www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Déborah Paiva 1 Olá pessoal!
O edital para o novo concurso de AFT está para ser lançado! Não temos tempo a perder!
É com muita satisfação que estou aqui para relançar o curso de Direito do Trabalho AFT e apresentar a nossa aula demonstrativa, com teoria e resolução de questões de provas CESPE sobre Direito do Trabalho.
Teoria e Questões Objetivas e
Subjetivas CESPE
Seguindo o Último edital AFT 2013 Direito do
Trabalho Segurança e
Saúde no Trabalho AFT 2015/2016
Aula Demonstrativa
www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Déborah Paiva 2 Ressalto que utilizarei questões de provas de outras bancas com perfil parecido com a banca CESPE.
Opa! Esqueci de me apresentar!
Para aqueles que não me conhecem, sou a professora Déborah Paiva.
Ministrei, aqui no Ponto, mais de 60 cursos de Direito do Trabalho e de Processo do Trabalho com foco nos concursos do Ministério Público da União (MPU), Auditor Fiscal do Trabalho (AFT), Procuradoria da Fazenda Nacional, Advocacia da União e dos Tribunais Regionais do Trabalho (TRT).
Para aqueles que quiserem conhecer o meu trabalho, há no You Tube, disponível gratuitamente, aulas que gravei para os Programas Saber Direito e Apostila, ambos da TV Justiça.
Sou autora de alguns livros na área trabalhista, focados em concursos públicos.
Destaco o seguinte livro:
É importante muito treino na resolução de questões de banca, porque, apenas, com treinamento ocorrerá a fixação e a melhor compreensão da parte teórica da matéria. E, através da resolução de questões poderemos avaliar o perfil da banca.
As questões serão apresentadas e comentadas por inteiro ou da seguinte forma:
(TRT 2ª REGIÃO – JUIZ DO TRABALHO/2011) O grupo econômico no âmbito do Direito do Trabalho configura-se na hipótese descrita pelo artigo 2°,
§ 2°, da CLT, que dispõe que serão solidariamente responsáveis as empresas que estejam ligadas pela direção, controle e administração entre si, cumulativamente.
1º. “Direito do Trabalho e Processo do Trabalho FCC – Questões comentadas FCC. Editora Ímpetus”.
3º “TST PARA CONCURSOS”. Volume I – Editora Gen-Método – 1ª edição.
www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Déborah Paiva 3 Comentários: ERRADA. Segundo Maurício Godinho Delgado, o grupo econômico aventado pelo Direito do Trabalho define-se como a figura resultante da vinculação justrabalhista que se forma entre dois ou mais entes favorecidos direta ou indiretamente pelo mesmo contrato de trabalho, em decorrência de existir entre esses entes laços de direção ou coordenação em face de atividades industriais, comerciais, financeiras, agroindustriais ou de qualquer outra natureza econômica.
Art. 2º CLT - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço.
§ 2º - Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, controle ou administração de outra, constituindo grupo industrial, comercial ou de qualquer outra atividade econômica, serão, para os efeitos da relação de emprego, solidariamente responsáveis à empresa principal e cada uma das subordinadas.
Cronograma:
Aula 01 10/09 Aula 06 15/10
Aula 02 17/09 Aula 07 22/10
Aula 03 24/09 Aula 08 29/10
Aula 04 01/10 Aula 09 05/11
Aula 05 08/10 Aula 10 12/11
www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Déborah Paiva 4 Segue o conteúdo programático do edital anterior (2013) e o cronograma de aulas:
Aula Conteúdo Programático Data
01
Consolidação das Leis do Trabalho − CLT - Títulos I e Relação de trabalho e relação de emprego. Requisitos e distinção. Relações de trabalho lato sensu (trabalho autônomo, eventual, temporário e avulso). Sujeitos do contrato de trabalho stricto sensu . Empregado e empregador (conceito e caracterização). Poderes do empregador no contrato de trabalho. Grupo econômico. Sucessão de empregadores.
Responsabilidade solidária.
10/09
02
Contrato individual de trabalho. Conceito, classificação e características. Alteração do contrato de trabalho.
Alteração unilateral e bilateral. O jus variandi . Suspensão e interrupção do contrato de trabalho.
Caracterização e distinção.
17/09
03
Rescisão do contrato de trabalho. Justa causa.
Rescisão indireta. Dispensa arbitrária. Culpa recíproca. Indenização. Aviso prévio. Estabilidade e garantias provisórias de emprego. Formas de estabilidade. Despedida e reintegração de empregado estável.
24/09
04
Duração do trabalho. Jornada de trabalho. Períodos de descanso. Intervalo para repouso e alimentação.
Descanso semanal remunerado. Trabalho noturno e trabalho extraordinário. Sistema de compensação de horas. 13 Salário mínimo. Irredutibilidade e garantia.
01/10
05
Férias. Direito a férias e sua duração. Concessão e época das férias. Remuneração e abono de férias.
Salário e remuneração. Conceito e distinções.
Composição do salário. Modalidades de salário.
Formas e meios de pagamento do salário. 13º salário.
Equiparação salarial. Princípio da igualdade de salário.
Desvio de função. FGTS. Prescrição e decadência.
08/10
www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Déborah Paiva 5 06
Direito coletivo do trabalho. Convenção nº 87 da OIT (liberdade sindical). Organização sindical. Conceito de categoria. Categoria diferenciada. Convenções e acordos coletivos de trabalho. Direito de greve e serviços essenciais. Comissões de conciliação prévia.
Renúncia e transação.
15/10
07
Combate ao trabalho infantil e às condições análogas à de escravidão. Regulamento da Inspeção do Trabalho. Lei nº 10.593/2002. Lei nº 11.890/2008.
