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Desde os primórdios da história

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RESUMO

Durante décadas a indústria fonográfica dominou o mercado da música em todo o mundo, tendo em alguns períodos tamanha influência que chegou a fazer frente a indústrias consolidadas como a do cinema. Porém, com o aumento dos softwares livres e o crescente uso da internet a indústria fonográfica tem perdido sua hegemonia para a produção independente que através das mídias sociais está conseguindo produzir, divulgar e comercializar a música sem depender da influência das gravadoras. Sendo assim, buscaremos apresentar algumas características desse processo de mudança do panorama musical.

PALAVRAS-CHAVE: Mídias Sociais, Música, Indústria fonográfica e Artista independente

MÚSICA INDEPENDENTE E MÍDIAS SOCIAIS:

PRODUCÃO, PROMOÇÃO E PÚBLICO

Por Anderson Lucas da Silva NOVAES Pontifícia Universidade Católica de Goiás Marcus MINUZZI Faculdade Sul-Americana / FASAM

1. Introdução

Desde os primórdios da histó- ria da indústria fonográfica podemos constatar diversas mudanças nos formatos de se di- fundir a música, o que resulta con- sequentemente na alteração signi- ficativa das formas de produção e consumo da música.

Durante as primeiras décadas, entre os séculos XIX e XX, a indústria fono- gráfica foi marcada pela disputa de mercado entre o cilindro de Edison e o disco de goma-larca de Berliner.

Disputa essa terminada após a deci- são de Edison, em 1912, de cancelar a produção de cilindros, passando a comercializar no formato de disco.

Sendo importante ressaltar sobre esse processo que enquanto o apa- relho de Edison permitia ao consumi- dor gravar seus próprios cilindros, o concorrente de Berliner não oferecia a mesma possibilidade. O que resul- tou na centralização de todo o pro- cesso de gravação sonora nas mãos das indústrias fonográficas.

Até 1940 o cenário continuou o mes- mo. Em meados de 1940 foram introdu- zidas no mercado as fitas magnéticas de bobina cujos aparelhos incluíam cabeçotes de gravação, o que de fato não representou um avanço democrá- tico nos meios de produção musical, pois os custos para recursos de edi- ção e masterização ainda eram muito elevados. Sendo assim, podemos afir- mar que durante todo o século XX os processos de gravação estiveram res- tritos aos estúdios profissionais espe- cializados, que por sua vez, estiveram diretamente ligados às gravadoras responsáveis pela divulgação de todo o conteúdo musical.

Atualmente, após a revolução ocorri- da no contexto da indústria fonográfi- ca com a entrada da tecnologia digital na década de 1990, os equipamentos de gravação têm se tornado cada vez mais acessíveis aos consumidores que estão no entorno das gravadoras.

A criação de home studios, se tornou possível após a abertura de mercado para equipamentos de captação, pro-

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dução e edição musical. Esses homes- tudios somados ao MP3 e o aceso a internet revolucionou todo o cenário musical. Com a democratização do acesso aos equipamentos, os músicos independentes puderam reverter o panorama musical, criando até mes- mo um novo segmento musical deno- minado de indie. Esse segmento se apropria das tecnologias atuais como ferramentas essenciais para a produ- ção e divulgação do seu material fora dos grandes estúdios e do mainstre- am, representado pelas majors1.

Sendo assim, o presente trabalho tem por objetivo analisar o proces- so de produção e comercialização da música contemporânea através das mídias sociais. Compreendendo a música como instrumento cultural inserido na dinâmica capitalista, bus- caremos interpretar o papel das mí- dias sociais no auxílio à divulgação e comercialização da música, bem como o alcance e fidelização do pú- blico para a manutenção da carreira do artista independente.

2. Música mercantil

Com o desenvolvimento do capitalis- mo e o surgimento do que Theodor Adorno classificou como “indústria cultural”, a música passa a ser mono- pólio das empresas especializadas na sua produção, as grandes gravadoras.

Assim, então se justifica a padroniza- ção da música, que se dá “através da especialização e do tipo de técnicas empregada na produção de uma mú- sica” (MARQUES, 2007, p.70).

Cabe-nos discutir, então, quem inte- gra essa camada de especialistas da produção da arte, mais especifica- mente da música. Na música popular os responsáveis pela sua padroniza- ção e comercialização são as indús- trias fonográficas, que já possui mais de um século de história e trans- formações em suas bases de produ- ção. Após o advento do gramofone a indústria fonográfica apresentará uma mutação constante nos seus mo- dos de difusão da música, atingindo o rádio, o cinema e a televisão. Sem

contar suas transformações no meca- nismo responsável pela sua reprodu- ção, do vinil ao armazenamento digi- tal dos tempos atuais.

O processo de produção da música também vem se alterando constante- mente assim como seus mecanismos de reprodução, segundo Adorno “o processo de produção organizado e dirigido seguindo o modelo industrial ocupou o campo inteiro do consumo musical, substituindo o que a ideia da produção artística tencionava” (DIAS, 2000, p.30). De acordo com Adorno, após o processo de padronização da música, tornando-a mercadoria de consumo estético, a música popular deixa de adquirir valores artísticos, folclóricos e intrínsecos aos artistas compositores sendo substituídos por esquematismos, planejamentos e téc- nicas industriais que fornecem ao público consumidor produtos pratica- mente idênticos,que são garantia de lucros extraordinários às majors da indústria fonográfica.

