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Água como meio ecológico

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(1)

Água como meio ecológico

(2)

O ciclo hidrológico

• Em larga escala, ciclos da água entre oceanos, atmosfera e o ambiente

terrestre via processo de evaporação, preicipitação, transpiração e superfície e subsuperfície flui.

• Hidrodinâmica é a variação no movimento da água e mudanças em sua distribuição no tempo e espaço.

(3)

O ciclo hidrológico é fortemente influenciado pela energia da radiação solar, gravidade e rotação (efeito Coriolis) da Terra e gravidade da lua e do sol (ondas do oceanos).

Energia solar influencia evaporação, transpiração e ventos.

Energia solar causa movimento da água líquida, via diferenças de

densidade térmica e propagação das ondas de vento.

(4)

Água como meio ecológico

Problemas ecológicos

elementos em

quantidades limites

Fatores em mínimo ou limitantes

Ex. Ambiente terrestre

luz

CO

2

fator limitante

Ambiente aquático

luz

fator limitante

(5)

Água como meio ecológico

Águas claras

elementos minerais (P, N)

fatores limitantes.

Outros fatores importantes

matéria orgânica

animais, bactérias

Sais minerais

vegetais

(6)

Água como meio ecológico

Organismos

contribuição para a formação

do ambiente

Úteis ou nocivos

Produção de O

2

pelos vegetais

úteis

Antibióticos

impedem o desenvolvimento

(7)

Água como meio ecológico

Interações entre as várias espécies

qualidade e abundância de plâncton

Limnologia

estudo do ambiente químico e

(8)

Água como meio ecológico

Propriedades gerais das massas de água

Principais tipos de mananciais

Poços, rios ou lagos

Poços

– Artesianos –

• Grande profundidade

(9)

Água como meio ecológico

Poços artesianos

– Ausência completa de micro-organismos

– Pobreza de substâncias orgânicas

(10)

Água como meio ecológico

Rios

Presença de correnteza

Não possuem concentrações tão elevadas de

substâncias nutritivas

(11)

Água como meio ecológico

Rios

Classificação

Natureza da fonte

Glaciários, fusão da neve, nascentes e

(12)

Água como meio ecológico

Rios

Nascentes do ponto de vista ecológico

– Topográficas ou físico-químicas

• Teor de carbonatos

• Potencial hidrogeniônico

(13)

Água como meio ecológico

Rios - Constância

Natureza perene ou intermitente

Declividade, tamanho, velocidade da

correnteza

fatores intimamente

relacionados

Tamanho e declividade

velocidade

(14)

Água como meio ecológico

Rios

constância

Rios lentos

velocidade inferior a 0,5 ms

-1

Rápidos

Superior a 0,5 ms

-1

(15)

Água como meio ecológico

Zona 1

águas muito rápidas

musgos e

hepáticas

Zona 2

moderadamente rápidas

leito de

pedras ou cascalhos grandes

Ramunculus

(16)

Água como meio ecológico

Zonas 4 e 5

média a lenta e muito lenta ou

desprezível

grande número de variedades

(17)

Água como meio ecológico

Regiões ecológicas

Limnética

região pelágica dos oceanos

que não depende do leito ou das margens

Pedônica

(bentônica dos oceanos)

corresponde ao leito e região litorânea ou

paralimnética (litorânea dos oceanos)

(18)
(19)

Água como meio ecológico

Organismos pedônicos

ao sabor da

(20)

Água como meio ecológico

Rios

Natureza do leito

Maior velocidade

leitos com seixos de

maior volume

Menor velocidade

sedimentação do

material mais fino e leve

(21)

Água como meio ecológico

0,60

1,20 ms

-1

cascalhos

0,30

0,60 ms

-1

silte e pedregulho

0,20 ms

-1

arenoso

0,20

0,12 ms

-1

siltoso

Menor do que 0,12 ms

-1

lodo ou vaza

(22)

Água como meio ecológico

Temperatura

Importante fator ecológico

Variação de temperatura

– Economia de O2

– Economia de CO2

– Teor de carbonatos

– pH

(23)

Água como meio ecológico

Rios

Produtividade

Capacidade de alimentar organismos: riqueza

em nutrientes

→ reprodução de

organismos aquáticos

Massa de organismo pedônico sobre área do

(24)