Decreto nº 4.552/2002. Trabalho Doméstico. Trabalho Portuário. Aprendizagem Profissional. Lei nº 10.097/2000. Decreto nº 5.598/2005. Súmulas do Tribunal Superior do Trabalho.
22/10
08 LEGISLAÇÃO DO TRABALHO: Consolidação das Leis
do Trabalho − CLT - Títulos II. 29/10
09
10
SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO: Segurança e medicina no trabalho. CIPA. Atividades insalubres ou perigosas. Proteção ao trabalho do menor.
Proteção ao trabalho da mulher. Proteção ao trabalho da mulher. Estabilidade da gestante. Licença maternidade.
05/11
12/11
Vamos dar início a nossa aula de hoje!
www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Déborah Paiva 6 Olá pessoal! Hoje, estudaremos o Direito Coletivo e as Comissões de Conciliação Prévia, dentre outros temas.
Apresentarei muitas questões da ESAF e de outras bancas, juntamente com questões da CESPE. Fiquem tranqüilos, pois a CESPE é carente de questões e as questões que eu selecionei durante o curso, embora sejam de outras bancas, possuem o perfil da banca CESPE.
Vamos ao nosso estudo de hoje!
Aula demonstrativa: Direito coletivo do trabalho. Convenção nº 87 da OIT (liberdade sindical). Organização sindical. Conceito de categoria. Categoria diferenciada. Convenções e acordos coletivos de trabalho. Direito de greve e serviços essenciais. Comissões de conciliação prévia. Renúncia e transação.
(CESPE – Juiz do Trabalho – TRT 5ª Região – 2012) As federações constituem órgãos de grau intermediário entre os sindicatos e as confederações, sendo formadas pela conjugação de pelo menos oito sindicatos da mesma categoria profissional, diferenciada ou econômica.
Comentário: ERRADA. O art. 534 da CLT estabelece:
Art. 534 da CLT É facultado aos sindicatos, quando em número não inferior a 5 (cinco), desde que representem a maioria absoluta de um grupo de atividades ou profissões idênticas, similares ou conexas, organizarem-se em federação.
§ 1º Se já existir federação no grupo de atividades ou profissões em que deva ser constituída a nova entidade, a criação desta não poderá reduzir a menos de 5 (cinco) o número de sindicatos que àquela devam continuar filiados.
www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Déborah Paiva 7 Direito Coletivo: Na prova do concurso do MPU 2010 a banca CESPE abordou uma questão inteira sobre o tema, observem:
(CESPE – Analista Processual MPU – 2010) O direito coletivo do trabalho regula a atuação das entidades que defendem as diferentes categorias profissionais. Acerca desse tema, julgue os itens subsequentes.
80 É vedada ao sindicato profissional a atuação como substituto processual em casos de convenções e acordos coletivos, que são matéria de competência exclusiva da justiça do trabalho.
81 Por ser direito fundamental, a sindicalização é considerada obrigatória pela legislação brasileira, que também protege os trabalhadores com a determinação de que toda categoria profissional tenha seu sindicato.
82 A CF estabelece o direito de greve ao trabalhador em caráter exclusivo, sendo vedada ao empregador a ação conhecida como lockout, que consiste na greve do empregador.
83 As microempresas estão dispensadas da obrigatoriedade de realização de exames médicos; no entanto, devem estar preparadas e equipadas com material necessário à prestação de primeiros socorros.
84 Inexiste na CF redação à existência de mais de um sindicato por categoria diferenciada de trabalhadores.
85 É facultado ao empregador dispensar empregado membro da comissão de conciliação prévia.
Irei comentá-la no decorrer da aula.
Conceito de Direito Coletivo do Trabalho:
“Complexo de princípios, regras e institutos jurídicos que regulam as relações laborais entre empregados e empregadores, além de outros grupos jurídicos normativamente especificados, considerada sua ação coletiva realizada autonomamente ou através das respectivas associações”. (Maurício Godinho Delgado).
www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Déborah Paiva 8 Vamos destrinchar o conceito acima!
O Direito Material do Trabalho divide-se internamente em dois segmentos jurídicos: O Direito Individual do Trabalho e o Direito Coletivo do Trabalho.
O Direito Individual do Trabalho é o ramo do Direito do Trabalho que abrange os institutos jurídicos, os princípios, bem como as normas que irão regulamentar as relações de emprego e as relações de trabalho. Assim, o direito individual tutela os interesses concretos de indivíduos determinados, que poderão ser individualmente considerados.
O Direito Coletivo pressupõe uma relação coletiva de trabalho, ou seja, aquela relação entre sujeitos de direito, em que a participação dos indivíduos é considerada como membros de uma determinada coletividade como os Sindicatos, por exemplo.
Vejamos o que diz o art. 1º da CLT:
Art. 1º - Esta Consolidação estatui as normas que regulam as relações individuais e coletivas de trabalho, nela previstas.
“Direito do trabalho é o conjunto de princípios e normas que regulam as relações entre empregados e empregadores e de ambos com o Estado para efeitos de proteção e tutela do trabalho.” (Perez Botija).
“Direito Coletivo do Trabalho é o complexo de princípios, regras e institutos jurídicos que regulam as relações laborais entre empregados e empregadores, além de outros grupos jurídicos normativamente especificados, considerada sua ação coletiva realizada autonomamente ou através das respectivas associações”. (Maurício Godinho Delgado)
“Direito Individual do trabalho é o segmento do Direito do trabalho que estuda o Contrato individual do trabalho e as regras legais ou normativas a ele aplicáveis.” (Sérgio Pinto Martins).
www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Déborah Paiva 9 Convenções e Acordos Coletivos: Conforme já estudamos, as convenções e os acordos coletivos, conceituados no art. 611 da CLT, são os instrumentos normativos utilizados para estabelecer novas condições de trabalho.
