Caro(a) leitor(a),
Todo mundo concorda que as pessoas estão cada vez mais interessadas em adotar uma ali- mentação saudável. Mas será que elas sabem o que fazer no dia a dia para montar refei- ções equilibradas? Muita informação, falta de tempo e preço dos produtos são algumas das justificativas para explicar o desconten- tamento com a própria alimentação. Nesta edição da Bio, buscamos responder o que os brasileiros conhecem sobre nutrição. Os dados foram obtidos em mais uma pesquisa exclusiva realizada nas diversas regiões do país e com representantes de todas as classes sociais.
Apoiar a nutrição equilibrada é um dos com- promissos da Nestlé, que tem o propósito de Melhorar a qualidade de vida e contribuir para um futuro mais saudável. Por isso, acreditamos que entender o comportamento dos brasileiros é um passo importante para apoiá-los a fim de tornar a alimentação sim- ples, fácil e prazerosa.
Uma atividade que, comprovadamente, ajuda crianças a experimentarem novos sabo- res e incorporarem hábitos saudáveis é cozi-
nhar juntos, em família. Algumas receitas facilitam essa interação no momento de colo- car a mão na massa. Neste número, você con- fere opções para preparar com os pequenos.
Abrimos um espaço também para falar de um tema recorrente e que desperta dúvidas em meio à avalanche de informações disponíveis:
os lanchinhos entre as refeições. Buscamos referências na ciência para saber se comer em intervalos curtos traz benefícios para todos ou para grupos específicos.
Alinhados ao nosso propósito, trazemos um diagnóstico sobre a deficiência de micronu- trientes como ferro, vitaminas, zinco e iodo.
Esse é um tema de extrema importância para a Nestlé e para ajudar a reverter o quadro de carência desses elementos. Somente em 2017, a empresa entregou 174 bilhões de porções de ali- mentos e bebidas fortificadas em todo o mundo – essa ação foi reconhecida por uma organização que classifica as políticas e práticas relacionadas à nutrição, a Access to Nutrition Index 2018.
Esperamos que goste da leitura e que embar- que conosco nessa jornada por uma Nutrição voltada a um futuro mais saudável para todos.
Pela saúde de
hoje e de amanhã
CARTA AO LEITOR
Nestlé Brasil
Conselho Editorial: Victor Civita Neto (Presidente), Thomaz Souto Corrêa (Vice-Presidente) e Giancarlo Civita
Diretora de Marketing: Andrea Abelleira Diretora da CASACOR: Lívia Pedreira Diretor da Total Express: Ariel Herszenhorn
Diretor de Finanças e Administração: Marcelo Bonini Diretora Jurídica: Mariana Marcia Diretor de Recursos
Humanos: Leonardo Ferreira Diretor de Tecnologia: Ricardo Schultz Publicidade: Tatiana Lemos Maluf
PRODuziDO POR
Editora-Chefe: Amanda Maia (segmento bens de consumo) Editor de Arte: Danilo Braga Editora: Natasha Pinelli Editora-Assistente: Natália Chagas Curadoria de Conteúdo: redação Saúde É Vital
Colaboraram nesta edição:
Goretti Tenório (editora de texto), Tereza Bettinardi (projeto gráfico e direção de arte), Lucas Jatobá (arte), Bruno Algarve (ilustração), Sandra Jávera (ilustração), Regina Célia Pereira (texto), Lupa Texto (revisão)
foto de capa: iStock/Getty Images
A revista Nestlé bio é uma publicação da Nestlé Brasil destinada a promover e disseminar conhecimento na área de Nutrição e Saúde. Alinhada ao histórico papel da Nestlé no apoio à difusão da informação científica, a revista abre espaço para a diversidade de opiniões, que considera ser essencial para o intercâmbio de ideias e conceitos inovadores. As declarações expressas na revista não refletem necessariamente o posicionamento institucional da Companhia com relação aos temas tratados.
Coordenação Editorial: Marcelo Melchior, Frank Pflaumer, Barbara Sapunar, Gisele Pavin, Ana Figueiredo e Anahí Guedes Colaboradores: Juliana Lofrese, Carolina Falcoski, Renata Azambuja, Sara Rios, Ingrid Nani e Juliana Rodovalho
NOTA IMPORTANTE: O aleitamento materno é a melhor opção para a alimentação do lactente proporcionando não somente benefícios nutricionais e de proteção como também afetivos, demonstrando sua superioridade quando comparado aos seus substitutos. É fundamental que a gestante e a nutriz tenham uma alimentação equilibrada durante a gestação e amamentação.
O aleitamento materno deve ser exclusivo até o sexto mês e a partir desse momento deve-se iniciar a alimentação complementar mantendo o aleitamento materno até os dois anos de idade ou mais. O uso de mamadeiras, bicos e chupetas deve ser desencorajado, pois pode prejudicar o aleitamento materno e dificultar o retorno à amamentação. No caso de utilização de outros alimentos ou substitutos do leite materno, devem seguir rigorosamente as instruções de preparo para garantir a adequada higienização de utensílios e objetos utilizados pelo lactente, para evitar prejuízos à saúde. A mãe deve estar ciente das implicações econômicas e sociais do não aleitamento ao seio. Para uma alimentação exclusiva com mamadeira será necessária mais de uma lata de produto por semana, aumentando os custos no orçamento familiar. Deve-se lembrar à mãe que o leite materno não é somente o melhor, mas também o mais econômico alimento para o bebê. A saúde do lactente pode ser prejudicada quando alimentos artificiais são utilizados desnecessária ou inadequadamente. É importante que a família tenha uma alimentação equilibrada e que, no momento da introdução de alimentos complementares na dieta da criança ou do lactente, respeitem-se os hábitos culturais e que a criança seja orientada a ter escolhas alimentares saudáveis. Em conformidade com o Decreto nº 8.552/15; a Lei 11265/06; Resolução Anvisa nº 222/02; OMS – Código Internacional de Comer- cialização dos Substitutos do Leite Materno (Resolução WHA 34:22, maio de 1981): e Portaria M.S nº 2051 de 08 de novembro de 2001”.
4 | BIO
minienciclopédia
23
seções
5 portal nutri saúde
Os principais destaques do portal Nutri Saúde
6 nutri radar
Notícias quentes do universo científico
10 raio x
Um olhar nutricional e cultural sobre o efeito estimulante e protetor do café
20 na cozinha
Receitas para destacar e saborear, na medida para fazer em família
23 na vitrine
As novidades Nestlé que acabaram de chegar ao supermercado
27 nutri agenda
38 palavra de expert
Antonio Carlos Pastorino Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar 2018:
o que mudou?