Água como meio ecológico

Lagos

Maior estabilidade

Maior superfície de evaporação

Maior sedimentação do lodo do fundo

(25)

Água como meio ecológico

Lagos

Origem

Natural

fenômenos vulcânicos, tectônicos

Artificiais

(26)

Água como meio ecológico

• Lagos

• Temperatura

• Calor  não uniforme

• Certas épocas  estratificação térmica  camadas

Epilímnio  superficial  temperatura uniforme

Metalímnio  Brusca queda de temperatura

(27)
(28)

Água como meio ecológico

Fenômeno de circulação

(vento)

camada

superior

Período de estagnação

(29)

Água como meio ecológico

Lagos

Tropicais

entre 20 e 30º C

– Circulação total  épocas mais frias – irregular

– Pequeno gradiente térmico

– Gradiente de densidade suficiente  estratificação

(30)

Água como meio ecológico

Temperados  temperatura da superfície  4º C no

inverno

– Maior do que este valor no verão

– Gradiente térmico elevado

– Variação anual grande

– Dois períodos de circulação total – primavera e final de outono

Subpolares  Temperatura da superfície  4º C 

curto período no verão

(31)

Mudanças sazonais na turbulência e estratificação na

(32)

Exemplo de um lago:

32

Lago temperado formado por falha geológica,

mostrado durante o verão.

As diferenças de densidade devido à temperatura

resultam em camadas estáveis ou estratos. Este processo é chamado de estratificação.

Know your lake regions for benthic and open water habitats.

Why the difference in O2 and CO2?

(33)
(34)

Água como meio ecológico

Subpolares

– Metalímnio  pouco desenvolvido – situado próximo à superfície

– Circulação total  início do verão e início do outono

(35)

Água como meio ecológico

Lagos – ordens

Primeira  temperatura de fundo em torno de 4ºC,

lagos profundos com mais de 60 m

Segunda  estratificado termicamente 

temperatura de fundo menor do que 4º C, 8 a 60 m de profundidade

Terceira  não estratificados  lagos rasos 

(36)

Água como meio ecológico

Lagos

Produtividade

– Antiguidade

– Lagos mais profundos e recentes  fundo pobre

 fauna menos rica

(37)

Água como meio ecológico

Lagos mais profundos de origem recente

Zona efetiva de penetração de luz (habitada

por algas)

zona autotrófica ou

(38)

Água como meio ecológico

Lagos oligotróficos

pouco produtivos

Lagos eutróficos

mais antigos, ricos em

nutrientes e rasos

(39)

Água como meio ecológico

• Processo de eutrofização de um lago

– Cor, turbidez  fatores que determinam variações na penetração da luz

– Nutrientes minerais, micronutrientes, fatores físicos  produção de algas

– Sedimentação

• Lagos distróficos  características morfológicas de lago eutrófico  alto teor de material em suspensão

(40)

Produtividade e status trófico

• Produtividade de um ecossistema é geralmente classificado de acordo com os estados tróficos por conveniência:

– Oligotrófico (baixa)

– Mesotrófica (média)

– Eutrófica (alta)

• Estes estados representam faixas em um continuum de

potencial de produtividade em um sistema.

• O ímpeto para identificação de estado trófico veio de

(41)

Produtividade e status trófico

• Ser capaz de classificar sistemas é conveniente para comparação de diferentes áreas bem como para a

definição de objetivos do gerenciamento e pontos de referência.

• Estado trófico é geralmente definido como um

(42)

Classificações fixas de limites

OECD = Organização para cooperação econômica e desenvolvimento

P Total = fósforo dissolvido em formas sólidas; inorgânico e orgânico. Chl médio = média anual de clorofila.

(43)
(44)
(45)
(46)

Propriedades físicas das massas de

água

• Densidade resultante de grandes volumes  não uniforme

• Causas

– Presença de substâncias dissolvidas ou em suspensão

– Pressão

– Temperatura

• Substâncias dissolvidas  pouca influência em águas doces

• Pressão  (4ºC, 1 atm)  1

– 10 atm  1,0005

(47)

Propriedades físicas das massas de

água

• Variações da temperatura  principal causa da

mudança de densidade  zonas de massa de água diferentes ou em tempos diferentes

• Densidade sempre diminuída  baixa ou eleva a temperatura de 4ºC

• Diferença de densidade  maior em altas temperaturas

(48)

Propriedades físicas das massas de

água

Viscosidade e tensão superficial

Obstáculo aos movimentos do deslocamento

Viscosidade muito superior à do ar

Animais aquáticos

grande força muscular para

se deslocarem

(49)

Propriedades físicas das massas de

água

• Viscosidade é tanto maior quanto mais baixa for a temperatura

• Duas vezes maior na água à temp. próxima de 0º C do que a 25º C.