Vejamos as distinções importantes entre estes instrumentos!
Dica: Já vi uma prova de concurso abordar em uma questão objetiva, qual seria diferença entre acordo e convenção coletiva. A resposta correta era a que dizia que a diferença entre acordo e convenção coletiva está nos signatários que os celebram.
(CESPE – TRT 10 – 2013) 98 A diferença básica entre a convenção coletiva de trabalho e o acordo coletivo de trabalho traduz-se nos seus sujeitos, pois, enquanto na convenção coletiva os sujeitos são o sindicato profissional de um lado e uma ou mais empresas do outro, no acordo coletivo os sujeitos são o sindicato profissional de um lado e, de outro lado, o sindicato da categoria econômica.
ERRADA (art. 611 da CLT)
É importante ressaltar que há, também, uma distinção entre convenção e acordo coletivo em relação ao campo de abrangência. Isto porque, o que for pactuado através de acordo coletivo irá vigorar entre os empregados das empresas que celebraram o acordo.
Art. 611 da CLT
Convenção Coletiva é o acordo de caráter normativo pelo qual dois ou mais Sindicatos representativos de categorias
econômicas e profissionais.
Acordo Coletivo é o instrumento de caráter normativo celebrado entre Sindicato de empregados e empresa ou grupo de empresas.
www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Déborah Paiva 10 Ao passo que o que for celebrado em Convenção Coletiva terá um campo de abrangência maior, pois valerá para todos os empregados pertencentes à categoria econômica do Sindicato.
As Convenções e os Acordos serão celebrados por escrito, sem emendas nem rasuras, em tantas vias quantos forem os Sindicatos convenentes ou as empresas acordantes, além de uma destinada ao registro.
O art. 612 da CLT estabelece o quorum 2/3 dos associados da Entidade para a 1ª convocação e 1/3 dos membros em segunda convocação.
As Convenções e os Acordos deverão conter obrigatoriamente:
A designação dos Sindicatos convenentes ou dos Sindicatos e empresas acordantes;
O prazo de vigência;
As categorias ou classes de trabalhadores abrangidas pelos respectivos dispositivos;
As condições ajustadas para reger as relações individuais de trabalho durante sua vigência;
As normas para a conciliação das divergências surgidas entre os convenentes por motivos da aplicação de seus dispositivos;
As disposições sobre o processo de sua prorrogação e de revisão total ou parcial de seus dispositivos;
Os direitos e deveres dos empregados e empresas;
As penalidades para os Sindicatos convenentes, os empregados e as empresas em caso de violação de seus dispositivos.
Art. 612 da CLT Os Sindicatos só poderão celebrar Convenções ou Acordos Coletivos de Trabalho, por deliberação de Assembléia Geral, especialmente convocada para esse fim, consoante o disposto nos respectivos Estatutos, dependendo a validade da mesma do comparecimento e votação, em primeira convocação, de 2/3 (dois terços) dos associados da entidade, se se tratar de Convenção, e dos interessados, no caso de Acordo e, em segunda, de 1/3 (um terço) dos membros.
www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Déborah Paiva 11 Parágrafo único - O quorum de comparecimento e votação será de 1/8 (um oitavo) dos associados em segunda convocação, nas entidades sindicais que tenham mais de 5.000 (cinco mil) associados.
(TRT 1ª Região Juiz do Trabalho Substituto/2012) Segundo entendimento sumulado do TST, o descumprimento de qualquer cláusula constante de instrumentos normativos diversos não submete o empregado a ajuizar várias ações, pleiteando em cada uma o pagamento da multa referente ao descumprimento de obrigações previstas nas cláusulas respectivas.
Comentários: CERTA. Literalidade do item I da Súmula 384 do TST.
SUM-384 MULTA CONVENCIONAL. COBRANÇA I - O descumprimento de qualquer cláusula constante de instrumentos normativos diversos não submete o empregado a ajuizar várias ações, pleiteando em cada uma o pagamento da multa referente ao descumprimento de obrigações previstas nas cláusulas respectivas. II - É aplicável multa prevista em instrumento normativo (sentença normativa, convenção ou acordo coletivo) em caso de descumprimento de obrigação prevista em lei, mesmo que a norma coletiva seja mera repetição de texto legal.
Sindicato: A estrutura sindical é a forma como as entidades sindicais organizam-se, em determinado ordenamento jurídico.
O sistema sindical brasileiro é formado por três níveis. A base da estrutura sindical é formada pelos Sindicatos e em um segundo nível por Federações. Por fim, as Confederações.
De acordo com o art. 533 da CLT as federações e as Confederações são consideradas associações sindicais de grau superior.
www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Déborah Paiva 12 O art. 535 da CLT estabelece que as Confederações organizar-se-ão com, no mínimo três federações, e terão sede na Capital da República.
As Federações organizar-se-ão, com no mínimo cinco Sindicatos (organizações sindicais de primeiro grau – art. 534 da CLT).
A natureza jurídica do Sindicato é de pessoa jurídica de direito privado.
O enquadramento sindical brasileiro é realizado, segundo as atividades preponderantes do empregador. Neste sentido a OJ 315 da SDI-1 do TST.
Outro ponto importante é a questão das Centrais Sindicais (CUT, CGT, Força Sindical, dentre outras). Isto porque antes da Lei 11.648 de 2008, elas não faziam parte da estrutura sindical brasileira.
Sindicatos
O Sindicato é a figura central do Direito Coletivo de Trabalho. O art. 511 da CLT traz o conceito de Sindicato, vejamos:
Art. 511 da CLT É lícita a associação para fins de estudo, defesa e coordenação de seus interesses econômicos ou profissionais de todos os que, como empregadores, agentes ou trabalhadores autônomos, ou profissionais liberais, exerçam, respectivamente, a mesma atividade ou profissão ou atividade ou profissões similares ou conexas.
