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Rev. Bras. Pesq. Tur. vol.11 número2

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Academic year: 2018

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Rev. Bras. Pesq. Tur. São Paulo, 11(2), pp. 347-364, maio/ago. 2017.

Pa o a aàdaà isitaç oàeàdaà o duç oàdeà isita tesàe à

Pa uesà asilei os

View of visitation and guiding visitors in Brazilian Parks

Panorama de las visitas y conducción de visitantes en Parques

brasileños

Celson Roberto Canto-Silva1 Jordana Santos da Silva2

Resumo: Propósito do tema: O uso público em Unidades de Conservação (UCs), principalmente através da visitação, pode trazer benefícios diretos e indiretos à sociedade. Os Parques constituem-se em áreas muito favoráveis à visitação, podendo proporcionar aos visitantes a oportunidade de conhecer, entender e valorizar os recursos naturais e culturais existentes nessas áreas e contribuir com o desenvolvimento socioeconômico local. O conhecimento do panorama em que se dá a visitação nos Parques brasileiros, assim como da condução de visitantes, importante atividade no ordenamento dessa visitação, é de fundamental importância para a gestão do uso público crescente nessas áreas e para a avaliação do impacto da atividade nas comunidades locais.

Objetivo: O presente trabalho objetivou, através de uma pesquisa documental e do levantamento de informações junto aos gestores das UCs, contribuir com informações sobre a visitação atual nos Parques brasileiros e sobre a condução de visitantes nessas áreas. Metodologia e abordagem: A pesquisa documental foi baseada nos dados do Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC) e as informações junto aos gestores foram obtidas através de questionário elaborado e enviado a estes através da ferramenta Google.docs.

Resultados: Com base no CNUC, apenas 33,42% dos Parques estão abertos à visitação. O maior percentual de unidades abertas à visitação é observado entre os parques geridos pela esfera federal (45,07%) ou municipal (44,55%), assim como entre aqueles localizados nos biomas Caatinga (40,00%) ou Mata Atlântica (38,91%). Em relação às informações fornecidas pelos gestores dos Parques, evidencia-se que o número anual de visitantes predominante nestes é superior a 10.000 (46,88%), que os condutores locais atuam de forma exclusiva em 52,13%, estando presentes em 81,25% deles, e que em 39,06% das áreas a atuação dos condutores de visitantes é feita de forma associativada. Originalidade: Apesar do incremento do número de visitantes, a proporção de

1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS). Porto Alegre, RS, Brasil. Con-cepção e desenho do trabalho científico; Análise e interpretação dos dados; Redação e revisão crítica do tra-balho; Preparação do artigo científico e Revisão Final.

2 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS). Porto Alegre, RS, Brasil. Coleta de dados; Redação do trabalho e Preparação do artigo científico.

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Rev. Bras. Pesq. Tur. São Paulo, 11(2), pp. 365-386, maio/ago. 2017.

Parques com visitação, pelo menos no que diz respeito aos Nacionais e Estaduais, não se alterou nos últimos 10 anos. Os condutores locais têm um papel protagonista na condução de visitantes nos Parques brasileiros. A atuação coletiva dos prestadores de serviço de condução de visitantes é uma realidade em pouco mais de um terço dessas áreas.

Palavras-chave: Visitação. Unidades de Conservação. Parques. Condutores de visitantes.

A st a t: P oposal: Pu li use i Co se atio U its UCs , ai l th ough isitatio , a i g di e t a d i di e t e efits to so iet . The Pa ks o stitute a eas e fa o a le to isitatio a d a p o ide isito s ith the oppo tu it to k o , u de sta d a d alue the atu al a d ultu al esou es i these a eas a d o t i ute to so ioe o o i de elop e t lo al. K o ledge of the pa o a a i hi h this isitatio takes pla e i the B azilia pa ks, as ell as of the o du tio of isito s, i po ta t a ti it i the pla i g of this isitatio , is of fu da e tal i po ta e fo the a age e t of the i easi g pu li use i these a eas a d fo the e aluatio of the i pa t of the a ti it i the lo al o u ities. O je ti e: The p ese t o k ai ed, th ough a do u e ta esea h a d the gathe i g of i fo atio ith the a age s of the PAs, to o t i ute ith i fo atio o the u e t isitatio i the B azilia Pa ks a d o the o du tio of isito s i these a eas. Methodologi al Desig : The esea h as ased o data f o the Natio al Registe of Co se atio U its CNUC a d the i fo atio of the a age s as o tai ed th ough a uestio ai e ela o ated a d se t to the th ough the Google.do s tool. Results: Based o the CNUC, o l . % of the Pa ks a e ope to isitatio . The highest pe e tage of u its ope to isitatio is o se ed a o g the pa ks a aged the fede al sphe e . % o u i ipal . % , as ell as those lo ated i the Caati ga . % o Atla ti Fo est , % . Rega di g the i fo atio p o ided the a age s of the Pa ks, it is e ide t that the u e of isito s pe ea is o e tha , . % , that the lo al guidi g a t e lusi el i . %, ei g p ese t i , % of the , a d that i . % of the a eas the a ti it of the d i e s of isito s is do e i a asso iati e a . O igi ality: I spite of the i ease i the u e of isito s, the p opo tio of Pa ks ith isitatio , at least ith ega d to Natio al a d State, has ot ha ged i the last ea s. The Lo al guidi g has a leadi g ole i guidi g isito s to B azilia Pa ks. The olle ti e pe fo a e of the guidi g isito s is a ealit i aàlittle o e tha o e thi d of these a eas.

Key o ds: Visitatio .P ote ted A eas. Pa ks. Guidi g isito s.

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Rev. Bras. Pesq. Tur. São Paulo, 11(2), pp. 365-386, maio/ago. 2017. Pala as Cla e: Visita io . U idades de Co se a ió . Pa ues. Co du to es de Visita tes.

INTRODUÇÃO

áàfau aàeàaàflo a,àosà ios,àosà a es,àasà o ta has,à adaà u à dosà ele e tosà daà atu ezaà te à u à papelà aà dese pe ha .à Eà pa aà ueà issoà o o aà à p e isoà ha e à e uilí io.à Muitosà po osà eà i ilizaç esà e o he e a ,à aoà lo goà daà hist ia,à aà e essidadeàdeàp otege à easà atu aisà o à a a te ísti asàespe iais,àpo à oti osàosà aisà

di e sosà -à estasà easà podia à esta à

asso iadasà aà itos,à fatosà hist i osà

a a tesà eà à p oteç oà deà fo tesà deà gua,à aça,à pla tasà edi i aisà eà out osà e u sosà

atu ais.

Co àoàpassa àdoàte po,à uitasà easà atu aisà fo a à se doà dest uídasà pa aà da à luga à ào upaç oàhu a a.àá i aisàeàpla tasà fo a à eli i ados,à algu sà desapa e e a à eà out os,àat àosàdiasàatuais,àai daà o e à is oà deà exti ç o.à Foià oàfi alà doà s uloà XIX,à osà EstadosàU idos,àai daà ueà oti adoàape asà pelaàpossi ilidadeàdeào se aç oàdasà elezasà atu ais,à ueà foià iadaà aà p i ei aà eaà p otegidaà ode a,à oà Pa ueà Na io alà deà

Yello sto e,à e à à Ga e ,à .à áà

pa ti àdestaài i iati a,àaoàlo goàdoàs uloàXX,à di e sosàpaísesàdoà u doàadota a àaà es aà

est at gia,à ia doà pa uesà a io aisà eà

out asàu idadesàdeà o se aç oà-ài lusi eàoà B asil.