• Tensão superficial  importante elemento ecológico,

• Atração unilateral  moléculas de interface líquido-ar  filmes

(50)

Tensão superficial

50

• Nas interfaces ar ou água-sólido, moléculas de água estão completamente ligadas pelo H, juntas, como uma molécula de camada fina de gelo.

• Esta tensão de força adicionada é utilizada por muitos artrópodos

aquáticos ou semi-aquáticos.

• Isto também explica a habilidade da água a se comportar contra a

gravidade em espaços estreitos; ação capilar.

Water strider (right)

(51)

Propriedades da luz na água

Refração

Atenuação com a profundidade

Luz e status trófico

(52)

Propriedades da luz na água

(53)

Propriedades da luz na água

A quantidade refletida depende das

condições da onda e a cobertura de gelo.

Luz que penetra a superfície pode então ser absorvida, refletida ou transmitida.

A intensidade da luz decresce

logaritmicamente com a profundidade; um processo denominado Atenuação (extinção).

Zona Eufótica

(54)

54

• Diferentes comprimentos de onda da luz são absorvidos

distintamente na água. Azuis e verdes penetram mais

profundamente e vermelhas, o

mínimo. Por que o “azul do mar profundo”?

• Partículas e matéria orgânica colorida dissolvidas vão

posteriormente influenciar como rapidamente cores diferentes de luz são absorvidas em águas naturais.

Coeficiente de atenuação (ou extinção) k é definido como:

k = (ln Io – lnIz) / z Intensidade da luz a uma dada profundidade pode ser calculada como:

(55)
(56)

Profundidade Secchi e Status Trófico

• Profundidade Secchi (ZSD) pode ser usada para estimar o coeficiente de atenuação (k).

k = 1.7 / ZSD ; ou seja 1% do nível de luz sendo 2,7 vezes ZSD, ou que 16% da

(57)

Reflexões dos raios solares: variações

de cor e de turbidez

• Intensidade das radiações  inclinação dos raios

• Altitude e transparência da atmosfera  outros fatores de importância

• Luminosidade do céu  difusão dos raios solares  afetam ondas de pequeno comprimento 

coloração azul

(58)

Reflexões dos raios solares

Energia total recebida

15 kCal/m

2

/min

regiões mais quentes

Reemissão

aquecimento do solo

radiações terrestres (grande

)

Superfície do lago

coloração

absorção

de grande parte das radiações

(59)

Reflexões dos raios solares

• Porção de radiações que atravessa a massa de água:

– Luz: atravessa o líquido, muda em qualidade

– Calor: absorvida pela água

• Grande importância para a vida e distribuição dos organismos aquáticos

• Grau de penetrabilidade: fator de grande importância ecológica

(60)

Reflexão dos raios solares

CO

2

na água (sobretudo com poluição orgânica)



atmosfera

luz como fator limitante para

organismos submersos (grande profundidade)

Intensidade de saturação

intensidade

(61)

Reflexão dos raios solares

Regiões mais profundas

luz utilizada com a

máxima eficiência

Profundidade de compensação

onde todo

(62)

Reflexão dos raios solares

Profundidade de compensação:

Regiões inferiores

tendem a consumir O

2

Superiores

tendem a enriquecer-se em O

2

Fator importante para o dimensionamento de

(63)

Reflexão dos raios solares

• Quantidade de luz  preferências pelos organismos clorofilados

(64)

Reflexão dos raios solares

• Espectro de absorção de clorofila  luzes azul e vermelha

• Luz vermelha com maior rendimento

• Outros pigmentos presentes  azuis, amarelos e vermelhos  podendo realizar fotossíntese

• Ex. Algas vermelhas  pigmentos vermelhos

Fluorescência  reemissão de luz de outro

(65)