Outro agravante na perspectiva da música contemporânea e a perda de espaço do músico compositor para a figura dos intérpretes no cast das gravadoras. Os intérpretes possuem pouca, ou quase nenhuma, qualidade técnica. Fato que se justifica no cri- tério de seleção desses intérpretes, a escolha do intérprete se dá através do julgamento puramente estético na maioria dos casos, para Adorno esses intérpretes da indústria cultural, “são aqueles que falam os jargões com facilidade, espontaneidade e alegria como se fosse a linguagem que ele, no entanto, há muito reduziu ao si- lêncio. Eis aí o ideal do natural neste ramo.” (ADORNO & HORKHEIMER, 1985, p.120).

A representação desses intérpretes é fundamental para a indústria fo- nográfica, pois os mesmos reprodu- zem a imagem de um modelo ideal, que vai da voz ao vestuário, fazendo com que a indústria da música se alie com outros setores da indústria cultural aumentando seus fatura-

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mentos, que vão de direitos autorais aos de imagem.

A utilização desses intérpretes acen- tua as péssimas condições de traba- lho do músico compositor, que além de ter que se aliciar a uma grande gravadora para reproduzir suas mú- sicas, tendo que, em muitos casos dividir ou dar todos os seus direitos de autoria sobre a música, agora não possui nem sequer os ganhos de ima- gem nos meios difusores.

A partir dessa divisão do trabalho na música notamos a profissionalização de uma categoria na produção mu- sical, o músico compositor, ou seja, aquele que apenas compõe as músi- cas sobre os padrões culturais pré-es- tabelecidos, para que outro contrata- do, o intérprete, possa reproduzir.

Para melhor entendermos o proces- so de produção da música popular pautada sob a ótica das majors, e a extração da capacidade de produção artística do músico, temos um trecho da Márcia Tosta Dias, onde a autora aborda a cadeia produtiva da música popular brasileira nos anos 70:

“Reservada à transnacional ou às empresas nacionais de gran- de porte, essa linha de produção continha as seguintes etapas:

concepção e planejamentodo produto; preparação do artista, do repertório e da gravação;

gravação em estúdio; mixagem, preparação da fita master; con- fecção da matriz, prensagem/

fabricação; controle dequali- dade; capa/embalagem; distri- buição; marketing/divulgaçãoe difusão.”(DIAS,2000,p. 65).

Notamos nesse trecho a nula partici- pação do músico-artista, temos a cla- ra concepção de um produto pautado sobre os moldes da grande indústria nas palavras de Márcia Tosta Dias, toda a produção de um álbum musical fica reservada a setores de produção, sendo eles, econômicos, artísticos, de execução e difusão.Cabe ao músico

inserido na dinâmica das majors a especialização em uma das áreas ci- tadas acima, sendo constrangido ao trabalho remunerado por uma grande gravadora ou empresado setor musi- cal. Sua essencialidade com o artista é substituída pela sua “mão-de-obra qualificada”,sendo seu serviço tercei- rizado pela indústria fonográfica:

“O artista não tem lugar na empresa; o cast não existe es- pacialmente nela. Apesar de conferir a necessária essencia- lidade ao processo, o artista, paradoxalmente, não faz parte da indústria. Ele passa por ela, negocia, grava o seu disco, tra- balha muitas vezes arduamente na divulgação do produto. Ofe- rece gratuitamente seu savoir- faire, seu talento, sua persona- lidade artística, seu nome, sua imagem, até quando o negócio se mantenha interessante para todas as partes envolvidas, caso contrário, será substituído.”

(DIAS,2000,p.72).

Analisamos até aqui as relações de trabalho na dinâmica da produção da música popular gerida pelas ma- jors da indústria musical, porém, há um campo crescente de oposição ao modelo industrial fornecido por es- sas majors, são as produções alterna- tivas ou independentes.

3. Música independente

As grandes produções de softwares de gravação aliadas ao aumento do acesso a internet proporcionou um novo panorama para a produção musical nos últimos anos. As indús- trias fonográficas,que,como já ha- víamos citado, geriam a produção e reprodução da música popular, produziram novas tecnologias de gravação mais rentáveis, que arti- culadas ao maior acesso à internet ocasionaram uma renovação no ce- nário musical, abrindo espaço para as produções independentes.

Como afirma Dias “além de prospec- tar seu espaço num mercado fechado

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dependente sempre ofereceu ao mú- sico a possibilidade de, se não extin- guir, ao menos minimizar o controle técnico sobre o trabalho na música”

(DIAS, 200, p.140).

A música alternativa se configura no cenário contemporâneo como uma forma de refúgio ao músico, que mes- mo em alguns casos dependam dos hardwares e softwares produzidos pelas grandes indústrias no processo de produção, não dependem da gran- de gravadora nos processos de pré- -produção e difusão de sua obra.

O cenário extremamente favorável as grandes gravadoras, presente entre as décadas de 1960 a 1980, começa a sofrer profundas alterações com o surgimento e popularização da inter- net, além do desenvolvimento de fer- ramentas que modificariam de forma relevante a maneira como se produz e difunde a música. Segundo o Gru- po de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso a Informação, “a inter- net e a digitalização representaram, juntas, o início de uma forma com- pletamente nova de distribuição e de consumo de música a qual nenhum ator do mercado de música pode ficar indiferente” (GPOPAI, 2010, p.10).