E à ossoàpaís,à ueà à o side adoà oà

aisà i oà e à iodi e sidadeà doà u doà

Cutolo,à Malhei osà &à Philippià J .,à ,à asà i i iati asà e à p olà daà o se aç oà s oà

a tigas,à data doà doà pe íodoà doà i p io,à eà

esti e a à ligadasà aà a ute ç oà dosà

a a iaisàeàdaà ualidadeàdaà guaàse ida.à U à exe ploà distoà foià oà epla tioà deà u aà pa teàdaàFlo estaàdaàTiju a,à oàRioàdeàJa ei o,à

e t eà à eà à D u o d,à F a oà &à

Oli ei a,à .à Noà e ta to,à asà p i ei asà

U idadesà deà Co se aç oà asilei asà

su gi a àape asà aàd adaàdeà ,àse doàaà

p i ei aàoàPa ueàNa io alàdeàItatiaia,à iadoà

e à .à

Oà “iste aà Na io alà deà U idadesà deà

Co se aç oà –à “NUCà Leià .à . ,à ,à

i stituídoàpelaàLeià ºà . ,àdeà àdeàjulhoàdeà ,à ep ese touàg a deàa a çoà à iaç oàeà gest oàdasàUCsà asàt sàesfe asàdeàgo e oà

fede al,à estadualà eà u i ipal ,à poisà

possi ilitouàu aà is oàdeà o ju toàdasà easà atu aisà aà se e à p ese adas.à ál à disso,à esta ele euà e a is osà ueà egula e ta à aàpa ti ipaç oàdaàso iedadeà aàgest oàdessasà eas,à pote ializa doà aà elaç oà e t eà oà

Estado,àosà idad osàeàoà eioàa ie te.

Deàa o doà o àoà“NUC,àU idadeàdeà Co se aç oà UC à àaàde o i aç oàdadaàaos:à

espaços territoriais e seus recursos ambien-tais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legal-mente instituídos pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites defini-dos, sob regime especial de administração (Lei n. 9.985, 2000).

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I teg alà t à o oà p i ipalà o jeti oà

p ese a àaà atu eza,àse doàad itidoàape asà oà usoà i di etoà dosà seusà e u sosà atu ais,à o oà e eaç oàe à o tatoà o àaà atu eza,à

tu is oà e ol gi o,à pes uisaà ie tífi a,à

edu aç oà eà i te p etaç oà a ie tal,à e t eà out as.àásàU idadesàdeàUsoà“uste t el,àpo à

suaà ez,àt à o oào jeti oà o pati iliza àaà

o se aç oà daà atu ezaà o à oà usoà

suste t elà dosà e u sos,à o ilia doà aà p ese çaàhu a aà essasà eas.àNesseàg upo,à ati idadesà ueà e ol e à oletaà eà usoà dosà e u sosà atu aisàs oàpe itidas,àdesdeà ueà

p ati adasà deà u aà fo aà aà a te à

o sta tesàosà e u sosàa ie taisà e o eisà

eàosàp o essosàe ol gi osà Leià .à . ,à .à

OsàPa uesàNa io aisà Pa a às oàUCsà deàp oteç oài teg alà ueàte à o oào jeti oà si oà aà p ese aç oà deà e ossiste asà

atu aisà deà g a deà ele iaà e ol gi aà eà

elezaà i a,àpossi ilita doàaà ealizaç oàdeà pes uisasà ie tífi asàeàoàdese ol i e toàdeà ati idadesà deà edu aç oà eà i te p etaç oà

a ie tal,à deà e eaç oà e à o tatoà o à aà

atu ezaàeàdeàtu is oàe ol gi o.àásàu idadesà dessaà atego ia,à ua doà iadasàpeloàEstadoà

ouà Mu i ípio,à s oà de o i adas,à

espe ti a e te,à Pa ueà Estadualà PE à eà Pa ueàNatu alàMu i ipalà PNM .

E ua toà UCà deà p oteç oà i teg al,à ad iti doà ape asà oà usoà i di etoà dosà seusà e u sosà atu ais,àosàPa uesà o stitue -seà e à easà uitoàfa o eisàpa aàaàp o oç oà deàati idadesàedu ati as,àdeàlaze ,àespo ti as,à e eati as,à ie tífi asà eà deà i te p etaç oà

a ie tal,à ueàp opo io a àaoà isita teàaà

opo tu idadeà deà o he e ,à e te de à eà alo iza à osà e u sosà atu aisà eà ultu aisà

existe tesà asà easàp otegidas.àUsoàpú li oà à u à te oà di eta e teà asso iadoà aà esseà

o ju toàdeàati idadesà asàUCsà MMá,à .à

“egu doàaàLeià .à . à ,àtaisàati idadesà

s àpode àse ài ple e tadasà aàUCàap sàaà ela o aç oàdoàseuàPla oàdeàMa ejo.à

OàPla oàEst at gi oàNa io alàdeàã easà

P otegidasà De etoà .à . ,à ,à

do u e toà ueà ap ese touà osà p i ípiosà eà di et izesà ueà de e à o tea à asà aç esà aà se e à dese ol idasà e à UCs,à apo touà ueà u aà dasà est at giasà pa aà oà al a eà daà o solidaç oàdoà“NUCà àoàfo tale i e toàdaà o u i aç o,àdaàedu aç oàeàaàse si ilizaç oà pú li aà pa aà pa ti ipaç oà eà o t oleà dessasà eas,à p o o e doà oà dese ol i e toà suste t elàeàaà eduç oàdaàpo eza.àássi ,àaà difus oà doà usoà pú li oà e à UCs,à p i ipal e teà at a sà daà suaà isitaç o,à à u aàdasàp i ipaisàest at giasàpa aàal a ça à taisào jeti os,àt aze doài ú e osà e efí iosà di etosàeài di etosàpa aàaàso iedadeàeàpa aàaà

p p iaà gest oà te ito ialà dessasà easà

Vallejo,à .àál àdosà e efí iosàpessoais,à

ela io adosà à elho iaà daà saúdeà físi aà eà e talà dosà isita tes,à oà usoà pú li oà podeà p o o e à aà alo izaç oà dessesà espaços,à eduzi doà e e tuaisà o flitosà te ito iaisà de o e tesàdaàsuaà iaç o.àPo àout oàlado,àosà e u sosàaufe idosàpelaà isitaç oàt aze àpa aà asà populaç esà lo aisà e efí iosà oleti os,à o oà postosà deà t a alhoà eà au e toà daà e da.à

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Rev. Bras. Pesq. Tur. São Paulo, 11(2), pp. 365-386, maio/ago. 2017. significativo no número de visitantes.

Consi-derando que, em 2015, isto representou quase 90% dos visitantes em UCs federais, fica evidente a importância dos Parques para o crescimento da visitação nas UCs federais brasileiras.

Medeiros e Young (2011), em estudo sobre o impacto econômico na economia lo-cal da visitação em Parques Nacionais e Esta-duais brasileiros, estimaram, com base nas tendências atuais de crescimento do fluxo de turistas no país, no aumento do interesse por atividades recreativas em ambientes naturais e nos investimentos direcionados aos par-ques nacionais nos últimos anos, que este se-ria da ordem de 2,2 bilhões de reais, valor equivalente a 3,5 vezes os auferidos em 2009. Segundo os autores, tal panorama tem um efeito multiplicador na economia local, uma vez que a prestação de serviços de apoio à visitação em UCs ultrapassa os limites das áreas, refletindo a interdependência exis-tente entre os diversos setores que com-põem o arranjo produtivo do turismo.