40 nutri cultura
41 crônica
Miguel icassatti Torresmo, o camisa 10
Calma à mesa
Para prevenir o ganho de peso e até o diabetes, é preciso comer devagar: as técnicas que ajudam a controlar a ansiedade e prolongar a refeição
DesmitifiCanDo os aDitivos
Por que substâncias como
maltodextrina, lecitina de soja e soro de leite são fundamentais para a qualidade dos produtos alimentícios
Dez descobertas sobre o impacto da microbiota na saúde – da influência no cérebro à proteção cardiovascular
As repercussões das bactérias do intestino no corpo
nutri saúde
índice O quE vOCê vAI vEr Em www.nestle.com.br/nestlenutrisaude
portal
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Sempre que encontrar este ícone nas páginas da revista, procure pelo conteúdo relacionado ao tema no portal.
Ponto de encontro virtual com artigos científicos, ferramentas e receitas desenvolvidas para a prática clínica, entre outros conteúdos voltados para profissionais de saúde
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EDUCAçãO 12
NUTRICIONAL
Pesquisa exclusiva mostra o que os brasileiros sabem (e não
sabem) sobre nutrição
ENTREVISTA 18
No bate-papo, a nutricionista Lara Natacci fala sobre como transmitir conceitos técnicos
com clareza
LANCHES 24
INTERMEDIáRIOS
A ciência busca saber se comer a curtos intervalos traz
benefícios para todos
COM MENOS AçúCAR, 28
MAS COM AFETO
O desafio de reduzir a quantidade de açúcar chega para ajudar a frear o
aumento da obesidade
FORTIFICAçãO DOS 32
ALIMENTOS
A preocupação com os déficits de micronutrientes ganha cada vez mais espaço entre os
especialistas em saúde
PERFIL: CyNTHIA 36
ANTONACCIO
A trajetória inspiradora de uma nutricionista empreendedora
BIO | 7
Estudo realizado na Universidade de Bonn, na Alemanha, chega para reforçar
a importância do cardápio colorido e recheado de frutas e hortaliças. Por meio de uma revisão sistemática, se comprovou que os polifenóis colaboram na redução de risco do diabetes tipo 2. Dentro do seleto grupo de compostos bioativos, o destaque vai para os flavonoides.
Aqui, portanto, as maiores aliadas contra o mal são substâncias como a quercetina, a antocianina e as catequinas. Outros trabalhos já mostraram que essa família tem efeito anti- -inflamatório e ação antioxidante, um combo que colabora para o bom funcionamento do organismo. Sem contar que suas maiores fontes carregam outros nutrientes indispensáveis para o equilíbrio dos níveis de glicose em circulação. Cebola, maçã, uva e chá-verde são excelentes fornecedores desses fitoquímicos, assim como os frutos brasileiríssimos açaí, jabuticaba e guaraná.
Polifenóis contra o diabetes
Eis mais um bom motivo para que eles marquem presença no dia a dia
1
referência
Rienks J, Barbaresko J, Oluwagbemigun K, Schmid M, Nöthlings U. Polyphenol exposure and risk of type 2 diabetes: dose-response meta-analyses and systematic review of prospective cohort studies.The American Journal of Clinical Nutrition, 2018. Disponível em: [academic.
oup.com/ajcn/article-abstract/108/1/49/5042719?redirectedFrom=fulltext]
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nutri radar
4 NOtíCIAS quENtES dO uNIvErSO CIENtífICO
A constatação foi feita num levantamento coordenado pela Universidade McMaster, no Canadá, e que envolveu mais de 130 mil pessoas em 21 países, incluindo o Brasil. O estudo prospectivo epidemiológico rural e urbano (Pure, na sigla em inglês) analisou o consumo alimentar dos participantes por cerca de nove anos. Considerando-se uma porção como o equivalente a 244 gramas de leite ou iogurte, o grupo daqueles que ingeriram três dessas porções ao dia apresentou menores taxas de mortalidade por problemas cardiovasculares quando comparado com a turma dos que não incluíam esses lácteos na dieta. Embora muitas pesquisas relacionem a gordura saturada, como a presente no leite integral, a doenças cardíacas, os autores defendem que esse risco baseia-se em um único marcador de risco,
Leite pelo bem do coração
três porções de laticínios por dia protegem contra doenças cardiovasculares
2
referência
Dehghan M, Mente A, Rangarajan S, Sheridan P, Mohan V, Iqbal R, et al. Association of dairy intake with cardiovascular disease and mortality in 21 countries from five continents (PURE): a prospective cohort study. The Lancet, 2018. Disponível em [www.eurekalert.org/
pub_releases/2018-09/tl-tld091018.php]
o aumento do LDL. Mas alegam que é preciso levar em consideração também os outros componentes saudáveis do alimento, a exemplo de aminoácidos, vitamina K, cálcio, potássio e magnésio – sem contar a adição de probióticos em muitos produtos.
Esse pacote de nutrientes potencialmente benéficos respalda a importância de lácteos no cardápio, sobretudo em países de baixa renda, onde a ingestão ainda fica em níveis muito baixos.
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8 | BIO
Se o tomate já é badalado por ser uma das melhores fontes de licopeno, imagine uma variedade que soma o triplo da quantidade da substância. Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, desenvolveram essa versão turbinada. Para conseguir o feito, os cientistas selecionaram espécies mais ricas e trabalharam no cruzamento. E, não bastasse ser muito nutritivo, o fruto ainda é mais doce. O licopeno é muito bem-vindo ao prato, especialmente porque é um dos compostos que mais aparecem em trabalhos científicos pelo elo com a redução do risco de tumores. Tal feito é resultado de sua ação antioxidante, que ajuda a neutralizar os temidos radicais livres. Na Embrapa há diversos estudos similares. Em Cruz das Almas, na Bahia, por exemplo, foi criada uma mandioca incrementada com
betacaroteno. Amarela, a variedade esbanja a molécula aliada da saúde ocular.
A era dos
superalimentos
vegetais “turbinados”
trazem benefícios extras
referência
Híbrido de tomate grape é recordista em teor de licopeno.
Disponível em [www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/
noticia/35286378/hibrido-de-tomate-grape-e-recordista-em-teor-de- licopeno?link=agencia], acessado em ago. 2018
A constatação vem de uma grande pesquisa da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.
Os estudiosos avaliaram os hábitos de nada menos do que 16.945 mulheres e seus filhos.
Entre os achados, destaca-se a proteção vinda do estilo de vida durante a gravidez. A junção da prática de atividade física, do consumo de um cardápio equilibrado, além da distância de
perigos como o cigarro e o álcool, foi associada a uma redução no risco de obesidade dos descendentes. Essa pesquisa ajuda a acentuar a importância do planejamento da gestação, período que, afinal, abre uma oportunidade e tanto para adotar hábitos capazes de não apenas repercutir positivamente no organismo da mãe, mas propiciar mais saúde ao bebê.