Reflexão dos raios solares

Transmissão da luz

interferência de outros

fatores

– Ação seletiva da água (transparente às radiações de curtos comprimentos

– Ação de matérias em suspensão

– Efeito seletivo das matérias corantes

(66)

Reflexão dos raios solares

Turbidez  dispersão dos raios luminosos

• Remoção  filtração ou sedimentação

• Turbidez verde  grande número de micro-organismos clorofilados

Coeficiente de extinção  porcentagem de luz

perdida em cada m de profundidade

Coeficiente de transmissão  porcentagem

transmitida por m de profundidade

(67)

Reflexão dos raios solares

Lei de Beer-Lambert

cálculo da intensidade

luminosa a uma profundidade d:

I

d

= I

o

e

-kcd

Id = intensidade da luz após a passagem em

um meio, com coeficiente de absorção

k

,

concentração de partículas em suspensão

c

e

profundidade

d

(68)

Reflexão dos raios solares

Coeficiente de extinção

I

d

= I

o

e

-nd

Onde n = kc

Na prática calculado pelo disco de Secchi

Organismos planctônicos (vegetais ou

animais)

causa de turbidez na água

(69)

Reflexão dos raios solares

Cor

forte ação seletiva sobre a luz

Água “

pura

absorve 90% da radiações com

entre 7400 e 8000 A

Substâncias coloridas no meio

absorção de

ondas luminosas no extremo azul do espectro

Água de lago com 30 unidades de cor

100%

(70)

Reflexão dos raios solares

• Cor em águas naturais  produtos de decomposição de matéria orgânica ou do húmus de solos

adjacentes  relação quantitativa entre carbono orgânico e cor

• Poluição  propriedades óticas de um manancial  cor e turbidez

• Indústrias têxteis, curtumes (tanino)

• Esgotos domésticos  aumento de turbidez

(71)

Reflexão dos raios solares

• Perda de turbidez  sedimentação  diminuição da velocidade

• Represamento de um rio (turbidez e cor elevadas)  condições de luminosidade adequadas para o

desenvolvimento de flora e fauna clorofiladas

(72)

Variações da temperatura

Estratificação térmica

Duas formas de comportamento:

Homeotermos

(aves e mamíferos): presença

de dispositivo termostático

Poiquilotermos

: reações orgânicas limitadas

pela temperatura ambiente

Clima aquático

mais estável que o clima

aéreo.

(73)

Variações da temperatura

Estratificação térmica

• Radiações solares  calor em massa d’água

• Condensação do vapor na superfície – fontes termais

 outras formas de calor

• Calor perdido por radiação e evaporação

• Condução de calor para o fundo

• Capacidade de penetração  energia da radiação e quantidade de material pigmentado

(74)

Variações da temperatura

Estratificação térmica

• Transferência de calor para as camadas mais

profundas  circulação  diferenças de densidade

• Ação do vento

• Ação da correnteza  rios

• Condução de calor  extremamente lenta

(75)
(76)

Calor sensível versus calor latente da água

Temperatura da água líquida responde de modo constante à medida que o calor é adicionado ou removido; chamamos isso de calor sensível à medida que nós

podemos sentir a mudança de calor pela medição da mudança da temperatura com um termômetro.

Entretanto, nenhuma mudança de temperatura é observada na remoção de

80cal/g da água líquida 0ºC para se converter em gelo a 0ºC. Isto é chamado de calor latente de solidificação (congelamento). Há também calor latente de

(77)

Variações da temperatura

Estratificação térmica

• Estrato de elevada estabilidade  lagos com p > 12 m

• Primeira camada  epilímnio ( 10 m)

• Camada intermediária  termoclina, camada de descontinuidade ou metalímnio

• Camada inferior > 20 m  hipolímnio  variações

(78)

O Termoclina como uma barreira!

78

Grandes quantidades de energia são necessárias para “quebrar” um

(79)

Variações da temperatura

Estratificação térmica

• Distribuição de calor em um lago  impulso das

moléculas pelo vento  circulação da massa d’água.

