c) PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO DE DECISÃO
ÍNDICE
ITEM REFERÊNCIA INTERESSADO ASSUNTO CONSELHEIRO RELATOR SITUAÇÃO RELATÓRIO 1 PC 1175/2008 Arquiteto e Urbanista Ary Demóstenes Coutinho da Cunha Pedido de reconsideração da Decisão PL-1531/2009 do Confea, que aprovou a restituição ao Confea, pelo interessado, das despesas pagas por este Federal referentes à sua participação na Missão Internacional para o XXIII Congresso Mundial da União Internacional de Arquitetos, de 29 de junho a 05 de julho de 2008, em Turim, Itália.
Ary Romcy Pendente
2 PC 2889/2008 Blink Incorporadora de Imóveis Ltda Pedido de reconsideração da Decisão PL-0653/2011, do Confea.
Melvis Barrios Pendente
3 PC 3319/2008 Fospar S/A – Fertilizantes Fosfatados do Paraná Pedido de reconsideração da Decisão PL-0135/2010, do Confea.
Pedro Lopes Pendente
4 PC 1056/2010 Crea-AM Pedido de reconsideração
da Decisão PL-0482/2011, do Confea. Marcos Vinicius Pendente 5 PC 2309/2006 Nelson Batista Tembra / Ana Brígida F. Cardoso Pedido de reconsideração da Decisão PL-0565/2011, do Confea, que arquiva o Processo CF-2309/2006. Anízio Josepetti Pendente 6 PC 2124/2009 João Carlos Godoy Rezende Alves Pedido de reconsideração da Decisão PL-1919/2009, do Confea. Anderson Fioreti Pendente 7 PC 0657/2010 Triuse Usinagem de Precisão Ltda Pedido de reconsideração da Decisão PL-1739/2010, do Confea. Adriano Henrique Pendente
8 PC 0412/2010 Francisco Monteiro Neto
Pedido de reconsideração
da Decisão
PL-1716/2010, do Confea.
Dirson Freitag Pendente
9 PC 660/2010 Indústria de Borracha Reivax Ltda Pedido de reconsideração da Decisão Plenária nº PL-1740/2010 do Confea.
Gracio Paulo Pendente
10 PC 2259/2010 Transtech Ivesur Brasil Ltda Pedido de reconsideração da Decisão PL-0299/2011, do Confea. Geraldine Junior Pendente 11 PC 2366/2010 Transtech Ivesur Brasil Ltda Pedido de reconsideração da Decisão PL-0298/2011, do Confea. Geraldine Junior Pendente 12 PC 2367/2010 Transtech Ivesur Brasil Ltda Pedido de reconsideração da Decisão PL-0297/2011, do Confea. Geraldine Junior Pendente 13 PC 2368/2010 Transtech Ivesur Brasil Ltda Pedido de reconsideração da Decisão PL-0296/2011, do Confea. Geraldine Junior Pendente 14 PC 2369/2010 Transtech Ivesur Brasil Ltda Pedido de reconsideração da Decisão PL-0295/2011, do Confea. Geraldine Junior Pendente 15 PC 2370/2010 Transtech Ivesur Brasil Ltda Pedido de reconsideração da Decisão PL-0294/2011, do Confea. Geraldine Junior Pendente 16 PC 2457/2010 Transtech Ivesur Brasil Ltda Pedido de reconsideração da Decisão PL-0293/2011, do Confea. Geraldine Junior Pendente 17 PC 2458/2010 Transtech Ivesur Brasil Ltda Pedido de reconsideração da Decisão PL-0292/2011, do Confea. Geraldine Junior Pendente 18 PC 2459/2010 Transtech Ivesur Brasil Ltda Pedido de reconsideração da Decisão PL-0291/2011, do Confea Geraldine Junior Pendente 19 PC 2460/2010 Transtech Ivesur Brasil Ltda Pedido de reconsideração da Decisão PL-0290/2011, do Confea. Geraldine Junior Pendente 20 PC 2461/2010 Transtech Ivesur Brasil Ltda Pedido de reconsideração da Decisão PL-0289/2011, do Confea. Geraldine Junior Pendente
21 PC 2471/2010 Transtech Ivesur Brasil Ltda Pedido de reconsideração da Decisão PL-0288/2011, do Confea. Geraldine Junior Pendente 22 PC 2472/2010 Transtech Ivesur Brasil Ltda Pedido de reconsideração da Decisão PL-0287/2011, do Confea. Geraldine Junior Pendente 23 PC 2473/2010 Transtech Ivesur Brasil Ltda Pedido de reconsideração da Decisão PL-0286/2011, do Confea. Geraldine Junior Pendente 24 PC 2474/2010 Transtech Ivesur Brasil Ltda Pedido de reconsideração da Decisão PL-0314/2011, do Confea. Geraldine Junior Pendente 25 PC 2475/2010 Transtech Ivesur Brasil Ltda Pedido de reconsideração da Decisão PL-0285/2011, do Confea. Geraldine Junior Pendente 26 PC 2435/2009 Alexandre Nogueira Silva –Denuncias contra o Crea-DF Pedido de reconsideração da Decisão nº PL-1919/2010 que
determinou que o Crea-DF, no prazo de 30 (trinta) dias, adote providencias para sanar qualquer inconformidade apontada pela Auditoria do Sistema – AUDI, colocando fim a eventuais casos de desvio de função, e revogue imediatamente a Portaria AD-111/2009.
Petrucio Ferro Pendente
27 PC 1485/2010 Municipio de David Canabarro Pedido de reconsideração da Decisão PL-1809/2010, do Confea.
Ary Romcy Pendente
28 PC 1488/2010 Municipio de David Canabarro Pedido de reconsideração da Decisão PL-1810/2010, do Confea.
Ary Romcy Pendente
29 PC 0411/2010 Antonio de Pádua Bronantti Pedido de reconsideração da Decisão PL-1707/2010, do Confea. Marcos Vinicius Pendente 30 PC 1573/2010 Cousin – Industria de Peças Ltda-ME Pedido de reconsideração da Decisão Plenária nº 0661/2011, do Confea.
Subseção V
Do Pedido de Reconsideração
Art. 119. Da decisão do Plenário do Confea cabe um único pedido de reconsideração interposto pela parte legitimamente interessada, sem efeito suspensivo, desde que apresentados novos fatos e argumentos.
§ 1º O pedido de reconsideração, após análise técnica ou jurídica, é dirigido ao presidente que designará conselheiro relator.
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§ 2º O conselheiro relator deve apresentar o relatório e voto fundamentado na primeira sessão plenária ordinária subseqüente à designação.
Art. 120. Julgado procedente o pedido de reconsideração, o Plenário do Confea poderá confirmar, modificar, anular ou revogar, total ou parcialmente, a decisão.
Parágrafo único. Da revisão da decisão do Plenário do Confea não poderá resultar agravamento da sanção.
ITEM 1
PROCESSO : CF-1175/2008
INTERESSADO : Arquiteto e Urbanista Ary Demóstenes Coutinho da Cunha ASSUNTO : Pedido de reconsideração da Decisão PL-1531/2009 do
Confea, que aprovou a restituição ao Confea, pelo interessado, das despesas pagas por este Federal referentes à sua participação na Missão Internacional para o XXIII Congresso Mundial da União Internacional de Arquitetos, de 29 de junho a 05 de julho de 2008, em Turim, Itália.
RELATOR : Conselheiro Federal Luiz Ary Romcy
Ref. SESSÃO: Plenária Ordinária 1.364 DECISÃO Nº: PL-1531/2009
REFERÊNCIA: PC CF-1175/2008
INTERESSADO: Arquiteto Ary Demóstenes Coutinho da Cunha Montelo
EMENTA: Aprova a restituição ao Confea, pelo Arquiteto Ary Demóstenes Coutinho da Cunha Montelo, do valor referente às despesas pagas pelo Conselho para a participação do referido profissional na Missão Internacional para o XXIII Congresso Mundial da União Internacional de Arquitetos, de 29 de junho a 05 de julho de 2008, em Turim, Itália.
