DECRETO Nº 19. 03 4, DE 1 4 DE MAI O DE 2 015 .
Regula men ta a Lei Co mp lementar nº 7 57, de 14 de jan ei ro d e 2015 , qu e estabel ece reg ras pa ra a supressão , o transplan te ou a poda de espéci mes v eg etais n o Muni cí-pio de Porto Al egre, rev oga os Decretos n. 10. 237 , de 11 de março d e 1 9 92, 10.2 58, de 3 d e ab ril de 199 2, 15. 418 , de 20 de d ezemb ro d e 2006 , 17 .23 2, d e 26 de agos to de 201 1, 18. 083, de 21 de n ov em-bro d e 20 12, e 1 8.3 05, d e 28 de maio de 2013 , e dá ou tras p rovidên ci as.
O PREFEITO M UN IC IPA L DE P ORTO ALEGRE, no uso d as atri -bui çõ es qu e lh e co nfere o arti go 94 , i nci s o II, d a Lei Orgâni ca do Muni cí pio,
D E C R E T A:
TÍTULO I
DAS C OND IÇÕES ESPEC IA IS E EXC EP C IONA IS DE SUPR ESSÃO:
Art. 1º No s t erm os do § 7º , do art. 9º , da Lei Com pl ement ar nº 757, d e 14 de j an ei ro de 2 015 , o p rop riet ári o qu e, em imó vel p riv ado , t en ha plantado es pécim e v eget al, prev iam en te aut oriz ado p el a S ecret ari a Muni ci pal do Meio Ambi ent e (S m am), terá, const itui n do co ndi ção esp ecial e ex cep cion al , de acordo co m § 7º do art . 9 º d a Lei Com pl em ent ar nº 75 7, de 2 015, at é 50 % (cin -quent a po r cent o) de red u ção no v alo r d e comp en sação cal cul ado , con fo rme art. 4º da Lei Compl em ent ar n º 757 , d e 20 15 em fu tu ras i nterven çõ es n o referido imóv el.
§ 1º Apli ca-s e a redução s om ent e p ara os nov os esp écimes a serem plantados a p art ir d a publi cação d est e Decret o;
§ 2º A redu ção do v alo r d e com pens ação será p rop orcio nal à quan-tidade d e esp écim es plantados e hom olo gado s, at ravés d o regi stro d e pl an tio, d e acordo co m a s eguint e t ab el a d e p rop orção:
Núm ero d e Esp écim es Plant ad os Porcent agem d e Redu ção ≤ 5 10 % > 5 e ≤ 10 20 % > 1 0 e ≤ 15 30 % > 1 5 e ≤ 20 40 % > 2 0 50 %
Art. 2º O regi stro d e pl an tio de esp écim es deverá s er efetiv ado p elo p rop ri et ári o d o i móv el, at ravés d e ex pedi ent e admi nist rativo, a ser en cami -nhado à S mam , con tendo os seguin tes do cumentos:
I – requ erim ento si mples, so lici tando regis tro d e pl anti o, p ara fins do p revis to no § 7 º, do art . 9º da Lei C o mplem en tar nº 757 , de 201 5;
II – cópi a da Certid ão d e Regist ro do Im óvel, atu aliz ad a h á, no m á-x imo, 90 (nov ent a) d ias;
III – cert id ão n egati va o u po sitiv a com efei to d e n egati va de déb ito do im óv el, emi tid a p el a S ecretari a Muni cipal d a Fazen d a (SM F); e
IV – laudo técni co d o pl antio a s er efetu ado , elabo rado p or resp on -sáv el t écni co , acomp anh ad o d a resp ectiv a Anot ação d e R es po nsabilid ad e Técn i-ca (ART).
Art. 3º O l aud o t écnico, referido no art . 2º d est e Decreto d ev erá, con ter, no mínim o:
I – cro qui do imó vel , cont en do a lo calização dos es p éci mes ex isten-tes e a s erem pl ant ad os;
II – georeferen ci amento d os es pécim es ex istent es e a serem planta-dos, qu an do pos sív el ;
III – descri ção b otân ica d a v eget ação ex i sten te e a s er pl ant ada, in-clui ndo s eu nom e ci entífi co , s ua famíl ia b otânica e seu n om e p opul ar;
IV – in di cação d o respon sável t écni co co m nome, tel efon e, e-mail, end ereço, núm ero d e regis tro n o cons el ho de class e;
V – regist ro fo to gráfico dos es pécim es ex istent es e a s erem planta-dos; e
VI – ass in atu ra do respon sável t écni co e rubri ca po r p ági na.