• Deslizamento das partículas de água ao longo da superfície de margem a margem  resistência das camadas mais frias

• Fenômeno variável segundo a época do ano

(80)

Variações da temperatura

Estratificação térmica

Circulação total da primavera

• Regiões de clima temperado  elevação da temperatura ( 4ºC)

• Estabilidade de estratificação = zero

• Vento  causador da mistura

• Camadas superiores afundam (densidade maior)

(81)

Variações da temperatura

Estratificação térmica

Estagnação de verão:

Aquecimento progressivo da superfície

Circulação apenas na região superior

(82)

Variações da temperatura

Estratificação térmica

Circulação parcial de outono

Destruição progressiva da estratificação

abaixamento gradual da temperatura da

superfície

Camadas superiores na termoclina

(83)

Variações da temperatura

Estratificação térmica

Estagnação de inverno

Inversão de estratificação do lago

Água a 4ºC

fundo do lago

Camadas de menor temperatura

acima

(84)

Variações da temperatura

Estratificação térmica

• Lagos de regiões equatoriais, subtropicais

• Estratificação  intensidade e periodicidade diferentes

• Entre 24 e 25ºC  variação de densidade 30 x do que entre 4 e 5ºC  alta estabilidade de

estratificação

• Leve esfriamento  grandes diferenças de

(85)

Variações da temperatura

Estratificação térmica

• Regiões tropicais  temperatura superficial  Nunca é inferior a 20 ou 30 C

• Pequeno gradiente térmico  gradiente de densidade  estratificação estável –

– Período de circulação total  épocas mais frias do ano

• Regiões subtropicais  estratificação e circulação  padrões similares às regiões temperadas

– Mas nunca há o fenômeno da estratificação inversa

• Regiões polares e subpolares: t superfície raramente > 4ºC

– Capa de gelo impede a ação do vento

(86)

Variações da temperatura

Estratificação térmica

• Efeitos da introdução de despejos:

• Aumento da quantidade de material em solução

• Fenômenos de oxidação biológica da MO

• Aquecimento nos fundos dos rios  quantidades importantes de lodo de esgoto no leito

• Despejos industriais (t )  principal causa de

(87)

Variações da temperatura

Estratificação térmica

• Elevação da temperatura  perda de O2

•  solubilidade   temperatura

• Processos aeróbios de decomposição da MO  processos anaeróbios  produção de mau cheiro (desprendimento de mercaptanas, H2S; asfixia de organismos aquáticos aeróbios, maior solubilização de compostos de Fe, etc.)

(88)

Estratificação de densidade em lagos

Causas & Perfis

Padrões de circulação sazonal Classificação de lagos

• Massas de água formarão camadas em função da elevação da densidade com a profundidade.

• Qualquer água mais densa à superfície se

afundará a uma profundidade de igual densidade ou para o fundo do lago.

• Água mais densa que afunda (correntes de convecção) e ondas de vento criam misturas turbulentas, misturando a massa de água.

• Estabelecimento e sustentabilidade de distintas camadas requerem baixa turbulência:

- Condições calmas e vento fraco

- Regime estável de temperatura diária

(89)

Efeito da pressão na densidade:

• Pressões mais elevadas decrescem a temperatura da

densidade máxima.

• Tanto a profundidade como a altitude (referente ao nível do mar ) mudarão a pressão.

– O fundo de um lago profundo pode ser mais frio do que 3,98ºC (densidade máxima a 1 atm). Mudanças aproximadas de 0,1ºC por 100 m.

– Um lago de alta altitude pode ter um fundo levemente mais quente do que um idêntico, sob o mesmo clima, ao nível do mar.

(90)

Efeito da

salinidade na

densidade:

• Solutos também decrescem a

temperatura da densidade máxima e

decrescem o ponto de congelamento. De fato, densidade continuará a se elevar em água salgada até o ponto de

congelamento mais frio (ex. -1,9ºC no oceano).

• Alguns lagos e todos os estuários

experimentam mudanças na temperatura e salinidade; cujas profundidades das camadas dependerão dos efeitos

combinados na densidade.

• Cabalização é uma consequência

(91)

Estratificação térmica devido aos

efeitos da salinidade (TDS)

O perfil TDS mostraria uma elevação com a

profundidade. Este é um lago de deserto, à medida que água se evapora uma

mais salgada e mais densa afunda,

levando calor com ela.

Pure H20

Pond

Lago

(92)

Efeitos dos sedimentos suspensos:

• Água carregada com

sedimentos em

suspensão é mais densa do que a água mais

clara com temperatura , salinidade e pressão

similares.

– Ex.: Rio Negro fluindo sobre a camada de

sedimentos do Rio Amazonas.