DECISÃO:
O Plenário do Confea, reunido em Brasília no período de 28 a 30 de outubro de 2009, apreciando a Decisão nº CD-092/2009, relativa à matéria em epígrafe, que trata Relatório apresentado pelo Arquiteto Ary Demóstenes Coutinho da Cunha Montelo, relativo a sua participação no XXIII Congresso Mundial da União Internacional de Arquitetos, realizado de 29 de junho a 5 de julho de 2008, em Turim, Itália, e considerando o relatório e voto fundamentado do Conselheiro Federal Pedro Lopes de Queirós, relator da matéria no Conselho Diretor do Confea; considerando que o Processo CF-1175/2008 foi posto em diligência, pela segunda vez, em 10 de agosto de 2009, em reunião do Conselho Diretor, quando o Conselheiro Federal Pedro Lopes de Queirós votou “Por retornar o processo à GRI para que seja esclarecido pelo interessado e pelo Crea-TO o motivo do retardamento da remessa do relatório que foi recebido pelo Crea-TO, no dia 25 de julho de 2008, e protocolado neste Confea, em 3 de fevereiro de 2009, e a identificação do protocolo e de quem o recebeu no Crea-TO”; considerando que em 30 de setembro de 2009 a Presidente do Crea-TO, por meio do Ofício nº 416/2009, expressou que “(...) consubstanciado nas informações e documentos recebidos pelo Setor de Registro, o desconhecimento, no momento, desta regional no que pertine aos documentos supostamente protocolados pelo Conselheiro Ary Demóstenes dia 25/07/2008 e ora suscitados por este Federal pertinentes ao relatório da viagem à cidade de Turim/Itália. Insta esclarecer ainda que com o objetivo claro em atender tempestivamente o Confea, a Assessora Especial da Presidência, Sra. Paula, dia 22/09/2009, entrou em contato, via telefone, com o Conselheiro Ary Demóstenes, tendo este por sua vez prontificado a entregar, dia 23 de setembro de 2009, na sede desta regional o referido documento, contudo, até a presente data ainda não o fez, restando assim, prejudicado as demais diligências”; e considerando a intempestividade da entrega do relatório pelo interessado, sem razões plausíveis para o descumprimento do disposto no art. 6º, § 2º, da Resolução nº 1009/2005, DECIDIU aprovar a restituição ao Confea, pelo Arquiteto Ary Demóstenes Coutinho da Cunha Montelo, das despesas pagas pelo Conselho referentes a sua participação na Missão Internacional para o XXIII Congresso Mundial da União Internacional de Arquitetos, de 29 de junho a 05 de julho de 2008, em Turim, Itália. Presidiu a sessão o Engenheiro Civil MARCOS TÚLIO DE MELO. Votaram favoravelmente
os senhores Conselheiros Federais ETELVINO DE OLIVEIRA FREITAS, FRANCISCO XAVIER RIBEIRO DO VALE, GRACIO PAULO PESSOA SERRA, IRACY VIEIRA SANTOS SILVANO, JOSE CLEMERSON SANTOS BATISTA, JOSÉ ELIESER DE OLIVEIRA JÚNIOR, JOSE LUIZ MOTA MENEZES, JOSÉ ROBERTO MEDEIROS SILVA, LINO GILBERTO DA SILVA, MARTINHO NOBRE TOMAZ DE SOUZA, MODESTO FERREIRA DOS SANTOS FILHO, PEDRO LOPES DE QUEIRÓS e PEDRO SHIGUERU KATAYAMA. Abstiveram-se de votar os senhores Conselheiros Federais ISACARIAS CARLOS REBOUÇAS, JOSÉ ROBERTO GERALDINE JÚNIOR e PETRUCIO CORREIA FERRO. Cientifique-se e cumpra-se.
Brasília, 04 de novembro de 2009. Arq. José Luiz Mota Menezes Vice-Presidente
PARECER Nº 0953/2011-GAC
Trata a presente análise de pedido de reconsideração da Decisão PL-1531/2009, do Confea, datada de 4 de novembro de 2009, requerido pelo Arquiteto e Urbanista Ary Demóstenes Coutinho da Cunha Montelo, protocolizado no Confea em 21 de janeiro de 2010.
Por intermédio da Decisão PL-1531/2009, o Plenário do Confea decidiu aprovar a restituição ao Confea, pelo Arquiteto Ary Demóstenes Coutinho da Cunha Montelo, das despesas pagas pelo Conselho referentes à sua participação na Missão Internacional para o XXIII Congresso Mundial da União Internacional de Arquitetos, de 29 de junho a 05 de julho de 2008, em Turim, Itália.
Considerações:
Considerando que o interessado protocolou no Confea seu relatório de participação no XXIII Congresso Mundial de Arquitetura, em Turim, Itália, intempestivamente, em 03 de fevereiro de 2009 (fl. 320);
Considerando que após a apreciação do relatório, o Conselho Diretor deste Federal, no dia 27 de abril de 2009, solicitou a devolução do processo à Gerência de Relações Institucionais – GRI, para que fosse instruído com a justificativa do interessado quanto ao retardamento do envio do relatório ao Confea (fl. 356);
Considerando que a GRI oficiou o interessado no dia 8 de maio de 2009, por meio de ofício, solicitando justificativa plausível para o atraso no envio do relatório (fls. 358 e 359);
Considerando que o interessado não respondeu à GRI, e esta, por sua vez, insistiu enviando mais três mensagens eletrônicas, nos dias 2, 13 e 30 de julho, tendo obtido resposta somente em 4 de agosto de 2009 (fls. 364 a 368);
Considerando que o interessado alegou que entregou um envelope no Crea-TO, contendo o relatório, as cópias das passagens e outros documentos (fl. 368), e anexou ao processo uma cópia da primeira folha do relatório contendo um carimbo de recebido pelo Crea-TO, com a data de 25 de julho de 2007 (fl. 369);
Considerando que o Conselho Diretor apreciou a justificativa enviada pelo interessado, emitindo Relatório e Voto Fundamentado em 10 de agosto de 2009, solicitando que o processo retornasse novamente em diligência para que fosse esclarecido pelo Arquiteto e Urbanista Ary Demóstenes Coutinho e pelo Crea-TO, o motivo do retardamento da remessa do relatório, e a identificação do protocolo de quem o recebeu no Regional (fl. 372);
Considerando que em 30 de setembro de 2009, a Presidente do Crea-TO enviou o Ofício nº 416/2009 ao Confea, informando o desconhecimento daquele regional quanto aos documentos supostamente protocolados pelo Conselheiro Ary Demóstenes no dia 25 de julho de 2008 (fl. 380);
Considerando que o Plenário do Confea por meio da Decisão PL-1531/2009, de 4 de novembro de 2009, decidiu aprovar a restituição ao Confea, pelo Arquiteto Ary Demóstenes Coutinho da Cunha Montelo, das despesas pagas pelo Conselho referentes à sua participação na Missão Internacional de Arquitetos (fl. 390);
Considerando que, em 21 de janeiro de 2010, o interessado protocolou no Confea, sob o número 0131/2010, o pedido de reconsideração da Decisão PL-1531/2009 (fl. 393);
Considerando que a Presidente do Crea-TO enviou ao Confea o Ofício OF./GAB./PRES. nº 008/2010, também solicitando reconsideração da Decisão PL-1531/2009, tendo em vista que localizaram naquele Regional o protocolo dos documentos do Conselheiro Ary Demóstenes, com recebimento manual no dia 25 de julho de 2008, diretamente no protocolo e não tendo sido lançado no sistema de controle, motivo pelo qual não havia sido localizado anteriormente (fl. 405);
Considerando que a Resolução nº 1.009, de 17 de junho de 2005, dispõe sobre os critérios e os procedimentos para autorização de viagem ao exterior, em cumprimento de missão delegada pelo Crea ou pelo Confea;
Considerando que seu inciso 2º determina que o relatório deve ser apresentado ao Conselho Diretor do Confea ou à diretoria do Crea, para apreciação, no prazo de sessenta dias após o término da missão;
Considerando que a missão em questão terminou em 5 de julho de 2008, e que o interessado protocolou o relatório em 25 de julho de 2008, estando ,portanto, dentro do prazo previsto pela supracitada Resolução;
Considerando, ainda, que observamos que não consta do processo o relatório do Arquiteto João Suplicy, que participou XXIII Congresso Mundial de Arquitetura, em Turim, Itália, na qualidade de representante do Instituto de Arquitetos do Brasil-IAB;
Considerando que em 8 de outubro de 2008, a GRI enviou correspondência eletrônica ao Arquiteto João Suplicy, informando que até aquele momento não haviam recebido o seu relatório (fl. 353);
Considerando que o art. 6º da supracitada Resolução resolve que, obrigatoriamente, a realização de viagem ao exterior enseja a apresentação de relatório detalhado demonstrando a relação entre o planejado e o executado;
Considerando ainda que, o inciso 6° define que aquele que não apresentar o relatório no prazo estipulado estará sujeito a ressarcir as despesas ao Confea ou ao Crea, conforme o caso; e
Considerando os novos fatos observados no processo, Conclusão:
À vista da legislação em vigor, sugerimos ao Plenário do Confea conhecer o presente pedido de reconsideração, visto que foi atendido o critério de admissibilidade que se refere à apresentação de novos fatos e argumentos pela parte interessada, para no mérito, dar-lhe provimento, aprovando o relatório apresentado pelo interessado e revogando a decisão PL-1531/2009, do Confea.
