Água como meio ecológico
O ciclo hidrológico
• Em larga escala, ciclos da água entre oceanos, atmosfera e o ambiente
terrestre via processo de evaporação, preicipitação, transpiração e superfície e subsuperfície flui.
• Hidrodinâmica é a variação no movimento da água e mudanças em sua distribuição no tempo e espaço.
O ciclo hidrológico é fortemente influenciado pela energia da radiação solar, gravidade e rotação (efeito Coriolis) da Terra e gravidade da lua e do sol (ondas do oceanos).
Energia solar influencia evaporação, transpiração e ventos.
Energia solar causa movimento da água líquida, via diferenças de
densidade térmica e propagação das ondas de vento.
Água como meio ecológico
•
Problemas ecológicos
elementos em
quantidades limites
•
Fatores em mínimo ou limitantes
•
Ex. Ambiente terrestre
luz
•
CO
2
fator limitante
•
Ambiente aquático
luz
fator limitante
Água como meio ecológico
•
Águas claras
elementos minerais (P, N)
fatores limitantes.
•
Outros fatores importantes
–
•
matéria orgânica
animais, bactérias
•
Sais minerais
vegetais
Água como meio ecológico
•
Organismos
contribuição para a formação
do ambiente
•
Úteis ou nocivos
•
Produção de O
2pelos vegetais
úteis
•
Antibióticos
impedem o desenvolvimento
Água como meio ecológico
•
Interações entre as várias espécies
qualidade e abundância de plâncton
•
Limnologia
estudo do ambiente químico e
Água como meio ecológico
•
Propriedades gerais das massas de água
•
Principais tipos de mananciais
•
Poços, rios ou lagos
•
Poços
– Artesianos –
• Grande profundidade
Água como meio ecológico
•
Poços artesianos
– Ausência completa de micro-organismos
– Pobreza de substâncias orgânicas
Água como meio ecológico
•
Rios
•
Presença de correnteza
•
Não possuem concentrações tão elevadas de
substâncias nutritivas
Água como meio ecológico
•
Rios
•
Classificação
•
Natureza da fonte
•
Glaciários, fusão da neve, nascentes e
Água como meio ecológico
•
Rios
•
Nascentes do ponto de vista ecológico
– Topográficas ou físico-químicas
• Teor de carbonatos
• Potencial hidrogeniônico
Água como meio ecológico
•
Rios - Constância
•
Natureza perene ou intermitente
•
Declividade, tamanho, velocidade da
correnteza
fatores intimamente
relacionados
•
Tamanho e declividade
velocidade
Água como meio ecológico
•
Rios
–
constância
•
Rios lentos
velocidade inferior a 0,5 ms
-1•
Rápidos
Superior a 0,5 ms
-1Água como meio ecológico
•
Zona 1
–
águas muito rápidas
musgos e
hepáticas
•
Zona 2
moderadamente rápidas
leito de
pedras ou cascalhos grandes
–
Ramunculus
Água como meio ecológico
•
Zonas 4 e 5
média a lenta e muito lenta ou
desprezível
grande número de variedades
Água como meio ecológico
•
Regiões ecológicas
•
Limnética
região pelágica dos oceanos
que não depende do leito ou das margens
•
Pedônica
(bentônica dos oceanos)
corresponde ao leito e região litorânea ou
paralimnética (litorânea dos oceanos)
Água como meio ecológico
•
Organismos pedônicos
ao sabor da
Água como meio ecológico
•
Rios
•
Natureza do leito
•
Maior velocidade
leitos com seixos de
maior volume
•
Menor velocidade
sedimentação do
material mais fino e leve
Água como meio ecológico
•
0,60
–
1,20 ms
-1
cascalhos
•
0,30
–
0,60 ms
-1
silte e pedregulho
•
0,20 ms
-1
arenoso
•
0,20
–
0,12 ms
-1
siltoso
•
Menor do que 0,12 ms
-1
lodo ou vaza
Água como meio ecológico
•
Temperatura
•
Importante fator ecológico
•
Variação de temperatura
– Economia de O2
– Economia de CO2
– Teor de carbonatos
– pH
Água como meio ecológico
•
Rios
•
Produtividade