Metas saudáveis devem entrar na rotina de forma suave e prazerosa. Daí a estratégia de começar as mudanças de comportamento o quanto antes.
NOvE mESES
dE BONS háBiTOS
O estilo de vida da gestante pode reduzir o risco de obesidade do filho
foto iStock Photo/Getty images
3
4
referência
Dhana K, Haines J, Liu G, Zhang C, Wang X, Field A, Chavarro JE, Sun Q. Association between maternal adherence to healthy lifestyle practices and risk of obesity in offspring: results from two prospective cohort studies of mother-child pairs in the United States. British Medical Journal, 2018. Disponível em [www.bmj.com/content/362/bmj.k2486]
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Café
Ele vem sendo objeto de estudos em centros
de pesquisa pelo mundo afora.
E a ciência revela que, além de seu conhecido efeito estimulante, na medida certa o café tem
efeito protetor para o coração e previne contra diabetes
a Corrente
Do bem De nesCafé
Criado pela Nestlé em 2010, o NESCAFÉ Plan introduz padrão de qualidade e sustentabilidade, oferecendo apoio técnico ao produtor
Cafeína:
o estimulante está relacionado à redução de insuficiência cardíaca[1], e estudo recente mostra que ele protege as células cardiovasculares contra lesões.[2] Absorvida pelo sangue, a cafeína viaja ao cérebro trazendo benefícios também para a memória.[3]ácido clorogênico:
a substância antioxidante reduz o risco de hipertensão e blinda os vasos sanguíneos, favorecendo o equilíbrio da homocisteína.[4]Esse composto fenólico está associado ainda à redução do estresse oxidativo e inflamação, precursores de complicações do diabetes tipo 2.[5]
Potássio:
o mineral também relaxa as paredes dos vasos sanguíneos, atuando para manter a pressão sob controle,[6]e protege contra contrações musculares.[7]
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raio x
um OlhAr NutrICIONAl SOBrE A COmIdA
S
e já durante a moagem o aroma do café se destaca, é praticamente impossível resistir ao cheiro bom saindo da cafeteira. Os primeiros registros sobre o grão responsável por tamanha sensação de pra- zer indicam sua origem na África, na região onde hoje é a Etiópia. Ainda cru, o fruto era macerado e misturado a outros ingredientes nas refeições. Descobertas suas mara- vilhas como infusão, o café se espalhou pelo mundo árabe, chegou à Europa e, com as grandes navegações rumo à América, encontrou no Brasil solo fértil para uma legiãocrescente de aficionados.
Reza a lenda que os efeitos estimulantes do grão foram observados primeiro por pastores do Iêmen, por volta de 570 d.C, ao perceberem que as cabras ficavam mais agitadas ao comer os frutos vermelhos. A ciência, séculos depois, desven- dou esse mecanismo, mostrando como a cafeína estimula o sistema nervoso central, ajudando a afiar a memória, a con- centração e o raciocínio. A forma de preparo influencia nos efeitos do café na saúde. Isso porque duas substâncias presen- tes no grão, o cafestol e o kahweol, são capazes de elevar os níveis de colesterol no sangue. Mas, quando se usa o filtro de papel ou o coador de pano para preparar o café, consegue-se reter boa parte dessas substâncias.[8] O café fervido, ou escan- dinavo, assim como o expresso, apresenta uma concentração mais elevada de cafestol e kahweol. O café filtrado e o café instantâneo, ou solúvel, por sua vez, contêm baixos níveis de ambas as substâncias – sendo mais recomendáveis, portanto, para quem tem colesterol alto.
referências
[1] Mostofsky E, Rice MS, Levitan EB, Mittleman MA. Habitual coffee consumption and risk of heart failure: a dose-response meta-analysis. 2012. Disponível em [https://www.ahajournals.org/
doi/pdf/10.1161/CIRCHEARTFAILURE.112.967299]. [2] Ale-Agha N, Goy C, Jakobs P, Spyridopoulos I, Gonnissen S, Dyballa-Rukes N, Aufenvenne K, Ameln F, Zurek F, Spannbrucker T, Eckermann O, Jakob S, Gorressen S, Abrams M, Grandoch M, Fischer JW, Köhrer K, Deenen R, Unfried K, Altschmied J, Haendeler J. CDKN1B/p27 is localized in mitochondria and improves respiration- dependent processes in the cardiovascular system—New mode of action for caffeine. 2018.
Disponível em [http://journals.plos.org/plosbiology/article?id=10.1371/journal.pbio.2004408].
[3] Borota D, Murray E, Keceli G, Chang A, Watabe JM, Ly M, Toscano JP, yassa MA. Post-study caffeine administration enhances memory consolidation in humans. 2014. Disponível em [https://
www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24413697]. [4] Miranda AM, Steluti J, Fisberg RM, Marchioni DM. Association between coffee consumption and its polyphenols with cardiovascular risk factors: a population-based study. Nutrients. 2017. Disponível em [http://www.mdpi.com/2072- 6643/9/3/276]. [5] Bao L, Li J, Zha D, Zhang L, Gao P, yao T, Wu X. Chlorogenic acid prevents diabetic nephropathy by inhibiting oxidativestress and inflammation through modulation of the Nrf2/HO-1 and NF-ĸBpathways. 2018. Disponível em [https://www.sciencedirect.com/science/
article/pii/S1567576917304411]. [6] Penton D, Czogalla J, Loffing J. Dietary potassium and the renal control of salt balance and blood pressure. 2015. Disponível em [https://link.springer.com/
article/10.1007/s00424-014-1673-1]. [7] Normal body levels of potassium are important for muscle function. Harvard Health Publishing. Harvard Medical School. 2017. Disponível em [www. health.
harvard.edu/heart-health/potassium-lowers-blood-pressure]. [8] Perim R. Efeitos do café filtrado e do café fervido sobre o perfil lipídico e a lipoperoxidação em pacientes hipercolesterolêmicos.
Dissertação de mestrado. Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). 2004.
Até chegar a sua mesa, o café passa por etapas desde a escolha da muda até o cuidado no cultivo nas fazendas rurais para assegurar a qualidade do café. Além de treinamentos e visitas técnicas, no Brasil o apoio da Nestlé e seus parceiros se dá por meio de incentivos como o pagamento de prêmio por saca de café produzida dentro dos padrões do código comum da comunidade cafeeira, conhecidos também por 4C. A ideia é impulsionar a renovação das lavouras antigas por novas, com maior produtividade, menor necessidade hídrica e maior resistência a pragas. Com base no NESCAFÉ Plan, especialistas em agricultura estão trabalhando para comunicar métodos científicos modernos com a sabedoria tradicional dos agricultores.