Opinamos, também, que o processo seja encaminhado à Gerência de Assistência aos Colegiados – GAC para as providências no que diz respeito à designação de conselheiro relator.
É o parecer, s.m.j.
Brasília, 25 de agosto de 2010.
Bárbara F. C. Barboza
Profissional de Atividades de Logística - PAL
ITEM 2
PROCESSO : CF-2889/2008
INTERESSADO : Blink Incorporadora de Imoveis Ltda
ASSUNTO : Pedido de reconsideração da Decisão PL-0653/2011, do Confea.
RELATOR : Conselheiro Federal Melvis Barrios Júnior
Ref. SESSÃO: Sessão Plenária Ordinária nº 1.380 DECISÃO Nº: PL-0653/2011
REFERÊNCIA: PC CF-2889/2008
INTERESSADO: Blink Incorporadora de Imóveis Ltda.
EMENTA: Mantém o Auto de Infração e Notificação nº 2007/8-034602-001, por infração ao art. 59 da Lei nº 5.194, de 1966, do Crea-PR.
DECISÃO:
O Plenário do Confea, reunido em Brasília no período de 25 a 27 de maio de 2011, apreciando a Deliberação nº 0292/2011-CEEP, que trata de recurso interposto, ao Confea pela pessoa jurídica, Blink Incorporadora de Imóveis Ltda., CNPJ sob o nº 08.287.456/0001-96, com sede na Rua Buenos Aires, nº 1.039, água Verde, Curitiba-PR, autuada pelo Crea-PR mediante o Auto de Infração e Notificação n° 2007/8-034602-001, lavrado em 22 de janeiro de 2007, por infração ao art. 59 da Lei n° 5.194, de 24 de dezembro de 1966, ao exercer atividades da área da Arquitetura, na direção e condução do serviço de construtores e empreiteiros com o objetivo de construir, edificar, alterar, consertar ou executar serviços na área da construção civil; e realizar serviços de fiscalização, avaliação e execução de mão de obra na construção civil, além da importação e exportação de materiais, máquinas e equipamentos para construção civil, sem possuir registro junto ao Crea-PR, e considerando que a interessada apresentou em 24 de setembro de 2008, recurso tempestivo ao Plenário do Confea, alegando que em virtude de sua segunda alteração contratual, esta não seria mais obrigada a registra-se junto ao Crea-PR; considerando que conforme a Segunda Alteração Contratual, anexada aos autos, a interessa passou a ter como objeto social a “a)compra, venda, arrendamento, corretagem, intermediação, incorporações, empreendimentos imobiliários, administração e o gerenciamento de imóveis; b) importação e exportação de materiais, máquinas e equipamentos; c) investimento de recursos próprios em bens e negócios mercantis e civis e a participação em outras sociedades, como sócios quotistas ou acionistas.”; considerando que em virtude dessa Segunda Alteração Contratual, para o exercício do objeto social da interessada, não será necessário acompanhamento por engenheiro, arquiteto ou engenheiro-agrônomo, ficando a interessada, portanto, dispensada de possuir registro junto ao Crea-PR; considerando, entretanto, que o Auto de Infração e Notificação foi lavrado por exercício do antigo objeto social, ficando esta Segunda Alteração Contratual, caracterizada como regularização por parte da interessada, de maneira que ao invés de efetuar o registro junto ao Crea-PR, esta preferiu alterar seu objeto social, para que não fosse mais necessário possuir o registro; considerando que, segundo consta dos autos, o Crea-PR agiu corretamente quando da lavratura o Auto de Infração em face da constatação de infração à legislação vigente, capitulando-o, no art. 59 da Lei 5.194, de 1966; considerando que a penalidade por infração ao dispositivo descrito acima está capitulada na alínea “a” do art. 71 – multa - combinada com a alínea “c” do art. 73, ambas da Lei nº 5.194, de 1966; considerando que a multa na época da autuação encontrava-se regulamentada pela alínea “c” do art. 4º da Resolução nº 498, de 25 de agosto de 2006, no valor estabelecido de R$ 218,00 (duzentos e dezoito reais) a R$ 442,00 (quatrocentos e quarenta e dois reais); e considerando o Parecer nº 0406/2011-GAC, DECIDIU 1) Manter o Auto de Infração e Notificação nº 2007/8-034602-001, por infração ao
art. 59 da Lei nº 5.194, de 1966, devendo a Blink Incorporadora de Imóveis Ltda., efetuar o pagamento da multa regulamentada na alínea “c” do art. 4º da Resolução nº 498, de 2006, no valor de R$ 218,00 (duzentos e dezoito reais), corrigido na forma da lei. 2) Recomendar ao Crea-PR que fiscalize as atuais atividades exercidas pela interessada, para verificar se estão em conformidade com a Segunda Alteração Contratual. Presidiu a sessão o Vice-Presidente PEDRO LOPES DE QUEIRÓS. Votaram favoravelmente os senhores Conselheiros Federais AFONSO LUIZ COSTA LINS JUNIOR, CLEUDSON CAMPOS DE ANCHIETA, DIRSON ARTUR FREITAG, GRACIO PAULO PESSOA SERRA, IDALINO SERRA HORTÊNCIO, JOSE CICERO ROCHA DA SILVA, JOSE GERALDO DE VASCONCELLOS BARACUHY, JOSE ROBERTO GERALDINE JÚNIOR, KLEBER SOUZA DOS SANTOS, LUIS EDUARDO CASTRO QUITÉRIO, LUIZ ARY ROMCY, MARCOS VINICIUS SANTIAGO SILVA, MARTINHO NOBRE TOMAZ DE SOUZA, PETRUCIO CORREIA FERRO, ROBERTO DA COSTA E SILVA e VERA THEREZINHA DE ALMEIDA DE OLIVEIRA SANTOS. Absteve-se de votar o senhor Conselheiro Federal MELVIS BARRIOS JUNIOR.
Cientifique-se e cumpra-se. Brasília, 03 de junho de 2011. Marcos Túlio de Melo
Presidente
PARECER Nº 1058/2011-GAC
Trata o presente processo de pedido de reconsideração da Decisão nº PL-0653/2011, do Confea, datada de 3 de junho de 2011, requerido pela empresa Blink Incorporadora de Imóveis Ltda., protocolizado no Confea em 15 de agosto de 2011 (fls. 27 processo CF-2889/08).
Por intermédio da Decisão nº PL-0653/2011, o Plenário do Confea decidiu manter o Auto de Infração e Notificação nº 2007/8-034602-001, lavrado por infração ao art. 59 da Lei nº 5.194, de 1966, devendo a Blink Incorporadora de Imóveis Ltda. efetuar o pagamento da multa regulamentada na alínea “c” do art. 4º da Resolução nº 498, de 2006, no valor de R$ 218,00 (duzentos e dezoito reais), corrigido na forma da lei.
1. Análise de Pressupostos de Admissibilidade
No tocante ao pedido de reconsideração, são adotadas as disposições previstas nos arts. 119 e 120 do Regimento do Confea, aprovado pela Resolução nº 1.015, de 30 de junho de 2006, e na Resolução nº 1.008, de 9 de dezembro de 2004, que dispõe sobre os procedimentos para instauração, instrução e julgamento dos processos de infração e aplicação de penalidades, conforme transcrições que se seguem:
a) Regimento do Confea:
Art. 119. Da decisão do Plenário do Confea cabe um único pedido de reconsideração interposto pela parte legitimamente interessada, sem efeito suspensivo, desde que apresentados novos fatos e argumentos.
§ 1º O pedido de reconsideração, após análise técnica ou jurídica, é dirigido ao presidente que designará conselheiro relator.
§ 2º O conselheiro relator deve apresentar o relatório e voto fundamentado na primeira sessão plenária ordinária subseqüente à designação.
Art. 120. Julgado procedente o pedido de reconsideração, o Plenário do Confea poderá confirmar, modificar, anular ou revogar, total ou parcialmente, a decisão.
Parágrafo único. Da revisão da decisão do Plenário do Confea não poderá resultar agravamento da sanção.
a) Resolução nº 1.008, de 2004:
Art. 33. Da decisão proferida pelo Plenário do Confea, cabe um único pedido de reconsideração, que não terá efeito suspensivo, efetuado pelo autuado no prazo máximo de sessenta dias contados da data do recebimento da notificação.
1.1. Critério de solicitação por parte interessada
Como pressuposto, somente aqueles que figuram em um dos pólos da relação processual pode pleitear pedido de reconsideração.
