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EFFECTIVENESS OF A PROGRAM OF EVALUATION AND PHYSICAL EXERCISE RECOMMENDATION FOR WOMEN

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Academic year: 2019

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EFETI VI DADE DE UM PROGRAMA DE AVALI AÇÃO E

PRESCRI ÇÃO DE EXERCÍ CI OS FÍ SI COS PARA MULHERES

EFFECTI VENESS OF A PROGRAM OF EVALUATI ON AND PHYSI CAL

EXERCI SE RECOMMENDATI ON FOR WOMEN

Tat iana Fonseca Brit t o Oliveira1, Mat eus Cam arot i Lat erza2, Renat o Ferreira3, Francisco Zacaron

W erneck4, Jairo Ant ônio da Paixão5e Em erson Filipino Coelho6

1 Gr aduada em Educação Física; aluna do Pr ogr am a de Pós- Gr aduação da Univ er sidade Feder al de Juiz de For a – Facul-dade de Educação Física e Despor t os – UFJF, Minas Gerais.

2 Gr ad u ad o em Ed u cação Física, p elo Cen t r o Un iv er sit ár io d as Facu ld ad es Met r op olit an as Un id as – FMU, São Pau lo; especialist a em Fisiologia do Ex er cício, pela Univ er sidade Feder al de São Paulo – Unifesp; dout or em Ciências, ár ea de con cen t r ação Car diologia, pelo I n st it u t o do Cor ação ( I n Cor ) da Facu ldade de Medicin a da Un iv er sidade de São Pau lo HCFM/ USP; professor e coordenador do Program a de Pós- Graduação da Universidade Federal de Juiz de Fora – Faculdade de Educação Física e Despor t os – UFJF, Minas Gerais.

3 I nt egr ant e do Pr ogr am a de Av aliação e Pr escr ição de Ex er cícios Físicos da Ar celor Mit t al – Juiz de For a, Minas Ger ais. 4 Graduado em Educação Física, pela Univ er sidade Federal de Juiz de For a – UFJF, Minas Gerais; m est r e em Educação

Física, pela Un iv er sidade Gam a Filh o – UGF, Rio de Jan eir o; coor den ador do Pr ogram a de Av aliação e Pr escr ição de Exercícios Físicos da Arcelor Mit t al – Juiz de Fora, Minas Gerais.

5 Graduado em Educação Física e em Pedagogia, pela Univ er sidade Federal de Viçosa – UFV, Minas Gerais; especialist a em Or ien t ação Edu cacion al, pelas Facu ldades I n t egr adas de Jacar epagu á – FI J, Rio de Jan eir o, e em Edu cação, pela UFV; dout or em Ciência do Despor t o, pela Univer sidade de Tr ás- os- Mont es e Alt o Dour o – Ut ad, em Por t ugal; pr ofessor adj unt o do Cent r o Despor t iv o da Univ er sidade Feder al de Our o Pr et o – Ufop, Minas Ger ais.

6 Graduado em Educação Física, pela Univ er sidade Feder al de Juiz de For a – UFJF, Minas Ger ais; m est r e em Educação Física, pela Universidade Gam a Filho – UGF, Rio de Janeiro; dout or em Ciências da Saúde, pela Universidade Federal de Rio de Janeiro – UFRJ; coordenador do Program a de Avaliação e Prescrição de Exercícios Físicos da Arcelor Mit t al – Juiz de For a, Minas Ger ais.

RESUM O

O obj etivo do presente estudo foi analisar os elem entos antropom étricos e clínicos das esposas e filhas dos funcionários de um a em presa, além de prescrever e avaliar um treinam ento físico a partir de um program a de m udança de estilo de vida. A população foi com posta por 191 m ulheres, das quais 73 com puseram um cam po am ostral. A rotina foi dividia em três part es: ( 1) um exam e de percent ual de gordura at ual, índice cint ura quadril, índice de m assa corporal, nível de at ividade física, pressão arterial sistólica e diastólica e frequência cardíaca) ; ( 2) um questionário estruturado que avalia cinco estados transitórios de hum or ( Pom s) ; ( 3) prescrição de exercícios físicos regula-res, além de encam inham ent os para profissionais especializados. A avaliação foi refeit a a cada sem est re, durant e 17 m eses, som ando três avaliações. Verificaram - se m elhoras significat ivas dos níveis de t ensão, depressão, raiva, vigor, fadiga e confusão m ent al, além de redução nos índices de percent ual de gordura, índice cint ura quadril, pressão art erial e níveis de sedent arism o, m ais um aum ent o do peso m uscular da prim eira para a últ im a avaliação. A prescrição de exercícios físicos, aliada a um acom panham ento m ultidisciplinar, pode ser considera-da um a ferram enta eficaz na busca de um estilo de viconsidera-da m ais saudável, com patível com equilíbrio físico, m ental e social, recom endado pela OMS.