+25 milhões
DE MuDAS SubSiDiADAS
100%
DO CAFÉ iNDuSTRiAlizADO NA FábRiCA DE CáPSulAS DA MARCA EM MONTES ClAROS (MG) ATENDE AO 4C Ou quAlquER OuTRO PADRãO DE SuSTENTAbiliDADE DE CAFÉ
BIO | 13 12 | BIO
Pesquisa exclusiva mostra que, apesar do interesse crescente das pessoas a respeito de alimentação saudável, ainda há um certo desconhecimento sobre como montar refeições equilibradas. De quem seria o
papel de educar a população?
por Goretti Tenorio • ilustrações Bruno algarve
D
e um lado, a ciência vem desvendando a influência dos nutrientes no bom funcionamento do organismo. De outro, nos mostramos cada vez mais empe- nhados em entender como determinadas com- binações de alimentos podem ajudar a manter nosso corpo em ordem. Esses componentes da equação acenderam a esperança de que assis- tiríamos a uma derrubada nos índices de doen- ças crônicas ligadas à dieta. “Acreditávamos que essa preocupação com a saúde represen- taria uma melhora no perfil da população em termos de doenças como diabetes, obesidade e mesmo câncer, mas os dados epidemiológicos mostram que não é bem assim”, relata SandraChemin, coordenadora do curso de nutrição do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo. Para mapear o entendimento dos brasi- leiros sobre nutrição e seu papel na saúde – e discutir a responsabilidade dos diferentes seto- res sobre a disseminação de informação nesse sentido –, um levantamento feito pela área de Inteligência e Pesquisa de Mercado da Editora Abril ouviu mil homens e mulheres em todas as regiões do país (confira os achados ao longo destas páginas).
Logo à primeira vista, um número não deixa dúvida: mais de 90% dos participantes dizem considerar importante manter uma alimenta- ção saudável. Porém apenas metade dos res-
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O que os
brasileiros sabem (e não sabem)
sobre nutrição
pesquisa
foto iStock Photo/Getty images BIO | 15
14 | BIO
Quanto você considera importante ter uma avaliação com um nutricionista?
Quanto você conhece soBre o tema nutrição e alimentação saudável?
pondentes julga ter conhecimento suficiente sobre o tema. E mais: somente um terço avalia que come de forma equilibrada. “Para enten- der essa dicotomia, é preciso levar em conta três fatores associados à alimentação”, propõe Andrea Jorge, conselheira do Conselho Regio- nal de Nutricionistas 3ª Região do Estado de São Paulo (CRN-3). “O primeiro é justamente o cognitivo: ‘Sei que o excesso de gordura pode me levar a um risco cardiovascular’, por exem- plo. Mas há também o fator afetivo, o querer, o lado emocional impulsionando as escolhas. E, por fim, o fator situacional, que envolve ques- tões financeiras, apoio familiar, disponibili- dade do alimento, de tempo”, detalha Andrea, que é nutricionista chefe da seção de cozinha experimental do Hospital das Clínicas da Uni- versidade de São Paulo (HC-FMUSP).
De fato, a falta de tempo e o preço dos pro- dutos aparecem na sondagem como as duas principais barreiras para manter um cardápio adequado no dia a dia. “Um pouco dessa per- cepção sobre o custo alto pode estar atrelado a um certo desconhecimento a respeito de alimentos de safra. O morango, no inverno, época de alta de sua produção, tem o preço mais baixo. Quando a temperatura começa a subir, a tendência é esse valor aumentar”, pondera Andrea. “Uma estratégia, portanto, é buscar ofertas mais acessíveis de acordo com a estação do ano”, completa. Já no quesito tempo, não dá para negar que muita gente tem os horá- rios prejudicados, o que pode impactar a qua- lidade das refeições. Mas experts acreditam que uma pessoa se convence a fazer mudanças quando compreende como seu estilo de vida pode desencadear uma doença e descobre meios para driblar as ameaças. Por isso, os meios de comunicação têm papel fundamental quando se trata de divulgar notícias ratificadas pela ciência, capazes de desmitificar conceitos errôneos. “As informações que circulam pelas publicações e redes sociais muitas vezes são desencontradas, nem sempre baseadas em evi-
o perfil dos entrevistados
1.000
sexo
Quanto você considera importante uma alimentação saudável ou eQuiliBrada?
região de residência
classe social idade
participaram da pesquisa
50%
50%
18-40: 53% 41+: 47%
20%
20%
20%
40%
17%
42%
41%
c a+B d+e
você considera a sua alimentação saudável/
eQuiliBrada?
você costuma conversar com a sua família soBre alimentação saudável/eQuiliBrada?
Quanto você conhece soBre nutrientes presentes nos alimentos?
Quanto você conhece soBre Quantidade Que deve ser consumida de cada grupo alimentar?
Nada importante Importante 91%
2%
Saudável Nada saudável
32,3%
21,4%
Não conheço nada Conheço bastante
10%
50%
o Que você considera a principal Barreira para uma alimentação saudável todo dia?
41,1%
7,1%
15,9%
Preço dos produtos saudáveis falta de tempo para os preparos Não ter acesso a profissionais da saúde para me orientar
Importante Conheço pouco
Que tipo de atitude você considera Que seria importante para tornar a sua alimentação e a alimentação da sua família mais saudável?
41%
38,2%
32,1%
Preciso manter o equilíbrio todos os dias Preciso me empenhar em ir ao
supermercado/feiras para adquirir produtos frescos e saudáveis Preciso procurar um nutricionista
para me orientar
você vai ao nutricionista?
75%
7%
Conheço muito 32% Conheço pouco
26%
39%
Conheço muito Conheço pouco
não
não sim
vou ou já fui
35,1%
64,9%
40,3% 59,7%
24%
BIO | 17 16 | BIO
83,5%
80,8%
62,9%
59,8%
redução do risco de diabetes 83%
85,7%
redução do excesso de peso redução do risco de colesterol alto
redução do risco de pressão alta
redução de problemas de tireoide redução do risco de câncer
dências”, alerta a nutricionista Suzana Francis- cato, de Bauru (SP). Essa profusão de opiniões, em vez de esclarecer, gera ainda mais dúvidas sobre o que comer, qual a quantidade certa e como evitar excessos.
Nesse cenário, a assistência de um profis- sional da área pode ser a saída para direcio- nar as escolhas. A questão é que, embora 75%
dos participantes da pesquisa declarem achar importante ter a avaliação de um nutricionista, quase 60% nunca se consultaram com esse especialista. “No Brasil, não há costume de procurar recursos de saúde preventivamente.
Em geral, o nutricionista é acionado quando a ingestão inadequada de alimentos começa a dar sinais, como o mau funcionamento do intestino ou os quilos que se acumulam”, ana- lisa Andrea Jorge. Sem contar outro dado do levantamento destacado por Sandra Chemin:
“As pessoas relacionam a palavra nutricionista primeiramente com dieta, ou seja, algo chato”, ela comenta. “Precisamos, então, trabalhar de forma diferenciada, com o olhar voltado para as características de cada paciente. Se ele gosta de chocolate, não adianta tirar esse doce de vez, porque isso vai fazê-lo fugir da orientação.
