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J. Bras. Patol. Med. Lab. vol.45 número1

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Academic year: 2018

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Wilhelm Röntgen, o criador do raios X, e a primeira imagem radiográfica da história, resultado da experiência do cientista com a mão de sua mulher, Bertha.

Wilhelm Röntgen and X-rays creation

When the German Wilhelm Conrad Röentgen (1845-1923) discovered the rays that crossed over objects leaving impressions in photographic plates, he wrongly thought that they did not have anything to do with light. Therefore they had been called as type “x” rays. It happened in the afternoon of November, 8th1895.

Rector of Wurzburg University in Germany, Wilhelm made experiments in the laboratory of his house when arrived from work. Although the scientific basis of his researches, it was a hazard that made possible x-rays discovery. As many physicists of the epoch, professor Röntgen researched cathode rays tube, created by the English William Crookes (1832-1919) some years before. It was a glass tube inside of which a warm metallic conductor emitted electrons, then called cathode rays, in direction to another conductor.

When Röntgen turned on the tube, in November 8th,

something unusual happened: next to the tube, a plate of a fluorescent material, named of platinum barium cyanide, shone. He disconnected the tube and the brightness disappeared. Turned it on again, and there was the brightness once more. The luminosity persisted even when a book and an aluminum sheet were placed between the tube and the plate. Something left the tube, crossed over barriers and reached the platinum cyanide. For six weeks, the physicist lived in his laboratory trying to understand what kind of event was that and how to explain it. In December 22 of the same year, the German professor succeeded the radiation crossed the hand of his wife, Bertha, per 15 minutes, reaching a photographic plate on the other side. Disclosed the plate, it could be seen the shades of Bertha’s bones in it and this is considered the first radiography of history. Fascinated, but confused, professor Röntgen decided to call the rays by “X” – symbol used in science to nominate the stranger. Thus, X-rays devices were born, revolutionizing the science.

Wilhelm Röntgen e a criação dos raios X

Quando descobriu os raios que atravessavam objetos e deixavam impressões em chapas fotográficas, o alemão Wi-lhelm Conrad Röentgen (1845-1923) pensou erradamente que eles não tinham nada a ver com a luz. Por isso foram chamados de um tipo “x” de raios. Isso aconteceu na tarde de 8 de novembro de 1895.

Reitor da Universidade Wurzburg, na Alemanha, Wilhelm fazia experimentos no laboratório de sua casa quando che-gava do trabalho. Apesar do fundamento científico de suas pesquisas, foi um acaso que possibilitou a descoberta dos raios X. Como muitos físicos da época, o professor Röntgen pesquisava o tubo de raios catódicos inventado pelo inglês William Crookes (1832-1919) alguns anos antes. Era um tubo de vidro dentro do qual um condutor metálico aquecido emitia elétrons, então chamados raios catódicos, em direção a outro condutor.

Quando Röntgen ligou o tubo naquele dia 8 de novembro, algo inusitado aconteceu: perto do tubo, uma placa de um material fluorescente chamado platino cianeto de bário bri-lhou. Ele desligou o tubo e o brilho sumiu. Ligou de novo e lá estava novamente o brilho. A luminosidade persistiu mesmo quando Wilhelm Röntgen colocou um livro e uma folha de alumínio entre o tubo e a placa. Algo saía do tubo, atraves-sava barreiras e atingia o platino cianeto. Por seis semanas o físico viveu em seu laboratório buscando entender que acon-tecimento era aquele e o que podia explicá-lo. No dia 22 de dezembro do mesmo ano o professor alemão conseguiu que a radiação atravessasse por 15 minutos a mão de sua mulher, Bertha, atingindo, do outro lado, uma chapa fotográfica. Re-velada a chapa, nela podiam ser vistas as sombras dos ossos de Bertha, e esta é considerada a primeira radiografia da história. Fascinado, mas ainda confuso, o professor Röntgen decidiu chamar os raios de “X” – símbolo usado em ciência para designar o desconhecido. Assim nasceu o aparelho de raios X que revolucionou a ciência de então.

J Bras Patol Med Lab • Volume 45 • Número 1 • fevereiro 2009 ISSN 1676-2444

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