Palavras- chave: Antropom etria; Perfil de hum or; Qualidade de vida; Exercício físico.

(2)

ABSTRACT

Th e aim of t h is st u d y w as t o ev alu at e t h e an t h r op om et r ic an d clin ical elem en t s of t h e em ployees’ wives and daughters and recom m end and evaluate a physical training from a program of lifestyle change. The population consisted of 191 wom en; of which com prised a sam ple field of 73. The r out ine w as divided int o 3 par t s: 1st) A cur r ent body fat per cent age exam , w aist - hip ratio, body m ass index, physical activity, systolic and diastolic blood pressure and heart rate; 2nd) A st ruct ured quest ionnaire t hat evaluat es 5 t ransient m ood st at es ( POMS) . 3rd) Recom m endation of regular exercise, and referrals t o specialized professionals. The evaluat ion was redone each sem ester, during 17 m onths, totaling 3 evaluations. For the variable analysis, having the absence of norm ality of the sam ple verified, a nonparam etric test was used, paired with Wilcoxon with a significance level of p < 0.05. We found significant im provem ent s in levels of st ress, depression, anger, vigor, fat igue and m ent al confusion, besides t he reduced body fat percent age, waist- hip ratio, arterial pressure, levels of physical inactivity and increase in m uscle m ass. The prescription of exercise, diet and nut rit ion, com bined wit h a m ult idisciplinary follow- up can be considered an effect iv e t ool for a healt hier lifest y le, com pat ible w it h phy sical, m ent al and social balance recom m ended by WHO.

Keyw ords: Anthropom etry; Profile of Mood; Quality of life; Exercise.

1 . I NTRODUÇÃO

Nos dias de hoje, m uito se tem falado em qua-lidade de vida, saúde e bem -estar. Esse discurso chegou às em presas que, preocupadas com o bem -estar do trabalhador, têm investido em pro-gram as de qualidade de vida que visam a atender às necessidades pessoais de seus funcionários. Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS ( 1), saúde não é apenas ausência de doença, é um a situação de perfeito bem -estar físico, m ental e social. Desta form a, ao tornar-se m ais abran-gente o conceito de saúde, passa-se a perceber que existem outros fatores a serem considerados. Não obstante a definição de saúde, a qualidade de vida está intim am ente relacionada às categorias sociológicas e psicológicas que com preendem de-sen- volvim ento econôm ico e estilo de vida.

Considerando- se os parâm et ros psicológicos, tem -se hoje um grande núm ero de casos de de-pressão na sociedade. Esse fator pode estar as-sociado a vários outros, com o tensão, irritação, confusão m ental, baixa autoestim a, além de pro-blem as sociais (2). De acordo com a OMS (1), cerca de 5% da população m undial sofre de depressão, sendo o diagnóstico duas vezes m aior em m ulheres que em hom ens; com o consequência, 2,3% do orçam ento anual total do Sistem a Único de Saúde – SUS destina-se a gastos com a saúde m ental.

