Investir em Sua Saúde
Segundo o autor, investir em sua saúde é o primeiro passo, pois no dia-a — dia, não nos preocupamos com isto, até mesmo porque as empresas atualmente exigem de maneira voraz o aumento de produtividade, exigindo maior dedicação e tempo por parte do quadro funcional. É agora em que os melhores preparados fisicamente, mental e emocionalmente se destacam da grande maioria. Suportar a pressão diária exige muito em termos emocionais, até mesmo porque o reflexo desta rotina exaustiva também se dá em família, na própria casa e se expande além das fronteiras do escritório. Sacrificar a família muitas vezes é necessário, lembrando que este fato depende da filosofia adotada pela empresa contratante; cabe a nós profissionais, refletir sobre nossa permanência no quadro funcional.
Neste momento é que verificamos que muitas vezes não estamos preparados para o mercado de trabalho, paramos no tempo e não investimos em nosso maior patrimônio, nossa vida profissional.
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Diante disto, precisamos urgentemente rever nossos conceitos em relação a trabalho e em relação a nossa própria vida; devemos praticar exercícios físicos regularmente, com disciplina e comprometimento.
Será que algum profissional mal preparado fisicamente, suporta uma rotina de congressos, viagens e reuniões? Certamente não.
Para o autor, “estar bem de saúde física, mental e emocional é fundamental
para superar os obstáculos naturais de sua longa caminhada rumo ao sucesso em todas as áreas da vida”. E para isso o profissional deverá alimentar-se muito bem, praticar exercícios físicos regularmente e dormir o necessário, além, é claro, de evitar os excessos.
Ninguém na empresa precisa saber que você passou a noite inteira em festas e barzinhos; se ingerir bebidas alcoólicas, que seja com moderação.
Investir em Seu Visual
Investir em seu visual é outro fator relevante. Prova de que todos dão importância a isto é que empresas criam produtos e dão muita ênfase a embalagens, até mesmo para chamar a atenção, criar o interesse, depois logicamente se analisa o conteúdo na embalagem. Como diz o ditado popular, “a primeira impressão é a que fica”, nós nunca teremos a segunda chance de causar a primeira impressão. Cabelos e unhas cortadas, barba feita diariamente, dentes bem tratados, roupas boas e apropriadas a cada situação, óculos e caneta de primeira linha, são requisitos necessários para formar uma boa imagem. Com certeza imagem não é tudo, mas ajuda principalmente em um processo de seleção onde há vários candidatos e os responsáveis pela seleção precisam avaliar rapidamente, e acabam decidindo pela primeira impressão, logicamente, aliada a outras informações pertinentes aos currículos dos candidatos. Imagine um processo de seleção em que há cinquenta candidatos; com certeza os recrutadores não têm todo o tempo do mundo e o primeiro critério a ser utilizado será a avaliação da imagem, como o candidato se apresentou. Roupas adequadas e em tons neutros são as melhores opções para não errar ao comparecer numa seleção.
Procure saber qual o estilo da empresa, como vestem seus funcionários e mesmo que eles tenham um dia “free”, procure não exagerar. Não podemos esquecer-nos do que calçamos, os sapatos devem estar sempre limpos e engraxados; óculos e qualquer outro acessório devem ser de boa qualidade, as pessoas devem perceber que você é bem-sucedido.
Investir em Seu Currículo
Investir em seu currículo é necessário; de nada vale saúde, visual, e não ter um bom currículo. Não se deve economizar no seu currículo, ele diz quem você é e do que é capaz. Sua arma é seu conhecimento, não economize em cursos, palestras e treinamentos; se for o caso viaje, procure fazer cursos em outros estados; isso pode lhe proporcionar diferentes experiências por se tratar de nova visão sobre culturas e tendências diversas, além é claro, do networking.
Nunca se dê por satisfeito, não vá dormir sem aprender nem que seja uma palavra diferente. Outra dica necessária é personalizar o currículo, faça um currículo para cada empresa, pois você corre o risco de parecer que entrega seu currículo em qualquer empresa e sem critério, ou seja, o que você quer é emprego e não ter sucesso.
Para se ter sucesso, seu currículo deve conter formação acima da média e no mínimo dois idiomas.
Se já é graduado, faça uma pós-graduação, se já tem especialização, faça um MBA ou mestrado, participe de congressos, seminários e outros. Além disso, o inglês e o espanhol devem constar no seu currículo, além é claro, de já dominar o português.