§ 1º A solidariedade de interesses econômicos dos que empreendem atividades idênticas, similares ou conexas, constitui o vínculo social básico que se domina categoria econômica.
Confederações
Federações
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§ 2º A similitude de condições de vida oriunda da profissão ou trabalho em comum, em situação de emprego na mesma atividade econômica ou em atividades econômicas similares ou conexas, compõe a expressão social elementar compreendida como categoria profissional.
§ 3º Categoria profissional diferenciada é a que se forma dos empregados que exerçam profissões ou função diferenciadas por força de estatuto profissional especial ou em conseqüência de condições de vida singulares.
§ 4º Os limites de identidade, similaridade ou conexidade fixam as dimensões dentro das quais a categoria econômica ou profissional é homogênea e a associação é natural.
Assim, o Sindicato é uma associação permanente que representa trabalhadores ou empregadores e visa à defesa dos respectivos interesses coletivos.
A natureza jurídica do Sindicato é pessoa jurídica de direito privado.
O nosso ordenamento jurídico adotou o sistema da unicidade sindical, que é o sistema pelo qual a lei impõe a existência de um único Sindicato para um determinado grupo de trabalhadores. Assim, o Brasil adotou o sistema monista ou do sindicato único.
De acordo com o art. 8º, II da CF/88 é vedada a criação de mais de um Sindicato na mesma base territorial que não poderá ser inferior à área de um município.
Art. 8º da CF/88 É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:
I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical;
II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município; (UNICIDADE SINDICAL).
III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas;
www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Déborah Paiva 14 IV - a assembléia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será descontada em folha, para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva, independentemente da contribuição prevista em lei;
V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato;
VI - é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho;
VII - o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais;
VIII - é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei.
Parágrafo único. As disposições deste artigo aplicam-se à organização de sindicatos rurais e de colônias de pescadores, atendidas as condições que a lei estabelecer.
Em contrapartida ao princípio da unicidade sindical, há o princípio da pluralidade sindical, que corresponde ao modelo de liberdade sindical preconizado pela OIT, através da Convenção 87. Através deste sistema poderá ser criado mais de um Sindicato representativo de um mesmo grupo de trabalhadores.
É importante distinguir a unicidade sindical da unidade sindical. A unicidade pressupõe a imposição legal do Sindicato único. Ao passo que a unidade significa a unificação de vários Sindicatos em um só.
O registro do Sindicato mencionado no art. 8º, I da CF/88, segundo entende o STF é indispensável para fins de fiscalização do sistema da unicidade sindical.
Vejamos, agora, os artigos que falam das prerrogativas e deveres dos Sindicatos:
www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Déborah Paiva 15 Art. 513 da CLT São prerrogativas dos sindicatos:
a) representar, perante as autoridades administrativas e judiciárias, os interesses gerais da respectiva categoria ou profissional liberal ou interesses individuais dos associados relativos à atividade ou profissão exercida;
b) celebrar convenções coletivas de trabalho;
c) eleger ou designar os representantes da coletiva da respectiva categoria ou profissão liberal;
d) colaborar com o Estado, como órgãos técnicos e consultivos, no estudo e solução dos problemas que se relacionam com a respectiva categorias ou profissão liberal;
e) impor contribuição a todos aqueles que participam das categorias econômicas ou profissionais ou das profissões liberais representadas.
Art. 514 da CLT São deveres dos sindicatos:
a) colaborar com os poderes públicos no desenvolvimento da solidariedade social;
b) manter serviços de assistência judiciária para os associados;
c) promover a conciliação dos dissídios de trabalho.
d) sempre que possível, e de acordo com as suas possibilidades, manter no quadro de pessoal, convênio com entidades assistenciais ou por conta própria, um assistente social com as atribuições específicas de promover a cooperação operacional na empresa e a integração profissional na classe.
Parágrafo único. Os sindicatos de empregados terão, outrossim, o dever de:
a) promover a fundação de cooperativas de consumo e de crédito;
b) fundar e manter escolas de alfabetização e pré-vocacionais.
www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Déborah Paiva 16 Do direito de greve. Dos serviços essenciais: A lei de greve considera a greve como sendo a paralisação coletiva e temporária do trabalho a fim de obter, pela pressão exercida com a greve as reivindicações da categoria.
O art. 2º da referida lei define a greve como a suspensão coletiva, temporária e pacífica, total ou parcial da prestação de serviços do empregado ao empregador.
A Constituição Federal assegura aos trabalhadores o Direito de Greve em seu artigo 9º, observem:
Art. 9º da CF /88 É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.
Durante o período de greve os contratos de trabalho permanecem suspensos, conforme estabelece o art. 7º da Lei de Greve.
É importante frisar o entendimento jurisprudencial que considera interrupção do contrato de trabalho a paralisação em virtude de greve quando por acordo, convenção coletiva ou decisão da Justiça do trabalho o empregador tiver que pagar os dias parados.
A greve é um recurso que somente poderá ser utilizado quando frustrada a negociação coletiva ou a arbitragem e quem detem a titularidade do exercício do direito de greve são os trabalhadores conforme estabelece o art. 9º da CRFB/88.
Quando a greve for deflagrada em serviços ou atividades essenciais, as entidades sindicais ou os trabalhadores deverão comunicar a decisão aos empregadores e aos usuários com a antecedência mínima de 72 horas da paralisação.
Quando a greve for deflagrada em serviços ou atividades não essenciais o prazo para comunicação será de 48 horas.