Art. 4º Após 01 (u m) ano d a im pl ant ação d o pl anti o, o resp ons áv el técni co deve apres en tar no vo l au do t écni co, cont en do as mes m as ex i gências p re-vist as no art. 3º dest e Decreto, in fo rm an do o res ult ado do pl anti o, para fins d e homol o gação ju nto à Smam .
Parág rafo único. Após a hom olo gação, o p ro cesso d e p lanti o s erá ap ens ad o ao pro cess o d e ex pedient e ú nico (EU) do resp ectiv o imóv el.
TÍTULO II DA AÇ ÃO F ISC AL:
Art. 5º Cada Au to d e In fração d ev e s e referi r a um a i nfração admi -nistrati va ambi ent al.
Parág rafo úni co. Qu and o, n a ação fis cal, fo r v eri fi cad a mais d e uma in fração ambi en tal, d ev erão s er l av rado s tantos Auto s d e In fração q uant as fo rem as i nfrações administ rativ as ambi entai s v erifi cad as;
Art. 6º Fi cam es tab el eci dos os s egu int es grupo s de mult a, p ara fins de apli cação d as mul tas p revis tas no s arts . 32 e 46 , ambos d a Lei C ompl em ent ar nº 7 57, d e 2 015 :
I – Gru po I:
a) su primir, pod ar, transp lantar ou d ani ficar vegetação, em lo cal não co nsid erado d e pres ervação p erm an ente, sem p ermi ss ão da aut ori dade com -pet ent e, p ara em preendim ento s is en tos d e licen ci am ent o ambi ental;
b) su pri mir, pod ar, t ranspl an tar ou d anifi car v eget ação em Área de Preserv ação Perm an ent e (APP) d efini da legalm ent e, em área urb an a conso lid a-da, q ue n ão p ossu a as caract erísti cas p revist as no art. 3 º, in c. II d a Lei Fed eral nº 12. 651 , de 2 012 (Códi go Fl orest al Fed eral ) at é o limit e d e 10 (d ez) ex empl a-res, co m altu ra i gu al ou su perio r a 2m (doi s m et ros ) ou manch a d e v eget ação nati va mai or do q ue 25m² (vi nte e cin co met ros qu ad rados ) e que não s e t rat em de em preendi mentos sujeitos ao li cen ci am ent o ambi ent al;
c) sup rimi r, p od ar, transp lantar o u d ani ficar v eget ação em APP, cl assi fi cada como área rural, p elo regi me urbanísti co d o Muni cípi o de Po rto Alegre, sem p erm iss ão d a aut ori d ad e co mpet ent e, p ara emp reendim en tos i sentos de licen ci am ent o am biental ;
d) d ispo r resíd uos d e p od a ou sup ress ão de vegetação, in ad equadament e, em área p ri vada, con stitu ind o inob serv ân ci a de n orm as técni cas ou l egis -lação s ob re geren ci ament o d e resíd uos só lidos;
e) efetu ar a di spo si ção fin al de res ídu o s d e p od a o u s up res são d e veget ação em vi as p úbli cas ou qu ais qu er outras áreas d e us o públi co ou p ri vado, que n ão pos su a li cen ça ambi ent al es pecí fi ca p ara recebê-lo s, e
f) efetu ar a q uei ma d e resídu os de po d a o u su press ão d e veget ação. II – Grupo II:
a) su primir, pod ar o u d ani fi car v eget ação, s em p ermiss ão d a aut ori dad e comp et ent e, qu and o o emp reendim ento fo r obj eto d e li cen ci amento ambi -ent al;
b) su pri mir, po dar o u danifi car vegetação em APP d efini da legal -ment e em l egi sl ação , qu e po ssu a as caract erí sti cas p revist as no art. 3 º, i nc. II d a Lei Federal n º 12. 65 1, d e 201 2 (Cód i go Florest al Fed eral);
c) destrui r ou dani ficar v eget ação, es peci alm ent e p rot egi da p or norm a l egal, m esm o que em formação, ou utiliz ação d a mesma in frin gind o as norm as l egais;
d) disp or resí duo s d e pod a ou sup ress ão d e v eget ação, em APP ; e) s up rimi r 10 (d ez) ou mai s es pécim es arbó reos, com altu ra igual ou s up eri or a 2m (d ois m et ros ) o u m an cha de v eget ação n at iva, com ex ten são maio r do qu e 2 5m², em área n ão protegid a po r Lei , e
f) ex ecut ar t ranspl ante, reti rand o ou in serind o, es pécim e v eget al, em APP ou Un id ad e de C ons erv ação ou outro Esp aço Terri to rialment e Prot egi-do, sem p ermiss ão d a aut ori dade comp et ente.