•
Capacidade de alimentar organismos: riqueza
em nutrientes
→ reprodução de
organismos aquáticos
•
Massa de organismo pedônico sobre área do
Água como meio ecológico
•
Lagos
•
Maior estabilidade
•
Maior superfície de evaporação
•
Maior sedimentação do lodo do fundo
Água como meio ecológico
•
Lagos
•
Origem
•
Natural
fenômenos vulcânicos, tectônicos
•
Artificiais
Água como meio ecológico
• Lagos• Temperatura
• Calor não uniforme
• Certas épocas estratificação térmica camadas
• Epilímnio superficial temperatura uniforme
• Metalímnio Brusca queda de temperatura
Água como meio ecológico
•
Fenômeno de circulação
(vento)
camada
superior
•
Período de estagnação
Água como meio ecológico
•
Lagos
•
Tropicais
entre 20 e 30º C
– Circulação total épocas mais frias – irregular
– Pequeno gradiente térmico
– Gradiente de densidade suficiente estratificação
Água como meio ecológico
• Temperados temperatura da superfície 4º C no
inverno
– Maior do que este valor no verão
– Gradiente térmico elevado
– Variação anual grande
– Dois períodos de circulação total – primavera e final de outono
• Subpolares Temperatura da superfície 4º C
curto período no verão
Mudanças sazonais na turbulência e estratificação na
Exemplo de um lago:
32
Lago temperado formado por falha geológica,
mostrado durante o verão.
As diferenças de densidade devido à temperatura
resultam em camadas estáveis ou estratos. Este processo é chamado de estratificação.
Know your lake regions for benthic and open water habitats.
Why the difference in O2 and CO2?
Água como meio ecológico
•
Subpolares
– Metalímnio pouco desenvolvido – situado próximo à superfície
– Circulação total início do verão e início do outono
Água como meio ecológico
• Lagos – ordens
• Primeira temperatura de fundo em torno de 4ºC,
lagos profundos com mais de 60 m
• Segunda estratificado termicamente
temperatura de fundo menor do que 4º C, 8 a 60 m de profundidade
• Terceira não estratificados lagos rasos
Água como meio ecológico
•
Lagos
•
Produtividade
– Antiguidade
– Lagos mais profundos e recentes fundo pobre
fauna menos rica
Água como meio ecológico
•
Lagos mais profundos de origem recente
•
Zona efetiva de penetração de luz (habitada
por algas)
zona autotrófica ou
Água como meio ecológico
•
Lagos oligotróficos
pouco produtivos
•
Lagos eutróficos
mais antigos, ricos em
nutrientes e rasos
Água como meio ecológico
• Processo de eutrofização de um lago
– Cor, turbidez fatores que determinam variações na penetração da luz
– Nutrientes minerais, micronutrientes, fatores físicos produção de algas
– Sedimentação
• Lagos distróficos características morfológicas de lago eutrófico alto teor de material em suspensão
Produtividade e status trófico
• Produtividade de um ecossistema é geralmente classificado de acordo com os estados tróficos por conveniência:
– Oligotrófico (baixa)
– Mesotrófica (média)
– Eutrófica (alta)
• Estes estados representam faixas em um continuum de
potencial de produtividade em um sistema.
• O ímpeto para identificação de estado trófico veio de
Produtividade e status trófico
• Ser capaz de classificar sistemas é conveniente para comparação de diferentes áreas bem como para a
definição de objetivos do gerenciamento e pontos de referência.
• Estado trófico é geralmente definido como um
Classificações fixas de limites
OECD = Organização para cooperação econômica e desenvolvimento
P Total = fósforo dissolvido em formas sólidas; inorgânico e orgânico. Chl médio = média anual de clorofila.