Dentre os serviços de apoio à visitação em UCs, a atividade de condução de visitan-tes apresenta um grande potencial para a in-serção da comunidade local no arranjo pro-dutivo do turismo, permitindo muitas vezes a transição de ocupações de maior impacto ao ambiente para uma atividade de relevância para a conservação dessas áreas (Pisciotta, 1994; Silveira, 1997). Segundo Ferreira e Cou-tinho (2010), o condutor de visitantes pode ser o elo entre o meio ambiente natural e cul-tural da localidade e o visitante, contribuindo decisivamente para o ordenamento e a con-

dução da atividade de visitação a atrativos naturais.

Apesar do papel fundamental que a vi-sitação e a condução de visitantes podem apresentar para a sustentabilidade das UCs e para o desenvolvimento das comunidades lo- cais, verifica-se que os dados gerados sobre os temas são ainda incipientes, muitas vezes pontuais e específicos a uma ou outra área protegida. Assim, o presente trabalho ocupa-se em sistematizar algumas informações atu-ais referentes à visitação e à condução de vi-sitantes nos Parques, principal destino entre as UCs brasileiras.

1 VISITAÇÃOEMUNIDADESDE

CONSERVA-ÇÃOBRASILEIRASEAATIVIDADEDE CON-DUÇÃODEVISITANTES:ALGUNSMARCOS CONCEITUAISELEGAIS

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Rev. Bras. Pesq. Tur. São Paulo, 11(2), pp. 365-386, maio/ago. 2017. a oferta crescente de diferentes tipos de

ex-periências proporcionadas pelo turismo ao ar livre (Passold & Kinker, 2010) são fatores que apontam para o incremento deste segmento turístico no país. Entretanto, não é possível afirmar, com segurança, que o crescimento da visitação em UCs realmente represente um maior fluxo turístico para essas áreas. As-sim, no presente trabalho consideraremos a visitação em UCs em seu aspecto mais geral, podendo representar tanto o fluxo ecoturís-tico quanto atividades de recreação e lazer ao ar livre ou, ainda, atividades de educação e interpretação ambiental.

Apesar disto, é pertinente considerar que a base conceitual e vários ordenamentos das UCs relacionados à visitação pública tiram o ecoturismo como referência, como ve-remos a seguir.

O marco conceitual da visitação em UCs, segundo Passold e Kinker (2010), foi es-tabelecido em 1997, por meio da publicação Marco Conceitual das Unidades de Conserva-ção Federais do Brasil, que definiu os tipos de atividades que podem ser desenvolvidas pelo público em geral ou por segmentos especiali-zados da sociedade em cada categoria de ma-nejo das UCs. Segundo as autoras, este docu-mento faz referência à desejada participação das comunidades locais nas atividades ecotu-rísticas, de modo que estas possam contri-buir para a melhoria da qualidade de vida e para o desenvolvimento das potencialidades locais. Para tal, sugere a contratação de pes-soal local, licitações com empresas locais ou regionais e o desenvolvimento de atividades de interpretação da natureza junto aos visi-tantes.

O enfoque conceitual da visitação em UCs relacionado ao ecoturismo seguiu, nessa época, as tendências mundiais de um maior interesse pela integridade do meio ambiente, em contraposição aos impactos negativos causados pelo turismo de massa em ambien-tes naturais. Países como Costa Rica, Equador e Peru, os quais apresentam grande área ter-ritorial protegida sob a forma de UCs, foram e continuam sendo importantes referências relacionadas ao desenvolvimento do ecotu-rismo (Koens, Dieperink & Miranda,2009; Hill & Hill, 2011; Martha, 2012).

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Rev. Bras. Pesq. Tur. São Paulo, 11(2), pp. 365-386, maio/ago. 2017. ram, entre outras, integrar a visitação ao

de-senvolvimento local e regional, envolver as comunidades locais e populações tradicio-nais na gestão da visitação e ordenar a pres-tação dos serviços de apoio à visipres-tação, entre eles aqueles relacionados à condução de visi-tantes.

No tocante à condução de visitantes nas UCs federais, esta foi primeiramente re-gulamentada pela Instrução Normativa ICM-Bio n.08 (2008) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que estabeleceu "normas e procedimentos para a prestação de serviços vinculados à visitação e ao turismo em Unidades de Conservação Fe-derais por condutores de visitantes". Recen-temente, esta norma foi revogada pela Ins-trução Normativa ICMBio n.02 (2016), que dispôs sobre normas e procedimentos admi-nistrativos para autorização de uso para a prestação do serviço de condução de visitan-tes em unidades de conservação federais. Se-gundo este regulamento, condutor de visi-tantes é:

a pessoa física autorizada pelo Instituto Chico Mendes a atuar na condução de visi-tantes na unidade de conservação, desen-volvendo atividades informativas e inter-pretativas sobre o ambiente natural e cul-tural visitado, além de contribuir para o mo-nitoramento dos impactos sócio-ambien-tais nos sítios de visitação (Instrução Nor-mativa ICMBio n.2, 2016).

A Instrução Normativa ICMBio n.02 (2016) estabeleceu, ainda, que somente po-derão atuar como condutores de visitantes as pessoas autorizadas pela administração da UC, nos termos de portaria específica. Além

disso, registrou que é desejável que os con-dutores de visitantes sejam moradores do in-terior ou do entorno das unidades, de acordo com cada categoria de manejo.

Em relação à regulamentação da ati-vidade de condução de visitantes nas UCs es-taduais, Nascimento, Canto-Silva, Melo e Marques (2016) registraram que apenas cinco unidades federativas brasileiras apre-sentam norma específica para tal, sendo qua-tro localizadas na região sudeste e uma na re-gião sul. Embora não tenha sido objeto do es-tudo, os autores também registram a ocor-rência de regulamentações sobre o tema em municípios do estado de Santa Catarina.

Assim como a normativa federal, as normativas estaduais citadas reconhecem como condutor de visitantes o prestador desse serviço que, entre outras exigências, apresenta uma qualificação mínima estabe-lecida pela norma ou pelas UCs (Instrução Normativa ICMBio n.2, 2016; Nascimento et al., 2016), não fazendo referência, portanto, a esta atividade ser prerrogativa de um pro-fissional específico. A normativa federal re-gistra, entretanto, que profissionais com for-mação em guia de turismo e cadastro vigente no Ministério do Turismo (CADASTUR) pode-rão receber anterioridade no processo de ca-dastramento na UC (Instrução Normativa ICMBio n.2., 2016).

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Rev. Bras. Pesq. Tur. São Paulo, 11(2), pp. 365-386, maio/ago. 2017. o condutor de turismo de aventura e o

dutor ambiental local. Os profissionais con-dutores são denominados genericamente de condutores locais.

Dentre estes, a atuação do guia de tu-rismo foi a primeira a ser reconhecida, atra-vés da Lei n. 8.623 (1993). De fato, esta é a única profissão legalmente reconhecida no Brasil para fins de acompanhamento, orien-tação e transmissão de informações às pes-soas ou grupos, em visitas, excursões urba-nas, municipais, estaduais, interestaduais, in-ternacionais ou especializadas. O guia de tu-rismo especializado em atrativo natural é re-conhecido por portaria recente do Ministério do Turismo (MTUR), que assim denomina o guia cujas atividades compreenderem a pres-tação de informações técnico-especializadas sobre determinado tipo de atrativo natural (Portaria MTUR n. 27, 2014).

O condutor de turismo de aventura é reconhecido pela atribuição de responsabili-dades estabelecidas em normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), através de parceria firmada com o Ministério do Turismo (ABETA, 2009).