(93)

Classificação de lagos pela circulação

Amixis

se refere a um lago que nunca sofre

mudanças; chamado como um lago amíctico.

Holomixis

se refere ao lago que sofre mudanças.

A frequência da mistura sobre escalas de anos ou

décadas é usada para classificá-los.

Lagos Dimíticos seguem o padrão descrito para

(94)

Mistura de lagos

• Lagos podem ser classificados segundo o número de vezes que misturam:

• – Monomíticos: misturam uma vez

• – Dimíticos: misturam duas vezes

• – Polimíticos: misturam várias vezes

• – Meromíticos: raramente misturam até o fundo

• • Em regiões sub-tropicais os lagos são monomíticos ou polimíticos, dependendo do tempo de residência

(95)

Classificação de lagos pela circulação

• Lagos Oligomíticos mudam na frequência de poucos anos.

• Lagos Monomíticos mudam uma vez:

– Monomixis frio: lagos mais frios que estratificam

inversamente somente no inverno (cobertura de gelo) e misturam no resto do ano.

– Monomixis aquecidos: lagos mais aquecidos, que se

misturam no inverno (nunca com superfície congelada) e estratificam no verão.

(96)
(97)
(98)

Mistura de lagos

É preciso adicionar energia para provocar a

mistura

(99)

Fontes de energia para a mistura

Trocas atmosféricas: transferência de calor

pela interface ar-água

• Ventos: introdução de turbulência

(100)
(101)

Ventos

São, frequentemente, a principal fonte de

energia para mistura

As ondas na superfície e a respectiva

turbulência misturam o epilimnio

(102)
(103)
(104)
(105)

VAZÕES AFLUENTES

Usualmente apresentam densidade diferente

da água armazenada

Movem-se entre as camadas na forma de

corrente de densidade

São importantes fontes de energia

(106)

VAZÕES DE SAÍDA

Provocam turbulência

Transformam energia cinética em Potencial

A zona afetada depende da estabilidade da

(107)

Propriedades químicas das

massas d’água

Elevada capacidade de dissolver substâncias

iônicas ou moleculares

soluções

eletrolíticas ou não eletrolíticas

(108)

Propriedades químicas das

massas d’água

Água isenta de impurezas

impossível de ser

obtida (mesmo em laboratório)

– Água das nuvens  pequenas parcelas de sulfatos, cloretos, etc

– Chuva  recebem amônia, nitratos, etc.

(109)

Propriedades químicas das

massas d’água

• Lei de Liebig ou lei do mínimo: a abundância dos organismos em um meio é proporcional à

concentração do elemento fertilizante assimilável que se encontra em quantidade mínima, relativamente à exigência desses organismos.

• Fatores ambientais inter-relacionados  não agem de forma independente

(110)

Propriedades químicas das

massas d’água

• Águas com substâncias altamente tóxicas  certas espécies adaptadas  sem concorrência  grande proliferação (número reduzido de espécies com

grande número de indivíduos).

• Quanto mais facilmente utilizáveis as fontes de

energia  maior o número de espécies  menor o número de indivíduos  Diversidade ou

(111)

Propriedades químicas das

massas d’água

Salinidade do meio

fator limitante da vida

Salinidade excessiva

impede

desenvolvimento de grande número de

espécies

Diferenças de temperatura e de densidade

(112)

Propriedades químicas das

massas d’água

• Estratificação química  estratificação bioquímica da

massa d’água

• Duas zonas:

Trofogênica  mais superficial  maior absorção da luz

 reações de fotossíntese e produção de MO

Trofolítica  processos de desassimilação ou

decomposição

• Estagnação de verão  lagos  zona trofogênica no epilímnio (às vezes na termoclina)

(113)

Distribuição dos gases:

Concentração

pressão parcial do gás e

temperatura

Relações entre pressão, temperatura e

qualidade dos gases

estudos limnológicos

Vida

quantidade de OD

Peixes salmonídeos (trutas e salmões)

(114)

Distribuição dos gases:

• Oxigênio

• 1 l de ar  210 mg de O2 e 790 mg de N2

• Lagos oligotróficos  geralmente profundos  águas claras (pobres em nutrientes orgânicos e minerais)  O2 constante, da superfície ao fundo

• Lagos pouco profundos  ricos em MO em plâncton  eutróficos O2 decresce sensivelmente em regiões mais fundas.