Lembrando que o currículo deve ser impresso a laser, no máximo duas páginas e gravado em CD, este último como opção a ser entregue ao entrevistador.
Cursos na área de informática são sempre bem-vindos, ainda mais se o curso feito refere-se à tendência de momento. As empresas valorizam funcionários atualizados.
Valorizar Sua Pessoa
As dicas a seguir são válidas para você ser bem-vindo em qualquer ambiente, lembrando que o essencial é fazer com que as pessoas gostem de você, seja simpático, atencioso, tenha sempre um sorriso no seu rosto, motive as pessoas ao seu lado. Todos gostam de pessoas felizes e bem sucedidas, ninguém quer ter ao lado, fracassados. Valorize-se, mostre seu valor. Manter-ser organizado ajudará a valorizar sua imagem perante sua equipe de trabalho ou grupo em que você esteja inserido socialmente.
Atualmente, a correria e o estresse do dia-a-dia em muitos casos impedem a organização. Mantenha seu ambiente de trabalho organizado, carregue em sua
pasta, lápis, caneta, borracha, corretivo, fita adesiva, cópia dos seus documentos, fotos 3x4 e 5x7 coloridas. Nunca se sabe em que momento será necessário utilizar um desses itens, sem falar é claro, da agenda telefônica e pessoal; de preferência agenda deve ser eletrônica.
Estar de bom humor também ajuda e abre as portas. Empresas e organizações desejam pessoas bem resolvidas, que não levem problemas para os demais colegas, contaminando assim o ambiente. Ninguém precisa ouvir lamentações diariamente; empresas buscam resultados e o profissional bem- sucedido precisa estar focado em suas metas e objetivos.
Pratique o otimismo e levante o astral de todos que estejam ao seu redor e perceba como as pessoas irão valorizá-lo e desejá-lo no grupo. Faça um curso de oratória, postura e gestos, aprenda a falar e convencer as pessoas com as palavras prepare-se para discursos e capriche o máximo que puder.
Algumas palavras podem ajudá-lo em um possível discurso, das quais podemos citar: prezados Senhores; Caros Amigos; É uma enorme satisfação; É com grande prazer; sem a menor dúvida; entretanto; porém; sucesso; trabalho;
conquista; harmonia; projeto e tantas outras que motivem os espectadores.
Elimine do seu vocabulário gírias e não fale mal dos seus concorrentes, ignore-os ao máximo. Motive as pessoas com suas palavras, evite as palavras negativas. Todos irão associar seu discurso, a sua imagem, ou seja, se você falar de sucesso, carreira, projeto, metas cumpridas, objetivos alcançados, é assim que irão vê-lo.
Seja elegante e tenha postura, não basta apenas se vestir bem, ande sempre com a coluna reta, não deite na cadeira ao se sentar, não a arraste, não fume em público para não passar insegurança, além do que, nem todos fumam.
Cumprimentar a todos faz muito bem para sua imagem “Oi, tudo bem?”, “Bom dia, como tem passado?”, “Olá, como vai?”, um efusivo “Bom dia”, “Boa tarde” e
“Boa Noite”, além de parecer e ser educado, você ganhará a simpatia de todos, de diretor a zeladores.
Aperte a mão decididamente, aprenda a dizer não. Se por acaso você prometer, cumpra, retorne sempre suas ligações, prefira o contato pessoal, pode ter certeza que uma solicitação feita pessoalmente tem muito mais chance de ser atendida do que solicitação feita por telefone. Caso você necessite dar alguma
notícia ruim, dê pessoalmente também, não a dê por telefone. Seja pontual em seus compromissos, ninguém gosta de esperar.
Valorize sua Marca Divulgue Sua Marca
Sempre que tiver oportunidade, você deve dizer quem você é. Seu nome ou apelido é a sua marca. Ande sempre com seu cartão de visita. Independente do que você faça, aproveite toda a oportunidade de dizer quem é e o que você faz.
Distribua brindes, escreva artigos para sites, jornais e revistas tenham sua página na internet, envie cartões de aniversários e de natal, envie telegramas, participe de concursos, saiam de casa e frequente bons lugares. A internet hoje pode ser uma grande aliada na divulgação da sua marca.