III – Gru po III:
a) sup rimi r, pod ar o u d ani fi car vegetação s em permis são d a aut ori dad e comp et ent e, qu and o o emp reendim ento fo r obj eto d e li cen ci amento ambi -ent al po r Estud o d e Impacto Am bi -ent al – EIA/R IM A;
b) dispo r resídu os d e p oda ou s up ress ão d e veget ação, em área de Unid ad e d e Co ns ervação, e
c) s up rimi r 10 (d ez) ou mai s es pécim es arbó reos, com altu ra igual ou s up eri or a 2m (d ois m et ros ) o u m an cha de v eget ação n at iva, com ex ten são
maio r do q ue 25 m² (vint e e cin co m et ros quadrad os ), em APP ou em Unid ad e de Cons ervação .
Parág rafo úni co. As cond ut as n ão enq uad rad as n os grup os aci ma pod erão t er s eu enq uad ram ento defin ido pelo Su p erviso r d e Meio Ambi en te o u pel o Sup ervis or de Parqu es, P raças e J ardin s, l ev an do em cont a a nat urez a d a infração e s uas con s equ ên ci as , a parti r d e relató rio técn ico el abo rado p elo ó rgão ambi ent al .
Art. 7º As m ult as s erão calculad as, con fo rme os crit érios ab ai x o: § 1º As mu ltas s erão p rop orcio nais à capacid ad e econ ômi ca do in -frato r (in c. 3º d o art . 6º, d a Lei Federal nº 9.6 05, de 1 998 ) d e aco rd o com a s e-guint e t ab el a de p rop orção:
In frato r Val or A
Pess oa Físi ca (< 1 ha) 1
Pess oa Físi ca (≥1 ha) 3
Pess oa J urídi ca (≤ 0, 5 h a) 3 Pess oa J urídi ca (>0, 5 e ≤ 2,2 h a) 5 Pess oa J urídi ca (> 2 , 2 e ≤5 h a) 7 Pess oa J urídi ca (>5 ha) 10
A met ragem d a tabel a refere-s e à área t ot al do t erren o ond e o co rreu a i nfração .
§ 2º Os limit es i nferio res e sup erio res, de cada grupo de m u lta s ão os s eguint es, b em como o v alo r i ni cial (v alo r “B”) p ara o cál culo do v alo r da multa a s er apli cad a.
§ 3º S ão os s eguint es os agrav antes, as aten uantes, seus imp actos e suas resp ect iv as pont uaçõ es para fin s d e v alo ração d e m ulta.
Val or Agravante Nenhum
impacto Baix o impacto Médi o impacto Alto impacto C Destruição d a Fl ora 0 1 3 7 D Im p acto ao M eio Ambi ent e 0 1 3 7
Baix o impact o: as in fraçõ es qu e coloq uem em ris co a s aúd e o u a bi-ota ou os recu rs os n atu rais, m as qu e não provo qu em alt eraçõ es si gnifi cativ as ao meio ambi ent e ou a s aúd e pú blica (P ort ari a FEP AM nº 65 , d e 1 8 d e d ez emb ro d e 2008 );
Médi o Imp acto: as i nfraçõ es q ue v enh am cau sar danos à s aú d e, ou à seguran ça, o u à biot a, o u ao b em-es tar d a po pul ação e ao s recu rso s n atu rai s, al-terando si gnificati vament e o m ei o ambi en te ou a s aúd e púb lica (Po rt aria FEP AM nº 6 5, de 20 08 );
Alto im p act o: as in fraçõ es q ue venh am causar p eri go imin ent e à s a-úde, ou à segu ran ça, ou à bi ota, ou ao b em-es tar d a po pul ação, ou aos recu rso s nat urais e qu e caus em dan os irrep aráv eis ou de di fí cil rep aração ao m eio ambi -ent e ou a saúd e p úbli ca (P ort ari a FEP AM nº 6 5, de 20 08 ).
Val or Agravante Nenhum > 0 e <= 2 > 2
E Auto s d e In fração 0 2 7
Auto s de In fração: s erão co ntabiliz ado s quando o Aut o d e In fração transit ou em jul gad o.