Propriedades físicas das massas de
água
• Densidade resultante de grandes volumes não uniforme
• Causas
– Presença de substâncias dissolvidas ou em suspensão
– Pressão
– Temperatura
• Substâncias dissolvidas pouca influência em águas doces
• Pressão (4ºC, 1 atm) 1
– 10 atm 1,0005
Propriedades físicas das massas de
água
• Variações da temperatura principal causa da
mudança de densidade zonas de massa de água diferentes ou em tempos diferentes
• Densidade sempre diminuída baixa ou eleva a temperatura de 4ºC
• Diferença de densidade maior em altas temperaturas
Propriedades físicas das massas de
água
•
Viscosidade e tensão superficial
•
Obstáculo aos movimentos do deslocamento
•
Viscosidade muito superior à do ar
•
Animais aquáticos
grande força muscular para
se deslocarem
Propriedades físicas das massas de
água
• Viscosidade é tanto maior quanto mais baixa for a temperatura
• Duas vezes maior na água à temp. próxima de 0º C do que a 25º C.
• Tensão superficial importante elemento ecológico,
• Atração unilateral moléculas de interface líquido-ar filmes
Tensão superficial
50
• Nas interfaces ar ou água-sólido, moléculas de água estão completamente ligadas pelo H, juntas, como uma molécula de camada fina de gelo.
• Esta tensão de força adicionada é utilizada por muitos artrópodos
aquáticos ou semi-aquáticos.
• Isto também explica a habilidade da água a se comportar contra a
gravidade em espaços estreitos; ação capilar.
Water strider (right)
Propriedades da luz na água
•
Refração
•
Atenuação com a profundidade
•
Luz e status trófico
Propriedades da luz na água
Propriedades da luz na água
A quantidade refletida depende das
condições da onda e a cobertura de gelo.
Luz que penetra a superfície pode então ser absorvida, refletida ou transmitida.
A intensidade da luz decresce
logaritmicamente com a profundidade; um processo denominado Atenuação (extinção).
Zona Eufótica
54
• Diferentes comprimentos de onda da luz são absorvidos
distintamente na água. Azuis e verdes penetram mais
profundamente e vermelhas, o
mínimo. Por que o “azul do mar profundo”?
• Partículas e matéria orgânica colorida dissolvidas vão
posteriormente influenciar como rapidamente cores diferentes de luz são absorvidas em águas naturais.
Coeficiente de atenuação (ou extinção) k é definido como:
k = (ln Io – lnIz) / z Intensidade da luz a uma dada profundidade pode ser calculada como:
Profundidade Secchi e Status Trófico
• Profundidade Secchi (ZSD) pode ser usada para estimar o coeficiente de atenuação (k).
• k = 1.7 / ZSD ; ou seja 1% do nível de luz sendo 2,7 vezes ZSD, ou que 16% da
Reflexões dos raios solares: variações
de cor e de turbidez
• Intensidade das radiações inclinação dos raios
• Altitude e transparência da atmosfera outros fatores de importância
• Luminosidade do céu difusão dos raios solares afetam ondas de pequeno comprimento
coloração azul
Reflexões dos raios solares
•
Energia total recebida
15 kCal/m
2/min
regiões mais quentes
•
Reemissão
aquecimento do solo
radiações terrestres (grande
)
•
Superfície do lago
coloração
absorção
de grande parte das radiações
Reflexões dos raios solares
• Porção de radiações que atravessa a massa de água:
– Luz: atravessa o líquido, muda em qualidade
– Calor: absorvida pela água
• Grande importância para a vida e distribuição dos organismos aquáticos
• Grau de penetrabilidade: fator de grande importância ecológica
Reflexão dos raios solares
•
CO
2na água (sobretudo com poluição orgânica)
atmosfera
luz como fator limitante para
organismos submersos (grande profundidade)
•
Intensidade de saturação
intensidade
Reflexão dos raios solares
•
Regiões mais profundas
luz utilizada com a
máxima eficiência
•
Profundidade de compensação
onde todo
Reflexão dos raios solares
•
Profundidade de compensação:
•
Regiões inferiores
tendem a consumir O
2•
Superiores
tendem a enriquecer-se em O
2•
Fator importante para o dimensionamento de
Reflexão dos raios solares
• Quantidade de luz preferências pelos organismos clorofilados