Por sua vez, a formalização da ativi-dade do condutor de visitantes em UCs, tam-bém nominado condutor ambiental local, se deu pela criação da Instrução Normativa ICMBio n.08 (2008), sendo reconhecida de maneira mais formal através da Portaria MTUR n. 27 (2014), que define o condutor de visitantes em UC como:

o profissional que recebe capacitação espe-cífica para atuar em determinada unidade, cadastrado no órgão gestor, e com a atri-buição de conduzir visitantes em espaços

naturais e/ou áreas legalmente protegidas, apresentando conhecimentos ecológicos vivenciais, específicos da localidade em que atua, estando permitido conduzir apenas nos limites desta área (Portaria MTUR n. 27, 2014).

O condutor ambiental local é prefe-rencialmente um integrante da região onde está localizada a UC, de modo que é capaz de passar seus conhecimentos de vivência do meio biológico e cultural local, tornando-se assim também parte do atrativo, já que pro-move um intercâmbio cultural (Ribas e Hic-kenbick, 2012).

Embora a atividade de condução de visitantes seja fundamental para o uso pú-blico em UCs, pouco se conhece em relação à forma como vem sendo realizada, se atende ou não as normas vigentes e quais profissio-nais de fato vêm atuando.

2 PROCEDIMENTOSMETODOLÓGICOS

A metodologia do presente estudo consistiu em pesquisa documental junto ao Cadastro Nacional de Unidades de Conserva-ção (CNUC) e no levantamento de informa-ções entre os gestores dos Parques brasilei-ros. Para o escopo deste trabalho foram con-sideradas as três esferas de gestão, contem-plando os Parques Nacionais, Estaduais e Na-turais Municipais.

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Rev. Bras. Pesq. Tur. São Paulo, 11(2), pp. 365-386, maio/ago. 2017. deral, estadual ou municipal), bioma

locali-zado (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Marinho, Mata Atlântica, Pampa ou Pantanal), existên-cia de Plano de Manejo (sim ou não), situação da visitação (aberto à visitação, fechado à vi-sitação ou sem informação) e endereço ele-trônico do gestor.

O levantamento de informações en- tre os gestores das UCs foi feito por meio de questionário elaborado e enviado eletronica-mente a estes através da ferramenta Goo-gle.docs. O questionário foi constituído por 7 questões fechadas ou abertas, abordando: identificação do Parque; ocorrência de visita-ção (sim ou não); número anual de visitantes (menos de 1.000, de 1.000 a 5.000, de 5.000 a 10.000, acima de 10.000); responsável pela condução de visitantes (sem condução, con-dutores locais ou guias especializados em atrativos naturais); cadastramento dos con-dutores de visitantes no Parque (sim ou não); atuação dos condutores de visitantes (autônoma ou associativada); e identificação das associações, cooperativas ou coletivos de condutores de visitantes que atuam na U.C.

Os questionários foram enviados aos gestores de todos os Parques por pelo menos oito vezes, nos meses de dezembro de 2015 e julho de 2016. Para a pesquisa junto aos Parques Nacionais foi obtida Autorização para Atividades com Finalidade Científica.

Dos 368 questionários enviados aos gestores dos Parques, obteve-se o retorno de 74 questionários respondidos, equivalente a 20,11% do total (Tabela 1). Considerando-se as esferas de gestão, foram amostrados 47,89% dos Parques Nacionais, 13,27% dos Parques Estaduais e 13,86% dos Parques Na-turais Municipais. Entretanto, quando consi-derado apenas o número de Parques com vi-sitação amostrados (64) em relação ao quan-titativo deles no CNUC (123), este percentual alcança 93,75% dos Parques Nacionais, 47,83% dos Estaduais e 12,67% dos Parques administrados pela esfera municipal. Esta composição amostral indica que os dados uti-lizados são muito representativos da reali-dade que se pretende caracterizar.

Tabela 1 – Quantidade e percentual dos Parques amostrados em relação ao total de Parques cadastrados e total de Parques com visitação, conforme dados do CNUC

Esfera de ges-tão

Parques cadas-trados

Parques amos-trados (%)

Parques com visitação

Parques amos-trados (%)

Federal 71 34 (47,89) 32 30 (93,75)

Estadual 196 26 (13,27) 46 22 (47,83)

Municipal 101 14 (13,86) 45 12 (26,67)

Total 368 74 (20,11) 123 64 (52,03)

Fonte: Autoria própria

Fizeram parte desta pesquisa os se-guintes Parques Nacionais: Parna Campos Gerais, Parna da Boa Nova, Parna da Chapada

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Rev. Bras. Pesq. Tur. São Paulo, 11(2), pp. 365-386, maio/ago. 2017. da Serra da Bocaina, Parna da Serra da

Canas-tra, Parna da Serra do Divisor, Parna da Serra do Itajaí, Parna da Serra dos Órgãos, Parna da Serra Geral, Parna da Tijuca, Parna das Emas, Parna das Sempre-Vivas, Parna de Anavilha-nas, Parna de Catimbau, Parna de Saint-Hi-laire/Lange, Parna de São Joaquim, Parna do Jaú, Parna do Juruena, Parna do Superagui, Parna do Viruá, Parna Grande Sertão Vere-das, Parna Itatiaia, Parna Marinho dos Abro- lhos, Parna Marinho Fernando de Noronha, Parna Nascentes do Rio Parnaíba e Parna Serra da Capivara.

Na esfera estadual, participaram: PE Alto Cariri, PE Cachoeira da Fumaça, PE Chan-dless, PE da Costa do Sol, PE da Pedra Azul, PE da Serra da Concórdia, PE da Serra do Rola Moça, PE da Serra Selada, PE das Sete passa-gens, PE de Grão Mogol, PE de Vila Velha, PE do Biribiri, PE do Juquery, PE do Morro do Di-abo, PE do Pico do Itambé, PE do Prosa, PE do Rio Doce, PE do Utinga, PE Fritz Plaumann, PE Serra do Mar - Núcleo São Sebastião, PE Serra Negra e PE Sitio Fundão.

Na esfera municipal foram obtidas in-formações dos seguintes parques: PNM Felis-berto Neves, PNM da Mata Atlântica Alde-ense, PNM de Navegantes, PNM Corredores de Biodiversidade, PNM de Governador Vala-dares, PNM do Atalaia, PNM Von Schilgen, PNM do Curió Paracambi, PNM do Morro do Finder, PNM da Caieira, PNM Nascentes de Paranapiacaba e Parque Histórico Munici-pal Danziger Hoff.

Todos os resultados obtidos na pes-quisa foram apresentados sob a forma de percentagem, sendo analisados, portanto, apenas em nível descritivo (Silva, Gonçalves & Murolo, 1997). Os dados relativos à visita-ção dos parques foram avaliados cruzando-se informações obtidas para as esferas de ges-tão, existência de plano de manejo na uni-dade e o bioma de localização da mesma. As respostas dos entrevistados foram analisadas por esfera de gestão dos Parques. Os resulta-dos foram compararesulta-dos com os da literatura pertinente, em especial MMA (2005) e MMA (2006).