• Produtividade de um lago  curva de O2

(115)
(116)

Distribuição dos gases:

• Lagos de pequena profundidade  fenômeno não se verifica

 ação dos ventos  rara a estratificação

• Zonas superiores  enriquecido por O2 da fotossíntese

• Aumento da temperatura  velocidade da oxidação 

atividade respiratória dos organismos  maior consumo de O2

• Lagos termicamente estratificados  mais ricos em O2 no metalímnio

(117)

Estratificação por Temperatura

ou Íons Dissolvidos (sais):

Haloclina

= descontinuidade relativamente

brusca de salinidade no oceano a uma

particular profundidade.

Picnoclina

= camada onde ocorrer uma rápida

(118)

Estratificação por Temperatura ou

Íons Dissolvidos (sais):

(119)

Distribuição dos gases:

Organismos subaquáticos

processos

variados para obtenção de O

2

(respiração)

Trocas gasosas por osmose

Brânquias

peixes e crustáceos

Insetos (estado larvários)

tubos para

respiração

(120)

Distribuição dos gases:

• Introdução de MO  grandes reduções de O2

• Oxidação de MO  ação catalisadora de micro-organismos por bactérias aeróbias

DBO – Demanda Bioquímica de Oxigênio

expressa o valor da poluição produzida por matéria orgânica oxidável biologicamente  quantidade de O2 consumida pelos micro-organismos

• Demanda grande  consumo de todo Oxigênio

Dissolvido (OD)  morte dos organismos aeróbios

(121)

Gás carbônico e potencial

hidrogeniônico

:

• Distribuição do CO2  oposta ao O2

• CO2 produzido em regiões mais profundas (região trofolítica)  não se perde  não atravessa a

termoclina

• O2 formado na superfície  livre saída para a atmosfera (região trofogênica)

• Ar e água  Trocas de O2  produtora (dia) e

(122)

Gás carbônico e potencial

hidrogeniônico

:

CO

2

fundamental importância

metabolismo das algas

Introdução nas massas d’água:

– água da chuva  ar atmosférico (zonas industriais, sobretudo) e

– húmus  MO em decomposição nos solos

(123)

Gás carbônico e potencial

hidrogeniônico

:

Combinação com a água:

– ácido fraco  ácido carbônico

CO2 + H2O <--> H2CO3

– Águas ricas em carbonatos (águas em regiões calcárias)  bicarbonatos (solúveis)

(124)

Gás carbônico e potencial

hidrogeniônico

Presença de bicarbonatos em solução ou

carbonatos precipitados

CO

2

no meio

Ocorrência de fenômeno geológico

Precipitação de calcário (verão)

gás

carbônico menos solúvel em águas quentes

(125)

Gás carbônico e potencial

hidrogeniônico

:

Gás carbônico de equilíbrio

que não reage

com carbonatos

estabilidade do teor de

bicarbonatos

(126)

Gás carbônico e potencial hidrogeniônico

• CO2 agressivo  água  ácido carbônico  acidez

• Gotas de chuva (CO2 atmosfera)  pH sensivelmente

reduzido  maior declínio  passagem pelo solo (micro-organismos produtores de húmus)  pH de 4 ou 5

• pH  relação entre CO2 e carbonatos

Efeito tampão da mistura  dificulta as flutuações de pH

• Águas relativamente pobres em carbonatos 

(127)

Gás carbônico e potencial hidrogeniônico :

• Efeito Tampão  importante do ponto de vista ecológico

• Líquidos no organismo  tamponados

• Águas pobremente tamponadas  risco de se tornarem ácidas (enriquecimento de CO2) ou alcalinas (pela intensa reprodução de vegetais)

(128)

Sais Minerais

• De maior interesse para os organismos vegetais

• Organismos autótrofos  Carbono (CO2) + O2 e H2 (água) + sais minerais (quantidades bem modestas)

• Elementos essenciais  N, P, S, Mg, K, Ca e Fe

(129)

Sais Minerais

• Águas doces, em solução  carbonatos, sulfatos, cloretos, silicatos, nitratos e fosfatos de cálcio,

magnésio, sódio, potássio e ferro  natureza geológica, MO e fatores indiretos (t, CO2 e O2)  solubilidade na água.