Reflexão dos raios solares
• Espectro de absorção de clorofila luzes azul e vermelha
• Luz vermelha com maior rendimento
• Outros pigmentos presentes azuis, amarelos e vermelhos podendo realizar fotossíntese
• Ex. Algas vermelhas pigmentos vermelhos
• Fluorescência reemissão de luz de outro
Reflexão dos raios solares
•
Transmissão da luz
interferência de outros
fatores
– Ação seletiva da água (transparente às radiações de curtos comprimentos
– Ação de matérias em suspensão
– Efeito seletivo das matérias corantes
Reflexão dos raios solares
• Turbidez dispersão dos raios luminosos
• Remoção filtração ou sedimentação
• Turbidez verde grande número de micro-organismos clorofilados
• Coeficiente de extinção porcentagem de luz
perdida em cada m de profundidade
• Coeficiente de transmissão porcentagem
transmitida por m de profundidade
Reflexão dos raios solares
•
Lei de Beer-Lambert
cálculo da intensidade
luminosa a uma profundidade d:
•
I
d= I
oe
-kcd•
Id = intensidade da luz após a passagem em
um meio, com coeficiente de absorção
k
,
concentração de partículas em suspensão
c
e
profundidade
d
Reflexão dos raios solares
•
Coeficiente de extinção
•
I
d= I
oe
-nd•
Onde n = kc
•
Na prática calculado pelo disco de Secchi
•
Organismos planctônicos (vegetais ou
animais)
causa de turbidez na água
Reflexão dos raios solares
•
Cor
forte ação seletiva sobre a luz
•
Água “
pura
”
absorve 90% da radiações com
entre 7400 e 8000 A
•
Substâncias coloridas no meio
absorção de
ondas luminosas no extremo azul do espectro
•
Água de lago com 30 unidades de cor
100%
Reflexão dos raios solares
• Cor em águas naturais produtos de decomposição de matéria orgânica ou do húmus de solos
adjacentes relação quantitativa entre carbono orgânico e cor
• Poluição propriedades óticas de um manancial cor e turbidez
• Indústrias têxteis, curtumes (tanino)
• Esgotos domésticos aumento de turbidez
Reflexão dos raios solares
• Perda de turbidez sedimentação diminuição da velocidade
• Represamento de um rio (turbidez e cor elevadas) condições de luminosidade adequadas para o
desenvolvimento de flora e fauna clorofiladas
Variações da temperatura
–
Estratificação térmica
•
Duas formas de comportamento:
•
Homeotermos
(aves e mamíferos): presença
de dispositivo termostático
•
Poiquilotermos
: reações orgânicas limitadas
pela temperatura ambiente
•
Clima aquático
mais estável que o clima
aéreo.
Variações da temperatura
–
Estratificação térmica
• Radiações solares calor em massa d’água
• Condensação do vapor na superfície – fontes termais
outras formas de calor
• Calor perdido por radiação e evaporação
• Condução de calor para o fundo
• Capacidade de penetração energia da radiação e quantidade de material pigmentado
Variações da temperatura
–
Estratificação térmica
• Transferência de calor para as camadas mais
profundas circulação diferenças de densidade
• Ação do vento
• Ação da correnteza rios
• Condução de calor extremamente lenta
Calor sensível versus calor latente da água
Temperatura da água líquida responde de modo constante à medida que o calor é adicionado ou removido; chamamos isso de calor sensível à medida que nós
podemos sentir a mudança de calor pela medição da mudança da temperatura com um termômetro.
Entretanto, nenhuma mudança de temperatura é observada na remoção de
80cal/g da água líquida 0ºC para se converter em gelo a 0ºC. Isto é chamado de calor latente de solidificação (congelamento). Há também calor latente de
Variações da temperatura
–
Estratificação térmica
• Estrato de elevada estabilidade lagos com p > 12 m
• Primeira camada epilímnio ( 10 m)
• Camada intermediária termoclina, camada de descontinuidade ou metalímnio
• Camada inferior > 20 m hipolímnio variações
O Termoclina como uma barreira!
78
Grandes quantidades de energia são necessárias para “quebrar” um
Variações da temperatura
–
Estratificação térmica
• Distribuição de calor em um lago impulso das
moléculas pelo vento circulação da massa d’água.