São considerados serviços ou atividades essenciais:
Tratamento e abastecimento de água; produção e distribuição de energia elétrica, gás e combustíveis;
Assistência médica e hospitalar;
Distribuição e comercialização de medicamentos e alimentos;
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Funerários;
Transporte coletivo;
Captação e tratamento de esgoto e lixo;
Telecomunicações;
Guarda, uso e controle de substâncias radioativas, equipamentos e materiais nucleares;
Processamento de dados ligados a serviços essenciais;
Controle de tráfego aéreo;
Compensação bancária.
(CESPE – TRT 10 – 2013) 99 O chamado locaute, vedado pelo ordenamento jurídico brasileiro, significa a paralisação do trabalho ordenada pelo próprio empregador. CERTA.
(CESPE – Juiz do Trabalho – TRT 5ª Região – 2012) Admite-se o movimento paredista iniciado por empregador.
Comentário: ERRADA.
Artigo 17 da Lei 7.783/89 - Fica vedada a paralisação das atividades, por iniciativa do empregador, com o objetivo de frustrar negociação ou dificultar o atendimento de reivindicações dos respectivos empregados lockout.
Parágrafo único - A prática referida no caput assegura aos trabalhadores o direito à percepção dos salários durante o período de paralisação.
www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Déborah Paiva 18 Das comissões de Conciliação Prévia: Antes de estudarmos a rescisão via comissão de conciliação prévia é importante falar de alguns pontos já estudados,
A CLT estabelece certas formalidades para o ato de terminação do contrato de trabalho, com o pagamento das verbas rescisórias e isso se deve ao fato de assegurar transparência e isenção à manifestação das vontades da partes.
Assim, a homologação da rescisão segue um rito especial, conforme veremos abaixo:
Haverá a obrigatoriedade de participação do Sindicato Profissional ou órgão do Ministério do Trabalho e Emprego ( art. 477 §§1º ao 3º e 500 da CLT).
Em locais onde não existam esses entes, essa assistência poderá ser prestada pelo Ministério Público do Trabalho, Defensor Público ou Juiz de Paz.
Exceções: Não haverá essa obrigatoriedade nos casos de extinção do contrato de trabalho com um ano ou menos de serviço, art. 477, § 1º da CLT, seja por dispensa do empregador ou por pedido de demissão do empregado.
Art. 477 da CLT É assegurado a todo empregado, não existindo prazo estipulado para a terminação do respectivo contrato, e quando não haja ele dado motivo para cessação das relações de trabalho, o direito de haver do empregador uma indenização, paga na base da maior remuneração que tenha percebido na mesma empresa.
§ 1º O pedido de demissão ou recibo de quitação de rescisão do contrato de trabalho, firmado por empregado com mais de 1 (um) ano de serviço, só será válido quando feito com a assistência do respectivo Sindicato ou perante a autoridade do Ministério do Trabalho.
§ 2º O instrumento de rescisão ou recibo de quitação, qualquer que seja a causa ou forma da dissolução do contrato, deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminado o seu valor, sendo válida a quitação, apenas, relativamente às mesmas parcelas.
§ 3º Quando não existir na localidade nenhum dos órgãos previstos neste artigo, a assistência será prestada pelo representante do Ministério Público ou, onde houver, pelo defensor público, e, na falta ou impedimento destes, pelo juiz de paz.
www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Déborah Paiva 19 Art. 500 da CLT O pedido de demissão do empregado estável só será válido quando feito com assistência do respectivo Sindicato e, se não houver, perante autoridade local competente do Ministério do Trabalho ou da Justiça do trabalho.
No caso de menor de 18 anos, independentemente da duração do contrato de trabalho, mantêm a obrigatoriedade dessa assistência dos responsáveis legais.
É importante não confundir que a obrigatoriedade da assistência dos responsáveis legais é na rescisão do contrato,quando do recebimento das verbas rescisórias e, não no recibo de pagamento dos salários (art. 439 da CLT).
Art. 439 da CLT É lícito ao menor firmar recibo pelo pagamento dos salários. Tratando-se, porém, de rescisão do contrato de trabalho, é vedado ao menor de dezoito anos dar, sem assistência dos seus responsáveis legais, quitação ao empregador pelo recebimento da indenização que lhe for devida.
No caso de dirigente Sindical também haverá a necessidade de Assistência Sindical, independentemente do prazo contratual (art.500), isso se deve ao fato de que o dirigente Sindical detem estabilidade- Súmula 197 do STF, Súmula 379 TST, tanto na dispensa como em se pedido de demissão.
Súmula 379 do TST O dirigente sindical somente poderá ser dispensado por falta grave mediante a apuração em inquérito judicial, inteligência dos arts. 494 e 543, §3º, da CLT.
Art. 543 da CLT O empregado eleito para o cargo de administração sindical ou representação profissional, inclusive junto a órgão de deliberação coletiva, não poderá ser impedido do exercício de suas funções, nem transferido para lugar ou mister que lhe dificulte ou torne impossível o desempenho das suas atribuições sindicais.
§ 1º. O empregado perderá o mandato se a transferência for por ele solicitada ou voluntariamente aceita
§ 2º. Considera-se de licença não remunerada, salvo assentimento da empresa ou cláusula contratual, o tempo em que o empregado se ausentar do trabalho no desempenho das funções a que se refere este artigo
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§ 3º. Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado ou associado, a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação de entidade sindical ou de associação profissional, até 1 (um) ano após o final do seu mandato, caso seja eleito, inclusive como suplente, salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos desta Consolidação
§ 4º. Considera-se cargo de direção ou de representação sindical aquele cujo exercício ou indicação decorre de eleição prevista em lei.
§ 5º. Para os fins deste artigo, a entidade sindical comunicará por escrito à empresa, dentro de 24 (vinte e quatro) horas, o dia e a hora do registro da candidatura do seu empregado e, em igual prazo, sua eleição e posse, fornecendo, outrossim, a este comprovante no mesmo sentido. O Ministério do Trabalho fará no mesmo prazo a comunicação no caso da designação referida no final do § 4º.
