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Ep SC 2014

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(1)UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. Centro Universitário Central Paulista. Curso de NUTRIÇÃO Disciplina – EPIDEMIOLOGIA E SAÚDE COLETIVA Profa. Maria Sylvia Carvalho de Barros ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora.. 2014. ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(2) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. EPIDEMIOLOGIA E SAÚDE COLETIVA Ementa da Disciplina: O contexto histórico da Epidemiologia e Saúde Pública. Conceitos básicos sobre saúde e doença, História natural das doenças e medidas de prevenção. Principais indicadores de saúde. Epidemiologia descritiva e metodologia epidemiológica. Vigilância Epidemiológica. Saúde Pública no Brasil. Noções gerais sobre saneamento básico e destino do lixo doméstico e hospitalar. Objetivos: Ministrar conhecimentos sobre Epidemiologia e Saúde Pública aos alunos dos Cursos da área de Saúde, que serão utilizados durante o transcorrer do curso e principalmente na futura vida profissional; Desenvolver capacidades que permitam ao aluno compreender suas responsabilidades como profissional de saúde no campo da Saúde Pública e analisar criticamente a situação da saúde no Brasil. Conteúdo programático: Introdução à Epidemiologia e Saúde Pública; Conceitos básicos sobre saúde e doença; História natural das doenças e medidas de prevenção; Principais indicadores de saúde (Medidas de Saúde Coletiva); Epidemiologia descritiva (variáveis relacionadas ao tempo, ao espaço e a pessoa); Vigilância epidemiológica; Saúde Pública no Brasil Reforma Sanitária Sistema Único de Saúde e Programas de Saúde Metodologia: - Aulas teóricas (Exposição do assunto, debate, discussão, exercícios em aulas e seminários, dinâmicas voltadas para a fixação de assuntos específicos) - Recursos: Retroprojetor, Datashow, Quadro. Critério de Avaliação: Provas e Trabalhos Prova Substitutiva (Dezembro) - substitui a nota de uma das provas. P1: 35% P2: 35% T1: 30% BIBLIOGRAFIAS: PEREIRA, M.G. Epidemiologia, Teoria e Prática. 1a.ed. Rio de Janeiro, guanabara Koogan, 2006. ROUQUAYROL, MZ. Epidemiologia & Saúde. 4ª ed. Rio de Janeiro, Medsi, 1994. ALMEIDA FILHO, N & ROUQUAYROL, MZ. Introdução à Epidemiologia Moderna. 2ª ed. Belo Horizonte, Coopomed, 1992 LAURENTI, R. et al. Estatísticas de Saúde. 2ª ed. São Paulo, EPU, 1987.. ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(3) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. CRONOGRAMA DA DISCIPLINA EPIDEMIOLOGIA E SAÚDE COLETIVA. Disciplina. EPIDEMIOLOGIA. Turma. Biomedicina. Data/Horário. 3a. feira, 20h50 às 22h30. Diurno. Conteúdo. 11/02. Apresentação da Disciplina. 18/02. Breve História da Epidemiologia e Definições;. 25/02. Conceitos básicos sobre saúde e doença;. 04/03. FERIADO – Carnaval. 11/03. História natural das doenças e medidas de prevenção;. 18/03. Principais indicadores de saúde (Medidas de Saúde Coletiva);. 25/03. Epidemiologia descritiva (variáveis relacionadas ao tempo, ao espaço e a pessoa);. 01/04. Continuação. 08/04. Vigilância epidemiológica. 15/04. Prova 1. 22/04. História do Conceito de Saúde. 29/04. Saúde Pública no Brasil. 06/05. Continuação. 13/05. Reforma Sanitária. 20/05. Continuação. 27/05. Sistema Único de Saúde. 03/06. Programas de Saúde. 10/06. Prova 2. 17/06. Prova Substitutiva. 24/06. Revisão de Notas. Cronograma sujeito a alterações.. ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(4) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. Breve História da Epidemiologia Grécia Antiga Civilização Clássica – Religião com características primitivas. Conjunto de deuses com características humanas (qualidades e defeitos). Deuses gregos tinham “vocação” e eram protetores/representantes de áreas específicas da rotina de vida humana. Deus Asclépio (Esculápio) tinha duas filhas: Panacéia. Padroeira da medicina curativa, prática terapêutica baseada em intervenções sobre indivíduos doentes, através de manobras físicas, encantamentos, preces e uso de medicamentos. Atualmente, panacéia = grande poder de cura.. Higéia. Adorada por aqueles que consideravam a saúde como resultante da harmonia dos homens e ambientes, e buscavam promovê-la por meio de ações preventivas, mantenedoras do perfeito equilíbrio entre os elementos fundamentais – terra, fogo, água e ar. Crenças e práticas originam o conceito de higiene, no sentido de promoção da saúde no âmbito coletivo.. Hipócrates – filósofo e médico grego. “Pai da medicina”. Escreveu textos sobre epidemias e distribuição das enfermidades nos ambientes. Livro “Águas, Ares e Lugares”, explicando a ocorrência de doenças como fenômeno natural relacionado ao modo de vida, à relação com o ambiente, etc... Primeira obra sobre saúde-doença considerada lógica/científica, abandona e combate os conceitos de que as doenças ocorrem por “desejo” de deuses raivosos ou como castigo divino. Roma Antiga Prática da medicina – desenvolve-se com base no individualismo. Em Roma, os médicos eram escravos gregos de grande valor monetário; trabalhavam para a corte, o exército ou para as famílias nobres. Com o passar do tempo, escravos libertos e gregos imigrados exerciam o trabalho médico de forma privada num mercado muito competitivo. Eram, antes de tudo, receitadores de fármacos para os doentes. Idade Média Catolicismo Romano se estabelece e ganha grande poder. Práticas de saúde voltam a ser tratadas com caráter mágico/religioso. Amuletos, orações e cultos a santos protetores da saúde eram as possibilidades para os doentes – objetivo de salvar a alma antes do corpo. Prática médica: para os pobres, responsabilidade de religiosos (caridade) ou leigos (barbeiros, boticários, cirurgiões – profissão). Famílias mais ricas tinham médicos que exerciam a profissão. ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(5) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. de forma privada (também eram especialistas, em sua maioria, na arte de matar por envenenamento). No oriente, medicina árabe = avanço tecnológico e caráter coletivo. Base das práticas eram textos gregos originais. Adotaram práticas precursoras de saúde pública bem organizada, com registro de informações demográficas e sanitárias. Avicena e Averróes = médicos que adotavam práticas identificadas com métodos científicos modernos. Idade Moderna Início das práticas médicas da Clínica Moderna. Origens diversas. França – médicos são solicitados, por ordem Real, a investigar epizootia (epidemia em animais) que vinha dizimando o rebanho ovino e causando prejuízos. Pela primeira vez, contam os enfermos para entender a doença. Hospitais – origem na Id. Média = local para asilo, hospedagem, acolhimento (locais protegidos, mantidos por ordens religiosas, sendo a primeira a Ordem dos Cavaleiros Hospitalários Cruzadas), destinados a receber viajantes, necessitados, sem-teto e até doentes sem família. Na Idade Moderna, médicos conquistam espaço político importante e começam a gerenciar os hospitais no lugar dos religiosos. Mudança importante para a evolução da medicina, já que os médicos têm a oportunidade de ver muitos pacientes com as mesmas enfermidades juntos. Podem aprender sobre as doenças com o acompanhamento dos pacientes.. Formação da epidemiologia Ocorre em 3 etapas ou eixos: 1. Saber clínico, racionalista e moderno a) luta dos médicos contra físicos, leigos e religiosos b) construção do saber “arte-ciência-clínica” = reforça a abordagem individual, com os estudos de “casos”. c) aparecimento da fisiologia moderna = definição das patologias e suas lesões, no nível individual. 2. Estatística (significa “medida do estado”) – aparição do Estado moderno, do conceito de Povo e de Nação. Contagem passa a ser importantes pois o povo é elemento produtivo e o exército precisava ser numeroso e com saúde. Aparecimento da Aritmética política – seu aperfeiçoamento leva a questões sobre mortalidade e outros fenômenos de saúde. Integração entre Clínica Moderna e Estatística. 3. Saúde como questão social e política = preocupação sociológica com processos de transformação da situação de saúde da população.. Séc. XVIII Poder político da Burguesia – Intervenção estatal na questão da saúde da população. • Medicina da força de trabalho sob responsabilidade do Estado; • Medicina urbana – saneamento dos espaços das cidades (França, inglaterra); • imposição de regras de higiene individual.. ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(6) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. Revolução Industrial Desgaste da Classe trabalhadora (condições de vida e de saúde precárias). => Politização da medicina = Medicina Social. Identificação de causas sociais e políticas para doenças e epidemias por cientistas (Virchaw) Era Microbiana descoberta dos microorganismos como causadores de doenças. maioria das doenças do período eram infecto-contagiosas = fortalecimento da Medicina individualista e organicista (causas orgânicas). Estudos = processos de transmissão e controle de doenças contagiosas. Enfoque reducionista – Modelo que separava o individual do coletivo; o biológico do social; a cura da prevenção. Epidemiologia John Hopkins School of Hygiene and Public Health Disciplina – 1918 – trabalhava com técnicas estatísticas para estudos de incidência e prevalência de doenças transmissíveis. Crise econômica mundial de 1929 Crise da medicina científica na década de 30 – pelos aumentos de custos e fragmentação dos cuidados médicos. Redescobre-se o caráter social e cultural das doenças e da medicina. epidemiologia passa a ter papel importante nos estudos dos processos patológicos da sociedade. Informática Papel importante – aumento dos bancos de dados, aperfeiçoamento das técnicas de análise e utilização de modelos matemáticos avançados. Pioneiros Na era moderna, uma personalidade que merece destaque é o inglês John Graunt, que, no século XVII, foi o primeiro a quantificar os padrões da natalidade, mortalidade e ocorrência de doenças, identificando algumas características importantes nesses eventos, entre elas: a existência de diferenças entre os sexos e na distribuição urbano-rural; a elevada mortalidade infantil; as variações sazonais. São também atribuídas a ele as primeiras estimativas de população e a elaboração de uma tábua de mortalidade. Tais trabalhos conferem-lhe o mérito de ter sido o fundador da bioestatística e um dos precursores da epidemiologia. Posteriormente, em meados do século XIX, Willian Farr iniciou a coleta e análise sistemática das estatísticas de mortalidade na Inglaterra e País de Gales. Graças a essa iniciativa, Farr é considerado o pai da estatística vital e da vigilância. Quem, no entanto, mais se destacou entre os pioneiros da epidemiologia foi o anestesiologista inglês John Snow, contemporâneo de William Farr. Sua contribuição está sintetizada no ensaio Sobre a Maneira de Transmissão da Cólera, publicado em 1855, em que apresenta memorável estudo a respeito de duas epidemias de cólera ocorridas em Londres em 1849 e 1854.. Epidemiologia - ASPECTOS CONCEITUAIS A Associação Internacional de Epidemiologia (IEA), em seu “Guia de Métodos de Ensino” (1973), define epidemiologia como “o estudo dos fatores que determinam a freqüência e a ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(7) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. distribuição das doenças nas coletividades humanas. Enquanto a clínica dedica-se ao estudo da doença no indivíduo, analisando caso a caso, a epidemiologia debruça-se sobre os problemas de saúde em grupos de pessoas – às vezes pequenos grupos – na maioria das vezes envolvendo populações numerosas”. Ainda segundo a IEA, são três os objetivos da epidemiologia: "1. Descrever a distribuição e a magnitude dos problemas de saúde nas populações humanas. 2. Proporcionar dados essenciais para o planejamento, execução e avaliação das ações de prevenção, controle e tratamento das doenças, bem como para estabelecer prioridades. 3. Identificar fatores etiológicos na gênese das enfermidades”. A epidemiologia é uma disciplina básica da saúde pública voltada para a compreensão do processo saúde-doença no âmbito de populações, aspecto que a diferencia da clínica, que tem por objetivo o estudo desse mesmo processo, mas em termos individuais. Como ciência, a epidemiologia fundamenta-se no raciocínio causal; já como disciplina da saúde pública, preocupa-se com o desenvolvimento de estratégias para as ações voltadas para a proteção e promoção da saúde da comunidade. A epidemiologia constitui também instrumento para o desenvolvimento de políticas no setor da saúde. Sua aplicação neste caso deve levar em conta o conhecimento disponível, adequando-o às realidades locais. Se quisermos delimitar conceitualmente a epidemiologia, encontraremos várias definições; uma delas, bem ampla e que nos dá uma boa idéia de sua abrangência e aplicação em saúde pública, é a seguinte: "Epidemiologia é o estudo da freqüência, da distribuição e dos determinantes dos estados ou eventos relacionados à saúde em específicas populações e a