• Deslizamento das partículas de água ao longo da superfície de margem a margem resistência das camadas mais frias
• Fenômeno variável segundo a época do ano
Variações da temperatura
–
Estratificação térmica
• Circulação total da primavera
• Regiões de clima temperado elevação da temperatura ( 4ºC)
• Estabilidade de estratificação = zero
• Vento causador da mistura
• Camadas superiores afundam (densidade maior)
Variações da temperatura
–
Estratificação térmica
•
Estagnação de verão:
•
Aquecimento progressivo da superfície
•
Circulação apenas na região superior
Variações da temperatura
–
Estratificação térmica
•
Circulação parcial de outono
•
Destruição progressiva da estratificação
abaixamento gradual da temperatura da
superfície
•
Camadas superiores na termoclina
Variações da temperatura
–
Estratificação térmica
•
Estagnação de inverno
•
Inversão de estratificação do lago
•
Água a 4ºC
fundo do lago
•
Camadas de menor temperatura
acima
Variações da temperatura
–
Estratificação térmica
• Lagos de regiões equatoriais, subtropicais
• Estratificação intensidade e periodicidade diferentes
• Entre 24 e 25ºC variação de densidade 30 x do que entre 4 e 5ºC alta estabilidade de
estratificação
• Leve esfriamento grandes diferenças de
Variações da temperatura
–
Estratificação térmica
• Regiões tropicais temperatura superficial Nunca é inferior a 20 ou 30 C
• Pequeno gradiente térmico gradiente de densidade estratificação estável –
– Período de circulação total épocas mais frias do ano
• Regiões subtropicais estratificação e circulação padrões similares às regiões temperadas
– Mas nunca há o fenômeno da estratificação inversa
• Regiões polares e subpolares: t superfície raramente > 4ºC
– Capa de gelo impede a ação do vento
Variações da temperatura
–
Estratificação térmica
• Efeitos da introdução de despejos:
• Aumento da quantidade de material em solução
• Fenômenos de oxidação biológica da MO
• Aquecimento nos fundos dos rios quantidades importantes de lodo de esgoto no leito
• Despejos industriais (t ) principal causa de
Variações da temperatura
–
Estratificação térmica
• Elevação da temperatura perda de O2
• solubilidade temperatura
• Processos aeróbios de decomposição da MO processos anaeróbios produção de mau cheiro (desprendimento de mercaptanas, H2S; asfixia de organismos aquáticos aeróbios, maior solubilização de compostos de Fe, etc.)
Estratificação de densidade em lagos
Causas & Perfis
Padrões de circulação sazonal Classificação de lagos
• Massas de água formarão camadas em função da elevação da densidade com a profundidade.
• Qualquer água mais densa à superfície se
afundará a uma profundidade de igual densidade ou para o fundo do lago.
• Água mais densa que afunda (correntes de convecção) e ondas de vento criam misturas turbulentas, misturando a massa de água.
• Estabelecimento e sustentabilidade de distintas camadas requerem baixa turbulência:
- Condições calmas e vento fraco
- Regime estável de temperatura diária
Efeito da pressão na densidade:
• Pressões mais elevadas decrescem a temperatura dadensidade máxima.
• Tanto a profundidade como a altitude (referente ao nível do mar ) mudarão a pressão.
– O fundo de um lago profundo pode ser mais frio do que 3,98ºC (densidade máxima a 1 atm). Mudanças aproximadas de 0,1ºC por 100 m.
– Um lago de alta altitude pode ter um fundo levemente mais quente do que um idêntico, sob o mesmo clima, ao nível do mar.
Efeito da
salinidade na
densidade:
• Solutos também decrescem a
temperatura da densidade máxima e
decrescem o ponto de congelamento. De fato, densidade continuará a se elevar em água salgada até o ponto de
congelamento mais frio (ex. -1,9ºC no oceano).
• Alguns lagos e todos os estuários
experimentam mudanças na temperatura e salinidade; cujas profundidades das camadas dependerão dos efeitos
combinados na densidade.
• Cabalização é uma consequência
Estratificação térmica devido aos
efeitos da salinidade (TDS)
O perfil TDS mostraria uma elevação com a
profundidade. Este é um lago de deserto, à medida que água se evapora uma
mais salgada e mais densa afunda,
levando calor com ela.
Pure H20
Pond
Lago
Efeitos dos sedimentos suspensos:
• Água carregada comsedimentos em
suspensão é mais densa do que a água mais
clara com temperatura , salinidade e pressão
similares.