Nesse ambiente de transformação tecnológica as primeiras mudanças ocorridas na música promovidas com o auxílio da internet foram o MP3 e o peer-to-peer. O MP3 é uma forma de compressão de áudio em que as perdas relativas à qualidade do som são praticamente impercep- tíveis. Sua sigla deriva de MPEG 1 Layer-3, um padrão de arquivos digi- tais desenvolvido pela Moving Pic- tures Expert Group.

Com a tecnologia do MP3 é permi- tida a compressão de áudio sem muitas baixas na qualidade do som. Este se tornou o formato mais popular de áudio e consequente- mente abriu o mercado para produ- tos que viriam a usar a tecnologia como forma de reproduzir arquivos de áudio. A popularização do MP3 pela internet foi implacável com as majors, em poucos anos o forma-

to estava presente em milhares de computadores se tornando a mídia mais utilizada entre os consumido- res de música.

Porém, a criação de uma nova forma de mídia, nesse caso o MP3 – ante- riormente já havíamos passado pelo vinil, o K7 e o CD – por si só não re- presentaria a mudança no cenário dominado pelas grandes gravadoras, e tão pouco representaria o fortale- cimento dos artistas independentes.

Era necessária uma forma de disse- minar a música nesse novo formato, com a internet surgem os chats, fó- runs, comunidades – todos esses em- briões do que se apresentaria como redes sociais posteriormente – e o mais importante deles nesse primeiro momento, considerado o grande vilão das majors¸ o peer-to-peer.

O peer-to-peer ou P2P é um formato de rede de computadores que descen- traliza as funções em rede, habilitan- do cada computador a ser ao mesmo tempo servidor e cliente. Logo, pelas suas atribuições, todos os seus usuá- rios acabam colaborando para a efi- ciência do sistema devida a sua com- plexa estrutura de nós mutuamente dependentes. São exemplos de aplica- tivos que utilizam o P2P o Ares Ga- laxy, eMule, LimeWire, Shareaza, Bit- Torrent, uTorrent e o Napster, o mais famoso deles que recebeu das major- so título de “pioneiro da pirataria”.

O Napster foi criado pelos então es- tudantes Shawn Fanning e Sean Pa- rkers em 1999. A ideia dos seus idea- lizadores era facilitar o download de músicas, compartilhando as partes que estavam interligadas em rede através do P2P e do uso de computa- dores que executam simultaneamen- te as atividades de servidor e cliente.

O músico independente, ou seja, aquele que não depende diretamente das grandes gravadoras para produ- zir e reproduzir seu trabalho passou a possuir com as transformações tec- nológicas, grande parte da produção musical e toda a autonomia de difu- são. O compartilhamento instantâneo de uma faixa compactada em MP3

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via P2P, através da internet represen- tou ao músico independente um refú- gio e uma sobrevida ao panorama dos anos anteriores.

A partir dessa profunda transfor- mação no cenário, onde os forma- tos fonográficos perdem espaço e o encantamento de outrora ceden- do lugar para o MP3, como afir- ma Chris Anderson, “o disco não configura mais uma fonte estável de renda, surge como resposta um novo modelo de gestão do artista, o ‘modelo 360’, que gerencia todos seus aspectos: lançamento de dis- cos, turnês, produtos licenciados”.

(ANDERSON, 2009, p. 56).

O artista independente pode utili- zar a internet para discutir técnicas de produção em fóruns, comparti- lhar softwares livres de gravação e edição musical, divulgar agenda junto a seu público-alvo, vender produtos licenciados, e, claro, com- partilhar suas músicas com outros usuários da rede podendo traçar estratégias de divulgação que for- çara até mesmo a televisão,meio clássico de difusão da música in- dustrial dominada pelas majors, ceda um espaço–ainda que peque- no– de sua programação para a di- vulgação do cenário independente.

Intitulado de indie2, pelos denomi- nados meios de comunicação.

Levando em consideração que o foco da sociedade está cada vez mais voltado à interatividade pre- conizada pelas novas possibilida- des de comunicação como o mo- delo todos-todos (Lévy, 1999), onde se faz necessária a troca de dados e informações entre os usuários – coisa que a televisão ainda estuda em sua plataforma de caráter uni- lateral – acreditamos que, dentre as tecnologias que possam auxiliar o músico independente, a que mais se destaca esteja pautada no bojo das mídias sociais.

Pois possibilitam a divulgação de qualquer dado, de forma que diver- sas partes do mundo possam ter acesso em fração de segundos com um custo baixo.

4. Mídias Sociais e Música Independente

As mídias sociais precedem a inter- net, porém foi com a Word Wide Web, mais conhecida como “www”, que elas se tornaram populares. O concei- to rudimentar de mídia social pode ser classificado como um conjunto de pessoas que possuem o poder de di- vulgar ideias coletivamente. Sendo o conteúdo produzido de forma descen- tralizada. Em complemento ao concei- to de mídia social devemos entender que a mesma na atualidade, nada mais é do que a forma moderna de se praticar a socialização.