Val or Agravante Possui / Não
Necessit a
Não Possui
F Li cen ça Ambi ent al 0 2
Li cen ci am ent o ambi ent al: apli cáv el qu ando o in frato r é o brigado a poss uir li cenci am ent o ambi ent al para o funcion am ent o d e su a ati vid ad e.
Val or Agravante Não Sim
G Para obt er v ant agem pecun iári a. 0 2
H Concorrer p ara d ano s à p rop ri ed ad e alh ei a. 0 2 I
Atin gir áreas d e un i dad es de con serv ação ou áreas s ujeitas, p or ato d o Pod er Púb lico, a regim e esp eci al d e u so.
0 4
J Atin gir áreas u rb an as ou qu aisq uer ass
enta-ment os hum ano s. 0 2
K Em d omin gos ou feri ado s. 0 2
L À n oit e. 0 2
M No int eri or d o es p aço territo rial esp eci
al-ment e prot egid o. 0 4
N Medi an te abus o d o direito d e li cen ça,
per-missão o u aut oriz ação ambi ent al. 0 2
O
Atin gir esp éci es ameaçad as , tomb ad as ou imun es ao co rt e, list ad as em rel at óri os o fici-ais das aut ori dades comp etent es.
§ 4º S ão os seguin tes as atenu ant es , q ue reduzem o v alo r d a multa:
Val or Atenuante Não Sim
P Baix o grau d e i ns tru ção o u es col ari d ad e d o
agent e. 0 2
Q
Arrep endi mento, m ani fest ado p el a es pont ân ea reparação do d an o, ou limit ação si gnifi cativ a d a degrad ação ambi ent al caus ada.
0 2
R Colabo ração com o s agent es en carregados d a
vi gil ân ci a e d o con trole am bi ent al. 0 1 § 5º C ál culo d a m ult a a apli car:
Val or tot al d a mult a = (v al or i nferio r do grupo ) + [A* B]*[(C +D+E+F+G+H+I+J +K+ L+M+ +N+O)-(P +Q+R)].
§ 6º Qu and o o v al o r d a mult a cal cul ado no p arágrafo ant eri or, em fun ção dos at enu antes, for meno r qu e o v alo r in feri or d a mult a, apli ca-s e o v al or inferio r d o resp ect iv o arti go e grupo .
Art. 8º No caso d e Auto de In fração p ara p es so a fí si ca, em área com caract erísti cas rurais p elo regim e u rban ísti co do Mu nicí pio, s erá obs erv ad a a Lei Est ad u al nº 1 1 .877 , d e 26 d e d ezembro de 2 002 , d esd e que a condi ção d e vuln erabilid ad e eco n ômica s eja al egad a e docum en tada n a d efes a ou recu rso ao Auto d e In fração.
§ 1º Na apli cação da penalid ad e d e m ulta, o agente autu ante so -ment e ap licará a m et odolo gi a d e cál culo dest e Decreto .
§ 2º Os benefí cio s d a lei referid a n o ca p ut deste arti go s erão obj eto de d efes a do autu ad o e av ali ado s no jul gam ent o do Aut o de In fração p el a aut o-rid ad e com petente.
Art. 9º A Decis ão Admin ist rat iv a do Auto de In fração deverá con -ter o di spos itiv o legal infri n gid o, a p en alidade apli cad a, os fund am ento s da d e-cis ão, a d at a e a ass i nat ura da auto rid ad e com pet en te
§ 1º No caso d e s er apli cada a penalid ade d e mult a, a Decis ão Ad-minist rativ a t amb ém dev erá cont er o m em ori al de cál cul o d o v alo r;
§ 2º A fo rm a d e rep aração do dano ambi ent al, qu and o ex isti r, dev e-rá con star n a Deci são Admin ist rati v a de jul gam en to do Auto de In fração, b em com o a resp ect iv a p enali dade p elo n ão cu mprim en to da rep aração.
§ 3º A p en alid ad e para o n ão cum pri ment o d a rep aração será a apli cação d e m ult a d iária, n o v al or d e 1 0 % (d ez po r cent o) d o v alo r mí nimo do gru po de mult a qu e foi apli cado .
§ 4º A mult a d iári a não pod erá ex ced er 90 (nov en ta) di as d e apli-cação .