• Águas com quantidades elevadas de sais:

– Boratos  lagos da Califórnia

– Sulfetos  frequentes em águas de fontes termais

(130)

Lagos coloridos

Os gigantescos campos aráveis próximos de Beaumont, Austrália, estão repletos de lagos salinos. As cores são produzidas por algas e pelos diferentes graus de salinidade

do solo. A alta salinidade dificulta o cultivo para os agricultores (DW: Meio

(131)

Sais Minerais

• Concentração de sais  seleção de organismos  fator osmótico

• Nitratos e fosfatos  quantidades abaixo do nível ótimo para o desenvolvimento de algas  águas naturais  pequena densidade de algas

(132)

Sais Minerais

• Eutrofização cultural  atividades agrícolas, esgoto doméstico, detergentes, etc.

• Remediação para eutrofização cultural  controle de erosão do solo; uso racional e cuidadoso de fertilizantes e tratamento terciário de esgotos (primário – elimina germes; secundário – remove sólidos; terciário – remove fósforo e outras

substâncias químicas)

(133)

Compostos de Nitrogênio

• Águas naturais  nitratos em solução

• Águas que recebem esgotos  compostos mais complexos  compostos orgânicos quartenários, amônia e nitritos 

existência de poluição recente  oxidação rápida na água por bactérias nitrificantes  Índice de presença de despejos

orgânicos

(134)

Compostos de Nitrogênio

• Passagem pelo solo  bactérias nitrificantes  amônia em nitritos e nitratos

• Atividade bacteriana  fixação do nitrogênio na

massa d’água  gêneros de algas cianofíceas

• Nitrogênio  importância fundamental à vida dos organismos  integrante da molécula de proteína e do protoplasma

(135)

Compostos de Nitrogênio

• micro-organismos de água doce  Nitrogênio  Um dos maiores fatores limitantes

• Quantidades predominantes no protoplasma – muito escassos em águas doces  organismo tem

dificuldades em obtê-los do meio

(136)

Diagrama do Ciclo do Nitrogênio na água. N2 no ar é fixado pela cianobactéria e colocado na forma de proteína, que é comida pelos peixes. O peixe libera NH3, que é utilizada por bactérias heterotróficas, plantas, cianobactérias e as bactérias Nitrosomonas. Os três primeiros incorporam NH3 em proteína. Nitrosomonas a convertem em NO2, que por sua vez é utilizada pela Nitrobacter, que libera NO3. NO3 é um nutriente para vegetais e é também utilizado pelas bactérias

(137)

Compostos de fósforo:

A história do fósforo é mais simples. Fósforo

tipicamente está disponível para plantas como

organofosfato (PO

4-3

).

Outras fontes de fosfato são cadáveres de

animais, resíduos de animais, ossos e

(138)

Compostos de fósforo:

• Participam da composição das águas naturais em quantidades muito pequenas

• Importante componente da substância viva  núcleo-proteínas – ligado ao metabolismo

respiratório e fotossintético

• Fator limitante mais importante  vida dos micro-organismos aquáticos

(139)

Compostos de fósforo:

• Despejos orgânicos (esgotos domésticos) e alguns tipos de despejos industriais  incremento do

elemento

• Detergentes de uso doméstico e industrial  despejos em fósforo

• Outras fontes:

– Apatitas  minerais fosfáticos

– Fosfatos inorgânicos dos solos  não são facilmente carregados pelas águas das chuvas

– Bactérias capazes de reduzir fosfatos a fosfitos,

(140)

Outras substâncias minerais

• Ferro  na água sob forma de bicarbonato solúvel

• Solubilidade  pH, teor de CO2 e OD

• Manganês  comportamento semelhante ao do Fe

• Fe e Mn  fator limitante à vida de certas bactérias que o utilizam como material oxidável

(141)

Outras substâncias minerais

• Sílica  importante elemento no metabolismo das algas diatomáceas (formação de carapaças silicosas)

• Águas naturais  ricas em ortossilicatos não dissociados, em sílica coloidal

• Drenagem de águas ricas em gás carbônico  dissolução de rochas silicosas  enriquecimento das águas

• Proliferação intensa de diatomáceas  diminuições consideráveis do teor de sílica

• Enxofre, potássio, magnésio  podem ser importantes ao desenvolvimento de organismos em geral

Referências

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