Porém , atualm ente, já se podem associar form as de intervenção em m eio à população que auxiliam na redução com gastos em saúde pública, inclusive com os transtornos m entais, com o a depressão. Pesquisas t êm m ost rado que o exercício físico pode ser um auxiliar nas terapêuticas tradicionais, dem onstrando influência positiva sobre os estados

de depressão, e apontam , inclusive, que a inativi-dade física é um fator que tem se associado for-tem ente a estados variados dessa doença (2, 3, 4). Associados à inatividade física estão os altos índices de percentual de gordura (% G), do índice de m assa corporal (I MC), do índice cintura quadril (I CQ), hipertensão arterial e dislipidem ias, dentre outros distúrbios físicos e fisiológicos, que estão diretam ente relacionados com o aum ento dos ris-cos de desenvolvim ento de doenças cardiovascu-lares ( 5). Já est á bem est abelecida a ocorrência de m aior taxa de eventos cardiovasculares e m aior taxa de m ortalidade em indivíduos com baixo nível de condicionam ento ( 6). Em 2004, a prevalência do sedentarism o era estim ada em 56% nas m ulhe-r es e 37% nos hom ens na população uulhe-r bana brasileira (7).

Aproxim adam ente 20% a 30% dos brasileiros apresentam pressão arterial – PA acim a do nível recom endado (8). I ndivíduos com PA sistólica (PAS) de 120 a 139m m Hg ou PA diastólica (PAD) de 80 a 89m m Hg devem ser ident ificados com o pré-hipert ensos e requerem m odificações que pro-m ovapro-m saúde no estilo de vida para prevenir a progressão para hipert ensão e doenças cardio-vasculares.

(3)

Dados m ais atuais dem onstram que o quadro at ual de saúde pública brasileira apresent a os seguint es índices: 48,1% com excesso de peso (sendo 15% de obesos), 28,3% de dislipidêm icos, 23, 3% de hiper t ensos, 7, 6% de diabét icos e 14,2% de sedentários (10).

Atenta a esses índices, um a em presa localizada na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, intro-duziu, no ano de 2001, em seu exam e m édico perió-dico, um Program a de Avaliação e Prescrição de Exercícios Físicos e o Programa de Ginástica Laboral. No Program a de Avaliação e Prescrição de Exer-cícios Físicos, os funcionários são avaliados e re-cebem orientações quanto ao seu estado físico e as recom endações de prática de exercícios físicos regulares. No estudo realizado por Coelho et al. ( 11), at ualizado para 2009, gerado por est e pro-gram a, concluiu-se que o incentivo e a orientação à prática de exercícios físicos proporcionaram be-nefícios relevantes à com unidade de em pregados da em presa e que a porcentagem de sedentários dim inuiu ao longo dos seis anos de análise. Houve um a m igração, inicial, para o nível insuficient e ativo e, posteriorm ente, para o nível ativo, com o m ostra o gráfico a seguir.

A ginástica laboral com plem enta esse progra-m a, sendo realizada no início do turno de trabalho com o obj et ivo de preparar os m úsculos e as art iculações que serão solicit ados na realização das tarefas laborais.

Pensando em beneficiar toda a fam ília, em 2007 a em presa estendeu o Program a de Avaliação e Prescrição de Exercícios Físicos às dependent es de seus funcionários, esposas e filhas, o cham ado

Program a Saúde da Mulher (PSM), que teve com o objeto estim ular hábitos saudáveis não só para o funcionário, m as tam bém para sua fam ília, repre-sentada aqui pelas esposas e filhas. O program a conta com um a equipe m ultiprofissional, integrada por um a assistente social, um cardiologista, um a coordenadora- geral, um enferm eiro, um m édico do trabalho, três professores de Educação Física e um a secretária. Sua im plem entação contou com um a carga horária de 30 horas sem anais a partir de agost o de 2007 at é dezem bro de 2008, so-m ando 17 so-m eses.

O PSM tem o objetivo de atender às recom en-dações da OMS (1), atuando de form a preventiva e t erapêut ica no sent ido de dim inuir o risco de m orbim ortalidade das participantes.

Nesse estudo, buscou-se analisar a efetividade de um program a de avaliação e prescrição de exercícios físicos para um grupo de m ulheres, utilizando-se com o parâm etros de análise variáveis psicofísicas.

2 . MATERI AL E MÉTODOS

Trata-se de um estudo retrospectivo, realizado durante um período de 17 m eses. A população foi recrutada ativa e passivam ente após divulgação do program a por carta endereçada às dependen-t es e por oudependen-t ros m eios de com unicação dendependen-t ro da em presa. Eis os critérios de inclusão: ser de-pendente de funcionário da em presa e ter parti-cipado de todas as etapas do program a, que con-siste em , no m ínim o, três avaliações durante os 17 m eses (um a por sem estre), além de assinar o t erm o de consent im ent o livre esclarecido pela

Gráfico 1 : I paq1 – 2004- 2009

1I nt ernat ional physical act ivit y quest ionnaire ( Quest ionário int ernacional de at ividade física) .