É preciso tentar corrigir aos poucos, mostrando substitutos, sem forçar”, conclui. O profissio- nal de nutrição tem ainda o papel fundamen- tal de orientar sobre as porções adequadas de consumo, ainda mais se considerarmos que 39% da sondagem admite conhecer pouco até mesmo sobre a quantidade a ser ingerida em cada grupo alimentar.
Seja para evitar os exageros ou o anseio maior por dietas restritivas do que por saúde, a dinâmica familiar é decisiva no resultado. Na pesquisa, 35% do público admite que não cos- tuma conversar sobre alimentação saudável.
E 8,1% nem sequer acreditam que seus hábi- tos impactam o dos filhos. “Estudos indicam que o conhecimento é o primeiro passo para mudanças no comportamento alimentar, o que depende também do meio em que vivemos.
Qual é a primeira palavra Que lhe vem à caBeça Quando pensa no nutricionista?
Uma família que proporciona esse ambiente saudável está fazendo seu filho ter uma relação também saudável com a comida”, diz Suzana Franciscato, especialista em educação nutri- cional para crianças. “Existem evidências de que entrar na cozinha com os filhos e prepa- rar os alimentos, por mais simples que sejam, impacta positivamente os hábitos alimentares das crianças. Que tal cozinhar um ovo e ensi- nar os pequenos a descascar?”, sugere.
“A orientação nutricional deve começar já na gestação”, defende Sandra Chemin. “Cos- tumamos dizer: eduque um indivíduo e afe- tará esse indivíduo. Eduque uma mãe e estará educando toda a família”, arremata. A esfera escolar também deve assumir esse compro- misso. “A criança aprende pela imitação, pelo exemplo, pela experimentação, observando o coleguinha”, diz Andrea Jorge. “O fortaleci- mento da qualidade da merenda das institui- ções de ensino cria novas bases, e a criança leva algumas mudanças benéficas para casa, influenciando mais gente”, diz. Otimista, San- dra vê avanços na presença do nutricionista em diferentes segmentos. “Em 2017, nossa profis- são comemorou 50 anos de regulamentação, é relativamente jovem em comparação a outras áreas de saúde. Mas estamos crescendo, divul- gando campanhas nas redes sociais e pregando políticas públicas capazes de garantir ainda mais penetração e mobilização”, considera.
Se o acesso à comida é um direito de todos, a responsabilidade de transmitir informação segura sobre nutrição deve ser compartilhada.
O tema é tão relevante que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a estabelecer 16 de outubro como o Dia Mundial da Alimentação, data que deve servir para encorajar ainda mais reflexões e ações do governo, da mídia, da indús- tria, dos profissionais de saúde e da população em geral em prol de um estilo de vida mais sau- dável. “Lembrando que a alimentação é um ato natural, deve ser simples, fácil e principalmente dar prazer”, preconiza Suzana Franciscato.
o Que você leva em consideração Quando monta o seu prato?
Quanto você acredita Que uma Boa alimentação contriBui para a redução do risco ou o controle dos proBlemas de saúde aBaixo?
você acredita Que os seus háBitos alimentares podem impactar os háBitos alimentares de seus filhos?
meu(s) filho(s) costuma(m) participar do processo de preparo dos alimentos
faço Questão Que meu(s) filho(s)
faça(m) parte do processo de escolha dos alimentos
Qual é a primeira palavra Que lhe vem à caBeça Quando pensa em nutrição?
44,4%
48,4%
48,5%
52,4%
61,9%
ter poucos alimentos calóricos, gordurosos ter alimentos de diversas cores
ter vários grupos de alimentos Sem exagero na quantidade
Preço
não: 8,1%
não tem filhos: 44,2
sim
sim
sim: 47,7%
não
não
não têm filhos
não têm filhos
23,3%
15,8%
8,6%
6,7%
4,4%
2,9%
6,5%
5,5%
5,2%
5%
Saúde Comida Alimentação saudável dieta Alimentação
dieta Saúde Profissional médico Alimentação
44,2%
29,3%
26,5%
36,1% 19,7% 44,2%
BIO | 19 18 | BIO
Bio: Na rotina do consultório, como explicar aos pacientes conceitos cientí- ficos com clareza?
Lara Natacci: É essencial ouvir e tentar entender o que ele sabe sobre o assunto.
Conversar, com calma, sobre os concei- tos que o paciente conhece e checar se ele tem alguma referência sobre nutri- ção. Se por um lado há quem diferen- cie carboidratos simples e complexos, existe aquele que não sabe distinguir o carboidrato da proteína. Outro aspecto fundamental é a empatia. O paciente precisa saber que você se importa com ele, com seus objetivos. Ao criar víncu- los, se estabelece confiança. Esse elo colabora para a absorção das informa- ções. Uma forma de estender a comuni- cação é enviar e-mails, e-books e outros
conteúdos explicativos nos períodos de intervalo entre as consultas.
você recorre a outras ferramentas?
Lanço mão de materiais educativos.
Costumo usar lâminas de orienta- ção, com fotos e ilustrações de pratos, de rodas de alimentação, de lanches, que todo mundo tem em casa. Tam- bém temos, aqui na clínica, várias réplicas de alimentos, tanto de resina quanto de silicone.
E na mídia, há alguma maneira de pas- sar conceitos difíceis de forma rápida?
É fundamental saber para quem esta- mos falamos e adequar a linguagem.
Deve-se estudar bem a pauta em ques- tão. Observo que alguns pesquisadores, sobretudo da área acadêmica, têm difi- culdade para resumir. A dica é focar os pontos principais. Dar soluções para o problema, mas de forma concisa. Evi- tar jargões e termos técnicos também é essencial. Pode parecer antipático.
Nada de enrolação, tem que falar pouco, de forma clara, ir direto ao ponto. E procurar imaginar que está conver- sando com seu paciente no consultório.
Como traduzir ciência ao leigo sem parecer superficial?
O ponto chave é estar bem prepa-
Ciência na
ponta da língua
Em tempos de terrorismo nutricional, Lara Natacci fala
sobre a missão de traduzir a ciência de forma mais clara
por regina célia pereira
N
o fim dos anos de 1990, quando a internet dava seus primeiros passos aqui no Brasil, Lara Natacci desenvol- veu um site para esclarecer dúvidas sobre alimentação e deparou com uma enorme demanda. “Eram dezenas de e-mails com perguntas de internautas chegando todos os dias”, comenta. A nutricionista se surpreendeu com o inte- resse de tantas pessoas pelo assunto.De lá pra cá, escreveu diversos livros, fez especializações dentro e fora do país e, assim, foi aprimorando a comunicação para os lei- gos. Viu também a nutrição tomar um grande espaço em todas as mídias. Muitas vezes, inclusive, de uma maneira inadequada. Daí sua bandeira de comunicar com embasamento científico. Seja nas aulas na Faculdade São Camilo, em São Paulo, seja no consultório da sua clínica, a Dietnet, Lara sempre reforça a importância de transmitir conceitos de saúde com responsabilidade.