Critério atendido, tendo em vista que a empresa Blink Incorporadora de Imóveis Ltda. é parte diretamente interessada no presente processo.
1.2. Critério de novos fatos e argumentos
O pedido de reconsideração deve ser aceito apenas quando a parte interessada apresentar novos fatos e argumentos. E somente após cumpridos tais critérios de admissibilidade é que o mérito do pedido pode ser analisado.
A interessada em seu pedido de reconsideração (fls. 90 a 98) apresentou a Segunda Alteração Contratual feita em 11 de julho de 2007, onde alterou-se o objeto social da empresa, excluindo totalmente a exigibilidade de efetuar registro perante este conselho.
Critério não atendido tendo em vista que a interessada não apresentou em seu pedido de reconsideração nenhum novo fato ou argumento.
2. Considerações
Considerando que no tocante ao pedido de reconsideração, são adotadas as disposições previstas nos arts. 119 e 120 do Regimento do Confea, aprovado pela Resolução nº 1.015, de 30 de junho de 2006, e na Resolução nº 1.008, de 9 de dezembro de 2004, que dispõe sobre os procedimentos para instauração, instrução e julgamento dos processos de infração e aplicação de penalidades;
Considerando que o caput do art. 119 do Regimento do Confea dispõe que da decisão do Plenário do Confea cabe um único pedido de reconsideração interposto pela parte legitimamente interessada, sem efeito suspensivo, desde que apresentados novos fatos e argumentos;
Considerando que a Decisão Plenária nº PL-0653/2011, de 3 de junho de 2011, decidiu manter o Auto de Infração e Notificação nº 2007/8-034602-001;
Considerando que a interessada alegou em seu pedido de reconsideração ao Confea que a Segunda Alteração Contratual feita em 11 de julho de 2007, onde
alterou-se o objeto social da empresa, excluiu totalmente a exigibilidade de efetuar registro perante este conselho;
Considerando que a interessada usou o mesmo argumento em seu recurso ao Confea (fls. 74 a 79); e
Considerando, portanto, que o argumento apresentado no pedido de reconsideração não justifica a mudança da Decisão nº PL-0653/2011, de 3 de junho de 2011, uma vez que não foi atendido o critério de admissibilidade de novos fatos e argumentos.
3. Conclusão
À vista da legislação em vigor, sugerimos que seja dado conhecimento ao Plenário do Confea do presente pedido de reconsideração para, nas condições em que apresentado, negar-lhe provimento, visto que os argumentos apresentados pela parte interessada não justificam a modificação da Decisão Plenária nº PL-0653/2011, de 3 de junho de 2011.
Opinamos, também, que o processo seja encaminhado à Gerência de Assistência aos Colegiados – GAC para as providências no que diz respeito à designação de conselheiro relator.
É o parecer, s.m.j., que submetemos à superior apreciação. Brasília, 9 de setembro de 2011.
ANGELO JOSÉ FABIO
Engenheiro Agrimensor – Crea-SP - RNP nº 2604447541 – Matrícula 0677 Profissional de Atividades de Logística
ITEM 3
PROCESSO : CF-3319/2008
INTERESSADO : FOSPAR S/A – Fertilizantes Fosfatos do Paraná
ASSUNTO : Pedido de reconsideração da Decisão PL-0135/2010, do Confea.
RELATOR : Conselheiro Federal Pedro Lopes de Queirós
Ref. SESSÃO: Sessão Plenária Ordinária 1.368 DECISÃO Nº: PL-0135/2010
REFERÊNCIA: PC CF-3319/2008
INTERESSADO: FOSFAR S/A – Fertilizantes Fosfatados do Paraná
EMENTA: Mantém o Auto de Infração e Notificação n° 2003/8-098221-001, por infração à alínea “e” do art. 6° da Lei n° 5.194, de 1966, do Crea-PR.
DECISÃO:
O Plenário do Confea, reunido em Brasília no período de 24 a 26 de março de 2010, apreciando a Deliberação nº 0058/2010-CEEP, relativa à matéria em epígrafe que trata de recurso interposto ao Confea pela empresa FOSFAR S/A – Fertilizantes Fosfatados do Paraná, autuada pelo Crea-PR mediante o Auto de Infração e Notificação n° 2003/8-098221-001, lavrado em 22 de março de 2006, por infração à alínea “e” do art. 6° da Lei n° 5.194, de 1966, ao exercer atividades da Engenharia Elétrica, em serviço de manutenção elétrica da própria empresa, situada à Rua Presidente Getúlio Vargas, s/n, em Paranaguá-PR, sem possuir responsável técnico legalmente habilitado no Crea, e considerando que após exame dos autos, verificou-se que o processo foi analisado em 9 de outubro de 2006, pela Câmara Especializada de Engenharia Elétrica, que concluiu pela manutenção da autuação, e posteriormente, em 8 de julho de 2008, o processo foi analisado pelo Plenário do Crea, que decidiu manter a autuação, em sua 869ª Sessão Ordinária; considerando a Decisão PL nº 1681/2009, de 30 de outubro de 2009, do Confea, que decidiu revogar a PL nº 0726, de 2008, do Confea, que “dispõe sobre a condução de processos de infração oriundos dos Regionais”; considerando que o art. 78 da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, estabelece que “Das penalidades impostas pelas Câmaras Especializadas, poderá o interessado, dentro do prazo de 60 (sessenta) dias, contados da data da notificação, interpor recurso que terá efeito suspensivo, para o Conselho Regional e, no mesmo prazo, deste para o Conselho Federal”; considerando que o art. 55 da Resolução nº 1.008, de 9 de dezembro de 2004, que dispõe sobre os procedimentos para instauração, instrução e julgamento dos processos de infração e aplicação de penalidades, determina que “Os prazos começam a correr a partir da data do comprovante de entrega do auto de infração ou da notificação ou, encontrando-se o autuado em lugar incerto, da data da publicação da notificação, excluindo o dia do começo e incluindo o do vencimento”; considerando que o interessado foi comunicado da decisão do Plenário do Crea-RJ mediante correspondência com carimbo de recebimento e assinatura datados de 20 de agosto de 2008; considerando que o recurso ao Confea do interessado foi protocolizado no Regional em 28 de outubro de 2008, ou seja, foi interposto em prazo superior ao de 60 dias do recebimento da supracitada correspondência; considerando, portanto, que o presente recurso é intempestivo; considerando ainda que em face da intempestividade do presente recurso, este não será admitido ou conhecido, restando prejudicada qualquer análise do mérito do processo em tela; considerando, por fim, que a penalidade por infração ao dispositivo descrito acima está capitulada nos arts. 71, alínea “c” – multa, e 73, alínea “e”, da Lei nº 5.194, de 1966; considerando que a multa na época da autuação encontrava-se regulamentada pela Resolução nº 491 de 24 de agosto de 2005, art. 8º, alínea “e” - R$ 633,00 a R$ 3.181,00; considerando o Parecer nº 1203/2009-GAC/ATE, DECIDIU: 1) Não conhecer o recurso interposto
pelo interessado em face de sua intempestividade. 2) Manter o Auto de Infração e Notificação n° 2003/8-098221-001, por infração à alínea “e” do art. 6° da Lei n° 5.194, de 1966, ao exercer atividades da Engenharia Elétrica, em serviço de manutenção elétrica da própria empresa, sem possuir responsável técnico legalmente habilitado no Crea tendo em vista o trânsito em julgado, devendo a empresa FOSFAR S/A – Fertilizantes Fosfatados do Paraná efetuar o pagamento da multa regulamentada pela Resolução nº 491, de 2005, art. 8º, alínea “e”, no valor de R$ 3.181,00 (três mil e cento e oitenta e um reais), conforme previsto pelo Plenário do Crea-PR, corrigido na forma da lei. Presidiu a sessão o Engenheiro Civil MARCOS TÚLIO DE MELO. Votaram favoravelmente os senhores Conselheiros Federais AFONSO LUIZ COSTA LINS JUNIOR, ANA KARINE BATISTA DE SOUSA, ANDERSON FIORETI DE MENEZES, ETELVINO DE OLIVEIRA FREITAS, FRANCISCO XAVIER RIBEIRO DO VALE, IDALINO SERRA HORTÊNCIO, JOSE CICERO ROCHA DA SILVA, JOSE CLEMERSON SANTOS BATISTA, JOSE LUIZ MOTA MENEZES, JOSÉ ROBERTO GERALDINE JÚNIOR, KLEBER SOUZA DOS SANTOS, MARIA LUIZA POCI PINTO, ORLANDO CAVALCANTI GOMES FILHO, PEDRO SHIGUERU KATAYAMA, PETRUCIO CORREIA FERRO e ROBERTO DA COSTA E SILVA. Abstiveram-se de votar os senhores Conselheiros Federais GRACIO PAULO PESSOA SERRA, LINO GILBERTO DA SILVA e MODESTO FERREIRA DOS SANTOS FILHO. Cientifique-se e cumpra-se.