3 RESULTADOS

Oà a oàdeàdadosàela o adoàaàpa ti à

doà CNUCà eu iuà à u idadesà deà

o se aç oà daà atego iaà Pa ue,à i lui doà Na io ais,àEstaduaisàeàNatu aisàMu i ipaisàdeà todoàoàB asil.àDeàa o doà o àasài fo aç esà o tidas,à à possí elà t aça à osà segui tesà

e iosà ua toà à ealidadeà dessasà easà

p otegidas.à

áà esfe aà estadualà o t à oà aio à

ú e oà deà Pa uesà egist adosà oà CNUC.àà

“o a à ,àoà ueà o espo deàaà , %àdoà

totalà deà Pa uesà Figu aà á .à Osà Pa uesà

Natu aisàMu i ipaisàtotaliza à à , % àeà

osàPa uesàNa io aisà à , % à Figu aà á .à

(11)

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Rev. Bras. Pesq. Tur. São Paulo, 11(2), pp. 365-386, maio/ago. 2017.

Figura 1 – Frequência de Parques cadastrados no CNUC: entre as diferentes esferas de gestão (A); entre os diferentes biomas brasileiros (B)

Fonte:àáuto iaàp p ia

Co à elaç oà àexist iaàdoàPla oàdeà

Ma ejo,àaà aio iaàdosàpa ues,àe à ual ue à

esfe aà o side ada,à oà ap ese taà esteà

do u e toà Figu aà .àáàesfe aàdeàgest oà ujoà pe e tualàdeàPa uesà o àPla osàdeàMa ejoà

à aio à à aà Fede al,à al a ça doà , %à

Figu aà .à Osà Pa uesà Natu aisà Mu i ipais,à ad i ist adosà pelaà esfe aà u i ipal,à s oà a uelesà ueàap ese ta àoà e o àpe e tualà deà u idadesà ate de doà aà legislaç oà

, % .à

Figura à–àF e u iadeàPa uesà o àeàse àPla oàdeàMa ejoàe à adaàesfe aàdeàgest o,à o fo eàdadosàdoà CNUC

Fonte:àáuto iaàp p ia

53,3 27,4

19,3

A

Estaduais

Municipais

Federais 59,8

18,3 12,6

B

Mata Atlântica

Cerrado

Amazônia

Caatinga

52,11

66,84

80,2

47,89

33,16

19,8

0 10 20 30 40 50 60 70 80 90

Federal Estadual Municipal

Perc

en

tu

al

d

e P

ar

q

u

es

Esfera da Gestão

(12)

376

Rev. Bras. Pesq. Tur. São Paulo, 11(2), pp. 365-386, maio/ago. 2017. Refe e teà à isitaç oà osà Pa uesà

asilei os,à e ide ia-seà oà fatoà ueà , %à

da uelesà adast adosà oà CNUCà oà

dispo i iliza à talà i fo aç oà Figu aà á .à ássi ,à o side a doà oà totalà deà pa ues,à pode-seà afi a à ueà ape asà , %à est oà a e tosà à isitaç oà Figu aà á .àOut aà uest oà dig aà deà egist oà à ue,à aà despeitoà daà legislaç oà esta ele e à ueà ape asà UCsà o à Pla oàdeàMa ejoàest oàaptasàaàdese ol e à ati idadesàdeàusoàpú li o,à , %àdosàPa uesà se à Pla oà deà Ma ejoà est oà a e tosà à isitaç oà Figu aà C .à Qua doà o side adosà ape asàosàPa uesà o àPla oàdeàMa ejo,àoà

pe e tualà o à isitaç oà al a çaà , %à

Figu aà B .à

Co side a doàaàati idadeàdeà isitaç oà po à esfe aà deà gest oà Ta elaà ,à osàPa uesà

Estaduaisà s oà a uelesà ueà ap ese ta à oà aio à ú e oà deà u idadesà se à essaà

i fo aç oà oàCNUCà , % .à“ oàa uelesà

ta à ueà ap ese ta à oà e o à

pe e tualà deà u idadesà o à isitaç oà , % ,à sejaà e t eà a uelasà o à Pla oà deà

Ma ejoà , % à ouà se à Pla oà deà Ma ejoà

, % .à Osà Pa uesà Na io aisà eà Natu aisà Mu i ipaisà s oà a uelesà ueà ap ese ta à oà aio àpe e tualàdeàu idadesà o à isitaç o,à espe ti a e teà , %àeà , %.à

Co stata-seà ta ,à o à aseà aà

Ta elaà ,à ueàosàPa uesàNatu aisàMu i ipaisà

s oàa uelesàe à ueàaào o iaàdeà isitaç oà

se àPla oàdeàMa ejoà à aisàf e ue te.àE à , %àdasàu idadesà ueà oàpossue àesseà do u e toào o eàaà isitaç o.à

Figura 3 – Frequência de Parques cadastrados no CNUC com relação à visitação: Total de Parques (A); Par-ques com Plano de Manejo (B); ParPar-ques sem Plano de Manejo (C).

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Tabela 2 – Quantidade e percentual de Parques abertos ou fechados à visitação por esfera de gestão e por existência de Plano de Manejo, conforme dados do CNUC

Esfera de gestão do Parque

Existência de Plano de

Manejo

Abertos à vi-sitação (%)

Fechados à visitação (%)

Sem

informa-ção (%) Total

Sim 21 (61,76) 3 (8,82) 10 (29,41) 34

Federal Não 11 (29,73) 9 (24,32) 17 (49,95) 37

Total 32 (45,07) 12 (16,90) 27 (38,02) 71

Sim 24 (36,92) 7 (10,77) 34 (53,31) 65

Estadual Não 22 (16,79) 11 (8,40) 98 (74,81) 131

Total 46 (23,47) 18 (9,18) 132 (63,35) 196

Sim 14 (70) 0 6 (30,00) 20

Municipal Não 31 (38,27) 11 (13,58) 39 (48,15) 81

Total 45 (44,55) 11 (10,89) 45 (44,55) 101 Total 123 (33,42) 41 (11,14) 204 (55,43) 368 Fonte: Autoria própria

Quando analisados os dados contidos no CNUC referentes à visitação nos Parques por bioma (Tabela 3), constata-se que, ex-ceto o bioma Amazônia, nos demais a fre-quência de Parques sem essa informação é superior a 50%. Os biomas que apresentam a maior frequência de Parques com visitação são a Caatinga (40,00%) e a Mata Atlântica (38,91%). Desconsiderando-se o bioma Pan-tanal, que não apresenta Parques abertos à visitação, o bioma Amazônia é aquele que apresenta a menor frequência de Parques com essa atividade (26,09%), valor equiva-lente ao percentual de Parques que não apre-sentam a mesma. Exceto o bioma Pampa, to-dos os demais apresentam Parques sem Plano de Manejo abertos à visitação. Cabe ressaltar, entretanto, que as frequências apresentadas devem ser avaliadas com cau-tela em face das diferentes quantidades de UCs dessa categoria por bioma.