Confira, a seguir, a entrevista com a expert que é membro da câmara técnica de comunicação e marketing do Conselho Regio- nal de Nutricionistas (CRN-3) e faz parte da comissão de comuni- cação da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (Sban).
foto Fernando Gardinali
entrevista
COm A NutrICIONIStA lArA NAtACCI
“As pessoas precisam ir atrás de fontes seguras para
não cair em ciladas”
rado. Falar sobre aquilo que conhece, tanto na prática quanto na teoria. Se alguém me pedir para falar sobre doença renal crônica, que não é minha especialidade, pode ser que não dê muito certo. Ainda assim, se eu me dedicar e estudar os arti- gos científicos, há alguma chance de colaborar em alguma entrevista, por exemplo. Mas, se a questão estiver relacionada com comportamento, ansiedade, transtornos alimenta- res, que são os temas que pesquiso e vivencio em consultório, daí não tem como ser superficial. Acredito que a segurança vem com a experiência.
Que tipo de cuidado é preciso para evitar equívocos ao falar de nutrição?
Uma questão fundamental é a inter- pretação de artigos científicos. Antes de repercutir qualquer assunto, é fun- damental se aprofundar. Atentar ao desenho da pesquisa. Se o estudo foi feito com animais em laboratório, dá para extrapolar para o ser humano?
Trata-se de uma coorte, um ensaio clínico, meta-análise, revisão? Enfim, são muitos detalhes. Uso a pirâmide de evidência científica. Uma ferra- menta que revela se o estudo é confiá- vel. No cume há revisões sistemáticas de meta-análises que norteiam as
diretrizes e recomendações das asso- ciações sérias, tanto as nacionais quanto as internacionais. Creio que não se deve partir de uma análise superficial, de um estudo específico para ditar condutas, sobretudo para um grande número de pessoas.
Como traduzir pesquisas sem confundir ou causar alardes, especialmente nes- ses tempos de terrorismo nutricional?
O que falta, algumas vezes, é uma visão mais crítica sobre os estudos.
Muitos trabalhos têm limitações e isso deve ser considerado e mencio- nado, sim. Quem está atualizado e bem embasado vai ter segurança. Se você não tem afinidade com o tema, mas foi convidado a opinar, é funda- mental estudar. Certa vez fui cha- mada a participar de um programa de TV para falar sobre o jejum inter- mitente. Trata-se de uma prática que não uso em meu consultório, mas, ainda assim, topei o desafio. Fiz uma senhora revisão, fui atrás de vários artigos científicos, justamente para ter firmeza. Aos selecionar os tra- balhos, muitos deles publicados em revistas qualificadas, me surpreendi com os títulos. Em um primeiro ins- tante até achei que o jejum poderia ser benéfico. Mas, quando mergulhei na leitura, percebi que não era bem assim. Muitos trabalhos com ani- mais, ensaios clínicos com amostras pequenas e pouco tempo de acom- panhamento. Ressaltei todos esses aspectos. Infelizmente, profissionais que não são da área andam dando palpites sobre nutrição e isso atra- palha muito. As pessoas precisam ir atrás de fontes seguras, especializa- das para não cair em ciladas.
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Delícias
em família
Opções perfeitas para reunir todo mundo não apenas em volta da mesa, mas também na cozinha
Estas receitas sugeridas pelo time de Receitas Nestlé rendem muitas porções e são de fácil preparo. De quebra, como apresentam diferen- tes etapas de montagem e finalização, cada um ajuda um pouquinho e até as crianças podem ser incluídas nesse delicioso programa na cozinha.
Assim, envolvidas no preparo, elas estarão mais dispostas a experimentar novos sabores, aju- dando a criar hábitos saudáveis à mesa.[1]
O portal Receitas Nestlé é feito com toda a dedicação por uma equipe de especialistas para trazer a você mais de 3500 receitas testadas, vídeos e dicas com passo a passo e um universo de sabores.
Para mais receitas, acesse:
Brand Guide Marcas
Positivo Negativo Aquarela
Cores Fontes
Primária Nexa Script AaBbCcDdEe 01234$@#?!
Secundária Adelle AaBbCcDdEe 01234$@#?!
Suporte Amatic Bold AaBbCcDdEe 01234$@#?!
Área de proteção
Devemos manter um espaço mínimo entre a logomar- ca de Receitas Nestlé e outros elementos.
A área de proteção é medido com base no tamanho do
“e”de “Nestlé”, como demonstrado abaixo.
Embalagens
Para as embalagens das marcas culinárias temos duas aplicações possíveis, sendo:
- para embalagens com espaço suficiente onde a leitura não é prejudicada:
- para embalagens com pouco espaço (Lembrando que é necessário ter um fundo com cor contrastante.):
www.receitasnestle.com.br
Limite de tamanho da marca
(mínimo) Tanto para embalagens e impressões a marca Receitas Nestlé têm um tamanho mínimo aceitável para leitura.Para a marca Receitas Nestlé temos 03 tipografias uti- lizadas no site como também nos vídeos, sendo:
A marca “Receitas Nestlé” tem três versões, sendo que a versão Aquarela é utilizado quando a marca não está inserida no seu universo gráfico, atuando como um selo proprietário.
AZUL PANTONE 7704C
R 0
G 133
B 173
AZUL PANTONE 2995C
GRAFITE PANTONE 445C BRANCO
R 0
G 169
B 224 C
73 M 15
Y 0
K 0
C 84
M 36
Y 19
K 1
C 67
M 55
Y 53
K 29 R
80 G 87
B 89
www.receitasnestle.com.br www.receitasnestle.com.br
X
X X
X X
X X
X X
X
X X
X X
X X
X
0,35 cm 0,26 cm 1,0 cm 0,68 cm 0,68 cm
www.receitasnestle.com.br www.receitasnestle.com.br
fotos iStock Photos/Getty Images Divulgação/Receitas Nestlé
alto
Teor de cálcio co
ntémfibras
na cozinha
rECEItAS PArA dEStACAr E SABOrEAr
glúteNsem
feito com chia
referência
[1] Chu yL, Farmer A, Fung C, Kuhle S, Storey KE, Veugelers PJ. Involvement in home meal preparation is associated with food preference and self-efficacy among Canadian children. Public Health Nutrition. 2012. Disponível em [https://
www.cambridge.org/core/journals/public-health- nutrition/article/involvment-in-home-meal- preparation-is-associatd-with-food-preference- and-selfefficacy-among-canadian-children/
C4347E7475C945893A82B19E5F93CC90]
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tigela De iogurte Com
Cheerios granola e frutas
rendimento 4 porções | tempo de preparo 5 minutos ingredientes
• 4 potes de Iogurte Natural Integral NEStlÉ®
• 2 colheres (sopa) de sementes de chia
• 2 xícaras (chá) de CHEERIOS®
Granola
• 2 xícaras (chá) de frutas picadas*
• 2 colheres (sopa) de amêndoas
* Para o cálculo desta receita, consideramos as seguintes frutas:
manga, morango, banana e kiwi
modo de preparo
1. Em um recipiente, misture o Iogurte Natural NEStlÉ® com as sementes de chia e metade da ChEErIOS® Granola.
2. distribua a mistura em
quatro recipientes, cubra com as frutas, as amêndoas e o restante da Granola. Sirva a seguir.
dICAS
• Utilize as frutas da estação ou de sua preferência.