Cientes do papel das mídias sociais no processo de socialização, deve- mos destacar a participação das redes sociais. A noção de redes so- ciais, assim como a de mídias so- ciais, também precede a internet, porém sua definição se confunde com nomes de instrumentos de comunicação presentes na Word Wide Web, como Facebook, Twit- ter, Orkut, LinkedIn, dentre outras.

A rede social, no entanto, é uma es- trutura social composta por pesso- as que partilham valores e objetivos comuns, fato esse que notoriamente ficou mais acessível e ágil, tomando dimensões gigantescas, com o ad- vento da internet. As redes sociais costumam reunir uma motivação co- mum, cujos interesses, informações e conhecimentos são compartilha- dos pelos integrantes do grupo de forma democrática. São exemplos de redes sociaisas comunidade no Orkut ou Facebook.

A popularização, tanto das mídias, quanto das redes sociais, represen- ta para o músico compositor e in- dependente, como citamos acima, mais que uma forma de sobrevivên- cia enquanto artista. Com o acesso aos mais diversos hardwares e sof- twares livres existentes atualmente no mercado, somados as diversas formas de se atingir um público- -alvo presente nas redes sociais, o músico independente têm alterado o cenário musical em todo o mun- do, fazendo com que as indústrias

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fonográficas conhecidas pela sua imponência e protagonismo na co- municação com lucros e domínio de mercado tenha que reavaliar sua forma de atuação atualmente.

Para demonstrar a potencialidade que as mídias sociais apresentam ao músico independente, escolhemos al- gumas plataformas bastante utiliza- das entre os músicos atualmente, a fim de analisarmos a melhor utiliza- ção desses meios de divulgação.

A primeira que escolhemos é o We- blogou blog3 e sua variação mais atual e utilizada, o microblog4. Ambos são na prática para o músico a forma mais eficaz de atualizar informações como agenda, músicas, fotos de apresenta- ções. Além de auxiliar na interação junto aos fãs, com comentários que podem ser deixados em cada post.

Acerca dos blogs é importante ressal- tar algumas de suas características como afirma Recuero:

“Apesar das grandes variações entre os diferentes tipos de blo- gs, algumas das características permanecem. Assim, um blog, enquanto formato específico de atualização de página da web, pode apresentar recursos adi- cionais típicos, como comentá- rios, blogroll, trackback e RSS.

Os blogs geralmente possuem uma temática definida e são escritos por um único autor, ou por um coletivo de autores. Dis- so decorre uma característica importante dos blogs: blogs são espaços pessoais.” (RECUERO, 2003, p.57).

O blogpor possuir essa característica de espaço pessoal facilita ao músico independente o contato com seu pú- blico. As plataformas desenvolvidas pelos blogs atualmente permitem ao artista o compartilhamento de seu material com a mesma qualidade de um website, porém, com maior renta- bilidade e fácil manutenção, se apre- sentando como a saída mais simples e rentável ao website.

A ideia de diário difundida pelo blog auxilia o músico independente na constante atualização de suas ativi-

dades, com a possibilidade de comen- tários e interação com o público. Se compararmos ao website, o blog é mais prático, pois sua plataforma per- mite a postagem de textos, fotos, ví- deos e músicas com uma praticidade e agilidade maior que a do website, que em muitos casos depende de um conhecimento técnico em programa- ção para sua atualização.

Outra característica que o blog apre- senta é a de local de armazenamen- to de dados com menor risco. Com o advento de novos canais de conver- sação, pessoas, empresas e artistas deram preferência por divulgar seus produtos em ferramentas de comuni- cação disponíveis na internet, porém esses canais de conversação depen- dem de atualizações constantes como afirma Ramalho:

“Com a evolução das ferramen- tas sociais, blogs deixaram de ser o canal de preferência para os usuários hospedarem seus conteúdos. Agora eles possuem comunidades em redes sociais, videologs, fotologs, podcasts e microblogs. A soberania dos blogs foi ameaçada e muita gen- te anunciou que os blogs mor- reram. O que muitos ainda não perceberam e que nas redes so- ciais e microblogs, ferramentas onde concentra-se a maior parte da audiência, os conteúdos di- vulgados na maioria das vezes estão hospedados fora dali, em ferramentas de compartilha- mento de vídeos, fotos e blogs.”

(RAMALHO, 2010, p.79).

Ainda segundo a ideia de Ramalho, é fato que o público-alvo do músico aprendeu como o consumidor em ge- ral a utilizar a web para conversar, sendo interessante que o músico in- dependente esteja presente também nesses canais de conversação. Porém, deixar de ter o seu próprio canal de conversação com conteúdo exclusivo ao seu trabalho – nesse caso o blog – é perder a oportunidade de fidelizar potenciais consumidores para um es- paço de sua propriedade.

Por sua vez o microblog, que parte da ideia do blog (atualizações em ordem

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cronológica inversa, possibilidade de comentários e blogroll) apresenta como singularidade o fato de que os caracteres destinados às postagens são limitados, o que resulta em posts de tamanho reduzido. Seu objetivo com isso é que haja maior facilidade de integração com outras ferramentas digitais, como celulares e outros dis- positivos móveis. O que proporciona ao músico independente maior agili- dade de interação com seu público.

No Twitter, por exemplo, uma banda pode postar fotos de sua turnê, atua- lizando seus fãs sobre os locais que se apresentarão. Ou mesmo, divulgar links de novas composições para seus fãs, podendo avaliar a recepção do público através de comentários, men- ções e retweets5.