Co à aseà asà i fo aç esà dosà gesto esà dasà UCs,à o tidasà at a sà dosà

uestio iosà eto ados,à àpossí elàafi a à

ue,à e à elaç oà à esti ati aà deà isita tes,à

aisà deà %à dosà Pa uesà Na io aisà eà

Estaduaisà ate de à u à pú li oà a ualà

supe io à aà . à isita tesà Ta elaà .à Osà

pa uesà atu aisà u i ipaisà ap ese ta à

u aà dist i uiç oà elati a e teà u ifo eà e t eà asà atego iasà deà ua tidadeà deà isita tesàa aliadas,àp epo de a doàa uelesà

ueàate de à e osàdeà . à isita tesàpo à

a o.à Co side a doà oà totalà deà pa ues,à , %à delesà ate de à u à pú li oà a ualà

a i aàdeà . à isita tes.à

Refe e teàaosàp estado esàdeàse içoà deà o duç oàdeà isita tes,à o side a do-seàoà

totalàdosàpa ues,à aisàdaà etadeà , % à

à ate didaà ex lusi a e teà po à o duto esà lo aisà Ta elaà .à Noà e ta to,à à possí elà

afi a à ueà essesà p ofissio aisà est oà

e ol idosà aà o duç oà deà isita tesà e à , %à dosà Pa uesà a aliados.à Po à out oà lado,àe àape asà , %àdestesàoàate di e toà

à feitoà ex lusi a e teà po à guiasà

espe ializadosàe àat ati osà atu ais,àesta doà estes,àpo àsuaà ez,àe ol idosà u àtotalàdeà , %àdosàPa ues.àEsteà es oàpa o a aà

à o se adoà ua doà o side adosà

isolada e teà osà pa uesà dasà dife e tesà esfe asàdeàgest oà Ta elaà .à

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osà pa ues,à ueà aà f e u iaàdeà u idadesà

e à ueà o o eà oà adast a e toà dosà

p estado esà deà se içoà , % à à pou oà

supe io à uelasà e à ueà oà o o eà oà

adast a e toà , % .àOà es oàpad oà à

o se adoà ua doà o side adosàosàpa uesà e à adaà esfe aà deà gest o,à ex etoà pa aà osà Pa uesà Estaduais,à o deà h à u à e uilí ioà

e t eà oà adast a e toà eà oà oà

adast a e toàdosà o duto esàdeà isita tes.à Noà ueà dizà espeitoà à atuaç oà dosà

o duto esà deà isita tes,à e à , %à dosà

Pa uesà estesà atua à deà fo aà aut o a,à

e ua toà e à , %à aà atuaç oà seà d à deà

fo aà asso iati ada,à po à eioà deà

asso iaç es,à oope ati asàouàout osà oleti osà Ta elaà .à Co side a do-seà asà dife e tesà esfe asà deà gest o,à ape asà e à Pa uesà Na io aisàaàp opo ç oàe t eàasàduasàfo asà deàatuaç oà à aisàe uili ada,à o à , %àeà , %,à espe ti a e teà pa aà atuaç oà

aut o aà eà asso iati adaà Ta elaà .à

Coe e te e te,à s oà osà Pa asà osà

espo s eisà po à à dosà à egist osà deà

e tidadesà asso iati asà itadasà oà t a alho.à Osà Pa uesà Na io aisà daà Chapadaà Dia a ti a,à daà “e aà daà Capi a aà eà dosà ápa adosàdaà“e a/“e aàGe alàfo a àosà ueà

o t i uí a à o à oà aio à ú e oà deà

egist os.ààà

Tabela 3 - Quantidade e percentual de Parques abertos ou fechados à visitação por Bioma e por existência de Plano de Manejo, conforme dados do CNUC.

Bioma

Existência de Plano de

Manejo

Abertos à visi-tação (%)

Fechados à vi-sitação (%)

Sem

Informação (%) Total

Sim 8 (40,00) 4 (20,00) 8 (40,00) 20

Amazônia Não 4 (15,38) 8 (30,77) 14 (53,85) 26

total 12 (26,09) 12 (26,09) 22 (47,83) 46

Sim 3 (75,00) 0 1 (25,00) 4

Caatinga Não 3 (27,27) 0 8 (72,73) 11

total 6 (40,00) 0 9 (60,00) 15

Sim 9 (39,13) 3 (13,04) 11 (47,83) 23

Cerrado Não 5 (11,36) 6 (13,64) 33 (75,00) 44

total 14 (26,90) 9 (13,43) 44 (65,67) 67

Sim 1 (33,33) 0 2 (66,67) 3

Marinho Não 3 (30,00) 0 7 (70,00) 10

total 4 (30,77) 0 9 (69,23) 13

Sim 37 (55,22) 2 (2,99) 28 (41,79) 67

Mata Atlântica Não 49 (31,82) 17 (11,04) 88 (57,14) 154

total 86 (38,91) 19 (8,60) 116 (52,49) 221

Sim 1 (100) 0 0 1

Pampa Não 0 0 2 (100) 2

total 1 (33,33) 0 2 (66,67) 3

Sim 0 1 (100) 0 1

Pantanal Não 0 0 2 (100) 2

total 0 1 (33,33) 2 (66,67) 3

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Tabela 4 - Quantidade e percentual de Parques com visitação, por esfera de gestão, em relação a estimativa de visitantes, aos prestadores do serviço de condução de visitantes e a atuação dos condutores de visitantes.

Item Opções Esfera de gestão do Parque Total (%)

Federal (%) Estadual (%) Municipal (%)

Es

ti

mati

va

d

e

vi

si

ta

n

tes

Menos de 1.000 7 (23,33) 4 (18,88) 4 (33,33) 15 (23,44)

De 1.000 a 5.000 6 (20,00) 4 (18,88) 3 (25,00) 13 (20,31)

De 5.000 a 10.000 1 (3,33) 3 (13,64) 2 (16,67) 6 (9,38)

Acima de 10.000 16 (53,33) 11 (50,00) 3 (25,00) 30 (46,88)

Total 30 22 12 64

Pres

ta

d

o

re

s d

o

se

rv

iço

d

e

con

-d

u

ção

d

e v

is

ita

n

tes

Apenas condutores locais 13 (43,33) 13 (59,09) 8 (66,67) 34 (52,13)

Apenas guias especializados em atrativos

natu-rais 0 2 (9,09) 2 (16,67) 4 (6,25)

Condutores locais e guias especializados em

atrativos naturais 3 (10,00) 2 (9,09) 0 5 (7,81)

Sem condução 4 (13,33) 2 (9,09) 2 (16,67) 8 (12,50)

Sem condução e condutores locais 8 (26,67) 2 (9,09) 0 10 (15,63)

Sem condução, condutores locais e guias

espe-cializados em atrativos naturais 2 (6,67) 1 (4,55) 0 3 (4,69)

Total 30 22 12 64

Atu

açã

o

d

o

s co

n

d

u

to

re

s d

e v

is

i-ta

n

tes

Condutores de visitantes cadastrados no

Par-que 17 (56,67) 11 (50,00) 7 (58,33) 35 (54,69)

Condutores de visitantes não cadastrados no

Parque 13 (43,33) 11 (50,00) 5 (41,67) 29 (45,31)

Total 30 22 12 64

Condutores de visitantes autônomos 16 (53,33) 14 (63,64) 9 (75,00) 39 (60,94)

Condutores de visitantes associativados 14 (46,67) 8 (36,36) 3 (25,00) 25 (39,06)

Total 30 22 12 64

Número de associações, cooperativas e demais

coletivos de condutores de visitantes 22 7 3 32

(16)

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Rev. Bras. Pesq. Tur. São Paulo, 11(2), pp. 365-386, maio/ago. 2017. 4 DISCUSSÃO

“e à dú ida,à aà i ple e taç oà doà Pla oàdeàMa ejoà osàPa uesà àfu da e talà pa a,à e t eà out asà uest es,à pe iti à oà pla eja e toàeàaào de aç oàdoàusoàpú li oà essasà eas.à E t eta to,à passadosà à a osà daà Leià doà “NUC,à ueà esta ele euà aà o igato iedadeà daà ela o aç oà desseà

do u e toàt i oàpa aàtodasàasà atego iasà

deà UCs,à aà ealidadeà o statadaà à ai daà dista teàdoàesta ele idoàpelaàlegislaç o.à