• Caso prefira, substitua o iogurte integral pela versão desnatada.
muffin sem glÚten De aveia Com abobrinha
rendimento 12 unidades | tempo de preparo 40 minutos ingredientes
• 1 ovo
• 1 e meia xícara (chá) de Leite mOlICO® total Cálcio
• 4 colheres (sopa) de óleo
• 1 xícara (chá) de NESTLÉ® Farelo de Aveia Orgânico
• 1 xícara (chá) de farinha de arroz integral
• 1 abobrinha ralada
• 2 xícaras (chá) de frango cozido, desfiado e temperado
• 3 colheres (sopa) de cebola picada
• 2 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
• 2 colheres (sopa) de sementes de linhaça
• meia colher (chá) de orégano fresco
• 1 pitada de cúrcuma
• meia colher (chá) de sal
• 1 colher (sopa) de fermento em pó
modo de preparo
1. Em um recipiente, misture o ovo, o leite mOlICO® e o óleo.
2. Adicione o NEStlÉ® farelo de Aveia e a farinha de arroz integral.
Junte os demais ingredientes e misture bem.
3. distribua a massa em forminhas de cupcake (6 cm de diâmetro), untadas com óleo, e asse em forno médio (180 °C), preaquecido, por cerca de 30 minutos. Sirva.
bolinho De limÃo Com Chia e geleia De morango
rendimento 12 unidades | tempo de preparo 50 minutos ingredientes
massa:
• 2 ovos
• 4 colheres (sopa) de açúcar demerara
• meia xícara (chá) de óleo
• meia xícara (chá) de Leite Líquido NINhO forti+ Integral
• 3 colheres (sopa) de suco de limão
• 1 xícara (chá) de farinha de trigo integral
• raspas da casca de 1 limão
• meia colher (sopa) de fermento em pó
• 3 colheres (sopa) de chia geleia de morango:
• 1 xícara (chá) de morangos picados
modo de preparo massa:
1. Em um recipiente, misture bem todos os ingredientes até obter uma massa homogênea.
2. Coloque a massa em forminhas de cupcake (n° 0), e leve ao forno médio-alto (200 °C), preaquecido, por cerca de 30 minutos.
geleia de morango:
1. Em uma panela pequena, coloque os morangos e meia xícara (chá) de água e leve ao fogo alto até iniciar a fervura.
2. Abaixe o fogo e cozinhe por cerca de 8 minutos com a panela tampada.
3. retire a tampa e cozinhe por mais 2 minutos. Sirva sobre os bolinhos.
dICAS
• O demerara pode ser substituído por outro tipo de açúcar (refinado, mascavo e açúcar de coco).
• Use linhaça no lugar da chia.
• A geleia de morango pode ser substituída por outra de sua preferência.
lasanha De
vegetais à bolonhesa
rendimento 8 porções
tempo de preparo 1 hora e 10 minutos ingredientes
• 1 abobrinha média fatiada no sentido do comprimento
• 1 berinjela média fatiada no sentido do comprimento
• 2 colheres (sopa) de óleo
• meio quilo de carne moída
• 1 cebola pequena picada
• 6 tomates, sem sementes, picados
• 1 pitada de pimenta-do-reino
• 1 colher (sopa) de sal
• meia xícara (chá) de polpa de tomate
• 1 caixinha de NESTLÉ® Creme de leite Zero lactose
• 1 colher (sopa) de manjericão fresco
modo de preparo
1. Em uma frigideira antiaderente, grelhe rapidamente as fatias de abobrinha e berinjela e reserve.
2. Em uma panela, aqueça o óleo e refogue a carne até dourar. Junte a cebola, os tomates, a pimenta- -do-reino e o sal e deixe refogar até murchar.
3. Acrescente a polpa de tomate e 1 xícara (chá) de água e deixe cozinhar por cerca de 20 minutos ou até apurar o molho.
4. Incorpore o NEStlÉ® Creme de leite e o manjericão fresco.
montagem:
1. Em um refratário médio, coloque uma porção do molho, cubra com uma camada de abobrinha, mais uma camada de molho, a berinjela e finalize com o molho restante.
Leve ao forno médio-alto (200 °C), preaquecido, por cerca de 30 minutos. Sirva.
dICA• Se preferir, substitua o molho à bolonhesa por molho de tomate, assim terá uma opção vegetariana.
na vitrine
AS NOvIdAdES NEStlÉ quE ACABArAm dE ChEGAr AO SuPErmErCAdO
Variedade para as crianças e opções para os lanches
intermediários
Diferentes sabores de papinhas, cereal no formato de letrinhas e biscoitos Nesfit
®Vegetais
PAPiNhAS NESTLé
®Criadas para auxiliar a introdução de alimentos ao bebê a partir do sexto mês, as Papinhas Nestlé® surgem em versões com mix de frutas e vegetais:
ameixa, banana e batata-doce e manga, maçã e cenoura e monoingredientes nos sabores cenoura e mandioquinha.
muCiLON
®Cereal infantil fortificado, agora com zero adição de açúcares*
e o único feito com quinoa.
PARA ESTAR ATuAlizADO COM NOSSOS lANçAMENTOS, ACESSE O PORTAl ExCluSivO PARA PROFiSSiONAiS DE SAúDE:
www.nestle.com.br/
nestlenutrisaude
* Contém açúcares dos próprios ingredientes.