§ 5º Apó s o decu rs o do prazo, p revist o n o § 4º, o p ro cesso d eve s er en cerrado , a m ult a envi ad a p ara cob ran ça ju nto à SM F e o p rocess o encami nh a-do p ara a Pro cu raa-do ria Geral a-do Mu ni cípi o (PGM) p ara propo situra d e Ação J u-dici al p ara cum primento d as m edid as d e rep aração ex i gid as p elo Mu ni cípio .
Art. 1 0. Caso o em preend edo r, ap ós au tuado po r su pres são, pod a ou t ranspl ante n ão autorizad o d e veget al , opt e p el o firm atu ra de Term o d e Co m-prom isso Ambi ent al (TC A), com vi st a à rep aração vol unt ária do dano am bi ent al, cab erá à Sm am id ent ifi car o d an o ambi en tal e defi nir a su a fo rma de rep aração.
§ 1º O p razo p ara s olici tação d e firm at u ra volu nt ári a d o TC A é d e 15 (qui nze) dias apó s a autu ação.
§ 2º Após a el abo ração do TC A e a no tifi cação do emp reendedo r para ass in atu ra do d ocu mento, qu e pod erá ser en caminh ad o p or m eio d e correio el etrôni co , o autu ad o t erá 10 (d ez) di as para assi ná-lo , s ob p en a de inv iabiliza-ção d a fi rm atu ra d o TCA.
§ 3º Cump rid o o co mpro miss o aco rd ado no TCA, a reparação será con sid erada at en uant e, p ara efeito d e jul g am ento adminis trati v o e a m ult a po de-rá s er reduzid a em até 60 % (s es sent a p o r cento ) do v alo r t ot al de mult a, calculad o co nforme § 5º do art. 7º d est e Decreto p or decis ão adm i nistrati va de com -pet ên ci a d a Smam .
Art. 1 1. C aso , apó s jul gam ento e d eci são admi nist rativ a d e Au to In fração, com apli cação d e s ans ão d e m ulta, d ecorrent e d e s upres são, po d a ou transp lante n ão aut o rizado d e vegetal , o emp reen dedo r opt e pel a fi rm atu ra d e TCA, cab erá à Smam ident ifi car o d ano ambiental e d efini r a sua fo rm a d e rep a-ração.
§ 1º O p razo p ara s olici tação d e firm at u ra volu nt ári a d o TC A é d e 15 (qui nze) dias apó s a comu nicação da d ecis ão adm inist rativ a.
§ 2º Após elabo ração do TCA e no tifi cação do emp reen ded or para assi natu ra do m esmo , qu e po derá s er encamin hado p or m ei o de co rrei o el et rô ni-co, o autu ad o terá 1 0 (d ez) di as p ara as siná-l o, so b p en a d e invi abiliz ação d a firmat ura do TCA.
§ 3º O não recolhim ent o d e 10 % (dez po r cento ) do v alo r d a multa, previs to no § 1 º d o art. 37 d a Lei C ompl ement ar n º 7 57, d e 2 0 15 anu la o TCA.
§ 4º Cum prid as int egralm ent e as ob ri gações as sumid as pelo autu a-do, a mult a s erá red uzida em 40 % (qu arent a po r cento ) do v alo r atu alizado mo-net ariamente, p or d ecis ão admini strati va de co mp etên cia d a S mam.
Art. 1 2. A sup ress ão, n ão aut oriz ad a dos v egetais d estin ados a perm an ecer no imóv el, s erá consi derad a agravant e po r ocasi ão do jul gam ento d a infração ad minis trati va, tri pli cando o v al or d a m ult a est ab el ecid a p ara a in fra-ção, sem p rejuízo d e outras m edid as cab ív eis.
TÍTULO III
DA LIC ENÇA DE INSTA LAÇÃO PARA AMP LIAÇÃO DE EMPREEND IMENTOS:
Art. 1 3. Para fi ns d o cálculo d o v alo r d o Certificad o d e Co mpensa-ção p or Trans ferên ci a d e S ervi ços Am bi entai s (CCTS A), n a emissão d e Li cen ça de In st alação d e am pliação, n os termo s do § 9º do art. 4º d a Lei Compl em ent ar nº 7 57, d e 201 5, será util izad a a s egui nte fórm ul a: v al or d o CCTS A = (v alo r calculado no § 9º , d o art . 4º da Lei Com plem ent ar nº 75 7, de 2015) x (AA/AT), si gni fi cando AT a área tot al do t erren o e AA a área d esti nada à am pli ação do emp reendim ent o.