Brasília, 05 de abril de 2010. Eng. Civ. Marcos Túlio de Melo Presidente
PARECER Nº 1059 /2011-GAC
Trata o presente processo de pedido de reconsideração da Decisão nº PL-0135/2010, do Confea, datada de 5 de abril de 2010, requerido pela empresa FOSPAR – Fertilizantes Fosfatos do Paraná, protocolizado no Confea em 13 de setembro de 2011 (fl. 14 processo CF-3319/08).
Por intermédio da Decisão nº PL-0135/2010, o Plenário do Confea decidiu manter o Auto de Infração e Notificação nº 2003/8-098221-001, lavrado por infração à alínea “e” do art. 6º da Lei nº 5.194, de 1966, ao exercer atividades da Engenharia Elétrica, em serviço de manutenção da própria empresa, sem possuir responsável técnico legalmente habilitado no Crea, tendo em vista o trânsito em julgado, devendo a empresa FOSPAR – Fertilizantes Fosfatos do Paraná efetuar o pagamento da multa regulamentada na alínea “e” do art. 8º da Resolução nº 491, de 2005, no valor de R$ 3.181,00 (três mil, cento e oitenta e um reais), corrigido na forma da lei.
1. Análise de Pressupostos de Admissibilidade
No tocante ao pedido de reconsideração, são adotadas as disposições previstas nos arts. 119 e 120 do Regimento do Confea, aprovado pela Resolução nº 1.015, de 30 de junho de 2006, e na Resolução nº 1.008, de 9 de dezembro de 2004, que dispõe sobre os procedimentos para instauração, instrução e julgamento dos processos de infração e aplicação de penalidades, conforme transcrições que se seguem:
Art. 119. Da decisão do Plenário do Confea cabe um único pedido de reconsideração interposto pela parte legitimamente interessada, sem efeito suspensivo, desde que apresentados novos fatos e argumentos.
§ 1º O pedido de reconsideração, após análise técnica ou jurídica, é dirigido ao presidente que designará conselheiro relator.
§ 2º O conselheiro relator deve apresentar o relatório e voto fundamentado na primeira sessão plenária ordinária subseqüente à designação.
Art. 120. Julgado procedente o pedido de reconsideração, o Plenário do Confea poderá confirmar, modificar, anular ou revogar, total ou parcialmente, a decisão.
Parágrafo único. Da revisão da decisão do Plenário do Confea não poderá resultar agravamento da sanção.
a) Resolução nº 1.008, de 2004:
Art. 33. Da decisão proferida pelo Plenário do Confea, cabe um único pedido de reconsideração, que não terá efeito suspensivo, efetuado pelo autuado no prazo máximo de sessenta dias contados da data do recebimento da notificação.
1.1. Critério de solicitação por parte interessada
Como pressuposto, somente aqueles que figuram em um dos pólos da relação processual pode pleitear pedido de reconsideração.
Critério atendido, tendo em vista que a empresa FOSPAR – Fertilizantes Fosfatos do Paraná é parte diretamente interessada no presente processo.
1.2. Critério de novos fatos e argumentos
O pedido de reconsideração deve ser aceito apenas quando a parte interessada apresentar novos fatos e argumentos. E somente após cumpridos tais critérios de admissibilidade é que o mérito do pedido pode ser analisado.
A interessada em seu pedido de reconsideração (fls. 97 a 105) alegou que tal como esclarecido em sede de defesa e recurso a FOSPAR não explora atividade regulamentada e fiscalizada pelo Crea, portanto não pode ser fiscalizada por esse órgão e tampouco autuada, acrescentando a jurisprudência de Tribunais Superiores em ações contra o Crea.
Critério atendido tendo em vista que a interessada apresentou em seu pedido de reconsideração novos argumentos.
2. Considerações
Considerando a Decisão Plenária nº PL-0135/2010, de 5 de abril de 2010, que decidiu manter o Auto de Infração e Notificação nº 2003/8-098221-001;
Considerando que a interessada apresentou novos argumentos em seu pedido de reconsideração, acrescentando a jurisprudência de Tribunais Superiores em ações contra o Crea;
Considerando que a interessada alegou em seu pedido de reconsideração ao Confea que não explora atividade regulamentada e fiscalizada pelo Crea, portanto não pode ser fiscalizada por esse órgão e tampouco autuada;
Considerando que o art. 60 da Lei Federal nº 5.194, de 1966 determina que toda e qualquer firma ou organização, que embora não enquadrada no art. 59 desta mesma Lei, tenha alguma seção ligada ao exercício profissional da Engenharia, Arquitetura e Agronomia, é obrigada a requerer seu registro e a anotação técnica de seus profissionais delas encarregados;
Considerando que a interessada não anexou aos autos comprovante algum de que possua em seu quadro de funcionários, responsável técnico legalmente habilitado e registrado junto ao Crea-PR na modalidade de Engenharia Elétrica; e
Considerando, que o argumento apresentado no pedido de reconsideração não justifica a mudança da Decisão nº PL-0135/2011, de 5 de abril de 2010,
3. Conclusão
À vista da legislação em vigor, sugerimos que seja dado conhecimento ao Plenário do Confea do presente pedido de reconsideração para, nas condições em que apresentado, negar-lhe provimento, visto que os argumentos apresentados pela parte interessada não justificam a modificação da Decisão Plenária nº PL-0135/2010, de 5 de abril de 2010.
Opinamos, também, que o processo seja encaminhado à Gerência de Assistência aos Colegiados – GAC para as providências no que diz respeito à designação de conselheiro relator.
É o parecer, s.m.j., que submetemos à superior apreciação. Brasília, 14 de setembro de 2011.
ANGELO JOSÉ FABIO
Engenheiro Agrimensor – Crea-SP - RNP nº 2604447541 – Matrícula 0677 Profissional de Atividades de Logística
ITEM 4
PROCESSO : CF-1056/2010 INTERESSADO : Crea-AM
ASSUNTO : Pedido de reconsideração da Decisão PL-0482/2011, do Confea.
RELATOR : Conselheiro Federal Marcos Vinicius Santiago Silva
Ref. SESSÃO: Sessão Plenária Ordinária 1.379 Decisão Nº: PL-0482/2011
Referência: PC CF-1056/2010 Interessado: Crea-AM
EMENTA: Aprova parcialmente a prestação de contas do Crea-AM, no valor de R$ 10.640,00 (dez mil, seiscentos e quarenta reais), relativa ao auxílio financeiro concedido ao Regional para participação de sua delegação na 67ª SOEAA. O Plenário do Confea, reunido em Brasília no período de 27 a 29 de abril de 2011, apreciando a Deliberação nº 085/2011 – CCSS, que trata da prestação de contas do Crea-AM relativa a auxílio financeiro concedido para participação de sua delegação na 67ª SOEAA de 22 a 25 de agosto de 2010 em Cuiabá-MT, e considerando que no dia 4 de maio de 2010, por meio da Decisão PL-0404, o Confea aprovou o repasse da quantia de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) aos Creas cuja participação na receita do Federal fosse igual ou inferior a 1,5% (um ponto percentual e meio); considerando que o convênio foi firmado aos 12 de maio de 2010 com vigência até 31 de dezembro de 2010, sendo publicado no Diário Oficial da União - DOU em 27 de maio de 2010; considerando que aos 9 de junho de 2010 foi repassada na íntegra a quantia supracitada ao interessado; considerando o termo aditivo do convênio assinado em 9 de junho de 2010 e publicado no Diário Oficial da União - DOU em 23 de junho de 2010, no qual foram alterados os itens 4.1.1 e 4.1.8 do convênio original, tratando da composição da delegação; considerando que o interessado, por intermédio do Ofício nº 155/10-GP/CREA AM, protocolado no Confea sob o nº CF-1056/10 aos 25 de outubro de 2010, encaminhou a prestação de contas referente ao auxílio financeiro concedido; considerando que as despesas com a realização do evento somaram o total de R$ 25.540,00 (vinte e cinco mil, quinhentos e quarenta reais), excedendo assim o valor liberado em R$ 540,00 (quinhentos e quarenta reais), cobertos com recursos do próprio Regional; considerando que do total gasto, o valor de R$ 14.900,00 (quatorze mil e novecentos reais) refere-se a pagamentos de diárias para presidentes de entidades de classe e empregados do Regional que correspondem a despesas não autorizadas pelo convênio; considerando que do total repassado, foram comprovadas despesas em consonância com o convênio no valor de R$ 10.640,00 (dez mil, seiscentos e quarenta reais), restando a importância de R$ 14.360,00 (quatorze mil, trezentos e sessenta reais) em despesas não autorizadas; considerando o Parecer nº 342/2010-AUDI, da Auditoria do Sistema, favorável à aprovação parcial da prestação de contas apresentada, DECIDIU: 1) Aprovar parcialmente a prestação de contas do Crea-AM, no valor de R$ 10.640,00 (dez mil, seiscentos e quarenta reais), relativa ao auxílio financeiro concedido ao Regional para participação de sua delegação na 67ª SOEAA. 2) Determinar que o Crea-AM restitua ao Confea o valor de R$ 14.360,00 (quatorze mil, trezentos e sessenta reais), nos exatos termos do convênio. Presidiu a sessão o Vice-Presidente PEDRO LOPES DE QUEIRÓS. Votaram favoravelmente os senhores Conselheiros Federais ANDERSON FIORETI DE MENEZES, DIRSON ARTUR FREITAG, FRANCISCO XAVIER RIBEIRO DO VALE, GRACIO PAULO PESSOA SERRA, JOSE CICERO ROCHA DA SILVA, JOSE LUIZ MOTA MENEZES, JOSE ROBERTO GERALDINE JÚNIOR, LUIZ ARY ROMCY, MARCOS VINICIUS SANTIAGO SILVA, MARIA LUIZA POCI PINTO, MARTINHO NOBRE TOMAZ DE SOUZA, MAURICIO DUTRA GARCIA, MELVIS BARRIOS JUNIOR, ROBERTO DA
COSTA E SILVA e VERA THEREZINHA DE ALMEIDA DE OLIVEIRA SANTOS. Absteve-se de votar o Absteve-senhor ConAbsteve-selheiro Federal IDALINO SERRA HORTÊNCIO.