– Ex.: Rio Negro fluindo sobre a camada de
sedimentos do Rio Amazonas.
Classificação de lagos pela circulação
•
Amixis
se refere a um lago que nunca sofre
mudanças; chamado como um lago amíctico.
•
Holomixis
se refere ao lago que sofre mudanças.
A frequência da mistura sobre escalas de anos ou
décadas é usada para classificá-los.
•
Lagos Dimíticos seguem o padrão descrito para
Mistura de lagos
• Lagos podem ser classificados segundo o número de vezes que misturam:
• – Monomíticos: misturam uma vez
• – Dimíticos: misturam duas vezes
• – Polimíticos: misturam várias vezes
• – Meromíticos: raramente misturam até o fundo
• • Em regiões sub-tropicais os lagos são monomíticos ou polimíticos, dependendo do tempo de residência
Classificação de lagos pela circulação
• Lagos Oligomíticos mudam na frequência de poucos anos.
• Lagos Monomíticos mudam uma vez:
– Monomixis frio: lagos mais frios que estratificam
inversamente somente no inverno (cobertura de gelo) e misturam no resto do ano.
– Monomixis aquecidos: lagos mais aquecidos, que se
misturam no inverno (nunca com superfície congelada) e estratificam no verão.
Mistura de lagos
•
É preciso adicionar energia para provocar a
mistura
Fontes de energia para a mistura
•
Trocas atmosféricas: transferência de calor
pela interface ar-água
•
• Ventos: introdução de turbulência
Ventos
•
São, frequentemente, a principal fonte de
energia para mistura
•
As ondas na superfície e a respectiva
turbulência misturam o epilimnio
VAZÕES AFLUENTES
•
Usualmente apresentam densidade diferente
da água armazenada
•
Movem-se entre as camadas na forma de
corrente de densidade
•
São importantes fontes de energia
VAZÕES DE SAÍDA
•
Provocam turbulência
•
Transformam energia cinética em Potencial
•
A zona afetada depende da estabilidade da
Propriedades químicas das
massas d’água
•
Elevada capacidade de dissolver substâncias
iônicas ou moleculares
soluções
eletrolíticas ou não eletrolíticas
Propriedades químicas das
massas d’água
•
Água isenta de impurezas
impossível de ser
obtida (mesmo em laboratório)
– Água das nuvens pequenas parcelas de sulfatos, cloretos, etc
– Chuva recebem amônia, nitratos, etc.
Propriedades químicas das
massas d’água
• Lei de Liebig ou lei do mínimo: a abundância dos organismos em um meio é proporcional à
concentração do elemento fertilizante assimilável que se encontra em quantidade mínima, relativamente à exigência desses organismos.
• Fatores ambientais inter-relacionados não agem de forma independente
Propriedades químicas das
massas d’água
• Águas com substâncias altamente tóxicas certas espécies adaptadas sem concorrência grande proliferação (número reduzido de espécies com
grande número de indivíduos).
• Quanto mais facilmente utilizáveis as fontes de
energia maior o número de espécies menor o número de indivíduos Diversidade ou
Propriedades químicas das
massas d’água
•
Salinidade do meio
fator limitante da vida
•
Salinidade excessiva
impede
desenvolvimento de grande número de
espécies
•
Diferenças de temperatura e de densidade
Propriedades químicas das
massas d’água
• Estratificação química estratificação bioquímica da
massa d’água
• Duas zonas:
– Trofogênica mais superficial maior absorção da luz
reações de fotossíntese e produção de MO
– Trofolítica processos de desassimilação ou
decomposição
• Estagnação de verão lagos zona trofogênica no epilímnio (às vezes na termoclina)
Distribuição dos gases:
•
Concentração
pressão parcial do gás e
temperatura
•
Relações entre pressão, temperatura e
qualidade dos gases
estudos limnológicos
•
Vida
quantidade de OD
•
Peixes salmonídeos (trutas e salmões)
Distribuição dos gases:
• Oxigênio
• 1 l de ar 210 mg de O2 e 790 mg de N2
• Lagos oligotróficos geralmente profundos águas claras (pobres em nutrientes orgânicos e minerais) O2 constante, da superfície ao fundo
• Lagos pouco profundos ricos em MO em plâncton eutróficos O2 decresce sensivelmente em regiões mais fundas.
