da escola como vemos na foto a seguir. 36.
(38) Atualmente tem-se um aumento do número de alunos e conseqüentemente aquisição de computadores para os mesmos. Entretanto as novas salas de aula que passaram a serem utilizadas não dispõem de armários com carregadores, gerando mudança na logística, tendo que providenciar o carregamento e disponibilização dos computadores nas salas de aula e posteriormente o armazenamento em outro local. Em termos de interatividade, o mobiliário deve atender aos novos desenhos das salas de aula, nas quais as formas interativas e de construção coletiva do conhecimento se sobrepõem as estruturas hierárquicas e de linhas de produção extraídas da concepção educacional do capitalismo industrial,. 37.
(39) Surge uma nova sala de aula, sem espaços físicos, predefinidos, sem os alunos da frente e dos fundos, quebrando hierarquias tradicionais de saber que a sala de aula tradicional impunha.. •. Desenvolvimento em sala de aula (descreva a sequência usual para uma aula com uso de um computador por aluno). A seqüência em sala esta definida pelo planejamento das aulas e pelos planos de cada aula. A sugestão dos desenvolvimentos de sala de aula foram realizadas a partir de oficinas de plano de aula utilizando as novas tecnologias. A primeira questão se coloca na discussão do que é inovação no plano de aula, o que não significa colocar o computador ou um vídeo na aula se esta continua expositiva e os alunos continuam passivos. Neste sentido, o desafio é que o professor se dê conta do estilo de conhecimento engendrado pelas novas tecnologias e consiga redimensioná-lo para o espaço virtual, exigindo que compreenda que a prática pedagógica exige investigar constantemente o conteúdo do ato educativo, admitindo por princípio que ele é multifacetado, complexo, relacional. Por esta razão os desenvolvimentos em sala de aula exploraram muito a metodologia de pedagogia de projetos e sua metodologia em termos de plano de aula, guardando suas especificidades em função dos temas, disciplinas, conceitos e competências a serem trabalhadas.. •. Descreva que atividades são realizadas pelos alunos:produção dos alunos. No que se refere ao trabalho com os alunos, a alavanca de todo o processo é o seu interesse, partindo do “que ele sabe”, buscando “ o que quer aprender” até alcançar “ o que aprendeu sobre”. Este encaminhamento baseia-se na intenção de desequilibrar para reequilibrar – princípio da reequilibração - presente em situações de aprendizagem como as propostas neste projeto.. 38.
(40) Temos trabalhado com os alunos, seguindo os passos pertinentes à pesquisa em sua essencia: levantamos seus conhecimentos anteriores, assinalamos suas dúvidas e roteirizamos suas buscas para a resolução das questões levantadas. Estas questões mobilizam pequenos grupos que se formam a partir de temas de interesse. Todo esse processo é compartilhado em rede através do modlle, tanto no grupo a que pertencem, como na escola, entre as escolas e na comunidade maior da Internet, promovendo a cooperação na produção coletiva do conhecimento, na busca de soluções para problemas comuns, na divulgação de seus trabalhos e constituição de atores ativos do processo educacional.. A partir deste caminho construímos os projetos de alunos, autores, tutores e monitores. Os alunos autores são aqueles que tem se destacado na produção de multimídia e participam de cursos que contemplam: planos de aula interativos, formas de mobilidade e novas tecnologias; roteiro de videos, conteúdos e interatividade; comunicação, autoria e conteúdos. Neste contexto, a linguagem de hipertextos faz parte de uma cultura digital a ser estimuladas em textos, vídeos, blogs integrando em processo de autoria sincronizados, integrados, flexíveis e modulares.. Os alunos tutores foram trabalhados segundo duas perspectivas. A primeira como alunos que vivenciaram a experiências de Um Computador por Aluno e podem passar esta experiência para alunos de outra escola, socializando e disseminando formas de produção de conteúdo em suas salas de aula. A segunda perspectiva de alunos tutores se refere a formação profissionalizante realizada em parceria com a CISCO através do CISCO NETWORK ACADEMY, no qual os alunos fazem cursos IT Essential que lhes dão uma base inicial para dar suporte tecnológico nas escolas. Alguns destes alunos ganham bolsas e se transformam em alunos monitores integrados a gestão da escola.. •. Atividades de avaliação. Foi constituído um sistema de avaliação e monitoramento no qual definimos metas de formação e de indicadores de desempenho. Este processo de avaliação incluía a coordenação do projeto, a Secretaria de Educação, os diretores da escola e os orientadores pedagógicos. São realizadas reuniões periódicas de monitoramento incorporando o processo de avaliação mensal da Secretaria de Educação e da escola, através dos conselhos de avaliação e de seus vários instrumentos.. 39.