Cientifique-se e cumpra-se. Brasília, 05 de maio de 2011. Pedro Lopes de Queirós
Vice-Presidente no exercício da presidência
PARECER Nº 1134/2011-GAC
Trata o presente processo de pedido de reconsideração da Decisão nº PL-0482/2011, do Confea, datada de 5 de maio de 2011, requerido pelo Crea-AM, protocolizado no Confea em 1º de julho de 2011 (fl. 169).
Por intermédio da Decisão nº PL-0842/2011, o Plenário do Confea decidiu: 1) aprovar parcialmente a prestação de contas do Crea-AM, no valor de R$ 10.640,00 (dez mil, seiscentos e quarenta reais), relativa ao auxílio financeiro concedido ao Regional para participação de sua delegação na 67ª SOEAA. 2) Determinar que o Crea-AM restitua ao Confea o valor de R$ 14.360,00 (quatorze mil, trezentos e sessenta reais), nos exatos termos do convênio.
1. Análise de Pressupostos de Admissibilidade
No tocante ao pedido de reconsideração, são adotadas as disposições previstas nos arts. 119 e 120 do Regimento do Confea, aprovado pela Resolução nº 1.015, de 30 de junho de 2006, e na Resolução nº 1.008, de 9 de dezembro de 2004, que dispõe sobre os procedimentos para instauração, instrução e julgamento dos processos de infração e aplicação de penalidades, conforme transcrições que se seguem:
a) Regimento do Confea:
Art. 119. Da decisão do Plenário do Confea cabe um único pedido de reconsideração interposto pela parte legitimamente interessada, sem efeito suspensivo, desde que apresentados novos fatos e argumentos.
§ 1º O pedido de reconsideração, após análise técnica ou jurídica, é dirigido ao presidente que designará conselheiro relator.
§ 2º O conselheiro relator deve apresentar o relatório e voto fundamentado na primeira sessão plenária ordinária subseqüente à designação.
Art. 120. Julgado procedente o pedido de reconsideração, o Plenário do Confea poderá confirmar, modificar, anular ou revogar, total ou parcialmente, a decisão.
Parágrafo único. Da revisão da decisão do Plenário do Confea não poderá resultar agravamento da sanção.
Art. 33. Da decisão proferida pelo Plenário do Confea, cabe um único pedido de reconsideração, que não terá efeito suspensivo, efetuado pelo autuado no prazo máximo de sessenta dias contados da data do recebimento da notificação.
1.1. Critério de solicitação por parte interessada
Como pressuposto, somente aqueles que figuram em um dos pólos da relação processual pode pleitear pedido de reconsideração.
Critério atendido, tendo em vista que o Crea-AM é diretamente interessado no presente processo.
1.2. Critério de novos fatos e argumentos
O pedido de reconsideração deve ser aceito apenas quando a parte interessada apresentar novos fatos e argumentos. E somente após cumpridos tais critérios de admissibilidade é que o mérito do pedido pode ser analisado.
O interessado em seu pedido de reconsideração declara que se equivocou na prestação de contas ao apresentar despesas realizadas alheias ao convênio e envia planilha contendo a retificação dos gastos realizados especificamente com diárias e passagens aéreas apenas para Conselheiros Regionais (fls. 169 a 266).
Critério atendido tendo em vista que o interessado apresentou em seu pedido de reconsideração novo fato ou argumento.
2. Considerações
Considerando que no tocante ao pedido de reconsideração, são adotadas as disposições previstas nos arts. 119 e 120 do Regimento do Confea, aprovado pela Resolução nº 1.015, de 30 de junho de 2006, e na Resolução nº 1.008, de 9 de dezembro de 2004, que dispõe sobre os procedimentos para instauração, instrução e julgamento dos processos de infração e aplicação de penalidades;
Considerando que o caput do art. 119 do Regimento do Confea dispõe que da decisão do Plenário do Confea cabe um único pedido de reconsideração interposto pela parte legitimamente interessada, sem efeito suspensivo, desde que apresentados novos fatos e argumentos;
Considerando que a Decisão Plenária nº PL-0482/2011, do Confea, datada de 5 de maio de 2011, decidiu: 1) aprovar parcialmente a prestação de contas do Crea-AM, no valor de R$ 10.640,00 (dez mil, seiscentos e quarenta reais), relativa ao auxílio financeiro concedido ao Regional para participação de sua delegação na 67ª SOEAA. 2) Determinar que o Crea-AM restitua ao Confea o valor de R$ 14.360,00 (quatorze mil, trezentos e sessenta reais), nos exatos termos do convênio;
Considerando que o interessado alegou em seu pedido de reconsideração ao Confea que se equivocou na prestação de contas ao apresentar despesas realizadas alheias ao convênio;
Considerando que o interessado enviou planilha contendo a retificação dos gastos realizados especificamente com diárias e passagens aéreas apenas para Conselheiros Regionais (fls.177 e 178);
Considerando que o Regional apresentou a Fatura nº 46279, em nome da empresa Tucunaré Turismo (Uatumã Empreendimentos Turísticos LTDA.), no valor
de R$ 14.840,49 (quatorze mil, oitocentos e quarenta reais e quarenta e nove centavos), paga no dia 30 de agosto de 2010 (fl.257);
Considerando o Parecer nº 157/2011 – AUDI que sugere acatar o pedido de reconsideração, frente aos novos documentos acostados ao processo que comprovam que o item 1 - DA VINCULAÇÃO DE DESPESAS – (fl. 57) do termo Aditivo ao Convênio foi atendido; e
Considerando que, embora o Crea-AM tenha recorrido, depositou na conta do Confea a importância de R$ 14.360,00 (quatorze mil trezentos e sessenta reais) (fl.269), em cumprimento ao que foi determinado na Decisão PL 0482/2011, e que no entendimento da AUDI, deva ser devolvido aos cofres do Regional (fl. 270), 3. Conclusão
À vista da legislação em vigor, sugerimos ao Plenário do Confea:
1) conhecer o presente pedido de reconsideração, visto que foi atendido o critério de admissibilidade que se refere à apresentação de novos fatos e argumentos pela parte interessada,
2) que seja devolvido aos cofres do Regional a importância de R$ 14.360,00 (quatorze mil, trezentos e sessenta reais), conforme entendimento da AUDI no Parecer nº 157/2011 – AUDI,
3) opinamos, também, que o processo seja encaminhado à Gerência de Assistência aos Colegiados – GAC para as providências no que diz respeito à designação de conselheiro relator.
É o parecer, s.m.j., que submetemos à superior apreciação. Brasília, 3 de outubro de 2011.