ápesa à desseà pa o a a,à estaà ealidadeà te à e oluídoà aà últi aà d ada.à

“egu doàestudoàdoàICMBioà ,à efe e teà

à a aliaç oà o pa adaà daà efeti idadeà daà

gest oàe àUCsàfede ais,à osà i losà - àeà

,àaoàlo goàdesseàpe íodoàoàpe e tualàdeà Pa uesà Na io aisà o à Pla oà deà Ma ejoà passouàdeà , %àpa aà %.àI feliz e te,à osà últi osà a osà pa e eà oà te à ha idoà uitaà uda çaà desseà pata a ,à u aà ezà ueà oà pe e tualào se adoà oàp ese teàt a alho,à

pa aà Pa uesà Na io ais,à oà à uitoà

dife e teà , % .à Medei osà eà Pe ei aà

,à e à estudoà so eà aà e oluç oà eà i ple e taç oà dosà pla osà deà a ejoà e à Pa uesà Na io aisà oà estadoà doà Rioà deà

Ja ei o,àta à o stata a à ue,àe àge al,à

osàPla osàdeàMa ejoà oàfo a àela o ados,à e à e isadosà de t oà dosà p azosà eà pe iodi idadeà esta ele idosà pelaà legislaç o.à Pa aàosàauto es,àissoàde otaàu aàdifi uldadeà aà i ple e taç oà desseà i st u e toà deà gest o,à p o a el e teà e à fa eà daà g a deà o plexidadeàe ol idaà aàsuaà o fe ç oàe,à o se ue te e te,àdaàg a deàde a daà deà te poà eà e u sosà fi a ei os,à ge al e teà

eduzidosà osà o ça e tosà dasà UCs.à

P o a el e te,àtalà o textoàsejaàapli adoà sà de aisà esfe asà deà gest oà –à estadualà eà

u i ipalà -,à oà ueà podeà expli a à aà

i exist iaàdeàPla osàdeàMa ejoàe à uitosà

Pa uesà Estaduaisà eà Pa uesà Natu aisà Mu i ipais.à

De e-seà essalta à aà aus iaà deà

i fo aç esà so eà aà isitaç oà e à aisà daà etadeà dosà Pa uesà adast adosà oà CNUC.à P o a el e teà issoà seà de aà aoà fatoà ueà uitasà dessasà UCsà est oà ai daà ape asà oà papel,à oàpode doà se à o side adasà easà p otegidasà eal e teài ple e tadas.àà

Co pa a do-seàosàdadosàdeà isitaç oà

o tidosà esteà t a alhoà pa aà Pa uesà

Na io aisà eà Estaduaisà o à a uelesà

egist adosà oà diag sti oà daà isitaç oà

essasàUCsà ealizadoàe à à MMá,à ,à

o stata-seà ueàoàpa o a aà oàseàalte ouà uito,àu aà ezà ueàa ueleàt a alhoàapo touà ueàaà isitaç oào o iaàe à àdeà àPa uesà

Na io aisà , % àeàe à àdeà àPa uesà

Estaduaisà , % ,à alo esà pe e tuaisà

uitoà p xi osà aosà o tidosà oà p ese teà estudo.

Oà aixoà pe e tualà deà Pa uesà

Estaduaisà ueàap ese ta à isitaç oà , % à

podeà efleti àasàdifi uldadesàdeàpla eja e toà i e iadasàpo àessaàesfe aàad i ist ati aà aà

gest oà dasà easà p otegidas.à Istoà fi aà

e ide teà peloà eduzidoà ú e oà deà Pa uesà Estaduaisà o à Pla oà deà Ma ejoà eà o à

i fo aç esà so eà aà o o iaà ouà oà deà

(17)

381

Rev. Bras. Pesq. Tur. São Paulo, 11(2), pp. 365-386, maio/ago. 2017. ua tidadeà deà u idadesà o à isitaç oà

esulteà daà lo alizaç oà dessasà e à easà

u a as,à o àg a deàp ess oàpelaà isitaç o.à Oàfatoàdeà uitosàPa uesàse àPla oà deàMa ejoàap ese ta e à isitaç oà oà hegaà aà se à u aà i egula idadeà e à todasà asà situaç es.àÉàpossí elà ueàu aàpa elaàdestesà possuaà Pla oà E e ge ialà deà Usoà Pú li o,à

egula e toà p o is ioà ueà esta ele eà

o asà pa aà aà isitaç oà oà Pa ueà at à aà pu li aç oà doà seuà Pla oà deà Ma ejoà IEF,à à ouà Po ta iaà deà O de a e toà daà Visitaç o,à do u e toà ueà ofe e eà aosà gesto esà fe a e tasà pa aà aà gest oà doà usoà pú li oàeàesta ele e ,àde t eàasàati idadesà existe tes,à uaisàse oàpe itidasàeàe à uaisà

easàdaàUCà Cast oà&àKi ke , .à

Noà p ese teà t a alhoà foià egist adoà ueà , %àdosàPa uesàNa io aisàate de à

u à pú li oà a ualà supe io à aà . à

isita tes.à Estaà ealidadeà à u à pou oà

dife e teà da uelaà o se adaà e à ,à

ua doà oà diag sti oà daà isitaç oà e à

Pa uesà Na io aisà apo touà ueà

ap oxi ada e teà %à delesà ate dia à u à

pú li oà a ualà supe io à aà . à isita tesà

MMá,à .àE t eta to,à a eà essalta à ueà

Pa uesàNa io aisài po ta tesàe àte osàdeà isitaç oà o oàoàPa aàdoàIguaçu,àPa aàdeà Je i oa oa aàeàPa aàdeàB asíliaà oàpa ti i-pa a àdaàp ese teàpes uisa.àà

Noà ueà dizà espeitoà à p estaç oà doà se içoà deà o duç oà deà isita tesà osà Pa uesà asilei os,à aà altíssi aà o t i uiç oà

dosà o duto esà lo aisà o fi aà u aà

te d iaà j à o statadaà oà diag sti oà daà

isitaç oà e à Pa uesà Na io aisà eà Estaduaisà

ealizadoà e à à MMá,à .à Nesseà

t a alho,à estesà p ofissio aisà de o i adosà guiasà lo ais à j à e a à osà p i ipaisà p estado esà doà se içoà deà o duç oà deà isita tesà osà Pa uesà deà todasà asà egi esà asilei as,à ex etoà aà Regi oà No te,à o deà

p edo i a a à osà guiasà deà e p esas à

MMá,à .

Esseà fo tale i e toà doà papelà dosà o duto esàlo aisà asàUCsà à e io adoàpo à

Ri asàeàHi ke i kà àe àt a alhoàso eà

oà papelà dosà o duto esà a ie taisà lo aisà eà dosà u sosà deà apa itaç oà oà e odese

-ol i e toà tu ísti oà doà “ulà doà B asil.à ásà auto asà po tua à ueà aà pu li aç oà daà

I st uç oàNo ati aàICMBioà . à ,à ueà

egula e touàaàati idadeàdosà o duto esàdeà isita tesà asàUCsàfede ais,àfoiàfu da e talà pa aà ueàhou esseàu àg a deài te esseàdosà g osà pú li osà estaduaisà eà u i ipaisà e à

ta à egula e ta e à aà atuaç oà deà

o duto esà lo al e te.à Isso,à segu daà asà auto as,à te à p o o idoà oà e o he i e toà doà o duto à o àu àp ofissio alàdoàeixoàdoà tu is oà eà le adoà osà Mi ist iosàdoà Tu is oà

MTu ,à doà Meioà á ie teà MMá à eà daà

Edu aç oà MEC àseàa ti ula e à aàte tati aà deà egula e ta à aà atuaç oà eà apa itaç oà desseàp ofissio al.à