A segunda rede social que abordare- mos é o Facebook. O mesmo atual- mente é a sensação das redes sociais, sendo a mais utilizada no mundo in- teiro. Com cerca de 1 bilhão de usu- ários6 o Facebook se configura como um dos principais meios de promo- ção de um artista independente, di- vulgando músicas, fotos, promovendo shows e apresentações, além de manter contato direto com os fãs por meio de mensagens rápidas.

O Facebook funciona através de per- fis pessoais, páginas e grupos de in- teresse, além da possibilidade de adi- cionar aplicativos diversos, de jogos ou ferramentas de interação. O gran- de diferencial do Facebook está jus- tamente na possibilidade de dar ao usuário cadastrado a oportunidade de criar conteúdo segmentado dentro de uma grande mídia. A criação de páginas, grupos, eventos ou até mes- mo aplicativos dentro de uma mesma plataforma se transforma em maior potencial de visibilidade.

Após a criação de uma página ou per- fil no Facebook o artista pode fazer o upload de músicas para seus fãs de forma gratuita, através do comparti- lhamento via streaming, tendo o fã a possibilidade de escutar, curtir e re- comendar a música para os seus ami- gos de seu círculo social. Da mesma forma, o artista também pode postar

vídeos diretamente em sua página.

Outra importante ferramenta de di- vulgação do trabalho do artista inde- pendente são suas apresentações ao vivo. Através do Facebook o artista pode criar eventos, convidando seus fãs para os shows, sendo que, os fãs também podem convidar mais ami- gos, o que agrega mais público e di- vulgação para o trabalho do artista.

Outras duas ferramentas de divulga- ção do Facebook estão nas postagens de fotos e textos de forma prática, que facilita o contato constante com os fãs, através de postagens ou mensa- gens diretas. O Facebook proporciona ainda em suas páginas o controle de métricas, que permite ao artista inde- pendente visualizar o alcance de suas publicações e quantas pessoas estão comentando sobre o elas.

As últimas ferramentas de auxílio na promoção do artista independente que citaremos são as redes sociais destina- das à música. Utilizaremos três exem- plos o Myspace, o Soundcloud e o por- tal brasileiro Toque no Brasil:

I)Myspace:

O primeiro e mais famoso dos exem- plos, é uma rede social interativa de fotos, blogs, vídeos e principalmente música. Criado em 2003 para ser uma rede social sem nicho específico, o Mys- pace acabou se tornando uma das mais populares redes sociais, graças à po- pularização de suas ferramentas entre os músicos independentes que através do Myspace divulgavam seu trabalho hospedando músicas em formato MP3.

Com a possibilidade de aglomerar um vasto arquivo de músicas, um pequeno blog onde os artistas compartilhavam detalhes sobre as últimas apresenta- ções e também o MyspaceTV onde os usuários postavam vídeos. O Myspace acabou se tornando o espaço dos músi- cos entre um período relevante na últi- ma década. Segundo AmitKapur (2008), diretor de operações do Myspace, o por- tal tem a proposta de “permitir que os internautas construam uma identidade online e interajam com outras pessoas”, destacando algumas ferramentas de ex- pressão como “a possibilidade de exibir diferentes fundos, músicas e fotos em

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sua página para mostrar quem você é, do que você gosta”.

O Myspace enquanto pioneiro na dis- tribuição musical teve papel impor- tante pois se diferenciou das lojas vir- tuais, como afirma Callegaretti (2008),

“o Myspace uniu o conceito de intera- ção com a possibilidade de compra, que até então estavam separados”.

O Myspace se configura como uma interessante ferramenta para o músi- co independente, pois conta com um enorme público-alvo, visto que a rede social se difundiu através da música.

A praticidade em postar conteúdo, músicas, fotos e vídeos fazem des- sa rede social mais um interessante meio de divulgação além do que seu público é bem segmentado, o que fa- cilita o trabalho do artista em atingir o seu consumidor.

Uma característica importante do Myspace foi o seu papel muito bem definido. Mesmo após o surgimento de diversas lojas virtuais como o Itu- nes e a Amazon, ao contrário de ven- der música ou gerenciar a carreira do artista a plataforma se focou apenas em promover a interação entre artista e público, dando ao músico indepen- dente a possibilidade de gerenciar sua carreira.

II) Soundcloud:

Outra ferramenta de importância para o músico independente atual- mente é o Soundcloud. Rede social alemã disponível desde 2010, que possui atualmente mais de 10 mi- lhões de usuários7.

A rede que originalmente foi cria- da para permitir que profissionais da música trocassem ideias sobre a composição nas quais estão traba- lhando, permitindo uma fácil cola- boração e comunicação antes de um lançamento público8.

Hoje, destaca-se pelo grande limite de músicas compartilhadas com in- terface mais prática – sem o armaze- namento de álbuns de fotos e chat, presente na maioria das redes sociais – e usual, devido a sua versão mobile,

que permite que você produza pelo próprio smartphone a captação de áudio e a postagem de sua obra. No Soundcloud cria-se uma visualização gráfica de cada faixa compartilhada, onde os usuários poderão se marcar e acrescer comentários, interagindo com outros ouvintes e com os pró- prios produtores.