ANGELO JOSÉ FABIO
Engenheiro Agrimensor – Crea-SP - RNP nº 2604447541 – Matrícula 0677 Profissional de Atividades de Logística
ITEM 5
PROCESSO : CF-2309/2006
INTERESSADO : Nelson Batista Tempra / Ana Brígida F. Cardoso
ASSUNTO : Pedido de reconsideração da Decisão PL-0565/2011, do Confea, que arquiva o Processo CF-2309/2006
RELATOR : Conselheiro Federal Luís Eduardo Castro Quitério
Ref. SESSÃO: Sessão Plenária Ordinária 1.379 Decisão Nº: PL-0565/2011
Referência: PC CF-2309/2006
Interessado: Nelson Batista Tembra /Ana Brígida F. Cardoso
EMENTA: Arquiva o Processo CF-2309/2006.
D E C I S Ã : O Plenário do Confea, reunido em Brasília no período de 27 a 29 de abril de 2011, apreciando a Deliberação nº 0170/2011-CEEP, que trata de denúncia feita pelo Engenheiro Agrônomo Nelson Batista Tembra quanto ao indevido registro de ART pela Geóloga Ana Brígida Figueiredo Cardoso, referente às alterações e modificações do conteúdo original do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD, estudo original este integrante do Plano de Controle Ambiental – PCA para Lavra, Beneficiamento e Mineroduto do Projeto de Paragominas, da empresa Mineração Vera Cruz (atual Companhia Vale do Rio Doce), elaborado pela empresa CASAVERDE HORTI Ltda., pela qual o engenheiro agrônomo acima citado é o responsável técnico, e considerando que, no mesmo processo, o Crea-PA, apesar de a denúncia ter sido motivada para o cancelamento de uma ART, trata a matéria como infração à alínea “b” do art. 6º da Lei 5.194/66 e infração ao Código de Ética; considerando que, quanto à ART, o Crea-PA procedeu à sua anulação como consta no SIC, devendo tal processo ter sido arquivado no âmbito do Regional; considerando que, mesmo após decisão e concretização da anulação da ART da Geóloga Ana Brígida, foram apensados ao processo uma série de outros documentos que, por sua vez, foram analisados ora pela assessoria jurídica do Regional, ora pela Câmara Especializada, ora pelo Plenário sem, contudo, restar claro a tipificação do processo, tendo em vista o não seguimento de um rito processual; considerando que numa das decisões da Câmara Especializada de Agronomia, esta sugere a abertura de processos contra a Geóloga Ana Brígida por infração à alínea “b” do art. 6º, da Lei 5.194/66 e por infração ao Código de Ética; considerando que tais processos exigem procedimentos diferenciados em sua instauração e condução, e que o processo por infração ao art. 6º, da Lei 5.194/66 exige procedimentos definidos na Resolução 1.008/04 e o por infração ao Código de Ética, procedimentos definidos na Resolução 1.004/03; considerando que, ao serem constatados documentos relativos à nulidade de ART, à infração à alínea “b” do art. 6º da Lei 5.194/66 e à suspeita de infração ao Código de Ética, a CEEP propôs ao Plenário do Confea e este decidiu numa primeira oportunidade, em 27 de abril de 2007, conforme Decisão PL-0206/2007, pelo retorno do processo ao Regional para a abertura de processos distintos à luz das Resoluções nos 1.008/04, e 1.004/03, de forma a permitir sua análise pelo Regional e, posteriormente, em última instância, pelo Confea, conforme legislação pertinente; considerando que o Crea-PA não cumpriu o estabelecido na Decisão PL-0206/2007, apenas, ao ser cientificado da decisão, informando ao Confea que havia decidido arquivar provisoriamente o processo, em função de uma decisão em trâmite na Justiça; considerando que, novamente analisado no Confea, o Plenário decidiu, por meio da Decisão PL-0131/2010, pelo retorno do processo em diligência para cumprimento do estabelecido na Decisão PL-0206/2007 quanto à abertura de processos distintos à luz das Resoluções nos 1.008/04 e 1.004/03, estabelecendo um prazo de 120 dias para o seu cumprimento, esclarecendo ainda que o não cumprimento geraria inadimplência do Regional; considerando que, após essa nova diligência, em 5 de
maio de 2010, o Crea-PA informou ao Confea que tinha aberto outro processo e que a Câmara Especializada de Geologia e Minas havia decidido pelo seu arquivamento, conforme sugestão da Comissão de Ética; considerando que o processo em questão não se configura em processo de infração, no qual a interessada, no caso a Geóloga Ana Brígida, é notificada e, sem ter regularizado a situação, é autuada mediante auto de infração com indicação da capitulação e penalidades previstas, nem mesmo como processo de infração ao Código de Ética, cuja denúncia efetuada pelo Engenheiro Agrônomo Nelson Batista (denunciante) contra a Geóloga Ana Brígida (denunciada) é acatada pela Comissão de Ética e é dado prosseguimento aos procedimentos estabelecidos na Resolução 1.004/03; considerando, portanto, a impossibilidade de análise dos autos do processo, em função dos vícios processuais verificados; considerando que o não cumprimento de formalidades previstas em lei, na instauração e condução dos processos administrativos, leva à nulidade dos atos processuais; considerando o estabelecido na Lei 5.194/66 que rege o Sistema Confea/Crea, na Lei 9.873/99, que dispõe sobre prazo prescricional, e na Lei 9.784/99, que disciplina a condução de processos administrativos; considerando que o inciso XXXVIII do art. 9º da Resolução 1.015/06 estabelece como competência do Plenário do Confea “determinar a instauração de sindicância ou processo administrativo, conforme o caso, quando houver indício de irregularidade de natureza administrativa ou financeira no Confea, nos Creas ou na Mútua”; considerando o Parecer nº 0068/2011-GAC, DECIDIU: 1) Arquivar o Processo CF-2309/2006. 2) Determinar a abertura de processo de sindicância para apurar os fatos que levaram o Crea-PA ao não cumprimento das formalidades previstas em lei, bemo como nas Decisões PL-0206/2007 e PL-0131/2010, no que se refere à instauração e condução dos processos administrativos. Presidiu a sessão o Presidente MARCOS TULIO DE MELO. Votaram favoravelmente os senhores Conselheiros Federais CLEUDSON CAMPOS DE ANCHIETA, FRANCISCO XAVIER RIBEIRO DO VALE, GRACIO PAULO PESSOA SERRA, JOSE CICERO ROCHA DA SILVA, JOSE LUIZ MOTA MENEZES, JOSE ROBERTO GERALDINE JÚNIOR, LUIS EDUARDO CASTRO QUITÉRIO, LUIZ ARY ROMCY, MARCOS VINICIUS SANTIAGO SILVA, MARIA LUIZA POCI PINTO, MAURICIO DUTRA GARCIA, MELVIS BARRIOS JUNIOR, PETRUCIO CORREIA FERRO, ROBERTO DA COSTA E SILVA e VERA THEREZINHA DE ALMEIDA DE OLIVEIRA SANTOS. Absteve-se de votar o senhor Conselheiro Federal MARTINHO NOBRE TOMAZ DE SOUZA.
Cientifique-se e cumpra-se. Brasília, 10 de maio de 2011. Marcos Túlio de Melo Presidente
PARECER Nº 1133/2011-GAC
Trata o presente processo de pedido de reconsideração da Decisão PL-0565/2011, do Confea, requerido pelo Engenheiro Agrônomo Nelson Batista Tempra, protocolizado no Confea, em 29 de setembro de 2011, sob nº 4227/2011 (fl. s/n).
Por intermédio da Decisão PL-0565/2011, o Plenário do Confea decidiu arquivar o processo CF-2309/2006 e determinar a abertura de processo de sindicância para apurar os fatos que levaram o Crea-PA ao não cumprimento das formalidades previstas em lei, bem como nas Decisões 0206/2007 e
PL-0131/2010, no que se refere à instauração e condução dos processos administrativos (fl. s/n).
1. Análise de Pressupostos de Admissibilidade
No tocante ao pedido de reconsideração, são adotadas as disposições previstas nos arts. 119 e 120 do Regimento do Confea, aprovado pela Resolução nº 1.015, de 30 de junho de 2006, conforme transcrições que se seguem:
“Art. 119. Da decisão do Plenário do Confea cabe um único pedido de reconsideração interposto pela parte legitimamente interessada, sem efeito suspensivo, desde que apresentados novos fatos e argumentos.
§ 1º O pedido de reconsideração, após análise técnica ou jurídica, é dirigido ao presidente que designará conselheiro relator.
§ 2º O conselheiro relator deve apresentar o relatório e voto fundamentado na primeira sessão plenária ordinária subseqüente à designação.
Art. 120. Julgado procedente o pedido de reconsideração, o Plenário do Confea poderá confirmar, modificar, anular ou revogar, total ou parcialmente, a decisão.
Parágrafo único. Da revisão da decisão do Plenário do Confea não poderá resultar agravamento da sanção.”.