§ 6º. A empresa que, por qualquer modo, procurar impedir que o empregado se associe ao sindicato, organize associação profissional ou sindical ou exerça os direitos inerentes à condição de sindicalizado, fica sujeita à penalidade prevista na letra a do artigo 553, sem prejuízo da reparação a que tiver direito o empregado.
Ainda considerando as formalidades relativas a extinção do contrato de trabalho, é também importante registrar que o recibo rescisório “deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado e discriminando seu valor, sendo válida a quitação, apenas , relativamente às mesmas parcelas.” ( art. 477§2º).
Os pagamentos devem ser específicos e claros a despeito de qual parcela se refere, a legislação trabalhista veda recibos genéricos e que diz respeito a várias parcelas, isso é considerado salário complessivo. Súmula 91 do TST.
Súmula 91 do TST SALÁRIO COMPLESSIVO Nula é a cláusula contratual que fixa determinada importância ou percentagem para atender englobadamente vários direitos legais ou contratuais do trabalhador.
Lei 9958/2000 – rescisão via Comissão Prévia.
Essa Lei inseriu dispositivos na CLT, artigos 625-A a 625-H. Instituiu Comissões de Conciliação Prévia – composição paritária, em empresas ou grupo de empresas (comissões de empresas ou interempresariais) ou em sindicatos ou grupos destes (comissões sindicais ou intersindicais).
www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Déborah Paiva 21 Deixo aqui os dispositivos da CLT no tocante a essa nova figura no Direito do Trabalho, que ainda tem aplicação prática tímida.
Art. 625-A. As empresas e os sindicatos podem instituir Comissões de Conciliação Prévia, de composição paritária, com representantes dos empregados e dos empregadores, com a atribuição de tentar conciliar os conflitos individuais do trabalho. Parágrafo único. As Comissões referidas no caput deste artigo poderão ser constituídas por grupos de empresas ou ter caráter intersindical.
Art. 625-B. A Comissão instituída no âmbito da empresa será composta de, no mínimo, dois e, no máximo, dez membros, e observará as seguintes normas:
I – a metade de seus membros será indicada pelo empregador e a outra metade eleita pelos empregados, em escrutínio secreto, fiscalizado pelo sindicato da categoria profissional;
II – haverá na Comissão tantos suplentes quantos forem os representantes titulares;
III – o mandato dos seus membros, titulares e suplentes, é de um ano, permitida uma recondução.
§ 1º É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros da Comissão de Conciliação Prévia, titulares e suplentes, até um ano após o final do mandato, salvo se cometeram falta grave, nos termos da lei.
§ 2º O representante dos empregados desenvolverá seu trabalho normal na empresa, afastando-se de suas atividades apenas quando convocado para atuar como conciliador, sendo computado como tempo de trabalho efetivo o despendido nessa atividade.
Art. 625-C. A Comissão instituída no âmbito do sindicato terá sua constituição e normas de funcionamento definidas em convenção ou acordo coletivo.
Art. 625-D. Qualquer demanda de natureza trabalhista será submetida à Comissão de Conciliação Prévia se, na localidade da prestação de serviços, houver sido instituída a Comissão no âmbito da empresa ou do sindicato da categoria.
§ 1º A demanda será formulada por escrito ou reduzida a termo por qualquer dos membros da Comissão, sendo entregue cópia datada e assinada pelo membro aos interessados.
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§ 2º Não prosperando a conciliação, será fornecida ao empregado e ao empregador declaração da tentativa conciliatória frustrada com a descrição de seu objeto, firmada pelos membros da Comissão, que deverá ser juntada à eventual reclamação trabalhista.
§ 3º em caso de motivo relevante que impossibilite a observância do procedimento previsto no caput deste artigo, será a circunstância declarada na petição inicial da ação intentada perante a Justiça do Trabalho.
§ 4º Caso exista, na mesma localidade e para a mesma categoria, Comissão de empresa e Comissão sindical, o interessado optará por uma delas para submeter a sua demanda, sendo competente aquela que primeiro conhecer do pedido.
Art. 625-E. Aceita a conciliação, será lavrado termo assinado pelo empregado, pelo empregador ou seu preposto e pelos membros da Comissão, fornecendo-se cópia às partes.
Parágrafo único. O termo de conciliação é título executivo extrajudicial e terá eficácia liberatória geral, exceto quanto às parcelas expressamente ressalvadas.
Art. 625-F. As Comissões de Conciliação Prévia têm prazo de dez dias para a realização da sessão de tentativa de conciliação a partir da provocação do interessado.
Parágrafo único. Esgotado o prazo sem a realização da sessão, será fornecida, no último dia do prazo, a declaração a que se refere o § 2º do art. 625-D.
Art. 625-G. O prazo prescricional será suspenso a partir da provocação da Comissão de Conciliação Prévia, recomeçando a fluir, pelo que lhe resta, a partir da tentativa frustrada de conciliação ou do esgotamento do prazo previsto no art. 625-F.
Art. 625-H. Aplicam-se aos Núcleos Intersindicais de Conciliação Trabalhista em funcionamento ou que vierem a ser criados, no que couber, as disposições previstas neste Título, desde que observados os princípios da paridade e da negociação coletiva na sua constituição.
www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Déborah Paiva 23 Questões sem comentários:
1. (CESPE – OAB - Exame de Ordem 2008.3) Manuel, contratado por uma empresa de comunicação visual, no dia 18/9/2005, para prestar serviços como desenhista, foi dispensado sem justa causa em 3/11/2008. Inconformado com o valor que receberia a título de adicional noturno, férias e horas extras, Manuel firmou, no dia 11/11/2008, acordo com a empresa perante a comissão de conciliação prévia, recebendo, na ocasião, mais R$ 927,00, além do valor que a empresa pretendia pagar-lhe. A comissão de conciliação prévia ressalvou as horas extras.