• Produtividade de um lago curva de O2
Distribuição dos gases:
• Lagos de pequena profundidade fenômeno não se verifica
ação dos ventos rara a estratificação
• Zonas superiores enriquecido por O2 da fotossíntese
• Aumento da temperatura velocidade da oxidação
atividade respiratória dos organismos maior consumo de O2
• Lagos termicamente estratificados mais ricos em O2 no metalímnio
Estratificação por Temperatura
ou Íons Dissolvidos (sais):
•
Haloclina
= descontinuidade relativamente
brusca de salinidade no oceano a uma
particular profundidade.
•
Picnoclina
= camada onde ocorrer uma rápida
Estratificação por Temperatura ou
Íons Dissolvidos (sais):
Distribuição dos gases:
•
Organismos subaquáticos
processos
variados para obtenção de O
2(respiração)
•
Trocas gasosas por osmose
•
Brânquias
peixes e crustáceos
•
Insetos (estado larvários)
tubos para
respiração
Distribuição dos gases:
• Introdução de MO grandes reduções de O2
• Oxidação de MO ação catalisadora de micro-organismos por bactérias aeróbias
• DBO – Demanda Bioquímica de Oxigênio
expressa o valor da poluição produzida por matéria orgânica oxidável biologicamente quantidade de O2 consumida pelos micro-organismos
• Demanda grande consumo de todo Oxigênio
Dissolvido (OD) morte dos organismos aeróbios
Gás carbônico e potencial
hidrogeniônico
:
• Distribuição do CO2 oposta ao O2
• CO2 produzido em regiões mais profundas (região trofolítica) não se perde não atravessa a
termoclina
• O2 formado na superfície livre saída para a atmosfera (região trofogênica)
• Ar e água Trocas de O2 produtora (dia) e
Gás carbônico e potencial
hidrogeniônico
:
•
CO
2
fundamental importância
metabolismo das algas
•
Introdução nas massas d’água:
– água da chuva ar atmosférico (zonas industriais, sobretudo) e
– húmus MO em decomposição nos solos
Gás carbônico e potencial
hidrogeniônico
:
•
Combinação com a água:
– ácido fraco ácido carbônico
– CO2 + H2O <--> H2CO3
– Águas ricas em carbonatos (águas em regiões calcárias) bicarbonatos (solúveis)
Gás carbônico e potencial
hidrogeniônico
•
Presença de bicarbonatos em solução ou
carbonatos precipitados
CO
2no meio
•
Ocorrência de fenômeno geológico
Precipitação de calcário (verão)
gás
carbônico menos solúvel em águas quentes
Gás carbônico e potencial
hidrogeniônico
:
•
Gás carbônico de equilíbrio
que não reage
com carbonatos
estabilidade do teor de
bicarbonatos
Gás carbônico e potencial hidrogeniônico
• CO2 agressivo água ácido carbônico acidez
• Gotas de chuva (CO2 atmosfera) pH sensivelmente
reduzido maior declínio passagem pelo solo (micro-organismos produtores de húmus) pH de 4 ou 5
• pH relação entre CO2 e carbonatos
• Efeito tampão da mistura dificulta as flutuações de pH
• Águas relativamente pobres em carbonatos
Gás carbônico e potencial hidrogeniônico :
• Efeito Tampão importante do ponto de vista ecológico
• Líquidos no organismo tamponados
• Águas pobremente tamponadas risco de se tornarem ácidas (enriquecimento de CO2) ou alcalinas (pela intensa reprodução de vegetais)
Sais Minerais
• De maior interesse para os organismos vegetais
• Organismos autótrofos Carbono (CO2) + O2 e H2 (água) + sais minerais (quantidades bem modestas)
• Elementos essenciais N, P, S, Mg, K, Ca e Fe
Sais Minerais
• Águas doces, em solução carbonatos, sulfatos, cloretos, silicatos, nitratos e fosfatos de cálcio,
magnésio, sódio, potássio e ferro natureza geológica, MO e fatores indiretos (t, CO2 e O2) solubilidade na água.