Resolução n. 196, de 10 de outubro d e 1 9 9 6 . Co m o cr i t é r i o s d e e x cl u sã o f o r a m u t i l i za d o s o s seguintes: possuir idade inferior a 18 anos e ter feito m enos de três avaliações.

A amostra foi constituída de 73 indivíduos, que atenderam aos cri-térios de inclusão, de um a popu-lação de 191 mulheres que aderiram inicialm ente ao PSM, tendo com o m édia de idade de 42,14 ± 6,42 anos, variando de 21 a 54 anos.

Foram ut ilizadas as seguint es referências com o crit ério para as avaliações e resultados:

•I MC (Applied body com posit ion

assessm ent) ( 12).

•I CQ (Applied body com posit ion

(4)

•Pom s2(13).

•Per cen t u al d e g or d u r a ( p r ot ocol o d e set e

dobras) (14).

•I nstrum ento para utilização das dobras cutâneas

(adipôm etro Sanny® Cientific).

•Circunferências corporais (fita m étrica Sanny®).

•Diâm etros ósseos (paquím etro Sanny®).

•Verificação da frequência cardíaca de repouso –

FC e da pressão arterial de repouso – PA (esfig-nom anôm etro e estetoscópio BD®) – FC e PA (6).

•Aplicação do I paq – questionário internacional

de atividade física ( versão curta) .

Após as avaliações, cada indivíduo era orien-tado sobre o esorien-tado físico através de um a tabela de norm alidade, seguindo as referências já citadas, e t am bém eram prescrit os os exercícios físicos personalizados, em conform idade com a necessi-dade e em com um acordo com o avaliado, sendo explicitados a seguir os m ais com uns: cam inhada, hidroginást ica, nat ação, biciclet a, ginást ica de academ ia e m usculação. Tam bém foram feit os, quando necessários, encam inham entos aos profis-sionais conveniados (m édicos, nutricionistas, psi-cólogos e assist ent es sociais) e, finalm ent e, foi entregue um docum ento im presso contendo todos os dados coletados e os resultados da avaliação, bem com o a prescrição do exercício e as datas de reavaliação e acom panham ento.

Além das avaliações físicas, realizadas a cada sem estre, as participantes eram convidadas para assist ir a palest r as com t em as r elacionados a saúde, alim ent ação, doenças crônico- degenera-tivas, aulas dem onstrativas de ioga, alongam ento e ginást ica localizada, a fim de conscient izá- las da im portância da m udança do estilo de vida.

Apont a- se com o lim it ação do est udo o fat o de as avaliações t erem sido realizadas por t rês profissionais, não ter sido considerado o período m enst rual nem o uso de m edicam ent o cont ra-ceptivo com o fator influenciador do peso corporal, bem com o reposição horm onal, m enopausa e uso de m edicam ento anti- hipertensivo.

Para o t rat am ent o est at íst ico, foi ut ilizada a ferram ent a “ SPSS” for Window s, ver são 11.0. Após procedim ento de tabulação de dados e aná-lise descrit iva, verificada a inexist ência de nor-m alidade da anor-m ost r a, foi u t ilizado t est e n ão p a r a m é t r i co , t e st e p a r e a d o d e W i l co x o n , considerado intervalo de significância de p < 0,05.

3 . RESULTADOS

Nas tabelas que seguem , estão apresentados os r esu lt ados das t r ês av aliações r ealizadas durante o PSM e divididos por parâm etros (fisioló-gicos, ant ropom ét ricos e psicofísicos) .

O nível de atividade física (I paq), considerado com o dado qualitativo, teve com o resultado sig-nificat ivo um a redução do núm ero de pessoas sedentárias e insuficientem ente ativas, e um au-m ento no núau-m ero de ativas e au-m uito ativas, coau-m o observado na Tabela 1.