Além da facilidade de postagem e compartilhamento, destaca-se no Soundcloud a criação de grupos através das tags de gênero que po- dem ser adicionadas na postagem, fazendo com que se agrupem com mais facilidade artistas e público de gostos semelhantes.

III) Toque no Brasil:

O terceiro exemplo de rede social destinada a música é brasileiro, sendo desenvolvido pela rede de produtores e artistas independen- tes “Fora-do-Eixo”.

O portal Toque no Brasil tem como característica principal a circula- ção de artistas pelo país através da inscrição em oportunidades cadas- tradas no sítio. Porém, através da elaboração de perfis dos artistas, onde se concentram músicas, rele- ase, fotos e vídeos o portal confi- gura-se como mais uma ferramenta de divulgação do artista e não só de circulação.

Devido a sua plataforma prática que per- mite ao artista a elaboração de um perfil semelhante ao website, o Toque no Bra- sil tem se tornado nos últimos anos uma das principais ferramentas de divulga- ção para o músico independente.

Através de seu cadastro no site, o músi- co cria uma página cujo domínio (tnb.art.

br/nomedoartista) de fácil acesso pode ser divulgado ao público como promo- ção de seu trabalho.

As músicas podem ser disponibilizadas gratuitamente ao público, com a prati- cidade de um botão “linkado” a música que permite ao ouvinte fazer o downlo- ad da música. Outras áreas da platafor- ma permitem que o músico disponibilize agenda, histórico, contatos e links para outras redes sociais.

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5. Estudo de caso: Banda The Baggios e as Mídias Sociais

Com o intuito de avaliar a utilização das redes sociais pelo músico inde- pendente escolhemos o duo sergipa- no The Baggios9.

Os motivos que nos levaram a es- colha da banda são vários. Primei- ramente, a busca por avaliar uma banda que mesmo fora dos grandes centros, ou do chamado eixo Rio- -São Paulo, conquistou público e carreira sólida através da promoção de seu trabalho via internet, sem vínculo direto com uma grande gra- vadora. Outro motivo necessário à pesquisa era que a banda, ou artis- ta, estivesse presente em todas as mídias que citamos nos capítulos anteriores. E a última motivação, é a própria configuração da banda, em duo, que de certa forma já ex- pressa uma fuga aos padrões vigen- tes das bandas de rock formado por guitarra/baixo/bateria.

As primeiras plataformas que ana- lisaremos serão o Blog e o Twitter.

O blog da The Baggios10 está no ar desde 16 de agosto de 2011, e, aten- de a todas as exigências básicas para uma comunicação efetiva com seu público-alvo.

Com postagens frequentes – até meados de 2013 – o blog do duo faz jus à noção de diário virtual, com imagens, teasers de vídeo a serem lançados, trechos de matérias pos- tadas em outras mídias e diários de bordo das turnês. Ainda há no blog, dois campos laterais com a agenda de apresentações e as últimas pos- tagens no Twitter. De forma des- contraída e dinâmica o blog da The Baggios em seus dois anos de ativi- dade intensa, conseguiu aproximar o público também a suas origens, no blog podemos conferir homena- gens a figuras importantes na his- tória da banda como o senhor José Sinval, mais conhecido como “Bag- gio”11, um músico de rua, tido como grande poeta e contador de fábulas nordestinas, personalidade da ci- dade de São Cristovão e inspiração para o nome do duo sergipano.

O Twitter da The Baggios12, que pos- sui a quantia superior a mil e quatro- centos seguidores, também apresen- ta postagens constantes.

Porém, suas postagens estão mais vinculadas ao que foi replicado em outros microblogs de crítica musical.

As postagens mais recentes são pre- dominantemente retweets de outros posts, sejam esses de críticos mu- sicais ou perfis de revistas do seg- mento. Nota-se também, contudo em menor escala, a divulgação de mate- riais e datas próximas, bem como a interação com fãs que solicitam apre- sentações em suas cidades. Sobre a utilização do Twitter pelo duo sergi- pano há uma crítica a ser feita, o ato de retweetar postagens de críticos e revistas especializadas pode em um primeiro momento, ser uma importan- te maneira de divulgar ao seu público a aceitação de um material produzido pela banda. Porém, a postagem ex- cessiva do mesmo conteúdo através da ferramenta retweet, acaba por tor- nar a timeline13 cansativa e desinte- ressante ao público-alvo. Outro risco presente nessa repetição de conteúdo é a opção do bloqueio de conteúdo da banda pelo usuário.

O Facebook da banda The Baggios14, disponível desde 2010, conta com a marca de quase sete mil seguidores e atua não só como um diário virtual da banda, mas também como loja e espaço para promoções junto aos fãs.

No mesmo, o duo acumula postagens diárias, em vários períodos até mais de uma postagem por dia.

Nota-se que o duo sabe explorar bem a rede social mais acessada na atua- lidade, com uma comunicação ágil e de fácil entendimento a The Baggios replica postagens referentes à banda em outras mídias, a exemplo do que faziam no blog e fazem no Twitter.