** Redução de dois terços de açúcares nos últimos anos na marca Nescau®.
*** Leite é o ingrediente em maior quantidade no produto
Valor energético 104,6 kcal
Carboidratos 15,5 g
Proteínas 4,4 g
Gorduras totais 2,9 g Gorduras saturadas 0,5 g
Fibras 2,4 g
Sódio 20,3 mg
INfOrmAçãO NutrICIONAl (por porção)
Valor energético 382,9 kcal Carboidratos 52,7 g
Proteínas 12,1 g
Gorduras totais 14,5 g Gorduras saturadas 6,1 g
Fibras 6,2 g
Sódio 285,3 mg
Cálcio 469,4 mg
INfOrmAçãO NutrICIONAl (por porção)
Valor energético 176,3 kcal
Carboidratos 16,8 g
Proteínas 9,8 g
Gorduras totais 7,3 g Gorduras saturadas 1,7 g
Fibras 3 g
Sódio 162,9 mg
INfOrmAçãO NutrICIONAl (por porção) Valor energético 186,3 kcal
Carboidratos 7,3 g
Proteínas 15,1 g
Gorduras totais 10,9 g Gorduras saturadas 4,4 g
Fibras 2,5 g
Sódio 112,2 mg
INfOrmAçãO NutrICIONAl (por porção)
NESfiT
®Nesfit® traz novas opções práticas para o lanche intermediário: são novos sabores de biscoitos salgados em porções individuais e todos feitos com cereais integrais.
Conheça Nesfit® Grãos, uma linha feita com grãos nutritivos, tais como chia, linhaça e quinoa, nos sabores azeitona, manjericão e alho-poró; e Nesfit® Vegetais, sem adição de corantes e com a cor e o sabor 100% vindos dos vegetais, nas versões tomate e espinafre.
NESCAu
®4 grãOS
Nescau® lança o primeiro cereal no formato de letrinhas que formam a palavra NESCAU. Além de ser feito com 4 grãos integrais (milho, arroz, aveia e trigo), a nova fórmula também conta com redução de açúcares** e fortificação de vitaminas e minerais.
NiNhO
®E mOLiCO
®Nestlé lança a única linha completa de leites UHT sem estabilizantes Ninho® e Molico®: leite, vitaminas e minerais e nada mais.
CONTÉM GLúTEN
BATON
®ExTrAmiLk
Os chocolates Baton® agora ganham uma nova versão tendo o leite como primeiro ingrediente.***
CONTÉM GLúTEN CONTÉM GLúTEN
CONTÉM GL úTEN
NãO CONTÉM GLúTEN NãO CONTÉM GLúTEN
MATERIAL DESTINADO EXCLUSIVAMENTE PARA PROFISSIONAIS DE SAúDE.
BIO | 25
alimentação
Em inglês, o termo “snacking” quer dizer
simplesmente comer ou beber algo nos intervalos entre café da manhã, almoço e jantar, sem juízo de
valor sobre a saudabilidade do alimento ingerido.
Mas a ciência busca saber se, afinal, comer a curtos intervalos traz benefícios para todos
por goretti tenorio
A
ideia de se alimentar de três em três horas como estratégia de uma dieta equilibrada surgiu com base nos primei- ros estudos que exploraram a relação entre peso corporal e frequência de refeições, há cerca de cinco décadas.[1] Entre as razões aponta- das pelos especialistas conta o fato de que, como a digestão favorece o gasto de calorias, o pro- cesso de digerir os alimentos por mais vezes ao longo do dia ajudaria a emagrecer. “E comer em intervalos mais curtos evita que a pessoa perca o controle sobre a fome e acabe exagerando na quantidade ingerida depois de ficar seis ou oito horas sem se alimentar”, diz a nutricionista Ana Harb, professora da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), no Rio Grande do Sul. A esses benefícios se juntariam ainda outros fato- res, como o equilíbrio da glicemia e a melhora na sensibilidade à insulina e no perfil lipídico.Não há consenso, porém, de que a inclusão de lanches entre café da manhã, almoço e jan- tar pode auxiliar no controle do peso, e pesqui- sadores da Universidade de Otawa, no Canadá, testaram essa premissa em estudo publicado no British Journal of Nutrition.[2] Durante dois meses, eles acompanharam obesos que, dividi- dos em dois grupos, consumiam todos a mesma quantidade de calorias – mas sempre menos do que estavam acostumados a ingerir. No pri- meiro time, a turma se alimentava apenas nas clássicas três vezes ao dia. No outro, os partici- pantes somavam ao cardápio diário mais três lanches. Todos emagreceram igualmente – cerca de 5% do peso original. Ou seja, não se registrou nenhuma vantagem para quem parcelou a dieta.
“Não há evidência de que o fracionamento seja o melhor para todo mundo. Tudo depende do nível de aderência ao plano e do perfil de cada um”, avalia a nutricionista Mariana Del Bosco, de São Paulo. “Há pessoas para as quais a rotina alimentar de café da manhã, almoço e jantar é satisfatória. Já outras, se não comerem em intervalos mais curtos, acabam compen- sando nas refeições principais”, ela comple-
menta. Para estas, os snacks são essenciais para manter a disposição no decorrer das horas.
De acordo com a pirâmide alimentar brasileira, revista em 2013 e corroborada pelo Ministério da Saúde, a dieta ideal é mesmo composta por café da manhã, almoço e jantar, que respon- dem por 15% a 35% das recomendações diárias de energia, e por até três lanches intermediá- rios (manhã, tarde e noite), com 5% a 15%.
No atendimento do consultório, conta Mariana Del Bosco, a indicação de snacks é um dos gran- des desafios: “Em geral essa parte da prescrição tende a ser mais extensa, porque precisamos criar chaves de grupos e combinações”. As pro- teínas, por serem digeridas lentamente, aumen- tam a sensação de saciedade. “Hoje já existem alimentos na forma de pó, barra, shakes ou iogurtes que facilitam o aumento do aporte proteico nos lanches”, comenta Giovana Morbi, nutricionista ortomolecular de São Paulo.
A quantidade e o tipo de carboidratos, por sua vez, são definidos de acordo com o estilo de vida da pessoa. “De modo geral, incluir cereais inte- grais nas refeições intermediárias é uma boa estratégia para quem costuma ter muito apetite ao longo do dia”, pondera Giovana. É bom que se diga, porém, que numa dieta rica em fibras a hidratação faz toda a diferença no bom trân- sito intestinal. Nesse quesito, lembra Mariana Batista, nutricionista de Itajubá (MG), é impor- tante que os goles sejam frequentes, até porque a desidratação muitas vezes é confundida com fome, o que pode piorar a compulsão alimentar.
“O uso de águas saborizadas, sucos e chás gela- dos ajuda bastante”, sugere Mariana.
No planejamento dos lanches não podem fal- tar também as gorduras. Elas são fonte de energia, têm papel importante no transporte e absorção de vitaminas e devem compor o cardápio diário – abrindo espaço para fontes como castanhas e
nozes quando bate uma fome fora de hora.
A fome, aliás, pode até ser a motivação primor- dial para dar aquela pausa e fazer uma boquinha entre as refeições principais. Mas o ambiente, o
É hora do lanche?
foto iStock Photos/Getty Images
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