1.1. Critério de solicitação por parte interessada
Como pressuposto, somente aqueles que figuram em um dos pólos da relação processual pode pleitear pedido de reconsideração.
Critério atendido, tendo em vista que o Engenheiro Agrônomo Nelson Batista Tempra é parte diretamente interessada no presente processo.
1.2. Critério de novos fatos e argumentos
O pedido de reconsideração deve ser aceito apenas quando a parte interessada apresentar novos fatos e argumentos. E somente após cumpridos tais critérios de admissibilidade é que o mérito do pedido pode ser analisado.
O Engenheiro Agrônomo Nelson Batista apresentou, em seu pedido de reconsideração, o argumento de que a decisão quanto ao arquivamento do processo é inconsistente e o mesmo não se encerra em si, razão pela qual requer o desentranhamento do referido processo, pelo Confea, para serem considerados na íntegra os documentos encaminhamentos pelo Crea/PA através do ofício nº 024-AJ-2010, de 22 de abril de 2010 e dada sequência conclusiva ao processo de cancelamento definitivo da ART nº 234.554. Ao final, solicita em seu pedido que o Confea oficie a SEMA/PA, para que informe em caráter de urgência o número e a quem pertence a ART que continua amparando a licença de instalação do Projeto Bauxita Paragominas no Platô Miltônia 3, devendo ser considerada a ART nº 216.122, da qual não deu baixa, em função da possível ilegalidade no caso de coexistência de duas ARTs principais vinculadas ao mesmo projeto.
Critério não atendido, tendo em vista que a argumentação utilizada pelo Engenheiro Agrônomo Nelson Batista Tempra não se caracteriza como fato novo.
Considerando que, por meio da Decisão PL-0565/2011, o Plenário do Confea decidiu arquivar o processo CF-2309/2006 e determinar a abertura de processo de sindicância para apurar os fatos que levaram o Crea-PA ao não cumprimento das formalidades previstas em lei, bem como nas Decisões 0206/2007 e PL-0131/2010, no que se refere à instauração e condução dos processos administrativos;
Considerando que consta do pedido de reconsideração manifestação do interessado alegando ser o arquivamento do processo inconsistente não podendo o mesmo se encerrar em si, razão pela qual requer o desentranhamento do referido processo, pelo Confea;
Considerando que o engenheiro agrônomo solicita ainda que o Confea oficie a SEMA/PA, para que informe em caráter de urgência o número e a quem pertence a ART que continua amparando a licença de instalação do Projeto Bauxita Paragominas no Platô Miltônia 3, e informa que deve se considerada a ART nº 216.122, da qual não deu baixa, em função da possível ilegalidade no caso de coexistência de duas ARTs principais vinculadas ao mesmo projeto;
Considerando que o Superior Tribunal de Justiça – STJ, ao emitir acórdão sobre o Recurso Especial nº 1.120.302 – RS (2009/0113993-6), datado de 1º de junho de 2010, conceituou que fatos novos são os que ocorreram antes da sentença e só podem ser argüidos na apelação se a parte provar que deixou de fazê-lo por motivo de força maior;
Considerando que o Regimento do Confea prevê que da decisão do Plenário do Confea cabe um único pedido de reconsideração interposto pela parte legitimamente interessada, sem efeito suspensivo, desde que apresentados novos fatos e argumentos;
Considerando, também, que o art. 65 da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999, prevê que os processos administrativos de que resultem sanções poderão ser revistos, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a inadequação da sanção aplicada;
Considerando, assim, que o pedido de reconsideração seria cabível apenas se houvesse fatos novos ou circunstâncias que demonstrassem, a posteriori, a existência de vícios que tornassem ilegal o ato administrativo;
Considerando que esse entendimento sobre fato novo exarado pelo Superior Tribunal de Justiça – STJ foi ratificado pelo Plenário do Confea, por meio da Decisão PL-1159/2010, datada de 29 de setembro de 2010;
Considerando que o pedido de reconsideração não possui caráter de recurso, mas de revisão do ato administrativo a pedido da parte interessada, visto que a solicitação de reconsideração é interposta após trânsito em julgado administrativo; e
Considerando, por fim, que a Decisão PL-0565/2011 está em vigor e a parte interessada apresentou informações que já existiam quando da análise do processo por este Federal e não apresentou fatos novos, não havendo, portanto, justificativa para alterar a decisão adotada pelo Plenário deste Federal,
À vista da legislação em vigor, sugerimos ao Plenário do Confea não conhecer o presente pedido de reconsideração, visto não restarem cumpridos na íntegra os pressupostos de admissibilidade, notadamente a apresentação de novos fatos e argumentos, pois a argumentação apresentada não se caracteriza como fato novo.
Opinamos, também, que o processo seja encaminhado à Gerência de Assistência aos Colegiados – GAC para as providências no que diz respeito à designação de conselheiro relator.
É o parecer, s.m.j.
Brasília, 3 de outubro de 2011. Ana Carolina Brito Silva
Profissional de Atividades de Logística - PAL
ITEM 6
PROCESSO : CF-2124/2009
INTERESSADO : João Carlos Godoy Rezende Alves
ASSUNTO : Pedido de reconsideração da Decisão PL-1919/2009, do Confea.
RELATOR : Conselheiro Federal Anderson Fioreti de Menezes
Ref. SESSÃO: Plenária Ordinária 1.366 Decisão Nº: PL-1919/2009
Referência: PC CF-2124/2009
Interessado: Eng. Industrial Químico João Carlos Godoy Rezende Alves.
EMENTA: Não conhece o recurso interposto pelo interessado em face de sua intempestividade, mantendo-se, por conseguinte, o Auto de Infração nº 2007003026/SUL, lavrado pelo Crea-MG.
DECISÃO:
O Plenário do Confea, reunido em Brasília no período de 16 a 18 de dezembro de 2009, apreciando a Deliberação nº 1.152/2009 - CEEP, relativa à matéria em epígrafe, que trata de recurso intempestivo interposto ao Confea pelo Engenheiro Industrial Químico João Carlos Godoy Rezende Alves, sito à Rua Dr. Pedro Ernesto de Rezende, nº 35, Apartamento “b”, Centro, em Três Corações-MG, autuado pelo Crea-MG mediante o Auto de Infração nº 2007003026/SUL, lavrado em 19 de junho de 2007, por infração ao art. 64 da Lei nº 5.194, de 1966, ao exercer atividades da Engenharia Química ao assumir responsabilidade técnica na execução de atividades de empresa que executa a transformação do plástico para fabricação de brinquedos e embalagens, com o seu registro no Crea cancelado, e considerando que em 4 de outubro de 2007, o processo foi analisado pela Câmara Especializada de Engenharia Química, que concluiu pela manutenção do auto de infração, e posteriormente, em 12 de junho de 2008, o processo foi analisado pelo Plenário do Crea, que decidiu manter a autuação, expedindo a Decisão nº PL-Crea-MG 111/2008; considerando que o art. 78 da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, estabelece que “Das penalidades impostas pelas Câmaras Especializadas, poderá o interessado, dentro do prazo de 60 (sessenta) dias, contados da data da notificação, interpor recurso que terá efeito suspensivo, para o Conselho Regional e, no mesmo prazo, deste para o Conselho Federal.”; considerando que o art. 55 da Resolução nº 1.008, de 9 de dezembro de 2004, que dispõe sobre os procedimentos para instauração, instrução e julgamento dos processos de infração e aplicação de penalidades, determina que “Os prazos começam a correr a partir da data do comprovante de entrega do auto de infração ou da notificação ou, encontrando-se o autuado em lugar incerto, da data da publicação da notificação, excluindo o dia do começo e incluindo o do vencimento”; considerando que a Decisão nº PL-0726/2008, de 30 de junho de 2008, do Confea, firmou o entendimento que “Um dos requisitos para que um recurso possa ser admitido é a tempestividade do mesmo. A tempestividade é considerada matéria de ordem pública, por isso a qualquer tempo pode ser reconhecida, sendo insuscetível de preclusão o exame de sua ocorrência. Assim, pode e deve ser conhecida de ofício pela administração, a qualquer tempo e grau de julgamento, independente de argüição da parte contrária. Desta forma, o recurso interposto fora do prazo será considerado inexistente, razão pela qual todos os atos subseqüentes serão declarados nulos”; considerando que o interessado foi comunicado da decisão do Plenário do Crea-MG mediante o Ofício-Notificação PRES/GTC/AP/201/2008, de 20 de agosto de 2008, cujo aviso de recebimento apresenta a data de 3 de setembro de 2008; considerando que o recurso ao Confea do interessado foi protocolizado no Regional em 12 de fevereiro de 2009, ou seja, foi interposto em prazo superior ao de 60 dias do recebimento do supracitado ofício; considerando, portanto, que o