Contudo, esse artifício no Facebook apresenta mais apelo ao público que ao interagir com a postagem recebe resposta, quase que instantânea dos integrantes. O Myspace da The Bag- gios15 por sua vez, apesar de apresen- tar um bom quantitativo de pessoas conectadas, cerca de mil e seiscentos

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usuários, é utilizado de maneira sim- plória, apenas como um espaço de divulgação de parte de seu trabalho junto ao público. O duo não utiliza de forma massiva todas as ferramentas existentes na plataforma. No espa- ço destinado aos vídeos, por exem- plo, há apenas um vídeo teaser e a agenda fornecida pela rede social não apresenta datas de apresentações.

Já o Soundcloud, mesmo tendo a me- nor quantidade de seguidores dentre as redes analisadas – um quantitativo inferior a quinhentos usuários – pos- sui uma expressão maior do trabalho musical do que no Myspace. No ar desde 2011, o Soundcloud da The Ba- ggios conta com os EPs Hard Times (2009) e The Baggios16 Demo (2007), além do álbum completo The Baggios (2011) e o single “Sem Condição” pre- sente no disco Sina (2013).

As músicas presentes no Soundcloud além de estarem disponíveis para serem marcadas como favoritas, adi- cionadas a playlists e compartilhadas com outros usuários podem ser escu- tadas apenas via streaming17. Caso o fã queira adquirir a música, através do botão “buy” ele é direcionado ao sítio oficial da banda, podendo optar pela compra do disco físico ou o do- wnload em MP3 gratuito.

Fluxo de mídia através da distri- buição de dados em uma rede atra- vés de pacotes. É frequentemente utilizada para distribuir conteúdo multimídia através da internet. Em streaming, as informações não são armazenadas pelo usuário em seu próprio computador, não ocupando espaço em seu disco rígido.

A última plataforma analisada foi o portal brasileiro Toque no Brasil. O To- que no Brasil da banda The Baggios18 a exemplo das outras plataformas musicais analisadas acima é utilizado de forma prática. O duo utiliza em sua página do TNB o campo de release, que além de um breve histórico abri- ga também links destinados ao con- tratante como mapa de palco e rider técnico. Ainda no campo destinado ao release encontram-se informações

para contato, como e-mail e telefones.

Os campos destinados a músicas e vídeos são utilizados de maneira se- melhante, apresentando apenas uma coletânea de todo o trabalho produzi- do ao longo dos 10 anos de carreira.

Essa abordagem é plausível com a configuração da plataforma, expondo apenas parte da obra do artista, tanto para um produtor contratante, quan- to para o público em geral.

6. Considerações Finais

Podemos constatar após a análi- se da utilização das mídias sociais pela banda The Baggios, que as redes sociais têm papel importan- te não somente na promoção do ar- tista como também na manutenção de sua carreira. Isso se mostra cla- ro através da análise da história do duo sergipano, em seus dez anos de existência a The Baggios nunca precisou assinar contrato com algu- ma major da indústria fonográfica para alcançar público. Seus víncu- los contratuais se limitaram a se- los geridos de forma independente, que puderem promover alguns de seus trabalhos audiovisuais como também algumas apresentações.

Esses vínculos, por sua vez, não re- tirou dos integrantes a autonomia de gerir suas carreiras.

No que tange à utilização das mídias sociais pela The Baggios, notamos que as mesmas são utilizadas de ma- neira a contribuir para a promoção do duo e a aproximação com o público- -alvo. Destaque para o blog que em seus dois anos de atividade conse- guiu com honrarias mesclar diversos conteúdos, sempre de maneira parti- cular com comentários e observações que proporcionava aos fãs mais co- nhecimento sobre o duo e suas pro- duções. A substituição do blog pelo microblog – embora não confirmada pela The Baggios, uma vez que o blog ainda está no ar mesmo sem posta- gens recentes – retratada por Rama- lho (2010) foi um processo notório com a evolução das redes sociais. No caso da The Baggios, se confirmada essa substituição, poderá ser tida como um retrocesso no processo de intera- ção e fidelização de seu público-alvo.

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O Twitter do duo predominantemente marcado por retweets, não promove maior conhecimento sobre a banda como o blog proporcionava. Nesse caso específico acreditamos que o Twitter poderia ser um importante replicador de conteúdo iné- dito postado no blog. Pois o blog além de ser um importante canal de interação através dos comentários também arquiva de maneira mais organizada, cronologi- camente, os conteúdos produzidos pela banda.

Quanto à utilização do Facebook pela banda The Baggios notamos que o duo está bem adaptado às ferramentas disponibilizadas pela rede. Além das postagens de conteúdo inédito de forma dinâmica e com linguagem atrativa na timeline, os artis- tas sergipanos aproveitaram importantes extensões como a loja virtual e o aplica- tivo para promoções. Outra importante observação a ser feita sobre a utilização do Facebook pela The Baggios é a interação feita de maneira instantânea com os fãs.

Acerca do uso das redes sociais de segmento musical (Myspace, Soundcloud e To- que no Brasil), podemos afirmar que todas são utilizadas de maneira prática e fun- cional. A ideia da The Baggios em suas plataformas musicais fica na divulgação de uma coletânea de toda a produção do duo junto aos usuários dessas redes. En- tendemos como funcional essa prática, pois reconhecemos a dificuldade do artista independente que enquanto músico, compositor, produtor e gerente de carreira ainda tenha que acumular mais uma função, a de social media, sendo responsável pela alimentação, manutenção e monitoramento dessas redes. Utilizando de forma prática as redes sociais destinadas à música, a The Baggios marca presença nes- ses ambientes, que tem lhes proporcionado mais fãs através da noção de rede in- fluência. Esses novos fãs advindo das redes sociais de segmento musical acabam se aliando às demais redes e ao portal da The Baggios, onde o duo compartilha todas as informações e material de forma gratuita e democrática.