3 .1 Parâm etros fisiológicos

Na análise dos parâm etros fisiológicos, a PAS e a PAD apresentaram diferenças estatisticam ente significat ivas, com o podem ser observadas na Tabela 2, o que não ocorreu com a FC.

2Profile of Mood St at es.

Tabela 1 : Frequência dos dados qualitativos – I paq

Cla ssifica çã o Avaliação 1 Avaliação 2 Avaliação 3 Valor de Valor de Valor de

p 1 / 2 p 2 / 3 p 1 / 3

Sedent árias e

insuficie nt e m e nt e 3 9 2 9 1 9 0 , 0 1 9 * 0 , 0 0 0 * 0 , 0 0 0 *

a t iv a s At ivas e m uit o

a t iv a s 3 4 4 4 5 4 0 , 5 2 1 0 , 0 0 0 * 0 , 0 0 0 *

* Valores de p < 0,05.

(5)

3 .2 Parâm etros antropom étricos

Na análise dos parâm etros antropom étricos, foram observadas diferenças significativas para o I CQ, G% e peso m uscular, com o pode ser verificado na Tabela 3.

Tabela 3 : Média e desvio padrão dos resultados dos parâm etros antropom étricos

Pa r â m e t r o Avaliação 1 Avaliação 2 Avaliação 3 Valor dep 1 / 2 Valor dep 2 / 3 Valor de p 1 / 3

Pe so 62,73 ± 13,48 64,01 ± 11,70 64,06 ± 11,57 0 , 5 2 3 0 , 5 4 9 0 , 3 1 1

I MC 25,46 ± 4,31 25,33 ± 4,23 25,30 ± 3,98 0 , 1 9 7 0 , 1 6 4 0 , 8 0 1

I CQ 0,781 ± 0,603 0,773 ± 0,582 0,769 ± 0,546 0 , 1 0 5 0 , 1 8 3 0 , 0 0 3 *

% G 29,63 ± 5,83 26,72 ± 5,52 26,56 ± 5,08 0 , 0 0 0 * 0 , 6 4 9 0 , 0 0 0 *

Peso m uscular 22,09 ± 2,92 24,03 ± 3,85 23,92 ± 3,36 0 , 0 0 0 * 0 , 9 9 8 0 , 0 0 0 *

* Valores de p < 0,05.

• Valor de p 1/ 2 = valor de p ent re a prim eira e a segunda avaliações. • Valor de p 2/ 3 = valor de p ent re a segunda e t erceira avaliações. • Valor de p 1/ 3 = valor de p ent re a prim eira e t erceira avaliações.

3 .3 Parâm etros psicofísicos

As m édias das três avaliações m ostram m elhoras significativas dos níveis de tensão, depressão, raiva, vigor, fadiga e confusão m ental, com o m ostra a Tabela 4.

Tabela 4 : Média e desvio padrão dos resultados dos parâm etros psicofísicos

Pa r â m e t r o Avaliação 1 Avaliação 2 Avaliação 3 Valor dep 1 / 2 Valor dep 2 / 3 Valor de p 1 / 3

Tensão 15,33 ± 5,51 13,71 ± 6,16 6,87 ± 5,52 0 , 0 1 9 * 0 , 0 0 0 * 0 , 0 0 0 *

D e pr e ssã o 9,70 ± 7,78 9,34 ± 9,19 4,51 ± 7,11 0 , 5 2 1 0 , 0 0 0 * 0 , 0 0 0 *

Ra iv a 12,48 ± 6,94 11,81 ± 7,28 5,10 ± 6,14 0 , 3 4 0 0 , 0 0 0 * 0 , 0 0 0 *

Vigor 17,49 ± 5,52 19,14 ± 4,80 19,41 ± 5,77 0 , 0 0 5 * 0 , 6 4 4 0 , 0 0 5 *

Fa diga 8,97 ± 5,15 8,12 ± 5,03 4,86 ± 4,69 0 , 2 0 7 0 , 0 0 0 * 0 , 0 0 0 *

Confusão m ent al 8,00 ± 4,50 7,80 ± 5,00 4,68 ± 3,68 0 , 2 8 4 0 , 0 0 0 * 0 , 0 0 0 *

* Valores de p < 0,05.