Por se tratar de um tipo de mídia de massa, o marketing na Internet abrange um número muito grande de consumidores potenciais. A Internet, como qualquer outra mídia de massa, tem potencial para ser algo de grande valor para os profissionais de marketing. “A Internet um dia será uma grande força varejista, por exemplo,” (HIAM, 1999).
Como opção de marketing via Internet temos a criação da própria página na Internet, a compra de espaço de anúncio em outras páginas/sites, cartas de resposta direta para envio por e-mail e a publicação em uma revista ou informativo virtual.
Vale ressaltar o crescimento de usuários da internet no mundo inteiro, o que torna interessante a adoção desta ferramenta, já que o custo também não é elevado.
Felipine (2002) destaca que cerca de 90% das empresas tem atualmente, alguma presença na Internet, mas uma parte expressiva delas tem apenas o que estou chamando aqui de "Presença Institucional", ou seja, um site que mostra o que é a empresa, suas atividades, produtos ou serviços prestados, localização, telefone para contato, etc.
Uma espécie de brochura eletrônica de divulgação da empresa.
O pessoal das empresas ponto-com sabe muito bem que, dependendo do produto oferecido, de 30% a 40% das visitas recebidas no site, chegam através dos
buscadores, ou seja, alguém que estava interessado em “produto X” entrou em um desses buscadores, digitou essas palavras e caiu no site.
Friedschtein (2007) em seu artigo “A internet como Ferramenta de Comunicação”, confirma a importância do marketing através da internet. Segundo o
artigo, a internet é conhecida como a super via da informação e existe há mais de 30 anos. Em 1991, menos de 50 mil pessoas usavam a rede. Em 1997 eram 70 milhões de internautas em todo o mundo e este número é maior a cada dia, estando hoje entre 600 a 700 milhões. Em 1995, o Brasil aderiu à Internet comercial e somos quase 20 milhões de navegantes brasileiros e estamos nos expandindo igualmente.
O acesso fácil à informação, seja ela qual for, vem transformando o comportamento humano. Consumidores mais exigentes e críticos também transformam o comportamento dos empresários e empresas. Sendo assim, podemos dizer que se o marketing pela maioria das definições está diretamente ligado ao cliente, não pode ficar de fora da Internet.
O consumidor passou a dar maior valor às informações, sejam elas de produtos ou serviços.
Entretanto, segundo Martin (1999, p.9) “haverá tantos desafios técnicos quanto culturais enquanto a tecnologia aguarda e promove mudanças no modo pelo quais as pessoas agem e pensam”.
O relacionamento entre a organização, seus parceiros e clientes serão facilitados pelo mundo interconectado. Do ponto de vista estratégico, serão enormes as oportunidades no futuro da Internet, praticamente tudo e todos estarão interconectados. (MARTIN, 2000).
Segundo Schoor (2006) outro fato que comprova o sucesso e o crescimento do marketing na Internet, é o aumento do investimento publicitário na Internet brasileira, que deverá fechar o ano de 2006 com faturamento de R$ 360 milhões, o que representará um crescimento de 32% em relação ao mesmo período do ano passado. A projeção é da IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau Brasil).
Outro bom motivo para se trabalhar o marketing na Internet, é a sua interatividade; provavelmente, essa é a maior vantagem desta ferramenta em relação às outras que serão abordadas neste trabalho.
A Internet é a primeira mídia de massa que permite interação. As outras
mídias convencionais, rádio, televisão, jornais e mala direta levam a informação na casa dos consumidores, porém não existe feedback interativo neste processo de comunicação. Esta interatividade proporciona o “sonho de aldeia global realidade”.
(AMOR, 2000).
Abaixo podemos observar a força de crescimento deste tipo de mídia.
MÍDIA ANOS QUE LEVOU PARA
ATINGIR 50 MILHÕES DE USUÁRIOS
Rádio 38 anos
Televisão 13 anos
TV a Cabo 10 anos
Internet (estimativa) 5 anos
Fonte: Morgan Stanley Technology Research apud Zeff (2000, p.5).
Como podemos observar, a internet pode ser uma grande aliada.
Valorize Suas Qualificações
Valorize suas qualificações, não trabalhe sem remuneração, valorize seu conteúdo, você não se preparou de graça, tudo teve um custo, mesmo que não seja financeiro. O barato é comum e ninguém valoriza, o seu preço é único e quando alguém lhe solicitar grandes descontos, informe-o que pela sua relação e amizade fará uma cortesia, mas só desta vez. Se você não se valorizar, quem é que o fará?