(41) 1. Material de apoio:. O material didático temático tem como princípio norteador que o uso em ambientes virtuais não exclui a utilização dos livros didáticos usados anteriormente ao projeto. Neste sentido, temos trabalhado uma orientação para a produção de material didático como um conjunto de territórios a serem explorados pelos alunos: o objetos de aprendizagem, o compartilhar de conhecimento, a construções de relações e redes, a construção e desconstrução de informações, os novos espaços de aprendizagem e seus significados.. Esta orientação do material didático voltado para o ambiente inovador de Cidades Digitais e Escolas em Redes permitem também potencializar propostas pedagógicas explorando linhas mestras desenvolvidas a partir da contribuição de pesquisadores das diferentes áreas do conhecimento. Neste sentido estão sendo trabalhados materiais didáticos em áreas temáticas que já vinham sendo desenvolvidas no interior do Projeto PIRAÏ DIGITAL, e em particular na experiência do Projeto piloto UM COMPUTADOR POR ALUNO, como é o caso da experiência desenvolvida com o geogebra na área de matemática.. Trabalhamos com objetos de aprendizagem, com softwares de realidade virtual interativos, não lineares, nas áreas de biologia e geografia, permitindo maior liberdade ao professor no seu plano de aula, estimulando a percepção e interatividade dos alunos Como ambiente de aprendizagem, temos trabalhado o Portal do Professor, o RIVED, o Educarede e a utilização do moodle como espaço que gera ambientes virtuais de aprendizagem, com possibilidades de utilização de wikis, fóruns, criação de páginas de cursos, grupos de alunos ou projetos. No caso do Moddle foi feita uma customização e utilizado como referencia dos projetos, dos cursos de capacitação, dos blogs das escolas e como oferta para as escolas e professores das possibilidades que o Moodle oferece em termos de ambientes virtuais de aprendizagem.. Estes materiais são utilizados como uma caixa de ferramentas para que o professor possa adequá-los de forma flexível ao seu plano de aula.. 40.
(42) 2. Sistemas de Informação O sistema de informação já vinha sendo trabalhado no interior do Projeto Piraí Digital já que a Prefeitura tem sistema intranet e VOIP, alem da utilização do MOODLE como gestão de ambientes de aprendizagem. Foi desenvolvido um Portal da Educação e os blogs de cada escola, que inclui a escola do projeto piloto. Todos os professores e alunos tem um email (@piraidigital.com.br) e são formados grupos de discussão em função dos projetos. V.3 AVALIAÇÃO GERAL DOS RECURSOS E PROCESSOS DO PROJETO. A chegada dos laptops impulsionou desde o início uma reflexão sobre as novas formas de ensinar e de aprender, gerando uma nova postura da direção e dos professores frente aos conteúdos a serem trabalhados em sala de aula. Foi fundamental trabalhar a capacitação dos gestores (Secretaria de Educação e Diretores da Escola) na perspectiva de uma mudança de mentalidade e envolver todos os membros da comunidade escolar nesta mudança de cultura e adesão a um novo paradigma educacional. Trabalhado no campo da política pública e com a visão de envolvimento de toda a comunidade escolar, torna-se fundamental a gestão do tempo do projeto: o tempo de consolidação do projeto enquanto política pública, o tempo de adesão dos gestores, professores e alunos, o tempo de transformar estes atores em sujeitos ativos deste processo de mudança. Neste sentido, foi fundamental também trabalhar processos de aprendizagem em termos de planejamento estratégico e gestão da mudança, porque orientam a definição de utilização dos recursos e permitem um acompanhamento da gestão de processos. Com base nesta gestão do tempo, pode-se orientar tempo de aula (2 horas) e o tempo de utilização das TDs. Praticamente todos os TDs (tempo de planejamento) da rede municipal do ano de 2007 foram utilizados para capacitações. Nesse momento o TD da rede municipal foi um facilitador para a adesão dos professores ao projeto. O professor vem de uma formação sistemática que na maioria dos casos não inclui a tecnologia. Nas palavras da Diretora Adjunta Lea, que acompanhou esse processo de perto: “É fundamental conquistar os professores. Tem. 41.