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REVISTA PANORAMA NOTAS

1. Termo utilizado por Márcia Tosta Dias para caracterizar as grandes empresas da indústria musical.Ver, DIAS,2000.

2. Termo utilizado pelos meios de comunicação par adesignar a música independente,ou seja,a quenão dependede uma gravadora no processo de produção.

3. Conforme Rebecca Blood o blog é um software que permitiu aos usuários postar rapidamente entradas em templates predefinidos. É esse formato que determina se uma página da web é um Weblog. (BLOOD, 2003, p.61).

4. Segundo Orihuela o microblogseria uma mistura de blog com rede social e mensagens instantâneas.

5. O retweet é um recurso do Twitter que ajuda as pessoas a compartilharem informações rapidamente. Através do mesmo o usuário através de um simples click compartilha o conteúdo postado por outro usuário.

6. WIKIPÉDIA, online, 2014.

7. GALAS, Ramiro (2011).

8. WIKIPÉDIA, online, 2014.

9. Formada na cidade histórica de São Cristóvão, Sergipe, o The Baggios completou 10 anos de carreira, colecionando críticas positivas com seus álbuns e shows pelo mundo. Embebidos nas águas turvas e viciadas da música negra, os acordes envenenados do duo misturam ritmos que vão do blues primitivo ao rock, não deixando de ser notada as influências regionais, sotaque forte e letras enraizadas com as questões de sua época e de sua gente, falando diretamente ao público.

Seu álbum de estreia recebeu dezenas de críticas nacionais e internacionais , como o Jornal “O Globo” e “The Guardian”, além de marcar presença em várias listas de ‘Melhores Lançamentos do Ano”. Tiveram três clipes veiculados nos canais VH1, MTV, Multishow, BIS, e concorreram ao Prêmio Dynamite na categoria “Melhor Álbum Rock”.

Seu segundo álbum, ‘Sina’, tem letras baseadas em personagens folclóricos de uma cidade do interior. É um disco que beira o conceitual, mais experimental, e traz uma sonoridade composta, arranjos precisos e composições mais maduras, com base no blues e o rock, somado a ritmos como xote, funky, afrobeat e folk.” (Disponível em http://site.thebaggios.com.br/).

10. Disponível em http://www.thebaggios.com.br/blog/.

11. Disponível em http://www.thebaggios.com.br/blog/page/7/

12. Disponível em http://twitter.com/thebaggios

13. É a linha do tempo de postagens realizadas pelo usuário.

14. Disponível em http://www.facebook.com/thebaggios 15. Disponível em http://myspace.com/baggios

16. Disponível em http://soundcloud.com/thebaggios

17. Fluxo de mídia através da distribuição de dados em uma rede através de pacotes. É frequentemente utilizada para distribuir conteúdo multimídia através da internet. Em streaming, as informações não são armazenadas pelo usuário em seu próprio computador, não ocupando espaço em seu disco rígido.

18. Disponível em http://thebaggios.tnb.art.br/ 7. Referências Bibliográficas

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ADORNO, Theodor. HORKHEIMER. Max. A dialética do esclarecimento. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.

ANDERSON, Chris. Free: the future of a radical price. New York: Hyperion, 2009.

BLOOD, Rebecca. Weblogs: A History and Perspective. Rebecca’sPocket. 7 Set 2000. Disponível em <http://www.rebeccablood.net/essays/weblogs_hystory.html>. Acesso em 10/05/2014.

BRITTOS, Valério. OLIVEIRA. Ana Paula. MTV, Sucesso Musical e Cena Alternativa. Revista Música Hodie: Vol. 6 Nº1 - 2006.

DIAS, Márcia Tosta. Os donos da voz: Indústria fonográfica brasileira e mundialização da cultura.

São Paulo: Boitempo, 2000.

GPOPAI. Uma análise qualitativa do mercado da música no Brasil: para além das falsas dicotomias.

São Paulo: USP, 2010.

LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Ed. 34, 1999.

RAMALHO, José Antônio. Mídias sociais na prática. São Paulo: Elseiver, 2010.

RECUERO, Raquel. Diga-me com quem falas e dir-te-ei quem és: a conversação mediada pelo computador e as redes sociais na internet. Revista FAMECOS: Porto Alegre - nº 38, abril de 2009.

SANTOS, André. A indústria fonográfica nos tempos da internet: como a pirataria pode modelar novos modelos para a música.Revista UEL: Londrina, v.18, n.2, p.130 - maio/ago. 2013.

SHUKER, Roy. Vocabulário de música pop. Tradução de Carlos Szlak. São Paulo: Hedra, 1999.

OLIVEIRA, Enderson. MAIA, Mauro. Media, Música e Ciberespaço: Os novos modos de recepção e consumo de Rock em Belém do Pará.Revista UNAMA – Movimentando Idéias: Vol. 18 n. 1 jan/

jun. 2011.

VIANA, Nildo (org) Indústria Cultural e Cultura Mercantil. Rio de Janeiro: Corifeu, 2007.

Referências

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