aplicação desses estudos no controle dos problemas de saúde." (J. Last, 1995) Essa definição de epidemiologia inclui uma série de termos que refletem alguns princípios da disciplina que merecem ser destacados (CDC, Principles, 1992): •. Estudo: a epidemiologia como disciplina básica da saúde pública tem seus fundamentos no método científico.. •. Freqüência e distribuição: a epidemiologia preocupa-se com a freqüência e o padrão dos eventos relacionados com o processo saúde-doença na população. A freqüência inclui não só o número desses eventos, mas também as taxas ou riscos de doença nessa população. O conhecimento das taxas constitui ponto de fundamental importância para o epidemiologista, uma vez que permite comparações válidas entre diferentes populações. O padrão de ocorrência dos eventos relacionados ao processo saúde-doença diz respeito à distribuição desses eventos segundo características: do tempo (tendência num período, variação sazonal, etc.), do lugar (distribuição. ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(8) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. geográfica, distribuição urbano-rural, etc.) e da pessoa (sexo, idade, profissão, etnia, etc.). •. Determinantes: uma das questões centrais da epidemiologia é a busca da causa e dos fatores que influenciam a ocorrência dos eventos relacionados ao processo saúde-doença. Com esse objetivo, a epidemiologia descreve a freqüência e distribuição desses eventos e compara sua ocorrência em diferentes grupos populacionais com distintas características demográficas, genéticas, imunológicas, comportamentais, de exposição ao ambiente e outros fatores, assim chamados fatores de risco. Em condições ideais, os achados epidemiológicos oferecem evidências suficientes para a implementação de medidas de prevenção e controle.. •. Estados ou eventos relacionados à saúde: originalmente, a epidemiologia preocupava-se com epidemias de doenças infecciosas. No entanto, sua abrangência ampliou-se e, atualmente, sua área de atuação estende-se a todos os agravos à saúde.. •. Específicas populações: como já foi salientado, a epidemiologia preocupa-se com a saúde coletiva de grupos de indivíduos que vivem numa comunidade ou área.. •. Aplicação: a epidemiologia, como disciplina da saúde pública, é mais que o estudo a respeito de um assunto, uma vez que ela oferece subsídios para a implementação de ações dirigidas à prevenção e ao controle. Portanto, ela não é somente uma ciência, mas também um instrumento.. Boa parte do desenvolvimento da epidemiologia como ciência teve por objetivo final a melhoria das condições de saúde da população humana, o que demonstra o vínculo indissociável da pesquisa epidemiológica com o aprimoramento da assistência integral à saúde. Uma definição precisa do termo epidemiologia não é fácil: sua temática é dinâmica e seu objeto, complexo. Pode-se, de uma maneira simplificada, conceituá-la como: ciência que estuda o processo saúde-doença em coletividades humanas, analisando a distribuição e os fatores determinantes das enfermidades, danos à saúde e eventos associados à saúde coletiva, propondo medidas específicas de prevenção, controle, ou erradicação de doenças, e fornecendo indicadores que sirvam de suporte ao planejamento, administração e avaliação das ações de saúde. Esta definição pode ser aclarada pelo aprofundamento de algumas concepções nela expressas: a) a priori, independente de qualquer análise, pode ser dito que a atenção da epidemiologia está voltada para as ocorrências, em escala massiva de doença e de não-doença envolvendo pessoas agregadas em sociedades, coletividades, comunidades, grupos demográficos, classes sociais ou quaisquer outros coletivos formados por seres humanos; b) o universo dos estados particulares de ausência de saúde é estudado pela epidemiologia sob a forma de doenças infecciosas (sarampo, difteria, malária etc.),. ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(9) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. não-infecciosas (diabetes, bócio endêmico, depressões etc.) e agravos à integridade física (acidentes, homicídios, suicídios); c) considerando o conjunto de processos sociais interativos que, erigidos em sistema, definem a dinâmica dos agregados sociais, um em especial constitui o campo sobre o qual trabalha a epidemiologia: é o processo saúde-doença. Segundo Laurell (1983), o processo saúde-doença da coletividade pode ser entendido como “o modo específico pelo qual ocorre, nos grupos, o processo biológico de desgaste e reprodução, destacando como momentos particulares à presença de um funcionamento biológico diferente, com conseqüências para o desenvolvimento regular das atividades cotidianas, isto é, o surgimento da doença”. Colocada neste contexto, a expressão saúde-doença é um qualificativo empregado para adjetivar genericamente um determinado processo social, qual seja o modo específico de passar de um estado de saúde para um estado de doença e o modo recíproco. Descontextualizada, a expressão saúde-doença refere-se a uma ampla gama que vai desde “o estado de completo bem estar físico, mental e social” até o de doença, passando pela coexistência de ambos em proporções diversas. A ausência gradativa ou completa de um destes estados corresponde ao espaço do outro e viceversa; d) entende-se por distribuição o estudo da variabilidade da freqüência das doenças de ocorrência em massa, em função de variáveis ambientais e populacionais, ligadas ao tempo e ao espaço. e) A análise dos fatores determinantes envolve a aplicação do método epidemiológico ao estudo de possíveis associações entre um ou mais fatores suspeitos e um estado característico de ausência de saúde, definido como doença; f) A prevenção visa empregar medidas de profilaxia a fim de impedir que os indivíduos sadios venham a adquirir a doença; o controle visa baixar a incidência a níveis mínimos: a erradicação, após implantadas as medidas de prevenção consiste na nãoocorrência de doença, mesmo em ausência de quaisquer medidas de controle; isto significa permanência da incidência zero (a varíola está erradicada desde 1977).. Saúde – Algumas Considerações HOMEM =. (indivíduo). - Uma das espécies vivas da biosfera terrestre - Um sistema biológico participante do ecossistema - Diferente das outras espécies + Socialização - Influi na conduta + Acúmulo de conhecimentos - Altera o ambiente •De forma favorável ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(10) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. •De forma desfavorável Socialização. Cada. Conduta. elabora seu modo de vida subordinado à cultura e ao meio em que vive Necessidades básicas para a sobrevivência da Espécie - Alimentação - Abrigo - Reprodução. Outras necessidades – valores básicos do homem moderno: Amizades; Trabalho significativo; Aquisição de conhecimentos; Satisfação Sexual; Apreciação estética; Participação social; Recreação; Saúde Homem Moldado pela sociedade (de modo mais conveniente). Características próprias. Saúde é ATRIBUTO INDIVIDUAL SAÚDE. O que é. O que não é Saúde. Doença Limites nítidos. Gradientes de sanidade. Saúde Plena. Falta Total de Saúde Morte. ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(11) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. Organização Mundial de Saúde : SAÚDE = Completo estado de bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doenças. Definição da OMS: •Utópica •Difícil de atingir •Pouco precisa Bem-estar varia com características individuais, tempo, espaço Homem * Características individuais sujeitas a variações * Escala > freqüência = valores * “NORMAL”  O que é normal pode mudar se mudarem as condições A área em azul escuro está a menos de um desvio padrão (σ) da média. Em uma distribuição normal, isto representa cerca de 68% do conjunto, enquanto dois desvios padrões desde a média (azul médio e escuro) representam cerca de 95%, e três desvios padrões (azul claro, médio e escuro) cobrem cerca de 99.7%.. Definições: Doença = Resposta a estímulos => pode levar à recuperação, deficiência, adaptações Saúde - “Perfeita e contínua adaptação do organismo a seu ambiente.” (conceitos de SAÚDE ABSOLUTA X SAÚDE RELATIVA) Saúde Coletiva - Média dos gradientes de sanidade individuais (interesse ) Saúde Pública – ∗ Atividade social destinada a promover e preservar a saúde da população. ∗ Esforço organizado pela promoção da saúde e prevenção da doença. (Winslow). Saúde e Doença Saúde X Doença [Simplista] Saúde é um completo estado de bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doenças. (OMS) [Utópica, imprecisa] Saúde é o resultado do equilíbrio dinâmico entre o indivíduo e seu meio ambiente. [Mais próxima da realidade] Saúde/Doença = Processo O ser humano passa por diferentes situações que exigem de seu meio interno um trabalho de compensações e adaptações sucessivas.. ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(12) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. História Natural da Doença • Descrição das características gerais do curso de uma doença • Referencial sobre a evolução do processo saúde/doença • “Natural” = progresso da doença sem a intervenção do homem Fases da HND • Processo saúde/doença = contínuo • Divisão em fases = o útil para compreender que os gradientes de sanidade podem colocar cada indivíduo em diferentes categorias quanto a riscos e danos à saúde. o útil para localizar ações preventivas e curativas nos diferentes momentos do processo. • Padrões de progressão da doença • Apresenta variações caso a caso, mas seguem alguns padrões: a. Evolução aguda, rapidamente fatal (ex. raiva, exposição a altas doses de radiação) b. Evolução aguda, clinicamente veidente e com rápida recuperação na maioria dos casos (ex. viroses respiratórias) c. Evolução sem alcançar o limiar clínico, de modo que o indivíduo não saberá do ocorrido se não se submeter a exames laboratoriais (ex. hepatite anictérca) d. Evolução crônica que se exterioriza e progride para o êxito letal após longo período (ex. cardiopatias degenerativas) e. Evolução crônica com períodos assintomáticos, entremeados de exacerbações clínicas (ex. problemas psiquiátricos ou dermatológicos) f. Padrões de progressão das doenças. Fases da HND • Fase inicial – Ainda não há doença, mas condições que favorecem seu aparecimento (risco de adoecer é diferente para cada pessoa) • Fase patológica pré-clínica – já há alterações patológicas orgânicas mas não há sintomas (diagnóstico precoce) • Fase clínica – estágio adiantado da doença, com sintomas (leve, média intensidade ou grave) • Fase de incapacidade residual – ocorre se não houve morte nem cura completa, ocorrendo estabilização das alterações provocadas pela doença (seqüelas). ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(13) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. Fases da HND HND – nível individual (diagnóstico) Qto mais à esquerda no esquema, mais fácial será o diagnostico corretamente como sadio. Qto mais à direita, mais fácial será o diagnóstico correto como doente ou portador de uma seqüela. Qto mais ao centro, mais difícil o diagnóstico correto e maior a probabilidade de erro. HND – nível coletivo (diagnóstico) Pessoas podem ser avaliadas individualmente e classificadas em sadias ou doentes (ou outra categoria). Contagem de pessoas em cada categoria = estatísticas de diagnóstico de saúde da população. Etiologia e Prevenção Etiologia na fase pré-patológica Eventos ocorrem antes da resposta biológica inicial do organismo Melhores oportunidades de prevenção dependem do conhecimento detalhado dos fatores causais da doença (características do agente e dos fatores de risco, intensidade da exposição, condições ambientais favoráveis, etc.) Etiologia na fase patológica Fase em que os processos ocorrem no interior do corpo humano, a partir da resposta orgânica inicial, havendo exteriorização da doença. Conhecer melhor os mecanismos da doença permite adotar critérios diagnósticos e tratamentos adequados para detectar, interromper e fazer regredir o processo da doença. Prevenção Também ocorre em diferentes etapas, de acordo com os diferentes momentos do processo saúde/doença ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(14) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. Pode ocorrer na fase pré-patológica (para evitar a doença) ou na fase patológica (para curar a doença, prevenir reincidências, seqüelas e óbito). Medidas Preventivas Todas as medidas tomadas para evitar as doenças ou suas consequências. Podem ser classificadas de diversas formas: •. Medidas inespecíficas e específicas o Específicas – ou restritas - técnicas próprias para lidar com cada dano à saúde, em particular; o Inespecíficas – ou gerais, amplas – têm o objetivo de promover o bem-estar das pessoas.  Ex. Doença de Chagas – específicas (combate ao vetor) e inespecíficas (melhoria da qualidade de vida da população). •. Prevenção primária, secundária e terciária o Prevenção Primária – dirigidas para a manutenção da saúde, para a prevenção da ocorrência da fase patológica, isto é, de forma a evitar novos casos de agravos à saúde.  