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta.
A) Manuel não poderá reclamar na justiça do trabalho nenhuma parcela, visto que o acordo ocorreu regularmente.
B) Manuel pode postular na justiça do trabalho o pagamento de horas extras, dada a ressalva apresentada pela comissão de conciliação prévia.
C) A comissão de conciliação prévia não poderia firmar acordo parcial indicando ressalvas.
D) O título decorrente da homologação somente pode ser questionado perante a comissão de conciliação prévia.
2. (CESPE – TRT 10– 2013) É vedada a dispensa dos membros de comissão de conciliação prévia até um ano após o final do mandato, salvo se cometerem falta, nos termos da lei.
3. (CESPE – Analista Judiciário - TRT 1ª região – 2007) Acerca da Lei de Greve assinale a opção correta
a) Constitui abuso do direito de greve a manutenção da paralisação após a celebração de acordo, convenção ou decisão da justiça do trabalho.
b) A lei de greve considera como atividade essencial o ensino e a pesquisa.
www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Déborah Paiva 24 C) A Lei de Greve permite o lockout, desde que o direito à percepção dos salários durante o período de paralisação seja assegurado aos trabalhadores.
d) Observadas as condições previstas na legislação, a participação em greve interrompe o contrato de trabalho, devendo as relações obrigacionais, durante o período, ser regidas pelo acordo, convenção, laudo arbitral ou decisão da justiça do trabalho.
e) Na greve, em serviços ou atividades essenciais, ficam as entidades sindicais ou os trabalhadores, conforme o caso, obrigados a comunicar a decisão aos empregadores e aos usuários com antecedência mínima de 48 horas da paralisação.
4. (CESPE – TRT 10 – 2013) Julgue os próximos itens, acerca dos direitos coletivos do trabalho.
98 A diferença básica entre a convenção coletiva de trabalho e o acordo coletivo de trabalho traduz-se nos seus sujeitos, pois, enquanto na convenção coletiva os sujeitos são o sindicato profissional de um lado e uma ou mais empresas do outro, no acordo coletivo os sujeitos são o sindicato profissional de um lado e, de outro lado, o sindicato da categoria econômica.
99 O chamado locaute, vedado pelo ordenamento jurídico brasileiro, significa a paralisação do trabalho ordenada pelo próprio empregador.
100 As confederações são entidades sindicais de grau superior, de âmbito nacional, que, para terem tal status, devem ser constituídas por, no mínimo, cinco federações e ter sede em Brasília.
5. (CESPE – Juiz do Trabalho – 2010) No que diz respeito às comissões de conciliação prévia, assinale a opção correta.
A) A comissão de conciliação prévia pode ser criada no âmbito empresarial se tiver, no mínimo, quatro membros e, no máximo, doze.
B) Todos os membros das comissões são detentores de estabilidade provisória.
C) Os integrantes das comissões que representarem os empregados ficam afastados das suas atividades na empresa e devem ser remunerados, durante o período em que exercerem atividades nessas comissões, pela comissão que integrem.
D) Estão legitimados para constituir as comissões uma ou mais empresas e um ou mais sindicatos.
www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Déborah Paiva 25 E) O prazo prescricional será interrompido a partir da provocação da comissão e recomeçará a fluir a partir da tentativa frustrada de conciliação ou do esgotamento do prazo de dez dias da sessão de tentativa de conciliação a partir da provocação do interessado.
6. (ESAF - - Auditor Fiscal – 2006) A convenção coletiva poderá estabelecer a redução salarial e poderá ter prazo de vigência indeterminado.
7. (ESAF – Juiz do Trabalho – TRT 7ª Região/2005) Em matéria de convenção coletiva de trabalho, considera a doutrina, exemplo de cláusulas obrigacionais aquelas que dizem respeito à higiene e segurança do trabalho;
fixação de regras sobre a forma de remuneração do trabalho extraordinário e as que estabelecem penalidades aos sindicatos na hipótese de descumprimento de acordo coletivo.
8. (ESAF – Juiz do Trabalho – TRT 7ª Região/2005) A obrigatoriedade de participação dos sindicatos nas negociações coletivas, consagrada no artigo 8º, inciso VI, da Constituição Federal alcança apenas a entidade sindical profissional.
9. (ESAF – Juiz do Trabalho – TRT 7ª Região/2005) Para celebração de convenção ou acordo coletivo os Sindicatos deverão convocar Assembléia Geral para essa finalidade, dependendo a validade desta do comparecimento e votação, em primeira convocação, de 2/3 dos associados da entidade, no caso de acordo coletivo.
10. (ESAF – Analista Executor de Mandados – TRT- 7ª Região/ 2003) As convenções coletivas de trabalho aplicam-se a todos os empregados alcançados pelo âmbito de representação das entidades signatárias, independentemente da condição de sindicalizados.
11. (ESAF – Analista Executor de Mandados – TRT- 7ª Região/ 2003) As federações profissionais apenas podem firmar convenções coletivas de trabalho quando restar frustrada a iniciativa nesse sentido
12. (ESAF – Analista Executor de Mandados – TRT- 7ª Região/ 2003) As convenções coletivas de trabalho constituem acordos de caráter normativo firmado por dois ou mais sindicatos representativos de categorias econômicas e profissionais, que objetivam a introdução de condições de trabalho que serão aplicáveis, no âmbito de suas representações, às relações individuais de trabalho.
www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Déborah Paiva 26 13. (ESAF – Analista Executor de Mandados – TRT- 7ª Região/ 2003) As disposições das convenções coletivas de trabalho, celebrados por sindicatos representativos de categorias diferenciadas apenas são aplicáveis aos contratos de trabalho quando as empresas estiveram representadas na negociação por órgão de classe de sua categoria.