TÍTULO IV
DO P ARCE LAMENTO:
Art. 14. O v alo r referen te à comp ensação p el a o bten ção d e CCTSA, p revis ta n o art . 4º , § 9º d a Lei Compl em ent ar 7 57, de 20 15 po d erá s er pago em at é 1 2 (doz e) p arcel as mens ais e suces siv as.
§ 1º O val or referi do no ca put d est e arti go d ev erá s er obj eto d e parcel am ent o em UFM (Unid ad e Fi nanceira Mun ici pal) sem pre qu e hou ver s oli-cit ação ex press a do emp reend edo r à Sm am, nos autos d o pro cesso d e licenci a-ment o ambi ent al , in form and o o n úmero de parcelas d es ej ad as, n o p razo d e at é 30 (trint a) di as apó s a ciência in equ ívo ca d o emp reend edo r sob re o mo ntant e dev ido .
§ 2º O val or mín im o de cad a p arcel a será d e 3. 500 (três mil e qui-nhent as) UFM’s e o pagamento d a p rim eira p arcel a d ará di reito à emiss ão d a
Li cen ça d e In st alação, d a Aut orização Es peci al d e Rem oção Veget al (AERV), d a Auto riz ação Es peci al d e Trans pl ant e Veget al (AETV), da Autorização es peci al de P od a Veget al (AEPV), ou do Term o d e Comp ens ação Veget al (TC V), n ão h a-ven do out ras p end ên ci as n o pro cess o adm inist rat ivo d e li cen ci am ento ambi ent al.
§ 3º Em caso d e não p agam en to do Do cum ent o de Arrecad ação Ambi ent al (DAM ), n a d at a do v en cim en to , incidi rá m ult a d e 2 0% (vint e p or cen -to) sob re o v alo r da parcel a devid a.
§ 4º O CCTS A s erá emiti do após a qui tação d a últim a p arcel a, s en do est e o d ocum ento necess ário à lib eração d o Termo d e R ecebim ent o Ambi en -tal, Li cen ça d e Op eração o u C art a de Habitação.
§ 5º Serão emiti das, p el a Ass esso ri a d e Pl an ej amento da Smam, tant as gui as d e arrecad ação, qu ant as fo rem as p arcel as aj ust ad as.
§ 6º Na au sên cia d e CCTSA a s er emi ti do, apl ica-s e a p revi são do art . 7º, § 2º , da Lei Compl em ent ar n º 75 7, de 20 15, s em p rej uízo do parcel am en -to d e val ores p revist o no capu t d e arti go, e
§ 7º O parcelam en t o será col ocad o com o condi ção/ rest rição da Li-cen ça de In st alação e o não p agam ent o das p arcelas, n o v en cim ento d a últi ma parcel a, s erá co nsid erado descump rim ent o d a Li cen ça.
TÍTULO V
DISP OS IÇ ÕES FIN AIS
Art. 15. Os casos d e s up res são p revis to s no § 2 º do art. 20 da Lei Compl em ent ar n º 75 7, de 2 015 apli cam-s e para as esp écies de árv ores e arbust os referi dos no s art s. 23 , 24 , 2 5 e 2 6 d a referida Lei Co mpl em ent ar.
Art. 16 . Do v al or cal cul ado p elos §§ 9º , 10 e 11 do art. 4º, da Lei Compl em ent ar nº 7 5 7, d e 20 15, s erá d es con tado o val or equi val ent e às esp éci es veget ais n ativ as, in d icad as em TCV, a s erem pl ant ad as no im óvel em qu e se d eu a s up ress ão, qu an do da ap licação do § 1 2 do m esm o art i go .
Art. 17 . Est e Decret o entra em vi go r n a dat a de su a publ icação. Art. 18 . Fi cam revo gado s o s s eguint es Decret os:
I – 10 .23 7, de 11 d e março d e 199 2; II – 10. 258 , d e 3 d e ab ril de 19 92;
IV – 17. 232 , d e 26 d e ago sto d e 2 011; V – 18 .08 3 d e 21 de nov emb ro d e 2 012; e VI – 18. 305 , d e 28 d e m aio d e 2 013 .
PREFEITUR A M UNIC IP AL DE P ORTO ALEGR E, 1 4 d e m aio de 2015 .
J osé Fo rtu nat i, Prefeito .
Clau dio Dild a,
Secret ári o M uni cip al do Mei o Ambi ent e. Regis tre-s e e p ubli q ue-s e,
Urbano S chm itt,