Aprenda com os seus erros e com os erros dos outros, seja humilde em reconhecer seu erro, todos erramos, e se em algum dia seu cliente não ficar satisfeito, devolva o dinheiro. “Satisfação garantida ou seu dinheiro de volta”, você é um excelente profissional e acredita no seu valor, então você pode garantir a satisfação.
Evite dar respostas na hora, avalie com cautela cada situação, não aceite convite para o mesmo dia, mas no mínimo com dois dias de antecedência. Sua agenda está lotada e você é muito requisitado.
Planejando sua Carreira
Como você é uma empresa, o planejamento da sua carreira faz necessário.
Devem-se conhecer os pontos fortes e os pontos fracos, faça uma Análise PFOA (potencialidades, fraquezas, oportunidades e ameaças) além, é claro, de estipular metas e objetivos.
Potencialize seus pontos fortes e abandone seus pontos fracos, não investindo neles. Nesta fase, a determinação para o cumprimento dos objetivos e metas é fundamental para o sucesso da carreira.
Administrar seu sucesso é o que resta depois de tanto esforço, de tanta luta.
Nesta fase, a manutenção da imagem é necessária sem grandes investimentos, mas o mundo tem que ser lembrado de que você existe. Evite gastar tudo que ganhou com o suor do seu trabalho, não se esqueça de suas origens e não se esqueça de quem lhe estendeu a mão ou auxiliou nos momentos difíceis.
Podemos observar que nossa carreira e o nosso marketing pessoal não diferem em nada do que as empresas tentam a todo instante, chamar nossa atenção e criar vínculo.
Pensando desta maneira, entendemos que conceitos dentro do marketing e da administração podem ser facilmente usados dentro da nossa carreira, em favor do nosso marketing pessoal.
Comunicação
A segunda metade do século XX, sobretudo a partir dos anos 70, trouxe rápidas e profundas transformações para todos, independentemente de classe social, de continente, de grupos culturais ou independentemente da diversificação adotada.
O avanço da tecnologia modificou de maneira exacerbada os conceitos de tempo e de espaço, construindo-se novos modos de socialização. Se a Carta de Caminha levou meses para chegar ao rei de Portugal, temos hoje o correio eletrônico, que transmite a mensagem em tempo real.
A relação tempo e distância mostra que milhares de quilômetros podem ser
vencidos em poucas horas. Ou em poucos minutos, quando se trata de programa espacial.
Fala indevidamente, no fim dos Estados Nacionais e do trabalho. Ambos se reorganizam e ganham novas características.
Neste novo mundo, novas sensibilidades são construídas, novas linguagens circulam. Os meios de comunicação jogam papel importante nessa realidade e instaura-se uma grande disputa entre eles, de um lado, e as tradicionais agências de socialização — escola e família —, de outro. Ambos os lados pretendem ter a hegemonia na influência da formação de valores, da condução do imaginário e dos procedimentos dos indivíduos/sujeitos.
Esse conjunto de relações que se estabelecem no imaginário de dada cultura, de determinado grupo, é uma construção coletiva em que se baseia a memória social daquele grupo, e a qual a comunidade mantém. Essa memória coletiva é que respalda o modo como os indivíduos/sujeitos se vêem no confronto com o outro, a ação deles em relação aos demais e em relação às instituições. A realidade objetiva é a base das relações.
Todo corpo físico pode ser percebido como símbolo. E toda imagem artístico- simbólica ocasionada por um objeto físico particular já é um produto ideológico.
Converte-se, assim, em signo, o objeto físico, o qual, sem deixar de fazer parte da realidade material, passa a refletir e a refratar, numa certa medida, outra realidade.
(Bakhtin 1988: 31).
É na construção desse território de reflexo/refração da realidade que a disputa se institui. A hegemonia nessa construção garante a permanência ou modificação de valores.
A sociedade funciona no bojo de um número infindável de discursos que se cruzam, se esbarram se anulam, se complementam; dessa dinâmica nascem os novos discursos, que ajudam a alterar os significados dos outros e vão alterando seus próprios significados, nos momentos em que a materialidade do discurso-texto que circula é captada pelo enunciatário/receptor.