(43) que preparar a terra para depois plantar”. E conclui: “O professor não tem que abandonar os recursos aos quais estão acostumados, o computador é mais um facilitador”. A apreensão da tecnologia pelo professor é feita lentamente, a passos curtos e deve ser respeitada e incentivada. De certo modo a introdução dos computadores contribui para a democratização do ensino. É comum nas salas de aulas o professor pedir ao aluno que o ajude em seu notebook ou a acessar sítios que desconhece. A facilidade com que o aluno aprende a tecnologia é muito maior do que a do professor, fazendo com que este saia da posição de único detentor do conhecimento para uma nova posição de aprendiz. Por outro lado, o aluno aprendem e apreendem mais quando são sujeitos do processo de aprendizagem Outra aspecto importante é o de respeitar a construção de cada escola. Respeitar a identidade e suas contradições, A perspectiva de mudança de paradigma atinge cada escola. Mas sua leitura se dá a partir da ambiência que se respira na escola, de sua história, da forma como circula as infomações, da divisão de trabalho interna, da estrutura curricular, do projeto pedagógico construídos e da construção social efetivada pelos novos atores sociais da sociedade do conhecimento.. VI CAPACITAÇÃO VI.1PROFESSORES PARTICIPANTES DO PROJETO UCA. 56!.0!*/(7011(/01!!*-/,898*-:,01!. !;<!. =0/90:,+->!.0!!*/(7011(/01!*-/,898*-:,01!0)!/0>-?@(!-(!!,(,->!:-!019(>-!. !&AAB!. 56!.0!C(/-1!10)-:-81!.0.89-.-1!-(!!*/(D0,(!2'3!E!)F.8-G!. !HA!. 56!.0!->+:(1!*(/!,+/)-!E!)F.8-G!. !HI!-!;A!. Descreva brevemente as competências tecnológicas dos professores (alta, media, baixa). 42.
(44) 3:,01! J0*(81! ! Alta competencias tecnológicas. B!. B!. !J019/8?@(!. 1%. 40. Uso de ferramentas WEB 2.0 Uso de ferramentas voltadas para metodologia de. Media competencias tecnológicas. 45. 85. projetos. Baixa competencias tecnológicas. 50. 95. Uso de ferramentas básicas de criação. Descreva a formação acadêmica dos professores participantes do UCA. Mestrado/ Doutorado. %. Descrição. 5. 2. professores. com. Mestrado. em. Educação. e. Língua. Portuguesa. Especialização. 30. 13 professores com especialização: dois em Psicomotricidade, dois. em. Educação. Psicopedagógica,. um. para. pensar,. em. Natação,. dois. em. Língua. Docência. Portuguesa,. Linguística, História Contemporânea, Ciências Ambientais, Educação Empresarial, Educação Especial. Superior completo. 70. 43. Professores. com. formação. em:. Pedagogia,. Letras,. Matemática, Historia, Geografia, Ciências, Educação Física, Artes e Inglês. Superior incompleto. -. Ensino Médio. 2. 1 professora com o prazo até 2010 para ter o curso superior.. 43.
(45) VI.2 POLÍTICA DE FORM AÇÃO. -Em relação às Competências gerais em TICs, descreva as:. •. Quanto às iniciativas desenvolvidas para capacitar os professores no uso geral de TICs, desde o início do projeto buscou-se trabalhar com a concepção de capacitação na ação, através de oficinas. Inclusive, trabalhouse com capacitações com a participação de alunos, visando a apropriação das mudanças de relação professoraluno.. No em práticas educativas que privilegiem a aprendizagem baseada na construção cooperativa do conhecimento, em consonância com as especificidades das propostas curriculares de suas escolas.. O programa de formação foi planejado com os seguintes segmentos: coordenação educacional do projeto Pirai Digital, Secretaria Municipal de Educação, Gestores da Escola, Professores. A formação contou com apoio das empresas Metasys e INTEL para aquisição de conhecimento sobre o sistema operacional.. Em princípio, a capacitação deveria superar a transmissão de informações técnicas relativas aos softwares e hardwares e proporcionar ao professor a aprender a tecnologia como uma nova maneira de ver o mundo, proporcionando condições para que o professor construa o seu conhecimento e integre o computador à sua prática pedagógica.. •. Atividades de formação dos alunos no uso geral de tics. Oficinas específicas que interagiram o uso das TICs, realizadas com alunos monitores e autores, os quais vêm socializando com outros alunos na sala de aula e com professores.. 44.
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