• Águas com quantidades elevadas de sais:
– Boratos lagos da Califórnia
– Sulfetos frequentes em águas de fontes termais
Lagos coloridos
Os gigantescos campos aráveis próximos de Beaumont, Austrália, estão repletos de lagos salinos. As cores são produzidas por algas e pelos diferentes graus de salinidade
do solo. A alta salinidade dificulta o cultivo para os agricultores (DW: Meio
Sais Minerais
• Concentração de sais seleção de organismos fator osmótico
• Nitratos e fosfatos quantidades abaixo do nível ótimo para o desenvolvimento de algas águas naturais pequena densidade de algas
Sais Minerais
• Eutrofização cultural atividades agrícolas, esgoto doméstico, detergentes, etc.
• Remediação para eutrofização cultural controle de erosão do solo; uso racional e cuidadoso de fertilizantes e tratamento terciário de esgotos (primário – elimina germes; secundário – remove sólidos; terciário – remove fósforo e outras
substâncias químicas)
Compostos de Nitrogênio
• Águas naturais nitratos em solução
•
• Águas que recebem esgotos compostos mais complexos compostos orgânicos quartenários, amônia e nitritos
existência de poluição recente oxidação rápida na água por bactérias nitrificantes Índice de presença de despejos
orgânicos
Compostos de Nitrogênio
• Passagem pelo solo bactérias nitrificantes amônia em nitritos e nitratos
• Atividade bacteriana fixação do nitrogênio na
massa d’água gêneros de algas cianofíceas
• Nitrogênio importância fundamental à vida dos organismos integrante da molécula de proteína e do protoplasma
Compostos de Nitrogênio
• micro-organismos de água doce Nitrogênio Um dos maiores fatores limitantes
• Quantidades predominantes no protoplasma – muito escassos em águas doces organismo tem
dificuldades em obtê-los do meio
Diagrama do Ciclo do Nitrogênio na água. N2 no ar é fixado pela cianobactéria e colocado na forma de proteína, que é comida pelos peixes. O peixe libera NH3, que é utilizada por bactérias heterotróficas, plantas, cianobactérias e as bactérias Nitrosomonas. Os três primeiros incorporam NH3 em proteína. Nitrosomonas a convertem em NO2, que por sua vez é utilizada pela Nitrobacter, que libera NO3. NO3 é um nutriente para vegetais e é também utilizado pelas bactérias
Compostos de fósforo:
•
A história do fósforo é mais simples. Fósforo
tipicamente está disponível para plantas como
organofosfato (PO
4-3).
•
Outras fontes de fosfato são cadáveres de
animais, resíduos de animais, ossos e
Compostos de fósforo:
• Participam da composição das águas naturais em quantidades muito pequenas
• Importante componente da substância viva núcleo-proteínas – ligado ao metabolismo
respiratório e fotossintético
• Fator limitante mais importante vida dos micro-organismos aquáticos
Compostos de fósforo:
• Despejos orgânicos (esgotos domésticos) e alguns tipos de despejos industriais incremento do
elemento
• Detergentes de uso doméstico e industrial despejos em fósforo
• Outras fontes:
– Apatitas minerais fosfáticos
– Fosfatos inorgânicos dos solos não são facilmente carregados pelas águas das chuvas
– Bactérias capazes de reduzir fosfatos a fosfitos,
Outras substâncias minerais
• Ferro na água sob forma de bicarbonato solúvel
• Solubilidade pH, teor de CO2 e OD
• Manganês comportamento semelhante ao do Fe
• Fe e Mn fator limitante à vida de certas bactérias que o utilizam como material oxidável
Outras substâncias minerais
• Sílica importante elemento no metabolismo das algas diatomáceas (formação de carapaças silicosas)
• Águas naturais ricas em ortossilicatos não dissociados, em sílica coloidal
• Drenagem de águas ricas em gás carbônico dissolução de rochas silicosas enriquecimento das águas
• Proliferação intensa de diatomáceas diminuições consideráveis do teor de sílica
• Enxofre, potássio, magnésio podem ser importantes ao desenvolvimento de organismos em geral