Este lê/interpreta os discursos a partir do diálogo com os demais discursos sociais. Essa dinâmica ocorre em nível tanto sincrônico como diacrônico. As permanências históricas, muitas vezes sob a forma de mitos, provérbios,
estereótipos, valores "positivos" ou "negativos", também constituem parte importante desse diálogo entre os discursos.
O universo de cada indivíduo é formado pelo diálogo desses discursos, nos quais seu cotidiano está inserido. E é a partir dessa materialidade discursiva que se constitui a subjetividade. Logo, a subjetividade nada mais é que o resultado da polifonia que cada indivíduo carrega. Sua construção vem sendo disputada pelas agências de socialização.
O campo da comunicação
O campo da comunicação constitui-se a partir dessa multiplicidade de discursos que originam e configuram a unicidade do discurso da comunicação. O comunicador é o indivíduo/sujeito que o assume (Baccega 2002: 15 – 28).
Enunciador/enunciatário de todos os discursos em constante embate na sociedade, ele é o mediador da informação coletiva.
Se, por um lado, o comunicador tem a condição de enunciador de um discurso específico, ao produzi-lo ele estará, na verdade, reelaborando a pluralidade de discursos que recebe: ou seja, estará na condição de enunciatário. Ele é, portanto, enunciador/enunciatário.
O mesmo ocorre com o indivíduo/sujeito ao qual se destina o produto:
enunciatário do discurso da comunicação, este indivíduo/sujeito é também enunciatário de todos os outros discursos sociais que circulam no seu universo, os quais ele mobiliza no processo da leitura/interpretação.
Como a comunicação só se efetiva quando é apropriada e se torna fonte de outro discurso, na condição de enunciatário está presente a condição de enunciador.
Ele é, portanto, enunciatário/enunciador.
Um dos desafios está contido nessa dinâmica: o campo da comunicação constitui-se de dois pólos básicos, que estabelecem um intercâmbio — de um lado, enunciador/enunciatário; e, de outro, enunciatário/enunciador.
Tendo que incorporar o discurso dos vários outros que é cada um, resultado dos vários outros universos, compete ao discurso da comunicação procurar os “fios
ideológicos” (expressão de Bakhtin) com os quais conduzirá a inter-relação entre eles, tecendo-se. Sua trama implica a dialogicidade, presente na polifonia, numa manifestação das relações macroestruturais com a vida cotidiana.
Daí resulta a apropriação de valores, marcada pela transitoriedade, em um processo de substituição permanente, que varia conforme a renovação dos produtos da mídia, ou a incorporação de valores, que resulta de um processo em geral muito longo, cumulativo, que redefine valores e até cria.
Fazer aflorar a importância dos indivíduos/sujeitos de ambos os pólos, na configuração das verdades, dos valores que permeiam o imaginário, dos comportamentos que estão presentes no cotidiano das pessoas, dos grupos, das classes sociais, é imprescindível quando se estuda comunicação.
São essas verdades, valores e comportamentos que, formando a consciência social, ideológica e estética, vão atualizar as manifestações dos produtos da indústria cultural, revelando a atividade da recepção.
O estudo desse campo incorpora os resultados das ciências, sobretudo as sociais. No processo mesmo de incorporação, temos um primeiro momento de metassignificação, visto que cada ciência se desloca de seu domínio de origem, com suas configurações, e faz parte de outro.
Mas há outros processos, configurando outros níveis de metassignificação: ao compor o novo campo, cada ciência encontra-se com outras que também aí figuram nas mesmas condições, ou seja, na condição de metassignificação, e dialoga com elas, reconstruindo-se, cada uma delas, nessa interdiscursividade.
A interdiscursividade implica no diálogo com os outros discursos, ao mesmo tempo, em que, revela a especificidade do discurso construído nesse processo.
A Sociologia, a História, a Filosofia, a Linguagem, etc. ganham outra especificidade no diálogo interdiscursivo. Essa especificidade será, agora, não mais a que se prende ao domínio de onde provém, mas aquela que, no confronto de cada ciência com as demais, permite-lhe distinguir-se.
A Comunicação, a Seu Favor
Se você quer ter sucesso, use a comunicação a seu favor. Por exemplo, porque aquele colega conseguiu aquela promoção na empresa e você não? Caso
ele não tenha um currículo melhor que o seu, provavelmente, ele soube se comunicar melhor que você.