• Valor de p 1/ 2 = valor de p ent re a prim eira e a segunda avaliações. • Valor de p 2/ 3 = valor de p ent re a segunda e t erceira avaliações. • Valor de p 1/ 3 = valor de p ent re a prim eira e t erceira avaliações.

Tabela 2 : Média e desvio padrão dos resultados dos parâm etros fisiológicos

Pa r â m e t r o Avaliação 1 Avaliação 2 Avaliação 3 Valor dep 1 / 2 Valor de p 2 / 3 Valor dep 1 / 3

P A S 125,89 ± 16,23 117,81 ± 14,14 120,27 ± 13,12 0 , 0 0 1 * 0 , 0 0 4 * 0 , 0 1 7 *

P A D 80,07 ± 11,01 75,20 ± 10,15 74,11 ± 9,98 0 , 0 0 5 * 0 , 0 1 1 * 0 , 0 0 8 *

FC 74,94 ± 9,73 73,23 ± 9,84 77,86 ± 9,02 0 , 2 1 4 0 , 3 5 3 0 , 0 1 2 *

* Valores de p < 0,05.

(6)

4 . DI SCUSSÃO

Foi encontrada um a m elhora significativa nos índices de atividade física das participantes. Houve um aum ento do núm ero de m ulheres praticantes de at iv idade física r egular e um a r edução do núm ero de sedentárias e insuficientem ente ativas. Esse resultado pode ser responsável pela m elhora dos parâm et ros ant ropom ét ricos e psicofísicos descritos neste estudo, com o é possível observar no gráfico a seguir.

Gráfico 2 : Frequência por classificação do índice de atividade física – I paq

sagem dos seus m edicam entos anti-hipertensivos ou até ter a sua pressão arterial controlada sem a adoção de m edidas farm acológicas (7, 16).

Já após a prim eira intervenção prática do pro-gram a, houve queda na m édia da PAS de 125,89 para 117,81m m Hg, e de 80,07 para 75,2m m Hg da PAD, reforçando o que afirm aram Laterza et al. ( 2 0 0 6 ) em seu est u do. As m édias da FC se m antiveram dentro dos padrões norm ais desde o com eço do program a.

4 .2 Parâm etros antropom étricos

Notou-se um a redução significativa nos valores de I CQ se com parada a prim eira com a terceira avaliação. I sso se deve ao fat o de o result ado ter sido m ais eficiente à m edida que se intensi-ficava o acom panham ento e a aderência aos exer-cícios, havendo, para esse item , um m elhor resul-t ado a longo prazo. No caso do % G e do peso m uscular, pôde- se alcançar um result ado m ais im ediato, já no prim eiro retorno das participantes, com redução do % G e aum ento do peso m uscular. Com relação ao peso total e ao I MC, não foram obtidas reduções significativas. I sso pode ser jus-tificado pelo aum ento do peso m uscular, com pen-sando a perda de gordura, o que justifica a não significância ent re as m édias de peso corporal. Qualitativam ente, houve um aum ento do núm ero de m ulheres dentro dos padrões considerados com o ideais para o percentual de gordura e I CQ, com o pode ser verificado nos Gráficos 2 e 3, a seguir.

Gr á f i co 3 : Fr eq u ên cia p or classif icação d o per cent ual de gor dur a no início e no final do program a

* Valores de p < 0,05.

Corroborando o present e est udo, Ferreira et al. (15), após um período de 12 sem anas de inter-venção, com orientação física e nutricional, verifi-caram um aum ento de 97,6% na frequência e de 150,9% na duração da atividade física, dem ons-trando a im portância de um a orientação sim ples, m as clara, no aum ento do nível de atividade física de senhoras de 50 a 72 anos, que já realizavam at ividades físicas.

4 .1 Parâm etros fisiológicos

A redução das m édias de PAS e PAD entradas com o resultados desse parâm etro são con-siderados pela literatura com o reduções esperadas a part ir de um t rat am ent o não farm acológico. Quedas pressóricas entre 8 e 10m m Hg e entre 3 e 5m m Hg, respectivam ente, para indivíduos nor-m otensos são constatadas após deternor-m inado pe-ríodo de treinam ento aeróbico (16).