Ex. Educação para a saúde e saneamento ambiental. o Prevenção Secundária – orientadas para o período patológico, enquanto a doença ainda está progredindo (fase subclínica ou clínica). Visam à prevenção da evolução, tentando fazê-lo regredir ou de reduzir um risco potencial.  Ex. Antibiótico; aspirina para infartados (prevenir segundo) o Prevenção Terciária – ações se dirigem à fase final do processo e visam desenvolver a capacidade residual do indivíduo, sujo potencial funcional foi reduzido pela doença ou por seqüelas. Atenuar a invalidez e promover o ajustamento (reabilitação).  Ex. Poliomielite, acidente vascular cerebral.. •. Medidas universais, seletivas, individualizadas o Medidas Universais – recomendadas para todas as pessoas, desejáveis para todos, benefícios sobrepõem os custos e riscos e podem ser aplicadas. ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(15) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. com ou sem assistência profissional (dieta balanceada, exercícios regulares, higiene dental). o Medidas Seletivas – aconselhadas para subgrupos da população - fx. etária, sexo, ocupação, outro - que, ao exame, apresentam-se bem. São seletivas para segmentos populacionais em alto risco de adoecer (vac. Antirábica para veterinários, uso de EPI). o Medidas Individualizadas – indicadas caso a caso, applicadas somente qdo há uma condição que coloca o indivíduo em alto risco para desenvolvimento futuro da doença, com fatores identificados em exames clínicos ou laboratoriais, cujo controle depende de assistência especializada (quimioprofilaxia contra tuberculose, controle de hipertensão e de hipercolesterolemia). •. 5 níveis = 1. Medidas de promoção da saúde, 2. proteção específica, 3. diagnóstico e tratamento precoce, 4. limitação do dano e 5. reabilitação (1 = promoção; 2 = proteção; 3, 4 e 5 = recuperação).. o Primeiro Nível – Promoção da Saúde – ações destinadas a manter o bemestar, sem visar a nenhuma doença em particular (educação sanitária, alimentação e nutrição adequadas, habitação adequada, emprego e salário adequados, satisfação das necessidades básicas do indivíduo). o Segundo Nível – Proteção Específica – medidas para impedir o aparecimento de uma determinada afecção em particular ou de um grupo de doenças afins (vacinação e proteção contra riscos individuais). o Terceiro Nível – Diagnóstico e Tratamento Precoce – medidas para identificar o processo patológico no início, antes do aparecimento dos sintomas, pois tratamento imediato tem > chance de sucesso (pesquisa do bacilo da tuberculose no catarro, exames seletivos como o Papanicolau). o Quarto Nível – Limitação do Dano – identificar a doença, limitar a extensão das lesões e evitar ou retardar o aparecimento de complicações (reconhecimento mais tardio da doença, após aparecimento dos sintomas – limiar clínico).. ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(16) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. o Quinto Nível – Reabilitação – desenvolver o potencial residual do organismo, após ser afetado pela doença, para contribuir para que o indivíduo leve uma vida útil e produtiva (suporte físico, mental e social que favorece a reintegração da pessoa na família, no trabalho e na sociedade). Modelos para representar fatores etiológicos Existem vários modelos para representar os fatores envolvidos na etiologia da doença e para facilitar a interpretação de suas inter-relações e a aplicação das ações saneadoras. Existem esquemas mais simples ou mais complexos, que podem ser utilizados em diferentes situações. Cadeia de. eventos. Representação em forma de seqüência de acontecimentos relacionados à saúde-doença. Expresos os eventos julgados mais significativos Ênfase na figura do agente Tipos de agentes (biológicos, genéticos, químicos, físicos, psíquicos ou psicossociais) Utilidade do modelo – ajuda a compreender as relações entre o agente e o homem e situações associadas; Confere a noção de que a prevenção da doença pode ser realizada pelo rompimento em um dos elos da cadeia Modelos Ecológicos Tríade ecológica = Agente, Hospedeiro, Meio Ambiente Relações recíprocas (agente-hospedeiro, agente-meio ambiente, hospedeiro-meio ambiente e do conjunto todo devem ser detalhadamente examinadas). Dupla Ecológica: hospedeiro e meio ambiente – a importância relativa de cada um dos componentes varia em função dos danos sob consideração. Utilidades dos modelos ecológicos Análise do processo da doença – doença pode ser investigada em relação aos seus fatores determinantes, ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(17) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. sejam eles localizados no homem ou no meio ambiente. Os agentes conhecidos são colocados ora no hospedeiro (genéticos) ora no ambiente (álcool); Localização racional das intervenções – ações para interromper ou impedir o processo da doença podem estar dirigidas ao indivíduo (mudança de hábitos, tratamentos) ou ao meio ambiente (saneamento básico, vigilância sanitária). As ações de controle podem ainda ser colocadas nas diversas subdivisões de hospedeiro e meio ambiente. Fatores do hospedeiro Herança genética (aconselhamento, diagnóstico pré-natal, aborto terapêutico) Anatomia e fisiologia do organismo humano (imunização ativa ou passiva, manutenção de peso adequado) Estilo de vida ( não fumar, evitar promiscuidade sexual, precauções quanto à qualidade da água) Fatores do meio ambiente Ambiente físico (saneamento de água, ar, solo) Ambiente biológico (controle de vetores competição biológica, vigilância de alimentos, eliminação de vetores) Ambiente social (provisão de empregos, habitações, transporte, educação, lazer, org. serviços de saúde – prevenção, cura, reabilitaçào) Rede de causas Rede, Emaranhado, Trama, Teia = utilizado para representar a natureza multi-causal dos agravos à saúde. Cada causa ou conseqüência é representado por um retângulo e a disposição desses retângulos segue a direção da HND (seqüência lógica). Enfatiza-se que a doença não é produto de um único fator, mas conseqüência de numerosos eventos, cujos elos formam um complicado emaranhado de antecedentes.. Múltiplas causas – múltiplos efeitos Rede de causas para situações mais complexas, quando uma causa condiciona mais de um efeito.. ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(18) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. Abordagem Sistêmica da Saúde Sistema = conjunto de elementos conectados entre si por alguma forma de relação coerente, funcionando como estrutura organizada (causas imediatas - diretas, mediatas e distantes - indiretas)]. Indicadores de saúde • • • • • • • •. •. Utilizados para demonstrar a situação existente – tanto para uma intervenção com o objetivo de mudar o que é insatisfatório como de guiar os próximos passos. Permitem comparações individuais ou populacionais. Subsidiam a tomada de decisões racionais, bem fundamentadas. Apresentam caráter prognóstico – permitem presumir o que é provável ocorrer no futuro. Indicador = o que indica; o que reflete uma característica. Indicador de saúde – revela a situação de saúde de um indivíduo ou de uma população. Termo utilizado para representar ou medir aspectos não sujeitos à observação direta. Indicador =/= índice o Indicador = inclui apenas um aspecto – Ex. Mortalidade o Índice = expressa situações multidimensionais (em uma medida única incorpora diferentes aspectos ou indicadores) - Ex. Apgar. Critérios para avaliação de indicadores: o Complexidade do conceito de saúde – diferentes situações pedem diferentes indicadores o Facetas a serem avaliadas – escolha do indicador depende dos objetivos, da questão científica formulada, de aspectos metodológicos, éticos e operacionais.  Validade – adequação do indicador para medi ou representar, sinteticamente, o fenômeno considerado.  Confiabilidade – obtenção de resultados semelhantes com repetição da mensuração.. ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(19) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. •. Indicadores  Representatividade – capacidade de grande cobertura populacional  Questão Ética – coleta de dados não pode acarretar malefícios e prejuízos.  Ângulo Técnico-Administrativo – simplicidade, flexibilidade, facilidade de obtenção, custo compatível e oportunidade.. •. Preparação de indicadores - Envolve: o a contagem de unidades (doentes, inválidos, acidentados, óbitos, etc.) o A medição de alguma característica, em indivíduos e no ambiente (peso, altura, nível de PA, Glicose, Colesterol). •. Expressão – forma de apresentação dos resultados. •. Expressão dos resultados o Em Freqüência Absoluta – número simples de casos – Ex. 5 casos no ano. o Limitações – não se apóia em pontos de referência que permitem melhor. conhecimento da situação (tamanho da população). o Por vezes é suficiente para causar impacto e demonstrar evolução temporal. •. Freqüência Relativa – valores absolutos expressos em relação a outros valores absolutos que guardem entre si alguma forma de relação coerente. Facilita as comparações e interpretações. o Em relação à população – no. de pessoas falecidas de uma determinada doença entre todas que residem em uma cidade = coeficiente ou taxa. o Em relação ao total de óbitos – no. de óbitos de uma determinada doença em relação ao total de óbitos = proporção. − Em relação a um outro evento – no. de óbitos por uma doença em relação ao no. de óbitos por outra doença = razão. •. Coeficiente ou Taxa o O número de casos é relacionado ao tamanho da população da qual eles precedem. Informam RISCO de um evento.. ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(20) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. •. Considerar: o Escolha da constante – é arbitrária mas deve estar relacionada com a ordem de grandeza dos números (alguns tradicionais como natalidade e mortalidade infantil calculados por 1.000) − Intervalo de tempo – deve-se especificar o tempo a que se referem. Em estatísticas vitas, em geral, usa-se 1 ano. Outros períodos são usados dependendo dos objetivos e do evento estudado. − Estabilidade dos coeficientes – em períodos curtos ou em populações pequenas, os coeficientes tem pouca estabilidade. Pode-se aumentar o período ou o tamanho da amostra. − População sob risco – pode ser toda a população ou apenas um segmento dela, dependendo do que é mais apropriado para o evento estudado.. •. Índice. •. Termo pode ser usado com dois significados: o Indicador multidimensional (Ex. Apgar) o Expressão de um evento sob a forma de freqüência relativa, excetuados os coeficientes.. •. Nesses casos, o número de eventos não é relacionado à população da qual procedem, por isso não demonstram RISCO. o Numerador = no. eventos de um tipo o Denominador = no. eventos de outro tipo  Casos do numerador incluídos no denominador (mortalidade proporcional)  Casos do numerador não incluídos no numerador (relação entre duas doenças, razão de masculinidade, IMC). •. Principais Indicadores de Saúde o Indicadores Negativos = mortalidade, morbidade o Indicadores Positivos = bem-estar, qualidade de vida, normalidade o Indicadores em uso = grande número o Podem referir-se às condições de saúde das pessoas, às condições do meio ambiente, às condições dos serviços de saúde. •. Mortalidade o Mais antigo e ainda hoje mais empregado o Facilidades operacionais (definição objetiva, registro obrigatório) o Exemplos – óbitos por causas evitáveis; mortalidade infantil, mortalidade materna, expectativa de vida o Limitações de uso como indicadores de saúde História incompleta da doença e de seus determinantes. ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(21) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros.  Danos que não levam ao óbito estão fora das estatísticas  Óbitos são exceção – ocorrem em baixas %  Mudanças nas taxas são de pouca amplitude e pouco úteis a curto prazo •. Morbidade o Conhecer perfil de morbidade é essencial para o trabalho em saúde o Estatísticas sobre morbidade permitem inferir RISCO de adoecer, são fatores importantes nas pesquisas sobre determinantes das doenças e na escolha das medidas saneadores adequadas. o Medidas são mais sensíveis que as de mortalidade para exibir modificações de curto prazo.. •. Indicadores Nutricionais. •. Avaliação indireta do estado nutricional − Mortalidade pré-escolar (1 a 4 anos) − Mortalidade Infantil (< 1 ano) − Mortalidade Infantil Tardia (28 dias a 11 meses) − Disponibilidade de alimentos − Renda “per capita”. •. Avaliação direta do estado nutricional o Avaliações dietéticas o Avaliações clínicas o Avaliações laboratoriais. •. Indicadores Demográficos o Mortalidade o Esperança de vida o Fecundidade o Natalidade o Composição da população quanto ao sexo o Composição da população quanto à idade. •. Indicadores Sociais •. Condições sócio-econômicas relacionadas à saúde. •. Renda “per capita”. •. Distribuição de renda. •. Taxa de analfabetismo. •. Proporção de crianças em idade escolar fora da escola. •. Índices podem combinar vários aspectos da vida em sociedade. ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(22) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. •. Indicadores Ambientais. •. Alguns relacionados ao nível sócio-econômico da população − Condições de moradia − Condições do peri-domicílio − Cobertura e qualidade dos serviços de saneamento básico:  Abastecimento e água  Esgoto  Coleta de lixo o Industrialização o Urbanização o Qualidade do ar, águas, meio ambiente. •. Serviços de Saúde − Indicadores de Insumos •. Recursos humanos e materiais (no. De médicos e leitos hospitalares por 1.000 habitantes). •. Recursos financeiros (gastos com saúde). •. Distribuição dos recursos financeiros (relação entre os gastos com os diferentes níveis de atenção). •. Indicadores de Processo -reflete detalhes do processo de atenção à saúde (at. prénatal e ao parto). •. Indicadores de Resultados ou de Impacto - satisfação dos usuários, indicadores de saúde.. •. Indicadores Positivos de Saúde o Epidemiologia da doença . Tradicional, enfoque de risco. o Epidemiologia da Saúde . Construção de indicadores para expressar, difícil saúde. o Operacionalização da definição de saúde da OMS . “Estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doenças”.. . Utópica, difícil de ser medida, construção de indicadores multifacetados. . Qualidade de vida – entre sadios e doentes. ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(23) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. •. Decomposição do processo saúdedoença para análise o Decompor o processo em categorias facilita a abordagem. Fontes de dados o Registros Rotineiros – Sistemas de rotina de informação em saúde. Ex. Anáilse de diagnósticos de altas hospitalares, atendimentos ambulatoriais, prontuários de pacientes; o Inquéritos – quando não existem sistemas rotineiros adequados ou quando a informação requerida não é regitrada usualmente. Busca-se ouvir/eaminar pessoas por amostragem ou recenceamentos. . Custo elevado. . Percepção individual diferenciada em termos de saúde •. Fontes de dados o Síntese dos resultados de Inquéritos gerais de morbidade – resultados diferentes, conclusões semelhantes o Explicações para diferenças encontradas nos inquéritos – variação regional de morbidade, aspectos conceituais e metodológicos, tempo de. obervação. •. Gravidade do Processo Mórbido – indicadores muito usados nas investigações de HND e de eficácia de tratamento − Tipo de Agravo – diferentes agravos evoluem com prognósticos melhores ou piores (doenças infecciosas x não infecciosas) − Restrição de Atividades - incapacidade funcional gerada pelo processo da doença – hospitalização, absenteísmo, confinamento ao leito, incapacidade permanente. − Indicadores de Gravidade – usados em estudos sobre eficácia de novos tratamentos; ex. Incidência de infecção hospitalar. Escalas de risco (Apgar).. •. Outros indicadores: o Mensuração de múltiplos aspectos da saúde . Índice de eficiência reprodutiva (óbitos de crianças nascidas vivas + mortes fetais + crianças nascidas com anomalias congênitas +. ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(24) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. crianças com baixo peso ao nascer / no. crianças nascidas vivas no período) . Índice de desempenho de atividades diárias – mede qualidade de vida e autonomia de idosos frente aos afazeres cotidianos). Medidas de freqüência de doenças •. Freqüência = número de vezes que um evento ocorre. No caso de doenças, pode ser medida. • •. pela incidência e pela prevalência.. •. Incidência = refere-se aos casos novos de uma doença (filme, dinâmica). •. Prevalência = refere-se aos casos existentes de uma doença (foto, estática). •. Incidência e prevalência medem diferentes aspectos da morbidade.. Taxa de Incidência =. Taxa de Prevalência =. ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(25) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. Incidência x Prevalência •. A incidência reflete a dinâmica com que os casos aparecem no grupo. Ela informa quantos, entre os sadios, se tornam doentes em um dado período de tempo.. •. A incidência reflete a “força da morbidade”.. •. A incidência é um dos fatores determinantes do nível de prevalência (estoque de casos).. •. Prevalência – aumenta com os casos novos e diminui com os óbitos e curas.. •. Incidência x Prevalência. •. Melhoria do tratamento (evita o óbito mas não leva à cura) = aumenta a prevalência;. •. Não tratamento de doença curável = aumenta a prevalência;. •. Doenças de evolução aguda (para cura ou óbito) = diminui a prevalência;. •. Migração = influi na prevalência;. •. Prevalência (P) e Incidência (I) estão relacionadas à Duração (D) da doença: o P = IxD. I = P/D. D = P/I. •. Incidência. •. Usos da incidência - Medida mais importante na epidemiologia: o Pesquisas etiológicas o Estudos de prognósticos o Verificação de eficácia de ações terapêuticas e preventivas. ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(26) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. •. Em alguns casos é de difícil apuração, como no caso de doenças crônicas. •. Prevalência. •. Útil em planejamento e administração de serviços e de programas;. •. Para dimensionar oferta de serviços de saúde para a população;. •. Para prever necessidade de serviços (leitos hospitalares, consultas, etc.). •. Tipos de INCIDÊNCIA. •. Definição de casos novos – podem referir-se ao número de pessoas afetadas ou ao número de episódios de um agravo à saúde. •. Definição da população sob risco – o incidência acumulada (população fixa) o incidência média (pessoas-período; tábuas da vida; população na metade do período). •. Tipos de PREVALÊNCIA. •. Prevalência pontual – instantânea – é definida em relação a um ponto de referência (data ou evento) e traduz a fração da população que é portadora do evento sob consideração.. •. Prevalência no período – abrange um certo período de tempo. Refere-se à soma dos casos pré-existentes em um determinado momento com os casos novos ocorridos no período considerado.. •. Classificação da Morbidade. •. Agravos à saúde devem ser denominados de forma a que possam ser diferenciados e classificados;. •. Classificação Internacional de Doenças – CID o Classificação antiga (Séc. XIX) o Várias revisões – OMS (CID-10) o Cada doença recebe um código o Códigos reunidos em categorias – Grupos de causas. •. Classificação Problemas Atenção Primária – difícil (doença x queixas). Indicadores de Mortalidade • Estatísticas de mortalidade – muito úteis como fonte de informação para avaliar condições de saúde da população. • Estatísticas vitais – nascimentos, casamentos, óbitos (registros em cartórios). • Qualidade dos registros de dados – variável • Brasil – antigo, de qualidade, mas não cobre todo o país. o Usos • Descrição das condições de saúde da população – identificar grupos mais afetados por determinados agravos, definir problemas prioritários, orientar a alocação de recursos. ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(27) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. • Investigação epidemiológica – segmentos onde há perda prematura de vidas, comparação de coeficientes entre regiões e segmentos populacionais, relacionar elevações e quedas da mortalidade com clima, ciclos econômicos ou variações de outra natureza. • Avaliação de intervenções saneadoras – eficácia de medicamentos, da distribuição de alimentos, de programas de controle de diferentes patologias, análise de uma série temporal de coeficientes de uma mesma região Principais Indicadores de Mortalidade • Numerosos indicadores • Em geral, referem-se ao que acontece a uma população no período de um ano, sempre indicando a população, a época e o período. o Coeficiente geral de mortalidade o Coeficientes específicos e de mortalidade proporcional Coeficiente Geral de Mortalidade • Muito empregado, simples • Número total de óbitos ocorridos em uma população e em um determinado período (1 ano), dividido pelo número de habitantes no mesmo período. • Problemas com padronização dos dados (população total) Coeficientes específicos e mortalidade proporcional • Distribuição dos óbitos por características da população e do meio ambiente o Sexo o Idade o Causa o Local de residência o Local do óbito o Época do óbito • Mortalidade por sexo – marcantes diferenças (> mortalidade masculina em todas as idades - > prevalência de fatores de risco) • Mortalidade por idade – por grupo etário (probabilidade de morrer está muito relacionada à idade, independente do sexo; facilmente coletadas) – quanto mais alta a proporção de óbitos em crianças, pior é a situação de saúde da população. • Mortalidade por causas – suprem faltas de dados de morbidade, permitem conhecer do que morrem as pessoas e fornecem no conjunto, o perfil de saúde da população. o Áreas pouco desenvolvidas – altas taxas de óbitos por doenças infecciosas e parasitárias, além de afecções perinatais. o Áreas mais desenvolvidas – predominam afecções crônico-degenerativas, cardiovasculares e neoplásicas. • Mortalidade por local – deslocamento de pessoas facilitado no mundo moderno; distorção = migração em busca de assistência médica; óbitos registrados no local de ocorrência (taxas de mortalidade > em local com melhor assitência médica). o Importação de óbitos o Exportação de óbitos o Necessidade de redistribuição dos óbitos nas estatísticas estaduais e nacional. Erros na declaração de óbito • Preenchimento da declaração ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(28) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. • • •. Diagnóstico médico das causas do óbito (óbitos sem assistência médica, morte súbita) Codificação das causas do óbito (digitação, transcrição, etc.) Classificação das causas do óbito (CID). Principais Indicadores • Mortalidade por faixa etária o Distribuição da mortalidade por faixa etária o Coeficiente de mortalidade infantil o Coeficiente de mortalidade neonatal o Coeficiente de natimortalidade o Coeficiente de mortalidade perinatal o Coeficiente de mortalidade pré-escolar (1 a 4 anos) o Mortalidade proporcional de menores de um ano o Mortalidade proporcional de 50 anos e mais o Curva de mortalidade proporcional o Indicador quantitativo de mortalidade proporcional • Mortalidade por causas o Distribuição da mortalidade por grupos de causas o Coeficiente de mortalidade por causas específicas o Coeficiente de mortalidade materna o Mortalidade por causas evitáveis o Anos potencias de vida perdidos o Coeficiente de letalidade. ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(29) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

(30) UNICEP – 2014 Epidemiologia e Saúde Coletiva – Profa. Maria Sylvia C. de Barros. O que medem os indicadores: • Coeficiente de mortalidade infantil - (um dos indicadores mais empregados para medir níveis de saúde e de desenvolvimento social de uma região). A mortalidade infantil mede o risco de um nascido vivo morrer no seu primeiro ano de vida. Coeficiente abaixo de 20/1000 é considerado baixo; 50 ou mais por 1000 nascidos vivos é considerada elevada. • Coeficiente de mortalidade neonatal – (ou infantil precoce) – compreende o período neonatal precoce (0-7 dias) e o período neonatal tardio (>7 a 28 dias). • Coeficiente de natimortalidade – perdas fetais que ocorrem a partir da 28ª semana de gestação, ou em que o concepto tem peso ao redor de 1.000 g e cerca de 35 cm. Nº de natimortos/ natimortos mais nascidos vivos no mesmo período • Coeficiente de mortalidade perinatal – óbitos ocorrido um pouco antes, durante e logo após o parto, inclui os natimortos e as crianças nascidas vivas mas falecidas na primeira semana de vida. • Coeficiente de mortalidade pré-escolar (um anos a quatro anos) – tem sido postulada como indicador do estado nutricional da população e do nível socio-econômico, de maneira mais ampla; desta forma, tem um significado próximo ao da mortalidade infantil tardia. • Mortalidade proporcional de menores de um ano- alta correlação como as condições sociais, o que a posiciona como um bom indicador indireto das condições sanitárias • Mortalidade proporcional de 50 anos ou mais (índice de Swaroop-Uemura) – o significado é o inverso do anterior, visto que as regiões mais desenvolvidas apresentam altos valores para este indicador. • Curva de mortalidade proporcional – a distribuição dos óbitos é feito em cinco grupos etários: 1. Óbitos infantis; 2. Pré-escolares; 3. Escolares e adolescentes, 4. Adultos jovens; 5. Adultos de meia-idade e velhos. O formato da curva indica o nível sanitário da região, que pode ser classificado, segundo Nelson Moraes, em quatro tipos: 1. Muito baixo (forma de N); 2 baixo (Jota invertido); 3 regular (forma de V); 4 elevado (forma de J). • Indicador quantitativo da mortalidade proporcional: indicador de Guedes – utilizase as mesmas faixas etárias de Nelson Moraes – multiplica-se a porcentagem de óbitos ATENÇÃO - Material destinado ao uso exclusivo nas atividades da disciplina de Epidemiologia e Saúde Coletiva do UNICEP. Não deve e não pode ser divulgado, publicado, citado ou postado, especialmente na internet, sem a expressa autorização da autora..

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