14. (ESAF – Analista Executor de Mandados – TRT- 7ª Região/ 2003) De acordo com a legislação em vigor, as convenções coletivas de trabalho devem ser depositadas perante as Delegacias Regionais do Trabalho, no prazo de oito dias de sua celebração, apenas produzindo efeitos a partir de três dias da data desse depósito.
15. (ESAF- Procurador do DF- 2007) As condições estabelecidas em convenção coletiva prevalecem sobre as estipuladas em acordo;
16. (ESAF- Procurador do DF- 2007) É válido o dispositivo em que o empregador celebra com seus trabalhadores contratos com cláusulas contrárias ao que tiver sido ajustado em convenção ou acordo coletivo.
17. (MPT - 2012 - MPT - Procurador) Na vigência de acordo, convenção ou sentença normativa, não constitui abuso do exercício do direito de greve a paralisação que tenha por objetivo exigir o cumprimento de cláusula ou condição, ou seja motivada pela superveniência de fatos novos ou acontecimento imprevisto que modifique substancialmente a relação de trabalho.
18. (MPT – 2012 – Procurador) É constitucional o art. 544 da Consolidação das Leis do Trabalho quando estabelece preferência ao empregado sindicalizado para a admissão nos trabalhos de empresas que explorem serviços públicos ou mantenham contrato com os poderes públicos.
19. (MPT – 2012 – Procurador) Por determinação expressa da Constituição da República, policiais militares, membros das Forças Armadas, da polícia civil e da Polícia Federal não podem deflagrar greve, cujo embasamento, entre outros, se encontra na intangibilidade da segurança pública, o que é aplicável ao setor de vigilância privada, já que seus profissionais também são considerados membros de “categorias armadas”.
www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Déborah Paiva 27 20. (MPT – 2012 – Procurador) Os interditos proibitórios utilizados pelas empresas durante as greves, no 1º grau de jurisdição da Justiça do Trabalho, são ações cíveis cujo objetivo legal é defender o direito de propriedade em face de atos de vandalismo e de piquetes, de qualquer natureza, dos trabalhadores.
21. (TRT/3ª JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2011) Embora as Centrais Sindicais participem das grandes negociações econômicas nacionais, com entidades patronais e o Governo, elas não podem firmar Acordos Coletivos de Trabalho nem Convenções Coletivas de Trabalho, mas lhes é facultado o assessoramento e a presença de representantes por sindicatos.
22. (CESPE – Analista Processual MPU – 2010) 80 É vedada ao sindicato profissional a atuação como substituto processual em casos de convenções e acordos coletivos, que são matéria de competência exclusiva da justiça do trabalho.
23. (CESPE – Analista Processual MPU – 2010) 81 Por ser direito fundamental, a sindicalização é considerada obrigatória pela legislação brasileira, que também protege os trabalhadores com a determinação de que toda categoria profissional tenha seu sindicato.
24. (CESPE – Analista Processual MPU – 2010) 82 A CF estabelece o direito de greve ao trabalhador em caráter exclusivo, sendo vedada ao empregador a ação conhecida como lockout, que consiste na greve do empregador.
25. (CESPE – Juiz do Trabalho – TRT 5ª Região – 2012) Nas empresas com mais de cem empregados, é assegurada a eleição de um representante dos trabalhadores com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores.
26. (CESPE – Analista Processual MPU – 2010) 84 Inexiste na CF redação à existência de mais de um sindicato por categoria diferenciada de trabalhadores.
27. (CESPE – Analista Processual MPU – 2010) 85 É facultado ao empregador dispensar empregado membro da comissão de conciliação prévia.
www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Déborah Paiva 28 28 (CESPE – AGU – 2012) 183 A participação dos sindicatos é obrigatória na negociação coletiva pertinente à obtenção de convenções coletivas de trabalho, mas facultativa quando envolve acordo coletivo de trabalho, já que, nesse caso, a repercussão é limitada à empresa contratante.
29. (CESPE – AGU – 2012) 184 O direito de greve é assegurado aos trabalhadores em geral, exceto àqueles envolvidos com atividade considerada essencial, em que o interesse da sociedade prevalece sobre o interesse dos trabalhadores, sendo a paralisação dos serviços,nesse caso, considerada sempre abusiva.
30. (CESPE – AGU – 2012) 185 A criação de entidade sindical incumbe aos integrantes da categoria profissional ou da categoria econômica, vedadas a interferência e a intervenção do Estado na organização sindical, sem prejuízo da exigência do registro perante o órgão competente e a observância à unicidade sindical na mesma base territorial, definida esta, no mínimo, pela correspondência à área de um município.
31. (CESPE – Juiz do Trabalho – TRT 5ª Região – 2012) Acerca das garantias sindicais e suas consequências, assinale a opção correta.
A) O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio trabalhado assegura a ele, caso seja eleito, estabilidade até um ano após o final de seu mandato.
B) Fica limitada, por dispositivo legal, a estabilidade sindical a sete dirigentes sindicais e igual número de suplentes, ainda que, consoante a CF, não seja permitida a interferência do Estado na criação e no funcionamento dos sindicatos.
C) A estabilidade assegurada ao empregado eleito dirigente sindical é mantida mesmo que ele solicite à empresa, ou aceite formalmente, sua transferência para outra localidade.
D) A estabilidade é concedida a empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical, independentemente da atividade por ele exercida na empresa.
E) O empregador deverá efetuar o pagamento do salário do empregado eleito dirigente sindical durante todo o período em que ele se afastar do trabalho para o exercício de atividades sindicais.