O efeito do exercício físico sobre os níveis de r ep ou so d a p r essão ar t er ial d e g r au lev e a m oderado é especialm ente im portante, um a vez

(7)

Gráfico 4 : Frequência por classificação do I CQ no início e no final do program a

* Valores de p < 0,05.

Mudanças posit ivas no consum o alim ent ar e no nível de at ividade física podem cont rolar o excesso de peso, sendo im portantes para a pre-venção e o tratam ento dessa m orbidade ( 17). Os resultados indicam que a associação entre a in-gestão de alim entos de baixa caloria e a prática de exercício físico regular é um a m edida m ais eficaz na m elhora dos valores ant ropom ét ricos do que a adoção isolada de tais com portam entos.

4 .3 Parâm etros psicofísicos

O questionário Pom s analisa as m udanças tran-sitórias do perfil de hum or de cada participante. Através dele, pode-se saber com o estão os níveis de tensão, depressão, raiva, vigor, fadiga e con-fusão m ental.

Após análise estatística das m édias desse per-fil, obteve-se com o resultado a m elhora significa-tiva em todos os itens avaliados. A m elhora pode est ar relacionada t ant o com os result ados dos parâm etros antropom étricos com o com a atenção e o apoio ao grupo. Com o consequência disso, observou-se um aum ento da autoestim a e da m o-tivação para seguir as recom endações feitas pela equipe de profissionais do PSM.

Em estudo publicado por Ferreira et al. (18) sobre a correlação entre os estados de hum or e altera-ções clínicas em m ulheres e sua relação com o desenvolvim ento de doenças crônico-degenerati-vas, observou-se correlação positiva entre tensão e PAS elevados, p < 0,005, entre raiva e colesterol

total elevados, p < 0,004, e raiva e PAS elevados, p < 0,002. Dessa form a, o estudo conclui que as m ulheres estão cada vez m ais expostas a condi-ções em ocionais negativas, o que causa desequi-líbrios no sistem a cardiocirculatório, sugerindo que as condições de tensão e raiva elevadas, sensa-ções cada vez m ais típicas da vida m oderna, po-dem estar associadas com as alterações de PAS e o colesterol total elevado.

5 . CONCLUSÃO

A prescrição de exercícios físicos, aliada a um acom panham ento m ultidisciplinar, pode ser consi-derada um a eficaz ferram ent a na busca de um estilo de vida m ais saudável, com patível com equi-líbrio físico, m ent al e social, recom endado pela OMS.

Com o dem onstrado no presente estudo, acredi-ta-se na efetividade deste tipo de program as em em presas, unidades básicas de saúde e out ras áreas. Destaca-se que a literatura está cada vez m ais fortalecida quanto à im portância deste tipo de iniciativa, m as é necessário que se realizem m ais pesquisas que possam corroborar a indicações da OMS.

Diant e dessas evidências, const at a- se a ne-cessidade de o hom em m udar seus hábitos e cons-truir um a vida saudável, na qual estejam presentes a prática da atividade física regular e a alim en-tação balanceada. Assim , poderá viver com m ais qualidade e equilíbrio em ocional.

Gráfico 5 : Médias do perfil de hum or – Pom s, no início e no final do program a

(8)

REFERÊN CI AS

1. Organização Mundial de Saúde (World Health Organization – WHO). Sit e institucional. [ aces-so em 14 ago 2010] . Disponível em : < http: / / www.who.int / en/ > .

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Endereço para correspondência:

Pr of. D r . Ja ir o An t ôn io da Pa ix ã o. Cent ro Desport ivo da Universidade Federal de Ouro Pret o – Cam pus Universit ário do Mor r o do Cr uzeir o, s/ n. Our o Pr et o, Minas Gerais. E- m ail: j air opaix ao2004@yahoo. com . br - Tel. : ( 31) 9125- 8292.

Contribuição dos autores:

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Gráfico 1 : I paq 1  – 2004- 2009
Tabela 1 : Frequência dos dados qualitativos – I paq
Tabela 3 : Média e desvio padrão dos resultados dos parâm etros antropom étricos
Gráfico 2 : Frequência por classificação do índice de atividade física – I paq
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