De nada adianta ser um excelente profissional, aprovar grandes projetos, liderar equipes, conseguir resultados e ninguém saber quem você é.
Hoje, felizmente ou infelizmente, somos obrigados a ter um misto de competência, excelência profissional e comunicação.
Tanto os seus chefes diretos, seus subordinados, os diretores da empresa e o mercado, necessitam conhecer você e saber que você é capaz. Abaixo seguem algumas formas de deixar isso mais claro:
• Assumir sempre os créditos por seu trabalho, perante todos;
• Valorizar seus subordinados; isso é bom porque é excelente qualidade ter uma boa equipe e isso também ressalta você;
• Em entrevista de trabalho, demonstre casos de sucesso, dos quais você fez parte e enfatize o retorno que você deu à empresa;
• Deixe claro para todos que você consegue elaborar planos, estratégias e agir diferente;
• Demonstre ao seu cliente que você fará algo de diferenciado para ele, desse modo ele vai se sentir prestigiado e valorizará seu trabalho;
• Faça isso naturalmente, para não transparecer forçado e arrogante.
Uma das funções mais importantes do marketing pessoal é a capacidade de influenciar e persuadir positivamente através da comunicação interpessoal.
A comunicação envolve muito mais do que palavras. Na verdade, as palavras representam apenas uma pequena parte da nossa forma de expressão como pessoa.
Estudos demonstram que numa apresentação pessoal diante de um grupo, 55% do impacto é determinado por nossa linguagem corporal — postura, gestos, e contato visual, 38% são determinados pelo nosso tom de voz. E apenas 7% desse impacto têm a ver com o conteúdo de nossa apresentação (Mehariam e Ferris, Inference of atittudes from nonverbal comunication in two channels).
As palavras formam o conteúdo de nossa mensagem, e a postura, gestos e ações geram o contexto da comunicação.
De uma forma geral, devemos observar em nossa comunicação os seguintes
aspectos:
• Criar empatia com as pessoas desde o primeiro momento;
• Observar o tom de voz, conforme as características de outra pessoa;
• Utilizar uma postura corporal conforme a ocasião e com a mensagem que queremos passar;
• Observar as reações das pessoas durante a transmissão da nossa mensagem;
Devemos, portanto, prestar atenção à maneira com que nos comunicamos.
Abaixo relacionaremos dez dicas da arte de comunicar. São elas:
1. Ouça com atenção — esteja atento ao que o outro, fala. Agindo assim, quando chegar sua vez, todos estarão atentos;
2. Fale sobre coisas que interessam a outra pessoa — estimule o outro a falar sobre assuntos que lhe interessam, criando assim maior afinidade e empatia;
3. Evite minúcias desinteressantes — não é necessário contar tudo nos mínimos detalhes, isso cansa;
4. Evite expressões cediças — não deixem que pensem que você é uma pessoa de poucas palavras, que utiliza sempre as mesmas;
5. Fale com precisão — não mergulhe de cabeça numa frase, pensando que dará certo;
6. Faça as perguntas adequadas — não utilize perguntas vagas do tipo
“como vão às coisas”, utilize perguntas do tipo “como o senhor começou o negócio”;
7. Aprenda a discordar sem ser desagradável — às vezes o que importa não é o que se diz e sim a maneira de dizer, use a sutileza;
8. Evite interromper os outros — se tiver que interromper uma conversa, você parecerá menos descortês com uma frase amável do tipo “José, você me permite acrescentar uma coisa ao que acaba de dizer?”.
9. Procure ser tolerante e democrático — às vezes conversamos com pessoas que julgamos inconvenientes e chatas; neste caso devemos nos concentrar no assunto em discussão, a discussão é impessoal;
10. Elogiar um pouco às vezes ajuda — Você não precisa parecer um
puxa-saco, porém elogie, mas se for a hora e se for merecedor.
Vale ressaltar que, para se comunicar bem, é necessário conhecimento de causa e muito preparo.
Os profissionais que dão valor à comunicação se preparam e estudam, sabe que comunicação pode ser uma passagem para o sucesso, ou pelo menos um facilitador.
Nas páginas seguintes, relacionam-se as descrições de algumas características e comportamentos que o profissional de sucesso deve ter no seu dia a dia, lembrando sempre que a comunicação interpessoal e organizacional é o primeiro dos itens, porém, os outros servem de complemento para atingir o sucesso profissional.