áà p e al iaà dosà o duto esà lo aisà

aà p estaç oà dosà se içosà deà o duç oà deà isita tesà e à Pa uesà à uitoà pe ti e teà pa aà oà dese ol i e toà deà u à tu is oà e ol gi o,àu aà ezà ueàissoà o t i uiàpa aàaà

satisfaç oàdasà e essidadesàso ioe o i asà

dasà egi esà e epto as.à Ca to-“il aà et al.à à ha a àaàate ç oàjusta e teàpa aàoà

fatoà ueàaàatuaç oàdeà o duto esàa ie taisà

lo aisàe àUCsà o t i ue àpa aàaà ue aàdeà pa adig asà ex lude tes,à aoà adota à aà est a-t giaà deà ag ega à osà sa e esà eà faze esà dosà

o ado esàdasà easàdeàe to oàdessasà easà p otegidas,à ge a do,à al à disso,à opo tu i-dadesàdeàt a alhoàeà e daàpa aàeles.à

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Rev. Bras. Pesq. Tur. São Paulo, 11(2), pp. 365-386, maio/ago. 2017. mento dos condutores de visitantes nos

Par-ques evidenciam que uma das diretrizes es-ta ele idaà oàdo u e toà Di et izesàpa aàVi-sitaç oà e à U idadesà deà Co se aç o à (MMA, 2006), que requer que todos os con-dutores, monitores e guias estejam devida-mente cadastrados nas UC onde atuam, ainda está longe de ser alcançada. Certa-mente tal realidade está associada ao fato, pontuado por Nascimento et al. (2016), que apenas 18,5% das unidades federativas do Brasil possuem base legal que estabeleça normas e procedimentos para a prestação de serviços de condução de visitantes em suas UCs. Os dados obtidos neste trabalho corro-boram tal afirmativa, uma vez que a esfera estadual foi justamente aquela que apresen-tou o maior percentual de Parques cujos con-dutores de visitantes não estão cadastrados na unidade.

Por fim, os dados obtidos permitem registrar que embora o condutor de visitan-tes ainda seja em sua maioria um profissional autônomo, é muito significante a parcela dos Parques em que atuam condutores de forma associativada. Isto também pode ser visto como um fator pertinente ao turismo ecoló-gico, uma vez que, segundo o Ministério do Trabalho (MTE, 2011), a economia solidária é uma forma de produção, comercialização e consumo que promove a autogestão dos pro-cessos de trabalho, considerando critérios de eficácia ao lado de aspectos sociais e ambien-tais.

5 CONCLUSÃO

áàaus iaàdeàPla osàdeàMa ejoàe,àat à

es o,à daà i ple e taç oà efeti aà dosà

Pa uesà ai daà à u aà ealidadeà aà se à supe ada.àIstoà e ta e teài pa taàdeàfo aà

egati aàaào o iaàdaà isitaç oà aà aio iaà

dosà Pa uesà asilei os.à Maisà doà ueà aà

aus iaàdoàPla oàdeàMa ejo,àout osàfato esà

pa e e à se à aisà dete i a tesà pa aà estaà ealidade,à tal ezà a uelesà ela io adosà à

a iaàdeài f aest utu aàfísi aàeà apa idadeà

deàgest oàdessasà easàp otegidas.

àOsà pe e tuaisà deà Pa uesà o à isitaç o,àpeloà e osà oà ueàdizà espeitoàaosà Na io aisà eà Estaduais,à pa e e à oà te à seà

alte adoà osàúlti osà àa os.àOài e e toà

deà isita tesà o se adoà esseà es oà

pe íodoàp o a el e teà efleteàoàau e toàdaà isitaç oà osàPa uesàe à ueàaàati idadeàj à est à o solidada,à p i ipal e teà e à seà t ata doà deà Pa uesà Na io ais.à Pe e e-seà

ta à ueàosàPa uesàNatu aisàMu i ipaisà

o t i ue à deà fo aà sig ifi a teà o à aà

isitaç oàe àPa ues,àe o aà oàe àte osà

deà ua tidadeàdeà isita tes.à

I po ta teà o lus oà aà se à eti adaà desteà t a alhoà à oà papelà p otago istaà dosà o duto esàlo aisà aà o duç oàdeà isita tesà

osà Pa uesà asilei os.à Istoà fi aà uitoà

e ide teà aà pa ti à dosà dadosà a alisados,à

o o o a doà asà te d iasà esseà se tidoà

o se adasà osàúlti osàa osàeà efleti doàasà i i iati asàe àp olàdeàu àtu is oàe ol gi o,à aseadoà aà i lus oà dasà o u idadesà doà e to oàdessasà easàp otegidas.àCo lui-se,à

ta ,à ueà aà elaç oà ad i ist ati aà dosà

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Rev. Bras. Pesq. Tur. São Paulo, 11(2), pp. 365-386, maio/ago. 2017. isita tesà e à asso iaç es,à oope ati asà eà

out osà oleti osà à u aà ealidade,à e o aà

ai daà oàp edo i eà o oàfo aàdeàatuaç oà osàPa uesàestudados.à

Po àfi ,àa edita osà ueàoàp ese teà t a alhoà o t i uià o à i fo aç esà atuali-zadasà doà pa o a aà daà isitaç oà eà daà

o duç oà deà isita tesà osà Pa uesà asi-lei os.ààálgu asà uest esàsu ge àaàpa ti àdoà

e ioà t açado,à apo ta doà pa aà aà e

es-sidadeàdeàu à elho àpla eja e toàeàgest oà daà isitaç oà e à Pa ues.à Fi aà e ide teà aà e essidadeà deà u à aio à fi a ia e toà

dessasà easà pa aà ueà estasà o siga à

efeti a e teà o stitui à i st u e tosà deà

gest oà eà i f aest utu aà e ess iosà à

isitaç o.à Po à out oà lado,à e à fa eà doà i po ta teà papelà daà o u idadeà lo alà aà ati idadeà deà o duç oà deà isita tesà osà pa ues,à à pe ti e teà ueà aisà estudosà seja à dese ol idosà so eà oà pe fil,à asà

li itaç esà eà asà e essidadesà dessesà

p ofissio ais,à deà odoà aà elho a à aà

ualidadeàdeà idaàdosàe ol idosàeà ualifi a à osàse içosàdeà isitaç oàofe e idosà asàUCs.à

Fi al e te,à fi aà e ide teà ta à ueà oà

esta ele i e toà deà egula e taç esà

efe e tesà à o duç oà deà isita tesà asà dife e tesàesfe asàdeàgest oà àu aàde a daà i po ta teà pa aà oà elho à o de a e toà daà ati idadeà essasà eas.à

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Dados dos autores

Celson Roberto Canto Silva

Mestre em Ecologia e doutor em Biologia Animal pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professor da Área de Ciências Biológicas e Ciências Ambientais do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Campus Porto Alegre. Email: [email protected]

Jordana dos Santos Silva

Imagem

Tabela 1  –  Quantidade e percentual dos Parques amostrados em relação ao total de Parques cadastrados  e total de Parques com visitação, conforme dados do CNUC
Figura  à–àF e u ia  deàPa uesà o àeàse àPla oàdeàMa ejoàe à adaàesfe aàdeàgest o,à o fo eàdadosàdoà CNUC Fonte:àáuto iaàp p ia 53,327,419,3A Estaduais MunicipaisFederais18,359,812,6BMataAtlânticaCerradoAmazôniaCaatinga52,1166,8480,247,8933,1619,8010203040
Figu aà B .à
Tabela 2  – Quantidade e percentual de Parques abertos ou fechados à visitação por esfera de gestão e por  existência de Plano de Manejo, conforme dados do CNUC
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